A manhã de terça (02) começou com uma boa notícia para o hockey feminino. Isso porque o New York Rangers anunciou uma iniciativa para jovens meninas. Amanda Kessel, americana medalhista de ouro olímpico, será embaixadora oficial do Junior Rangers Girls Hockey. A iniciativa contará com 13 pistas em toda a área dos Três Estados (New Jersey, New York e Connecticut). Além disso, sediará vários programas de hockey, incluindo uma liga recreativa.
O Junior Rangers Girls Hockey foi criado especificamente para levar mais garotas ao gelo. Com isso, pretende-se aumentar a participação feminina no esporte por meio do acesso a oportunidades que não estão disponíveis no momento. O programa ajudará a aliviar a falta de opções específicas para meninas, que tendem a menores taxas de entrada e retenção no nível de 11 a 14 anos. Essa liga de recreação sub-14 será composta por diversas equipes nas 13 pistas. Além disso, oferecerá uma oportunidade de baixo custo para meninas de 14 anos ou menos jogarem.
As pistas que participam na liga recreativa incluem o Skyland’s Ice World (Stockholm, NJ), Protec Ponds (Somerset, NJ), ProSkate Ice Arena (South Brunswick, NJ), Union Sports Arena (Union, NJ), Danbury Ice Arena (Danbury, CT), Sports Center of CT (Shelton, CT), Brewster Ice Arena (Brewster, NY), Ice Time Sports Complex (Newburgh, NY), Mid-Hudson Civic Center (Poughkeepsie, NY), Long Island Sports Hub (Syosset, NY), Long Beach Arena (Long Beach, NY), Dix Hills Ice Rink (Dix Hills, NY) e Floyd Hall Arena (Little Falls, NJ).
Enquanto o Canadá tem o seu maior feriado nacional, a NHL tem uma das datas mais importantes da off-season. Com o período de negociações já aberto, os unrestricted free agents podem assinar contratos no Canada Day. É estabelecido o horário do meio-dia (horário de Nova York) do dia 1º de Julho para a abertura da janela. Até lá, os atletas são livres para renovarem com as equipes que detém seus direitos.
O conceito não veio do hockey, do basquete ou do futebol americano, e sim do baseball. O direito à escolha de onde iria jogar foi conquistado pelos jogadores da Major League Baseball (MLB) em 1976. Para adquirir este direito, os atletas tiveram que buscar a via judicial. Assim, eles ingressavam em uma batalha legal contra os donos dos clubes onde jogavam. O pioneiro foi Curt Flood, três vezes All-Star pelo St. Louis Cardinals, e center fielder habilidoso que ajudou sua equipe a conquistar o World Series duas vezes.
A origem da free agency
Em 1969 a MLB ainda tinha a chamada reserve clause. Ela fazia com que o clube tivesse os direitos sobre o atleta que draftou até que decidisse transferir o atleta ou dispensá-lo. Além de ter o poder de trocar, liberar, enviar para os minors ou vender os direitos do jogador para outro clube, sem consultá-lo, essa regra não permitia que o atleta assinasse com um novo clube quando seu contrato expirasse. Isso deixava os jogadores à mercê das vontades dos donos.
Quando Flood foi trocado para o Philadelphia Phillies, ele se recusou a se apresentar ao clube. O caso chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos, que determinou que embora ele teria o direito de escolher onde jogar, a cláusula em questão não era ilegal. Além disso, afirmaram que a única forma de adquirir o direito seria lei ou por um acordo coletivo.
Depois desta decisão, o sindicato dos jogadores de baseball e donos dos clubes chegaram em um acordo para incluir a arbitragem como forma de resolução de disputas. Assim, em 1975, durante uma sessão de arbitragem, Peter Seitz decidiu que todo jogador após um ano sem contrato poderia se tornar um free agent. No ano seguinte, o acordo coletivo da MLB foi emendado para incluir a previsão de que um atleta que jogou seis temporadas teria esse direito.
Unrestricted free agency na NHL
Os jogadores só adquiriram a possibilidade de se tornarem free agents com o acordo coletivo de 1995. Entretanto, no último acordo temos a figura do unrestricted free agent (UFA). Ele é aquele que, após anos de experiência profissional, pode escolher para qual clube jogar quando seu contrato expirar.
Existem quatro tipos de UFAs na NHL: grupo 3, grupo 5, grupo 6 e UFA em decorrência do draft.
Grupo 3
Jogadores com sete temporadas de experiência profissional ou pelo menos 27 anos de idade quando seu contrato expirar
Grupo 5
Jogadores com 10 ou mais temporadas profissionais, que em seu último ano de salário ganhou menos do que a média sala rial na Liga, caso não tenha virado free agent antes
Grupo 6
Jogador com 25 ou mais anos, com três de experiência profissional, mas que jogou menos de 80 jogos na NHL (caso for atacante ou defensor) ou menos de 28 jogos na NHL (caso for goleiro)
UFA em decorrência do draft
Caso o jogador não seja mais elegível para o próximo draft e não estiver na lista reserva de algum clube, ele se tornará um UFA
Embora o acordo coletivo preveja essas várias situações, a forma mais comum de se chegar à unrestricted free agency na NHL é como um jogador do grupo 3. Assim, por seu contrato se encerrar no dia 30 de junho, ele estará livre para assinar um novo contrato com o clube que desejar no dia 1º de Julho. Por coincidir com o feriado de maior repercussão no país, o Canadá volta suas atenções para o frenesi de contratações quando a janela se abre.
Em quem ficar de olho nesta segunda-feira
ARTEMI PANARIN, LW, COLUMBUS BLUE JACKETS/RÚSSIA
Não é nenhum segredo que o russo iria embora de Ohio ao final de seu contrato, mesmo após a temporada histórica dos Jackets. As maiores apostas para o destino do ganhador do Calder de 2016 são as equipes de Nova York (Rangers e Islanders) e o Florida Panthers, que teriam espaço no cap para o valor pedido por ele. Em 332 jogos na NHL, Panarin tem 116 gols e 204 assistências.
JOE PAVELSKI, C, SAN JOSE SHARKS/EUA
Quando começou-se a especular que o capitão dos Sharks deixaria San José, muito se perguntou se não tratava apenas de rumores infundados. Entretanto, Pavelski se reuniu com a equipe do Dallas Stars e do Tampa Bay Lightning, mas parece estar mais próximo da equipe do Texas. O veterano tem 963 jogos, com 355 gols e 406 assistências, todos pela equipe da Califórnia.
MATT DUCHENE, C, COLUMBUS BLUE JACKETS/CANADÁ
O center canadense foi trocado para Columbus em uma trade deadline agitada, e até demonstrou estar disposto a ficar por lá. Todavia, atualmente os dois clubes que estão na frente para assinar com ele são Montreal e Nashville. Em 727 jogos, o canadense tem 232 gols e 315 assistências.
ANDERS LEE, LW, NEW YORK ISLANDERS/EUA
Lee foi um crítico da saída de Tavares da equipe, mas pode ser que siga o mesmo caminho. O capitão dos Isles tem 152 gols e 106 assistências em 425 partidas. As equipes no páreo são Colorado Avalanche, Minnesota Wild, Chicago Blackhawks e, claro, o próprio New York Islanders.
SERGEI BOBROVSKY, G, COLUMBUS BLUE JACKETS/RÚSSIA
Não é novidade que Bob estava infeliz em Columbus, tendo inclusive sido punido por indisciplina. O goleiro russo, que já ganhou o Vezina, deve assinar com o Florida Panthers amanhã. Após o anúncio da aposentadoria de Luongo e da troca de James Reimer, podemos cravar que ele será o arqueiro da equipe na próxima temporada. Em 457 jogos, o russo tem uma porcentagem de defesa de .919, uma média de 2.42 gols sofridos por partida e 33 shutouts.
Com a extensão de Karlsson assinada, os outros defensores no mercado definitivamente serão beneficiados, especialmente os destros.
TYLER MYERS, D, WINNIPEG JETS/CANADÁ
O canadense é grande e destro, dois atributos que são muito visados em defensores. Entretanto, o fato de ter 29 anos e buscar um contrato de sete, podem dissuadir clubes de tentar assiná-lo. Isso porque o custo benefício a partir do meio do contrato pode ser um empecilho devido ao salary cap.
JAKE GARDINER, D, TORONTO MAPLE LEAFS/EUA
Embora o defensor tenha tido problemas de saúde por uma lesão nas costas, ele ainda é uma commodity no mercado. Gardiner tem 245 pontos em 551 jogos, e foi peça importante na reconstrução do Toronto Maple Leafs.
Além disso, jogadores como Mats Zuccarello, Corey Perry e Gustav Nyquist, todos UFAs, possivelmente terão novas casas amanhã. Não quer perder nenhuma novidade? Se liga na cobertura do NHeLas no Twitter e no Instagram amanhã (01) a partir das 13h!
Foi no início da década de 1990 que o hockey teve seu “boom” nos Estados Unidos. Figuras como Wayne Gretzky e a expansão da NHL, com times como Tampa Bay, foram grandes influenciadoras no acontecimento. Assim, o esporte começou a ter mais legitimidade, após anos sob estado “cult” entre os norte-americanos. O Anaheim Ducks teve seu início exatamente neste contexto.
Dois fatores foram suficientes para um acontecimento grandioso: um empresário da Disney e seu amor pelo hockey. Consequentemente, o mais novo time da Califórnia acabou por sair das telas da televisão e foi parar diretamente nos rinques da NHL. Desta forma, os Ducks fizeram, na temporada 1993/94, seu debut na maior Liga de hockey do mundo. E, assim, automaticamente, fizeram história e o nome da franquia no esporte.
A história dos Ducks foi uma transição de negócios que combinou a indústria cinematográfica, marketing de marca e um esporte profissional em crescimento na América. Tal qual, tinha tudo para dar errado, mas acabou sendo uma das maiores e melhores jogadas da Liga.
A criação dos Mighty Ducks da Disney
Michael Eisner, diretor executivo da Disney na época, era apaixonado por hockey. Desta forma, cresceu acompanhando os Rangers durante a sua infância em Nova Iorque. Mas Eisner não era só um simples cidadão americano que amava o esporte. Ele também tinha um dos maiores cargos em uma das maiores companhias de entretenimento do mundo.
A época de expansão da NHL, por conseguinte, foi também a década de ouro da Disney. A companhia construiu parques como a Disneyland Paris e Disney’s Hollywood Studios. Além disso, adquiriram companhias de televisão como ABC, ESPN e Miramar. Também produziram mais filmes do que jamais haviam antes. Um deles foi o maior filme de hockey elaborado atualmente para crianças: The Mighty Ducks. Em uma entrevista à revista Times, Eisner contou que a franquia já havia produzido filmes com temática de vários tipos de esporte. Por isso, um filme sobre hockey, no início do crescimento do esporte nos EUA parecia uma ótima ideia a sair do papel.
Original cast do filme The Mighty Ducks. Foto: Reprodução/cosmopolitan.com
E foi. O filme arrecadou cerca de 50 milhões de dólares nas bilheterias do mundo todo, apesar de não ter sido tão bem aclamado pela crítica.
O filme se tornou popular entre crianças do mundo todo que eram fãs de hockey. Assim, uma nova franquia da Disney nascia, gerando mais dois filmes: D2 e D3 – Mighty Ducks. Futuramente, devido ao sucesso, foi criada também uma séria de animação. Esta também se chamava Mighty Ducks e foi transmitida pela ABC, em 1997, contando com 26 episódios e uma temporada. Contudo, além de todo o sucesso cinematográfico, a Disney tinha planos muito maiores para a franquia de filmes.
O Anaheim Ducks da NHL
Os Mighty Ducks não foram criados com a intenção de, futuramente, desenvolver um time real de hockey. Porém, o sucesso de bilheteria do filme foi um fator essencial para que a Disney acreditasse que um time na NHL seria muito lucrativo. Tanto para a Liga, quanto para a companhia. Portanto, o filme acabou sendo também uma pesquisa de mercado, que testou todas essas alternativas.
A equipe Mighty Ducks na NHL apresentava uma série de promoções para o time e a companhia. Além da publicidade, a cidade de Anaheim, cotada desde o início para ser casa do time, e a NHL tinham muito o que ganhar neste acordo. O estímulo para criar a equipe foi a sinergia de marketing que a maioria das marcas deseja, na qual ambos parceiros ganham, tanto exposição quanto receita, enquanto a marca Mighty Ducks fosse sucedida.
Para a NHL, os benefícios eram óbvios. Trazer o gigante do entretenimento mundial para a Liga, com uma base de fãs sólida, seria uma jogada e tanto. A Liga ainda tentava se estabelecer no quesito fan base no continente americano e no mundo. Assim, tendo o marketing da Disney ao seu favor faria com que as coisas acelerassem muito mais. Por outro lado, a esperança da Disney com a construção do time em Anaheim era tornar esta um destino turístico. Com a Disneylândia localizada na cidade, e a expansão da Disney, a companhia só tinha a ganhar com o investimento.
Então, no ano de 1993, os Mighty Ducks of Anaheim foram criados. No momento da criação, a equipe foi sediada na Anaheim Arena – que foi apelidada de “The Pond” (“a lagoa”), devido ao nome do time. A arena foi fundada em julho de 1993, e ficava a uma pequena distância da Disneylândia.
A estréia dos Ducks na Liga
O time fez seu debut na NHL em outubro de 1993, mesmo ano de sua criação. A Disney proporcionou aos telespectadores um show de abertura de 15 minutos. Esta contou com performances de músicas hit da franquia e a junção dos filmes mais clássicos da companhia na época. Posteriormente, o primeiro jogo da equipe foi disputado contra os Red Wings. Infelizmente, os Ducks acabaram perdendo para a equipe de Detroit. Porém, a vitória do time de Anaheim veio dois jogos depois, contra os Oilers. Assim, em casa, os Ducks venceram o time do Canadá por 4 a 3.
Cerimônia de abertura dos Mighty Ducks de Anaheim na NHL.
Apesar de não terem ganhado uma Stanley Cup em seu primeiro ano na Liga, os Ducks tiveram bom rendimento durante a temporada 1993/94. Primordialmente com 71 pontos, a equipe teve um total de 33 vitórias, sendo 19 delas fora de casa. Foi um recorde surpreendente para um time de apenas um ano na NHL. Além disso, a média de público na casa do time na primeiro temporada na liga era de 16.989 espectadores (98% da capacidade).
Fora do rinque, porém, as coisas eram diferentes. As mercadorias dos Mighty Ducks superavam qualquer time na NHL. Assim, cerca de 80% das vendas de produtos da Liga eram proporcionadas pelos Ducks.
A parceria, no entanto, começou a se desgastar após alguns anos. Desta forma, em 2005, com a saída de Michael Eisner da companhia, a Disney acabou vendendo os Mighty Ducks Anaheim. Depois disso, tiveram o nome reformado: a partir do ano de 2005, o time passou a se chamar Anaheim Ducks. Assim como a Arena que, comprada pela Honda, se tornou Honda Center. Por consequência, em 2007 o time acabou conquistando sua primeira Stanley Cup na história.
O legado da Disney no esporte
Apesar da parceria entre Disney e NHL não ter sido vitalícia, a companhia trouxe um enorme legado para a Liga. A Liga Nacional de Hockey não era tão conhecida antes da década de 1990. Portanto, o investimento de marketing da Disney, principalmente na equipe de Anaheim, trouxe um grande montante em vendas de produtos para a NHL. Assim como trouxe muitos fãs leais, que foram afetados pelo filme e são apaixonados pelo esporte até os dias de hoje.
O investimento da Disney acabou tornando a NHL mais famosa. Com o passar dos anos, um país que antes era dominado por futebol americano e basquete, acabou sendo conquistado também pelo hockey. As equipes profissionais, posteriormente, também passaram a investir em feitos que influenciassem o processo. Seja em mídia, centros de esportes para incentivar crianças a praticar, ou em produtos.
Desde então, a NHL vem aos poucos tentando conquistar de vez os norte-americanos. Não só estes, mas também públicos internacionais. A Liga vem tentando provar que o esporte é tão digno de audiência e paixão quanto o futebol. Este último tem a maior audiência mundial.
Basta agora torcer para que o mundo separe um lugar em seu coração para o hockey, assim como tem um lugar para outros esportes, e para a própria Disney. E que o esporte tenha o reconhecimento que merece.
O NHL Draft que aconteceu no último fim de semana trouxe uma novidade para os fãs brasileiros. Entre os prospects estava Marcus Kallionkieli, draftado pelo Vegas Golden Knights. O jogador nasceu em Helsinki, na Finlândia, mas carrega traços brasileiros no seu DNA. Isso porque Kallionkieli é filho de mãe brasileira e pai finlandês.
Carreira até aqui
O fino-brasileiro iniciou sua carreira jogando pelo HIFK sub-16 na temporada 2015-16. Porém, só foi ter destaque mesmo na temporada seguinte, na qual marcou 19 gols, além de dez assistências, em 18 jogos. Na mesma época, também jogou pela equipe nacional da Finlândia no sub-16 e sub-17. Nesse ínterim, somou três gols, duas assistências e cinco pontos.
Sendo assim, na temporada 2017-18, foi considerado um dos melhores jogadores de seu time. O winger jogou pelo HIFK sub-18, onde melhorou o seu jogo defensivo e ajudou o time a ganhar a medalha de ouro. Marcus marcou 13 gols e fez nove assistências em 29 jogos.
Na temporada 2018-19, Kallionkieli foi draftado pelo time Sioux City Musketeers da liga USHL (United States Hockey League). Em sua estréia pelo time americano, marcou dois gols e uma assistência. Ainda nos primeiros nove jogos, ele marcou dez gols, com mais três assistências, somando 13 pontos marcados. Com mais jogos e um destaque maior, sua primeira temporada pela liga foi boa. Assim, jogou no top line ao lado de Bobby Brink e Martin Pospisil. Marcou 29 gols e fez 23 assistências, somando 53 pontos em 58 jogos na temporada regular.
Ficou em 34º lugar na classificação intermediária da NHL Central Scouting entre os patinadores norte-americanos. Além disso, ficou em 47º na classificação final. Ganhou o prêmio USHL all-rookie team pela temporada 2018-19.
Brasil no hockey
Para nós aqui do Brasil, Kallionkieli já está se destacando. O Vegas Golden Knights draftou o jogador apenas no quinto round, 139º overall, mas já podemos ficar de olho nesse fino-brasileiro que pode vir a jogar na NHL. Se assim o fizer, ele será o terceiro jogador na história da Liga de origem brasileira.
Assim como ele, tivemos o goleiro Mike Greenlay, que nasceu na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo. Greenlay participou apenas de dois jogos pelo Edmonton Oilers na temporada 1989-90, mas seguiu carreira nas ligas menores.
Outro brasileiro que já deu as caras na NHL é o defensor Robyn Regehr. Nascido na cidade de Recife, em Pernambuco, Regehr jogou pelo Buffalo Sabres e Los Angeles Kings, onde ganhou uma Stanley Cup em 2014. Se aposentou, enfim, em 2015. Ambos chegaram à Liga, mostrando que o Brasil pode sim ter seus representantes no gelo. Mesmo que eles venham de forma atravessada.
Com o dia 1º de julho, que é conhecido como Free Agency Day, chegando, temos uma semana agitada pela frente. Diversas trocas ocorrendo desde o draft até agora, além do período de entrevistas dos free agents. Por fim, o goleiro Roberto Luongo do Florida Panthers anunciou sua aposentadoria do esporte. Vem com a gente que o NHeLas te atualiza!
As trocas mais impactantes até agora
O maior nome movido desde o draft foi, definitivamente, o defensor PK Subban. O canadense foi trocado pelo Nashville Predators para o New Jersey Devils por um valor considerado abaixo do mercado. O que contribuiu para a transação foi o salário alto de Subban e a necessidade de os Preds abrirem espaço para o jovem Dante Fabbro. Por outro lado, os Devils ganharam um grande reforço sem precisar se desfazer de peças importantes para o seu futuro.
Outro defensor trocado foi Calvin de Haan, do Carolina Hurricanes para o Chicago Blackhawks, em um pacote com Aleksi Saarela. Os Canes, por sua vez, receberam Anton Forsberg e Gustav Forsling. Além isso, os Canes receberam Patrick Marleau e a escolha do primeiro round do ano que vem do Toronto Maple Leafs, além de uma escolha de sétimo round. Em troca, Carolina enviou sua escolha de sexto round de 2020. A escolha dos Leafs tem uma proteção para o top 10, e a transação foi feita para que a equipe canadense abrisse espaço em sua folha salarial para os contratos de seus restricted free agents.
Período de entrevistas para os free agents
A classe dos free agents desta off season de 2019 é extensa e tem figuras importantes. Especula-se que UFAs (unrestricted free agents) como Artemi Panarin e Sergei Bobrovsky estejam próximos de assinarem com o Florida Panthers. Além disso, temos também Robin Lehner, Matt Duchene, Joe Pavelski, Anders Lee e Tyler Myers.
Como aconteceu ano passado, mais notavelmente com John Tavares, os free agents se encontram com as equipes com as quais há interesse mútuo. Durante esta reunião, com jogador e seu empresário, o clube apresenta sua proposta e seu planejamento, além da oferta salarial. O prazo para as entrevistas se iniciou no último domingo (23). Sendo assim, tudo indica que a próxima segunda-feira será agitada!
Além dos UFAs, há notícias de que alguns RFAs (restricted free agents) estariam tendo entrevistas com outros clubes. A princípio, esse período antecede quaisquer possíveis offer sheets. A classe de RFAs deste ano tem nomes importantes, como Mitch Marner, Sebastian Aho, Mikko Rantanen, Matthew Tkachuk e Patrik Laine.
Roberto Luongo anuncia sua aposentadoria do hóquei
Nesta tarde de quarta-feira (26), o goleiro do Florida Panthers publicou uma carta aberta anunciando sua aposentadoria. Luongo foi draftado pelo New York Islanders no primeiro round de 1997. No entanto, atuou por apenas uma temporada em Long Island (1999/2000) antes de ser trocado para o Florida Panthers na off season de 2000. O canadense ficou no time por seis anos, até 2006, quando foi trocado para o Vancouver Canucks.
Em Vancouver, Luongo se tornou um dos melhores goleiros da NHL. O canadense foi indicado aos principais prêmios do NHL Awards. Por conseqüência, ele ganhou um Mark Messier Leadership Award em 2007 e um William M. Jennings Trophy em 2011. Além disso, foi ainda o capitão dos Canucks de 2008 até 2010, o sétimo goleiro da história a ocupar esta posição. Em 2011, os Canucks venceram o President’s Trophy e chegaram até a final da Stanley Cup, perdendo para o Boston Bruins.
Internacionalmente, o goleiro representou o Canadá em duas olimpíadas, Vancouver 2010 e Sochi 2014, vencendo dois ouros. Luongo foi titular na conquista de 2010, desbancando Martin Brodeur para o papel. Na trade deadline de 2014, Luongo foi trocado para o Florida Panthers, onde jogou até este ano. O arqueiro encerra sua carreira com 1044 jogos, 489 vitórias e a porcentagem de defesas de .919.
Nesta tarde de terça-feira (25), o órgão anunciou os nomes que serão introduzidos no Monte Olímpio do hóquei. O principal nome entre os escolhidos foi o de Hayley Wickenheiser, indubitavelmente a maior jogadora de hóquei de todos os tempos. Além disso, já entra em seu primeiro ano de elegibilidade.
Como funciona a seleção?
As três categorias são jogador (player), construtor (builder) e árbitro (referee/linesman). No caso do jogador, é considerada sua importância para o esporte no quesito habilidades, espírito desportivo e contribuições para os times em que atuou. Além disso, o jogador não pode ter atuado profissionalmente ou na sua seleção nacional nos três anos que antecedem sua indicação.
O construtor é aquele que, em uma função extra-gelo, contribuiu de alguma forma para o crescimento do esporte. Aqui, se encaixam os técnicos e executivos, por exemplo, podendo estar ativos ou inativos à época da introdução. Por fim, o árbitro é aquele que contribuiu, com suas habilidades enquanto juiz, de uma forma positiva para o esporte. O período de elegibilidade para um árbitro é o mesmo de um jogador, ou seja, três anos.
Quem faz essa escolha?
Os eleitos são escolhidos por um sistema de voto, no qual o Comitê do Hall da Fama determina os selecionados. Sendo assim, cada integrante do Comitê pode indicar uma pessoa em cada categoria durante o procedimento anual. Ademais, podem ser eleitos apenas quatro jogadores e duas jogadoras por ano, além de dois (se não há indicados na categoria de árbitros) ou um na categoria construtores, e, enfim, um árbitro. A classe de 2019 conta com uma jogadora, três jogadores e dois construtores.
Hayley Wickenheiser, jogadora, Canadá
Maior nome da história do hóquei feminino, a canadense dispensa apresentações, tendo um currículo que fala por si só. A atleta ganhou quatro medalhas olímpicas de ouro com sua seleção, além de sete ouros em mundiais de hóquei. MVP em duas Olimpíadas (2002 e 2006), Wickenheiser é líder absoluta de seu país. Sendo em gols (168), assistências (211) e pontos (379), com 276 partidas disputadas internacionalmente.
Além disso, a atleta fez história ao ser a primeira mulher a anotar um ponto em uma liga profissional masculina, quando atuou na Finlândia. Atualmente, Wickenheiser trabalha para o Toronto Maple Leafs, dirigindo o departamento de desenvolvimento de jogadores.
Sergei Zubov, jogador, Rússia
O defensor, cuja carreira profissional foi de 1988 a 2010, ganhou a Stanley Cup duas vezes. Primeiramente, com o New York Rangers em 1994, e a segunda com o Dallas Stars, em 1999. Além das duas equipes, o russo também defendeu o Pittsburgh Penguins e o SKA São Petersburgo na KHL (Kontinental Hockey League).
Antes de ser draftado pela equipe nova-iorquina, o jogador defendia a equipe do Exército Vermelho, o HC CSKA Moscou. Além das conquistas na NHL, o defensor foi campeão olímpico em 1992, nos jogos de Albertville. Ele encerrou sua carreira com 771 pontos em 1068 jogos na NHL.
Guy Carbonneau, jogador, Canadá
O center começou sua carreira na QMJHL (Quebec Major Junior Hockey League), onde defendeu Chicoutimi Saguenéens. Depois de uma temporada de 182 pontos, foi draftado pelo Montréal Canadiens em 1979. Com os Habs, venceu sua primeira Stanley Cup em 1986, e foi o recipiente do Selke nas temporadas 87/88, 88/89 e 91/92.
Em 1989 foi nomeado capitão da equipe, vencendo a Stanley Cup novamente em 1993, última vez que uma equipe canadense conquistou o título. Posteriormente, em 1994 foi trocado para o St. Louis Blues por Jim Montgomery. Lá jogou por uma temporada antes de assinar com o Dallas Stars. No Texas, venceu sua terceira Stanley Cup, em 1999, e se aposentou em 2000 com 663 pontos em 1318 jogos.
Václav Nedomanský, jogador, Tchecoslováquia/República Tcheca
O tcheco ficou conhecido como o primeiro jogador a desertar um dos países da Cortina de Ferro para jogar na América do Norte, em 1974. Jogou por três anos na World Hockey Association (WHA) pelo Toronto Toros e Birmingham Bulls. Por fim, assinou com o Detroit Red Wings em 1977, quando iniciou sua carreira na NHL. Ele ainda defendeu o New York Rangers e o St. Louis Blues antes de se aposentar da Liga em 1983, com 278 pontos em 421 jogos.
Jim Rutherford, construtor, Canadá
Embora o canadense tenha tido uma carreira com mais de 400 jogos na NHL como goleiro, sua indicação vem na categoria de construtor. Rutherford teve sucesso como GM, levando o Carolina Hurricanes à primeira Stanley Cup da franquia em 2006. Além disso, foi o arquiteto das conquistas seguidas do Pittsburgh Penguins em 2016 e 2017.
Jerry York, construtor, Estados Unidos
O americano é o maior vencedor do hóquei universitário da NCAA (National Collegiate Athletic Association) ainda em atuação. York venceu quatro títulos com o Boston College e um com o Bowling Green State University, tendo conquistado mais de 1,000 vitórias durante sua carreira. Este feito é especialmente importante considerando que os times universitários jogam até 34 jogos por temporada regular.
A cerimônia de introdução irá acontecer no dia 18 de novembro, em Toronto.
Na última sexta-feira (21), o New Jersey Devils confirmou o que todos estavam esperando ao draftar o americano Jack Hughes em primeiro lugar no NHL Draft 2019. O center nasceu em Orlando, na Flórida, no dia 14 de Maio de 2001. No entanto, poucos dias depois, sua família mudou para Oklahoma, de onde continuaram mudando por causa do trabalho dos pais.
Hughes teve desde muito cedo uma relação com o hockey. Isso aconteceu porque sua mãe, Ellen Hughes, jogou pela seleção feminina de hockey no início dos anos 1990. Ellen foi, então, uma das medalhistas de prata do World Championship de 1992.
Apesar de seu pai, Jim Hughes, também ter jogado hockey e ter trabalhado no Toronto Marlies e nos Leafs, Jack diz que sua maior referência é a mãe. Ellen foi, inclusive, quem lhe ensinou a patinar. Quando Jim estava fora de casa, os três Hughes (Jack, Quinn, jogador do Canucks, e Luke, o caçula), recorriam à Ellen para pedir dicas e ensinamentos sobre o esporte.
Criado em um ambiente propício para desenvolver seu jogo, Jack Hughes desde muito cedo demostrava talento para esporte. Aos cinco anos, Jack jogava com crianças mais velhas do que ele. Durante esse período, ele logo começou a demonstrar habilidades que já assinalavam que tinha algo diferente acontecendo ali.
Prova disso é que Jack Hughes se tornou apenas o oitavo americano a ser draftado em primeiro da NHL. Sendo assim, ele entrou para o seleto grupo de Auston Matthews (2016), Patrick Kane (2007), Erik Johnson (2006), Rick DiPietro (1995), Mike Modano (1988) e Brian Lawton (1983).
Modo Iniciante
Jack Hughes começou a sua carreira no hockey quando sua família estava em Toronto. Ele jogou pelo Toronto Marlboros Bantam na temporada 2014-15, na GTBHL. Na temporada 2015-16, Hughes foi para o Mississauga Rebels na Greater Toronto Hockey League (GTHL), quando tentou ingressar um ano mais cedo na Canadian Hockey Legue. Entretanto, ao ser recusado, ele passou a treinar no Toronto Marlboros na temporada 2016-17, onde marcou 159 pontos em sua última temporada na equipe.
Mas sua carreira no Marlboros não
durou muito. Logo Hughes foi draftado em oitavo lugar pelo Mississauga
Steelheads na OHL, apesar do seu comprometimento com o U.S. National Team Development
Program.
Na temporada 2017-18, Hughes jogou ao lado do USNTDP, revezando entre os times U17 e U18. Ele quase bateu o recorde de Auston Matthews ao marcar 116 pontos na temporada. Por isso, ele levou o prêmio Dave Tyler Junior Player of the Year e o melhor jogador nascido nos EUA no junior hockey.
Durante a temporada 2018-19, Jack Hughes bateu todos os recordes de pontos do NTDP, chegando ao NHL Draft com boas estatísticas que chamaram atenção dos olheiros.
Modo Carreira
Jack foi draftado pelo New Jersey Devils no Draft 2019. Entretanto, apesar das expectativas que ele inicie sua carreira na NHL na temporada 2019-20, ainda é preciso saber se ele irá profissionalizar este ano. Ele pode continuar desenvolvendo seu jogo por mais uma temporada antes de chegar à Liga, agora no hockey universitário. Hughes pode, seguindo os passos do irmão mais velho, competir pela Universidade de Michigan antes de chegar ao profissional.
Modo Internacional
Como parte do U.S. National Team Development Program, Jack Hughes teve oportunidade de jogar alguns torneios pela seleção americana. Com maior destaque, Hughes participou do 2018 IIHF World U18 Championships, quando os Estados Unidos levou a prata. Nesse torneio, Jack foi o líder em gols, marcando 12 vezes. Isso o ajudou a entrar no All Star Team do torneio, além de ter sido considerado o MVP da competição.
Em dezembro de 2018, Jack foi convocado para competir no 2019 World Junior Ice Hockey Championships ao lado do seu irmão, Quinn. Nesse torneio, Hughes terminou com quatro assistências na derrota do Team USA para a Finlândia na final.
Em 2019, Hughes participou do 2019 IIHF World U18 Championships, quando o Team USA levou a medalha de bronze. Para Jack, essa competição foi especial pois quebrou o recorde de gols de Alexander Ovechkin.
Mais tarde, no dia primeiro de maio, Jack se tornou o jogador mais jovem a representar o Team USA no IIHF World Championshipcom apenas 17 anos. Na competição, o Team USA foi eliminado nas quartas de final pela Rússia.
Jack Hughes é um jogador que promete chegar à NHL mudando a dinâmica de seu time. Com sua experiência no Mundial deste ano, Hughes já entende a dinâmica de competir com jogadores profissionais. Entretanto, a rotina da NHL é ainda mais intensa e seus números poderão precisar de tempo para se ajustar.
Com o fim de semana do Draft chegando ao fim, surgem dúvidas acerca do futuro dessa nova safra de talentos. O que são entry-level contracts? Jack Hughes vai direito do NTDP (National Team Development Program) para a NHL? Kaapo Kakko virá para a América do Norte para jogar com o New York Rangers na próxima temporada? Vasili Podkolzin conseguirá sair do seu contrato na Rússia ou os Canucks irão precisar esperar dois anos para vê-lo em ação? Para responder estas perguntas, precisamos entender como funcionam os primeiros passos desses jovens na sua carreira profissional.
Quem pode assinar?
Todo jogador precisa assinar um entry-level contract (ELC) se ele tem menos de 25 anos de idade. O termo do contrato é variável, podendo ser de um a três anos. Para isso, a idade do atleta quando o termo foi assinado é levada em consideração. Conforme verificamos na tabela abaixo:
Idade em que o contrato foi assinado
Duração
18 – 21 anos
3 anos
22 – 23 anos
2 anos
24 anos
1 ano
A idade válida é aquela até o dia 15 de setembro do ano em que o contrato for assinado. Tal qual a elegibilidade para o Draft, o jogador pode ter vindo do hóquei universitário, do sistema colegial, do major junior da CHL (Canadian Hockey League) ou das ligas europeias, por exemplo.
Quais são os termos deste contrato?
Todos os ELCs são two-waycontracts, ou seja, têm salários diversos para as diferentes Ligas. O valor máximo pago pela NHL é $925,000 e, no caso da American Hockey League (AHL), $70,000. O contrato, além disso, envolve diversos bônus que podem ser pagos ao atleta. Essa gratificação pode ser pela assinatura do contrato ou pelo alto desempenho durante a temporada.
O signing bonus, que conta para o valor do atleta no cap, tem como valor máximo $92,500 (correspondendo, portanto, a 10% do valor total do contrato). Além disso, os contratos geralmente trazem bônus por performance. No caso destes, são divididos entre as categorias A e B.
Quais os requisitos para os bônus de performance?
A categoria A engloba algumas metas. De início, 20 gols, 35 assistências, 60 pontos. É preciso também estar no top 6 da sua equipe em tempo no gelo entre os atacantes (em pelo menos 42 jogos) e estar no top 6 da sua equipe em +/- (também com ao menos 42 jogos). Por fim, deve ter ao menos 0.73 pontos por jogo (em pelo menos 42 jogos). Cada bônus vale $212,500, podendo chegar a $850,000. Sendo assim, só podem ser recompensadas quatro metas.
Já a categoria B traz metas mais difíceis com um teto maior, de até 2 milhões de dólares. Elas são: estar no top 10 da Liga em gols, assistências, pontos ou pontos por jogo (pelo menos 42 jogos). Além disso, ganhar o Hart, Selke, Richard, Norris, Vezina ou Conn Smythe. Por fim, estar no primeiro ou no segundo time All-Star da Liga no NHL Awards.
E o teto salarial, como fica?
Há a previsão de um espaço de até 7.5% do cap para acomodar os bônus na temporada seguinte à conquista das metas estabelecidas. Caso a somatória dos bônus dos atletas em entry-level contracts passe desse limite, começa a contar contra o teto salarial. Temos um exemplo recente em Toronto, com Matthews, Marner e Nylander em seus ELCs. A somatória das bonificações destes jogadores passou do valor permitido e contou para o teto.
O que acontece quando um contrato “slide” (desliza)?
No início de toda temporada se ouve falar da regra dos dez jogos para os novatos. Isto ocorre porque há um mecanismo no CBA (Collective Bargaining Agreement) que estabelece que, antes de atingir dez partidas pela NHL, o jovem atleta pode retornar para sua equipe de origem sem que seja contabilizado o ano de seu contrato. Ficando, assim, como se nunca tivesse atuado como profissional.
Nesta hipótese, o jogador recebe apenas seu signing bonus durante a off season e retorna ao major junior ou às ligas menores sem receber seu salário. As equipes usam muito desta tática. Com ela, os clubes têm o jogador a um custo controlado durante mais tempo. Ao mesmo tempo permite que o atleta seja testado no profissional para que possa provar que deve ficar ali.
Além disso, retornar o atleta para as ligas menores pode ser fundamental para o seu desenvolvimento físico e técnico. Para que um contrato “deslize”, o jogador deve ter 18 ou 19 anos quando o contrato foi assinado, desde que não vá fazer 20 anos naquele ano.
Exemplos desse “slide” do contrato
No caso de Filip Zadina, no ano passado, antes da temporada 2018-2019. O prospect de Detroit jogava pelo Grand Rapids Griffins, afiliado dos Wings na AHL. Teve seu primeiro ano do contrato “jogado” para esta próxima temporada 2019-2020. Ou seja, o clube de Michigan terá mais tempo até o tcheco chegar à restricted free agency.
Um exemplo oposto envolveu outro europeu, o alemão Leon Draisaitl. Na temporada 2014-2015, o Edmonton Oilers mandou o atleta de volta à Western Hockey League (WHL) após 37 partidas no profissional. Desta forma, o contrato não deslizou e Draisaitl se tornou, então, RFA depois de dois anos completos com os Oilers.
Jogadores já “comprometidos” com universidade do sistema NCAA
No caso daqueles atletas que optam pela via do hóquei universitário, eles não podem assinar contratos, pois sua elegibilidade perante a NCAA (National Collegiate Athletic Association) depende de seu status enquanto amador. Desta forma, os direitos de um clube em relação a um atleta draftado se estendem até 30 dias depois do fim de sua vida acadêmica.
Os atletas universitários podem assinar contratos depois da trade deadline, desde que sua temporada universitária já tenha acabado. Neste caso, assim como na hipótese dos dez jogos, o clube “queima” um ano do contrato do jogador quando ele é assinado no final da temporada regular.
Ainda assim, é uma prática muito comum. Recentemente pudemos ver no caso de Quinn Hughes do Vancouver Canucks (Universidade de Michigan) e Cale Makar do Colorado Avalanche (UMass Amherst). O último nem mesmo atuou na temporada regular, mas foi importante para a equipe de Denver nas partidas dos playoffs em que participou.
E quem não é draftado?
Em muitos casos, os jogadores não draftados são convidados para participar dos training camps. A partir dali, eventualmente o clube pode oferecer um contrato se gostar do desempenho do atleta. Atletas como Pascal Dupuis e Chris Kunitz, que ganharam a Stanley Cup mais de uma vez e, no caso do último, o ouro olímpico, não foram draftados.
Com Seattle chegando, como ficam os jovens jogadores em relação ao Draft de expansão?
Assim como no caso de Vegas, os jogadores em seu primeiro ou segundo ano como profissionais estão isentos do Draft de expansão, ou seja, não precisarão ser protegidos. Além disso, as escolhas de Draft que ainda não assinaram contratos também estão isentos automaticamente, sem a necessidade de constarem entre os atletas protegidos.
Em 2017, atletas como Connor McDavid (em seu segundo ano como profissional), Auston Matthews e Mitch Marner (ambos calouros do Toronto Maple Leafs) não precisaram de proteção por se encaixarem nesta regra.
O primeiro round do Draft 2019 da NHL aconteceu ontem (21), na Rogers Arena, em Vancouver. A maior parte das previsões em relação aos prospects foram idealizadas, com Hughes em primeiro lugar e Kakko em segundo. Primordialmente, foram 27 times e 31 jogadores selecionados na primeira etapa do evento. Confira os melhores momentos do acontecimento mais esperado da intertemporada da NHL.
Hughes x Kakko
Não era surpresa o fato de que Jack Hughes e Kaapo Kakko vinham sendo cotados há tempos para o Top 3 do Draft 2019. Afinal, seus desempenhos em seus times eram dignos desta posição. Porém, alguns especialistas ainda divergiam em opinião sobre qual dos dois deveria ser o 1st pick.
Ambos queriam o primeiro lugar. Mas foi Jack Hughes quem teve seu desejo atendido.
O New Jersey Devils subiu ao palco e escolheu a estrela do time de Hockey dos EUA under-18 para reforçar a equipe. Em segundo lugar, Kaapo Kakko, um dos jogadores mais proeminentes da Finlândia, teve seu nome chamado pelo New York Rangers. Ambos jogadores de alto nível e que tem altas expectativas sobre a Liga – e vice-versa.
Os Top 3 escolhidos
Jack Hughes: #1
Foi com um sorriso de orelha a orelha que o garoto de Orlando subiu ao palco para vestir o uniforme dos Devils. Sendo um dos mais cotados há bastante tempo para o 1st pick, Hughes faz jus à posição. Sendo um dos jogadores mais dinâmicos do Programa de Hockey dos EUA Under-18, Jack consegue pensar no jogo na velocidade máxima com ou sem o puck.
Com 112 pontos em 50 jogos no time sub-18, ele lidera a equipe dos EUA. Além disso, nas duas temporadas jogando pelo seu país, Hughes atingiu o maior record de assistências (154) e pontos (228). Tudo isso em apenas 110 jogos disputados desde que entrou na equipe. Desse modo, Jack é o quinto jogador do time de Hockey dos EUA under-18 a ser a primeira escolha no Draft. Fica atrás apenas de jogadores como Auston Matthews e Patrick Kane.
Com essa escolha, o New Jersey Devils tem para si um dos melhores forwards do Draft. Posteriormente, o jogo dinâmico de Hughes será peça essencial para que os Devils garantam seu espaço nos playoffs.
Kaapo Kakko: #2
O finlandês de 18 anos foi o segundo selecionado no Draft, pelo New York Rangers. Combinando habilidade de jogo e altas pontuações, o jogador canhoto pode disputar na posição de winger ou centro. Marcou 22 gols nos 45 jogos que disputou pela Liiga, a liga profissional de hockey da Finlândia. Em síntese, jogando pelo TPS, Kakko liderou a equipe com quatro gols e cinco pontos, em cinco jogos nos playoffs da liga. Além disso, ainda teve cerca de 20 minutos jogados por partida.
No mundial de hockey, o finlandês marcou o gol da vitória de sua equipe, conquistando a medalha de ouro. Em suma, finalizou o torneio com cinco pontos em sete jogos.
Ele é um adicional de extrema importância para os Rangers. De acordo com analistas da NHL, pode ser um dos principais jogadores a liderar o time. E também o responsável pelas futuras vitórias do New York na Liga.
Kirby Dach: #3
Ao longo da última temporada, muitos jornais esportistas cotaram Alex Turcotte para ser o 3rd pick do Draft deste ano. Porém, a surpresa da noite foi quando o Chicago Blackhawks subiu ao palco e anunciou Kirby Dach como sendo a sua escolha. Estático, Kirby afirmou para a NHL.com que “foi uma surpresa e choque”. Mas também disse que estava “emocionado e honrado por fazer parte de uma equipe como os Blackhawks.”
Como centro do Saskatoon, time da liga Oeste do Canadá, fez 73 pontos (25 gols e 48 assistências) em 62 jogos na equipe. Kirby é um jogador versátil, que pode armar jogadas incríveis, fazer gols, e é ótimo no jogo físico. Portanto, pode ser uma ótima adição na equipe do Chicago para as próximas temporadas, principalmente nos playoffs.
Outros acontecimentos
Sem maiores surpresas, em 4º lugar, escolhido pelo Avalanche, foi selecionado o defensor Bowen Byram. No entanto, Alex Turcotte, cotado para top 3 desde o início da temporada, foi selecionado em 5º lugar pelo L.A. Kings.
À princípio, o décimo primeiro pick no Draft pertencia ao Philadelphia Flyers. Porém, uma trade com o Arizona Coyotes mudou a situação. Então, os Flyers receberam dois picks dos Yotes, o 14º e 44º. E o time do Arizona recebeu uma escolha no primeiro round, o 11º lugar.
As rodadas posteriores do Draft acontecem neste sábado (22), também em Vancouver.
As demais escolhas detalhadas dos jogadores você consegue acompanhar no site da NHL.com.
Nesta sexta (21) e sábado (22) acontece o Draft da NHL em Vancouver no Canadá. É o momento onde os times escolhem seus prospects e fazem trocas se preparando para a próxima temporada. São centenas de jogadores que se candidatam das mais diversas posições no gelo, idade e cidades. E por isso preparamos pra vocês um dossiê com os jogadores que mais se destacam em suas posições e que são as grandes apostas para este draft.
Jack Hughes, Alex Turcotte e Kirby Dach (da esquerda pra direita)
Jack Hughes, Central
O americano de 18 anos tem sido uma grande aposta para a 1º escolha do pick. Nos últimos anos Hughes tem dividido seu tempo entre o NTDP (USA Hockey National Team Development Program) e a equipe americana de hockey. Com o NTDP o jogador marcou 116 pontos na temporada 2017-18, conquistando assim o prêmio Dave Tyler, como melhor jogador americano de hockey junior. Durante a temporada 2018-19, quebrou o recorde de NTDP que antes pertencia a Clayton Keller. Jack é o jogador mais jovem a representar os EUA no Campeonato Mundial de IIHF aos 17 anos, mesmo campeonato onde quebrou o recorde de pontuação de Alex Ovechkin.
Alex Turcotte, Central
Uma das grandes apostas para o top 5 do draft. Turcotte detém uma média de dois pontos por jogo, sendo 62 pontos em 37 jogos na temporada 2018-19. O americano de 18 anos que fez a sua última temporada com o NTDP. Ficou em 6º lugar em pontuação e em segundo lugar em pontos por jogo. Apesar de ter perdido quase metade da temporada devido a lesões. Alex atualmente está comprometido com a Universidade de Wisconsin para temporada 2019-20.
Kirby Dach, Central
Escolhido em segundo lugar no draft do WHL pelo Saskatoon Blades em 2016. Dach em seu ano de estréia no WHL, fez 10 pontos em 19 jogos. Ainda pelos Blades na temporada 2017-18, o canadense jogou 52 partidas marcando 7 gols. Nessa mesma temporada ganhou o prêmio da WHL de maior número de assistências por rookies com 39 assistências. Em 2018 foi selecionado para a equipe do Canadá na Copa Hlinka Gretzky, onde junto com a sua equipe conquistou a medalha de ouro contra a Suécia. Em 2019, Kirby foi nomeado capitão alternativo para os Blades.
Bowen Byram, Philip Broberg e Victor Söderström (da esquerda para a direita)
Bowen Byram, Defensor
O canadense que até o último dia 13 ainda tinha 17 anos. Fez 26 gols e 71 pontos, em 67 jogos disputados com o Vancouver Giants nesta última temporada. Foram 193 chutes a gol, uma média de 1,06 pontos por jogo. Byram marcou 9 gols e 20 assistências em 22 jogos de playoffs, assim liderando a pontuação no WHL.
Philip Broberg, Defensor
O sueco que irá completar 18 anos no próximo dia 25, já disputou 41 jogos no nível profissional em seu país de origem. Marcando 2 gols e sete assistências, Broberg conquistou 9 pontos pelo time AIK nesta última temporada 2018-19.
Victor Söderström, Defensor
Jogando no Brynäs IF pela SHL desde a temporada 2018-19. O sueco participou de 44 jogos, marcando 4 gols e 7 assistências. Ainda na temporada 2018-19, Söderström participou de 14 jogos pela SuperElit, marcando um gol e oito pontos. Considerado uma das grandes apostas como defensor. Foi selecionado para o time da Suécia no Campeonato Mundial de IIHF Sub-18, onde foi nomeado capitão alternativo. Victor fez uma assistência em quatro jogos antes de sair por causa de uma lesão.
Kaapo Kakko e Vasili Podkkolzin (da esquerda para a direita)
Kaapo Kakko, Ala
O jogador mais jovem na história do hockey a ganhar medalha de ouro em três torneios da IIHF. Na temporada 2018-19, Kakko participou do Campeonato Mundial sub-18, Campeonato Mundial sub-20 e o Campeonato Mundial, ajudando sua seleção a levar o ouro nessa última. Ganhou o Jarmo Wasama memorial trophy como rookie do ano pelo SM-Liiga e o President’s trophy como pessoa que impressionou no hockey no gelo finlandês. Em sua primeira temporada (2018-19) completa jogando com o TPS. Kaapo marcou 22 gols em 45 jogos e bateu o recorde de maior número de gols por um rookie no SM-Liiga
Vasili Podkkolzin, Ala
O russo que fará 18 anos somente dois dias após o draft é uma das grandes promessas de seu país. Estreou no SKA Saint Petersburg em 2018, se tornando o primeiro jogador nascido no século 21 a jogar na KHL. Ainda em 2018 jogou como capitão para o time da Rússia na Copa Hlinka Gretzky. Podkkolzin foi o responsável pelo hat-trick que ajudou sua equipe a ganhar a medalha de bronze contra o EUA, além de ter feito 8 gols, 3 assistências e 11 pontos em 5 jogos, assim liderando a pontuação. O winger participou novamente do time da Rússia em 2019, dessa vez no Campeonato Mundial Junior, onde fez 3 assistências em 7 jogos.
Cole Caufield, Ala
Estreou na NTDP na temporada 2017-18. Nessa temporada o americano liderou a pontuação com 54 gols em estatísticas combinadas no sub-17. Na temporada 2018-19, Cole entrou para o sub-18 e alcançou a marca de 105 gols na carreira. No final da temporada, já tinha atingido a marca de 126 gols em 123 jogos, uma média de 1,46 pontos por jogo. Em 2019 Caufield marcou seu décimo e 11º gol em quatro jogos no Campeonato Mundial sub-18. Quebrando assim o recorde estabelecido por Brett Sterling e Phil Kessel, mais tarde ele quebrou o recorde de Alex Ovechkin que era de 14 gols. Detendo o recorde de 18 gols na carreira durante o torneio. Assim ajudando o seu time a conquistar a medalha de bronze, foi nomeado MVP e Best Forward.
Cole Caufield e Spencer Knight (da esquerda para a direita)
Spencer Knight, Goleiro
O goleiro que jogou as duas últimas temporadas pela NTDP é o único goleiro nas apostas para o primeiro round. Isso porque raramente um goleiro é selecionado no primeiro round, o último tendo sido Marc-André Fleury em 2003. Na temporada 2018-19, Knight participou de 16 jogos pela NTDP, com um percentual de .903 de tiros salvos. O americano foi selecionado para jogar a próxima temporada 2019-20 pela Boston College.
A lista completa com os candidatos para o draft 2019 pode ser lida aqui.