Etiqueta: Hockey Feminino

  • World Girls’ Ice Hockey Weekend

    World Girls’ Ice Hockey Weekend

    Olá atletas do nosso Brasil! A equipe NHeLas fica muito feliz de divulgar um grande evento de ICE hockey feminino. O evento acontece em novembro de 2022, sendo fruto de uma parceria da CBDG com o Comitê Olímpico! 

    O evento conta com aulas de iniciação, gincana, imersão no hockey, food trucks, filmes e outras atividades ‘off-ice’ na Arena Ice Brasil. Mulheres de todas as idades e níveis podem participar.

    Para níveis avançadas terá uma clínica de habilidades desenhada especialmente e posteriormente seguida de um torneio 3×3 que irá sagrar a equipe Campeã Brasileira de 2022*. 

    CONFIRA O CRONOGRAMA 👇

    Lembre-se que o Campeonato Brasileiro é apenas uma das atividades oferecidas nesse evento! A participação não é obrigatória mesmo para quem deseja participar de outras atividades da programação. Contudo, a participação é fortemente indicada para atletas que já são experientes no hockey, podendo ser no gelo ou inline. Além de ser uma oportunidade de competir, o que são escassas em nosso calendário. Com isso um número maior de atletas inscritas representa um crescimento da modalidade e nos ajuda a conseguir os patrocínios, além dos custeios necessários para desenvolver e enfim fomentar a modalidade no país.

    A inscrição é gratuita, mas atletas participantes do Campeonato Brasileiro devem estar filiadas à CBDG no plano bronze, R$60,00 (filie-se em: http://www.cbdg.org.br/atletas/). Atletas do campeonato serão observadas e assim também consideradas para representar a Seleção Brasileira de Hockey no Gelo em 2023 que posteriormente pode ser representada na IIHF Development Cup (a ser confirmada).

    Para participar das atividades do IIHF Girls’ Weekend, Preencha o formulário para participar das atividades e fique ligada para mais informações. 👇

    https://forms.gle/bfjyM6jS2nKwXoNt6 

    A princípio as vagas para atividades no gelo são limitadas e reservadas às primeiras 35 pré-inscritas.

     

  • História do Hockey no Gelo Olímpico Feminino

    História do Hockey no Gelo Olímpico Feminino

    Bem distante do início da história do hockey no gelo masculino nas Olimpíadas, que aconteceu em 1920, ainda na edição de verão, o hockey no gelo feminino só adentrou a competição em 1998, nas olimpíadas de inverno de Nagano, no Japão.

    Apesar de 24 anos de história ainda não ser muito tempo, as conquistas realizadas pelas atletas no gelo marcaram o esporte. A participação no maior evento esportivo da Terra traz uma visibilidade gigantesca para a qualidade da modalidade e valoriza o trabalho de mulheres incríveis e que até hoje, infelizmente, precisam se auto afirmar constantemente nas arenas e na mídia. 

    A disputa entre os times do Canadá e dos EUA se consagrou durante essas duas décadas. Apenas no ano de 2006 a final não contou com um desses times, quando Canadá disputou o ouro contra a Suécia, levando a melhor por 4-1. O país possui 4 ouros olímpicos, de 6 disputados, os outros dois pertencem aos Estados Unidos.

    https://youtu.be/qBADJx4K5Wk

    Os Estados Unidos ficaram com a medalha de ouro nos anos de 1998, na estreia, e em 2018 na Coreia. 

    A História

    Nagano 1998: o primeiro ouro olímpico 

    Na estreia histórica da modalidade feminina nos Jogos tivemos a primeira edição da grande rivalidade que permearia o hockey internacional nas próximas duas décadas. Em uma competição com seis equipes, os Estados Unidos e o Canadá fizeram uma final que resultou em uma vitória de 3-1 para as americanas, que capturaram o terceiro ouro no esporte para o seu país. Já a batalha pelo bronze ficou com a Finlândia, que venceu a China por 4-1. 

     

    Salt Lake City 2002: o desespero das donas da casa 

    Já nos Jogos de 2002 o hockey feminino olímpico viu o número de seleções aumentar, com a classificação de países como Rússia, Alemanha e Cazaquistão em suas primeiras participações na modalidade. Em uma reedição da final de 1998, as canadenses se vingaram e ganharam o ouro pela primeira vez ao vencerem as americanas por 3-2. O bronze ficou com a Suécia, que venceu a então detentora da medalha, a Finlândia, sua arquirrival nórdica, por 2-1. 

     

    Turim 2006: o milagre sueco

    Mas em 2006, em um desfecho inesperado, a Suécia venceu os Estados Unidos na semifinal durante uma disputa de shootout. Entretanto, a sorte deixou o lado das escandinavas na grande decisão, e o Canadá venceu com facilidade por 4-1. Já o bronze ficou com as americanas, que fizeram 4-0 na Finlândia para completar o conjunto de medalhas olímpicas.

     

    Vancouver 2010: o hockey veio para casa

    Em seguida, em 2010, a estreante da edição foi a Eslováquia, que se classificou pela primeira vez para os Jogos de Inverno. Todavia, a final foi uma reedição dos dois primeiros torneios, com o Canadá vencendo seu terceiro ouro consecutivo por 2-0 contra as americanas. Já o bronze ficou com a Finlândia, que venceu sua grande rival sueca na prorrogação por 3-2. 

     

    A polêmica sobre a competitividade

    Com a clara hegemonia das duas potências do hockey feminino, o Canadá e os Estados Unidos, foi levantada a questão da competitividade do torneio. O então presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, insinuou que a existência de duas potências claras no esporte era injusta e que, portanto, a modalidade poderia estar ameaçada. 

     

    Sochi 2014: nasce uma estrela

    Logo, em 2014, a final do torneio foi decidida novamente entre Canadá e Estados Unidos, com as canadenses levando a melhor de novo. Com um gol histórico de Marie-Philip Poulin na prorrogação, as canadenses venceram seu quarto ouro consecutivo. Sochi foram os primeiros Jogos de Poulin, que já era apontada como a grande futura estrela do Canadá. A medalha de bronze foi para a Suíça, que venceu a Suécia por 4-3 em um feito histórico. Com isso, Alina Müller se tornou a jogadora de hockey mais jovem a conquistar uma medalha olímpica, aos 15 anos de idade. 

    Pyeongchang 2018: a doce vingança depois de três derrotas

    Por último, no ano de 2018, pela primeira vez desde o torneio inaugural da modalidade, as americanas venceram o ouro. Ao derrotar as rivais canadenses por 3-2 no shootout, elas conquistaram o segundo ouro olímpico da sua história. Já a medalha de bronze ficou com a Finlândia, que venceu o Comitê Olímpico Russo por 3-2. 

    Pequim 2022

    E a batalha entre as duas grandes nações olímpicas da modalidade promete nesta edição. Os primeiros jogos de hockey no gelo feminino das Olimpíadas de inverno de Pequim 2022 começam dia 3 de fevereiro, com a fase preliminar de grupos. A agenda dos jogos de hockey no gelo feminino pode ser lida no site oficial da IIHF

     

    *Texto escrito por Marina Garcez e Taíssa Lopes

  • Prévia do Hóquei Feminino nas Olímpiadas de Inverno 2022

    Prévia do Hóquei Feminino nas Olímpiadas de Inverno 2022

    Preparados para passar madrugadas acordados, fãs? Os Jogos Olímpicos de Inverno começam dia 4 e irão até o dia 20 de fevereiro, trazendo bastante adrenalina, esportes diferenciados e o que a gente mais gosta: hockey! 

    No entanto, como sempre, algumas modalidades têm o início das competições antes da data oficial de início, como o curling, o luge e o hóquei no gelo. Todavia, o nosso esporte queridinho terá somente as seleções femininas no gelo antes da cerimônia de abertura. Assim sendo, quem quiser assistir a algumas partidas da rodada preliminar feminina, vai ter que ficar acordado nessa madrugada (3) entre 1:10 e 10:10 da manhã (horário de Brasília)!

    Pequim, que sediará o evento, é a primeira cidade na história a sediar as duas versões dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Mas não só isso, afinal, ela também é a maior cidade a sediar as Olimpíadas de Inverno. Além disso, vai colocar a seleção chinesa de hóquei no gelo no rinque após 12 anos sem competir em alto nível (e será que vai surpreender? Esperamos que sim pois estamos aqui pela zebra).

    A competição feminina terá dez seleções divididas em dois grupos de cinco, sendo eles:

    Grupo A: Canadá, Finlândia, Suíça, Comitê Olímpico Russo (ROC) e Estados Unidos.

    Grupo B: China, República Checa, Dinamarca, Japão e Suécia.

    As quatro melhores equipes passarão para as quartas de final, que acontecerão entre os dias 11 e 12 de fevereiro. Depois disso, no dia 16, teremos os jogos valendo medalhas.

    Primeiras aparições

    Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos de Inverno, teremos representantes da República Checa e da Dinamarca competindo pelo ouro no hóquei no gelo feminino. 

    Mesmo que nunca tenham terminado no top 5 em um mundial, as checas conseguiram garantir a vaga para as Olimpíadas após ganharem as 3 partidas em seu respectivo grupo das qualificatórias.

    Já a Dinamarca conquistou sua vaga com mais  dificuldade. Competindo em um grupo onde a favorita era a Alemanha, as dinamarquesas conseguiram deixar todos boquiabertos ao vencer as alemãs nos últimos 10 minutos do 3° período, garantindo a presença em Pequim.

    Seleção Feminina de Hóquei no Gelo da Dinamarca
    Imagem: Reprodução/CGTN.

    A seleção Chinesa

    Depois das Olimpíadas de 2010, em Vancouver, ninguém nunca mais viu a seleção chinesa competindo em eventos de grande porte. No entanto, as chinesas retornam para o gelo olímpico esse ano, uma vez que a seleção do país sede tem sua vaga garantida. 

    Jogando em casa, a equipe da China é um pouco curiosa. A maioria das jogadoras e dos funcionários já se conhecem muito bem, afinal, trabalham juntos no KRS Vanke Rays, time que compete na Zhenskaya Hockey League (ZhHL), na Rússia, e está atualmente em 4° lugar na competição.

    Além de ter muitas jogadoras mais velhas, a seleção chinesa conta com jovens talentos, como Taylor Lum, que tem 19 anos e é a atleta mais nova no elenco; Kassy Betinol, que antes fazia parte do programa nacional canadense; e Anna Sagedi.

    Vale ficar de olho também na líder Rachel Llanes e no uniforme (e pads) maravilhoso que a seleção chinesa irá usar na competição! 

    A rivalidade norte-americana

    Após ganharem a medalha de ouro na Coréia do Sul em 2018, as americanas estão a caminho do pódio mais uma vez, trazendo toda a garra e força de vontade que já conhecemos. 

    A grande vitória em Pyeongchang levou à dominância contra suas rivais por um bom tempo. As canadenses conseguiram destruir a hegemonia estadunidense ao conquistarem o título do mundial feminino de hóquei no gelo pela 11ª vez em 2021.

    Com a rivalidade pegando fogo (como já era esperado), as duas seleções são as favoritas para levarem o ouro para casa, e são garantia de bons jogos na programação das olimpíadas.

    Para ficar de olho: Mélodie Daoust (CAN), Jamie Lee Rattray (CAN), Brianna Decker (EUA) e Lee Stecklein (USA).

    Onde assistir às Olimpíadas de Inverno

    No Brasil, os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2022 são da Rede Globo. Com isso, as partidas serão televisionadas não somente na Globo, como também no SporTV. Além disso, os brasileiros podem contar com a plataforma de streaming da emissora, o Globoplay.

    Outra opção é o site oficial dos jogos, onde terá transmissão de todas as 15 modalidades das Olimpíadas. 

    A competição começa na madrugada do dia 3 de fevereiro com as seguintes partidas:

    1:10: República Checa x China / Canadá x Suíça

    5:40: Suécia x Japão

    10:10: Finlândia x Estados Unidos

    * Horário de Brasília. 

  • PHF divulga capitãs para o All-Star Showcase de 2022

    PHF divulga capitãs para o All-Star Showcase de 2022

    No último dia 17 de dezembro, a Premier Hockey Federation revelou mais detalhes para o All-Star Showcase da temporada 2021-22. Marcado para o dia 29 de janeiro, o evento será duplamente especial para os fãs. Isso porque essa será a primeira edição em solo canadense, com o Toronto Six fazendo a sua estreia no evento e como anfitrião.

    No entanto, a edição não será especial somente por isso, esse também é o primeiro evento desse tipo da liga desde o início da pandemia de COVID-19. Além é claro, de ser o primeiro evento desde a remodelação da ex-NWHL, assim marcando uma nova era.

    A escolha das capitãs para os time do evento foi feita através de uma votação de duas etapas. Na primeira, as equipes indicaram duas jogadoras cada para formar o time com 12 candidatas. Por fim, as jogadoras votaram nas três melhores, e assim as capitães Shiann Darkangelo do Toronto Six, Jillian Dempsey do Boston Pride e Allie Thunstrom do Minnesota Whitecaps foram as grandes escolhidas.

    Agora, os treinadores dos times irão selecionar 30 jogadoras, enquanto os fãs irão escolher três jogadoras de linha e uma goleira extra. Assim, as três capitães selecionarão as jogadoras de seus times através de um draft virtual em janeiro.

    Para este ano, a PHF reformulou um pouco o evento também dentro do gelo. Agora com três times, as partidas irão acontecer com o formato round-robin (todos contra todos). Cada partida será de período único com 10 minutos de 5 contra 5, seguido de cinco minutos de 3 contra 3 e os pênaltis.

    Os gols irão contar como pontuação final de cada time e no fim o melhor registro no ranking vence o All-Star Showcase. Com isso, a liga optou por eliminar as competições de habilidades.

    O evento, que será transmitido no Brasil através do serviço de streaming Star+, terá mais novidades divulgadas nos próximos dias. 

    Foto: Reprodução / theicegarden.com

  • Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    A sétima temporada da Premier Hockey Federation (PHF, ex-NWHL) começou ontem (06) e é a primeira temporada regular da liga pós-COVID. Anteriormente tivemos uma temporada 2020-21 remanejada em Lake Placid, com muitos contratempos.

    Este ano está programado para cada equipe ter 20 jogos, ou seja, pelo menos 60 jogos garantidos nesta nova temporada regular.

    O Boston Pride é o atual campeão da Isobel Cup e, com as mudanças ocorridas na offseason, pode muito bem não estar mais uma vez como o primeiro do ranking. Isso porque muitas trocas e aquisições chave ocorreram antes do início do campeonato deste ano.

    Neste texto, incluímos algumas informações importantes que para ajudar você a apreciar melhor esta nova temporada da PHF.

    Impressões da temporada 2020-21

    A temporada de Lake Placid foi irregular, com o número de partidas por equipe bem desequilibrado. As Riveteres, por exemplo, jogaram apenas três jogos antes de ter que encerrar a temporada por causa de um surto de COVID.

    Tivemos o Toronto Six como indiscutivelmente o time mais impressionante em Lake Placid. No entanto, foi o Boston Pride que ergueu a Isobel Cup, quando a liga voltou à ação em Boston. Mesmo assim, Toronto fez uma campanha impressionante para o seu ano de estreia (garantiu o primeiro lugar na tabela antes dos playoffs) e possui altas expectativas para esta nova temporada.

    Preparação para a temporada 2021-22

    Desde agosto a PHF tem soltado notícias sobre mudanças na liga e liberou o calendário para esta nova temporada.

    Tivemos o anúncio da nova comissária Tyler Tumminia, até então interina no cargo, que, mesmo no meio da pandemia, conseguiu fazer da temporada passada, ainda que reduzida, uma conquista de novas parcerias e investidores. Além disso, começou a atrair visibilidade na mídia, o que ajuda e muito a trazer novos fãs e investidores para a modalidade e, principalmente, para a PHF.

    Tivemos algumas mudanças cruciais entre peças-chave de alguns times, como por exemplo Saroya Tinker, que ao que tudo indicava renovaria o contrato com o Metropolitan Riveters, mas foi anunciado em 23 de junho que a jogadora fechou um contrato com o Toronto Six para a disputa desta sétima temporada. Apesar do sucesso de Tinker em New Jersey neste seu primeiro ano de liga, a oportunidade de voltar para casa foi atraente.

    “Eu realmente amei ver o Toronto Six [em Lake Placid] e percebi que essa é minha cidade natal e percebi que posso estar perdendo algumas coisas em termos de fãs e minha família de Toronto”, disse Tinker no comunicado à imprensa do time de Toronto quando anunciou sua contratação.

    “Acho que, só de voltar para casa, posso jogar pelo meu irmão de 11 anos. Ele é definitivamente um grande fã meu e poderá vir a todos os meus jogos”, disse ela.

    Também podemos destacar a aquisição pelo Minnesota Whitecaps da atacante Lexie Laing, que passou toda sua carreira profissional no Boston Pride.

    “Estou muito animada por me juntar ao Whitecaps nesta temporada. As jogadoras são extremamente talentosas e mal posso esperar para jogar com elas e conhecê-las”, disse Laing sobre sua nova equipe. “Será uma grande oportunidade de jogar pelo Estado do Hockey e deixá-los orgulhosos!” 

    Como se não bastasse perder um de seus jovens talentos como Lexie, All-Star em 2020 e que ajudou o Pride na sua conquista de campeonato, Boston também perdeu sua defensora Taylor Turnquist para o mesmo Minnesota Whitecaps. 

    Além das movimentações de jogadoras, tivemos o anúncio de capitãs em alguns times como o Connecticut Whale, que vai com Shannon Turner nesta temporada.

     

    O Toronto Six anunciou Shiann Darkangelo como a sua líder para tentar seguir de forma brilhante nesta segunda temporada da franquia.

    Ainda pudemos conferir o rebrand do Metropolitan Riveters, que atualizou o seu logo para que a icônica Rosie (que é um símbolo para as mulheres trabalhadoras e um marco para a independência das mulheres nos anos 40) se tornasse sem raça e inclusiva para representar todos os atletas e fãs.

    Rebrand de NWHL para PHF

    A National Women’s Hockey League (NWHL) em setembro oficializou uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo antes do começo da temporada 2021-22. A mudança para Premier Hockey Federation (PHF) redefiniu a marca da liga focando nas habilidades e talentos de seus atletas, em oposição a seu gênero. Foi uma das grandes marcas que a liga gostaria de comunicar antes de iniciar o seu novo ano.

    Outra mudança importante anunciada em outubro foi a nova política da PHF para tornar a liga mais plural. Assim, a liga atualizou a sua política com vigência imediata nesta temporada 2021-22 para incluir atletas transgêneros e não-binários. Dessa forma, a PHF não é mais uma liga estritamente de hockey feminino. CA PHF não somente incluiu os gêneros, como também criou diretrizes para que quaisquer atletas se sintam à vontade em fazer parte da liga. 

    Por isso, a PHF pretende tornar o ambiente o mais seguro possível para que todes aqueles que desejarem, possam usar a identidade com a qual se identificam.

    Calendário e começo dos jogos

    O anúncio do calendário oficial ocorreu em agosto e o que vale destacar é que todos os times terão 10 jogos dentro de casa e 10 jogos fora de casa. O início da temporada foi no último sábado (06) com o jogo entre Connecticut Whale e Metropolitan Riveters. O time de New Jersey levou a melhor, vencendo por 4×1.

     

    A data final da temporada regular também foi anunciada, e será no domingo dia 13 de março. Os seis times estarão novamente no gelo para juntos finalizarem a temporada regular e darem início aos playoffs, que ainda terão suas datas anunciadas.

    Como assistir 

    Para finalizar este resumão, você deve estar se perguntando como pode acompanhar estes jogos e não perder nada da sétima temporada.

    Eu te respondo que a Premier Hockey Federation anunciou na última sexta feira (05), que a ESPN adquiriu os direitos internacionais para 30 jogos da temporada regular da PHF durante esta temporada 2021-22, além de eventos especiais, como Isobel Cup e playoffs. A ESPN + é a casa exclusiva da PHF nos Estados Unidos. 

    Os jogos da PHF que fazem parte da rede de distribuição da ESPN International podem estar disponíveis na Europa, Oriente Médio e África via ESPN Player, na América Latina via Star+, Caribe via ESPN Player via ESPN App e Oceania via Watch ESPN via ESPN App. O Star+ é um serviço pago da Disney que também abriga todos os jogos da temporada da NHL, e informações sobre como assinar podem ser encontradas em starplus.com.

     

    Na sexta (05) também foi divulgado pela PHF uma programação de transmissão internacional de 30 jogos para a temporada regular de 2021-22 no canal oficial da liga na Twitch.

    Ambas as reprises da Final da Isobel Cup de 2021 iniciam a cobertura da transmissão internacional ao vivo deste ano na Twitch. O atual campeão Boston Pride poderá ser visto 13 vezes nesta temporada na Twitch, a maior frequência da liga. Em seguida, as vice-campeãs do ano passado, o Minnesota Whitecaps em 11 jogos, e o atual campeão da temporada regular, o Toronto Six, que também está presente 11 vezes, incluindo o primeiro jogo da estreia da franquia em casa no dia 20 de novembro, contra Connecticut. 

    Durante a temporada de 2021, a PHF aumentou seu número de seguidores na Twitch em 260% ano, acumulando dois milhões de visualizações. Os fãs assistiram coletivamente a 15,7 milhões de minutos de conteúdo PHF ao vivo e registraram mais de 130 mil mensagens de bate-papo durante os jogos ao vivo. 

     

    Este é o resumo que você precisa saber para acompanhar a PHF nesta temporada 2021-22 e escolher para quem vai sua torcida este ano. Estaremos atentas ao calendário para futuras atualizações sobre os playoffs e notícias sobre as emoções e recordes que são esperados nesta temporada.

     

    Foto: Reprodução / premierhockeyfederation.com

  • PHF anuncia nova política inclusiva

    PHF anuncia nova política inclusiva

    Na última sexta-feira (15), a PHF (Premier Hockey Federation) anunciou uma mudança em sua política para tornar a liga mais plural. Assim, a liga atualizou a sua política com vigência imediata a temporada 2021-22 para incluir atletas transgêneros e não-binários. Dessa forma, a PHF não mais é uma liga estritamente de hockey feminino.

    Contudo, a PHF não somente incluiu os gêneros, como também criou diretrizes para quaisquer atletas se sintam à vontade para fazer parte da liga. Por isso, a liga pretende tornar o ambiente o mais seguro possível para que todes aqueles que desejarem usem a identidade da qual se identificam. Para que isso fosse possível a PHF contou com a consultoria da ONG LGBTQIA+ de defesa atlética, Athlete Ally, e o triatleta transgênero Chris Mosier. 

    Além disso, Athlete Ally e Chris Mosier também estarão atuando em um treinamento virtual para aqueles que desejam aprender mais sobre a comunidade LGBTQIA+, sejam atletas ou colaboradores. Assim, eles incentivam que seja em suas redes mostrando apoio à causa, ou mesmo todes que trabalham dentro e fora do gelo, participem da iniciativa. Isso porque apenas estando aberto para ouvir, aprender e entender as necessidades e direitos de atletas não-binários e transgêneros que será possível conscientizar todos os envolvidos. 

    Entretanto, alguns pontos não foram bem vistos pelo público da liga. Como por exemplo o tempo que a pessoa deve estar em transição para o gênero no qual se identifica. A PHF impõe que o atleta esteja, no mínimo, há dois anos vivendo em sua nova identidade. Para atletas que se identificam não-binários e/ou transgêneros e não estão tomando testosterona, a liga impõe que o mesmo esteja vivendo sob a nova identidade por no mínimo dois anos. Para aqueles que se identificam como não-binários e/ou transgêneros e estão tomando testosterona, a liga irá analisar cada caso individualmente com a assistência de médicos. 

    Esse é um ponto bastante controverso já que, teoricamente, a pessoa não estaria jogando há pelo menos dois anos desde que não tinha nenhuma liga ou time pelo qual jogar. No mundo do esporte esse é um tempo muito longo para se estar parado. Principalmente quando sabemos as dificuldades que as minorias passam para estar praticando o esporte de maneira profissional. De qualquer forma, somente o tempo pode dizer se essas mudanças foram eficazes ou não. No fim, o que realmente importa é que o mundo do esporte enfim está avançando para um ambiente mais inclusivo e seguro.

    Para saber mais sobre a atualização da política, acesse aqui (em inglês). 

  • PWHPA anuncia novidades para temporada 2021-22

    PWHPA anuncia novidades para temporada 2021-22

    A PWHPA tem se aproximado cada dia mais para a próxima temporada, ou no caso deles, a próxima tour. A associação vem anunciando diversas novidades para a sua próxima etapa, porém, ao mesmo tempo, conta com algumas baixas. 

    Com as Olimpíadas de Inverno de 2022, em Pequim, cada vez mais próximas, a PWHPA sente os efeitos do evento. Dessa forma, a associação continua dando visibilidade a sua causa ao mesmo tempo em que as suas atletas brilham internacionalmente.

    Nova temporada, mais novidades

    A maioria das jogadoras faz parte das seleções de seus países e precisam estar se preparando para as Olimpíadas. Aquelas que não estiverem se ausentando de vez, estarão atuando como membros apoiantes da causa. Assim, a PWHPA busca novas jogadoras para ingressar na associação e fazer parte da nova Dream Gap Tour. 

    No entanto, as novidades não param por aí. A cidade de Boston chega para completar a Tour, substituindo o time de New Hampshire, ao lado do Time Adidas (Minnesota), Time Sonnet (Toronto), Time Scotiabank (Calgary) e Montreal retornando para a nova temporada.

    A cidade de Boston ficará agora conhecida como o novo Time Bauer. Enquanto isso, a cidade de Montreal, que antes era o Time Bauer, passa a assumir o nome de Time Harvey’s. A nova patrocinadora da Secret Dream Gap Tour, Harvey’s, é uma rede canadense de restaurantes que já tinha marcado presença no showcase de Calgary na edição de 2021.

    Secret Dream Gap Tour 2021-22

    Outra novidade anunciada pela PWHPA foi o primeiro showcase da temporada. O evento irá acontecer na cidade de Truro, Nova Escócia, no Canadá. Está marcado para os dias 12 e 13 de novembro na arena Rath Eastlink Community Centre, entrando para a história como o primeiro jogo de hockey feminino profissional no Canadá Atlântico. 

    Assim como no formato anterior, os times Bauer, Sonnet, Scotiabank e Harvey’s se enfrentarão no dia 12. A competição acontece com um jogo para cada equipe, além de uma final no sábado (13). Além dos jogos, estão na programação eventos como palestras e clínicas de habilidades com as jogadoras e organizações locais do hockey feminino. 

    O evento também marcará a primeira vez que um time dos EUA participa de uma showcase em solo canadense desde o início da pandemia. Para mais informações acesse o site oficial da PWHPA aqui.

    Foto: Reprodução / nhl.com

  • Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    A PHF (ex-NWHL) anunciou nesta sexta-feira (10) quais protocolos de saúde irá adotar na próxima temporada. Os protocolos fazem parte do combate à pandemia de COVID-19 e vêm sendo adotados por ligas dos mais diversos esportes. Esta é a forma que encontraram para evitar um novo cancelamento ou adiamento de suas temporadas durante a pandemia.

    Como principal requisito para a participação da temporada está a vacinação total, assim como o uso de máscaras em ambientes internos e externos quando o distanciamento social não é possível. No entanto, não é necessário o uso da máscara em atividades no gelo e nem em momentos de atividade de alta intensidade, como treinamentos. Será necessário também testes PCR semanais durante toda a temporada, incluindo a pré-temporada e playoffs. Assim como a verificação de temperatura antes de participar das atividades e pesquisas diárias de saúde. 

    Todos os requisitos devem ser seguidos pelas jogadoras e técnicos do time, funcionários de período integral ou parcial, parceiros de pista e voluntários que estejam em contato constante com as jogadoras ou empregados. Devido ao protocolo, todas as atletas receberam com antecedência uma notificação sobre os protocolos, e tiveram até o dia 10 de setembro para informarem se desejariam ou não participar da temporada. Entretanto, quem optar por não participar devido ao protocolo não irá receber o pagamento. 

    A única exceção para o requisito da vacinação será a jogadora que não pode se vacinar por motivos religiosos ou de saúde. A liga irá avaliar estes casos específicos separadamente. Contudo, os mesmos terão como requisito a realização de três PCRs por semana. A PHF também desencoraja qualquer celebração em grupo, salvo high five quando as jogadoras estiverem utilizando luvas de hockey. Da mesma forma, é desaconselhável qualquer tipo de contato com o público, incluindo filas de autógrafos e participação dos jogadores juniores.

    Todas as medidas detalhadas se encontram no site oficial (em inglês) aqui. A sétima temporada da PHF começa no dia 6 de novembro, e mais informações deverão sair no decorrer das próximas semanas. 

    Foto: Reprodução / newsconcerns.com

  • Jessica Platt anuncia aposentadoria

    Jessica Platt anuncia aposentadoria

    Nesta sexta-feira, 10, a jogadora de hockey Jessica Platt anunciou o fim de sua carreira. A canadense fez história ao se tornar a primeira mulher trans a jogar na agora extinta Canadian Women’s Hockey League (CWHL), na qual defendia o Toronto Furies. Ela foi apenas a segunda pessoa competindo em uma liga feminina a se declarar trans, após o jogador Harrison Browne se tornar o primeiro na então National Women’s Hockey League (NWHL).

    A trajetória até a carreira profissional

    A canadense cresceu em Sarnia, na província de Ontário, uma cidade conhecida por sua equipe de major juniors, o Sarnia Stingers. A atleta cresceu assistindo a jogos dos Stingers, além de ter frequentado um colégio católico da cidade e jogado hockey por ele, inclusive tendo a oportunidade de treinar no rinque da equipe da Ontario Hockey League (OHL). 

    As questões sobre sua identidade de gênero começaram a surgir durante o ensino médio. Platt decidiu iniciar o tratamento de reposição hormonal após o fim do colegial. A canadense começou sua transição médica em 2012, e se formou na Wilfrid Laurier University em 2014. O caminho até a CWHL incluiu uma passagem pela Lambton Ladies Hockey League até ser draftada em 2016 pelo Toronto Furies, na 61ª posição. 

    Fazendo história em Toronto e a vida pós CWHL

    Platt foi draftada inicialmente como defensora em 2016 e fez quatro aparições em sua primeira temporada na CWHL. Na sua segunda temporada ela migrou de posição, se tornando atacante, e teve 27 aparições na temporada. Neste mesmo ano, em janeiro de 2018, ela fez um post em seu Instagram onde revelava que era uma mulher trans. Apenas meses depois, a canadense foi eleita uma das mulheres mais influentes de seu país.

    Platt disputou mais uma temporada pelo Toronto Furies, em 2018/2019, antes da equipe se desfazer, com o fim da CWHL. No ano seguinte ela se juntou à Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA). A trajetória da jogadora virou capítulo de um livro escrito pelo célebre jornalista Bob McKenzie, “Everyday Hockey Heroes Volume II”, com o título “Simply A Hockey Player” (simplesmente uma jogadora de hockey, em tradução livre). 

    Jessica Platt e seu caminho até o hockey profissional são um exemplo, tendo em vista que ela foi apenas a segunda pessoa trans a disputar uma liga profissional de hockey na América do Norte, depois do também canadense Harrison Browne. Sua contribuição à comunidade LGBTQIA+ ficará para sempre marcada na história do esporte. Assim, o NHeLas deseja uma excelente aposentadoria à agora ex-jogadora e também muito sucesso em seus futuros projetos.

    Foto: Reprodução/Sportsnet.ca

  • NWHL agora é Premier Hockey Federation

    NWHL agora é Premier Hockey Federation

    A National Women’s Hockey League (NWHL) lançou hoje (07) oficialmente uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo um pouco antes do início da temporada 2021-22. A Premier Hockey Federation (PHF) redefine a marca da liga com base na habilidade e talento de seus atletas, em oposição a seu gênero. Segundo o anúncio, é a primeira liga profissional feminina de esportes na América do Norte a tirar a palavra “feminino” de seu título.

    “A liga já percorreu um longo caminho desde seu início em 2015 e acreditamos que este é o momento certo e a mensagem certa à medida que fortalecemos nosso compromisso com o crescimento do jogo e a inspiração da juventude”, disse a comissária da liga Ty Tumminia à Associated Press.

    A decisão de mudar os nomes também deu à federação de seis equipes uma oportunidade de fazer uma declaração social ao remover o gênero de seu título. “Sentimos que era hora de nossos jogadores serem definidos por seu talento e habilidade”, disse Tumminia. “Não é como se fossem jogadoras fenomenais femininas. Você é simplesmente um jogador fenomenal.”

    Inspiração do nome e logo

    O nome PHF foi inspirado pelo empoderamento, igualdade de gênero e inclusão no que diz respeito às diferenças na identidade de gênero dos atletas atuais, jogadores em potencial e participantes da liga. A expansão pelos Estados Unidos, no Canadá, e o aumento de talentos internacionais também ajudaram a pavimentar o caminho para uma reformulação da marca com apelo global.

    foto: reprodução/ twitter NWHL

     “Do ponto de vista da oportunidade de jogar, é enorme”, disse a capitã do Metropolitan Riveters, Madison Packer, membro da liga desde a primeira temporada. “Eu entendo e agradeço não ter que nos definir mais como atletas femininas. Agora estamos definindo jogadores com base na habilidade e no que eles trazem para o jogo. Trata-se de reconhecer que, independentemente do gênero, os atletas são talentosos”.

    Quanto à remoção do gênero do título, Packer disse que nivela o campo de jogo.

    “Respeitosamente, não sei se os homens sempre entendem, especialmente para mim, porque encontro muito isso”, disse Packer. “Jogamos com o disco do mesmo tamanho, no rinque do mesmo tamanho, com as mesmas redes. … Então, para remover essa etiqueta, não apenas removê-la, mas apagar o ‘W’ no logotipo, eu acho que é fortalecedor.”

    “Esta estratégia de reformulação da marca fala muito sobre o que as mulheres nos esportes e as mulheres, em geral, estão tentando fazer”, disse a atacante do segundo ano do Boston Pride Sammy Davis, a primeira escolha geral no Draft 2020 da NWHL. “Estamos tentando ser vistas por mais do que apenas mulheres. É importante ser pioneiro, ser o primeiro. Estabeleça a base e mostre às pessoas que não há problema em ser diferente e que não há problema em querer mudanças”.

    A temporada de 2021 foi recorde, apesar dos desafios de uma pandemia COVID-19. A visibilidade da liga atingiu novos patamares por meio de audiência digital, engajamento social e uma parceria de transmissão histórica que viu a Isobel Cup ser levantada pela primeira vez em rede nacional na televisão americana. Os acordos de patrocínio marcantes, mais parceiros corporativos do que nunca e um maior compromisso da propriedade privada ajudaram a dobrar o teto salarial para 300 mil dólares por equipe em 2021-22, que representa o valor mais alto da história da liga.

     “Estamos entusiasmados para aproveitar todo o nosso impulso do ano passado, e embarcar nesta nova era com nossos atletas, equipes, parceiros e fãs”, acrescentou Tumminia. “Sem rótulos, sem limites.”

    A temporada da PHF começa no sábado, 6 de novembro de 2021, com todas as seis equipes em ação. Nas próximas semanas, a liga revelará novos componentes digitais da PHF. Isso incluirá endereços de sites e identificadores de mídia social, juntamente com uma linha empolgante de novos produtos.

    Foto: Reprodução/Twitter @NWHL