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  • A Divisão Pacífica até agora: perspectivas nos playoffs

    A Divisão Pacífica até agora: perspectivas nos playoffs

    A Divisão Pacífica levou o All Star Game. Não atoa, é a divisão com maior competitividade entre seus times. Com o evento do final de semana a metade da temporada chegou. Dessa forma, ficamos mais próximos dos playoffs. Apesar de ainda ser cedo para se fazer previsões sobre quais times chegarão à pós temporada, a imprevisibilidade da NHL nos permite analisar algumas possibilidades.

    Dentre as divisões, a Pacífica está se tornando a mais acirrada na temporada 2019-2020. 4 times foram para o recesso em segundo lugar, todos empatados em pontos. Dessa forma, sem dúvidas teremos uma emocionante reta final na disputa pelas vagas nos playoffs.

    Vale lembrar que, no ano passado, as vagas para os playoffs da Divisão Central foram definidas no último jogo da temporada regular. Ainda temos muito hockey para acompanhar e sem dúvida serão jogos interessantes.

    Vancouver Canucks (27-18-4 49 jogos, 58 pontos)

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    J.T Miller, nova aquisição do Vancouver Canucks, tem ajudado o time a conseguir bons resultados.

    O Vancouver Canucks começou a temporada abaixo do esperado. Nos primeiros 20 jogos, eles ganharam 10 e perderam 10. Entretanto, um dos maiores destaques do time foi a nova aquisição J.T Miller, que veio de uma troca com o Tampa Bay Lightning. O jogador na temporada passada alcançou 13 gols. Até agora, no novo time, ele já fez 17 gols e 46 pontos.

    Elias Petterson, vencedor do Calder Trophy em 2019, está em primeiro lugar em gols, temdo marcado 21 vezes, somando um total de 51 pontos. O center, em conjunto com J.T Miller e Jake Virtanen, é a força ofensiva principal do time.

    Outro jogador que tem se destacado no time é o goleiro Jacob Markstrom, que até agora possui um save percentage de 916%. Entretanto, o goleiro vira free agent em junho, portanto o time precisará de tomar uma decisão a respeito do contrato do jogador. Entretanto, este posicionamento deve depender do desempenho do Canucks em um possível playoffs.

    O time, este ano, tem grande potencial para irem aos playoffs após 4 anos afastados. Com jovens atacantes promissores, uma defesa boa que consiste no grande candidato ao Calder Trophy, Quinn Hughes, o time possivelmente vai garantir a sua vaga.

    Mas, para que isso aconteça, é necessário antes de tudo que o próprio time continue a ter uma consistência e que os outros times, rivais de divisão, oscilem.

    Edmonton Oilers (26-16-5 49 jogos, 57 pontos)

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    Connor McDavid e Leon Draisaitl são fortes candidatos ao Hart Trophy. (Foto: NHL.com/Reprodução)

    O Edmonton Oilers parece ser um outro time, mesmo sem grandes mudanças no elenco. Connor McDavid e Leon Draisaitl ainda são a principal força ofensiva do time. Ambos, atualmente, estão com 76 pontos. E os dois jogadores são fortes candidatos ao Hart Trophy.

    Na temporada passada, a essa altura, o time contava com 23 vitórias e 26 derrotas. Atualmente, o recorde do time é outro, com 26 vitórias e apenas 16 derrotas. Um dos principais motivos por estes numeros foi a chegada do técnico David Tippet. O treinador mudou a forma do time se postar do gelo, permitindo uma nova cara para os Oilers.

    Todavia, o ponto fraco do time ainda é a defesa. Esse foi um aspecto que Edmonton já vem trabalhando desde a temporada passada. Entretanto, as falhas na defesa ainda são visíveis durante os jogos.

    Por isso, para conquistar uma vaga nos playoffs, o Oilers precisa que os goleiros Mikko Koskinen e Mike Smith continuem a boa fase. Pois, em uma divisão tão acirrada, a qualquer momento eles podem ser ultrapassados por algum time com uma defesa mais sólida e ficar de fora da pós temporada.

    Calgary Flames (26-19-5 50 jogos, 57 pontos)

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    Geoff Ward virou técnico interino do Calgary Flames. (Foto: Sportsnet.com/Reprodução)

    Impossível falar sobre a temporada do Calgary Flames sem falar sobre a demissão de Bill Peters, devido as ofensas racistas proferidas ao atleta Akim Aliu. Desde então, Geoff Ward entrou no comando como técnico interino do time.

    Contudo, antes mesmo do incidente com Peters, o Flames não estava em uma boa fase. Eles não ganhavam há 6 jogos antes da crise. Entretanto, ao invés da demissão de Peters desencadear uma fase ruim de adaptação ao novo técnico, o time pareceu ter se reencontrado. Conquistou uma sequência de 7 vitórias sob o novo comando e vem se mostrando vivo na disputa pela vaga nos playoffs.

    O time de Alberta conta com o mesmo elenco, composto por Johnny Gaudreau, Sean Monahan, Matthew Tkachuk e Elias Lindholm. O último, inclusive, liderando o time com 20 gols marcados. A má fase parece ter se esvaído, entretanto, será nescessário lutar com perseverança para enfrentar seus rivais e conqusitar uma vaga.

    Arizona Coyotes (26-20-5 51 jogos, 57 pontos)

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    Taylor Hall saiu do New Jersey Devils para o Arizona Coyotes. (Foto: Christian Petersen/Getty Images)

    Uma das maiores surpresas até agora sem dúvida foram o Arizona Coyotes. Mesmo com boatos de que o time sofreria uma realocação, o time pareceu ter se encontrado.

    Taylor Hall foi adquirido pelo Coyotes em Dezembro, e desde então, ele tem 7 gols e 8 assisitências em 17 jogos. Ainda se adaptando, Hall foi a negociação que mostrou a todos que os Yotes estão aí para buscar uma vaga nos playoffs.

    Contudo, algumas lesões assolam o time. Darcy Kuemper é o goleiro titular, estava em grande fase, sendo um dos goleiros na corrida do Vezina Trophy. Kuemper chegou a ser chamado para o All Star Weekend, mas ele está afastado dos rinques por conta de uma lesão.

    Além dele, o defensor Niklas Hjalmarsson, que é o coração da defesa do Yotes, também estava lesionado. Ambos os jogadores são esperados para retornarem aos rinques após o ASW.

    Assim, por conta de tais lesões, os Coyotes tiveram uma sequência de 8-9-2 e o recorde em casa é de 8-10-1, atrás apenas de New Jersey Devils e do Detroit Red Wings.

    Todavia, os Coyotes ainda possuem a quarta melhor média de gols da liga. Além disso, o power play e penalty kill também estão classificadas como uma das melhores e o recorde de Arizona na estrada é 13-6-3.

    Vegas Golden Knights (25-20-7 52 jogos, 57 pontos)

    O novo técnico do Vegas Golden Knights: Pete DeBoer, demitido do San Jose Sharks. (Foto: Sean Kilpatrick/The Canadian Press)

    De todos os times, o Vegas Golden Knights talvez seja o que mais sofreu de altos e baixos na temporada. Certamente, ninguém esperava a demissão súbita do técnico Gerard Gallant, apenas 19 meses depois de liderar a equipe de expansão para uma aparição final na Stanley Cup.

    Os dirigentes de Vegas disseram que a demissão foi exclusivamente por conta dos resultados, portanto, quem entrou em seu lugar fora justamente o ex-técnico do San Jose Sharks, Pete DeBoer. DeBoer e o Sharks foram responsáveis por eliminarem Vegas no first round da temporada de 2018-2019. Ainda é muito cedo para avaliar o desempenho do novo técnico, que ainda não teve chance de mostrar se as falhas do time estavam na comissão técnica ou em detrimento de alguma linha que precisa se ajustar.

    A equipe de Vegas é uma equipe recheada de talentos, sem dúvida. O ataque, composto por Max Pacioretty, Mark Stone, Reilly Smith e Jonathan Marchessault, continua afiado. A defesa também é sólida, considerada por muitos umas das melhores da Liga.

    Mas nem mesmo o talento da equipe pode evitar a inconsistencia em alguns jogos. Há jogos no qual a defesa joga bem, os atacantes também e o trabalho dos goleiros Marc Andre-Fleury ou de Malcom Subban nas redes fica bem mais fácil.

    E há outros jogos no qual a defesa desaparece, deixando os goleiros a mercê dos outros times. Talvez Vegas possa arrumar esse problema na trade deadline, já que existe uma necessidade de fortalecer ainda mais a defesa do time. Caso não haja alguma mudança, entretanto, o time terá que lutar ainda mais para garantir a vaga nos playoffs. Isso porque, este ano, difere das demais temporadas que o Vegas participou, os times da pacífica estão em pé de igualmente para buscar o mesmo resultado.

    San Jose Sharks (21-25-4 50 jogos, 46 pontos)

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    Bob Boughner, novo técnico do San Jose Sharks. (Foto: Ezra Shaw/Getty Images)

    O time que chegou à final da conferência Oeste contra o atual campeão da Stanley Cup St. Louis Blues provavelmente fica de fora dos playoffs esse ano. Primeiramente, por causa de um recorde ruim nesta temporada, Pete DeBoer foi demitido. Em seu lugar, entrou Bob Boughner.

    Porém, isso não ainda não demonstrou resultados. O time atualmente está em sexto lugar na divisão, com quase 10 pontos a menos que o Vegas. Para que esta temporada fosse salva, San Jose Sharks precisaria de muitas mudanças.

    Um dos possíveis motivos para o Sharks estar tendo uma temporada ruim, foi a saída do ex-capitão Joe Pavelski para o Dallas Stars. Além dele ter sido a liderança do time por 4 temporadas, Pavelski também era um dos líderes no ataque: na temporada passada, ele fez 38 gols.

    A defesa do Sharks sempre foi uma das melhores da liga, com nomes como Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson assegurando que nenhum gol entrasse em suas redes. Mesmo assim, é possível ver tais defensores atuando de maneira muito abaixo do esperado. E o time ainda não esta preocupado para começar a sua renovação na defesa.

    Por fim, Martin Jones e Aaron Dell, os goleiros do times, estão em uma fase péssima, principalmente Jones. Muitos dos jogos no qual o Sharks perdeu foi devido a má atuação dele. Na offseason, certamente o Sharks terá que ir atrás de goleiros novos, para que na próxima temporada se apresente com uma defesa mais consistente.

    Anaheim Ducks (19-25-5 48 jogos, 43 pontos)

    Embora o Ducks esteja passando por uma transição de jogadores experientes para prospects talentosos, que tiveram temporadas boas na AHL, havia também uma esperança que essa transição fosse rápida o bastante para que o Anaheim Ducks tivesse um ano de fato bom.

    Mas isso não aconteceu e, como resultado, uma temporada que poderia levar a uma vaga de playoffs sumiu em um piscar dos olhos. As diversas lesões que assolaram o time dificultou mais ainda esse plano inicial.

    Max Comtois, Sam Steel, Troy Terry e Max Jones somam 29 pontos. Todos eles subiram das afiliadas para o time principal, e a princípio, não aparece com um resultado tão bom assim. Mas não podemos esquecer que a transição de um tipo de jogo das afiliadas para o tipo da NHL pode demorar um tempo.

    Mesmo com o goleiro de elite John Gibson em frente as redes, sem um ataque que saiba finalizar fica dificil para o time se mostrar ofensivo.

    Atualmente, o time do Ducks é algo a ser lapidado. O problema é que essa lapidação tem sido muito lenta, e sem as peças certas ao lados dos jogadores novos, os playoffs ficam cada vez mais distantes.

    Los Angeles Kings (18-27-5 50 jogos, 41 pontos)

    Tyler Toffoli muito provavelmente não continuará com a equipe, que está em rebuild (Foto: Reprodução/NHL)

    Los Angeles Kings anunciou um rebuild. O começo desse rebuild foi a trocar do veterano russo Ilya Kovalchuk para o Montreal Canadiens. Muitas trades são esperadas na trade deadline de fevereiro. Com isso, o L.A Kings não tem muito o que esperar do resto da temporada.

    Ao invés disso, o time focará nas movimentações necessárias para que o time volte a ser competitivo. É provável que Kings se livre de alguns contratos antigos, seja por troca ou pela rescisão de seus contratos, ou mesmo em buy out.

    Drew Doughty, Anze Kopitar e Jeff Carter são nomes que permanecerão e poderão ser as vozes experientes para os jogadores mais novos. Mas Tyler Toffoli, cujo contrato termina ano que vem, talvez tenha uma casa nova próxima temporada. O jogador vem de uma temporada mediana, recebendo muitas críticas dos fãs.

    Fato é que o L.A Kings novamente ficará fora dos playoffs. Seja devido as suas prórpias falhas ou pela competitividade contra seus rivais, as chances do Kings chegarem a pós temporada é muito pequena.

    Entretanto, apesar de todas as projeções, não devemos nos esquecer que o St. Louis Blues esteve em último na sua divisao em janeiro do ano passado e veio conqusitar a Stanley Cup em Junho. Ainda temos muito hockey para acontecer antes do cenário dos playoffs ser formado.

    A classificação da Divisão Pacífica pode ser encontrada com mais detalhes no site da NHL.

    Foto:  Joe Camporeale / Reprodução

  • Divisão Pacífica é a campeã do All-Star 2020

    Divisão Pacífica é a campeã do All-Star 2020

    A Divisão Pacifica foi a grande vitoriosa do All Star Game neste sábado (25). O time de McDavid conquistou a vitória após vencer por 5 a 4 a Divisão Metropolitana na final. O evento aconteceu em St. Louis, dessa forma, o Blues se tornou o primeiro campeão da Stanley Cup a sediar o evento desde 1989.

    Na programação tivemos os desafios de habilidades na sexta (24) com direito a estreia histórica para o hockey feminino. Para esta edição a NHL criou um desafio exclusivo para as jogadoras, que além de terem jogado entre si também participaram de maneira não-oficial dos concursos de habilidades junto com os jogadores da Liga. Este foi o terceiro ano seguido com participação feminina no All Star Weekend. Sem dúvida um avanço na luta das jogadoras por mais reconhecimento e melhores condições de trabalho.

    Já no sábado (25), as quatro divisões da NHL se enfrentaram em um torneio melhor de 3. Primeiro as duas divisões do leste se enfrentaram, sendo a Divisão Atlântica a vencedora por 9 a 5. Posteriormente, a Divisão Pacifica e a Divisão Central disputaram a segunda vaga na final, sendo conquistada pela primeira por 10 a 5.

    Ausências anunciadas

    O final de semana do All Star Game significa, para os jogadores que não vão ao evento, uma semana de folga. Em um calendário apertado como o da NHL, alguns jogadores veterenos escolheram ficar de fora do evento. Sendo assim, Alex Ovechkin optou por não participou do evento, no entanto ele não foi o único a ficar de fora. Os goleiros Tuukka Rask do Boston Bruins e Marc-Andre Fleury do Vegas Golden Knights também optaram por não participar.

    Entretanto, alguns jogadores se lesionaram antes do All-Star Weekend e por sua vez não puderam participar. Esses jogadores são: Jake Guentzel dos Penguins, Kyle Palmieri dos Devils, Dougie Hamilton dos Canes, Joonas Korpisalo dos Blue Jackets, Artemi Panarin dos Rangers, Logan Couture dos Sharks e Darcy Kuemper dos Coyotes. O jogador Jakob Silfverberg não pode participar por motivos pessoais.

    Elite Women’s 3-on-3

    A noite de sexta (24) com certeza nunca será esquecida pelas jogadoras da seleção americana e canadense. Isso porque, pela primeira vez na história da NHL, foi criado uma desafio de habilidades especialmente para o hockey feminino. Em uma partida de 10 minutos cada período, as jogadoras puderam mostrar suas habilidades e entrar para a história da Liga. Num combate 3 contra 3, as jogadoras se revezaram e deram um show no gelo. Uma diferença muito bem vinda para os fãs do hockey que após a partida eram somente elogios nas redes sociais. 

    A partida começou com Rebecca Johnston marcando um gol para a equipe canadense com menos de um minuto do puck no gelo. A jogadora contou com assistência da defensora Renata Fast e da atacante Meghan Agosta. No segundo período foi a vez da atacante Melodie Daoust marcar um gol aos 02:25 de partida, desta vez a assistência ficou por conta da também atacante Marie-Philip Poulin. Por sua vez as atacantes da equipe americana, Hilary Knight e Annie Pankowski foram as responsáveis pelo gol de sua equipe com Knight aproveitando um passe de Pankowski aos 04:24 do segundo período. Jogo finalizado e vitória da equipe canadense por 2 a 1.

    Gatorade NHL Shooting Stars

    Ao total foram dez jogadores participando deste desafio, duas jogadoras femininas e oito jogadores masculinos. O desafio foi realizado de uma plataforma no meio da arquibancada há 10 metros do gelo e os jogadores precisavam acertar o puck nos alvos que estavam distribuídos no gelo. Cada alvo valia um ponto específico e ganhava quem marcasse mais pontos. 

    Patrick Kane (Chicago Blackhawks) – 22

    Mitchell Marner (Toronto Maple Leafs) – 22

    Matthew Tkachuk (Calgary Flames) – 20

    Marie-Philip Poulin (Canadá) – 15

    Hilary Knight (EUA) – 14

    Ryan O’Reilly (St. Louis Blues) – 14

    David Perron (St. Louis Blues) – 14

    Tyler Seguin (Dallas Stars) – 14

    David Pastrnak (Boston Bruins) – 10

    Brady Tkachuk (Ottawa Senators) – 6

    Bridgestone NHL Fastest Skater

    Mathew Barzal (New York Islanders) – 13.175

    Connor McDavid (Edmonton Oilers) – 13.215

    Chris Kreider (New York Rangers) – 13.509

    Jack Eichel (Buffalo Sabres) – 13.540

    Nathan MacKinnon (Colorado Avalanche) – 13.895

    Anthony Duclair (Ottawa Senators) – 14.005

    Travis Konecny (Philadelphia Flyers) – 14.113

    Quinn Hughes (Vancouver Canucks) – 14.263

    Bud Light NHL Save Streak

    Jordan Binnington (St. Louis Blues) – 10

    Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning) – 9

    Frederik Andersen (Toronto Maple Leafs) – 7

    Branden Holtby (Washington Capitals) – 5

    Jacob Markstrom (Vancouver Canucks) – 5

    Connor Hellebuyck (Winnipeg Jets) – 4

    Tristan Jarry (Pittsburgh Penguins) – 4

    David Rittich (Calgary Flames) – 4

    Honda NHL Accuracy Shooting

    Jaccob Slavin (Carolina Hurricanes) – 9.505

    Leon Draisaitl (Edmonton Oilers) – 10.257

    Jonathan Huberdeau (Florida Panthers) – 13.704

    Alex Pietrangelo (St. Louis Blues) – 13.763

    Tyler Bertuzzi (Detroit Red Wings) – 13.868

    Mark Scheifele (Winnipeg Jets) – 15.161

    Tomas Hertl (San Jose Sharks) – 17.161

    Nico Hischier (New Jersey Devils) – 19.550

    Enterprise NHL Hardest Shot

    Shea Weber (Montreal Canadiens) – 106.5

    John Carlson (Washington Capitals) – 104.5

    Elias Pettersson (Vancouver Canucks) – 102.4

    Mark Giordano (Calgary Flames) – 102.1

    Victor Hedman (Tampa Bay Lightning) – 102.1

    Seth Jones (Columbus Blue Jackets) – 98.8

    Os jogos

    No sábado (25), aconteceu o tão esperado jogo do All Star Weekend. O torneio foi disputado em três jogos de vinte minutos cada. Em um show de gols, o evento animou a torcida em St. Louis, mas infelizmente os jogadores da casa foram eliminados em seu primeiro jogo.

    Metropolitana 5, Atlântica 9.

    O primeiro jogo da noite foi bastante movimentado com direito a dois hat-tricks. Os jogadores David Pastrnak e Anthony Duclair foram responsáveis por seis dos nove gols da Divisão Atlântica, além de terem ajudado com assistências em outros gols. No entanto, eles não foram os únicos a brilharem. Os jogadores Victor Hedman (um gol e três assistências), Tyler Bertuzzi (quatro assistências) e Jack Eichel (três assistências) também brilharam e ajudaram a sua divisão a ir para a final. Além de um gol de Jonathan Huberdeau e Shea Weber.

    Apesar de seus esforços e ter chegado a empatar em certo momento, a Divisão Metropolitana não conseguiu empatar novamente e sofreu uma derrota com uma diferença de quatro gols. Entretanto isso não quer dizer que seus jogadores não brilharam, os jogadores Nico Hischier e Seth Jones se destacaram com gols e assistências também. Hischier marcou uma assistência e dois dos cinco gols da noite, enquanto Jones marcou um gol e três assistências. Os jogadores John Carlson e T.J. Oshie marcaram um gol cada.

    Pacífica 10, Central 5.

    O segundo jogo da noite foi de muita emoção para os fãs da Divisão Pacífica. Com uma diferença de cinco gols em cima da Divisão Central os jogadores da Pacífica garantiram a sua vaga na final. A partida também contou com hat-tricks, desta vez com os jogadores Leon Draisaitl e Tomas Hertl que marcou quatro gols ao total. A Divisão também contou com dois gols de Matthew Tkachuk e um gol e três assistências de Quinn Hughes. 

    Enquanto a Divisão Central contou com Mark Scheifele abrindo o placar com uma assistência de Roman Josi e Tyler Seguin. Posteriormente foi a vez de Scheifele e Josi marcarem uma assistência para Seguin. O jogador da casa David Perron também marcou um gol. Ele contou com a ajuda de seus companheiro de time Ryan O’Reilly e Alex Pietrangelo. O jogador Patrick Kane quase conquistou um hat-trick ao marcar dois dos cinco gols.

    Atlântica 4, Pacífica 5.

    A final do All-Star Game foi bem acirrada. Com um prêmio de um milhão de dólares apenas um gol separou o campeão do vice-campeão. Com os mesmo jogadores que brilharam nas partidas anteriores, a Divisão Atlântica contou com gols de Hedman, Huberdeau, Bertuzzi e Pastrnak. Já na Divisão Pacífica os jogadores do Edmonton Oilers e Calgary Flames deixaram novamente a rivalidade de lado e se ajudaram para conquistar a vitória de sua equipe.

    O jogador Max Pacioretty foi o primeiro da Divisão Pacífica a abrir o placar. No início do segundo período foi a vez de Elias Pettersson marcar um gol com uma assistência de seu companheiro no Vancouver Canucks, Quinn Hughes e Tkachuk dos Flames. Posteriormente o trio repetiu o feito ao marcar o quarto gol da noite. Os jogadores Hertl e Draisaitl que tinham marcado um hat-trick cada na partida anterior também fizeram um gol cada, assim conquistando a vitória para a Divisão Pacífica. Porém quem conquistou o prêmio de MVP da noite foi o capitão da Divisão Atlântica, o jogador David Pastrnak. 

    Momentos marcantes

    O evento que contou com a Divisão Pacífica como grande campeã ficará para sempre na memória dos jogadores. Isso porque eles tiveram como capitão honorário o grande goleador de todos os tempos na NHL, o ex-jogador Wayne Gretzky. No entanto, o evento tem muitos motivos para permanecer na memória daqueles que estiveram presentes. A pequena Laila Anderson, também conhecida como “amuleto da sorte dos Blues” foi a responsável por anunciar os jogadores da casa assim levando o público ao delírio. 

    Outro jovem que também roubou a cena foi o filho de 7 anos do defensor Kris Letang do Pittsburgh Penguins. Os dois estavam numa viagem pai e filho onde juntos participaram de entrevistas e viralizaram nas redes sociais. O pequeno Alex Letang mostrou que tem o charme do pai e já avisou que está em duvida de qual número irá usar quando for jogar pelo time de Pittsburgh daqui uns anos: o 87 de Sidney Crosby ou o 58 do pai.

    O próximo All-Star Weekend 2021 já tem local confirmado. A NHL anunciou que o Florida Panthers será o próximo anfitrião do evento.

    Foto: Reprodução/@LAKings

  • NHL anuncia jogadores do time da década

    NHL anuncia jogadores do time da década

    A NHL anunciou na noite de sexta feira (24) o time da década da Liga. Os jogadores foram elegidos por um painel de General Managers da NHL, escritores do site da Liga, equipe de operações de hockey, e por jornalistas/comentaristas da NBC, Sports Net e TVA Sports. Por fim, o critério para a escolha, tanto para o primeiro quanto para o segundo time, foi baseado no desempenho que cada um dos atletas teve na última década. De campeonatos vencidos, a MVP e recordes na Liga, os jogadores do primeiro time foram os mais vitoriosos nos últimos 10 anos, somando portanto, juntos, treze Stanley Cups conquistadas. 

    Os times 

    O primeiro time ficou decidido como sendo o seguinte: Sidney Crosby, Patrick Kane, Alex Ovechkin, Duncan Keith, Drew Doughty e Marc-Andre Fleury. Crosby, center do Pittsburgh Penguins, e Fleury, hoje goleiros dos Vegas Golden Knights, ganharam dois campeonatos consecutivos (2016 e 2017) na última década com os Pens. Já Keith e Kane, do Chicago Blackhawks, conquistaram a taça em 2010, 2013 e 2015. 

    Doughty, defensor do L.A. Kings, venceu a Stanley Cup duas vezes com o time de Los Angeles, em 2012 e 2014. E por fim, Ovechkin, forward do Washington Capitals, ajudou o time na conquista de seu primeiro campeonato na NHL, em 2018. 

    Todos os jogadores escolhidos foram peças essenciais em seus times na conquista da Stanley Cup, e  grandes responsáveis por quebra de recordes na Liga. Patrick Kane, que está participando do NHL All-Star 2020, afirmou que “era uma grande honra” fazer parte da equipe.

    Dez anos é muito tempo para se desenvolver como um bom jogador e esta é uma homenagem a mim mesmo e também as equipes em que joguei. Eu joguei em alguns times incríveis. Tenho muita sorte que algumas de nossas eliminatórias resultaram em cinco finais de conferência, três Stanley Cups e alguns ótimos anos. Então, sim, é definitivamente uma grande honra.

    Kane, para o nhl.com

    Seguidamente, a Liga também decidiu o segundo time da década, ficando, por fim, com a seguinte escalação: Evgeni Malkin (Penguins), Steve Stamkos (Tampa Bay), Erik Karlsson (Sharks), Patrice Bergeron e Zdeno Chara (Bruins) e Henrik Lundqvist (Rangers). Eles somam, em conjunto, um número menor de Stanley Cup (4), tendo Malkin ganhado dois campeonatos com os Pens, e Bergeron e Chara adquirido um cada com o Boston. Stamkos, Lundqvist e Karlsson não somam nenhuma taça, mas assim como os demais, também foram peças essenciais frente às lideranças de suas equipes para o sucesso nos últimos anos. 

    Sobre as escolhas:

    Ao escolher o time da década, a NHL levou em consideração não só as conquistas de campeonatos de cada um dos jogadores. Para isso, também foi importante o quanto cada um fez a diferença dentro do gelo nos últimos 10 anos. 

    Crosby conquistou, na última década um total de 1.25 pontos por jogo. Desta maneira, ele é o líder entre jogadores com, no mínimo, 400 jogos disputados. Sendo um dos melhores jogadores defensivos da Liga, o canadense adquiriu, nos últimos 10 anos, 788 pontos em 630 jogos, ficando apenas atrás de Patrick Kane. Além disso, o jogador também conquistou um Hart  e Art Ross Trophy, na temporada 2013/14, e o Conn Smythe Trophy, sendo votado como MVP dos playoffs de 2016 e 2017. Conquistas merecidas por todo seu empenho nos últimos 10 anos, e por ser grande influência na conquista dos dois campeonatos consecutivos do Pittsburgh. 

    Kane não fica atrás. Ele é o líder em pontos na década, e o segundo em playoff points, com 109 em 111 jogos. Por fim, o jogador, que adquiriu 1.000 pontos em sua carreira no início desta semana, conquistou um Conn Smythe Trophy em 2013, e um Hart e Art Ross Trophy na campanha 2015/16. Sem sombra de dúvidas, foi uma das melhores adições dos Hawks nos últimos tempos, Sem dúvida um dos responsáveis pelo sucesso do time na década, que venceu três vezes a Stanley Cup. 

    O companheiro de time de Kane, Duncan Keith, teve o mesmo efeito na equipe. Seu talento e participação dentro do rink foram grandes responsáveis pelos três campeonatos conquistados pelo Chicago. Sua grande campanha pelo time durante a conquista das três Cups foi o suficiente para que ele levasse o Conn Smythe Trophy em 2015. 

    Ovechkin foi o líder em gols da década, e o terceiro em pontos, ficando, desta forma, apenas atrás de Crosby e Kane. Mas foi a maneira que cresceu como jogador nos últimos dez anos que o tornou parte do grupo. Além do jogo ofensivo e todos os gols marcados, ele também aprendeu a defender muito mais, principalmente em 2017, quando os Caps ganharam sua primeira Stanley Cup e fizeram uma temporada espetacular. 

    Doughty ficou em sétimo lugar na década entre defensores com mais pontos, tendo adquirido 439 em 772 jogos, e é o segundo com mais ice time nos últimos dez anos (20.571:15). Nos playoffs de 2012, Doughty tinha 16 pontos, e um tempo médio no gelo de 26:09. Já em 2014, acumulou 18 pontos em 28:45 de ice time nas pós temporada de 2014. As grandes campanhas do jogador foram essenciais para ajudar os Kings a conquistar dois campeonatos num intervalo de apenas dois anos. 

    Fleury não só ajudou na conquista das duas Stanley Cups do Pittsburgh durante a década, como também foi grande responsável pelo sucesso dos Vegas Golden Knights na temporada 2017/18, quando o time, em sua season inaugural, foi para Stanley Cup Final. Ele foi o líder em goleiros com mais vitórias nos últimos 10 anos (322), o segundo em stars (543), e o quinto em shutouts (43), conquistas que, seguidamente,  o tornaram um dos melhores goleiros dos últimos anos na NHL. 

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • A dança das cadeiras dos técnicos na temporada 2019-20

    A dança das cadeiras dos técnicos na temporada 2019-20

    Poderíamos estar falando do Brasileirão, mas é da NHL mesmo. Afinal, apenas três dos técnicos treinam os mesmos times desde a temporada 2015/2016: Jon Cooper (Tampa), Paul Maurice (Winnipeg) e Jeff Blashill (Detroit). Em um esporte tão tradicionalista quanto o hockey isto é um fato tanto quanto estranho. Afinal, a lealdade é muito prezada tanto pelos jogadores quanto pela equipe administrativa dos times. 

    Assim, para te ajudar a entender esse troca-troca decidimos fazer uma lista compreendendo os dispensados, quem os substituiu e para onde foram. Relaxe, coloque Another One Bites the Dust para tocar e torça para nenhum outro técnico ser demitido antes de você terminar de ler essa lista. 

    Mike Babcock, Toronto Maple Leafs

    Juntamente com Joel Quenneville, demitido por Chicago na última temporada, Babcock era talvez o técnico mais condecorado em atividade. Campeão da Stanley Cup em 2008 com o Detroit Red Wings, o canadense ainda levou seu país natal a dois ouros olímpicos consecutivos: Vancouver em 2010 e Sochi em 2014. Quando Toronto desbancou o Buffalo Sabres para contratá-lo, a franquia precisava desesperadamente deixar o espírito perdedor de lado e voltar a ser uma equipe competitiva. 

    Depois de draftar nomes importantes como William Nylander, Mitch Marner e Auston Matthews e contratar o superstar John Tavares na free agency, a janela dos Leafs se abriu. Neste novembro a situação no vestiário se tornou insustentável, e Babcock foi demitido no meio de uma série de derrotas da equipe de Toronto. Seu substituto foi Sheldon Keefe, que já vinha batendo na porta da NHL há algum tempo, especialmente depois de ganhar o título da AHL (American Hockey League) com o Toronto Marlies.

    Com a saída de Babcock mais notícias envolvendo seu comportamento difícil e teimosia escaparam nos veículos canadenses. Dentre elas uma situação onde ele ordenou que Marner, que na época era um calouro na Liga, listasse seus colegas de equipe mais “preguiçosos”. Quando o jovem atleta cumpriu a ordem (depois de muita pressão), Babcock supostamente notificou todos aqueles que ele havia listado como preguiçosos.

     Já tratando-se de estratégias, o canadense foi muito criticado por não “encurtar o banco” durante os jogos de playoffs. Além disso, a equipe amargou uma eliminação no primeiro round pelo terceiro ano consecutivo. Este fato também contribuiu para que Kyle Dubas demitisse seu técnico após uma série de derrotas.

    Bill Peters, Calgary Flames

    À época que ela aconteceu, em 2018, a saída repentina de Peters do Carolina Hurricanes para o Calgary Flames repercutiu por toda a Liga. Isto porque o canadense ainda tinha mais um ano em seu contrato com os Canes. Na época, a equipe da Carolina do Norte estava passando por uma reformulação que envolveu a saída de seu general manager de longa data, Ron Francis.

    No Canadá, Peters decepcionouno primeiro round dos playoffs do ano passado, quando Calgary foi eliminado pelo Colorado Avalanche em 5 jogos. A partir de então, começou a se questionar os métodos do técnico. Entretanto, a real motivação por trás de sua saída vai muito além da insatisfação por um desempenho na pós-temporada.

    No final de novembro o jogador Akim Aliu virou o mundo do hockey de cabeça para baixo quando alegou que o técnico havia proferido injúrias raciais contra ele no vestiário, na época que treinava o Rockford IceHogs da AHL. O fato aconteceu na temporada 2009/2010, por conta da escolha de música que o atleta havia feito. Além deste episódio, outra situação envolvendo Peters veio à tona, desta vez durante sua empreitada nos Canes. O técnico foi acusado de ter chutado jogadores da equipe no banco durante um jogo. 

    Peters pediu demissão dos Flames em uma carta, onde admitiu ter usado uma injúria racial com Aliu. O canadense foi substituído no comando de Calgary por Geoff Ward, que se tornou o técnico interino da equipe de Alberta. 

    Peter DeBoer, San Jose Sharks

    Diferentemente das situações acima, a estadia de DeBoer no comando dos Sharks terminou em uma nota positiva, sem escândalos. Contratado em maio de 2015, o técnico teve números positivos (198-129-34) e uma ida à final da Stanley Cup, que a equipe californiana perdeu para o Pittsburgh Penguins em 2016. Na última temporada, os Sharks foram até a final da conferência Oeste, perdendo para os eventuais campeões St. Louis Blues.

    DeBoer não ficou muito tempo desempregado, pois já foi contratado para substituir Gerard Gallant no comando do Vegas Golden Knights. Após a construção de uma rivalidade desde a chegada da equipe do deserto na Liga será interessante ver o técnico tentar conquistar a torcida da Sin City

    Gerard Gallant, Vegas Golden Knights

    Durante o mês de dezembro de 2016 tivemos uma das cenas mais inusitadas daquela temporada. Afinal, quem não se lembra de quando o Florida Panthers demitiu Gallant e o fez esperar por um táxi ao invés de deixá-lo pegar uma carona para o aeroporto com o ônibus da equipe?

    Após ser contratado como o primeiro técnico da franquia de Vegas, Gallant riu por último. Além de ver sua equipe fazer uma campanha histórica até a final da Stanley Cup, o técnico venceu o troféu Jack Adams de técnico do ano no NHL Awards de 2018. Mas como todo conto de fadas, este também teve um fim. Após o fim da lua de mel e uma aparente estagnação da equipe, Gallant foi demitido no início de 2020 e substituído por Pete DeBoer no comando dos Golden Knights.

    Jack Montgomery, Dallas Stars

    O americano foi contratado por Dallas após a aposentadoria de Ken Hitchcock em 2018, depois de cinco temporadas na Universidade de Denver. Com seu comando, a equipe chegou à semifinal da conferência Oeste nos últimos playoffs, tendo sido eliminada pelos futuros campeões St. Louis Blues. 

    Cercada de mistério, a saída repentina de Montgomery do banco da equipe texana causou furor quando foi anunciada. Nem mesmo os jogadores dos Stars entenderam a situação. Enfim, quando o GM Jim Nill comunicou a demissão de Montgomery por “conduta antiprofissional”, muito se especulou se poderia se referir a situações similares às de Peters e Babcock. 

    Entretanto, o ex-técnico dos Stars deu entrada em uma clínica de reabilitação no mês seguinte à sua demissão, chamando a situação de o pontapé inicial que ele precisava para buscar tratamento. Montgomery foi substituído no comando do Dallas por seu assistente Rick Bowness, que tem extensa experiência como técnico na Liga, tendo atuado em cinco equipes entre 1988 e 2003.

    Peter Laviolette, Nashville Predators

    Quatro dias após o GM David Poile dar uma entrevista onde afirmou que mudanças na comissão técnica não estavam nos seus planos, o técnico foi demitido. Laviolette deixou a posição com um histórico de 248-143-60, incluindo uma aparição na final da Stanley Cup em 2017, quando os Preds perderam para Pittsburgh.

    Conhecido por seu temperamento explosivo, já haviam rumores de que o técnico havia perdido o vestiário da equipe do Tennessee, que estava em penúltimo lugar na sua divisão. Laviolette foi substituído por John Hynes, que havia sido demitido do New Jersey Devils.

    John Hynes, New Jersey Devils

    Após uma off-season movimentada, haviam muitas expectativas acerca da temporada que os Devils teriam. Afinal, a equipe draftou Jack Hughes, adquiriu PK Subban e iniciou a temporada com o MVP de 2018, Taylor Hall. Entretanto, os resultados foram decepcionando a torcida, que passou a se questionar se não seria mais viável para a equipe vender na deadline e contar com uma boa escolha em um draft que promete ter muita profundidade de talentos.

    Com o histórico de 9-13-4 e 22 pontos, a equipe fazia a segunda pior campanha da Liga. Consequentemente, ao trocarem Taylor Hall para o Arizona Coyotes, os Devils se comprometeram com o tank. Desta forma, a situação com o técnico se tornou insustentável, assim como com seu GM Ray Shero. Ambos foram mandados embora. Hynes foi substituído por seu assistente Alain Nesreddine temporariamente, mas já encontrou um novo desafio: treinar o Nashville Predators.

    (Foto: New York Times.com/Reprodução)

  • Colored Hockey League: a liga composta somente por negros

    Colored Hockey League: a liga composta somente por negros

    A Colored Hockey League (CHL) foi uma liga amadora criada, em 1900, por descendentes de escravos em Halifax, Nova Scotia, no Canadá. Anterior até mesmo à National Hockey Assiciation (NHA), predecessora da NHL fundada em 1917. Entretanto, com menos adesão, a CHL foi extinta em 1925.

    Em meados de 1880, os negros criaram, nas Ilhas Marítimas (CA), uma liga semiprofissional de Baseball, uma vez que não era permitido que eles competissem ao lado dos brancos. Sendo assim, o baseball era o esporte do verão. Logo, o hockey se tornaria o esporte do inverno.  

    Habilidade atléticas que já eram valorizadas naquela época no baseball, e que se tornariam ainda mais importantes 40 anos depois, também estavam presentes nessa liga de hóquei. O racismo e o preconceito relegaram esses atletas negros, pioneiros do hockey no Canadá, a um esquecimento, mas eles deixaram uma herança: um jogo rápido e forte, em que movimentos acrobáticos tornam tudo muito excitante e divertido.

    Origens

    Nova Scotia, com seus incontáveis lagos ideais para a patinação, é para muitos o berço do Hockey no Gelo. Um dos primeiros registros de uma partida de hockey é datado de 1802 em uma área conhecida como Long Pond, onde um grupo de nativos canadenses, denominados Mi’kmaqs, jogava com canadenses-europeus.

    Entretanto, eles não eram os únicos a praticar o esporte. Só é possível datar a entrada dos canadense negros no hockey no começo de 1870. Existem, no entanto, evidências de que os negros já praticavam o esporte 100 anos mais cedo. Uma dessas provas é a de que aquela parte de Nova Scotia não era habitada por brancos, mas sim por negros.

    O primeiro registro de um jogo de times compostos somente de negros remonta a 1895. Em 1900, a Colored Hockey League of the Maritimes (Liga das pessoas de cor de Hockey dos Marítimos, em tradução livre) foi criada em Halifax, na Nova Scotia, com apoio da igreja batista local.

    A intenção era a de que o hockey se transformasse num catalisador de demandas ligadas à religião, à mobilidade social, à politica e à emergência de um Nacionalismo Negro. O caminho para a igualdade dos canadenses negros seria através do jogo. Dessa forma, o propósito era de elevar os negros a um nível que os tornariam iguais aos irmãos brancos, incentivando um importante senso de liderança, organização, propósito, determinação, trabalho em equipe e dever nos corações e mentes dos jovens negros.

    A Colored Hockey League, era James Williams

    Henry Williams, um jovem de 24 anos, foi fundamental para a criação de ligas negras de Halifax. Formado em direito, e nascido em Trinidad e Tobago, Williams ajudou a promover duas equipes de hockey: o Halifax Eurekas e o Halifax Stanley. Além disso, outra equipe composta só por negros existiu nessa época, o Dartmouth Jubilees.

    A CHL surtiu 25 anos antes das Negro Baseball Leagues (Ligas Negras de Beisebol, tradução livre) e 22 anos antes do nascimento da NHL. Os negros canadenses foram pioneiros na construção dessa história, liderados por homens habilidosos com grande espirito de liderança.

    Infelizmente, todo o pioneirismo da Colored Hockey League foi ignorado ou até mesmo apropriado pelos atletas brancos. Exemplo são equipes exclusivas de brancos que utilizaram inovações e as regras desenvolvidas pela Colored Hockey League e não lhe creditando da maneira correta. Sendo assim, muitos registros dessa contribuição negra para o esporte se perdeu ao longo dos anos.

    Era James Kinney/James Johnston

    Após Williams ter ido para Londres, quem começou a tomar conta da organização da Liga foi James Kinney, um jovem membro da igreja batista. Ele acreditava que os negros naquela época alcançariam status social através de autodisciplina, profissionalismo e trabalho em equipe. Junto com James Robinson Johnston, advogado negro nativo de Nova Scotia com conexões fortes com firmas de direito, a liga começava a ficar forte.

    Ambos cuidavam da imprensa e do funcionamento da equipe, e através da igreja, eles buscavam os jogadores para os times. O Halifax Eureka virou, naquele momento, o carro-chefe da Colored League. Com esse avanço e prestígio, os jogadores negros poderiam competir em conjunto com a Senior League.

    A Senior League, composta pelos times Dartmouth Chebutors, Halifas Crescents e o Halifax Wanderers, era só de jogadores brancos. Por este motivo, os jogadores negros poderiam jogar, conquanto que eles fossem os últimos a utilizar o rinque de gelo artificial.

    Os jogos

    Cartaz anunciando o jogo entre Halifax Eurekas e Africville Sea-Sides

    Os jogadores arcavam com todos os custos dos equipamentos de hockey. Sendo assim, poucos usavam equipamentos de proteção, como capacetes, máscaras e luvas. Não existia substituição de jogadores, ou seja, se algum jogador se machucasse, deveriam esperar até que ele voltasse; se ele não retornasse, o outro time deveria também tirar um jogador do rinque. Foi apenas em 1902 que as substituições começaram a acontecer. O tipo de stick mais comum era dos Mi’kmaqs, feito pelos nativos da região. Como os jogadores não usavam uniformes, era difícil a distinção de jogadores e de equipes.

    Henry Franklyn “Little Braces”, goleiro da equipe negra do Dartmouth Jubilees, tinha um estilo de jogar revolucionário. Ele foi o primeiro goleiro a se abaixar no gelo para defender o seu gol. Atitude esta que era oposta às regras, uma vez que estas determinavam que os goleiros deveriam ficar em pé. E, embora 20 anos depois, a novidade Franklyn tenha sido aceita pelo hockey, o feito foi creditado para os irmãos Lynn e Frank Patrick, atletas brancos que competiam na liga do Pacifico Oeste.

    Por fim, o primeiro jogo entre uma equipe composta somente por negras e uma outra por somente brancos foi realizada em 1900. O West End Rangers jogou contra o Abegweits, da Senior League. O Rangers perdeu por um placar de 5-4.

    O término da Hockey Colored League

    Com a liga crescendo, as coisas pareciam andar na direção certa. James Kinney rapidamente era uma das principais vozes do Orgulho Negro na sociedade de Nova Scotia.

    Entretanto, um conflito entre a prefeitura de Halifax e a comunidade de Africville, predominantemente negra, teve efeitos desastrosos para a Liga. A prefeitura acordou com poderosos donos de ferrovias a expropriação de terras de Africville. Descontentes, os residentes do local propuseram um acordo de compensação. Por fim, Johnston escolheu defender Africville.

    Essa disposição de Johnston causou um efeito cascata, e a retaliação da prefeitura atingiu a Liga. As equipes passaram a ser vistas como inimigas e tudo era feito no sentido de prejudicá-las. Exemplo disso era o tempo no gelo. As equipes começaram a ser privadas de praticar e quando liberavam o rinque, o gelo estava tão gasto que era impossível jogar. Não havia mais convites formais entre os times, sem nenhum tipo de imprensa para anunciar. Assim, a Liga morria lentamente, justamente como os brancos queriam.

    Após o término

    Africville Sea-Sides, time da Coloured Hockey League, em 1922, último ano de existência.
    Africville Sea-Sides, 1922, último ano de existência.

    Todavia, apesar de terem acabado com a Colored Hockey League, jogadores de hockey negros voltariam a jogar hockey, dessa vez sem o envolvimento de Kinney.

    Em 1920, alguns times voltaram e se enfrentaram, agora com as regras de hockey mudadas. O jogo era com 6 homens de cada lado, durante 3 períodos de 20 minutos.

    O Halifax All-Stars jogou contra o Africville Sea-Sides, time composto por muitos veteranos: o mais novo jogador tinha 24 e o mais velho 43 anos. Apesar de começarem vencendo por 3-0, perderam o jogo por 7-4. Duas semanas depois, o Sea-Sides dominaram, e ganharam por 8-2.

    A performance do Sea-Sides demonstrou a qualidades dos jogadores originais da Liga. Mais de 20 anos tinham passado e, mesmo assim, eles conseguiram ganhar de um time bem mais novo.

    Há registros de jogos também em 1929. Em Boston, alguns ex-jogadores das Marítima formaram uma equipe denominada “The Colored Panthers“, que chegou a disputar algumas partidas. A intolerância, o racismo, a crise econômica, entre outros fatores, levaram à descontinuidade definitiva da Liga.

    A existência esquecida

    A história da Colored Hockey League está intrinsecamente ligada à história do racismo no Canadá. Por muito tempo, acreditava-se que o racismo no Canadá era de forma branda ou que basicamente não existia. Entretanto, a história da Liga, que teve que combater diversos problemas para existir, mostra o contrário. O fato da Liga ter sido destruída justamente por problemas raciais demonstra isso.

    Apesar de o Canadá ser um um país multicultural, construído por franceses, ingleses, nativos americanos e negros, a falta de consideração e de reconhecimentos dos primeiros jogadores negros pioneiros de hockey pela NHL e na história do hockey é uma contradição e desvalorização de tais povos.

    “Hoje, não há monumentos para a Colored Hockey League of the Maritimes e alguns poucos livros de hockey reconhecem a Liga. (…) Não há menção no Hockey Hall of Fame do impacto dos negros no desenvolvimento do hockey moderno. Não há referencias das origens negras do Slap Shot ou o estilo inovador do goleiro Franklyn. (…) É como se se a liga nunca tivesse existido. O hockey, hoje, é um esporte mais branco que o inverno Canadense. (…) Entretanto, mesmo assim, sempre existirá um período que chamaremos de Black Ice.” (George e Darril Fosty, no livro Black Ice: The Lost History of the Colored Hockey League of the Maritimes)

    Foto: Black Ice: The Lost History of the Colored Hockey League of the Maritimes, 1895-1925

  • NHL anuncia participação de mulheres no All-Star Weekend 2020

    NHL anuncia participação de mulheres no All-Star Weekend 2020

    As novidades do 2020 NHL All-Star Weekend não param. A NHL anunciou a criação do Elite Women’s 3-on-3 apresentado pela Adidas, no qual jogadoras de elite da América do Norte jogam um torneio de 20 minutos com a configuração de 3-contra-3. Para isso, foram selecionadas 20 jogadoras ao todo, sendo nove de linha e uma goleira para cada equipe. Também foram chamadas mulheres para atuarem como técnicas, juízas e árbitras. Assim como a equipe masculina, elas foram selecionadas pelo comitê da NHL que inclui Cassie Campbell-Pascall, Cammi Granato, Angela Ruggiero e a recém-nomeada ao Hockey Hall of Fame Hayley Wickenheiser

    Para compor a equipe canadense foram chamadas as atacantes Meghan Agosta, Mélodie Daoust, Rebecca Johnston, Sarah Nurse, Marie-Philip Poulin, Natalie Spooner e Blayre Turnbull. Enquanto as defensoras são Renata Fast e Laura Fortino, e Ann-Renée Desbiens na posição de goleira. A equipe americana terá Alex Carpenter, Kendall Coyne Schofield, Brianna Decker, Amanda Kessel, Hilary Knight, Jocelyne Lamoureux-Davidson e Annie Pankowski no ataque. Enquanto Kacey Bellamy e Lee Stecklein jogam pela defesa e Alex Cavallini no gol. 

    Jogadoras selecionadas para participar do NHL All-Star 2020 (Foto: Reprodução/NHL.com)

    Para técnicas foram escolhidas as Hockey Hall of Famers Cammi Granato e Jayna Hefford. Quem irá oficiar serão as juízas Kendall Hanley e Kirsten Welsh e as árbitras Kelly Cooke e Katie Guay. Também foi anunciado a doação de 100 mil dólares pela National Hockey League Foundation para organizações de hockey feminino. O formato do torneio ficou um pouco diferente do que as jogadoras estão acostumadas, no entanto elas acreditam que desta forma será mais fácil do público ver as habilidades individuais de cada uma, já que juntas, as 20 jogadoras possuem 39 medalhas olímpicas e 109 mundiais.

    Edições anteriores

    Apesar das mulheres serem convidadas desde 2012, essa é a primeira vez em que elas têm um evento exclusivo. Nos anos anteriores o hockey feminino tinha pequenas participações e de pouco destaque. Em 2018 as coisas começaram a mudar um pouco. As jogadoras Meghan Duggan, Hilary Knight, Amanda Kessel e Hannah Brandt foram convidadas a participar e mostrar suas habilidades durante o evento. Elas participaram das competições Dunkin’ Donuts NHL Passing Challenge, Gatorade NHL Puck Control Relay e Honda NHL Accuracy Shooting para promover a participação da seleção americana nas olimpíadas daquele ano. 

    No entanto, o maior destaque é para a edição de 2019, quando Renata Fast, Rebecca Johnson, Kendall Coyne Schofield e Brianna Decker foram convidadas a participar. A presença das duas últimas deu o que falar na internet, isso porque Brianna competiu na modalidade Enterprise NHL Premier Passer e conquistou a melhor classificação, mas não ganhou o prêmio. Como a participação dela era não-oficial, Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, que teve a segunda melhor classificação, foi nomeado vencedor. Isso gerou revolta, pois o público achou injusto já que o vencedor ganhava um prêmio monetário e Decker (que ganha consideravelmente menos) merecia o prêmio. No twitter, os fãs criaram a hashtag #PayDecker com o intuito da jogadora ser reconhecida e levar o seu prêmio. Por fim, a empresa CCM Hockey optou por dar os $25.000 para a jogadora. 

    Do outro lado, Coyne Schofield deu o que falar por um motivo diferente. Ela foi chamada para participar de uma das competições no lugar de Nathan MacKinnon, do Colorado Avalanche, que na época estava lesionado. A forward participou da competição Bridgestone NHL Fastest Skater e conquistou o tempo de 14.346 segundos, assim ficando em sétimo lugar, na frente de Clayton Keller do Arizona Coyotes. Apesar de não ter ganhado, a jogadora levou o público ao delírio e se tornou viral nas redes sociais. Foi através da participação de Kendall que a NHL teve a ideia de criar o evento para este ano. A participação dela também foi inspiração para a criação de um documentário feito pelo Chicago Blackhawks, que se chama “As Fast As Her“. O doc tem estreia marcada para o dia 22 de janeiro e fala sobre a carreira de Kendall.  

    Hockey Feminino 

    A participação das mulheres nos jogos all-star é de extrema importância para o hockey feminino, que tem sofrido inúmeras baixas no último ano. Em março de 2019 a CWHL anunciou o fim da Liga, dando início a diversos movimentos em prol do hockey feminino. O primeiro deles foi a criação da associação feminina PWHPA que visa melhores condições de trabalho para as jogadoras. Posteriormente a associação anunciou o Dream Gap Tour, turnê que passou pelos EUA e Canadá promovendo o hockey feminino. Porém, como se não bastasse o fim de uma Liga, os times Buffalo Beauts e Metropolitan Riveters que eram associados ao Buffalo Sabres e o New Jersey Devils da NHL tiveram suas associações dissolvidas. 

    No entanto em meio a tanto caos algumas notícias boas surgiram. Em julho o New York Rangers anunciou a criação do Junior Rangers Girls Hockey com a medalhista Amanda Kessel como embaixadora. Enquanto isso, o IIHF promoveu o World Girl’s Ice Hockey Weekend em 40 países no mês de outubro. Mas nem todos esses eventos são suficientes para trazer a visibilidade necessária para o hockey feminino. A modalidade sofre com falta de verba, tem pouca visibilidade e jogadoras subestimadas. Prova disso foi o all-star 2019, onde a medalhista Coyne Schofield surpreendeu ao mostrar suas habilidades como patinadora. Apesar de serem excelentes elas nem sempre possuem as mesmas oportunidades que os jogadores da NHL.

    A NWHL por exemplo possui apenas cinco times ativos contra os 31 times da liga masculina. Desses cinco times, apenas o Boston Pride e o Minnesota Whitecaps são associados a seus times correspondentes na NHL. As meninas que querem ingressar no mundo do hockey precisam jogar em times mistos e infelizmente não são todos que aceitam. Assim como os garotos, as meninas querem ver suas ídolas na tv e infelizmente para elas os jogos femininos não são televisionados como os masculinos. Muitas vezes, como suas habilidades não são exploradas e nem reconhecidas, mulheres desistem do esporte, já que as chances de virarem profissionais são poucas em contrapartida dos obstáculos que são inúmeros. 

    Com a oportunidade que a NHL está dando para as mulheres, não somente elas poderão mostrar suas habilidades em rede nacional como também para os fãs do mundo todo. A participação de Kendall em 2019 ganhou destaque em jornais de vários países, sendo essa uma das poucas vezes em que as jogadoras conseguiram tamanha visibilidade. Apesar da NHL ser focada na América do Norte, existem pessoas de todo o mundo que acompanham o esporte. O All-Star Weekend de 2020 vai ser a oportunidade que esse público terá para conhecer as jogadoras e assim abrir portas para elas no cenário mundial. A participação delas pode até não ser muito, já que para isso é preciso muito mais do que um evento no ano, mas esse é o primeiro passo para uma nova era no hockey feminino e a chance dele crescer. Afinal, “hockey is for everyone”

    Foto: Reprodução/globoesporte.com (Ezra Shaw / Staff)

  • Ilya Samsonov estabelece recorde no Washington Capitals

    Ilya Samsonov estabelece recorde no Washington Capitals

    A campanha do Washington Capitals na temporada de 2019-2020 tem sido, até agora, ótima. Com um recorde de 31-11-5 e 57 pontos acumulados, a equipe é considerada uma forte candidata à Stanley Cup.

    O elenco do Capitals sofreu algumas mudanças para esta temporada. Mas ainda conta com fortes nomes como Alexander Ovechkin, Evgeny Kuznetsov, TJ Oshie e Jakub Vrana, os principais atacantes e pontuadores da equipe.

    Entretanto, não só de grandes atacantes uma equipe de hockey é feita. O canadense Braden Holtby, grande nome na conquista da Stanley Cup de 2018, é o goleiro titular do Capitals. Atualmente, ele conquistou 18 vitórias e 9 derrotas em 32 jogos na temporada. Porém, o contrato de Holtby termina esse ano. Por este motivo, muito se especula se o goleiro irá renovar com a equipe.

    Mas talvez o Washington Capitals não precise se preocupar em buscar um novo um goleiro tão cedo assim. Isso porque o russo de 22 anos, Ilya Samsonov, que está em sua primeira temporada na NHL, tem tido ótimos resultados. Se não fosse ele, a pontuação do Capitals poderia não estar tão alta, uma vez que que essa posição precisa de equilíbrio, justamente para evitar lesões.

    O recorde de Samsonov

    Primeiramente, Samsonov foi draftado no 1° round no draft de 2015, no 22° lugar. Ele fez história na NHL quando se tornou o primeiro goleiro da NHL a ganhar os 8 primeiros jogos da carreira fora de casa.

    Após o time perder para o New Jersey Devils no domingo (12), Samsonov foi quem começou o jogo nas redes nesta segunda-feira contra Carolina Hurricanes. Ao defender todos os 23 shots do Canes, Ilya conquistou o primeiro shutout de sua carreira e coletou sua 13° vitória em 15 jogos, se tornando o dono do novo recorde da franquia do Capitals na temporada de novato.

    Calder Trophy?

    Apesar de existirem outros novatos mais cotados para ganhar o Calder Trophy, como o defensor do Colorado Avalanche, Cale Makar, o nome de Samsonov não pode ser esquecido. O jovem goleiro tem tido uma campanha ótima em sua primeira temporada, e tem possibilidade de se tornar um dos finalistas do troféu, assim como Jordan Binnington fez ano passado. Entretanto, para isso, precisamos aguardar o desempenho do Capitals nos playoffs.

    Por fim, vale ressaltar que na história da NHL, apenas 16 goleiros levaram o Calder Trophy. No ano passado, além de Binnington, o goleiro do Philadelphia Flyers, Carter Hart, foi um nome cogitado a ganhar o Calder. Se Samsonov continuar a conquistar recordes jamais vistos na Liga, ele tem grandes chances de ser indicado.

    Foto: Elizabeth Kong

  • Auston Matthews: da seleção americana ao estrelato

    Auston Matthews: da seleção americana ao estrelato

    Na última quarta-feira (08) o jogador Auston Matthews teve motivos para comemorar. Apesar de seu time, o Toronto Maple Leafs, ter perdido a partida contra o Winnipeg Jets, o capitão alternativo entrou para a história da NHL. Isso porque Matthews se tornou o sexto jogador dos Leafs a marcar 30 gols em quatro ou mais temporadas consecutivas. Além disso, o jogador é o primeiro da franquia a conseguir o feito nas suas primeiras quatro temporadas na Liga e o 15º na história da NHL.

    O jovem de 22 anos tem sido uma excelente aposta para o Leafs. Além de ter tido uma carreira promissora com os juniores, o jogador tem quebrado recordes por onde passa. Marcas estas não somente em seu próprio time como também na NHL. Auston tem mostrado um belo desempenho no gelo e as suas estatísticas não mentem, afinal, ele também se mostra capaz de quebrar os próprios recordes. O jogador tem conseguido marcar ao menos 30 gols em cada uma de suas temporadas, incluindo aquelas que por algum motivo precisou perder jogos. Não somente isso, ele tem conseguido realizar o feito cada vez mais rápido desde a sua estreia. Dessa forma, tem se superado a cada temporada.

    Número de jogos que o jogador atingiu a marca do 30º gol (Foto: Reprodução/@nhlonnbcsports)

    O começo

    Apesar de ter sido selecionado no draft de 2012 na Liga WHL, Auston preferiu iniciar a sua carreira no hockey pelo U.S. National Development Team da Liga USHL na temporada 2013-14. Naquela mesma temporada, ele jogou no campeonato sub-17 pela seleção americana. Assim, chamou a atenção dos olheiros da NHL, já de olho em suas estatísticas da época. Em sua segunda temporada no programa, o jogador bateu recorde ao terminar em primeiro lugar em pontos, com 116 pontos (55 gols e 61 assistências). Superando Patrick Kane e Jack Eichel, donos dos recordes anteriores. 

    Dessa forma, o jogador começou a colecionar prêmios, além das medalhas de ouro com a seleção nos anos de 2014 e 2015. Auston Matthews também ganhou como MVP, scoring leader e o troféu Bob Johnson por sua excelência em competições internacionais. Após seu tempo com o programa de desenvolvimento dos EUA, Matthews não pode se candidatar ao draft, uma vez que sua data de nascimento passava da data limite para o draft daquele ano. Com isso, enquanto aguardava o draft do ano seguinte, o center recebeu uma proposta para jogar na Suíça pelo time ZSC Lions da Liga NLA. Com o time suíço, o Auston conquistou prêmios como Rising Star Award e NLA Media Most Improved Player.

    Matthews durante a sua temporada com o time ZSC Lions da Liga NLA. (Foto: Reprodução/NHL.com)

    Primeira escolha no draft

    No ano seguinte, em 2016, Matthews pode enfim se candidatar ao draft. Dessa forma, as especulações se o jogador seria o primeiro a ser escolhido começaram meses antes, uma vez que Auston já vinha sendo observado pela NHL. No dia 24 de junho, as especulações chegaram ao fim quando o nome de Matthews foi chamado pelo Toronto Maple Leafs, em primeiro lugar, se tornando o primeiro americano desde Patrick Kane em 2007 a ser a melhor escolha. Posteriormente o jogador assinou um contrato com o time, dando início a sua carreira na NHL naquele mesmo ano. 

    Fazendo jus às expectativas, em sua estréia no dia 12 de outubro de 2016, o jogador entrou para a história ao marcar quatro gols. Esse recorde só foi quebrado duas vezes antes na história da Liga pelos jogadores Joe Malone e Harry Hyland, onde cada um fez cinco gols no dia 19 de dezembro de 1917, o primeiro jogo na história da NHL. Após a sua estréia a jersey com seu nome foi colocada a venda e rapidamente se tornou a mais vendida na NHL. Posteriormente, em dezembro, o jogador ganhou como NHL’s Rookie of the Month após fazer 12 pontos e oito gols em apenas 12 jogos. 

    Carreira de recordes

    Embora Matthews seja o dono do recorde nos Leafs por ser o primeiro a conquistar 30 gols em suas primeiras quatro temporadas, o jogador também quebrou recordes em cada uma dessas temporadas. Em sua temporada de estreia, mais precisamente no dia 28 de março de 2017, Auston marcou o seu 35º gol. Dessa forma, quebrou o recorde de mais gols marcados por um rookie, que anteriormente pertencia a Wendel Clark.

    Posteriormente Auston quebrou o recorde da franquia de mais pontos de uma temporada ao marcar seu 39º gol e 67º ponto, se tornando assim, o rookie de nacionalidade americana a marcar mais gols. Ao marcar seu 40º gol poucos dias depois, Matthews se tornou o segundo rookie com mais gols desde o bloqueio de 2004-05. Além disso, passou a ser ser o quarto adolescente na história da NHL a bater o recorde. Naquele mesmo ano o jogador conquistou o troféu Calder Memorial, assim se tornando o primeiro jogador dos Leafs a receber o troféu em 50 anos. 

    Na temporada seguinte Auston Matthews não obteve o mesmo desempenho. Isso porque ele se lesionou algumas vezes ao longo da temporada, ficando fora por 20 jogos ao todo. Mesmo com uma temporada mais fraca, Matthews ainda assim conseguiu marcar 34 gols e conquistou uma média de mais de um ponto por jogo na temporada regular. O time de Toronto até chegou a ir para os playoffs, porém foi eliminado no primeiro round.

    Diferentemente na temporada 2018-19, Matthews voltou com tudo e já começou brilhando ao marcar cinco gols e três assistências em apenas três jogos. Como resultado, ele foi nomeado a primeira estrela da semana na NHL. Continuando com a quebrar recordes, o jogador marcou mais quatro gols nos dois jogos seguintes, dando um total de 12 pontos em cinco jogos. Assim, se tornou o jogador mais jovem na história da Liga a marcar múltiplos pontos em cinco jogos no início da temporada, recorde que pertencia a Wayne Gretzky em 1983. 

    Ainda em 2018-19, o center se lesionou e precisou ficar de fora por quatro semanas, porém nem isso foi o suficiente para impedir a estrela de Matthews brilhar. Após retornar ao gelo foi eleito pela primeira vez capitão da Divisão Atlântica dos jogos All-Star 2019, entretanto, essa foi a terceira vez que participava do evento. O jogador também renovou seu contrato com o time para mais cinco anos no valor de 11.634 milhões de dólares por ano.

    Mais tarde, naquele mesmo ano, no dia 14 de fevereiro marcou o seu 100º e 101º gol na NHL. Dessa forma, se tornou o terceiro Maple Leafs a atingir o marco mais rápido. Apenas alguns dias depois, o jogador marcou seu 30º gol da temporada. Ao realizar o feito, Matthews passou a ser o primeiro jogador na história do time a marcar 30 gols em cada uma das três primeiras temporadas.

    Durante a temporada 2018-19 com seu time Toronto Maple Leafs (Foto: Reprodução/NHL.com)

    Temporada atual

    Com o início da temporada atual, Auston Matthews foi então nomeado como capitão alternativo dos Leafs. No entanto, essa não foi o único motivo de alegria para o jogador. No dia 03 de outubro, no primeiro jogo da temporada para o time de Toronto, Matthews marcou dois gols. Desta maneira, ele entrou para a história da NHL ao ser o quarto jogador a marcar em cada um dos quatro primeiros jogos de cada temporada. Neste mesmo jogo, ele ficou em terceiro lugar da Liga com 116 gols em 215 jogos desde a sua estreia em 2016. Naquela semana, o jogador foi nomeado em terceiro lugar para a estrela da semana na NHL.

    No último dia 08 de janeiro, Matthews entrou para história novamente ao marcar seu 30° e 31º gol da temporada pela quarta temporada consecutiva ficando atrás apenas de Alex Ovechkin, o capitão do Washington Capitals. Os dois juntos se tornaram os únicos jogadores na ativa que marcaram tal recorde. 

    Apesar do time ter se envolvido em polêmicas na intertemporada e não ter tido um bom início de temporada, Auston tem corrido atrás e mostrado ser um jogador nível MVP. O seu tempo no gelo aumentou e, consequentemente, ele tem conseguido mostrar maior desempenho. O jogador é líder em pontuação do seu time com um total de 54 pontos. Além do primeiro lugar em gols (31), Auston também aparece em segundo lugar como jogador com mais assistências (23).

    Todas estas marcas foram alcançadas em apenas 45 jogos. Entretanto, chegou a este número de pontos em menor tempo, sendo assim, sua menor marca na carreira desde 2016. Ao todo, desde o início da sua carreira na NHL, o jogador já contabiliza 142 gols em 257 jogos, sendo que estamos apenas na metade da temporada atual. Ou seja, Auston Matthews é capaz de superar a si mesmo e bater seu próprio recorde de 2016-17 de 40 gols. Sendo assim, acompanhar o jovem americano no gelo se torna uma tarefa interessante, uma vez que só temos que aguardar para descobrir quais serão os próximos recordes que ele irá quebrar. 

    Foto: Reprodução/Patrick Gorski-USA TODAY Sports

  • A ascensão do Colorado Avalanche na temporada 2019/20

    A ascensão do Colorado Avalanche na temporada 2019/20

    O Colorado Avalanche começou a temporada 2019/20 voando. Quebras de recordes, aproveitamento do time no gelo, uma equipe de grande qualidade. Todos foram feitos necessários para que, desta forma, a equipe de Denver tivesse um dos melhores inícios de temporada de toda a sua história na NHL. Por isso, o NHeLas resolveu contar um pouquinho do desempenho do time na Liga até o momento atual, e como isso tudo pode acabar levando Colorado diretamente aos playoffs. 

    Melhor início de temporada

    O Avalanche não iniciou a década da melhor forma que uma equipe deseja. Se excluirmos os playoffs de 2010, até o ano de 2017, o time classificou-se apenas mais uma vez para a pós temporada, em 2013/14. As 3 temporadas que se seguiram, no entanto, não foram de grande sucesso para a equipe, que chegou ao último lugar no ranking da Liga em 2016/17. 

    Porém, desde a temporada 2017/18, o time só tem avançado, e após alguns anos voltou, por fim, a fazer parte da lista das equipes mais prováveis a irem aos playoffs e disputarem a final da Stanley Cup. E isso se dá, atualmente, pelo início extraordinário que o time teve nesta temporada. A equipe deu start na season 2019/20 com um streak de 5 vitórias consecutivas. Desta forma, se tornou um dos 5 times na Liga a ficarem invictos por 2 ou mais jogos. 

    A série de vitórias seguidas foi quebrada na partida do time contra Pittsburgh, onde a equipe de Denver perdeu no OT. No entanto, o Avalanche acabou vencendo as duas partidas que se seguiram, e o streak terminou de fato apenas quando o time foi derrotado pelo St. Louis, no dia 21 de Outubro. Até o jogo contra os Blues, o time possuía 7 vitórias, e uma derrota em OT. 

    Mesmo com a derrota, o Colorado Avalanche continuou a fazer um grande início de temporada, sendo esta a 3º melhor na história da equipe na Liga. Até o fim do mês de outubro, dos 12 jogos que disputou, o time perdeu 4 destes, adquirindo 18 pontos. Porém, ainda sim não foram o suficiente para abalar seu desempenho, já que seguiram permanecendo no 3º lugar do ranking geral da Liga. 

    Breve decaída e recuperação do time

    Se Outubro foi um mês de grande vitórias para o Avalanche, Novembro acabou por desestruturar um pouco o embalo da equipe. As coisas ficaram ainda mais difíceis com as baixas por lesões que o time sofreu, sendo Mikko Rantanen e Gabriel Landeskog duas delas. As duas derrotas que aconteceram nos últimos 2 jogos de Outubro, somadas às 3 adquiridas nos três primeiros jogos do time no mês, trouxeram desequilíbrio a equipe. Desta forma, no dia 7 de novembro, a equipe passou a ocupar a 12º posição no ranking geral da NHL, com apenas 20 pontos.

    Porém, melhoraram gradualmente para Colorado. No dia 21 de Novembro, o time ocupava a 5ª posição no super sixteen da Liga. Apesar de ter decido para a 11ª posição ao fim de novembro, devido à escalada de alguns times na lista, Dezembro foi um mês produtivo para eles. Assim, Colorado voltou ao top 5 da Liga nos últimos dias do ano, passando a ocupar a 4ª posição no ranking geral com 50 pontos, encerrando 2019 com um recorde de 23-13-4.   

    Jogadores destaque nesta temporada:

    Apesar de ter um dos melhores elencos da Liga atualmente, o Avalanche possui jogadores que vem fazendo cada vez mais diferença a cada temporada. Nathan Mackinnon é um deles. Desde 2013, o center têm sido peça chave na equipe. Sendo um dos jogadores mais rápidos da Liga não demorou muito para que ele se tornasse essencial para o sucesso de Colorado. E nesta temporada não está sendo diferente. Até então, o canadense é o líder disparado do Avalanche em pontos, com 65 registrados. Ele também lidera o ranking do time em gols (26) e assistências. No ranking geral da Liga, ele ocupa, por fim, a terceira posição em maior número de pontos e é o 4º jogador com mais gols. 

    Cale Makar é outro jogador a ser levado em consideração. Com as lesões de jogadores essenciais para a primeira linha da equipe, o Colorado Avalanche precisou fazer algumas mudanças necessárias para que o time seguisse pontuando. Makar foi a escolha certa. Desta maneira, junto com Mackinnon, acabou sendo um jogador de extrema importância para a ascensão de Colorado na Liga. No entanto, apesar de estar ainda em sua primeira temporada regular, o nativo de Calgary deu start em sua carreira quebrando recordes. Assim, se tornou o primeiro rookie de Colorado a marcar 18 gols em 18 jogos. Atualmente, o canadense é o 3º jogador da equipe de Denver a ter mais pontos registrados nessa temporada. Em relação a assistências, ele ocupa, por fim, a 2ª posição no ranking do time, somando 23. 

    Juntando-se aos dois citados anteriormente, Mikko Rantanen também faz parte da lista de jogadores essenciais para o sucesso da equipe. Apesar da lesão, que o levou a ficar afastado do início da temporada, o finlandês foi e tem sido peça importante para a linha ofensiva do time e ascensão de Colorado na tabela. Atualmente, ele é o segundo jogador com mais gols no time (15) e o 3º com mais pontos registrados (31). Por fim, se formos levar em conta o desempenho de Rantanen nos playoffs da temporada passada, não existem dúvidas de que o jogador irá se destacar e levar o time à frente. 

    Nazem Kadri também tem sido importante na equipe desde sua trade em julho de 2019. Com as diversas lesões que o Colorado Avalanche enfrentou no início da temporada, Kadri precisou ser um dos líderes do time no gelo. E continua sendo, pois é o segundo na equipe (empatado com Rantanen), atualmente, com mais saldo de gols (15) e o 5º com mais pontos (27). 

    Chances nos playoffs

    Atualmente, o Colorado Avalanche ocupa o 3º lugar na Conferência Oeste, com 54 pontos e 8º time da Liga com mais pontos. Se os playoffs acontecessem hoje, o time garantiria uma vaga ocupando, por fim,  o terceiro lugar na divisão. Mas até abril, ainda existem muitas partidas a serem disputadas, e outras coisas a serem levadas em consideração.

    No entanto, o Avalanche possui um dos melhores elencos da NHL ultimamente. Destes que possuem talento de sobra para levar a equipe até a pós temporada. Jogadores que vem quebrando recordes, se mostrando cada vez melhores no gelo, e que conversam muito bem entre si. 

    Um ponto positivo é que, apesar das estrelas do time serem essenciais no seu desenvolvimento, Colorado já provou que seus jogadores mais jovens dão conta do recado. E talvez essa seja a peça chave do time, ter uma equipe que se adapta muito bem ao que é necessário, sem contar com apenas um jogador para fazer o trabalho. 

    Com o jogo que vem desempenhando atualmente, e se manter o ritmo, as chances de vermos o time de Denver disputando os playoffs são cada vez maiores. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • A volta dos que não foram: Justin Williams assina com Hurricanes

    A volta dos que não foram: Justin Williams assina com Hurricanes

    Quando o Carolina Hurricanes perdeu a Final de Conferência para o Boston Bruins na temporada passada, o veterano e então capitão de Canes, Justin Williams, não renovou o seu contrato, tornando-se free agent. Na época, o jogador não chamou de aposentadoria, mas, aos 37 anos, o right winger precisou avaliar a sua permanência na NHL.

    Após algumas especulações, Williams assinou um contrato de um ano com o time da Carolina. Dessa forma, o jogador estará presente no restante da temporada e nos playoffs, caso os Canes se classifiquem.

    A chegada de Justin Williams mostra que o time está se preparando para lutar pela sua vaga nos playoffs. Carolina atualmente se encontra na primeira vaga de wild card da Conferência Leste, com 52 pontos.

    Williams chega ao vestiário já familiarizado com os jovens jogadores como Sebastian Aho e Andrei Svechnikov. Sendo assim, a sua experiência tanto no gelo quanto fora dele pode ser o diferencial que o time precisa para buscar mais vitórias.

    Um velho conhecido

    A escolha de Williams em retornar a Raleigh tem história. Ele jogou pelo Carolina Hurricanes quando eles ganharam a Stanley Cup em 2006, atuando ao lado do atual técnico dos Canes, Rod Brind’Amour. Posteriormente, Williams jogou pelo Los Angeles Kings, onde também levantou a taça em 2012. Teve uma breve passagem pelos Capitals em 2015, antes de retornar para os Hurricanes em 2017, sendo nomeado capitão da equipe em 2018.

    Na temporada 2018-19, Justin Williams venceu o Steve Chiasson Award após ser votados pelos seus colegas de time. Este prêmio anual é dado pela franquia àquele jogador que se tornou um exemplo de determinação e motivação, assim enquanto proporcionou inspiração nos seus colegas com sua performance e forma de jogar.

    Na coletiva de imprensa que aconteceu hoje (08), Williams revelou sentir falta das nuances do hockey que apenas os jogadores conhecem, como a camaradagem e amizade, fatores importantes, para o jogador, de se tornar um time. Justin Willians pode estrear novamente pelos Hurricanes na sexta-feira (10) contra o Arizona Coyotes, na PNC Arena.

    Foto Reprodução: canescountry.com

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