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  • Para quem torcer nestas Olimpíadas de Inverno

    Para quem torcer nestas Olimpíadas de Inverno

    Com as Olimpíadas de inverno em Pequim se aproximando, nada melhor do que um quiz para descobrir qual a melhor seleção masculina de hockey para torcer nesta disputa pela medalha de ouro.

    Dentre as opções temos as seleções mais conhecidas e de tradição como Estados Unidos, Canadá, ROC (nome da Rússia nas competições esportivas), Alemanha, Finlândia. E também temos as menos conhecidas que podem mostrar bons jogadores e nos surpreender como Latvia, China, Dinamarca, Suécia.

    Vem descobrir para qual seleção você pode mostrar o seu apoio.

     

  • 2022 World Junior Championship

    2022 World Junior Championship

    Como já sabemos, em dezembro acontece o Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF. Os fãs de hóquei aguardam ansiosamente por este evento: uma tradição de férias que tem ganhado popularidade desde seu primeiro torneio oficial em 1977. Depois de ser disputado em uma arena vazia em Edmonton no ano passado, o torneio estava de volta à Edmonton (CAN) e Red Deer (CAN), onde era disputado diante de pelo menos parte das torcidas de cada equipe. Inicialmente, o torneio estava programado para ser em Gotemburgo, na Suécia, mas por conta da COVID, a IIFH preferiu manter os mesmos locais do ano passado. Os jogos foram disputados no Rogers Place, casa dos Edmonton Oilers, e no ENMAX Centrium, casa dos Red Deer Rebels.

    Dez equipes iriam competir entre si pela taça durante o período entre 26 de dezembro de 2021 e 5 de janeiro 2022 — quando aconteceria a final da competição. Porém, ontem (29)  tivemos a notícia do cancelamento do restante do evento, devido aos casos de COVID 19 nas equipes.

    Os países que estavam na disputa do World Junior de 2022 eram: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Czechia e Áustria. Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).

    Normalmente, haveria um time rebaixado no final do torneio do ano anterior. No entanto, devido às circunstâncias diferentes com a pandemia, o time que teria sido rebaixado ainda poderia participar do torneio deste ano. Essa equipe teria sido a Áustria que terminou em 10º em 2021. Se as regras originais estivessem em vigor outra equipe seria promovida ao grupo principal. Este ano a Austria permanece e eles têm mais uma oportunidade de competir.

    O Grupo A teve sede em Edmonton e incluiu Canadá, Finlândia, Alemanha, República Tcheca e Áustria. O Grupo B esteve baseado em Red Deer e foi composto por EUA, Rússia, Suécia, Eslováquia e Suíça.

    A equipe dos EUA foi para o torneio buscando defender o seu título como atuais campeões, com uma equipe de peso pronta para brigar por uma vaga nas semi, incluindo um número considerável de jogadores prontos para o draft de 2022. O Canadá ficou aquém de um torneio perfeito no ano passado, mas conquistou um novo elenco forte, enquanto buscava por revanche pelo segundo lugar do ano passado. Ambas as equipes ficaram sem seus membros-chave do ano anterior, mas existe muito talento nestes novos times.

    William Eklund vinha como uma força motriz, já que a Suécia parece ter se recuperado do resultado decepcionante de 2021, onde acabou perdendo nas quartas-de-final. Eklund perdeu o torneio do ano passado depois de um teste positivo para COVID-19 e parecia ser um dos líderes da Suécia este ano. A Rússia também é outra equipe que teve um final decepcionante no ano anterior, onde mesmo com um grupo talentoso, que inclui o goleiro Yaroslav Askarov, conseguiu apenas disputar a terceira colocação. Para este ano a equipe tinha uma boa perspectiva com o jovem fenômeno Matvei Michkov, que certamente é um às na manga.

    Outra seleção que foi para o torneio em busca da conquista é a da Alemanha, que mesmo com um ano passado difícil devido à um surto de COVID-19 na equipe, chegou mais uma vez com o seu líder Tim Stützle e esperava se recuperar da eliminação do ano passado nas quartas-de-finais. 

    Alguns jogadores que merecem ser observados

    Equipe Canadá – Owen Power

    foto: reprodução/theathletic.com

    Parece que Owen Power tem algo a provar nesta temporada. Na primavera passada, os Buffalo Sabres ficaram com uma difícil decisão sobre sua primeira escolha geral do draft. E ao contrário de muitos drafts, não havia um super favorito e sim até cinco jogadores diferentes chamando a atenção ao longo do ano para serem first pick. No final, os Sabres escolheram Power, um gigantesco defensor da Universidade de Michigan.

    Finalmente, após um ano de interrupções e atrasos, os fãs poderão ver do que Power é capaz. Mas esta não é a primeira vez que ele joga internacionalmente pelo Canadá, o defensor de 1,80 m de altura, vestiu o uniforme de folha de bordo no final da temporada passada (2020-21) no Campeonato Mundial de Hóquei, onde foi um dos jogadores mais jovens do torneio. Contra alguns jogadores com quase o dobro de sua idade, ele teve um desempenho notável, somando três pontos em 10 jogos, enquanto os canadenses conquistaram sua primeira medalha de ouro desde 2016.

    Equipe EUA – Sasha Pastujov

    foto: reprodução/dobberprospects.com

    A seleção mundial de juniores dos Estados Unidos tem apenas seis jogadores que estavam na disputa de 2021 e apenas três destes são atacantes. Isso os coloca em desvantagem na busca pela segunda medalha de ouro consecutiva; a experiência pode significar a diferença entre ganhar uma medalha e voltar para casa mais cedo. Sem Trevor Zegras e Alex Turcotte, os americanos precisarão encontrar contribuintes ofensivos significativos de seu grupo de recém-chegados. Felizmente, eles têm um dos melhores artilheiros da Ontario Hockey League em sua lista: Sasha Pastujov.

    A equipe dos EUA geralmente não conta com jogadores canadenses, mas principalmente das equipes universitárias e do Programa de Desenvolvimento Nacional dos Estados Unidos (USNDP). No entanto, se Pastujov tivesse seguido seu plano inicial, ele estaria baseado nos Estados Unidos; ele patinou pelo USNDP por duas temporadas e se comprometeu com a Notre Dame. No entanto, tudo mudou quando os Anaheim Ducks o recrutaram na terceira rodada do Draft de 2021 e, surpreendentemente, assinaram com ele um contrato básico menos de um mês depois. Isso o tornou inelegível para jogar hóquei universitário, então ele optou por se juntar ao Guelph Storm da OHL para a temporada 2021-22.

    Apesar das surpresas, Pastujov tem sido um dos melhores jogadores do campeonato. Em 26 jogos da OHL, o lateral tem 20 gols e 35 pontos. Ele tem sido indiscutivelmente o melhor jogador do Storm, ajudando-os a chegar ao primeiro lugar em sua divisão.

    Equipe Suécia – William Eklund

    foto: reprodução/ theplayoffs.com.br

    Nenhum jogador está mais preparado para o Mundial de Juniores de 2022 do que William Eklund. Ele foi um dos vários suecos a perder o torneio de 2021 depois de contrair o COVID-19, roubando-o de sua estreia na categoria sub-20. Sem dúvida desanimado, ele voltou à Liga Sueca de Hóquei (SHL), terminando sua primeira temporada completa no campeonato com 23 pontos em 40 jogos, o segundo maior total para um jogador sub-20. Isso o tornou um favorito entre os cinco primeiros no Draft da NHL, mas acabou sendo a sétima escolha geral, quando o San Jose Sharks o agarrou. Eles não poderiam ter ficado mais felizes com o resultado, já que o talentoso Eklund tirou os Sharks do acampamento, marcando um ponto em cada um dos três primeiros jogos da NHL.

    Com a experiência da NHL em seu currículo e um crescente papel de liderança, Eklund está pronto para deixar sua marca no Mundial de Juniores. Ele é o tipo de jogador que torna aqueles ao seu redor melhores graças à sua inteligência e visão de elite, e ele provavelmente foi a peça que faltava e poderia ter impulsionado o quinto lugar da Suécia.

    Equipe Finlândia – Brad Lambert

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    A Finlândia trouxe dois candidatos em potencial altamente elogiados para o projeto de 2022 para Edmonton neste mês. Muitos ficarão ansiosos para ver pela primeira vez Joakim Kemell, que destruiu na Liga Finlandesa nesta temporada aos 17 anos. Outros ficarão curiosos para ver como seu companheiro de equipe Brad Lambert se sairá. Antes considerado uma escolha potencial para a primeira escolha geral, ele despencou no ranking de draft após um desempenho mediano no World Junior de 2021.

    Lambert tem todas as habilidades para ser uma peça-chave para os finlandeses este ano; ele é um dos vários jogadores que retornaram da equipe vencedora da medalha de bronze do ano passado e provavelmente terá um papel maior neste time. Ele também está familiarizado com Kemell, Samuel Helenius – que também voltaram do time de 2021 – e o defensor Ville Ottavainen, todos selecionados do JYP. O mais importante para Lambert são as conexões que ele fez com a equipe finlandesa na bolha do ano passado e terá um papel importante no sucesso dele e de sua equipe em 2022.

    Equipe Rússia – Matvei Michkov

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    É sempre emocionante debater os méritos de dois jogadores altamente qualificados que estão concorrendo à primeira escolha do draft. No ano passado, foi Tim Stützle e Quinton Byfield e este ano será Connor Bedard e Matvei Michkov.

    Bedard é o favorito para ficar em primeiro na escolha geral de 2023 para aqueles que o viram na Western Hockey League nesta temporada como um estreante com o Regina Pats. É por isso que Michkov será observado tão de perto no World Junior deste ano; os fãs ouviram o nome e o hype, mas têm pouco em que se basear. Tal como Bedard, Michkov enfrenta adversários muito acima da sua idade, visto que o jovem russo é um dos poucos jogadores Sub-18 da KHL esta temporada. Ele também é um dos melhores, com cinco pontos em 13 jogos, o que o coloca em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 da liga.

    Equipe República Tcheca – Jan Mysak

    foto: reprodução/lastwordonsports.com

    Os tchecos tiveram uma experiência difícil nos torneios mundiais de juniores recentes. Eles não ganham uma medalha desde 2005 e, desde então, terminaram apenas em quarto lugar uma vez.  Mesmo com jogadores talentosos como Martin Necas, David Pastrnak, Tomas Hertl, Vitek Vanecek, Petr Mrazek e Libor Hajek durante esse tempo, sua seca de medalhas seguiu, já que nenhum deles conseguiu impulsionar seu time além de um dos quatro grandes (Canadá, Estados Unidos, Finlândia ou Suécia). Se a equipe deste ano conseguir um avanço, no entanto, provavelmente terá muito a ver com Jan Mysak.

    Mysak está entrando em seu terceiro torneio mundial de juniores, juntando-se a Yaroslav Askarov, Simon Knak, Holtz, Samuel Knazko e Marko Stacha como os únicos jogadores neste ano. Essa experiência por si só dá à República Tcheca uma vantagem na competição no Grupo A, que inclui Canadá, Alemanha e Finlândia, simplesmente porque esses jogadores têm um nível de conforto que só pode ser conquistado por terem jogado em anos anteriores. Mysak deve retornar como capitão, mas mesmo que não volte, ele se certificará de que todos estão adequadamente preparados para lidar com o maior torneio de suas carreiras até agora. Isso o torna um dos jogadores mais importantes de seu time, e se ele puder se manter consistente em seu jogo, então o resto de seu time provavelmente o seguirá.

    Time Alemanha – Florian Elias

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Ninguém poderia ter adivinhado que um dos artilheiros do Campeonato Mundial Júnior de 2021 seria um ala alemão de 1,72 m não convocado, mas foi o que aconteceu. Depois de cinco jogos, Florian Elias tinha nove pontos, o sexto maior total de qualquer jogador no torneio, incluindo Payton Krebs, Arthur Kaliyev e Cole Perfetti, todos os quais já disputaram jogos na NHL. Enquanto ele foi ajudado pelos companheiros de equipe Tim Stutzle e John Peterka, é preciso um talento especial para acompanhar esses jogadores. Isso é o que Elias é, especial.

    Apesar de seu tamanho, Elias é um dos melhores jovens atacantes da Alemanha desde que estreou na Deutsche Eishockey Liga (DEL) em 2020-21. Naquela temporada, ele somou oito pontos em 34 jogos, ficando em quinto lugar entre os jogadores sub-20 e ganhando o prêmio de Estreante do Ano. Ele foi igualmente eficaz em 2021-22, marcando quatro pontos em 21 jogos pelo Adler Mannheim.

    Equipe Suíça – Lorenzo Canonica

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Nações menores, como a Suíça, raramente têm muitos jogadores juniores de primeira linha para escolher e criar seus escalações mundiais de juniores. Isso geralmente significa que os jovens jogadores têm mais oportunidades de desempenhar um papel maior do que em uma nação como a Suécia ou a Finlândia. Esse foi o caso de Lorenzo Canonica, que foi selecionado para a seleção suíça Sub-20 no ano passado, com 17 anos. Depois de somar 19 pontos em 20 jogos no suíço U20-Elit, ele viajou para Edmonton, onde marcou uma única assistência em quatro jogos, um dos nove jogadores a marcar um ponto para sua equipe no torneio de 2021.

     

    Equipe Eslováquia – Simon Nemec

    foto: reprodução/iihf.com

    Pode ser surpreendente que o currículo mais impressionante do torneio não venha do Canadá, Estados Unidos ou Suécia, mas da Eslováquia. Ainda com 18 anos, Simon Nemec já garantiu o título de melhor zagueiro do seu país desde Zdeno Chara e não parece que vai parar tão cedo. Ele fez sua estreia profissional aos 15 anos na liga principal da Eslováquia com o HK Nitra e liderou sua equipe em gols entre os defensores no seu segundo ano. Na mesma temporada, aos 16 anos, estreou no Mundial Júnior, onde liderou os eslovacos marcando quatro pontos em cinco jogos.

    Nesta temporada, Nemec continuou a dominar a Eslováquia, classificada em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 com 13 pontos em 22 jogos, e foi um dos jogadores selecionados para a qualificação olímpica da Eslováquia. Não há dúvida de que ele deve ser uma escolha entre os cinco primeiros no draft da NHL, mas isso pode ser impulsionado por uma forte participação no Mundial de Juniores de 2022.

    Equipe Áustria – Marco Kasper

    foto: reprodução/skysportaustria.at

    Uma das melhores perspectivas para o draft de 2022, o pivô Marco Kasper de 17 anos tem sido presença regular na Liga Sueca de Hóquei nesta temporada pelo Rögle BK. Ele liderou suas seleções sub-20 com o maior ritmo de pontos por jogo, marcando quatro pontos em três jogos. Este é o seu segundo Mundial de Juniores, depois de vestir o uniforme para os austríacos no ano passado aos 16 anos.

    Kasper é um ponta-de-lança prototípico, usa seu corpo para proteger o disco, e não tem medo de cavar para o disco ficar na frente da rede para um gol sujo. Embora alguns olheiros o vejam como uma escolha do meio para o final do primeiro turno, há uma chance de que um torneio forte possa elevar seu status no draft. No entanto, também existe o risco de ele acabar como Marco Rossi, que estava praticamente invisível no ano passado com a Áustria, apesar de liderar a Liga Canadense de Hóquei em pontos. Vale a pena ficar de olho em Kasper, e seu desempenho deve ditar como a Áustria termina.

    Cancelamento do World Junior devido à COVID-19

    Infelizmente ontem (29) tivemos a triste notícia que, após a desistência de uma terceira partida em dois dias devido à casos positivos de COVID-19 em algumas seleções, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), o Hockey Canadá e o comitê organizador, com poucas opções para continuar um torneio com uma alta competitividade, optaram por seu cancelamento.

    O torneio começou no domingo (26), mas os jogadores com teste positivo para COVID-19 colocaram o atual campeão Estados Unidos, a Rússia e a República Tcheca em quarentena obrigatória na quarta-feira (29).

    As equipes chegaram a Alberta em 15 de dezembro, ficaram em quarentena por dois dias e foram testadas antes de poderem patinar. Três jogadores e dois oficiais testaram positivo para o vírus antes do início do torneio. O calendário pré-torneio foi reduzido a um jogo por equipe, com checos e suíços impossibilitados de jogar qualquer partida de aquecimento.

    “A propagação contínua do COVID-19 e da variante Omicron nos forçou a reajustar nossos protocolos quase imediatamente após a chegada para tentar ficar à frente de qualquer propagação potencial”, disse o presidente da IIHF Luc Tardif em um comunicado. “Isso incluía testes diários e a exigência de quarentena da equipe quando os casos positivos eram confirmados.

    “Devemos às equipes participantes fazer o nosso melhor para criar as condições necessárias para que este evento funcione. Infelizmente, isso não foi suficiente. Agora temos que dedicar algum tempo e nos concentrar em trazer todos os jogadores e equipe de volta para casa em segurança ”.

    Dois americanos com resultado positivo foram o motivo da desistência do jogo de terça-feira (28) contra os suíços. Um jogador tcheco e um russo com teste positivo significaram a perda dos jogos de quarta-feira (29) envolvendo essas equipes.

    O Canadá estava programado para jogar seu terceiro jogo da rodada preliminar contra a Alemanha na noite de quarta-feira (29). “O Hockey Canada tem trabalhado incansavelmente desde o início da pandemia COVID-19 para garantir que esteja equipado para receber eventos internacionais de classe mundial em um ambiente seguro e saudável”, disse o Hockey Canada em um comunicado atribuído ao presidente Scott Smith e diretor executivo Tom Renney.

    “Apesar de nossos melhores esforços, e continuamente adaptando e fortalecendo os protocolos, infelizmente não alcançamos nossa meta de completar o Campeonato Mundial Júnior de 2022 da IIHF e distribuir medalhas em 5 de janeiro devido aos desafios do cenário atual do COVID-19.”

    “Desde o início da pandemia, sempre priorizamos a saúde e a segurança dos participantes do evento e da comunidade em geral, e devido às notícias de que encontramos casos positivos no ambiente do World Juniors, entendemos e apoiamos a decisão de cancelar o restante do evento. Embora saibamos que essa é a decisão certa, nos solidarizamos com todos os participantes que conquistaram a oportunidade de representar seus países no cenário mundial e que não serão capazes de realizar esse sonho em sua totalidade”.

    Os protocolos para o campeonato mundial de sub-20 de 2022 foram estabelecidos antes que a onda da variante Omicron levasse o IIHF a cancelar seis torneios de janeiro, incluindo o campeonato mundial feminino de sub-18 na Suécia, de acordo com Tardif.

    “Para colocar isso em contexto, havia oito jogos da NHL adiados quando as equipes entraram na quarentena de chegada no dia 15. Quando aceitamos a recomendação de cancelar os eventos de janeiro no dia 23, havia um total de 62 jogos da NHL adiados. É assim que a situação mudou rapidamente ”, disse Tardif em entrevista postada no site do IIHF antes do anúncio do cancelamento.

    O cancelamento interrompe uma série de 44 anos consecutivos do campeonato mundial sub-20 masculino da IIHF. “Em nossa opinião, interromper o Campeonato Mundial é uma decisão razoável”, escreveu Lars Weibel, o diretor de seleções da Federação Suíça de Hóquei no Gelo, em um post no Twitter. “Face à situação atual, infelizmente já não é possível garantir um torneio justo a nível desportivo.”

    Depois que o jogo Tcheca-Finlândia foi cancelado e antes do torneio ser cancelado, a IIHF anunciou que árbitros e bandeirinhas teriam que usar máscaras durante os jogos.

    O cancelamento do Sub-20 é só mais um do IIHF que, no final da semana passada, cancelou o mundial feminino de sub-18, uma decisão que foi fortemente criticada. O campeonato estava programado para acontecer de 8 a 15 de janeiro em Linkoping e Mjolby, na Suécia. É o segundo ano consecutivo em que o torneio foi cancelado depois que o evento de 2021, também programado para Linkoping e Mjolby, foi cancelado devido à pandemia.

    Não sabemos se os protocolos e a vigilância feita pelos organizadores do torneio foi o suficiente, mas com o avanço da variante Omicron, acreditamos que esta tenha sido a melhor decisão da IIHF, para assim não comprometer a saúde de todos os participantes do campeonato. 

    Os tempos continuam sombrios, então vamos lembrar de nos cuidar e garantir que possamos enfrentar mais uma vez estes momentos sombrios.

    Foto: Reprodução / worldjuniorslive.com

  • Mundial de Hockey Júnior  IIHF termina com ouro para o Canadá

    Mundial de Hockey Júnior IIHF termina com ouro para o Canadá

    O Mundial de Hockey Júnior aconteceu entre os dias 26 de dezembro e 05 de janeiro, em Ostrava e Trinec, na República Tcheca. Neste domingo (05) tivemos a final e a disputa pelo terceiro lugar.

    Diferentemente do Mundial de Hockey que ocorre após o fim da temporada, o IIHF World Junior Championship não é recheado de estrelas, mas sim de jovens elegíveis para o draft de 2020, ou que já possuem contratos com times da NHL, porém que ainda estão sendo testados em seus afiliadas.

    O campeonato serve como uma forma de ver como os principais prospects jogam, principalmente em equipe. Para os olheiros da NHL, isso é crucial para que jogadores sejam draftados ou incluídos nas suas respectivas equipes após resultados considerados satisfatórios na competição.

    Canadá 4, Rússia 3

    A princípio, a partida foi muito acirrada entre as duas equipes. A equipe do Canadá havia perdido de 6-0 nas fases de grupo para a mesma Rússia. Por isso, os jovens teriam de dar o melhor de si no rinque. Além disso, ganhar esse jogo era uma questão de honra para os rivais de gelo.

    Todavia, os russos não planejavam deixar esse caminho fácil. O primeiro período foi sem gols. Entretanto, no segundo período, a Rússia ganhava de 2-1, com gols de Nikita Alexandrov (STL) e Grigori Denisenko (FLA). O único a marcar para o Canadá foi Dylan Cozens (BUF).

    No terceiro período, a Rússia aumentou o placar, deixando então 3-1. O autor do gol foi Maxim Sorkin. O que parecia um jogo terminado, sem chances de reviravoltas se transformou graças ao capitão canadense, Barret Hayton (ARZ).

    24 horas antes da Final, Hayton não estava confirmado para o jogo. Na partida contra a Finlândia ele se machucou e seu estado parecia ser grave. Contudo, Hayton não poderia deixar o time sem seu capitão. Após avaliação da equipe médica, Hayton recebeu o OK para jogar a final.

    Sua presença no gelo foi fundamental para a reação do Canadá. Após Connor McMichael ter feito o segundo gol do país, Hayton foi quem marcou o gol de empate durante um power play, quando faltavam 8 minutos para o término da partida.

    O gol da vitória veio com menos de 4 minutos para o final do jogo. Empatado em 3-3, Akil Thomas foi atrás do puck quando ele chegava ao topo da linha do gol. Ele conseguiu fazer um backhand, lançando-o até as redes de Amir Miftakhov.

    Assim, ele deu ao Canadá uma dramática vitória no clássico entre Canadá-Rússia no World Juniors. Foi o único gol de Thomas, que é prospect do LA Kings, na competição. Entretanto foi suficiente, já que foi o gol da vitória do time canadense, que faturou a 18° medalha de ouro da história do país.

    Suécia 3, Finlândia 2 (3° Lugar)

    Após serem eliminados pela Rússia, a Suécia teve a chance de conquistar a medalha de bronze do Mundial contra a Finlândia. Porém, jogar contra os campeões do ouro de 2018 não seria tarefa fácil.

    A equipe possui jogadores excelentes, como por exemplo Justus Annunen (COL), Patrik Puistola (CAR) e Kristian Tanus. Portanto, derrotá-los seria uma tarefa complicada. Do outro lado, a Suécia contava com nomes como Samuel Fagemo (LAK), Nils Hoglander (VAN) e Rasmus Sandin (TOR).

    No primeiro período, apesar da equipe da Suécia ter tido o primeiro power play da partida, quem abriu o placar foi a Finlândia. Kim Nousiainen (LAK) deu uma volta pela rede e lançou para Patrick Puistola (CAR), que enterrou para as redes do goleiro Hugo Alnefelt (TBL).

    Entretanto, após 3 minutos, o defensor Rasmus Sandin abriu o placar para os suecos. Em uma jogada no power play, o tiro de Sandin passou pelas redes de Annunen. Porém, logo após um turnover de Nils Hoglander, a Finlândia marcou e novamente lideraram o placar, por 2-1.

    No segundo e no terceiro período, a Suécia dominou a partida. Graças a seu goleiro Anelfelt, que fez defesas cruciais, a equipe ganhou de 3-2 com gols de Samuel Fagemo e Linus Oberg.

    Fagemo terminou o World Juniors sendo o jogador com mais pontos e gols, 13 e 8 respectivamente. Hoglander ficou em terceiro lugar, com 11 pontos e 5 gols, e em quinto lugar, mais um jogador suéco, dessa vez o defensor Sandin, com 10 pontos, 3 gols e 7 assistências.

    Principais jogadores do Mundial

    Alexis Lafrenière

    Considerado um dos melhores prospects desde Connor McDavid, já era de ser esperar que o canadense Alexis Lafrenière fosse nomeado melhor forward e MVP do torneio. Se espera que Lafrenière seja a 1ª pick no draft em junho.

    Ele perdeu 2 jogos devido a uma lesão na perna, entretanto voltou a tempo para a conquista do ouro. Na competição, marcou 10 pontos (4 gols, 6 assistências) em apenas 5 jogos. Na partida contra a Rússia fez 2 assistências.

    Por outro lado, Lafrenière, jogando pelo Rimouski Oceanic na QMJHL, atualmente tem 23 gols e 47 assistências em 32 jogos. Ele se destaca pela grande habilidade de manusear o taco, mesmo em situações complicadas.

    Barrett Hayton (ARZ)

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes e capitão do Canadá, no Mundial de Hockey Júnior

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes, foi o capitão do Canadá. Ele terminou a competição com 12 pontos (6 gols, 6 assistências), e foi autor do empate que acenderia a potência da jovem equipe.

    Todavia sua presença na final foi decidida no dia, devido a uma lesão. Mesmo assim, com incríveis 20 minutos no gelo, Hayton demonstrou persistência ao liderar seu time a uns dos maiores comebacks da história do Hockey.

    Samuel Fagemo (LAK)

    Samuel Fagemo, prospect do Los Angeles Kings

    Samuel Fagemo foi o principal artilheiro da competição e também quem mais pontuou. Foram 8 gols, 5 assistências, totalizando 13 pontos. Esta foi a primeira vez desde 2000 quem um sueco liderou os pontos do torneio.

    Atualmente, ele joga no Frolunda HC na SHL por empréstimo do Kings. Certamente os grandes resultados no Mundial de Junior trarão chances para jovem jogador brilhar na NHL.

    Alexander Romanov (MTL)

    Alexander Romanov, defensor russo prospect do Montreal Canadiens

    Alexander Romanov, prospect do Montreal Canadiens, foi sem dúvidas um dos melhores defensores da competição. Ele terminou o torneio com 1 gol e 5 assistências, porém, a sua presença no rinque foi crucial para que a Rússia tivesse a disciplina e conseguisse brigar de igual para igual na final.

    Os Montreal Canadiens já declararam que pretendem incluir o jovem de 18 anos em seu elenco no ano que vem. Romanov atualmente joga na KHL pelo CSKA Moscow.

    Rasmus Sandin (TOR)

    Rasmus Sandin, prospect do Toronto Maple Leafs

    Da mesma forma que Romanov, o sueco Rasmus Sandin foi considerado um dos melhores defensores do torneio. Seu recorde na competição é impecável, com 3 gols e 7 assistências, e suas habilidades defensivas ajudaram sua equipe a ganhar o Bronze contra a Finlândia.

    Sandin já jogou 6 partidas pelo Toronto Maple Leafs e atualmente está no afiliado deles na AHL, o Toronto Marlies. É esperado que o sueco, já conhecido pelo técnico do Leafs Sheldon Keefe, definitivamente apareça em mais jogos após grande campanha no Mundial.

    Joel Hofer (STL)

    Joel Hofer, prospect do St. Louis Blues, no Mundial de Hockey Júnior

    O goleiro do Canadá foi considerado o melhor do torneio. Para que o Canadá ganhasse a final, suas defesas foram cruciais para a permanência de um empate, principalmente com a quantidade de penalty kills que o Canadá teve de matar logo no final da partida.

    Ele fez 35 defesas na partida final e terminou o WJC com cinco vitórias e um shutout em seis jogos. Ele liderou a porcentagem de defesas com 0,939 e média de 1,60 gols sofridos.

    Todas as stats do torneio podem ser encontradas no site da IIHF.

    Fotos: IIHF.com/Reprodução

  • #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    Já não é mais novidade o preconceito que grande parte das mulheres sofre quando decide seguir carreira no universo esportivo. Jornalistas, atletas, gestoras, analistas.

    No hockey especificamente, também é sabido que o esporte é dominado pelo sexo masculino.

    Por fim, também são old news que mulheres ligadas ao esporte já sofreram, em algum momento de sua carreira, discriminação. Ainda existe uma parcela do fandom que não conseguiu aceitar que elas também pertencem ao hockey. Sim, tanto quanto os homens. 

    Desse modo, o time feminino de hockey sueco foi um dos que resolveu dizer “chega!” A jogadoras se uniram, e criaram o movimento #FörFramtiden. Este por elas mesmas e pelas futuras atletas, com a intenção de desenvolver um ambiente saudável para todas as meninas que sonham em fazer do esporte seu trabalho um dia. 

    O que é o #FörFramtiden

    Num geral, o #FörFramtiden é um movimento, organizado pelo Time Feminino de Hockey da Suécia. Este tem o intuito de reivindicar melhores condições para as atletas do time. A intenção é criticar a maneira inferior como a confederação tem tratado os times femininos. O tratamento é visto como completamente diferente do destinado aos times masculinhos, em vários aspectos.

    Portanto, protestantes ao descaso, 43 jogadoras da Seleção Sueca Sênior anunciaram, em 14 de agosto, um boicote ao training camp. Também optaram por não participar do Torneio das 5 Nações, que teve início em 20 de agosto de 2019. Tal anúncio foi feito nas mídias sociais das jogadoras, um dia antes da equipe feminina precisar se reunir para o training camp em Bosön, complexo de esportes localizado em Estolcomo, na Suécia, destinado a Confederação de Esportes do país. 

    Parte do manifesto conta com os seguintes dizeres:

    “Todas os jogadoras convidadas a jogar pela Seleção Nacional de Hóquei Feminino da Suécia informaram hoje à Federação Sueca de Hóquei sobre uma decisão mútua e unida. Um total de 43 jogadores foram convidadas para o training camp e Torneio. Porém, ninguém participará de nenhum. A partir de hoje, [nenhuma das atletas] representará as cores azul e amarelo até que a Confederação Sueca de Hockey nos mostre que está disposta a trabalhar ao lado de nossas jogadoras para desenvolver e criar melhores fundamentos para as atletas atuais e para todas as próximas.”

    A resposta da confederação foi que eles estavam surpresos com o manifesto. Porém, em momento algum acabaram por citar as condições que o time feminino precisa enfrentar em todas as competições. Muito menos mencionaram soluções para a criação de melhores ambientes para as jogadoras atuais do time feminino de hockey, e também para as futuras atletas. 

    A importância do movimento

    Seguidamente, as atletas sugeriram, no manifesto, 10 pontos que necessitavam mudanças. Alguns destes são: maiores investimentos monetários nos times de hockey femininos (que são bastante inferiores às equipes masculinas), seguro para as atletas, melhores condições de viagens para os torneios, de uniformes, suplementos nutritivos (estes que muitos atletas afirmam já ter recebido com a validade expirada).  

    Dessa forma, discussões como essas são de extrema importância para que a próxima geração de atletas saiba o seu valor. Por fim, que entendam também que não merecem menos do que o mesmo respeito que os homens pelo trabalho excepcional que fazem. Assim, para que continuem levando tais pautas para que o futuro do hockey feminino seja brihante.

    Atletas apoiando o movimento

    Henrik Lundqvist, sueco que joga pelo New York Rangers, da NHL, declarou apoio ao movimento de suas colegas de seleção. Ele insistiu que, para que exista um acordo entre a equipe sueca de hockey feminino e a confederação de hockey sueca, é necessário diálogo.

    “Onde os recursos são usados ​​hoje? Podemos mudar a priorização / estrutura? Acredito que é bom iniciar um diálogo, porque a situação que as mulheres enfrentam é insustentável. O mais importante é iniciar o diálogo. As mulheres precisam sentir que têm oportunidades certas para realizar o máximo possível [pela equipe], mas, ao mesmo tempo, a Associação Sueca de Hockey no Gelo está se excedendo. (…) Não é sobre grandes recursos. Às vezes são sobre pequenas coisas, extremamente importantes, que fazem a diferença na preparação de qualquer atleta”, afirmou o atleta.

    No entanto, Lundqvist não é o primeiro atleta a apoiar o movimento. Outra iniciativa veio de seu colega de equipe nos Rangers e na seleção sueca. Mika Zibanejad doará 1 dólar para o time feminino a cada hambúrguer vendido no Brödernas, restaurante do qual ele é dono, juntamente com seu irmão e amigos. 

    Logo, discussões como estas são necessárias para ressaltar o mesmo ponto que as mulheres vêm tentando afirmar há anos: elas merecem estar no esporte, e disputar com a camisa de seus países tanto quanto os homens.

    Equipes femininas são tão talentosas e competitivas quanto os times masculinos. Por isso têm o direito de lutar por melhores condições para ter a oportunidade de fazer do esporte seu principal ofício, da mesma maneira que os homens podem fazer. Merecem ser apoiadas por falarem tão abertamente, por lutarem por suas causas em um mundo tão machista, como é o dos esportes. 

    Estamos no século 21. Não existe mais espaço para descriminação e mudanças são necessárias. Agora.

    Foto: Reprodução/theicegarden.com

  • Perfil: Elias Pettersson

    Perfil: Elias Pettersson

    A temporada de rookie de Elias Pettersson foi um dos assuntos mais comentados da temporada 2018-2019. O jovem jogador dos Canucks demonstrou destrezas no gelo elogiadas inclusive por Wayne Gretzky, que o chamou de “jogador mais habilidoso que já vi jogar”. O Vancouver Canucks pode não ter chegado nos playoffs ainda, mas, com Pettersson no ataque, é questão de tempo para o time se ajustar.

    Elias Pettersson nasceu em Sundsvall, na Suécia, em 12 de novembro de 1998. Desde o início da sua carreira, ele ouviu muitas críticas: era magro para o esporte. Dessa forma, em um jogo em que força física conta muito, Pettersson teve que aprender a usar outras habilidades a seu favor.

    Mas isso nunca o desmotivou. Ficava depois dos treinos para melhorar shoots e se aperfeiçoar. Assim, desenvolveu um estilo de jogo único. Chamou tanta atenção com este jogo diferenciado que foi selecionado pelo Vancouver Canucks como quinta escolha do Draft de 2017. Além disso, foi ranqueado como o segundo melhor europeu daquele ano pelo NHL Central Scouting Bureau.

    O jogador, com apenas 20 anos, se encontrou na NHL. Manteve o nível alto e se destacou entre os rookies até pelo menos metade da temporada. Não à toa, Pettersson é um dos finalistas do Calder Trophy, concorrendo com Rasmus Dahlin (Buffalo Sabres) e Jordan Binnington (goleiro do St. Louis Blues).

    Modo Iniciante

    Elias Pettersson passou sua infância em Ange, na Suécia, onde começou a jogar pelo Timrå IK da Hockey Allsvenskan. Depois, subiu para a categoria profissional no mesmo time. Logo em sua segunda temporada, foi o segundo marcador do time. Em 43 jogos, Pettersson fez 41 pontos em 2016-2017.

    Mesmo assim, não foi o suficiente para o Timrå IK ascender. Buscando jogar na SHL, Pettersson assinou um contrato de três anos com o Växjö Lakers, em Abril de 2017. E foi justamente no Växjö que ele teve a oportunidade de criar a sua própria forma de jogar, apreciada na NHL hoje.

    Antes de chegar ao Växjö Lakers, Pettersson não estava feliz com sua forma de jogar. Apresentava cerca de 12 movimentos diferentes ao fazer um shoot. Então, resolveu passar 15 minutos depois do treino todos os dias praticando os mínimos movimentos. Foi assim que aos poucos foi criando a sua característica marcante que impulsionou sua carreira.

    Um adolescente jogando entre homens já formados e mais musculosos que ele, foi fazendo gols e definindo jogos. Pettersson marcou 24 gols, um total de 56 pontos em 44 jogos. Com essas marcas, o sueco levou o prêmio de maior pontuador da SHL, além de rookie do ano na temporada regular e MVP dos playoffs. Por fim, foi eleito foward do ano.

    Modo Carreira

    Um ano após ser selecionado no NHL Draft, Pettersson assinou o contrato (entry-level) com o Vancouver Canucks em Maio de 2018. Uma das especulações dos Canucks ter escolhido o sueco no Draft foi o seu desempenho ao lado de Jonathan Dahlén quando ambos jogavam no Timrå IK. Porém, posteriormente Dahlém foi trocado para os Sharks e hoje joga no afiliado San Jose Barracuda. Vancouver buscou uma dupla de jogadores, mas saiu no lucro ficando com Pettersson que, desde sua estreia na NHL, vem mostrando que de fato é um jogador diferenciado.

    O sueco estreou pelos Canucks em 3 de outubro de 2018, na vitória em cima do Calgary Flames por 5 a 2. Ele marcou seu primeiro ponto e seu primeiro gol na liga neste mesmo jogo. Essa partida era a penas uma amostra do que seria sua temporada.

    Mesmo com lesões, Pettersson foi nomeado rookie do mês em outubro e dezembro (2018), chegando no final do ano com 17 pontos em 14 jogos. Logo depois, em 2 de Janeiro, ele marcou o seu primeiro hat-trick durante a vitória em cima do Ottawa Senators por 4 a 3. Ainda no primeiro mês do ano, ele foi o representante do Vancouver no All Star Game, ficando com a quinta colocação no desafio de velocidade.

    Na vitória de 3 a 2 em cima dos Hawks, no dia 18 de março, o sueco deu uma assistência, marcando seu 61º ponto na temporada. Esta marca fez Pettersson ultrapassar o recorde da franquia em pontos marcados por um rookie, lugar que antes era de Pavel Bure e Ivan Hlinka.

    Elias Pettersson terminou a temporada com um total de 66 pontos em 71 jogos. Dentre eles, 28 foram gols. Sua temporada de rookie foi destacada como uma das melhores dos últimos anos. Sendo considerada a melhor temporada de um novato desde Crosby e Ovechkin em 2005-06.

    Modo Internacional

    A carreira de Elias Pettersson ao lado da seleção Sueca também chama atenção. Ele ajudou a Suécia a levar a medalha de prata no 2018 World Junior Ice Hockey Championships. Em seguida, foi a medalha de ouro no 2018 IIHF World Championship.

    Em 2019, a Suécia foi eliminada pela campeã Finlândia nas quartas do World Championships. Mesmo assim, Pettersson chamou atenção durante o campeonato. Com uma seleção cheia de estrelas da NHL, o jovem jogador dos Canucks atuou ao lado de Gabriel Landeskog, Henrik Lundqvist e Patric Hornqvist, sempre pronto para armar jogadas e marcar gols. Seu formato de jogo foi elogiado com frequência. Sem dúvida, sua primeira temporada na NHL o ajudou a chegar no Mundial com maior experiência no gelo.

    Este foi o primeiro ano de uma carreira que está apenas no início. Elias Pettersson mostra ser um jogador interessado em crescer, e seus números não mentem. Estamos diante de um jogador que pode fazer história dentro da NHL.

    Foto: Reprodução/dailyhive.com

  • Elias Lindholm: o jogador esquecido na NHL

    Elias Lindholm: o jogador esquecido na NHL

    Quando Elias Lindholm foi draftado em 2013, ele tinha marcas para voar na NHL. O Carolina Hurricanes o escolheu ainda na primeira rodada e Lindholm mostrou porque tinha sido a 5ª escolha, ao se tornar o mais jovem sueco a marcar um gol na NHL. Entretanto, depois disso, seus números deixaram chamar tanta atenção. Mas será mesmo?

    Na temporada 2014-15, Lindholm esteve em 81 jogos e conseguiu o maior número de gols em sua carreira, com 17. Já na temporada 2016-17, ele fez apenas 11 gols, mas chegou a sua melhor marca na liga com 45 pontos em 72 jogos. Isso aconteceu porque Elias deu 34 assistências naquele ano.

    Os Canes já jogaram 70 partidas nessa temporada. Lindholm entrou em 69 delas, ficando de fora apenas por causa de uma gripe. Nesses jogos, ele já tem 38 pontos, distribuídos em 15 gols e 23 assistências. Faltando 12 jogos na temporada regular, o sueco pode chegar no maior número de gols da sua carreira na NHL.

    Quando chegou à NHL, Lindholm passou a jogar como ala direita, mas quando seu compatriota Marcus Kruger foi para Charlotte, no início de Fevereiro, o sueco passou a ter mais chances jogando no centro. Seus resultados foram tão bons que, após Jordal Staal pedir um tempo por problemas pessoais, Elias Lindholm precisou jogar no centro, e se manteve nela após o retorno do capitão.

    Atuar como center não era nada novo para Lindholm. É a posição na qual o jogador se sente mais confortável e eficaz, além de ter sido por ela que Canes o escolheu em 2013.

    Destaque recente

    No jogo contra o Chicaco Blackhawks no dia 8 de março, no qual os Canes ganharam por 3 a 2, Lindholm participou dos três gols do time de Carolina, dando duas assistências e organizando a jogada do outro. Ele foi considerado o homem do jogo e essencial para a vitória, tudo isso jogando como center.

    Esse controle de jogo fez com que a mídia começasse a prestar atenção no sueco. Ele gosta de ter uma visão de jogo mais inteligente e menos físico, e a posição central permite que ele o faça.

    Talvez essa seja sua chance de mostrar porque foi a 5ª escolha do draft. Talvez Lindholm esteja finalmente se adequando aos padrões da NHL e, com as devidas oportunidades, venha a trazer resultados.

    Elias Lindholm não nasceu para ser uma estrela. Seu número de gols pode não ser impressionante e ele prefere dar assistências a colocar o puck para dentro. Mas isso não significa que Elias seja um jogador esquecido, pelo contrário.

    Com apenas 23 anos e, jogando na sua posição favorita, Lindholm tem de tudo para crescer e alcançar números ainda mais altos na NHL. Até porque, não só de gols se faz um jogo de hockey.

     

    FotoReprodução/NHL.com

  • Oilers, Devils, Jets e Panthers na Europa

    Oilers, Devils, Jets e Panthers na Europa

    A NHL anunciou nesta terça-feira (6) as datas, locais e informações sobre os ingressos para a Global Series de 2018. Serão cinco partidas ao todo para as equipes norte-americanas: três como parte do calendário regular da NHL, e duas partidas entre um time da liga e outro europeu, pelo NHL Global Series Challenge.

    O New Jersey Devils de Taylor Hall vai encarar Connor McDavid e seus companheiros em Gotemburgo, na Suécia, no dia 6 de outubro. As duas equipes abrem a temporada 2018-19 com esse jogo, mas o duelo é só no final da turnê europeia que começa na Alemanha para os Oilers, e na Suíça para os Devils.

    New Jersey completa seu training camp em Bern e enfrenta o time local (SC Bern) no dia 1º de outubro no primeiro jogo-exibição do Global Series Challenge. Já a equipe de Edmonton vai para Colônia jogar contra o Kölner Haie no dia 3.

    Winnipeg Jets e Florida Panthers estarão na Finlândia em novembro, quando disputam duas partidas pela NHL na Hartwall Arena, em Helsinki. Os jogos serão nos dias 1 e 2, e podem colocar à prova duas estrelas da última semana, anunciadas na segunda-feira (05), em sua terra natal: Patrik Laine (Jets) e Aleksander Barkov (Panthers).

    Ao todo, 22 partidas da NHL já foram disputadas na Europa, inclusive os duelos entre Ottawa Senators e Colorado Avalanche nessa temporada, que aconteceram em Estocolmo. O jogo entre Devils e Oilers será o nono jogado na Suécia pela temporada regular, o primeiro em Gotemburgo. Jets e Panthers jogarão as quinta e sexta partidas na Finlândia, as quais sempre foram em Helsinki.

    A NHL pode anunciar ainda partidas da pré-temporada na China, como fizeram Los Angeles Kings e Vancouver Canucks no ano passado.

  • Swedish Hockey League

    Swedish Hockey League

     Campeonato Sueco de Hóquei no Gelo 

    Dessa vez a liga de destaque será a Swedish Hockey League (SHL), ou se preferirem em sueco: Svenska hockeyligan. A SHL é considerada o melhor e maior campeonato de hockey no gelo da Suécia. A liga teve início no ano de 1975, mas antes de chegar aí tem muita história pra contar!

    Os suecos já eram familiarizados com o hockey desde 1920, quando um cineasta americano, chamado Raul Le Mat introduziu o hockey no país. A partir disso as competições eram limitadas e realizadas em torneios independentes.

    Só em 1952-53 foi usado o título “Campeão Sueco”, para aquele que vencesse o campeonato de maior nível da época, conhecido como 1ª divisão. Em 1955 os membros da 1ª e 2ª divisão se juntaram e em 1957 a união das divisões passou a ser chamada Swedish Elite League ou SEL.

    Mas a temporada inaugural da liga foi apenas em 1975-76, nessa época a série contou com 10 equipes. Desde então, o vencedor dos playoffs recebe o Le Mat Trophy, um troféu de prata que mede 52 cm de altura e pesa mais de 3 kg. É o troféu mais antigo disputado por atletas profissionais na Suécia, além de levar o nome de Le Mat, um dos fundadores da modalidade no país.

    Mais tarde em 1988 foram adicionadas duas equipes a competição e das  12 equipes participantes, as 8 primeiras competiam em playoffs. Ainda houve mais uma troca de nome em 1995, e a liga mudou para Svenca Hockey League.

    Mais tardar em 2001 a liga foi reorganizada, uma vez que até então não tinham fins lucrativos.  A partir da reorganização as atividades esportivas e comerciais foram colocadas na associação. E assim, criando responsabilidades e uma administração mais clara. Esse campeonato é considerado o mais equilibrado de hóquei no mundo, além da liga ter sido a mais popular na Europa em 2012.

    Em 2013, novamente, a liga foi renomeada e agora se chama Sweden Hockey Ligue, que conhecemos até hoje copmo SHL. Já no ano de 2014 houveram mudanças em seu formato, a partir da temporada de 2015-16 foram anunciados 14 times participantes da SHL, o que permanece até hoje.

    O formato da competição hoje é bem parecido com a NHL. Na temporada regular, todos os times se enfrentam pelo menos uma vez, e cada equipe joga 52 partidas. Ao final dessa fase, os seis melhores times são classificados e garantem uma vaga nos playoffs.

    Os 7º, 8º, 9º e 10º colocados disputam as últimas duas vagas na pós-temporada em séries de melhor de três, numa etapa conhecida como play in. Nos playoffs, as oito melhores equipes disputam em séries de melhor de sete pelo título. Enquanto os dois últimos da tabela disputam a Kvalserien com os quatro primeiros da segunda divisão sueca do hockey, a HockeyAllsvenskan, por vagas na temporada seguinte.

    É uma espécie de repescagem para que as equipes da primeira divisão tenham a chance de evitar o rebaixamento, enquanto os melhores da segunda briguem por um lugar com a elite.

  • 2018 World Juniors: Canadá campeão sobre a Suécia; EUA medalhista pelo 3º ano seguido

    2018 World Juniors: Canadá campeão sobre a Suécia; EUA medalhista pelo 3º ano seguido

    Depois de quase duas semanas de fortes emoções, o Mundial Sub-20 de Hockey 2018 da IIHF chegou ao fim na noite de ontem (5), com o Canadá levando o ouro pela 17ª vez em uma partida eletrizante contra a Suécia.

    Tyler Steenbergen quebrou o empate com menos de dois minutos para o final do tempo regulamentar, ao desviar um passe de Connor Timmins direto para o gol. O atacante, escolha de 5º round dos Coyotes no draft de 2017, tinha até então sido o jogador com menos tempo de jogo durante toda a competição, e ainda assim não poderia ter aproveitado melhor os poucos minutos que teve no gelo na decisão de ontem à noite. Quase 30 segundos depois, Alex Formenton marcou no empty net para dar de fato a vitória ao Canadá por 3-1.

    A partida foi equilibrada do início ao fim, o que era de se esperar com as duas melhores equipes desta edição se enfrentando pelo título. Após 20 minutos de boas chances, mas nenhum gol, os canadenses tomaram a frente no começo do segundo período, com Dillon Dube no contra-ataque. Foi a primeira vez no torneio que a Suécia ficou atrás no placar.

    Não só os suecos neutralizaram o power play canadense nas seis oportunidades que tiveram, como ainda empataram o jogo na desvantagem numérica, com um gol do prospecto dos Blackhawks, Tim Soderlund, aos 13:07 do segundo período. Linus Lindstrom e Erik Brannstrom ficaram com as assistências.

    Durante toda a noite os goleiros não tiveram folga e trabalharam duro até o fim. Os suecos tiveram ao todo 36 tiros a gol, dos quais Carter Hart não segurou apenas um, e acabou nomeado jogador da partida pelo Canadá. Do outro lado, Filip Gustavsson fez 25 defesas.

    A Suécia segue com apenas dois ouros na competição, o último em 2012, quando venceu a Rússia por 1-0 no OT, em Calgary, no Canadá. Desde então, teve que se contentar com a prata em três ocasiões: 2013, 2014 e agora, em 2018. A equipe canadense, por sua vez, leva seu título de número 17 e pode superar, enfim, a derrota nos shootouts que sofreu no ano passado, em casa, para os Estados Unidos.

    Na mesma noite, um pouco mais cedo, os EUA atropelaram a República Tcheca e ficaram com o bronze. O placar final foi 9-3 para o time da casa, que pôde deixar o torneio num clima bem melhor que da noite anterior, após a derrota para a Suécia por 4-2 na semifinal.

    Do lado americano, Trent Frederic, escolha de 1º round do Boston Bruins no draft de 2016, marcou nada menos que 4 gols. O atacante de 19 anos passou perto de igualar o recorde de Wally Chapman em 1984 por mais gols em uma partida durante o torneio (5). Kieffer Bellows (19ª escolha, 2016 – Islanders) teve dois gols e uma assistência, tornando-se o artilheiro dos EUA nessa campanha, com 9 gols, e ultrapassando a marca de Jeremy Roenick (8 gols no torneio de 1989 em Anchorage, Alaska).

    Joey Anderson (73ª escolha, 2016 – Devils), Patrick Harper (138ª escolha, 2016 – Predators) e Ryan Poehling (25ª escolha, 2017 – Canadiens) completaram o placar para os Estados Unidos, com um gol cada. O goleiro Jake Oettinger, prospecto do Dallas Stars, terminou a partida com 28 defesas.

    Radovan Pavlik, Martin Kaut e Daniel Kurovsky marcaram os 3 gols da equipe tcheca. O goleiro Josef Korenar permitiu 3 gols em 16 tiros e foi logo substituído por Jakub Skarek, apenas para retornar mais tarde, no terceiro período, após Skarek levar 4 dos americanos.

    Surpreendendo contra a Rússia e a Finlândia na primeira etapa da competição, os tchecos ainda têm do que se orgulhar desta campanha em Buffalo. Apesar de terem sofrido duas derrotas ruins em duas noites (a equipe perdeu de 7-2 do Canadá na semifinal), este foi o melhor resultado do país desde 2005, quando levaram o bronze sobre os Estados Unidos.

    Campeões no ano passado, e terceiro lugar também em 2016, esse é o terceiro ano seguido dos americanos com uma medalha no Mundial Sub-20, a maior sequência do país no torneio. A equipe ainda se tornou a primeira a vencer um jogo ao ar livre no WJC, de virada sobre o próprio Canadá, por 4-3. Mesmo não chegando a mais um ouro, como muitos esperavam, os EUA tiveram uma performance notável e foram um time divertido de se acompanhar ao longo da competição.

    Em 2019, o IIHF World Junior Championship acontece no Canadá, nas cidades de Vancouver e Victoria, na Colúmbia Britânica. Será a 43ª edição do evento, e a 13ª vez que os canadenses sediam a competição. A Bielorrússia, rebaixada após a derrota na quinta-feira para a Dinamarca, deixa a vaga para o Cazaquistão no próximo ano, que chega pela primeira vez desde 2009 na divisão de elite do Mundial.

     

    Foto Reprodução/IIHF.com