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  • NWHL anuncia parceria histórica com a NBC Sports

    NWHL anuncia parceria histórica com a NBC Sports

    A NWHL segue trazendo novidades para mostrar que o hockey feminino está cada vez mais ocupando seu espaço. Após anunciar o formato bolha para a próxima temporada, a liga feminina entra novamente para a história. Desta vez, ao anunciar a transmissão da semifinal e da final ao vivo exclusivamente pela NBCSN, nos dias 4 e 5 de fevereiro. 

    A sexta temporada, que está marcada para acontecer entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro em Lake Placid, no estado de Nova York, teve o seu formato adaptado para o mesmo utilizado por outras ligas durante a pandemia do COVID-19. Por isso, a NWHL decidiu aproveitar não somente o formato especial como também o lugar histórico em que a temporada acontecerá para trazer mais visibilidade para a modalidade. 

    Em um momento marcante para o hockey feminino profissional, a liga e a NBC Sports fizeram um acordo exclusivo para a primeira exibição dos jogos ao vivo em uma rede nacional de TV a cabo nos Estados Unidos. Da mesma forma, a cobertura também estará disponível no país no aplicativo da NBC Sports e no site do canal

    Outras novidades para a temporada

    As boas notícias para a temporada 2020-21 não param por aí, pois a NWHL também anunciou uma parceria com a Stathletes. Trata-se de uma empresa canadense que fornece dados de estatísticas e insights para a NHL e diversas outras ligas no hockey. Em uma tentativa de trazer mais visibilidade, as informações fornecidas pela empresa serão divulgadas em tempo real durante a temporada e os playoffs da NWHL. Assim, parceria é mais um passo que a liga dá em direção ao crescimento do hockey profissional feminino.

    Posteriormente a liga ainda anunciou outra parceria para a sexta temporada. Desta vez, foi com a Hyperice, empresa especialista em tecnologia para treinamento e recuperação dos atletas. Desse modo, com essa nova colaboração, as atletas terão acesso aos melhores equipamentos para os treinos nas arenas e até mesmo em casa. Isso deve possibilitar um melhor desempenho dos times no gelo.

    Por fim, em busca de maior segurança para as atletas e os profissionais envolvidos na bolha, a liga fez uma parceria com a Univerisdade Yale para a realização de testes de COVID-19. O teste à base de saliva foi desenvolvido pelos pesquisadores da Yale School of Public Health (YSPH). A Food and Drug Administration dos Estados Unidos concedeu uma autorização de uso de emergência, com uso exclusivo para o evento. 

    Juntamente ao teste de saliva, também haverá testes nasais para uma análise dupla. Dessa forma, espera-se que resultado duplo será benéfico tanto para a NWHL quanto para a Yale Pathology Labs (YPL). Isso porque, em conjunto com a YSPH e o Yale-New Haven Hospital, criaram o teste de saliva e continuam a pesquisa para o aprimoramento do diagnóstico de COVID-19.

    Imagem: Reprodução modificada de theicegarden.com

  • WJC 2021: prospects para ficar de olho

    WJC 2021: prospects para ficar de olho

    Dezembro chegou e com ele o famigerado Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF ou, como costumamos chamar, o World Junior Championship. A 45ª edição do WJC acontecerá na cidade de Edmonton, em Alberta, no Canadá. Por causa da pandemia da COVID-19, a competição será administrada no formato de bolha, assim como aconteceu também os playoffs da NHL esse ano. 

    Dez equipes irão competir entre si pela taça durante o período de 25 de dezembro de 2020 até 5 de janeiro 2021 — quando acontece a final da competição. Os países que irão disputar o World Juniors de 2021 são: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Tcheca e Áustria.

    Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).

    Com tantos jogadores incríveis em cada uma das equipes, é impossível não assistir e não prestar atenção nos jovens que, em um futuro próximo, podem chegar à NHL. Além disso, por que não assistir e torcer para que eles entrem nos nossos times, não é? O NHeLas separou um top-5 prospects para você ficar de olho durante a competição:

    Connor McMichael

    O atacante de 19 anos mostra ser absolutamente incrível no que faz e promete exibir muito mais na competição. Draftado em 2019 pelo Washington Capitals, Connor McMichael se mostrou um grande jogador durante a temporada 2019-20 com o London Knights (OHL). Em 52 participações nos jogos da equipe, McMichael fez 47 gols e 55 assistências, totalizando 102 pontos. Ademais, na última edição do World Juniors, o canadense marcou cinco gols e duas assistências durante a competição. Espera-se que, ainda que sem jogar desde março, ele se destaque e seja um diferencial no time do Canadá.

    https://twitter.com/BarSouthNCelly/status/1216846523503468545?s=20

    Tim Stützle

    O alemão de 18 anos foi escolhido em terceiro lugar durante o NHL Draft em 2020. Com contrato assinado com o Ottawa Senators, Stützle joga atualmente pelo Adler Mannheim, time participante da DEL (liga alemã de hóquei). Considerado um dos melhores atacantes do time da Alemanha, ao lado de Lukas Reichel (que não participará do Mundial), Tim consegue, facilmente, destacar-se entre o restante do elenco. No WJC 2020, o alemão teve cinco assistências. Recentemente participou de três jogos também pelo seu país, nos quais marcou um gol e duas assistências, totalizando 5 pontos.  O rapaz ainda está se recuperando de uma fratura no ombro, mas deve ser uma das maiores estrelas da competição.

    Vasily Podkolzin

    O right wing do SKA St. Petersburg, da KHL, vem mostrando que não está no hóquei para brincadeira. Podkolzin foi escolhido pelo Vancouver Canucks no NHL Draft de 2019 e é considerado uma das grandes apostas do time para o futuro. Em sua última temporada na KHL, o jogador de 19 anos participou de 30 jogos e fez dois gols e seis assistências, totalizando 8 pontos. Mesmo sem marcar muitos gols ou assistências, ele é uma grande ajuda para o time da Rússia e, por isso, é considerado um jogador com todas as qualidades necessárias para ser completo.

    https://twitter.com/TheDraftAnalyst/status/1099508980869722113?s=20

    Lucas Raymond

    A primeira escolha do Detroit Red Wings no NHL Draft de 2020 é um dos jogadores mais talentosos da Suécia no momento. Raymond joga pelo Frölunda HC na SHL, e aos meros 18 anos já conta com 12 pontos em 22 jogos que participou — foram 5 gols e 7 assistências. No entanto, o right wing sueco não estará arrasando sozinho no WJC 2021. Ainda que desfalcada por alguns testes positivos para COVID-19, a equipe da Suécia conta com outros grandes jogadores que prometem levar o time o mais perto possível da final da competição.

    Cole Caufield

    Atualmente jogando pela Universidade de Wisconsin, Cole Caufield já conta com 12 pontos na atual temporada da NCAA. Em 10 jogos pelo time, o right wing de 19 anos já marcou seis gols e seis assistências. Caufield é considerado um atacante que faz ótimos gols e sempre está procurando uma oportunidade de colocar o puck em direção à meta. Escolhido na primeira rodada pelo Montreal Canadiens no NHL Draft de 2019, ele deve ser uma das maiores estrelas entre as várias promessas que compõem o time dos Estados Unidos no WJC 2021.

    https://twitter.com/BarSouthNCelly/status/1157813874235715585?s=20

    A ansiedade aumentou para assistir ao World Juniors deste ano? Mal vemos a hora de apreciar esses prospects incríveis durante a competição! Não esqueça que o WJC 2021 começa nesta sexta-feira, 25 de dezembro, com os seguintes jogos (lembrando que todos estão no horário de Brasília):

    16h: Eslováquia x Suíça.

    20h: Finlândia x Alemanha.

    23h30: Estados Unidos x Rússia.

    As quartas de final do WJC 2021 serão disputadas no dia 2 de janeiro de 2021. As semifinais, no dia 4; e as partidas decisivas das medalhas de ouro e bronze no dia 5 de janeiro.

    O torneio será transmitido pela NHL Network nos Estados Unidos e pela TSN no Canadá. Infelizmente, a competição anual ainda não chegou à TV brasileira, mas você pode acompanhar os principais destaques, histórias e resultados no site oficial da IIHF, além das nossas redes sociais.

  • NHL anuncia início oficial da temporada 2020-21 para 13 de janeiro

    NHL anuncia início oficial da temporada 2020-21 para 13 de janeiro

    Em 20 de dezembro a NHL divulgou um comunicado anunciando o início oficial da temporada 2020-21 para o dia 13 de janeiro. Até semana passada as decisões ainda estavam sendo tomadas, mas apenas alguns dias depois temos a nova agenda da temporada, as divisões realinhadas e algumas informações sobre procedimentos de segurança. 

    NHL e NHLPA mantiveram os acordos e bateram o martelo no retorno ao gelo. Em meio a nova onda de Covid-19 nos Estados Unidos e no Canadá, uma agenda reduzida de 56 jogos para a temporada regular foi confirmada. Gary Bettman, comissário da Liga, informou que a saúde e segurança dos jogadores, equipes e todos os participantes, além das comunidades em que jogam e moram continua uma prioridade. 

    Como vai funcionar a temporada regular?

    Com a fronteira entre Canadá e EUA fechada até segunda ordem, além do realinhamento das divisões, um novo plano de jogo precisou ser elaborado. Desse modo, visando minimizar as viagens, as 56 partidas totais ocorrerão apenas entre os times de uma mesma divisão. O que na prática se traduz em um time contra outro por 8 jogos, para os que pertencem às divisões Central, Leste e Oeste, e 9 ou 10 partidas para os times da agora nomeada Divisão Norte, divisão na qual se encontram todos os times canadenses. 

    Como ficou o realinhamento das Divisões?

    Desde nosso último texto publicado sobre o assunto, a divisão que abriga os times do Canadá recebeu um nome oficial, Norte. Além disso, times como Minnesota, Dallas e outros mudaram de grupo. A nova categorização ficou da seguinte forma:

    • Norte: Calgary Flames, Edmonton Oilers, Montreal Canadiens, Ottawa Senators, Toronto Maple Leafs, Vancouver Canucks e Winnipeg Jets;
    • Oeste: Anaheim Ducks, Arizona Coyotes, Colorado Avalanche, Los Angeles Kings, Minnesota Wild, San Jose sharks, St. Louis blues e Vegas Golden Knights;
    • Central: Carolina Hurricanes, Chicago Blackhawks, Columbus Blue Jackets, Dallas Stars, Detroit Red Wings, Florida Panthers, Nashville Predators e Tampa Bay Lightning;
    • Leste: Boston Bruins, Buffalo Sabres, New Jersey Devils, New York Islanders, New York Rangers, Philadelphia Flyers, Pittsburgh Penguins e Washington Capitals.   

    Onde acontecerão os jogos?

    O plano atual é que os jogos aconteçam nas arenas dos times participantes. Mas dependendo da situação sanitária dos locais quanto à pandemia, a NHL está se organizando para realizar partidas em locais “neutros” caso necessário. Além disso, pelo menos em um primeiro momento, o acesso dos fãs aos jogos fica proibido. 

    Como funcionarão os Playoffs da Stanley Cup?

    Durante maio, junho e julho de 2021, dezesseis times em tradicionais séries melhor-de-7 se enfrentarão para disputar a taça. Os quatro melhores de cada divisão se classificarão para os Playoffs da Stanley Cup, e nas primeiras duas rodadas os jogos ocorrerão entre os times da mesma divisão. Os quatro times que passarem para as rodadas de semifinal serão categorizados de acordo com seus pontos totais na temporada regular. Dessa maneira, o time número 1 jogará com o quarto colocado em uma série, e o segundo lugar com o número 3.

    O objetivo é que a competição se encerre no meio de julho para que em outubro o calendário tradicional seja retomado com a temporada 21-22, que contemplará também o novo time Seattle Kraken

    Ademais, as datas estimadas para o draft de expansão, o NHL Draft, prazo de transações e trocas, contratos e free agency também foram divulgadas.

    Os jogadores pertencentes aos grupos de risco da Covid, ou com familiares neles, ainda poderão optar por não jogar a temporada. Assim, os jogadores dos sete times não classificados nos últimos playoffs terão até quinta, dia 24 de dezembro, para notificarem seus times, e jogadores dos demais até dia 27. 

    Lembrando que, nos Estados Unidos, algumas cidades já estão recebendo a vacina para COVID-19. Assim, essas medidas e protocolos poderão ser revistas ao longo da temporada.

    Foto: Reprodução/@PR_NHL

  • NHL de volta dia 13 de janeiro e realinhamento das divisões ainda podem sofrer alterações

    NHL de volta dia 13 de janeiro e realinhamento das divisões ainda podem sofrer alterações

    Training camps a partir do primeiro dia do ano, NHL de volta no dia 13 de janeiro para a temporada 2020-21 e uma agenda de 56 jogos. São essas as ideias que a Liga está trabalhando para confirmar oficialmente nos próximos dias. Mas, com o aumento dos casos de COVID-19 na América do Norte, algumas coisas ainda podem sofrer alterações. Além disso, o realinhamento das divisões parece não estar totalmente definido. 

    O realinhamento das divisões

    Sabemos que uma divisão canadense é certa. Devido ao vigente fechamento das fronteiras do país e uma quarentena obrigatória de 14 dias em funcionamento, não há nenhuma possibilidade dos atletas viajarem entre os dois países para cumprirem agenda. Assim, as outras três divisões, em um total de quatro, estão sendo pensadas geograficamente para uma melhor logística das partidas. Contudo, o conselho executivo da NHL se reuniu no final da semana passada para votar, e tudo indica que solicitaram modificações. 

    Até o momento, os nome oficiais das divisões ainda não foram divulgados e os nomes utilizados aqui foram escolhidos para melhor entendimento do texto. As informações que possuímos são das seguintes divisões:

    • Oeste: Boston Bruins, Buffalo Sabres, New Jersey Devils, New York Islanders, New York Rangers, Philadelphia Flyers, Pittsburgh Penguins e Washington Capitals;
    • Central: Carolina Hurricanes, Columbus Blue Jackets, Detroit Red Wings, Chicago Blackhawks, Florida Panthers, Minnesota Wild, Nashville Predators e Tampa Bay Lightning;
    • Leste: Anaheim Ducks, Arizona Coyotes, Colorado Avalanche, Dallas Stars, Los Angeles Kings, San Jose Sharks, St. Louis Blues e Vegas Golden Knights;
    • Canadense: Vancouver Cnaucks, Edmonton Oilers, Toronto Maple Leafs, Montreal Canadiens, Calgary Flames, Winnipeg Jets e Ottawa Senators.

    Entretanto, nem todos gostaram dessa definição. A nova ordem está causando polêmica, especialmente com as divisões Central e Oeste. Isso porque ambas integram 7 times não qualificados para os últimos playoffs, o que coloca a divisão Leste como a mais forte da temporada.

    Ainda, apesar do ganhador da taça de 2020 fazer parte da Central, a competitividade da Liga depende do desempenho positivo entre os times na divisão. Por isso, o realinhamento e novas sugestões para esse retorno devem continuar em discussão. 

    Mas o que aconteceu com os problemas financeiros?

    A Liga afirma que descartou os problemas financeiros colocados em pauta anteriormente. A NHLPA não se interessou em realizar nenhuma nova negociação, tendo em vista que o último acordo do CBA foi assinado em junho. Por sua vez, a NHL optou por colocar a próxima temporada como prioridade acima dos impasses financeiros, até segunda ordem pelo menos. 

    Junto a isto, outras questões ainda precisam se definir antes do dia 13. Protocolos de segurança, o tamanho da escalação dos times, uma agenda flexível que prevê adiamento de jogos em caso de suspeita de infecção e dias extras de treinamento para os times não qualificados são alguns dos exemplos. O prato está cheio para a NHL e NHLPA nos próximos dias. Porém os fãs do esporte podem respirar aliviados: a Liga e a União dos jogadores estão fazendo de tudo para termos hockey de volta em algumas semanas.


    Mal podemos esperar para desmarcar ligações no zoom e apertar o botão “soneca” de manhã para assistirmos a 7 períodos de overtime mais uma vez.

  • Retorno da NHL e acordos financeiros entre liga e NHLPA seguem indefinidos

    Retorno da NHL e acordos financeiros entre liga e NHLPA seguem indefinidos

    1º de janeiro está cada vez mais perto, mas o retorno da NHL para a temporada 2020-21 parece cada vez mais distante. No meio de discussões sobre jogos externos, protocolos de segurança, uma nova divisão canadense e uma segunda onda de COVID-19 chegando com força nos Estados Unidos e Canadá, donos de times da liga enviaram novamente um novo pedido de adiamento do salário dos jogadores, meses depois do último acordo do tipo aprovado. 

    Em junho de 2020 a NHL e a NHLPA assinaram uma extensão do CBA (Collective Bargaining Agreement, o acordo coletivo da liga) chamada de Memorando de entendimento, ou MOU. Neste documento, ambas as partes acordaram um novo adiamento de parte do salário dos jogadores diante dos acontecimentos do ano. A união dos atletas alegou compreender o momento de incertezas e a situação que os donos dos times estão enfrentando, com a proibição de venda de ingressos e todo o restante que ocorreu devido à pandemia. 

    No entanto, daquele mês até o início de dezembro deste ano muita coisa aconteceu, ou deixou de acontecer. A liga percebeu que a queda nos lucros para 2021 em diante será ainda maior do que estimava. Isso porque espera-se uma temporada mais curta e possivelmente sem venda de ingressos, ou com acesso ao público nos jogos drasticamente reduzido.

    Assim, o conselho executivo da NHL voltou a recorrer aos jogadores mas, até o momento, as solicitações foram ignoradas ou rejeitadas. Enquanto isso, janeiro se aproxima e não temos uma decisão concreta dos próximos passos da liga. 

    O que a NHL e seus times pensam a respeito?

    Gary Bettman, comissário da NHL, afirma que não há qualquer intenção de renegociar os termos acordados alguns meses atrás. No entanto, tenta-se buscar soluções que funcionem para ambas as partes, já que o documento acordado em junho não se sustenta mais.

    Sem uma resposta ainda, o cabo de guerra entre a NHL e a NHLPA continua. Contudo, surgiram debates online de que se a situação fosse o contrário, a liga não olharia essa tentativa de negociação com bons olhos, então por que a união deveria fazê-lo? 

    Dessa forma, janeiro já está virando fevereiro em uma possível data de retorno. Mas até o momento o plano idealizado é de que o puck drop aconteça por volta do dia 15 do primeiro mês de 2021. No mais tardar 1º de fevereiro. Para que isso aconteça, é necessário que jogadores passem por quarentenas retornando para os estados dos seus times, caso venham da Europa ou saindo dos EUA e indo para o Canadá. 

    Além disso, com as fronteiras fechadas, uma divisão canadense entrou em questão para possibilitar uma logística melhor dos jogos da próxima temporada. Isso porque, apesar de mais curta, o objetivo é de uma agenda com 56 ou 52 jogos no calendário regular.

    A cereja do bolo são as discussões sobre possíveis jogos externos para possibilitar acesso dos fãs mantendo distanciamento social. Entretanto, o tema parece estar dividindo os times com diferentes leis estaduais e número de fãs que atendem as partidas, sem falar dos custos milionários para construir arenas externas. 

    Certamente, assuntos não faltam na pauta de reuniões dos executivos do esporte. E o embate financeiro não colabora para a retomada dos jogos. Vamos acompanhar de perto as próximas decisões, com os dedos cruzados para um retorno da NHL seguro.

    Foto: Reprodução/ctvnews.ca

  • Draft Class de 2019: quem são

    Draft Class de 2019: quem são

    Chegando ao final da década, o NHL Draft de 2019 trouxe a chance para duas equipes escolherem jovens atletas que pudessem se tornar franchise players. Jack Hughes, americano, e Kaapo Kakko, finlandês, lideravam o ranking norte-americano e europeu, respectivamente, e já eram certeza no top 3 daquele ano. 


    A seleção aconteceu em Vancouver, e contemplou o New Jersey Devils, pela segunda vez em três anos, com a primeira escolha. O top 3 contou ainda com New York Rangers e o Chicago Blackhawks. Além disso, a quarta escolha, pertencente ao Ottawa Senators, equipe detentora do pior resultado na temporada anterior, foi automaticamente para o Colorado Avalanche. Isso se deu como condição da troca que levou Matt Duchene aos Sens em 2017.

    Jack Hughes, C, New Jersey Devils: uma rara vitória para os filhos do meio (#1 overall)

    O nome Hughes já era conhecido no meio do hockey, pois o irmão mais velho de Jack, Quinn, foi selecionado por Vancouver no ano anterior. Entretanto, diferentemente do defensor do Vancouver Canucks e também de seu irmão caçula, Luke, o Hughes do meio é um center. Draftado diretamente do United States National Team Development Program (USNTDP), o americano chegou perto de bater o recorde de Auston Matthews na equipe durante seu primeiro ano.

    Já durante o seu ano de elegibilidade, Hughes bateu o recorde absoluto de pontos no USNTDP, com 190. Assim, o calouro ultrapassou a marca de Clayton Keller (hoje jogador do Arizona Coyotes). Após ser a primeira escolha de Jersey no draft, Hughes assinou seu contrato profissional sem mesmo atuar no hockey universitário ou major juniors. Pelo contrário, ele foi diretamente para a NHL. Seu primeiro gol na Liga veio contra o irmão, em uma vitória de 1-0 dos Devils sobre os Canucks. Embora o center tenha sofrido com lesões e marcado apenas 21 pontos em seu primeiro ano, os flashes de talento que ele demonstrou são uma fonte de esperança para a torcida de New Jersey. 

    Kaapo Kakko, RW, New York Rangers: o messias de Manhattan (#2 overall)

    O finlandês começou a carreira no TPS da SM-Liiga, onde marcou 38 pontos em 45 partidas em seu ano de elegibilidade. Além disso, Kakko ganhou medalha de ouro nas três competições da International Ice Hockey Federation (IIHF), o mundial sub-18, o World Juniors Championship e o World Championship. O winger é o jogador mais jovem a conseguir tal feito.

    Após ser selecionado em segundo lugar pela equipe de Nova York, ele assinou seu contrato em julho de 2019. A estreia na NHL veio em outubro do mesmo ano, assim como seu primeiro gol. Kakko foi o segundo jogador nascido no século XXI a marcar um gol na liga, já que o recorde havia sido estabelecido pelo também finlandês Ville Heinola horas antes. 

    Kirby Dach, C, Chicago Blackhawks (#3 overall)

    O canadense iniciou sua carreia no major juniors pelo Saskatoon Blades da Western Hockey League (WHL). Durante sua primeira temporada completa, em 2017/2018, ele marcou 46 pontos em 52 partidas. Já no seu ano de elegibilidade para o draft, o center marcou 73 pontos em 62 jogos, terminando a temporada em terceiro lugar no ranking de patinadores norte-americanos. Selecionado em terceiro pelos Blackhawks, o canadense marcou seu primeiro gol na NHL contra Marc-André Fleury e seu Vegas Golden Knights em outubro de 2019.

    Bowen Byram, D, Colorado Avalanche (#4 overall)

    Ranqueado em segundo dentre os patinadores norte-americanos, Byram também iniciou a carreira na WHL, com o Vancouver Giants. Em seu ano de elegibilidade ele marcou 27 pontos em 60 jogos. Nos dois anos seguintes ele marcou 71 e 52 pontos em 67 e 50 partidas, respectivamente. Além disso, conquistou o ouro do World Junior Championship em 2020 com o Canadá. Espera-se que Byram possa formar uma dupla com Cale Makar no futuro, dessa forma contribuindo para muitas campanhas do Colorado Avalanche ao lado de Nathan MacKinnon e companhia. 

    Alex Turcotte, C, Los Angeles Kings (#5 overall)

    Outro produto do USNTDP, Turcotte foi draftado pelos Kings em quinto lugar em 2019 depois de se encontrar em quarto no ranking de patinadores norte-americanos. Em seguida foi jogar hockey universitário da National College Athletic Association (NCAA) pela Universidade de Wisconsin, onde marcou 26 pontos em 29 partidas. Com o fim da temporada universitária, Turcotte assinou com os Kings em março de 2020, mas não chegou a disputar partidas pela equipe. 

    Cole Caufield, RW, Montreal Canadiens (#15 overall)

    O pequeno americano também fez parte do USNTDP, tendo feito história ao marcar 105 gols pela equipe e passar o recorde de Phil Kessel (estabelecido entre 2003 e 2005). Caufield terminou sua temporada de elegibilidade com 72 gols em 64 partidas, com uma média de 1.56 pontos por partida. Depois do draft, no qual foi selecionado por Montreal, o winger iniciou sua carreira universitária com a Universidade de Wisconsin, onde somou 36 pontos em 36 partidas durante o seu primeiro ano na NCAA. Caufield, ao contrário do seu ex-colega de equipe, pretende jogar pelo menos mais uma temporada com os Badgers. 

    Menções honrosas:

    Moritz Seider, D, Detroit Red Wings (#6 overall): uma das surpresas no primeiro round, o defensor alemão está atualmente na Swedish Hockey League, atuando pelo Rogle BK, devido à pandemia do COVID-19 e suas implicações na Deutsche Eishockey Liga (DEL), a liga alemã de hockey, que atrasou seu início. 

    Dylan Cozens, C, Buffalo Sabres (#7 overall): o canadense terminou sua carreira na WHL com 223 pontos em 179 partidas, além de ter ganhado medalha de ouro com o Canadá no WJC de 2020. 

    Trevor Zegras, C, Anaheim Ducks (#9 overall): o americano marcou 117 pontos pelo USNTDP em seu ano de elegibilidade e competiu por um ano na NCAA pela Boston University antes de assinar seu contrato profissional com os Ducks.

    Spencer Knight, G, Florida Panthers (#13 overall): atualmente o goleiro americano atua na NCAA, pela Boston College. Knight foi o primeiro goleiro na história que os Panthers escolheram no round inaugural do NHL Draft.

    Cam York, D, Philadelphia Flyers (#14 overall): outro produto do USNTDP, York atualmente joga na Universidade de Michigan, onde fez 16 pontos em 30 partidas durante a sua primeira temporada.

  • A conquista da Stanley Cup 2019 pelos Blues

    A conquista da Stanley Cup 2019 pelos Blues

    “Milagres acontecem”.

    Essa foi uma das frases mais proferidas pelo fã de hockey após assistir o St. Louis Blues na temporada 2018/19. No entanto, ‘milagre’ talvez não seja o termo ideal para se referir a ocasião. ‘Trabalho árduo’ são as palavras corretas. 

    De underdogs, ocupando o último lugar na tabela, o time de St. Louis escalou para as primeiras posições da divisão central, eliminou quatro grandes times nos playoffs e, assim, garantiu a primeira Stanley Cup desde sua criação, em 1967.

    Mas a jornada percorrida pelo time foi longa e cheia de desafios. E conquistas assim precisam ser documentadas.

    Portanto, em mais uma edição do “10 for 10”, vamos falar sobre como o St. Louis Blues, mesmo diante de um cenário nada propício, derrubou seus obstáculos e se tornou o campeão da Stanley Cup 2019.

    A pré-temporada dos Blues

    Após uma temporada 2017/18 devastadora, o St. Louis Blues sabia que algumas mudanças precisariam ser realizadas para que o desempenho da equipe melhorasse na próxima. 

    Sem a classificação para os playoffs de 2018, a equipe deu início às novas contratações mais cedo. Em maio do mesmo ano, o time anunciou Mike Van Ryn como seu novo técnico assistente, após Darryl Sydor, que ocupava o cargo, não ter renovado o contrato com os Blues por motivos familiares. 

    No entanto, essa não foi a única aquisição do time durante a pré temporada. David Perron, que havia saído dos Blues em 2017 para disputar uma temporada com o novo time de expansão da época, o Vegas Golden Knights, acabou voltando para a equipe de St. Louis. 

    Dessa vez, o jogador assinou um contrato que garantiu sua estadia no time por mais 4 temporadas. Tyler Bozak também veio para reforçar a equipe durante a free agency de 2018, assim como Patrick Maroon e Jordan Binnington, em contrato de duas vias. 

    Mas a trade com o Buffalo Sabres, onde o St. Louis acabou adquirindo Ryan O’Reilly, foi uma das mais rentáveis contratações para a equipe. Isso porque, na temporada 2018/19, o jogador se mostraria um grande reforço para o ataque dos Blues e se tornaria peça importante na conquista da Stanley Cup em 2019. 

    Porém, inicialmente, as importantes contratações na pré-temporada não pareceram ser o suficiente para ajudar no desempenho do St. Louis.

    A temporada  

    O start dos Blues na temporada 2018/19 não foi o melhor já feito pelo time. Após a derrota para o Winnipeg Jets em sua estréia, a equipe viu seu desempenho cair drasticamente no primeiro mês da competição. Do 10 jogos disputados em outubro, o time se saiu vitorioso em apenas três. Assim, adquiriu 4 derrotas em tempo regular e outras três em overtime, somando apenas nove pontos na tabela.

    Em novembro, o time ainda parecia não ver a luz no fim do túnel. Foram 14 jogos disputados que resultaram, por fim, em apenas seis vitórias. Os placares extensos das derrotas apenas reforçaram ainda mais a decaída de desempenho da equipe.

    E a demissão do técnico, Mike Yeo, ao fim do mês apenas ressaltou a má fase dos Blues. Como solução imediata, o time optou por promover Craig Berube, que atuava como técnico assistente da equipe desde 2017, para a posição de técnico interino da equipe. 

    Mesmo com problemas internos e polêmicas que giravam em torno do time de St. Louis, Berube tentou ao máximo guiar os Blues em outra direção. Uma que, futuramente, pudesse resultar em um melhor desempenho da equipe. E apesar de não terem sido gigantes,  as mudanças realizadas pelo novo técnico começaram a ser notadas em dezembro. 

    O número de derrotas, apesar de não ter sido o ideal, acabou não ultrapassando a quantidade de vitórias. Uma diferença se compararmos com o desempenho da equipe no mês anterior. E dessa forma, após 37 jogos disputados, o St. Louis finalizou 2018 com 34 pontos. Número que não colocou os Blues no topo da tabela, mas que foi o suficiente para mostrar que, talvez, Berube pudesse mudar o destino da equipe em 2019.

    A grande virada

    E foi o que aconteceu. Das 11 partidas que o time disputou em janeiro de 2019, sete resultaram em vitórias. Além disso, a equipe sofreu apenas quatro derrotas em tempo regular e uma em overtime. 

    Um dos principais fatores a influenciar positivamente no desempenho dos Blues foi Jordan Binnington. O goleiro, que assinou um contrato de duas vias com o time em julho de 2018, não havia disputado tantas partidas com a equipe até o momento, já que Jake Allen ainda ocupava a posição de goleiro titular. 

    Mas a chegada de Berube acabou se mostrando uma oportunidade para Binnington, que foi chamado para o time após os Blues terem iniciado janeiro com o pior recorde da temporada. E o sucesso do jogador foi imediato: das 7 partidas em que iniciou nas redes dos Blues no mês, o goleiro venceu cinco. 

    Em fevereiro, notando seu grande desempenho, Berube optou por continuar com Binnington nas redes. E o sucesso do time continuou a prevalecer, pois dos 14 jogos disputados no mês, os Blues saíram-se vitoriosos em 12. Assim, somando apenas duas derrotas (uma em tempo regular e outra em overtime), o time conquistou seu melhor recorde em toda a temporada. 

    Apesar da leve decaída em março, o St. Louis ainda conseguiu se manter perto da zona de classificação para os playoffs, com 8 vitórias em 15 jogos. Em abril, o time continuou o bom desempenho. Tal qual que garantiu à equipe uma boa posição na tabela.

    Com o Fim da temporada regular eapós os 82 jogos mais desafiadores da história do St. Louis Blues, uma colocação no último lugar da tabela, e outras reviravoltas, a equipe se classificou para os playoffs ocupando o terceiro lugar na divisão central e quinto na conferência oeste, com 99 pontos. 

    Enfim, os playoffs

    Devido a instabilidade na temporada regular, muito se especulava que talvez o St. Louis acabasse não avançando não competição. Mas novamente os Blues mostraram que o trabalho árduo desenvolvido pela equipe acabaria trazendo recompensas.

    O primeiro adversário dos Blues nos playoffs foi o Winnipeg Jets, que finalizou a temporada uma posição acima dos Blues na Conferência Oeste. E, por terem vantagem, o St. Louis precisou viajar para o Canadá para a disputa dos dois primeiros jogos.

    Jogar na casa dos Jets não foi um fator intimidador para os Blues, que venceu as duas primeiras do round. No entanto, o oponente retaliou e venceu os jogos 3 e 4 na casa do St. Louis. Mas a vitória na quinta partida colocou os Blues ainda mais perto de uma classificação. 

    Dessa forma, o time de St. Louis precisaria apenas de uma vitória para garantir a ida ao segundo round. E foi o que aconteceu – com a vitória no jogos seis, os Blues avançaram portanto para a próxima etapa da competição.

    No segundo round, o oponente do time foi o Dallas Stars. Apesar de vencer a primeira partida em casa, os Blues foram derrotados no jogo 2 pelos Stars. E a vitória no jogo três também não foi o suficiente, já que o Dallas acabou se saindo vitorioso nas duas partidas seguinte e, dessa forma, assumiu a liderança do round.

    No entanto, a vitória dos Blues no jogo seis deixou a série empatada. Ou seja, seria tudo ou nada para a equipe de St. Louis a partir daqui. E após 3 períodos regulares, e dois overtimes, foram os Blues que levaram a melhor. Assim, o time acabou se classificando para a Final da Conferência Oeste e teria como adversário o San Jose Sharks. 

    O round contra os Sharks não apresentou tantos desafios como o anterior. Mesmo com a derrota para o oponente no primeiro jogo, os Blues venceram a segunda partida e empataram a série. No entanto, voltaram a serem derrotados pelos Sharks no jogo três, entregando outra a vantagem para o San Jose.

    Mas a vitória na quarta partida deu uma nova perspectiva ao St. Louis, que continuou com a sequência de vitórias nos três jogos seguintes. Assim, ao vencer quatro partidas, os Blues venceram o round e, por fim, atingiram o objetivo principal da temporada: ir para a final da Stanley Cup. 

    Campeões da Conferência Oeste, o último desafio dos Blues na conquista pela taça era o confronto contra os Bruins. Foto: Reprodução/nhl.com

    Um passo mais perto

    Boston Bruins e seu grande desempenho. Isso era o que separava o St. Louis Blues da sua primeira Stanley Cup Final. 

    Se classificando para os playoffs na terceira posição overall da Liga, os Bruins contavam com um dos ataques mais eficientes da NHL. E por isso, o St. Louis entendia que as dificuldades que enfrentaria nesse round seriam muito maiores do que as anteriores. Dificuldade que se mostrou presente logo no primeiro jogo da Final, onde o Boston acabou vencendo o St. Louis por 4 a 2 no TD Garden. 

    Os Blues retaliaram ao vencer a segunda partida em overtime, ainda na casa dos Bruins. E mesmo com a derrota em casa no jogo três, não se mostraram abalados, saindo-se vitoriosos nas partidas quatro e cinco. Mas novamente o Boston colocou um empecilho no caminho ao vencer o jogo seis. Assim, o round precisou de uma sétima partida.

    Tudo ou nada. Esse é significado dos jogos 7 em uma Final da Stanley Cup. E aqui, as derrotas, má fase e todos os acontecimentos da temporada serviram como combustível para os Blues no último jogo da competição. Não existia alguém que quisesse mais a vitória do que o St. Louis naquele momento, algo que se mostrou visível no gelo.

    Por fim, campeões da Stanley Cup 2018

    A vantagem obtida pelos Bruins fez com que o jogo sete acontecesse no TD Garden, casa da equipe. Mas o fator não assustou os Blues, pois foi a equipe quem abriu o placar da partida aos 16:47 do primeiro período com O’Rielly. Pietrângelo seguiu o exemplo do companheiro de time e aumentou o placar para os Blues ainda na primeira etapa do jogo. 

    Com a não reação do Boston, os Blues assumiram o restante do controle da partida, fazendo mais dois gols. Portanto, após três períodos, 7 partidas da Final e 4 rounds vitoriosos anteriormente, o apito final soou no TD Garden e oficializou o St. Louis Blues como campeão da Stanley Cup 2018.

    O time comemorando a conquista da taça pela primeira vez. Foto: Reprodução/nhl.com

    A primeira do time em mais de 50 anos de história na NHL. Uma vitória marcada por uma das maiores reviravoltas já feitas por um time da Liga, e que consagrou o St. Louis como uma das melhores equipes da NHL. Ryan O’Reilly, que foi uma das peças essenciais na conquista do troféu pelos Blues, foi o jogador quem levou Conn Smythe Trophy como MVP dos playoffs.

    Após a vitória em Boston, o time viajou para St. Louis, onde comemorou a conquista em parade que contou com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas nas ruas da cidade. A conquista da taça foi simbólica e importante, já que o último time profissional de St. Louis a conquistar um troféu foram os Cardinals, em 2011. 

    A conquista da Stanley Cup foi um marco, divisor de águas e contou muito sobre quem é o St. Louis Blues. Novamente, ‘milagre’ não é palavra certa para se referir ao que aconteceu com o time em 2019. A vitória foi fruto de muito trabalho e perseverança da parte da equipe, mesmo quando nada se encontrava a seu favor.

    Por isso, como bons fãs do esporte, torcemos para que o espírito de equipe do St. Louis prevaleça e traga mais frutos para o time como os de 2019. 

  • A NWHL anuncia bolha como plano para a temporada 2020-21

    A NWHL anuncia bolha como plano para a temporada 2020-21

    Os fãs do hockey feminino já podem comemorar. Nesta quarta-feira (24) a NWHL anunciou um plano para a possível data e formato da sexta temporada da Liga. Utilizando o formato de bolha, a próxima temporada está programada para acontecer de forma reduzida entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro em Lake Placid, no estado de Nova York.

    Após ter cancelado a Isobel Cup em 2019-20, os esforços da Liga se voltaram para as preparações da nova temporada, já que a mesma poderia não acontecer da maneira usual devido ao COVID-19.

    Poucos dias após o cancelamento a primeira boa notícia sobre a próxima temporada: a sua primeira expansão para o Canadá ganhou nome, o Toronto Six. Em seguida a NWHL anunciou que apesar de não ter uma data definida, a sexta temporada iria começar em janeiro de 2021 para a maior segurança de todos os envolvidos. Daí em diante os times começaram a se preparar, dando continuidade às renovações e novas contratações de jogadoras selecionadas no draft 2020. 

    Novo formato e nova Comissária

    No dia 13 de outubro, a Liga anunciou um novo formato de gerenciamento mais parecido com o formato utilizado na NHL e demais Ligas. Desta forma, a NWHL agora possui uma “unincorporated association” em tradução livre, uma associação não corporativa. Esse modelo de associação não existe no Brasil. No entanto segundo a lei norte-americana é quando um grupo de pessoas se reúne para um propósito em comum criando um vínculo legal entre si. No caso das Ligas eles chamam de Conselho de Governadores e tem um representante de cada equipe. Esse novo formato visa não somente o crescimento da Liga, mas a transparência das decisões tomadas pela Comissária. Com o Conselho, que agora passa a supervisionar o gerenciamento da NWHL, espera-se o alinhamento de interesses, assim como acontece nas demais Ligas. 

    Com o novo formato a Liga implementou outra mudança, a então Comissária e fundadora da NWHL, Dani Rylan, deixou o cargo para atuar como Presidente do Grupo Original. Em seu novo cargo ela procura proprietários individuais para comprar as franquias ainda pertencentes à Liga (Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Minnesota Whitecaps e Metropolitan Riveters). Os times Toronto Six e Boston Pride já possuem donos independentes. 

    Em seu comunicado a Liga também anunciou a ex-presidente do Toronto Six, Tyler Tumminia, como nova Comissária Interina. Apesar de ainda não ser possível ver seus esforços na Liga Feminina de Hockey, Tumminia tem em seu currículo grandes feitos como executiva no esporte. Ela atuou como vice-presidente sênior do Grupo Goldklang, onde era responsável pela operação de cinco times de beisebol da liga secundária. 

    Temporada 2020-21

    Para a próxima temporada a Liga se inspirou na WNBA (Women’s National Basketball Association) e na NSWL (National Women’s Soccer League). Ambas as Ligas tiveram temporadas bem sucedidas, além do aumento nas transmissões e venda de produtos. Visando o mesmo objetivo a NWHL optou não somente pela redução de jogos, como também pelo formato bolha e sem público. 

    Em seu anúncio com o plano a Liga informou que os jogos acontecerão entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro e serão sediados em Lake Placid, Nova York. O lugar ficou conhecido por ter sediado as Olimpíadas de 1980. A arena Herb Brooks, onde os jogos serão realizados leva o nome do técnico conhecido por levar a famosa seleção americana de hockey a conquistar o ouro nas Olimpíadas de 1980 após o jogo contra a URSS, que ficou conhecido como Milagre no Gelo

    Neste formato os seis times viajarão separadamente nos dias 21 e 22 de janeiro e os jogos se iniciarão no dia 23 de janeiro. Cada equipe jogará cinco partidas, uma para cada oponente. Em seguida haverá uma rodada de playoffs, determinando assim os quatro times que seguem para as semifinais da Isobel Cup. 

    Nas semifinais será disputada apenas uma partida cada, com o time melhor colocado jogando contra o time em quarto lugar. Já o segundo lugar jogará contra o terceiro e os vencedores vão para a final. A final do campeonato será disputada no último dia de bolha, 5 de fevereiro.

    Com os protocolos ainda a serem definidos, os testes de COVID-19 fornecidos pelo laboratório de patologia de Yale serão feitos de forma regular. A Liga também informou que apesar da temporada reduzida as jogadoras serão pagas de forma integral. A programação completa, informações sobre transmissões e demais detalhes serão divulgados nas semanas anteriores ao início da temporada.

    O plano para a temporada foi realizado em conjunto com a New York State Olympic Regional Development Authority (ORDA). No entanto para que o plano entre em vigor é necessário que a NWHL, a ORDA e o Estado de Nova Iorque entrem em acordo em relação ao plano. O mesmo necessita ser aprovado pela autoridades de saúde regionais e estaduais. 

    Foto: Reprodução/lakeplacid.com

  • O caso Akim Aliu e as consequências na NHL

    O caso Akim Aliu e as consequências na NHL

    Em 2019, o mundo do hockey se surpreendeu após Akim Aliu alegar que Bill Peters, na época técnico do Calgary Flames, desrespeitou Aliu referindo a ele por injúrias raciais. O caso aconteceu quando os dois estavam no Rockford IceHogs, da AHL. Ao invés de ser amparado na época, Aliu foi silenciado pela liga e nunca mais teve uma chance na NHL após tal incidente. Peters se demitiu do Calgary Flames quatro dias após as alegações no ano passado. 

    O hockey, por ser um esporte extremamente tradicional, carrega alguns valores que são inadequados nos dias de hoje. Valores estes que usualmente se confundem com virtudes, como por exemplo, o sexismo e o racismo. Contudo, tais valores vão se modificando com o passar dos anos, e eles são apenas reflexos da sociedade atual.

    Neste texto, relembramos os acontecimentos de 2019 e propomos uma reflexão sobre as poucas mudanças que ocorreram após um ano desde as denúncias.

    A história de Akim Aliu

    Akim Aliu é filho de pai nigeriano, Tai, e mãe Ucraniana, Larissa. Quando Aliu tinha 7 anos, a família se mudou para o Canadá. Considerado muito talentoso no gelo, Aliu começou a jogar pelo Windsor Spitfires na OHL. Contudo, a carreira dele seria marcada por incidentes disciplinares, mais tarde revelados pelo próprio como acontecimentos ligados a sua cor e etnia. 

    Na temporada de 2005-06 da OHL, a primeira de Aliu, ele se envolveu em uma briga com Steve Downie. Downie fez um cross-check no rosto do jogador, o que fez com que ele perdesse alguns dentes. Em seu texto para o Players Tribune “Hockey is Not For Everyone”, Aliu disse que Downie fez isso pois Akim é negro, “Ele olhou para mim e viu um menino negro com um sotaque estranho – e não gostou de mim por causa disso. Fui atacado por causa da cor da minha pele. Eu sabia na época. E eu sei disso ainda mais agora.”

    Por conta desse incidente, Aliu solicitou uma troca e foi para o Sudbury Wolves. Ele foi ranqueado como o 5° melhor prospect de 2007, no entanto, foi escolhido pelo Chicago Blackhawks no segundo round em 57° lugar, muito por conta dos incidentes em gelo oriundos de um jovem que se rebelou contra um sistema racista. 

    Por fim, a carreira profissional do canadense foi marcada pela passagem em diversos times, tanto na NHL quanto na AHL. Em 2012, ele assinou pelo Calgary Flames, mas a última equipe em que ele jogou foi HC Litvínov, da principal liga Tcheca

    Os precendentes: demissões de Don Cherry e Mike Babcock

    O famoso comentarista de hockey Don Cherry foi demitido quase um ano atrás, no dia 9 de novembro de 2019. Cherry é uma das figuras mais icônicas e polêmicas do hockey no Canadá, protagonista de falas preconceituosas e controversas. Durante o Coach’s Corner, famoso programa de análise de hockey, Cherry fez comentários que sugeriam que os imigrantes canadenses se beneficiam dos sacrifícios de veteranos e não usavam a remembrance poppy (flor de papoula que demonstra respeito às pessoas que serviram pelo seu país). Assim, reproduzimos aqui as polêmicas palavras do comentarista:

    “Vocês que vêm aqui … vocês amam nosso estilo de vida, vocês amam nosso leite e mel, pelo menos vocês podem pagar alguns dólares por uma poppy ou algo assim … Esses caras pagaram por sua viagem, da vida que você gosta no Canadá, esses caras pagaram o preço mais alto.”

    Esse comentário foi um basta nas falas intolerantes de Don Cherry. Após muitas críticas ao redor da comunidade do hockey, a Sportsnet o demitiu dois dias depois. Contudo, essa ação só foi o começo de uma sequência de fatos que essa demissão acarretaria para a NHL e o hockey.

    No dia 20 de novembro, o Toronto Maple Leafs demitiu o então técnico da equipe Mike Babcock, inicialmente pela performance a desejar que o time canadense apresentava no gelo. Alguns dias depois, ressurgiu uma narrativa de que Babcock havia mandado um rookie dos Leafs, até então sem nome divulgado, fizesse uma lista sobre quem não se esforçava na equipe. Esse calouro era ninguém menos que Mitch Marner, um dos principais jogadores da equipe. 

    Contudo, o caso se agravou quando revelaram que Babcock foi além de solicitar a controversa tarefa: ele havia mostrado essa lista para os companheiros de equipe do então novato Marner. Posteriormente, o right winger disse que por conta do apoio de seus companheiros, não houve nenhum sentimento de rancor entre eles. 

    Tal demissão e o fato publicado em seguida que abriu as portas para o caso de Peters e Aliu. 

    Bill Peters e a injúria racial contra Akim Aliu

    No dia 25 de novembro, Akim Aliu postou em seu perfil do Twitter que Bill Peters em diversas ocasiões referiu-se a ele por diversas expressões racistas em inglês. Após Aliu se rebelar, novamente sem apoio dos colegas ou do seu time, ele foi mandado para o time afiliado. 

    Aliu disse que teve uma situação que aconteceu de manhã, após um treino, quando ele estava comandando o som do vestiário. 

    “Akim, estou cansado de você colocar esse som de “n-word” teriam sido suas exatas palavras. Peters, na época treinador do IceHogs, referia-se à seleção de música hip-hop de Aliu.

    “Ele então saiu como se nada tivesse acontecido. (No vestiário) ficou um silêncio mortal. Eu apenas sentei na minha cabine, não disse uma palavra” lembrou Aliu sobre o ocorrido.

    Dois colegas de time na época confirmaram que o evento aconteceu. O então capitão da equipe do IceHogs, Jake Dowell, confrontou Peters sobre o incidente no escritório do treinador. Dowell não quis comentar, na época, sobre o ocorrido. Mas disse que cooperaria em qualquer investigação conduzida pela NHL ou pelo Flames.

    Aliu ainda disse que Peters o chamou para seu escritório, todavia, não para se desculpar. “Sabe, estou farto dessa música de merda de “n-word”. É todo dia. De agora em diante, precisamos tocar músicas diferentes.” 

    Muitos se questionaram sobre a demora de Akim para falar sobre este assunto, que ao longo dos anos se tornou cada vez mais importante. Aliu citou o exemplo de Colin Kaepernick, que não teve outra chance de atuar na NFL quando virou free agent após ter se ajoelhado em 2016 em protesto contra a brutalidade policial contra negros nos Estados Unidos.

    Aliu disse que se arrepende de não ter confrontado Peters naquela época. Ele ainda afirmou que sua carreira terminou antes mesmo de começar e que perdoaria Peters se ele tivesse se desculpado na reunião. 

    “Não há muito que você possa fazer ou me dizer que eu não possa aceitar um pedido de desculpas,” disse Aliu. “Mas ele não era homem o suficiente para se desculpar comigo e seguir em frente.”

    As consequências na NHL

    Bill Peters assinou a carta de demissão e foi dispensado após um breve período de investigação sobre o caso. Além disso, ele fez um pedido de desculpas para o GM, Treviling, e não para Aliu, no qual admitiu ter feito tais comentários. 

    Na época do ocorrido, escrevemos sobre a declaração de Gary Bettman, onde ele se mostrou disposto a ter um ambiente mais aberto à ocorridos como esse. Entre algumas iniciativas, havia a de uma plataforma de comunicação sobre esses problemas, uma política de tolerância zero e um programa anual de inclusão e conscientização.

    Todos sabemos que a pandemia de COVID-19 veio para acabar com muitas expectativas para a temporada de 2020. Apesar da Stanley Cup ter acontecido, a temporada foi suspensa em março, sem muitas mudanças sociais e sobre diversidade como esperando.

    Entretanto, 2020 foi um ano importante para os grupos sociais marginalizados dos Estados Unidos. Afinal, o movimento Black Lives Matter, após George Floyd, um homem negro, ter sido morto afixiado por um policial branco, causou comoção em várias cidades do país e do mundo colocando em foco a questão racial e a violência policial. 

    Contudo, quando esse fato aconteceu, a NHL foi a última das quatro grandes ligas americanas (NBA, NFL, MLB e NHL) a reconhecer o ocorrido. Além disso, como o campeonato estava na fase de playoffs, a liga só parou os jogos por conta de uma demanda dos jogadores que viram a importância da apoio das ligas esportivas a esse movimento. 

    Após isso ter acontecido, Akim Aliu, em conjunto com Evander Kane, criaram a Hockey Diversity Alliance. Primeiramente, a HDA estava unida com a NHL. Essa organização trouxe diversas demandas de inclusão e antirracismo. Porém, foi anunciando que eles se desligariam da liga, já que a mesma falhou em cumprir com as ações demandadas.

    As mudanças ainda não se concretizaram. No entanto, com a temporada suspensa, não haveria como elas ocorrerem. Ainda com algumas incertezas no calendário, é esperado que as práticas de conscientização e diversidade na NHL sejam feitas durante os próximos anos. 

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    A nova coleção retrô da NHL foi divulgada oficialmente na última segunda-feira (16). Apesar de alguns modelos como do Penguins e do Golden Knight terem sido vazados anteriormente, agora temos os modelos oficiais das jerseys de cada time.

    Como falamos anteriormente, a coleção Reverse Retro teve como inspiração modelos dos uniformes de décadas desde 1940 a 2000. Cada time buscou em uma jersey antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    Por último mas não menos importante, o NHeLas trás um olhar mais próximo para os modelos da Divisão Central. Entenda quais foram as inspirações por trás de cada novo desing. Essa nova coleção estará disponível à partir do dia 1/12.

    Dallas Stars

    O campeão da conferência Oeste deste ano teve a sua Reverse Retro inspirada no uniforme da temporada de 1999-98, quando conquistaram a sua primeira e, até então, única Stanley Cup.

    Naquele ano, os Stars levantaram a taça em suas cores verde, branco e prata, as cores já conhecidas e amadas dos fãs. Assim, nessa coleção eles trazem suas cores tradicionais e a lembrança da história do time com sua única vitória da taça.

    A jersey retrô tem alguns detalhes novos: na manga, o formato do estado do Texas com uma estrela verde e detalhes em prata; o formato de estrela no peitoral da camisa na cor prata brilhante.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche buscou para sua camisa retrô as suas origens no extinto Quebec Nordiques. O time antecessor de Colorado, que homenageava o gelado norte canadense, tinha como cores principais o azul, branco e vermelho.

    Quando deixou a Cidade de Quebec, a equipe ganhou novas cores: um azul mais acinzentado e o vinho. A Reverse Retro do Avalanche trouxe justamente o desenho clássico do uniforme dos Nordiques. O logo de iglu e a flor-de-lis, símbolo da herança francesa no Canadá, são representados nas cores atuais do time.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Chicago Blackhawks

    A temporada do Chicago Blackhawks deixou a desejar, mas não se pode dizer o mesmo da sua nova jersey para a coleção Reverse Retro. Como um dos Original Six, os Hawks tinham algumas opções para o seu modelo, entretanto, optaram por um design simples e tradicional.

    A base preta e detalhes em vermelho e branco trouxeram para 2021 um desejo de retorno aos anos dourados da equipe. No entanto, esse modelo dividiu a opinião dos fãs no lançamento e gerou polêmica.

    A equipe sofreu algumas críticas por falta originalidade na escolha do design. Mais ainda, o logo do time trouxe a tona o debate sobre e identidade visual dos Blackhawks e se a equipe deveria alterá-la logo.

    Foto do Twitter oficial da Blackhawks Store

    St. Louis Blues

    As cores da Reverse Retro dos Blues vêm da época em que Wayne Gretzky jogava pelo time, na temporada de 1995-96. Era um time repleto de estrelas que usavam vermelho, azul e amarelo, um pouco mais extravagante que o time que conhecemos hoje.

    Para a jersey retrô, inverteu-se o azul predominante daquele uniforme colocando o vermelho como cor principal. Para os detalhes, ficaram as cores também vibrantes amarelo e azul. Na manga há uma trombeta azul escura com o nome do time, diferente do logo que conhecemos hoje. A equipe quis inovar, sem esquecer as suas origens e, sobretudo, buscando nas suas antigas estrelas a inspiração para brilhar novamente na próxima temporada.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Minnesota Wild

    O Wild tem logo interessante. Se você olhar por alguns minutos, já começa a juntar as peças que lembram um animal feroz. Nele está representado o estado de Minnesota, seus rios, montanhas e a estrela do norte, que teve bastante evidência nessa coleção.

    O time escolheu homenagear outra equipe que já jogou em Minnesota: o Minnesota North Stars (transferido para Dallas em 1993). Em sua Reverse Retro, o Wild fez um bom trabalho modernizando seu passado. O tradicional o verde floresta e os detalhes em vermelho na jersey do time, deram espaço para cores claras e limpas para completar o jogo visual. Com listras nas laterais na cor amarela, verde em contraste do branco límpido, o logo foi centralizado e modificado pelas cores do time antecessor.

    Os fãs do “estado do hockey” abraçaram com graça sua antiga nova jersey e já se preparam para vesti-la na próxima temporada. 

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Nashville Predators

    Para os Predators, a Reverse Retro veio em amarelo e azul em memória da sua estreia na NHL em 1998. Na coleção da Adidas que valoriza tanto o passado como o futuro, eles misturam as cores e nos dão o logo ecundário do crânio com dentes de sabre.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Winnipeg Jets

    Os Jets buscaram sua inspiração em outro Winnipeg Jets, o time da cidade que estreou em 1972 na extinta World Hockey Association (WHA). Dessa forma, a franquia trouxe o antigo logo e cores de forma sutil, fazendo uma homenagem aos Jets originais.

    Assim, a nova jersey tem como cor predominante o cinza, com detalhes em azul marinho e braco. O logo segue o mesmo modelo usado pela equipe no Heritage Classic do ano passado, modificando apenas a paleta de cores. Questinou-se por que os Jets não se inspiraram no Atlanta Thrashers, time anterior a mesma franquia do hoje Winnipeg Jets. Porém, a equipe escolheu homenagear seu homônimo pelos anos de glória que o time teve na cidade ao ganhar três vezes a Taça AVCO.

    Além disso, na dança de cadeiras da NHL, o antigo Jets é hoje o Arizona Coyotes. Só podemos imaginar a confusão que seria se ambos os times escolhessem homenagear os Jets da WHA.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Texto sob supervisão da editora-chefe Juh Guedes.

    Foto: Reprodução/Instagram da NHL