Etiqueta: COVID-19

  • Surtos de COVID adiantam pausa de Natal e encerram o sonho olímpico da NHL

    Surtos de COVID adiantam pausa de Natal e encerram o sonho olímpico da NHL

    Com a variante omicron se espalhando rapidamente pela Europa, bem como pela América do Norte e o resto do mundo, a situação na NHL não poderia ser diferente. Em dezembro equipes como o Colorado Avalanche, o Calgary Flames e o Florida Panthers foram obrigadas a pausarem as suas atividades devido a surtos de COVID em integrantes das organizações, sejam eles jogadores, da comissão técnica ou demais funcionários. 

    A pausa dos jogos

    Como consequência, em 18 de dezembro a NHL estabeleceu um novo protocolo de COVID, mais restritivo e até então previsto de ser revisto em janeiro. As medidas constatadas no novo protocolo incluíam testagem diária, medidas de isolamento social e restrições de circulação para os jogadores quando eles não estiverem em casa, no hotel ou no gelo. 

    Entretanto, os surtos não pararam. Apenas na segunda quinzena de dezembro, a NHL pausou as atividades de Columbus Blue Jackets, Montreal Canadiens, Boston Bruins, Nashville Predators, Detroit Red Wings e Toronto Maple Leafs, além dos já citados Avalanche, Flames e Panthers. 

    Em razãp do alastramento da doença nas equipes e o decorrente adiamento de diversos dias de partidas, na segunda-feira dia 20 de dezembro a Liga anunciou que interromperia a temporada dois dias antes da data planejada para a pausa de Natal. De acordo com o planejado, os jogos irão retornar no dia 27 de dezembro. 

    É importante lembrar que a NHL teve uma adesão altíssima à vacinação. Apenas um único jogador, o canadense Tyler Bertuzzi do Detroit Red Wings, persistiu em recusar o imunizante. 

    O fim do sonho olímpico

    O alto número de adiamentos em decorrência dos surtos de COVID nos times resultou em uma notícia muito triste para os atletas que sonhavam com Pequim 2022. Devido às diversas infecções em muitas equipes diferentes, a NHL decidiu abrir mão de liberar seus jogadores para a competição internacional.

    A promessa, incluída no último acordo coletivo, envolvia uma condição que estipulava que uma eventual participação não poderia prejudicar a temporada da Liga. Desta forma, a NHL pretende usar as semanas correspondentes à pausa olímpica para fazer as partidas adiadas.

    O capitão da seleção canadense na última conquista de ouro para o país, Sidney Crosby, falou sobre estar desapontado com a situação. Em declaração durante essa semana, Crosby falou sobre a situação de jogadores importantes que ainda não tiveram a oportunidade de defender seus países na competição. 

    Nomes como Connor McDavid e Nathan MacKinnon no Canadá, Auston Matthews nos Estados Unidos e Leon Draisaitl na Alemanha, são estrelas na NHL mas ainda não disputaram Olimpíadas. Para eles, Milão-Cortina 2026 ainda é uma opção. Por outro lado, Crosby pode não ter a mesma sorte, já que “Sid the Kid” terá 38 anos quando os próximos jogos acontecerem. 

     

    Foto: Reprodução/Japan Times

  • Columbus demite treinador assistente Sylvain Lefebvre

    Columbus demite treinador assistente Sylvain Lefebvre

    O Columbus Blue Jackets anunciou nesta segunda-feira (13) a demissão do então treinador assistente, Sylvain Lefebvre, depois dele se recusar a seguir os protocolos de COVID-19 da NHL e optar por não ser vacinado. A menos de duas semanas para o começo do training camp, Steve McCarthy assume o posto. 

    O General Manager dos Blue Jackets, Jarmo Kekäläinen, falou ao The Athletic que tomou a decisão foi tomada pois o time precisa de um treinador presente, no entanto, “se você não está vacinado, é proibido chegar a 12 pés (aproximadamente 3,6 metros) de distância dos jogadores”. Diferentemente da equipe técnica, os jogadores não são obrigados a se vacinar mas sofrerão descontos na folha de pagamento caso não possam jogar em determinadas partidas devido a leis locais de segurança sanitária. 

    O novo treinador assistente, Steve McCarthy, esteve ocupando o mesmo posto nas últimas 5 temporadas para o do afiliado de Columbus na AHL, o Cleveland Monsters. McCarty jogou profissionalmente por 16 temporadas, e passou pelo Vancouver Canucks, Chicago Blackhawks e Atlanta Thrashers (agora Winnipeg Jets). 

    O atual treinador principal do Columbus, Brad Larsen, jogou com McCarthy em Atlanta. Larsen compartilhou em nota oficial que “Steve fez um ótimo trabalho com nossa jovem defesa em Cleveland nos últimos cinco anos e está pronto para essa oportunidade”.

    Foto: Reprodução/1st Ohio Battery

  • Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    A PHF (ex-NWHL) anunciou nesta sexta-feira (10) quais protocolos de saúde irá adotar na próxima temporada. Os protocolos fazem parte do combate à pandemia de COVID-19 e vêm sendo adotados por ligas dos mais diversos esportes. Esta é a forma que encontraram para evitar um novo cancelamento ou adiamento de suas temporadas durante a pandemia.

    Como principal requisito para a participação da temporada está a vacinação total, assim como o uso de máscaras em ambientes internos e externos quando o distanciamento social não é possível. No entanto, não é necessário o uso da máscara em atividades no gelo e nem em momentos de atividade de alta intensidade, como treinamentos. Será necessário também testes PCR semanais durante toda a temporada, incluindo a pré-temporada e playoffs. Assim como a verificação de temperatura antes de participar das atividades e pesquisas diárias de saúde. 

    Todos os requisitos devem ser seguidos pelas jogadoras e técnicos do time, funcionários de período integral ou parcial, parceiros de pista e voluntários que estejam em contato constante com as jogadoras ou empregados. Devido ao protocolo, todas as atletas receberam com antecedência uma notificação sobre os protocolos, e tiveram até o dia 10 de setembro para informarem se desejariam ou não participar da temporada. Entretanto, quem optar por não participar devido ao protocolo não irá receber o pagamento. 

    A única exceção para o requisito da vacinação será a jogadora que não pode se vacinar por motivos religiosos ou de saúde. A liga irá avaliar estes casos específicos separadamente. Contudo, os mesmos terão como requisito a realização de três PCRs por semana. A PHF também desencoraja qualquer celebração em grupo, salvo high five quando as jogadoras estiverem utilizando luvas de hockey. Da mesma forma, é desaconselhável qualquer tipo de contato com o público, incluindo filas de autógrafos e participação dos jogadores juniores.

    Todas as medidas detalhadas se encontram no site oficial (em inglês) aqui. A sétima temporada da PHF começa no dia 6 de novembro, e mais informações deverão sair no decorrer das próximas semanas. 

    Foto: Reprodução / newsconcerns.com

  • NHL anuncia novas medidas de segurança contra COVID-19 para temporada 2021-22

    NHL anuncia novas medidas de segurança contra COVID-19 para temporada 2021-22

    Na última quinta-feira(2), a NHL, junto à NHLPA, anunciou as novas medidas de segurança contra a COVID-19 para a temporada 2021-22. O início da temporada regular será no dia 12 de outubro.

    A maior novidade é a possibilidade dos times da NHL de suspender jogadores não vacinados, que serão impossibilitados de participarem dos compromissos do clube. Isso irá incluir situações em que um jogador não pode viajar com a equipe devido a regulamentações locais, provinciais/estaduais ou federais. Caso isso ocorra, o jogador perde o equivalente a um dia de pagamento por cada dia passado nesta situação.

    Estas medidas são um grande avanço, levando em consideração as diferentes leis e regras abordadas entre Estados Unidos e Canadá, e até mesmo dentro da própria NHL. Os GMs foram avisados sobre essa possibilidade em uma reunião em julho e desde então começaram a informar seus jogadores.

    Em sua maioria, essas restrições se dão pela vacinação dos atletas e as exigências e normas de saúde em cada região. Porém, há exceções a estas regras. Aqueles jogadores que tiverem o status de não vacinado com base em razões médicas ou um conflito com “crenças religiosas sinceras” poderão ter seu caso analisado separadamente.

    Consequências das novas normas

    Se um jogador totalmente vacinado tiver confirmação de um teste positivo para COVID-19, “deve-se tratar sua condição como uma lesão relacionada ao hockey para todos os efeitos”, segundo o CBA.

    Os jogadores não vacinados que não estão isentos pelas razões acima não serão pagos se sua equipe estabelecer, “com base em um equilíbrio das probabilidades, que o jogador falhou em cumprir os termos deste protocolo de uma maneira que implicaria razoavelmente no seu contágio com a COVID-19 ou qualquer doença resultante ou relacionada.”

    Entre outras medidas contra a COVID-19 vale destacar também que “qualquer jogador que desejar se remover da temporada 2021-22 porque não foi vacinado ou completamente vacinado, ou pode indicar que um membro próximo da família, com quem ele compartilha uma casa, está em risco substancialmente elevado de doença grave ao contrair COVID-19, tem até 1º de outubro para fazê-lo”. A equipe em questão terá 30 dias para decidir se irá suspender o contrato do jogador — basicamente colocando-o para a temporada 2022-23 — ou se anulará a temporada atual do acordo. Qualquer cancelamento implicará também na não participação do jogador em outras ligas ou nas Olimpíadas.

    Foto: Reprodução/Bleacher Report

  • Vancouver Canucks ainda fora do gelo em meio a surto de COVID-19

    Vancouver Canucks ainda fora do gelo em meio a surto de COVID-19

    Em 31 de março o Vancouver Canucks adiou um jogo com o Calgary Flames depois de confirmarem 3 casos positivos de COVID-19 em 2 dias. Desde então, o time não se apresentou para nenhuma partida. Até o dia 7 de abril, 25 indivíduos do time haviam testado positivo para o vírus. Destes, eram 21 jogadores, 3 deles do taxi squad, e 4 membros da organização também contraíram a doença. Um jogador adicional foi listado como contato próximo. 

    Em uma Investigação da Vancouver Coastal Health, descobriu-se que a propagação inicial na equipe se deu através de um único indivíduo que contraiu uma variante do vírus em um ambiente comunitário, apesar de estar seguindo as regras sanitárias da província. Desde então, alguns membros das famílias já contraíram a doença. Em anúncio oficial, Jim Bovard, médico do time, afirmou que a saúde dos jogadores, dos membros da organização, familiares, e da comunidade permanece sendo a prioridade. 

    Jim Benning, General Manager do Canucks, disse em entrevista no dia 9 de abril que, em conversa com a NHL, o time ainda pretende terminar os 56 jogos da temporada regular. Esse prazo deveria ser cumprido mesmo que com uma agenda mais apertada e somente quando receberam autorização das autoridades responsáveis da província de British Columbia. 

    Bovard disse que nesse momento todos os pacientes da organização estão dentro do espectro do que se espera da doença. Ninguém precisou ser hospitalizado até o momento e a propagação do vírus dentro da organização parece ter estagnado, dessa forma colocando eles na etapa de tratar os pacientes e seguir os protocolos para retorno. Sem mais casos confirmados, Dr. Bovard reiterou que o time precisa de autorização das autoridades sanitárias da província antes de retomar as operações. Reuniões entre os médicos, a liga e a NHLPA para discutir a situação da equipe e como prosseguir aconteceram durante toda a semana. 

    Os Canucks esperavam reabrir o centro de treinamento no domingo (11), com o primeiro jogo de volta marcado para sexta-feira, 16 de abril. Os planos mudaram, no entanto, porque o atacante Jay Beagle entrou para o protocolo de COVID no mesmo dia. A NHL anunciou que o time não poderia reabrir as instalações antes de 12 de abril.

    Já que ainda não temos os Canucks de volta ao gelo, é essencial reiterar a importância do uso de máscaras, distanciamento social sempre que possível e higiene das mãos. Esperamos que o time canadense se recupere o mais rápido possível e volte para a competição o quanto antes. 

    Foto: Reprodução/New York Times

  • Um recap sobre o retorno da NWHL ao gelo

    Um recap sobre o retorno da NWHL ao gelo

    Nos dias 26 e 27 de março a NWHL retorna ao gelo para concluir a sua temporada com os jogos das semifinais e final da Isobel Cup, na Warrior Ice Arena, em Brighton, Massachusetts. O retorno irá acontecer quase dois meses após a suspensão da “bolha” devido aos testes positivos de COVID-19, quando a liga optou pela pausa para maior segurança de todos os envolvidos. 

    A bolha da NWHL aconteceu originalmente do dia 23 de janeiro a 5 de fevereiro em Lake Placid, Nova York. Ela contou com a participação dos seis times da liga, sendo um deles o estreante Toronto Six. No entanto, no decorrer do evento, o Metropolitan Riveters anunciou a sua saída após alguns casos de COVID-19 começarem a aparecer. Poucos dias depois, foi a vez do Connecticut Whale também anunciar a sua desistência do campeonato.

    Por fim, ficaram somente os quatro times restantes: Buffalo Beauts, Boston Pride, Minnesota Whitecaps e Toronto Six. Entretanto, os casos positivos continuaram a aparecer. Dessa forma, a liga decidiu reavaliar seus protocolos de segurança e no dia 03 de fevereiro anunciou a pausa da temporada 2020-21.

    Posteriormente, no dia 08 de março, a NWHL anunciou as datas para, enfim, concluir a temporada. Os jogos das semifinais já têm os seus confrontos definidos. Conforme o planejamento original, o 4º colocado enfrentará o 1º colocado. Consequentemente o 2º colocado enfrentará o 3º colocado de acordo com a tabela antes da pausa.

    Mudanças na Liga

    No dia 16 de março, a NWHL anunciou que a ex-comissária Dani Rylan, que então atuava como conselheira da liga e presidente da W Hockey Partners, estava renunciando de seus cargos. A W Hockey Partners é a empresa responsável pelos quatro times que pertencem à liga, onde Dani trabalhava em busca de novos donos para essas equipes.

    Posteriormente, no dia 25 de março, a atual comissária Tyler Tumminia anunciou então Kelsey Koelzer como conselheira da diversidade, equidade e inclusão na liga. A defensora foi a primeira jogadora preta a ser selecionada como primeira escolha no draft na história da NWHL pelo Metropolitan Riveters. Alguns anos depois, ela entrou para a história novamente ao se tornar a primeira preta a ser contratada como técnica principal na história da NCAA, pela Arcadia University.  

    Toronto Six vs. Boston Pride

    Os primeiros times a se enfrentarem no dia 26 de março serão o Toronto Six e o Boston Pride. O novato Toronto Six ficou em primeiro lugar na tabela com quatro vitórias com apenas duas derrotas, sendo uma delas no overtime. Enquanto o veterano Pride ficou em quarto lugar com três vitórias e quatro derrotas. 

    De um lado, o time de Toronto teve uma boa temporada, apesar de ter perdido nas duas primeiras partidas. Na sua estreia, contra as Riveters, a derrota foi por 3 a 0, e na segunda partida, perdeu no overtime contra as Whitecaps por 6 a 5. Após as derrotas, as jogadoras conseguiram dar a volta por cima e mostrar todo o potencial com uma sequência das quatro vitórias, garantindo assim o seu lugar na semifinal. 

    Do outro lado temos o time de Boston, que jogou mais partidas durante a temporada regular (sete no total) mas que tem o maior número de derrotas, seguido apenas pelas Beauts. O Pride tem uma vantagem sob o seu adversário que está ainda se adaptando como um time, entretanto, isso não é necessariamente uma vantagem, uma vez que no confronto anterior das duas equipes, as Six conquistaram a vitória.

    Numa partida que aconteceu ainda durante a bolha, as Six mostraram a sua força ao ganhar de 2 a 1 do Pride. O time veterano foi o primeiro a balançar a rede ainda no primeiro período com um gol de Christina Putigna, porém, essa vantagem só durou os dois primeiros períodos. No terceiro período, as Six conseguiram empatar e em seguida virar a partida com gols das jogadoras Brooke Boquist e Mikyla Grant-Mentis, respectivamente.

    Minnesota Whitecaps vs. Connecticut Whale

    O outro confronto também programado para o dia 26 será entre os times Minnesota Whitecaps e Connecticut Whale. O time de Minnesota ficou em segundo lugar na tabela, com três vitórias e uma derrota em quatro jogos. Enquanto isso, o time de Connecticut ficou em terceiro, também com quatro jogos, porém com duas vitórias e duas derrotas. 

    Ambos os times têm chances iguais de se classificarem para a final. As Whitecaps são as campeãs mais recentes da liga, pela temporada 2018-19. Durante a temporada regular não tivemos nenhum confronto entre as duas equipes, uma vez que a única partida que estava agendada foi cancelada devido à pausa. Entretanto, ambas as equipes mostraram bom desenvolvimento no gelo. 

    Transmissão ao vivo

    Como já tinha sido anunciado anteriormente, os jogos das semifinais e da final serão transmitidos pela NBC Sports nos Estados Unidos. Assim, o evento entra para a história como o primeiro campeonato da liga profissional feminina transmitido em rede nacional no país. Como parte do projeto, a transmissão contará com uma equipe feminina na bancada. A narração ficará por conta de Kate Scott e comentários de AJ Mleczko, com Caley Chelios responsável pelas entrevistas. 

    Veteranas do esporte, Kate e AJ já marcaram presença na primeira transmissão feita por uma equipe 100% feminina na NHL e nos jogos transmitidos da PWHPA, além, é claro, de terem outros esportes e times no currículo. A experiência de Caley Chelios não fica atrás das colegas, pois a repórter participou da transmissão do International Women’s Hockey Rivalry Series e atua como repórter pelo Tampa Bay Lightning. 

    Assim como na primeira etapa do campeonato, internacionalmente os jogos terão transmissão gratuita pelo canal na Twitch da NWHL. Os confrontos das semifinais estão agendados para essa sexta com a primeira partida entre Toronto Six e Boston Pride às 18h no horário de Brasília. A partida entre Minnesota Whitecaps e Connecticut Whale está marcada para começar às 21h no horário de Brasília. A final, por sua vez, acontecerá no sábado, dia 27 de março às 20h no horário de Brasília.   

    Foto: Reprodução / sportsnet.ca

  • Gary Bettman comenta sobre desafios do último ano na NHL

    Gary Bettman comenta sobre desafios do último ano na NHL

    Há exatamente um ano, o comissário da NHL, Gary Bettman, anunciou que a liga entraria em pausa por tempo indeterminado em razão do crescente número de casos de COVID-19 na América do Norte. A decisão veio no dia 12 de março de 2020, data que viu também diversas ligas e associações esportivas em todo o planeta cancelar desde jogos decisivos a reuniões e eventos de pré-temporada.

    Este movimento se desencadeou na noite anterior, uma quarta-feira, quando Rudy Gobert (Utah Jazz, NBA) testou positivo para o novo coronavírus. Quase que de imediato, a NBA suspendeu indefinidamente o resto de sua temporada regular. A partida preste a acontecer na liga foi interrompida e milhares de torcedores foram evacuados da arena.

    “Eles instantaneamente entraram em modo de paralisação,” comentou Bettman, em uma coletiva de imprensa na tarde de ontem (11). “Nós não queríamos passar por aquela situação. Não queríamos um prédio cheio de pessoas. Nós queríamos ser um pouco proativos.” Era claro para Bettman que a liga logo também teria que lidar com casos positivos de COVID.

    Naquela mesma noite de 11 de março de 2020, a NHL concluiu suas últimas cinco partidas com as arenas lotadas. Com o avanço do novo vírus nas semanas que antecederam a pausa, a liga já se estruturava para tomar as medidas necessárias para a segurança de seus jogadores, funcionários e fãs. Vimos a limitação do acesso da mídia aos vestiários, e estávamos nos acostumando à ideia de jogos sem torcida em algumas cidades. (Eu mesma ainda tinha planos de ir a um jogo da NBB aqui em São Paulo naquele final de semana – a liga brasileira anunciou no dia seguinte que os próximos jogos aconteceriam com portões fechados).

    Bettman e o comissário adjunto da NHL, Bill Daly, convocaram uma reunião naquela quinta-feira (12) com o Conselho Executivo da liga, e não muitas horas depois foi anunciada a pausa. Desde então, acompanhamos um ano inteiro de decisões e mudanças na NHL, lidando com cada desafio conforme eles aparecem. Ninguém sabia como a situação iria se desenvolver a partir daquele fatídico 12 de março. Até hoje, um ano depois, ainda há incógnitas, não só nos esportes, mas em todos os aspectos de nossas vidas em meio à pandemia.

    “Nosso objetivo e nosso trabalho era conduzir (a situação) da melhor forma possível, entendendo que saúde e segurança precisavam ser a preocupação nº1. Foi nosso foco 365 dias atrás. É nosso foco e prioridade nº1 hoje.” comentou Bettman.

    Eventualmente, a NHL teve sucesso em concluir os playoffs da temporada 2019-20 em suas “cidades-bolha” – e sem registrar casos positivos de COVID-19 nelas –, coroar um novo vencedor da Stanley Cup, realizar um draft virtual, criar diferentes iniciativas e comitês de diversidade e inclusão, negociar uma extensão para o CBA com a NHLPA, dar início a uma nova temporada, realizar jogos ao ar livre, trazer novas parcerias corporativas para a liga e revelar um novo acordo televisivo com a ESPN americana.

    “Mesmo hoje, é quase difícil de acreditar que estamos fazendo isso há um ano. E ainda não acabamos,” Bettman comentou. Ao examinar todos os meses que se passaram desde a pausa na temporada anterior, o comissário exaltou a cooperação com médicos e especialistas. Da mesma forma, mencionou a colaboração com o governo dos estados/províncias e cidades que abrigam cada uma das franquias.

    No início desta temporada reduzida, até o seu segundo mês, a NHL lidou com algumas complicações face ao avanço do vírus. Porém, com novos protocolos e medidas em vigor, parece caminhar para uma situação de maior controle e segurança para todos. Bill Daly ofereceu “bastante crédito” à NHLPA e aos jogadores ao aderir aos novos protocolos necessários. No dia 12 de fevereiro, a lista de jogadores no Protocolo de COVID da liga atingia um pico de 59 pessoas. Um mês depois, eram apenas quatro nomes listados, dentre todas as equipes.

    Ainda com alguns desafio à frente, pouco a pouco, a liga acredita em um retorno a alguma normalidade. “Conforme olhamos adiante, mais da metade de nossos clubes têm fãs nas arenas, em um número limitado,” disse Bettman. “Ao vermos esse número aumentar, contanto que a pandemia coopere e tenhamos mais e mais vacinações, estamos otimistas de que ao irmos em direção aos playoffs, o número de clubes e o número de pessoas continue a crescer. Vamos continuar nos ajustando conforme o necessário para completar a temporada regular e conduzir os playoffs. E nós seguimos otimistas de que possamos estar bem próximos, se não totalmente de volta ao normal para o começo da próxima temporada.”

    Gary Bettman e Bill Daly durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira (captura de tela/NHL.com)

    Mudanças que não vieram para ficar

    A atual temporada 2020-21 começou na metade de janeiro, e teve seu calendário regular reduzido de 82 para 56 jogos. Além do menor número de jogos, a NHL também precisou realinhar suas divisões em razão das restrições de viagem entre Estados Unidos e Canadá.

    Vimos os 31 times se dividirem em quatro novos grupos: Leste, Central, Norte e Oeste. As equipes jogam apenas em sua própria divisão até o segundo round dos playoffs, e isso serviu para reviver algumas antigas rivalidades e também oferecer um produto inédito com os confrontos só entre times canadenses.

    Apesar dos diversos apelos deste formato quase 100% divisional, Bettman esclareceu na coletiva que o realinhamento não deve se estender além dessa temporada. “Nós fizemos o que precisava ser feito se quiséssemos jogar este ano,” disse o comissário da liga. “Nós entendemos o problema da fronteira entre Canadá e Estados Unidos e criamos a Divisão Norte. Poderemos focar mais em confrontos divisionais no futuro, porém eu não tenho certeza se isto se manteria em uma agenda de 82 jogos.

    “Funcionou bem este ano. Eu não vejo isso se propagar. Fãs nos EUA querem ver Connor McDavid, fãs no Canadá gostariam de ver Sidney Crosby,” ele concluiu. Dessa forma, a única mudança que veremos a partir da próxima temporada será a já confirmada ida do Arizona Coyotes para a Divisão Central, deixando uma vaga para a chegada do Seattle Kraken na Divisão Pacífica. 

    Voltando a cruzar fronteiras

    Na coletiva, tanto Bettman quanto Daly não se precipitaram ao falar dos planos para esta pós-temporada. Após as finais de divisão, na segunda rodada dos playoffs, será necessário que o vencedor do Norte enfrente uma das equipes americanas, e ainda não há decisão sobre a melhor forma de realizar estas partidas. 

    Dadas as atuais restrições de viagem e de público em eventos no Canadá, tudo ainda é muito incerto. Por isso, espera-se que até chegar a hora de disputar o terceiro round, haja menos limitações para que os jogos aconteçam. Daly afirmou estar em contato com oficiais do governo canadense para discutir as possibilidades. “A primeira vez que o time canadense teria que viajar para fora do Canadá ou vice-versa, um time dos EUA entrando no Canadá, seria em meados de junho, então temos algum tempo para lidar com isso,” ele disse.

    Após a realização dos jogos do NHL Outdoors em Lake Tahoe no mês passado, a liga também voltou a atenção para a possibilidade de retomar seus eventos especiais na próxima temporada. Entre eles, os jogos na Europa, que não foram possíveis no ano anterior por conta das restrições da COVID-19, tanto na América do Norte quanto no velho continente. Daly disse que “se não pudermos, por qualquer motivo, relançar esses jogos no próximo outono, certamente espero que possamos fazê-lo na temporada seguinte.”

    A NHL e NHLPA também vêm discutindo sobre as condições do retorno aos Jogos Olímpicos de Inverno. A próxima edição do evento está marcada para fevereiro de 2022, em Pequim, na China. “O COI agora está ocupado em termos de finalizar os planos para o que será (Tokyo 2020) e, ainda que eles tenham notado essa questão – o hockey e a potencial participação da NHL e seus jogadores – em seu radar e que eles precisam lidar com isso, ainda não estão em posição de fazê-lo concretamente,” afirmou Daly. Uma vez finalizada a preparação para as Olimpíadas deste ano, o Comitê deve se engajar novamente com a IIHF para retomar as conversas sobre a participação dos NHLers

    Os principais pontos a se acordar entre liga, PA, COI e Federação envolvem algum tipo de seguro e o custo disso para os participantes, além dos custos de viagem e acomodação dos jogadores, suas famílias. Espera-se também que NHL e NHLPA briguem pela obtenção de algum direito de uso de imagem e vídeo dos eventos olímpicos.

    As próximas grandes estrelas

    Bettman e Daly não se prolongaram a falar do NHL Draft deste ano ou das possíveis mudanças no formato da loteria.

    O comissário causou certa polêmica ao afirmar que “não acredita haver tanking na NHL.” Este termo se refere a um mecanismo pelo qual um time realiza uma temporada ruim a fim de terminar entre os últimos colocados e garantir uma escolha alta no draft.

    As mudanças propostas à loteria, e que devem ser votadas pelo Conselho Executivo da NHL em breve, poderiam limitar a até duas as vezes em que um mesmo time receberia uma das primeiras escolhas num período de cinco anos. Além disso, um participante da loteria do draft não poderia subir mais que dez posições na ordem das escolhas. Por fim, no lugar das três primeiras picks, apenas as escolhas 1 e 2 seriam sorteadas entre os times participantes.

    Quanto à data do 2021 NHL Draft, o comissário adjunto Bill Daly afirmou que ainda não há decisão se o evento precisará ser adiado. No entanto, ele acredita que provavelmente continuará marcado para os dias 23 e 24 de julho deste ano.

    O principal argumento para um possível adiamento é o de que muitos jogadores que participariam do draft não puderam competir regularmente este ano. Da mesma forma, não podendo viajar e comparecer a muitos jogos, os scouts não tiveram o mesmo acesso via vídeo para fazer suas avaliações finais. Contudo, mais e mais observamos as principais ligas de hockey funcionando em meio à pandemia, tanto na América do Norte quanto na Europa. Muitos jogadores puderam encontrar times em atividade para jogar e continuar seu desenvolvimento. Daly afirmou que “é certamente uma situação imperfeita, mas nós vimos lidando com situações imperfeitas.”

    Assim como muitos se mantêm otimistas quanto à volta à normalidade (dependendo do país em que você vive), autoridades da NHL acreditam que não só os eventos planejados num futuro próximo devam ocorrer sem maiores complicações, mas também a próxima temporada já deve se parecer muito mais com o que estávamos acostumados. Ainda, os preparativos para times como o New York Islanders e o Seattle Kraken também estão em dia para abrir a próxima temporada em suas novas arenas.

    O plano, segundo Bettman, é retomar o calendário de 82 jogos a partir de outubro deste ano, para abrir a temporada 2021-22. “Estamos esperançosos, estamos planejando, estamos otimistas, e acreditamos sermos capazes de começar a próxima temporada em dia.

    “Há uma luz no fim do túnel, mas essa não é a hora de baixar nossa guarda ou reduzir nossa vigilância.”

    Foto: Reprodução/milehighhockey.com

  • NWHL anuncia data para final de temporada

    NWHL anuncia data para final de temporada

    A NWHL anunciou nesta segunda-feira (08) o retorno dos playoffs da Isobel Cup. Os jogos acontecerão nos dias 26 e 27 de março, na Warrior Ice Arena, em Brighton, Massachusetts. Trata-se da arena de treino do Boston Bruins e também casa do time feminino da cidade, o Boston Pride.

    A temporada havia sido suspensa no dia 3 de fevereiro após vários testes positivos de COVID-19 entre as equipes. O retorno só será possível após os protocolos de prevenção do coronavírus terem sido revistos e assumirem um tom mais rigoroso.

    As equipes Metropolitan Riveters e Buffalo Beauts não participarão dessa fase final. Dessa forma, pela classficação de quando a temporada foi pausada, quatro times entram no gelo para disputar o campeonato:

    O novato Toronto Six (1º colocado) enfrenta o Boston Pride (4º colocado) na primeira semifinal na sexta, dia 26, a partir das 18h no Horário de Brasília. Em seguida, às 21h, o Minnesota Whitecaps (2º colocado) disputa a segunda vaga na final contra o Connecticut Whale. Assim, os vencedores de ambos os jogos se enfrentarão no sábado, 27, a partir das 20h, para disputar a grande final da Isobel Cup. 

    Também anunciou-se que a NBCSN irá transmitir os três jogos das finais, fazendo desta a primeira vez que uma grande emissora nos Estados Unidos irá televisionar um campeonato profissional de hockey feminino. No Brasil, será possível acompanhar todos os jogos gratuitamente pelo canal da liga na Twitch.

    Foto: Reprodução/nwhl.zone

  • Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    No dia 13 de janeiro demos início à temporada 2020-21 da NHL. Com a COVID-19 ainda como uma dura realidade que precisamos enfrentar, a liga precisou criar um protocolo e um calendário adaptável para que a temporada regular acontecesse. Um mês após o início da temporada, mais de 30 jogos já foram adiados, todos de times dos Estados Unidos. 

    Em 1º de dezembro do ano passado, a NHL e a NHLPA lançaram seu protocolo de COVID-19. Nele, constam as regras que precisam ser seguidas para que a temporada aconteça, pensando que não existirá uma bolha. Dentre elas estão as seguintes condições: os jogadores que testarem positivo serão identificados pela liga e não poderão voltar a jogar até que sejam curados e liberados pelo cardiologista e pelo médico da equipe.

    Entretanto, colegas de equipe que tiveram contato, e não apresentaram sintomas, ou testaram negativo, não se colocarão em quarentena. Todos os treinadores que ficam no banco seguirão a política obrigatória do uso de máscara a temporada toda.

    Com essas medidas, a liga visa diminuir o contágio e contato entre jogadores, treinadores e comissão técnica.

    Calendário da temporada regular 2020-21

    A NHL divulgou o calendário para a temporada e que visava organizar a casa para que a temporada 2022 começasse nas datas certas de todos os anos antes da pandemia.

    •   13 de janeiro de 2021: começa a temporada regular (programação de 56 jogos para cada equipe)
    •   11 de fevereiro: Prazo para assinatura de Free Agents restritos
    •   12 de março: Prazo para assinatura de extensões de contrato de 2021-22
    •   12 de abril; 16h00 BRT: Trade Deadline
    •   8 de maio: Termina a temporada regular
    •   11 de maio: Começam os playoffs (data provisória)
    •  9 de julho: Último dia possível para a Final da Stanley Cup (data provisória)
    •  21 de julho: Draft de expansão para o Seattle Kraken
    •  23 a 24 de julho: NHL Draft de 2021

    É um calendário bem pensado e que faz todo sentido para a temporada. Porém, como vimos neste primeiro mês, não é bem assim que a temporada regular está seguindo.

    Início dos jogos

    Oficialmente em 13 de janeiro começamos a temporada regular, com cinco jogos, dois na Divisão Norte. Vale ressaltar que para esta temporada as divisões foram reorganizadas em norte, oeste, central e leste, conforme a imagem abaixo.

    NHL anuncia temporada para 13 de janeiro com realinhamento das divisões em 2020-21
    Nova organização das divisões (Reproduçao/NHL.com)

    Pela primeira vez desde 1923, todos os times canadenses ficaram na mesma divisão. Essa decisão foi necessária com as políticas restritivas de território no Canadá, pois ficaria inviável os times viajarem para realizar partidas nos EUA.

    Dessa forma, o primeiro dia de calendário ocorreu como o esperado, com todos os jogos realizados e sem casos de COVID-19.

    Já no segundo dia, 14 de janeiro o primeiro problema se fez notar: a equipe do Dallas Stars, atuais campeões da Conferência Oeste, precisou postergar o seu início na temporada regular devido à um surto de casos de COVID-19.

    Ao todo, 17 membros do time tiveram a doença no training camp. A estreia da equipe ficou marcada para acontecer no dia 19 de janeiro entretanto, só aconteceu mesmo no dia 22 de janeiro, contra o Nashville Predators, na qual venceram por 7 x 0.

    Com este problema “resolvido”, a NHL seguiu confiante de que com todos seguindo o protocolo, as chances de surtos e muitos casos seria pequena. Contudo, não foi isso que o destino reservou para a temporada.

    Adiamentos de partidas

    Desde o final de janeiro a liga vem sofrendo com diversos atletas e comissão técnica com novos casos. O grande problema, é que quando o primeiro caso aparece, não demora muito para pelo menos mais duas pessoas da equipe em questão também pegarem o vírus.

    No dia 04 de fevereiro a NHL anunciou que os jogos do Colorado Avalanche até pelo menos 11 de fevereiro seriam remarcados. Isso porque jogadores do time entraram no protocolos da COVID-19 da NHL.

    A decisão veio dos grupos médicos da liga, da NHLPA e do Avalanche, em conjunto com o Departamento de Saúde do Colorado, que determinou que mais cautela era necessária enquanto as partes analisavam os resultados dos testes nos próximos dias.

    No dia 03 de fevereiro a NHL anunciou que como resultado da adição de cinco jogadores do Minnesota Wild ao protocolo da COVID-19. Assim, os jogos da equipe foram adiados até pelo menos dia 09 de fevereiro visando proteger toda a equipe, funcionários e jogadores.

    No dia 01 de fevereiro a liga anunciou que os jogos do New Jersey Devils foram adiados até dia 06 de fevereiro (até o momento desta matéria, os jogos dos Devils ainda estão adiados) em resultado de quatro jogadores que entraram no protocolo da COVID-19 da NHL.

    Dessa forma, com todas estas partidas adiadas, a continuação da temporada regular é uma incógnita pois com as datas de playoffs já definidas, entendemos que os jogos regulares precisam acontecer até este período.

    Ao todo, cada time de cada divisão precisa jogar oito jogos com cada uma das equipes que estão dentro da mesma divisão. Com estes adiamentos, para que isso ocorra dentro do prazo previsto, será necessário encaixar diversas partidas no restante do calendário. Dessa maneira, é bem possível que vejamos muitos jogos em dias subsequentes, semelhante à bolha do ano passado.

    Vale questionar se isto tudo é realmente possível. Seria uma pausa no calendário necessária para conter novos surtos de COVID-19? A NHL precisará reduzir quantidade de jogos? Talvez uma nova bolha precisará existir para enfim chegarmos aos playoffs. A torcida é para que no final dê tudo certo e, ao fim do semestre, tenhamos um novo campeão da Stanley Cup. 

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • Mudanças na temporada 2020-21 da AHL

    Mudanças na temporada 2020-21 da AHL

    A melhor liga de hockey de desenvolvimento do mundo, a AHL (American Hockey League), costuma ter o início de sua temporada regular em outubro de cada ano, mas, assim como a NHL, dessa vez, também foi adiado por causa da pandemia da COVID-19. Depois de ter tido sua temporada 2019-20 cancelada e a temporada 2020-21 adiada, as datas para a parte inicial da competição foram anunciadas ainda no último mês. E o começo está bem próximo: a temporada acontecerá entre 5 de fevereiro e 16 de maio!

    No entanto, muitas mudanças aconteceram para que a AHL pudesse funcionar neste período tão difícil. Entre elas, a proibição de fãs na maioria das arenas, protocolos rígidos para viagens e a redução de receita, o que custou a saída de três times para essa temporada. 

    Organização das equipes

    Diferentemente de um ano normal, serão somente 28 times na corrida pela Calder Cup. Isso porque as equipes Charlotte Checkers (afiliada ao Florida Panthers), Milwaukee Admirals (afiliada ao Nashville Predators) e Springfield Thunderbirds (afiliada ao St. Louis Blues) optaram por ficar de fora da competição.

    Além disso, a AHL também realinhou as divisões de equipes: com a existência de uma Divisão Canadense, os quatro times do norte irão disputar entre si para chegar aos playoffs. Outra mudança drástica é na Divisão Atlântica: normalmente com oito times, na temporada 2020-21 ela só contará com três.

    Foto: Reprodução/TheAHL.com

    Ademais, outros cinco times foram realocados para que possam jogar nesse ano excepcional: o Binghamton Devils irá jogar em Newark, N.J.; o Ontario Reign irá jogar em El Segundo, Califórnia; o Providence Bruins irá jogar em Marlborough, Massachusetts; e o San Diego Gulls irá competir em Irvine, Califórnia.

    Afiliações com a NHL

    Algumas mudanças entre as afiliações dos times da AHL com os da NHL também ocorreram para este ano. Primeiro, o Chicago Wolves tem como novo filiado primário o Carolina Hurricanes; além disso, o Henderson Silver Knights é a nova equipe filiada ao Vegas Golden Knights; e o Springfield Thunderbirds conta agora com a filiação do St. Louis Blues. 

    Devido à pandemia, que gerou a saída de três times para esta temporada, a NHL liberou a dupla filiação entre as duas ligas. O Chicago Wolves (Carolina Hurricanes) também é filiado ao Nashville Predators; o Syracuse Crunch (Tampa Bay Lightning) também agora ao Florida Panthers; e o Utica Comets (Vancouver Canucks), ao St. Louis Blues. 

    Mas NHeLas, o que significa essa dupla filiação?

    Bom, como se sabe, os prospects dos segundos afiliados foram afetados por não ter onde jogar, visto que suas equipes decidiram ficar de fora da temporada. Então, com a dupla filiação, eles poderão jogar nas equipes que irão participar da temporada. Um exemplo são os jogadores do Springfield Thunderbirds (St. Louis Blues), que agora irão se juntar ao elenco do Utica Comets (Vancouver Canucks).

    A AHL na NHL

    A introdução do taxi squad para essa temporada foi uma ótima ideia para que cada time tenha um maior “banco de reservas”. Com ele, se algum jogador do elenco principal se machucar, haverá sempre alguém para substituí-lo. Os jogadores que compõem esse pequeno grupo (de 4 a 6 pessoas) sempre estarão viajando com o time e treinando com o restante da equipe, o que torna a ideia favorável nas condições atuais da pandemia. 

    O interessante é que o taxi squad geralmente é composto por jogadores da AHL, e eles serão tratados como jogadores dessa liga enquanto estiverem atribuídos a esse posto. No entanto, mesmo ganhando o salário de um integrante da AHL e sendo tratado como um, eles não poderão participar das atividades da mesma.

    Isso impacta a NHL quando se trata do teto salarial do time, porque não há um limite de salário para esse grupo de jogadores. Ou seja, os efeitos no teto salarial são equivalentes a se os jogadores estivessem jogando na AHL.

    A única diferença é quando se trata exclusivamente sobre os dois tipos de contratos. Se um jogador no taxi squad tiver um one way contract ele ganhará um salário normal da NHL, mas se ele tiver um two way contract ele ganhará um salário normal da AHL.

    E aí? Se interessou? Olha a notícia boa: a competição tem transmissão pela AHLTV, serviço pago de streaming que funciona também aqui no Brasil!

    A agenda de todos os times competidores dessa temporada já está disponível. A gente mal vê a hora de descobrir quem vai levar a Calder Cup esse ano! 

    Foto: Reprodução/Artfulpuck