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  • A conquista da Stanley Cup pelos Capitals

    A conquista da Stanley Cup pelos Capitals

    Não é segredo para que ninguém que o Washington Capitals formou um dos melhores elencos da NHL ao longo dos anos. Liderados por Ovechkin, a equipe conseguiu encontrar a química necessária que a permite exibir um dos estilos de jogo mais atrativos da Liga.

    Times assim merecem carimbar seu nome na Stanley Cup. Após muito tentar, e chegando perto algumas vezes, o ano de 2018 recompensou os Capitals no melhor estilo possível: trazendo o maior troféu da NHL como presente para o time. O primeiro da franquia desde sua criação, em 1974. 

    No entanto, a conquista da taça não se deu por acaso: foi a consequência de uma grande temporada executada pelo time. E grandes feitos devem ser eternizados em palavras. 

    Em mais um texto do especial 10 for 10, inauguramos o ano de 2018 contando a história por trás da conquista da Stanley Cup pelo Washington Capitals. 

    A pré-temporada dos Capitals

    Após uma fresca eliminação dos playoffs da temporada 2016-17, Brian Maclellan, GM do Washington, sabia que era necessário arrumar a casa para garantir êxito na nova season que já batia à porta. Para isso, foi preciso desembolsar alguns dólares com o intuito de manter as principais estrelas do elenco, como Evgeny Kuznetsov e TJ Oshie.

    No entanto, para não extrapolar o teto salarial da liga, os Capitals precisaram abrir mão de muitos outros jogadores, algo que acabou gerando muitas críticas por parte da imprensa à Maclellan, questionando se as assinaturas destes contratos teriam sido boas negociações. 

    O time deixou as críticas para trás e deu início a sua escala de jogos na pré-temporada. Porém, o resultado das partidas não foi o que os Capitals esperavam. Das oito partidas disputadas, o time conseguiu garantir a vitória em somente duas.

    Apesar de serem apenas jogos de pré-temporada, os críticos do esporte ainda comentavam se Washington realmente seria capaz de superar o déficit da temporada passada e avançar na competição, ou se o pesadelo de alguns meses atrás se repetiria.

    A temporada regular

    Apesar das adversidades, a equipe por fim fez sua estreia na temporada 2017-18.

    O início não foi nada agradável. Após as vitórias nos dois primeiros jogos, o Washington assistiu seu rendimento decair drasticamente: dos doze jogos disputados naquele mês, seis resultaram em derrotas no tempo regular. 

    Tendo somado apenas cinco vitórias no primeiro mês da competição, e adquirindo um total de 11 pontos, os Capitals precisaram iniciar o mês de novembro de uma maneira diferente. E um diferente com cara de algo muito melhor.

    Dos 14 jogos disputados, o time venceu nove, 7 destes em casa. Assim, a equipe voltou a adquirir mais confiança em seu próprio jogo, enfim mostrando o desempenho que se esperava dos Capitals há bastante tempo. Em dezembro, o time apenas confirmou que o seu sucesso veio para ficar, vencendo 10 das 14 partidas disputadas no mês, somando um total de 51 pontos que os manteve no topo da tabela.

    Novo ano, ainda mais êxito para o time de Washington. Em janeiro de 2018, a equipe conquistou seis vitórias em 10 jogos, e apenas duas derrotas em overtime. Estas que ainda resultaram em um ponto cada para a equipe.

    Porém em fevereiro, o time se deparou com mais uma pedra no caminho. Apesar do número de derrotas em tempo regulamentar (6) não ter ultrapassado o número de derrotas na tabela (6), a equipe viu seu desempenho cair outra vez. As derrotas, que resultaram em grandes placares para seus oponentes, registraram o maior percentual de gols sofridos que o Washington teve durante a temporada 2017-18. 

    No entanto, ainda sim conseguiram registrar um total 14 pontos, mantendo-se na zona de classificação para os playoffs

    Em março, a tempestade que parecia tomar conta da equipe chega ao fim, e as boas atuações retornam. Foram 10 vitórias conquistadas em 14 jogos, grandes atuações por parte dos goleiros Holtby e Grubauer. O ótimo desempenho resultou em dois shutouts para Grubauer, enquanto Holtby registrou 1. 

    Com a entrada do mês de abril, o Washington por fim finalizou a temporada regular 2017-18. Adquirindo 105 pontos na tabela, o time venceu a Divisão Metropolitana pela terceira vez consecutiva e ocupou a sexta posição no overall da Liga. 

    Portanto, com a passagem do time já garantida para a pós-temporada, agora restava apenas acompanhar o seu desfecho na competição.

    Destino: os playoffs

    O primeiro desafio dos Capitals nos playoffs foi o confronto contra o Columbus Blue Jackets. Assim como na temporada regular, Washington não iniciou sua estadia na pós-temporada da melhor maneira, tendo perdido as duas primeiras partidas da série em casa. 

    Porém, a equipe se redimiu ao vencer as duas partidas seguintes em Ohio e, na sequência, ampliou a vantagem na própria arena mais duas vezes. Com as vitórias da partidas cinco e seis, o time da capital americana derrotou o Columbus em 4 jogos e avançou para a próxima etapa.

    Com a classificação para o segundo round em mãos, agora restava aos Capitals derrotar o atual campeão na época, o Pittsburgh Penguins, para seguir na competição.

    O confronto se tornou ainda mais importante para Washington devido à eliminação na temporada passada pelo próprio Pittsburgh, coincidentemente também no segundo round. Ou seja, essa era a chance que os Caps possuiam de se redimir pelos erros passados e provar que mereciam um lugar na Final. 

    Apesar da derrota para o oponente na primeira partida da série, Washington recuperou-se para vencer os dois jogos seguintes. No entanto, os Penguins se colocam outra vez na competição ao vencer a quarta partida, empatando assim o round. A vitória conquistada no quinto jogo deu novamente a vantagem aos Capitals, e os aproximam ainda mais da classificação. 

    A casa lotada do Pittsburgh no Jogo 6 não foi o suficiente para assustar o Washington. Após três períodos regulares e um overtime, os Caps levaram a melhor, e após 20 anos, se classificam  para a Final de Conferência. 

    So close yet so far

    Um round. Era isso que separava os Capitals da Final da Stanley Cup. Tendo como oponente o Tampa Bay Lightning, o time entendia que o desafio não seria nada fácil. Foi por isso que, já no primeiro jogo, os Capitals decidiram ditar o ritmo da série, ganhando a partida e saindo em vantagem. Tal qual que acaba se estendendo com a vitória no segundo jogo. 

    Porém, a boa fase do time de Washington acabou decaindo no jogo três. A partir daqui, o time viu o oponente empatar a série e, em sequência, colocar-se à frente, garantindo vitória em três partidas. Portanto, o Jogo 6 seria tudo ou nada para o Washington. 

    A equipe voltou então para casa. Apesar de Tampa Bay ter se mostrado um grande desafio, os Capitals, usando como combustível o apoio da própria torcida, conseguiram dominar grande parte da partida. Assim, após três períodos, a equipe venceu a partida e deixou o round empatado. 

    Não existe Jogo 7 de uma Final de Conferência sem emoção, e foi exatamente isso que os Capitals proporcionaram aos fãs de hockey. Mostrando dominância nos três períodos, o Washington Capitals marcou quatro gols, venceu a partida e, após 20 anos, faz história ao se classificar para a Final da Stanley Cup.

    Após três rounds vitoriosos, o último desafio do Washington Capitals seria o Vegas Golden Knights. O time acabou sendo surpreendido, e foi derrotado na primeira partida em um placar de 6 a 2 para seu oponente. No entanto, apesar de mostrar grande desempenho, essa seria a única vitória do Vegas na série. Os Capitals venceram a segunda partida na casa dos Golden Knights, e as outras duas seguintes em sua arena. 

    Por fim, campeões da Stanley Cup

    Uma vitória era o que bastava para que Washington levantasse a Stanley Cup. Com isso em mente, assim como o apoio do seus torcedores, o time viajou para Las Vegas com intuito de finalizar a série no quinto jogo e garantir o troféu tão esperado pela equipe. 

    Após um período inteiro sem marcar, Jakob Vrana abriu o placar para Washington no início do segundo tempo. Com o gol de Nate Schmidt para Vegas empatando a partida, o capitão, Alex Ovechkin, se viu na obrigação de mudar o jogo, e colocou seu time à frente do placar novamente. Mesmo com os Golden Knights marcando mais duas vezes na segunda etapa, foram os Capitals quem mostraram dominância no restante da partida.

    Devante-Smith Pelly colocou o time no jogo outra vez, logo no início do terceiro e, em seguida, seu companheiro de equipe, Lars Eller, fez o mesmo, deixando os Capitals à frente do placar pela terceira vez. 

    Faltando menos de oito minutos para o fim do jogo, a única coisa que Washington precisava fazer era segurar o placar, e foi isso o que aconteceu.

    Assim, após oito longos minutos, o juiz apitou o fim da partida, e diante de uma T-Mobile Arena lotada, o Washington Capitals se tornou campeão da Stanley Cup. Um marco para a equipe, que conquistou o primeiro troféu de sua história. 

    Alex Ovechkin foi quem faturou o Conn Smythe Award, considerado portanto o MVP dos playoffs. Título merecido, já que o capitão foi uma peça essencial na conquista do time. Além de líder em gols, o jogador ainda foi o segundo com mais assistênciaspelo time nos playoffs, ficando atrás apenas de Kuznetsov. 

    Após a vitória em Vegas, era o momento do time comemorar o merecido campeonato. Eles voltaram para casa com o troféu e celebraram em grande estilo: um desfile que levou cerca de 1 milhão de fãs às ruas de Washington, e nos trouxe memórias históricas (é quase impossível esquecer Ovechkin e companhia celebrando em uma fonte em Georgetown Waterfront).

    Este foi o único título que o time conquistou na década, mas a quantidade de títulos não diminui o grande elenco que Washington formou ao longo dos anos, e que ainda tem muito potencial para novas conquistas. Se depender da vontade de Alex Ovechkin e companhia, ainda veremos o time levantar outra Cup.

  • NHLers que anunciaram aposentadoria em 2020

    NHLers que anunciaram aposentadoria em 2020

    O fim de mais um temporada significa a triste hora de dizer adeus a alguns de nossos jogadores favoritos. Isso porque após tantos anos dedicando suas vidas ao esporte, alguns veteranos aproveitam essa época para pendurar os patins e dar um passo para uma nova carreira. No entanto, nem sempre isso quer dizer especificamente dar adeus ao hockey, já que muitos deles aproveitam para usar todo o seu conhecimento em uma nova área do esporte. 

    Com futuro decidido ou não, logo após o final da temporada já tivemos os primeiros anúncios de aposentadoria. Ano passado, escrevemos sobre os jogadores aposentados em 2018-19. Agora, relembramos a carreira dos recém-aposentados. 

    Justin Williams

    Em uma emocionante mensagem para a NHL, o atacante de 39 anos anunciou a aposentadoria dia 8 de outubro. Williams é conhecido como “Mr. Game 7”, por possuir no total 15 pontos (7G, 8A) em nove Jogos 7 de séries dos playoffs. Esse é o recorde de maior número de pontos de jogo de carreira de qualquer jogador na história da NHL, e as equipes das quais ele fez parte registraram um recorde de 8 vitórias e 1 derrotas em partidas desse tipo.

    O canadense originário de Coburg, em Ontário, foi draftado em 2000 pelo Philadelphia Flyers, e passou ao todo 19 temporadas na NHL. Williams é um dos nove jogadores na história da liga a marcar 100 gols e ganhar a Stanley Cup com duas franquias diferentes. Em 2004, ele foi trocado para o Carolina Hurricanes, onde ganhou a primeira Stanley Cup em 2006.

    No entanto, em 2009, ele foi novamente trocado, dessa vez para o LA Kings, equipe na qual ele jogou por sete anos e ganhou mais duas Stanley Cups. Inclusive, ele ganhou o Conn Smythe Trophy em 2014 como MVP dos playoffs. Por fim, Williams passou dois anos com o Washington Capitals e depois passou as últimas três temporadas com os Hurricanes.

    No total, Justin Williams tem 797 pontos (320G, 477A) em 1.264 jogos da NHL na carreira com os Hurricanes, Flyers, Kings e Capitals. Todavia, foi nos Canes que ele fez 316 pontos (128G, 188A) em 449 jogos, ocupando o sexto lugar na história do time (desde a realocação) em gols e assistências e o oitavo em pontos.

    Chris Stewart

    Draftado em 2006 pelo Colorado Avalanche, o canandense de 32 anos participou de 11 temporadas pela NHL, passando por 7 times ao todo. No entanto, a carreira de Stewart não se resume somente a isso. Suas origens humildes fizeram com que o atacante precisasse dar duro para encontrar o seu lugar no esporte, jogando hockey através de bolsas de custo. 

    Contudo, esse esforço demonstrou resultado. Stewart foi uma escolha do primeiro round (n°18) e, em 2009-10, ele estabeleceu recordes de carreira na NHL em gols (28), assistências (36) e pontos (64). Ao longo da sua carreira na liga, passou pelo o St. Louis Blues, Buffalo Sabres, Minnesota Wild, Anaheim Ducks, Calgary Flames e Flyers. 

    Por fim, no total, Stewart marcou 322 pontos (160G, 162A) em 668 jogos da temporada regular e 11 pontos (6G, 5A) em 39 jogos dos playoffs. Após sua aposentadoria, Philadelphia o chamou para ser treinador de desenvolvimento de jogadores. Stewart tinha planos de permanecer no mundo do hockey mesmo após a aposentadoria. 

    Matt Niskanen

    Matt Niskanen anunciou sua aposentadoria no começo de outubro. O defensor de 33 anos jogou esta temporada pelo Philadelphia Flyers após uma troca com o Washington Capitals pelo defensor Radko Gudas, em 14 de junho de 2019.

    Niskanen era foi o segundo defensor do Flyers com mais pontos, 33 pontos (8G, 25A) em 68 jogos, jogando a maior parte da temporada em dupla com Ivan Provorov. Ele fez um gol e uma assistência na pós-temporada deste ano. 

    Originalmente, ele foi uma escolha do Dallas Stars no primeiro round (n°28) do NHL Draft de 2005. Ao todo, Niskanen marcou 356 pontos (72G, 284A) em 949 jogos da temporada regular com os Flyers, Capitals, Pittsburgh Penguins e Stars, e 42 pontos (6G, 36A) em 140 jogos de playoffs. Por fim, ele ganhou a Stanley Cup com Washington em 2018.

    Mike Green

    Mike Green foi draftado pelo Washington Capitals em 29° no Draft da NHL de 2004. Em 880 jogos na NHL, ele atuou por três equipes, sendo elas o próprio Capitals, Detroit Red Wings e Edmonton Oilers. No entanto, grande parte de sua carreira foi no time da capital americana. Ao todo, Green marcou 501 pontos (150G, 351A) e 37 pontos (10G, 27A) em 76 jogos em Playoffs da Stanley Cup, distribuídos nos seus 15 anos na liga. 

    Além disso, Green marcou 31 gols por Washington em 2008-09, sendo este o maior número na carreira do defensor. Na temporada seguinte, ele marcou 76 pontos (19G, 57A). Durante sua carreira, ele foi escolhido para atuar nos jogos All-Star (2008-09, 2009-10) e foi o segundo na votação pelo Norris Trophy, concedido ao melhor defensor da NHL, em cada uma dessas temporadas.

    Enfim, um dos motivos para a aposentadoria de Green foi o desejo de ficar mais tempo com a família. Além disso, ele é conhecido pelos diversos trabalhos, organizações e eventos comunitários. Suas arrecadações normalmente se voltam a hospitais, além de construções de playgrounds e iniciativas contra a obesidade infantil. 

    Richard Bachman

    Finalmente, o goleiro americano Richard Bachman anunciou sua aposentadoria também no inicio de outubro. O goleiro, que passou 11 temporadas hockey profissional, jogou na NHL pelo Dallas Stars, Edmonton Oilers e Vancouver Canucks.

    Contudo, ele passou a maior parte de sua carreira atuando na liga de desenvolvimento. Após sua aposentadoria, ele se tornou treinador de goleiros no Iowa Wild, afiliado da equipe de Minnesota na AHL.

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • O que você precisa saber sobre o Draft 2020

    O que você precisa saber sobre o Draft 2020

    Após muitas turbulências e reviravoltas, a temporada 2019/20 da NHL chegou ao seu fim. E com grande êxito por parte das bolhas, assistimos o Tampa Bay Lightning se tornar o novo campeão da Stanley Cup 2020.

    Portanto, o fim da temporada significa uma coisa para o fã de hockey: o Draft. Depois de muitas decisões e medidas criadas pela NHL, o Draft 2020 da Liga enfim acontece hoje, às 20 horas (BRT). 

    E para você que, assim como nós, vai acompanhar o evento, trouxemos um guia com tudo que você precisa saber sobre o Draft desse ano. 

    Um breve resumo sobre o que é o Draft

    Para simplificar, o Draft é um evento organizado pela Liga Nacional de Hockey, com o intuito de dar a oportunidade aos times de selecionarem novos talentos que ainda não fazem parte da NHL.

    O evento conta com 7 rodadas onde, cada um dos 32 times, dependendo de suas transições durante a temporada, tem a oportunidade de escolher seus futuros atletas. Tecnicamente, cada time tem sua chance de selecionar um jogador por round. Mas, ao longo do ano, diversas equipes fazem trades em que, para obter algum jogador, cedem seus Draft picks. E é dessa forma que muitas franquias acabam subindo suas posições na tabela, ou ficam com diversas escolhas em um mesmo round – como foi o caso do Ottawa Senators na temporada passada.

    O Draft normalmente acontece durante o verão norte-americano . No entanto, com a pandemia do COVID-19, a Liga tomou, no início do ano, a decisão de adiar o evento de 2020, com a intenção de prezar pela saúde de todos. 

    Quando a NHL decidiu criar um plano de retorno para suas atividades, o Draft também entrou na pauta. E com tudo que tem acontecido no mundo, a pergunta era a mesma entre todos que acompanham o esporte: como o evento se daria neste ano?

    O Draft deste ano

    Anteriormente, o Draft estava marcado para acontecer em Montreal, Quebec, durante os dias 26 e 27 de junho de 2020. Mas, com a pandemia se alastrando pelos Estados Unidos, e também pelo Canadá, a NHL decidiu adiar, em Março, a temporada 2019/20 e todos os eventos presenciais que ocorreriam durante o ano.

    Todavia, após confirmar a volta da temporada através de um plano de retorno bastante rígido, que contou com as bolhas de Edmonton e Toronto, a Liga entendeu que existiam maneiras de realizar o Draft sem colocar a saúde das equipes e participantes em risco. 

    Após muitas especulações, Gary Bettman confirmou em um comunicado, no dia 11 de setembro deste ano, que o Draft seria realizado de forma virtual em 2020 através de uma videoconferência. Enquanto Gary Bettman se encontrará nos estúdios da NHL Network, em New Jersey, cada time participará do evento de suas instalações, ou lugar de sua preferência. Já os prospects poderão acompanhar o evento do conforto de suas casas. Uma experiência um tanto quanto diferente e inovadora, não apenas para a própria NHL, mas também para os fãs, que acompanharão, pela primeira vez, a solenidade neste formato.

    A intenção da NHL é que, através da tecnologia, eles possam “unir as pessoas na América do Norte e na Europa e dar aos telespectadores uma visão única de dentro [do evento]”. A NBCSN, SN e TVAS transmitirão a primeira rodada, que ocorre hoje (20). Em relação aos demais rounds, será a própria NHL Network que se encarregará de transmitir o evento.

    A loteria 

    Para que a temporada voltasse, a NHL precisou fazer muitas mudanças. Entre estas, elaborar um formato de competição no qual 24 times disputaram a pós-temporada. Deste total, dezesseis equipes, que se encontravam, antes da pausa, em colocações abaixo dos 4 primeiros colocados de cada conferência, foram selecionadas para disputar os Qualifiers. Assim, em 8 séries diferentes, um time saiu vitorioso por série e classificou-se para a próxima etapa, o primeiro round dos playoffs.

    E é aqui que as coisas começaram a acontecer de forma diferente no Draft. Após a criação do formato, ficou definido que os times eliminados nos Qualifiers teriam a mesma oportunidade que as 7 equipes que não foram incluídas no plano de retorno da Liga de disputar pelas primeiras colocações do Draft 2020. Algo que acabou gerando muitos discussões opostas, já que alguns acharam justo, e outros nem tanto. 

    Apesar disso, a NHL continuou com o plano e realizou a primeira fase da Loteria do Draft em 26 de junho de 2020. Aqui, a Liga acabou realizando o sorteio que definiu as 3 primeiras posições. Como dito antes, apenas 15 times participaram da primeira fase, sendo os sete não classificados e os oito que ainda estavam disputando os Qualifiers

    Através do sorteio, ficou definido que a equipe com a primeira seleção overall seria uma das oito equipes que disputaram os qualifiers. Já a segunda posição ficou com o L.A. Kings, enquanto a terceira foi para o Ottawa Senators.

    Como uma equipe dos Qualifiers acabou ficando com uma das três primeiras escolhas, a Liga realizou uma segunda fase da Loteria. Assim, o time selecionado poderia ser definido apenas entre as oito equipes das qualificatórias

    Em 10 de agosto, a NHL realizou então a segunda fase da loteria. Esse é o primeiro Draft onde uma equipe que estava em alguma fase dos playoffs poderia garantir o primeiro lugar overall. Portanto, após o sorteio entre os oito times, ficou definido que, o detentor da primeira seleção geral é o New York Rangers.

    As sete equipes não selecionadas acabaram ficando com as escolhas de nove a quinze, baseadas na ordem inversa da porcentagem de pontos de ambos. Ou seja, os com a menor quantidade de pontos obtiveram as melhores seleções. 

    Punição do Arizona Coyotes

    No início de 2020, vieram a tona denúncias sobre violações das políticas da NHL por parte do Arizona Coyotes. E por isso, em janeiro deste ano, a Liga abriu uma investigação contra o time após suspeitar que a equipe havia convidado alguns jogadores elegíveis ao Draft para realizarem testes físicos de forma secreta. O ato é considerado conduta proibida de acordo com as políticas internas da NHL. E isso se dá porque, de certa forma, o time em questão acaba tendo vantagem sobre os demais no Draft.

    Após uma audiência, em 6 de agosto, a equipe reconheceu a violação e recebeu uma punição. Portanto, devido a má conduta, o time acabou perdendo seu second round pick deste ano, e também uma escolha do primeiro round em 2021.

    Para este ano, a equipe ainda possui mais 4 escolhas que se dão a partir da quarta etapa do evento. Anteriormente, o time possuía uma escolha no primeiro round, porém acabou perdendo para os Devils na trade que envolveu Taylor Hall. Da mesma forma, caso ainda possuísse a escolha, a NHL acabaria excluindo esta do time como punição pela violação. 

    As colocações dos times 

    Após todas as definições e punições, enfim temos as colocações já definidas de cada time no Draft deste ano. No primeiro round, Ottawa Senators e New Jersey são os times que possuem maior quantidade de escolha (três cada). Já em relação a todos os rounds do evento, é o Montreal Canadiens que é o detentor da maior quantidade de picks, com 14. Atrás dele ficam os Senators (13) e os Kings (11).

    Confira na imagem abaixo como ficou a colocação final para o first round:

    Ordem Draft 2020 Primeira Rodada

    As demais colocações e ordem dos rounds restantes vocês podem conferir na página do Draft no site da NHL.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Os maiores destaques do NHL Draft de 2020

    Os maiores destaques do NHL Draft de 2020

    O NHL Draft de 2020 irá começar nesta terça-feira (06). Inicialmente, a cerimônia estava marcada para acontecer no final de junho, em Montreal. Contudo, com a pandemia de COVID-19, a temporada foi adiada e concluída no final de setembro. Também por causa do vírus, a cerimônia do draft será feita virtualmente, a distância, acontecimento este que não é inédito na NHL.

    O draft é o momento no qual times fazem trocas, preparando-se para a nova temporada (ainda sem previsão de início) e escolhem os prospects, jovens jogadores de hockey que atuam nas mais diversas ligas ao redor do mundo. 

    Com isso, este é um pequeno informativo sobre os principais jogadores disponíveis para a primeira rodada da edição deste ano. 

    Alexis Lafrenière (left-winger, Rimouski Océanic)

    O canadense natural de Quebec, Alexis Lafrenière, é o capitão do Rimouski Oceanic da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Ele atua na equipe há três temporadas, com 114 gols e 297 pontos em 173 partidas, números impressionantes para um novato. Em sua temporada de estreia pelo Oceanic, ele marcou 42 gols, o maior número de gols marcados por um rookie desde Sidney Crosby em 2004.

    As maiores características dele, segundo especialistas e analistas de scouting, são a habilidade de fazer jogadas inteligentes, ter um bom domínio do puck e excelente habilidade em lidar com o jogo em momentos de pressão. 

    Ele tem sido cotado para ser escolhido pelo New York Rangers, já que o time conseguiu a primeira escolha geral do Draft. É muito improvável que o time pule uma promessa como Lafrenière.

    Além disso, ele possui duas medalhas de ouro em campeonatos internacionais: uma conquistada em 2018, na Hlinka Gretzky Cup, e outra na no Campeonato IIHF World U-20. 

    Quinton Byfield (central, Sudbury Wolves)

    Quinton Byfield  é um central, que atualmente  joga pelo Sudbury Wolves da Ontario Hockey League (OHL). Ele é descendente de jamaicanos pelo lado de seu pai, Clinton, e poderá ser o jogador negro a ser escolhido mais alto no draft, sendo cotado para ser escolhido em 2° ou 3° lugar. Vale ressaltar que Evander Kane e Seth Jones são atualmente detentores dessa marca, ambos em 4° lugar. Byfield foi a escolha em primeiro lugar no draft OHL, selecionado pelos Wolves em 2018.

    Na temporada de rookie, aos 16 anos, ele fez 29 gols e 32 assistências em 64 jogos da temporada regular. Assim, somando oito pontos em oito partidas de playoffs, e foi nomeado o rookie do ano tanto na OHL quanto na CHL.

    As principais características de Byfield são o tamanho, velocidade, habilidade, visão e tenacidade quando se trata de disputas de pucks. Sendo assim, Byfield é a peça ideal para construir uma equipe.

    Por fim, uma equipe no qual provavelmente precisaria das habilidades deste jovem jogador seria o LA Kings, que está em processo de rebuild e poderia contar com um jogador jovem, ideal para ser a cara da franquia. 

    Tim Stützle (central, Adler Manheim) 

    Tim Stützle é um jogador alemão que joga pelo Adler Mannheim na Deutsche Eishockey Liga (DEL). Antes, ele jogou pelo Krefelder EV 1981, onde ele foi o artilheiro de sua equipe na temporada 2015-16. Na temporada 2017-18, Stützle se transferiu para Mannheim, marcando 18 gols e 29 assistências. Ele entra no draft sendo o europeu mais bem rankeado no draft. No Mundial de Juniores, ele fez cinco pontos (todos em assistências) em cinco jogos pela Alemanha.

    Um central natural que também pode jogar como winger, muitos equiparam as habilidades do jovem alemão com ao do americano Patrick Kane. Stutzle foi descrito por muitos scoutings como sendo criativo no rinque, jogando com determinação e ousadia. Embora ele não seja o tipo de jogador que atira em direção as redes, ele é descrito como sendo um playmaker natural. 

    Por fim, Ottawa Senators poderiam escolher ele, já que ele poderia ser um versátil central/winger com habilidades criativas e uma ótima finalização.

    Cole Perfetti (left-winger, Saginaw)

    Cole Perfetti é um central que atualmente joga pelo Saginaw Spirit da OHL, onde fez 37 gols e 111 pontos. As habilidades dele são a inteligência no rinque, a velocidade e o tamanho. Foi essa mistura que fez Perfetti terminar com o melhor desempenho da CHL, enquanto se classificou como o terceiro maior artilheiro entre todos os patinadores em 2019-20. Tal inteligência, que resultam na capacidade de prever e criar jogadas do winger,  o coloca em vantagem aos demais jogadores, segundo os analistas. 

    Fora do rinque, Perfetti é uma pessoa altruísta. Ele possui uma fundação chamada “Fetts’ Friends”, no qual ele arrecada e doa dinheiro através de vendas de merchandise, além de visitar os pacientes em um hospital na área de Saginaw.

    Por fim, New Jersey Devils poderiam escolher mais um winger e tornar o ataque do time muito mais potente e decisivo.

    Lucas Raymond (left-winger, Frolunda HC)

    Lucas Raymond é um jogador sueco que joga no Frölunda HC da Liga Sueca de Hockey (SHL). Manuseio de puck, muita velocidade, e intensidade são as características atreladas a ele segundo os especialistas. 

    Muitos sites falam que tanto o Buffalo Sabres quanto o Ottawa Senators poderiam escolher o jovem sueco na quinta escolha do draft 2020. Portanto, ambos os times fariam uma grande adição no elenco, devido às grandes habilidades ofensivas dele. 

    Menções honrosas

    Primeiramente, temos Yaroslav Askarov, goleiro russo que atua no SKA Petsburg da KHL. Com comparações a Carey Price, esse goleiro consegue ler muito bem as ações de seus adversários. Já que poucos goleiros são escolhidos cedo nos drafts, o fato dele estar sendo cotado em 13° lugar já demonstra suas qualidades. 

    Jamie Drysdale, defensor canadense que atua no Erie Otters na OHL. O único defensor no top 10 do draft, o estilo de jogo dele não é um jogo físico, mas sim um jogo baseado em ler os adversários e o time e tambem habilidade em fazer jogadas, típico de defensores. 

    Jack Quinn, right-winger canadense que atua no Ottawa 67’s na OHL. Embora ele não seja um jogador extremamente alto, ele compensa isso com as grandes habilidades no gelo, que fizeram ele subir para a sétima posição no ranking de draft. Enfim, a habilidade de lidar com o puck dos adversários é a principal característica deste jogador.

    Por fim, Alexander Holtz, right-winger sueco que atua na Djurgarden IF (SHL). Um jogador que impressionou os analistas desde os 15 anos, Holtz possui uma grande habilidade de fazer gol e uma consistência em seu modo de jogar. Enquanto ele fazia dupla com Raymond na seleção sueca, os dois dominaram os rinques nas competições internacionais. 

    A lista completa com os candidatos para o draft 2020 encontra-se aqui.

  • Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Na primeira final da Stanley Cup jogada em Edmonton desde 2006, o grande campeão da noite não foi o time da casa (que nem nos playoffs estava). Aliás pós-temporada essa que ninguém poderia ter previsto acontecer alguns meses atrás, o projeto de Gary Bettman se provou bem sucedido e o comissário da NHL conseguiu coroar um campeão sem nenhum caso de COVID-19 dentro das bolhas. 

    Após muitos anos (e várias temporadas regulares impecáveis), o Tampa Bay Lightning finalmente se consagrou campeão da Stanley Cup. A equipe da Flórida venceu o Dallas Stars em seis jogos e alcançou o maior troféu do hockey pela segunda vez na história da franquia. A última vez que os Bolts venceram havia sido em 2004, com nomes como Vincent Lecavalier e Martin St. Louis no elenco, além de estarem à época sobre o comando de John Tortorella.

    O jogo seis, disputado no Rogers Centre na última segunda-feira (28), foi um clássico exemplo do quão bem o sistema de Tampa funciona. A equipe treinada por Jon Cooper fez uma partida magistral, tanto por mérito do sistema desenvolvido pelo técnico, bem como todo o talento disponível no elenco. Além disso, Dallas era um time claramente desfalcado, ainda que seus jogadores estivessem no gelo, já que muitos deles estavam com lesões que interferiram diretamente em seu desempenho.

    A ESTRADA ATÉ AQUI

    Para o Dallas Stars, chegar na final da Stanley Cup foi como voltar para casa depois de um longo período longe dela. Afinal, o time do Texas não chegava tão longe na pós-temporada desde 2000, quando foram derrotados na final pelo New Jersey Devils. Em seu trajeto, a equipe texana venceu o Calgary Flames, o Colorado Avalanche e o Vegas Golden Knights para sagrar-se campeão da Conferência Oeste

    Já o Tampa Bay Lightning fez sua primeira aparição nas finais desde 2015, quando perdeu para o supercampeão Chicago Blackhawks. A sua campanha foi calcada em sangue e lágrimas após a humilhante eliminação no ano passado, quando foram varridos pelo Columbus Blue Jackets. A campanha da equipe floridiana começou com a vingança para cima dos Jackets, seguida do Boston Bruins e contra o New York Islanders na final da Conferência Leste.

    A SÉRIE EM PERSPECTIVA

    O primeiro jogo foi vencido por Dallas, com gols de Joel Hanley, Jamie Oleksiak, Joel Kiviranta e Jason Dickinson. Do lado de Tampa, Yanni Gourde foi o único a marcar. Já o segundo jogo foi de Tampa, que marcou três vezes no primeiro período, com Brayden Point, Ondrej Palat e Kevin Shattenkirk. Nos dois períodos seguintes Joe Pavelski e Mattias Janmark diminuíram para os Stars, mas a equipe do Texas não conseguiu sequer empatar a partida.

    No terceiro encontro da série Tampa viu seu capitão fazer sua única aparição nos playoffs deste ano. Steven Stamkos conseguiu anotar um gol para dar momentum à sua equipe. Além dele, Nikita Kucherov, Victor Hedman, Point e Palat também marcaram. Do lado de Dallas, Jason Dickinson e Miro Heiskanen diminuíram a diferença no placar. O jogo quatro terminou o tempo regular empatado. Para os Bolts, Point (duas vezes), Gourde e Alex Killorn foram os autores dos gols da equipe. De Dallas, tivemos John Klingberg, Pavelski (duas vezes) e Corey Perry. Na prorrogação Shattenkirk venceu a partida para o Lightning, ampliando a vantagem no confronto para 3 a 1.

    O jogo cinco foi o primeiro no qual Tampa já tinha a real possibilidade de sagrar-se campeã. Entretanto, a partida foi vencida por Dallas com um gol de Perry na prorrogação. Perry ainda fez um gol no tempo regular, além de seu compatriota Pavelski ter empatado a partida no terceiro período. Do lado dos Bolts, Palat e o jovem defensor Mihkail Sergachev foram os autores dos gols. Por fim, chegamos ao jogo seis, partida final da série. A partida foi vencida com facilidade por Tampa, com gols de Point e Blake Coleman. Além disso, Andrei Vasilevsky teve seu primeiro shutout nos playoffs da NHL. 

    PLACAR:

    • JOGO 1 DAL 4 – 1 TBL
    • JOGO 2 DAL 2 – 3 TBL
    • JOGO 3 TBL 5 – 2 DAL 
    • JOGO 4 TBL 5 – 4 DAL (OT)
    • JOGO 5 DAL 3 – 2 TBL (OT)
    • JOGO 6 TBL 2 – 0 DAL 

    DALLAS FRAGMENTADO

    A equipe texana chegou ao quarto round da pós-temporada depois de deixar para trás nomes que iniciaram a temporada como favoritos, como foi o caso do Colorado Avalanche e do Vegas Golden Knights. Entretanto, seu elenco já ostentava sinais de cansaço. O supertrio de Jamie Benn, Alexander Radulov e Tyler Seguin não marcaram sequer um gol nas finais. O center canadense, inclusive, já ostentava diversas lesões em partes diferentes do corpo. 

    Além disso, a equipe teve diversas baixas no final da temporada regular, como Radek Faksa, Blake Comeau e até mesmo Roope Hintz. O goleiro Ben Bishop ficou de fora de grande parte da temporada regular, e participou de apenas três partidas nos playoffs. No quesito ataque, os autores dos seis últimos gols da franquia foram os veteranissimos Joe Pavelski e Corey Perry, que assinaram com Dallas na free agency e vê-los no uniforme victory green ainda causa estranheza. 

    Mesmo assim, ainda que já não esteja mais no seu prime, Pavelski empatou o jogo cinco e fez história, se tornando o maior goleador americano nos playoffs, com 61 gols. Apesar do final triste, o surgimento de talentos como Denis Gurianov e Joel Kiviranta, além de nomes como Miro Heiskanen e Roope Hintz se firmaram como peças importantes da franquia, Dallas pode continuar sonhando com mais campanhas de sucesso no futuro.

    A REVENGE TOUR DOS BOLTS

    A equipe de Tampa entrou nos playoffs deste ano com uma mentalidade bem diferente dos anos anteriores. Depois de serem objeto de piadas quando foram varridos por Columbus no ano passado, o Lightning tinha muito a provar. Afinal, ainda que seu desempenho na temporada regular fosse costumeiramente excelente, a equipe só havia disputado a final da Stanley Cup uma vez com o elenco atual, em 2015. A superioridade trazida pelos Bolts no dia-a-dia parecia ter dificuldade em se traduzir para uma situação de mata-mata. Isto é, até 2020. 

    Além da narrativa coletiva, a equipe também possui muitas jornadas individuais interessantes. Kevin Shattenkirk foi bought out pelo New York Rangers, time que escolheu na free agency por ser torcedor desde a infância. No jogo quatro ele foi o responsável pela vitória no overtime, deixando os Bolts a um jogo da conquista do campeonato. Blake Coleman iniciou a temporada no New Jersey Devils, um dos piores times da Liga, quando foi trocado para Tampa próximo à trade deadline

    Zach Bogosian é outro caso. O defensor teve seu contrato com o Buffalo Sabres terminado após ele ter se recusado a se apresentar no afiliado da equipe da American Hockey League (AHL). Logo após o episódio ele assinou um contrato de um ano com Tampa, avaliado em pouco mais de um milhão de dólares. Um dos principais atrativos que levam atletas a assinarem com os Bolts, além, é claro, da competitividade da equipe, é a questão tributária. Os impostos na Flórida são um fator importante ao atrair free agents que aceitam assinar por menos do que receberiam em outros mercados. 

    Além disso, tal ferramenta é importante nas negociações de extensão contratual com os atletas em momento de renovação. O capitão Steven Stamkos, por exemplo, quando esteve prestes a se tornar um free agent em 2016, aceitou continuar na equipe por um valor menor do que possivelmente ele conseguiria em outros times. Ele, inclusive, foi o maior desfalque da equipe do Lightning nos playoffs, já que estava fora de comissão desde fevereiro. O center canadense esteve no gelo por menos de três minutos nesta pós-temporada, no jogo três das finais, mas mesmo assim deixou sua marca com um gol. Por fim, este elenco campeão dos Bolts tem a presença de Patrick Maroon, que ganhou a Stanley Cup com o St. Louis Blues no ano passado e se tornou o terceiro jogador após a expansão a vencer em dois anos consecutivos, mas por equipes diferentes. 

    O VIKING E A CONQUISTA DE SEU CONN SMYTHE

    Não é de hoje que Victor Hedman é um dos principais nomes dentre os defensores da Liga. Afinal, o sueco foi o finalista do James Norris Memorial Trophy em nada menos do que quatro oportunidades diferentes, conquistando-o em 2018. Nos playoffs deste ano Hedman jogou cerca de 26 minutos por noite, com um leque de outros defensores como seu par. O sueco marcou 10 gols, se tornando o terceiro defensor com mais gols atrás de Paul Coffey e Brian Leetch.

    Discreto como seus demais compatriotas na Liga, o defensor foi apenas o terceiro sueco a ser consagrado o MVP dos playoffs. Apenas Nicklas Lidstrom e Henrik Zetterberg, ambos do Detroit Red Wings, receberam o Conn Smythe. Além disso, Hedman se junta a Brad Richardson, se tornando o segundo atleta na história do Tampa Bay Lightning a ganhar o troféu. 

    Mesmo com Hedman se destacando tanto na blue line dos Bolts, a disputa foi acirrada. Enquanto o sueco teve 70 pontos, que lhe garantiram o Conn Smythe, o center canadense Brayden Point ficou em segundo lugar com 66, apenas quatro pontos a menos. Os outros dois nomes que apareceram nos votos foram o superstar russo Nikita Kucherov e o goleiro Andrei Vasilevsky, sem dúvidas um dos maiores nomes em sua posição atualmente. 

    A votação ficou da seguinte forma:

    Victor Hedman 70 pontos (9-8-1)

    Brayden Point 66 pontos (8-8-2)

    Nikita Kucherov 25 pontos (1-2-14)

    Andrei Vasilevsky 1 ponto (0-0-1)

    A votação foi feita no formato de 5-3-1 pontos para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente,  e os votos foram submetidos faltando 10 minutos para o final do jogo 6.

    MOMENTOS NOTÁVEIS DAS FINAIS (segundo o NHL.com)

    O primeiro gol da final foi também a primeira vez que o jovem defensor Joel Hanley marcou na NHL, com assistência de Roope Hintz, estrela de Dallas nos playoffs de 2019. 

    A defesa de Anton Khudobin no finalzinho do primeiro jogo, impedindo que Anthony Cirelli empatasse a partida.

    O retorno icônico de Steven Stamkos, capitão de Tampa que esteve fora do rinque desde o início do ano com uma lesão misteriosa. O center canadense entrou na partida, fez um gol e foi embora, jogando apenas 2:47 minutos durante o jogo 3. (O momento favorito da autora que vos fala)

    Depois de ter sido bought out pelo New York Rangers, Kevin Shattenkirk foi para Tampa receber muito menos do que seu valor de mercado. O defensor americano venceu a partida para os Bolts com seu gol na prorrogação do jogo quatro. 

    O gol de Corey Perry na segunda prorrogação do jogo cinco deu esperanças à torcida de Dallas, forçando o jogo seis.

    A cerimônia de premiação foi um pouco diferente, após um pedido do Lightning. Ao invés do capitão, solitário, buscar o troféu junto a Bettman, toda a equipe se reuniu ao redor do pódio onde a Stanley Cup se encontrava. 

    Para finalizar, precisamos falar do momento mais 2020: a falta de vaias a Bettman, devido aos jogos se realizarem em uma arena vazia. Brincadeiras à parte, ver jogadores e comissão técnica ligarem para seus familiares em chamada de vídeo do gelo apenas acrescentou mais uma camada de surrealismo nesta pós-temporada que ficará marcada para sempre na história da NHL. 

    A cobertura NHeLas dos playoffs fica por aqui. Nos vemos em 2021, quem sabe não é a vez do seu time levantar Lord Stanley? 🙂

    (Foto: TampaBay.com/Reprodução)

  • Draft Class de 2017: onde estão

    Draft Class de 2017: onde estão

    O draft class de 2017 trouxe nomes que, ainda nas suas primeiras temporadas, se tornaram estrelas na NHL. Apesar da equipe do Colorado Avalanche ter tido a histórica pior temporada da franquia, suas chances para ganhar a primeira escolha do draft foram em vão e os Avs acabaram por selecionar em quarto. Entretanto, do outro lado dos Estados Unidos, o Philadelphia Flyers (depois de quase conquistar uma vaga nos playoffs) saltou da esperada 13ª posição para fazer a segunda escolha da noite. A cerimônia aconteceu em Chicago e muita gente selecionada lá já está deixando sua marca nos livros da NHL. Vem com a gente conferir!

    NICO HISCHIER, C, NEW JERSEY DEVILS (#1 overall): The shore is alive with the sound of hockey

    Nativo de uma pequena cidade na Suíça, Hischier começou a praticar o esporte com seu irmão mais velho na equipe do EHC Visp. Conforme crescia, o suíço passou a se destacar pelo seu talento. Na temporada 2015/2016 ele foi promovido para o SC Bern, equipe da liga suíça e afiliado do Visp. Em seguida, Hischier foi selecionado no Import Draft da Canadian Hockey League (CHL), pelo Halifax Mooseheads da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). 

    Na Nova Escócia, o suíço foi destaque da equipe do Mooseheads, tendo sido o rookie do ano e ganhador do prêmio de melhor prospect da QMJHL. Depois de um World Junior Championship forte em 2017, Hischier subiu nos rankings dos prospects, sendo elencado em segundo lugar. Ao ser selecionado pelos Devils no draft de 2017, se tornou o suíço draftado mais alto e primeiro a ser escolhido com a first pick.  Depois de uma pré-temporada positiva, o center entrou para o roster dos Devils e logo se viu em uma linha com Taylor Hall. 

    Com a temporada prolífica do winger canadense, que inclusive venceu o troféu Hart de MVP daquele ano, a presença de Hischier na primeira linha ajudou New Jersey a chegar nos playoffs. Desde então, o suíço tem sido peça chave no rebuild do time. Seu desempenho foi recompensado com uma extensão de sete anos, um ano antes de seu contrato entry level expirar. Hischier terá um salário de 7.25 milhões de dólares a partir da próxima temporada. Atualmente o center suíço conta com 135 pontos em 209 partidas disputadas na NHL.

    NOLAN PATRICK, C, PHILADELPHIA FLYERS (#2 overall): De promessa que ainda não se concretizou a azarão da Philadelphia 

    Acho que não estou sozinha quando falo que o #2 overall de 2017 precisa, acima de tudo, de um bom banho de sal grosso. Tido como o prospect mais importante do seu draft por anos, o canadense se viu caindo para a segunda posição em Chicago depois de uma temporada com poucas aparições no major juniors. Vindo de uma família de atletas, Patrick começou no Brandon Wheat Kings da Western Hockey League, bem próximo da sua cidade natal, Winnipeg.

    Embora já estivesse no radar dos olheiros, foi a temporada 2015/2016 que colocou Patrick como o possível (e provável) top prospect do seu draft. Juntamente com Ivan Provorov, recém draftado pelos Flyers em 2015, o center foi campeão da WHL e chegou às finais da Memorial Cup. Embora Patrick tenha terminado o ano com 102 pontos em 72 partidas, foi ali que seus problemas com uma hérnia causada pelo esporte começaram. Na off-season o jogador fez sua primeira cirurgia para corrigir o problema, e foi revelado que ele havia se lesionado antes mesmo dos playoffs começarem. 

    Nomeado capitão dos Wheat Kings na temporada seguinte, o canadense iniciou seu ano de elegibilidade com muitas expectativas. Entretanto, complicações da hérnia fizeram com que ele tivesse apenas 33 aparições em partidas da sua equipe. Ainda assim, ele terminou o ano em primeiro lugar no ranking de prospects e foi selecionado pelo Philadelphia Flyers em segundo no draft. A incerteza acerca da saúde de Patrick veio à tona quando foi revelado que ele havia feito outra cirurgia reparadora da hérnia, e por isso o jogador não participou do prospect camp dos Flyers.

    Patrick ganhou uma vaga na equipe dos Flyers naquela temporada e terminou sua modesta campanha com 30 pontos em 73 partidas. Nos playoffs daquele ano o jogador foi um dos principais nomes da sua equipe no confronto contra o arquirrival Pittsburgh Penguins, mas a equipe de Philly foi eliminada em seis jogos. A segunda temporada do center na NHL teve números basicamente iguais à primeira, mas o atleta novamente se viu fora de muitos jogos após hits em sua cabeça. 

    Em setembro de 2019 Philadelphia tornou pública a informação de que o jogador havia sido diagnosticado com uma síndrome crônica que causa enxaquecas, razão pela qual o canadense não atuou nesta temporada, nem mesmo no retorno da Liga após a paralisação pelo COVID-19. Atualmente, Patrick é um restricted free agent e seu próximo contrato, bem como seu status de saúde, ainda são uma incógnita. (A autora pergunta a você, caro leitor: quanto custa enviar alguns – ou vários – pacotes de sal grosso para o Wells Fargo Center? #FreeNolan)

    MIRO HEISKANEN, D, DALLAS STARS (#3 overall): O xerifão do Sul, proprietário do Texas inteiro 

    O finlandês começou sua carreira no clube de sua cidade natal, o Espoo Blues, mas logo se juntou ao HIFK, pelo qual fez sua estreia profissional na Liiga aos 17 anos, durante seu ano de elegibilidade. Apesar da tenra idade, Heiskanen jogou no primeiro par de defesa e terminou a temporada como o defensor europeu mais bem ranqueado entre os prospects. O defensor foi, então, selecionado pelo Dallas Stars com a terceira escolha.

    Mesmo assinando seu contrato com Dallas logo após o draft, Heiskanen foi emprestado ao HIFK. Lá ele marcou 23 pontos em 30 partidas, mais do que dobrando sua produção do ano anterior. O finlandês estreou diretamente na NHL, sem passar por um período de adaptação na American Hockey League (AHL) como a maioria dos defensores europeus. Este fato, por si só, já aponta o quão especial é o defensor, que foi o segundo mais jovem de sua posição a marcar na história da franquia.

    Heiskanen continuou em ascensão, tendo sido o escolhido para representar sua equipe no All Star Game de 2019, com stats consideráveis dentre o ranking dos rookies. Com a equipe do Texas marcando presença nos playoffs de 2019, o finlandês se tornou o terceiro defensor com menos de 20 anos a marcar dois gols em um jogo de pós-temporada. Com uma maturidade além do comum, o finlandês deu esperanças à torcida dos Stars, que durante tanto tempo teve em John Klingberg sua única estrela na blue line. Em sua segunda temporada regular na Liga o atleta teve um aproveitamento bom, pontuando 35 vezes em 68 partidas. 

    Entretanto, foi no retorno após a paralisação que Heiskanen desabrochou de vez, e se colocou na discussão para o Conn Smythe de MVP da pós-temporada. Em 26 partidas, o finlandês tem 26 pontos, um aproveitamento surpreendente para alguém, não só da sua posição como da sua idade. Não é exagero falar que, se Dallas tivesse conquistado a Stanley Cup de 2020, o jovem defensor seria um dos principais nomes cotados para a honraria de MVP. A carreira de Heiskanen está apenas começando, mas já podemos afirmar que ele se firmará como um dos grandes defensores na história de sua equipe e, quem sabe, da Liga como um todo. 

    CALE MAKAR, D, COLORADO AVALANCHE (#4 overall): BB couve, florescendo no Colorado

    Embora tenha sido selecionado no draft da WHL pelo Medicine Hat Tigers, o defensor canadense optou pelo hockey universitário da National Collegiate Athletic Association (NCAA). Após seu draft em 2017, Makar iniciou sua carreira universitária pela University of Massachusetts-Amherst. Na NCAA o jovem defensor desabrochou como um wunderkind na blue line da sua equipe, sendo o ganhador do Hobey Baker, troféu de melhor jogador, da liga universitária. 

    Ao final de sua segunda temporada, entretanto, Makar já sentia-se pronto para a NHL. Por isso, em abril de 2019 ele assinou seu contrato com o Colorado Avalanche, fazendo sua estreia profissional no jogo três do primeiro round dos playoffs daquele ano. Makar chegou na Liga com um bang, marcando um gol em sua primeira oportunidade. Mesmo com a eliminação dos Avs no segundo round, o canadense já havia deixado sua marca no coração da torcida.

    Com a troca de Tyson Barrie na off-season de 2019, o lugar de Makar como quarterback do power play de Colorado já estava certo. As expectativas com relação à campanha do jovem defensor eram grandes, e podemos falar que elas foram atingidas e, quiçá, superadas. Makar se tornou o segundo defensor do Avalanche a fazer 18 pontos em 18 jogos em novembro de 2019, mas uma lesão o deixou de fora de algumas partidas. Ele terminou a temporada com 50 pontos em 57 jogos.

    Dinâmico e tenaz, o canadense continuou jogando em alto nível e quebrando recordes na pós-temporada. Makar terminou a campanha com seu Avalanche no segundo round, tendo uma média de um ponto por jogo. Para coroar sua primeira temporada completa na Liga, o defensor recebeu o Calder Trophy. Makar esteve em todas as fichas de votação e nenhum dos consultados o colocou em uma posição abaixo do segundo lugar. O canadense já é uma estrela com apenas 21 anos, e seu talento com certeza trará muitas alegrias para os torcedores dos Avs.

    ELIAS PETTERSSON, C, VANCOUVER CANUCKS (#5 overall): O encantador de orcas, que veio libertar os Canucks do sofrimento (será?)

    Os deuses do hockey sorriram para Vancouver quando a equipe canadense escolheu o center sueco com a quinta escolha (após perder mais uma loteria do draft). Pettersson começou sua carreira no Timra IK, da segunda liga mais importante da Suécia. Entretanto, logo antes de seu draft ele assinou um contrato de três anos com o Vaxjo Lakers da Swedish Hockey League (SHL). Ranqueado em segundo dentre os patinadores europeus, o sueco foi selecionado pelos Canucks. 

    Embora ainda fosse tido como um jogador junior, ele teve uma temporada de estreia avassaladora na SHL. Com 56 pontos em 44 jogos, o center quebrou o recorde (de 40 anos!) de maior pontuação por um jogador jovem na liga. Nos playoffs não foi diferente, com 19 pontos em 13 partidas, Pettersson foi o MVP do time e venceu o campeonato sueco. Além disso, ele agraciou a internet com a tradicional sessão de fotos feita pelo MVP, afinal o sueco foi o verdadeiro golden boy da SHL naquela temporada. (Aqui a autora gostaria de dizer que, na opinião dela, ele deveria fazer o mesmo, só que com tinta prata, caso um dia ganhe o Conn Smythe)

    Pettersson já marcou seu primeiro gol na Liga durante a sua estreia, contra o Calgary Flames. A presença do center no elenco dos Canucks trouxe de volta a esperança ao torcedor. A química de Pettersson com o winger Brock Boeser também foi parte considerável da adaptação rápida do sueco à NHL. Em sua primeira temporada, ele marcou 66 pontos em 71 partidas e venceu o Calder Trophy de melhor rookie, conquistando o coração de Vancouver.

    A temporada seguinte tinha tudo para ser ainda melhor não fosse a paralisação, já que o jogador havia atingido o mesmo número de pontos do ano anterior, em menos jogos. Na pós-temporada pela primeira vez neste ano, o sueco marcou 18 pontos em 17 partidas. Tudo indica que a jornada de Pettersson enquanto superstar da NHL está apenas no início, o que fará com que a conferência do Pacífico seja destaque nos próximos anos. 

    NICK SUZUKI, C, VEGAS GOLDEN KNIGHTS (#13 overall): (atualmente do Montreal Canadiens): the Hab way of life!

    O canadense iniciou sua carreira no major juniors no Owen Sound Attack da Ontario Hockey League (OHL). Com números que fizeram com que ele se destacasse, o jogador foi escolhido em 13º com uma das várias escolhas que Vegas teve no primeiro round de 2017. Considerando que o center ainda precisava se desenvolver mais, ele foi retornado à sua equipe da OHL, onde bateu a marca de 100 pontos.

    Na intertemporada de 2018 Suzuki foi trocado para o Montreal Canadiens juntamente com Tomas Tatar, com Max Pacioretty indo para o Golden Knights. Ainda assim, o canadense jogou seu ano draft+2 na OHL, sendo trocado do Sound Attack para o Guelph Storm depois de 30 partidas. A chegada definitiva do jogador à NHL ocorreu apenas na última temporada. 

    Em 71 partidas, Suzuki anotou 41 pontos em uma equipe marcada pela inconstância. Entretanto, nos playoffs o jovem center teve um desempenho satisfatório, anotando sete pontos em 10 partidas. Com o movimento de reconstrução do elenco dos Habs, Suzuki encontrará ainda mais espaço para se desenvolver em um jogador de qualidade.

    ROBERT THOMAS, C, ST. LOUIS BLUES (#20 overall): Não, não é o vocalista do Matchbox Twenty (Alexa, toca Unwell)

    Ser homônimo de um rockstar é mais um dos fatores que fazem o center canadense se destacar dentre seus colegas. A carreira de Thomas se iniciou na OHL, com a potência do London Knights e uma campanha bem sucedida que culminou na vitória da Memorial Cup. Por ter sido seu primeiro ano na liga junior, o center fez apenas 15 pontos em 40 partidas.

    Após três anos na OHL, Thomas estreou por St. Louis na temporada 2018/2019, fazendo 33 pontos em 70 partidas. Aos 19 anos ele fez história ao ajudar a equipe a chegar nas finais da conferência, dando duas assistências no jogo sete. Apesar de sua pouca idade e das lesões, Thomas foi importante na campanha vitoriosa dos Blues, e consagrou-se campeão da Stanley Cup.

    MENÇÕES HONROSAS:

    Cody Glass, C, Vegas Golden Knights (#6 overall): o center canadense foi a primeira escolha da história da franquia do Vegas Golden Knights. 

    Lias Andersson, C, New York Rangers (#7 overall): o sueco ficou conhecido no Twitter quando jogou a sua medalha de prata para a plateia após a cerimônia de premiação do World Juniors. Embora ele tenha sido um prospect muito visado antes do seu draft, suas relações com o New York Rangers, equipe que o selecionou, esfriaram consideravelmente e ele retornou à Suécia. 

    Martin Necas, C, Carolina Hurricanes (#12 overall): o jovem tcheco faz parte do jovem elenco dos Canes e já demonstra que poderá ser uma peça valiosa da equipe.

    Erik Brannstrom, D, Vegas Golden Knights (#15 overall): o prospect sueco foi fator determinante na troca que levou Mark Stone para o Vegas Golden Knights. Atualmente joga no Belleville Senators, afiliado de Ottawa na AHL.

    Kailer Yamamoto, RW, Edmonton Oilers (#22 overall): o pequeno winger aprendeu a patinar com a mãe de Tyler Johnson, do Tampa Bay Lightning. Ele vem, aos poucos, ganhando espaço no elenco do Edmonton Oilers.

    Morgan Frost, C, Philadelphia Flyers (#27 overall): apesar de alguns probleminhas disciplinares, Frost foi destaque do Sault St. Marie Greyhounds e, posteriormente, do Lehigh Valley Phantoms, afiliado dos Flyers na AHL.

  • Vencedores do NHL Awards de 2020

    Vencedores do NHL Awards de 2020

    Este ano não foi possível realizar a tradicional festa que acompanha a premiação da NHL, porém isso não quer dizer que os jogadores ficaram sem seus troféus. Para tanto, a liga e seus times se aproveitaram das redes sociais para anunciar e festejar cada vencedor. 

    Sem dúvidas, o maior vencedor dessa temporada foi o alemão Leon Draisaitl, center do Edmonton Oilers, que levou nada menos que três prêmios para casa. Veja abaixo os resultados:

    Maurice Rocket Richard Trophy

    Atribuído ao jogador que marcar mais gols durante a temporada regular, o Maurice Rocket Richard Trophy acabou sendo dividido por Alexander Ovechkin (Washington Capitals) e David Pastrnak (Boston Bruins), já que cada um marcou 48 gols na temporada 2019-2020.

    Art Ross Trophy

    Este troféu é dado ao jogador com mais pontos convertidos ao fim da temporada regular. Este ano ficou nas mãos de Leon Draisaitl (Edmonton Oilers) que totalizou 110 pontos na temporada 2019-2020.

    William M. Jennings Trophy

    O William M. Jennings Trophy é concedido ao goleiro que, tendo jogado pelo menos 25 jogos pelo time, teve o menor número de gols marcados contra ele durante a temporada regular, e foi entregue à dupla do Boston Bruins: Tuukka Rask e Jaroslav Halak.

    King Clancy Memorial Trophy

    É entregue ao jogador que melhor exemplifica as qualidades de liderança dentro e fora do gelo, assim como traz uma contribuição humanitária significativa à sua comunidade. O vencedor é selecionado pelo comitê sênior de executivos da liga. Este ano, os finalistas foram Henrik Lundqvist (New York Rangers) e P.K. Subban (New Jersey Devils), além do vencedor Matt Dumba (Minnesota Wild).

    Dumba é cofundador da Hockey Diversity Alliance e tem se envolvido em iniciativas sociais e raciais. No começo da pós-temporada, deu um discurso inspirador no centro do gelo antes do jogo entre Oilers e Blackhawks. Ele também liderou a iniciativa Rebuild Minnesota, que ajuda empresas impactadas pelos protestos que aconteceram após a morte de George Floyd. Além disso, Dumba fez doações pessoais para mais de 60 famílias durante a pandemia do COVID-19, para o fundo de apoio à vida selvagem da Austrália e teve papel importante no Hockey Fights Cancer.

    Bill Masterton Memorial Trophy

    O Troféu Memorial Bill Masterton é entregue ao jogador que melhor demonstra as qualidades da perseverança, espírito esportivo e dedicação ao hóquei no gelo. O vencedor é selecionado pela Professional Hockey Writers Association. Dentre os finalistas tivemos Stephen Johns (Dallas Stars) e Oskar Lindblom (Philadelphia Flyers), mas quem ganhou foi Bobby Ryan (Ottawa Senators).

    Em novembro de 2019, Ryan deixou o Ottawa Senators para participar do programa de apoio ao jogador da NHL, para combater o abuso de álcool. Ele voltou ao gelo em fevereiro deste ano, marcando um hat trick em seu primeiro jogo em casa. Desde então, ele tem sido aberto sobre sua batalha e inspirado outros que enfrentam os mesmo desafios.

    Willie O’Ree Community Hero Award

    Este prêmio é concedido ao indivíduo que teve um impacto positivo em sua comunidade, cultura ou sociedade para tornar as pessoas melhores através do hockey. A seleção dos finalista é feita por comitê, que inclui o próprio O’Ree, e o vencedor é escolhido pelo público. Dentre os finalistas tivemos Alexandria Briggs-Blake (Tucker Road Ducks Hockey) e John Haferman (Columbus Ice Hockey Club), mas quem ganhou foi Dampy Brar (Apna Hockey).

    Brar é um ex-jogador profissional e cofundador da Apna Hockey, uma iniciativa que promove apoio à jogadores de hockey do sul da Ásia. Também esteve envolvido na criação do primeiro time feminino em Leh Ladakh, na Índia. 

    Jack Adams Award

    Este prêmio é entregue ao melhor técnico da liga, e escolhido pela NHL’s Broadcasters Association. Dentre os finalistas tivemos John Tortorella (Columbus Blue Jackets) e Alain Vigneault (Philadelphia Flyers), mas quem ganhou foi Bruce Cassidy (Boston Bruins). 

    É a primeira vez que Cassidy recebe o Jack Adams Award, apesar de ter sido finalista duas vezes nos últimos três anos. O Bruins conquistou o President’s Trophy em 2019-2020 com um recorde de 44-14-12 e 100 pontos no momento da pausa do coronavírus. 

    Frank J. Selke Trophy

    Este troféu é entregue ao atacante que demonstra mais habilidade na parte defensiva do jogo, e é escolhido pela PHWA. Dentre os finalistas tivemos Patrice Bergeron (Boston Bruins) e Ryan O’Reilly (St. Louis Blues), mas quem ganhou foi Sean Couturier (Philadelphia Flyers). 

    Couturier encerrou a temporada regular com 22 gols e 37 assistências em 69 jogos, tendo liderado seu time em diversas outras estatísticas. 

    Lady Byng Memorial Trophy

    Este troféu é entregue ao jogador que exibe o melhor tipo de espírito esportivo e conduta cavalheiresca combinados a um grande nível de habilidade no esporte. Seu vencedor é escolhido pela PHWA. Dentre os finalistas tivemos Auston Matthews (Toronto Maple Leafs) e Ryan O’Reilly (St. Louis Blues), mas quem levou foi Nathan MacKinnon (Colorado Avalanche). 

    MacKinnon acumulou 93 gols em 69 jogos durante a temporada regular, com menos de 12 minutos de penalidade.

    Jim Gregory General Manager of the Year Award

    Este prêmio é entregue ao melhor General Manager da liga, e é escolhido por um painel que conta com os GMs, executivos da liga e membros da mídia. Dentre os finalistas tivemos Julien BriseBois (Tampa Bay Lightning) e Jim Nill (Dallas Stars), mas quem ganhou foi Lou Lamoriello (New York Islanders). 

    Lamoriello aproveitou o engate da temporada 2018-2019 e conseguiu levar o time até as Finais de Conferência pela primeira vez nos últimos 27 anos. Durante o verão, adicionou o goleiro Semyon Varlamov e o atacante Derick Brassard, além de re-assinar Anders Lee, Anthony Beauvillier, Jordan Eberle e Brock Nelson. Ainda conseguiu trazer o atacante Jean-Gabriel Pageau antes da deadline.

    Mark Messier NHL Leadership Award

    Este prêmio é entregue ao jogador reconhecido como líder no esporte e como um membro contribuinte da sociedade, e é escolhido por ninguém mais ninguém menos que o próprio Mark Messier. E o vencedor esse ano foi Mark Giordano (Calgary Flames).

    Giordano completou sua 14º temporada esse ano, todas com os Flames, com 31 pontos em 60 jogos. Fora do gelo, participa de diversos trabalhos de caridade, principalmente aqueles focados em crescer o esporte entre os jovens.

    Calder Memorial Trophy

    Este troféu é entregue ao jogador considerado o melhor novato, e é escolhido pela PHWA. Dentre os finalistas tivemos Quinn Hughes (Vancouver Canucks) e Dominik Kubalik (Chicago Blackhawks), mas quem ganhou foi Cale Makar (Colorado Avalanche). 

    Makar marcou 50 pontos em 57 jogos, se tornando o 12º defensor a receber o Calder Memorial desde que foi criado. Somente 17 novatos na história da liga atingiram a marca dos 50 pontos.

    Hart Memorial Trophy

    Este troféu é entregue ao jogador considerado o mais valioso para seu time, e é escolhido pela PHWA. Dentre os finalistas tivemos Nathan MacKinnon (Colorado Avalanche) e Artemi Panarin (New York Rangers), mas quem levou foi Leon Draisaitl (Edmonton Oilers).

    Draisaitl marcou 110 em 71 jogos durante a temporada regular, liderando o Oilers com 13 pontos de vantagem em cima do segundo colocado (Connor McDavid). Ele liderou a liga em assistências (67) e pontos de power-play (44). Assim, Draisaitl se tornou o primeiro jogador alemão a receber o Hart Memorial.

    Ted Lindsay Award

    Este troféu é entregue ao jogador considerado o mais valioso para seu time, e é escolhido por membros da Associação de Jogadores da NHL. Dentre os finalistas tivemos Nathan MacKinnon (Colorado Avalanche) e Artemi Panarin (New York Rangers), mas quem ganhou foi Leon Draisaitl (Edmonton Oilers) novamente.

    James Norris Memorial Trophy

    Este troféu é entregue ao melhor defensor, e é escolhido pela PHWA. Dentre os finalistas tivemos John Carlson (Washington Capitals) e Victor Hedman (Tampa Bay Lightning), mas quem ganhou foi Roman Josi (Nashville Predators).

    Josi terminou a temporada regular com 65 pontos em 69 jogos e teve e melhor sequência de pontos consecutivos por um defensor (12 jogos/20 pontos), além de liderar a liga em diversas outras estatísticas. É o primeiro jogador suíço a receber um prêmio na NHL.

    Vezina Trophy

    Este troféu é entregue goleiro considerado o melhor em sua posição, e é escolhido pelos GMs da liga. Dentre os finalistas tivemos Tuukka Rask (Boston Bruins) e Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning), mas quem ganhou foi Connor Hellebuyck (Winnipeg Jets).

    Hellebuyck, junto com Carey Price (Montreal Canadiens), liderou os goleiros em jogos com 58. Além disso foi primeiro em disparos (1796), defesas (1656) e shutouts (6). 

    NHL All-Rookie Team, votado pela PHWA

    GElvis MerzlikinsColumbus Blue Jackets
    DQuinn HughesVancouver Canucks
    DCale MakarColorado Avalanche
    CDominik KubalikChicago Blackhawks
    RWVictor OlofssonBuffalo Sabres
    LWNick SuzukiMontreal Canadiens

    NHL First All-Star Team, votado pela PHWA

    Todos os seis jogadores receberam a honra pela primeira vez este ano, o só aconteceu uma vez na temporada 1930-1931

    GConnor Hellebuyck Winnipeg Jets
    DJohn CarlsonWashington Capitals
    DRoman JosiNashville Predators
    CLeon DraisaitlEdmonton Oilers
    RWDavid PastrnakBoston Bruins
    LWArtemiy PanarinNew York Rangers

    NHL Second All-Star Team, votado pela PHWA

    GTuukka RaskBoston Bruins
    DVictor HedmanTampa Bay Lightning
    DAlex PietrangeloSt. Louis Blues
    CNathan MacKinnonColorado Avalanche
    RWNikita KucherovTampa Bay Lightning
    LWBrad MarchandBoston Bruins
  • A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins (de novo)

    A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins (de novo)

    Sem dúvidas, a última década foi recheada de sucessos para a equipe de Sidney Crosby. Ao vencerem a Stanley Cup de 2016, Pittsburgh provou todo o trabalho e talento dos seus jogadores. Porém, o time não se conformou em conquistar um título e, no ano seguinte, chegou novamente aos playoffs como um dos grandes favoritos.

    Assim, a equipe confirmou seu potencial ao conquistar novamente a Cup em 2017 em um back to back que cravou a dinastia comandada por Sidney Crosby e Evgeni Malkin nos Penguins. Nesta edição do 10 for 10 contamos um pouco como foi a segunda conquista da Stanley Cup pelo time, em 2016-2017.

    Temporada regular

    Os Penguins não fizeram grandes mudanças durante a offseason. O técnico Mike Sullivan assinou a extensão de seu contrato por mais três anos. Na trade deadline, Pittsburgh adquiriu os defensores Ron Hainsey e Mark Streit por meio de troca. Assim, o time potencializou sua defesa após Kris Letang sofrer uma lesão no final da temporada poucas semanas antes do início dos playoffs.

    A estreia do Pittsburgh Penguins na temporada regular foi no dia 13 de outubro, em uma vitória no shootout contra os rivais Washington Capitals. A temporada de 2016-2017 começou favorável para a equipe da Pensilvânia, pois nos 10 primeiros jogos, o time já tinha conquistado 5 pontos. No mês de dezembro, os Penguins conquistaram uma impressionante marca de 26 pontos em 15 jogos. Assim, eles estavam cotados a levar o segundo Presidents Trophy da história do time. O capitão Sidney Crosby liderou a equipe com 89 pontos, ficando em segundo lugar no campeonato, e conquistou o Troféu Rocket Richard com 44 gols. Já Phil Kessel liderou em assistências, somando 47 ao todo.

    Por fim, o Pittsburgh Penguins terminou em segundo lugar no campeonato com 111 pontos, com a temporada regular sendo concluída em 9 de abril. O President’s Trophy não veio, contudo, essa pontuação lhes deu a vantagem de gelo em casa na série.

    Playoffs

    Dizer que os Penguins não eram favoritos a ganhar novamente a Stanley Cup seria um erro. Contudo, o caminho não foi nada fácil. O elenco, basicamente o mesmo do ano anterior, não trouxe grandes surpresas. Entretanto, Marc Andre-Fleury, goleiro que foi uma das estrelas da primeira cup, trocou de titularidade com o então rookie Matt Murray. Todavia, ainda no primeiro round contra o Columbus Blue Jackets, Murray machucou-se durante o aquecimento antes do início do primeiro jogo, forçando Marc-Andre Fleury a iniciar a partida. Com a vantagem de começar os dois primeiros jogos em casa, os Penguins facilmente derrotaram os Blue Jackets em cinco jogos.

    O próximo adversário foi o Washington Capitals, sendo esta a décima série entre as equipes e a segunda vez no qual eles se encontraram no segundo round. Pittsburgh venceu oito das nove séries anteriores, incluindo o confronto do ano anterior, terminado em seis jogos. Dessa vez não foi diferente. Assim, os Penguins derrotaram os Capitals em sete jogos, mesmo após Washington ter empatado a série em 3-3. Porém, em uma série no qual uma equipe estava faminta pela vitória e cansada de perder, contra outra que poderia ter a chance de levantar novamente a taça, qualquer coisa estava sujeita a acontecer. Por fim, no jogo sete, Marc-Andre Fleury parou todos os 29 shots e Bryan Rust marcou o gol da vitória para derrotar os Capitals por 2 a 0 e avançar para a Final da Conferência pelo segundo ano consecutivo.

    A Final de Conferência foi disputadas contra o Ottawa Senators. Este foi o quinto confronto em playoffs entre essas equipes, com Pittsburgh vencendo três das quatro séries anteriores. A última vez em que eles se encontraram havia sido na Semifinal da Conferência em 2013, quando Pittsburgh venceu em cinco jogos. Esta também foi a segunda aparição consecutiva em Finais de Conferência para Pittsburgh, que derrotou o Tampa Bay Lightning no ano anterior em sete jogos. Já Ottawa tinha chegado à Final da Conferência em 2007, quando derrotaram o Buffalo Sabres em cinco jogos. No primeiro jogo, os Senators ganharam a partida após Bobby Ryan marcar no overtime, dando à equipe uma vantagem de 1-0 na série. Entretanto, no jogo seguinte, quem marcou foi Phil Kessel em uma vitória dos Penguins por 1-0.

    No primeiro período do jogo três, os Sens marcaram quatro vezes, incluindo três gols em um período de menos de três minutos, levando-os a uma vitória por 5–1. Matt Murray fez 24 defesas após ter voltado de lesão, em seu primeiro jogo de playoff. Assim, ele garantiu uma vitória de 3–2 para Pittsburgh no jogo quarto. Já no cinco, suas 26 defesas foram vitais para a vitória por 7-0 contra os Sens. Então, os Penguins conseguiram a liderança de 3-2 na série. Entretanto, quem ganhou o jogo seis foram os Senators, forçando um jogo sete.

    Assim, a decisão de quem iria para a final foi um tudo ou nada. Chris Kunitz e Mark Stone marcaram para os Sens com 20 segundos de diferença no segundo período. Posteriormente, Justin Schultz e Ryan Dzingel empataram a partida em 2 a 2. Dessa forma, o jogo foi para overtime. A decisão, entretanto, ficou para o segundo tempo do overtime. Kunitz marcou seu segundo gol no jogo, que enviou Pittsburgh às finais pelo segundo ano consecutivo.

    Pittsburgh Penguins campeão

    No Oeste, quem se garantiu na final foi o Nashville Predators. Esta foi a primeira aparição na Final da Stanley Cup de Nashville em seus 19 anos de história.

    Durante a offseason, Nashville trocou o defensor e capitão do time de longa data Shea Weber para Montreal pelo defensor P. K. Subban. Na temporada regular, Nashville fez 94 pontos, posicionado em segundo lugar no wild card na Conferência Oeste, e foi o 16º time geral e último colocado nos playoffs.

    Após 2 jogos, Pittsburgh Penguins possuía uma vantagem de 2 a 0 em cima dos Predators. Entretanto, a equipe reagiu e ganhou os jogo 3 e 4 em casa. Com a série empatada, a disputa pela Cup ficou ainda mais fervorosa. No jogo 5, os Penguins ganharam de Nashville por 6-0. O então rookie Matt Murray se tornou o primeiro novato desde Cam Ward em 2006 a conseguir um shutout nas finais da Stanley Cup.

    Enfim, bastava apenas um jogo para que o Pittsburgh Penguins conquistasse novamente a Stanley Cup. E Patric Hornqvist foi o autor do gol da vitória, ao mandar o puck para as redes do veterano Pekka Rinne. Faltavam menos de 2 minutos para o término do jogo no terceiro período, quando Hornqvist foi o herói da noite. Posteriormente, Carl Sevelin ainda fez um gol de Empty Net, selando enfim a vitória por 2-0.

    Os Penguins, que derrotaram o San Jose Sharks na final da temporada anterior, conquistaram assim a sua quinta taça. Nenhum outro time da NHL ganhou tanto neste período, e nenhum outro time havia levado consecutivamente a Stanley Cup desde as vitórias do Detroit Red Wings em 1997 e 1998.

    Esta Stanley Cup foi a terceira para Crosby, capitão dos Penguins, que também ganhou seu segundo Troféu Conn Smythe consecutivo como o melhor jogador dos playoffs. Crosby marcou 27 pontos nos playoffs, com oito gols e 19 assistências. Dessa forma, Crosby e sua equipe se firmaram no mundo da NHL e mostraram todo o talento e poder que possuem.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Tampa Bay Lightning na Final após outra decisão em OT

    Tampa Bay Lightning na Final após outra decisão em OT

    No sábado, 19 de setembro, começou a Final da Stanley Cup de 2020, em Edmonton.

    Para chegar à decisão, o Tampa Bay Lightning enfrentou um caminho cheio de percalços. Após o round robin, jogando com os Capitals, Bruins e Flyers, Tampa encarou o Columbus Blue Jackets no primeiro round. Ao contrário do ano passado, os Bolts passaram o time de Ohio por 4 jogos a 1. Posteriormente, jogaram contra a equipe atual vencedora do Presidents’ Trophy, Boston Bruins, que tinha como estrelas David Pastrnak e Brad Marchand, seguindo para a final da Conferência Leste mais uma vez por 4 jogos a 1.

    Por fim, encararam a muralha defensiva do New York Islanders, comandada por Barry Trotz, série essa definida no jogo 6, por 4 jogos a 2. O jogo seis foi resolvido no overtime, novamente, e com isso, Tampa teve no total 185 minutos de overtime nos playoffs, tornando-se o único da história da NHL.

    É notável que a equipe da Flórida tinha muito mais em jogo além de vitórias ou derrotas. Afinal, o fator mental da equipe foi a principal razão de ter avançado para a Final da Stanley Cup deste ano. A última vez que a equipe chegou à decisão foi em 2015, quando perdeu para o Chicago Blackhawks.

    O início da série

    O primeiro jogo do Tampa Bay Lightning e do New York Islanders deu a impressão de que a série poderia ser a primeira desses playoffs a ser concluída após quatro jogos. Tampa entrou no rinque após alguns dias de descanso, enquanto o Islanders passou por um Jogo 7 da série contra o Flyers.

    A vantagem física contribuiu para um Jogo 1 com o placar mais elástico. Isso porque o Tampa ganhou a partida por 8 a 2. Brayden Point e Nikita Kucherov tiveram 5 pontos cada, fazendo com que o russo entrasse em uma seleta lista de jogadores que conquistaram mais mais assistências (20) em menos jogos (19), igualando-se a Jonathan Toews e Sidney Crosby.

    A força do Islanders

    O Tampa venceu o Jogo 2 abrindo uma vantagem de 2 a 0. Contudo, Brayden Point, fundamental no andar da série, lesionou-se e perdeu o terceiro confronto. Assim, os Islanders souberam aproveitar dos espaços deixados pelo atacante.

    Na terceira partida, os Isles terminaram com 5 gols a 2 de Tampa, deixando evidente a falta do jogador canadense. O Jogo 3 foi intenso e estava empatado por 3 a 3 no terceiro período, quando Anthony Beauvillier, autor de 9 gols nos playoffs, fez um passe para Brock Nelson que lançou para as redes de Andrei Vasilevskiy.

    Dessa forma, Tampa levava uma vantagem de 3 jogos a 1 contra os Isles. O Lightning teria a chance de terminar as séries em 5 jogos.

    Entretanto, Barry Trotz e os Islanders não deixariam isso acontecer. A equipe de Nova York saiu em vantagem após Ryan Pulock abrir o placar do jogo no primeiro tempo. Contudo, o defensor Victor Hedman do Tampa marcaria depois, empatando o jogo no segundo tempo. Com o placar em 1 a 1, o jogo iria novamente para overtime. Mas foi apenas no segundo overtime que o Islanders conquistaram a vitória.

    Jordan Eberle recebeu o puck do capitão Anders Lee, e não pensou duas vezes em marcar o gol. Com a série em 3 a 2 para Tampa, a rodada ainda não estava definida.

    No Jogo 6, Jean Gabriel Pageau fez um gol no empty net e os Isles saíram com uma vitória importante, mantendo a série em 2 a 1 para Tampa. O quarto jogo, contudo, aumentaria a vantagem nas séries do Tampa. O retorno de Brayden Point foi fundamental para os Bolts liderarem mais uma vez o placar, levando o confronto por 4 a 1.

    Tampa Bay Lightning campeão da Conferência Leste

    O último jogo estava em aberto, porém foi Tampa quem conseguiu dar um ponto final para a série e conquistar a Conferência Leste. Porém, não de uma forma fácil.

    Após Semyon Varlamov parar os shots do Lightning, o jogo seguiu novamente para overtime. No tempo regulamentar, a partida terminou novamente em 1 a 1, com gols de Devon Toews e Victor Hedman. Diferentemente do jogo anterior, Tampa não demorou muito para decidir a partida. Com apenas 7 minutos, Anthony Cirelli marcou o gol da vitória dos Bolts.

    Apesar de Varlamov ter feito 46 defesas, não foi o bastante para que New York forçasse um jogo 7. Antes disso, Brock Nelson teve sua chance impedida quando Vasilevskiy defendeu um breakaway dele em um penalty kill.

    Assim, os Isles deram adeus ao sonho da Cup após jogarem uma Final de Conferência pela primeira vez desde 1993. A final foi decidida, entre Dallas Stars e Tampa Bay Lightning.

    Fato curioso é que essa final será entre as duas equipes da NHL localizadas mais ao sul dos Estados Unidos, disputada na cidade com um time mais ao norte na liga.

    Vale ressaltar que os Stars também tiveram um caminho complicado até a decisão. Ao terem passado do Colorado Avalanche, grande favorito do Oeste para ganhar a Stanley Cup, a equipe mostrou que veio para a pós-temporada com uma missão. Essa missão é trazer a taça de volta ao Texas.

    Atuações notáveis

    Primeiramente, não podemos ignorar a atuação incrível de Semyon Varlamov, crucial para que os Islanders chegassem às finais de conferência.

    Contudo, o maior destaque do Tampa Bay Lightning foi justamente um ataque poderoso que conseguiu ultrapassar as habilidades de Varlamov. Brayden Point, Nikita Kucherov, Ondrej Palat são os jogadores mais importantes do ataque atualmente, atuando juntos na primeira linha.

    Até o fim do terceiro round, Point possuía nove gols e 25 pontos nos playoffs, marcando gols em momentos cruciais. Já Kucherov liderava os rankings de pontos dos playoffs, com 26. Ele teve seis gols e 20 assistências, o que mostra muito sua capacidade de fazer jogadas e repassar para seus colegas de equipes quando é preciso. Palat, por sua vez, complementa a linha que vem sendo fundamental para o Tampa nessa temporada.

    Na defesa, Victor Hedman e os veteranos Ryan McDonaugh e Kevin Shattenkirk tem feito um bom trabalho de bloquear os disparos e de tirar o puck da zona de defesa. Com isso, o elenco do Tampa é sólido e oferece perigo para qualquer equipe.

    O que esperar da série contra Dallas Stars

    A equipe texana saiu na frente, com uma vitória gigantesca por 4 a 1. O time, comandando por Jamie Benn, está revigorado após um descanso de quase uma semana. Com certeza a série será apertada, já que as duas equipes são extremamente talentosas.

    Os dois goleiros, russos, têm feito um trabalho espetacular. Anton Khudobin simplesmente tem sido um dos melhores jogadores do elenco de Dallas, e Andrei Vasilevskiy já ocupava o mesmo posto em Tampa. Agora, cabe saber quem será melhor (ou quem terá mais sorte) para fazer a equipe ganhar. O ataque de Dallas também não pode ficar para trás, afinal de contas, nomes como Denis Gurianov e Miro Heiskanen são fundamentais. Gurianov tem nove gols e Heiskanen lidera a equipe com 23 pontos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Após três rounds dos playoffs, e vinte anos depois da última aparição por lá, o Dallas Stars é um dos finalistas da Stanley Cup. O time, que derrotou o Vegas Golden Knights em cinco jogos na Final da Conferência Oeste, mostrou a que veio e se colocou mais perto ainda do grande prêmio.

    Mesmo com uma temporada regular instável, a equipe do Texas soube aproveitar muito bem suas oportunidades e, consequentemente, levou a melhor sob um dos melhores times da NHL. 

    Aqui vai um resumo com os principais momentos da série entre os dois times, e com uma análise das chances que o Dallas Stars tem de levar a Stanley Cup para casa. 

    Um início incerto

    Os Stars iniciaram o primeiro jogo da Final de Conferência com o pé direito. A equipe começou a partida marcando o primeiro gol com John Klingberg, aos 2:36 do primeiro período. Após abrir o placar, dominou o rival, tornando-se mais ativo na zona ofensiva, e tendo mais tiros a gol. Apesar de Vegas ter tentado reagir em alguns momentos isolados, ao fim dos três períodos foi Dallas que garantiu a vitória com apenas um gol. 

    Porém, a segunda partida contou uma história diferente. Ambas as equipes mantiveram o placar zerado durante o primeiro período. Já na segunda etapa, os Golden Knights decidiram mudar o rumo do jogo, e equipe de Vegas foi para o terceiro período com uma vantagem que, devido ao mau desempenho de Dallas ofensivamente, se manteve até o fim da partida. Com isso Vegas garantiu sua primeira vitória na série. 

    O sucesso inesperado de Dallas

    Mesmo com a série empatada, os Stars não entregaram o jogo. Após a execução de todo o primeiro período sem gols por ambas as partes, eles foram o primeiro a abrir o placar. No entanto, Vegas empatou com Shea Theodore no início do último período.

    Apesar de os Golden Knights terem mais tentativas a gol, e claramente se encontrarem dominando o jogo, os Stars fizeram o que tem feito de melhor durante todos os playoffs: aproveitar muito bem suas pequenas oportunidades.

    A partida precisou der decidida no overtime. Com apenas 31 segundos da prorrogação, um gol de Radulov que encerrou o jogo. Dallas voltou a assumir a vantagem na série, com 2 a 1 sobre o Vegas. 

    A vitória no Jogo 4 deveria ser algo crucial para os Stars. Se o time vencesse a partida, aumentaria a vantagem e, assim, estaria a apenas uma vitória da classificação para a Final da Stanley Cup.

    Apesar de ambas as equipes terem iniciado o primeiro período sem marcar, e Vegas ter aberto o placar na segunda etapa da partida, Dallas não se mostrou abalado. Quatro minutos após o gol do rival, Joe Pavelski acabou marcando o primeiro dos Stars e, em seguida, viu Jamie Benn seguir seus passos. 

    Sem mais finalizações no terceiro período, Dallas venceu a quarta partida da série por 2 a 1.

    Dallas Stars campeão da Conferência Oeste 

    Uma vitória no Jogo 5 poderia significar algo muito importante para Dallas: um time descansado física e mentalmente para enfrentar seu adversário na Final da Stanley Cup. Com vantagem de 3 a 1 na série, uma classificação mais rápida não seria impossível.

    Vegas, no entanto, tornou o trabalho dos Stars muito mais difícil.

    Por ser um time que, nos últimos 3 rounds, criou um estilo de jogo que atacava mais inicialmente, Dallas se viu perdido quando Chandler Stepheson marcou para Vegas na primeira metade do primeiro período. A partir daí, até o fim da primeira e segunda etapa, Dallas teve poucas brechas em jogo para atacar e, consequentemente, menos disparos a gol. 

    Complicando ainda mais a situação do time do Texas, Reilly Smith aumentou a vantagem dos Golden Knights, marcando o segundo do time no jogo no terceiro período. Após 40 minutos ausentes, em que a atuação de Anton Khudobin no gol foi essencial para que a equipe se mantivesse na partida, o ataque do Dallas Stars finalmente começou a reagir. 

    O time passou a entrar mais no jogo, criando mais chances a gol, e após algumas tentativas, Jamie Benn por fim finalizou, colocando Dallas na partida outra vez. Seguindo o gol de Benn, a equipe continuou a pressionar na zona ofensiva, dando trabalho em dobro para o goleiro Robin Lehner e a defesa de Vegas. Ambos a essa altura do campeonato, com toda a pressão de Dallas, tentavam apenas segurar o jogo em 2 a 1. 

    No entanto, bastou que umas das peças chaves dos Stars nos playoffs aparecesse no momento certo para que o jogo tomasse outro rumo. Aos 16 minutos do terceiro período, com passes de Klingberg e Gurianov, Joel Kiviranta marcou para Dallas e empatou a partida. Novamente vimos Kiviranta agindo em momentos essenciais e, pela segunda vez, levando os Stars para overtime em um jogo crucial.

    Não foi necessário muito tempo para que Dallas agisse novamente. Aos 3:36 da prorrogação, Gurianov colocou o puck no fundo da rede, e deu a vitória à equipe. Depois de apenas cinco jogos (o menor número disputado pelos Stars para conseguir uma classificação), o time garantiu sua primeira passagem em 20 anos para a Final da Stanley Cup.

    Atuações notáveis

    Existem algumas atuações de Dallas na série que merecem ser exaltadas. Uma delas é a de Anton Khudobin. Segundo com mais vitórias nos playoffs, o goleiro fez defesas excepcionais durante a série, muito importantes para a permanência dos Stars na competição. Quando a defesa do time não se fez presente, Khudobin segurou as pontas de maneira exemplar durante os cinco jogos. 

    Além do goleiro, o capitão do time, Jamie Benn, também presenteou o torcedor de Dallas com grandes atuações. Sendo um dos principais marcadores do time, Benn se manteve ao máximo na zona ofensiva durante a série, finalizando e também colaborando com assistências. Seu companheiro de linha, Alex Radulov, também foi essencial para o time. Ele não apenas marcou no período regular da partida, como também decidiu para Dallas no overtime

    Por último, é preciso ressaltar o grande desenvolvimento de Denis Gurianov e Joel Kiviranta. Apesar de novos nos playoffs, conseguiram mostrar um estilo de jogo estável e muito eficiente para a equipe, contribuindo com gols e assistências. Outro fator importante é que, apesar da menor quantidade de ice time, ambos os jogadores têm aparecido em momentos cruciais para o time. 

    Na série contra Vegas não foi diferente. Enquanto Kiviranta fez o gol de empate que levou o time ao OT, Denis Gurianov foi responsável por marcar na prorrogação e colocar a equipe na final. Com toda a certeza, se tornaram, em pouco tempo, peças essenciais no elenco vitorioso de Dallas. 

    Já Vegas, apesar de não ter alcançado a classificação, também contou com atuações importantes. Entre estas estão Mark Stone, Reilly Smith, Shea Theodore e Alex Tuch. Os jogadores em questão não fizeram apenas um bom trabalho na série contra Dallas, mas também foram peças essenciais no ataque dos Golden Knights tanto na hora da finalização, quanto na criação de oportunidades. Infelizmente, a ida do time para a Final ficou para outro dia, mas não por falta de talentos no elenco. 

    O que esperar da série contra o Tampa Bay

    Não é surpresa que o Tampa Bay Lightning é um dos principais favoritos ao título. Isso é algo que vem sendo dito desde o início não só dos playoffs, mas da temporada também. Além de ter feito uma ótima temporada regular, o time também tem mostrado exceder as expectativas desde o retorno da NHL. Até o momento, nenhuma série que a equipe disputou chegou a se estender para um Jogo 7, e nomes como Nikita Kucherov, Victor Hedman e Brayden Point vêm sendo responsáveis por isso. 

    Point é o líder em gols na equipe, seguido de Hedman e Palet. O jogador também é o segundo em assistências, ficando atrás apenas de Kucherov. 

    Além disso, também contam com o goleiro, Andrei Vasilevskiy, em uma de suas melhores fases, sendo o mais vitorioso nos playoffs, e o terceiro com melhor média de gols sofridos (1.82). Portanto, são jogadores que têm feito grande diferença, e que podem ser um problema frequente para Dallas. 

    Se os Stars quiserem levar a Stanley Cup para casa, terão que manter o ritmo de jogo de suas últimas partidas, sempre tentando se manter na zona ofensiva e marcar o quanto antes. Além disso, é importante que o time prepare sua defesa muito bem pois, com as atuações que Kucherov e Point tem apresentado nos playoffs, será necessário cobrir todas as brechas possíveis. 

    A Final da Stanley Cup começa neste sábado (19), às 20:30 no horário de Brasília. Os dois times já nos mostraram o que têm de melhor durante toda a pós-temporada, portanto, nos resta agora esperar para ver qual deles sairá vitorioso. 

    Foto: Reprodução/nhl.com