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  • Canadiens volta a Seattle depois de 100 anos

    Canadiens volta a Seattle depois de 100 anos

    O Montreal Canadiens volta pela primeira vez em 102 anos para um jogo na cidade de Seattle. Da última vez que os Habs pisaram no Pacific Northwest americano, não era a covid que assolava o mundo, mas a gripe espanhola. Em 1919, apesar das orientações do departamento de saúde, as arquibancadas lotaram de pessoas usando máscaras para assistir à final da World Series. A decisão, no entanto, nunca teve desfecho.

    Estima-se que a gripe espanhol tenha matado pelo menos 50 milhões de pessoas de 1918 a 1919. A covid-19 registra hoje quase 5 milhões de mortes pelo mundo. 100 anos se passaram, muita coisa aconteceu na história da humanidade, do hockey e da NHL. Em 1918 a Liga tinha menos de um ano de existência e Montreal ainda iria conquistar seu glorioso legado no esporte. 

    Em 2021, mais de um ano após o mundo atingir o estágio de pandemia e com a vacinação em países como Estados Unidos e Canadá, chegando em 57% e 73% da população imunizada, respectivamente, a vida começa a retomar uma certa normalidade. A circulação de pessoas entre os dois países volta agora no mês de novembro, com novas regras sanitárias, obviamente. Além disso, as arenas de hockey voltaram a receber público nessa temporada, e assim como em 1919, máscaras serão obrigatórias.

    Diferentemente daquele ano, um dos times mais velhos da liga chega à “cidade esmeralda”, como Seattle é conhecida, para enfrentar a mais nova franquia da NHL. Há cem anos, o time da casa se chamava Metropolitans, o de hoje, Kraken. Na época, a Final da Stanley Cup estava empatada entre as duas equipes, mas o sexto e último jogo precisou ser cancelado quando a gripe atingiu ambos os times. 

    Por esse motivo, considerou-se Montreal e Seattle ambos campeões por empate. Mas infelizmente, alguns de seus jogadores não resistiram à doença. Seattle nunca mais chegou perto de uma Final, e alguns anos depois se despediu de seu time na Liga. Em 2021, o Seattle Kraken chegou ao gelo como o 32º time da NHL. Será que teremos Seattle contra Montreal em uma final da Stanley Cup em um futuro próximo? 

    Só assistindo essa temporada para saber. 

    Começando pela noite de terça-feira, 26, às 23:00, 102 anos depois, quando a cidade do estado de Washington volta a receber um dos original six e o rival dos Metropolitans daquela final. 

    Foto: Reprodução/MyNorthwest

  • Resultados do Draft de Expansão do Seattle Kraken

    Resultados do Draft de Expansão do Seattle Kraken

    O draft de expansão do Seattle Kraken aconteceu na noite de quarta-feira (21), e apesar de toda a animação e suspense que a liga e a nova franquia da NHL fizeram nos dias que antecederam o evento, a lista vazou quase que inteira ao longo do dia antes do anúncio oficial. 

    Ainda assim, o draft teve uma casa cheia, a céu aberto, e contou com nomes importantes para a cidade de Seattle, e alguns nomes importantes para os outros 30 times da liga, já que Vegas ficou de fora dessa e respira aliviado, que disseram adeus para um de seus jogadores.  

    Os anúncios foram feitos em ordem alfabética, mas foram divididos por divisão, e tiveram início com a divisão do Atlântico, seguidos pela Metropolitana, Central e por fim, a divisão da qual Seattle fará parte na temporada 2021-2022, a Pacífica. 

    Para fins de organização do texto, excluímos essa separação e colocamos os selecionados de Seattle apenas por ordem alfabética dos times da NHL. Se preferir ler os nomes na ordem da apresentação, publicamos uma thread no twitter simultaneamente aos anúncios na noite de quarta-feira. 

    De A – D

    Do Anaheim Ducks, Haydn Fleury foi o escolhido. O defensor de 25 anos, que estava presente no evento, fechou um contrato de mais de um milhão de dólares com o Kraken, e ao que tudo indica, deve permanecer por lá. Diretamente de Arizona, Tyler Pitlick havia sido o escolhido, o atacante de 29 anos que já tem 7 anos de NHL foi trocado no dia seguinte (23), por um fourth round pick no draft geral de 2022 para o Calgary Flames. Portanto, se passar por Seattle vai ser só de escala para o Canadá. 

    E vindo do outro lado do país, mais especificamente de Boston, Jeremy Lauzon, de apenas 24 anos, foi o defensor selecionado. Do Buffalo Sabres, William Borgen, ou Will, foi quem disse adeus para seu time, também um defensor de 24 anos, nesse momento já ficava claro que a intenção do GM, do Head Coach e da equipe técnica do Kraken, é formar um time bem novo e que possa ser moldado no “estilo de Seattle”. 

    Mas não só de nomes jovens pode-se compor um elenco relevante. Do Calgary Flames, o escolhido foi o veterano Mark Giordano, o defensor de 37 anos já tem no currículo 15 temporadas jogando na NHL e agarrou um dos contratos mais caros da nova franquia, 6 milhões e 750 mil dólares por temporada. Mark, que viajou para participar presencialmente, contou ao vivo que descobriu sobre a escolha um dia antes e brincou também que estava sendo draftado pela primeira vez em sua carreira, já que entrou na liga como free agent em 2004. Caso fique por lá, é uma excelente escolha para o time, mas também é uma possível moeda de troca bastante valiosa.  

    Do Carolina Hurricanes, Morgan Geekie, o atacante de apenas 23 anos joga tanto como central como ala direita e poderia compor bem esse novo elenco. Arrumando as malas em Chicago temos John Quenneville, que jogou 4 temporadas na liga até agora, o anúncio foi feito pelos ex jogadores da NBA, Gary Payton e Shawn Kemp do Seattle SuperSonics. 

    Já do Colorado Avalanche, Joonas Donskoi foi o escolhido. O atacante de 29 anos já jogou 6 temporadas na liga. Do Columbus Blue Jackets, Gavin Bayreuther, de 27 anos, o jogador só teve 2 temporadas na NHL, e até o momento jogou mais na American Hockey League. 

    Vindo de Dallas, Jamie Oleksiak chegou causando em Seattle, o anúncio do seu nome foi feito diretamente do alto nevado do Mount Rainier, a montanha mais alta do estado de Washington, em uma altura de 10 mil pés. Oleksiak, que é também o mais pesado de toda a liga, se apresentou com um look característico de jogadores de hockey, sem um dente, disse ao vivo que essa era “uma oportunidade boa demais para deixar passar”. 

    De D – N

    A cidade de Detroit teve que se despedir de Dennis Cholowski, o jogador de apenas 23 anos entrou no gelo por um time da NHL até o momento um total de 16 vezes. Em Edmonton, o carro de mudança vai passar para Adam Larsson, o defensor de 28 anos já jogou 10 temporadas pela liga, e em 607 jogos marcou 137 pontos. O anúncio do seu nome foi feito por Kyle Lewis, jogador da MLB pelo time Seattle Mariners.

    E trocando roupas de praia por guarda-chuvas temos Chris Driedger, agora ex-jogador do Florida Panthers. O goleiro de 27 anos jogou 5 temporadas na NHL e ao que parece, será o titular da sua nova equipe. Em situação semelhante, comprando casacos e se livrando de looks de verão, Kurtis MacDermid foi o escolhido do Los Angeles Kings. O defensor de 27 anos é conhecido por ser um jogador mais “físico”, e consequentemente passa muito tempo no penalty box. Sentimos Seattle organizando um “pacote completo” com essas escolhas.

    Do Minnesota Wild, Carson Soucy, o defensor de 28 anos fechou um contrato de dois milhões e 850 mil por temporada para jogar pelo Kraken. E o novo time da liga não poderia ficar sem fazer história. Pela primeira vez em um draft de expansão, a nova equipe selecionou irmãos. Do Montreal Canadiens, Cale Fleury, irmão de Haydn Fleury do Anaheim, foi o escolhido. Cale, de 21 anos, jogou até agora 41 jogos na NHL e marcou apenas um gol. 

    Marshawn Lynch, running back do time da NFL, Seattle Seahawks, subiu ao palco para anunciar a escolha vinda do Nashville Predators. Calle Järnkrok, o atacante de 29 anos é uma escolha versátil, jogando bem tanto em power plays como em penalti kills. O único nome da noite da qual ainda se haviam dúvidas, era o do jogador que viria do New Jersey Devils. E diferente do que se esperava, Nathan Bastian foi o nome falado. O atacante de 23 anos jogou duas temporadas na liga e fazia parte da quarta linha dos Devils.   

    Já de Long Island e da Big Apple, Jordan Eberle e Colin Blackwell foram os draftados. Eberle teve seu nome anunciado diretamente das olimpíadas de Tóquio, pela jogadora da WNBA nascida no Queens, Sue Bird. O atacante de 31 anos vai ser um dos jogadores mais caros da franquia, ele jogava como ala direita na primeira linha do New York Islanders. O nome de Blackwell foi falado por Brad Evans, ex-jogador de futebol do Seattle Sounders FC. Colin Blackwell, de 28 anos, é notoriamente conhecido como hardworker e sua seleção vem com uma grande expectativa sobre sua performance no novo time. 

    De O – W

    Do Ottawa Senators, Joey Daccord, de 24 anos, foi o goleiro anunciado pelo cantor Macklemore, nascido na cidade de Kent, próxima a Seattle. O anúncio desse próximo jogador foi feito diretamente de um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, o space needle, vindo do Philadelphia Flyers temos Carsen Twarynski de 23 anos. 

    Para anunciar o jogador escolhido do Pittsburgh Penguins, a primeira olheira mulher da NHL, Cammi Granato, contratada como pro scout pelo time de Seattle, chamou ao palco Brandon Tanev. O atacante de 29 anos fechou um contrato de 3,5 milhões por temporada com a franquia, e tem potencial para ser um favorito dos fãs. 

    Diretamente de dentro do aquário sem tubarões da cidade, uma brincadeira com o San Jose Sharks, Alexander True foi o selecionado. O dinamarquês de 24 anos jogou duas temporadas na NHL. Para o escolhido do St. Louis Blues, o linebacker do Seattle Seahawks Bobby Wagner subiu ao palco para fazer o anúncio oficial. Vince Dunn, de 24 anos e que já jogou 4 temporadas na liga, foi o nome falado. 

    O anúncio do jogador draftado do time ganhador das duas últimas Stanley Cups também foi feito por Macklemore, Yanni Gourde foi o escolhido. O atacante já jogou 6 temporadas na NHL e tem 29 anos. O jogador do Toronto Maple Leafs foi anunciado diretamente do mercado municipal, Pike Place Market, mas o vídeo do anúncio havia vazado no dia anterior. Jared McCann, atacante de 25 anos que já jogou 6 temporadas na liga e que marcou 14 gols nas duas últimas temporadas que jogou pelo Pittsburgh nem sequer tinha chegado a Toronto ainda. 

    Dos rivais geográficos de Seattle, o jogador do Vancouver Canucks escolhido foi Kole Lind, o nome dele foi o último a ser anunciado na noite e foi feito pelos donos do time. Lind tem apenas 22 anos e estava jogando pelo time da AHL Utica Comets. É provável que seja enviado para o time afiliado dos Kraken, o Charlotte Checker, para se desenvolver. 

    Os últimos dois nomes dessa lista pertenciam ao Washington Capitals e ao Winnipeg Jets, Vitek Vanecek e Mason Appleton foram eles. Vanecek, de 25 anos, era o goleiro auxiliar dos Capitals e jogou 21 jogos na temporada passada. Appleton, também de 25 anos, era atacante dos Jets e fechou um contrato com os Kraken de 900 mil dólares. 

    E agora?

    Esse foi só o começo para Seattle. Os nomes desse roster inicial devem sofrer algumas alterações ao longo dos próximos dias, mas o trabalho com toda certeza aumentou agora que a equipe técnica tem uma lista oficial. 

    O treinador principal do time, Dave Hakstol, falou ao vivo no draft de expansão que quer um time que jogue em equipe, sem jogadores egoístas e que eles vão começar do zero para montarem um elenco com jogadores que trabalhem duro, joguem um pelo outro e também pela cidade de Seattle.

    O primeiro jogo na casa da nova franquia será contra o Vancouver Canucks e acontecerá no dia 23 de outubro. A NHL divulgou nessa quinta-feira (22) a agenda geral dos jogos da próxima temporada. Mas bem antes disso, na sexta (24) acontece o draft da liga, e Seattle tem a segunda escolha da noite na primeira rodada. O 2021 NHL Draft terá transmissão em português na ESPN2, às 21h do horário de Brasília.

  • Monte um time de hockey e te diremos qual livro é a sua cara

    Monte um time de hockey e te diremos qual livro é a sua cara

    Hockey como plano de fundo para livros e filmes não é novidade. No início do mês, a franquia de Seattle contou um dos motivos pelos quais seu nome está demorando tanto tempo para ser decidido: esbarraram em um problema de diretos autorais. Isso porque, o nome favorito para a franquia, Seattle Sockeyes, já é usando em uma série de romances escrito pela americana Jami Davenport.

    Entretanto, essa não é a única série com hockey como plano de fundo. E nem apenas de romances vivem os livros sobre hockey. Dessa forma, resolvemos indicar um livro para o fãs de hockey se aventurarem enquanto esperamos Seattle resolver qual será o nome do seu time. Para isso, monte seu time dos sonhos e não esqueça de compartilhar com a gente qual livro você vai ler, ok?

  • Nome de Seattle esbarra na literatura

    Nome de Seattle esbarra na literatura

    Nos últimos dias viralizaram no mundo do esporte boatos sobre possíveis nomes para a nova franquia da NHL em Seattle. Um dos nomes sugeridos seria Seattle Sockeyes. Entretanto, também haviam boatos de que o nome não seria aceito devido a direitos autorais. Isso acontece quando um nome já é utilizado por outra franquia ou produto midiático. Mas, o que ninguém esperava era a maneira que essa história seria desvendada: o nome de fato já é utilizado e patenteado por uma escritora.

    Jami Davenport publicou em 2014 o primeiro volume da série de livros denominada justamente de Seattle Sockeyes Hockey. Sports Romance, como é conhecido o gênero literário na América do Norte, são romances dos quais, o protagonista ou ambos os protagonistas, são esportistas. Sendo assim,   Jami é apenas uma das várias autoras que já construíram seu próprio time de hockey no universo literário, contribuindo cada vez mais para a propagação do esporte, mas sem estar de fato vinculado aos times reais, tanto da NHL quanto AHL e times Universitários. 

    Como leitoras vorazes e admiradoras do gênero Sports Romance, o NHeLas não poderia deixar a oportunidade passar. Por isso, vamos contar um pouco dessa confusão a respeito do nome da nova franquia em Seattle  e o quanto o crescimento do hockey como plano de fundo na literatura têm sido cada vez mais benéfico e importante para o esporte.

    Os rumores do nome para o Seattle

    Após a brilhante temporada de estréia dos Vegas Golden Knights, em 2017, surgiram rumores no mundo do hockey sobre a possível criação de mais uma franquia na NHL. Mas foi ao fim de 2018 que esses se concretizaram. O Conselho de Governadores da Liga finalmente aprovou a criação de uma 32ª equipe para integrar a National Hockey League. E a cidade escolhida para sua sede foi Seattle. Desde então, a franquia já criou um canal de comunicação próprio, com uma página no site da NHL, e definiu grande parte da equipe de funcionários do time, incluindo o General Manager e alguns pro scouts. 

    Porém, os fãs de hockey ainda sentem falta de um nome para o novo time, este que ainda não foi confirmado. No entanto, apesar de não existir uma confirmação, saíram nas últimas semanas algumas sugestões que poderiam estar sendo cotados para nomear a futura franquia da NHL. Atualmente, Seattle Kraken é um dos mais cogitados pela equipe de expansão. De acordo com fontes internas confiáveis da própria franquia, a equipe administrativa do time está cada vez mais inclinada a escolhê-lo. Mas ainda sim, Kraken não é a única opção que sugerida. 

    Desde a aprovação da criação do time, surgiram diversas sugestões de nomes. Entre elas estão: Seattle Tottems, Emeralds, Rainiers, Renegades, Sea Lions, e também Sockeyes. O último, no entanto, possui um plot curioso e que o Seattle talvez não esperasse: o nome já é utilizado e seus direitos autorais são da escritora Jami Davenport. O mais interessante é que o nome  cotado pela futura franquia é o mesmo nome dado ao time de hockey que a própria escritora criou para a sua série de livros, Seattle Sockeyes Hockey. Teria Davenport previsto a franquia de Seattle?

    Os Seattle Sockeyes de Jami Davenport 

    Foi em 2014 que Jami Davenport publicou o primeiro livro da série Seattle Sockeyes Hockey. Na época, ainda não se falava sobre uma expansão da NHL. Vegas ainda era uma possibilidade distante, quem dirá Seattle. Entretanto, a imaginação de uma escritora não tem limites e, apaixonada por esportes, Jami Davenport se permitiu imaginar como seria este time. Desde então, já são 13 livros publicados neste universo, contando spinn-offs e especiais.

    A série, num geral, explora o time de hockey de Seattle, desde sua criação até a temporada presente da equipe atuando na Liga Nacional de Hockey. Cada um dos livros aborda um jogador específico do universo da série; suas frustrações com a carreira, empecilhos, problemas pessoais e interesses amorosos. 

    Os três primeiros livros da série Seattle Sockeyes Hockey, escritos por Jami Davenport.
    Foto: Reprodução/goodreads.com

    Além disso, a autora explora bastante o mundo do hockey, os jogadores durante os jogos e os empecilhos diários para cultivar e manter uma boa carreira na NHL. Ela aborda também as jogadas, a maneira que as partidas se desenvolvem, fazendo com que o leitor sinta como se estivesse dentro da arena, assistindo a tudo de perto, sentindo as mesmas emoções que cada personagem sente. 

    O primeiro livro da série, Skating on Thin Ice, é o livro mais acessado da autora e que mais possui avaliações no Goodreads, rede social para leitores compartilharem suas leituras, descobrir novos autores e avaliar suas obras preferidas. Os  demais livros da série Seattle Sockeys também tiveram boas avaliações dos leitores nos aplicativos de leitura. O mais novo livro do spin-off da série, “Shutout: A Seattle Sockeyes Puck Brothers Novel”, segue o mesmo padrão. Lançado em 30 de janeiro, já possui 114 classificações de leitores no GoodReads (com média de 4,04 estrelas) e 68 avaliações sobre a leitura no mesmo aplicativo. 

    As avaliações dadas ao primeiro livro da série no Goodreads.
    Foto: Reprodução/goodreads.com

    Quando nomes para a futura franquia da NHL em Seattle começaram a ser cogitados, e entre eles se encontrava “Seattle Sockeyes”, Jami resolveu tomar algumas medidas para a proteção de sua obra. A autora optou por fazer o trademark do nome do time. O intuito era de preservar a nomenclatura criada por ela para a série de livros e também para que esta não fosse utilizada da maneira incorreta em outros locais, sem os devidos direitos autorais. 

    Desde que os rumores surgiram, a escritora tem recebido alguns comentários indesejáveis de alguns torcedores devido ao grande preconceito que ainda existe em relação a romances que abordam esportes. Por isso, se abstraiu de comentar sobre o assunto na maior parte do tempo. No entanto, apesar de Jami ter afirmado que “não será a pessoa quem impedirá (o NHL Seattle) de utilizar o Sockeyes”, a nova franquia ainda não se posicionou se gostaria de utilizar o nome devido a disputa dos direitos autorais. De qualquer forma, seguimos ansiosos esperando – o nome da equipe ser revelado e mais livros de Jami Davenport. 

    O hockey na literatura

    Jami Davenport não foi a única autora a utilizar o hockey na temática de seus livros. Diversas escritoras já mergulharam no universo do esporte e tiveram a oportunidade de trazê-lo direto para a literatura. A consequência disso tudo foi que as leituras não apenas conquistaram de vez o fã de hockey, mas também um público específico que consome livros com a temática esporte. Atraiu até mesmo aqueles que nunca leram sports romance, mas que acharam o universo do hockey na literatura intrigante e diferente, resolveram arriscar e acabaram por adotar o estilo como favorito. E não são apenas times fictícios na NHL que estas escritoras criam. Boa parte destes livros retratam o ambiente do hockey universitário, abordando preocupações e anseios dos atletas antes de entrarem no profissional. 

    Elle Kennedy é um exemplo. A escritora começou a incluir o hockey em sua escrita em 2009, mas foi em 2015, quando lançou O Acordo (The Deal no original), primeiro livro da série Off-Campus, que passou a ser reconhecida em larga escala. A primeira geração do time de hockey da Briar University atraiu tantos leitores e admiradores que foi o suficiente para Elle ter se tornado não só uma das maiores escritoras de sports romance atualmente, mas uma autora best-seller do New York Times, U.S.A. Today e Wall Street. O Acordo possui cerca de 118 mil classificações no GoodReads e 9.990 avaliações na mídia social para leitores. Além de ser o livro mais acessado e conhecido da escritora canadense, também possui o mesmo status entre livros com a temática sports romance

    O Acordo é o livro mais acessado de Elle Kennedy.
    Foto: Reprodução/goodreads.com

    Desde 2015, o sucesso gerado por Off-Campus proporcionou a Kennedy criar mais 3 livros para a série. Além disso, escreveu também um spin-off desta, Briar U, que foi tão bem recebida quanto a primeira. Os livros não só abordam personagens com problemas reais e que são tabu na sociedade. Eles também mostram um lado que muitos leitores nunca viram do hockey. O fato de Kennedy prezar pelo detalhe em sua escrita faz com que o leitor se sinta diretamente dentro do universo criado por ela. Eles sentem as frustrações do personagem dentro do rink, comemoram a cada gol, e se colocam em seu lugar dentro da partida (e fora dela) diversas vezes. É como se estivéssemos dentro de um jogo da Briar University, com os melhores assentos, proporcionados pela escritora. Aqui no Brasil, os livros de Elle Kennedy são publicados pela Editora Paralela.

    Toni Aleo é a criadora da série de livros Nashville Assassins, entre outras tantas.
    Fonte: Reprodução / instagram.com/tonialeo1

    Outra autora a aderir o gênero sports romance em sua escrita foi Toni Aleo. Torcedora fiel e apaixonada do Nashville Predators, a escritora born n’ raised no Tennessee decidiu em 2013 que precisava transcender seu amor pelo hockey para a escrita. E foi assim que a série Nashville Assassins nasceu – uma singela homenagem ao seu time do coração dentro da literatura. O primeiro livro fez tanto sucesso que a autora criou uma série com mais vinte e um, contando os especiais. Além disso, também criou um spin-off da primeira sobre uma nova geração do tão amado Assassins, time criado pela autora no universo. Existem também outras séries com a temática esporte criadas pela estadunidense, como Bellevue Bullies e Ice Cats. 

    Sarina Bowen também já nos presenteou com diversas obras com times de hockey que ganharam nosso coração. Ivy Years é a série mais famosa da autora, que já conta com 8 livros, contando os especiais. Seguidamente, a escritora também criou os Brooklyn Bruisers, que originaram 3 livros e mais um spin-off da série, com quatro. Juntamente de Elle Kennedy, a também estadunidense escreveu as séries Him e WAGs, ambas de grande sucesso entre os apaixonados por Sports Romance.

    Importância dos livros para o esporte

    Todas estas obras e autoras têm algo em comum: foram responsáveis,  de certa forma, na propagação do hockey, principalmente entre públicos que não eram familiarizados com o este anteriormente. Existem diversos leitores que apenas conheceram o universo do esporte devido a livros como estes. Pessoas estas que, inspiradas pela paixão que cada escritor possui pelo esporte e colocou dentro de cada livro, hoje possuem um time favorito e frequentam jogos. 

    Porém, muitos ainda não reconhecem o tamanho da importância que estes livros possuem. O preconceito ainda é grande. Não só com quem lê livros de sports romance, mas com quem escreve estes. Um julgamento muitas vezes desnecessário, que não reconhece o empenho das escritoras em desenvolver um universo que honre o esporte pelo qual sempre foram apaixonadas. 

    O hockey ainda é um esporte bastante elitista. No entanto, a intenção dos livros é trazer um ambiente mais democrático, onde todos que desejarem são bem vindos a conhecer o universo do esporte. E caso se sentirem à vontade o suficiente, são encorajados a criar o seu próprio universo sobre. Os livros são mais uma maneira de propagar ao mundo o esporte que todos admiramos e pelo qual somos apaixonados. Todavia, não importa o caminho que cada fã tomou para chegar até o hockey, o importante é a paixão por este. 

    Hockey e Literatura podem ser uma ótima combinação. Portanto, deixar o preconceito para trás pode tornar mais fácil o reconhecimento deste fato.

    Imagem: Reprodução/ jamidavenport.com/ @NHLSeattle

  • Seattle chega à NHL em 2021

    Seattle chega à NHL em 2021

    A cidade de Seattle confirmou oficialmente seu retorno à elite do hockey. Na manhã desta terça-feira (4), o NHL Board of Governors aprovou a expansão da liga para sua 32ª equipe, e a “Cidade Esmeralda” será a sua casa.

    A notícia, que já era esperada por muitos, veio junto à outra decisão. O conselho também aprovou um “realinhamento” na NHL, e o Arizona Coyotes passará a fazer parte da Divisão Central. Dessa forma, Seattle ficará na Pacífica, e cada divisão contará com oito times.

    A equipe – ainda sem nome – fará sua estreia na liga na temporada de 2021-22. Os jogos serão no Seattle Center Arena, antiga KeyArena. A casa vai passar por reformas estimadas em U$700 milhões antes que possa receber os jogos da equipe. Com capacidade para 17.400 torcedores em partidas de hockey, a arena deve ficar pronta bem às vésperas da temporada inaugural do “Seattle No Names”.

    Em março deste ano foi realizada uma pré-venda de “cadeiras cativas” para os fãs interessados em acompanhar o time de Seattle jogando em casa. Só nos primeiros 12 minutos de abertura das vendas, 10.000 pessoas já tinham garantido seu lugar. Depois de um dia, o número chegou a 32.000.

    Como aconteceu com Vegas, o time participará do Draft de expansão em 2021. Mas mais esperado que o roster nesse momento é o nome (e todo o pacote que vem com ele, como logo, uniformes etc.) que eles vão levar. No entanto, este anúncio só deve ocorrer em 2020, um ano antes da estreia da franquia.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Seattle oficializa pedido por equipe da NHL

    Seattle oficializa pedido por equipe da NHL

    A prefeita de Seattle, Jenny Durkan, confirmou nesta terça (13) que a solicitação por uma equipe de expansão da Liga Nacional de Hockey foi oficialmente apresentada.

    Em dezembro, NHL já havia autorizado Seattle a apresentar o pedido. O grupo Oak View, que comanda o projeto, submeteu todos os documentos necessários à NHL, e um depósito de US$10 milhões foi realizado junto à requisição.

    Alguns dias antes, o conselho da cidade aprovou quase unanimamente um plano de renovação da KeyArena, antiga casa dos SuperSonics (NBA), no valor de US$ 600 milhões, afim de que a arena possa receber um futuro time da NHL.

    “Próximas etapas para a NHL em Seattle: Revisão do pedido, submissão de informações adicionais, verificações necessárias da liga, revisão com o Comitê Executivo da NHL, recomendação para o Conselho da liga.”

    Se não houver nenhum grande atraso, a Cidade Esmeralda poderá receber a 32ª equipe da liga para a temporada de 2020-21.

    A NHL chegou a 31 times nesta temporada com a chegada do surpreendente Vegas Golden Knights, que enviou a mesma solicitação em junho de 2015.

     

    Foto: Reprodução/The Seattle Times