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  • Tuukka Rask decide deixar os playoffs

    Tuukka Rask decide deixar os playoffs

    O goleiro do Boston Bruins, Tuukka Rask, optou por não continuar jogando o 2020 Stanley Cup Playoffs. O anúncio veio pouco menos de duas horas antes do Jogo 3 do time, contra o Carolina Hurricanes, no sábado (15). Via comunicado postado nas redes sociais do time, o goleiro afirmou que nesse momento difícil, o hockey não é uma prioridade e ele precisa estar ao lado da família.

    O general manager dos Bruins, Don Sweeney, disse não estar surpreso com a decisão de Rask. “Não acho que seja uma grande surpresa para nós, para ser honesto. Tivemos algumas informações antes do resto do público. Esta foi uma decisão difícil para Tuukka. Mas o Boston Bruins apoia totalmente a razão dele ter tomado essa decisão… Ao longo do tempo aqui, tem sido cada vez mais difícil para Tuukka permanecer mentalmente onde ele precisa estar e, no final das contas, ele tomou a decisão de que deveria estar em um lugar diferente”

    Sweeney garantiu que a família do goleiro está bem. “Um recém-nascido e duas meninas pequenas são um desafio. Não é nada específico.” Além disso, ele acrescentou que viver na bolha não é fácil, “Sabíamos que seria um desafio mental, especialmente para jogadores com família.”

    A decisão de deixar a bolha veio pouco tempo depois do goleiro deixar claro seu descontentamento com a competição atual. Para Rask, o clima na bolha está longe de ser uma atmosfera de playoffs. “Não há fãs, então é como jogar um jogo de exibição”. 

    Além disso, alguns fãs dos Bruins vinham mostrando nas redes sociais seu descontentamento com a atuação de Tuukka nos jogos até então, e a mídia de Boston estava pegando no pé do goleiro.

    Como já esperado, esses mesmos fãs criticaram a saída dele dos playoffs. Contudo, houve também quem apoiasse Rask, afirmando que ele possui todo o direito de querer estar perto de sua família e ver sua filha crescer.

    A saída do goleiro pouco tempo antes de um jogo poderia facilmente ter desestabilizado o time. Entretanto, diferentemente do que se esperava, os Bruins entraram no gelo com Jaroslav Halák no gol, e sem David Pastrnak, e mostraram que não tem muito que abale Boston. Fim de jogo, 3-1 pros Bruins.

    (Foto: Reprodução/USAToday)

  • Svechnikov se lesiona no Jogo 3 contra Boston

    Svechnikov se lesiona no Jogo 3 contra Boston

    Andrei Svechnikov saiu carregado do gelo no final do terceiro período após um encontro com Zdeno Chara. O atacante caiu durante um ataque dos Hurricanes com o joelho direito em um ângulo estranho e está sendo avaliado pela equipe médica de Carolina. Ainda não se sabe a gravidade da lesão, mas provavelmente é o fim dos playoffs para Svech. 

    Após vencer o jogo deste sábado por 3 a 1, Boston lidera a série com duas vitórias. 

    Ambos os times têm lutado por sua vaga no próximo round. Em partidas acirradas os placares teiveram pouca diferença, sendo necessário até mesmo ir para overtime. Na primeira partida algo completamente inesperado aconteceu. Com diversos times dividindo a mesma arena, a utilização da mesma é feita de forma intercalada. Porém a partida que acontecia anteriormente durou mais do que o esperado e foi necessário a remarcar do jogo. 

    Desta forma, a série entre Bruins e Canes iniciou somente no dia seguinte. O Jogo 1 acabou também indo para OT e sendo decidido com um gol de Patrice Bergeron para o time de Boston, durante a segunda prorrogação. Com um jogo marcado para o dia seguinte, novamente ambas as equipes brigavam pela vitória. Com a partida já empatada no terceiro período, Dougie Hamilton com uma assistência de Martin Necas marcou o gol que desempataria e garantiria a vitória para o time da Carolina.

    Sendo assim, a série ainda está em aberto. Apesar de Tuukka Rask ser uma figura importante na defesa dos Bruins, o time de Boston não sentiu a falta do goleiro no terceiro jogo, vencendo sem dificuldades o rival. Jaroslav Halak assumiu a rede para o restante da série, desde a declaração de Rask sobre sua opção por deixar a bolha. Da mesma forma, a equipe não pareceu sentir tanto a falta de Pastrnak, que perde o segundo jogo consecutivo na série.

    Os Canes, por outro lado, podem sentir falta de Svechnikov no ataque. O jogador de apenas 20 anos se tornou uma peça chave na equipe e essa lesão pode desestabilizar o time que ainda estava buscando seu equilíbrio após a pausa. Entretanto, Carolina tem bons jogadores que sempre surpreendem e, apesar da falta de experiência pesar quando se enfrenta um time como os Bruins, a série é grande candidata a chegar a um jogo 7. 

    Foto: Reprodução newsobserver.com

  • Dan Hamhuis anuncia aposentadoria

    Dan Hamhuis anuncia aposentadoria

    Após uma temporada decepcionante para o Nashville Predators, Dan Hamhuis anunciou na última quinta-feira (13) que está pendurando os patins. O defenssor, draftado pelo time do Tennessee em 2001, soma 356 pontos ao longo de seus 16 anos de carreira. Além dos Predators, ele teve passagens pelo Vancouver Canucks e Dallas Stars. 

    Hamhuis, que está com 37 anos, tomou a decisão de se aposentar após a pausa da NHL pela pandemia do novo coronavírus. O agora ex-jogador conta que não houve nenhuma grande comemoração e ele está feliz com a decisão tomada. 

    Carreira na NHL

    Dan Hamhuis foi a 12ª escolha do NHL Draft de 2001 e estreou pela liga na temporada 2003-04. Ele jogou por Nashville e seu afiliado na AHL,  Milwaukee Admirals, até 2010, quando se tornou unrestricted free agent e assinou com Vancouver. Natural de Smithers, na Columbia Britânica, Hamhuis se sentiu em casa ao assinar com os Canucks.

    Com o time de Vancouver, o defensor conquistou dois Presidents’ Trophy seguidos e chegou à Final da Stanley Cup de 2011, quando os Canucks perderam a taça para o Boston Bruins. 

    Em 2016, Hamhuis assinou um contrato de 2 anos com o Dallas Stars, onde jogou 159 jogos e marcou 40 pontos. 

    Ao final do seu contrato com o time do Texas, Hamhuis assinou um contrato de 2 anos com o Predators, retornando, assim, para o time que o draftou. Na sua última temporada na NHL Hamhuis marcou 8 pontos em 60 jogos. 

    Carreira Internacional

    Pela seleção canadense junior, Dan Hamhuis conquistou o bronze e a prata, em 2001 e 2002, respectivamente, em mundiais da IIHF. O defensor também conquistou quatro medalhas no World Championships da IIHF, duas de ouro e duas de prata, entre 2007 e 2015. 

    Em 2014, Dan Hamhuis contribuiu para a conquista do ouro pelo Canadá na Olimpíada de Inverno, em Sochi.

  • Brind’Amour é multado por comentário sobre gol de Charlie Coyle

    Brind’Amour é multado por comentário sobre gol de Charlie Coyle

    A série de Carolina Hurricanes e Boston Bruins começou agitada. O jogo 1, marcado inicialmente para segunda-feira (11), foi adiado para a terça (12) de manhã quando a partida entre CBJ e Tampa precisou ir até o quinto overtime. E, talvez porque nada é por acaso, o jogo entre Canes e Bruins precisou de um segundo overtime para Bergeron marcar o gol que deu ao time de Boston a vitória do primeiro jogo da série. 

    Porém, a vitória de 4 a 3 do Bruins não poderia vir sem polêmica. No segundo período, Charlie Coyle marcou o segundo gol para o Boston após Nick Ritchie dar um toque no puck no ar com sua luva, deslizando diretamente para o stick de Coyle. O time da Carolina pediu revisão da jogada, alegando um hand pass, mas os árbitros negaram e, assim, validaram o gol de Boston. A justificativa foi que Petz Mrazek, goleiro de Canes,  fez a defesa antes do puck chegar à Coyle.

    O lance sem dúvidas contribuiu para o resultado da partida. E, após a derrota por 4 a 3, Rob Brind’Amour, técnico dos Hurricanes, não mediu palavras para demonstrar seu descontentamento com a situação. 

    “É por isso que essa Liga é uma piada. Na minha opinião, essas coisas são cenas de um crime” disse Brind’Amour para Luck DeCock, do The News&Observer.

    Não é de hoje que a NHL é criticada sobre decisões favoráveis para os Bruins em momentos decisivos. Porém, mesmo que a fala do técnico não seja uma acusação nova, Brind’Amour usou termos pesados que  não agradou nada à Liga. Dessa forma, o técnico dos Huricanes recebeu imediatamente uma multa de 25 mil dólares. 

    Mais tarde, Rod Brind’Amour esclareceu a sua fala, explicando que os árbitros não deixaram claro qual havia sido o tipo de jogada antes de Canes solicitar a revisão e, dessa forma, ele ficou sem saber se questionava o hand pass ou interferência do goleiro. Além disso, por causa do pedido de revisão, Canes sofreu uma penalidade por atraso de jogo, permtindo que além do gol, os Bruins levassem um power play. Assim, sem saber qual tipo de jogada deveria revisar, Brind’Amour conta que tentou a sorte. 

    “Eles vieram até mim e eu disse: ‘Se ele tem a posse, é interferência do goleiro. Se ele não tem a posse, é hand pass. É um dos dois. Não sei  qual foi a chamada que vocês fieram no gelo.’  Tudo o que ele precisava fazer era me dizer, ‘Estamos chamando de não posse (por Mrazek).’ Então, teríamos desafiando um glove-hand pass. Se for posse, então interferência do goleiro. Eu disse: ‘Me diga o que está acontecendo no gelo.’ Eles não fariam isso quando eu perguntei: ‘Qual é o problema?’ Então eu tive que jogar uma moeda

    “Eu disse, ‘Qual foi a chamada no gelo?’ e ele disse: ‘Você tem que pedir revisão para um ou para o outro.’ Deveria ser tão fácil. Se eles dissessem que o goleiro tinha (o puck), então é uma decisão fácil. Mas eles não disseram. Não faz sentido. Sei que não éramos o melhor time, mas se esse gol não não fosse válido, nós ganhamos esse jogo? Eu não sei.”

    Foto: Reprodução Getty Image

  • Noite de recordes em overtime quíntuplo

    Noite de recordes em overtime quíntuplo

    O primeiro jogo dos playoffs de 2020 empolgaria qualquer um que estivesse ansioso em assistir novamente ao confronto entre Columbus Blue Jackets e Tampa Bay Lightning. Isso porque, no ano passado, a equipe de Ohio varreu a equipe de Tampa, na época uma das favoritas para chegar à final por ter ganhado o Presidents’ Trophy, dado ao time de melhor campanha na temporada regulara. 

    De fato, o primeiro dia de jogos começou bem agitado. Após quatro meses sem hockey, os times se empolgaram para trazer emoções aos fãs do esporte. Inclusive, com uma partida que durou 5 overtimes.

    Alguns recordes foram estabelecidos e quebrados para o CBJ e o Lightning nesta abertura sa série.

    O quarto jogo mais longo da NHL

    O jogo desta terça-feira (11) alcançou a marca de quarto jogo mais longo na história da Liga. A duração total da prorrogação foi de 90:27 minutos. Somando os 60 minutos do tempo regulamentar, foi quase o equivalente a três partidas seguidas.

    O jogo mais longo da NHL ocorreu em 26 de março de 1936, e o overtime durou um total de 116:30 minutos. Mud Bruneteau, dos Red Wings, marcou aos 16:30 minutos da sexta prorrogação na vitória por 1 a 0 sobre o extinto Montreal Maroons.

    Os outros jogos mais longos da NHL foram: Boston Bruins e Toronto Maple Leafs (164:46, 3 de abril de 1933; 1-0 Toronto) e Philadelphia Flyers and Pittsburgh Penguins (152:01, 4 de maio de 2000; 2-1 Philadelphia).

    Recorde de mais defesas por um goleiro

    Aapesar da derrota, Jonas Korpisalo teve uma performance espetacular no jogo. O goleiro dos Blue Jackets quebrou um recorde dos anos 1980 ao fazer 85 defesas, agora o maior número registrado em um jogo na história moderna da NHL.

    O antigo recorde pertencia a Kelly Hrudey que, em 1987, realizou 73 defesas para o New York Islanders, na vitória de 3 a 2 em 4 overtimes contra o Washington Capitals.

    Após se tornar o primeiro goleiro da franquia de Tampa Bay a ganhar um Vezina Trophy, o goleiro Andrei Vasilevskiy teve outra conquista inédita. Ontem, ao fazer 61 defesas, ele estabeleceu um recorde antes detido por Nikolai Khabibulin. Khabibulin fez 60 defesas em uma vitória por 2 a 1 na prorrogação contra o Capitals em 2003.

    Tempo recorde de defensores 

    Outro recorde quebrado na partida do CBJ contra Tampa foi o tempo no gelo dos jogadores. Esse dado só começou a ser registrado na NHL na temporada 1997-98. Assim, só é possível datar o tempo de gelo desde a última metade dos anos 90.

    No jogo de ontem (11), o defensor dos Blue Jackets, Seth Jones, jogou 65:06 minutos, superando a marca de Sergei Zubov, ex-defensor do Dallas Stars. Zubov era o dono do recorde desde que jogou 63:51 na derrota por 4-3 para os Mighty Ducks de Anaheim em 24 de abril de 2003.

    Zach Werenski, também do Jackets, jogou 61:14, ficando em quarto lugar nos registros da NHL. Ele ficou atrás de Jones, Zubov e do defensor Derian Hatcher, do Anaheim Ducks, que chegou a 62:02 naquela mesma partida histórica.

    O Lightning é o oitavo time na história da NHL a ter pelo menos 70 tiros a gol em um jogo de playoffs. Além disso, esse foi o jogo mais longo da história de Tampa Bay. Em uma derrota por 2 a 1 para o New Jersey Devils em 2003, os times haviam jogado 111 minutos.

    Abertura mais longa em quase 70 anos

    A última vez que o primeiro jogo dos Playoffs da Stanley Cup exigiu várias prorrogações foi em 1951. Maurice Richard marcou o gol da vitória aos 1:09 da quarta prorrogação para dar ao Montreal Canadiens uma vitória por 3-2 sobre o Detroit Red Wings. 

    Por fim, no que é apenas o primeiro jogo da série, as duas equipes fizeram um total de 151 shots, sendo 88 de Tampa. Dessa forma, também foi estabelecido um recorde de tiros por uma equipe desde que esta virou uma estatística oficial, em 1959-60.

    Os playoffs estão apenas começando e, apesar de não serem nas condições ideais, sem dúvidas a corrida pela Stanley Cup será interessante de assistir. 

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Rangers vencem Loteria do NHL Draft 2020

    Rangers vencem Loteria do NHL Draft 2020

    Nesta segunda-feira (10) a NHL deu mais um passo para a conclusão da temporada atual e o início da temporada 2020-21. Após realizar diversas mudanças e adaptações para o fim de 2019-20, chegou a vez da Fase 2 da Loteria do NHL Draft 2020.

    Como já tinha sido informado pela liga anteriormente. Os oito times que participaram dos qualifiers da Stanley Cup e não se classificaram para os playoffs iriam participar de um sorteio para que assim fosse definida a primeira escolha do draft que será realizado nos dias 09 e 10 de outubro.

    Após quase 10 dias de jogos, os times que iriam participar do sorteio foram definidos de acordo com as séries melhor-de-5. Por fim, o New York Rangers ganhou o sorteio realizado no dia seguinte ao fim da rodada qualificatória e terá direito à primeira escolha.

    Com os Rangers ganhando o sorteio, os sete times restantes ficam com as posições de 9 a 15, de acordo com a tabela inversa da temporada regular. A primeira fase da loteria, que aconteceu anteriormente já havia determinado as escolhas de 2 a 8, enquanto as escolhas 16 a 31 serão determinadas de acordo com os resultados dos playoffs.

    Fase 1

    Realizada ainda em junho, a primeira fase da loteria teve duas finalidades: determinar a posição dos sete times que ficaram de fora do retorno para a pós-temporada e informar como seria realizada a segunda fase.

    Para determinar a ordem, foi realizado um sorteio para aas três primeiras. Para as posições 4 a 8 foi determinado de acordo com a ordem inversa da tabela na temporada regular (de acordo com o aproveitamento de pontos de cada equipe).

    Desta maneira, os times Los Angeles Kings, San Jose Sharks, Detroit Red Wings, Ottawa Senators, Anaheim Ducks, New Jersey Devils e Buffalo Sabres entraram na disputa pela segunda e terceira escolha. Além deles, times “não-atribuídos” foram colocados no sorteio de modo a representar os futuros eliminados dos Qualifiers.

    Através do sorteio, os Kings e os Sharks conquistaram a segunda e terceira escolha, respectivamente. Entretanto, através de uma troca em 2018 pelo jogador Erik Karlsson, a escolha de San Jose foi passada para os Senators.

    Desta maneira, o time de Ottawa terá direito a duas escolhas no primeiro round, a sua original e a escolha que seria do time dea Califórnia. 

    Fase 2

    Marcada para acontecer entre os Qualifiers e o inicio dos playoffs, a segunda fase da loteria era a mais aguardada pelos fãs e pelos times. Isso porque o nome cotado para a primeira escolha é o atacante Alexis Lafrenière.

    O canadense, que tem sido uma das maiores apostas para o ano, é capitão do Rimouski Ocèanic da QMJHL (Quebec Major Junior Hockey League) e já coleciona recordes por onde passa. Durante a temporada 2019-20 com seu time conquistou 35 gols, 77 assistências e 112 pontos em 52 jogos. Um jogador muito bem-vindo em qualquer um dos times que participavam do sorteio.

    Com partidas acirradas, os times lutavam pela permanência na disputa para os playoffs. No entanto, a expectativa de conseguir a primeira escolha caso fosse eliminada era grande. Por fim os times Pittsburgh Penguins, Edmonton Oilers, Nashville Predators, Florida Panthers, New York Rangers, Winnipeg Jets, Minnesota Wild e Toronto Maple Leafs não conseguiram se classificar e entraram na loteria.

    O sorteio era de pura sorte, todos os oito times tinham chances iguais e provavelmente expectativas iguais também. Entretanto, o time que mais teve motivos para sorrir no final foi o New York Rangers.

    Após serem eliminados pelo Carolina Hurricanes sem ter ganhado nenhum jogo durantes os Qualifiers, o time viu a sorte mudar para o seu lado quando a bolinha com a sua logo foi a sorteada. Com direito a comentários de Lafrenière após o sorteio, com certeza o time tem muito a comemorar.

    As demais equipes foram definidas de acordo com a tabela. Porém, através de uma troca em 2019 pelo jogador Patrick Marleau, o time da Carolina do Norte irá assumir o lugar que seria dos Maple Leafs. Desta maneira as 15 primeiras escolhas ficaram da assim:

    1. New York Rangers

    2. Los Angeles Kings

    3. Ottawa Senators (San Jose Sharks)

    4. Detroit Red Wings

    5. Ottawa Senators

    6. Anaheim Ducks

    7. New Jersey Devils

    8. Buffalo Sabres

    9. Minnesota Wild

    10. Winnipeg Jets

    11. Nashville Predators

    12. Florida Panthers

    13. Carolina Hurricanes (Toronto Maple Leafs)

    14. Edmonton Oilers

    15. Pittsburgh Penguins

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    As qualificatórias da Stanley Cup tiveram início no dia 1° de agosto, após a pausa em março por conta da pandemia do novo coronavírus. O jogos irão até domingo, dia 8, e por enquanto somente o New York Rangers foi eliminado para o Carolina Hurricanes após 3 jogos. 

    Foram 142 dias sem hockey, e muitas coisas aconteceram nesse intervalo de tempo enquanto a Liga estava parada. Um dos assuntos que foi muito debatido no meio esportivo foi o racismo no hockey. Na história do hockey existiram, e ainda existem, poucos jogadores negros.

    Seja por conta de uma filosofia da própria cultura do hockey, que pode ser resumida em não falar sobre outros assuntos a não ser o esporte, ou talvez simplesmente pelo hockey ser um reflexo de uma sociedade ainda muito racista, fato é que tal assunto não pode ser ignorado mais.

    Um dos gestos mais significativos contra o racismo aconteceu quando Matt Dumba, defensor do Minnesota Wild, que é Filipino-Canadense, se ajoelhou durante o hino nacional dos EUA, na partida entre Edmonton Oilers e Chicago Blackhawks. Os jogadores das equipes cercaram Dumba enquanto ele discursava e ao seu lado estavam mais dois jogadores negros, Malcolm Subban dos Blackhawks e Darnell Nurse dos Oilers. Os dois colocaram as mãos nos ombros de Dumba em gesto de solidariedade. 

    Matt Dumba Protesta

    “Durante a pandemia, algo inesperado porém que já deveria ter acontecido antes ocorreu: O mundo acordou para a existência de um racismo sistêmico que se encontra profundamente enraizado em nossa sociedade,” Dumba disse. “O racismo é uma criação do homem e a única coisa que ele faz é atrapalhar nossa prosperidade coletiva. (…) O racismo está em toda parte e devemos lutar contra isso.(…) Eu sei em primeira mão, como minoria que joga hockey, como pode ser difícil estar no esporte. A Hockey Diversity Alliance quer que crianças se sintam seguras e confortáveis sempre que entrarem em alguma arena”

    A aliança, um grupo de atuais e ex-jogadores da NHL, foi formada em junho com a missão de erradicar o racismo e a intolerância no hockey. Dumba terminou seu discurso com o lema “Black Lives Matter”. Ele também lembrou da morte de Breonna Taylor, técnica médica de emergência negra que foi morta a tiros pela polícia em seu apartamento em Louisville, Kentucky, em 23 de junho. Ele ainda disse “o hockey é um ótimo jogo, mas poderia ser muito maior e começa com todos nós “.

    Matt Dumba levantou o punho nos hinos dos Estados Unidos e do Canadá

    A atitude de se ajoelhar foi inédita na NHL. Contudo, a primeira pessoa a levantar o punho foi JT Brown, durante sua permanência no Tampa Bay Lightning em 2017. Ele, que agora joga no Iowa Wild, afiliada do Minnesota Wild, protestou também contra a brutalidade policial e o racismo. 

    No jogo entre Minnesota Wild e Vancouver Canucks, Matt Dumba protestou novamente. Dessa vez, ele levantou os punhos da mesma forma que seu ex-colega de equipe. Para Dumba “o gesto de levantar o punho é um sinal mais forte do que se ajoelhar se eu estiver no banco, pois ele pode não ser visto pelas câmeras no último caso”.

    Ele ainda afirmou que continuará a protestar publicamente contra a injustiça racial durante os playoffs.

    Aliados nos protestos

    Até a segunda-feira, dia 03, Matt Dumba tinha sido o único jogador a se manifestar nos rinques de gelo. Muitos jogadores podem se opor ao gesto ou até mesmo não achar necessário fazer tais atitudes, por isso a falta de apoio com Dumba. Esse cenário é bastante diferente se olhado para os outros esportes americanos, no qual é possível sempre ver mais de um jogador se manifestando. Vale ressaltar que na NBA, todos os jogadores e funcionários do Los Angeles Lakers e do Toronto Raptors se ajoelharam para os hinos canadenses e americanos quando essas equipes se encontraram em uma partida que aconteceu em Orlando, na Flórida.

    Contudo, no jogo entre Vegas Golden Knights e Dallas Stars, esse cenário mudou. Ryan Reaves, Robin Lehner, Tyler Seguin e Jason Dickinson ajoelharam-se para os hinos dos EUA e do Canadá antes do jogo no Rogers Place. 

    “Conversei com o Reaves nos aquecimentos. Ele disse que ele e Lehner iriam se ajoelhar e perguntou se eu gostaria de me juntar a eles. Eu disse: ‘Absolutamente’”, disse Tyler Seguin. 

    “Antes do jogo, entrei no vestiário e contei a todos (…) Disse a eles que não havia pressão para fazer nada. Dickinson então me contou que gostaria de fazer parte, apoiando a causa e no que acreditamos.”

    “É hora de começar a fazer algo, não apenas deixar que isso seja um ciclo de notícias,” disse Lehner. “Todos devem ter a mesma chance na sociedade, todos devem ser tratados da mesma forma.”

    É importante ressaltar como o apoio de jogadores brancos nesse momento é importante para a causa, já que deixar os jogadores negros lutarem por algo que eles já lutam apenas existindo, é um fardo que se torna difícil e solitário sem apoio de seus colegas. 

    Foto: NHL/Reprodução

  • O que você lembra da NHL pré-pandemia?

    O que você lembra da NHL pré-pandemia?

    A NHL está oficialmente de volta e os Qualifiers começam neste sábado!

    Antes de se jogar no sofá para maratonar 10 horas de hockey, faça o teste para saber o quanto você lembra dessa temporada, antes do hockey entrar em pausa.

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  • Q&A com Kaleigh Fratkin: a defensora do ano da NWHL

    Q&A com Kaleigh Fratkin: a defensora do ano da NWHL

    Falar sobre a carreira de um jogador canadense é uma das coisas que mais fazemos aqui no NHeLas. Afinal, o hockey e o Canadá andam de mãos dadas desde sempre. Mas hoje chegou a vez de fazer algo relativamente novo para nós. Chegou a vez de falarmos sobre a carreira de uma jogadora de hockey feminino. A maior defensora da história da NWHL, Kaleigh Fratkin do Boston Pride.

    Nascida na cidade de Burnaby, na Columbia Britânica, no Canadá, Kaleigh vem de uma família de atletas e começou a sua carreira no esporte ainda muito nova. Competindo em diversos esportes, a atleta colecionou conquistas por onde passou. Adepta a diversas modalidades ao mesmo tempo, Fratkin praticava futebol, lacrosse, patinação artistística e, claro, hockey.

    No futebol, Kaleigh ajudou o seu time a conquistar o Campeonato Provincial de 2008 e foi nomeada MVP em 2010. Quanto ao lacrosse, a atleta conquistou  o Campeonato Provincial com seu time em 2009. Hoje, além de jogar hockey, ela também trabalha com marketing para a Under Armour.

    Kaleigh com suas parceiras do Boston Pride. (Foto: Michelle Jay/NWHL)

    Kaleigh Fratkin, a jogadora de hockey

    No mundo do hockey, a defensora quebrou barreiras.

    Fratkin participou três vezes do Team Canada Development Camp entre 2006 e 2009. Nesse mesmo período, em 2007 e 2008, ela fez parte do time canadense Sub-18 numa série de três jogos contra o time dos EUA. Em 2009, a canadense também ajudou sua seleção a ganhar a medalha de prata no IIHF World Women’s U18 Championship. Ainda conquistou três vezes consecutivas o campeonato nacional canadense com o Team BC (British Columbia), entre 2008 e 2010, e participou dos Jogos de Inverno do Canadá. 

    Em 2010, Fratkin entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a jogar no British Columbia Midget Major League, ingressando no Vancouver North West Giants, um time masculino de hockey. Ela não somente foi a primeira mulher como também ajudou o time a conquistar o 2010 Provincial Championship e foi nomeada finalista do BC Athlete of the Year.

    Na temporada 2010-11, Kaleigh começou a jogar na NCAA pela Boston University, apesar de não ter tido um início tão marcante, os seus dois últimos anos mostraram do que a atleta é feita. Durante a temporada 2012-13 ela bloqueou 56 shots, se classificando a segunda melhor da liga.

    Na temporada seguinte, em 2013-14, em seu ano sênior, foi nomeada Capitã Assistente e marcou 26 assistências, quatro gols e 30 pontos. Também em sua última temporada, Fratkin foi nomeada para a New England Division I All-Star e Hockey East First-Team All-Star. Em seus quatro anos com o time, foram 66 pontos marcados, com 9 gols e 57 assistências. 

    Após terminar sua carreira na NCAA, a jogadora foi selecionada como 5º escolha no draft da CWHL pelo Boston Blades, onde conquistou 8 pontos (1 gol e 7 assistências) na temporada regular. Naquele ano, a jogadora teve motivos em dobro para comemorar: seu time foi para os playoffs e conquistou a Clarkson Cup de 2015. Enquanto a seleção canadense Sub-22, da qual fazia parte, foi para a National Cup, conquistando a medalha de ouro.

    Na temporada seguinte, a defensora teve uma mudança de ambiente ao ingressar como a primeira canadense na NWHL. Em 2015-16 ela começou no Connecticut Whale participando de 18 jogos e marcando 17 pontos (cinco gols e 12 assistências).

    Nessa mesma temporada, ela foi emprestada para o Boston Pride junto com mais duas jogadoras de seu time e assim participou do primeiro 2015 Women’s Winter Classic da NWHL. Fratkin também foi convidada a participar do primeiro NWHL All-Star Game e terminou a temporada como a defensora com mais pontos na liga. 

    Na temporada seguinte, em 2016-17, a jogadora assinou com o New York Riveters, onde jogou somente uma temporada, e também participou do NWHL All-Star Game. Em sua terceira temporada na liga, em 2017-18, a jogadora assinou com o Boston Pride, time em que permanece até hoje.

    Nas três temporadas com o Pride, a jogadora já marcou cinco gols e 32 assistências, somando 37 pontos. Em 2020, foi nomeada para o NWHL Defensor of the Year e pela terceira vez para o NWHL All-Star Game, onde ganhou o Slalom Hardest Shot Competition (tiro mais forte). A defensora já renovou com a liga em breve poderemos vê-la brilhar novamente no gelo. 

    [Esta entrevista foi traduzida e editada para maior clareza]

    Durante o high school você também jogava lacrosse e futebol, como você decidiu que queria então seguir carreira no hockey?

    Desde cedo meus pais me incentivaram a praticar muitos esportes. Durante o ensino médio, eu competi muito no futebol, lacrosse e patinação artística (muitas pessoas não sabem que eu patinei em alto nível por bastante tempo). Por fim eu decidi seguir carreira no hockey porque eu amava muito o esporte. Era meu sonho jogar na NCAA e me formar com um diploma de uma universidade dos EUA. Meus dois irmãos mais velhos também iam jogar hockey universitário na NCAA e eu queria seguir seus passos.

    Você foi a primeira mulher a entrar para a British Columbia Midget Major League, como foi quebrar essa barreira para as mulheres que viriam a seguir?

    Ser a primeira mulher a jogar Major Midget Hockey na Columbia Britânica foi bem incrível. Naquela temporada, eu joguei com e contra alguns jogadores bem notáveis. Foi especial ser considerada para aquela mesma classe. Quebrar aquelas barreiras é algo de que me orgulho muito. Na época, eu não entendia muito bem o impacto que estava tendo na geração mais nova de jogadoras de hockey feminino em BC, e só anos mais tarde eu fui perceber o impacto. Eu dei o exemplo para jogadoras mulheres. Não importa seu gênero, tamanho/estatura, ou o que quer que seja, que se você é bom o suficiente, você pode jogar

    Como foi fazer parte de tantos momentos históricos para a NWHL, como o Women’s Winter Classic de 2015?

    Fazer parte de muitos momentos históricos na NWHL gerou algumas experiências inacreditáveis em minha carreira profissional. Oportunidades como ser emprestada para o Pride na temporada 1 para o Outdoor Classic foi um dos momentos mais especiais. Eu lembro de estar patinando durante o aquecimento no Gillette Stadium encarando o telão o tempo todo. Eu estava encantada pelo lugar onde eu estava e por quão legal era a atmosfera. Uma coisa que eu nunca vou esquecer.

    Você esteve com a NWHL desde o início da Liga. Como foi ver o nascimento dela e a forma com que ela vem ganhando espaço na modalidade?

    Como membra original na NWHL, eu tive a oportunidade de ver o crescimento tremendo que a liga teve em 5 anos. Do primeiro jogo disputado no Chelsea Piers até a temporada 5, eu vi o impacto imediato que a NWHL tem tido na geração mais nova de jogadoras mulheres. Eu tenho muito orgulho dos passos que a liga tem dado e continua dando. Jogadoras entrando na universidade têm a oportunidade de jogar profissionalmente quando suas carreiras universitárias acabarem por causa da NWHL. Eu não tinha isso quando entrei na universidade. Estou ansiosa para ver a liga continuar a crescer e ver onde ela vai estar daqui muitos anos.

    Você vai para a sua sexta temporada com a NWHL após ter jogado em três times diferentes, em cidades diferentes. Como é a experiência de jogar em diferentes cidades por diferentes times?

    Preciso dizer que dos 3 times da NWHL em que eu joguei, jogar para o Boston Pride tem sido o meu favorito!! Sem desconsiderar meu tempo com o Whale e as Riveters, porque também foi muito especial, mas Boston se tornou minha segunda casa. Do meu tempo na universidade até virar profissional, tem algo nos fãs de Boston e na Warrior Arena que é a cereja do bolo. Eu espero que a gente possa jogar em frente dos nossos fãs algum dia em breve! #famintapelacup

    Kaleigh durante o 2020 NWHL All-Star. (Foto: Michelle Jay/NWHL)

    Você é a defensora com a maior pontuação na história da NWHL. Como foi ser nomeada Defender of the Year e vencer o Slalom Hardest Shot Competition?

    Vencer a competição de Hardest Shot (tiro mais forte) no NWHL All-Star Weekend em Boston foi surpreendente. Eu estava, na verdade, bem doente no dia anterior à competição de habilidades. Eu nem pensei que seria capaz de participar, então foi um bom jeito de terminar o dia! Ter sido selecionada a defensora do ano foi especial para mim. Tem uma tonelada de defensoras talentosas na NWHL e qualquer uma mereceria o prêmio então eu fico feliz e me sinto honrada de ter sido escolhida.

    Assim como outras jogadoras, você divide seu tempo entre ser jogadora profissional e ter um emprego fora do gelo. Como você equilibra suas duas profissões?

    Equilibrar duas carreiras profissionais definitivamente tem seus desafios, mas (é) algo que me orgulho de poder fazer. Ainda que eu adoraria só jogar hockey como única profissão, a realidade é que ainda não estamos lá como esporte. Sendo este o caso, eu amo meu outro emprego. Eu trabalho no marketing da Under Armour. É um emprego como nenhum outro, em que eu tenho a chance de mesclar minha paixão por esportes e moda. Eu trabalho com atletas todo dia e me apoio em minhas experiências como atleta profissional o tempo todo no meu trabalho. Sou grata e sortuda pela UA e o suporte deles em ambas as minhas carreiras.

    Você já participou da Nations Cup e da Women’s World Championship da IIHF. Como é a atmosfera de participar de campeonatos mundiais representando o seu país?

    Representar o Canadá em qualquer palco é uma honra absoluta. Sempre que você tem a oportunidade de usar a folha de bordo no peito, é especial. Definitivamente tem uma pressão que vem com representar a sua nação, mas é algo que eu pude fazer diversas vezes e sou grata por isso. O Campeonato Mundial na Alemanha foi um bem divertido! Apesar de ter perdido o jogo pela medalha de ouro para os EUA, minha família estava lá assistindo, o que tornou tudo ainda mais especial ter o apoio deles.

    Com a final da Isobel Cup cancelado, como você tem feito para se preparar para a próxima temporada da Liga?

    Meu treinamento de intertemporada está finalmente em curso e em pleno vigor. Eu tenho um programa de verão que estou seguindo para fortalecimento fora do gelo e condicionamento e trabalho em habilidades no gelo durante a semana. Na intertemporada eu tento estar no gelo o máximo que posso. Então estou focando em patinar 4 vezes por semana. Meu plano é intensificar (o treino) no gelo quando estiver mais perto de setembro.

    Foto: Michelle Jay/NWHL

  • Draft Class de 2015: onde estão – parte II

    Draft Class de 2015: onde estão – parte II

    O NHeLas continua te contando como foi o NHL Draft de 2015 (se você não leu a primeira parte, clique aqui), considerado um dos melhores da história da NHL. Além dos jogadores que trouxemos para vocês na parte I, outros nomes importantes também foram selecionados em Sunrise, Flórida. 

    MIKKO RANTANEN, RW, COLORADO AVALANCHE (#10 overall): já veio para o Brasil, logo é nosso favorito

    Rantanen iniciou a carreira profissional no HC TPS da SM-Liiga, primeira divisão da Finlândia, aos 16 anos. Nos dois anos que seguiram o winger se destacou, chegando ao Draft como o primeiro patinador no ranking europeu. Na Flórida, o finlandês foi selecionado pelo Colorado Avalanche com a décima escolha, assinando seu contrato com o clube americano antes do training camp daquele ano. 

    Embora tenha impressionado durante o training camp, Rantanen atuou em poucos jogos na NHL antes de ser mandado para a American Hockey League (AHL). O finlandês disputou a temporada 2015-16 e algumas partidas do ano seguinte pelo San Antonio Rampage, antes de voltar aos Avs. Em Denver, o winger teve uma temporada razoável, com respeitáveis 20 gols naquela que ficou conhecida como uma das piores campanhas da história da Liga

    O ano seguinte, entretanto, foi um divisor de águas na carreira de Rantanen. Com 84 pontos em 81 partidas, o finlandês finalmente despontou como uma estrela. Jogando ao lado de Nathan MacKinnon e Gabriel Landeskog, o trio se tornou uma das melhores linhas da NHL já no início da temporada seguinte, 2018-19. Com a ajuda de Rantanen, os Avs chegaram aos playoffs em três temporadas consecutivas, e atualmente são considerados como uma das equipes favoritas. 

    O altíssimo desempenho do winger fez com que ele tivesse um grande aumento em seu segundo salário. Em 2019 o finlandês assinou um novo contrato, avaliado em 9,25 milhões de dólares por ano. Atualmente, o atleta tem 99 gols e 151 assistências, somando 250 pontos em sua carreira profissional pelo Colorado Avalanche. 

    MATHEW BARZAL, C, NEW YORK ISLANDERS (#16 overall): o muso do hockey twitter brasileiro

    O canadense iniciou sua carreira no major juniors no Seattle Thunderbirds da Western Hockey League (WHL), onde se destacou. Entretanto, equipes como o Boston Bruins (que contou com TRÊS escolhas seguidas naquele ano) optaram por não escolher o center, e ele foi selecionado em 16º pelo New York Islanders. 

    Embora tenha assinado o contrato com os Isles após o draft, Barzal voltou à WHL para mais uma temporada depois de ser draftado. Sua estreia na NHL só aconteceu na temporada seguinte, em 2016-17, na qual disputou duas partidas antes de ser devolvido aos Thunderbirds. A entrada definitiva do canadense na Liga ocorreu em 2017-18, quando ele impressionou a todos. 

    O resultado da campanha de estreia de Barzal foi acima das expectativas, vez que ele pontuou 85 vezes em 82 partidas, vencendo o Calder Trophy de melhor rookie. Entretanto, tais números não foram o bastante para chegar aos playoffs com os Isles. O center apenas teve tal experiência em 2018/2019, mas seu desempenho até agora irá dar uma boa dor de cabeça para o New York Islanders quando começarem as negociações de seu próximo contrato. 

    KYLE CONNOR, LW, WINNIPEG JETS (#17 overall): de Michigan a Manitoba em um ano (ou menos)

    Antes do draft, o americano jogou pelo Youngstown Phantoms da USHL. Após ser selecionado pelo Winnipeg Jets no primeiro round de 2015, Connor jogou na Universidade de Michigan por uma temporada, tendo marcado 71 pontos naquele ano. Apesar de ter coletado diversos prêmios e batido recordes por seu desempenho na temporada de calouro, ele perdeu o Hobey Baker, dado ao MVP da NCAA, para Jimmy Vesey da Universidade de Harvard (atualmente jogador do Buffalo Sabres).

    Embora Connor tenha assinado seu contrato profissional em abril de 2016, a estreia dele no gelo veio apenas na temporada 2016-17. O americano passou este ano alternando entre aparições pela equipe da NHL e o Manitoba Moose, seu afiliado na AHL. No ano seguinte, Connor disputou apenas quatro partidas na AHL e se tornou um jogador da NHL full time, com 57 pontos em 76 partidas. 

    Nos dois anos seguintes o winger americano se tornou cada vez mais importante para Winnipeg. Isto porque a equipe tem dificuldades em se tornar um pólo atraente para eventuais free agents e então precisa construir um plantel forte com suas escolhas no Draft. Connor foi definitivamente um tiro certeiro dos Jets, já que marcou 66 pontos em 2018-19 e já havia superado esse número em menos jogos nesta última temporada, somando 73 pontos antes da paralisação. Em setembro de 2019, ele estendeu seu compromisso com os Jets por mais sete anos, com salário de aproximadamente US$7,1 milhões anuais.

    THOMAS CHABOT, D, OTTAWA SENATORS (#18 overall): e o fardo que ele carrega nas costas (também conhecido como seu próprio time)

    Toda vez que ouvimos as palavras “Com a X escolha, o Ottawa Senators escolhe…” atualmente, um sentimento de pesar toma conta do nossos corações. Afinal, a organização não vem sendo um bom exemplo de, bem, organização. Entretanto, quando esse jovem defensor canadense foi draftado, há cinco anos, as coisas não iam de mal a pior para a equipe da capital do Canadá. Ora, o principal defensor do time era Erik Karlsson (com duas pernas inteiras) e o sueco era o coração pulsante da defesa dos Sens. Assim Chabot teria, em teoria, Karlsson como seu mentor quando chegasse à NHL. 

    Durante sua carreira no major juniors, o defensor defendeu o Saint-John Sea Dogs da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Mesmo após ser draftado em 2015, Chabot retornou à QMJHL para ganhar mais experiência. Sua estreia profissional aconteceu apenas na temporada 2016-17, quando ele disputou um jogo pelos Senators antes de retornar para os Sea Dogs. No ano seguinte, em 2017/2018, o defensor começou a temporada na AHL, no Belleville Senators. Mas logo o canadense foi chamado para a NHL, tendo completado a temporada com 63 partidas jogadas na Liga. 

    No ano seguinte, o defensor teve um desempenho muito bom, apesar de sua equipe seguir aos trancos e barrancos. Com 55 pontos, Chabot pontuou no top 10 entre os defensores da NHL. Por conta das mudanças sofridas no elenco de Ottawa, o canadense viu não só o seu tempo no gelo aumentar, como sua emergência como uma das figuras de liderança dentro do vestiário dos Sens. Devido ao seu potencial, Chabot emerge com a possibilidade de ser um dos grandes defensores da Liga no futuro. Assim, em setembro de 2019 ele assinou sua extensão com Ottawa, avaliada em 8 milhões anuais por mais oito anos. 

    BROCK BOESER, RW, VANCOUVER CANUCKS (#23 overall): Prince Charming em uma aventura pelo Oeste canadense

    O americano jogou por times da United States Hockey League (USHL), tendo sido draftado do Waterloo Black Hawks. Diferentemente da maioria de seus compatriotas, ele não fez parte do USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Após ser escolhido pelos Canucks, Boeser foi jogar hockey universitário pela University of North Dakota na National Collegiate Athletic Association (NCAA). 

    Depois de duas campanhas encorajadoras na NCAA (apesar de uma lesão no pulso que o tirou do gelo por dois meses), Boeser fez sua estreia profissional pelos Canucks no final da temporada 2016-17. O sucesso do americano, entretanto, veio apenas no ano seguinte, quando ele fez 55 pontos em apenas 62 partidas disputadas. Embora tenha perdido quase 20 jogos no final da sua temporada de estreia por conta de uma lesão nas costas, Boeser ainda foi indicado ao Calder Trophy de 2018, que foi vencido por Mat Barzal.

    No ano seguinte o americano começou a temporada bem, mas outra lesão, dessa vez em sua virilha, impediu que ele participasse de todos os jogos da temporada 2018-19. Em 69 partidas Boeser somou 59 pontos, sendo eles 26 gols e 30 assistências. No final da intertemporada o winger assinou um bridge contract (isto é, uma extensão curta) com os Canucks por três anos, com salário de aproximadamente 5,8 milhões de dólares anuais. Antes da paralisação pelo COVID-19, o americano havia feito 45 pontos em 57 partidas disputadas nesta temporada. 

    SEBASTIAN AHO, C, CAROLINA HURRICANES (#35 overall): will the real Sebastian Aho please stand up?

    O center começou a sua carreira profissional no Oulun Kärpät da Liiga, primeira divisão finlandesa, na temporada 2013-14. Suas atuações em seu país natal foram impactantes o bastante para que ele fosse colocado no top 20 de patinadores europeus no ranking antes do draft. Ainda assim, Aho só foi selecionado no segundo round, quando o Carolina Hurricanes o selecionou com a 35ª escolha daquela noite. O contrato com a equipe da NHL só foi assinado no ano seguinte, em 2016, quando o finlandês se mudou para a América do Norte.

    A partir daí, Aho foi se destacando cada vez mais na equipe que o draftou. Embora tenha um xará sueco, o finlandês de Carolina consegue se destacar como o Sebastian Aho mesmo sendo tímido e uma pessoa de poucas palavras nas entrevistas que concede. Em sua primeira temporada, ele não conseguiu chegar aos 50 pontos, mas a partir do ano seguinte não marcou menos do que 65. Sua temporada mais bem sucedida foi, sem dúvidas, a terceira e última em seu contrato de calouro. Aho fez 85 pontos e foi fundamental na ida do seu time para os playoffs. O problema, todavia, foi na hora de negociar a renovação contratual com os Canes.

    Por ter definitivamente sido parte importantíssima do tour de force que foi a última temporada dos Canes, o finlandês foi uma das estrelas da janela de negociações. Afinal, ele nos forneceu o DRAMA (!!!!) de uma offer sheet na intertemporada passada. Além de gols bonitos, Aho definitivamente sabe oferecer entretenimento para a torcida. No final das contas, o center assinou um contrato de cinco anos, diminuindo seu caminho até a free agency, avaliado em pouco mais de 8,4 milhões anuais. Na temporada 2019/2020, Aho fez 66 pontos em 68 partidas disputadas. 

    MACKENZIE BLACKWOOD, G, NEW JERSEY DEVILS (#42 overall): uma figura importante no próximo capítulo das rivalidades da Metro? Só o tempo dirá.

    As traves de New Jersey não são traves quaisquer. Os goleiros que vieram depois do lendário Martin Brodeur sentiram a pressão da posição (embora Cory Schneider tenha tido seus bons momentos no gol dos Devils). Ao draftar Mackenzie Blackwood, primeiro goleiro ranqueado na América do Norte em 2015, os Devils pensaram que talvez seria diferente com o jovem canadense. Não que Blackwood estivesse perto da expectativa de ser um goleiro generacional (essa discussão será retomada no texto de 2016, aguardem!), é claro. 

    O canadense iniciou sua carreira de major juniors no Barrie Colts da Ontario Hockey League (OHL), onde jogou por três temporadas. A profissionalização veio quando ele se tornou elegível para disputar a AHL, tendo então passado a integrar o elenco do Albany Devils (que eventualmente se tornou o Binghamton Devils) para adquirir experiência. No ano seguinte ele dividiu seu tempo entre a AHL e a East Coast Hockey League (ECHL), onde jogou pelo afiliado dos Devils, Adirondack Thunder. 

    Em 2018-19, Blackwood começou a temporada na AHL, como esperado. Entretanto, uma lesão de Cory Schneider em dezembro fez com que ele fosse promovido à NHL. Desde então o canadense vem sido revezado com Schneider, já que o último está na metade final da sua carreira. Com 70 partidas disputadas, sendo 64 iniciadas por ele, Blackwood tem um uma porcentagem de defesas de .916 e média de 2,72 gols sofridos por jogo. Considerando o último ano dos Devils, onde ocorreram grande parte destes jogos, ele tem, de fato, potencial para ser um bom goleiro na Liga. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Travis Konecny, RW/C, Philadelphia Flyers (#24 overall): conhecido por sua tenacidade, o canadense teve seu contrato renovado por mais seis anos em 2019. Diferentemente do que acontece com muitos jogadores, Konecny rendeu muito mais após a assinatura do contrato do que no ano que antecedeu esta. Os 5,5 milhões anuais podem se tornar uma pechincha em breve…

    Anthony Beauvillier, LW, New York Islanders (#28 overall): aquele que tentou entrosar com a Anna Kendrick no Twitter e virou herói de diversas histórias muito prováveis e verídicas. 

    Travis Dermott, D, Toronto Maple Leafs (#34 overall): conhecido por sua ofensividade, Dermott jogou no Erie Otters da OHL com Connor McDavid, Dylan Strome e Alex DeBrincat. Além disso, é pai de pets muito fofos.

    Brandon Carlo, D, Boston Bruins (#37 overall): junto com Zdeno Chara em 2016-17, ele formou o que é provavelmente uma das defesas mais altas da história da NHL, além de terem quase 20 anos de diferença entre eles. 

    Roope Hintz, C, Dallas Stars (#49 overall): o finlandês chegou na NHL com um bang!, já que foi muito importante para a sua equipe tanto durante a temporada regular, quanto nos playoffs. Afinal, o center fez cinco gols na campanha dos Stars nos playoffs de 2019.

    Vince Dunn, D, St. Louis Blues (#56 overall): foi campeão da Stanley Cup com os Blues em 2019 com a mandíbula quebrada. O jogador precisou fazer quatro cirurgias na boca, além de implantar cinco novos dentes.