Etiqueta: COVID-19

  • NWHL suspende o restante da temporada 2021

    NWHL suspende o restante da temporada 2021

    Devido aos novos testes positivo para COVID-19 no dia de hoje (03) entre as quatro equipes semifinalistas da Isobel Cup, a NWHL junto com a Autoridade Olímpica de Desenvolvimento Regional (ORDA) resolveram suspender o restante da temporada 2021.

    Pensando na segurança das jogadoras, comissão técnica e os funcionários que atuam na temporada, suspender o campeonato foi a melhor opção para garantir a segurança de todos.

    Notícia dada pela NWHL

    Esta atitude já era esperada, pois no fim de janeiro tivemos a desistência do Metropolitan Riveters por conta de testes positivos de COVID-19 em diversos membros da organização do time.

    Posteriormente, no dia 1º de fevereiro, a NHWL anunciou via nota oficial a desistência do Connecticut Whale. O time não jogou a partida prevista contra o Minnesota Whitecaps na noite anterior, retirando-se do restante do torneio e da temporada 2021.

    Dessa maneira, com a crescente de casos, a decisão de interromper o campeonato, não pareceu absurda ou exagerada.

    Para relembrar, os jogos das semifinais aconteceriam amanhã, 04 de fevereiro. Uma partida seria entre o líder do campeonato e estreante Toronto Six e o Buffalo Beauts. Este ficou com a quarta colocação depois de perder o terceiro jogo da série melhor-de-três para o Boston Pride, por 71.

    https://twitter.com/Sportsnet/status/1356460641788256257/photo/1

    Já o embalado Boston Pride iria enfrentar o Minnesota Whitecaps, atual campeão da Isobel Cup (disputada em 2019).

    O Toronto Six, mesmo estreante na liga, já era o grande favorito a levar a Isobel Cup. No começo da temporada, demorou um pouco para embalar, mas depois pegou o ritmo e não perdia há quatro partidas.

    Do outro lado, a briga seria boa entre as últimas finalistas da Isobel, com tanta tradição e vontade de levar o campeonato de ambos os lados.

    Agora é preciso esperar que todos possam se recuperar deste vírus. Torcemos para que a próxima temporada seja jogada até o fim, para enfim vermos mais um time entrar para a história como campeão da Isobel Cup.

    Foto: Reprodução/nwhl.zone

  • Metropolitan Riveters anuncia saída da Isobel Cup 2021

    Metropolitan Riveters anuncia saída da Isobel Cup 2021

    Seguindo os protocolos médicos da NWHL o Metropolitan Riveters anunciou hoje, dia 28 de janeiro, que precisou se retirar oficialmente da Isobel Cup 2021 e da temporada regular da NWHL. A competição acontece até 5 de fevereiro em esquema de bolha em Lake Placid – Nova Iorque. A decisão foi tomada depois que diversos membros da organização testaram positivo para Covid-19. 

    Ivo Mocek, treinador do time, disse no comunicado oficial que “o time está de coração partido por não ter a chance de competir pela Isobel Cup, mas estamos alinhados com a Liga em priorizar o bem estar de todas as jogadoras e da equipe. ” Ademais, ele complementou reiterando que a equipe estará de volta para a próxima temporada.

    Já Madison Packer, capitã do time, utilizou sua conta pessoal no twitter para dizer que as Riveters voltarão ao gelo. 

    Já a NWHL reforçou que a prioridade segue sendo a saúde das jogadoras, dos treinadores, oficiais e da equipe. A liga confirmou que a competição seguirá com os outros cinco times. Dessa forma, os jogos que aconteceriam no dia 28 de janeiro foram adiados, e serão retomados sábado, dia 30, com a programação atualizada.

    Você pode assistir aos jogos das outras cinco equipes no canal da Twitch da NWHL

  • NHL de volta dia 13 de janeiro e realinhamento das divisões ainda podem sofrer alterações

    NHL de volta dia 13 de janeiro e realinhamento das divisões ainda podem sofrer alterações

    Training camps a partir do primeiro dia do ano, NHL de volta no dia 13 de janeiro para a temporada 2020-21 e uma agenda de 56 jogos. São essas as ideias que a Liga está trabalhando para confirmar oficialmente nos próximos dias. Mas, com o aumento dos casos de COVID-19 na América do Norte, algumas coisas ainda podem sofrer alterações. Além disso, o realinhamento das divisões parece não estar totalmente definido. 

    O realinhamento das divisões

    Sabemos que uma divisão canadense é certa. Devido ao vigente fechamento das fronteiras do país e uma quarentena obrigatória de 14 dias em funcionamento, não há nenhuma possibilidade dos atletas viajarem entre os dois países para cumprirem agenda. Assim, as outras três divisões, em um total de quatro, estão sendo pensadas geograficamente para uma melhor logística das partidas. Contudo, o conselho executivo da NHL se reuniu no final da semana passada para votar, e tudo indica que solicitaram modificações. 

    Até o momento, os nome oficiais das divisões ainda não foram divulgados e os nomes utilizados aqui foram escolhidos para melhor entendimento do texto. As informações que possuímos são das seguintes divisões:

    • Oeste: Boston Bruins, Buffalo Sabres, New Jersey Devils, New York Islanders, New York Rangers, Philadelphia Flyers, Pittsburgh Penguins e Washington Capitals;
    • Central: Carolina Hurricanes, Columbus Blue Jackets, Detroit Red Wings, Chicago Blackhawks, Florida Panthers, Minnesota Wild, Nashville Predators e Tampa Bay Lightning;
    • Leste: Anaheim Ducks, Arizona Coyotes, Colorado Avalanche, Dallas Stars, Los Angeles Kings, San Jose Sharks, St. Louis Blues e Vegas Golden Knights;
    • Canadense: Vancouver Cnaucks, Edmonton Oilers, Toronto Maple Leafs, Montreal Canadiens, Calgary Flames, Winnipeg Jets e Ottawa Senators.

    Entretanto, nem todos gostaram dessa definição. A nova ordem está causando polêmica, especialmente com as divisões Central e Oeste. Isso porque ambas integram 7 times não qualificados para os últimos playoffs, o que coloca a divisão Leste como a mais forte da temporada.

    Ainda, apesar do ganhador da taça de 2020 fazer parte da Central, a competitividade da Liga depende do desempenho positivo entre os times na divisão. Por isso, o realinhamento e novas sugestões para esse retorno devem continuar em discussão. 

    Mas o que aconteceu com os problemas financeiros?

    A Liga afirma que descartou os problemas financeiros colocados em pauta anteriormente. A NHLPA não se interessou em realizar nenhuma nova negociação, tendo em vista que o último acordo do CBA foi assinado em junho. Por sua vez, a NHL optou por colocar a próxima temporada como prioridade acima dos impasses financeiros, até segunda ordem pelo menos. 

    Junto a isto, outras questões ainda precisam se definir antes do dia 13. Protocolos de segurança, o tamanho da escalação dos times, uma agenda flexível que prevê adiamento de jogos em caso de suspeita de infecção e dias extras de treinamento para os times não qualificados são alguns dos exemplos. O prato está cheio para a NHL e NHLPA nos próximos dias. Porém os fãs do esporte podem respirar aliviados: a Liga e a União dos jogadores estão fazendo de tudo para termos hockey de volta em algumas semanas.


    Mal podemos esperar para desmarcar ligações no zoom e apertar o botão “soneca” de manhã para assistirmos a 7 períodos de overtime mais uma vez.

  • Retorno da NHL e acordos financeiros entre liga e NHLPA seguem indefinidos

    Retorno da NHL e acordos financeiros entre liga e NHLPA seguem indefinidos

    1º de janeiro está cada vez mais perto, mas o retorno da NHL para a temporada 2020-21 parece cada vez mais distante. No meio de discussões sobre jogos externos, protocolos de segurança, uma nova divisão canadense e uma segunda onda de COVID-19 chegando com força nos Estados Unidos e Canadá, donos de times da liga enviaram novamente um novo pedido de adiamento do salário dos jogadores, meses depois do último acordo do tipo aprovado. 

    Em junho de 2020 a NHL e a NHLPA assinaram uma extensão do CBA (Collective Bargaining Agreement, o acordo coletivo da liga) chamada de Memorando de entendimento, ou MOU. Neste documento, ambas as partes acordaram um novo adiamento de parte do salário dos jogadores diante dos acontecimentos do ano. A união dos atletas alegou compreender o momento de incertezas e a situação que os donos dos times estão enfrentando, com a proibição de venda de ingressos e todo o restante que ocorreu devido à pandemia. 

    No entanto, daquele mês até o início de dezembro deste ano muita coisa aconteceu, ou deixou de acontecer. A liga percebeu que a queda nos lucros para 2021 em diante será ainda maior do que estimava. Isso porque espera-se uma temporada mais curta e possivelmente sem venda de ingressos, ou com acesso ao público nos jogos drasticamente reduzido.

    Assim, o conselho executivo da NHL voltou a recorrer aos jogadores mas, até o momento, as solicitações foram ignoradas ou rejeitadas. Enquanto isso, janeiro se aproxima e não temos uma decisão concreta dos próximos passos da liga. 

    O que a NHL e seus times pensam a respeito?

    Gary Bettman, comissário da NHL, afirma que não há qualquer intenção de renegociar os termos acordados alguns meses atrás. No entanto, tenta-se buscar soluções que funcionem para ambas as partes, já que o documento acordado em junho não se sustenta mais.

    Sem uma resposta ainda, o cabo de guerra entre a NHL e a NHLPA continua. Contudo, surgiram debates online de que se a situação fosse o contrário, a liga não olharia essa tentativa de negociação com bons olhos, então por que a união deveria fazê-lo? 

    Dessa forma, janeiro já está virando fevereiro em uma possível data de retorno. Mas até o momento o plano idealizado é de que o puck drop aconteça por volta do dia 15 do primeiro mês de 2021. No mais tardar 1º de fevereiro. Para que isso aconteça, é necessário que jogadores passem por quarentenas retornando para os estados dos seus times, caso venham da Europa ou saindo dos EUA e indo para o Canadá. 

    Além disso, com as fronteiras fechadas, uma divisão canadense entrou em questão para possibilitar uma logística melhor dos jogos da próxima temporada. Isso porque, apesar de mais curta, o objetivo é de uma agenda com 56 ou 52 jogos no calendário regular.

    A cereja do bolo são as discussões sobre possíveis jogos externos para possibilitar acesso dos fãs mantendo distanciamento social. Entretanto, o tema parece estar dividindo os times com diferentes leis estaduais e número de fãs que atendem as partidas, sem falar dos custos milionários para construir arenas externas. 

    Certamente, assuntos não faltam na pauta de reuniões dos executivos do esporte. E o embate financeiro não colabora para a retomada dos jogos. Vamos acompanhar de perto as próximas decisões, com os dedos cruzados para um retorno da NHL seguro.

    Foto: Reprodução/ctvnews.ca

  • A NWHL anuncia bolha como plano para a temporada 2020-21

    A NWHL anuncia bolha como plano para a temporada 2020-21

    Os fãs do hockey feminino já podem comemorar. Nesta quarta-feira (24) a NWHL anunciou um plano para a possível data e formato da sexta temporada da Liga. Utilizando o formato de bolha, a próxima temporada está programada para acontecer de forma reduzida entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro em Lake Placid, no estado de Nova York.

    Após ter cancelado a Isobel Cup em 2019-20, os esforços da Liga se voltaram para as preparações da nova temporada, já que a mesma poderia não acontecer da maneira usual devido ao COVID-19.

    Poucos dias após o cancelamento a primeira boa notícia sobre a próxima temporada: a sua primeira expansão para o Canadá ganhou nome, o Toronto Six. Em seguida a NWHL anunciou que apesar de não ter uma data definida, a sexta temporada iria começar em janeiro de 2021 para a maior segurança de todos os envolvidos. Daí em diante os times começaram a se preparar, dando continuidade às renovações e novas contratações de jogadoras selecionadas no draft 2020. 

    Novo formato e nova Comissária

    No dia 13 de outubro, a Liga anunciou um novo formato de gerenciamento mais parecido com o formato utilizado na NHL e demais Ligas. Desta forma, a NWHL agora possui uma “unincorporated association” em tradução livre, uma associação não corporativa. Esse modelo de associação não existe no Brasil. No entanto segundo a lei norte-americana é quando um grupo de pessoas se reúne para um propósito em comum criando um vínculo legal entre si. No caso das Ligas eles chamam de Conselho de Governadores e tem um representante de cada equipe. Esse novo formato visa não somente o crescimento da Liga, mas a transparência das decisões tomadas pela Comissária. Com o Conselho, que agora passa a supervisionar o gerenciamento da NWHL, espera-se o alinhamento de interesses, assim como acontece nas demais Ligas. 

    Com o novo formato a Liga implementou outra mudança, a então Comissária e fundadora da NWHL, Dani Rylan, deixou o cargo para atuar como Presidente do Grupo Original. Em seu novo cargo ela procura proprietários individuais para comprar as franquias ainda pertencentes à Liga (Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Minnesota Whitecaps e Metropolitan Riveters). Os times Toronto Six e Boston Pride já possuem donos independentes. 

    Em seu comunicado a Liga também anunciou a ex-presidente do Toronto Six, Tyler Tumminia, como nova Comissária Interina. Apesar de ainda não ser possível ver seus esforços na Liga Feminina de Hockey, Tumminia tem em seu currículo grandes feitos como executiva no esporte. Ela atuou como vice-presidente sênior do Grupo Goldklang, onde era responsável pela operação de cinco times de beisebol da liga secundária. 

    Temporada 2020-21

    Para a próxima temporada a Liga se inspirou na WNBA (Women’s National Basketball Association) e na NSWL (National Women’s Soccer League). Ambas as Ligas tiveram temporadas bem sucedidas, além do aumento nas transmissões e venda de produtos. Visando o mesmo objetivo a NWHL optou não somente pela redução de jogos, como também pelo formato bolha e sem público. 

    Em seu anúncio com o plano a Liga informou que os jogos acontecerão entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro e serão sediados em Lake Placid, Nova York. O lugar ficou conhecido por ter sediado as Olimpíadas de 1980. A arena Herb Brooks, onde os jogos serão realizados leva o nome do técnico conhecido por levar a famosa seleção americana de hockey a conquistar o ouro nas Olimpíadas de 1980 após o jogo contra a URSS, que ficou conhecido como Milagre no Gelo

    Neste formato os seis times viajarão separadamente nos dias 21 e 22 de janeiro e os jogos se iniciarão no dia 23 de janeiro. Cada equipe jogará cinco partidas, uma para cada oponente. Em seguida haverá uma rodada de playoffs, determinando assim os quatro times que seguem para as semifinais da Isobel Cup. 

    Nas semifinais será disputada apenas uma partida cada, com o time melhor colocado jogando contra o time em quarto lugar. Já o segundo lugar jogará contra o terceiro e os vencedores vão para a final. A final do campeonato será disputada no último dia de bolha, 5 de fevereiro.

    Com os protocolos ainda a serem definidos, os testes de COVID-19 fornecidos pelo laboratório de patologia de Yale serão feitos de forma regular. A Liga também informou que apesar da temporada reduzida as jogadoras serão pagas de forma integral. A programação completa, informações sobre transmissões e demais detalhes serão divulgados nas semanas anteriores ao início da temporada.

    O plano para a temporada foi realizado em conjunto com a New York State Olympic Regional Development Authority (ORDA). No entanto para que o plano entre em vigor é necessário que a NWHL, a ORDA e o Estado de Nova Iorque entrem em acordo em relação ao plano. O mesmo necessita ser aprovado pela autoridades de saúde regionais e estaduais. 

    Foto: Reprodução/lakeplacid.com

  • Nos bastidores da bolha

    Nos bastidores da bolha

    Costuma-se dizer, mesmo que de brincadeira, que onde menos se espera “sempre tem um brasileiro.” Sorte a nossa quando este brasileiro em questão também é fã de hockey e nos permite espiar por trás da cortina e acompanhar de perto os bastidores da NHL.

    Jefferson Mizuno, 35, é natural de São Paulo, mas hoje mora em Toronto, no Canadá. Ele integrou uma das equipes mais cruciais para o funcionamento da bolha da Conferência Leste da NHL durante os Playoffs da Stanley Cup, e contou um pouco de sua experiência trabalhando lá.

    Se você nos acompanhou durante os últimos meses no Instagram, deve ter visto alguns dos registros feitos por este “insider” nas primeiras duas rodadas da pós-temporada. (Caso contrário, aproveite para nos seguir agora mesmo e não perder mais nenhum conteúdo exclusivo!)

    Jefferson chegou no Canadá há alguns meses, no meio da pandemia. “Eu consegui entrar porque tenho o documento de residência. Quando cheguei aqui, comecei a trabalhar em construção, aquelas coisas” ele contou. Mas logo um anúncio de vaga para cleaner na Scotiabank Arena chamou sua atenção no WhatsApp. “Achei estranho, porque ia começar a Stanley Cup lá. Eu apliquei e foi muito fácil, eles me ligaram e eu já comecei a trabalhar.”

    A princípio, Jeff não imaginava que trabalharia no centro da operação montada pela NHL para o trazer o hockey de volta após a pausa que encerrou a temporada regular. “Eu não sabia que ia trabalhar lá no meio mesmo, no coração da coisa,” ele relembrou a surpresa ao descobrir que ia ver de perto o esporte e o time que tanto gostava.

    “Comecei a acompanhar (hockey) desde 2015, e virei um fã dos Leafs. Eu nunca pensei que eu ia gostar de um esporte assim, ainda mais hockey que, pelo menos pra gente ali no Brasil, é uma coisa tão distante.”

    Jeff em frente ao logo do Toronto Maple Leafs (Foto cortesia de Jefferson Mizuno)

    A função em si era de limpeza. Os protocolos para o retorno da liga previam um ambiente em constante desinfecção para evitar a propagação do novo coronavírus. Isso significava, em suma, passar álcool em tudo, o tempo todo. 

    “Tinha umas coisinhas que eram desnecessárias, mas o verdadeiro serviço nosso era entrar nos bancos de reservas, no final de cada período, e dar uma geral lá. Ali sim eu acho que era importante — porque o pessoal cospe no chão, sua — e dentro dos vestiários.”

    Quando aceitou o trabalho, Jeff não ficou tão preocupado com o risco de exposição ao vírus. Apesar de poder sair da bolha, diferentemente dos jogadores e outros funcionários dos times, por exemplo, os trabalhadores da equipe de limpeza também eram constantemente testados. “A gente já ficou sabendo que teria que fazer exame todos os dias lá, então isso já era um alívio; tinha dias que eu tinha que fazer dois turnos e cheguei a fazer três exames no mesmo dia.”, relembra.

    “Pela organização que eu vi lá dentro, aqui na bolha de Toronto, eu vi que realmente ia ser difícil acontecer alguma coisa. Mesmo a gente, que sai, volta pra casa, o resultado (do teste) saía em 40 minutos. Na hora já pegava, cortava, via as pessoas que estavam junto também.”

    Além disso, Jeff contou como funcionava a proteção da arena. “Os protocolos de segurança eram de outro planeta. Ninguém entra, era impossível. E lá dentro também ninguém podia ficar perto um do outro, aonde você ia tinha marcações, no chão, e pouquíssima gente trabalhando.”

    Jeff trabalhando na limpeza de um dos bancos antes dos jogadores retornarem. (Captura de tela de um episódio de “Inside The Bubble“/NHL)

    Todo o cuidado refletiu no sucesso da NHL em concluir a temporada 2019-20 e coroar um vencedor da Stanley Cup sem registrar nenhum caso de COVID-19 entre os jogadores participantes. No entanto, talvez por pouco este esforço não foi por água abaixo ainda nas rodadas iniciais.

    “Essa é bomba.” Uma de quantas que nunca iremos descobrir? “O motorista dos Flyers estava com COVID, só que isso aí foi abafado e ninguém falou, né? Aí fizeram o teste com todos os jogadores que estavam no ônibus, com todo mundo. E, ainda bem, não deu nada. Mas o motorista falhou no teste, no caso, aí ele teve que ir pra casa. Perdeu o job, mas que bom que não contaminou ninguém!”

    O acesso aos jogadores era mínimo durante as horas de trabalho na bolha. Os funcionários não tinham autorização para ter algum contato ou conversar, “mas a gente sempre falava um ‘oi’, ‘bom dia’, e eles respondiam na medida do possível.

    “Aliás, o Crosby é o mais gente boa,” Jeff recordou o encontro com o capitão do Pittsburgh Penguins. “Teve um jogo contra Montreal, não lembro qual foi… e ele é sempre o último a entrar no gelo e o último a sair. Eu fiquei esperando ele sair porque (pensei que aquela seria) minha única oportunidade, era o único jogo (dos Penguins) que eu ia fazer. Então ele passou e eu troquei umas duas palavrinhas com ele, e ele foi muito atencioso, mesmo estando puto porque tinha perdido o jogo.”

    Mesmo que as interações com os jogadores dentro da bolha fossem limitadas, a equipe de limpeza estava sempre por perto e ao dispor. Aonde quer que fossem e no que quer que encostassem, era preciso higienizar logo em seguida.

    “A gente era meio que babá deles nesse sentido. E os garotos são mimados, hein?”

    Para Jeff, o sentimento de trabalhar na casa do Toronto Maple Leafs, ver o time que gosta de perto era também a realização de um sonho. “Todo mundo encarava como um trabalho mesmo, ‘tem que ir lá limpar o banco; tem que fazer hora extra; , tem que limpar o vestiário dos Leafs’ — que é um saco porque é todo de carpete, então passar o aspirador lá é fogo, e é gigante o vestiário -, mas pra mim era ‘que legal, vamo lá cara!’ Porque você entrar no gelo, ver os jogadores de perto assim, eu estava num sonho, e principalmente sendo (em Toronto).”

    A emoção, no entanto, quase custou sua vaga ainda na rodada de Qualifiers.

    “Deve ter sido o Jogo 4 de Leafs e Columbus Blue Jackets. (Tanto que Toronto estava) usando o vestiário dos Raptors, porque ele não era o mandante. Quando foi pro segundo período, eu estava lá porque eu estava limpando — quando eles saem do gelo tem que limpar porque fica cheio de gelo no chão e tem que passar um pano pra não ficar molhado. Quando eles estavam voltando eu falei um ‘vamo aê, pra cima dos caras, let’s go boys!’ E o Nylander até gritou também ‘yeah, let’s fucking go!’ (Eu respondi ainda) ‘yeah, man, let’s go!’ Eu comecei a bater na parede assim, não sei o que deu (risos).

    O momento de torcedor não durou muito, mas foi o suficiente para chamar a atenção de um oficial que estava por lá. “Ele falou ‘cara, você não pode fazer isso aqui. Vai que os jogadores estão concentrados e eles perdem a concentração e tropeçam e caem… eu não quero você aqui embaixo mais.’ Chegou meu supervisor, falou comigo e eu perguntei (se já podia ir embora.) Eu pensei que tinha sido demitido.”

    Por sorte, a fama de torcedor apaixonado salvou o emprego de nosso insider.

    “Aí falaram que eu era brasileiro, (que estava) acostumado com futebol.” Além disso,  o fato de que estava fazendo o seu melhor trabalho foi decisivo para que Jeff continuasse na equipe, afinal, ele queria participar de tudo que fosse possível. 

    “Tudo o que era escala que ninguém queria fazer eu me oferecia, porque eu queria estar lá. Então eles quiseram me manter e ‘passaram um pano’, mas quase que eu dancei.”

    A motivação “extra” na volta para o período final, entretanto, parece que surtiu efeito nos jogadores de Toronto. A equipe superou um déficit de três gols, vencendo no overtime e forçando o Jogo 5 na série.

    “Aquele jogo ninguém acreditava. Eu assisti ali embaixo, do lado dos zambonis, e foi uma festa lá, parecia que tinha ganhado a Stanley Cup,” ele lembrou. Infelizmente, o resultado não ecoou na partida seguinte, que resultou na eliminação do time da casa. “Não é fácil ser o fã do Leafs não, mas quando eu escolhi eu já sabia.”

    Só podemos imaginar se o resultado seria outro caso Jeff estivesse lá no Jogo 5 para oferecer algumas palavras de incentivo ao time.

    Um dos gols utilizados em partidas (Foto cortesia de Jefferson Mizuno)

    Com Toronto já fora da competição, e sem poder vibrar e comemorar ao lado do gelo, Jeff aproveitou um momento único para demonstrar sua torcida e lealdade a seu time, mesmo que em silêncio. “Eu dei uma encarada no Marchand, que era o meu sonho! Quando eu vi ele passando, os Bruins estavam voltando (do gelo), e eles tinham ganhado o jogo. Ele passou e eu olhei pra ele e dei uma encarada (risos).”

    Apesar da rivalidade, Boston foi uma equipe que marcou positivamente sua experiência na bolha. “O time dos Bruins é sensacional. Quando eles entram no gelo, arrepia. No vestiário, a gritaria que eles arrumam lá não é brincadeira. Eles começam a bater os sticks no chão, e o pessoal no outro vestiário escuta porque eles estão ali na porta. O vestiário dos Raptors e dos Leafs estão perto um do outro, então eles intimidam mesmo.” 

    Após um jogo entre Boston e Carolina no primeiro round, não foi o barulho feito pela equipe que surpreendeu Jeff, mas sim o tamanho de um jogador em particular. “(Os jogadores dos Bruins estavam) saindo, e a gente esperando pra limpar o vestiário. Eles estavam de terno e tudo, passando pelo pessoal. E eu me distraí, olhei pro outro lado, e quando eu olho de novo eu vejo, na minha altura, só uma bunda. Quando eu olho pra cima é o Chara! Ele é gigante, é impressionante a altura do cara.”

    Foram muitos momentos marcantes e experiências únicas que Jeff passou na bolha, mas suas memórias não foram tudo que ele levou de seu tempo trabalhando lá.

    “No começo, (os registros eram) totalmente liberado, podia tirar foto, podia assistir aos jogos,” Jeff contou sobre a liberdade que tinha para postar conteúdo de dentro da bolha. “Aí depois eles proibiram, proibiu foto, vídeo, só que eu continuei clandestinamente (risos) porque foi mais forte que eu.”

    O NHeLas e seus seguidores agradecem!

    E os souvenirs não ficaram restritos ao rolo da câmera. Pucks, sticks, entre outros objetos deixados para trás pelos times agora são parte da coleção pessoal de hockey memorabilia de Jeff. 

    “Estou redecorando a minha casa (risos). Eles estavam deixando tudo lá, principalmente quando foi acabando. Ficou muita coisa pra trás e, como a gente era da limpeza, ou joga fora ou pega. Sticks eu tenho um do Weber, e por sorte achei um inteiro, porque o cara quebra tudo com aqueles slapshots dele! Achei um sobrevivente,” Ele relatou, contente.

    Durante o segundo round, todos na bolha de Toronto se preparavam para encerrar as atividades por lá. Isso porque as Finais de Conferência e Final da Stanley Cup seriam disputadas todas em Edmonton. 

    Jeff sentiu que, como estava quase no fim do período de trabalho, os responsáveis e supervisores das equipes, e a própria NHL, estavam preocupados com os funcionários que tinham cada vez mais tempo livre, já que o número de equipes e jogos era reduzido a essa altura da competição. Isso resultou numa restrição das liberdades que os trabalhadores tinham lá dentro. 

    “Como estava acabando, eles ficaram com medo do pessoal relaxar. Antes tinha oito times e depois tinha dois só, então tinha bastante tempo vago. Começaram a ficar bem no nosso pé, mas a gente fez o nosso serviço lá direitinho. O que eles bateram na tecla mesmo foi para não assistir os jogos lá em cima mais, na arquibancada, acho que porque (pegaram um funcionário dormindo lá).

    “Mas deu certo, e no final foi muito legal também! Estava todo mundo muito orgulhoso e o pessoal da NHL, o tratamento que eles davam pra gente lá era sensacional, eles reconheciam ali que a gente estava na linha de frente.” 

    A liga de fato não poupou elogios e agradecimentos a todos os trabalhadores que possibilitaram a execução destes playoffs. Na série de vídeos produzidos durante os jogos, “Inside the Bubble”, esse sentimento fica bem claro.

    Já estamos a menos de 50 dias para uma possível data de início da nova temporada, no entanto a NHL ainda não confirmou detalhes sobre seus planos para 2021. Especula-se que os times voltem a jogar em suas respectivas arenas, sem fãs, e que o calendário vise reduzir o risco de exposição ao vírus para os jogadores.

    Cogita-se também realinhar as divisões de modo a trabalhar com as restrições de viagem entre Estados Unidos e Canadá, e ainda não foi descartada a possibilidade de bolhas em diferentes cidades, em um primeiro momento. É difícil prever a evolução da pandemia nos próximos meses, e a liga espera chegar à melhor solução para realizar uma temporada em segurança. 

    Sobre suas expectativas para a próxima temporada, Jeff afirmou que não sabe o que esperar, “mas provavelmente acho que eles vão manter o mesmo protocolo.” Uma coisa é certa, se houver outra oportunidade em Toronto de trabalhar dentro da bolha, a NHL pode contar com ele.

    “Com certeza! É muito legal ver as coisas acontecendo, eu sempre gostei dos bastidores, o por trás das câmeras. Você ver como funcionam as coisas, acho que a paixão pelo esporte só aumenta.”

  • O que você lembra da NHL pré-pandemia?

    O que você lembra da NHL pré-pandemia?

    A NHL está oficialmente de volta e os Qualifiers começam neste sábado!

    Antes de se jogar no sofá para maratonar 10 horas de hockey, faça o teste para saber o quanto você lembra dessa temporada, antes do hockey entrar em pausa.

    Não deixe de compartilhar seus resultados!

  • Agenda dos Qualifiers da Stanley Cup 2020

    Agenda dos Qualifiers da Stanley Cup 2020

    A NHL se prepara para o retorno no dia 1º de agosto com os jogos do Stanley Cup Qualifiers. A rodada inicial da pós-temporada de 2020 vai contar com oito séries melhor-de-5 entre os 5º a 12º colocados de cada conferência, além de um turno todos-contra-todos entre os top-4 do Leste e do Oeste, nas respectivas hub cities (Toronto e Edmonton).

    Serão ao menos 32 partidas distribuídas entre os primeiros nove dias da competição, com até 6 jogos podendo acontecer no mesmo dia. No entanto, podemos esperar um total ainda maior, já que a probabilidade de todas as séries acabarem depois de três jogos é baixa.

    Com as equipes já instaladas nas “bolhas” no Canadá, a ansiedade cresce para a volta do melhor hockey do mundo. Desde o início da Fase 3 do retorno, protocolos estritos vêm possibilitanto uma retomada segura em meio a uma pandemia.

    Na segunda-feira (27), a NHL divulgou que nenhum dos mais de 800 jogadores envolvidos na Fase 3 havia testado positivo para COVID-19 entre os dias 18 e 25 de julho. Foram administrados 4.256 testes nesse período, e 6.874 ao todo (desde 13 de julho), dos quais apenas dois foram positivos.

    Entre 28 e 30 de julho, cada time jogará um amistoso contra outra equipe da sua hub city. Será a primeira vez que as equipes da NHL se enfrentam desde 11 de março, antes da temporada ser pausada.

    Agenda de jogos amistosos da NHL
    (Reprodução/NHL.com)

    Abaixo, você confere a agenda de jogos para a rodada qualificatória e das transmissões nos canais da ESPN Brasil. Esse post será atualizado conforme novos anúncios de horários e jogos na TV.

    Não deixe de acompanhar e interagir ao vivo no Twitter nos dias de transmissões em Português!

    (Todos os jogos estão no Horário de Brasília)

    Sábado, 01/08

    Conferência Leste

    New York Rangers v. Carolina Hurricanes, Jogo 1, 13h00
    Florida Panthers v. New York Islanders, Jogo 1, 17h00
    Montreal Canadiens v. Pittsburgh Penguins, Jogo 1, 21h00 

    Conferência Oeste

    Chicago Blackhawks v. Edmonton Oilers, Jogo 1, 16h00
    Winnipeg Jets v. Calgary Flames, Jogo 1, 23h30

    Domingo, 02/08

    Conferência Leste

    Philadelphia Flyers v. Boston Bruins, 16h00 (round-robin) | WatchESPN (em inglês)
    Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 1, 21h00

    Conferência Oeste

    Arizona Coyotes v. Nashville Predators, Jogo 1, 15h00
    St. Louis Blues v. Colorado Avalanche, 19h30 (round-robin
    Minnesota Wild v. Vancouver Canucks, Jogo 1, 23h30 | ESPN 2 (em inglês)

    Segunda, 03/08

    Conferência Leste

    New York Rangers v. Carolina Hurricanes, Jogo 2, 13h00
    Washington Capitals v. Tampa Bay Lightning, 17h00 (round-robin)
    Montreal Canadiens v. Pittsburgh Penguins, Jogo 2, 21h00 | WatchESPN (em inglês)

    Conferência Oeste

    Winnipeg Jets v. Calgary Flames, Jogo 2, 15h30
    Dallas Stars v. Vegas Golden Knights, 19h30 (round-robin
    Chicago Blackhawks v. Edmonton Oilers, Game 2, 23h30

    Terça, 04/08

    Conferência Leste

    Florida Panthers v. New York Islanders, Jogo 2, 13h00
    Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 2, 17h00 | ESPN
    Carolina Hurricanes v. New York Rangers, Jogo 3, 21h00

    Conferência Oeste

    Arizona Coyotes v. Nashville Predators, Jogo 2, 15h30
    Calgary Flames v. Winnipeg Jets, Jogo 3, 19h45
    Minnesota Wild v. Vancouver Canucks, Jogo 2, 23h45

    Quarta, 05/08

    Conferência Leste

    New York Islanders v. Florida Panthers, Jogo 3, 13h00
    Tampa Bay Lightning v. Boston Bruins, 17h00 (round-robin)
    Pittsburgh Penguins v. Montreal Canadiens, Jogo 3, 21h00

    Conferência Oeste

    Nashville Predators v. Arizona Coyotes, Jogo 3, 15h30
    Colorado Avalanche v. Dallas Stars, 19h30 (round-robin) | ESPN 2 (em inglês)
    Edmonton Oilers v. Chicago Blackhawks, Jogo 3, 23h30

    Quinta, 06/08

    Conferência Leste

    Washington Capitals v. Philadelphia Flyers, 17h00 (round-robin)
    Toronto Maple Leafs v. Columbus Blue Jackets, Jogo 3, 21h00

    Conferência Oeste

    Vancouver Canucks v. Minnesota Wild, Jogo 3, 15h30
    Vegas Golden Knights v. St. Louis Blues, 19h30 (round-robin)
    Calgary Flames v. Winnipeg Jets, Jogo 4, 23h30

    Sexta, 07/08

    Conferência Leste

    New York Islanders v. Florida Panthers, Jogo 4, 13h00
    Pittsburgh Penguins v. Montreal Canadiens, Jogo 4, 17h00 | ESPN
    Toronto Maple Leafs v. Columbus Blue Jackets, Jogo 4, 21h00

    Conferência Oeste

    Nashville Predators v. Arizona Coyotes, Jogo 4, 15h30
    Edmonton Oilers v. Chicago Blackhawks, Jogo 4, 19h45
    Vancouver Canucks v. Minnesota Wild, Jogo 4, 23h45

    Sábado, 08/08

    Conferência Leste

    Philadelphia Flyers v. Tampa Bay Lightning, 21h00 (round-robin)

    Conferência Oeste

    Vegas Golden Knights v. Colorado Avalanche, 16h00 (round-robin)

    Domingo, 09/08

    Conferência Leste

    Boston Bruins v. Washington Capitals, 13h00 (round-robin)
    Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 5, 21h00 | WatchESPN (em inglês)

    Conferência Oeste

    Dallas Stars v. St. Louis Blues, 16h00 (round-robin)

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Como foram os training camps para o retorno da NHL

    Como foram os training camps para o retorno da NHL

    No começo de julho, a NHL e a NHLPA criaram um “plano para jogar” os playoffs de 2020. Como vimos, a temporada regular se encerrou e o que teremos, em meio a pandemia de COVID-19, será a pós-temporada para concluir o calendário 2019-20. Enfim, a NHL retornará no dia 1º de agosto para a alegria de muitos fãs e torcedores. 

    Os training camps, ou Fase 3 do retorno, se encerram no dia 26 de julho, quando os times irão viajar para suas respectivas hub cities. As equipes do Oeste irão para Edmonton, enquanto as do Leste, para Toronto. 

    Iniciados no dia 13 de julho, os training camps contaram com o elenco completo das equipes, diferentemente da fase anterior, em que os jogadores treinaram em grupos reduzidos. Dessa forma, os times puderam começar a se preparar de fato para o retorno, bem como escalar as peças que vão compor os até 31 jogadores por equipe permitidos na “bolha”, uma das medidas de segurança para a competição.

    Entretanto, toda a perspectiva para a próxima temporada depende da experiência dos jogos nesses playoffs. Isso porque ainda estamos no meio de uma pandemia que só será findada com a vacina, ainda sem prazo. 

    Jogadores que optaram por não jogar

    A NHL deu uma semana para que os jogadores pudessem decidir se iriam ou não disputar a Stanley Cup na pandemia. Ao todo, foram seis jogadores que decidiram não participar: Travis Hamonic do Calgary Flames, Sven Baertschi do Vancouver Canucks, Karl Alzner do Montreal Canadiens, Mike Green do Edmonton Oilers, Roman Polak do Dallas Stars e Steven Kampfer do Boston Bruins.

    A liga estendeu o tempo para Max Domi decidir se iria jogar ou não, já que o atacante é diabético tipo 1 e mais propenso a ter complicações graves se contrair a COVID-19. 

    A decisão final foi de que Max Domi iria participar dos playoffs voluntariamente. O jogador fez o anúncio em uma entrevista em uma coletiva de imprensa no dia 21 de julho. 

    Já nessa sexta, dia 24, Brent Seabrook disse que não se juntaria ao Chicago Blackhawks em Edmonton para disputar as eliminatórias da Stanley Cup. O defensor disse ainda sentir que seu corpo não está completamente pronto para o desafio.

    Seabrook passou por três cirurgias durante a temporada regular; no ombro direito, no quadril esquerdo em janeiro e no quadril direito em fevereiro. Ele espera voltar em alto nível a partir da temporada seguinte.

    Após a terceira cirurgia, o médico da equipe disse que ele precisaria de até 6 meses para se recuperar. Mesmo assim, ele patinou com os Blackhawks em treinos voluntários da Fase 2 e também participou de todas as práticas durante o training camp

    Jogadores diagnosticados com COVID-19

    No dia 13 de julho, o site The Athletic reportou que alguns jogadores do Montreal Canadiens testaram positivo para COVID-19. Conforme estabelecido no protocolo para o Return to Play, no qual a NHL determinou que os clubes são proibidos de divulgar resultados positivos, todas as informações de teste devem ser veiculadas sem identificar as equipes e sem citar os nomes dos jogadores infectados.

    Os times também não divulgarão nenhuma informação sobre lesões nos jogadores, a fim de garantir a confidencialidade dos resultados dos testes para COVID-19.

    training camps

    Auston Matthews, do Toronto Maple Leafs, confirmou haver testado positivo. Todavia, o jogador disse que estava assintomático, se sentindo praticamente normal nas semanas do training camp. Com isso, é esperado que ele participe dos jogos normalmente.  

    Caleb Jones, do Edmonton Oilers, revelou que testou positivo para o vírus e permaneceu 14 dias em isolamento antes do começo dos training camps. Ele, assim como Matthews, afirmou ser assintomático. 

    Jogadores “inaptos” para jogar

    Muito foi especulado sobre a possibilidade de Corey Crawford não jogar os Qualifiers de 2020, na busca de sua terceira Stanley Cup com os Blackhawks. No início do training camp, o goleiro veterano foi descrito como inapto para jogar. Esse termo vem sendo usado para qualquer tipo de lesão ou contratempo que algum jogador possa ter e que o impeça de treinar. Pode variar de um osso quebrado, uma possível contaminação de COVID-19 ou simplesmente uma dificuldade em jogar após tanto tempo parado. Com a capacidade de tornar o termo vago, muitas especulações surgiram.

    Crawford perdeu duas semanas de treinos e não participou de nenhum das práticas voluntárias de Chicago que começaram em 8 de junho. Porém, no dia 24, ele apareceu listado no elenco de 31 jogadores que viajarão para Edmonton no dia 26. No sábado, 25 de julho, Corey Crawford participou do treino com a equipe. Ele afirmou que sua ausência se deu por um teste positivo para COVID-19. Já recuperado, o jogador espera participar dos jogos contra os Oilers.

    David Pastrnak e Ondrej Kase, do Boston Bruins, também foram considerados inaptos para jogar por alguns dias, já que voltaram de seu país natal na República Tcheca para os Estados Unidos. Muito se especulou que eles na verdade contraíram COVID-19. Todavia, o agente de David Pastrnak esclareceu que o jogador testou negativo para a doença, e foi necessário fazer uma quarentena por estar em contato com alguém próximo que teve o vírus.

    Apesar disso, Bruce Cassidy, técnico do Bruins, disse que é esperado que os dois jogadores viajem amanhã para os hotéis da “bolha”. Vale ressaltar que os dois jogadores participaram de apenas um treino durante essas duas semanas de treinamentos.

    Max Pacioretty, do Vegas Golden Knights, foi outro jogador considerado inapto para jogar. Ele não voltou a treinar antes do Vegas Golden Knights terminar o training camp na sexta-feira. O atacante, que liderou Vegas no placar nesta temporada, perdeu os quatro últimos treinos depois de participar dos seis primeiros. Contudo, Peter DeBoer garantiu que não era relacionado com COVID-19, mas sim um outro tipo de lesão menor.

    Sidney Crosby, a maior estrela do Pittsburgh Penguins, também foi descrito como não apto para jogar no último sábado (18). O técnico dos Penguins, Mike Sullivan, não quis comentar a situação de Crosby. Nesta sexta-feira, foi a primeira vez em que Crosby patinou com o time desde sábado.

    Nove jogadores dos Penguins foram liberados para a prática na segunda-feira após serem mantidos fora da primeira semana do training camp por exposição a um indivíduo que teve contato com alguém que testou positivo para COVID-19. Com isso, é esperado que o capitão da equipe da Pensilvânia viaje com o time amanhã.

    Os times fazem os preparativos finais antes de se encaminhar às hub cities, onde ainda terão mais alguns dias antes dos jogos começarem. Os amistosos marcados para a próxima semana serão o primeiro contato com outras equipes no gelo. Serão também o único antes da rodada qualificatória começar.

    Foto: Reprodução/Associated Press

  • NHL e NHLPA entram em acordo para retorno da temporada

    NHL e NHLPA entram em acordo para retorno da temporada

    A volta da NHL está mais próxima do que imaginamos. Ou pelo menos é isso que diz o cronograma da Liga. Com o início Fase 3 marcado para o dia 13 de julho, o retorno da temporada chega mais perto a cada dia, com os times competindo no gelo ainda no inicio de agosto.

    Após inúmeras reuniões da NHL com a NHLPA, ambas as partes entraram num acordo para uma extensão do CBA (acordo trabalhista entre liga e jogadores) e o retorno dos jogos para o dia 1º de agosto. Dessa forma, a Liga espera dar início às disputas da pós-temporada e, consequentemente, finalizar o calendário 2019-20. 

    O acordo realizado entre a NHL e a NHLPA não somente garantiu a volta da temporada mas também uma extensão de contrato entre as duas partes. O CBA foi estendido para mais quatro anos, finalizando em 2025-26. Entre algumas definições do acordo, ficou estabelecido um teto salarial praticamente estático nas próximas temporadas, bem como o retorno dos NHLers às Olimpíadas de Inverno (pendente acordo com o COI e a IIHF).

    Foram determinados também novos protocolos para as Fases 3 e 4, além do formato dos jogos e as datas para que os mesmos comecem. Com datas que ainda serão confirmadas, foi determinado que no dia 11 de agosto inicie o primeiro round dos playoffs, com o segundo iniciando no dia 25 de agosto.

    As finais de Conferência deverão acontecer no dia 8 de setembro, com a final marcada para os dias 22 de setembro ou 4 de outubro. No entanto essas datas serão confirmadas de acordo com o avanço dos jogos. 

    Casos confirmados

    Um mês após o início da Fase 2 e com mais de dois mil testes realizados, a Liga informou na última semana que ao todo foram confirmados 35 casos entre os jogadores. 23 destes foram testes realizados em participantes do protocolo da Fase 2, e 12 de jogadores que não participaram.

    Sem revelar identidades dos jogadores com teste positivo, a NHL informou que o protocolo em vigor será o mesmo para as fases seguintes. Em caso de resultado positivo para COVID-19 o jogador será colocado em isolamento por no mínimo 10 dias e será realizado um novo teste para a confirmação do mesmo.

    O jogador poderá retornar ao gelo após 72h sem nenhum sintoma ou após dois resultados negativos num intervalo de 24h. Em nenhuma das fases está autorizado revelar a identidade dos infectados, e qualquer pessoa que tiver contato com o alguém infectado deverá informar a equipe médica. 

    Assim como já foi informado anteriormente, o retorno ao gelo em qualquer uma das fases deverá ser voluntário. No entanto, o jogador deverá informar o time por escrito, até as 17h ET de segunda-feira (13), caso não queira participar ou não possa devido a alguma condição médica. O jogador que optar por não participar não será punido de qualquer forma, desde que siga o protocolo.

    Fase 3

    Com alguns protocolos determinados pela NHL, as Fases 3 e 4 são as mais aguardadas pela Liga e também as mais rigorosas. A Fase 3, os training camps para os times, está marcada para o dia 13 de julho, segunda-feira.

    A terceira fase consiste no retorno ao gelo dos 24 clubes que se classificaram para a pós-temporada, e agora os times que antes treinavam em pequenos grupos poderão treinar com todos os jogadores juntos.

    Para que os jogadores possam retornar ao gelo, foi determinado que os mesmos deverão ser testados para COVID-19 com 48h de antecedência ao retorno e a cada dois dias após isso. A mesma regra vale para os demais funcionários do time, que só após o teste poderão ter contato direto com os jogadores.

    Os times não terão limite de jogadores nos treinos, entretanto eles não podem ter mais de 30 jogadores no elenco, apesar do número de goleiros ser ilimitado. As equipes também não podem ter nenhum jogador novo na escalação, ou seja, somente os jogadores que já faziam parte do time antes da pausa pela pandemia poderão participar.

    Qualquer jogador que entrar para o time através de uma troca ou novo contrato não poderá jogar nesses playoffs com o novo time.

    Fase 4

    As 24 equipes serão divididas em duas cidades de acordo com as suas Conferências. Serão 16 equipes disputando no esquema melhor-de-5, enquanto os top-4 de cada Conferência disputam o round-robin para determinar a classificação dos playoffs.

    As cidades escolhidas foram Toronto e Edmonton, no Canadá. Ficou decidido que as 12 equipes da Conferência Leste jogarão em Toronto, enquanto as 12 equipes da Conferência Oeste jogarão em Edmonton. Para as Finais de Conferência e a Final da Stanley Cup, a cidade-sede escolhida foi Edmonton.

    Durante a quarta fase, os testes continuarão sendo realizados de 48 em 48 horas nos jogadores, funcionários dos times e funcionários das arenas que receberão os jogos. Esses testes serão feitos três vezes durante os sete dias anteriores à viagem para as hub cities. Após isso, os testes serão diários, além da verificação de temperatura.

    Diferentemente da fase anterior, agora os times estão limitados a 52 funcionários incluindo jogadores, técnicos e executivos. Serão atribuídos quartos separados para cada jogador, com os mesmos podendo circular pelas zonas seguras. No entanto, estes não podem ir aos quartos uns dos outros e deverão manter um distanciamento social mínimo.

    Será necessário uma autorização prévia antes de qualquer jogador deixar a zona segura. O descumprimento das regras resultará numa quarentena obrigatória de 10 a 14 dias, podendo até mesmo ser retirados da Fase 4. As equipes também poderão ser penalizadas caso quebrem os protocolos impostos, podendo ser multados e/ou perder a escolha no draft.

    Familiares foram liberados para se juntar aos participantes das Finais de Conferência e da Final do campeonato. 

    Calendário dos jogos eliminatórios (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Os jogos eliminatórios acontecerão durante os 10 primeiros dias do mês de agosto, a partir do dia 1°. Serão até seis jogos por dia, divididos entre as conferências Leste e Oeste.

    Os horários dos jogos serão intercalados, e os fãs terão maratonas diárias de jogos durante esse período. Os jogos do round-robin estão marcados para iniciar no dia 2 de agosto, com partidas de ambas as Conferências. 

    Todas as estatísticas, desde a rodada qualificatória, serão contabilizadas como de jogos de playoffs. Esses stats serão incluídos normalmente e considerados para qualquer tipo de pontuação e recorde pessoal ou da equipe.

    A segunda fase da loteria do draft será realizada entre os 8 times que não se classificarem para o primeiro round dos playoffs. A equipe sorteada terá a primeira escolha, e os 7 times restantes serão organizados de acordo com a ordem inversa da classificação final da temporada. O NHL Draft de 2020 está marcado para os dias 9 e 10 de outubro.

    Foto: Reprodução/nhl.com