As duas equipes tiveram suas novas arenas confirmadas nesta off-season. Os Flames irão enfim deixar o Saddledome para trás. Enquanto isso, os Isles finalmente deixarão o Barclays Center de vez.
BELMONT PARK, NOVA CASA DOS ISLANDERS
Quando os Islanders firmaram seu acordo para jogar no Barclays Center, já houve controvérsia acerca da distância. Mesmo aqueles que não detestaram a escolha de imediato passaram a odiá-la já na primeira temporada por lá. As reclamações vão desde a visibilidade terrível (afinal, foi projetada para jogos de basquete) até o inusitado carro junto à arquibancada. Ora, será que existia a possibilidade de alguém se sentar ali para assistir alguma partida? Seria uma experiência, no mínimo, divertida.
A polêmica foi tão extensa que, na última temporada, a equipe mandou metade de seus jogos em casa na sua antiga arena, o histórico Nassau Coliseum. Com isso, os fãs manifestaram sua vontade de o clube retornar de fato a Long Island. No dia 08 de agosto, o Conselho Imobiliário de Nova York votou, por unanimidade, pela aprovação do projeto que envolve uma nova arena para os Isles. O complexo esportivo e comercial se trata de uma parceria entre a equipe de hockey e o New York Mets, da Major League Baseball (MLB). A previsão é que ele fique pronto a tempo da temporada 2021/2022.
CALGARY FLAMES DEIXAM O SADDLEDOME
A controvérsia da construção de uma nova arena em Calgary foi tão grande, que haviam até rumores de que a equipe poderia deixar a cidade. Tudo isso porque a população não se demonstrou favorável à utilização de dinheiro público para fundar parte da obra. Entretanto, em julho, os Flames e a prefeitura entraram em acordo sobre um novo complexo de entretenimento.
Segundo o acordado, cada uma das partes fornecerá 275 milhões em dinheiro. Isto gerou críticas na cidade, pois o conselho municipal havia acabado de anunciar cortes de 60 milhões nos serviços públicos. O centro de eventos, que envolverá a arena de hockey, será localizado no bairro de East Victoria Park e deve ser inaugurado para a temporada 2024/2025.
SEATTLE CENTER ARENA, O LAR DO PRÓXIMO (E ÚLTIMO?) TIME DE EXPANSÃO
Na capital do grunge, a Key Arena será reformada e se tornará a Seattle Center Arena. O responsável pela construção, Oak View Group, é o mesmo do Belmont Park, novo lar dos Islanders. O local irá receber a primeira equipe de hockey em Seattle desde que os Metropolitans deixaram de existir. Com sua nova equipe e uma arena moderníssima, Seattle deixará o grunge e o café de lado para se tornar a terra do hockey a partir da temporada 2021/2022.
O time, que surgiu após a expansão de 1993, nunca antes em sua história havia aposentado um número de jogador. Após anunciar sua aposentadoria da NHL, o goleiro Roberto Luongo será homenageado. O canadense natural de Montreal jogou pelos Florida Panthers por 11 temporadas.
Esperança canadense na Flórida
Roberto Luongo possui alguns recordes memoráveis. Ele é um dos três goleiros de toda a liga a ter jogado mais de 1,000 jogos. Além disso, é o terceiro em jogos ganhos (489) e o nono goleiro a ter mais shutouts (77).
Na história dos Panthers, Luongo é o líder em jogos como goleiro (230) assim como em shutouts (38). Apesar de ter jogado também no New York Islanders e no Vancouver Canucks, no qual participou de oito temporadas, Luongo será eternizado pelo time da Flórida.
Seu número será pendurado na BB&T Center, arena do Florida Panthers, no dia 07 de março de 2020. Será antes do jogo contra o time de sua cidade natal, o Montreal Canadiens.
“Será uma honra, já que muitas pessoas da minha cidade vão poder ver a cerimônia mesmo não estando na Flórida. Isso acaba tornando tudo muito especial.”
Roberto Luongo
Mesmo não tendo nenhuma Stanley Cup com o Florida Panthers em seu currículo, Luongo não poderá ser esquecido da história do hockey. Ele foi campeão duas vezes da Liga Júnior de Quebec. Além disso, tem dois ouros no World Championship, dois ouros no Mundial de Hóquei no Gelo e dois ouros nas Olimpíadas.
Enfim, Luongo disse que o plano nunca foi se aposentar. Contudo, por conta de lesões, ele sentiu que seu corpo precisava de descanso.
Mas os fãs dos Cats podem ter um pouquinho de esperança. O ex-goleiro disse que ainda não tomou nenhuma decisão quanto a seu futuro. Sendo assim, há a possibilidade de ele voltar, atuando em alguma outra função nos Panthers. “Hockey é minha vida. Definitivamente, ainda quero estar envolvido nisso. Entretanto, nada foi decidido. Em algum momento, vocês me verão de volta”, disse Luongo.
A off-season tem sido bastante tumultuada para grande parte dos jogadores da NHL. Principalmente para o capitão do Washington Capitals, Alex Ovechkin. Há alguns dias, o russo foi condecorado como embaixador da NHL na China. Por isso, viajou para a capital chinesa, Beijing, por uma semana, com o intuito de divulgar o hockey entre as crianças. Tal motivação da NHL com a viagem é expandir o esporte mundialmente. Desta forma, faria com que este fosse reconhecido além das fronteiras do Canadá e E.U.A.
Portanto, o NHeLas veio contar os melhores momentos da viagem.
Dia 1
Ao chegar no aeroporto de Beijing, Ovechkin foi recebido por alguns fãs. Estes todos com jerseys dos Capitals às mãos, esperando ansiosos por autógrafos. O jogador interagiu com eles durante algum tempo, e em seguida se dirigiu ao hotel.
Porém, durante a noite, foi convidado para visitar um jogo de hockey do Campeonato Renaissance. Este que foi patrocinado pela companhia ORG Technology, sediada no país. Assim, ele e Zhou Yunjie, CEO da empresa, deram a largada do puck no jogo. Seguidamente, o jogador se dirigiu às arquibancadas para assistir o restante da partida.
Ceremonial puck drop ☑️ Photos with fans ☑️ Gifted a traditional bull jade carving ☑️
No segundo dia da viagem, o russo visitou o parque Shougang. O local, que costumava ser uma antiga fábrica de produção de ferro, foi revitalizado. Por isso, será palco de algumas modalidades das Olimpíadas de Inverno de 2022, em Beijing.
Em seguida, ele foi para o rinque de hockey existente dentro do complexo. Lá dentro, jogou por algum tempo com cerca de 60 crianças locais, que fazem parte de alguns times U12. Elas se mostraram extremamente empolgadas com a presença do capitão do Capitals.
Também no rinque estava o chinês Peter Zhong, calouro do time de hockey da Universidade do Arizona. O jogador se encontrava na China para participar do torneio idealizado pela ORG. Ele, juntamente de Ovechkin, treinaram juntos e trocaram alguns passes com as crianças. Por fim, Zhong afirmou para o site da NHL que estar no mesmo ambiente que o camisa 8 de Washington é uma oportunidade única. Desta maneira, ele ficou feliz em saber do engajamento da NHL na divulgação do esporte seu país de origem.
Dia 3
Ovechkin visitou a Forbidden City, onde se localiza o antigo palácio imperial da China. O local, que antes costumava ser o lar dos imperadores chineses, recebe cerca de quase 80 mil turistas por dia.
Após o passeio cultural, o jogador se dirigiu até Bloomage Live. Ali há um complexo no qual serão disputados os jogos de hockey das Olimpíadas de Inverno, em 2022. Durante a tour pelo local, o atleta foi agraciado com a presença de cerca de 60 crianças, que exclamavam avidamente seu nome. Ao mesmo tempo, em uma das instalações do complexo, ocorria uma exposição sobre hockey. Assim, Ovechkin acabou visitando-a e parou em cada estação, ensinando aos pequenos alguns breakaways, técnicas, e suas melhores jogadas.
No último dia da viagem, o camisa 8 finalmente visitou a muralha da China. Ali, então, participou de um mini media day para o Washington Capitals, tirando fotos e gravando vídeos para as redes sociais do time.
Por fim, nos últimos momentos do passeio, ele foi presenteado com uma pequena pedra. Esta continha seu nome, porém escrito em Chinês. Desta maneira, o jogador selou com êxito sua passagem pela China.
Já falamos de vários momentos marcantes na história da NHL. Inclusive fizemos um top 5 da Conferência Oeste. Agora chegou a vez de relembramos os cinco momentos especiais que a Conferência Leste nos presenteou.
The Easter Epic
A partida que iniciou no dia 18 de abril de 1987 só foi terminar nas primeiras horas do dia 19. Naquele ano, era domingo de páscoa. Os times Washington Capitals e New York Islanders se enfrentaram no jogo 7. Dessa vez, em Capital Centre, no estado de Maryland. Por um lado, dos Capitals, os jogadores Mike Gartner e Grant Martin marcaram gols no primeiro e segundo período. Enquanto os Islanders foram os jogadores Patrick Flatley e Bryan Trottier que marcaram no segundo e terceiro período, respectivamente. Ao fim do terceiro período o placar estava empatado em 2-2. Assim, não teve jeito e o jogo foi para overtime.
Foram necessários quatro períodos de overtime para enfim um dos times marcarem. Os jogadores já estavam cansados. O jogo foi instável durante os primeiros oito minutos do 4OT, afinal aquele já era o sétimo período. Enquanto os Islanders tinham conseguido cinco shots, o Capitals só tinha conseguido um. Os times tinham muito em jogo. Já que quem vencesse a partida iria para o próximo round enquanto o outro iria para casa. Aos 8:47, Pat LaFontaine aproveitou uma passe recebido e mandou o puck para a rede. Com isso, fim de jogo e vitória do time de New York. Atualmente a partida está entre as dez mais longas da história da NHL. Porém, foi o primeiro jogo 7 desde 1968 a precisar de mais de uma hora extra. Sendo assim, foi o único jogo de playoffs em sua temporada que ultrapassou um período de prorrogação.
Miracle at Molson
No dia 09 de maio de 2002, o Carolina Hurricanes enfrentava o Montreal Canadiens em mais uma partida da série dos playoffs. A partida aconteceu no Molson Centre em Montreal, Quebec. Era o jogo 4 da série que estava 2-1 para os Habs. Até então, o time da casa estava ganhando de 3-0. Já estava no terceiro período quando veio uma penalidade para o jogador de Montreal.
Foram apenas dois minutos de 5 on 3, mas foi o suficiente para os Canes marcarem um gol. Sean Hill aproveitou a chance e abriu o placar para seu time. Menos de dez minutos depois foi a vez de Bates Battaglia. O placar agora estava 3-2, e restava pouco para acabar a partida. Surpreendentemente, faltando apenas 41 segundos para o fim do jogo, Erik Cole deu um rebote num shot de Ron Francis e marcou o gol de empate. Com os Canes conseguindo empatar a partida, foi necessário ir para o overtime e desempatar o jogo.
Aos 3:14 aconteceu mais um momento histórico na partida. Niclas Wallin fez pela primeira vez o que ficou conhecido como a sua “arma secreta”. Essa foi o primeiro de múltiplos gols em OT na sua carreira. Wallin marcou o gol e Canes empatou a série em 2-2. Por fim, o time da Carolina ganhou a série por 4-2, assim avançando para o próximo round.
Duelo de hat-tricks
No dia 04 de maio de 2009, os times Pittsburgh Penguins e Washington Capitals se enfrentaram no segundo jogo da semifinal da Conferência Leste. A partida que foi ganha pelos Capitals por 4-3 entrou para a história do hockey. Issoporque Alex Ovechkin e Sidney Crosby fizeram um hat-trick cada. Assim, tornaram essa noite inesquecível para os fãs do esporte. O responsável por abrir o placar da noite foi Crosby no primeiro período. O canadense aproveitou um passe de Kris Letang durante o power play e marcou o primeiro gol.
No início do segundo período foi a vez de Ovi marcar seu primeiro gol. Em seguida, ainda no segundo período tivemos novamente um gol de Crosby e ao final do período um gol de David Steckel. Finalizando o placar em 2-2. O terceiro período, por conseguinte, foi bem animado. Com Ovi marcando seu segundo gol num power play e, em menos de três minutos depois, marcou seu terceiro gol. A emoção tomou conta dos torcedores e portanto teve uma chuva de chapéus vermelhos no gelo. Crosby chegou a reclamar com o árbitro sobre a demora para continuar o jogo. No último minuto da partida, Sid the Kid marcou também seu terceiro gol durante um power play. Apesar da derrota nessa partida, os Penguins ganharam a série por 4-3 e posteriormente foram os campeões da Stanley Cup.
Bruins vs fãs
Há quase 40 anos, em 23 de dezembro de 1979, Mike Milbury, um defensor do Boston Bruins, entrou em uma briga com um fã do New York Rangers. Isso resultou em todos os jogadores passando por cima do vidro das arquibancadas para entrar na briga. Com exceção de um jogador do Bruins.
O incidente aconteceu após a vitória dos Bruins de 4-3. A briga iniciou após Phil Esposito, dos Rangers, bater seu stick no gelo e ir para o vestiário depois de não conseguir converter uma briga nos últimos segundos da partida. Com Esposito fora do gelo, quem acabou levando um soco foi Ulf Nilsson dos Rangers, que mais cedo na partida havia batido em Al Secord, autor do soco.
Como resultado, começou uma briga entre os jogadores que rapidamente passou para a arquibancada, após John Kaptain, fã dos Rangers, atingir um jogador dos Bruins. Kaptain pegou o bastão do jogador. Terry O’Reilly, ao ver isso, foi o primeiro jogador a passar por cima do vidro. Ao total foram dezoito jogadores brigando nas arquibancadas. Ao final da confusão, três jogadores foram suspensos. Além disso, precisaram reinstalar o vidro da arena e até mesmo os fãs processaram os jogadores. No entanto, os jogadores seguiram suas carreiras normais e com isso a briga entrou para a história da NHL.
Briga entre fãs e os jogadores do Boston Bruins. (Foto: Reprodução / nytimes.com)
Jaromir Jagr conquista stick de ouro
Na temporada 2016-17 Jaromir Jagr entrou para a história novamente. Dessa vez, o jogador se tornou o segundo na história da NHL a fazer 1.888 pontos em sua lendária carreira. O ponto histórico aconteceu após Jagr fazer uma assistência que ajudou seu time a marcar um gol contra o Boston Bruins. Mike Matheson disparou o puck para a rede, que bateu na parte de trás de Jagr e depois atingiu Tuukka Rask. O jogador Aleskander Barkov conseguiu atingir o puck que bateu na trave e entrou no gol.
Após uma breve revisão, o jogo foi interrompido e o capitão do time, Derek MacKenzie, presenteou Jaromir com um stick de ouro. Foi uma forma de comemorar sua grande conquista. Na época, Jagr tinha feito 23 temporadas na NHL, sendo 1.663 jogos e 1.888 pontos.
Como já explicamos, a arbitragem é uma forma de mediação de conflitos. No caso da NHL, ela é usada para solucionar os entraves nas negociações salariais entre os jogadores que são restricted free agents (RFAs) com direito à arbitragem e seus respectivos clubes. Com uma das mais recheadas classes de RFAs na história da liga, naturalmente tivemos muitos jogadores que entraram com o pedido de arbitragem.
A data limite foi dia 05 de julho, com as audiências agendadas entre os dias 20 de julho e 04 de agosto. Embora existam muitos casos agendados, a grande maioria deles é resolvida antes da sessão de arbitragem.
(É importante lembrar que o contrato two way significa que o atleta recebe um salário menor quando jogar nas ligas inferiores em relação ao seu salário na NHL. O contrato one way, por sua vez, significa que o salário é o mesmo, independentemente da liga.)
ANAHEIM DUCKS
A equipe da Califórnia renovou com o center Chase DeLeo, que terá mais um ano na equipe com o salário de $750,000 em um contrato two way.
BOSTON BRUINS
O winger Danton Heinen renovou com os Bruins no dia 9 de julho, firmando um contrato de dois anos que foi avaliado em $5.6 milhões.
BUFFALO SABRES
Remi Elie fechou um acordo de um ano em 01 de agosto, avaliado em $700,000. Já Jake McCabe assinou por dois anos, avaliado em $5.7 milhões, no dia 03 de agosto. Evan Rodrigues, por sua vez, renovou por um ano, pela quantia de $2 milhões no dia 25 de julho. O caso mais curioso, porém, foi Linus Ullmark, que renovou seu contrato por $1.325 milhão em 02 de agosto durante a audiência de arbitragem, mas antes que o árbitro decidisse um valor.
CALGARY FLAMES
Sam Bennett renovou por dois anos, avaliado em $5.1 milhões, e evitou a arbitragem. Ryan Lomberg renovou por um ano, a quantia de $700,000 em 16 de julho. David Rittich também renovou por dois anos, pela quantia de $5.5 milhões. Por fim, Rinat Valiev renovou pela quantia de $700,000 em 16 de julho.
CAROLINA HURRICANES
O primeiro caso de arbitragem foi o de Anton Forsberg, no qual o árbitro definiu o salário de $775,000 para o atleta em 04 de agosto. Já com Brock McGinn, ele e o clube evitaram a arbitragem ao acordarem um contrato de dois anos.
COLORADO AVALANCHE
J.T. Compher e o clube entraram em um acordo de quatro anos avaliado em $14 milhões no dia 17 de julho. Além disso, Sheldon Dries e Ryan Graves também assinaram por mais um ano com a equipe de Denver.
DALLAS STARS
Jason Dickinson e o clube texano entraram em acordo para um contrato de dois anos, avaliado em $3 milhões.
FLORIDA PANTHERS
MacKenzie Weegar e a equipe de Sunrise tiveram uma audiência de arbitragem, onde o contrato do atleta foi estendido por um ano, mas os detalhes não foram divulgados pelo clube.
LOS ANGELES KINGS
Alex Iafallo e os Kings entraram em acordo sobre uma extensão de dois anos, avaliada em $4.85 milhões.
MONTREAL CANADIENS
Os Habs estenderam Joel Armia por dois anos, pela quantia de $5.2 milhões, além de terem ampliado o contrato de Charles Hudon por um ano, avaliado em $800,000. Além disso, Artturi Lehkonen também renovou por dois anos, por $4.8 milhões.
NASHVILLE PREDATORS
A equipe do Tennessee estendeu o contrato de Colton Sissons por sete anos, com um valor total de $20 milhões. Já no caso de Rocco Grimaldi (aquele que tem nome de realeza, mas é americano), foi determinado na audiência arbitral que seu contrato seria de um ano e avaliado em $1 milhão.
NEW JERSEY DEVILS
A equipe renovou com Will Butcher por três anos, por $11.2 milhão, com Connor Carrick por dois anos e $3 milhões. Além disso, estenderam Mirco Mueller por um ano, $1.4 milhão.
NEW YORK RANGERS
Uma das maiores aquisições da off-season foi Jacob Trouba, vindo do Winnipeg Jets. O defensor americano renovou por sete anos e $56 milhões. Pavel Buchnevich também estendeu com os Rangers por dois anos.
PHILADELPHIA FLYERS
Scott Laughton e o clube fecharam um acordo por dois anos e $4.6 milhões.
PITTSBURGH PENGUINS
A equipe da Pensilvânia renovou com Zach Aston-Reese por dois anos e $2 milhões.
ST. LOUIS BLUES
Jordan Binnington assinou um bridge deal depois de vencer a Stanley Cup, avaliado em $8.8 milhões por dois anos. Os Blues também renovaram com Ville Husso por um ano, Zachary Sanford por dois anos e Oskar Sundqvist por quatro anos. No caso de Joel Edmundson, a situação chegou à audiência de arbitragem, quando foi determinado que o contrato seria de $3.1 milhões por um ano.
TAMPA BAY LIGHTNING
Cedric Paquette renovou com o clube da Flórida por dois anos, por $1.65 milhão anualmente.
VEGAS GOLDEN KNIGHTS
A equipe de Nevada renovou com Malcom Subban por um ano, com salário de $850,000.
WASHINGTON CAPITALS
Chandler Stephenson e os Caps chegaram em um acordo para um contrato de um ano, avaliado em $1.05 milhão. Já no caso de Christian Djoos, o árbitro decidiu por um contrato de um ano, avaliado em $1.25 milhão.
WINNIPEG JETS
Neal Pionk recebeu um contrato de dois anos, avaliado em $6 milhões. No caso de Andrew Copp, o árbitro decidiu por um contrato de dois anos, com valor total de $4.65 milhões.
Nessa off-season, quando falamos de novatos, o assunto se resumiu ao duo Jack Hughes e Kaapo Kakko. Entretanto, vários jovens draftados nos dois anos anteriores devem iniciar seu primeiro ano completo na NHL durante temporada 2019/2020. Quer saber quem são alguns deles? O NHeLas te conta!
FILIP ZADINA, LW/RW, DETROIT RED WINGS
O winger tcheco foi selecionado em sexto pela equipe de Michigan no draft do ano passado. Para muitos, a queda dele, ranqueado acima de Jesperi Kotkaniemi e logo abaixo de Brady Tkachuck, não tinha explicação. Contudo, enquanto os outros dois se tornaram peças importantes em suas respectivas equipes, Zadina foi mandado para a American Hockey League (AHL) após nove jogos na NHL. Lá o jogador teve 35 pontos em 59 jogos, rendendo muito menos do que em seus tempos de major junior.
No ano do draft, atuando pelo Halifax Mooseheads da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL), Zadina marcou 82 pontos em 57 jogos. Mas seu jogo não se transportou para o hockey profissional, e ele teve dificuldades de adaptação. Além disso, Detroit está em um momento complicado, no meio da renovação de uma das franquias mais clássicas do esporte. Por isto, com a saída de veteranos, tudo indica que o tcheco pode ganhar mais espaço nos Wings. Além disso, agora a equipe conta com um GM novo, Steve Yzerman.
MORGAN FROST, C, PHILADELPHIA FLYERS
O canadense foi draftado em 27º no ano de 2017, com a escolha que Philly recebeu de St. Louis na troca de Brayden Schenn. Nos dois anos seguintes, o jovem aterrorizou a competição na Ontario Hockey League (OHL) jogando pelo Sault St. Marie Greyhounds. Em 2017/2018 postou 112 pontos em 67 jogos e no ano seguinte 109 pontos em 58 partidas. O canadense dominou completamente a mais forte das três ligas de major junior.
Frost irá se profissionalizar aos 20 anos e tem um caso forte para entrar na terceira linha dos Flyers. Embora provavelmente tenha que se tornar um winger, ele pode ajudar a equipe da Filadélfia a chegar aos playoffs. Ainda assim, discute-se se ele ou Joel Farabee, draftado em 2018, seriam o jogador mais capacitado para este papel. Por ser um ano mais velho (e consequentemente mais experiente), Frost sai na frente para ser uma peça importante na etapa final do rebuilt dos Flyers.
ERIK BRANNSTROM, D, OTTAWA SENATORS
Há quem compare o perfil do jovem defensor com um outro sueco que já defendeu a equipe da capital canadense e eventualmente se tornou seu capitão. O jogador, adquirido na troca que levou Mark Stone para Vegas, é um dos prospects mais promissores da sua posição. Brannstrom fez 28 pontos em 41 jogos pelo Chicago Wolves, da AHL, antes de ser trocado, e pontuou quatro vezes em nove jogos com o Belleville Senators.
O sueco com certeza será parte de um futuro muito promissor, se o clube conseguir ser gerenciado da forma correta. Desta forma, a equipe ainda conta com atletas como Thomas Chabot, Colin White e Brady Tkachuk no elenco, que podem ser a base de um time competitivo em alguns anos. Todavia, para isso acontecer precisam contar com um projeto a longo prazo bem elaborado.
CODY GLASS, C, VEGAS GOLDEN KNIGHTS
O center foi a quinta escolha no draft de 2017, o primeiro realizado pela equipe de Nevada. No Portland Winterhawks, da Western Hockey League (WHL), Glass fez 102 pontos em 64 jogos em 2017/2018. No ano seguinte, fez 69 pontos em 38 partidas, além de ter atuado pelo Chicago Wolves da AHL em 22 partidas dos playoffs, marcando 15 pontos.
Com a ida de Nick Suzuki para Montreal e Brannstrom para Ottawa, o jovem center se tornou unanimidade como o principal prospect dos Knights. Com Erik Haula indo para o Carolina Hurricanes, Glass pode vir a ter mais espaço na equipe de Vegas, na qual com certeza fará parte de um duo de centrais com William Karlsson por muitos anos.
CALE MAKAR, D, COLORADO AVALANCHE
Mas esse menino já não jogou na liga, NHeLas? Sim, Cale Makar participou dos playoffs da última temporada, mas ainda preenche os requisitos para ser um novato. Isto significa que, em 2019/2020, o defensor canadense poderá inclusive ser indicado ao Calder, troféu para o rookie do ano. Após a troca de Tyson Barrie para Toronto, Makar terá todo o espaço necessário para desenvolver seu jogo.
O canadense, que marcou seis pontos em dez jogos dos playoffs, vem de uma temporada excelente no hockey universitário. Sua última temporada na UMass-Amherst resultou no Hobey Baker, troféu de melhor jogador da liga. A tenacidade ofensiva do defensor pode colocá-lo no lugar de Barrie na primeira unidade de power play do Avalanche. Além disso, com MacKinnon e Rantanen juntos com ele no gelo, o jovem não terá dificuldades em pontuar na temporada.
Qual prospect você mais quer ver nessa próxima temporada? Conta para a gente aqui nos comentários ou nas outras redes sociais!
O Arizona Coyotes anunciou na tarde de ontem (29) que o clube passaria por uma grande mudança. Esta seria a venda majoritária do time para o empresário Alex Meruelo. Anteriormente controlada por Andrew Barroway, a franquia passa, desta forma, a ser a primeira da NHL comprada por um hispânico. Assim, Meruelo se torna o dono majoritário, presidente e governador da equipe.
Em um comunicado oficial, no próprio site dos Yotes, o empresário exaltou apenas ótimas expectativas para o time:
Este é um momento incrível para mim e para minha família. O Arizona Coyotes é um time destinado a grandes coisas dentro e fora do gelo. Estou ansioso para ajudar o hockey a prosperar no deserto, e comprometido em fornecer aos nossos fãs apaixonados, parceiros leais e a todo o Estado do Arizona um time do qual poderão se orgulhar nos próximos anos.
Alex Meruelo, dono, governador e presidente do Arizona Coyotes.
Portanto, com a transação, Barroway manterá uma participação minoritária na equipe e se tornará um Governador Suplente do clube. Além disso, Cohen e John Chayka, presidente de operações de hockey e gerente geral, respectivamente, continuarão como governadores alternativos do time.
Mudança esperada há algum tempo
Anteriormente, haviam surgido rumores sobre uma possível mudança de proprietários nos Coyotes. Porém, eram especulações até então, já que o único dono majoritário do time era Barroway. O time afirmou que apenas estavam explorando o mercado, e estudando futuras negociações, mas nada confirmado. No entanto, em junho deste ano, o acordo começou a ganhar veracidade quando apenas o nome de Meruelo se tornou o centro das atenções.
Em 19 de junho, em reunião com o Conselho dos Governadores da NHL, a transação foi aprovada. Agora é oficial, já que o acordo entre a liga e o time era de que a negociação se prolongasse até o final do verão.
“I look forward to helping hockey continue to thrive in the desert.” – Alex Meruelo
Filho de imigrantes cubano, Meruelo iniciou sua carreira no negócio de tuxedos, que era inicialmente de seu pai. No entanto, com o tempo, criou o Grupo Meruelo, que tem sua sede baseada na Califórnia, em 1986. Porém, ao longo dos anos, a empresa acabou ampliando seu portfólio. Passaria a compor negócios em jogos de cassino, imóveis, construção e engenharia, hospitais, estações de rádio e televisão, serviços de alimentação, entre outros. Por fim, seu networth é avaliado em cerca de três bilhões de dólares.
Com a compra dos Yotes, Meruelo se torna o primeiro hispânico a obter os direitos de um clube da NHL.
A NHL é cheia de curiosidades e momentos marcantes, mas alguns desses acontecimentos são de fato especiais. Ao longo dos 100 anos de história muita coisa aconteceu e por isso separamos 5 casos especiais que os times da conferência Oeste nos presentearam.
Miracle on Manchester
No dia 10 de Abril de 1982, Los Angeles Kings e Edmonton Oilers se enfrentavam em um jogo de playoffs. A partida que aconteceu em Manchester Boulevard (daí o apelido do feito), no subúrbio de Inglewood em Los Angeles entraria pra história. Os times participavam do terceiro jogo da série e os Oilers estavam na frente por 5-0. Mas o terceiro período mudou tudo. Um acontecimento inédito fez os Kings empatarem.
Tudo começou quando Jay Wells abriu o placar para os Kings. Menos de 3 minutos depois foi a vez de Doug Smith aproveitar o power play e marcar. Após pouco menos de 10 minutos foi a vez de Charlie Simmer, Mark Hardy e Steve Bozek marcarem. Fim do terceiro período, jogo empatado e agora os Kings tinham esperança de ganhar. Após uma breve pausa eles entraram com uma linha nova. Daryl Evans teve a chance e deu um shoot certeiro no puck que acertou na parte superior da rede. Gol marcado e vitória dos Kings aos 02:36 de OT.
San Jose Sharks realiza sonho de fã
No dia 18 de março de 2014 o San Jose Sharks realizava o sonho de Sam Tageson. O jovem que na época tinha 17 anos, foi diagnosticado com síndrome do coração esquerdo hipoplásico ainda criança. Aos 6 anos contra as ordens dos médicos começou a jogar hockey, seu esporte do coração. Quando foi perguntado qual seu maior desejo pela Fundação Make-A-Wish, Sam não pensou duas vezes ao pedir para jogar pelo San Jose Sharks.
E o seu sonho foi realizado. Durante um dia inteiro Sam foi jogador dos Sharks. Ele treinou com a equipe de manhã, onde patinou pelo gelo e praticou tiros. Em seguida o GM do time Doug Wilson, assinou um contrato com Sam para tornar oficial a contratação de um dia. Após o contrato ele se se juntou a equipe para o aquecimento antes do jogo contra o Florida Panthers. Naquela noite, Sam se tornou o primeiro não-jogador a passar pela Shark Head. Quatro anos depois o time de San Jose realizou o sonho de Hayden Bradley, que havia se inspirado no desejo de Sam.
Último jogo de Mike Modano na AAC
O jogador foi draftado como 1st pick pelo Minnesota North Stars para a temporada 1988-89. Em 1993 a equipe foi realocada e passou a ser o Dallas Stars, ainda assim Modano continuou no time. No dia 08 de abril de 2010, o clima na arena era de despedida já que aquele era o seu último jogo em Dallas. Ao final da temporada o contrato de Mike acabaria e os fãs só saberiam se ele renovaria ou se aposentaria no verão americano.
Aquela foi uma noite de grandes emoções para os fãs. Mike teve uma grande homenagem com a placa de vídeo do American Airlines Center mostrando imagens de sua carreira, tornando difícil para o jogador segurar a emoção. Em um vídeo pré-gravado Modano agradeceu aos fãs pelos “17 anos memoráveis em Dallas”. Ao ser ovacionado pelos fãs o jogador não aguentou a emoção e foi possível ver as lágrimas quando a câmera focou nele.
Mais tarde em junho de 2010 o time anunciou que o jogador não retornaria para Dallas na próxima temporada. O jogador passou uma temporada pelo Detroit Red Wings, até que ele decidiu se aposentar. Com isso, o time de Dallas assinou um contrato de um dia com o jogador, tornando possível que ele se aposentasse como um Stars.
Aposentando o número 19
Joe Sakic era um center do Colorado Avalanche. Ele foi draftado pelo Quebec Nordiques em 1987, mas só foi começar na NHL na temporada 1988-89. Para a temporada 1992-93 o jogador, que até então era co-capitão, foi anunciado como capitão. Com a mudança do time para Denver, a equipe ganhou o nome de Colorado Avalanche. Sakic continuou como capitão, assim se tornando o primeiro do Avalanche. No total foram 17 temporadas como capitão, tendo sido 14 anos somente no Avalanche.
Ao final da temporada 2008-09 Sakic anunciou sua aposentadoria. No dia 1º de outubro de 2009 o time aposentou o nº19 em uma cerimônia especial antes do início da abertura de temporada. O banner com a sua jersey continha um “C” já que o jogador tinha sido o único capitão do time até a sua aposentadoria. “Super Joe” como era conhecido, foi aplaudido de pé por seus fãs em sua homenagem. Em uma noite de muita emoção, Joe foi ovacionado diversas vezes durante a cerimônia. Com vídeos de sua longa carreira, Joe mostrou o porquê de ser tão amado pelos fãs de Denver. Em 2014 o ex-jogador assumiu como GM do time, cargo que ocupa até hoje.
Estreia histórica nos playoffs
O Las Vegas Golden Knights é um time extremamente novo, fez a sua primeira temporada em 2017-18. Mesmo assim mostrou que não está aqui para brincar. Após ir bem na temporada regular, o time conseguiu um feito histórico ao “varrer” seu oponente em sua primeira série de playoffs. Essa foi a primeira vez na história da NHL que isso aconteceu. O time de Las Vegas enfrentava o Los Angeles Kings na série. Sua primeira partida estava marcada para o dia 11 de abril de 2018. Apenas seis dias depois o time vencia sua quarta partida contra os Kings e portanto avançava para a próxima fase dos playoffs.
Alguns dias depois o time avançou novamente ao ganhar de 4-2 contra o San Jose Sharks. Assim se tornando o terceiro time da NHL a vencer várias séries em sua temporada inaugural. Nas finais de conferência foi a vez do Winnipeg Jets dizer adeus a Stanley Cup. Como resultado os Golden Knights se tornaram os campeões de conferência, e portanto se tornando a terceira equipe da NHL a avançar para uma final de Stanley Cup em sua temporada inaugural. Na última série o time perdeu de 4-1, se tornando o vice-campeão.
A NHL tem mais de 100 anos de história. Estes que passaram por duas guerras mundiais, a Grande Depressão, Guerra Fria, e diversos movimentos sociais. Portanto, um esporte que já presenciou tantos acontecimentos marcantes no mundo, também guarda consigo certos episódios que ficaram marcados na história da liga.
Sejam estes engraçados, tristes, inéditos – a maior liga de hockey do mundo é como uma odisseia cheia de segredos escondidos e infinitos. Estes que tornam o esporte cada vez mais curioso e interessante. Por isso, o NHeLas trás uma lista com 10 fatos singulares sobre a liga que você, provavelmente, não sabia.
O San Jose Sharks quase foi nomeado “Rubber Puckies”
Quando San Jose foi presenteada com um time durante a expansão dos anos 90, vários nomes foram sugeridos. Seguidamente, os donos da equipe, Gordon e George Gund, criaram um concurso para a sugestão destes. Tais que variavam de muito criativos a completamente sem noção. Finalmente, depois de muito decidir, os nomes finalistas pelos donos foram “Screaming Squids”, “Salty Dogs”, “Blades” e, por último, “Rubber Puckies”. Em português, a sentença significa “lulas de borracha”.
Tecnicamente, “Blades” (lâminas) foi o mais votados dos nomes. Porém, por medo de atrair atividades de gangues e violência na arena, os donos acabaram vetando a sugestão final. Por isso, ficaram com o nome “San Jose Sharks”. San Jose devido ao nome da cidade natal do time. E “Sharks” porque viviam várias espécies de tubarões na costa da Califórnia, na área da baía. Nome tal que inspiraria o futuro logo e, desta forma, poderia acabar atraindo fãs de diversas idades.
O Pittsburgh Penguins costumava ter um pinguim de verdade como mascote
Fonte: Reprodução/ottawacitizen.com
Para um time de hockey ter um pinguim como mascote é completamente genial. Afinal, estes animais tem o costume de viver em temperaturas abaixo de zero, e vivem grande parte de sua vida deslizando pelo gelo. Portanto, mais relativo ao esporte, impossível.
Então, o time resolveu tornar o mascote realidade. Assim, na temporada de 1968, o pinguim, chamado Pete, fez sua primeira aparição na arena do time. O animal que era equatoriano, e fazia parte do aquazoo de Pittsburgh, foi um presente de aniversário ao filho do presidente dos Penguins na época, Jack Mcgregor. A ave fez diversas aparições durante a temporada. Inclusive, possui seu próprio par de patins no clube.
O Toronto Maple Leafs já deixou a Stanley Cup em contato com o fogo
Fonte: Reprodução/tsn.ca
Quando um time ganha uma Stanley Cup, não existe lugar suficiente para celebração. E enquanto isso acontece, talvez entre uma bebida e outra, as coisas, às vezes saem fora do controle.
Porém, apesar do status sagrado que possui na NHL, os Leafs já acabaram por levar a celebração ao extremo. Após vencerem a Stanley Cup de 1962, contra o Chicago, o time deixou a celebração subir a cabeça e a Stanley Cup acabou indo parar no fogo. A taça, esta que é praticamente uma dinastia no hockey, ficou completamente danificada. Portanto, no fim das contas, o próprio time precisou levantar fundos para consertar o troféu. E, provavelmente, levar a maior bronca da história da liga.
O primeiro jogo externo da NHL foi realizado em um deserto
Fonte: Reprodução/i.pinimg.com
Jogos da NHL como o Winter Classic são realizados fora da arena. Desta maneira, relembram-se os princípios do esporte, onde os jogadores amadores jogavam, na maior parte da vezes, em cima de lagos congelados.
Portanto, ao invés de ser realizado em cidades que acabam nevando durante o inverno, o primeiro jogo externo da NHL foi realizado no estacionamento do hotel Caesar’s Palace, em Las Vegas. O Los Angeles Kings recebeu o New York Rangers sob o sol de mais de 100º Farenheith. Obviamente, podem-se imaginar os diversos problemas para manter o gelo no rinque improvisado sob as altas temperaturas do deserto. Porém, no fim, o jogo aconteceu e teve lotação máxima.
Os Sabres já draftaram uma pessoa não-existente
Foto: Reprodução/buffalonews.com
Quando o presidente do Buffalo Sabres, no ano de 1974, ficou impaciente com o lento processo da Draft (feito por telefone na época), este acabou anunciando para o presidente da liga na época que havia draftado um jogador. Taro Tsujimoto, aparentemente uma superestrela do hockey japonês, foi inventado pelo presidente do clube da mesma forma que seu clube havia sido, o Tokyo Katana.
Uma vez que os picks da Draft eram considerados segredos na época, ninguém duvidou da veracidade do fato. Inclusive, seu nome foi afirmado em diversas publicações como o pick dos sabres da 11ª rodada do Draft.
Porém, quando o training camp do Buffalo começou naquele ano, foi impossível manter a farsa. No fim das contas, acabaram por descobrir que Tsujimoto não era real, e seu nome foi substituído pelas palavras “reivindicação inválida” no guia de mídia dos Sabres, onde havia circulado a notícia de sua contratação.
Existem diversos erros de pronúncia de nomes na Stanley Cup
Fonte: Reprodução/wcvb.com
Tecnicamente, os times finalistas da Stanley Cup deveriam revisar diversas vezes o nome de sua equipe antes de enviarem seus nomes. Um fato importante, já que estes mesmos nome serão gravados no troféu para sempre e, desta forma, sem possibilidade de correção.
Porém, ainda existem alguns erros de escrita dos participantes na taça. O New York Islanders, por exemplo, teve seu nome escrito como “Illanders”, em seu título de 1981. Em 1992, quando os Bruins levam a taça, o nome da equipe foi escrito como “Bqstqn Bruins”. Outros jogadores como Kris Versteeg, Adam Deadmarsh and Dickie Moore também tiveram seus nomes escritos errado.
Porém, o campeão de todos foi o erro no nome do assistente técnico dos Leafs, Dickie Moore, no seu título de 1945. O nome do componente da equipe técnica foi encurtado de forma hilária para “ass man”. Aparentemente, deveria significar uma maneira curta de escrever assistente técnico. Porém, a palavra gerou ambiguidade, já que não possui um significado tão atraente na língua inglesa.
A regra dos goleiros lesionados
Fonte: Reprodução/NHL.com
Se, por acaso, ambos os dois goleiros inscritos para disputarem um jogo acabarem se lesionando antes desse, ou impossibilitados de disputar este por qualquer outro motivo, a NHL tem uma regra para isso.
De acordo com as regras da liga, se os goleiros estiverem ineptos a disputar a partida, o time pode dar o título para qualquer jogador apto a jogar no gol. Seja este um assistente, técnico, ou até mesmo um fã nas arquibancadas.
Ao longo da história da liga, esta regra já precisou ser aplicada. E na maior parte da vezes, foi o próprio técnico quem precisou assumir as luvas e a responsabilidade da goleira.
Times canadenses pagam seus jogadores com a moeda estaduniense
Fonte: Reprodução/uol.com
O hockey é um esporte canadense. Portanto, faz sentido que a maioria dos jogadores registrados na liga também sejam do Canadá. O país tem 7 times espalhados por 7 cidade. Desta forma, faria sentido se as equipes canadenses pagassem seus jogadores com a moeda canadense.
No entanto, as coisas funcionam de forma diferente na liga. Todos os times que compõe a NHL pagam seus jogadores em dólares americanos. Assim, acaba sendo mais fácil, já que é um padrão simples e não existe necessidade de se preocupar com as taxas de câmbio diárias ou conversões. Portanto, isso pode acabar beneficiando os canadenses que trocam dinheiro em sua moeda nativa. Porém, com a constante flutuação no valor, às vezes o processo pode acabar sendo um comércio complicado.
Sete times nunca tiveram o 1st overall pick no Draft
Foto: Reprodução/NHL.com
Existe um algoritmo complicado que faz com que um time obtenha o 1st overall pick no Draft, incluindo a loteria, o quanto um time avança ou não na pós temporada, e as trocas entre estes ao longo da free agency. Sendo assim, em 53 anos da história do Draft, seria normal que todos os times pudessem ter tido a primeira escolha pelo menos uma vez.
Porém, sete times ainda não tiveram este privilégio. Entre eles se encontram o Carolina Hurricanes, Anaheim Ducks, Minnesota Wild, Nashville Predators, San Jose Sharks, Vancouver Canucks e Calgary Flames.
Se os árbitros se encontram incapacitados de comandar o jogo, o jogador precisa fazê-lo
Fonte: Reprodução/dailyhive.com
Para jogos dos playoffs, a NHL sempre acaba convocando oficiais reservas para comandar a partida, caso os que estejam nela se machuquem e não possam fazê-lo. Porém, em jogos da temporada regular, isso não acontece.
Porém, caso o fato venha a se realizar durante a regular season, o livro de regras da NHL diz que dois jogadores, um de cada equipe, precisam ser o referee e o linesman. O jogador da casa age como o referee, e o da equipe visitante, o linesman.
A figura do capitão de um time na
NHL é uma imagem de prestígio. Oficialmente, o capitão é o responsável por conversar
com os árbitros durante a partida. É ele quem media questionamentos dos
jogadores sobre jogadas e faltas, por exemplo. Quando o jogador que veste o C
não está no gelo, essa função passa a ser os Capitães Alternativos, os que usam
o A na Jersey.
Entretanto, um capitão de um time
de hockey é muito mais do que sua função oficial. Muitas vezes, ele é o líder,
o escolhido para gerenciar os demais jogadores, mediar conflitos entre eles e
com os representantes do time. Além disso, muitas vezes, é também do capitão a
responsabilidade em aparecer nas mídias oficiais e eventos do time.
Mas, sem dúvidas, um capitão marca o time no qual ele joga, seja por suas estatísticas no gelo ou pela forma como ele representa o time off-ice. Ao longo da história do hockey, alguns eles se destacam por carreiras espetaculares, assim como por terem deixado marcas e até mesmo dado seu nome para certas conquistas, como foi o caso de Gordie Howe Hat Trick.
Fizemos um apanhado de alguns dos
nomes dessas lendas da NHL. Carreiras cheias de recordes, prêmios e atletas
considerados os melhores dos melhores. Nomes que estarão ao lado do hockey ultrapassando
a barreira do tempo.
Jean Beliveau
O canadense Jean Beliveau fez sua estreia pelo Montreal Canadiens em 1950, entretanto, escolheu permanecer na QMHL até 53. Em uma carreira cheia de números bonitos e boas estatísticas, “Le Gros Bill”, como era chamado, se tornou o segundo jogador na história a chegar à marca de mil pontos na carreira. Mas foi em 1961 que Beliveau recebeu a honra de usar o C na sua Jersey, que o vestiu orgulhosamente por dez anos. Tempo este que, até hoje, ainda é o maior período que um único jogador se tornou capitão na franquia.
Beliveau recebeu, ao longo de sua
carreira, 17 Stanley Cups (10 como jogador e 7 como executivo), todas pelo
Habs. Além disso, ganhou o Hart Memoria Trophies, MVP da liga em 56 e 64, um
Art Ross Trophy em 56 e o primeiro Conn Smithy Trophy em 65. Em 2017, Beliveau
foi eleito um dos 100 melhores NHLers da história. Jean Beliveau faleceu em 2
de Dezembro de 2014, depois de uma vida dedicada ao hockey e,
especialmente, ao Montreal Canadiens.
Mark Messier
Mark Messier é outro canadense
que aparece nessa lista. Ele jogou entre os anos de 1979 e 2004 na NHL, atuando
pelos Oilers, Canucks e Rangers. Messier é considerado um dos melhores
jogadores de hockey de todos os tempos, sendo o segundo maior pontuador nos
playoffs, com 295 pontos. Além disso, ele também é considerado o segundo em
números de jogos na temporada regular (1756) e terceiro em pontos (1887) ao
longo da carreira.
Messier levantou um total de 6 Stanley Cups – cinco com os Oilers e uma com os Rangers. Dessa forma, ele é o único jogador na história ao levar dois times à Stanley Cup como capitão (90 com os Oilers e em 94 com os Rangers, conquistando a taça para o time de Nwe York depois de 54 anos de jejum). Messier ganhou dois troféus Hart Memorial (1990 e 92), um Conn Smithe Trophy em 1984 e foi 15 vezes considerado NHL All-Star. Por fim, Messier entrou para o Hall of Fame em 2007 e em 2017 ele foi considerado um dos 100 maiores jogadores da NHL da história.
Gordie Howe
Considerado jogador mais completo de todos os tempos, Gordie Howe chegou à NHL em 1946 atuando pelo Red Wings. Em seus 26 anos de carreira, 25 deles foram junto ao time de Detroit. Howe sabia atuar em diversas frentes e mostrou uma habilidade para poucos. Dessa maneira, recebeu o apelido de Mr. Hockey e em 2017, entrou para a lista dos 100 melhores jogadores de hockey de todos os tempos.
Ao lado dos Red Wings, Howe
levantou a Stanley Cup quatro vezes. Ganhou seis veze o Hart Trophy como MVP.
Liderou a Liga em pontos recebendo o Art Ross Trophy seis vezes. Gordei Howe aposentou pela primeira vez em
71, mas voltou a jogar três anos depois ao lado dos seus filhos Mark e Marty
defendendo o Houston Aeros na WHA. Mesmo
nos seus 40 anos, Howe marcou mais de 100 pontos duas vezes em seis anos, recebendo
o Acvo World Trophies em 74 e 75.
Ainda assim, Gordie Howe retornou à NHL jogando uma temporada pelo Hartford Whalers em 79-80. Ele finalmente se aposentou de vez aos 52 anos de idade, jogando um total de 2.421 jogos, conquistando 1.071 gols e 1.518 assistências. Howe se tornou o único jogador a competir em 5 décadas diferentes na NHL, e, apesar de ter chegado apenas duas vezes, é sem sua homenagem o hat trick não oficial quando um jogador da uma assistência, marca um gol e entra em uma briga em um mesmo jogo. Apesar disso, Gordie Howe só chegou a esse feito duas vezes na carreira.
Wayne Gretzky
Quando todos já estavam acostumados com a grandiosidade de Howe, Wayne Gretzky chegou à NHL para quebrar recordes. Eleito “The Great One”, ele é considerado até hoje o melhor jogador de todos os tempos. O garoto prodígio atuou na NHL de 1979 até 1999, jogando pelos Oilers, Los Angeles Kings, por um breve período nos Blues e terminou sua carreira nos Rangers. Gretzky ainda é o líder em pontos na NHL, tento feito mais assistências do que qualquer jogador fez de gols, ao passo que ele também é o único jogador a ter uma temporada com mais de 200 pontos, feito que ele realizou apenas quatro vezes em sua carreira.
Como capitão, Gretzky levou o Oilers à quatro Stanley Cups (84, 85, 87 e 88) e uma ao Los Angeles Kings em 93. Ele ganhou o Art Ross Memorial Trophy por 7 anos consecutivos, foi o primeiro jogador a ganhar um Hart Memorial Trophy, tendo recebido o troféu 9 vezes, 8 delas em anos consecutivos. Ao se aposentar em 99, Gretzky acumulou 61 recordes na NHL, dentre eles 40 recordes na temporada regular, 15 em playoffs e 6 All-Star. Em sua homenagem, todos os times da NHL aposentaram o número 99.
Steve Yzerman
Yzerman entreou na NHL em 1983, defendendo o Detroit Red Wings por toda a sua carreira. Ele recebeu o C em 86, aos 21 anos de idade, e assumiu orgulhosamente o cargo até se aposentar em 2006, se tornando assim, o capitão que serviu a mais tempo um time em todas as ligas Norte Americanas. Yzerman liderou o Red Wings a três Stanley Cups, 97, 98 e 2002.
Durante a sua carreira, Yzerman recebeu alguns prêmios. Dentre eles, o Ted Lindsay Award em 88-89, o Conn Smithe Trophy em 98, o Selke Trophy em 2000 e o Boll Masterton Memorial Trophy em 2003, prêmio para perseverança. Ele também foi nomeado para o time de rookie de 1984 e dez vezes esteve presente no NHL All-Star. Após se aposentar, seu número 19 foi aposentado no Detroit Red Wings. Em 2017, Yzerman foi nomeado um dos 100 maiores jogadores da NHL.
Phil Esposito
Phil Esposito assinou seu contrato com o Hawks em 1960, mas
jogou em ligas menores até 1964, quando finalmente estreou na NHL. Em 69, ele
se tornou o primeiro jogador a chegar à 100 pontos na liga. Além dos Hawks, Esposito
também jogou pelos Rangers e Bruins, tendo levantado a Stanley Cup duas vezes
com o último, em 70 e 72. Na temporada 75-76 ele foi trocado para o New York
Rangers, time que Esposito teve o orgulho de vestir o C.
Como capitão dos Rangers, Esposito liderou o time em pontos em todas as temporadas que jogou. Em 1979, aos 37 anos de idade, ele liderou o time até a Stanley Cup Final. Entretanto, Esposito levantou duas Stanley Cup, em 69-70 e 71-71, ganhou cinco Art Ross Trophy, dois Hart Memorial Trophy e dois Ted Lindsay Award, antes chamado de Lester B. Pearson Award. Em dezembro de 87, sua Jersey de número 7 foi aposentada pelo Boston Bruins. Em 2017 ele também entrou para a lista dos 100 melhores jogadores da NHL da história.
Denis Potvin
Nascido no Canadá, Potvin foi selecionado pelo New York Islanders na temporada 1973-74 como 1st pick. Em sua temporada de estréia teve grande destaque e conquistou o Calder Memorial Trophy. Na temporada 1979-80 foi nomeado capitão se tornando, assim, o terceiro na história do time. Em sua temporada de estréia como capitão levou o time aos playoffs e deu início as 4 vitórias consecutivas nas 5 finais da Stanley Cup que o time participou. Além disso, em todos os seus anos como capitão os Islanders conseguiram chegar ao playoffs.
Potvin ganhou 3 vezes o James Norris Memorial Trophy como melhor defensor da NHL. Foi o primeiro defensor da NHL a atingir 300 gols na temporada regular e o primeiro defensor a atingir 1.000 pontos na carreira. Em 1991 foi introduzido no Hockey Hall of Fame e em 2017 foi nomeado um dos 100 melhores NHLers da história. Após se aposentar como jogador se tornou um colour commentator para o Florida Panthers por mais de 16 temporadas. Trabalhou brevemente para o Ottawa Senators e em 2014 retornou para o Panthers.
Maurice Richard
Conhecido como Rocket, o canadense iniciou sua carreira com o Montreal Canadiens pela liga QSHL em 1940. Duas temporadas depois foi selecionado para o Montreal Canadien, dessa vez atuando pela NHL em 1942, onde permaneceu por toda a sua carreira. Richard tinha um estilo de jogo bastante físico e por vezes violento, o que resultou em muitas lesões e até mesmo suspensões, já que os jogadores gostavam de fazer de tudo para ele revidar. Foi campeão da Stanley Cup 8 vezes, sendo 5 vezes consecutivas nas suas 5 temporadas como capitão do time.
Foi o primeiro jogador na história da NHL a marcar 50 gols em uma temporada. Ganhou o Hart Trophy na temporada 1946-47, ganhou como Canadian Press male athlete of the year 3 vezes e o Lou Marsh Trophy em 1957. Durante a sua carreira trocou o número da jersey uma vez em homenagem a sua filha que tinha nascido. Se aposentou em 1960 como líder absoluto da liga em gols com 544. Richard entrou para o Hockey Hall of Fame em 1961. Em 1998 descobriu um câncer abdominal e faleceu 2 anos depois. Muito querido pela população de Quebec, ele se tornou o primeiro não-político homenageado pela província com um funeral de estado.
Bobby Clarke
Nascido no Canadá, Clarke não foi grande aposta para a NHL no início, isso porque os times tinham medo de ele nunca jogar devido a sua diabetes. Mesmo sendo um bom jogador foi selecionado no segundo round em 1969 e logo começou a mostrar bom resultado. Muito dedicado, foi o primeiro jogador do Philadelphia Flyers a ganhar o Bill Masterton Memorial Trophy. Na temporada 1973-74 foi nomeado capitão aos 23 anos se tornando assim, o mais jovem na história da NHL até então. Foi o primeiro jogador da expansão a marcar mais de 100 pontos e ganhou o Hart Memorial Trophy, nesse mesmo ano levou também o Lester B. Pearson Award.
Clarke ajudou os Flyers a se tornar o primeiro time da expansão a ganhar a Stanley Cup. Em 1979 deixou de ser capitão, mas reassumiu em 1983 e ficou por um ano até se aposentar em 1984. No mesmo dia em que se aposentou como jogador, Clarke assumiu como GM do time e permaneceu até 1990. Assumiu então como GM do Minnesota North Stars onde permaneceu por duas temporadas, retornando então para os Flyers e posteriormente reassumiu como GM até 2006.
Bobby Orr
O canadense iniciou no hockey aos 8 anos de idade. A princípio jogava como forward porém logo mudou para defensor, posição que permaneceu até o fim de sua carreira. Aos 14 anos, Orr se juntou ao Oshawa Generals, o juniores do Boston Bruins onde teve destaque em 3 das suas 4 temporadas pelo time. Em 1966, Bobby se juntou ao Boston Bruins onde jogou por 10 temporadas. Em sua temporada de estréia ganhou o Calder Memorial Trophy e foi nomeado para o segundo time All-Stars da NHL.
Na temporada 1969-70, Orr entrou para a história ao marcar o gol da vitória dos Bruins assim conquistando a Stanley Cup. Nesta mesma temporada ele ganhou 4 prêmios, com isso se tornou o único jogador da história da NHL a conseguir esse feito em uma única temporada. Ao longo de sua carreira. Bobby conquistou o Art Ross Trophy 8 vezes, o Hart Memorial Trophy 3 vezes seguidas e 2 Conn Smythe se tornando o primeiro bicampeão do prêmio. Venceu a Stanley Cup em 1970 e 1972, MVP dos jogos all-star em 1972 e muito mais outros prêmios e recordes.
Orr, jogou duas vezes pela seleção do Canadá e duas temporadas pelo Chicago Blackhawks onde finalizou a sua carreira. Oficialmente nunca foi capitão do Boston Bruins, mas foi considerado um substituto nos anos em que o time ficou sem nenhum. Após o término de sua carreira Bobby virou agente certificado (inclusive de vários jogadores da atualidade) e treinador de um time na liga de juniores.
George Armstrong
Nascido no Canadá, Chefe, como o jogador era conhecido ,iniciou sua carreira em 1947-49 pelos juniores quando jogou pelo time Stratford Kroehlers na liga OHA. Foi líder de pontuação e ganhou 2 vezes o Red Tilson Trophy. Na temporada seguinte em 1948-49 foi promovido para o Toronto Marlboros também na liga OHA, onde jogou por uma temporada antes de assumir como capitão. Ainda na temporada 1949-50 foi chamado pelo Toronto Maple Leafs na NHL e participou de dois jogos antes de retornar para o Marlboros. Na temporada 1950-51 se tornou profissional e foi promovido para a liga AHL jogando pelo Pittsburgh Hornets, na época era afiliado com o Toronto Maple Leafs. Foi no Hoernets que Armstrong se tornou um dos maiores goleadores, ficando assim em segundo na pontuação geral do time.
No meio da temporada 1951-52 foi chamado pelo Leafs e, dessa vez, integrou a lista de jogadores do time. Na temporada 1957-58 assumiu como capitão do time e permaneceu no posto por 13 temporadas. Ganhou a Stanley Cup 4 vezes, foi campeão da Allan Cup, em 1959 ganhou o J.P. Bickell Memorial Awards. Dessa forma, foi o último jogador da era Original Six a marcar um gol ao ganhar a Stanley Cup. Se aposentou na temporada 1970-71, tendo jogado 21 temporadas na NHL. Assumiu como treinador principal do Toronto Marlboros, onde permaneceu até sair e trabalhar para o extinto Quebec Nordiques. Dez anos depois retornou para os Leafs, dessa vez como assistente do GM e scout.
Mario Lemieux
Escolhido como 1st pick em 1984 pelo Pittsburgh Penguins, Super Mario como era conhecido, teve uma carreira de altos e baixos devido a doenças. Jogou de 1984 até 1997 quando se aposentou, nesse meio tempo, perdeu vários jogos devido a cirurgias e tratamentos. Em 1999 Lemieux tinha um grande valor de salário atrasado, com isso fez uma proposta para comprar ações do time que estava falindo. Dessa forma, ele se tornou o primeiro ex-jogador a se tornar dono de um time da NHL. Como dono majoritário ele assumiu como presidente, CEO e chairman dos Penguins.
Em 2000, o jogador retornou ao gelo e permaneceu até 2006 quando se aposentou de novo. Com o time de Pittsbutgh ganhou cinco Stanley Cups, sendo duas como jogador e três como dono do time. Ganhou por dois anos seguidos o Conn Smythe Trophy e Prince of Wales Trophy. Conquistou o Art Ross Trophy seis vezes, o Ted Lindsay Awards quatro e o Hart Memorial Trophy 3 vezes. Em seu ano de estreia, levou o Calder Memorial Trophy e em 1993 ganhou o Bill Marteston Trophy por ter superado o câncer.
Como jogador dos Penguins, Lemieux foi nomeado capitão 3 vezes: Vestiu o C entre os anos de 1987 a 1994, quando deu uma breve pausa para se recuperar de uma cirurgia. Posteriormente, reassumiu em 1995 até 1997 e quando retornou da aposentadoria assumiu novamente de 2001 até 2006.
Achou interessante conhecer um pouco mais sobre esses capitães históricos? Amanhã sai um vídeo no nosso canal no Youtube o guia de pronuncia com os nomes dessas lendas. Não deixe de conferir.