Blog

  • Foi dada a largada no novo capítulo da Rivalry Series

    Foi dada a largada no novo capítulo da Rivalry Series

    Em preparação para o mundial de 2020, as seleções de hockey feminino de Estados Unidos e Canadá se enfrentam como parte do Rivalry Series. Serão dois jogos em dezembro, durante o recesso de fim de ano da NCAA (National College Athletes Association). Ontem (14) as duas equipes se enfrentaram em Hartford, Connecticut, com vitória das americanas em solo estadunidense. 

    Desta forma, a segunda partida será no Canadá, na terça-feira (17) em Moncton, New Brunswick. Além disso, as atletas se enfrentarão em fevereiro de 2020, nos dias 03 (Victoria, British Columbia), 05 (Vancouver, British Columbia) e 08 (Anaheim, Califórnia). As duas últimas partidas acontecerão em arenas de equipes da NHL.

    Novas caras na seleção americana

    A equipe estadunidense conta com 17 integrantes do plantel que conquistou o ouro no Mundial de 2019, com nomes como Cayla Barnes, Kacey Bellamy, Megan Bozek, Sydney Brodt, Dani Cameranesi, Alex Carpenter, Alex Cavallini, Jesse Compher, Kendall Coyne Schofield, Megan Keller, Amanda Kessel, Hilary Knight, Emily Matheson, Annie Pankowski, Kelly Pannek, Maddie Rooney e Lee Stecklein.

    Entretanto, tivemos diversas estreantes na seleção, como Kelly Browne da Boston College, Natalie Buchbinder, Britta Curl e Abby Roque da University of Wisconsin, Clair DeGeorge da Bemidji State e Aerin Frankel da Northeastern University.

    Dez estados estão representados, com Minnesota contando com cinco nativas e Illinois, Massachusetts e Nova York com três cada. Além deles, Califórnia, Michigan e Wisconsin têm duas atletas. Por sua vez, Alaska, Idaho e North Dakota contam com uma representante cada.

    Canadá aposta na experiência

    As canadenses convocaram um grupo experiente, com 14 veteranas da Rivalry Series de fevereiro, com Victoria Bach, Ann-Sophie Bettez, Renata Fast, Laura Fortino, Brianne Jenner, Rebecca Johnston, Genevieve Lacasse, Jocelyne Larocque, Emerance Maschmeyer, Sarah Nurse, Marie-Philip Poulin, Jillian Saulnier, Natalie Spooner e Blayre Turnbull.

    Ademais, o plantel inclui 18 atletas que conquistaram a medalha de bronze neste ano em Espoo, na Finlândia. Dentre elas, Bettez, Jaime Bourbonnais, Emily Clark, Melodie Daoust, Fast, Fortino, Loren Gabel, Johnston, Lacasse, Larocque, Maschmeyer, Nurse, Poulin, Saulnier, Spooner, Turnbull, Micah Zandee-Hart.

    Primeiro Jogo: EUA 4-1 Canadá

    No primeiro período, com Coyne Schofield na penalty box por hooking, a canadense Bach abriu o placar no power play em Hartfort, com assistências de Bourbonnais e Daoust. Logo em seguida, com Gabel (cross-checking) e Saulnier (slashing) servindo suas penalidades, as americanas conseguiram empatar a partida na vantagem numérica, ainda que Britta Curl (slashing) também estivesse na penalty box. Megan Keller marcou, com assistências de Pankowski e Matheson. O Canadá, por fim, ficou desfalcado mais uma vez durante o período, quando Turnbull foi penalizada por cross-checking.

    Em seguida, a virada veio com Amanda Kessel, no final do segundo período, durante um power play para as americanas. O feito foi assistido por Kelly Panek e Alex Carpenter. Durante a segunda parte da partida tivemos uma penalidade americana (Kacey Bellamy, por interference) e três canadenses (Daoust, roughing; Gabel, roughing; Mikkelson, roughing).

    No terceiro e último período, os EUA ampliaram a vantagem, com Abby Roque fazendo o terceiro gol da equipe, com assistências de Britta Curl e Lee Stecklein. A equipe ainda marcou seu último e quarto gol pouco mais de um minuto depois, com Alex Carpenter assistida por Amanda Kessel e Kelly Pannek. Por fim, Megan Keller foi penalizada por roughing e cedeu um power play de 19 segundos para o Canadá. Entretanto, a partida já havia sido decidida e os EUA conquistaram a vitória. 

    Após esta vitória por 4-1, as americanas viajam ao Canadá para um novo confronto nesta terça-feira em Moncton, New Brunswick. 

    (Foto: CBC.ca/Reprodução)

  • A volta para casa: como Patrick Marleau se (re)adaptou aos Sharks

    A volta para casa: como Patrick Marleau se (re)adaptou aos Sharks

    Em 1997, tendo o segundo overall pick no Draft, o San Jose Sharks escolheu Patrick Marleau. Com apenas 17 anos, o jogador aprendeu a combinar seu talento nas zonas ofensiva e defensiva, se tornando, assim, peça essencial e uma das grandes lendas dos Sharks.

    Porém, na temporada 2017-18, o veterano do time da Califórnia arrumou suas malas e partiu para Toronto, em um contrato de três anos com os Maple Leafs. Após duas temporadas no Canadá, o nativo de Swift Current retornou aos Sharks para mais uma temporada. 

    Passados dois meses do início da temporada, o NHeLas analisou como tem se dado a volta de Marleau à San Jose.

    De San Jose para Toronto

    Após duas temporadas jogando pelo Seattle Thunderbirds da WHL, Patrick Marleau entrou para o Draft de 1997. Sendo um dos mais novos jogadores do evento, o canadense foi, portanto, draftado em segundo lugar overall, pelo San Jose Sharks. Ele ficou atrás apenas do seu atual teammate, Joe Thornton, que foi o first overall daquela ano, escolhido pelos Bruins.

    Patrick Marleau, no Draft 1997, ao lado dos representantes do San Jose Sharks.
    Foto: reprodução/nhl.com

    O jogador canadense bateu diversos recordes enquanto estava no time. Primeiramente, se tornou capitão do San Jose durante a temporada 2003-04. Seguidamente, ultrapassou, em 2007, a marca de 451 pontos de Owen Nolan. Desta forma, se tornou, por fim, o jogador dos Sharks com mais pontos na história da franquia. Em 2016, atingiu a marca de 1400 jogos disputados na NHL. Assim, tornou-se o jogador mais novo da Liga a atingir a meta com a mesma franquia. Além disso, o fato de o mesmo ter participado de dois lockouts só tornou a conquista mais impressionante.

    No entanto, após 20 anos grandiosos junto aos Sharks, Marleau anunciou em 2017 que havia assinado um contrato de três anos com os Leafs, no valor 6.2 milhões de dólares. Durante sua breve estadia em Toronto, o jogador conquistou outros marcos miliários. Jogou sua 1.500º partida na NHL e marcou 1.122 pontos, ultrapassando a marca do ex-jogador dos Leafs, Darryl Sittler. Por fim, ficou entre os 58 melhores de todos os tempos.

    O retorno a San Jose

    Por fim, em 22 de junho de 2019, anunciando que precisavam liberar o cap salarial, os Leafs fizeram uma troca com o Carolina Hurricanes. Desta forma, em troca de um sixth round pick no Draft de 2020, Marleau iria para o time de Raleigh, juntamente de uma first (condicional) e seventh round pick no Draft 2020. Porém, ao demonstrar seu interesse em voltar para a West Coast, o Carolina comprou o ano restante do contrato de Patrick e o liberou do time. 

    Finalmente, após três jogos já disputados na temporada, os Sharks trouxeram o jogador de volta para San Jose. Foi acertado, então, com o jogador um contrato de apenas um ano, finalizado no valor de 700 mil dólares. Doug Wilson, GM dos Sharks, anunciou que a vinda de Marleau para o time, que não havia começado a season 2019-20 da melhor forma, era de extrema importância. Também ressaltou a necessidade de ter um jogador veterano como Patrick na equipe, que entende como o jogo da equipe funciona e que pode motivar os mais novos. 

    O desempenho no time

    Desde sua vinda para o time, Marleau marcou 11 pontos, em 30 jogos disputados. Ele é o sexto melhor jogador do time nesta temporada, com mais gols marcados (seis). Porém, está atrás no quesito assistência, sendo o 11º, com apenas cinco gols. O primeiro gol veio em outubro, na vitória dos Sharks contra os Blackhawks, em sua reestreia pela equipe. O gol foi durante um power play e o fez a estrela da partida.

    Apesar de ter perdido seu primeiro training camp em 22 temporadas na NHL, ele ainda sim continua a mostrar que é um dos melhores jogadores da Liga, e seus companheiros de equipe concordam. O forward dos Sharks, Tomas Hertl, em entrevista para a CBC, exaltou o quanto Marleau é uma peça essencial para o time.

    “Ele ainda é rápido e pode andar de skate como ninguém. Está sempre em uma forma incrível, porque está trabalhando duro. E ele ainda é jovem por causa disso. Ele é físico, e também pode marcar gols”.

    Sendo assim, é esperado que, ao longo da temporada, o jogador possa continuar quebrando recordes pelo time. Talvez possa ainda ser um dos responsáveis por levar os Sharks aos playoffs, como fez outras tantas vezes.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • 2020 IIHF World Junior Championship

    2020 IIHF World Junior Championship

    O 2020 IIHF World Junior Championship, a Copa do Mundo de Hockey Junior, acontece entre os dias 26 de dezembro de 2019 a 05 de janeiro de 2020 nas cidades de Ostrava e Trinec na República Tcheca. Essa será a 44º edição do campeonato e quarta edição que acontece na República Tcheca. Já Ostrava irá sediar pela segunda vez o evento, por outro lado, é a primeira vez que Trinec recebe a competição.

    O mundial é composto por 10 países, esses países são divididos entre grupo A e grupo B para a rodada preliminar. Neste ano o grupo A é composto pela Finlândia, Suíça, Suécia, Eslováquia e Cazaquistão. Enquanto o grupo B é composto pela anfitriã República Tcheca, Estados Unidos, Rússia, Canadá e Alemanha. 

    Como funciona?

    Os dois grupos se enfrentam em uma rodada única entre si e os quatro times com mais pontos de cada grupo avançam para os playoffs. Enquanto o quinto colocado de cada grupo se enfrentam numa disputa de melhor de três na Relegation Round. Entretanto, o terceiro jogo só ocorre se necessário. O vencedor da Relegation Round poderá jogar novamente na próxima edição do campeonato e o perdedor será rebaixado para a Divisão I do Grupo A.

    Os playoffs são divididos em três etapas: quartas de final, semifinais e a final. Sendo assim necessário que tenha um jogo extra para decidir que equipe fica com a medalha de bronze. Nas quartas de final cada equipe participa de um jogo e os jogos são determinados de acordo com a classificação da equipe nos grupos. Dessa forma, os confrontos acontecem da seguinte maneira:  1A vs. 4B, 1B vs. 4A, 2A vs. 3B e 2B vs. 3A. 

    Nas semifinais, a classificação segue alguns critérios. Em ordem, cada time é analisado de acordo com a colocação no grupo, pontos na rodada preliminar, diferença de gols na rodada preliminar, gols marcados na rodada preliminar e colocação no torneio. Sendo assim, o primeiro semifinalista será o que tiver melhor desempenho nestes critérios e jogará contra o semifinalista com menos pontos. Já o outro confronto será disputador entre os dois times que ficaram em segundo e terceiro na classificação.

    Como são definidos os confrontos finais?

    Os horário dos jogos são determinados após as quartas de finais. Caso o anfitrião se classifique o jogo inicial é dele, se não for o caso, o jogo inicial fica a cargo do melhor classificado. Os vencedores de cada semifinal se classifica para a disputa da medalha de ouro. As equipes que perderam participam de uma disputa para determinar quem fica com a medalha de bronze.

    As equipes que perderam nas quartas de finais são classificadas de 5 a 8. Seguindo o critério de sua posição no grupo e seu recorde na rodada preliminar (pontos, diferença de gols e gols marcados). O formato dos jogos é o padrão. São três períodos de 20 minutos cada e em caso de empate do placar o jogo irá para overtime e se necessário penalty-shot shootout. As equipes são pontuadas em três pontos para a equipe que vencer no tempo regular, um ponto para ambas as equipes em caso de empate e um ponto a mais para a equipe que vencer no tempo extra. Em caso de empate de pontos por duas ou mais equipes é criado um subgrupo para que elas joguem entre si até que não haja mais empate de pontuação. 

    Novidades na edição de 2020

    Como uma forma de promoção do evento, alguns jogadores e ex-jogadores foram convidados para estar atuando como embaixadores. Alguns desses jogadores, inclusive, já participaram do campeonato em seus tempos de juniores. A ideia é que esses jogadores ajudem a  promover o evento fora da República Tcheca. Para isso eles foram convidados não necessariamente para atuarem como embaixadores de seus países, mas sim dos países que têm certa influência entre os fãs. Como por exemplo o jogador Zbynek Irgl. Ele nasceu em Ostrava mas jogou por muitos anos na KHL e por isso foi convidado como embaixador da Rússia. Entre os embaixadores também estão o ex-jogador e atual técnico da seleção eslovaca Vladimír Vujtek Sr; o ex-winger Petr Hubacek para a Finlândia; ex-Montreal Canadiens Tomas Plekanec para o Canadá e o goleiro do Carolina Hurricanes Petr Mrazek para os EUA. 

    Este ano o campeonato contará com o diferencial de dois mascotes, o que não é comum num campeonato de juniores. Em entrevista para o site da IIHF a secretária geral do comitê de organização do campeonato, Marketa Sterbova contou que o leão foi escolhido por estar inerentemente ligado ao hockey tcheco. Os mascotes escolhidos são Puk e Tuk que já atuam como mascote da equipe nacional da República Tcheca. Os leões foram escolhidos pelos próprios fãs da equipe tcheca em 2016 numa votação online. Porém, para o campeonato, os mascotes receberam uma repaginada para apresentar uma aparência mais moderna e a camisa foi substituída. Agora as novas camisas possuem o logotipo do evento e ambos usaram o número 20. 

    As medalhas foram feitas exclusivamente para o evento. Cada uma delas foi produzida de forma artesanal e o design foi assinado pelo arquiteto e designer Oldrich Sladek. O design das medalhas foi baseado nos recursos comuns das cidades siderúrgicas já que as duas cidades são conhecidas principalmente pela produção de ferro e aço. As medalhas de ouro são feitas com ouro puro de 24k e enquanto as de prata foi deixada nas cores do aço. As medalhas de bronze são douradas com ouro vermelho. Todas elas possuem um tamanho comum medindo 66 milímetros de diâmetro e meio centímetro de espessura. O tema principal da medalha é baseado no logotipo do 2020 IIHF World Junior Championship, a estilização do goleiro. O verso das medalhas apresenta o logotipo da IIHF com os nomes de ambas as cidades anfitriãs.

    Os jogadores

    Tanto  jogadores que já foram draftados quanto atletas que ainda serão elegíveis para o NHL draft, participam do campeonato. Dessa forma, é importante tanto para os times como os fãs ficarem de olho no evento. Em muitos casos um time consegue observar o desempenho de determinado jogador através do World Junior Championship. Isso influencia na hora de selecionar o jogador no draft. Para jogadores que já foram draftados, é o momento de conhecer seu jogo em um evento de grande porte,  é interessante ver como o jogo dele mudou e como ele pode chegar no profissional.

    Para aqueles jogadores que podem ser dispensados pelos seus times da NHL para participar da competição, como o center Kirby Dach do Hawkes, por exemplo, é curioso ver como seu jogo na seleção vai ser influenciado pelo seu tempo na Liga. Entretanto a seleção canadense ainda aguarda a resposta se ele irá ou não participar. No entanto alguns jogadores já foram liberados por seus times, é o caso de Barrett Hayton, que foi selecionado pelo Arizona Coyotes em 2018. O jogador, que chegou a participar de alguns jogos da NHL nesta temporada, foi liberado no dia 12 de dezembro para estar participando do campeonato. O center Joseph Veleno também foi liberado por seu time. O canadense, que joga no Grand Rapids Griffins, afiliado do Detroit Red Wings na AHL, irá se juntar a sua seleção somente após o training camp.

    Outros dois jogadores da AHL também foram liberados por seus times. O defensor Tobias Bjornfot para a equipe sueca e o forward Rasmus Kupari para a equipe finlandesa. Ambos jogam pelo Ontário Kings, equipe da AHL afiliada ao Los Angeles Kings.

    Outros nomes conhecido dos fãs de hockey são dos jogadores Alex Turcotte (prospect do Los Angeles Kings), Cole Caufield (prospect do Montreal Canadiens), Ty Emberson (prospect do Arizona Coyotes) e K’Andre Miller (prospect do New York Rangers); os quatro jogam juntos na Universidade de Wisconsin. Os novatos Turcotte e Caufield foram draftados em 2019 junto com outros jogadores que também irão participar do campeonato. O goleiro Spencer Knight ( prospect do Florida Panthers); os defensores Cameron York ( prospect do Philadelphia Flyers) e Ryan Johnson ( prospect do Buffalo Sabres); e os forwards Trevor Zegras ( prospect do Anaheim Ducks) e John Beecher ( prospect do Boston Bruins) também foram liberados para estarem participando.

    Apesar de grandes nomes dos novatos da NHL não terem sido liberados por seus times. As seleções do Canadá e dos EUA estão com grandes jogadores em seus times e ambas possuem boas chances de chegar às finais. Os jogos do round preliminar acontecerá dos dias 26 a 31 de dezembro. Os playoffs estão marcados para 2020, as quartas de finais acontecerá no dia 02 de janeiro. Enquanto as semifinais estão marcadas para o dia 4 de janeiro e a grande final no dia 05 de janeiro. Para maiores informações aqui.

    Foto: Reprodução/IIHF.com

  • Os possíveis destinos de Taylor Hall, estrela dos Devils

    Os possíveis destinos de Taylor Hall, estrela dos Devils

    Nas últimas semanas, diversos rumores sobre a possível saída de Taylor Hall do New Jersey Devils vêm se destacando na mídia. Devido a mais um péssimo início de temporada, a estrela do New Jersey Devils estaria procurando uma nova casa ainda nessa temporada.

    Na semana passada, John Hynes, até então técnico do New Jersey Devils, foi demitido. Essa demissão parecia ter sido um alívio, uma esperança para, quem sabe, as coisas melhorarem para a equipe.

    Contudo, desde que Alain Nasreddine assumiu o time, os Devils perderam dois jogos, sendo um deles no OT. Claramente ainda é cedo para que o desempenho de Nasreddine seja avaliado, porém a situação atual do time ainda é alarmante, principalmente para sua maior estrela.

    Taylor Hall chegou ao time em 2016, vindo do Edmonton Oilers. Nos Devils, ele ganhou o primeiro Hart Trophy da franquia. Além disso, foi o principal responsável por levar o time aos primeiros playoffs desde 2012, na temporada 2017-2018.

    O maior desejo de Hall, como de qualquer atleta na NHL, é de jogar os playoffs e ganhar a Stanley Cup. Em sua carreira, o canadense de 28 anos tem apenas cinco jogos de playoffs disputados.

    Visto que Hall se torna free agent em 2020, rumores sobre seu destino têm surgindo com muita intensidade. Alguns afirmam que essa troca ocorrerá ainda esta semana.

    Alguns times demonstraram interesse em Taylor Hall ou, pelo menos, é o que dizem os rumores. Sendo assim, levantamos quais os pontos positivos, negativos e as dificuldades desse possível negócio.

    Colorado Avalanche

    Joe Sakic, ex-jogador do Colorado Avalanche, é o GM do time. (Foto: RJ Sangosti)

    O Colorado Avalanche possui ótimos forwards. A combinação de Gabriel Landeskog, Mikko Rantanen e Nathan MacKinnon é uma das melhores na Liga, sem dúvida. Entretanto, Landeskog e Rantanen sofreram lesões que os deixaram fora por algumas semanas.

    Mesmo com a falta de jogadores importantes, a segunda linha, composta por JT Compher, Andre Burakovsky e Joonas Donskoi, conseguiu um desempenho satisfatório no gelo. Com eles, o time produziu 26 gols e somou 62 pontos em 29 jogos.

    As novas aquisições do Avalanche estão mostrando boa adaptação no time, e talvez esse seja um ponto importante a considerar para uma possível chegada de Hall. Burakovsky foi adquirido do Washington Capitals e já marcou 12 gols. Outro jogador que também vem mostrando resultados positivos é Donskoi, adquirido dos Sharks, que apresenta boas estatísticas. Atualmente é o terceiro colocado da equipe na lista de pontos, com 22. Isso nos mostra que o time não depende de somente uma linha para ter resultados bons.

    A adição de Taylor Hall ao elenco poderia trazer o poder ofensivo que o time precisa para poder chegar em uma final de Stanley Cup. Mas a chegada de Hall implicaria em menos minutos no gelo de Burakovsky e Donskoi, que estão dando resultado exatamente por terem mais tempo jogando do que tinham em suas antigas equipes.

    Ray Shero, GM dos Devils, poderia querer uma combinação de algum prospect de alto nível (Bowen Byram, por exemplo, considerado um dos melhores prospects da farm system do Avalanche), somado a draft picks e/ou outro jogador do elenco atual. Contudo, Joe Sakic, GM do time, só teria interesse nisso se Taylor Hall assinasse por longo prazo.

    Então, entramos na parte mais complexa desse cenário. Muitos contratos vencerão nos próximos anos. A começar pelo contrato do goleiro Philipp Grubauer e do capitão Landeskog. Grubauer recebe, atualmente, 3.3 milhões e Landeskog, 5.1 milhões. Manter estes contratos é algo fundamental, pois Grubauer nas redes é um dos diferenciais que o Avalanche adquiriu nos anos em que ficou de fora da pós-temporada.   Além do goleiro, Landeskog é essencial na primeira linha e, acima de tudo, é o capitão da equipe.

    Outro jogador que precisa pensar no cap para oferecer um futuro contrato é Cale Makar. O defensor, que já é candidato ao Calder Trophy, torna-se RFA em 2021. Dessa forma, ele poderia muito bem pedir um salário idêntico ao de Thomas Chabot, do Ottawa Senators, que assinou por 8 milhões nessa offseason.

    Sem dúvida, estas questões precisam ser levadas em conta pelo time frente a esse possível cenário de Taylor Hall no Colorado Avalanche. Adicionado ao elenco, com certeza o time de Denver viraria um candidato à Stanley Cup. Entretanto, sacrificar alguns dos melhores jogadores da talvez melhor farm system da Liga soa arriscado se Hall não estiver disposto a assinar um contrato longo.

    Montreal Canadiens

    Marc Bergevin, GM dos Habs. (Foto: TVA Sports)

    Por mais arriscado que seja assinar com um jogador de 28 anos, fazer isso com Taylor Hall talvez não seja má ideia para o Montreal Canadiens. Apesar da pouca experiência nos playoffs, Hall continua sendo um dos melhores jogadores de elite da NHL. Ele possui habilidades importantes, como a de redirecionar jogadas e finalizar. Dessa forma, sua capacidade de matar jogadas, lançado pucks às redes, seria de bom grado para um time que notavelmente peca nesse quesito.

    Além disso, a franquia de Quebec há muito tempo não possui um jogador no ataque que seja a estrela do time. Taylor Hall certamente é o tipo de jogador que transformaria qualquer equipe, em ambos os sentidos. Ele seria a cara da franquia e ajudaria o time com suas habilidades. 

    Embora Marc Bergevin, GM dos Habs, tenha admitido que procura uma estrela para seu time, esta não é a maior prioridade neste momento.

    Com uma média de quatro gols permitidos por jogo, a defesa dos Habs possui defensores veteranos, como Shea Weber e Jeffy Petry. Muito dos motivos para que a defesa seja fraca é por conta deles, que são facilmente alcançados no rinque por outros jogadores mais rápidos e ágeis. 

    Um dos principais prospects dos Habs é um defensor, Cole Fleury. Ele seria a esperança de uma melhora, todavia, só ele não basta para que a defesa do time de Montreal tome forma..  

    Montreal possui o espaço necessário no cap, caso eles procurem uma negociação como a de Mark Stone, mandado para Vegas Golden Knights. Após ser trocado do Ottawa Senators, ele assinou um contrato de oito anos por 8 milhões. Atualmente, os Canadiens têm exatamente 8 milhões de cap space.

    Um cenário para esta troca seria mandar Cole Caufield (que ainda não tem contrato assinado pois joga esta temporada pela Universidade de Wisconsin), Charles Hudon e mais uma escolha da segunda rodada por Hall e mais um jogador mediano dos Devils. Outros prospects importantes que poderiam ser envolvidos na troca seriam Ryan Suzuki, Ryan Poehling e Josh Brook.

    Ainda assim, Taylor Hall não é defensor. Porém, ele possui habilidades defensivas razoáveis. Isso poderia trazer benefícios para o time. A presença de um forte atacante mudaria o cenário dos Habs, ao ser fatal na hora de matar jogos que poderiam ser ganhos caso alguém fizesse o gol na hora certa. Hall, sem dúvida, seria esse jogador. 

    Enfim, Bergevin precisaria agir, afinal, há uma certa emergência para os Canadiens ir aos playoffs. O melhor prazo seria por agora, pois há chances de que, na deadline de 1º de julho, outros times irão atrás e a disputa por Hall ficará mais concorrida. 

    Menção honrosa: Edmonton Oilers

    Este rumor talvez soe um pouco improvável, pois Taylor Hall jogou no Oilers por cinco temporadas. Além disso, o cap space dos Oilers é de aproximadamente 1 milhão. Então, quais seriam os motivos para que os Oilers recorressem a ele?

    O Oilers tem tido uma temporada 2019-2020 relativamente boa. Porém, o time ainda depende da linha composta por Connor McDavid e Leon Draisaitl. A adição de Taylor Hall nesta line up poderia equilibrar o time, além de dividir a responsabilidade ofensiva, que está atualmente concentrada em McDavid e Draisaitl. 

    Para que esta troca ocorresse, Ken Holland, GM do Oilers, teria de ser criativo para criar espaço no cap. Uma das possibilidades seria mandar três bons jogadores da afiliada Bakersfield Condors e Jesse Pulijujarvi para New Jersey Devils, em troca de Taylor Hall e de mais um jogador mediano.

    A seleção da primeira rodada no draft de 2020 talvez seja o que os Oilers possuam de mais valioso no momento. Porém, há muito risco em disponibilizar as escolhas em uma troca pelo veterano Hall. Este é definitivamente um risco que Holland não quer correr, ainda mais em seu primeiro ano de exercício. 

    A permanência no New Jersey Devils

    Para que os Devils possam ir aos playoffs, eles precisariam vencer 35 jogos dos 55 que restam até o final da temporada. Isso é uma tarefa difícil, não só para eles, como para qualquer time da Liga. O St. Louis Blues conseguiu algo parecido, mas nunca é bom se basear nas exceções.

    O New Jersey Devils não precisa de somente um jogador para ganhar a Stanley Cup. O que os Devils precisam vai muito além disso, a começar por um técnico propriamente dito. Ademais, precisam ainda retirar algumas peças do elenco e um goleiro melhor.

    Mas e se o time conseguisse tudo isso? Afinal de contas, o elenco possui bons nomes. Além de veteranos como PK Subban, Wayne Simmonds e Nikita Gusev, Jack Hughes, first round pick, poderia ser a cara de uma nova reconstrução, em conjunto com os prospects Ty Smith, Nico Hischier e alguns picks altos do draft de 2020. Entretanto, esse processo poderia levar em média três a quatro anos, com os jogadores mais jovens ainda se desenvolvendo.

    Apesar da permanência de Hall nos Devils soar incoerente após termos listado as vantagens de uma possível troca, existem motivos para isso. Pensando em um novo rebuild, ele poderia assinar um contrato não tão longo e caro. Com um outro técnico, outras perspectivas. Se então, o time conseguisse ter nenhuma melhora, a troca seria feita. 

    Algo é certo: com Hall indo embora, que é o rosto da franquia, o New Jersey Devils ou iria a declínio, ou iria melhorar. Um caso recente, que pode servir como parâmetro, foi o de John Tavares. 

    Após a maior estrela do New York Islanders sair, o time conseguiu ir aos playoffs após duas temporadas de fora. Muito disso se deve, também, ao técnico Barry Trotz, que ganhou a primeira cup da franquia do Washington Capitals.

    Contudo, a frustração de não poder dar o seu melhor e continuar em um lugar no qual avanços não são visíveis, podem fazer com que Hall de fato seja trocado.  

    Foto: Bruce Bennett/Getty Images

  • As mudanças na NHL para a próxima década

    As mudanças na NHL para a próxima década

    Nas últimas semanas, pudemos acompanhar diversos relatos de casos de abuso na NHL. Racismo, violência emocional, xenofobia, conduta violenta dentro e fora das quadras de gelo. Comportamentos que são inaceitáveis, e não deveriam possuir espaço no século 21. Uma nova década se iniciará em menos de um mês e a Liga não pode continuar a mesma.

    Sendo assim, após os diversos casos expostos ao público nos últimos dias, o comissário da Liga Nacional de Hockey, Gary Bettman, se encontrou nesta segunda (9) com o Conselho de Governadores desta para decidir certas mudanças em relação a NHL. Principalmente, como a Liga deve se comportar a partir dos próximos anos em relação aos abusos com as próximas gerações de atletas.

    O comunicado

    Bettman inicia explicando que, como uma das maiores ligas de hockey do mundo, a NHL sabe do seu papel em se tornar um exemplo. E que certas condutas, dentro e fora do gelo, são intoleráveis, independente do momento em que ocorreram. Ele também ressaltou a importância do respeito entre todos para um melhor ambiente de trabalho.

    “Agora, obviamente, estamos cientes da conduta que foi e é inaceitável. Se aconteceu há 10 anos ou na semana passada, a resposta deve ser a mesma – é inaceitável. Embora não soubessemos, o fato é que nós, como Liga – em nome de nós mesmos, nossas equipes e nossos jogadores, treinadores, organizações e torcedores – devemos responder de uma maneira clara, significativa e apropriada. Profissionalismo e respeito sempre foram importantes para a Liga, mas agora é um momento particularmente importante para discutir isso, porque todos têm direito a um local de trabalho respeitoso.” (Gary Bettman, para o Site da NHL)

    Seguidamente, explana sobre a necessidade de mudanças na Liga, pois o mundo está constante evolução, e a NHL precisa mudar para melhor junto deste. No entanto, Bettman ainda destaca que é necessário lembrar e reconhecer o comportamento errado do passado, para que todos possam evoluir em prol do hockey e de sua comunidade.

    “O mundo está mudando para melhor. Esta é uma oportunidade, e um momento, para mudanças positivas e essa evolução deve ser acelerada – para o benefício de todos os associados ao jogo que amamos. E mesmo enquanto a mudança está entrando em vigor, ainda precisamos reconhecer coisas que estavam erradas no passado. Esse reconhecimento permite que aqueles que foram prejudicados sejam ouvidos e oferece a todos nós a oportunidade de impedir que essas coisas aconteçam novamente.” Gary Bettman, para o nhl.com

    Mediante às diversas denúncias de abuso dos últimos dias, o comissário volta a reforçar que “Inclusão e diversidade […] são princípios fundamentais para a NHL, e que é por isso que a Liga criou programas como “Learn To Play” e “Hockey is for everyone”. (Bettman para nhl.com)

    Mas, apesar da implementação de ações como estas, com intuito de incluir no esporte todos aqueles que o amam, ainda existe muita negligência da Liga em relação à inclusão e ao não-preconceito. Alguns programas foram criados há alguns anos atrás, portanto, seria natural que as coisas já estivessem caminhando para um rumo de mais mudanças positivas. No entanto, ainda assim assistimos diariamente aos diversos relatos corajosos de jogadores que sofreram abusos devido à sua etnia, orientação sexual, e diversos outros motivos. Como dito antes, inclusão e diversidade são princípios fundamentais da Liga. Todavia, é cada vez mais necessário que estes comecem a sair do papel de uma vez por todas, para o bem da própria NHL, e daqueles que são peça importante para fazer com que esta continue existindo – seus jogadores. 

    A partir disso, Bettman e os comissários citaram algumas propostas que revelam como desejam que a NHL se apresente daqui para frente.

    Comprometimento dos times com a Liga sobre a comunicação dos casos de abuso

    Decidiu-se que, futuramente, diante de condutas abusivas, inapropriadas ou intoleráveis, dentro e fora do gelo, que venham a violar às políticas da Liga, é de extrema importância e necessidade que o time comunique imediatamente o escritório da NHL (Gary Bettman ou Daly). Continua afirmando que haverá tolerância zero em relação a falha na comunicação de assuntos como este, e que, caso aconteça, “o clube e as pessoas envolvidas devem esperar disciplina severa.” (Bettman, nhl.com).

    Em relação ao caso Bill Peters no Carolina Hurricanes, ainda existe confusão entre as declarações de Ron Francis e Peter Karmanos que precisam ser esclarecidas em relação ao caso Michal Jordán e seu companheiro de equipe. Isso por que, nos depoimentos, Francis, na época General Manager dos Cannes, afirma ter feito Peters pedir desculpa a equipe, e diz na declaração à NHL ter “informado à propriedade”. Porém, o dono majoritário do time durante o acontecimento, Peter Karmanos, afirmou ao Seattle Times que não havia sido alertado sobre o caso, e que se tivesse, teria emitido a demissão de Peters. Portanto, essa ainda é uma pendência que o escritório da NHL precisava resolver, e se prontificou a fazê-la o quanto antes.

    No entanto, Bettman afirma que as alegações aos antigos responsáveis pelo time não se aplicam ao atual detentor dos direitos do Cannes, Tom Dudon, que foi um dos primeiros a comunicá-lo quando soube do caso de violência física cometido por Peters.

    Programa anual sobre conscientização da diversidade e inclusão

    O comissário continuou o comunicado afirmando que tinha consciência de que a maioria dos técnicos da Liga não possuem conduta indadequada ou abusiva com seus jogadores e que, por fim, a profissão não merecia ser condenada devido ao comportamento intolerável de alguns destes. Porém, com o intuito de modificar esse tipo de cultura, ficou decidido que a Liga formulará um programa anual obrigatório de aconselhamento, conscientização, educação e treinamento sobre diversidade e inclusão.

    Este programa será necessário para todos os treinadores principais, treinadores de ligas menores contratados pelas equipes da NHL, assistentes técnicos, gerentes gerais e gerentes gerais assistentes. Vamos focar a programação em treinamentos e outros exercícios e iniciativas para garantir vestiários respeitosos, instalações de treinamento, jogos e todas as outras atividades relacionadas ao hockey; e ensinar a garantir as melhores práticas de intervenção dos espectadores, anti-assédio, anti-trote, não-retaliação e anti-bullying.” (Bettman para o site da NHL)

    A intenção é criar a estrutura do programa com a ajuda de profissionais externos na área, e consultar a Associação de Jogadores e a Associação de Treinadores sobre qual a melhor forma de proceder com este. Também afirmaram que irão discutir com a Associação de Jogadores qual seria a melhor maneira de abordar este programas. Assim como a melhor abordagem para introduzir outros programas que serão criados pela Liga, deverão ser apresentado a NHLPA.

    Por fim, sob  comando do vice-presidente executivo da NHL, Kim Davis, será formado um conselho multidisciplinar com o intuito de controlar de perto o andamento destas medidas, programas, disponibilização dos recursos, e etc. 

    A política de zero tolerância

    Seguidamente, Bettman volta a frisar que a conduta inadequada e abusiva entre membros de um clube deverão ser severamente disciplinadas, seja pela própria equipe, ou pela Liga, com o intuito de não repetição desta futuramente.

    “Embora a disciplina, como sempre, deva ser caso a caso – é minha intenção que seja severa, apropriada e projetada para remediar a situação e garantir que a conduta não ocorra novamente.” (Bettman, site da NHL)

    Plataforma para o relato dos casos de abuso

    A NHL decidiu também criar uma plataforma (como uma linha direta, por exemplo), onde se possa relatar os casos de condutas inadequadas de forma anônima. A intenção é garantir que, quem não se sinta segura o suficiente para vir à público relatar o caso, tenha este local para apontar uma preocupação (ou participar de uma investigação de um caso de abuso), sem se sentir retaliado. Bettman garante que todos os casos levantados na plataforma serão levados a sério, e terão o devido acompanhamento. 

    De todas as ligas de esportes do mundo todo, é do conhecimento dos fãs que NHL ainda possui diversos traços de uma cultura do hockey que iniciou há anos atrás. Uma cultura ainda baseada em costumes antigos, de outra época. Mas o mundo está evoluindo, e muitas coisas estão mudando. Não cabe mais ao século 21 abrigar tantos casos não resolvidos de violência física e mental. Abuso é inaceitável em qualquer lugar. E isso se aplica ao hockey. 

    Os jogadores são a alma da Liga. Sem eles, não é possível que a NHL exista. E por serem parte importante deste esporte, merecem se sentir confortáveis o suficiente dentro do seu local de trabalho (local de trabalho que é, na maior parte das vezes, a sua própria casa). A Liga precisa ter em mente os melhores interesses de seus atletas. Precisa condenar os atos de abuso para ontem. Precisa tomar as providências corretas. E precisa, principalmente, fazer com que todas essas medidas saiam do papel. 

    Uma nova década se inicia em 20 dias. E que essas mudanças prevaleçam nesta que vier, e na próxima, e nas outras que virão. A nova geração de atletas precisa de um ambiente mais saudável para desenvolver o hockey. E o hockey precisa de um lugar mais saudável para se desenvolver, crescer e se tornar melhor para toda sua comunidade. 

    Foto Reprodução: Sportsnet.ca

  • Rússia é excluída de competições até 2023

    Rússia é excluída de competições até 2023

    A Agência Mundial Anti-doping (Wada, em inglês) anunciou hoje (9) que baniu a Rússia de competições internacionais até 2023. Dessa forma, o país está fora de Jogos Olímpicos e de Campeonatos mundiais por quatro anos. A decisão foi tomada de forma unânime pelo órgão.

    O país é acusado de manipular laboratórios com amostras falsas de testes além de deletar arquivos com testes positivos de dopping. Este esquema já acontece há anos e a investigação começou a ser feita após ser publicado um relatório em 2015 sobre o uso massivo de substâncias que melhoram o desempenho dos atletas russos.

    A Rússia tem até 21 dias para aceitar ou recorrer da decisão na Corte de Arbitragem dos Esportes. Aqueles atletas que comprovarem à Wada que não fazem o uso das substâncias e não tiverem envolvidos no esquema ainda poderão participar das competições. Entretanto, não poderão usar as bandeiras e o nome do país, competindo, dessa forma, sob uma bandeira neutra.

    Vale lembrar que nas Olimpíadas de Inverno de PyeongChang no ano passado, os atletas russos também não usaram sua bandeira devido às investigações. Na ocasião, os Atletas Olímpicos da Rússia levaram a ouro no hockey.

    Como parte da punição, a Rússia também está proibida de sediar eventos esportivos internacionais até 2023. Sendo assim, seus dirigentes esportivos, hino e bandeiras estão também vetados de frequentar qualquer evento esportivo internacional.  

    O que isso muda para o hockey?

    Na prática, pouca coisa. Uma vez que os atletas que comprovarem estarem limpos poderão participar das competições, a forte seleção russa e demais atletas podem participar de Mundiais e da Olimpíada de Inverno de 2022, que será sediada em Pequim. A única diferença é que não poderão se apresentar sob sua bandeira, nem ter seu hino tocado caso venham subir ao pódio. 

    No ano passado, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF) defendeu o uso da bandeira neutra para que os atletas participassem das olimpíadas. Para eles, banir a participação destes atletas das Olimpíadas iria causar danos ao esporte. Entretanto, o COI voltou atrás na decisão e os atletas russos competiram em PyeongChang.

    Foto Reprodução: Los Angeles Times.

  • Perfil: Cale Makar

    Perfil: Cale Makar

    Um dos rookies mais comentados dessa temporada é o defensor do Colocado Avalanche, Cale Makar. Já candidato ao Calder Trophy, o canadense de 21 anos vem fazendo uma temporada de estreia interessante. Antes de mais nada, Makar já se apresentava como uma sensação da torcida do Avalanche quando fez sua estreia pelo time durante o primeiro round dos playoffs. Quando o time do Colorado foi eliminado na segunda rodada pelo Sharks, Makar já contava com 1 gol e 5 assistências. Apenas o início da sua carreira na NHL.

    Cale Makar nasceu em Calgary, Alberta, no dia 20 de Outubro de 1998. Curiosamente, sua cidade natal é a mesma do time contra quem viria a marcar o seu primeiro gol na Liga. O Colorado Avalanche draftou o defensor como 4ª escolha em 2017, ano em que o time ainda não apresentava um desempenho necessário para chegar à pós temporada.

    O Colorado Avalanche começou sua reconstrução na temporada 17-18, quando chegou aos playoffs pela primeira vez depois de três temporadas fora. Dessa forma, ter buscado Makar para a disputa na pós temporada em 2019 mostra que o time está interessado em trazer novos rostos para o elenco de forma a possibilitar que a equipe chegue cada vez mais longe na busca pela conquista da Stanley Cup.

    Modo Iniciante

    Makar começou sua carreira na minor-hockey program Crowchild BlackHawks, antes de entrar para o nível Bantam em 2011. No Canadá, o nível Batam se inicia com 13-14 anos, idade que Cale começou a jogar pelo time da NWCCA Bruins e pelo time do mesmo nível do Calgary Flames na temporada 12-13. Então Makar mudou de categoria e passou a competir pelo NWCAA Stampeders no nível midget na temporada 13-14, tendo voltado ainda na mesma temporada, para o Flames, agora no nível midget.

     Ele foi draftado pelo Medine Hat Tigers da Wester Hockey League no 8º round do 2013 Bantam Draft. Mas retornou para o Calgary Flames onde permaneceu no midget level em 14-15, sua única temporada completa pelo time. Naquele ano, Cale marcou 23 pontos em 34 jogos, além disso foi nomeado MVP da Alberta Midger Hockey Legue além de ter entrado para o time All Star da liga.

    Para se tornar elegível à NCAA, Cale Makar se juntou ao Brooks Bandits da Alberta Junior Hockey League (AJHL), onde permaneceu entre as temporadas 14-15 e 16-17. Sua tentativa deu certo, uma vez que com suas conquistas ao lado dos Bandits, Makar foi aceito na Universidade de Massachusetts, assinando seu compromisso para jogar pela equipe em 29 de Agosto de 2015.

    Entretanto, Makar ainda teria duas temporadas com os Bandits antes de ir para a NCAA. Na temporada 15-16, aos 17 anos, Cale se tornou um dos melhores defensores dos Bandits ao marcar 55 pontos em 54 jogos. Nesta mesma temporada, o jogador foi peça fundamental na equipe durante os playoffs, quando o Bandits ganhou o campeonato da AJHL. Dessa forma, Cale foi eleito rookie of the Year além de levar os prêmios de Western Canada Cup Top Defenceman Award, o RBC Cup Top Defenceman, Top Scorer e MVP.

    Na temporada seguinte, Makar continuou em alto nível, liderando a AJHL entre os defensores e terminando em sexto frente a todos os outros jogadores com 75 pontos, distribuídos em 24 gols e 51 assistências. Cale também conquistou 16 pontos em 13 jogos dos playoffs, levando os Bandits a conquistar o segundo campeonato seguido. Além disso, marcou 6 pontos em 5 jogos, quando os Bandits ficaram em segundo na Royal Bank Cup.  

    Quando se tornou elegível para o NHL Draft em 2017, Makar era considerado um top prospect e um dos melhores defensores disponíveis. Por fim, ele foi selecionado em quarto pelo Avalanche, sendo o segundo defensor daquele ano a ser escolhido, atrás apenas de Miro Heiskanen. Cale Makar se tornou, assim, o jogador da AJHL mais alto a ser escolhido no NHL Draft e o segundo a ser selecionado na primeira rodada desde Joe Colborne em 2008.

    Modo Carreira

    Mesmo sendo escolhido em quarto do Draft, Cale Makar escolheu seguir com seu compromisso e jogou por duas temporadas na Massachusetts University. Dessa forma, ele fez parte da equipe que reconstruiu a programa da UMass para a temporada 17-18. Seu primeiro ponto pela Universidade foi contra o Arizonta State, em 6 de Outubro de 2017. Em seguida, o seu primeiro gol veio ainda no mesmo mês, no dia 27, quando marcou contra o Marreimack College.

    Como calouro, Makar precisou ajustar seu jogo ao ritimo da NCAA. Dessa forma, isso fez com que ele evoluísse durante o ano, ajudando a UMass seguir para a pós-temporada. Entretanto, perderam para a Northeastern University por 7 a 2 nos playoffs. Assim, Makar terminou a temporada com um total de 21 pontos, sendo 5 gols e 16 assistências em 34 jogos. Foi escolhido como co-Rookie do ano pela New England Hockey Writers Association e, por ter sido o nono defensor em gols na Hockey East, Makar também foi selecionado para o All-Rookie e Third All-Star Teams da conferência.

    Para a temporada 18-19, o Colorado Avalanche tinha interesse em levar Makar para a NHL, mas o jogador optou por jogar mais uma temporada pela UMass. Dessa forma, Cale Makar liderou e lida em gols e foi o primeiro jogador do Minutemen a ser homenageado como Hockey East Player of the Year. Com a ajuda do defensor, a Universidade de Massachusetts chegou pela primeira vez na história do programa a uma final do Frozen Four. Entretanto acabou perdendo para o Minnesota–Duluth Bulldogs por 3 a 0. Makar também recebeu o prêmio Hobey Baker em Abril de 2019, concedido ao jogador considerado o melhor da temporada na NCAA.

    Dois dias depois do Frozen Four, Cale Makar finalmente assinou o seu contrato de entrada com o Colorado Avalanche no dia 14 de Abril. Sua estreia na NHL aconteceu no dia seguinte, no jogo 3 da primeira rodada dos playoffs. Enfrentando o Calgary Flames, Makar marcou o seu primeiro gol na Liga no mesmo dia, se tornando assim, o primeiro defensor a marcar um gol na sua estreia na Liga.

    Como Cale começou a sua carreira na NHL durante os playoffs, oficialmente, a temporada 19-20 é a sua temporada de rookie. Dessa forma, seu primeiro gol em uma temporada regular foi na vitória do Avalanche contra o Golden Knight por 6 a 1 no dia 25 de Outubro. E aparentemente Makar não cansa de quebrar recordes. Por causa do seu desempenho contra o time de Vegas, Cale se tornou o primeiro rookie do Avalanche a ser nomeado uma estrela da semana, ao conquistar a terceira estrela.

    No mês de Novembro, Makar quebrou outro recorde da franquia. Dessa vez, se tornou o primeiro rookie a marcar 18 pontos em 18 jogos. Mais tarde, o defensor foi nomeado rookie do mês de novembro. E, em 29 jogos, já conta com 28 pontos, destes 8 gols e 20 assistências. Sem dúvida, é apenas o início de uma temporada marcante para o jogador de apenas 21 anos que, ao lado de Nathan MacKinnon, vem se mostrando um jogador capaz de mudar a forma de jogo do time.

    Modo Internacional

    Jogando pela seleção canadense Cale Makar não apresenta números tão impressionantes. Entretanto, o Canadá conta com diversos jogadores veteranos que talvez ainda não tenha chegado a hora do jovem jogador brilhar com a Jersey vermelha e branca.

    Ainda assim, Makar esteve presente no time canadense para o World Junior A Challange em 2015 e 2016, levando a medalha dourada em 2015. Ele também esteve presente na seleção U20 para o 2018 World Junior Championship que aconteceu em Buffalo, Nova York. Nesta competição, além da medalha de ouro, Cale Makar terminou o torneio liderando entre os defensores em números de pontos, ao todo, 8 pontos em sete jogo. Makar também foi o único canadense a ser nomeado no All-Tournament Team.

    Cale Makar também foi convidado a se juntar a seleção canadense nas Olimpíadas de Inverno de 2018, mas recusou, porque iria perde três semanas de jogos com a UMass.

    Foto Reprodução: Yahoo! Sports

  • Nathan MacKinnon: da primeira escolha do draft ao primeiro escalão da NHL

    Nathan MacKinnon: da primeira escolha do draft ao primeiro escalão da NHL

    Quando Joe Sakic draftou o segundo nativo mais conhecido da pacata cidade de Cole Harbour, Nova Scotia, ele esperava um center de qualidade para sua equipe. Entretanto, é improvável que o dirigente pudesse prever o quão importante Nathan MacKinnon se tornaria para o Colorado Avalanche no final da década. 

    A primeira escolha de 2013, MacKinnon foi selecionado do Halifax Mooseheads da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL), equipe com a qual foi campeão da Memorial Cup, troféu máximo do major juniors canadense. Foi a primeira vez desde 2005 que Cole Harbour figurou como cidade natal da primeira escolha do draft da Liga. Naquele ano, o ídolo de infância de Nathan foi draftado, o então jogador da QMJHL Sidney Crosby, foi selecionado pelo Pittsburgh Penguins. 

    De uma rookie season premiada a alguns anos na média

    Nathan MacKinnon posa com seu Calder Memorial Trophy, de rookie do ano, no NHL Awards de 2014, em Las Vegas (Fonte: CBS Denver/Reprodução)

    O canadense estreou na NHL pouco mais de um mês após completar 18 anos e foi parte importante de uma campanha que levou o Avalanche aos playoffs naquele ano. À época a equipe ainda contava com nomes como o atual MVP e campeão Ryan O’Reilly e o center veterano Matt Duchene, além do defensor Tyson Barrie, trocado na última off-season.

    Durante seu primeiro ano na Liga, MacKinnon anotou 63 pontos, sendo 24 gols e 39 assistências nos 82 jogos que participou. Por esta campanha ele ganhou o Calder Trophy, prêmio de melhor rookie da temporada. Entretanto, os anos que sucederam não foram nada espetaculares. Vamos conferir:

    (Fonte: NHL.com)

    No seu segundo ano de NHL, MacKinnon marcou apenas 38 pontos em 64 jogos enquanto o Avalanche iniciava um declínio que levaria a equipe a se tornar uma das piores da história da Liga. O atleta então teve atuações medianas em duas temporadas com 52 e 53 pontos, respectivamente. Campanhas respeitáveis para sua idade na época, mas estava longe de ser um superstar. Assim, quando seu entry-level contract terminou, na off-season de 2016, o canadense assinou uma extensão de sete anos, avaliada em cerca de 44 milhões de dólares. 

    O MVP com o melhor contrato da NHL

    Nathan MacKinnon em um faceoff contra Connor McDavid, do Edmonton Oilers (Fonte: NHL.com/Reprodução)

    Com um salário anual de cerca de 6,3 milhões por ano, MacKinnon tem o melhor custo-benefício na Liga, onde espaço na folha salarial se tornou um bem muito valioso. Quando analisamos os atletas que têm rendimentos semelhantes, como por exemplo Sean Monahan e Mark Sheifele, nenhum deles produz ou tem status de estrela como o de Colorado. 

    (Fonte: CapFriendly.com)

    Dentre os contratos comparáveis, o mais próximo de MacKinnon no quesito star power é, definitivamente, o center do Panthers, Aleksander Barkov. O finlandês  atualmente tem se destacado na Liga por seu jogo defensivo e ofensivo, se tornando um nome permanente entre os favoritos para o Selke Trophy. Entretanto, Barkov atua na Flórida, onde jogadores tradicionalmente aceitam contratos menos valiosos devido aos benefícios fiscais do estado. 

    Declarações polêmicas sobre seu contrato team-friendly

    Nathan MacKinnon comemora com os companheiros de equipe Gabriel Landeskog e Mikko Rantanen (Fonte: NHL.com/Reprodução)

    O seu primeiro contrato pós-restricted free agency, gerou polêmica recentemente após uma declaração feita pelo canadense à revista Forbes. Na ocasião, MacKinnon deu a entender que aceitou um desconto quando foi renegociar seu atual contrato. Além disso, o atleta afirma que daria outro desconto para continuar com o grupo dos Avs e vencer com seus companheiros de equipe. Isto foi interpretado como uma indireta à situação de equipes como Toronto, que têm grande porcentagem de sua folha salarial comprometida aos salários de suas estrelas.

    Entretanto, em uma entrevista pós-jogo, MacKinnon retificou seus comentários. Ele afirmou que seu contrato não foi um desconto à época da assinatura, e sim justo para o que ele produziu nos três primeiros anos de sua carreira.

    Desta forma, como podemos ver nas suas stats, MacKinnon começou a produzir como um MVP apenas na temporada 2017/2018, quando fez 97 pontos e foi um finalista do Hart Trophy, vencido por Taylor Hall. Na temporada seguinte, quando o Avalanche chegou ao segundo round dos playoffs, ele fez 99 pontos e se estabeleceu sonoramente como um superstar

    (Fonte: NHL.com)

    The MacCale Show: a parceria com o jovem defensor elevou o center às estrelas de novembro

    Nathan MacKinnon e Cale Makar em ação (Fonte: NHL.com/Reprodução)

    A volta da NHL trouxe baixas importantes para o Colorado Avalanche. Primeiro Mikko Rantanen que sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo e depois o capitão da equipe Gabriel Landeskog, que também ficou de fora por uma lower body injury. Coincidentemente, os dois formam a poderosa primeira linha da equipe de Denver com Nathan MacKinnon. Entretanto, na falta das duas estrelas, um atleta em especial se destacou por sua proeza ofensiva. Cale Makar, o rookie que já está quebrando recordes, tem combinado com MacKinnon para produzir pontos para os Avs desde o início da temporada.

    Essa tendência continuou no mês de novembro, quando MacKinnon foi o segundo maior pontuador da Liga, com 10 gols e 15 assistências em 14 jogos. Ele liderou o Avalanche em oito vitórias no mês, ainda que o time não estivesse contando com Rantanen ou Landeskog. O canadense pontuou em 10 dos 14 jogos que disputou e terminou o mês em uma streak de pontos em sete jogos. 

    Equipe de sucesso

    Atualmente o center dos Avs é o quarto no ranking de maiores pontuadores da temporada da NHL. Além disso, seu novembro foi o mês mais produtivo de um jogador da franquia desde que Joe Sakic, atual GM do clube, fez 26 pontos em 13 jogos no mês de março de 2000, quando MacKinnon tinha apenas 4 anos. 

    Assim como Nathan MacKinnon, Cale Makar tem se destacado e foi eleito o rookie do mês de novembro. Os dois canadenses foram peças importantes para que o Colorado Avalanche não perdesse ritmo de jogo enquanto alguns de seus maiores pontuadores estavam lesionados. Além dos dois, os goleiros também foram parcela importante para o sucesso da equipe.

    Dessa forma, o Colorado Avalanche vem apresentando uma consistência de jogo necessária para buscar sua vaga na pós temporada. A depth da equipe, ou seja, os jogadores que não são necessariamente estrelas, também vem apresentando o desempenho de uma equipe que aos poucos vem se moldando como uma boa candidata para levar a Stanley Cup. Agora nos resta saber se a equipe consegue manter esse ritmo e impressionar nos playoffs

  • Os principais times extintos da NHL

    Os principais times extintos da NHL

    A NHL existe há mais de 100 anos nos Estados Unidos e Canadá. No entanto, para que a Liga se tornasse o que conhecemos hoje, diversas mudanças precisaram ser feitas. Times mudaram de cidade, de nome, e alguns até mesmo deixaram de existir. Portanto, inspirada nas equipes que não estão mais entre nós, o NHeLas trouxe hoje uma lista sobre curiosidades e história dos principais times extintos da Liga Nacional de Hockey.

    Montreal Wanderers (1903-1918)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    A equipe iniciou sua trajetória na cidade de Montreal, em Quebec, no Canadá, e foi uma das franquias fundadoras da Liga na temporada 1917-18. Anteriormente, o time jogou pela Federal Amateur Hockey League (FAHL), de 1903 a 1905, ajudando a fundá-la. Seguidamente, disputou pela Eastern Canada Amateur Hockey Association (ECAHA), entre 1906 e 1909, e também pela National Hockey Association (NHA), de 1910 a 1917. Por fim, quando esta última teve suas atividades suspensas, alguns de seus donos acabaram por criar a NHL no ano de 1917. Sendo assim, a equipe passou a disputar a Liga Nacional de Hockey pelo resto de sua existência.

    O Montreal Wanderers foi criado por James Strachan, em dezembro de 1903. Anteriormente a sua entrada na NHL, era uma das equipes mais bem sucedidas no mundo do hockey. O time começou a disputar profissionalmente no mês seguinte ao de sua criação e ganhou sua primeira Stanley Cup no ano de 1906. Posteriormente, conquistaram mais quatro títulos, ganhando, no total, cinco vezes o troféu. Seu sucesso no gelo foi o grande responsável por cinco de seus membros fazerem parte do Hockey Hall of Fame: Moose Johnson, Hod Stuart, Riley Hern, Lester Patrick, e Ernie Russell. 

    O time disputou apenas quatro jogos na temporada inaugural da NHL. Destes, ganhou apenas um. A partir de então, as coisas apenas desandaram para os Wanderers, que tiveram sua casa, a Montreal Arena, destruída em um incêndio, em 2 de janeiro de 1918. Tendo perdido parte das estrelas de seu elenco, o time resolveu pedir ajuda para obter reforços de outras equipes, mas não foi o suficiente. Desta forma, vieram a encerrar suas operações ainda em 1918. O último membro ativo dos Wanderers foi George Geran, que jogou seu último jogo na NHL em 1926. 

    Ottawa Senators e St. Louis Eagles (1904-1935)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Senators começaram suas operações no ano de 1904, em Ottawa, no Canadá. No entanto, antes de serem membros da NHL, passaram pela FAHL (1905), ECAHA (1906-1910), CHA (1910) e, por fim, NHA (1910-1917). Eles foram também um dos quatro times fundadores da Liga Nacional de Hockey. 

    Em sua primeira temporada na NHL, acabam por não se classificarem para os playoffs. No ano seguinte, a equipe avançou para a pós-temporada, mas foi eliminada no primeiro round dos playoffs contra o Montreal Canadiens. A primeira vitória em uma Stanley Cup Final veio apenas na season 1920-21, contra os Senators Metropolitans. Enquanto na NHL, o time foi campeão de cinco títulos, e um dos melhores entre os fundadores da Liga. 

    No entanto, o time começou a ver seu declínio a partir de 1927, devido a problemas financeiros. A Grande Depressão, em 1929, fez com que a média de público do time diminuísse. Além disso, as viagens para jogos com os times de expansão dos EUA se tornaram mais caras, e as conversas de relocação da franquia se tornaram mais fortes. Portanto, em 1934, o time se mudou para St. Louis, onde, por fim, acabaram se tornando o St. Louis Eagles. 

    Mas os dias de glória da equipe estavam no passado. Apesar de o time ter tido grandes médias de público em St. Louis, as viagens para disputar os jogos no Canadá continuavam caras e exaustivas. Em sua primeira temporada na NHL com os Eagles, o time conquistou um recorde de 11-31-6, terminando em último lugar. 

    Novamente, devido aos gastos excessivos, a franquia não conseguiu progredir e, finalmente, encerrou suas operações em 1935. A NHL acabou comprando o time, e os contratos dos jogadores, por 40 mil dólares. Os atletas, por fim, foram realocados para outras equipes da Liga. 

    Quebec Bulldogs e Hamilton Tigers (1889-1925)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Bulldogs iniciaram sua história em 1889 como amadores, pela Amateur Hockey Association of Canada (AHAC), passando a jogar profissionalmente apenas em 1908. Quando a NHA, liga da qual o time fazia parte, encerrou suas operações, o Quebec Bulldogs foi convidado a participar da NHL, em 1917. Porém, a equipe não possuía os fundos necessários para a transição, e também não conseguiu se juntar a outra equipe. Desta forma, foi necessário suspender as operações da franquia por duas temporadas.

    O time voltou à ativa na temporada 1919-20, mas ainda sim não tiveram bom rendimento, terminando em último lugar com 20 derrotas e apenas quatro vitórias. Portanto, na temporada 1920-21, a NHL tomou a franquia para si e a vendeu para empresários da cidade de Hamilton, no Canadá.

    Sendo assim, o time encerrou suas operações como Quebec Bulldogs, e passou a disputar a NHL com o nome de Hamilton Tigers. O intuito da NHL com a realocação do time para Hamilton era impedir outra liga de se estabelecer na cidade. Mesmo assim, a franquia acabou disputando apenas cinco temporadas no local, de 1920 a 1925. Em 1925, com a greve dos jogadores nos playoffs da NHL, a equipe teve suas operações suspendidas de vez, e seus jogadores foram comprados pelo novo time de expansão que surgia na época, os New York Americans.

    New York Americans (1925-1946)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Americans disputaram a Liga Nacional de Hockey de 1925 a 1942, sendo o terceiro time de expansão da história da NHL. Tendo Nova Iorque como cidade sede, sua casa era o Madison Square Garden. A equipe comprou os contratos dos jogadores dos Tigers, extintos em 1925, e deram início às suas atividades. 

    Em sua primeira temporada na NHL, o time obteve um recorde de 12-22-4, e na seguinte, 17-25-2. A equipe teve algumas dificuldades para se adequar à Liga. Como foram colocados na Divisão do Canadá, precisavam fazer diversas viagens para disputar com os times daquele país. Em todos os seus anos de existência, os Americans nunca chegaram a ganhar uma final de Stanley Cup.

    Após muitos altos e baixos, a equipe, por fim, foi cancelada definitivamente em 1946, restando assim na cidade de Nova Iorque apenas um time de hockey, o New York Rangers.

    Montreal Maroons (1924-1938)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Maroons surgiram em 1924 e no mesmo ano se juntaram à NHL, sendo um dos seis primeiros times a darem origem à Liga. Eles eram um dos dois times da NHL localizados em Montreal, junto com o Montreal Canadiens. Enquanto os Canadiens atraíam os fãs franceses, os Maroons atraíam fãs dos bairros anglófonos da região (principalmente aqueles que torciam para os Wanderers, que foram extintos em 1918). 

    Assim como outros times, a Grande Depressão também foi grande influenciadora na queda dos Maroons. A chegada da crise fez com que a NHL percebesse o quão caro seria manter duas equipes em Montreal. Apesar de ambos os times da cidade terem problemas em atrair fãs para suas arenas, os Canadiens ainda sim conseguiam atrair mais público do que os Maroons.

    Apesar dos problemas financeiros, a década de 1930 foi de grande êxito para o time no gelo, já que a equipe acabou ganhando sua primeira (e única) Stanley Cup em 1935. Mas já em 1937, as coisas começam a desandar novamente, e o time terminou a temporada com um recorde de 12–30–6, sendo este o pior da equipe em todos os seus anos de existência. A falta de recursos acabou atingindo de vez os Maroons e, finalmente, na temporada 1937-38, o time se viu obrigado a encerrar suas operações. 

    Pittsburgh Pirates e Philadelphia Quakers (1925-1936)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Pirates iniciaram suas atividades na NHL em 1925. O nome do time vem em homenagem ao time de baseball com o mesmo nome, com sede também em Pittsburgh. Além disso, eram um dos três times estadunidenses a participar da Liga.

    Seu primeiro jogo disputado em Pittsburgh foi no dia 2 de dezembro de 1925, onde cerca de 8 mil torcedores pagaram 1 dólar para assistir o jogo no Dusquene Garden, arena que o time chamava de casa. Em sua primeira temporada, o time teve 19 vitórias e 16 derrotas, sendo uma das melhores da história do time. 

    Porém, em 1930, em consequência de diversas dívidas adquiridas, o time precisou ser realocado para outra cidade, a Filadélfia. Desta forma, teve seu nome alterado para Philadelphia Quakers. Mas, ainda sim, a queda da economia acabou sendo um fator crucial para diversos times da NHL. Portanto, em 1936, o time cancelou completamente suas atividades e deixou de existir. Pittsburgh e Philadelphia voltaram a ser consagradas com franquias da NHL apenas com a criação dos Penguins e Flyers, alguns anos mais tarde.

    Foto: Reprodução/records.nhl.com

  • O fracasso do New Jersey Devils na temporada 2019-20

    O fracasso do New Jersey Devils na temporada 2019-20

    A influência direta de um técnico no desempenho de um time é de conhecimento geral. Quando esse desempenho é ruim, a primeira coisa que se pensa é em demitir o técnico. Foi pensando nisso que Ray Shero, o GM do New Jersey Devils, decidiu então encerrar o contrato com John Hynes.

    O técnico foi desligado dos Devils na última terça-feira (3), após quatro temporadas. Indo para seu quinto ano com o time de New Jersey, Hynes chegou ao recorde, na temporada regular, de 150 vitórias, 159 derrotas e 45 empates. Se tornou assim, o quinto técnico a comandar um time por mais tempo na história da NHL. 

    Com a demissão de Hynes no meio da temporada, Alain Nasreddine foi nomeado técnico interino. Nasreddine, que até então atuava como técnico assistente, não tem experiência como técnico principal. Por isso, ele contará com a ajuda dos técnicos assistentes Rick Kowalsky e Mike Grier, além de Roland Melanson como goaltending coach. Shero também promoveu Peter Horachek, que atuava como olheiro do time e agora passará para o cargo de técnico assistente.

    https://twitter.com/NJDevils/status/1202623493399023619

    A jornada de Hynes com os Devils

    A história de Hynes com os Devils começou em 02 de junho de 2015, quando ele foi nomeado técnico. Dessa forma, ele se tornou o técnico mais jovem a assumir a equipe na temporada 2015-16. Com ele, o time conseguiu chegar aos playoffs na temporada 2017-18, o que não acontecia desde a temporada 2011-12. Naquela ocasião, foram vice-campeões. No entanto, nos playoffs de 2017-18 eles perderam de 4-1 no primeiro round para o Tampa Bay Lightning. 

    A demissão de Hynes não foi surpresa. O New Jersey Devils tem tido um péssimo início de temporada, ficando atrás na tabela apenas do Detroit Red Wings. Dos 27 jogos desta temporada, o time ganhou apenas nove jogos, perdendo em 13 e empatando em quatro.

    O curioso é que, no início deste ano, apesar do desempenho nas temporadas anteriores, os Devils haviam anunciado uma extensão de contrato para Hynes. Porém, mesmo trazendo bons jogadores para a equipe, como P. K. Subban, o time não conseguiu alcançar o desempenho esperado. Pelo contrário, nos últimos jogos contra New York Rangers e Buffalo Sabres, o time sofreu um total de 11 gols enquanto marcaram apenas um. Dessa forma, o GM decidiu então que a melhor alternativa era pôr um fim ao contrato de Hynes.

    Melhorias no elenco

    Os Devils enfrentam uma fase ruim há anos. Contudo, nas três últimas temporadas, o time aparenta ter entrado em um ciclo vicioso de derrotas. Eles conseguiram reunir um bom elenco, mas por algum motivo não têm demonstrado o desempenho esperado. Para essa temporada, o time trouxe P.K. Subban e Nikita Gusev. Além disso, também conta com boas escolhas nos drafts de 2017 e 2019, quando o time conseguiu a primeira pick, selecionando o suíço Nico Hischier e o americano Jack Hughes. Os dois jovens atletas têm mostrado ser uma aquisição importante para o time, entretanto, não são o suficiente para melhorar o saldo de gols da equipe.

    Hischier tem se destacado na equipe desde sua temporada de rookie, e neste ano não é diferente. Está se mostrando um jogador completo, atuando tanto ofensivamente quanto defensivamente. Além disso, ele é o terceiro maior pontuador nos Devils, somando 16 pontos em 25 jogos. O jogador de apenas 20 anos sem dúvida é uma peça fundamental para a renovação do New Jersey Devils, que, pelas estatísticas, já está passando da hora de acontecer.  

    Outro jovem jogador que vai ser importante para essa renovação dos Devils é Jack Hughes. Apesar de ainda parecer um pouco aquém da promessa do draft, o jogador tem sido uma parte importante no ataque, promovendo mais movimentação no gelo. Hughes já marcou 11 pontos nesta temporada. Entretanto, ainda é cedo para termos certeza do desempenho que vai exercer na NHL. Como todo rookie, ele ainda está se adaptando à diferenças no estilo de jogo da NHL, e este processo varia de jogador para jogador. Mesmo assim, talvez ainda seja possível ver Jack Hughes brilhando em 2019-20. Quando precisou perder jogos devido a uma lesão, ficou evidente a diferença que o jogador faz na forma como a equipe se comporta no gelo.  

    Uma das novas adições também é o veterano P.K. Subban, o defensor. Apesar de considerado um jogador de elite, não tem conseguido mostrar todo o seu potencial no gelo. Entretanto, ele ainda é uma grande promessa para o time. O canadense mantém boa média de pontos desde a temporada 2010-11, primeiro no Montreal Canadiens e posteriormente no Nashville Predators.

    Outra nova adição ao time foi o winger Wayne Simmonds. Apesar de seu baixo desempenho na temporada passada com o Philadelphia Flyers e o Nashville Predators, o canadense tem se mantido entre os dez maiores pontuadores do time, com 11 pontos, junto de Hughes e Pavel Zacha. Quem lidera os Devils em pontuação, no entanto, é a estrela do time, Taylor Hall. O capitão alternativo, que tem mantido os fãs no escuro sobre se fica ou não no Devils, lidera com 22 pontos. Apesar de Hall só ter marcado quatro gols nesta temporada, ele tem liderado em assistências, totalizando 18 nos 27 jogos em que participou. 

    Daqui em diante

    Ao que tudo indica os Devils não devem chegar aos playoffs este ano. Isso porque eles precisam ganhar 35 dos 55 jogos que faltam para terminar a temporada. Com a imprevisibilidade da NHL, nada é impossível. Apesar da inexperiência de Nasreddine, talvez ele seja exatamente o que o time precisa para dar a volta por cima e sair do final da tabela. 

    O primeiro jogo de Alain como técnico foi contra o Vegas Golden Knights, um dos melhores da Liga. Mesmo tendo perdido de 3-4, ainda não era possível ver sua influência no gelo já que tinha sido nomeado poucas horas antes, naquele mesmo dia. Nesta quinta (5), Nasreddine teve o seu primeiro treino como técnico interino com o time fazendo algumas práticas de powerplay. O que resta agora é aguardar as mudanças a serem feitas daqui em diante e os fãs do Devils torcerem para que um milagre aconteça.

    Foto: Reprodução/nhl.com