Categoria: Notícias

  • Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    No dia 13 de janeiro demos início à temporada 2020-21 da NHL. Com a COVID-19 ainda como uma dura realidade que precisamos enfrentar, a liga precisou criar um protocolo e um calendário adaptável para que a temporada regular acontecesse. Um mês após o início da temporada, mais de 30 jogos já foram adiados, todos de times dos Estados Unidos. 

    Em 1º de dezembro do ano passado, a NHL e a NHLPA lançaram seu protocolo de COVID-19. Nele, constam as regras que precisam ser seguidas para que a temporada aconteça, pensando que não existirá uma bolha. Dentre elas estão as seguintes condições: os jogadores que testarem positivo serão identificados pela liga e não poderão voltar a jogar até que sejam curados e liberados pelo cardiologista e pelo médico da equipe.

    Entretanto, colegas de equipe que tiveram contato, e não apresentaram sintomas, ou testaram negativo, não se colocarão em quarentena. Todos os treinadores que ficam no banco seguirão a política obrigatória do uso de máscara a temporada toda.

    Com essas medidas, a liga visa diminuir o contágio e contato entre jogadores, treinadores e comissão técnica.

    Calendário da temporada regular 2020-21

    A NHL divulgou o calendário para a temporada e que visava organizar a casa para que a temporada 2022 começasse nas datas certas de todos os anos antes da pandemia.

    •   13 de janeiro de 2021: começa a temporada regular (programação de 56 jogos para cada equipe)
    •   11 de fevereiro: Prazo para assinatura de Free Agents restritos
    •   12 de março: Prazo para assinatura de extensões de contrato de 2021-22
    •   12 de abril; 16h00 BRT: Trade Deadline
    •   8 de maio: Termina a temporada regular
    •   11 de maio: Começam os playoffs (data provisória)
    •  9 de julho: Último dia possível para a Final da Stanley Cup (data provisória)
    •  21 de julho: Draft de expansão para o Seattle Kraken
    •  23 a 24 de julho: NHL Draft de 2021

    É um calendário bem pensado e que faz todo sentido para a temporada. Porém, como vimos neste primeiro mês, não é bem assim que a temporada regular está seguindo.

    Início dos jogos

    Oficialmente em 13 de janeiro começamos a temporada regular, com cinco jogos, dois na Divisão Norte. Vale ressaltar que para esta temporada as divisões foram reorganizadas em norte, oeste, central e leste, conforme a imagem abaixo.

    NHL anuncia temporada para 13 de janeiro com realinhamento das divisões em 2020-21
    Nova organização das divisões (Reproduçao/NHL.com)

    Pela primeira vez desde 1923, todos os times canadenses ficaram na mesma divisão. Essa decisão foi necessária com as políticas restritivas de território no Canadá, pois ficaria inviável os times viajarem para realizar partidas nos EUA.

    Dessa forma, o primeiro dia de calendário ocorreu como o esperado, com todos os jogos realizados e sem casos de COVID-19.

    Já no segundo dia, 14 de janeiro o primeiro problema se fez notar: a equipe do Dallas Stars, atuais campeões da Conferência Oeste, precisou postergar o seu início na temporada regular devido à um surto de casos de COVID-19.

    Ao todo, 17 membros do time tiveram a doença no training camp. A estreia da equipe ficou marcada para acontecer no dia 19 de janeiro entretanto, só aconteceu mesmo no dia 22 de janeiro, contra o Nashville Predators, na qual venceram por 7 x 0.

    Com este problema “resolvido”, a NHL seguiu confiante de que com todos seguindo o protocolo, as chances de surtos e muitos casos seria pequena. Contudo, não foi isso que o destino reservou para a temporada.

    Adiamentos de partidas

    Desde o final de janeiro a liga vem sofrendo com diversos atletas e comissão técnica com novos casos. O grande problema, é que quando o primeiro caso aparece, não demora muito para pelo menos mais duas pessoas da equipe em questão também pegarem o vírus.

    No dia 04 de fevereiro a NHL anunciou que os jogos do Colorado Avalanche até pelo menos 11 de fevereiro seriam remarcados. Isso porque jogadores do time entraram no protocolos da COVID-19 da NHL.

    A decisão veio dos grupos médicos da liga, da NHLPA e do Avalanche, em conjunto com o Departamento de Saúde do Colorado, que determinou que mais cautela era necessária enquanto as partes analisavam os resultados dos testes nos próximos dias.

    No dia 03 de fevereiro a NHL anunciou que como resultado da adição de cinco jogadores do Minnesota Wild ao protocolo da COVID-19. Assim, os jogos da equipe foram adiados até pelo menos dia 09 de fevereiro visando proteger toda a equipe, funcionários e jogadores.

    No dia 01 de fevereiro a liga anunciou que os jogos do New Jersey Devils foram adiados até dia 06 de fevereiro (até o momento desta matéria, os jogos dos Devils ainda estão adiados) em resultado de quatro jogadores que entraram no protocolo da COVID-19 da NHL.

    Dessa forma, com todas estas partidas adiadas, a continuação da temporada regular é uma incógnita pois com as datas de playoffs já definidas, entendemos que os jogos regulares precisam acontecer até este período.

    Ao todo, cada time de cada divisão precisa jogar oito jogos com cada uma das equipes que estão dentro da mesma divisão. Com estes adiamentos, para que isso ocorra dentro do prazo previsto, será necessário encaixar diversas partidas no restante do calendário. Dessa maneira, é bem possível que vejamos muitos jogos em dias subsequentes, semelhante à bolha do ano passado.

    Vale questionar se isto tudo é realmente possível. Seria uma pausa no calendário necessária para conter novos surtos de COVID-19? A NHL precisará reduzir quantidade de jogos? Talvez uma nova bolha precisará existir para enfim chegarmos aos playoffs. A torcida é para que no final dê tudo certo e, ao fim do semestre, tenhamos um novo campeão da Stanley Cup. 

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • Letônia recebe sozinha o Mundial de Hockey da IIHF

    Letônia recebe sozinha o Mundial de Hockey da IIHF

    O Campeonato Mundial de Hockey no Gelo da IIHF está marcado para acontecer entre os dias 21 de maio e 6 de junho. Entretanto, no final de janeiro, o conselho do Mundial anunciou que Belarus não seria mais a anfitriã do evento em conjunto com a Letônia.

    A determinação veio após tensões políticas no país aumentarem em agosto do último ano, em contestação à reeleição de Aleksandr Lukashenko, considerado o último ditador na Europa, no poder há 26 anos, pela União Europeia.

    A repressão aos protestos contra Lukashenko e a falta de seriedade com a COVID-19 foram alguns dos motivos para transferirem o evento. Portanto, realizou-se uma votação para decidir quem seria o país anfitrião do Mundial de 2021. 

    Assim, no dia 2 de fevereiro, a IIHF anunciou que a Letônia, cotada para co-sediar o Mundial, passará a ser a única sede do evento. O Conselho da Federação citou os desafios constantes causados pela COVID-19, junto com várias razões técnicas, para sua decisão de manter o torneio em uma única cidade.

    Com a incerteza que continua em torno das restrições às viagens internacionais, o Conselho acredita que manter todas as equipes em Riga durante o torneio e evitar o trânsito entre dois países anfitriões é a maneira mais segura e econômica de operar o evento. Enfim, o campeonato continua com sua data de início prevista para o dia 21 de maio e término no dia 6 de junho. 

    A organização do evento

    • Todas as 16 equipes participantes, divididas entre Grupo A (Rússia, Suécia, Tchéquia, Suíça, Eslováquia, Dinamarca, Belarus e Grã-Bretanha) e Grupo B (Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Letônia, Noruega, Itália e Cazaquistão) ficarão hospedadas em um hotel.
    • A arena principal será a Arena Riga, em Riga. Ela receberá o Grupo B, dois jogos das quartas de final, a semifinal e a rodada de medalhas.
    • O segundo local será o Olympic Sports Centre, que virará uma pista de gelo com capacidade para 6.000 pessoas. Assim, sediará o Grupo A e dois jogos das quartas de final.
    • A Daugava Ice Rink, a aproximadamente 10 minutos da Arena Riga, servirá como arena de prática, com duas pistas de gelo. A arena está em construção e com conclusão prevista para o final de março.

    Evento bolha

    A possibilidade do evento ser no formato de bolha, com isolação e o mínimo de exposição a pessoas de fora da organização, é plausível. Porém, será feito somente se necessário. Com as equipes alojadas em um mesmo hotel e os locais de competição da Arena Riga e do Olympic Sports Centre localizados a aproximadamente 150 metros um do outro, a IIHF seria capaz de implementar um conceito de bolha, caso seja preciso.

    Por outro lado, se a situação da COVID-19 na Letônia melhorar, será possível permitir torcida presente nos jogos. Cabe à IIHF avaliar essa possibilidade, juntamente com o Comitê Organizador Local em uma data mais próxima do campeonato. Dessa forma, eles já estariam preparados para iniciar uma oferta de ingressos dentro de três dias de aviso prévio da aprovação do governo para hospedar fãs nos locais.

    Calendário 

    O campeonato começará na sexta-feira, dia 21 de maio, com a partida dos países do Grupo B, entre Alemanha e Itália. Posteriormente, a anfitriã Letônia enfrentará o Canadá na Arena Riga.

    Já no Grupo A, o primeiro embate será entre a Rússia e a Tchéquia, no Olympic Sports Centre. Enquanto isso, à tarde, Belarus e Eslováquia se enfrentarão. Assim, primeiro dia do Mundial 2021 terá, ao todo, oito das 16 equipes envolvidas. 

    No site da IIHF é possível ver o calendário completo.

    Foto: Reprodução/tripadvisor: Dave O

  • Mudanças na temporada 2020-21 da AHL

    Mudanças na temporada 2020-21 da AHL

    A melhor liga de hockey de desenvolvimento do mundo, a AHL (American Hockey League), costuma ter o início de sua temporada regular em outubro de cada ano, mas, assim como a NHL, dessa vez, também foi adiado por causa da pandemia da COVID-19. Depois de ter tido sua temporada 2019-20 cancelada e a temporada 2020-21 adiada, as datas para a parte inicial da competição foram anunciadas ainda no último mês. E o começo está bem próximo: a temporada acontecerá entre 5 de fevereiro e 16 de maio!

    No entanto, muitas mudanças aconteceram para que a AHL pudesse funcionar neste período tão difícil. Entre elas, a proibição de fãs na maioria das arenas, protocolos rígidos para viagens e a redução de receita, o que custou a saída de três times para essa temporada. 

    Organização das equipes

    Diferentemente de um ano normal, serão somente 28 times na corrida pela Calder Cup. Isso porque as equipes Charlotte Checkers (afiliada ao Florida Panthers), Milwaukee Admirals (afiliada ao Nashville Predators) e Springfield Thunderbirds (afiliada ao St. Louis Blues) optaram por ficar de fora da competição.

    Além disso, a AHL também realinhou as divisões de equipes: com a existência de uma Divisão Canadense, os quatro times do norte irão disputar entre si para chegar aos playoffs. Outra mudança drástica é na Divisão Atlântica: normalmente com oito times, na temporada 2020-21 ela só contará com três.

    Foto: Reprodução/TheAHL.com

    Ademais, outros cinco times foram realocados para que possam jogar nesse ano excepcional: o Binghamton Devils irá jogar em Newark, N.J.; o Ontario Reign irá jogar em El Segundo, Califórnia; o Providence Bruins irá jogar em Marlborough, Massachusetts; e o San Diego Gulls irá competir em Irvine, Califórnia.

    Afiliações com a NHL

    Algumas mudanças entre as afiliações dos times da AHL com os da NHL também ocorreram para este ano. Primeiro, o Chicago Wolves tem como novo filiado primário o Carolina Hurricanes; além disso, o Henderson Silver Knights é a nova equipe filiada ao Vegas Golden Knights; e o Springfield Thunderbirds conta agora com a filiação do St. Louis Blues. 

    Devido à pandemia, que gerou a saída de três times para esta temporada, a NHL liberou a dupla filiação entre as duas ligas. O Chicago Wolves (Carolina Hurricanes) também é filiado ao Nashville Predators; o Syracuse Crunch (Tampa Bay Lightning) também agora ao Florida Panthers; e o Utica Comets (Vancouver Canucks), ao St. Louis Blues. 

    Mas NHeLas, o que significa essa dupla filiação?

    Bom, como se sabe, os prospects dos segundos afiliados foram afetados por não ter onde jogar, visto que suas equipes decidiram ficar de fora da temporada. Então, com a dupla filiação, eles poderão jogar nas equipes que irão participar da temporada. Um exemplo são os jogadores do Springfield Thunderbirds (St. Louis Blues), que agora irão se juntar ao elenco do Utica Comets (Vancouver Canucks).

    A AHL na NHL

    A introdução do taxi squad para essa temporada foi uma ótima ideia para que cada time tenha um maior “banco de reservas”. Com ele, se algum jogador do elenco principal se machucar, haverá sempre alguém para substituí-lo. Os jogadores que compõem esse pequeno grupo (de 4 a 6 pessoas) sempre estarão viajando com o time e treinando com o restante da equipe, o que torna a ideia favorável nas condições atuais da pandemia. 

    O interessante é que o taxi squad geralmente é composto por jogadores da AHL, e eles serão tratados como jogadores dessa liga enquanto estiverem atribuídos a esse posto. No entanto, mesmo ganhando o salário de um integrante da AHL e sendo tratado como um, eles não poderão participar das atividades da mesma.

    Isso impacta a NHL quando se trata do teto salarial do time, porque não há um limite de salário para esse grupo de jogadores. Ou seja, os efeitos no teto salarial são equivalentes a se os jogadores estivessem jogando na AHL.

    A única diferença é quando se trata exclusivamente sobre os dois tipos de contratos. Se um jogador no taxi squad tiver um one way contract ele ganhará um salário normal da NHL, mas se ele tiver um two way contract ele ganhará um salário normal da AHL.

    E aí? Se interessou? Olha a notícia boa: a competição tem transmissão pela AHLTV, serviço pago de streaming que funciona também aqui no Brasil!

    A agenda de todos os times competidores dessa temporada já está disponível. A gente mal vê a hora de descobrir quem vai levar a Calder Cup esse ano! 

    Foto: Reprodução/Artfulpuck

  • NWHL suspende o restante da temporada 2021

    NWHL suspende o restante da temporada 2021

    Devido aos novos testes positivo para COVID-19 no dia de hoje (03) entre as quatro equipes semifinalistas da Isobel Cup, a NWHL junto com a Autoridade Olímpica de Desenvolvimento Regional (ORDA) resolveram suspender o restante da temporada 2021.

    Pensando na segurança das jogadoras, comissão técnica e os funcionários que atuam na temporada, suspender o campeonato foi a melhor opção para garantir a segurança de todos.

    Notícia dada pela NWHL

    Esta atitude já era esperada, pois no fim de janeiro tivemos a desistência do Metropolitan Riveters por conta de testes positivos de COVID-19 em diversos membros da organização do time.

    Posteriormente, no dia 1º de fevereiro, a NHWL anunciou via nota oficial a desistência do Connecticut Whale. O time não jogou a partida prevista contra o Minnesota Whitecaps na noite anterior, retirando-se do restante do torneio e da temporada 2021.

    Dessa maneira, com a crescente de casos, a decisão de interromper o campeonato, não pareceu absurda ou exagerada.

    Para relembrar, os jogos das semifinais aconteceriam amanhã, 04 de fevereiro. Uma partida seria entre o líder do campeonato e estreante Toronto Six e o Buffalo Beauts. Este ficou com a quarta colocação depois de perder o terceiro jogo da série melhor-de-três para o Boston Pride, por 71.

    https://twitter.com/Sportsnet/status/1356460641788256257/photo/1

    Já o embalado Boston Pride iria enfrentar o Minnesota Whitecaps, atual campeão da Isobel Cup (disputada em 2019).

    O Toronto Six, mesmo estreante na liga, já era o grande favorito a levar a Isobel Cup. No começo da temporada, demorou um pouco para embalar, mas depois pegou o ritmo e não perdia há quatro partidas.

    Do outro lado, a briga seria boa entre as últimas finalistas da Isobel, com tanta tradição e vontade de levar o campeonato de ambos os lados.

    Agora é preciso esperar que todos possam se recuperar deste vírus. Torcemos para que a próxima temporada seja jogada até o fim, para enfim vermos mais um time entrar para a história como campeão da Isobel Cup.

    Foto: Reprodução/nwhl.zone

  • Metropolitan Riveters anuncia saída da Isobel Cup 2021

    Metropolitan Riveters anuncia saída da Isobel Cup 2021

    Seguindo os protocolos médicos da NWHL o Metropolitan Riveters anunciou hoje, dia 28 de janeiro, que precisou se retirar oficialmente da Isobel Cup 2021 e da temporada regular da NWHL. A competição acontece até 5 de fevereiro em esquema de bolha em Lake Placid – Nova Iorque. A decisão foi tomada depois que diversos membros da organização testaram positivo para Covid-19. 

    Ivo Mocek, treinador do time, disse no comunicado oficial que “o time está de coração partido por não ter a chance de competir pela Isobel Cup, mas estamos alinhados com a Liga em priorizar o bem estar de todas as jogadoras e da equipe. ” Ademais, ele complementou reiterando que a equipe estará de volta para a próxima temporada.

    Já Madison Packer, capitã do time, utilizou sua conta pessoal no twitter para dizer que as Riveters voltarão ao gelo. 

    Já a NWHL reforçou que a prioridade segue sendo a saúde das jogadoras, dos treinadores, oficiais e da equipe. A liga confirmou que a competição seguirá com os outros cinco times. Dessa forma, os jogos que aconteceriam no dia 28 de janeiro foram adiados, e serão retomados sábado, dia 30, com a programação atualizada.

    Você pode assistir aos jogos das outras cinco equipes no canal da Twitch da NWHL

  • Jim Rutherford, GM do Pittsburgh Penguins, deixa o cargo

    Jim Rutherford, GM do Pittsburgh Penguins, deixa o cargo

    O GM do Pittsburgh Penguins, Jim Rutherford, deixou a organização nesta quarta-feira (27), apontando “motivos pessoais” como a razão para fazê-lo. O GM assistente, Patrik Allvin, assumiu a posição de GM interino enquanto a equipe procura por um novo nome para liderar a franquia. Ainda não se especulam nomes para substituí-lo a longo prazo.

    Rutherford chegou a Pittsburgh na temporada 2014-15, e viu os Penguins chegarem na pós-temporada em todos os anos que os comandou. Com ele, o time conquistou a Stanley Cup por duas vezes consecutivas, em 2016 e 2017. Além disso, por sua contribuição ao hockey, Rutherford entrou para o Hockey Hall of Fame em 2019, na categoria de builders

    Mas o período sob o comando de Rutherford não foi um mar de rosas para os Penguins. O agora ex-GM, fez movimentações que deixaram a torcida confusa, triste ou até mesmo enfurecida. As várias mudanças muitas vezes trouxeram peças de caráter duvidoso (Jack Johnson, Erik Gudbranson e Cody Ceci dizem “olá”) para tentar mais uma campanha do core liderado por Sidney Crosby.

    Ao mesmo tempo, o executivo trouxe Patric Hornqvist do Nashville Predators, e o sueco foi fundamental na conquista do back to back. Outra troca importante e fundamental para as duas Stanley Cups foi a chegada de Phil Kessel. Como parte da transação, o então prospect Kasperi Kapanen foi para Toronto. Tal como aprendemos em Rei Leão, a vida é um ciclo sem fim, e o jovem finlandês retornou como uma das últimas aquisições de Rutherford enquanto GM dos Pens. 

    Embora algumas trocas esquisitas às vezes fizessem o torcedor questionar a sanidade do executivo, Rutherford foi muito necessário para o sucesso de Pittsburgh na segunda metade dessa década. Ele substituiu Mike Johnston por Mike Sullivan e isso foi a faísca que a equipe precisava no momento certo. O então GM também complementou seu elenco de estrelas com nomes como Trevor Daley, Nick Bonino, Carl Hagelin e Ron Hainsey, possibilitando duas campanhas vitoriosas. 

    A torcida do Pittsburgh Penguins tem muito a agradecer a Jim Rutherford. E ele pode encerrar essa página de sua carreira com a certeza de que escreveu seu nome dos anais da história da franquia, não apenas no formidável troféu de prata que ajudou a sua equipe a conquistar por duas vezes consecutivas. 

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Primeiro dia de bolha da NWHL é marcado por estreias

    Primeiro dia de bolha da NWHL é marcado por estreias

    No sábado (23), a NWHL fez o seu retorno oficial ao gelo com o primeiro dia da “bolha” em Lake Placid, New York. Com transmissões na Twitch, o primeiro dia teve três jogos programados.

    Dentre eles, tivemos a estreia oficial do Toronto Six e de diversas jogadoras que participaram do draft de 2020 da NWHL. Além disso, a liga, que conquistou diversos novos fãs nesse meio tempo, movimentou as redes sociais dos fãs de hockey, sem falar, é claro, do chat da transmissão, que teve grandes momentos.

    Com a opção de doar inscrições, a solidariedade foi um dos grandes destaques do dia, com fãs comprando diversas inscrições para outros recém-chegados. No entanto, menção honrosa e vai para a doação inusitada de um jogador da NHL, que também estava assistindo à transmissão.

    O winger J.T. Brown, ex-Tampa Bay Lightning e com contrato assinado com o IF Björklöven na HockeyAllsvenskan, não somente assistiu como também interagiu com os fãs e doou ao todo 71 inscrições (o número usado po Saroya Tinker, do Metropolitan Riveters) ainda na primeira partida do dia. Dessa forma, provou-se mais uma vez que com pouco um jogador de destaque pode ajudar na visibilidade para o hockey feminino.

    Outro destaque vai para as jogadoras que mostraram seus apoios aos protestos do Black Lives Matter ocorridos por todo os Estados Unidos no decorrer do ano passado e se ajoelharam durante os hinos nacionais. Assim, mais uma vez jogadores de hockey insistem que o esporte pode e deve apoiar a sociedade nas suas lutas.

    Mas as manifestações em prol do movimento não param por aí. As camisas usadas pelas jogadoras nesta temporada possuem um patch com a frase “end racism” (“acabe com o racismo” em tradução livre). Essa foi uma forma da NWHL mostrar que apoia um hockey mais inclusivo, afinal o hockey é (ou deveria ser) para todos! 

    Riveters 3, Six 0.

    O primeiro jogo do dia foi entre o veterano Metropolitan Riveters e o estreante Toronto Six, o que provavelmente tornou essa uma das partidas mais aguardadas entre os fãs.

    Logo no início da partida, aos 01:43, já tivemos a rede sendo balançada pela defensora Leila Kilduff, das Riveters. Mais tarde, ainda no final do primeiro período, Kilduff repetiu o feito e aumentou a vantagem do time de Nova Jersey para 2 a 0.

    No entanto, isso não desanimou o time canadense, que fez de tudo para marcar um gol na partida. Ao todo foram 40 tiros a gol realizados pelo time, que não conseguiu marcar nenhum graças à goleira Sonjia Shelly. Enquanto isso, as Riveters tiveram 16 shots bloqueados pela goleira Elaine Chuli das Six.

    Por fim, Toronto teve um bom desempenho no gelo apesar da falta de gols. O time, que estava jogando apenas a sua primeira partida na história, conseguiu mostrar que tem um grande potencial e é questão de tempo para se destacar em gols.

    A defesa do Metropolitan Riveters foi excelente e uma das grandes responsáveis pela falta de gols da outra equipe. Ao final, com Toronto deixando o gol vazio, as adversárias aproveitaram a chacen e a atacante Emily Janiga garantiu um terceiro gol faltando apenas 22 segundos para o fim da partida.

    Whitecaps 2, Pride 1.

    Outra partida muita esperada entre os fãs era do Minnesota Whitecaps e Boston Pride, os finalistas da Isobel Cup da temporada 2019-20, que foi cancelada devido à COVID-19. Numa partida emocionante para ambos os lados, as jogadoras deram um show no gelo e mantiveram os torcedores atentos durante a transmissão.

    Ambos os times eram fortes e tinham grandes chances de ganhar. A prova disso foi quando a defensora Jenna Rheault mandou o puck direto para a atacante Christina Putigna, que aproveitou a chance e balançou a rede para o Pride. No entanto, essa alegria não durou muito. Poucos minutos depois foi a vez da atacante Joanna Curtis balançar a rede para as Whitecaps e empatar a partida em 1 a 1 no primeiro período.

    No segundo período, o time de Minnesota abriu uma vantagem ao marcar o seu segundo gol da partida. Desta vez, com o gol da vitória marcado pela capitã Winny Brodt-Brown. Com o ponto, ela se tornou a jogadora mais velha na NWHL a marcar um gol, aos 42 anos.

    Assim, o time garantiu a sua vantagem e posteriormente a sua vitória no seu primeiro jogo na bolha. Boston deu o seu máximo, mas ainda assim não conseguiu marcar nenhum outro gol. Foram seis oportunidades de power plays e 37 shots defendidos pela goleira Amanda Leveille. Enquanto a goleira Lovisa Selander defendeu 17 tiros de 19 realizados pelas Whitecaps. 

    Whale 2, Beauts 1.

    O último jogo do dia foi entre o Connecticut Whale e o Buffalo Beauts. Não era uma estreia ou um duelo tão aguardado como os anteriores, porém isso não o tornou menos importante. Nem menos interessante. Começando pelas goleiras de ambos os times, de um lado a terceira escolha geral do NWHL Draft de 2020, Carly Jackson, pelas Beauts e do outro, a goleira Abbie Ives pelo Whale. 

    Diferentemente das duas primeiras partidas, no primeiro período não vimos nenhum time a balançar a rede. No entanto, isso não durou muito no período seguinte. Marcando o seu primeiro gol e ponto na carreira, a segunda escolha geral do draft do ano passado, a jogadora Kayla Friesen, abriu o placar para o time de Connecticut. Dessa maneira, ela criou uma vantagem para o seu time que durou todo o segundo período.

    Entretanto, o time de Buffalo também queria muito vencer e foi durante um power play no terceiro período que a atacante Kristin Lewicki mandou o puck para dentro da rede e empatou a partida. Consequentemente, o gol aumentou os ânimos no gelo e deixou o duelo entre Jackson e Ives ainda mais acirrado. Ao todo, Carly parou 42 shots contra os 24 defendidos por Abbie.

    Sem novos gols, o jogo não teve outro destino a não ser tentar desempatar na prorrogação, que também seguiu sem nenhuma alteração no placar. Restou apenas o shootout para decidir o time vitorioso.

    Com apenas um gol marcado nas três rodadas, por Katelyn Russ ainda na primeira tentativa, o Connecticut Whale garantiu a vitória da noite sobre as Beauts que não marcaram em nenhuma cobrança. O resultado mostrou que, apesar das jogadoras terem feito o seu melhor no gelo, o grande destaque foram as goleiras de ambos os times. 

    A temporada da NWHL segue até o dia 5 de fevereiro, quando acontece a Final da Isobel Cup. Todos os jogos podem ser assistidos através do canal na Twitch da liga, e a programação completa no horário de Brasília pode ser vista neste tweet.

    Foto: Reprodução/ Twitter @NWHL

  • NWHL usa patch contra o racismo nas camisas

    NWHL usa patch contra o racismo nas camisas

    Para a temporada de 2021, a National Women’s Hockey League e os membros da NWHL Players ’Association (NWHLPA) usarão patches contra o racismo nos uniformes, como parte dos esforços contínuos para a igualdade das 120 jogadoras em todas as seis equipes.

    A temporada começou no sábado, dia 23, após a organização anunciar uma inédita parceria com a NBC Sports

    “Quando se trata de acabar com o racismo, acredito que todos têm a responsabilidade pessoal de reconhecer seus próprios preconceitos implícitos. Portanto, ser anti-racista é uma escolha que se faz todos os dias, que se pauta por conversas corajosas” A defensora do Boston Pride Briana Mastel disse sobre a luta contra o racismo. “Nunca é tarde demais para agir para criar uma mudança positiva.”

    A diretora executiva da NWHLPA, Anya Packer, complementou que “a NWHLPA está firme na luta contra o racismo de todos os tipos e tem orgulho do legado que nossas jogadoras e ex-alunas BIPOC (sigla para black, indigenous and person of color; em português, negros, indígenas e pessoas não-brancas) criaram no hockey feminino.

    “Embora o mundo hoje esteja fragmentado, a NWHLPA continuará a educar nossos atletas, alavancar nossas plataformas e impulsionar ações significativas para tornar o hockey um espaço mais diversificado e inclusivo. Queremos que nossa postura seja clara, por isso temos orgulho de usar os adesivos” afirmou Packer.

    A Comissária da NWHL, Tyler Tumminia, também fez uma declaração sobre o assunto:

    “A NWHL apoia cada jogador, treinador e membro da equipe em qualquer ação pacífica que eles decidam realizar na luta contra o racismo. Por isso, queríamos que uma mensagem aparecesse a cada segundo de cada jogo nesta temporada. Após uma série de discussões, a Associação de Jogadores sugeriu uma mensagem clara sobre todos os uniformes – End Racism (Acabe com o Racismo). Estamos unidos com as jogadoras nesta iniciativa e em tudo que as equipes e jogadoras da NWHL fazem pela igualdade e representação. Contudo, não se engane: o hockey tem um longo caminho a percorrer e vamos continuar a fazer o trabalho.”

    Chance de ser pioneira na luta, de forma ativa

    Contudo, outra questão se levanta. Apesar deste ser um passo importante para a luta contra o racismo no hockey, até que ponto isso é um esforço efetivo? Uma boa ideia seria reverter de alguma forma a venda de camisas com este patch e apoiar alguma ONG de Diversidade e Inclusão, ou construir um tipo de comunidade para incluir jovens BIPOC e tornar o esporte de fato inclusivo. A verdade é que o hockey hoje é elitista independentemente de gênero. 

    Então, a NWHL pode usar essa campanha como oportunidade para ser pioneira sobre questões que assolam a comunidade de pessoas não-brancas, como por exemplo, a luta contra o fim da brutalidade policial. Afinal, a própria NHL abriu mão de tomar rumo sobre tais questões. A campanha de Akim Aliu e da Hockey Diversity Alliance,por exemplo, se desvincularam da liga masculina por falta de interesse da mesma.

    Dessa maneira, a NWHL terá um legado muito mais interessante na melhora das injustiças sociais através do esporte. 

    A noticia e outras citações sobre a iniciativa podem ser lidas, em inglês, no site da NWHL.

  • NWHL recebe apoio de outros atletas durante a bolha

    NWHL recebe apoio de outros atletas durante a bolha

    A bolha da NWHL está prestes a começar e com ela o hockey feminino vem ganhando mais destaque nas redes sociais. Algumas ligas e artistas têm dado o seu apoio, seja participando de doações ou usando suas plataformas para trazer uma visibilidade um tanto necessária para a modalidade. Afinal, não é de hoje que as atletas estão nessa luta e enfim vemos resultados significativos, tais como as semifinais e a final sendo televisionadas nos Estados Unidos.

    Uma das maneiras em que a liga tem recebido apoio é com outros atletas e times da NHL divulgando a nova temporada, como por exemplo o perfil do Colorado Avalanche no twitter, que está sempre interagindo com os perfis dos times e da NWHL. 

    Outra maneira que a NWHL encontrou para trazer visibilidade e ainda arrecadar com a venda de ingressos, são os recortes de “fan face”. Nele os fãs compram ingressos para os jogos, porém, como o acesso ao rinque ainda está proibido, em troca as suas fotos estarão presentes nas arquibancadas representando os mesmos. Dessa forma, muitos torcedores podem apoiar o seu time, permitindo que as arquibancadas não fiquem de fato vazias.

    No entanto, o apoio não ficou restrito somente aos fãs da NWHL. Isso porque times das mais diversas ligas também estão comprando ingressos e ajudando na divulgação, assim como também outros atletas e profissionais do esporte.

    A NHL prestigia a NWHL

    O Boston Bruins é um dos times que estará “presente” nos jogos do Boston Pride. Além de ter comprado 20 ingressos para representar os seus jogadores, o time também irá autografar as suas fan faces para que as mesmas possam ser leiloadas pela Boston Bruins Foundation ao final da bolha. Posteriormente, o time doará o valor da arrecadação para a Mass Hockey e para o Boston Pride’s Coaching Ambassador Program. 

    No entanto, eles não serão os únicos rostos conhecidos da liga masculina presentes nos jogos. O New York Rangers também comprou 25 ingressos, divididos entre o Connecticut Whale e o Metropolitan Riveters. Os rostos de Artemi Panarin, Chris Kreider, Mika Zibanejad, Kaapo Kakko, Adam Fox, Jacob Trouba, Igor Shesterkin e o restante dos Rangers poderão ser vistos nas arquibancadas. 

    Para o time de Connecticut, o New York Islanders enviará o capitão Anders Lee e Josh Bailey para serem representados nas arquibancadas. O Columbus Blue Jackets também participará e será representado pelo mascote Stinger.

    Na arquibancada dos Riveters também estarão presentes três jogadores do New Jersey Devils. O time “enviou” os jogadores PK Subban, Nico Hischier e Jack Hughes para representar a equipe e oferecer apoio à bolha da NWHL. 

    Enquanto isso, o Minnesota Wild também está fazendo a sua parte em apoiar o Minnesota Whitecaps. O time adquiriu 24 ingressos para a bolha, de modo que 23 de seus jogadores e o técnico Dean Evason serão representados nas arquibancadas. Assim como os Bruins, posteriormente o time irá autografar e leiloar as fan faces, e o dinheiro será revertido em bolsas de estudo para o programa Little Wild Learn to Play.

    Mulheres apoiam outras mulheres

    Uma grande parte do apoio tem vindo também de atletas femininas de outros esportes. Elas têm não somente usado as suas redes sociais para apoiar mas também estarão presentes nas arquibancadas. Da WNBA (Women’s National Basketball Association), o apoio vem de diversos times. 

    O Connecticut Sun mostrará o seu apoio para o Whale através das jogadoras Briann January, Kaila Charles, DeWanna Bonner e Jonquel Jones. Ao mesmo tempo, o Minnesota Lynx será representado pela GM e treinadora Cheryl Reeve e a WNBA Rookie of the Year, Crystal Dangerfield. Além disso, as jogadoras Sylvia Fowles, Napheesa Collier e o restante do time também estarão presentes.

    O Whale também contará com a participação do time Las Vegas Aces que será representado na bolha pelas suas jogadoras A’ja Wilson e Angel McCoughtry. Ademais, o Seattle Storm será representado pelas jogadoras Sue Bird e Breanna Stewart. 

    As Riveters contarão com o apoio do time New York Liberty através das jogadoras Sabrina Ionescu, Layshia Clarendon, Jazmine Jones, Jocelyn Willoughby e Amanda Zahui B. Além disso, o time Sky Blue FC da NWSL (National Women’s Soccer League) também comprou 12 ingressos para as suas jogadoras e a GM Alyse LaHue.

    Outras ligas também demonstram apoio

    Esse suporte não fica restrito somente às ligas femininas e à NHL, pois outros esportes também serão representados na bolha. É o caso do CLG (Counter Logic Gaming) que também mostrará o seu apoio à NWHL e participará do evento pelo Buffalo Beauts.

    Da mesma maneira, o novato Toronto Six recebe o apoio do Toronto Blue Jays da MLB para a sua temporada inaugural. Os Blue Jays adquiriram 10 ingressos que serão utilizados para os jogadores Bo Bichette e Vladimir Guerrero Jr., o GM Charlie Montoyo, o mascote Ace, entre outros. 

    A Six Star Pro Nutrition, parceira da NWHL, também está fazendo a sua parte. A empresa de suplementos para atletas decidiu mostrar o seu apoio e, como resultado, adquiriu três ingressos para a bolha. Dessa forma, o jogador de futebol americano T.J. Watt, a jogadora de futebol Tobin Heath e a atleta Callie Bundy também aparecerão nas arquibancadas. 

    No entanto, o destaque vai para o estado de Minnesota que com a campanha #OneMN reuniu os mais diversos atletas para estarem “presentes” nas arquibancadas dos Whitecaps.

    Assim como o Wild e os Lynx, o time também contará com o suporte do Minnesota United FC da MLS, o Minnesota Timberwolves da NBA, o Minnesota Vikings da NFL e o Minnesota Twins da MLB. Não somente mostrando apoio à NWHL, mas acima de tudo mostrando que os mais diversos esportes de um estado podem sim incentivar uns aos outros. 

    Temporada 2020-21

    A sexta temporada da NWHL acontece entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro em Lake Placid, NY no formato bolha. Essa será uma temporada que entrará para a história do hockey, afinal ela marca não somente a estreia do Toronto Six na liga, mas também a primeira vez que as semifinais e a final da modalidade feminina serão transmitidas em rede nacional nos Estados Unidos. Os jogos da temporada regular serão transmitidos através do canal na Twitch da NWHL e você poderá assistir gratuitamente. Fora dos EUA, os jogos das semifinais e final poderão também ser assistidos através da Twitch. 

    Abaixo a agenda da temporada (Horário de Brasília)

    Sábado, 23 de janeiro

    15h – Toronto Six vs. Metropolitan Riveters

    18h – Boston Pride vs. Minnesota Whitecaps

    21h – Connecticut Whale vs. Buffalo Beauts

    Domingo, 24 de janeiro

    15h – Minnesota Whitecaps vs. Toronto Six

    18h – Metropolitan Riveters vs. Connecticut Whale

    21h – Buffalo Beauts vs. Boston Pride

    Terça, 26 de janeiro

    19h30 – Minnesota Whitecaps vs. Metropolitan Riveters

    22h30 – Toronto Six vs. Boston Pride

    Quarta, 27 de janeiro

    19h30 – Boston Pride vs. Connecticut Whale

    22h30 – Metropolitan Riveters vs. Buffalo Beauts

    Quinta, 28 de janeiro

    19h30 – Buffalo Beauts vs. Toronto Six

    22h30 – Connecticut Whale vs. Minnesota Whitecaps

    Sábado, 30 de janeiro

    14h – Connecticut Whale vs. Toronto Six

    17h – Minnesota Whitecaps vs. Buffalo Sabres

    20h – Boston Pride vs. Metropolitan Riveters

    Domingo, 31 de janeiro

    16h – 4º colocado vs. 3º colocado

    19h – 6º colocado vs. 2º colocado

    22h – 5º colocado vs. 1º colocado

    Terça, 2 de fevereiro

    19h30 – 6º colocado vs. 1º colocado

    22h30 – 4º colocado vs. 2º colocado

    Quarta, 3 de fevereiro

    21h – 5º colocado vs. 3º colocado

    Quinta, 4 de fevereiro – Semifinais

    19h30 – 4º colocado vs. 1º colocado

    22h – 3º colocado vs. 2º colocado

    Sexta, 5 de fevereiro – Final às 21h

  • IIHF muda localização de torneio em meio a conflitos políticos em Belarus

    IIHF muda localização de torneio em meio a conflitos políticos em Belarus

    O conselho do Mundial de Hockey, da Federação Mundial de Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês), votou na segunda-feira, dia 18 de janeiro, para mudar a localização da competição em meio a instabilidade política em Belarus. O país co-receberia os jogos em 2021 juntamente com a Letônia.

    Aleksandr Lukashenko está no poder em Belarus há 26 anos. No entanto, apesar de ter realizado uma eleição presidencial em agosto do ano passado, a qual venceu com 80% dos votos, a União Europeia não reconheceu os resultados da votação

    O país está fervilhando em conflitos internos desde essa última eleição. O líder bielorusso vem reprimindo fortemente os protestos, há relatos de inúmeras violações de direitos humanos e opressão da população. Além disso, suas atitudes frente à pandemia da covid-19 abalaram a permanência do torneio em solo belarusso.

    A IIHF alegou que, por questões de segurança dos jogadores, das equipes técnicas, oficiais e dos torcedores, resolveu retirar o Mundial que seria co-sediado em Minsk, capital da nação. O segundo país, Letônia, ainda está sendo considerado pelo conselho para sediar sozinho os jogos. 

    A decisão aconteceu depois que grandes marcas como a Nívea ameaçaram retirar o patrocínio da competição. A maior patrocinadora do torneio, a montadora tcheca Skoda, foi categórica alegando que deixaria tal posição se a Federação mantivesse a sede.

    Eslováquia, Rússia, Dinamarca e República Tcheca, local que sediou o Mundial Júnior de 2020, além da própria Letônia, se ofereceram para sediar o torneio. No entanto, a Rússia está proibida de receber o torneio até dezembro de 2022, como punição pelos escândalo de doping.