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  • Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    O NHL Draft que aconteceu no último fim de semana trouxe uma novidade para os fãs brasileiros. Entre os prospects estava Marcus Kallionkieli, draftado pelo Vegas Golden Knights. O jogador nasceu em Helsinki, na Finlândia, mas carrega traços brasileiros no seu DNA. Isso porque Kallionkieli é filho de mãe brasileira e pai finlandês.

    Carreira até aqui

    O fino-brasileiro iniciou sua carreira jogando pelo HIFK sub-16 na temporada 2015-16. Porém, só foi ter destaque mesmo na temporada seguinte, na qual marcou 19 gols, além de dez assistências, em 18 jogos. Na mesma época, também jogou pela equipe nacional da Finlândia no sub-16 e sub-17. Nesse ínterim, somou três gols, duas assistências e cinco pontos. 

    Sendo assim, na temporada 2017-18, foi considerado um dos melhores jogadores de seu time. O winger jogou pelo HIFK sub-18, onde melhorou o seu jogo defensivo e ajudou o time a ganhar a medalha de ouro. Marcus marcou 13 gols e fez nove assistências em 29 jogos. 

    Na temporada 2018-19, Kallionkieli foi draftado pelo time Sioux City Musketeers da liga USHL (United States Hockey League). Em sua estréia pelo time americano, marcou dois gols e uma assistência. Ainda nos primeiros nove jogos, ele marcou dez gols, com mais três assistências, somando 13 pontos marcados. Com mais jogos e um destaque maior, sua primeira temporada pela liga foi boa. Assim, jogou no top line ao lado de Bobby Brink e Martin Pospisil. Marcou 29 gols e fez 23 assistências, somando 53 pontos em 58 jogos na temporada regular.

    Ficou em 34º lugar na classificação intermediária da NHL Central Scouting entre os patinadores norte-americanos. Além disso, ficou em 47º na classificação final. Ganhou o prêmio USHL all-rookie team pela temporada 2018-19.

    Brasil no hockey

    Para nós aqui do Brasil, Kallionkieli já está se destacando. O Vegas Golden Knights draftou o jogador apenas no quinto round, 139º overall, mas já podemos ficar de olho nesse fino-brasileiro que pode vir a jogar na NHL. Se assim o fizer, ele será o terceiro jogador na história da Liga de origem brasileira.

    Assim como ele, tivemos o goleiro Mike Greenlay, que nasceu na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo. Greenlay participou apenas de dois jogos pelo Edmonton Oilers na temporada 1989-90, mas seguiu carreira nas ligas menores.

    Outro brasileiro que já deu as caras na NHL é o defensor Robyn Regehr. Nascido na cidade de Recife, em Pernambuco, Regehr jogou pelo Buffalo Sabres e Los Angeles Kings, onde ganhou uma Stanley Cup em 2014. Se aposentou, enfim, em 2015. Ambos chegaram à Liga, mostrando que o Brasil pode sim ter seus representantes no gelo. Mesmo que eles venham de forma atravessada.

    Foto: Reprodução / vegashockeyknight.com

  • A semana que antecede o Free Agency Day

    A semana que antecede o Free Agency Day

    Com o dia 1º de julho, que é conhecido como Free Agency Day, chegando, temos uma semana agitada pela frente. Diversas trocas ocorrendo desde o draft até agora, além do período de entrevistas dos free agents. Por fim, o goleiro Roberto Luongo do Florida Panthers anunciou sua aposentadoria do esporte. Vem com a gente que o NHeLas te atualiza!

    As trocas mais impactantes até agora

    O maior nome movido desde o draft foi, definitivamente, o defensor PK Subban. O canadense foi trocado pelo Nashville Predators para o New Jersey Devils por um valor considerado abaixo do mercado. O que contribuiu para a transação foi o salário alto de Subban e a necessidade de os Preds abrirem espaço para o jovem Dante Fabbro. Por outro lado, os Devils ganharam um grande reforço sem precisar se desfazer de peças importantes para o seu futuro. 

    Outro defensor trocado foi Calvin de Haan, do Carolina Hurricanes para o Chicago Blackhawks, em um pacote com Aleksi Saarela. Os Canes, por sua vez, receberam Anton Forsberg e Gustav Forsling. Além isso, os Canes receberam Patrick Marleau e a escolha do primeiro round do ano que vem do Toronto Maple Leafs, além de uma escolha de sétimo round. Em troca, Carolina enviou sua escolha de sexto round de 2020. A escolha dos Leafs tem uma proteção para o top 10, e a transação foi feita para que a equipe canadense abrisse espaço em sua folha salarial para os contratos de seus restricted free agents

    Período de entrevistas para os free agents

    A classe dos free agents desta off season de 2019 é extensa e tem figuras importantes. Especula-se que UFAs (unrestricted free agents) como Artemi Panarin e Sergei Bobrovsky estejam próximos de assinarem com o Florida Panthers. Além disso, temos também Robin Lehner, Matt Duchene, Joe Pavelski, Anders Lee e Tyler Myers. 

    Como aconteceu ano passado, mais notavelmente com John Tavares, os free agents se encontram com as equipes com as quais há interesse mútuo. Durante esta reunião, com jogador e seu empresário, o clube apresenta sua proposta e seu planejamento, além da oferta salarial. O prazo para as entrevistas se iniciou no último domingo (23). Sendo assim, tudo indica que a próxima segunda-feira será agitada! 

    Além dos UFAs, há notícias de que alguns RFAs (restricted free agents) estariam tendo entrevistas com outros clubes. A princípio, esse período antecede quaisquer possíveis offer sheets. A classe de RFAs deste ano tem nomes importantes, como Mitch Marner, Sebastian Aho, Mikko Rantanen, Matthew Tkachuk e Patrik Laine. 

    Roberto Luongo anuncia sua aposentadoria do hóquei

    Nesta tarde de quarta-feira (26), o goleiro do Florida Panthers publicou uma carta aberta anunciando sua aposentadoria. Luongo foi draftado pelo New York Islanders no primeiro round de 1997. No entanto, atuou por apenas uma temporada em Long Island (1999/2000) antes de ser trocado para o Florida Panthers na off season de 2000. O canadense ficou no time por seis anos, até 2006, quando foi trocado para o Vancouver Canucks.  

    Em Vancouver, Luongo se tornou um dos melhores goleiros da NHL. O canadense foi indicado aos principais prêmios do NHL Awards. Por conseqüência, ele ganhou um Mark Messier Leadership Award em 2007 e um William M. Jennings Trophy em 2011. Além disso, foi ainda o capitão dos Canucks de 2008 até 2010, o sétimo goleiro da história a ocupar esta posição. Em 2011, os Canucks venceram o President’s Trophy e chegaram até a final da Stanley Cup, perdendo para o Boston Bruins.

    Internacionalmente, o goleiro representou o Canadá em duas olimpíadas, Vancouver 2010 e Sochi 2014, vencendo dois ouros. Luongo foi titular na conquista de 2010, desbancando Martin Brodeur para o papel. Na trade deadline de 2014, Luongo foi trocado para o Florida Panthers, onde jogou até este ano. O arqueiro encerra sua carreira com 1044 jogos, 489 vitórias e a porcentagem de defesas de .919.

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • Hayley Wickenheiser lidera Classe 2019 do Hockey Hall of Fame

    Hayley Wickenheiser lidera Classe 2019 do Hockey Hall of Fame

    Nesta tarde de terça-feira (25), o órgão anunciou os nomes que serão introduzidos no Monte Olímpio do hóquei. O principal nome entre os escolhidos foi o de Hayley Wickenheiser, indubitavelmente a maior jogadora de hóquei de todos os tempos. Além disso, já entra em seu primeiro ano de elegibilidade.

    Como funciona a seleção?

    As três categorias são jogador (player), construtor (builder) e árbitro (referee/linesman). No caso do jogador, é considerada sua importância para o esporte no quesito habilidades, espírito desportivo e contribuições para os times em que atuou. Além disso, o jogador não pode ter atuado profissionalmente ou na sua seleção nacional nos três anos que antecedem sua indicação. 

    O construtor é aquele que, em uma função extra-gelo, contribuiu de alguma forma para o crescimento do esporte. Aqui, se encaixam os técnicos e executivos, por exemplo, podendo estar ativos ou inativos à época da introdução. Por fim, o árbitro é aquele que contribuiu, com suas habilidades enquanto juiz, de uma forma positiva para o esporte. O período de elegibilidade para um árbitro é o mesmo de um jogador, ou seja, três anos. 

    Quem faz essa escolha?

    Os eleitos são escolhidos por um sistema de voto, no qual o Comitê do Hall da Fama determina os selecionados. Sendo assim, cada integrante do Comitê pode indicar uma pessoa em cada categoria durante o procedimento anual. Ademais, podem ser eleitos apenas quatro jogadores e duas jogadoras por ano, além de dois (se não há indicados na categoria de árbitros) ou um na categoria construtores, e, enfim, um árbitro. A classe de 2019 conta com uma jogadora, três jogadores e dois construtores.

    Hayley Wickenheiser, jogadora, Canadá

    Maior nome da história do hóquei feminino, a canadense dispensa apresentações, tendo um currículo que fala por si só. A atleta ganhou quatro medalhas olímpicas de ouro com sua seleção, além de sete ouros em mundiais de hóquei. MVP em duas Olimpíadas (2002 e 2006), Wickenheiser é líder absoluta de seu país. Sendo em gols (168), assistências (211) e pontos (379), com 276 partidas disputadas internacionalmente.

    Além disso, a atleta fez história ao ser a primeira mulher a anotar um ponto em uma liga profissional masculina, quando atuou na Finlândia. Atualmente, Wickenheiser trabalha para o Toronto Maple Leafs, dirigindo o departamento de desenvolvimento de jogadores. 

    Sergei Zubov, jogador, Rússia

    O defensor, cuja carreira profissional foi de 1988 a 2010, ganhou a Stanley Cup duas vezes. Primeiramente, com o New York Rangers em 1994, e a segunda com o Dallas Stars, em 1999. Além das duas equipes, o russo também defendeu o Pittsburgh Penguins e o SKA São Petersburgo na KHL (Kontinental Hockey League).

    Antes de ser draftado pela equipe nova-iorquina, o jogador defendia a equipe do Exército Vermelho, o HC CSKA Moscou. Além das conquistas na NHL, o defensor foi campeão olímpico em 1992, nos jogos de Albertville. Ele encerrou sua carreira com 771 pontos em 1068 jogos na NHL.

    Guy Carbonneau, jogador, Canadá

    O center começou sua carreira na QMJHL (Quebec Major Junior Hockey League), onde defendeu Chicoutimi Saguenéens. Depois de uma temporada de 182 pontos, foi draftado pelo Montréal Canadiens em 1979. Com os Habs, venceu sua primeira Stanley Cup em 1986, e foi o recipiente do Selke nas temporadas 87/88, 88/89 e 91/92.

    Em 1989 foi nomeado capitão da equipe, vencendo a Stanley Cup novamente em 1993, última vez que uma equipe canadense conquistou o título. Posteriormente, em 1994 foi trocado para o St. Louis Blues por Jim Montgomery. Lá jogou por uma temporada antes de assinar com o Dallas Stars. No Texas, venceu sua terceira Stanley Cup, em 1999, e se aposentou em 2000 com 663 pontos em 1318 jogos.

    Václav Nedomanský, jogador, Tchecoslováquia/República Tcheca

    O tcheco ficou conhecido como o primeiro jogador a desertar um dos países da Cortina de Ferro para jogar na América do Norte, em 1974. Jogou por três anos na World Hockey Association (WHA) pelo Toronto Toros e Birmingham Bulls. Por fim, assinou com o Detroit Red Wings em 1977, quando iniciou sua carreira na NHL. Ele ainda defendeu o New York Rangers e o St. Louis Blues antes de se aposentar da Liga em 1983, com 278 pontos em 421 jogos.

    Jim Rutherford, construtor, Canadá

    Embora o canadense tenha tido uma carreira com mais de 400 jogos na NHL como goleiro, sua indicação vem na categoria de construtor. Rutherford teve sucesso como GM, levando o Carolina Hurricanes à primeira Stanley Cup da franquia em 2006. Além disso, foi o arquiteto das conquistas seguidas do Pittsburgh Penguins em 2016 e 2017. 

    Jerry York, construtor, Estados Unidos

    O americano é o maior vencedor do hóquei universitário da NCAA (National Collegiate Athletic Association) ainda em atuação. York venceu quatro títulos com o Boston College e um com o Bowling Green State University, tendo conquistado mais de 1,000 vitórias durante sua carreira. Este feito é especialmente importante considerando que os times universitários jogam até 34 jogos por temporada regular. 

    A cerimônia de introdução irá acontecer no dia 18 de novembro, em Toronto. 

    Foto: Reprodução/TSN.ca

  • Como funciona o primeiro contrato profissional na NHL

    Como funciona o primeiro contrato profissional na NHL

    Com o fim de semana do Draft chegando ao fim, surgem dúvidas acerca do futuro dessa nova safra de talentos. O que são entry-level contracts? Jack Hughes vai direito do NTDP (National Team Development Program) para a NHL? Kaapo Kakko virá para a América do Norte para jogar com o New York Rangers na próxima temporada? Vasili Podkolzin conseguirá sair do seu contrato na Rússia ou os Canucks irão precisar esperar dois anos para vê-lo em ação? Para responder estas perguntas, precisamos entender como funcionam os primeiros passos desses jovens na sua carreira profissional.

    Quem pode assinar?

    Todo jogador precisa assinar um entry-level contract (ELC) se ele tem menos de 25 anos de idade. O termo do contrato é variável, podendo ser de um a três anos. Para isso, a idade do atleta quando o termo foi assinado é levada em consideração. Conforme verificamos na tabela abaixo:

    Idade em que o contrato foi assinadoDuração
    18 – 21 anos3 anos
    22 – 23 anos 2 anos
    24 anos1 ano

    A idade válida é aquela até o dia 15 de setembro do ano em que o contrato for assinado. Tal qual a elegibilidade para o Draft, o jogador pode ter vindo do hóquei universitário, do sistema colegial, do major junior da CHL (Canadian Hockey League) ou das ligas europeias, por exemplo.

    Quais são os termos deste contrato?

    Todos os ELCs são two-way contracts, ou seja, têm salários diversos para as diferentes Ligas. O valor máximo pago pela NHL é $925,000 e, no caso da American Hockey League (AHL), $70,000. O contrato, além disso, envolve diversos bônus que podem ser pagos ao atleta. Essa gratificação pode ser pela assinatura do contrato ou pelo alto desempenho durante a temporada.

    O signing bonus, que conta para o valor do atleta no cap, tem como valor máximo $92,500 (correspondendo, portanto, a 10% do valor total do contrato). Além disso, os contratos geralmente trazem bônus por performance. No caso destes, são divididos entre as categorias A e B.

    Quais os requisitos para os bônus de performance?

    A categoria A engloba algumas metas. De início, 20 gols, 35 assistências, 60 pontos. É preciso também estar no top 6 da sua equipe em tempo no gelo entre os atacantes (em pelo menos 42 jogos) e estar no top 6 da sua equipe em +/- (também com ao menos 42 jogos). Por fim, deve ter ao menos 0.73 pontos por jogo (em pelo menos 42 jogos). Cada bônus vale $212,500, podendo chegar a $850,000. Sendo assim, só podem ser recompensadas quatro metas.

    Já a categoria B traz metas mais difíceis com um teto maior, de até 2 milhões de dólares. Elas são: estar no top 10 da Liga em gols, assistências, pontos ou pontos por jogo (pelo menos 42 jogos). Além disso, ganhar o Hart, Selke, Richard, Norris, Vezina ou Conn Smythe. Por fim, estar no primeiro ou no segundo time All-Star da Liga no NHL Awards.

    E o teto salarial, como fica?

    Há a previsão de um espaço de até 7.5% do cap para acomodar os bônus na temporada seguinte à conquista das metas estabelecidas. Caso a somatória dos bônus dos atletas em entry-level contracts passe desse limite, começa a contar contra o teto salarial. Temos um exemplo recente em Toronto, com Matthews, Marner e Nylander em seus ELCs. A somatória das bonificações destes jogadores passou do valor permitido e contou para o teto.

    O que acontece quando um contrato “slide” (desliza)?

    No início de toda temporada se ouve falar da regra dos dez jogos para os novatos. Isto ocorre porque há um mecanismo no CBA (Collective Bargaining Agreement) que estabelece que, antes de atingir dez partidas pela NHL, o jovem atleta pode retornar para sua equipe de origem sem que seja contabilizado o ano de seu contrato. Ficando, assim, como se nunca tivesse atuado como profissional.

    Nesta hipótese, o jogador recebe apenas seu signing bonus durante a off season e retorna ao major junior ou às ligas menores sem receber seu salário. As equipes usam muito desta tática. Com ela, os clubes têm o jogador a um custo controlado durante mais tempo. Ao mesmo tempo permite que o atleta seja testado no profissional para que possa provar que deve ficar ali.

    Além disso, retornar o atleta para as ligas menores pode ser fundamental para o seu desenvolvimento físico e técnico. Para que um contrato “deslize”, o jogador deve ter 18 ou 19 anos quando o contrato foi assinado, desde que não vá fazer 20 anos naquele ano.

    Exemplos desse “slide” do contrato

    No caso de Filip Zadina, no ano passado, antes da temporada 2018-2019. O prospect de Detroit jogava pelo Grand Rapids Griffins, afiliado dos Wings na AHL. Teve seu primeiro ano do contrato “jogado” para esta próxima temporada 2019-2020. Ou seja, o clube de Michigan terá mais tempo até o tcheco chegar à restricted free agency.

    Um exemplo oposto envolveu outro europeu, o alemão Leon Draisaitl. Na temporada 2014-2015, o Edmonton Oilers mandou o atleta de volta à Western Hockey League (WHL) após 37 partidas no profissional. Desta forma, o contrato não deslizou e Draisaitl se tornou, então, RFA depois de dois anos completos com os Oilers.

    Jogadores já “comprometidos” com universidade do sistema NCAA

    No caso daqueles atletas que optam pela via do hóquei universitário, eles não podem assinar contratos, pois sua elegibilidade perante a NCAA (National Collegiate Athletic Association) depende de seu status enquanto amador. Desta forma, os direitos de um clube em relação a um atleta draftado se estendem até 30 dias depois do fim de sua vida acadêmica.

    Os atletas universitários podem assinar contratos depois da trade deadline, desde que sua temporada universitária já tenha acabado. Neste caso, assim como na hipótese dos dez jogos, o clube “queima” um ano do contrato do jogador quando ele é assinado no final da temporada regular.

    Ainda assim, é uma prática muito comum. Recentemente pudemos ver no caso de Quinn Hughes do Vancouver Canucks (Universidade de Michigan) e Cale Makar do Colorado Avalanche (UMass Amherst). O último nem mesmo atuou na temporada regular, mas foi importante para a equipe de Denver nas partidas dos playoffs em que participou.

    E quem não é draftado?

    Em muitos casos, os jogadores não draftados são convidados para participar dos training camps. A partir dali, eventualmente o clube pode oferecer um contrato se gostar do desempenho do atleta. Atletas como Pascal Dupuis e Chris Kunitz, que ganharam a Stanley Cup mais de uma vez e, no caso do último, o ouro olímpico, não foram draftados.

    Com Seattle chegando, como ficam os jovens jogadores em relação ao Draft de expansão?

    Assim como no caso de Vegas, os jogadores em seu primeiro ou segundo ano como profissionais estão isentos do Draft de expansão, ou seja, não precisarão ser protegidos. Além disso, as escolhas de Draft que ainda não assinaram contratos também estão isentos automaticamente, sem a necessidade de constarem entre os atletas protegidos.

    Em 2017, atletas como Connor McDavid (em seu segundo ano como profissional), Auston Matthews e Mitch Marner (ambos calouros do Toronto Maple Leafs) não precisaram de proteção por se encaixarem nesta regra.

  • O que rolou no primeiro round do NHL Draft 2019

    O que rolou no primeiro round do NHL Draft 2019

    O primeiro round do Draft 2019 da NHL aconteceu ontem (21), na Rogers Arena, em Vancouver. A maior parte das previsões em relação aos prospects foram idealizadas, com Hughes em primeiro lugar e Kakko em segundo. Primordialmente, foram 27 times e 31 jogadores selecionados na primeira etapa do evento. Confira os melhores momentos do acontecimento mais esperado da intertemporada da NHL.

    Hughes x Kakko

    Não era surpresa o fato de que Jack Hughes e Kaapo Kakko vinham sendo cotados há tempos para o Top 3 do Draft 2019. Afinal, seus desempenhos em seus times eram dignos desta posição. Porém, alguns especialistas ainda divergiam em opinião sobre qual dos dois deveria ser o 1st pick.

    Ambos queriam o primeiro lugar. Mas foi Jack Hughes quem teve seu desejo atendido.

    O New Jersey Devils subiu ao palco e escolheu a estrela do time de Hockey dos EUA under-18 para reforçar a equipe. Em segundo lugar, Kaapo Kakko, um dos jogadores mais proeminentes da Finlândia, teve seu nome chamado pelo New York Rangers. Ambos jogadores de alto nível e que tem altas expectativas sobre a Liga – e vice-versa.

    Os Top 3 escolhidos

    Jack Hughes: #1

    Foi com um sorriso de orelha a orelha que o garoto de Orlando subiu ao palco para vestir o uniforme dos Devils. Sendo um dos mais cotados há bastante tempo para o 1st pick, Hughes faz jus à posição. Sendo um dos jogadores mais dinâmicos do Programa de Hockey dos EUA Under-18, Jack consegue pensar no jogo na velocidade máxima com ou sem o puck.

    Com 112 pontos em 50 jogos no time sub-18, ele lidera a equipe dos EUA. Além disso, nas duas temporadas jogando pelo seu país, Hughes atingiu o maior record de assistências (154) e pontos (228). Tudo isso em apenas 110 jogos disputados desde que entrou na equipe. Desse modo, Jack é o quinto jogador do time de Hockey dos EUA under-18 a ser a primeira escolha no Draft. Fica atrás apenas de jogadores como Auston Matthews e Patrick Kane.

    Com essa escolha, o New Jersey Devils tem para si um dos melhores forwards do Draft. Posteriormente, o jogo dinâmico de Hughes será peça essencial para que os Devils garantam seu espaço nos playoffs.

    Kaapo Kakko: #2

    O finlandês de 18 anos foi o segundo selecionado no Draft, pelo New York Rangers. Combinando habilidade de jogo e altas pontuações, o jogador canhoto pode disputar na posição de winger ou centro. Marcou 22 gols nos 45 jogos que disputou pela Liiga, a liga profissional de hockey da Finlândia. Em síntese, jogando pelo TPS, Kakko liderou a equipe com quatro gols e cinco pontos, em cinco jogos nos playoffs da liga. Além disso, ainda teve cerca de 20 minutos jogados por partida.

    No mundial de hockey, o finlandês marcou o gol da vitória de sua equipe, conquistando a medalha de ouro. Em suma, finalizou o torneio com cinco pontos em sete jogos.

    Ele é um adicional de extrema importância para os Rangers. De acordo com analistas da NHL, pode ser um dos principais jogadores a liderar o time. E também o responsável pelas futuras vitórias do New York na Liga.

    Kirby Dach: #3

    Ao longo da última temporada, muitos jornais esportistas cotaram Alex Turcotte para ser o 3rd pick do Draft deste ano. Porém, a surpresa da noite foi quando o Chicago Blackhawks subiu ao palco e anunciou Kirby Dach como sendo a sua escolha. Estático, Kirby afirmou para a NHL.com que “foi uma surpresa e choque”. Mas também disse que estava “emocionado e honrado por fazer parte de uma equipe como os Blackhawks.”

    Como centro do Saskatoon, time da liga Oeste do Canadá, fez 73 pontos (25 gols e 48 assistências) em 62 jogos na equipe. Kirby é um jogador versátil, que pode armar jogadas incríveis, fazer gols, e é ótimo no jogo físico. Portanto, pode ser uma ótima adição na equipe do Chicago para as próximas temporadas, principalmente nos playoffs.

    Outros acontecimentos

    Sem maiores surpresas, em 4º lugar, escolhido pelo Avalanche, foi selecionado o defensor Bowen Byram. No entanto, Alex Turcotte, cotado para top 3 desde o início da temporada, foi selecionado em 5º lugar pelo L.A. Kings.

    À princípio, o décimo primeiro pick no Draft pertencia ao Philadelphia Flyers. Porém, uma trade com o Arizona Coyotes mudou a situação. Então, os Flyers receberam dois picks dos Yotes, o 14º e 44º. E o time do Arizona recebeu uma escolha no primeiro round, o 11º lugar.

    As rodadas posteriores do Draft acontecem neste sábado (22), também em Vancouver.

    As demais escolhas detalhadas dos jogadores você consegue acompanhar no site da NHL.com.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • NHL anuncia novas mudanças nas regras

    NHL anuncia novas mudanças nas regras

    Foi anunciada, nessa quinta (21), mudanças no livro de regras pela NHL. Algumas delas incluem revisão para major penalties e expansão das revisões em vídeos para challenges de técnicos. Durante os playoffs, os erros de arbitragem chamaram atenção, por isso, a conversa sobre as regras precisou acontecer.

    Como serão as novas regras?

    Gols validados anulados no momento errado, lances duvidosos, muitos questionamentos. Estes foram alguns exemplos dos muitos erros que aconteceram nesses playoffs. Como resultado, e depois de muita pressão, houve uma conversa entre os GMs dos times, a Associação de Comitê de Competição de Toronto e o comissário Gary Bettman para a modificação de algumas regras. Bettman disse que “os aprimoramentos são a forma mais lógica de avançar e que é possível ser implantada agora”.

    Algumas dessas regras são:

    • Juízes terão que checar todas as major penalties para confirmar a gravidade da lesão. Major poderão mudar para minor penalty, porém não poderão ser canceladas.
    • Juízes poderão cancelar uma double minor por hick sticking se vier de um companheiro de time.
    • Se a equipe prestes a jogar no power play cometer um icing, o power play da equipe vai ser na zona ofensiva.
    • A equipe que tirar o gol do lugar (seja propositalmente ou por acidente) e isso levar uma parada no jogo, não poderá trocar as linhas do time. A equipe adversária poderá escolher qual circulo da zona ofensiva para o face-off.
    • Se o goleiro tirar a rede do lugar durante um breakway, isso resultará em um gol automático pra equipe que está atacando.
    • Se um tiro ao gol de fora da linha vermelha for segurado pelo goleiro, não haverá troca de linha.
    • O jogador que perder seu capacete terá que ir ao banco para colocar de volta antes de participar de uma jogada. Se um jogador sem capacete jogar, isso resultará em uma minor penalty.
    • Os challenges dos técnicos serão expandidos para incluir outros lances como handpass, pucks na rede e high sticks.
    • Qualquer challenge que não resultar em nada será punido com uma minor penalty de delay of game. E, se houver outro challenge sem sucesso, uma double minor penalty.

    Bettman disse que “Na teoria, não queremos tantas mudanças, pois isso atrapalharia a fluidez do jogo. Os challenges serão somente para confirmar com toda certeza se houve algum erro da arbitragem” .

    As regras aprovadas podem ser encontradas no site oficial da NHL (em inglês).

    Não é familiar com os termos citados? Cheque no nosso site o Glossário com as regras, penalidades e termos.

  • Os jogadores premiados da NHL Awards

    Os jogadores premiados da NHL Awards

    Nesta quarta (19), em Las Vegas, houve a cerimônia de premiação da Liga, o NHL Awards. Nesse evento, os jogadores são premiados com base em suas atuações na temporada regular. Confira os principais ganhadores das principais categorias.

    Hart Trophy: Nikita Kucherov (Tampa Bay Lightning)

    Nikita Kucherov, jogador do Tampa Bay Lightning, foi o vencedor do Hart Trophy. O troféu é dado ao MVP (Most Valuable Player) da temporada. Os concorrentes ao prêmio eram: Connor McDavid (Edmonton Oilers) e Sidney Crosby (Pittsburgh Penguins). Curiosamente, antes de Kucherov, apenas Martin St. Louis tinha faturado o prêmio para o time de Tampa.

    Kucherov, afinal, terminou a temporada com 128 pontos, 41 gols e 87 assists. Ultrapassou, portanto, os 127 pontos do ex-jogador Alexander Mogilny, do Buffalo Sabres. Assim, ele faturou também o Art Ross Trophy, prêmio dado ao jogador com mais pontos da temporada.

    Além disso, o russo faturou o Ted Lindsay Trophy. Esse prêmio é votado pelos próprios jogadores da Liga e é dado ao jogador mais excepcional.

    Calder Trophy: Elias Pettersson (Vancouver Canucks)

    O Calder Trophy, prêmio dado ao rookie (novato) do ano, foi dado ao sueco de 20 anos Elias Pettersson, centro do Vancouver Canucks. Ele terminou sua primeira temporada na NHL com 66 pontos, 28 gols e 39 assists, além de ser o novato com mais gols em powerplay.

    Juntamente com Pavel Bure, que ganhou o prêmio em 1992, Pettersson foi o segundo rookie do Canucks a ganhar. Seus concorrentes eram Jordan Binnington (St. Louis Blues) e Rasmus Dahlin (Buffalo Sabres).

    Vezina Trophy: Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning)

    Outro russo do Tampa Bay ganhou um prêmio importante, agora dado aos goleiros. O Vezina Trophy é dado para o melhor goleiro da temporada.

    Vasilevskiy ganhou 18 de 21 partidas nos últimos jogos da temporada. Por isso, suas habilidades ajudaram o time a conquistar o recorde de 62 vitórias em uma temporada. Por fim, ele liderou o ranking da NHL com 39 vitórias.

    Seus concorrentes eram Robin Lehner (New York Islanders) e seu antigo colega de time Ben Bishop (Dallas Stars). Vasilevskiy foi o primeiro goleiro a ganhar o prêmio na história do Tampa Bay Lightning.

    Norris Trophy: Mark Giordano (Calgary Flames)

    O prêmio para o melhor jogador de defesa da temporada foi para Mark Giordano, do Calgary Flames. Ele foi o segundo defensor que mais fez pontos (74 pontos, 17 gols e 57 assists) e liderou a temporada com plus-39. Foi o jogador com a média de mais tempo em rinque e teve 21 pontos no powerplay.

    Dessa forma, Giordano foi o primeiro jogador dos Flames a ganhar o Norris Trophy. Seus concorrentes eram Brent Burns (San Jose Sharks) e Victor Hedman (Tampa Bay Lightning).

    Jack Adams Award: Barry Trotz (New York Islanders)

    Barry Trotz faturou seu segundo prêmio Jack Adams, porém agora liderando outra equipe. O prêmio é dado ao melhor técnico da temporada, e sua estréia no New York Islanders confirma isso.

    Ele ajudou o time a conquistar 23 pontos a mais em relação a temporada anterior. Principalmente, se tornaram a primeira equipe da NHL em 100 anos que menos levou gols, com um saldo de 296.

    Seus concorrentes eram Jon Cooper (Tampa Bay Lightning) e Craig Berube (St. Louis Blues).

    Selke Trophy: Ryan O’Reilly (St. Louis Blues)

    Enfim, o campeão da Stanley Cup, Ryan O’Reilly. Ele faturou o Selke Trophy, dado ao melhor avançado defensivo. Ou seja, o melhor atacante com habilidades defensivas.

    O’Reilly liderou a temporada, pela segunda vez consecutiva, com o maior número de face-offs vencidos (1,086). O’Reilly ficou em primeiro lugar entre os atacantes dos Blues na média de tempo de gelo (20:46) e foi também o quarto na NHL com 94 takeaways. Além disso, ele foi vencedor do Conn Smythe Trophy, de MVP dos playoffs, liderando o número de pontos pós-temporada. Por fim, o jogador canadense foi o segundo a ganhar o prêmio na história dos Blues.

    Embora seu concorrentes fossem Patrice Bergeron (Boston Bruins) e Mark Stones (Vegas Golden Knights), eles não foram páreo para O’Reilly.

    É possível conferir a lista inteira, incluindo outros prêmios, no site oficial da NHL.

    Fotos: NHL.com/Reprodução

  • As escolhas do Ottawa Senators no Draft 2019

    As escolhas do Ottawa Senators no Draft 2019

    O Draft 2019 da NHL irá acontecer nos dias 21 e 22 de junho, em Vancouver, no Canadá. Assim como existem diversas especulações sobre os top prospects da Liga, o futuro de alguns times também vem sendo especulado. O Ottawa Senators é um deles. Por meio de algumas trades durante a temporada 2018/19, os Senators conseguiram cinco picks top 100 no Draft deste ano. Além disso, tem mais dois abaixo dos cem. Isso pode ser o fator essencial responsável por reconstruir o time de Ontário do zero e fazer deste um forte concorrente das demais equipes nos playoffs.

    As trades Duchene e Karlsson

    Não é surpresa para os fãs de hockey que o Ottawa terminou em último lugar na temporada 2018/19. Até o início deste ano, os Senators não possuíam mais seu first round pick. Isso devido a uma trade com o Colorado Avalanche em 2017, que resultou na vinda de Matt Duchene para o time. Além da vinda de Duchene, a trade resultou também em uma escolha no terceiro round do Draft de 2019 para o Ottawa.

    Porém, em fevereiro deste ano, um acordo com o Columbus Blue Jackets viria a ser de extrema importância para a equipe de Ontário. Acordo que, por fim, resultou na ida de Duchene para os Blue Jackets. Dessa forma, os Senators voltaram a adquirir, via o time de Columbus, um first round pick. Assim sendo, o time de Ottawa acabou por ficar com a 19ª posição. Apesar de não ter um dos três primeiros picks, o Ottawa ainda possui grandes chances de conseguir jogadores que se encaixem bem no time. Espera-se, com isso, que estes possam ser peças principais no sucesso da equipe nas próximas temporadas.

    Além da escolha no first round, os Senators também garantiram mais duas escolhas no segundo round do Draft. Acabaram com escolhas de 32º e 44º lugares. Este último sendo um extra, foi adquirido devido a trade de Erik Karlsson para os Sharks. Esse acordo envolveu o Florida Panthers e o time de San Jose. Afirmaram, assim, que a ida dos Sharks para os playoffs na temporada atual resultaria num second round pick para os Senators.

    Os picks nos rounds consecutivos

    No terceiro round, o Ottawa possui apenas uma seleção. Esta foi adquirida em uma trade entre Senators, Pittsburgh Penguins e Vegas Golden Knights. De início, o third round pick pertencia ao Pittsburgh. O time da Pensilvânia recebeu este e mais dois jogadores dos Senators, um deles sendo Derick Brassard. Porém, Brassard foi adquirido pelo Vegas mais tarde em uma trade com os Peguins. Logo depois, o Ottawa Senators voltou a adquirir sua seleção do terceiro round do Draft, sendo este o 83º lugar.

    No quarto round, o time de Ontario tem seu próprio pick, o 94º lugar. Além disso, tem outro no quinto, com a 125ª posição, e no sétimo (187ª). Estas foram adquiridas devido à colocação dos Senators na temporada 2018/2019. E o time de Ontario foi o último na tabela. Em regra, os últimos colocados ganham mais prioridade no Draft do que os times que se classificaram para os playoffs. Desta forma, o Ottawa acabou por adquirir um primeiro lugar nos rounds 2, 4, 5 e 7. Estas colocações, no entanto, podem mudar se o time fizer alguma trade com alguma outra equipe até lá. Podendo resultar na compra de um pick de outro time – caso dos Senators no primeiro e terceiro rounds.

    Inicialmente, o Ottawa também possuía um pick no sexto round, na 156ª posição. Porém, fez uma trade com o Vancouver Canucks. A equipe de Ontario destinou sua seleção na sexta etapa aos Canucks pela vinda de Anders Nilsson e Darren Archibald para o time.

    Com sete sólidas escolhas, sendo uma delas no primeiro round, o Ottawa Senators continua a tentar, de todas as formas, uma reconstrução no time. Tudo isso por meio de drafts e trades, pelo segundo ano consecutivo. Apostando em jogadores novos (a escolha de Brady Tkachuk no draft de 2018 só prova o ponto), os Senators tentam dar uma nova cara ao time. Além disso, esperam que os esforços os coloquem novamente na corrida pelos playoffs e o mais perto possível de uma Stanley Cup.

    Foto: Reprodução/tsn.ca

  • “PLAY GLORIA!”

    “PLAY GLORIA!”

    Curioso para saber como uma música dos anos 1980 se tornou o hino da campanha do St. Louis Blues pelo título inédito da Stanley Cup? O NHeLas te conta!

    Quem é Gloria?

    A canção foi originalmente lançada pelo cantor italiano Umberto Tozzi em 1979, escrita por ele em parceria com Giancarlo Bigazzi. A letra foi traduzida para o inglês por Jonathan King. Entretanto, o sucesso nos Estados Unidos só aconteceu com um cover feito por uma norte-americana em 1982. A cantora Laura Branigan foi posteriormente indicada ao Grammy pela performance, que passou 36 semanas na parada da Billboard.

    Branigan tem uma conexão improvável com a NHL. Após o sucesso de “Gloria” e sua indicação ao Grammy, ela foi convidada para cantar o hino nacional dos EUA no All Star Game de 1983. Em 2019, contudo, a canção voltou à tona no mundo dos esportes, se tornando um hino improvável para a campanha vitoriosa dos Blues. Infelizmente, Branigan não pôde ver o revival do seu hit, pois faleceu em 2004 aos 52 anos, vítima de um aneurisma.

    Como chegou aos jogadores de St. Louis?


    Os jogadores do St. Louis no bar “The Jacks NYB“, na Filadélfia em 06 de janeiro de 2019

    Em janeiro deste ano, enquanto estavam na Filadélfia para um jogo contra os Flyers, os jogadores Alexander Steen, Joel Edmundson, Robert Bortuzzo, Jaden Schwartz e Robby Fabbri foram a um bar para assistir ao jogo entre Philadelphia Eagles e Chicago Bears com amigos da cidade. Durante o intervalo, os locais pediam para o DJ tocar “Gloria”, e todos no estabelecimento dançavam e cantavam. Fascinados pelo efeito da canção, os jogadores dos Blues decidiram tocá-la também depois de suas vitórias.

    Na noite seguinte, St. Louis venceu com uma shutout e “Gloria” virou um hino instantâneo. Até então, a canção escolhida era “Runaround Sue” de Dion, mas perdeu o lugar para “Gloria”. Nasceu aí o “Play Gloria”, que ecoou no vestiário durante a remontada dos Blues, que chegaram a estar em último lugar na Liga, até chegarem nas finais da Stanley Cup. O bar na Filadélfia, por sua vez, começou a receber os torcedores dos Blues para assistirem à campanha do seu time do coração. Isso porque todos estavam curiosos para visitarem o local onde o fenômeno “Gloria” começou.

    O efeito Gloria

    A vitória dos Blues foi, com razão, comemorada com muitas reproduções de “Gloria”. Separamos alguns vídeos para vocês, como Brett Hull cantando a canção no desfile e a atriz Jenna Fischer comemorando com um bolo temático. Além disso, tanto a torcida no Busch Stadium em St. Louis quanto as bandas Phish e Vampire Weekend também cantaram a música.

    Brett Hull cantando Gloria durante o desfile em St. Louis, no sábado (15)
    A atriz Jenna Fischer comemora (ao som de Glória) com um bolo temático
    A torcida canta Gloria após o final do jogo, no Busch Stadium em St. Louis
    As bandas Phish e Vampire Weekend cantaram Gloria durante seu show em St. Louis, que aconteceu durante o Jogo 7

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • Blues vencem e fazem história

    Blues vencem e fazem história

    Pode ter sido Dia dos Namorados aqui no Brasil, mas quem comemorou mesmo foi o St. Louis Blues, que venceu e levantou a primeira Stanley Cup da história da franquia.

    Noite de quarta-feira (12). Jogo 7. St. Louis Blues, que até o início de janeiro estava em último lugar na liga, surpreende, dá a volta por cima e chega às finais do campeonato.

    Depois de 49 anos, os Blues chegaram em mais uma final de playoffs. Ironicamente, contra o mesmo time que foi seu adversário em 1970, o Boston Bruins. As expectativas eram altas; ganhar esse campeonato significava muito para o time, afinal seria se tornar pela primeira vez campeão da Stanley Cup. Mas os Blues não se deixaram abalar, mantendo a garra até o final, para enfim vencer por 4 a 1 o time da casa, levantando a Stanley Cup.

    Blues 4, Bruins 1

    O time do Missouri estava indo bem nessa última série. Vinha com 2 vitórias consecutivas e só precisavam ganhar o Jogo 6. Mas os Ursos pressionaram e conseguiram um Jogo 7. Partida marcada e o próximo a ganhar seria o campeão.

    No primeiro período os Bruins até tentou, fez um jogo mais ofensivo, muitos tiros a gol, mas ainda assim não foi o suficiente.

    Por outro lado os Blues marcaram duas vezes. O primeiro ficou por conta de Ryan O’Reilly. O segundo gol, aos 19:52 foi o capitão Alex Pietrangelo quem mandou para dentro, fazendo 2-0.

    O segundo período foi mais tranquilo e nenhum dos dois times marcaram. No terceiro período o campeão do troféu Clarence S. Campbell atacou novamente. Dessa vez quem marcou foi Brayden Schenn, com assistências de Vladimir Tarasenko e Jaden Schwartz. Quem fechou com chave de ouro o placar foi Zach Sanford aos 15:22.

    Jordan Binnington foi espetacular e defendeu 32 dos 33 shoots feitos pelo time da casa. O goleiro deixou passar somente um tiro de Matt Grzelcyk no final do terceiro período. Jogo finalizado, o placar era 4-1 e o St. Louis Blues se tornou pela primeira vez campeão da Stanley Cup.

    Conn Smythe Trophy

    O center O’Reilly teve motivo em dobro para comemorar. Responsável por 5 gols nos últimos quatro jogos, o canadense levou o troféu Conn Smythe, dado ao jogador considerado “mais valioso” dos playoffs. Ryan foi o primeiro jogador desde Wayne Gretzky a marcar em quatro jogos consecutivos em uma Final da Stanley Cup.

    História no gelo

    Em novembro, o Blues demitiu o técnico Mike Yeo. Consequentemente, Craig Berube acabou por assumir, como interino, até que a equipe nomeasse oficialmente alguém para o cargo.

    Ainda assim o time continuava indo de mal a pior. Até janeiro, quando Berube decidiu arriscar e colocar o novato Jordan Binnington para jogar.

    O que ninguém esperava aconteceu; Binnington mostrou que estava ali para vencer. Do dia 23 de janeiro a 19 de fevereiro foram 11 vitórias consecutivas. O time se tornou tinha o segundo melhor recorde de vitórias da NHL.

    Técnico novo, goleiro novo e equipe ganhando. Essa era a receita que o time precisava para levantar os ânimos e chegar nos playoffs.

    Sobre a mudança do Blues dentro e fora do gelo, você pode ler mais nessa análise que conta um pouco mais a história dessa temporada.

    Amuleto da sorte?

    A noite foi inesquecível também para (e por conta de) a menina Laila Anderson, que ficou conhecida após um vídeo gravado por sua mãe ser tornar viral. No vídeo, Laila, que luta contra uma doença rara, a Linfohistiocitose Hemofagocítica (LHH), descobre que está liberada pelos médicos para ir aos jogos dos playoffs.

    A super fã do time foi convidada pelos jogadores a voar para Boston e participar do Jogo 7. Não só isso, ela também foi convidada pelos jogadores a entrar no gelo e beijar a tão sonhada Stanley Cup. Sem dúvidas, o Blues marcou a vida dessa menina, que com certeza será lembrada na história do St. Louis Blues como um amuleto da sorte.

    Foto: Reprodução/NHL.com