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  • Uma comedia romântica em “Pucked”, de Helena Hunting

    Uma comedia romântica em “Pucked”, de Helena Hunting

    Todo leitor sempre tem aquele tema que mais gosta de ler. Para mim, uma das minhas coisas favoritas é ler sobre outras coisas que também sou fã. E foi procurando livros de hockey que acabei conhecendo e devorando a série “Pucked”, de Helena Hunting. Entretanto, aqui venho falar apenas do primeiro livro da série, que também foi a segunda leitura do Clube do Livro NHeLas.

    Sinopse oficial: Com um famoso jogador da NHL como meio-irmão, Violet Hall conhece bem a reputação de playboy de muitas estrelas do hóquei. Então é claro que ela não está interessada no lendário capitão do time, Alex Waters, ou em seu rosto bonito e abdômen duro como pedra. Mas, quando Alex inadvertidamente faz Violet rever seus conceitos em relação ao intelecto inferior dos jogadores de hóquei, ele se torna muito mais do que apenas um corpo sexy com rosto à altura. Sofrendo de um completo lapso de julgamento, Violet descobre o quão bom Alex é com o taco de hóquei nas calças.

    Violet acredita que sua noite de magia orgástica com Alex é apenas isso: uma noite. Mas Alex começa a ligar. E mandar mensagens de texto. E e-mails e presentes extravagantes — e peculiares. De repente, ele é muito difícil de ignorar e quase impossível não gostar. O problema é que a mídia retrata Alex como um completo jogador, e Violet não quer fazer parte do jogo.

    Classificação: +18

    Bom-humor e muito hockey!

    Se você está em busca de uma comédia romântica com um pé na literatura erótica, “Pucked” é uma excelente pedida. Violet é no mínimo uma personagem inusitada, ela tem uma relação de amor e ódio com seu meio-irmão e faz de tudo para não ter nada a ver com o hockey. 

    Alex, por sua vez, é o jogador estrela do time e capitão, tem uma certa fama na mídia e é o tipo de homem que aparentemente nenhum pai quer para a sua filha. No entanto, vemos que todo o paradigma criado para Alex não faz exatamente jus ao personagem. Ele é carinhoso, meio nerd e, acima de tudo, nem um pouco parecido com como a mídia o retrata. Esse é inclusive um ponto importante do livro, já que Alex é retratado como “pegador” enquanto o que Violet menos quer na vida é ser tachada como sua última conquista.

    Neste livro, nós os vemos se apaixonar, por mais que nenhum deles queira admitir que isso está acontecendo. Da mesma forma, podemos ver que nem sempre é fácil manter um relacionamento com um atleta profissional. Temos muitas referências ao hockey, nem todas fiéis ao mundo real, mas se observa ainda como uma pessoa de fora começa a assimilar o esporte. 

    Uma das minhas partes preferidas do livro com certeza é ver a interação entre os jogadores do time. Waters, como capitão, tem um certo tipo de comportamento esperado tanto por seus colegas quanto pelo público. Aqui vemos exatamente isso, a importância de se ter um bom capitão e o quanto ele influencia na dinâmica de uma equipe, seja essa dinâmica dentro ou fora do gelo. 

    Onde Encontrar

    O livro é o primeiro da série “Pucked” e já teve os seus direitos de publicação comprados por uma editora brasileira, a The Gift Box. Portanto, você pode encontrar o livro físico em português no site oficial da editora, e na Amazon tanto o livro físico quanto o e-book, que também está disponível gratuitamente para assinantes do Kindle Unlimited.

    Nota

    As notas foram somadas e esta é a média da avaliação da equipe.

    Hockeynômetro: 3,7/5

    Estrelas: 3,5/5

    A primeira leitura do nosso Clube de Leitura NHeLas foi O Acordo da Elle Kennedy e você pode conferir a resenha dele aqui.

  • PWHPA anuncia novidades para temporada 2021-22

    PWHPA anuncia novidades para temporada 2021-22

    A PWHPA tem se aproximado cada dia mais para a próxima temporada, ou no caso deles, a próxima tour. A associação vem anunciando diversas novidades para a sua próxima etapa, porém, ao mesmo tempo, conta com algumas baixas. 

    Com as Olimpíadas de Inverno de 2022, em Pequim, cada vez mais próximas, a PWHPA sente os efeitos do evento. Dessa forma, a associação continua dando visibilidade a sua causa ao mesmo tempo em que as suas atletas brilham internacionalmente.

    Nova temporada, mais novidades

    A maioria das jogadoras faz parte das seleções de seus países e precisam estar se preparando para as Olimpíadas. Aquelas que não estiverem se ausentando de vez, estarão atuando como membros apoiantes da causa. Assim, a PWHPA busca novas jogadoras para ingressar na associação e fazer parte da nova Dream Gap Tour. 

    No entanto, as novidades não param por aí. A cidade de Boston chega para completar a Tour, substituindo o time de New Hampshire, ao lado do Time Adidas (Minnesota), Time Sonnet (Toronto), Time Scotiabank (Calgary) e Montreal retornando para a nova temporada.

    A cidade de Boston ficará agora conhecida como o novo Time Bauer. Enquanto isso, a cidade de Montreal, que antes era o Time Bauer, passa a assumir o nome de Time Harvey’s. A nova patrocinadora da Secret Dream Gap Tour, Harvey’s, é uma rede canadense de restaurantes que já tinha marcado presença no showcase de Calgary na edição de 2021.

    Secret Dream Gap Tour 2021-22

    Outra novidade anunciada pela PWHPA foi o primeiro showcase da temporada. O evento irá acontecer na cidade de Truro, Nova Escócia, no Canadá. Está marcado para os dias 12 e 13 de novembro na arena Rath Eastlink Community Centre, entrando para a história como o primeiro jogo de hockey feminino profissional no Canadá Atlântico. 

    Assim como no formato anterior, os times Bauer, Sonnet, Scotiabank e Harvey’s se enfrentarão no dia 12. A competição acontece com um jogo para cada equipe, além de uma final no sábado (13). Além dos jogos, estão na programação eventos como palestras e clínicas de habilidades com as jogadoras e organizações locais do hockey feminino. 

    O evento também marcará a primeira vez que um time dos EUA participa de uma showcase em solo canadense desde o início da pandemia. Para mais informações acesse o site oficial da PWHPA aqui.

    Foto: Reprodução / nhl.com

  • NHL divulga datas para mais eventos de 2022

    NHL divulga datas para mais eventos de 2022

    Após duas temporadas turbulentas devido à pandemia de COVID-19, a NHL enfim está conseguindo voltar ao seu cronograma habitual. A liga anunciou nesta semana as datas para dois dos seus eventos regulares: o Heritage Classic referente à temporada regular 2021-22 e o NHL Draft de 2022. 

    Em sua sexta edição desde 2003, o Heritage Classic será sediado pelo Toronto Maple Leafs na cidade de Hamilton, Ontário, e virá com uma pequena novidade. Como especulado, o evento que anteriormente era disputado exclusivamente por equipes canadenses, neste ano receberá o seu primeiro time dos EUA, o Buffalo Sabres. Assim, nomeado oficialmente 2022 Tim Hortons NHL Heritage Classic, o evento acontece no dia 13 de março do próximo ano, no estádio Tim Hortons Field.

    O Heritage Classic faz parte dos eventos outdoor promovidos pela NHL, em que times disputam jogos ao ar livre. Essa será a primeira edição desde 2019, quando o Winnipeg Jets venceu por 2 a 0 a partida contra o Calgary Flames

    Outro evento anunciado pela NHL e, desta vez, voltando ao seu formato original, foi o NHL Draft de 2022. A liga anunciou que a cidade de Montreal receberá o evento, como aconteceria originalmente em 2020. Isso porque, devido à pandemia, as edições de 2020 e 2021 aconteceram de maneira remota. 

    O evento acontecerá no Bell Centre, casa do Montreal Canadiens, nos dias 7 e 8 de julho de 2022. Será a primeira vez que os Habs sediarão o evento desde 2009, e a 27º vez na história. Como de costume, o primeiro dia terá cobertura televisiva e acontecerá somente o primeiro round, já as rodadas restantes acontecerão no decorrer do dia 8.

    Foto: Reprodução / cbc.ca

  • Danbury Trashers, o time que tinha ligação com a máfia

    Danbury Trashers, o time que tinha ligação com a máfia

    Recentemente a Netflix lançou mais um episódio da série de documentários “Untold”. Nomeado como “Crimes e Infrações”, o novo episódio conta a história da criação, ascensão e queda do Danbury Trashers, da United Hockey League (UHL). O time nasceu inesperadamente em 2004 e deu o que falar durante as suas duas temporadas na liga. 

    Conhecido pela péssima fama de brigões no gelo, os Trashers duas boas temporadas, até chegando perto de conquistar a Colonial Cup. No entanto, por assuntos externos ao esporte, o time viu seu fim precoce e é lembrado até hoje na cidade de Danbury, em Connecticut, EUA. 

    Sinopse 

    Imagine que você tem 17 anos de idade, nem terminou o ensino médio ainda e seu pai lhe dá um time de hockey de presente. Parece mentira, mas foi isso que aconteceu com A.J. Galante, o GM do Danbury Trashers. Quando a sua carreira como jogador de hockey terminou abruptamente, A.J. achou que nunca mais se envolveria com o esporte. Isso até seu pai, James Galante, um grande empresário do setor de eliminação de resíduos, decidir mudar o destino. Ao ver seu filho longe do sonho, James decidiu criar o próprio time e dá-lo de presente para A.J. gerenciar. 

    A partir de então, a família Galante, que já era referência na cidade devido à frota de caminhões e estilo extravagante, também seria conhecida por ser dona de um time. Entretanto, esse não era o único motivo pelo qual as pessoas conheciam James Galante. O empresário, que já tinha sido preso anteriormente, tinha envolvimento com a máfia e vinha sendo investigado pelo FBI. 

    Enquanto as autoridades norte-americanas tinham um grande esquema de investigação, James e A.J. iniciavam a criação de seu time com tudo que tinham direito. Desde o nome, até o estilo da equipe, A.J. só tinha um objetivo: fazer o Danbury Trashers receber a fama de os bad boys do hockey. Para isso ele precisava de algumas coisas, entre elas, jogadores que não tivessem nenhum escrúpulo quanto a brigarem no gelo e aceitarem propinas. Assim teve início a trajetória de brigas, suspensões e vitórias da equipe, que durou somente duas temporadas.

    Pontos fortes

    • O documentário apresenta bem todos os lados da história, tanto do time, quanto da própria UHL e das autoridades norte-americanas;
    • Apesar da pouca idade, A.J. Galante mostrava dedicação tanto em aprender a gerenciar um time quanto em desenvolver o time dentro e fora do gelo.
    • Grandes nomes do esporte fizeram parte da história da equipe, como Brent Gretzky, filho de Wayne Gretzky, que foi a primeira contratação dos Trashers.
    • Outro grande nome do hockey que fez parte da breve história foi o jogador Michael Rupp, que jogou no time por uma temporada durante o lock-out da NHL. O center, que já tinha ganhado uma Stanley Cup na época, concedeu uma breve participação no documentário;
    • Apesar da história e do estilo duvidoso, o time trouxe grande notoriedade para o esporte, para a liga e para a cidade de Danbury;
    • O documentário traz não somente entrevistas com todos os envolvidos, como entrevistas com os fãs e imagens reais do que acontecia tanto nos jogos quanto nos bastidores.
    A primeira formação do Danbury Trashers (Foto: Reprodução / danburyhattricks.com)
    A primeira formação do Danbury Trashers (Foto: Reprodução / danburyhattricks.com)

    Veredito 

    Inicialmente você acha que vai ser só mais um documentário sobre um empresário rico que não mede esforços para continuar rico. Porém, no decorrer do episódio vemos que é muito mais que isso, A.J. realmente se esforçou em fazer o time funcionar. Obviamente pelos caminhos errados e bem deturpados, já que os valores que ele seguia eram os mesmos de seu pai. Assim como os jogadores e o restante da equipe por trás dos Trashers, um ponto que incomoda bastante.

    Contudo, o que mais me chamou atenção no documentário foi ver como as pessoas se deixaram levar pelo sucesso e dinheiro. Incluindo o então comissário da UHL, Richard Brosal, que inicialmente não gostava de como o time lidava com as coisas. Porém com o tempo, foi vencido pelo cansaço e se rendeu ao charme dos Galantes. Outro ponto que me chamou muito a atenção foi a torcida fiel de Danbury, eles chegaram como quem não quer nada e nem sabiam o que estavam fazendo ali na arena. Muitos nem entendiam o esporte, o que durou muito pouco já que logo foram conquistados pelo estilo agressivo do time. Posteriormente a torcida acabou com a mesma fama ao adotar o mesmo estilo. 

    Confesso, a maneira como o time lidava com tudo me incomodou, mas principalmente a liga ser tão permissiva com tudo. Apesar de terem ocorrido suspensões das mais diversas, desde os jogadores até a equipe técnica do time, a UHL poderia ter tido um pulso mais firme em relação a tudo que acontecia dentro e fora do gelo. Ali vemos uma postura  já conhecida pelo fã do esporte nas mais diversas ligas, onde o dinheiro que manda e nada é penalizado da maneira correta. Por fim, para quem quer saber um pouco mais da história vale muito a pena assistir o episódio que é bem rápido com pouco mais de uma hora de duração. 

    Avaliação

    Notas calculadas numa escala de 0 a 5.

    Hockeynômetro: 5,0

    Estrelas: 4,5

  • Columbus demite treinador assistente Sylvain Lefebvre

    Columbus demite treinador assistente Sylvain Lefebvre

    O Columbus Blue Jackets anunciou nesta segunda-feira (13) a demissão do então treinador assistente, Sylvain Lefebvre, depois dele se recusar a seguir os protocolos de COVID-19 da NHL e optar por não ser vacinado. A menos de duas semanas para o começo do training camp, Steve McCarthy assume o posto. 

    O General Manager dos Blue Jackets, Jarmo Kekäläinen, falou ao The Athletic que tomou a decisão foi tomada pois o time precisa de um treinador presente, no entanto, “se você não está vacinado, é proibido chegar a 12 pés (aproximadamente 3,6 metros) de distância dos jogadores”. Diferentemente da equipe técnica, os jogadores não são obrigados a se vacinar mas sofrerão descontos na folha de pagamento caso não possam jogar em determinadas partidas devido a leis locais de segurança sanitária. 

    O novo treinador assistente, Steve McCarthy, esteve ocupando o mesmo posto nas últimas 5 temporadas para o do afiliado de Columbus na AHL, o Cleveland Monsters. McCarty jogou profissionalmente por 16 temporadas, e passou pelo Vancouver Canucks, Chicago Blackhawks e Atlanta Thrashers (agora Winnipeg Jets). 

    O atual treinador principal do Columbus, Brad Larsen, jogou com McCarthy em Atlanta. Larsen compartilhou em nota oficial que “Steve fez um ótimo trabalho com nossa jovem defesa em Cleveland nos últimos cinco anos e está pronto para essa oportunidade”.

    Foto: Reprodução/1st Ohio Battery

  • Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    A PHF (ex-NWHL) anunciou nesta sexta-feira (10) quais protocolos de saúde irá adotar na próxima temporada. Os protocolos fazem parte do combate à pandemia de COVID-19 e vêm sendo adotados por ligas dos mais diversos esportes. Esta é a forma que encontraram para evitar um novo cancelamento ou adiamento de suas temporadas durante a pandemia.

    Como principal requisito para a participação da temporada está a vacinação total, assim como o uso de máscaras em ambientes internos e externos quando o distanciamento social não é possível. No entanto, não é necessário o uso da máscara em atividades no gelo e nem em momentos de atividade de alta intensidade, como treinamentos. Será necessário também testes PCR semanais durante toda a temporada, incluindo a pré-temporada e playoffs. Assim como a verificação de temperatura antes de participar das atividades e pesquisas diárias de saúde. 

    Todos os requisitos devem ser seguidos pelas jogadoras e técnicos do time, funcionários de período integral ou parcial, parceiros de pista e voluntários que estejam em contato constante com as jogadoras ou empregados. Devido ao protocolo, todas as atletas receberam com antecedência uma notificação sobre os protocolos, e tiveram até o dia 10 de setembro para informarem se desejariam ou não participar da temporada. Entretanto, quem optar por não participar devido ao protocolo não irá receber o pagamento. 

    A única exceção para o requisito da vacinação será a jogadora que não pode se vacinar por motivos religiosos ou de saúde. A liga irá avaliar estes casos específicos separadamente. Contudo, os mesmos terão como requisito a realização de três PCRs por semana. A PHF também desencoraja qualquer celebração em grupo, salvo high five quando as jogadoras estiverem utilizando luvas de hockey. Da mesma forma, é desaconselhável qualquer tipo de contato com o público, incluindo filas de autógrafos e participação dos jogadores juniores.

    Todas as medidas detalhadas se encontram no site oficial (em inglês) aqui. A sétima temporada da PHF começa no dia 6 de novembro, e mais informações deverão sair no decorrer das próximas semanas. 

    Foto: Reprodução / newsconcerns.com

  • O Acordo: Uma porta de entrada para o hockey

    O Acordo: Uma porta de entrada para o hockey

    Não existe um fã de romance que não tenha ouvido falar de “O Acordo”. Ou, se não conhece o livro, já viu algum TikTok sobre Off-Campus ou até mesmo algum vídeo fanmade no Twitter. O fato é: essa série atraiu muita gente para acompanhar hockey, especialmente aqui no Brasil. Venha conferir com a gente a resenha do primeiro livro do Clube do Livro NHeLas (#LeiaComNHeLas)

    Sinopse oficial: Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto. Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.

    Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo a que tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garrett precisem repensar os termos de seu acordo.

    Classificação: +18

    O fenômeno Garrett Graham 

    Os livros não são lançamentos. “O Acordo” chegou ao Brasil em 2016 e, de lá para cá, trouxe ainda mais torcedores para o esporte. Mas o que faz dessa série tão especial? Primeiramente, podemos apontar a narrativa envolvente. O cenário universitário leva o leitor para dentro da Briar University, transitando em prédios, salas de aulas, dormitórios e arenas de hockey. Em segundo lugar, temos dois protagonistas narradores que te envolvem desde o primeiro capítulo. 

    Hannah Wells é estudante de música e, como muitas garotas, começa a se interessar por um colega de turma. O problema é: não é qualquer colega de turma. Ele é Justin Kohl, estrela do time de futebol americano. E Hannah não faz ideia de como conversar com o garoto. Porém, não é típico de Hannah se interessar por alguém. Ela já teve outros relacionamentos, mas um trauma que passou na adolescência a fez questionar todos os seus interesses românticos. 

    Garrett Graham é a estrela do time de hockey. É seu primeiro ano como capitão e tudo que ele quer é conquistar o campeonato. Entretanto, justo na sua vez de cursar Ética Filosófica, a universidade troca os professores. Enquanto o antigo professor dava notas para os alunos atletas, a professora atual parecia cobrar o triplo. Garrett tirou uma nota baixa na prova e, se não recuperar, ficará de fora do seu campeonato. Ele só vê uma solução para seu dilema: convencer Hannah Wells a te dar aulas particulares.

    O relacionamento dos dois cresce de forma natural. É palpável a cumplicidade que eles criam um com o outro. A dinâmica dos dois personagens é, sem dúvidas, o ponto alto do livro. Um relacionamento saudável que raramente vemos em outros livros de romance e, talvez, o que faz “O Acordo” ser considerado o melhor livro da série pelos fãs.

    Hockey: plano de fundo?

    Mas e o hockey? Nós temos o dilema de Garrett com o time, alguns poucos jogos e o background do protagonista com seu pai ex-estrela da NHL. A autora, Elle Kennedy, fez algumas mudanças de licença poética quando se trata do esporte. A maior delas talvez seja a questão do Draft. Na realidade, jogadores universitários não podem assinar contratos profissionais enquanto alunos atletas, mesmo se forem draftados antes de entrarem na faculdade. Muitos, inclusive, desistem da graduação para irem para a NHL, enquanto outros optam por adiar seu contrato em um ou dois anos. Raros casos de atletas que concluíram os estudos antes de ir para a liga. 

    Entretanto, é inegável como que esta série influenciou no público do esporte. Em quatro anos, o número de fãs do esporte nas redes sociais triplicou. Quando perguntamos de onde as pessoas conhecem o hockey, para boa parte a resposta é Off-Campus. Em todas as redes sociais os fãs divulgam os livros, discutem quais jogadores poderiam ser os protagonistas e se interessam em conhecer cada vez mais a NHL. 

    Garrett Graham provocou um fenômeno midiático imprevisível e curioso. Você pode não gostar de romance, ter opiniões diversas sobre a história e até mesmo cobrar um pouco mais de hockey no enredo. Porém, Off-Campus se tornou uma porta de entrada que parece que não vai se fechar tão cedo. 

    Onde Encontrar

    O Acordo” e toda a série Off-Campus (Amores Imperfeitos), além do spin-off Briar U foram publicados no Brasil pela Editora Paralela. Também é possível encontrar o primeiro livro da série em inglês (“The Deal”) de graça na Amazon

    Nota

    As notas foram somadas e esta é a média da avaliação da equipe.

    Hockeynômetro: 2,5

    Estrelas: 4,5

    Confira também a playlist do iPod da Hannah que elaboramos em conjunto com as integrantes do nosso Clube:

    A leitura do próximo mês já foi definida: Pucked, da Helena Hunting. Confira nas nossas redes sociais todas as informações e venha ler com a gente! 

  • Os uniformes para o NHL Winter Classic de 2022 estão aqui

    Os uniformes para o NHL Winter Classic de 2022 estão aqui

    Na manhã do último sábado (04), o Minnesota Wild divulgou a camisa que a equipe usará durante o NHL Winter Classic de 2022, que acontecerá em 1º de janeiro de 2022, no Target Field, casa do Minnesota Twins (MLB), em Minneapolis. Menos de uma semana depois, o adversário da equipe no evento, St. Louis Blues, também pôs fim ao suspense e divulgou os uniformes completos para o dia de Ano Novo. É apenas a segunda vez que tanto os Blues quanto o Wild disputam uma partida outdoor.

    Ambos os times haviam publicado “espiadinhas” em suas redes sociais, mantendo os seguidores atentos à novidade por alguns dias antes dos anúncios oficiais. Com essa divulgação, também conhecemos pela primeira vez o logo oficial do NHL Winter Classic de 2022. Será o primeiro jogo ao ar livre da NHL aberto ao público desde a pausa na temporada 2019-20 por conta da pandemia, e a partida é válida pela temporada regular para as duas equipes.

    State of Hockey

    Segundo o anúncio oficial do Minnesota Wild, a camisa foi “desenhada para celebrar o rico pedigree de hockey do estado (de Minnesota), a rivalidade entre as Twin Cities, e seu legado como o Estado do Hockey”. No design encontramos elementos inspirados nas equipes de Minneapolis e St. Paul das décadas de 1920, 30 e 40, como as listras na base da camisa e a escolha da fonte. “Com o jogo acontecendo na casa do Minnesota Twins, nós certamente canalizamos o espírito de Minnie e Paul para nosso suéter do Winter Classic”, disse o consultor sênior de marca do Minnesota Wild, John Maher.

    As duas estrelas no centro representam a constelação de Gêmeos, em referência às “cidades-gêmeas” de St. Paul e Minneapolis. No meio, a silhueta do estado de Minnesota simboliza a união das cidades para representar a capital do estado. Esta ideia é reforçada pelos nomes (MPLS. e ST. PAUL) arqueados em torno do desenho principal, enfatizando como as cidades convergem em torno do esporte local e seus times.

    Respectivamente: uniforme do St. Paul Saints (1925-1963); foto do elenco do Minneapolis Millers (1915-1963) (reprodução/Vintage Minnesota Hockey)

    O foco no “Estado do Hockey” é evidenciado pela falta de uma referência direta ao Minnesota Wild por meio de logos ou mesmo o nome da equipe. O design manteve a paleta tradicional de verde escuro e vermelho do Wild, e o “branco vintage” que vemos nas listras e escritos reflete as origens do hockey nos lagos congelados. Já os cotovelos reforçados representam as “longas horas de desgaste no amado equipamento de hockey”.

    (Foto: Twitter @mnwild)

    Não é a primeira vez no Winter Classic em que um time quebra a expectativa de reproduzir um único uniforme do passado e, no lugar, cria algo completamente novo com elementos que evocam nostalgia e um ar de “velhos tempos”. Em 2020, tanto o Dallas Stars quanto o Nashville Predators utilizaram dessa estratégia de “fauxback” (throwback “falso”) para criar seus uniformes no Winter Classic daquele ano. É uma tendência que devemos ver cada vez mais, principalmente entre equipes sem um longo histórico de uniformes diferentes ou que se juntaram recentemente à liga.

    Back to Basics

    Apenas alguns dias depois de conhecermos o look do Wild para o evento, o St. Louis Blues revelou que também divulgaria a nova camisa em breve. Na noite de sexta (10), a equipe publicou um vídeo apresentando o uniforme, e confirmando algumas suspeitas vazadas mais cedo naquele dia. Enquanto seu adversário ao norte combinou diferentes elementos em uma nova camisa, St. Louis decidiu se inspirar em sua primeira camisa e manter-se fiel às origens da equipe.

    Os Blues optaram por um design claro, em oposição ao verde escuro de Minnesota. A base da camisa tem cor creme, e é um reboot dos uniformes da temporada inaugural da equipe, em 1967-68. A nota musical no centro é similar ao logo original do time usado em seu primeiro ano, feita de feltro e com o traçado amarelo bordado para dar um toque mais velha-guarda. As listras azuis e amarelas nas mangas e barra da camisa também acompanham o design original, bem como as fontes que se assemelham às usadas em 1967.

    (Foto: Reprodução/sportslogos.net)

    O lançamento contou com grande participação do elenco dos Blues. O capitão Ryan O’Reilly e o atacante David Perron estrelaram o vídeo promocional, enquanto Brayden Schenn e outros jogadores compareceram a um jogo do St. Louis Cardinals (MLB) para mostrar a nova camisa ao público um pouco antes da partida de baseball começar. “Eu acho que (as camisas) parecem inacreditáveis, para ser sincero,” comentou Perron ao stlouisblues.com. “Eu sei que os fãs vão gostar muito delas. Estamos muito animados e temos sorte de participar de mais um Winter Classic, então vai ser especial”.

    “É bem legal ter cores vintage. Isso me lembra das primeiras camisas que os Blues usaram,” disse O’Reilly. “Vendo isso, eu só penso na história. Você sente o jogo, como era jogado bem antes de você e a história da cidade. As camisas são muito legais, elas ficaram ótimas. Fizeram um trabalho e tanto com elas”.

    (Foto: Twitter @StLouisBlues)

    Nota-se que não é a primeira vez que St. Louis remete aos uniformes de sua temporada de expansão na NHL. Em 2017, o time usou a versão azul do modelo no Winter Classic contra o Chicago Blackhawks, que venceram por 4-1 no Busch Stadium. Para os fãs colecionadores, agora é possível ter o set completo de camisas “retrô” atualizadas pela NHL e a Adidas. Tanto os uniformes do Minnesota Wild quanto o do St. Louis Blues já estão disponíveis para compra na loja oficial da NHL (compra internacional).

    A próxima temporada será importante para a retomada destes eventos especiais na NHL. Além do Winter Classic, ainda esperamos ver pelo menos outras duas partidas ao ar livre em 2022. A Stadium Series entre Nashville Predators e Tampa Bay Lightning está marcada para o dia 26 de fevereiro, no Nissan Stadium, em Nashville, Tennessee. Também especula-se que a liga anuncie um Heritage Classic entre Buffalo Sabres e Toronto Maple Leafs, que seria realizado em 13 de março, em Hamilton, Ontario, segundo diversas fontes.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Jessica Platt anuncia aposentadoria

    Jessica Platt anuncia aposentadoria

    Nesta sexta-feira, 10, a jogadora de hockey Jessica Platt anunciou o fim de sua carreira. A canadense fez história ao se tornar a primeira mulher trans a jogar na agora extinta Canadian Women’s Hockey League (CWHL), na qual defendia o Toronto Furies. Ela foi apenas a segunda pessoa competindo em uma liga feminina a se declarar trans, após o jogador Harrison Browne se tornar o primeiro na então National Women’s Hockey League (NWHL).

    A trajetória até a carreira profissional

    A canadense cresceu em Sarnia, na província de Ontário, uma cidade conhecida por sua equipe de major juniors, o Sarnia Stingers. A atleta cresceu assistindo a jogos dos Stingers, além de ter frequentado um colégio católico da cidade e jogado hockey por ele, inclusive tendo a oportunidade de treinar no rinque da equipe da Ontario Hockey League (OHL). 

    As questões sobre sua identidade de gênero começaram a surgir durante o ensino médio. Platt decidiu iniciar o tratamento de reposição hormonal após o fim do colegial. A canadense começou sua transição médica em 2012, e se formou na Wilfrid Laurier University em 2014. O caminho até a CWHL incluiu uma passagem pela Lambton Ladies Hockey League até ser draftada em 2016 pelo Toronto Furies, na 61ª posição. 

    Fazendo história em Toronto e a vida pós CWHL

    Platt foi draftada inicialmente como defensora em 2016 e fez quatro aparições em sua primeira temporada na CWHL. Na sua segunda temporada ela migrou de posição, se tornando atacante, e teve 27 aparições na temporada. Neste mesmo ano, em janeiro de 2018, ela fez um post em seu Instagram onde revelava que era uma mulher trans. Apenas meses depois, a canadense foi eleita uma das mulheres mais influentes de seu país.

    Platt disputou mais uma temporada pelo Toronto Furies, em 2018/2019, antes da equipe se desfazer, com o fim da CWHL. No ano seguinte ela se juntou à Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA). A trajetória da jogadora virou capítulo de um livro escrito pelo célebre jornalista Bob McKenzie, “Everyday Hockey Heroes Volume II”, com o título “Simply A Hockey Player” (simplesmente uma jogadora de hockey, em tradução livre). 

    Jessica Platt e seu caminho até o hockey profissional são um exemplo, tendo em vista que ela foi apenas a segunda pessoa trans a disputar uma liga profissional de hockey na América do Norte, depois do também canadense Harrison Browne. Sua contribuição à comunidade LGBTQIA+ ficará para sempre marcada na história do esporte. Assim, o NHeLas deseja uma excelente aposentadoria à agora ex-jogadora e também muito sucesso em seus futuros projetos.

    Foto: Reprodução/Sportsnet.ca

  • NWHL agora é Premier Hockey Federation

    NWHL agora é Premier Hockey Federation

    A National Women’s Hockey League (NWHL) lançou hoje (07) oficialmente uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo um pouco antes do início da temporada 2021-22. A Premier Hockey Federation (PHF) redefine a marca da liga com base na habilidade e talento de seus atletas, em oposição a seu gênero. Segundo o anúncio, é a primeira liga profissional feminina de esportes na América do Norte a tirar a palavra “feminino” de seu título.

    “A liga já percorreu um longo caminho desde seu início em 2015 e acreditamos que este é o momento certo e a mensagem certa à medida que fortalecemos nosso compromisso com o crescimento do jogo e a inspiração da juventude”, disse a comissária da liga Ty Tumminia à Associated Press.

    A decisão de mudar os nomes também deu à federação de seis equipes uma oportunidade de fazer uma declaração social ao remover o gênero de seu título. “Sentimos que era hora de nossos jogadores serem definidos por seu talento e habilidade”, disse Tumminia. “Não é como se fossem jogadoras fenomenais femininas. Você é simplesmente um jogador fenomenal.”

    Inspiração do nome e logo

    O nome PHF foi inspirado pelo empoderamento, igualdade de gênero e inclusão no que diz respeito às diferenças na identidade de gênero dos atletas atuais, jogadores em potencial e participantes da liga. A expansão pelos Estados Unidos, no Canadá, e o aumento de talentos internacionais também ajudaram a pavimentar o caminho para uma reformulação da marca com apelo global.

    foto: reprodução/ twitter NWHL

     “Do ponto de vista da oportunidade de jogar, é enorme”, disse a capitã do Metropolitan Riveters, Madison Packer, membro da liga desde a primeira temporada. “Eu entendo e agradeço não ter que nos definir mais como atletas femininas. Agora estamos definindo jogadores com base na habilidade e no que eles trazem para o jogo. Trata-se de reconhecer que, independentemente do gênero, os atletas são talentosos”.

    Quanto à remoção do gênero do título, Packer disse que nivela o campo de jogo.

    “Respeitosamente, não sei se os homens sempre entendem, especialmente para mim, porque encontro muito isso”, disse Packer. “Jogamos com o disco do mesmo tamanho, no rinque do mesmo tamanho, com as mesmas redes. … Então, para remover essa etiqueta, não apenas removê-la, mas apagar o ‘W’ no logotipo, eu acho que é fortalecedor.”

    “Esta estratégia de reformulação da marca fala muito sobre o que as mulheres nos esportes e as mulheres, em geral, estão tentando fazer”, disse a atacante do segundo ano do Boston Pride Sammy Davis, a primeira escolha geral no Draft 2020 da NWHL. “Estamos tentando ser vistas por mais do que apenas mulheres. É importante ser pioneiro, ser o primeiro. Estabeleça a base e mostre às pessoas que não há problema em ser diferente e que não há problema em querer mudanças”.

    A temporada de 2021 foi recorde, apesar dos desafios de uma pandemia COVID-19. A visibilidade da liga atingiu novos patamares por meio de audiência digital, engajamento social e uma parceria de transmissão histórica que viu a Isobel Cup ser levantada pela primeira vez em rede nacional na televisão americana. Os acordos de patrocínio marcantes, mais parceiros corporativos do que nunca e um maior compromisso da propriedade privada ajudaram a dobrar o teto salarial para 300 mil dólares por equipe em 2021-22, que representa o valor mais alto da história da liga.

     “Estamos entusiasmados para aproveitar todo o nosso impulso do ano passado, e embarcar nesta nova era com nossos atletas, equipes, parceiros e fãs”, acrescentou Tumminia. “Sem rótulos, sem limites.”

    A temporada da PHF começa no sábado, 6 de novembro de 2021, com todas as seis equipes em ação. Nas próximas semanas, a liga revelará novos componentes digitais da PHF. Isso incluirá endereços de sites e identificadores de mídia social, juntamente com uma linha empolgante de novos produtos.

    Foto: Reprodução/Twitter @NWHL