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  • A estrada até aqui: St. Louis Blues

    A estrada até aqui: St. Louis Blues

    Ao som de “Gloria”, de Laura Branigan, os torcedores do St. Louis Blues comemoraram a classificação do time à final da Stanley Cup. Vencedores do troféu Clarence S. Campbell, derrotaram o San Jose Sharks. Se tornaram, então, campeões da Conferência Oeste.

    Se superando até o último minuto dos 82 jogos regulares, o time de Missouri enfrenta agora o Boston Bruins. Time esse que vem sendo cotado para ganhar o troféu desde a temporada regular. Com jogo ofensivo e apostas como Jaden Schwartz e Vladimir Tarasenko, o St. Louis tem um elenco recheado de jogadores com condições suficientes de levar o time a levantar a taça mais cobiçada da Liga.

    A estrada até aqui

    Diferente do seu oponente, o St. Louis Blues esteve longe de fazer a melhor temporada de sua carreira. Foram necessárias mudanças na comissão técnica e elenco. Como consequência, o campeão da Conferência Oeste teve a oportunidade de fazer uma das melhores campanhas nos playoffs de sua história.

    Em novembro, a situação fora do rinque não era agradável. Com jogadores que não se entendiam, ocupavam a última posição na tabela da Divisão Central. Assim, os Blues demitiram o técnico, Mike Yeo. Com isso, elevaram para o posto de técnico interino o assistente, Craig Berube. O time tinha resultados caóticos no último mês do ano. Na época, as chances de os Blues chegarem à final da Stanley Cup eram de 0.6%.

    Em janeiro, Berube resolveu dar folga ao veterano das redes dos Blues, Jake Allen. Ao invés, arriscou o rookie Jordan Binnington, reserva da equipe. E este não decepcionou. Binnington parou 25 shots no seu primeiro jogo na NHL, contra o Philadelphia Flyers. Por fim, levou o time a uma vitória de 3 a 0, fazendo com que os Blues ficassem com 38 pontos. No final do mês, o time estava a três pontos de conseguir um lugar para os playoffs no wildcard.

    No início de fevereiro, com 11 vitórias consecutivas, o time tinha o segundo maior recorde de vitórias em toda a NHL. Binnington, com um percentual de defesa em .947%, solidificou sua posição como goleiro regular do time. Os Blues, com 69 pontos e após muito trabalho dentro e fora do rinque, chegaram ao terceiro lugar da Divisão Central. Assumiam, assim, uma posição para disputar os playoffs.

    O St. Louis chegou ao final da temporada com 99 pontos, um a menos que Nashville. Permaneceram na terceira posição da Divisão Central, com um percentual de 10.1% de chances de conquistar sua primeira Stanley Cup. Nada mal para um time que precisou recomeçar do zero. Além disso, ao final de dezembro, não tinha sequer esperanças de competir por uma posição na disputa dos playoffs.

    A jornada nos Playoffs

    O time da cidade de St. Louis começou o Round 1 com uma equipe totalmente diferente. Mais ofensiva, tentava ter para si ao máximo a posse do puck.

    Seu primeiro adversário na longa jornada até a Stanley Cup foi o Winnipeg Jets. A disputa na série foi acirrada entre os dois times. Os Blues ganharam cinco dos seis jogos disputados, com apenas um gol de diferença. O time de St. Louis assumiu o controle de toda a série. Sendo assim, no Jogo 6, com hat-trick de Schwartz, a equipe de Missouri derrotou os Jets e passou para a segunda fase dos playoffs. Até então, dos sete times que mudaram seus técnicos durante a temporada regular, os Blues eram o único que ainda continuavam na disputa. A influência de Craig Berube no time foi tão grande que o técnico foi escolhido como um dos finalistas do troféu Jack Adams, para melhor técnico da temporada.

    O oponente dos Blues agora era o Dallas Stars, que também não teve uma temporada espetacular. Ambos os times, nos sete jogos disputados na série, atacaram de forma quase brutal. Mas foram os Blues que obtiveram melhor desempenho nas partidas disputadas. Mostraram um jogo defensivo, impossibilitando o ataque dos Stars de chegar no gol de Binnington. Também extremamente ofensivo, criaram diversas chances e não deram descanso algum para o goleiro dos Stars, Ben Bishop.

    Mas foi jogando em casa, no Jogo 7 da série, após uma falha da defesa do time de Texas durante o segundo OT da partida, que o orgulho da cidade de St. Louis, Patrick Maroon, marcou o segundo gol do jogo. Assim, os Blues avançaram para a Conferência Final em um jogo emocionante para a equipe. Agora, cada vez mais perto do troféu da temporada.

    Final de Conferência

    A série contra os Sharks talvez tenha a sido a de mais facilidade para o St. Louis. Apesar de terem começado com uma derrota de 6-3, no Jogo 4 os Blues começaram a dar indícios de que poderiam vir a levar o troféu da Conferência Oeste. No Jogo 6, vindo de duas vitórias consecutivas, os Blues não enfrentaram nenhuma resistência. Assim, derrotaram o time da Califórnia com um placar de 5-0. Destaque para o hat-trick e jogo espetacular de Schwartz, figura essencial tanto na temporada regular, quanto nos playoffs, sendo o líder do time em saldo de gols.

    Depois de uma das temporadas mais instáveis da NHL, os Blues se classificaram para a final da Stanley Cup. Saindo da última posição para uma vaga na disputa pelo prêmio mais valioso da temporada. E, finalmente, com uma das equipes mais ofensivas dos playoffs. O único time que apresenta uma equipe mais ofensiva que os Blues é justamente o Boston Bruins, seu oponente na fase final.

    História antiga

    Não é a primeira vez que os dois times se encontram em uma final de Stanley Cup. A última vez foi na década de 1970, quando os Bruins venceram num placar de 4-3. Desde então, os Blues nunca mais estiveram em uma final dos playoffs. É uma conquista merecida para o time de St. Louis, que se superou mais do que qualquer outro durante a temporada regular. Eles tentarão vencer Boston utilizando seus melhores jogadores e estratégias dentro do gelo. Mas o principal fator é a torcida. Essa que espera há anos por esse acontecimento e está ansiosa pelo momento em que o time irá levantar sua primeira taça em casa. Para o bem dos fãs e da cidade de St. Louis, ficamos na torcida para que esse seja seu ano de sorte.

    Confira também a jornada do Boston Bruins até a final da Stanley Cup aqui.

  • A estrada até aqui: Boston Bruins

    A estrada até aqui: Boston Bruins

    Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup, que começa na segunda-feira (27), com grandes expectativas. Campeões em 2011, os ganhadores do troféu Prince of Whales tiveram uma pós-temporada bastante movimentada. De início, levaram o Round 1 no Jogo 7 contra o Toronto Maple Leafs. Depois, o Round 2, após seis jogos contra o Columbus Blue Jackets. Por fim, eliminaram o Carolina Hurricanes na final da Conferência Leste. O time tem sido uma grande aposta para ganhar a Stanley Cup.

    Com uma folga de 11 dias após a vitória contra os Canes, o time está bastante confiante e tranquilo para as finais. Apesar de não ter treinado no sábado devido a uma doença, David Krejci deve estar preparado para o jogo de segunda. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo sobre Chris Wagner. O jogador que deve ficar fora do Jogo 1, segundo o treinador Bruce Cassidy.

    Mesmo com as possíveis baixas, o time está em boas mãos. Apesar de sete dos seus jogadores já terem jogado em finais da Stanley Cup, para 14 deles é a primeira vez. Essa expectativa de ver uma temporada de altos e baixos sendo bem sucedida está deixando o torcedor ansioso para essa série final. Além disso, a expectativa de levantar a taça pode ser algo produtivo para o rendimento do time no gelo.  

    A estrada até aqui

    Jogando 82 jogos na temporada regular, Boston conquistou 49 vitórias, conseguindo oito jogos acima da média da Liga. O time conseguiu manter um placar estável durante a temporada, com algumas séries boas com no mínimo três gols em sua maioria. Em um confronto em Janeiro, com o agora adversário St. Louis Blues, saiu vencedor com o placar de 5 a 2. Por outro lado, os Bruins sofreram uma derrota novamente contra os Blues em fevereiro por 2 a 1.

    Para alguns jogadores, as estatísticas individuais também se mostraram positivas. O veterano Brad Marchand terminou a temporada regular com 100 pontos, David Pastrnák, mesmo lesionado, fez 235 shots e Patrice Bergeron ajudou com 32 gols e 47 assistências. Na defesa, o destaque foi de Torey Krug que, participando de 64 jogos ao total, marcou seis gols e fez 47 assistências. Ficando à frente de Charlie McAvoy, que foi responsável por 21 assistências e sete gols ao total. Os dois jogadores conquistaram pontuações altas ficando no top 10 da pontuação geral na temporada regular, junto com Krejci e Jake DeBrusk.

    A jornada nos playoffs

    Se na temporada regular o Boston teve como destaque seus veteranos, nos playoffs nada menos do que 19 jogadores diferentes marcaram. Entre eles estão Marcus Johansson e Charlie Coyle que só chegaram no time recentemente. Destaque também para o capitão Zdeno Chara sendo um grande auxiliador nos jogos. Novamente se destacando, McAvoy conquistou um gol e seis assistências nos 16 jogos que participou. Krug, por sua vez, fez onze assistências em 17 jogos.

    O goleiro Tuukka Rask pode não ter aparecido tanto na temporada regular, mas nos playoffs não podemos dizer o mesmo. Com 549 defesas somente nos playoffs, o finlandês tem sido a grande aposta do público para ganhar o Conn Smythe Trophy.

    Rask deixou o puck passar somente 32 vezes nesses 17 jogos, ficando com uma média de 1,8 gols por jogo. Foram 12 vitórias, somente cinco derrotas e ainda conseguiu dois shutouts. O camisa 40 tem sido um dos grandes responsáveis para os Ursos chegarem nas finais.

    História antiga

    Essa será a primeira vez que os times se enfrentam em uma final de Stanley Cup desde 1970. Na época, Bobby Orr fez um icônico gol na final do Jogo 4. Gol esse que fechou a varrida contra os Blues, garantindo a taça para o time preto e amarelo. Será que eles conseguirão esse feito novamente? Lembrando que na chave do Leste, todo time que varreu, foi varrido na rodada seguinte.

    Outro que também tem história antiga com o time de St. Louis é David Backes, que jogou durante 10 anos com o time, sendo cinco como capitão. Backes mantém uma amizade com seu antigo time, mas revelou durante uma entrevista, em tom de brincadeira, que nos próximos dias a amizade será deixada de lado até o fim do campeonato. Afinal, ele não esperou 13 temporadas por esse momento à toa!

    Foto: Reprodução Twitter/Boston Bruins

    Confira também a jornada do St. Louis BLues até a final da Stanley Cup aqui.

  • St. Louis Blues na Stanley Cup ao vencer Jogo 6

    St. Louis Blues na Stanley Cup ao vencer Jogo 6

    Nesta terça (21), houve o sexto jogo na Enterprise Center, no Missouri, com o time da casa levando a melhor. Com um placar de 5 a 1, os Blues estão oficialmente na final depois de 49 anos!

    Sharks 1, Blues 5

    Primeiramente, os Blues estavam jogando de forma superior aos Sharks, principalmente por conta dos desfalques do time adversário.

    Três dos seus principais jogadores se lesionaram no jogo anterior em San Jose. Foram eles, Tomas Hertl, Erik Karlsson e Joe Pavelski. Esse último, inclusive, recebeu outra concussão na cabeça completamente ignorada pela arbitragem. O resultado disso foi um Sharks bem mais enfraquecido.

    O primeiro gol dos Blues veio aos 1:32 do primeiro período, feito por David Perron. Os Blues ofereciam perigo a todo momento e, com muito esforço, Martin Jones tentava seu melhor para evitar que os pucks entrassem. Mesmo assim, veio o segundo gol, aos 16:16. Um gol de power play feito por Vladimir Tarasenko. Com o placar 2 a 0, a esperança parecia já acabava para os Sharks.

    Entretanto, no segundo período, Dylan Gambrell marcou um gol e pareceu ter acordado os jogadores do time da Califórnia. Mesmo assim, isso não impediu Brayden Schenn de fazer o terceiro dos bluenotes, aos 12:47.

    Porém, no terceiro tempo, os Sharks mudaram totalmente de atitude. No total, foram dez shots ao gol contra apenas três dos Blues. Mas Jordan Binnington estava inspirado e simplesmente defendeu todos. Inclusive pegou um shot de Logan Couture quando este ficou cara a cara com o goleiro canadense.

    Definitivamente, não era a noite dos Sharks, já que no final ainda saiu mais dois gols dos Blues para acabar com os sonhos dos fins. Tyler Bozak e Ivan Barbashev foram os autores.

    Assim terminou o terceiro período. O St. Louis Blues avançam para as finais contra o Boston Bruins. Missouri torce agora para que o final seja diferente do que ocorreu nos anos 70, quando foram varridos pelos ursos.

    Foto: Reprodução NHL.com

  • Professional Women’s Hockey Players Association é anunciada

    Professional Women’s Hockey Players Association é anunciada

    A hashtag #ForTheGame, criada pelas atletas norte-americanas após o encerramento das atividades da CWHL, está começando a dar resultados, mesmo que ainda exista um longo caminho a percorrer. O objetivo das atletas é reivindicar a criação de uma liga feminina de hockey com melhores condições de trabalho, melhores salário e segurança, o que para elas, a NWHL não oferece.

    Nesta semana, o New Jersey Devils anunciou que está desfazendo a sua parceria com o Metropolitan Riveters, time feminino da NWHL. O Rivers deve continuar existindo, mas não mais atuará na Prudential Center e deve ser relocado. O Devils também disse que irá abrir espaço no gelo para mulheres que desejarem praticar o esporte.

    Mas, se por um lado essa notícia possa ser um pouco desanimadora, outra notícia dessa semana deu uma pontinha de esperança para o hockey feminino. Nessa segunda (20), foi anunciado a criação da Professional Women’s Hockey Players Association, em resultado da união das jogadoras ao apresentar as reivindicações.


    Atletas divulgam a PWHPA nas redes sociais

    Mais uma vez as atletas norte-americanas usaram o twitter e o instagram para se manifestar sobre a PWHLA. Dessa vez, comemoraram a criação da PWHPA  não apenas pela situação atual do hockey feminino, como também visando futuras jogadoras.

    Relase divulgado pelas jogadoras em suas redes sociais

    A Associação irá funcionar como um veículo dedicado à construção de uma liga feminina viável, seguindo os critérios exigidos pelas atletas. Também será sua função ajudar as jogadoras a conseguir patrocinadores e os equipamentos necessários para treinos.

    “Os membros da PWHPA querem uma liga profissional que irá promover recursos financeiros e estrutura para as jogadoras, proteger e apoiar seus direitos e talentos, promover seguro saúde, e trabalhar com companhias, empresários e esportistas profissionais ao redor do mundo que já manifestaram apoio ao hockey feminino”, diz o release postado pela associação em seu site oficial e também nas redes sociais das jogadoras (imagem acima).

    A Professional Women’s Hockey Players Association, irá abrigar todas as atletas norte americanas e europeias, mesmo aquelas que não possuem vínculo com as seleções. O intuito não é apenas imediato. O objetivo da PWHPA também inclui promover programas e treinamento para jovens jogadoras. Além disso, desenvolver um ambiente com diversidade e a inclusão em todos os níveis do esporte. Mostrar que o hockey é para todos, e que as mulheres também tem direito a ter seu espaço no gelo.

    Foto: Reprodução PWHPA

  • St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    St. Louis Blues vence Jogo 5 contra Sharks e abre vantagem na série

    Com hat-trick de Jaden Schwartz, o St. Louis Blues dominou o jogo com um placar de 5 a 0 contra o time da casa, ficando assim a uma vitória da final da Stanley Cup.

    Blues 5, Sharks 0

    O time da Califórnia começou o jogo em casa criando algumas chances à gol com Evander Kane, que acabou acertando a trave. No entanto, foi um passe errado de Erik Karlsson que colocou o St. Louis Blues na frente, aos 5:50 do primeiro tempo, com um slap shot de Oskar Sundqvist. A equipe da casa até tentou reagir, dominando o resto do período com 11 shots a gol contra 4 do time visitante.

    O segundo tempo começou com o San Jose movimentando a partida, com outro shot de Kane na trave. Porém, aos 03:05, Schwartz aproveitou um rebound do goleiro dos Sharks e marcou o segundo gol do St. Louis na partida. Depois, aos 13:07, foi marcado um pênalti a favor do time de Missouri, pois Brent Burns utilizou do próprio taco para interferir na jogada de Vladimir Tarasenko. O russo cobrou e, assim, aumentou a vantagem dos Blues para 3 a 0.

    No terceiro período, sem chances contra o time visitante, os Sharks viram o St. Louis expandir ainda mais o placar. Com assistência de David Perron, Schwartz marcou seu segundo aos 03:58, e elevou o resultado para os Blues em 4 a 0.

    Finalizando a tarde com chave de ouro, o canadense voltou a marcar. Foi seu terceiro gol na partida contra o time da Califórnia. Contou com assistência de Tarasenko, aos quatro minutos restantes da partida. O atacante dos Blues concluiu o jogo com um hat-trick, finalizando o placar em 5 a 0 para Missouri.

    St. Louis Blues agora lidera a final da Conferência Oeste. O time conta com uma vantagem de 3 a 2 contra o San Jose Sharks. Assim, ficam a apenas uma vitória da final da Stanley Cup. O time ainda terá a possibilidade de fechar a série em casa no Jogo 6, que ocorre dia 21 de maio.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • St. Louis Blues empata a série em emocionante Jogo 4

    St. Louis Blues empata a série em emocionante Jogo 4

    Nessa sexta (17), o St. Louis Blues venceu o San Jose Sharks após aquele polêmico terceiro jogo.

    Sharks 1, Blues 2

    Novamente no Missouri, o St. Louis Blues fez um jogo memorável onde o maior destaque foi sem dúvida Jordan Binnington. O goleiro canadense fez 29 defesas e sofreu apenas um gol.

    Apesar disso, não foi um jogo fácil. No primeiro período, totalmente dominado pelo time da casa, vieram os dois gols dos Blues na partida. Já não foi tão bom para o time californiano, que estava tendo dificuldades de sair da marcação pesada do time adversário.

    De início, Alexander Steen fez enorme pressão em Brent Burns, desequilibrando-o na sequência da jogada. Acabou deixando escapulir o puck direto para o stick de Ivan Barbashev. O russo, então, finalizou para as redes de Jones e, aos 35 segundos, saiu o primeiro gol do St. Louis Blues.

    Conforme o primeiro tempo ia acabando, os Blues chegavam cada vez mais perto de marcar o segundo. Assim o fez em um power play, aos 17:53. Tyler Bozak foi o autor desse gol. No entanto, Marc-Edouard Vlasic que acabou empurrando com a lâmina dos patins para as redes, após tentar tirar o puck da zona de defesa dos Fins. No geral, o gol só saiu por conta da bagunça que estava a defesa dos Sharks.

    Enfim, o primeiro tempo terminou 2-0. Martin Jones foi o maior responsável pelo placar não ter sido maior, pois, assim como Binnington, ele fazia defesas incríveis. Era esperado, no segundo período, uma reação do time visitante.

    E foi exatamente o que houve. No segundo período, logo de primeira, Marcus Sorensen teve uma grande chance parada por Binnington. Assim como Timo Meier também teve, com o goleiro dos Blues defendendo duas vezes. Apesar dos grandes lances, o segundo período terminou sem nenhum gol.

    Reação dos Sharks no terceiro período, porém não o bastante para uma virada

    Finalmente, o terceiro período começou e, com ele, uma queda de rendimento do time da casa, devido ao cansaço causado pelo primeiro tempo de alta intensidade. Isso possibilitou mais ataques e perigos causados pelos Sharks.

    Primeiramente, os Sharks ofereceram muito perigo, o que exigiu de todos os jogadores da defesa muito esforço para que o puck não entrasse. Mas isso não impediu o gol, feito por Tomáš Hertl, no power play. Aos 6:48, depois de Burns ter lançado um belo passe direto na zona do gol dos Blues, Hertl só teve de empurrar o puck nas redes.

    Porém, mesmo assim, a equipe californiana não soube aproveitar seus power plays. Tyler Bozak saiu-se melhor numa disputa com Burns e quase fez seu segundo ao ficar cara a cara com Jones, que majestosamente fez a defesa. Então, o jogo terminou 2 a 1 para o time da casa. O quinto jogo, que promete ser muito emocionante também, será no SAP Center, na Califórnia.

    Foto: NHL/Reprodução

  • Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Boston Bruins elimina Canes e avança para a final da Stanley Cup

    Com uma vitória de 4 a 0 e dois gols de Patrice Bergeron, o Boston Bruins domina a partida e “varre” o Carolina Hurricanes no Jogo 4 da Conferência Leste. O time da Carolina do Norte pressionou, criou algumas chances, mas não teve êxito diante da defesa do equipe de Massachusetts.

    Bruins 4, Canes 0

    Os Bruins iniciaram o Jogo 4 com uma vantagem de 3 a 0 na série sobre o time da casa. Entretanto, ambos os times entraram no gelo com sede de vitória. Canes até tentou armar algumas jogadas a gol durante o primeiro período, mas foi Boston que criou mais chances com um jogo mais ofensivo. Eles dominaram o primeiro período, dando trabalho para o goleiro do Carolina, Curtis McElhinney, que fez diversas defesas espetaculares.

    Os Hurricanes começaram o segundo período com um jogo mais ofensivo. No entanto, aos 04:46, Brad Marchand passou o puck para David Pastrnak colocar os Bruins na frente com um gol no power play.

    Com a vantagem do time visitante, os Canes desaceleraram no jogo. Assim, abriram espaço para Patrice Bergeron marcar o segundo gol do Boston, com assistência de Pastrnak, faltando 01:26 para o fim do segundo período.

    No terceiro período, os Hurricanes tentaram criar algumas jogadas a gol, mas não conseguiram passar pela defesa do adversário. Aos 10:32, Bruins marcaram seu terceiro gol do jogo, novamente com Bergeron. O canadense recebeu o puck de Pastrnak e marcou seu segundo na partida. Assim, Boston abriu vantagem de 3 a 0 no time da cidade de Raleigh.

    Nos últimos minutos da partida, os Canes arriscaram com um empty net e um jogador a mais no rinque. O time ameaçou o gol de Tuukka Rask algumas vezes, mas sem sucesso.

    Faltando três minutos para o fim, o time da casa viu suas chances na conferência terminadas. Marchand acabou dando o golpe final ao colocar o puck no fundo da rede. Finalizou, então, o jogo em 4 a 0 para os Bruins. Assim, o time, conquistando o troféu Prince of Whales como campeão da Conferência Leste, avançou para a final do campeonato.

    Apesar do ótimo jogo defensivo e ofensivo do Boston Bruins, os Canes saem da disputa pela Stanley Cup após uma temporada incrível e cheia de êxitos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • San Jose Sharks sai na frente no Round 3 após vitória contra os Blues

    San Jose Sharks sai na frente no Round 3 após vitória contra os Blues

    San Jose Sharks e St. Louis Blues fizeram um Jogo 3 disputadíssimo na noite dessa quarta-feira (15), resolvido no overtime. O jogo teve vários lances polêmicos, entre eles, o gol de Erik Karlsson. O ponto que resolveu tudo para os Sharks, por exemplo, se originou de um handpass de Timo Meier não apitado pelos juízes.

    Sharks 5, Blues 4 (OT)

    Agora no Missouri, St. Louis Blues tinha tudo a seu favor para conseguir uma vitória importante. Isso garantiria a vantagem na série da final da Conferencia Oeste. Porém, quem começou jogando muito bem foi o visitante da casa.

    Em primeiro lugar, os Blues tiveram uma grande chance parada por Martin Jones. Apesar de o goleiro ter cedido quatro gols, ele teve uma atuação impecável, impedindo muitos pucks de entrar. Por outro lado, os Sharks estavam muito ofensivos também. O resultado disso foi o primeiro gol da noite, aos 13:37, feito por Karlsson, marcando seu primeiro gol dos playoffs.

    O sueco mandou um belo wrist shot do meio da zona neutra. Mesmo com toda sua incrível habilidade, Jordan Binnington não pode fazer nada. Aos 16:58, menos de quatro minutos depois, Joe Thornton ampliou, após um rebote de defesa.

    Começando o segundo período, logo depois de Binnington defender um puck perigoso, Alexander Steen dominou e, jogando com
    Ivan Barbashev, conseguiu o primeiro gol do time da casa. Foi uma bela jogada de contra-ataque dos bluenotes.

    Entretanto, os tubarões responderam logo em seguida, apenas 18 segundos depois de os Blues marcarem o primeiro gol. Joe Thornton marcou seu segundo da noite, deixando o time em vantagem por 3 a 1.

    Desatenção dos Sharks possibilitou incrível virada do Blues

    A partir do segundo período, os Sharks não tiveram uma boa atuação e deixaram o time da casa comandar o jogo. O resultado disso foi um golaço de Vladimir Tarasenko para deixar os Blues vivos no jogo. Placar 2 a 3.

    Por consequência da falta de atenção do time da Califórnia, David Perron empatou o placar aos 16:03, deixando tudo 3 a 3. Além disso, quando faltava apenas um minuto para terminar o segundo tempo, Perron fez seu segundo durante o power play. Placar ficou 4 a 3 em Missouri.

    O terceiro período, portanto, seria muito disputado. Quem basicamente salvou para os tubarões foi Jones, que segurou pucks muito importantes e necessários. Ao final, quando Jones foi para o banco para colocar um atacante extra, Logan Couture marcou seu 14° gol dos playoffs. Com o gol de empate para os Sharks, o jogo iria para o overtime.

    Em overtime, Erik Karlsson marcou seu segundo gol da noite

    O jogo foi decidido no overtime, após Timo Meier ter sofrido um tripping não marcado pelos juízes e ter lançado o puck com sua mão para Erik Karlsson. De acordo com as regras da NHL, se um jogador faz um handpass para seu colega fora da zona defensiva do seu time, os juízes deveriam parar a jogada. Além do mais, esse tipo de lance não é revisável. Ou seja, no fim, o que valeu é o que foi decidido naquele momento no rinque.

    Com isso, o San Jose Sharks ganhou. Porém, o jogo foi marcado por muitos lances não apitados. No meio do jogo houve um delay of game óbvio do time da casa, e os juízes deixaram passar. Os times se encontram novamente no Missouri nessa sexta (17). Com certeza, será um jogo muito disputado.

  • Boston Bruins mais perto do confronto pela Stanley Cup

    Boston Bruins mais perto do confronto pela Stanley Cup

    No confronto entre Boston Bruins e Carolina Hurricanes, que terminou em 2-1, Tuukka Rask continuou na sua campanha informal pelo Conn Smythe. O goleiro fez defesas difíceis e essencialmente fechou o gol da equipe da divisão atlântica. Já os Canes pressionaram, porém não conseguiram passar pelo goleiro finlandês mais de uma vez. Teuvo Teravainen, por exemplo, perdeu mais de uma oportunidade clara de marcar em seu compatriota.

    Começo de jogo eletrizante

    O primeiro período já começou intenso, com Carolina fazendo pressão desde o apito inicial. Com um minuto de jogo, Teravainen atirou no gol vazio, mas acertou o travessão. Em seguida, Brandon Carlo foi punido por delay of game e os Canes foram para o power play. Na vantagem numérica, Micheal Ferland, Nino Niederreiter e Justin Williams tiveram chances, mas não conseguiram converter.

    Tuukka Rask fez defesas dificílimas, pois Carolina atacava incessantemente. O time teve outra chance clara com Sebastian Aho, defendida pelo goleiro de Boston. Logo depois, Torey Krug e Williams se estranharam e receberam penalidades de roughing, levando o jogo para o 4 on 4. No final desta penalidade, os Bruins tiveram uma injeção de energia, com um tiro de Jake DeBrusk, defendido por Curtis McElhinney. Em seguida, o arqueiro canadense fez uma defesa em Marcus Johansson.

    Questionamento da arbitragem por decisões polêmicas

    O primeiro lance polêmico do jogo veio de um gol dos Bruins, que foi anulado pela arbitragem sob a justificativa de goaltender interference. De acordo com a arbitragem, o jogador de Boston teria empurrado o goleiro de Carolina. Assim, interferiu diretamente na possibilidade de defesa. Logo após, o capitão dos Canes foi mandado para a penalty box por holding. Ou seja, ele teria segurado o stick de Krug, com quem já estava se desentendendo desde o início da partida.

    O lance seguinte, que levou o jogo para o 4 on 4, também foi polêmico: uma penalidade de slashing de DeBrusk em Jaccob Slavin. Em seguida, David Krejci acertou Aho no rosto. Isso também levou a uma penalidade, desta vez por high sticking, e a partida foi para o 4 on 3. Na vantagem numérica, Carolina não conseguiu converter, mesmo com as tentativas do defensor Dougie Hamilton.

    Nervos aflorados nos primeiros 20 minutos

    Com o clima esquentando, Niederreiter e Charlie Coyle se estranharam atrás do gol de Rask. Como consequência, o center do Boston Bruins recebeu uma penalidade por roughing. Os dois jogadores foram colegas de equipe durante anos, no Minnesota Wild, de onde foram trocados neste ano. Com os ânimos aflorados, as penalidades continuaram, com Krug indo para o box por roughing e Saku Maenalanen por slashing.

    Carolina teve mais um power play com ritmo alucinante, tendo várias chances negadas por Rask. Dentre elas, um tiro para gol de Slavin e o capitão Williams acertando o travessão. Este último, claramente nervoso, recebeu sua terceira penalidade do jogo ainda no primeiro período, por uma cotovelada em Coyle.

    Bruins saem na frente no segundo período

    A equipe visitante abriu o placar com menos de dois minutos de jogo, com Chris Wagner. Cerca de cinco minutos depois, Marchand marcou no power play, quando Niederreiter cumpria penalidade por high sticking contra Krejci. As chances de Boston continuaram, com Krug atirando para o gol após passe de Johansson. No entanto, nesse momento seu stick quebrou e o puck não foi para a direção do gol.

    Carolina reapareceu na partida com uma chance de Aho, e Rask fez mais uma defesa difícil. O finlandês ainda defendeu um desvio de Jordan Staal, antes de levar um gol de Calvin de Haan, que conseguiu passar o puck entre as pernas do goleiro. A pressão do time da casa continuou, com uma jogada de Teravainen com Andrei Svechnikov, que perdeu por pouco. Patrice Bergeron tentou vencer McElhinney no contra-ataque, mas o goleiro dos Canes fez a defesa. No final do segundo período, o momentum era todo dos Hurricanes.

    Pressão de Canes, muralha de Rask

    Os donos da casa quase empataram o placar com dois minutos do terceiro período, mas Rask defendeu. O jogo estava lá e cá, com os dois times se alternando no ataque. Svechnikov e de Haan tiveram chances, mas o puck mudou de direção e passou do gol. Os Canes continuaram no ataque, mas de Haan cometeu uma penalidade de tripping em Marchand. Assim, os Bruins foram para o power play.

    Os visitantes marcam durante esse power play com Krug, mas a arbitragem anulou o gol por interferência de DeBrusk em McElhinney. A decisão foi questionada pela equipe técnica dos Bruins, mas foi mantido o placar em 2-1. Em seguida, Matt Grzelcyk fez uma penalidade de interferência contra Brock McGinn. No entanto, o power play de Carolina não conseguiu empatar a partida.

    O placar terminou 2-1, com o Boston Bruins abrindo 3-0 no confronto contra os Canes. Agora, eles têm a chance de terminar a série com uma varrida no próximo jogo, que será na quinta-feira (16).

    (Foto: Reprodução/NHL.com)

  • St. Louis Blues vence e empata a final da Conferência Oeste

    St. Louis Blues vence e empata a final da Conferência Oeste

    O primeiro jogo dessa semana foi na segunda-feira (14), com boa notícia para os fãs dos St. Louis Blues. Depois de perder o primeiro jogo na casa dos Sharks, os Blues tiveram grande reação e conseguiram uma importante vitória na Califórnia.

    Blues 4, Sharks 2

    Antes de mais nada, é importante destacar dois pontos essenciais para essa vitória. O primeiro foi a astúcia de St. Louis Blues. Eles foram superiores em vários momentos, aproveitando melhor as chances criadas. O segundo ponto foi a impecável atuação do goleiro canadense Jordan Binnington, crucial para que o time não levasse mais gols do forte ataque dos Sharks. Binnington defendeu 24 shots dos Sharks.

    Novamente o time da Califórnia foi vítima do próprio sistema defensivo, ineficaz em alguns jogos. Mas, apesar disso, Martin Jones também fez defesas que evitaram com que o placar fosse maior.

    Logo no início, aos 2:34 do primeiro período, na primeira grande chance do St. Louis Blues, saiu o primeiro gol. Feito por Jaden Schwartz, com um wrist shot forte, impossível de defender. Depois do gol, o jogo continuou equilibrado.

    No segundo período, aos 4:16, Vince Dunn lançou um belo wrist shot para as redes do meio do rinque, após receber o puck de O’Reilly.

    Logan Couture muda o jogo, mas os Blues não se abalam e mantém vantagem

    Então com dois gols de vantagem, St. Louis tinha que tomar cuidado para não levar gol e focar em aumentar seu placar. Porém, Logan Couture mudou o rumo das coisas. O jogador dos Sharks marcou dois gols em sequência, deixando tudo empatado.

    O primeiro gol foi um belo short handed goal, no meio do power play do time de Missouri. Couture roubou o puck do capitão Alex Pietrangelo, que perdeu na corrida contra ele. Com a experiência que possui, colocou o puck nas redes.

    Aos 6:54, Couture atacaria novamente. Após receber um belo passe de Timo Meier, o canadense ficou sozinho com os jogadores adversários. Mais uma vez sua experiência falou mais alto. Ao marcar seu 13º gol nos playoffs, conseguiu deixar tudo igual na SAP Center: 2 a 2.

    Apesar de o segundo período ter sido de total dominância do time da casa, os Sharks não conseguiram fazer mais gols. O goleiro Binnington estava inspirado e agarrava pucks que pareciam indefensáveis. Até que, aos 16:34, Robert Bortuzzo marcou o terceiro gol do St. Louis Blues. Ao fim, o segundo período terminou com o time visitante liderando o placar.

    St. Louis Blues selou a vitória: marcou o quarto gol e não deu chances para o time da casa

    Conforme o terceiro período passava, Jones tinha que fazer alguns milagres, pois a defesa de seu time vacilava. Da mesma forma, os bons momentos que os Sharks tiveram no segundo período não voltaram mais. Em uma grande jogada, na qual Kevin Labanc lançou o puck em direção a Binnington, o defensor Bortuzzo se jogou na frente do gol. Conseguiu, assim, evitar o que seria o gol de empate.

    Finalmente, para a selar a vitória, Oskar Sundqvist marcou o quarto gol, aos 16:52, empatando a série do Oeste. O próximo jogo será na Enterprise Center, na quarta (15). Os Sharks, para retomarem a vantagem da série, terão que ser mais efetivos em suas marcações.

    Foto: Reprodução/NHL.com