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  • Draft Class de 2014: onde estão

    Draft Class de 2014: onde estão

    A 52ª edição do NHL Draft ocorreu em 27 e 28 de junho de 2014, no Wells Fargo Center, casa do Philadelphia Flyers. A elegibilidade dos atletas disponíveis para seleção ia daqueles nascidos em 01/01/1994 até 15/09/1996, a data limite estabelecida pelo CBA (Collective Bargain Agreement).

    Quanto a atletas não provenientes da América do Norte, a sua elegibilidade se estendia aos nascidos no ano de 1993. O mesmo se aplica àqueles nascidos depois de junho de 1994 que foram draftados em 2012 mas não assinaram contrato com os clubes que os escolheram.

    Os rankings oficiais estabelecidos pelos olheiros traziam um top 3 dos patinadores norte-americanos, formado pelos canadenses Sam Bennett, Aaron Ekblad e Sam Reinhart. Já os europeus foram ranqueados na seguinte ordem em seu top 3: Kasperi Kapanen, William Nylander e Kevin Fiala. Os goleiros mais bem ranqueados foram Thatcher Demko (América do Norte) e Ville Husso (Europa).

    A primeira escolha foi dada ao Florida Panthers após a loteria do draft. Assim, a equipe de Sunrise pulou da segunda posição para o desejado primeiro lugar.

    AARON EKBLAD, D, FLORIDA PANTHERS (#1 overall): o xerife de Sunrise

    O canadense foi o primeiro defensor a ser escolhido com a primeira escolha do draft desde que o St. Louis Blues optou por Erik Johnson em 2006. Desde então apenas um outro jogador desta posição foi selecionado em primeiro, o sueco Rasmus Dahlin, 1st overall do Buffalo Sabres em 2018.

    Natural de Windsor, na província de Ontário, Ekblad iniciou sua carreira no major juniors com status de jogador excepcional. Isso permitiu que ele passasse a competir na Ontario Hockey League (OHL) com 15 anos. 

    No Barrie Colts, o defensor competiu por três anos, durante os quais se destacou por sua maturidade no gelo e fora dele. Na votação dos técnicos da OHL, Ekblad foi lembrado em diversas categorias no seu ano de elegibilidade para o draft e terminou a temporada 2013-14 ranqueado em segundo lugar entre os patinadores da América do Norte.

    Quando os Panthers foram chamados ao palco na Filadélfia o defensor canadense foi escolhido. A equipe da Flórida visando um 1D que fosse servir à blue line do clube durante muito tempo. 

    Após uma excelente campanha em seu primeiro ano da NHL, Ekblad venceu o Calder Memorial Trophy de melhor novato. O defensor canadense desbancou Mark Stone, então jogador do Ottawa Senators, e Johnny Gaudreau, do Calgary Flames. Embora tenha sofrido com concussões em seus primeiros cinco anos na Liga, Ekblad é parte importante da defesa dos Panthers e é uma das figuras de liderança no vestiário da equipe.

    SAM REINHART, C, BUFFALO SABRES (#2 overall): “não podemos esperar ganhar jogos por 6 a 5”

    Reinhart iniciou sua carreira pelo Kootenay Ice da Western Hockey League (WHL), de onde foi selecionado pelo Buffalo Sabres com a segunda escolha do draft de 2014. Embora o canadense tenha estreado pela equipe americana na temporada 2014-15, ele atuou em apenas nove partidas antes de ser retornado à WHL. Com o fim da temporada do Ice, o center chegou a atuar pelo Rochester Americans da American Hockey League (AHL).

    Entretanto, apesar de ter sido draftado em uma posição alta, o rendimento do jogador é alvo de críticas desde que ele se firmou na NHL. Reinhart não obteve o sucesso que os Sabres esperavam quando o selecionaram, e sua importância na equipe foi diminuindo com o surgimento de outros jogadores no plantel de Buffalo. Atualmente o atleta soma 109 gols e 146 assistências em 400 jogos, totalizando 255 pontos.

    LEON DRAISAITL, C, EDMONTON OILERS (#3 overall): gosto muito de te ver, leãozinho

    Sem dúvidas um forte candidato ao título de melhor jogador da sua classe, o alemão Draisaitl optou por jogar na Canadian Hockey League (CHL), sendo selecionado pelo Prince Albert Raiders da WHL.

    O jogador estreou na temporada 2014-15 e chegou a competir em 37 partidas pela equipe de Alberta antes de ser retornado à WHL. Esta decisão fez com que os Oilers “queimassem” um ano do contrato do alemão. Draisaitl foi trocado para o Kelowna Rockets durante o World Junior Championships de 2015. 

    Após a seu retorno para o major juniors, o jogador levou os Rockets ao título da WHL, que lhes deu acesso à final da Memorial Cup. Apesar da derrota para o Oshawa Generals, o alemão foi nomeado o MVP da competição.

    A primeira temporada de Draisaitl na NHL já foi promissora, com 51 pontos em 72 partidas. No ano seguinte, os Oilers demonstraram que os dias tenebrosos poderiam estar em seu passado, com a química entre diversos de seus jogadores, dentre eles Draisaitl e Connor McDavid

    Nos playoffs da temporada seguinte, 2016-17, a última do seu contrato de calouro, o alemão fez uma campanha memorável com 16 pontos em 13 jogos na primeira aparição dos Oilers na pós-temporada desde 2006.

    Naquela off-season Draisaitl assinou sua extensão com Edmonton, avaliado em cerca de 8.5 milhões anuais por oito anos. O contrato foi criticado na época, pois a situação da folha de pagamento do clube não trazia espaço para otimismo. Além disso, temia-se que o atleta não atingiria um patamar de produção que justificaria o salário. 

    Entretanto, podemos dizer que o alemão superou as expectativas. Os números do jogador falam por si: 77 pontos em 82 jogos em 2016-17; 70 pontos em 78 jogos em 2017-18; 105 pontos em 82 jogos em 2018-19; por fim, os impressionantes 110 pontos em 71 jogos em 2019-20. A produção de Draisaitl poderia ter sido ainda maior, caso a temporada não tivesse sido interrompida pela pandemia de COVID-19

    Chamado de “Gretzky alemão”, o jogador já pode muito bem ser considerado o melhor de sua terra natal a ter jogado hockey. Afinal, Draisaitl foi o primeiro alemão a ganhar o Art Ross Trophy (de maior pontuador na temporada regular), além de ter sido o terceiro atleta dos Oilers a fazê-lo, tendo apenas Wayne Gretzky e Connor McDavid em sua companhia.

    WILLIAM NYLANDER, RW, TORONTO MAPLE LEAFS (#8 overall): de promessa no gelo à ícone fashion

    O sueco Nylander na verdade é natural de Calgary, no Canadá. Isso porque ele e seu irmão, Alex (draftado em 2016), nasceram enquanto o pai deles, Michael Nylander, atuava pelos Flames. Com o hockey no sangue, o winger teve sua estreia profissional ao lado do pai, no Södertälje SK da segunda divisão sueca.

    No seu ano de elegibilidade, ele defendeu o MODO da Swedish Hockey League (SHL) e foi selecionado em oitavo pelo Toronto Maple Leafs, o segundo maior nome draftado no processo de rejuvenescimento da equipe. 

    A temporada seguinte foi dividida entre o MODO Hockey e o Toronto Marlies da AHL, que competiu pelos playoffs da Calder Cup naquele ano. Entretanto, a estreia de Nylander na NHL ocorreu apenas em fevereiro de 2016, jogando 22 partidas naquela temporada.

    Mas o sueco se tornou parte integral do Maple Leafs no ano seguinte, quando passou a atuar na wing de Auston Matthews. Durante a sua primeira temporada completa, Nylander anotou 61 pontos em 81 partidas, e foi parte importante da classificação de Toronto para a pós-temporada. 

    Altamente criticado por não ser tão constante quanto a torcida (e a comissão técnica) desejavam, Nylander ainda não conseguiu passar dos 61 pontos. Outro ponto de polêmica envolvendo o sueco se passou durante suas negociações de contrato. O jogador perdeu quase três meses, além do training camp, quando a diretoria de Toronto e seus representantes não conseguiam chegar a um acordo acerca dos termos da sua extensão. Por fim, ambas as partes concordaram em um vínculo de seis anos por cerca de 6.9 milhões de dólares anuais. Na última temporada Nylander vinha somando pontos com mais frequência do que nos anos anteriores, chegando a 59 em 68 partidas antes da paralisação.

    NIKOLAJ EHLERS, RW, WINNIPEG JETS ( #9 overall): the (next) Great Dane

    Após iniciar sua carreira na Europa, o dinamarquês se mudou para a América do Norte para jogar na Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Depois de uma temporada com o Halifax Mooseheads, o winger recebeu uma boa colocação no ranking de patinadores atuando na América do Norte. Assim, o Winnipeg Jets escolheu Ehlers com a nona pick no draft de 2014.

    Mesmo assinando seu contrato profissional com a equipe de Manitoba depois do draft, o dinamarquês retornou a Halifax para mais um ano na QMJHL. Depois de uma temporada de destaque na liga júnior, Ehlers chegou a ser convocado pelos Jets, mas a equipe foi eliminada dos playoffs antes que ele pudesse contribuir. 

    De 2015-16 para frente o dinamarquês se tornou parte importante da equipe de Winnipeg, e hoje é uma peça fundamental no ataque dos Jets. Ehlers soma 257 pontos em 369 partidas e em outubro de 2017 assinou o contrato que o deixaria mais sete anos na equipe, com uma média salarial de 6 milhões de sólares por ano.

    DYLAN LARKIN, C, DETROIT RED WINGS (#15 overall): hometown boy em busca da glória

    Se alguém perguntasse para o pequeno Dylan “qual escudo você gostaria de usar no peito quando for jogador da NHL?” a resposta com certeza seria a roda alada de Detroit. Natural de Michigan, o americano cresceu torcendo pela equipe que eventualmente o draftou.

    Entretanto, antes da NHL bater à sua porta, Larkin jogou pelo USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Após o draft, o center iniciou sua carreira universitária na Universidade de Michigan, que defendeu por uma temporada.

    Com o fim da campanha de Michigan em 2014-15, Larkin decidiu assinar seu contrato profissional com seu time de infância. Desta forma, ele terminou a temporada no Grand Rapids Griffins da AHL.  A partir do ano seguinte o americano passou a defender a equipe de Detroit em período integral, injetando juventude em um elenco que já havia visto dias melhores.

    Embora Larkin tenha tido um bom primeiro ano na Liga, seu desempenho decaiu junto com a qualidade do hockey apresentado pelos Wings. Ainda assim, ele foi selecionado como NHL All-Star (onde bateu o recorde de patinador mais rápido) e também para a seleção americana, nesta última em mais de uma ocasião.

    O americano estendeu seu compromisso com o Detroit Red Wings por mais cinco anos em 2018, por aproximadamente 6.1 milhões de dólares anuais. Até hoje o center conta com 266 pontos marcados em 389 partidas. Além disso, Larkin não é estranho às redes sociais, onde já viralizou mais de uma vez, em uma ocasião com um vídeo de quando era adolescente e treinava no porão da sua casa, e outra onde participa de um comercial de calças. Por tudo que representa na equipe, além de ter crescido torcedor de Detroit, ele é o nome mais cotado para ser o próximo capitão do time.

    DAVID PASTRNAK, RW, BOSTON BRUINS (#25 overall): o Harry Styles da NHL (se o Harry fosse muito bom no hockey)

    O tcheco Pastrnak mudou-se para a Suécia na temporada 2012-13 para atuar no Södertälje SK da segunda divisão sueca. Lá ficou por dois anos, onde conheceu e jogou ao lado de William Nylander, atualmente seu rival de conferência na NHL. O winger foi então escolhido no final do primeiro round pelo Boston Bruins, que buscava renovar seu plantel. Após 26 partidas na AHL pelo Providence Bruins, o tcheco foi se integrando com a equipe principal.

    Entre 2016-17 e 2018-19 Pastrnak marcou 70, 80 e 81 pontos, e foi se tornando cada vez mais importante para os Bruins. Desde então, o tcheco quebrou diversos recordes da equipe de Massachusetts e, em 2017, teve seu contrato renovado por mais seis anos. Compromisso este que ostenta o cap hit mais curioso da Liga, US$ 6,666,666.

    Além do seu talento no gelo, a personalidade expansiva do winger também contribuiu para a sua popularidade. Desde os ternos de estampa floral até os comerciais de uma famosa rede de quitandas, o tcheco se tornou uma estrela não só em Boston, como em toda a NHL. Na temporada 2019-20, Pastrnak conquistou seu primeiro Rocket Richard Trophy, dado ao maior goleador da Liga. Com 48 gols (e 95 pontos, em apenas 70 jogos), o tcheco se tornou o primeiro Bruin a conquistar tal honraria. 

    BRAYDEN POINT, C, TAMPA BAY LIGHTNING (#79 overall): o menino-raio de Tampa Bay

    O center canadense foi draftado no terceiro round pelo então GM do Lightning, Steve Yzerman. Embora Point tenha tido uma temporada respeitável pelo Moose Jaw Warriors da WHL em seu ano de elegibilidade, ele foi ranqueado apenas em 31º entre os patinadores norte-americanos. Com a direção do clube visando que ele adquirisse mais experiência, o atleta jogou mais dois anos na WHL com os Warriors. Ele também teve uma passagem de nove jogos pelo Syracuse Crunch da AHL entre eles, após Moose Jaw ter sua temporada encerrada.

    A importância de Point no Lightning foi aumentando de forma gradativa. Isto ocorreu especialmente devido ao valor baixo do cap hit do jogador durante seu contrato de novato. Ter o canadense no plantel da equipe permitia mais flexibilidade com relação à montagem do time. Além disso, o rendimento de Point fez com que ele se tornasse de vez uma parte importante do clube, que teve temporadas históricas com a sua presença no elenco. 

    Além de ter sido escolhido para um All-Star Game em 2018, Point soma 262 pontos em 295 partidas na NHL desde o início de sua carreira profissional. Com o fim de seu primeiro contrato, o canadense assinou uma extensão de três anos de duração com o Lightning, avaliada em 6.75 milhões anuais. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Kevin Fiala, LW, Nashville Predators (#11 overall): o suíço era um dos top prospects europeus, mas ainda tem dificuldades em se fixar como uma peça chave em um clube da NHL. Na temporada 2019-20 foi trocado para o Minnesota Wild. 

    Jakub Vrana, LW/RW, Washington Capitals (#13 overall): o tcheco venceu a Stanley Cup com os Capitals em 2018 e forneceu alguns dos melhores momentos da comemoração.

    Robby Fabbri, C, St. Louis Blues (#21 overall): depois de sofrer com diversas lesões de ligamentos, que o deixaram de fora da campanha vitoriosa dos Blues, o atleta foi trocado para o Detroit Red Wings em 2019.

    Kasperi Kapanen, RW, Pittsburgh Penguins (#22 overall): filho de um jogador identificado com a torcida do Philadelphia Flyers (o defensor Sami Kapanen), o winger não teve muitas chances de atuar pelos Penguins antes de ser envolvido na troca que levou Phil Kessel aos Pens. O finlandês é um Maple Leaf desde 2015 e é conhecido por sua rapidez e tenacidade.

    Thatcher Demko, G, Vancouver Canucks (#36 overall): o goleiro americano atuou por três anos na Boston College antes de se profissionalizar. Atualmente ele divide o gol dos Canucks com o sueco Jacob Markstrom. 

    Nathan Walker, C,  Washington Capitals (#89 overall): apesar de ter nascido em Gales, o jogador cresceu na Austrália e foi, portanto, o primeiro atleta do país a ser draftado na NHL. Além disso, Walker foi o primeiro galês e/ou australiano a vencer a Stanley Cup (com os Caps, em 2018), mas não preencheu os requisitos para ter seu nome gravado no troféu. 

  • Hockey Hall of Fame anuncia classe de 2020

    Hockey Hall of Fame anuncia classe de 2020

    O Hockey Hall of Fame anunciou seus novos membros na última quarta feira (24). Ao todo, foram seis novas indicações em duas categorias: Jogadores e Builder

    A classe de 2020 contou com grandes nomes do mundo do hockey. À categoria jogadores, os indicados foram Jarome Iginla, Marian Hossa, Kim St-Pierre, Doug Wilson, e Kevin Lowe. E por fim, juntando-se a eles, entra na lista na categoria Builder, o executivo Ken Holland. 

    O presidente do Hockey Hall Of Fame, Lanny MacDonald, informou em um comunicado à imprensa que é um honra ver estes novos nomes integrando o HHOF:

    “O Hall da Fama do Hockey se orgulha de receber essas lendas do hóquei como membros de honra. Suas contribuições para o jogo de hóquei estão bem documentadas e sua eleição para o Hall da Fama do Hóquei é ricamente merecida.” 

    Os indicados

    Jarome Iginla

    Ter Jarome Iginla na Classe de 2020 do HHOF não é nenhuma surpresa: o jogador disputou 1.554 jogos na NHL e fez história no Calgary Flames. Foram duas décadas na Liga Nacional de Hockey. Destes 20 anos, durante quinze vestiu a jersey do Calgary, sendo inclusive capitão do time. Atualmente, ele é o líder em pontos na história da franquia, com 1.219. 

    Foi não só um dos melhores forwards do Calgary, mas como também um dos melhores jogadores da NHL na posição. Foi vencedor de dois troféus Rocket Richard, um Ted Lindsay Award, do Art Ross Award, do King Clancy e participou do NHL All Star por 6 vezes. Além disso, o jogador nativo de Alberta, representou o Canadá em muitos níveis. Assim, acabou por vencer dois World Junior Championships, um World Championship, uma Copa do Mundo de Hockey e, por fim, tem duas medalhas olímpicas de Ouro. 

    Marian Hossa

    Hossa começou sua carreira com os Senators, em 1997, mas foi com os Blackhawks que o jogador atingiu o ápice de sua carreira. Na última década, ele acabou se tornando peça essencial nos três campeonatos conquistados pelo Chicago. Tanto nos playoffs, quanto na temporada regular, Hossa foi uma grande adição na equipe que fez dos Hawks uma dinastia nos últimos 10 anos. 

    No cenário internacional, o jogador representou a Eslováquia em oito campeonatos mundiais e participou quatro vezes dos Jogos Olímpicos. Por fim, finalizou sua carreira em Chicago em 2017, com 1.309 jogos disputados e 1.134 pontos 

    Kim St-Pierre

    De todos os indicados ao HHOF, Kim St-Pierre foi a única mulher a compor o squad. A goleira disputou 83 jogos com a jersey do Canadá, tendo adquirido 29 shutouts e diversas medalhas internacionais: três nas Olimpíadas, quatro em campeonatos mundiais e uma na Four Nations Cup. Por fim, quando jogou pelo Montreal Stars, da CWHL, venceu a Clarkson Cups duas vezes e foi a melhor goleira da Liga por duas temporadas consecutivas. 

    Doug Wilson

    Apesar de ter feito, e estar fazendo atualmente, um grande trabalho como General Manager do San Jose Sharks, Doug Wilson foi indicado ao Hockey Hall Of Fame na categoria jogador. Das 16 temporadas que disputou pela NHL, quatorze destas foram com com os Blackhawks. Em toda a sua carreira, o defensor somou 827 pontos e se tornou um dos 20 melhores defensores da Liga, faturando também um Norris Trophy Award na década de 80. 

    Kevin Lowe

    Após muitos anos assistindo muitos de seus ex companheiros de time serem indicados ao Hockey Hall Of Fame, Kevin Lowe finalmente viu sua espera chegar ao fim este ano. O ex-defensor dos Oilers, ao lado de Messier e Gretzky, foi peça essencial em quatro conquistas dos Oilers à Stanley Cup durante as décadas 80 e 90. Seguidamente, Lowe veio a ganhar mais um campeonato em 1994, porém desta vez jogando com o New York Rangers. 

    Por seu espírito de liderança dentro e fora do gelo, o defensor ganhou o King Clancy Memorial Trophy em 1990. Além disso, também participou do NHL All Star sete vezes. 

    Ken Holland

    Ken Holland foi o único da classe de 2020 a ser indicado na categoria Builder. Ele ocupou o posto de General Manager dos Red Wings por 22 temporadas, e ganhou três Stanley Cups com o time. Durante a sua estadia no Detroit, a equipe ganhou mais jogos de temporada regular e playoffs (1.044) do que qualquer outra equipe na NHL. Uma grande carreira e digna de uma indicação ao HHOF.

    Votação e Eventos

    Devido ao COVID-19, o painel de 18 eleitores que votou para escolher os novos membros do HHOF se encontrou virtualmente no início desta semana, para que a eleição não fosse adiada e, assim, pudesse ser feita de uma maneira mais segura para todos.

    De acordo com Lanny MacDonald, a Celebração de Indução do HHOF de 2020 está adiada para o dia 16 de novembro de 2020, em Toronto. A celebração conta tradicionalmente com um jogo anual, organizado pelo Toronto Maple Leafs, a apresentação dos indicados ao Hall e um evento de gala. Porém, devido a pandemia, o evento pode vir a ser adiado. Provavelmente, até o final de agosto, a organização do HHOF dará mais informações referentes a celebração, e informará sobre novas datas, caso o evento necessite ser adiado.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Toronto Six apresenta uniforme para estreia na NWHL

    Toronto Six apresenta uniforme para estreia na NWHL

    Os fãs da NWHL têm um novo motivo para comemorar. Após anunciar sua primeira expansão para o Canadá, o Toronto Six, novo time da Liga fez o tão aguardado anúncio das suas cores e uniformes para jogos em casa e fora de casa.

    As cores usadas não foram surpresa, afinal, quando anunciaram o nome da equipe, apresentaram também o logo e as cores que representam o time. 

    O Toronto Six, que já tinha anunciado anteriormente cinco jogadoras e parte da equipe administrativa, ao decorrer do mês fez o anúncio de sua General Manager e assinou mais contratos, incluindo jogadoras que participaram do draft 2020 da NWHL.

    A GM escolhida para o time já é uma veterana no hockey feminino, a co-fundadora da CWHL e ex-goleira Amanda Cronin. Mandy, como é conhecida, era GM do Buffalo Beauts na última temporada, quando foi convidada a ser a primeira GM do novo time.  

    Escolha do nome

    No dia 22 de abril, logo após a NWHL divulgar a expansão, o time de Toronto lançou em seu site uma pesquisa onde os fãs estariam sugerindo nomes com os melhores indo para uma votação pública. Alguns dias depois, através de sua página oficial no Twitter, o time  compartilhou quais nomes iriam para a votação popular para que enfim pudessem definir o grande escolhido.

    Em maio, com a votação encerrada, a nova franquia anunciou seu nome Toronto Six, que além de ser uma homenagem a um dos apelidos da cidade, também é uma referência ao esporte. O design do logo foi criado pela M Style Marketing, mesma empresa que criou as camisas para os All-Star Games em Minnesota, Boston e Nashville.

    A logo do time são as letras “TO” que juntam também formam o número seis, com uma folha de bordo dentro, o símbolo do país. O time decidiu adotar as cores vermelho e ouro: o ouro simboliza a região de Golden Horseshoe em Ontário. A cor também simboliza o alto padrão estabelecido por todos no hockey feminino canadense, modalidade pela qual o país é referência. 

    O uniforme

    Pouco mais de um mês após o lançamento do nome, foi a vez do público conhecer como será o uniforme de Toronto. Com três modelos diferentes, o time decidiu homenagear não somente sua cidade como a própria NWHL.

    Divididas entre jogos em casa, jogos fora e uma versão “alternativa”, as jerseys não foram a única novidade na loja do time. Os Six também lançaram outros produtos com a logo do time para que os fãs já possam adquirir. 

    Para os jogos em casa foi escolhida a camisa vermelha. Numa forma de homenagear o Canadá, foram utilizadas as cores do país e da bandeira. Para os detalhes foi escolhid o preto e o ouro que já fazem parte da paleta do time. Enquanto isso, para a jersey visitante a cor predominante é preta, com detalhes vermelho e ouro. 

    Para a jersey alternativa o time optou por pelo fundo branco com folhas de bordo dando um toque especial. O design também possui seis listras douradas nas mangas e nas meias que representam tanto o fato de Toronto ser o sexto time da Liga quanto a sua estréia na sexta temporada.

    Todos os modelos têm o símbolo do time em destaque com a bandeira canadense em um ombro e o símbolo “6IX” no outro. Todas elas também possuem a gola em detalhe dourado representando o Golden Horseshoe (Ferradura Dourada, literalmento) da área à qual Toronto faz parte. 

    Com o time cada dia que passa tomando forma e assinando com novas jogadoras, as expectativas para a nova temporada da NWHL estão em alta. Apesar de ainda não ter divulgado onde será seu rink, os preparativos andam a todo vapor e logo mais o público poderá ver o novato da Liga fazendo a sua estreia no gelo. 

    Foto: Reprodução twitter/@TheTorontoSix

  • Conheça a Extraliga ledního hokeje – A Liga Tcheca

    Conheça a Extraliga ledního hokeje – A Liga Tcheca

    O mundo do hockey é muito mais rico do que apenas a NHL. Ligas em diversos países e histórias curiosas que, apesar de conhecermos jogadores importantes dessas nacionalidades, têm ligas pouco divulgadas. Hoje escolhemos contar um pouco sobre a Extraliga ledního hokeje (ELH), a Liga Tcheca de Hockey, ou simplesmente, Extraliga.

    De acordo com a IIHF, essa liga é considerada a 3° melhor do mundo, por ser uma das mais competitivas na Europa. 

    A história da Extraliga ledního hokeje (ELH)

    Os times da Extraliga ledního hokeje
    Os times e as cidades da Extraliga ledního hokeje (Foto: Eliteprospects)

    A história do hockey na Europa Central possui origens mais antigas. As primeiras práticas do esporte datam de 1908, com a primeira liga doméstica sendo estabelecida em 1936. Contudo, a Československá hokejová liga, conhecida como Primeira Liga de Hockey no Gelo da Tchecoslováquia, existiu até 1993, quando o país se dividiu em República Tcheca e Eslováquia. Ali elas viraram duas ligas independentes, de seus respectivos países. Sendo, então, a Extraliga Eslovaca e a Extraliga Tcheca.

    Naquela época, a liga era constituída por 8 a 24 times. Atualmente, 14 times atuam na ELH. São eles: HC Kometa Brno, Mountfield HK, HC Energie Karlovy Vary, ČEZ Motor České Budějovice, Bílí Tygři Liberec, HC Verva Litvínov, BK Mladá Boleslav, HC Olomouc, HC Dynamo Pardubice, HC Škoda Plzeň, HC Sparta Praha, HC Oceláři Třinec, HC Vítkovice Ridera e, por fim, PSG Berani Zlín.

    O sistema de competição

    A temporada regular consiste em 52 jogos, com cada equipe jogando quatro vezes entre si – duas vezes em casa e duas vezes fora. As dez melhores equipes vão para para a pós temporada. Por sua vez, os seis melhores times se qualificam diretamente para as quartas de final melhor de 7. Enquanto as equipes posicionadas do 7° até o 10° lugar precisam jogar qualificatórias, dessa vez melhor de 5, para prosseguirem no campeonato. 

    Dessa forma, os quatro times na posição mais baixa da tabela jogam os play-outs, uma espécie de playoffs invertido, no qual serão determinadas as equipes rebaixadas. 

    Depois dos play-outs, as duas piores equipes jogam com os dois vencedores das semifinais da segunda divisão tcheca, chamada de 1. česká hokejová. Em um grupo classificatório, cada equipe disputará 12 jogos (duas vezes em casa e duas vezes fora contra todos os times do grupo). Por fim, as equipes de 1° e 2° lugares desse grupo qualificam-se para a Extraliga na temporada seguinte, enquanto as 3° e 4° equipes jogam na segunda divisão.

    Devido a pandemia do COVID-19, a Extraliga ledního hokeje teve a temporada atual cancelada. Com isso, nenhuma equipe disputará os playoffs ou será premiada esse ano.

    Títulos

    A última equipe campeã foi HC Oceláři Třinec, que conquistou o 2° título do clube. Dessa forma, a equipe vice foi HC Bílí Tygři Liberec, que por sua vez possui apenas um título. A equipe que possui mais títulos é a VHK Vsetín, com um total de seis troféus. Entretanto, eles jogam, desde 2006, na segunda divisão. 

    A segunda equipe com mais títulos é a HC Sparta Prague, com quatro. Dessa forma, ao longo das 27 temporadas, os vencedores foram: 

    1994/95, 1995/96, 1996/97, 1997/98, 1998/99, 2000/01 – VHK Vsetín (6 títulos, atualmente na 2° divisão)

    1999/00, 2001/02, 2005/06, 2006/07 – HC Sparta Praha  (4 títulos)

     2004/05, 2009/10, 2011/12 – HC Dynamo Pardubice (3 títulos)

    2003/04, 2013/14 – PSG Berani Zlín (2 títulos)

    2002/03, 2007/08 – HC Slavia Praha (2 títulos, atualmente na 2° divisão)

    2010/11, 2018/19 – HC Oceláři Třinec  (2 titulos)

    2016/17, 2017/18 – HC Kometa Brno   (2 títulos)

    2015/16 – Bílí Tygři Liberec

    2008/09 – HC Energie Karlovy Vary

     2014/15 – HC Verva Litvínov

     2012/13 – HC Škoda Plzeň

    1993/94 – HC Olomouc

    Rivalidades e Torcidas

    Torcida do Sparta Praha
    Foto: modrobili.cz

    Assim como em qualquer esporte, existem várias rivalidades na EHL. Talvez a maior rivalidade seja a entre Kometa Brno e Sparta Praha, oriundas das duas maiores cidades e capitais tchecas e que possuem grande contexto histórico-cultural. Além disso, as duas cidades sempre produziram grandes talentos tchecos, gerando grandes elencos.  Portanto, as torcidas são muito calorosas e fiéis aos seus clubes. 

    A rivalidade entre HC Dynamo Pardubice e Mountfield HK é baseada, essencialmente, na localização. As duas cidades estão localizadas a cerca de 25 km uma da outra e o ódio das torcidas é muito intenso. Curiosamente, essa é uma rivalidade que vai além dos esportes, já que as pessoas de Hradec costumam odiar as de Pardubice.

    A NHL e a Extraliga ledního hokeje

    Na história da NHL, muitos jogadores fizeram e estão fazendo história. Jaromir Jagr atualmente é dono, presidente e jogador do Rytíři Kladno. Na NHL, Jagr ganhou 2 Stanley Cups pelo Pittsburgh Penguins nos anos 90. 

    Outros nomes conhecidos da NHL que tiveram passagem pela Liga Tcheca incluem Jakub Voráček (Philadelphia Flyers), Michael Frolík (Calgary Flames) e Radko Gudas (Washington Capitals), que também atuaram pelo Rytíři Kladno.

    Outra lenda do hockey, dessa vez nas redes, Dominik Hasek começou sendo goleiro no time de sua cidade natal, o LTC Pardubice. Hasek competiu ao lado do LTC Pardubice por 6 anos, até começar a carreira no Chicago Blackhawks em 1990.

    Contudo, o jogador tcheco dividiu sua carreira entre o Buffalo Sabres (onde faturou 6 vezina trophies) e o Detroit Red Wings (onde ganhou 2 Stanley Cups).

    Ondřej Palát (Tampa Bay Lightning) jogou também pelo time de sua cidade natal, o HC Frýdek-Místek, da cidade de Frýdek-Místek. Tomas Hertl (San Jose Sharks), competiu pelo HC Slavia Praha. 

    David Pastrnak (Boston Bruins), que terminou a temporada de 2019-2020 com 48 gols e 95 pontos, jogou em sua juventude no clube de sua cidade natal, o AZ Havířov, na segunda divisão tcheca. Além deles, David Krejčí (Boston Bruins), Jakub Vrana (Washington Capitals), Petr Mrazek (Carolina Hurricanes) e Pavel Francouz (Colorado Avalanche) são alguns dos outros jogadores tchecos na NHL. No total, há 33 jogadores tchecos na liga norte americana. 

    Jaromír Jágr: a lenda do Pittsburgh Penguins

    Mario Lemieux e Jaromir Jagr, após vencerem a Stanley Cup de 1992
    Foto: Bruce Bennett/Gettyimages

    Antes de virar uma lenda do hockey, a estrela do Pittsburgh Penguins Jaromír Jágr passou 6 temporadas na equipe de sua cidade natal, em ligas júnior.  Rytíři Kladno, localizado na cidade de Kladno, atualmente se encontra na 2° Divisão da Liga Tcheca. Todavia, nos anos 80, a equipe fez parte da Primeira Liga de Hockey no Gelo da Tchecoslováquia, antigo nome da atual primeira liga tcheca. 

    Atualmente, Jagr é dono e presidente do Rytíři Kladno. Além disso, ele joga pela equipe. Dessa forma, o número 68 do time ajudou seu time a subir de divisão ano passado, após marcar 4 gols que levariam a equipe o tão desejado acesso. 

    Foto: Jaroslav Ozana, AP

    Parece que Jágr não possui planos de parar tão cedo. O tcheco possui recordes e feitos impressionante. Ele tem o segundo maior número de pontos na história da NHL, atrás apenas  de Wayne Gretzky. Também é o jogador europeu mais produtivo que já jogou na NHL e, em 1990, aos 18 anos, era o jogador mais jovem da Liga. Antes de se transferir aos 45 anos, se tornou o jogador mais velho da NHL e o jogador mais velho a marcar um hat-trick. Além disso, Jagr está no seleto clube do Triple Gold, de jogadores que conquistaram Ouro nas Olimpíadas, a Stanley Cup e também o Ouro no Campeonato Mundial de Hockey. Por fim, em 2017, Jágr foi nomeado um dos 100 Maiores Jogadores da NHL na história.

  • A conquista da Stanley Cup de 2014 pelos Kings

    A conquista da Stanley Cup de 2014 pelos Kings

    Treze de junho de 2014. Para muitas pessoas, um dia qualquer. No entanto, para os Kings e seus fãs, um dia que entrou para a história. Desde o início da década até então, foram 5 temporadas na NHL, das quais o torcedor de Los Angeles teve a felicidade de ver seu time duas vezes campeão da Stanley Cup.

    Para este “10 for 10”, o vamos abordar e relembrar a grande trajetória do LA Kings até a vitória que deu ao time a segunda Stanley Cup de sua história. 

    A temporada

    O início da temporada 2013-14 foi marcado por grandes mudanças na NHL, como a nova estrutura das divisões da Liga. No entanto, os Kings não foram tão afetados com o realinhamento.

    Os Kings acabaram por estrear relativamente bem na nova temporada. O time venceu o primeiro jogo, fora de casa, contra o Minnesota Wild, mas acabou perdendo os dois que se seguiram. Assim seguiu a equipe durante todo o mês de outubro, tendo um bom rendimento e se mantendo em posições razoáveis no ranking da Liga.

    Novembro trouxe as melhores performances de LA na temporada regular. O time perdeu apenas duas partidas no tempo regulamentar, tendo 2 derrotas em overtime e outras duas em shootout. Foram estas derrotas que acabaram rendendo pontos para a equipe se manter na zona de playoffs. 

    Ao fim do ano de 2013, os Kings possuíam 54 pontos em 41 jogos, com uma média de 2 gols por partida. O bom desenvolvimento fez com que, desta forma, o time iniciasse 2014 sendo parte dos 3 primeiros colocados da Divisão Pacífica.

    Porém, o mês de janeiro do novo ano acabou sendo frustrante para a equipe e seus fãs. Los Angeles somou 8 derrotas em tempo regulamentar, e outras duas em SO. Portanto, ao fim do mês, a equipe teve apenas um aumento de 12 pontos em relação ao 54 que possuía no início de janeiro. 

    As coisas passam a melhorar para a equipe em fevereiro e março de 2014. O ataque dos Kings, composto por Tyler Toffoli e Tanner Pearson, conseguiu se manter estável e, por fim, acabou levando o time a 94 pontos ao fim de março, com 14 vitórias em 20 jogos. 

    A temporada regular chegou ao fim para Los Angeles em 12 de abril de 2014, e com passagem direta para a pós-temporada. A equipe finalizou com 100 pontos (décima colocação geral), no 3º lugar da Divisão Pacífica e ocupando a sexta posição na Conferência Oeste.

    Apesar de ter apresentado um desenvolvimento razoável ao longo da temporada, o ritmo dos Kings mudou drasticamente para melhor nos playoffs. Sem dúvidas, isso influenciou na vitória do segundo campeonato na história da equipe.

    Os playoffs

    O primeiro adversário dos Kings na pós-temporada foi o San Jose Sharks. O time de San Jose também vinha de uma grande temporada, terminando no segundo lugar da Divisão Pacífica.

    Era senso comum que os Kings teriam um grande desafio pela frente, o que se confirmou na série. O time de Los Angeles foi derrotado nas três primeiras partidas do round, sendo duas destas em casa e com grande domínio dos jogos por parte dos Sharks. 

    O Jogo 4 era decisivo para os Kings. O placar das três partidas anteriores e o ritmo de jogo apontavam a equipe de San Jose como a favorita para a vitória da disputa. No entanto, contando com um elenco cheio de talentos, os Kings souberam virar o jogo por completo.

    O time venceu a quarta partida do round e, assim, forçou um Jogo 5 em casa – no qual também saiu vitorioso. Assim, o round avançou para uma 6ª partida, que também contou com uma vitória dos Kings.

    No Jogo 7, com a série empatada, a equipe vencedora estaria classificada para a próxima fase. Após toda a reviravolta, os Kings, por fim, venceram a partida e garantiram sua vaga para o segundo round dos playoffs.

    Posteriormente, o Los Angeles enfrentou o Anaheim Ducks. Os Kings venceram as duas primeiras partidas em Anaheim, com a primeira terminando na prorrogação. No entanto, o rendimento do time acabou decaindo, e assim, acabaram por serem derrotados nos Jogos 3 e 4, em casa.

    Na quinta partida, os Kings voltaram para Anaheim, porém acabaram acumulando outra derrota. Desta forma, o Ducks lideravam então a série, precisando de uma vitória para avançar. Porém, no Jogo 6, LA voltou a vencer e, com a vitória também no Jogo 7, o time, por fim, avançou para a final da Conferência Oeste.

    O penúltimo adversário de Los Angeles era o Chicago Blackhawks, que vinha de dois campeonatos conquistados desde 2010 – um destes na temporada anterior. Os Kings viajaram para Chicago para a primeira disputa da série, e acabaram sendo derrotados pelo time da casa. No entanto, os Kings venceram as três partidas que se seguiram, duas destas na Califórnia.

    Ao perderem o Jogo 5, o confronto avançou para mais uma partida – esta que os Kings também perderam para os Hawks. Por fim, com a série empatada, ambos os times se encontram para um Jogo 7.

    A Final do Oeste em 2014 foi disputada até o último período e não faltou talento em nenhum dos lados no que muito consideram uma das melhores séries de playoffs nos últimos anos. Para a felicidade dos torcedores de Los Angeles, a equipe derrotou o então atual Chicago e, pela segunda vez na década, garantiu uma passagem para a Final da Stanley Cup.

    O último desafio dos Kings até troféu era o New York Rangers. Essa era a primeira vez desde 1981 que times de Nova York e Los Angeles se encontravam em uma final no nível profissional, quando New York Yankees e Los Angeles Dodgers se enfrentaram na World Series (MLB).

    Os Rangers também vinham de uma ótima temporada regular e nos playoffs. Porém, isso não foi problema para Los Angeles. A equipe acabou vencendo os dois primeiros jogos em casa, ambos no overtime. Seguidamente, também venceu o terceiro em Nova York. No entanto, com a derrota na quarta partida, os Rangers acabam forçando um jogo cinco na rodada final.

    LA Kings campeão 

    O Jogo 5 aconteceu no Staples Center – casa da equipe de Los Angeles. Por vir de três vitórias no round, os Kings precisavam apenas ganhar esta partida para serem coroados campeões de 2014. 

    Justin Williams abriu o placar para Los Angeles logo no primeiro período. No entanto, os Rangers se recuperaram, marcando dois gols no segundo período da partida.

    Em seguida, Marian Gaborik acabou deixando tudo igual para os Kings, levando o jogo para a prorrogação. Após um período extra inteiro, ambos os times se encaminharam para um segundo OT, no qual, aos 14:43, Alec Martinez colocou fim à partida ao levar o puck para o fundo da rede. 

    Assim, em casa, o Los Angeles Kings se consagrou campeão da Stanley Cup pela segunda vez na década e na história do time. Dustin Brown, capitão da equipe, levantou a taça diante de um Staples Center lotado de torcedores dos Kings.

    O troféu Conn Smythe foi para Justin Williams, de LA, considerado o jogador mais valioso nos playoffs. Outros destaques do elenco foram Anze Kopitar, que liderou a pós-temporada em pontos (26); e Marian Gaborik, jogador com mais gols nos playoffs (14).

    Por fim, a equipe comemorou a conquista com um desfile nas ruas de Los Angeles, que contou com cerca de 300 mil fãs.

    O Los Angeles Kings teve uma das melhores equipes da primeira metade da década. O time soube trabalhar em conjunto e, por isso, como recompensa teve seu nome marcado na Stanley Cup duas vezes em três anos. 

    Atualmente, o time não passa por uma de suas melhores fases. Serão necessários talvez anos de reconstrução para que a equipe volte ao protagonismo na Liga. Portanto, nos resta relembrar as suas conquistas e torcer para que, nos próximos 10 anos, os Kings possam coroar sua torcida com mais algumas Stanley Cups.

  • Jason Botterill, GM do Sabres, é demitido

    Jason Botterill, GM do Sabres, é demitido

    Na terça-feira (16) o mundo do hockey foi surpreendido pela repentina demissão do General Menagment do Buffalo Sabres,  Jason Botterill. Após três anos com a equipe, Botterill foi demitido por falta de resultados da equipe.

    Mesmo com o anúncio do novo formato de playoffs para essa temporada, que conta com 24 times, o Buffalo Sabres não conseguiu se classificar pelo terceiro ano seguido. Ao todo, já são nove temporadas sem competirem nos playoffs.

    Contudo, em maio, Kim e Terry Pegula demonstraram apoio ao seu então GM. 

    “Botterill é nosso GM e nosso plano é continuar com ele(…) Talvez [manter Jason Botterill] não seja a opção mais popular entre os fãs, mas temos que fazer as coisas que achamos certas”, disse Kim. “Temos um pouco mais de informações que os fãs, trabalhos internos nos quais vemos alguns pontos positivos.”

    Três semanas após tal declaração, Botterill foi demitido. Com ele, foram embora também o técnico do Rochester Americans, afiliado da AHL, Chris Taylor e seus assistentes, Gord Dineen e Toby Petersen. De acordo com a ESPN, outros 12 de 21 membros da equipe de scout também foram demitidos, incluindo o diretor assistente Jeff Crisp.

    Antes de ser GM do Sabres, Botterill era o ex-GM associado do Pittsburgh Penguins. No Sabres, ele teve um recorde de 88 vitórias e 115 derrotas em 233 jogos. Após falhar em classificar o time para os playoffs pela terceira vez, a pressão dos fãs, além da pública insatisfação dos jogadores (inclusive do capitão Jack Eichel), pareceu ter surtido efeito.

    Em uma teleconferência, o capitão Jack Eichel afirmou:

     “Estou cansado de perder e frustrado (…) Não é algo fácil de se engolir. Tem sido cinco anos difíceis. Eu sou um competidor, quero sempre ganhar quando estou no rinque. Quero ganhar uma Stanley Cup sempre que a temporada começa”

    Já sobre a demissão, os donos, Kim e Terry Pegula, afirmaram que:

    “Não vou me sentar aqui e comentar sobre Jason Botterill, mas temos uma visão e queremos que nossa visão tenha sucesso”, acrescentou. “Estivemos em discussões detalhadas com Jason e, como sentimos que precisávamos avançar com eficiência e economicamente ao administrar essa franquia, sentimos que havia muitas diferenças de opinião no futuro.”

    No lugar de Botterill, o GM interino será o ex-jogador Kevyn Adams. Os Pegulas disseram que estão mais à vontade com Adams, que ocupava o cargo de vice-presidente de operações comerciais. 

    A carreira como GM de Jason Botterill

    Como GM, Botterill fez transações boas e outras nem tanto. Ele trocou Ryan O’Reilly para o Blues. O’Reilly alcançou 77 pontos em 2018-2019, o mais alto de sua carreira, além de ter ganhado a Stanley Cup, o Selke Trophy e o Conn Smythe Trophy.

    O contrato que estava prestes a expirar de Evander Kane foi mandado para o San Jose Sharks em troca de algumas picks que eventualmente trouxeram o defensor Brandon Montour de Anaheim para Buffalo. Contudo, Evander Kane se consolidou como um goleador em San Jose. 

    Por outro lado, Botterill foi responsável por assinar contratos importantes como o de Jack Eichel, que permanecerá com a equipe por 9 anos, e o de Jeff Skinner, também pelo mesmo tempo. É nítido que Jack Eichel, no auge de seus 23 anos, será um talento geracional que só tende a melhorar. Porém, o contrato de Skinner pode ser preocupante se o atacante de 28 anos não produzir como antes. Além disso, ele foi responsável por trazer o técnico Ralph Krueger, que conquistou o respeito de seus jogadores e teve uma campanha de 30-31-8 nos 69 jogos disputados antes da pausa devido ao coronavírus.

  • Conhecendo a Deutsche Eishockey Liga

    O hockey no gelo pode não ser tão famoso quanto o futebol na Alemanha, contudo a história do hockey alemão é tão antiga quanto a do futebol. Essa história, apesar de menos conhecida, nos mostra como o esporte é um fator de identificação importante em certas cidades,  permitindo, inclusive, que grandes jogadores cheguem à NHL.

    A Deutsche Eishockey Liga, ou a Liga Alemã de Hockey no Gelo, é uma das inúmeras ligas de hockey na Europa. Dessa forma, no texto de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre o cenário do esporte no país germânico.

    A Deutsche Eishockey Liga

    A história do hockey na Alemanha data de 1912, quando a equipe Berliner Schlittschuhclub conquistou o primeiro título na então German Ice Hockey Championship, liga que durou de 1912 até 1948. De 1949 até 1958, a liga alemã passou a se chamar de Oberliga FDR. Após esse período, novamente a Liga mudou de nome e se tornou a Eishockey-Bundesliga, formada em 1958.

    A liga era composta por equipes da 1ª e 2ª divisão da Eishockey-Bundesliga. Contudo, muitas equipes da 1ª e 2ª divisão estavam fortemente endividadas. Dessa forma, a 2ª divisão atraía poucos patrocinadores e espectadores e muitos clubes foram forçados a desistir ou serem rebaixadas.  

    Deutsche Eishockey Liga - Times
    Distribuição dos times no mapa da Alemanha
    Imagem: Reprodução EliteProspect.com

    Atualmente, a liga de hockey no gelo da Alemanha se chama Deutsche Eishockey Liga, ou DEL, e foi fundada em 1994. Na temporada de 2019-2020, os times são: Augsburger Panther, Andler Manheim, Dusseldorfer EG, Eisbären Berlin, ERC Ingolstadt, Fischtown Pinguins, Iserlohn Roosters, Kölner Haie, Krefeld Pinguine, EHC Red Bull Munchen, Nürnberg Ice Tigers,  Schwenninger Wild Wings, Straubing Tigers e Grizzlys Wolfsburg. A DEL agora é independente do ponto de vista jurídico, econômico e organizacional e é uma associação dos clubes da DEL.

    O sistema de competição

    Para que as equipes se mantenham na DEL, elas precisam entrar com um pedido por escrito na Liga e alcançar alguns critérios: 

    • Um estádio que atenda aos padrões da DEL;
    • Condições financeiras para sustentar o time;
    • Formação de uma empresa comum (o DEL consiste em franquias);
    • Programa de desenvolvimento para jovens jogadores;
    • Compra de uma licença 

    Os times disputam 52 rodadas na temporada regular. Seis times se classificam diretamente para as quartas de final, quatro se classificam para uma fase prévia e disputam uma série melhor de três para complementar as vagas das quartas.

    Uma vitória equivale a três pontos na classificação. Igualmente à NHL, se o jogo terminar empatado, haverá o overtime de 5 minutos. Se após o OT o placar permanecer igual, cada equipe ganhará um ponto e vão disputar pênaltis. Assim, a equipe vencedora nos penaltis ganhará o 2° ponto. Além dos jogadores nacionais, as equipes podem ter até 16 jogadores com identidades estrangeiras em seu elenco. 

    Em 10 de março de 2020, a Deutsche Eishockey Liga anunciou que a temporada 2019/20 havia terminado devido à epidemia de COVID-19. Portanto, esta será a primeira vez na DEL em que não haverá um campeão.

    Títulos 

    Jogadores da Deutsche Eishockey Liga

    Primeiramente, a última equipe campeã foi Adler Mannheim, que conquistou o 7° título. A equipe vice foi EHC Red Bull München, que possui 3 títulos. Além disso, o Adler Manheim e o Eisbären Berlin são os times mais vezes campeões, cada um com 7 títulos.

    Ao longo das 24 temporadas, os vencedores foram: 

    1995, 2001/02 – Kölner Haie (2 títulos)

    1995/96 – Dusseldorfer EG 

    1996/97 – 98/99, 2000/01, 2014/15, 2018/19 – Adler Manheim (7 títulos)

    1999/00 – Munich Barons (realocado para Hamburgo)

    2002/03 – Krefeld Penguins

    2003/04 – Frankfurt Lions (rebaixado em 2010 por problemas financeiros)

    2004/05, 05/06, 07/08-08/09, 2010-2013 – Eisbären Berlin (7 títulos )

    2009/10 – Hannover Scorpions (atualmente na 3° Liga Alemã)

    2013/14 –  ERC Ingolstadt 

    2015/16 – 2017/18- EHC Red Bull Munich (3 títulos)

    Rivalidades e Torcidas

    O hockey europeu se torna especial por conter rivalidades locais ferventes   por conta da distância entre cidades. Como por exemplo, uma das maiores rivalidades na DEL é entre os times Dusseldorfer EG e Koln Haie. Como as duas cidades estão separadas por 34 km é comum que torcedores do DEG viagem até Colônia para assistir os jogos de seus rivais. Assim, os jogos em Colônia quase pareciam ter virado jogos em casa, devido a quantidade de torcedores de fora. 

    A fidelidade e assiduidade no comparecimento de jogos também eram comuns no auge da Liga Alemã, entre os anos 1970 e meados dos anos 90. Os torcedores dos times frequentemente esgotavam os ingressos das temporadas. 

    No entanto, essa popularidade foi embora gradualmente a partir da segunda metade da década de 90. Um dos motivos foi a falta de tradição ter sido passada entre as gerações, além da falta de sucesso da liga em si. Enquanto isso, a NHL foi se popularizando mais rapidamente. 

    A NHL e a Deutsche Eishockey Liga

    O lockout de 2004 foi, de certa forma, importante para a DEL. Isso porque, por conta do fechamento da NHL, foi possível ver um grande aumento de jogadores da Liga na DEL. Stéphane Robidas, atualmente diretor de desenvolvimento de jogadores do Toronto Maple Leafs, jogou pelo Frankfurt Lions na temporada de 2004-2005. Depois, ele se juntou a Doug Weight e a Olaf Kolzig, vencedor do Vezina Trophy de 2000, no Eisbären Berlin, onde ganharam o título daquele ano.

    Além disso, Erik Cole, campeão da Stanley Cup com o Carolina Hurricanes em 2006, também jogou no Eisbären Berlin durante o lockout. Da mesma forma, ele ajudou o time a ganhar seu primeiro título.

    Marco Sturm foi outro jogador alemão com passagem na Liga Alemã. Ele começou a carreira no EV Landshut, time atualmente na DEL2. Embora originalmente draftado pelo San Jose Sharks em 1997-1998, em 2005-2006 ele foi mandado para Boston, quando participou da troca na troca de Joe Thornton. Antes disso, ele havia retornado a DEL e jogou no ERC Ingolstadt.  Vale ressaltar que entre 2001 e 2009, ele estabeleceu-se como um artilheiro consistente de 20 gols da NHL.

    O alemão Jochen Hecht jogou 833 partidas na NHL com o St. Louis Blues, Edmonton Oilers e Buffalo Sabres. Todavia, antes de ir para a NHL, Hecht começou a carreira no Adler Mannheim, time de sua cidade natal. Originalmente draftado pelo St. Louis Blues em 1995, ele teve uma breve passagem pelo Edmonton Oilers. Logo após ter ido para o Buffalo Sabres, ele marcou 56 pontos, o mais alto de sua carreira.

    Hecht voltou à cidade de Mannheim com o Sabres para jogar contra Adler em um jogo de exibição em 4 de outubro de 2011. Embora Hecht não tenha jogado aquela partida por estar se recuperando de uma lesão, ele recebeu uma salva de palmas dos fãs ao patinar no gelo nos treinos pré-jogo. 

    Leon Draisaitl, uma estrela da Colônia

    Leon Draisaitl na Deutsche Eishockey Liga

    O alemão Leon Draisaitl foi selecionado pelo Edmonton Oilers com a terceira escolha do draft em 2014, e possui uma história especial com o Kolner Haie. Natural de Colônia (Koln, em Alemão, de onde se original o nome da equipe), o Kolner Haie foi o time no qual Peter Draisaitl, pai de Leon, ganhou o primeiro título da equipe em 1997. Além disso, Peter foi treinador da equipe de 2017 a 2019.

    A carreira de Leon começou nas categorias de base do Kölner Haie. Lá, ele jogou duas temporadas no time sub-16, onde marcou 22 gols e 33 assistências, totalizando 55 pontos em 44 jogos da temporada. Por fim, Na temporada de 2009/10 o center foi para o Adler Mannheim atuando na equipe sub-16.

    Por mais que Draisaitl não jogue mais no Kolner, ele ainda possui fortes ligações com o time de sua cidade natal. No dia 03 de outubro de 2018, Leon enfrentou o time que seu pai treinava, em um amistoso de pré-temporada que aconteceu entre o Kolner Haie e Edmonton Oilers. Em uma partida emocionante, o Oilers saiu com a vitória por 4–3 no overtime.

    Essa foi uma partida especial não só para Leon Draisaitl, mas para todos os alemães amantes do hockey e para a DEL em si. Draisaitl, que possui até agora 43 gols, 67 assistências e 110 na NHL, está caminhando para ser um dos melhores jogadores alemães da história da Liga. E essa oportunidade de jogar em sua cidade natal trouxe reconhecimento às suas origens na Liga Alemã. 

  • Q&A with Allie Thunstrom

    Q&A with Allie Thunstrom

    Since 2019, NHeLas has also been producing content on women’s hockey. The sport is changing and, to follow this process, we must know the characters behind it.

    That is why on this day we are very excited to announce a very special partnership the site has recently forged with the NWHL. (Yes, you’re reading this right!)

    Supported by representatives of the National Women’s Hockey League, we will interview players about their experiences with the sport and what it means to be a woman in hockey.

    These interviews will be part of Women’s Hockey Column on our website, a project that has been going on for months and built through articles already available on the website (in Portuguese), in order to bring you the best content on the sport, news about the NWHL, the importance of women’s hockey and more!

    In this article, the inaugurating piece of our partnership with the NWHL, we interviewed the forward Allie Thunstrom of the Minnesota Whitecaps.

    She is co-MVP of the 2019-20 season, Isobel Cup winner and Four Nations Cup medalist with the American national team. 

    Who is Allie Thunstrom?

    Allie Thunstrom’s career was marked by multi-sportsmanship. Born in Maplewood, Minnesota, USA, Allie began her career in hockey when she was still in high school at North St. Paul High.

    Back then she collected records scoring 228 goals, 122 assists and 350 points. Those numbers resulted in the achievement of the Minnesota Ms. Hockey Award in 2006. Thunstrom also won awards in soccer and softball during her high school years.

    However, the records don’t stop there.

    While at Boston College, Allie had not only a hockey scholarship, but she also competed in softball. In four college seasons, from 2006-07, she took part in 141 games, scoring 86 goals, 53 assists and 139 points, with a 22 goals effort in her last season. Allie also won the Hockey East All Star three times.

    In 2010, the player took part in the Four Nations Cup, conquering a silver medal as part of the US National Team. In the same year Thunstrom signed her first contract with the Whitecaps, her team to this day.

    However, the Minnesota team remained an independent one for many years, joining the NWHL only in 2018. In its first season the Whitecaps debuted with a bang, winning their first Isobel Cup.

    In 2012, Allie decided to try out for a new sport. Hence, the athlete took to training speed skating, even taking part in several competitions. During that period she had to adapt to a new way of sliding through the ice.

    Her return to competitive hockey with the US National Team was during the 2015 Four Nations Cup, where she won gold. 

    Recently the player renewed her contract for her third season with the Whitecaps. She currently divides her time between the ice and her career as a field product specialist at the company Ergodyne.

    For many years you have also had a career as a speedskater. How did you get into the sport?

    In a unique, roundabout way! I still had a year of eligibility left for college softball at Boston College when I made the U.S. National Team in hockey for the first time. As a result, I ended up having to leave school to train full-time for hockey. Then I ended up getting cut from the National Team in January or February and I was kind of lost. I didn’t have hockey anymore and I was missing softball. Keep in mind, this was still a few years before the start of the NWHL.

    So I was trying to figure out what to do and my mom suggested trying speedskating. So we found a “Try Speedskating” clinic nearby and I went on a random Tuesday night. From there, the gentleman who taught the club encouraged me to try it for real. So I ended up joining a club in Minnesota and the rest is kind of history. It was a long road to being able to compete. It’s a very different stride and very different technique. So as much as I hoped it would be an easy transition, it was far from it.

    How does speedskating compare to hockey?

    It’s incredibly different. Probably the biggest and most obvious difference is the team vs individual part. In hockey, you are part of a puzzle, trying to put all the right pieces together to win games. In speedskating, it’s just you. There are no other pieces you have to think about or interface with. In hockey, you play for your teammates and the greater good of the team, but in speedskating your results don’t really affect anyone else other than you.  Other than that, the technique and skill is very different. In hockey, quick bursts and agility are equally, if not more important, than maximum speed. In speedskating it’s all about stride efficiency and max speed. It doesn’t matter how quick you are off the line if you don’t skate an efficient, and fast, lap. Some of the fastest speedskaters move their legs the slowest – but the amount of power generated in each stroke is intense.  

    Do you still practice speed skating even after joining the Whitecaps?

    Not very often. Every now and then if I have some free time I might hit the ice with my former speedskating coaches and teammates but I’m certainly not training for it. It utilizes different muscles, so jumping back and forth isn’t as seamless as it would appear. I have a pretty intense schedule as it is and I want to make sure I am at my best for our games so I try not to do anything that would interfere with my ability to play. 

    You recently won the 2020 NWHL Foundation Award. What is it like to be part of this hockey program and to visit schools? How do you feel being a role model for young athletes that want to pursue a career in the sport?

    This is probably one of my favorite parts of playing professional hockey for the Whitecaps. Being able to connect with young kids and be a role model is a really amazing experience and something I don’t take lightly. I want to show kids that it’s important to have dreams and show them how to work towards them. It’s so important to also understand that your dreams can change along the way, and sometimes you end up somewhere you never thought possible – and that’s okay too. I haven’t had the smoothest ride to get to where I am today and I wouldn’t change that for the world. If my experiences can help someone else see the world differently and encourage them to keep trying, then it’s worth every second. 

    It’s also incredibly important because when I was younger, my dreams were not “reality” because there was no professional women’s hockey. There was minimal college hockey, and no Olympic hockey until 1998 (when I was 10). Plenty of people told me to set my sights on something more realistic – something that was within reach. While I understand why, I want to do the opposite and encourage every young girl and boy to fight for their dreams and never give up. Just because you can’t see it right now, doesn’t mean it won’t be there in the future. And even if you end up on a different path in the future, the journey will have been worth every step.

    You’ve been to the NWHL All-Star Weekend in both of your seasons in the league. Can you tell us about being part of these events and recently winning the Fastest Skater competition during the All-Star Skills Challenge?

    Being selected as an All-Star has been an absolute honor and a very humbling experience. To be able to play with and against the best in the league is definitely an incredible experience. You gain so much respect for these players – like Jillian Dempsey, McKenna Brand, Kaleigh Fratkin, Madson Packer, Taylor Accursi, Marie-Jo Pelletier, Shannon Doyle, Rebecca Morse, Kate Leary, Kiira Dosdall-Arena, and the list goes on. After you battle against them so much, it’s really fun to get to play with them and get to know them off the ice. We’re all super competitive but All-Star Weekend is always so much more than just the game and skills competition. It brings out the best in everyone and it’s a really great time.


    With the Isobel Cup Final cancelled, you and the Whitecaps remain the reigning champions of the NWHL. Could you describe what it was like winning in your first season in the league and being nominated this season’s MVP?

    It’s been an absolute whirlwind couple of years playing on the Whitecaps in the NWHL. I have been part of the Whitecaps since I graduated in 2010 when we were part of the WWHL. That league folded and we were not invited to join the CWHL. So for the better part of a decade, we were playing exhibition games against college teams and a few CWHL or NWHL opponents. Then we finally got to be part of the league last season, which was so much more than I ever expected and was so special just because of the road we had taken to get there. Then to win the Isobel Cup at the end, it was really a storybook ending.

    The immense joy and support that we got from the entire State of Minnesota and our fans was what really propelled our success in year one. We obviously had a tremendously talented roster but the journey to get to the NWHL and finally getting to be part of a professional league was just so special. It’s hard to describe what it felt like getting to play and it took a little bit of pressure off because we were so genuinely excited to have the opportunity that anything beyond that was just icing on the cake. I remember walking onto the ice for our very first home game and it was sold out and LOUD. I got a little teary-eyed. And then it continued the whole season…just incredible.

    This season was a little different. We weren’t the new kids on the block anymore and we knew we had a reputation to uphold. There were expectations, and we weren’t just happy to be there anymore. We definitely took some bumps along the way in finding our stride. We started out the year with a 9-2 win, just to follow it up a day later with an overtime loss. That trend continued into December, but then we banded together and figured out the team we wanted and knew we could be. And from there it was fun. Really, really fun. We found our game and we played it pretty well. To be named a Co-MVP is really a testament to our entire team finding that stride. We were clicking and good things were happening. It was a culmination of all the pieces coming together.

    My linemates, Jonna Curtis and Meaghan Pezon deserved that accolade just as much as I did. And of course our defense and Amanda Leveille. We don’t win games without their stellar play. While considered an individual honor, it really is a team award and one I happily share with every player on our roster.

    How do you find balance between being a professional hockey player and your life off the ice?

    I love being busy and on the go, so for me, it has never been too much of an issue. I do have a job that requires a bit of travel, but I am usually able to schedule my trips around team obligations. I am also able to lean on my speedskating background to stay on top of workouts when I am on my own.

    I also am incredibly fortunate to have an employer that not only supports me, but encourages me to pursue my athletic dreams and goals. My colleagues come to games and follow our season. I work as a field product specialist for a manufacturer of safety and industrial PPE, Ergodyne. So I spend a lot of my time on jobsites and with customers helping them mitigate their safety hazards and risks. I definitely love what I do, so it’s really awesome to be able to pursue both of my passions and have support on both sides.

    We are aware that the women’s hockey world is not easy. How do you see the sport’s growth currently?

    There is a lot of great growth and exposure right now. The biggest thing for women’s hockey and women’s sports in general is the visibility and right now, there are a lot of eyes on our sport. That is a good thing. The number of people that know about our game and the NWHL is growing significantly. This season we were able to sell out games in Boston and Minnesota, and there was a huge crowd at a unique outdoor game in Buffalo. On Twitch we surpassed 8 million views. That was huge, exceeding our expectations. It’s been an exciting year to see how the Twitch channel has really opened up access to the league and the number of new fans we have.  The NWHL Open Ice weekly talk show on Twitch was also a big hit.

    Our sponsorships over the last year were the most in league history by far, and players benefit from a 50-50 split of revenue from league partnerships. The Boston Pride and the Toronto Six were acquired by individual owners, and I know more teams will be sold in the future. That’s massive for our league and for women’s hockey. It’s just been really fun to be part of it.

    Allie Thunstrom playing against the Boston Pride (Photo: Michelle Jay/NWHL)

    These are very unusual times for all of us. How was your routine affected particularly in training and conditioning, and how have you been dealing with it?

    For everyone, this pandemic has been difficult emotionally and physically. I could never compare it to the tragedies and what many others have gone through. Since you’re asking about my personal routine, I’ll talk about that.

    In a matter of days, like everyone else, I went from having a pretty standard day of going to work, hitting the gym or getting on the ice to not being able to really leave the house. It’s been difficult to maintain the same level of fitness since there is no access to ice and my gym ‘equipment’ is very limited. All I have is one set of 45-pound dumbbells! But I have been doing the best I can with what I’ve got. I run, inline skate, and bike as much as I can. I have definitely decided that I need to have a home gym in the future!

    I definitely miss being on the ice competing with my teammates, but I also understand the health crisis and want to continue to do my part to protect my neighbors, loved ones, friends, and everyone around me. So while it is definitely a bit lonelier than I am used to, I’m thankful for virtual platforms that allow us to stay connected and keep in touch. It won’t be like this forever, so we have to make the most of it and take care of each other.

    Photo: Michele Jay/NWHL

  • NHL dá inicio à Fase 2 e anuncia Fase 3 do plano de retorno

    NHL dá inicio à Fase 2 e anuncia Fase 3 do plano de retorno

    Em novo anúncio, a NHL informou uma data para mais uma fase do plano de retorno ao gelo. Já tendo dado início à Fase 2 do protocolo, a Liga agora informou a data da Fase 3 numa tentativa de finalizar a temporada 2019-20 com um campeão.

    Outras ligas profissionais de hockey, optaram por cancelar suas temporadas, como a o caso da AHL

    Ainda no final de maio, a Liga fez um pronunciamento informando o encerramento da temporada regular. No entanto, eles anunciaram um plano com diversas fases para que os playoffs pudessem acontecer. Incluindo novos procedimentos para a loteria do draft 2020.

    Ao todo foram quase três meses de reuniões, planejamento e especulações entre a NHL e a NHLPA para que isso fosse possível. Em seu anúncio, no mês passado, a Liga também informou como irá funcionar os playoffs da temporada atual, caso o mesmo seja possível.

    As fases do retorno 

    Ainda em seu comunicado, a NHL informou que o retorno ao gelo seria gradual e para isso eles o dividiram em fases. Para que a próxima fase fosse possível a primeira teria que entrar em vigor e assim por diante.

    Foi exatamente assim que a NHL anunciou o início da Fase 2 no dia 8 de junho. Esta consiste em pequenos grupos de no máximo seis jogadores podendo treinar juntos. Ela também aponta que o número de funcionários nas arenas deve estar reduzido e são necessários agendamentos para que os números de pessoas no local não seja excedido.

    Os jogadores devem voltar de forma voluntária e todos tem que passar por exame de saúde. 

    Apenas uma semana depois, no dia 11 de junho a Liga anunciou uma data para o início da Fase 3. Nesta, os 24 times que estão classificados para a pós-temporada poderão retornar ao training camp a partir de 10 de julho. A partir de então, aguardarão a data da Fase 4, etapa final que consiste no retorno total dos jogos.

    Apesar de tudo ser um teste e a Liga informar que vem pensando em todas as etapas com cuidado, muitos jogadores mostram preocupação com o retorno dos jogos. A NHLPA tem participado ativamente de cada decisão por parte da NHL e tem estado de acordo. Restando somente que tudo dê certo para que a Liga consiga enfim finalizar a temporada.

    Especulações e mudanças

    A temporada estava programada para terminar no dia 4 de abril, com os playoffs começando apenas dois dias depois, no dia 6. No entanto, com o primeiro caso positivo do novo coronavírus aparecendo na NBA, a Liga então decidiu que o melhor era pausar a temporada por precaução. Entretanto, os países norte americanos entraram em quarentena e com isso o tempo de pausa foi prolongado.  

    Inicialmente muito se foi especulado com a pausa da NHL, que ainda contava com 189 jogos para acontecer. Desde de jogos sem público aos playoffs com os times da maneira que estava a tabela no momento da pausa, a NHL estudava a melhor maneira possível para que a temporada chegasse ao fim sem muito dano.

    Com a pausa da temporada, posteriormente a Liga precisou anunciar o também adiamento do Draft 2020 e do NHL Awards, que aconteceriam em junho deste ano. 

    Não somente a pausa afetou o calendário da temporada, ela também afetou as arenas e consequentemente os funcionários destas. Sem os jogos e sem saber quando esses jogos iriam acontecer, ficou em aberto como ficariam os salários dos funcionários. Essa questão gerou uma polêmica na Liga quando alguns times anunciaram que não iriam pagar os mesmos.

    A partir daí, vimos uma comoção no mundo do hockey, com vaquinhas online sendo criadas para ajudar nesses pagamentos, além é claro de doações dos próprios jogadores. Com isso, muitos times acabaram se pronunciando sobre o assunto e informando publicamente como lidariam com a situação.

    Foto: Reprodução / Twitter @EdmontonOilers

  • Q&A com Allie Thunstrom: uma carreira de pluri-esportividade

    Q&A com Allie Thunstrom: uma carreira de pluri-esportividade

    Desde o ano passado, o NHeLas tem se preocupado em trazer conteúdo também sobre o hockey feminino. O esporte está mudando e, para acompanharmos essa mudança, é fundamental conhecermos os personagens por trás dela.

    Por isso, oficializamos hoje uma parceria muito especial que o site conquistou no último mês com a National Women’s Hockey League. (Isso mesmo, a NWHL).

    Com o apoio de representantes da liga profissional de hockey feminino, vamos entrevistar jogadoras sobre suas experiências com o esporte e o que é ser mulher no hockey.

    Estas entrevistas serão parte da Coluna de Hockey Feminino em nosso site, um projeto que vem sendo trabalhado há meses, construído através de outros textos já disponíveis no site, para trazer para vocês o melhor conteúdo sobre a modalidade, notícias sobre a NWHL, importância do hockey feminino e muito mais!

    Nesse texto, o primeiro em parceria com a NWHL, entrevistamos a atacante Allie Thunstrom do Minnesota Whitecaps.

    A jogadora é co-MVP da temporada 2019-20, vencedora da Isobel Cup e medalhista da Four Nations Cup com a seleção americana. 

    Quem é Allie Thunstrom? 

    A carreira de Allie Thunstrom foi marcada por uma pluri-esportividade. Nascida em Maplewood, no estado de Minnesota nos Estados Unidos, Allie iniciou sua carreira no esporte ainda no high school pelo North St. Paul High.

    Nesse período, ela acumulou recordes, marcando um total de 228 gols, 122 assistências e 350 pontos. Estes números resultaram na conquista do Minnesota Ms. Hockey Award em 2006. Thunstrom também conquistou prêmios de futebol e softbol nos anos de high school.

    No entanto, os recordes não param por aí.

    Durante seu tempo com a Boston College, Allie ganhou bolsa para jogar hockey, mas também chegou a competir no softbol. Em suas quatro temporadas universitárias, começando em 2006-07, ela participou de 141 jogos, nos quais somou 86 gols (22 somente em sua última temporada), 53 assistências e 139 pontos. Allie também conquistou o Hockey East All-Star três vezes.

    Em 2010, a jogadora participou da Four Nations Cup conquistando a medalha de prata com a seleção dos EUA. No mesmo ano, Thunstrom assinou seu primeiro contrato com os Whitecaps, time que permanece até hoje.

    Entretanto, a equipe de Minnesota permaneceu por muitos anos como um time independente, entrando para a NWHL somente em 2018. Em sua primeira temporada na liga, os Whitecaps fizeram uma grande estreia e conquistaram sua primeira Isobel Cup.

    Em 2012, Allie resolveu que era hora de tentar um novo esporte. Por isso, a atleta começou a treinar patinação de velocidade, chegando inclusive a participar de diversas competições. Nesse período, ela precisou se adaptar a uma nova forma de deslizar no gelo. 

    Retornando a competir no hockey pela seleção americana, a jogadora voltou à Four Nations Cup em 2015, desta vez conquistando a medalha de ouro.  

    Recentemente, Allie Thunstrom renovou para a sua terceira temporada com os Whitecaps. Atualmente, ela divide seu tempo entre o gelo e sua carreira como especialista em produtos de campo na Ergodyne. 

    [Esta entrevista foi traduzida e editada para maior clareza]

    Por muitos anos você se dedicou à carreira como patinadora de velocidade. Como se interessou pela modalidade?

    De uma maneira única e indireta! Eu ainda tinha um ano de elegibilidade para o softbol na Boston College quando integrei a seleção nacional dos EUA no hockey pela primeira vez. Como resultado, acabei tendo que deixar a escola para treinar em tempo integral no hockey. Logo depois acabei sendo cortada da seleção, em janeiro ou fevereiro, e fiquei meio perdida. Eu não tinha mais o hockey e sentia falta do softbol. Lembrando sempre que isso ocorreu alguns anos antes do início da NWHL.

    Então, eu estava tentando descobrir o que fazer e minha mãe sugeriu tentar patinação de velocidade. Por isso encontramos uma clínica “Try Speedskating” nas proximidades e eu fui em uma terça à noite qualquer. A partir daí, o senhor que ensinava no clube me incentivou a experimentar a modalidade de verdade. Desta forma, acabei ingressando em um clube em Minnesota e o resto é história. Foi um longo caminho para conseguir  competir. A passada é muito diferente e se trata de uma técnica muito diferente. Então, por mais que eu esperasse uma transição fácil, estava longe disso.

    Como ela se compara ao hockey?

    É incrivelmente diferente. A maior e mais óbvia diferença é provavelmente aquela entre as partes em equipe e individual. No hockey, você faz parte de um quebra-cabeça, tentando juntar todas as peças corretamente para vencer os jogos. Na patinação de velocidade, é só você. Não há outras peças com as quais você tenha que pensar ou interagir. No hockey, você joga pelos seus companheiros de equipe e pelo bem maior de todos, mas na patinação de velocidade seus resultados realmente não afetam ninguém além de você. Fora isso, a técnica e habilidade são muito diferentes. No hockey, rajadas rápidas e agilidade são igualmente, senão mais importantes, que a velocidade máxima. Na patinação de velocidade, trata-se de eficiência de passada e velocidade máxima. Não importa a rapidez com que você está fora da linha (de partida) se não patinar em uma volta eficiente e rápida. Alguns dos patinadores de velocidade mais rápidos movem as pernas mais lentamente – mas a quantidade de energia gerada em cada passada é intensa.

    Você ainda pratica patinação de velocidade mesmo após ingressar no Whitecaps?

    Não muito frequentemente. De vez em quando, se eu tenho algum tempo livre, posso entrar no gelo com meus ex-treinadores e colegas de patinação de velocidade, mas certamente não estou treinando para isso. (A modalidade) utiliza músculos diferentes, portanto, passar de um para outro não é tão fácil quanto parece. Tenho um cronograma bastante intenso e quero garantir que estou no meu melhor para os nossos jogos, por isso tento não fazer nada que interfira com a minha capacidade de jogar.

    Você ganhou o 2020 NWHL Foundation Award recentemente. Como é fazer parte deste programa de hockey e visitar escolas? Como você se sente sendo um exemplo para as jovens atletas que desejam seguir uma carreira no esporte?

    Esta é provavelmente uma das minhas partes favoritas de jogar hockey profissional no Whitecaps. Ser capaz de conectar-me com crianças pequenas e ser um exemplo é uma experiência realmente incrível e algo que não encaro de forma leviana. Quero mostrar às crianças que é importante ter sonhos e mostrar-lhes como ir em busca deles. É muito importante entender também que seus sonhos podem mudar ao longo do caminho e, às vezes, você acaba em algum lugar que nunca pensou ser possível – e está tudo bem também. Não tive o caminho mais tranquilo para chegar onde estou hoje e não mudaria isso por nada no mundo. Se minhas experiências podem ajudar alguém a ver o mundo de maneira diferente e incentivá-lo a continuar tentando, cada segundo valeu a pena. Também é extremamente importante porque, quando eu era mais jovem, meus sonhos não eram “realidade” porque não havia hockey profissional feminino. Havia o mínimo de hockey universitário e nenhum hockey olímpico até 1998 (quando eu tinha 10 anos). Muitas pessoas me disseram para focar em algo mais realista – algo que estava ao meu alcance. Enquanto entendo o porquê, quero fazer o oposto e incentivar cada menina e menino a lutarem por seus sonhos e nunca desistirem. Só porque você não pode vê-lo agora, não significa que não estará lá no futuro. E mesmo se você seguir um caminho diferente no futuro, a jornada terá valido cada passo.

    Você participou do All-Star Weekend da NWHL nas duas temporadas da liga. Pode nos contar como foi participar desses eventos e ganhar recentemente a competição de patinadora mais rápida durante o All-Star Skills Challenge?

    Ser selecionada como All-Star foi uma honra absoluta e uma experiência que me trouxe humildade. Ser capaz de jogar com e contra os melhores da liga é definitivamente uma experiência incrível. Você ganha tanto respeito por essas jogadoras – como Jillian Dempsey, McKenna Brand, Kaleigh Fratkin, Madison Packer, Taylor Accursi, Marie-Jo Pelletier, Shannon Doyle, Rebecca Morse, Kate Leary, Kiira Dosdall-Arena e a lista continua. Depois de lutar tanto contra elas, é realmente divertido brincar com elas e conhecê-las no gelo. Somos todas super competitivas, mas o All-Star Weekend é sempre muito mais do que apenas a competição de jogos e habilidades. Traz o melhor de todos e é realmente um ótimo momento.

    Com a final da Isobel Cup cancelada, você e os Whitecaps continuam os campeões da NWHL. Poderia descrever como foi vencer em sua primeira temporada na liga e ser nomeada MVP desta temporada?

    Fazem dois agitados anos que jogamos nos Whitecaps na NWHL. Faço parte dos Whitecaps desde que me formei em 2010, quando fazíamos parte da WWHL. Essa liga foi encerrada e não fomos convidados a participar da CWHL. Então, durante quase uma década, estávamos jogando jogos de exibição contra equipes de faculdade e alguns adversários da CWHL ou da NWHL. Finalmente, passamos a fazer parte da liga na última temporada, o que foi muito mais do que eu esperava e foi tão especial apenas por causa do caminho que tínhamos trilhado para chegar lá. Então vencer a Isobel Cup no fim, foi realmente um final digno de contos de fadas. 

    A imensa alegria e apoio que recebemos de todo o estado de Minnesota e de nossos fãs foi o que realmente impulsionou nosso sucesso no primeiro ano. Obviamente, tínhamos uma equipe tremendamente talentosa, mas a jornada para chegar à NWHL e finalmente fazer parte de uma liga profissional foi muito especial. É difícil descrever como foi finalmente jogar e isso tirou um pouco da pressão, porque estávamos realmente entusiasmadas por ter a oportunidade, e qualquer coisa além disso seria a cereja do bolo. Lembro-me de entrar no gelo para o nosso primeiro jogo em casa, que teve seus ingressos esgotados, e com uma torcida que fazia barulho. Eu fiquei com os olhos marejados. E então continuou daquele jeito a temporada inteira … simplesmente incrível.

    Esta (última) temporada foi um pouco diferente. Não éramos mais as novatas e sabíamos que tínhamos uma reputação a defender. Havia expectativas e não estávamos mais apenas felizes em participar. Nós definitivamente tivemos algumas dificuldades ao longo do caminho para encontrar nosso passo. Começamos o ano com uma vitória por 9 a 2, apenas para perder no overtime no dia seguinte. Essa tendência continuou em dezembro, mas então nos unimos e descobrimos o time que queríamos e sabíamos que poderíamos ser. E a partir daí foi divertido. Muito, muito divertido. Encontramos o nosso jogo e jogamos muito bem. Ser nomeada Co-MVP é realmente um testemunho de toda a nossa equipe ter encontrado esse ritmo. Estávamos clicando e coisas boas estavam acontecendo. Foi o culminar de todas as peças reunidas.

    Minhas colegas de linha, Jonna Curtis e Meaghan Pezon, mereciam essa honra tanto quanto eu. E, claro, nossa defesa e Amanda Leveille. Não ganhamos partidas sem o seu jogo estelar. Embora seja considerada uma honra individual, é realmente um prêmio de equipe e que eu fico feliz em compartilhar com todas as jogadoras de nossa lista.

    Como você encontra o equilíbrio entre ser uma jogadora de hockey profissional e sua vida fora do gelo?

    Eu amo estar ocupada e em movimento, portanto, para mim, nunca foi um problema. Tenho um trabalho que exige um pouco de viagens, mas geralmente consigo agendá-las de acordo com as obrigações da equipe. Eu também sou capaz de me apoiar no meu background de patinação de velocidade para ficar em dia com os treinos quando estou sozinha.

    Também tenho a grande sorte de ter um empregador que não apenas me apoia, como também me incentiva a seguir meus sonhos e objetivos atléticos. Meus colegas vêm aos jogos e acompanham nossa temporada. Trabalho como especialista em produtos de campo para um fabricante de EPIs industriais e de segurança, Ergodyne. Portanto, passo muito do meu tempo em locais de trabalho e com os clientes ajudando-os a reduzir os riscos e perigos de segurança. Definitivamente adoro o que faço, por isso é realmente incrível poder ir atrás das minhas duas paixões e ter apoio de ambos os lados.

    Estamos cientes de que o mundo do hockey feminino não é fácil. Como você vê o crescimento do esporte atualmente?

    Há muito crescimento e exposição no momento. A maior coisa para o hóquei feminino e o esporte feminino em geral é a visibilidade e, no momento, há muitos olhos em nosso esporte. Isso é uma coisa boa. O número de pessoas que conhecem o nosso jogo e a NWHL estão crescendo significativamente. Nesta temporada, conseguimos esgotar jogos em Boston e Minnesota, e havia uma multidão enorme em um único jogo ao ar livre em Buffalo. No Twitch, superamos 8 milhões de visualizações. Isso foi enorme, superando nossas expectativas. Foi um ano emocionante ao vermos como o canal Twitch realmente abriu o acesso à liga e o número de novos fãs que temos. O talk show semanal da NWHL Open Ice no Twitch também foi um grande sucesso.

    Nossos patrocínios ao longo do ano passado foram os que mais se destacaram na história da liga, e as jogadoras se beneficiam de uma divisão de receita de 50/50 de parcerias da liga. O Boston Pride e o Toronto Six foram adquiridos por proprietários individuais e sei que mais equipes serão vendidas no futuro. Isso é gigantesco para a nossa liga e para o hockey feminino. Tem sido muito divertido fazer parte disso.

    Allie Thunstrom em uma partida contra o Boston Pride (Foto: Michelle Jay/NWHL)

    Estes são tempos muito incomuns para todos nós. Como sua rotina foi afetada principalmente no treinamento e condicionamento, e como você tem lidado com isso?

    Para todos, essa pandemia tem sido difícil tanto emocional quanto fisicamente. Eu nunca poderia compará-la com as tragédias e com o que muitos outros passaram. Como você está perguntando sobre minha rotina pessoal, vou falar sobre isso.

    Em questão de dias, como todo mundo, passei de um dia bastante normal onde eu ia trabalhar, à academia ou patinar, para realmente não poder sair de casa. Tem sido difícil manter o mesmo nível de condicionamento físico, já que não há acesso ao gelo e o “equipamento” de academia que tenho é muito limitado. Tudo o que tenho é um conjunto de halteres de 45 libras (aproximadamente 20,5 kg)! Mas tenho feito o melhor que posso com o que possuo. Eu corro, ando de patins e de bicicleta o máximo que posso. Decidi que definitivamente preciso ter uma academia em casa no futuro!

    Definitivamente, sinto falta de estar no gelo competindo com minhas colegas de equipe, mas também entendo a crise da saúde e quero continuar fazendo minha parte para proteger meus vizinhos, entes queridos, amigos e todos ao meu redor. Portanto, embora seja definitivamente um pouco mais solitário do que estou acostumada, sou grata pelas plataformas virtuais que nos permitem permanecer conectados e manter contato. Não vai ser assim para sempre, então temos que aproveitar ao máximo e cuidar um do outro. 

    Fotos: Michelle Jay/NWHL 

    Texto sob supervisão da editora chefe Juh Guedes