Autor: Juh Guedes

  • Kovalchuk é o culpado pela situação dos Kings?

    Kovalchuk é o culpado pela situação dos Kings?

    O Los Angeles Kings terminou a temporada passada com uma das melhores defesas da liga. Mesmo que tenham chegado aos playoffs perdendo na primeira rodada para o Vegas Golden Knights. Idealizando alcançar os playoffs na temporada 18-19, os Kings contrataram o ala esquerda russo Ilya Kovalchuk (35). Sendo que o jogador tinha se aposentado da liga em 2013 e até então jogava pelo SKA St. Petersburg na KHL.

    Kovalchuk assinou o seu contrato de retorno à NHL no dia 23 de junho, por 3 anos, com o time de Los Angeles. No momento do contrato e na pré-temporada, o jogador foi elogiado pela sua capacidade de marcar gols. “Ele nos dá um elemento adicional de habilidade e pontuação junto com o desejo de vencer.” disse o vice-presidente e GM dos Kings, Rob Blake, na época.

    O jogador russo liderou a KHL em pontos na temporada passada, marcando 63 pontos e 31 gols. Kovalchuk esteve nas Olímpiadas de PyeongChang 2018, em que ajudou os Atletas Olímpicos da Rússia a conquistar a medalha de ouro. E ainda foi eleito como o MVP dos Jogos Olímpicos. Lembrando que na ocasião, a Rússia não pôde levar seu nome à delegação. Devido a investigação de esquema doping patrocinado pelo próprio país.

    Apesar das boas previsões iniciais, o Los Angels Kings está tendo um início de temporada péssimo. Sendo o último colocado na Liga com apenas 19 pontos. Dos 24 jogos, em 14 deles o Kings permitiu que o time adversário marcasse primeiro, e apenas contra o Rangers no dia 28 de Outubro, conseguiu reverter o placar. Com isso, Kovalchuk é o segundo maior pontuador do time, com 14 pontos em 24 jogos.

    Portanto o time se vê na posição de deixar de sonhar novamente com os playoffs, devido a essas estatísticas negativas. E tentam buscar apenas o direito de fazer a primeira escolha do Draft 2019.

    Os Kings só ganharam dois jogos consecutivos nessa temporada, cada um deles comandado por um técnico diferente. John Stevens foi demitido depois da derrota para o CBJ em 3 de Novembro, e o time promoveu Willie Desjardins como técnico. Quem conseguiu vencer na sua estreia, dia 6 de Novembro contra os Ducks.

    Mas mesmo com tantos resultados negativos, o novo técnico deixou Kovalchuk no banco. E ainda alegou que o jogador não marcava nos últimos nove jogos. Antes do jejum do ala começar, houve uma discussão sobre o estilo de jogo na NHL ter mudado. E isso ser razão para o jogador russo não desenvolver da mesma forma.

    Porém, Kovalchuk não se deixou abater pelas críticas.Ele defendeu que Hockey continua sendo Hockey independente de onde você joga. “O rinque é menor, então tudo é mais rápido. Os melhores jogadores competem aqui. É um bom desafio para mim, pessoalmente, porque é preciso sair da sua zona de conforto de vez em quando e ser ainda melhor. Mesmo com 35 anos, não importa. Você sempre pode ser melhor e aprender alguma coisa”, declarou.

    Ninguém conseguiu compreender o porque Kovalchuk está passando tanto tempo no banco. Inclusive em momentos críticos que os Kings precisariam de um jogador tão versátil no gelo. Além da capacidade de transitar pelo line-up, jogar tanto do lado direito quanto do esquerdo, o jogador tem experiência em finalizações. Esses pontos poderiam fazer uma diferença para o agora longínquo sonho de uma Stanley Cup para os Kings.

  • 2018 Global Series chega à Finlândia

    2018 Global Series chega à Finlândia

    Nos dias 1º e 2 de novembro, o Florida Panthers e o Winnipeg Jets disputaram pela temporada regular da NHL dois jogos em Helsinki, Finlândia. Estes jogos fazem parte do 2018 Global Series e do 2018 Global Series Challenge, jogos realizados fora dos Estados Unidos promovidos pela liga.

    O intuito é mostrar que a NHL é uma liga global, com aproximadamente 26% dos seus jogadores nascidos fora da América do Norte. Os jogos entre Jets e Panthers foram os 30º e 31º jogos fora da América do Norte, e o sexto e sétimo jogos na Finlândia.

    Estes jogos permitiram que Aleksander Barkov (Panthers) e Patrik Laine (Jets) se enfrentassem frente a torcida do seu país natal. Ambos os jogadores estão no top 5 maiores goleadores finlandeses atuante na NHL.

    O evento teve também a participação do ex-jogador de hockey finlandês Teemu Selanne, responsável por soltar o puck no início do primeiro jogo . Selanne começou a sua carreira na NHL nos Jets, e levou rookie do ano na temporada 92-93. Em 96 foi transferido para os Mighty Ducks of Anaheim, onde ficou famoso e levou a Stanley Cup em 2007. Selanne encerrou a sua carreira na NHL em 2014 e teve a jersey aposentada no time de Anaheim.

    Os jogos:

    Jets 4, Panthers 2

    O primeiro jogo da série terminou com uma vitória de 4 a 2 dos Jets. Laine deu a volta por cima depois de um início de temporada ruim, e marcou um hat trick em casa.

    Perreault abriu o placar para os Jets no final do primeiro período. Yandle empatou para os Panthers no início do segundo período, mas Laine marcou o seu primeiro gol para desempate. Dadonov empatou novamente para o time da Flórida no final do segundo período.

    Coube a Laine receber um passe perfeito de Wheeler aos 3:28 do terceiro período em um power play para fazer 3 a 2. O último gol que fechava o jogo para o Winnipeg Jets  e deu a Laine o hat trick veio com um empty-net faltando 43 segundos para terminar a partida. Dessa forma, os Jets levaram o primeiro jogo de dois do Global Series na Finlândia.

    Panthers 4, Jets 2

    Na segunda noite do NHL Global Series na Finlândia foi a vez dos Panthers levarem os dois pontos para casa. Quem salvou o jogo foi o goleiro Luongo, que realizou 32 defesas.

    No oitavo minuto do jogo Ehlers abriu o placar para os Jets. Dadonov empatou. Laine abriu vantagem para Winnipeg, mas não durou muito.

    No início do segundo período, Hoffman empatou para os Panthers. No final  Yandle deixou o time da Flórida a frente pela primeira vez no confronto. Vatrano marcou o quarto gol dos Panthers aos 12 minutos do terceiro período definindo o jogo.

    No final dos dois confrontos da NHL Global Series 2018, cada um dos times levou dois pontos para casa.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Perfil: Miro Heiskanen

    Perfil: Miro Heiskanen

    Na última quinta-feira (25), o Dallas Stars fez seu último jogo no American Airlines Center, antes de uma sequência fora de casa visitando os times do Leste. O jogo contra os Ducks terminou em 5 a 2 para os Stars e entrou para a história da carreira de um jovem jogador: Miro Heiskanen marcou o terceiro gol do Dallas na partida e seu primeiro na NHL.

    Miro Heiskanen foi selecionado pelo time do Texas no Draft do ano passado como a terceira escolha. O finlandês, nascido em Espoo em 18 de jullho de 1999, tem apenas 19 anos. Ele começou sua carreira aos 14 anos, jogando pelo programa juvenil da Finnish Elite League (a liga de elite Finlandesa).

    Na temporada 2015-16, Heiskanen jogou na liga junior pelo time HIFK. Ele marcou 14 pontos em 30 jogos, ganhando o prêmio Yrjö Hakala e de rookie do ano. Ao final da temporada, ele renovou com o HIFK por três anos.

    Em 2016-17, ele fez sua estreia no hockey profissional jogando, com apenas 17 anos, no mesmo time. Ao final da temporada, Heiskanen somava 5 gols e 10 pontos em 37 jogos. Foi considerado pelo técnico do HIFK como o melhor defensor do time na temporada e entrou no 2017 NHL Draft como o melhor defensor europeu.

    Após ser selecionado para o Dallas Stars, Heiskanen voltou ao HIFK em um empréstimo por uma temporada. Lá, ele teve oportunidade de desenvolver e amadurecer seu jogo por mais um tempo antes de estrear pela NHL.

    Carreira Internacional

    Jogando pela seleção Finlandesa, Heiskanen ajudou o time a vencer o 2016 IIHF World U18 Championship, e a conquistar a medalha de prata pelo mesmo campeonato no ano seguinte. Miko também esteve nas Olímpiadas deste ano em PyeongChang, quando a Finlândia terminou na sexta colocação.

    Início de carreira na NHL

    Seu primeiro jogo pelos Stars foi em 4 de outubro, na vitória de 3 a 0 sobre o Arizona Coyotes. Heiskanen soma 3 pontos em 10 jogos, participando de todos os jogos da temporada 18-19 até agora.

    Ainda é cedo para fazer previsões, mas Monty, técnico do Dallas, parece estar investindo em Heiskanen na tão complicada defesa dos Stars. Apenas tempo vai nos dizer se ele vai fazer a tão almejada diferença no time.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Red Wings ganham primeira partida após um mau começo

    Red Wings ganham primeira partida após um mau começo

    As coisas não estão indo bem neste começo de temporada para os Red Wings. Após perder os 7 primeiros jogos da temporada, os Red Wings finalmente conseguiram uma vitória no jogo de sábado (20), contra os Panthers por 4 a 3 no overtime fora de casa. Este foi o maior número de sequência de derrotas da história da franquia.

    Red Wings 4, Panthers 3

    O jogo contra os Panthers começou com o time da casa marcando com Yandle logo no primeiro período. Os Red Wings quase empataram quando Rasmussem colocou o puck para dentro do gol pela primeira vez na NHL, porém os juízes constataram goaltender interference e anularam o ponto.

    Bjugtad aumentou a vantagem para os Panthers indo para o intervalo com 2 a 0 no placar. No segundo período foi a vez dos Red Wings tomarem conta e virarem o jogo marcando 3 gols (Cholowski, Vanek, Larking) em apenas 4 minutos. Os Panthers empataram novamente no terceiro com um gol de Hoffman faltando 3 minutos para acabar o jogo, levando o confronto para o OT.

    Gustav Nyquist marcou o gol que definiu o jogo no OT aos 3:44 em uma  jogada limpa e certeira, com tempo para controlar o puck e fazer o chute para dentro do gol, sem chances de defesa para o goleiro Hutchinson.

    Próximos jogos

    Os Red Wings jogam nesta segunda (22) contra o Carolina Hurricanes em casa. Os Canes vem fazendo uma boa temporada e estão em primeiro na Divisão Metropolitana com 4 vitórias e 9 pontos no total.

    Detroit vai precisar mostrar muito mais jogo do que teve contra os Panthers se quiser conquistar duas vitórias seguidas e sair de vez dessa fase ruim.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Connor McDavid: uma análise

    Connor McDavid: uma análise

    A temporada mal começou e Connor McDavid já começou a quebrar recordes. Na vitória de 5 a 4 dos Oilers em cima dos Jets na última terça (16), McDavid se tornou o jogador com o maior numero de pontos nos primeiros 9 jogos do seu time na NHL. Este recorde antes pertencia a Adam Oates pelo Red Wings, datado de 1986-87.

    Dessa forma, McDavid voltou aos holofotes e à discussão se ele seria o melhor jogador de hockey da atualidade. Para Sidney Crosby, capitão do Pittsburgh Penguins, não há dúvidas de que McDavid merece essa nomeação. “McDavid se destacou com base nos prêmios e elogios que recebeu e na consistência que teve. Eu acho que é justo dizer que é uma escolha fácil por isso”, disse ao site da NHL.

    Início da carreira

    Connor McDavid chegou à NHL como a primeira escolha do Draft de 2015 pelos Oilers. Apesar de ter perdido 37 jogos por causa de uma clavícula quebrada, ele marcou 48 pontos em 45 jogos e por pouco também não ganhou o Calder Trophy como rookie of the Year.

    Na sua segunda temporada pela liga, conquistou três troféus: o Art Trophy (maior pontuador), Hart Memorial Trophy (jogador mais relevante no seu time) e o Ted Lindsay Award (votado como melhor jogador da liga pelos próprios jogadores). De lá pra cá, esse número de troféus só foi aumentando. E, repetiu o feito do Art Trophy e do Ted Lindsay Award pela segunda temporada seguida no último ano (2017-18).

    McDavid foi nomeado capitão dos Oilers em 5 de Outubro de 2016. Assim, ele se tornou o mais jovem capitão atuante na Liga, aos 19 anos e 266 dias. Ele era apenas 20 dias mais novo que Landeskog quando nomeado a capitão dos Avs. Com apenas 21 anos, Connor McDavid também já ganhou duas vezes seguidas como o patinador mais rápido no All Star Game (2017 e 2018). Essa velocidade impressiona durante os jogos na temporada, quando McDavid carrega o Oilers nas costas em busca de resultados.

    Novos desafios

    Na temporada 2016-17, McDavid chegou a marca de 100 pontos em 82 jogos. Em 2017-18, foram 108 pontos no mesmo número de jogos. E por enquanto, pela temporada 2018-19, com apenas 4 jogos, McDavid já acumula 9 pontos. Destes, foram 4 pontos por gols, e 5 em assistências. Se ele continuar com essa constante, podemos esperar uma temporada maior ainda para este jovem jogador.

    Mas neste ano, McDavid pode enfrentar concorrência ao Art Trophy. Auston Matthews (Leafs), vem apresentando um jogo forte e decisivo, e já marcou dez gols em apenas 7 jogos (um total de 16 pontos). Além de Matthews, McDavid também irá competir com Nathan MacKinnon (Avs), que soma 10 pontos em 6 jogos, e outros grandes nomes que sempre são surpresa ao longo da temporada.

    A temporada está apenas no início e ainda é difícil determinar as surpresas que teremos ao longo do caminho. O Edmonton Oilers quer chegar aos playoffs, e apesar de coletar prêmios individuais, McDavid sabe que é preciso de muito mais do que apenas seu talento.

     

    Foto: Reprodução/ PERRY NELSON-USA TODAY SPORTS/ Via Oilersnation.com

  • Perfil: Andrei Svechnikov

    Perfil: Andrei Svechnikov

    Carolina Hurricanes está passando por uma fase de renovação. Na intertemporada, contrataram Rod Brind’Amour para ser o novo técnico e realizaram diversas trocas de jogadores. Mas, talvez, um dos pontos mais fortes dessa renovação tenha sido garantir a segunda escolha do Draft 2018.

    Andrei Svechnikov tem apenas 18 anos, mas em 6 jogos pela NHL, já conquistou 4 pontos. Entre eles, dois gols que definiram os jogos. Seu primeiro gol pelos Canes foi no dia 7 de Outubro, na vitória de 8 a 5 em cima do New York Rangers.

    O ala direita nasceu em 26 de março de 2000, em Barnaul, Siberia. Ele é irmão mais novo do também jogador de hóquei, Evgeny Svechnikov, draftado em 2015 pelo Red Wings e jogador do Grand Rapids Griffins (AHL).

    A história de vida de Andrei sempre esteve atrelada à do irmão mais velho. Por causa do hóquei, a família se mudou da Sibéria para Moscou, e depois Kazan, onde os dois jovens jogadores teriam melhores oportunidades de treinar e evoluir. Quando Evgeney foi draftado e se mudou para os Estados Unidos, Andrei o seguiu. Ele assinou um contrato com o Muskegon Lumberjacks (USHL) em 2016 para que ficasse mais próximo do irmão.

    Svechnikov terminou aquele ano no Lumberjacks como o sexto maior goleador e finalizador na liga. Na mesma temporada foi nomeado ao All-USHL Team e USHL Rookie do ano. Com estes resultados, ele foi draftado em primeiro no 2017 CHL Import Draft pelos Barrie Colts. Ele ganhou o Emms Family Awards como OHL Rookie do ano.

    Chegada às grandes ligas

    O russo chegou ao final da temporada 2017-18 considerado um patinador e finalizador de elite pela NHL Central Scouting Bureau. Além disso, no 2018 Draft foi a primeira escolha entre os jogadores que jogam na América do Norte.

    Em Carolina, Svechnikov só recebeu elogios. Brind’Amour diz ter tido receio em escalar o jogador direto na NHL, mas a vontade de aprender de Andrei foi determinante nessa decisão. “Ele está disposto a sentar e escutar todos os dias, e adoramos fazer isso.” Svechnikov foi escalado para jogar ao lado de Jordan Martnook e Lucas Wallmark neste início de temporada.

    O outro jogador que Canes teve como segunda escolha de Draft foi Eric Staal em 2003, e, para Tony MacDonald, director of amateur scouting, os dois jogadores apresentam estilos bem diferentes, mas uma coisa em comum é a capacidade de fazer gols. Para ele, Svechnikov tem um estilo de jogo pautado nos detalhes, ele preta atenção nas pequenas coisas e, por isso, consegue aprender e se adaptar rapidamente.

    A carreira de Andrei Svechnikov está apenas começando. Ele chega a um time que precisa de muito para alcançar a elite e sonha com uma vaga nos playoffs. Talvez, seja a chance de Canes investir em um estilo de jogo diferenciado. Uma coisa é certa, Svechnikov será indispensável nessa transição.

    Foto: Reprodução/NHL.com

     

    A redação gostaria de agradecer ao Andrei Svechnikov por ter dado um feedback positivo no texto e à jornalista Gislaine Melo por ter feito a mediação. 

  • Perfil: Rasmus Dahlin

    Perfil: Rasmus Dahlin

    Não foi nenhuma surpresa quando Buffalo Sabres anunciou Rasmus Dahlin como primeiro selecionado do Draft 2018. O jogador, de apenas 18 anos, já era cotado como o primeiro pick há algum tempo e não faltaram motivos para isso.

    Dahlin nasceu em Trolhättan, Suécia, no dia 13 de Abril de 2000. Ele teve uma trajetória bem semelhante a outros prospectos. Ele começou a patinar com 2 anos de idade e não demorou a se interessar por hockey. O fato de estar acostumado a jogar brandy, um jogo com 11 jogadores, um taco similar ao de hockey e uma bola no lugar do disco, facilitou sua familiarização com o esporte.

    Além disso, sua influência também vinha de dentro de casa. Martin Dahlin, pai de Rasmus, jogou na terceira divisão sueca de hockey. Ele também foi consultor da Federação Sueca de Hockey por uma década, organizando associações e fiscalizando a formação de técnicos. Foi natural para Dahlin seguir esse caminho.

    Entretanto, apesar dos contatos do pai, Rasmus Dahlin não foi privilegiado em nenhuma etapa de sua carreira. Seu irmão mais velho, Felix, também jogou hockey, mas precisou parar por causa de uma arritmia. Rasmus disse em uma entrevista à Sportsnet que acompanhava o irmão, 5 anos mais velho, nas arenas e competições e que agora joga também por ele.

    Carreira na Suécia

    Aos 16 anos, Rasmus começou a jogar pelo time profissional Frölunda Indians. A princípio, ele deixou o programa junior e passou a disputar a SHL, liga de excelência na Suécia. Apesar da pouca idade, mostrou uma habilidade e uma destreza com o puck que poucos defensores mais velhos teriam. Seu primeiro gol na SHL aconteceu em 12 de Novembro de 2016, contra o Karlskrona HK.

    Sua trajetória na seleção sueca também vem mostrando resultados. Ainda aos 16 anos, Dahlin se tornou o jogador mais novo ao competir pela Suécia no IIHF World U20 Championship e o jogador mais novo do 2017 World Junior Ice Hockey Championship.

    No 2018 World Junior Ice Hockey Championship, Dahlin foi nomeado o principal defensor do torneio, mesmo sendo o mais jovem, após ter marcado o segundo maior número de gols de um defensor. Ao todo, foram 6 assistências que ajudaram o time sueco a ganhar a medalha de prata no campeonato.

    No entanto, não é apenas o talento de Dahlin que chama atenção, as polêmicas também o acompanham. Ele foi um dos sete jogadores suspensos por dois jogos do Mundial de 2019. A punição veio depois de ter jogado fora a sua medalha de prata durante a cerimônia de premiação, atitude considerada desrespeitosa e antidesportiva.

    Ainda pela seleção Sueca, Dahlin participou das Olimpíadas de Inverno de PyeongChang 2018. Mais uma vez, ele era o mais jovem jogador da competição. Nessa ocasião, a Suécia perdeu para a Alemanha nas quartas de final.

    Chegada à América

    Cheio de atitude, com talento de sobra e algumas polêmicas pelo caminho, apesar de ter apenas 18 anos, Rasmus Dahlin está chegando à NHL com grandes expectativas. Ele se tornou o terceiro defensor a ser escolhido em primeiro em 22 temporadas da NHL e pode se tornar o primeiro “superstar” nascido nos anos 2000.

    Por enquanto, nessa temporada, ele já estreou pelo Buffalo Sabres contra os Bruins no dia 4 de outubro, mas ainda não marcou nenhum ponto em seus dois jogos. As esperanças são grandes para o rookie, mas ainda teremos que aguardar para saber quem será Rasmus Dahlin na NHL.

     

    Foto: Reprodução/sportingnews.com

     

  • Prévia 2018-19: Divisão Central

    Prévia 2018-19: Divisão Central

    Os times da NHL são divididos em duas conferências, a Leste e a Oeste. Cada uma é composta por duas divisões: Atlântica e Metropolitana no Leste, e Pacífica e Central no Oeste. As equipes podem mudar de divisão de acordo com a necessidade. Quando surge um novo time, no caso da extensão da liga, ele precisa ser englobado por uma das divisões existentes.

    A última alteração na Divisão Central aconteceu em 2013. Desde então, fazem parte dela Chicago Blackhawks, St. Louis Blues, Colorado Avalanche, Dallas Stars, Minnesota Wild, Nashville Predators (última franquia a entrar na divisão, por extensão em 1997-98) e Winnipeg Jets.

    Na temporada 2017-18, foi a divisão mais disputada, com uma diferença de 25 pontos entre o penúltimo (Dallas Stars) para o primeiro (Nashville Predators) colocado. As vagas dos playoffs só foram definidas nas três últimas rodadas, quando St. Louis e Dallas ficaram de fora por 2 pontos.

    Não podemos deixar de falar do último colocado da divisão na última temporada. Os Blackhawks vinham de uma liderança na temporada 2016-17 com 109 pontos e caíram para último em 2017-18, com 76 pontos. Foi um ano decepcionante e abaixo do esperado para a equipe de Chicago.

    Com estes resultados, o que podemos esperar para a temporada 2018-19?

    Todos os times sonham em chegar aos playoffs em abril. Tudo indica que a Divisão Central será novamente a mais acirrada para conquistar uma vaga na pós-temporada..

    Nashville Predators

    Depois de perder a taça para Pittsburgh em 2017 e levar o President’s Throphy em 2018, Nashville começa a temporada atual com um único objetivo: chegar novamente à Final da Stanley Cup e conquistar o título. Porém, para isso, é preciso passar pela temporada regular e conquistar novamente a sua vaga nos playoffs.

    Nashville não fez grandes contratações, está praticamente com o mesmo elenco da temporada anterior. Mas os jogadores são jovens e nomes como Kevin Fiala e Filip Forsberg vêm fortes para continuar fazendo gols e levando o time a diante. Os Preds abrem a temporada jogando fora de casa contra o New York Rangers no dia 4 de Outubro.

    Winnipeg Jets

    Os Jets chegaram ao final da temporada passada em segundo lugar na divisão, apenas 3 pontos atrás dos Preds. Entretanto, venceram o campeão da divisão na Semi-Final da Conferência Oeste,por 4 a 3. Winnipeg caiu na Final de Conferência para o estreante Golden Knights, por 4 jogos a 1. Esta foi apenas a terceira vez em 16 temporadas de história que o time chegou aos playoffs.

    Este ano, os Jets desejam alcançar novamente a pós-temporada. Para isso, eles contrataram o atacante Nicolas Kerdiles e o defensor Simon Bourque, e manteve praticamente o mesmo time da temporada anterior, conhecido por ser letal no ataque. Winnipeg abre a temporada fora de casa contra os Blues.        

    St. Louis Blues

    Os Blues ficaram de fora dos playoffs por apenas uma vitória na temporada 2017-18. Em um final dramático , perderam a vaga de Wild Card para o Avalanche contra o próprio time do Colorado. Com um início de temporada forte, perdeu 6 jogos seguidos em meados de fevereiro, e isto lhe custou pontos importantes.

    Para a temporada atual, os Blues não querem cometer o mesmo erro. Para isso, a equipe reforçou ainda mais seu elenco para este ano. Patrick Maroon está de volta depois de uma temporada em Vegas. Além dele, juntam-se à equipe Ryan O’Railly, Tyler Bozak, David Perron e Chad Johnson, e ainda o rookie Robert Thomas. St. Louis vem para colocar pressão na Divisão Central, ter um maior controle do puck e não ficar de fora dos playoffs mais uma vez.

    Dallas Stars

    Os Stars resolveram se renovar, e apostaram na contratação do técnico Jim Montgomery depois que Hitchcock se aposentou, no final da temporada anterior. Monty, como é carinhosamente chamado, veio do hockey universitário, tendo chegado à final da NCAA com o time de Denver. E, apesar de terem começado a jogar dessa nova forma apenas na pré-temproada, Dallas já está colhendo resultados. Para Tyler Seguin, que renovou o contrato para mais 8 temporadas com a equipe, os Stars estão se mostrando um novo time a ser temido.

    O objetivo continua o mesmo: chegar aos playoffs, o que não acontece há dois anos. O problema também continua o mesmo: uma defesa insegura em jogos importantes, mas que Monty pretende reforçar com o jovem defensor Miro Heiskanen, além de buscar uma continuidade do trabalho de Hitchcock. Na temporada anterior, os Stars vinham bem até o último mês, quando conseguiram perder 10 jogos seguidos contra a Conferência Leste. Essas derrotas lhe custaram a vaga na pós-temporada no último ano. Dessa vez, Dallas abre a campanha contra os Yotes, em casa, no dia 4.

    Colorado Avalanche

    Na temporada 2017-18, os Avs foram o time que mais cresceu de uma temporada para outra, quase dobrando os pontos do ano anterior. Também surpreenderam ao chegar aos playoffs, dando mais trabalhado para Nashville do que era esperado na primeira rodada. Ao que tudo indica, a equipe pretende crescer ainda mais neste ano.

    Como reforço, chegou o goleiro vindo dos Capitals, Philipp Grubauer, que vem para disputar a posição titular com Varlamov. Além disso, é preciso recordar da forte linha ofensiva do Avalanche, composta por MacKinnon, Landeskog e Rantanen, letal em finalizações. O time elevou as expectativas após chegar aos playoffs na temporada passada e, sem dúvida, pretende repetir o feito. Colorado começa a próxima temporada em casa contra o Wild no dia 4 de outubro.

    Minessota Wild

    Minnesota precisou passar por várias mudanças para essa temporada, apesar de ter mantido sua base intacta. Para começar, Paul Fenton substituiu Chuck Fletcher como GM após o Wild ter perdido os playoffs na primeira rodada para os Jets, por 4 jogos a 1. Diversos jogadores também passaram o verão se recuperando de lesões. Este provavelmente será o maior problema do time, uma vez que nomes importantes como Nino Niederreiter, Charlie Coyle e Zach Parise perderam grande parte da temporada passada.

    Mais uma vez, o objetivo da equipe é ir além do calendário regular, pelo sétimo ano seguido. No entanto, se isso acontecer, o Wild precisa lidar com o estigma de sair da competição ainda na primeira rodada. Sob comando do técnico Bruce Boudreau, o Wild tem apenas duas vitórias em playoffs (uma em cada ano do técnico no time, 2016-17 e 2017-18).

    Chicago Blackhawks

    A maior decepção na temporada 2017-18 foi, sem dúvidas, os Blackhawks. O time vinha de uma boa temporada em 2016-17, tendo levado a divisão e ido para os playoffs (apesar de ter sido varrido na primeira rodada pelos Predators), mas, em 2017, o que pôde dar errado para os Hawks, deu. De lesões à falta de sorte, de grandes nomes errando à iniciantes deslocados.

    Na temporada 2018-19, Chicago precisa colocar o ano anterior para trás, avaliar os pontos que deram errado e brigar para recuperar o seu lugar nos pontos mais altos da tabela. Uma das ações do GM Stan Bowman nessa intertemporada foi trazer Marcus Kruger de volta. O técnico Quenneville também tem como opção investir nos jovens prospectos da franquia.

    Os Hawks foram ao mercado de free-agents e trouxeram também o goleiro Cam Ward, na tentativa de um substituto para uma série de goleiros machucados. Porém, Ward é conhecido por ter uma carreira inconstante, e apenas o tempo dirá se eles acertaram na escolha. A temporada regular de Chicago começa fora de casa, no dia 4 de outubro, contra os Senators.

     

    Amanhã, seguimos com as prévias da temporada 2018-19 e a estagiária dá sua opinião sobre o que esperar da Divisão Atlântica, na Conferência Leste.

  • Trocas e renovações na intertemporada

    Trocas e renovações na intertemporada

    A pós-temporada 2017-18 terminou com o Washington Capitals levantando a taça no dia 13 de junho, mas, antes mesmo dela chegar ao fim, as trocas e renovações para a temporada 2018 -19 já começavam.

    Carolina Hurricanes não renovou o contrato com o técnico Bill Peters, que foi para Calgary Flames, e, com ele, diversos jogadores tiveram o time canadense como nova residência. Elias Lindholm e Noah Hanifin fizeram o mesmo percurso do técnico. Em troca, Michael Ferland, Dougie Hamilton e Adam Fox foram para os Canes. Outro jogador que também se juntou a Peters foi James Neal, vindo do Golden Knights.

    Mais uma troca envolvendo os Canes foi a inesperada ida de Jeff Skinner para os Sabres. Buffalo levou Skinner e Carolina recebeu o prospecto Cliff Pu, além da escolha da 2ª rodada do draft de 2019 e as escolhas da 3ª e 6ª rodada em 2020.

    Fim dos rumores

    Apesar das diversas movimentações desde Junho, a troca que mais chamou atenção aconteceu apenas na última semana. Erik Karlsson foi confirmado nos Sharks depois de meses de especulação sobre qual seria o destino do jogador, agora, ex-Senators.

    Outra troca comentada na última semana foi do agora ex-capitão do Montreal Canadiens, Max Pacioretty, para o Vegas Golden Knights. Em troca, os Habs receberam Tomas Tatar e o prospecto Nick Suziki, além da escolha de 2ª rodada no 2019 Draft. Pacioretty assinou um contrato de quatro anos no valor de 28 milhões de dólares.

    O GM do time canadense, Marc Bergevin, disse que esta troca foi um pedido de Pacioretty desde a temporada anterior. “A razão é que se um jogador solicita uma troca, tem um motivo. E nós não queremos um jogador acomodado. Para mim, uma extensão do contrato não era uma opção”.

    John Tavares foi outro nome que causou diversos rumores na offseason. O jogador, de 27 anos, deixou o New York Islanders, por onde jogou por nove temporada, para se juntar ao Toronto Maple Leafs em uma troca anunciada em 1º de Julho. Tavares assinou um contrato de 7 anos com um valor médio anual de 11 milhões de dólares.

    Mesma equipe, novo contrato

    Após muita dúvida e especulação, o Dallas Stars renovou o contrato com Tyler Seguin para mais 8 anos. O jogador declarou que está feliz em continuar em Dallas até o fim da sua carreira. “Dallas é casa”, disse após assinar o novo contrato.

    Outra renovação esperada foi a de Tom Wilson com o Washington Capitals. Depois da final da Stanley Cup, o técnico Barry Trotz deixou o time, dando espaço para Todd Reirden. Mas a renovação de Wilson veio apenas no dia 30 de Julho, quando o ala direita assinou um contrato de mais 6 anos nos Caps.

    Ryan Ellis renovou com o Nashville Predators um ano antes do vencimento do contrato atual. Ele concordou com um contrato de 8 anos no valor de 50 milhões de dólares, passando a receber 6.25 milhões por temporada a partir de 2019-2020.

    Blake Wheeler renovou o seu contrato com os Jets para mais 5 anos, e vai receber 8,25 milhões por ano. O jogador de 32 anos correu o risco de ficar sem contrato e reconhece a confiança do time em mantê-lo até 2023-2024. Dentre seus objetivos, pretende dar apoio aos jogadores mais jovens para levar os Jets a um novo patamar. “Onde estou na minha carreira, na minha idade, sinto que os melhores anos já estão para trás.”

     

    Foto: Reprodução/NHL.com