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  • O que você precisa saber sobre o Draft 2020

    O que você precisa saber sobre o Draft 2020

    Após muitas turbulências e reviravoltas, a temporada 2019/20 da NHL chegou ao seu fim. E com grande êxito por parte das bolhas, assistimos o Tampa Bay Lightning se tornar o novo campeão da Stanley Cup 2020.

    Portanto, o fim da temporada significa uma coisa para o fã de hockey: o Draft. Depois de muitas decisões e medidas criadas pela NHL, o Draft 2020 da Liga enfim acontece hoje, às 20 horas (BRT). 

    E para você que, assim como nós, vai acompanhar o evento, trouxemos um guia com tudo que você precisa saber sobre o Draft desse ano. 

    Um breve resumo sobre o que é o Draft

    Para simplificar, o Draft é um evento organizado pela Liga Nacional de Hockey, com o intuito de dar a oportunidade aos times de selecionarem novos talentos que ainda não fazem parte da NHL.

    O evento conta com 7 rodadas onde, cada um dos 32 times, dependendo de suas transições durante a temporada, tem a oportunidade de escolher seus futuros atletas. Tecnicamente, cada time tem sua chance de selecionar um jogador por round. Mas, ao longo do ano, diversas equipes fazem trades em que, para obter algum jogador, cedem seus Draft picks. E é dessa forma que muitas franquias acabam subindo suas posições na tabela, ou ficam com diversas escolhas em um mesmo round – como foi o caso do Ottawa Senators na temporada passada.

    O Draft normalmente acontece durante o verão norte-americano . No entanto, com a pandemia do COVID-19, a Liga tomou, no início do ano, a decisão de adiar o evento de 2020, com a intenção de prezar pela saúde de todos. 

    Quando a NHL decidiu criar um plano de retorno para suas atividades, o Draft também entrou na pauta. E com tudo que tem acontecido no mundo, a pergunta era a mesma entre todos que acompanham o esporte: como o evento se daria neste ano?

    O Draft deste ano

    Anteriormente, o Draft estava marcado para acontecer em Montreal, Quebec, durante os dias 26 e 27 de junho de 2020. Mas, com a pandemia se alastrando pelos Estados Unidos, e também pelo Canadá, a NHL decidiu adiar, em Março, a temporada 2019/20 e todos os eventos presenciais que ocorreriam durante o ano.

    Todavia, após confirmar a volta da temporada através de um plano de retorno bastante rígido, que contou com as bolhas de Edmonton e Toronto, a Liga entendeu que existiam maneiras de realizar o Draft sem colocar a saúde das equipes e participantes em risco. 

    Após muitas especulações, Gary Bettman confirmou em um comunicado, no dia 11 de setembro deste ano, que o Draft seria realizado de forma virtual em 2020 através de uma videoconferência. Enquanto Gary Bettman se encontrará nos estúdios da NHL Network, em New Jersey, cada time participará do evento de suas instalações, ou lugar de sua preferência. Já os prospects poderão acompanhar o evento do conforto de suas casas. Uma experiência um tanto quanto diferente e inovadora, não apenas para a própria NHL, mas também para os fãs, que acompanharão, pela primeira vez, a solenidade neste formato.

    A intenção da NHL é que, através da tecnologia, eles possam “unir as pessoas na América do Norte e na Europa e dar aos telespectadores uma visão única de dentro [do evento]”. A NBCSN, SN e TVAS transmitirão a primeira rodada, que ocorre hoje (20). Em relação aos demais rounds, será a própria NHL Network que se encarregará de transmitir o evento.

    A loteria 

    Para que a temporada voltasse, a NHL precisou fazer muitas mudanças. Entre estas, elaborar um formato de competição no qual 24 times disputaram a pós-temporada. Deste total, dezesseis equipes, que se encontravam, antes da pausa, em colocações abaixo dos 4 primeiros colocados de cada conferência, foram selecionadas para disputar os Qualifiers. Assim, em 8 séries diferentes, um time saiu vitorioso por série e classificou-se para a próxima etapa, o primeiro round dos playoffs.

    E é aqui que as coisas começaram a acontecer de forma diferente no Draft. Após a criação do formato, ficou definido que os times eliminados nos Qualifiers teriam a mesma oportunidade que as 7 equipes que não foram incluídas no plano de retorno da Liga de disputar pelas primeiras colocações do Draft 2020. Algo que acabou gerando muitos discussões opostas, já que alguns acharam justo, e outros nem tanto. 

    Apesar disso, a NHL continuou com o plano e realizou a primeira fase da Loteria do Draft em 26 de junho de 2020. Aqui, a Liga acabou realizando o sorteio que definiu as 3 primeiras posições. Como dito antes, apenas 15 times participaram da primeira fase, sendo os sete não classificados e os oito que ainda estavam disputando os Qualifiers

    Através do sorteio, ficou definido que a equipe com a primeira seleção overall seria uma das oito equipes que disputaram os qualifiers. Já a segunda posição ficou com o L.A. Kings, enquanto a terceira foi para o Ottawa Senators.

    Como uma equipe dos Qualifiers acabou ficando com uma das três primeiras escolhas, a Liga realizou uma segunda fase da Loteria. Assim, o time selecionado poderia ser definido apenas entre as oito equipes das qualificatórias

    Em 10 de agosto, a NHL realizou então a segunda fase da loteria. Esse é o primeiro Draft onde uma equipe que estava em alguma fase dos playoffs poderia garantir o primeiro lugar overall. Portanto, após o sorteio entre os oito times, ficou definido que, o detentor da primeira seleção geral é o New York Rangers.

    As sete equipes não selecionadas acabaram ficando com as escolhas de nove a quinze, baseadas na ordem inversa da porcentagem de pontos de ambos. Ou seja, os com a menor quantidade de pontos obtiveram as melhores seleções. 

    Punição do Arizona Coyotes

    No início de 2020, vieram a tona denúncias sobre violações das políticas da NHL por parte do Arizona Coyotes. E por isso, em janeiro deste ano, a Liga abriu uma investigação contra o time após suspeitar que a equipe havia convidado alguns jogadores elegíveis ao Draft para realizarem testes físicos de forma secreta. O ato é considerado conduta proibida de acordo com as políticas internas da NHL. E isso se dá porque, de certa forma, o time em questão acaba tendo vantagem sobre os demais no Draft.

    Após uma audiência, em 6 de agosto, a equipe reconheceu a violação e recebeu uma punição. Portanto, devido a má conduta, o time acabou perdendo seu second round pick deste ano, e também uma escolha do primeiro round em 2021.

    Para este ano, a equipe ainda possui mais 4 escolhas que se dão a partir da quarta etapa do evento. Anteriormente, o time possuía uma escolha no primeiro round, porém acabou perdendo para os Devils na trade que envolveu Taylor Hall. Da mesma forma, caso ainda possuísse a escolha, a NHL acabaria excluindo esta do time como punição pela violação. 

    As colocações dos times 

    Após todas as definições e punições, enfim temos as colocações já definidas de cada time no Draft deste ano. No primeiro round, Ottawa Senators e New Jersey são os times que possuem maior quantidade de escolha (três cada). Já em relação a todos os rounds do evento, é o Montreal Canadiens que é o detentor da maior quantidade de picks, com 14. Atrás dele ficam os Senators (13) e os Kings (11).

    Confira na imagem abaixo como ficou a colocação final para o first round:

    Ordem Draft 2020 Primeira Rodada

    As demais colocações e ordem dos rounds restantes vocês podem conferir na página do Draft no site da NHL.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Os maiores destaques do NHL Draft de 2020

    Os maiores destaques do NHL Draft de 2020

    O NHL Draft de 2020 irá começar nesta terça-feira (06). Inicialmente, a cerimônia estava marcada para acontecer no final de junho, em Montreal. Contudo, com a pandemia de COVID-19, a temporada foi adiada e concluída no final de setembro. Também por causa do vírus, a cerimônia do draft será feita virtualmente, a distância, acontecimento este que não é inédito na NHL.

    O draft é o momento no qual times fazem trocas, preparando-se para a nova temporada (ainda sem previsão de início) e escolhem os prospects, jovens jogadores de hockey que atuam nas mais diversas ligas ao redor do mundo. 

    Com isso, este é um pequeno informativo sobre os principais jogadores disponíveis para a primeira rodada da edição deste ano. 

    Alexis Lafrenière (left-winger, Rimouski Océanic)

    O canadense natural de Quebec, Alexis Lafrenière, é o capitão do Rimouski Oceanic da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Ele atua na equipe há três temporadas, com 114 gols e 297 pontos em 173 partidas, números impressionantes para um novato. Em sua temporada de estreia pelo Oceanic, ele marcou 42 gols, o maior número de gols marcados por um rookie desde Sidney Crosby em 2004.

    As maiores características dele, segundo especialistas e analistas de scouting, são a habilidade de fazer jogadas inteligentes, ter um bom domínio do puck e excelente habilidade em lidar com o jogo em momentos de pressão. 

    Ele tem sido cotado para ser escolhido pelo New York Rangers, já que o time conseguiu a primeira escolha geral do Draft. É muito improvável que o time pule uma promessa como Lafrenière.

    Além disso, ele possui duas medalhas de ouro em campeonatos internacionais: uma conquistada em 2018, na Hlinka Gretzky Cup, e outra na no Campeonato IIHF World U-20. 

    Quinton Byfield (central, Sudbury Wolves)

    Quinton Byfield  é um central, que atualmente  joga pelo Sudbury Wolves da Ontario Hockey League (OHL). Ele é descendente de jamaicanos pelo lado de seu pai, Clinton, e poderá ser o jogador negro a ser escolhido mais alto no draft, sendo cotado para ser escolhido em 2° ou 3° lugar. Vale ressaltar que Evander Kane e Seth Jones são atualmente detentores dessa marca, ambos em 4° lugar. Byfield foi a escolha em primeiro lugar no draft OHL, selecionado pelos Wolves em 2018.

    Na temporada de rookie, aos 16 anos, ele fez 29 gols e 32 assistências em 64 jogos da temporada regular. Assim, somando oito pontos em oito partidas de playoffs, e foi nomeado o rookie do ano tanto na OHL quanto na CHL.

    As principais características de Byfield são o tamanho, velocidade, habilidade, visão e tenacidade quando se trata de disputas de pucks. Sendo assim, Byfield é a peça ideal para construir uma equipe.

    Por fim, uma equipe no qual provavelmente precisaria das habilidades deste jovem jogador seria o LA Kings, que está em processo de rebuild e poderia contar com um jogador jovem, ideal para ser a cara da franquia. 

    Tim Stützle (central, Adler Manheim) 

    Tim Stützle é um jogador alemão que joga pelo Adler Mannheim na Deutsche Eishockey Liga (DEL). Antes, ele jogou pelo Krefelder EV 1981, onde ele foi o artilheiro de sua equipe na temporada 2015-16. Na temporada 2017-18, Stützle se transferiu para Mannheim, marcando 18 gols e 29 assistências. Ele entra no draft sendo o europeu mais bem rankeado no draft. No Mundial de Juniores, ele fez cinco pontos (todos em assistências) em cinco jogos pela Alemanha.

    Um central natural que também pode jogar como winger, muitos equiparam as habilidades do jovem alemão com ao do americano Patrick Kane. Stutzle foi descrito por muitos scoutings como sendo criativo no rinque, jogando com determinação e ousadia. Embora ele não seja o tipo de jogador que atira em direção as redes, ele é descrito como sendo um playmaker natural. 

    Por fim, Ottawa Senators poderiam escolher ele, já que ele poderia ser um versátil central/winger com habilidades criativas e uma ótima finalização.

    Cole Perfetti (left-winger, Saginaw)

    Cole Perfetti é um central que atualmente joga pelo Saginaw Spirit da OHL, onde fez 37 gols e 111 pontos. As habilidades dele são a inteligência no rinque, a velocidade e o tamanho. Foi essa mistura que fez Perfetti terminar com o melhor desempenho da CHL, enquanto se classificou como o terceiro maior artilheiro entre todos os patinadores em 2019-20. Tal inteligência, que resultam na capacidade de prever e criar jogadas do winger,  o coloca em vantagem aos demais jogadores, segundo os analistas. 

    Fora do rinque, Perfetti é uma pessoa altruísta. Ele possui uma fundação chamada “Fetts’ Friends”, no qual ele arrecada e doa dinheiro através de vendas de merchandise, além de visitar os pacientes em um hospital na área de Saginaw.

    Por fim, New Jersey Devils poderiam escolher mais um winger e tornar o ataque do time muito mais potente e decisivo.

    Lucas Raymond (left-winger, Frolunda HC)

    Lucas Raymond é um jogador sueco que joga no Frölunda HC da Liga Sueca de Hockey (SHL). Manuseio de puck, muita velocidade, e intensidade são as características atreladas a ele segundo os especialistas. 

    Muitos sites falam que tanto o Buffalo Sabres quanto o Ottawa Senators poderiam escolher o jovem sueco na quinta escolha do draft 2020. Portanto, ambos os times fariam uma grande adição no elenco, devido às grandes habilidades ofensivas dele. 

    Menções honrosas

    Primeiramente, temos Yaroslav Askarov, goleiro russo que atua no SKA Petsburg da KHL. Com comparações a Carey Price, esse goleiro consegue ler muito bem as ações de seus adversários. Já que poucos goleiros são escolhidos cedo nos drafts, o fato dele estar sendo cotado em 13° lugar já demonstra suas qualidades. 

    Jamie Drysdale, defensor canadense que atua no Erie Otters na OHL. O único defensor no top 10 do draft, o estilo de jogo dele não é um jogo físico, mas sim um jogo baseado em ler os adversários e o time e tambem habilidade em fazer jogadas, típico de defensores. 

    Jack Quinn, right-winger canadense que atua no Ottawa 67’s na OHL. Embora ele não seja um jogador extremamente alto, ele compensa isso com as grandes habilidades no gelo, que fizeram ele subir para a sétima posição no ranking de draft. Enfim, a habilidade de lidar com o puck dos adversários é a principal característica deste jogador.

    Por fim, Alexander Holtz, right-winger sueco que atua na Djurgarden IF (SHL). Um jogador que impressionou os analistas desde os 15 anos, Holtz possui uma grande habilidade de fazer gol e uma consistência em seu modo de jogar. Enquanto ele fazia dupla com Raymond na seleção sueca, os dois dominaram os rinques nas competições internacionais. 

    A lista completa com os candidatos para o draft 2020 encontra-se aqui.

  • Draft Class de 2016: onde estão

    Draft Class de 2016: onde estão

    Depois de uma temporada tão ruim que entrou para a história, o Toronto Maple Leafs foi agraciado com a primeira escolha na loteria de 2016. A última vez que isso havia acontecido fora em 1985, quando a equipe canadense selecionou Wendel Clark. O prospect a ser selecionado em 2016, entretanto, era um americano que figurava em primeiro na lista de patinadores europeus. 

    Além de Auston Matthews, a lista dos top prospects incluía Patrik Laine e Jesse Puljujarvi na Europa e Pierre-Luc Dubois, Matthew Tkachuk e Alex Nylander na América do Norte. Quer saber mais sobre os principais nomes escolhidos em 2016? Vem com a gente!

    AUSTON MATTHEWS, C, TORONTO MAPLE LEAFS (#1 overall): de rei do deserto a superstar de Toronto (Alexa, toca Bigodin Finin)

    Filho de uma mexicana e produto do deserto do Arizona, o caminho de Matthews até o hockey foi inusitado. Depois de se apaixonar pelos Coyotes, o esporte ganhou espaço com o jovem americano, que desistiu do baseball de vez e foi jogar no USA Hockey National Development Team (USNTDT), em Michigan. Após dois anos de programa, o center tinha dois claros caminhos na sua frente: jogar hockey universitário ou trilhar o caminho do major juniors indo para a Western Hockey League (WHL). 

    Matthews, entretanto, escolheu uma via diferente. Como ele perdeu a data limite do draft de 2015 por poucos dias, o americano completou 18 anos no início de seu ano de elegibilidade. Isso possibilitou que ele fizesse uma coisa rara para norte-americanos prestes a serem draftados: jogar profissionalmente antes da NHL. O Zurich Lions, da liga suíça, foi a equipe escolhida e Matthews chegou ao draft com a experiência de já ter jogado com “gente grande”.

    Ao ser chamado no palco quando Toronto fez a primeira escolha em 2016, ele reacendeu a chama da esperança na cidade. Além disso, a seleção de um latino com a primeira escolha foi um passo, ainda que tímido, importante para a representatividade na NHL. Afinal, quantos garotos de origem latina se inspiram ao ver um rapaz como eles marcando gols e sendo um All-Star na televisão? Em sua primeira temporada, Matthews chegou aos playoffs, fez 69 pontos e marcou 40 gols. Quando a temporada terminou ninguém se surpreendeu quando o rookie que marcou quatro gols em sua partida inaugural na liga  ganhou o troféu Calder.

    Ainda que Matthews já seja um superstar na NHL e jogue no maior mercado do esporte, as críticas continuam. Isso porque o seu Toronto Maple Leafs ainda não chegou ao segundo round dos playoffs, tendo inclusive sendo eliminado na fase de play-in neste ano. Todavia, o americano continua colecionando recordes e atualmente tem 285 pontos em 282 partidas, isto é, somando mais do que um ponto por jogo. Em fevereiro de 2019 Matthews estendeu seu compromisso com os Leafs por cinco anos, com um salário anual de mais de 11.6 milhões de dólares.

    PATRIK LAINE, RW, WINNIPEG JETS (#2 overall): um gamer finlandês em Winnipeg (mas não era lá que a Wi-Fi era ruim?)

    Os finlandeses são conhecidos por terem um humor… digamos, peculiar. A segunda escolha de 2016 prova que isso é de fato uma verdade. Dono das melhores frases provenientes de entrevistas, Laine jogou como goleiro durante muito tempo na infância antes de decidir que gostava mais de fazer gols e não tentar defendê-los. O finlandês cresceu jogando pelo Tappara da SM-Liiga, time do qual foi draftado pelo Winnipeg Jets. 

    Diferentemente de muitos europeus, Laine não precisou de mais tempo para se adaptar. Sua carreira na NHL iniciou-se imediatamente. Em sua primeira temporada, Laine anotou 64  pontos e as comparações com o seu ídolo, Alexander Ovechkin, começaram a surgir, devido ao tiro rápido e perigoso do finlandês. No ano seguinte, Laine fez 70 pontos, sendo que 44 destes foram gols. Entretanto, durante sua terceira temporada na liga, quando seu contrato estava prestes a ser renovado, o finlandês pontuou apenas 50 pontos. 

    A sua queda em rendimento fez com que ele, ao contrário de seus companheiros Kyle Connor e Nikolaj Ehlers, recebesse uma extensão de apenas dois anos, que foi assinada apenas em setembro de 2019, quando Laine já havia inclusive ido para a Suíça treinar com o SC Bern para aguardar o resultado das negociações entre o clube e os seus representantes. Além de fornecer entretenimento no gelo, o finlandês também dá entrevistas memoráveis e não tem medo de falar a verdade. Afinal, ele foi totalmente honesto quando disse que não escreveu o artigo supostamente de sua autoria no Player’s Tribune, afirmando ter apenas dado uma entrevista para a publicação.

    PIERRE-LUC DUBOIS, C, COLUMBUS BLUE JACKETS (#3 overall): nasce uma estrela em Columbus, Ohio

    O canadense iniciou sua carreira no major juniors, no Cape Breton Screaming Eagles da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Embora tenha sido ranqueado em primeiro no ranking dos patinadores norte-americanos, a decisão de Columbus ao escolhê-lo no lugar de Jesse Puljujarvi gerou estranhamento e críticas. Atualmente, entretanto, é certo que o clube de Ohio está rindo à toa com a sua decisão. Uma curiosidade é que o Draft de 2016 foi no 18º aniversário do center.

    Dubois retornou ao major juniors por mais um ano depois do seu draft, e foi trocado no meio da temporada para o Blainville-Boisbriand Armada. Quando chegou a Columbus, o canadense começou a temporada jogando entre Artemi Panarin e Josh Anderson. Ainda no seu primeiro ano na liga, Dubois quebrou um recorde da franquia, de maior pontuação por um rookie. Com a ajuda de um hat trick em março de 2018, o canadense chegou a 48 pontos no ano. 

    Com uma equipe se desfazendo ao seu redor, Dubois viu seu papel na equipe aumentar cada vez mais. Atualmente o canadense é definitivamente o 1C da equipe, e tem se mostrado capaz de dar conta do recado. Afinal, nos dois anos seguintes Dubois fez 64 e 49 pontos em 82 e 70 partidas, respectivamente. Além disso, nos últimos playoffs o canadense foi uma das figuras mais importantes para o Columbus Blue Jackets, e se tornou talvez o homem mais odiado de Toronto. O GM dos Jackets não terá a vantagem na negociação desse contrato. 

    JESSE PULJUJARVI, RW, EDMONTON OILERS (#4 overall): Chiarelli’s interlude – outro top prospect que se desperdiçou

    Depois de duras críticas quando o finlandês foi descartado por Columbus, o Edmonton Oilers escolheu o winger com a quarta pick daquele ano. Revelado pelo Karpat da SM-Liiga, Puljujarvi era um dos principais prospects de 2016 e o terceiro no ranking de patinadores europeus. Assim como Laine, Puljujarvi já começou a carreira profissional na América do Norte disputando partidas para o seu clube da NHL. Entretanto, o desempenho do finlandês não convenceu a torcida nem a comissão técnica, e ele foi mandado para o Bakersfield Condors da American Hockey League (AHL) depois de apenas 28 jogos. 

    Na AHL, Puljujarvi marcou 12 gols e 16 assistências em 39 jogos. Os altos e baixos entre NHL e AHL nos próximos dois anos foram prejudiciais para o desenvolvimento do winger. Além disso, ele precisou fazer uma cirurgia nos dois quadris, que o tirou do final da temporada 2018-19. Com o relacionamento cada vez mais frio entre jogador e clube, o finlandês decidiu voltar para a sua terra natal quando se tornou um restricted free agent. Atualmente, embora os Oilers detenham seus direitos na NHL, Puljujarvi atua pelo Karpat da SM-Liiga.

    MATTHEW TKACHUK, LW, CALGARY FLAMES (#6 overall): esse pitbull pode não ser o Mr. Worldwide, mas ele definitivamente é o Mr. Calgary

    Ame-o ou odeie-o, mas falem dele. Tal como Boston tem carinho pelo comportamento de Brad Marchand no gelo, Calgary faz o mesmo com Tkachuk. Briguento e tenaz, o winger americano incita diversas emoções não só nos torcedores, mas também nos jogadores dos outros times. Afinal, quem não se lembra de toda a situação com Drew Doughty, defensor do Los Angeles Kings?

    Filho de um ex-jogador da NHL, Tkachuk decidiu seguir os passos do pai, Keith. Assim como a maioria dos americanos, fez parte da equipe de desenvolvimento da USA Hockey, onde jogou com Auston Matthews, dentre outros atletas americanos. Quando se formou no colegial, desistiu da carreira universitária para jogar no London Knights da Ontario Hockey League (OHL), ao lado de Mitch Marner, onde foi campeão da Memorial Cup no seu ano de elegibilidade. 

    Em Calgary, Tkachuk fez sucesso imediato com a torcida e gerou a rejeição dos adversários. Em seu primeiro ano na Liga, ele fez 48 pontos. No ano seguinte, 49. Entretanto, no terceiro e último ano de seu entry-level contract, o winger fez 77 pontos e se firmou como um dos principais nomes do elenco dos Flames. A importância de Tkachuk para a equipe também fez com que ele recebesse um dos As do time. 

    O americano também tem a tendência a se envolver com polêmicas, especialmente devido à agressividade que apresenta no gelo e é carinhosamente chamado de “peste” pelas torcidas rivais. Indisciplinas à parte, Tkachuk é uma peça central para Calgary e seu contrato de 7 milhões anuais, assinado em 2019, deixa isso bem claro. 

    CLAYTON KELLER, RW, ARIZONA COYOTES (#7 overall): alguém que não ficaria deslocado no núcleo “roça” de uma novela das seis (mas que eu gostaria que jogasse no meu time)

    Outro produto do USNTDP, Keller optou pela NCAA (National College Athletic Association) e o hockey universitário da Boston University. Por Boston, foi líder de gols e assistências no seu ano de estreia e acabou por ser coroado o rookie do ano do Hockey East em 2017. Sua estreia na NHL veio depois que a temporada universitária terminou, quando ele assinou o contrato profissional. Em três partidas disputadas, Keller teve duas assistências.

    O primeiro ano de fato do americano na NHL contou com a quebra de vários recordes da franquia. Ele foi o primeiro rookie a marcar nove gols em um mês desde Teemu Selanne em 1993, além disso foi o primeiro a pontuar 15 vezes em um único mês desde Selanne e Keith Tkachuk em 1993. Com 55 pontos, Keller ultrapassou o recorde da franquia de maior pontos por um rookie, que até então era de Peter Muller. Ele foi o rookie do mês em duas oportunidades, outubro e março.

    Ao terminar a temporada com 42 assistências e 62 pontos, Keller foi escolhido como um dos finalistas do Calder Trophy, mas perdeu para Mat Barzal. O americano ainda não conseguiu replicar o sucesso de sua temporada de estreia, mas fez boas campanhas pelos Coyotes. Em setembro de 2019, Keller estendeu seu compromisso com Arizona por mais oito anos, com um salário anual de cerca de 7.1 milhões de dólares anuais. 

    ALEX DEBRINCAT, LW, CHICAGO BLACKHAWKS (#39 overall): Acho que vi um gatinho (Remix) – Kitty in the Windy City

    O americano começou a carreira no Erie Otters da OHL, onde jogou ao lado de Connor McDavid e Dylan Strome, atual companheiro de Blackhawks de DeBrincat. Apesar de ter sido um prolífico pontuador na sua carreira de major juniors, DeBrincat caiu para o segundo round por seu tamanho: hoje, aos 22 anos, ele tem 1,70 de altura e pesa cerca de 75 kg. Ele foi selecionado pelo multicampeão Chicago Blackhawks, que pôde esperar que o americano se desenvolvesse mais ainda na OHL antes de se profissionalizar.

    DeBrincat estreou pelos Hawks em 2017 e seu primeiro gol foi marcado contra Carey Price do Montreal Canadiens. O jogador terminou sua primeira temporada profissional com 52 pontos em 82 jogos e foi o Blackhawk mais jovem a receber o prêmio de jogador do ano no time. Além disso, ele igualou o recorde de maior número de hat tricks feitos por um jogador nascido nos EUA em uma temporada de estreia na NHL, com três marcados.

    Nos dois anos seguintes DeBrincat se tornou cada vez mais importante durante o processo de renovação do elenco dos Hawks. Em três temporadas e 284 partidas disputadas, ele soma 173 pontos. Em outubro do ano passado o americano renovou seu contrato com a equipe de Chicago por mais três anos, com salário de 6.4 milhões anuais.

    CARTER HART, G, PHILADELPHIA FLYERS (#48 overall): o salvador da Filadélfia no século XXI veio no formato de um príncipe da Disney das antigas

    Quando Ron Hextall escolheu o goleiro do Everett Silvertips da WHL no segundo round de 2016, ele sabia que o jovem canadense tinha potencial. Hart foi para o draft figurando no primeiro lugar no ranking de goleiros norte-americanos, e foi o primeiro a ser selecionado naquele ano. Nos dois anos após o draft, Hart passou ganhando experiência na WHL ele foi eleito o jogador da liga em 2016-17 e duas vezes o melhor goleiro, fato inédito. Ele encerrou sua carreira no major juniors com um dos melhores percentuais da história e um ouro pelo Canadá no World Juniors.

    Em 2018 a hora que a torcida dos Flyers aguardava ansiosamente aconteceu, e Hart iniciou sua carreira profissional no Lehigh Valley Phantoms da AHL. Embora ele tenha demorado um pouco para se firmar com o ritmo do hockey profissional, Hart logo se tornou o titular da posição e em dezembro de 2018 foi chamado para atuar pelo Flyers na NHL. O resto é história. Ainda na sua primeira temporada na liga, Hart figurou entre os rookies em destaque mais de uma vez e terminou o ano com uma porcentagem de defesas de .917.

    Na sua segunda temporada, o canadense continuou jogando muito bem, mas sua boa forma se tornou especialmente impressionante na volta após a paralisação. Hart já quebrou recordes da franquia, conseguindo shutouts consecutivas na série contra Montreal e igualando Bernie Parent e Michael Leighton. Ele também foi o mais jovem a fazê-lo e apenas o quarto com menos de 23 anos a conseguir tal feito. Depois de mandar seu ídolo de infância, Carey Price, para casa de mãos abanando, Hart trouxe de volta a discussão acerca dele próprio ser o herdeiro do legado de Price. 

    Além disso, com apenas dois anos de hockey profissional de experiência, o goleiro já demonstra ter uma maturidade para além de seus 22 anos. Tudo indica que Carter Hart pode ser o nome que levará Philadelphia à Terra Prometida, coisa que nem Hextall conseguiu fazer. Então, quem sabe, poderemos um dia discutir se o seu nome irá figurar no alto do Wells Fargo Center juntamente com o das outras lendas da equipe da Pensilvânia, inclusive o próprio Parent. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Alexander Nylander, LW, Buffalo Sabres (#8 overall): o irmão de William e filho de Michael foi trocado para os Blackhawks em 2019. 

    Mikhail Sergachev, D, Montreal Canadiens (#9 overall): o defensor russo foi a peça de retorno na troca que levou Jonathan Drouin do Tampa Bay Lightning ao Montreal Canadiens Será que rolou um arrependimento quando a defesa deles passou a incluir Karl Alzner e seu contrato hor-ro-ro-so?

    Charlie McAvoy, D, Boston Bruins (#14 overall): o jovem defensor tem sido peça importante para os Bruins nas campanhas da equipe tanto na temporada regular quanto nos playoffs.

    Jakob Chychrun, D, Arizona Coyotes (#16 overall): apesar de uma lesão séria no joelho, a extensão contratual do jogador com os Coyotes mostra que o time pretende contar com ele nos planos a longo prazo.

    Dante Fabbro, D, Nashville Predators (#17 overall): mais um defensor para Nashville. Será que a equipe do Tennessee cria esses meninos em árvore?

    Dillon Dube, C, Calgary Flames (#56 overall): o canadense foi a grande revelação dos playoffs de 2020 para o Calgary Flames. 

    Adam Fox, D, Calgary Flames (#66 overall): os direitos desse ex-aluno da Universidade de Harvard foram de Calgary para Carolina até chegarem em Nova York. Isso porque o jogador, torcedor de infância dos Rangers, se recusou a jogar por outro clube. (Esta que vos fala não julga, pois se tivesse a opção de escolher entre morar em Calgary, Raleigh ou NYC, a resposta seria a mesma de Fox)

  • NHL determina punição para o Arizona Coyotes

    NHL determina punição para o Arizona Coyotes

    Nesta quarta-feira (26) a NHL determinou a punição do Arizona Coyotes após sete meses do time ter violado as políticas da liga. Com essa punição, o time perde duas escolhas no NHL Draft, a escolha da segunda rodada d 2020 e a escolha da primeira rodada em 2021. Esta punição aconteceu depois da NHL ter começado uma investigação no final de janeiro sobre testes físicos extras no jogadores elegíveis para o evento. 

    Com essa punição, o time que antes tinha somente cinco escolhas ficará apenas com as últimas quatro para o draft deste ano. Isso porque a equipe já tinha usado a sua pick da primeira rodada na troca com o New Jersey Devils envolvendo o jogador Taylor Hall. Já a terceira dos Coyotes foi usada na troca do jogador Carl Soderberg com o Colorado Avalanche.

    Para o NHL Draft de 2021, o time só possui uma escolha para as três primeiras rodadas, a primeira foi perdida pela punição e a terceira utilizada em uma troca.

    Entenda o caso

    No final do mês de janeiro, a NHL iniciou uma investigação contra o time. Os Yotes estavam sendo acusado de convidar os jogadores elegíveis ao draft para testes físicos secretos. Pelo acordo coletivo da liga, esta é uma conduta proibida, já que pode resultar numa vantagem sobre outros times.

    No pronunciamento de ontem, a NHL informou que na audiência realizada no dia 6 de agosto com representantes da franquia e da liga, o time reconheceu a violação do acordo e restava somente o comissário Gary Bettman definir a punição a ser aplicada. 

    De acordo com o Artigo 6.3 da Constituição da NHL, o comissário pode aplicar punições deste gênero quando a conduta do time interfere nos aspectos competitivos do jogo. Ainda de acordo com o documento, a equipe que violasse essa proibição deveria pagar uma multa de no mínimo 250 mil dólares por cada inflação. 

    No entanto, no pronunciamento, Bettman informou que a punição aplicada foi a melhor escolha devido à situação. Ele também informou que nenhuma punição individual seria aplicada, já que acredita ter sido uma negligência grosseira e não-intencional. O pronunciamento completo pode ser lido em inglês aqui

    Momentos após a declaração da liga, o time também se pronunciou sobre o ocorrido. Em uma nota curta, o Arizona Coyotes disse estar ciente da punição determinada pela NHL e estar trabalhando junto com a nova liderança para que o mesmo não aconteça novamente. 

    Vale lembrar que na época dessas violações o time estava sob o comando de John Chayka. No entanto, apenas um mês atrás, em 26 de julho, o mesmo saiu de forma bastante conturbada com o time informando o seu desligamento como General Manager dos Yotes através de um comunicado do clube. Atualmente Steve Sullivan atua como GM interino para o time do Arizona.  

    Foto: Reprodução / tsn.ca

  • Draft Class de 2015: onde estão – parte II

    Draft Class de 2015: onde estão – parte II

    O NHeLas continua te contando como foi o NHL Draft de 2015 (se você não leu a primeira parte, clique aqui), considerado um dos melhores da história da NHL. Além dos jogadores que trouxemos para vocês na parte I, outros nomes importantes também foram selecionados em Sunrise, Flórida. 

    MIKKO RANTANEN, RW, COLORADO AVALANCHE (#10 overall): já veio para o Brasil, logo é nosso favorito

    Rantanen iniciou a carreira profissional no HC TPS da SM-Liiga, primeira divisão da Finlândia, aos 16 anos. Nos dois anos que seguiram o winger se destacou, chegando ao Draft como o primeiro patinador no ranking europeu. Na Flórida, o finlandês foi selecionado pelo Colorado Avalanche com a décima escolha, assinando seu contrato com o clube americano antes do training camp daquele ano. 

    Embora tenha impressionado durante o training camp, Rantanen atuou em poucos jogos na NHL antes de ser mandado para a American Hockey League (AHL). O finlandês disputou a temporada 2015-16 e algumas partidas do ano seguinte pelo San Antonio Rampage, antes de voltar aos Avs. Em Denver, o winger teve uma temporada razoável, com respeitáveis 20 gols naquela que ficou conhecida como uma das piores campanhas da história da Liga

    O ano seguinte, entretanto, foi um divisor de águas na carreira de Rantanen. Com 84 pontos em 81 partidas, o finlandês finalmente despontou como uma estrela. Jogando ao lado de Nathan MacKinnon e Gabriel Landeskog, o trio se tornou uma das melhores linhas da NHL já no início da temporada seguinte, 2018-19. Com a ajuda de Rantanen, os Avs chegaram aos playoffs em três temporadas consecutivas, e atualmente são considerados como uma das equipes favoritas. 

    O altíssimo desempenho do winger fez com que ele tivesse um grande aumento em seu segundo salário. Em 2019 o finlandês assinou um novo contrato, avaliado em 9,25 milhões de dólares por ano. Atualmente, o atleta tem 99 gols e 151 assistências, somando 250 pontos em sua carreira profissional pelo Colorado Avalanche. 

    MATHEW BARZAL, C, NEW YORK ISLANDERS (#16 overall): o muso do hockey twitter brasileiro

    O canadense iniciou sua carreira no major juniors no Seattle Thunderbirds da Western Hockey League (WHL), onde se destacou. Entretanto, equipes como o Boston Bruins (que contou com TRÊS escolhas seguidas naquele ano) optaram por não escolher o center, e ele foi selecionado em 16º pelo New York Islanders. 

    Embora tenha assinado o contrato com os Isles após o draft, Barzal voltou à WHL para mais uma temporada depois de ser draftado. Sua estreia na NHL só aconteceu na temporada seguinte, em 2016-17, na qual disputou duas partidas antes de ser devolvido aos Thunderbirds. A entrada definitiva do canadense na Liga ocorreu em 2017-18, quando ele impressionou a todos. 

    O resultado da campanha de estreia de Barzal foi acima das expectativas, vez que ele pontuou 85 vezes em 82 partidas, vencendo o Calder Trophy de melhor rookie. Entretanto, tais números não foram o bastante para chegar aos playoffs com os Isles. O center apenas teve tal experiência em 2018/2019, mas seu desempenho até agora irá dar uma boa dor de cabeça para o New York Islanders quando começarem as negociações de seu próximo contrato. 

    KYLE CONNOR, LW, WINNIPEG JETS (#17 overall): de Michigan a Manitoba em um ano (ou menos)

    Antes do draft, o americano jogou pelo Youngstown Phantoms da USHL. Após ser selecionado pelo Winnipeg Jets no primeiro round de 2015, Connor jogou na Universidade de Michigan por uma temporada, tendo marcado 71 pontos naquele ano. Apesar de ter coletado diversos prêmios e batido recordes por seu desempenho na temporada de calouro, ele perdeu o Hobey Baker, dado ao MVP da NCAA, para Jimmy Vesey da Universidade de Harvard (atualmente jogador do Buffalo Sabres).

    Embora Connor tenha assinado seu contrato profissional em abril de 2016, a estreia dele no gelo veio apenas na temporada 2016-17. O americano passou este ano alternando entre aparições pela equipe da NHL e o Manitoba Moose, seu afiliado na AHL. No ano seguinte, Connor disputou apenas quatro partidas na AHL e se tornou um jogador da NHL full time, com 57 pontos em 76 partidas. 

    Nos dois anos seguintes o winger americano se tornou cada vez mais importante para Winnipeg. Isto porque a equipe tem dificuldades em se tornar um pólo atraente para eventuais free agents e então precisa construir um plantel forte com suas escolhas no Draft. Connor foi definitivamente um tiro certeiro dos Jets, já que marcou 66 pontos em 2018-19 e já havia superado esse número em menos jogos nesta última temporada, somando 73 pontos antes da paralisação. Em setembro de 2019, ele estendeu seu compromisso com os Jets por mais sete anos, com salário de aproximadamente US$7,1 milhões anuais.

    THOMAS CHABOT, D, OTTAWA SENATORS (#18 overall): e o fardo que ele carrega nas costas (também conhecido como seu próprio time)

    Toda vez que ouvimos as palavras “Com a X escolha, o Ottawa Senators escolhe…” atualmente, um sentimento de pesar toma conta do nossos corações. Afinal, a organização não vem sendo um bom exemplo de, bem, organização. Entretanto, quando esse jovem defensor canadense foi draftado, há cinco anos, as coisas não iam de mal a pior para a equipe da capital do Canadá. Ora, o principal defensor do time era Erik Karlsson (com duas pernas inteiras) e o sueco era o coração pulsante da defesa dos Sens. Assim Chabot teria, em teoria, Karlsson como seu mentor quando chegasse à NHL. 

    Durante sua carreira no major juniors, o defensor defendeu o Saint-John Sea Dogs da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Mesmo após ser draftado em 2015, Chabot retornou à QMJHL para ganhar mais experiência. Sua estreia profissional aconteceu apenas na temporada 2016-17, quando ele disputou um jogo pelos Senators antes de retornar para os Sea Dogs. No ano seguinte, em 2017/2018, o defensor começou a temporada na AHL, no Belleville Senators. Mas logo o canadense foi chamado para a NHL, tendo completado a temporada com 63 partidas jogadas na Liga. 

    No ano seguinte, o defensor teve um desempenho muito bom, apesar de sua equipe seguir aos trancos e barrancos. Com 55 pontos, Chabot pontuou no top 10 entre os defensores da NHL. Por conta das mudanças sofridas no elenco de Ottawa, o canadense viu não só o seu tempo no gelo aumentar, como sua emergência como uma das figuras de liderança dentro do vestiário dos Sens. Devido ao seu potencial, Chabot emerge com a possibilidade de ser um dos grandes defensores da Liga no futuro. Assim, em setembro de 2019 ele assinou sua extensão com Ottawa, avaliada em 8 milhões anuais por mais oito anos. 

    BROCK BOESER, RW, VANCOUVER CANUCKS (#23 overall): Prince Charming em uma aventura pelo Oeste canadense

    O americano jogou por times da United States Hockey League (USHL), tendo sido draftado do Waterloo Black Hawks. Diferentemente da maioria de seus compatriotas, ele não fez parte do USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Após ser escolhido pelos Canucks, Boeser foi jogar hockey universitário pela University of North Dakota na National Collegiate Athletic Association (NCAA). 

    Depois de duas campanhas encorajadoras na NCAA (apesar de uma lesão no pulso que o tirou do gelo por dois meses), Boeser fez sua estreia profissional pelos Canucks no final da temporada 2016-17. O sucesso do americano, entretanto, veio apenas no ano seguinte, quando ele fez 55 pontos em apenas 62 partidas disputadas. Embora tenha perdido quase 20 jogos no final da sua temporada de estreia por conta de uma lesão nas costas, Boeser ainda foi indicado ao Calder Trophy de 2018, que foi vencido por Mat Barzal.

    No ano seguinte o americano começou a temporada bem, mas outra lesão, dessa vez em sua virilha, impediu que ele participasse de todos os jogos da temporada 2018-19. Em 69 partidas Boeser somou 59 pontos, sendo eles 26 gols e 30 assistências. No final da intertemporada o winger assinou um bridge contract (isto é, uma extensão curta) com os Canucks por três anos, com salário de aproximadamente 5,8 milhões de dólares anuais. Antes da paralisação pelo COVID-19, o americano havia feito 45 pontos em 57 partidas disputadas nesta temporada. 

    SEBASTIAN AHO, C, CAROLINA HURRICANES (#35 overall): will the real Sebastian Aho please stand up?

    O center começou a sua carreira profissional no Oulun Kärpät da Liiga, primeira divisão finlandesa, na temporada 2013-14. Suas atuações em seu país natal foram impactantes o bastante para que ele fosse colocado no top 20 de patinadores europeus no ranking antes do draft. Ainda assim, Aho só foi selecionado no segundo round, quando o Carolina Hurricanes o selecionou com a 35ª escolha daquela noite. O contrato com a equipe da NHL só foi assinado no ano seguinte, em 2016, quando o finlandês se mudou para a América do Norte.

    A partir daí, Aho foi se destacando cada vez mais na equipe que o draftou. Embora tenha um xará sueco, o finlandês de Carolina consegue se destacar como o Sebastian Aho mesmo sendo tímido e uma pessoa de poucas palavras nas entrevistas que concede. Em sua primeira temporada, ele não conseguiu chegar aos 50 pontos, mas a partir do ano seguinte não marcou menos do que 65. Sua temporada mais bem sucedida foi, sem dúvidas, a terceira e última em seu contrato de calouro. Aho fez 85 pontos e foi fundamental na ida do seu time para os playoffs. O problema, todavia, foi na hora de negociar a renovação contratual com os Canes.

    Por ter definitivamente sido parte importantíssima do tour de force que foi a última temporada dos Canes, o finlandês foi uma das estrelas da janela de negociações. Afinal, ele nos forneceu o DRAMA (!!!!) de uma offer sheet na intertemporada passada. Além de gols bonitos, Aho definitivamente sabe oferecer entretenimento para a torcida. No final das contas, o center assinou um contrato de cinco anos, diminuindo seu caminho até a free agency, avaliado em pouco mais de 8,4 milhões anuais. Na temporada 2019/2020, Aho fez 66 pontos em 68 partidas disputadas. 

    MACKENZIE BLACKWOOD, G, NEW JERSEY DEVILS (#42 overall): uma figura importante no próximo capítulo das rivalidades da Metro? Só o tempo dirá.

    As traves de New Jersey não são traves quaisquer. Os goleiros que vieram depois do lendário Martin Brodeur sentiram a pressão da posição (embora Cory Schneider tenha tido seus bons momentos no gol dos Devils). Ao draftar Mackenzie Blackwood, primeiro goleiro ranqueado na América do Norte em 2015, os Devils pensaram que talvez seria diferente com o jovem canadense. Não que Blackwood estivesse perto da expectativa de ser um goleiro generacional (essa discussão será retomada no texto de 2016, aguardem!), é claro. 

    O canadense iniciou sua carreira de major juniors no Barrie Colts da Ontario Hockey League (OHL), onde jogou por três temporadas. A profissionalização veio quando ele se tornou elegível para disputar a AHL, tendo então passado a integrar o elenco do Albany Devils (que eventualmente se tornou o Binghamton Devils) para adquirir experiência. No ano seguinte ele dividiu seu tempo entre a AHL e a East Coast Hockey League (ECHL), onde jogou pelo afiliado dos Devils, Adirondack Thunder. 

    Em 2018-19, Blackwood começou a temporada na AHL, como esperado. Entretanto, uma lesão de Cory Schneider em dezembro fez com que ele fosse promovido à NHL. Desde então o canadense vem sido revezado com Schneider, já que o último está na metade final da sua carreira. Com 70 partidas disputadas, sendo 64 iniciadas por ele, Blackwood tem um uma porcentagem de defesas de .916 e média de 2,72 gols sofridos por jogo. Considerando o último ano dos Devils, onde ocorreram grande parte destes jogos, ele tem, de fato, potencial para ser um bom goleiro na Liga. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Travis Konecny, RW/C, Philadelphia Flyers (#24 overall): conhecido por sua tenacidade, o canadense teve seu contrato renovado por mais seis anos em 2019. Diferentemente do que acontece com muitos jogadores, Konecny rendeu muito mais após a assinatura do contrato do que no ano que antecedeu esta. Os 5,5 milhões anuais podem se tornar uma pechincha em breve…

    Anthony Beauvillier, LW, New York Islanders (#28 overall): aquele que tentou entrosar com a Anna Kendrick no Twitter e virou herói de diversas histórias muito prováveis e verídicas. 

    Travis Dermott, D, Toronto Maple Leafs (#34 overall): conhecido por sua ofensividade, Dermott jogou no Erie Otters da OHL com Connor McDavid, Dylan Strome e Alex DeBrincat. Além disso, é pai de pets muito fofos.

    Brandon Carlo, D, Boston Bruins (#37 overall): junto com Zdeno Chara em 2016-17, ele formou o que é provavelmente uma das defesas mais altas da história da NHL, além de terem quase 20 anos de diferença entre eles. 

    Roope Hintz, C, Dallas Stars (#49 overall): o finlandês chegou na NHL com um bang!, já que foi muito importante para a sua equipe tanto durante a temporada regular, quanto nos playoffs. Afinal, o center fez cinco gols na campanha dos Stars nos playoffs de 2019.

    Vince Dunn, D, St. Louis Blues (#56 overall): foi campeão da Stanley Cup com os Blues em 2019 com a mandíbula quebrada. O jogador precisou fazer quatro cirurgias na boca, além de implantar cinco novos dentes. 

  • Draft Class de 2015: onde estão – PARTE I

    Draft Class de 2015: onde estão – PARTE I

    Poucos drafts, em qualquer liga que seja, têm o impacto que a seleção de 2015 causou na NHL. Encabeçada pelo talento generacional de Connor McDavid, a classe produziu um grande número de grande jogadores. Alguns deles inclusive chegam aos status de superstar ou franchise player, tamanha a sua qualidade. A última vez que um prospect foi tão desejado e esperado pelas equipes no páreo para a primeira escolha havia ocorrido dez anos antes. Na ocasião, em 2005, Sidney Crosby foi draftado por Pittsburgh.

    Com a first pick de 2015, o Edmonton Oilers somava quatro ocasiões em que haviam figurado no topo do draft em uma mesma década. Entretanto, o último nome que a equipe de Alberta havia escolhido, Nail Yakupov, não havia rendido o que se esperava dele. Acrescentar um jogador do calibre de McDavid não implicaria em apenas um aumento na qualidade do plantel. Isso também seria um boost na confiança do torcedor na equipe. Além disso, existe todo o retorno financeiro que ter um superstar proporciona. 

    O resto do top 3 foi completado pelo Buffalo Sabres, cujos fãs levavam cartazes com os dizeres “Tank for McDavid” (afundem por McDavid, em tradução literal) à arena, e pelo Arizona Coyotes. Em um mar de prospects de qualidade, equipes como Boston, que possuía três escolhas seguidas (#13, #14 e #15), tiveram a oportunidade de selecionar peças importantes para o rejuvenescimento de sua equipe. 

    CONNOR MCDAVID, C, EDMONTON OILERS (#1 overall): (Mc)Jesus, superstar

    A carreira de McDavid na Ontario Hockey League (OHL) já começou dando indícios de como seria dali para a frente. Ao ganhar status excepcional, o canadense se juntou ao Erie Otters com 15 anos de idade. Antes disso, McDavid cogitou a possibilidade de não atuar na Canadian Hockey League (CHL). Assim seria elegível para o hockey universitário, onde atuaria pela Boston University. 

    Uma vez nos Otters, o canadense já começou sua carreira junior quebrando recordes de maior pontuação por um novato e foi escolhido o rookie do ano na OHL em 2013. Nos anos seguintes McDavid foi ganhando cada vez mais destaque entre os jovens atletas da CHL e em 2014/2015 foi escolhido capitão da sua equipe. Tido como um futuro franchise player em potencial muito antes de seu draft, a possibilidade de poder escolher McDavid colocou muitos times em polvorosa.

    Em seu ano de elegibilidade o canadense ficou fora de comissão quase dois meses após quebrar a sua mão em uma briga. Ainda assim, o center teve números significativos na temporada regular da OHL. Além disso, foi o vencedor do prêmio Wayne Gretzky 99, dado ao melhor jogador dos playoffs. A trajetória de McDavid no major juniors se encerrou em 2015 com seu draft. O atleta venceu os prêmios de melhor jogador da OHL e da CHL, se tornando o mais premiado da história da Ontario Hockey League.

    Depois de ter sido escolhido por Edmonton, ele assinou seu contrato com o time e fez sua estreia na NHL em outubro de 2015. Entretanto, a campanha de rookie de McDavid foi interrompida após uma partida contra o Philadelphia Flyers. Após uma colisão com um defensor, o center quebrou a clavícula em novembro. McDavid retornou ao gelo apenas em fevereiro, perdendo quatro meses da temporada regular dos Oilers. Ainda assim, o atleta foi um dos finalistas do Calder Memorial Trophy, dado ao rookie do ano, mesmo tendo disputado apenas pouco mais da metade das partidas da sua equipe na temporada. Naquela off-season, o center se tornou o capitão mais jovem da NHL ao receber o C do Edmonton Oilers

    A temporada seguinte foi a guinada para a ascensão de McDavid como um dos melhores, quiçá não o melhor, da Liga. Com uma combinação letal de velocidade e habilidade, o canadense alcançou a marca de 100 pontos ao final de seu segundo ano na NHL. Com 30 gols e 70 assistências, ele venceu o Art Ross Trophy, o Ted Lindsay Award e o Hart Memorial Trophy, além de ter chegado ao segundo round dos playoffs com os Oilers. McDavid foi apenas o décimo atleta a vencer todos os troféus em uma mesma noite na história da Liga. Ainda naquela intertemporada, o canadense estendeu seu compromisso com os Oilers por mais oito anos, passando a ter o maior salário da NHL com 12.5 milhões de dólares anuais. 

    Nos dois anos seguintes McDavid superou sua campanha premiada, anotando 108 e 116 pontos em 2017/2018 e 2018/2019, respectivamente. Entretanto, o desempenho de sua equipe continuou deixando a desejar, apesar do canadense ter Leon Draisaitl (tal qual Sidney Crosby tem Evgeni Malkin) ao seu lado para partilhar a responsabilidade ofensiva dos Oilers. Os resultados decepcionantes fizeram inclusive com que a habilidade de liderar do center tivesse sido posta em xeque. Edmonton teve então mudanças tanto na comissão técnica quanto em seus gestores, com o fim da era Chiarelli no início de 2019. Em 2018 McDavid foi novamente contemplado com o Art Ross e o Ted Lindsay, além de ter sido um All-Star em todos os anos desde 2017. 

    Atualmente o canadense é, sem dúvidas, um dos maiores nomes do esporte e já busca seu espaço no Olimpo dos melhores do hockey. Entretanto, embora McDavid tenha números impressionantes (afinal, o atleta tem 469 pontos em 351 partidas), a falta de campanhas vitoriosas com seu Edmonton Oilers é a grande questão para legado do jovem center na Liga. Todavia, para a sorte de McDavid, o atleta tem apenas 23 anos e uma abundância de talento, talvez ele apenas precise de um empurrãozinho dos deuses do hockey para trazer a Stanley Cup de volta a Edmonton. 

    JACK EICHEL, C, BUFFALO SABRES (#2 overall): o prêmio de consolação na forma de o “faz-tudo” de Buffalo

    Ainda que o jogador que fosse selecionado após Connor McDavid tivesse uma autoestima maior do que a Via Láctea (e a deste second pick chega perto disso), seria difícil competir pelos holofotes com o center canadense. Afinal, o Buffalo Sabres havia abertamente tentado perder o máximo possível para otimizar suas chances de ganhar a primeira escolha daquele ano. 

    Em um ano comum, uma equipe ficaria em êxtase ao ter um atleta como Eichel cair em seu colo com a segunda escolha. Todavia, no draft de 2015 o americano representava nada mais do que o fato de que Buffalo havia perdido a loteria e, consequentemente, a chance de draftar Connor McDavid. Mas posteriormente à sua chegada em Buffalo com uma espécie de complexo de inferioridade em cima dele como uma nuvem tempestuosa, Eichel teve muito sucesso antes de se profissionalizar. 

    Como grande parte dos atletas americanos, ele passou dois anos no USA Hockey National Team Development Program (USNTDP) entre 2012/2013 e 2013/2014. Na temporada seguinte Eichel foi para a NCAA (National Collegiate Athletic Association) jogar hockey universitário com os Terriers da Boston University. Será que em um universo paralelo Eichel e McDavid seriam parceiros de equipe na Boston University ao invés de rivais?

    Antes do draft Eichel venceu o Hobey Baker, prêmio de melhor atleta universitário, o primeiro calouro a ter esta honra desde Paul Kariya em 1993. Após ser escolhido como artilheiro da Hockey East, jogador do ano, calouro do ano e MVP da conferência, dentre outras honras, o americano finalizou a temporada em segundo lugar no ranking dos patinadores norte-americanos. 

    Eichel assinou seu contrato profissional logo após o draft, tendo, assim, encerrado sua carreira universitária. O americano estreou na NHL quebrando recordes, ao se tornar o Sabre mais jovem a marcar um gol, no início de outubro de 2015. O center terminou sua temporada inaugural na Liga somando 56 pontos em 81 partidas, atrás apenas do, então atleta de Buffalo, Ryan O’Reilly.

    A temporada seguinte foi mais curta para o americano, que se lesionou no primeiro jogo e ficou quase três meses fora do rinque. Ainda assim, Eichel terminou o ano com 57 pontos em 61 partidas, superando os números do ano anterior com 20 jogos a menos. Naquela off-season o center também teve seu contrato com Buffalo estendido por mais oito anos, por nada menos do que 10 milhões anuais. 

    Durante a próxima temporada Eichel foi escolhido para o All Star Game de 2018 e aumentou sua produção ofensiva, embora tenha sofrido outra lesão que o fez perder jogos. Ele terminou o ano com 64 pontos em 67 partidas. Antes do início de 2018/2019 o atleta teve duas grandes mudanças em sua jersey: a alteração do número 15 para o 9, que ele usava na BU, além do C que passou a figurar no seu peito. Em 2018/2019 Eichel teve sua melhor campanha até hoje, com 82 pontos em 77 partidas e, no ano seguinte, 78 pontos em 68 partidas. 

    Desde que passou a ser o capitão da equipe, Eichel passou a reclamar cada vez mais do desempenho de sua equipe. A consequência das reclamações públicas? Uma onda de demissões em todo o front office de Buffalo, inclusive do GM Jason Botterill. Neste último junho o americano inclusive afirmou que estava cansado de perder, o que fez com que surgissem rumores sobre o center requisitar uma eventual troca e para onde ele seria enviado

    Atualmente Eichel tem 337 pontos em 354 partidas e é um center importante não apenas para a sua equipe, assim como para o futuro da seleção americana. Entretanto, após Auston Matthews ter despontado como a maior jovem estrela do hockey americano, o capitão dos Sabres ficou, novamente, em segundo plano. 

    DYLAN STROME, C, ARIZONA COYOTES (#3 overall): quando tudo o que precisava era trocar o deserto pela ventania

    Se alguém sabe o que é ser colocado em segundo plano ao dividir os holofotes com Connor McDavid, esse alguém é Dylan Strome, mas o canadense está acostumado com isso. Vindo de uma família de jogadores de hockey, Strome é o segundo dos irmãos a chegar até a NHL. Seu irmão mais velho, Ryan Strome, é jogador do New York Rangers (e ex-companheiro de McDavid nos Oilers), enquanto o mais novo, Matthew Strome, é prospect do Philadelphia Flyers. O center iniciou sua carreira no major juniors em 2013, pelo Erie Otters da OHL. 

    Ainda que McDavid fosse o centro das atenções na equipe, Strome se destacou por sua proficiência no ataque. Afinal, ele venceu o prêmio de maior pontuador tanto da OHL quanto da CHL no seu ano de elegibilidade. Uma das razões pelas quais o atleta foi ranqueado em quarto entre os patinadores da América do Norte foi o seu tamanho e tenacidade, que compensavam as deficiências técnicas claras em sua patinação (algo que é comum a todos os irmãos Strome, que são notoriamente patinadores ruins). 

    Embora o center tenha assinado seu contrato com os Coyotes logo após o draft, ele retornou ao Erie Otters para amadurecer seu jogo. Na OHL ele forjou uma parceria com Alex DeBrincat, estando este em seu ano de elegibilidade para o draft de 2016, e os dois encontraram sucesso juntos. No ano seguinte Strome finalmente fez sua estreia na NHL, mas em novembro Arizona decidiu que ele ainda precisava de mais tempo de major juniors, mandando-o de volta para os Otters. 

    Tendo atingido o limite de idade permitido para competir na CHL, o center finalmente passou a integrar o elenco dos Yotes. Entretanto, depois de um início decepcionante sem pontuar, o canadense foi enviado para o Tucson Roadrunners, afiliado da American Hockey League (AHL). Em 50 partidas na AHL, ele fez 53 pontos e foi escolhido como All Star desta liga. O retorno à NHL se deu apenas em março de 2018 e o center terminou a temporada com os Coyotes. Ao não se classificarem para a pós temporada a equipe retornou Strome aos Roadrunners para a campanha do time nos playoffs da Calder Cup. 

    Embora Strome tenha sido draftado com o pedigree de um top prospect, seu desenvolvimento não estava acontecendo no ritmo esperado por Arizona. Por isso, em novembro de 2018 ele foi trocado, juntamente com Brandon Perlini, para o Chicago Blackhawks, por Nick Schmaltz. A mudança de ares parece ter tido um efeito positivo no canadense, que se reuniu com seu ex-companheiro de OHL, DeBrincat, e o center terminou a sua primeira temporada nos Hawks com 51 pontos em 58 partidas. Atualmente Strome soma 105 pontos em 164 partidas na NHL. 

    MITCH MARNER, C/RW, TORONTO MAPLE LEAFS (#4 overall): vivendo um sonho de infância

    Como (quase) toda criança na Greater Toronto Area (GTA), Mitch Marner cresceu torcendo pelo Toronto Maple Leafs. Embora tenha recebido uma oferta de bolsa da Universidade de Michigan, a carreira do jogador canadense iniciou-se no London Knights da OHL. Por sua estatura pequena e porte físico mais miúdo, Marner gerava dúvidas nos olheiros, que preocupavam-se com seu desenvolvimento. Entretanto, o talento do jovem foi o bastante para que esses questionamentos ficassem em segundo plano, e ele acabou sendo draftado em quarto por seu time do coração.

    Anotando 59 jogos em 64 partidas, Marner ficou em segundo na corrida por rookie do ano da OHL, sendo desbancado apenas por Travis Konecny, então do Ottawa 67’s. Em seu ano de elegibilidade para o draft, o canadense encontrou em Max Domi o parceiro de linha perfeito. Assim, apesar do seu físico, Marner ficou ranqueado entre os melhores patinadores da América do Norte. Escolhido em quarto por Toronto, ele assinou seu contrato imediatamente, mas retornou à OHL para prosseguir com o seu desenvolvimento, tanto físico quanto técnico.

    A temporada seguinte foi como um sonho para o recém-nomeado co-capitão dos Knights. Jogando com Christian Dvorak e Matthew Tkachuk, Marner levou a equipe de London não só ao título da OHL, assim como à Memorial Cup. Ele foi o recipiente do troféu Wayne Gretzky 99, assim como os títulos de MVP e artilheiro das finais da CHL. Não foi uma surpresa quando, no início da temporada 2016/2017, Marner passou a fazer parte do plantel do Toronto Maple Leafs.

    O winger terminou a primeira temporada com 61 pontos em 77 jogos, mesmo tendo contraído mononucleose na segunda parte da temporada. Marner ajudou sua equipe a chegar na pós-temporada, onde os Leafs foram eliminados no primeiro round por Washington. Juntamente com Auston Matthews, o canadense se tornou a face do revival dos Maple Leafs nessa nova era do clube. No ano seguinte Marner terminou a temporada com 69 pontos em 82 jogos, mas sua equipe amargou outra derrota no primeiro round, dessa vez para o Boston Bruins.

    A terceira temporada do atleta na NHL, em 2018/2019, também era a última de seu contrato de novato. Marner anotou 26 gols e 68 assistências, somando 94 pontos em 82 jogos, sua melhor campanha até agora. A pós-temporada chegou com o canadense cheio de polêmicas à sua volta, especialmente pelos comentários feitos por sua assessoria e vazados na imprensa de Toronto. Depois que Matthews estendeu seu contrato, parecia que Marner havia ficado em segundo plano. 

    Entretanto, depois de idas e vindas, time e jogador conseguiram entrar em acordo e o winger teve seu compromisso estendido com os Leafs por mais seis anos, avaliado em cerca de 10.9 milhões anuais. Nesta última temporada o atleta somou 67 pontos em em 59 partidas antes da paralisação pela pandemia do COVID-19. No total, Marner tem 291 pontos em 300 jogos (83 G e 208 A). 

    NOAH HANIFIN, D, CAROLINA HURRICANES (#5 overall): o menino de Boston que foi de Carolina a Calgary

    Hanifin atuou pelo USNTDP por um ano, durante a temporada 2013/2014 antes de iniciar sua carreira universitária aos 17 anos, com os Eagles da Boston College. Com o melhor ranking de um defensor na América do Norte (3º lugar), o americano poderia ter sido draftado em qualquer posição após o top 2 já esperado. Entretanto, foi Carolina que o escolheu na quinta posição, para continuar o processo de rejuvenescimento da sua defesa. 

    Tal como McDavid e Eichel, o defensor estreou na NHL logo após ser draftado. Durante os três anos em que atuou pelos Canes, o americano foi protegido de embates mais complexos, para que seu jogo pudesse se desenvolver no tempo certo até atingir certa maturidade. O americano foi o representante da equipe de Carolina no All Star Game de 2018, a primeira vez que ele foi para o evento. Entretanto, a história de Hanifin com a equipe de Raleigh viu seu fim na intertemporada de 2018. 

    O defensor, juntamente com Elias Lindholm, foi trocado para o Calgary Flames por Dougie Hamilton, Micheal Ferland e os direitos de Adam Fox, prospect que atuava pela Universidade de Harvard. Em Calgary o jogador passou a ter mais responsabilidades, além de um lugar fixo no top 4 da defesa dos Flames, geralmente formando um par com Travis Hamonic. Embora o defensor tenha dado passos largos em seu desenvolvimento, ainda há um bom caminho a se percorrer para que ele se torne um defensor de peso na Liga. 

    Ainda assim, Hanifin tem sido importante como um dos principais nomes da defesa de Calgary. O americano é o atleta da classe de 2015 com mais jogos disputados, 389, com uma boa folga em relação aos dois mais próximos desse número, Eichel (354) e McDavid (351). Atualmente ele soma 138 pontos em 389 jogos e no ano passado seu contrato com os Flames foi estendido por seis anos, avaliado em cerca de 4.95 milhões anuais. 

    IVAN PROVOROV, D, PHILADELPHIA FLYERS (#7 overall): futuro defensor de elite ou espião russo contratado para vigiar o Gritty?

    Com a NHL como seu objetivo final, Provorov se mudou da Rússia para os Estados Unidos alguns anos antes de atingir a idade para jogar no major juniors. Assim, quando foi selecionado para o Brandon Wheat Kings da Western Hockey League (WHL), o russo já havia se familiarizado com a cultura norte-americana, assim como as dimensões do gelo e até mesmo a língua. Em seu ano de elegibilidade o defensor fez 61 pontos em 60 partidas pelos Wheat Kings, sendo selecionado pelos Flyers com a sétima escolha do draft. 

    O russo então assinou seu contrato com a equipe, mas foi retornado à WHL para adquirir mais experiência. A temporada da equipe de Manitoba em 2015/2016 foi quase como um sonho de fadas, já que Brandon venceu o título da WHL e chegou nas finais da Memorial Cup. Entretanto, a equipe não conseguiu vencer sequer uma partida. Ainda assim, Provorov foi selecionado o melhor defensor da WHL naquele ano.

    No ano seguinte o russo conseguiu se firmar na equipe dos Flyers depois de impressionar no training camp. Desde então Provorov não deixou de jogar sequer uma partida pela equipe da Filadélfia. Ao final de sua temporada de estreia, o defensor foi selecionado como o melhor de sua posição na equipe, em premiação interna. Ele terminou sua campanha de rookie com 30 pontos em 82 aparições pelos Flyers. Já em 2017/2018 Provorov jogou os playoffs da NHL pela primeira vez em sua carreira, perdendo para o Pittsburgh Penguins no primeiro round.

    Mesmo com a derrota, o russo se destacou durante a temporada regular, e foi se firmando cada vez mais como o nome do futuro na defesa laranja. Nos playoffs, Provorov jogou com uma lesão relativamente séria no ombro, que dificultava certos movimentos, inclusive a pegada em seu stick. Em 2018/2019 o jogador teve atuações menos constantes, o que gerou preocupação acerca do seu desenvolvimento, mas na última temporada regular ele voltou a produzir e atuar como um top defenseman. Na intertemporada de 2019 os Flyers estenderam o contrato do russo por mais seis anos, com um salário anual de cerca de 6.75 milhões de dólares.

    ZACH WERENSKI, D, COLUMBUS BLUE JACKETS (#8 overall): Big Z chegou com um bang!

    Assim como Eichel e Hanifin, Werenski também fez parte do USNTDP antes de iniciar sua carreira universitária. E assim como os dois nativos de Massachusetts, o defensor americano também optou por uma universidade de seu estado, que no caso dele é a Universidade de Michigan. Após jogar seu ano de elegibilidade na NCAA, Werenski foi a escolha do Columbus Blue Jackets no primeiro round do draft de 2015. 

    Em 2015/2016 o defensor retornou ao Michigan Wolverines para sua segunda temporada com a equipe, e quando esta se finalizou ele assinou seu contrato profissional com os Jackets. Werenski então se juntou ao Lake Erie Monsters da AHL para os playoffs da Calder Cup. O americano ajudou a equipe a conquistar seu primeiro título, com cinco gols e nove assistências na campanha.

    Já a sua temporada de estreia na NHL o defensor fez 47 pontos em 77 jogos, o que lhe rendeu uma indicação ao Calder Memorial Trophy. Nos playoffs daquele ano Werenski sofreu uma lesão particularmente feia na série contra os Penguins. Ao levar um puck no rosto, o americano levou vários pontos e seu olho ficou tão inchado que não abriu mais. A lesão inclusive rendeu uma camiseta com o rosto machucado do defensor, com a renda revertida para a caridade. 

    Em 2018 Werenski participou do seu primeiro All Star Game, representando Columbus juntamente com Seth Jones. Nos playoffs do mesmo ano o defensor lesionou o ombro e, em decorrência da cirurgia necessária, perdeu cerca de seis meses se recuperando. Na off-season de 2019 os Blue Jackets e o americano estenderam o contrato por mais três anos, no valor de 5 milhões de dólares anuais. Em 300 jogos na carreira, o atleta possui 169 pontos. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Pavel Zacha, C, New Jersey Devils (#6 overall): um top prospect da classe de 2015, o tcheco não vingou. Considerando o número e a qualidade dos prospects disponíveis, Jersey fez a escolha errada. Mas como os deuses do hockey às vezes são bondosos, a equipe foi presenteada com dois first overall em um curto espaço de tempo, em 2017 e 2019. 

    Timo Meier, RW, San Jose Sharks (#9 overall): o suíço jogou quatro temporadas na Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL), entre a temporada 2013/2014 e 2015/2016. O atleta tem 157 pontos em 263 partidas e em 2019 assinou um contrato de quatro anos avaliado em 24 milhões de dólares. 

    Lawson Crouse, LW, Florida Panthers (#11 overall): um dos protagonistas do melhor vídeo pré-draft, quando ele comeu uma minhoca, Crouse foi trocado dos Panthers para Arizona pouco mais de um ano após ter sido selecionado pela equipe da Flórida. 

    Jake DeBrusk, LW, Boston Bruins (#14 overall): a única escolha certa dos Bruins em suas três picks seguidas durante o primeiro round de 2015, o canadense tem 120 pontos em 203 partidas e uma final da Stanley Cup no currículo. 

    Colin White, C, Ottawa Senators (#21 overall): outro fruto do USNTDP, o americano jogou pela Boston College do hockey universitário entre 2015 e 2017. Em sua primeira temporada completa na NHL em 2019/2020, ele somou 23 pontos em 61 jogos. 

    Ei, você que chegou até aqui! Se você está se perguntando cadê o Fulano ou o Beltrano, o NHeLas te explica: com o número invejável de jogadores de impacto produzidos por essa classe, achamos melhor dividir esse texto em duas partes. Logo mais teremos a parte dois por aqui, fiquem de olho!

    (Foto: Reprodução/TheAthletic.com)

  • Draft Class de 2014: onde estão

    Draft Class de 2014: onde estão

    A 52ª edição do NHL Draft ocorreu em 27 e 28 de junho de 2014, no Wells Fargo Center, casa do Philadelphia Flyers. A elegibilidade dos atletas disponíveis para seleção ia daqueles nascidos em 01/01/1994 até 15/09/1996, a data limite estabelecida pelo CBA (Collective Bargain Agreement).

    Quanto a atletas não provenientes da América do Norte, a sua elegibilidade se estendia aos nascidos no ano de 1993. O mesmo se aplica àqueles nascidos depois de junho de 1994 que foram draftados em 2012 mas não assinaram contrato com os clubes que os escolheram.

    Os rankings oficiais estabelecidos pelos olheiros traziam um top 3 dos patinadores norte-americanos, formado pelos canadenses Sam Bennett, Aaron Ekblad e Sam Reinhart. Já os europeus foram ranqueados na seguinte ordem em seu top 3: Kasperi Kapanen, William Nylander e Kevin Fiala. Os goleiros mais bem ranqueados foram Thatcher Demko (América do Norte) e Ville Husso (Europa).

    A primeira escolha foi dada ao Florida Panthers após a loteria do draft. Assim, a equipe de Sunrise pulou da segunda posição para o desejado primeiro lugar.

    AARON EKBLAD, D, FLORIDA PANTHERS (#1 overall): o xerife de Sunrise

    O canadense foi o primeiro defensor a ser escolhido com a primeira escolha do draft desde que o St. Louis Blues optou por Erik Johnson em 2006. Desde então apenas um outro jogador desta posição foi selecionado em primeiro, o sueco Rasmus Dahlin, 1st overall do Buffalo Sabres em 2018.

    Natural de Windsor, na província de Ontário, Ekblad iniciou sua carreira no major juniors com status de jogador excepcional. Isso permitiu que ele passasse a competir na Ontario Hockey League (OHL) com 15 anos. 

    No Barrie Colts, o defensor competiu por três anos, durante os quais se destacou por sua maturidade no gelo e fora dele. Na votação dos técnicos da OHL, Ekblad foi lembrado em diversas categorias no seu ano de elegibilidade para o draft e terminou a temporada 2013-14 ranqueado em segundo lugar entre os patinadores da América do Norte.

    Quando os Panthers foram chamados ao palco na Filadélfia o defensor canadense foi escolhido. A equipe da Flórida visando um 1D que fosse servir à blue line do clube durante muito tempo. 

    Após uma excelente campanha em seu primeiro ano da NHL, Ekblad venceu o Calder Memorial Trophy de melhor novato. O defensor canadense desbancou Mark Stone, então jogador do Ottawa Senators, e Johnny Gaudreau, do Calgary Flames. Embora tenha sofrido com concussões em seus primeiros cinco anos na Liga, Ekblad é parte importante da defesa dos Panthers e é uma das figuras de liderança no vestiário da equipe.

    SAM REINHART, C, BUFFALO SABRES (#2 overall): “não podemos esperar ganhar jogos por 6 a 5”

    Reinhart iniciou sua carreira pelo Kootenay Ice da Western Hockey League (WHL), de onde foi selecionado pelo Buffalo Sabres com a segunda escolha do draft de 2014. Embora o canadense tenha estreado pela equipe americana na temporada 2014-15, ele atuou em apenas nove partidas antes de ser retornado à WHL. Com o fim da temporada do Ice, o center chegou a atuar pelo Rochester Americans da American Hockey League (AHL).

    Entretanto, apesar de ter sido draftado em uma posição alta, o rendimento do jogador é alvo de críticas desde que ele se firmou na NHL. Reinhart não obteve o sucesso que os Sabres esperavam quando o selecionaram, e sua importância na equipe foi diminuindo com o surgimento de outros jogadores no plantel de Buffalo. Atualmente o atleta soma 109 gols e 146 assistências em 400 jogos, totalizando 255 pontos.

    LEON DRAISAITL, C, EDMONTON OILERS (#3 overall): gosto muito de te ver, leãozinho

    Sem dúvidas um forte candidato ao título de melhor jogador da sua classe, o alemão Draisaitl optou por jogar na Canadian Hockey League (CHL), sendo selecionado pelo Prince Albert Raiders da WHL.

    O jogador estreou na temporada 2014-15 e chegou a competir em 37 partidas pela equipe de Alberta antes de ser retornado à WHL. Esta decisão fez com que os Oilers “queimassem” um ano do contrato do alemão. Draisaitl foi trocado para o Kelowna Rockets durante o World Junior Championships de 2015. 

    Após a seu retorno para o major juniors, o jogador levou os Rockets ao título da WHL, que lhes deu acesso à final da Memorial Cup. Apesar da derrota para o Oshawa Generals, o alemão foi nomeado o MVP da competição.

    A primeira temporada de Draisaitl na NHL já foi promissora, com 51 pontos em 72 partidas. No ano seguinte, os Oilers demonstraram que os dias tenebrosos poderiam estar em seu passado, com a química entre diversos de seus jogadores, dentre eles Draisaitl e Connor McDavid

    Nos playoffs da temporada seguinte, 2016-17, a última do seu contrato de calouro, o alemão fez uma campanha memorável com 16 pontos em 13 jogos na primeira aparição dos Oilers na pós-temporada desde 2006.

    Naquela off-season Draisaitl assinou sua extensão com Edmonton, avaliado em cerca de 8.5 milhões anuais por oito anos. O contrato foi criticado na época, pois a situação da folha de pagamento do clube não trazia espaço para otimismo. Além disso, temia-se que o atleta não atingiria um patamar de produção que justificaria o salário. 

    Entretanto, podemos dizer que o alemão superou as expectativas. Os números do jogador falam por si: 77 pontos em 82 jogos em 2016-17; 70 pontos em 78 jogos em 2017-18; 105 pontos em 82 jogos em 2018-19; por fim, os impressionantes 110 pontos em 71 jogos em 2019-20. A produção de Draisaitl poderia ter sido ainda maior, caso a temporada não tivesse sido interrompida pela pandemia de COVID-19

    Chamado de “Gretzky alemão”, o jogador já pode muito bem ser considerado o melhor de sua terra natal a ter jogado hockey. Afinal, Draisaitl foi o primeiro alemão a ganhar o Art Ross Trophy (de maior pontuador na temporada regular), além de ter sido o terceiro atleta dos Oilers a fazê-lo, tendo apenas Wayne Gretzky e Connor McDavid em sua companhia.

    WILLIAM NYLANDER, RW, TORONTO MAPLE LEAFS (#8 overall): de promessa no gelo à ícone fashion

    O sueco Nylander na verdade é natural de Calgary, no Canadá. Isso porque ele e seu irmão, Alex (draftado em 2016), nasceram enquanto o pai deles, Michael Nylander, atuava pelos Flames. Com o hockey no sangue, o winger teve sua estreia profissional ao lado do pai, no Södertälje SK da segunda divisão sueca.

    No seu ano de elegibilidade, ele defendeu o MODO da Swedish Hockey League (SHL) e foi selecionado em oitavo pelo Toronto Maple Leafs, o segundo maior nome draftado no processo de rejuvenescimento da equipe. 

    A temporada seguinte foi dividida entre o MODO Hockey e o Toronto Marlies da AHL, que competiu pelos playoffs da Calder Cup naquele ano. Entretanto, a estreia de Nylander na NHL ocorreu apenas em fevereiro de 2016, jogando 22 partidas naquela temporada.

    Mas o sueco se tornou parte integral do Maple Leafs no ano seguinte, quando passou a atuar na wing de Auston Matthews. Durante a sua primeira temporada completa, Nylander anotou 61 pontos em 81 partidas, e foi parte importante da classificação de Toronto para a pós-temporada. 

    Altamente criticado por não ser tão constante quanto a torcida (e a comissão técnica) desejavam, Nylander ainda não conseguiu passar dos 61 pontos. Outro ponto de polêmica envolvendo o sueco se passou durante suas negociações de contrato. O jogador perdeu quase três meses, além do training camp, quando a diretoria de Toronto e seus representantes não conseguiam chegar a um acordo acerca dos termos da sua extensão. Por fim, ambas as partes concordaram em um vínculo de seis anos por cerca de 6.9 milhões de dólares anuais. Na última temporada Nylander vinha somando pontos com mais frequência do que nos anos anteriores, chegando a 59 em 68 partidas antes da paralisação.

    NIKOLAJ EHLERS, RW, WINNIPEG JETS ( #9 overall): the (next) Great Dane

    Após iniciar sua carreira na Europa, o dinamarquês se mudou para a América do Norte para jogar na Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Depois de uma temporada com o Halifax Mooseheads, o winger recebeu uma boa colocação no ranking de patinadores atuando na América do Norte. Assim, o Winnipeg Jets escolheu Ehlers com a nona pick no draft de 2014.

    Mesmo assinando seu contrato profissional com a equipe de Manitoba depois do draft, o dinamarquês retornou a Halifax para mais um ano na QMJHL. Depois de uma temporada de destaque na liga júnior, Ehlers chegou a ser convocado pelos Jets, mas a equipe foi eliminada dos playoffs antes que ele pudesse contribuir. 

    De 2015-16 para frente o dinamarquês se tornou parte importante da equipe de Winnipeg, e hoje é uma peça fundamental no ataque dos Jets. Ehlers soma 257 pontos em 369 partidas e em outubro de 2017 assinou o contrato que o deixaria mais sete anos na equipe, com uma média salarial de 6 milhões de sólares por ano.

    DYLAN LARKIN, C, DETROIT RED WINGS (#15 overall): hometown boy em busca da glória

    Se alguém perguntasse para o pequeno Dylan “qual escudo você gostaria de usar no peito quando for jogador da NHL?” a resposta com certeza seria a roda alada de Detroit. Natural de Michigan, o americano cresceu torcendo pela equipe que eventualmente o draftou.

    Entretanto, antes da NHL bater à sua porta, Larkin jogou pelo USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Após o draft, o center iniciou sua carreira universitária na Universidade de Michigan, que defendeu por uma temporada.

    Com o fim da campanha de Michigan em 2014-15, Larkin decidiu assinar seu contrato profissional com seu time de infância. Desta forma, ele terminou a temporada no Grand Rapids Griffins da AHL.  A partir do ano seguinte o americano passou a defender a equipe de Detroit em período integral, injetando juventude em um elenco que já havia visto dias melhores.

    Embora Larkin tenha tido um bom primeiro ano na Liga, seu desempenho decaiu junto com a qualidade do hockey apresentado pelos Wings. Ainda assim, ele foi selecionado como NHL All-Star (onde bateu o recorde de patinador mais rápido) e também para a seleção americana, nesta última em mais de uma ocasião.

    O americano estendeu seu compromisso com o Detroit Red Wings por mais cinco anos em 2018, por aproximadamente 6.1 milhões de dólares anuais. Até hoje o center conta com 266 pontos marcados em 389 partidas. Além disso, Larkin não é estranho às redes sociais, onde já viralizou mais de uma vez, em uma ocasião com um vídeo de quando era adolescente e treinava no porão da sua casa, e outra onde participa de um comercial de calças. Por tudo que representa na equipe, além de ter crescido torcedor de Detroit, ele é o nome mais cotado para ser o próximo capitão do time.

    DAVID PASTRNAK, RW, BOSTON BRUINS (#25 overall): o Harry Styles da NHL (se o Harry fosse muito bom no hockey)

    O tcheco Pastrnak mudou-se para a Suécia na temporada 2012-13 para atuar no Södertälje SK da segunda divisão sueca. Lá ficou por dois anos, onde conheceu e jogou ao lado de William Nylander, atualmente seu rival de conferência na NHL. O winger foi então escolhido no final do primeiro round pelo Boston Bruins, que buscava renovar seu plantel. Após 26 partidas na AHL pelo Providence Bruins, o tcheco foi se integrando com a equipe principal.

    Entre 2016-17 e 2018-19 Pastrnak marcou 70, 80 e 81 pontos, e foi se tornando cada vez mais importante para os Bruins. Desde então, o tcheco quebrou diversos recordes da equipe de Massachusetts e, em 2017, teve seu contrato renovado por mais seis anos. Compromisso este que ostenta o cap hit mais curioso da Liga, US$ 6,666,666.

    Além do seu talento no gelo, a personalidade expansiva do winger também contribuiu para a sua popularidade. Desde os ternos de estampa floral até os comerciais de uma famosa rede de quitandas, o tcheco se tornou uma estrela não só em Boston, como em toda a NHL. Na temporada 2019-20, Pastrnak conquistou seu primeiro Rocket Richard Trophy, dado ao maior goleador da Liga. Com 48 gols (e 95 pontos, em apenas 70 jogos), o tcheco se tornou o primeiro Bruin a conquistar tal honraria. 

    BRAYDEN POINT, C, TAMPA BAY LIGHTNING (#79 overall): o menino-raio de Tampa Bay

    O center canadense foi draftado no terceiro round pelo então GM do Lightning, Steve Yzerman. Embora Point tenha tido uma temporada respeitável pelo Moose Jaw Warriors da WHL em seu ano de elegibilidade, ele foi ranqueado apenas em 31º entre os patinadores norte-americanos. Com a direção do clube visando que ele adquirisse mais experiência, o atleta jogou mais dois anos na WHL com os Warriors. Ele também teve uma passagem de nove jogos pelo Syracuse Crunch da AHL entre eles, após Moose Jaw ter sua temporada encerrada.

    A importância de Point no Lightning foi aumentando de forma gradativa. Isto ocorreu especialmente devido ao valor baixo do cap hit do jogador durante seu contrato de novato. Ter o canadense no plantel da equipe permitia mais flexibilidade com relação à montagem do time. Além disso, o rendimento de Point fez com que ele se tornasse de vez uma parte importante do clube, que teve temporadas históricas com a sua presença no elenco. 

    Além de ter sido escolhido para um All-Star Game em 2018, Point soma 262 pontos em 295 partidas na NHL desde o início de sua carreira profissional. Com o fim de seu primeiro contrato, o canadense assinou uma extensão de três anos de duração com o Lightning, avaliada em 6.75 milhões anuais. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Kevin Fiala, LW, Nashville Predators (#11 overall): o suíço era um dos top prospects europeus, mas ainda tem dificuldades em se fixar como uma peça chave em um clube da NHL. Na temporada 2019-20 foi trocado para o Minnesota Wild. 

    Jakub Vrana, LW/RW, Washington Capitals (#13 overall): o tcheco venceu a Stanley Cup com os Capitals em 2018 e forneceu alguns dos melhores momentos da comemoração.

    Robby Fabbri, C, St. Louis Blues (#21 overall): depois de sofrer com diversas lesões de ligamentos, que o deixaram de fora da campanha vitoriosa dos Blues, o atleta foi trocado para o Detroit Red Wings em 2019.

    Kasperi Kapanen, RW, Pittsburgh Penguins (#22 overall): filho de um jogador identificado com a torcida do Philadelphia Flyers (o defensor Sami Kapanen), o winger não teve muitas chances de atuar pelos Penguins antes de ser envolvido na troca que levou Phil Kessel aos Pens. O finlandês é um Maple Leaf desde 2015 e é conhecido por sua rapidez e tenacidade.

    Thatcher Demko, G, Vancouver Canucks (#36 overall): o goleiro americano atuou por três anos na Boston College antes de se profissionalizar. Atualmente ele divide o gol dos Canucks com o sueco Jacob Markstrom. 

    Nathan Walker, C,  Washington Capitals (#89 overall): apesar de ter nascido em Gales, o jogador cresceu na Austrália e foi, portanto, o primeiro atleta do país a ser draftado na NHL. Além disso, Walker foi o primeiro galês e/ou australiano a vencer a Stanley Cup (com os Caps, em 2018), mas não preencheu os requisitos para ter seu nome gravado no troféu. 

  • Draft Class de 2013: onde estão

    Draft Class de 2013: onde estão

    O draft de 2013 aconteceu na cidade de Newark, em New Jersey. A janela de elegibilidade para a seleção ia até 15 de setembro de 1995, com Nathan MacKinnon sendo um dos atletas mais jovens disponíveis. O top 3 seria composto por Colorado Avalanche, detentor da primeira escolha, seguido por Florida Panthers e Tampa Bay Lightning. 

    Embora nenhum defensor tenha sido escolhido no top 3, o primeiro do ranking de patinadores norte-americanos daquele ano foi o estadunidense Seth Jones, que atuava no Portland Winterhawks da Western Hockey League (WHL). Já na Europa o primeiro ranqueado fora Aleksander Barkov, finlandês do Tappara da SM-liiga. 

    NATHAN MACKINNON, C, COLORADO AVALANCHE (#1 overall): o Top Dogg do Colorado

    O center, que atualmente dispensa apresentações, foi a segunda primeira escolha da pequena Cole Harbour, cidade na região metropolitana de Halifax, Nova Escócia. Oito anos antes, Sidney Crosby havia sido escolhido primeiro pelo Pittsburgh Penguins, e MacKinnon cresceu tendo o conterrâneo como seu ídolo maior. O atleta também seguiu os passos de Crosby ao optar pelo internato Shattuck St. Mary’s em Minnesota, que possui um importante programa de hockey, onde estudou e jogou por dois anos.

    A carreira de Nathan antes da NHL teve seu ápice nos anos em que o canadense defendeu a equipe da Quebec Major Juniors Hockey League (QMJHL) de sua cidade natal, o Halifax Mooseheads. Aos dezesseis anos o jogador conseguiu se destacar em uma liga com atletas de 18 e 19 anos, que tinham mais experiência e mais maturidade física do que ele. No seu ano de elegibilidade para o draft, os Mooseheads foram campeões da Memorial Cup, troféu da Canadian Hockey League (CHL) e MacKinnon foi selecionado como MVP.

    A primeira temporada do center na NHL resultou em um Calder Trophy e a experiência de uma rodada de playoffs. Entretanto, nas temporadas seguintes o canadense fez 38, 52 e 53 pontos, respectivamente, e o seu Colorado Avalanche teve atuações tenebrosas que incluíram a pior campanha da história da Liga. Ainda assim, no final de 2016, o jogador estendeu seu compromisso com os Avs por mais sete anos, com um salário anual de cerca de 6,3 milhões de dólares por ano.

    Com o início da temporada 2017/2018, MacKinnon passou a produzir como um MVP, fazendo 97 pontos e se tornando finalista do Hart Trophy. Já no ano seguinte o center aumentou sua pontuação, com 99 pontos, e chegou até o segundo round dos playoffs com os Avs. Antes da paralisação causada pelo COVID-19, o canadense havia feito 93 pontos em 63 jogos, se mantendo entre os favoritos para o Hart Trophy. 

    ALEKSANDER BARKOV, C, FLORIDA PANTHERS (#2 overall): Panther King

    O finlandês, que possui ascendência russa, iniciou sua carreira no Tappara da SM-liiga em 2011, quando se tornou o mais jovem a pontuar na liga finlandesa. Embora o atleta tenha tido sua temporada de elegibilidade encerrada por uma lesão, ele manteve seu ranking de melhor patinador europeu. Dessa forma, foi escolhido em segundo pelo Florida Panthers.

    Apesar de um início promissor, as primeiras temporadas de Barkov na Liga resultaram em pontuações medianas, com 24 e 36 pontos. Entretanto, conforme o center foi desenvolvendo seu jogo, sua ofensividade acompanhou esta evolução. Embora seja conhecido por seu jogo dúplice, por ser altamente competente na zona defensiva, o finlandês foi encontrando cada vez mais sucesso no placar.

    No início da temporada 2018/2019 Barkov foi nomeado capitão do Florida Panthers, um verdadeiro marco para a jovem carreira do center. Além disso, o finlandês passou a figurar cada vez mais nas listas de prováveis indicados e até mesmo ganhadores do Selke Trophy, dado ao melhor jogador defensivo da NHL. Em junho de 2019 Barkov venceu seu primeiro troféu, o Lady Byng Memorial Trophy, para aquele que teve o maior espírito desportivo e conduta positiva no gelo.

    JONATHAN DROUIN, LW, TAMPA BAY LIGHTNING (#3 overall): de garoto problema a queridinho da sua cidade natal

    O quebecois Drouin foi companheiro de Nathan MacKinnon no Halifax Mooseheads e ganhou a Memorial Cup de 2013 com ele. Além disso, o winger foi eleito o jogador do ano da CHL na temporada 2012/2013. Após ser escolhido em terceiro pelo Tampa Bay Lightning em 2013, Drouin fez parte do training camp da equipe, mas foi cortado no início da temporada, retornando ao Halifax Mooseheads e à QMJHL para adquirir mais experiência.

    O jogador fez sua estreia na NHL em outubro de 2014 e disputou 70 partidas naquela temporada. Entretanto, no ano seguinte lesões fizeram com que ele competisse em pouquíssimos jogos e no início de 2016 o winger foi enviado ao Syracuse Crunch da American Hockey League (AHL) sem previsão de retorno à Liga. Insatisfeito com a situação, seu empresário informou à imprensa que Drouin havia pedido para ser trocado em novembro de 2015. A situação do canadense no clube ficou cada vez mais complicada quando ele não se apresentou ao Crunch e foi suspenso sem receber salário.

    Drouin se apresentou à equipe apenas três meses depois, em março de 2016, participando de quase um mês das atividades na AHL. No início de abril ele retornou aos Bolts, participando do final da temporada e da campanha nos playoffs daquele ano. Mesmo com uma boa campanha em 2016/2017, a relação do canadense com a administração do clube já não era a mesma desde o ano anterior. Assim, na intertemporada de 2018 o winger foi trocado para o Montreal Canadiens em uma transação que levou o jovem defensor Mikhail Sergachev ao Lightning. Nos Habs, o jogador assinou um contrato de seis anos avaliado em 33 milhões de dólares.

    SETH JONES, D, NASHVILLE PREDATORS (#4 overall): de coadjuvante em Music City a estrela em Cowtown

    Filho de um jogador de basquete profissional, Jones tomou gosto pelo hockey durante sua infância em Denver, no Colorado. Durante a adolescência, o defensor fez parte do United States National Team Development Program (USNTDP) e dois anos depois ele precisou optar entre jogar na Western Hockey League (WHL) ou competir no hockey universitário. Embora houvesse a expectativa de que ele decidisse pela University of North Dakota, Jones optou pelo Portland Winterhawks da WHL, perdendo sua elegibilidade universitária.

    Embora tenha perdido para o Halifax Mooseheads de MacKinnon e Drouin na final, o defensor terminou a temporada como o primeiro do ranking de patinadores da América do Norte. Ainda assim, o americano foi selecionado apenas em quarto pelo Nashville Predators. Embora Jones tenha estreado na NHL imediatamente após ser draftado, algo que raramente ocorre com jogadores da sua posição, o jovem defensor não encontrou espaço em uma defesa com tantos nomes importantes quanto a de Nashville. 

    Por isso, em janeiro de 2016 os Preds trocaram Jones por Ryan Johansen, um center, e o americano foi mandado para o Columbus Blue Jackets. Em Ohio, onde o defensor passou a ter mais espaço, o jogo de Jones floresceu. Nas temporadas seguintes ele se transformou não apenas no principal d-man da sua equipe, como em um nome importante na sua posição em toda a Liga. Atualmente o americano é parte essencial da blue line dos Jackets e costuma ser o jogador com mais tempo de gelo nas partidas da equipe. 

    JOSH MORRISSEY, D, WINNIPEG JETS (#13 overall): o último dos defensores (em Winnipeg)

    O defensor canadense iniciou sua carreira na WHL com o Prince Albert Raiders na temporada 2010/2011, equipe que defendia quando foi draftado por Winnipeg em 2013. Na temporada 2014/2015 Morrissey foi trocado para o Kelowna Rockets, onde venceu o campeonato da WHL e chegou à final da Memorial Cup. Embora ele tenha disputado algumas partidas pelo St. John IceCaps da AHL em 2014, foi só na temporada 2015-16 o jogador só passou a defender a equipe do Manitoba Moose, novo afiliado dos Jets,  em tempo integral.

    Morrissey fez sua estreia na NHL em março de 2016 e se tornou uma figura frequente no plantel de Winnipeg a partir da temporada seguinte. Com o êxodo de nomes importantes da blue line dos Jets, como Jacob Trouba e Dustin Byfuglien, o canadense se tornou ainda mais importante para a sua equipe. Por isso, na pré-temporada de 2019 ele estendeu seu compromisso com os Jets por mais oito anos, com um salário de 6,25 milhões anuais.

    ANDRE BURAKOVSKY, LW, WASHINGTON CAPITALS (#23 overall): adeus, Capitólio. Olá, Montanhas Rochosas. 

    A estreia profissional do sueco ocorreu na temporada 2011/2012 com o Malmo Redhawks, na liga que funciona como a segunda divisão do hockey na Suécia. Embora ele tenha sido draftado pelo SKA Saint Petersburg da Kontinental Hockey League (KHL) em 2012, Burakovsky permaneceu em seu país natal durante seu ano de elegibilidade para o draft da NHL. 

    Após ser escolhido pelo Washington Capitals o winger optou por jogar na Ontario Hockey League (OHL), onde defendeu o Erie Otters e jogou ao lado de Connor McDavid. O sueco estreou pelos Caps na temporada seguinte, onde atuou por cinco anos. Durante sua jornada na capital americana Burakovsky sofreu muitas críticas por não corresponder às expectativas que existiam sobre ele. 

    Com uma média de 30 e poucos pontos por temporada, o winger foi perdendo cada vez mais espaço na equipe. Entretanto, foi peça importante na trajetória da equipe até a conquista da Stanley Cup em 2018. Na intertemporada de 2019 o sueco foi trocado para o Colorado Avalanche, onde viu sua carreira se revitalizar e chegou à marca inédita de 45 pontos em apenas 58 jogos, alcançando os vinte gols pela primeira vez na carreira.

    JAKE GUENTZEL, C, PITTSBURGH PENGUINS (#77 overall): modo playoffs – carregando

    Diferentemente dos top prospects americanos, Guentzel não fez parte do USNTDP e jogou pela sua escola de ensino médio no torneio estadual de Minnesota, estado onde cresceu. Após finalizar o colegial o jogador optou por defender a Universidade de Nebraska Omaha, onde estudou e jogou durante três anos. Sua estreia profissional ocorreu em 2016 com o Wilkes-Barre/Scranton Penguins da AHL, e o primeiro jogo do winger na NHL foi em novembro daquele mesmo ano.

    Mesmo não tendo o pedigree de ter sido selecionado no primeiro round, tampouco no segundo, Guentzel mostrou sua importância para a equipe de Pittsburgh quando foi uma das peças mais importantes na conquista da Stanley Cup em 2017. Com 21 pontos na pós-temporada, Guentzel igualou o recorde de pontuação de um rookie nos playoffs da Liga. 

    Na temporada seguinte o americano marcou os mesmos 21 pontos em menos da metade dos jogos, mas em 2018/2019 seu aproveitamento (assim como o da equipe) caiu nos playoffs. Em 2019/2020 Guentzel sofreu uma lesão no ombro que o tiraria do rinque de quatro a seis meses, mas a paralisação da Liga devido ao COVID-19 pode significar que ele esteja pronto assim que a NHL retornar. Nesta temporada o americano soma 43 pontos em 39 jogos.

    MENÇÕES HONROSAS:

    Elias Lindholm, C, Carolina Hurricanes (#5 overall): foi trocado para o Calgary Flames juntamente com Noah Hanifin na transação que levou Dougie Hamilton e Micheal Ferland a Raleigh.

    Bo Horvat, C, Vancouver Canucks (#9 overall): se tornou o capitão da equipe que defende no início da temporada 2019/2020 em uma cerimônia emocionante.

    Max Domi, C, Phoenix Coyotes (#12 overall): venceu a Memorial Cup com o London Knights na companhia de Mitch Marner e foi trocado para o Montreal Canadiens em 2018, com Alex Galchenyuk sendo mandado para os Yotes.

    Jason Dickinson, C, Dallas Stars (#29 overall): desde que passou a fazer parte do plantel da equipe texana, o canadense passou a ser uma figura de liderança na equipe e é tido como o sucessor natural de Jamie Benn, atual capitão dos Stars.

    Brett Pesce, D, Carolina Hurricanes (#66 overall): o defensor foi parte importante da campanha dos Canes nos playoffs do ano passado, quando a equipe chegou na final da sua conferência. Também é uma figura de liderança importante para a equipe de Raleigh.

    Juuse Saros, G, Nashville Predatos (#99 overall): tido como o sucessor do compatriota Pekka Rinne, Saros vem adquirindo cada vez mais experiência na NHL, tendo disputado 31 partidas na temporada 2019/2020.

  • Novos procedimentos na Loteria do NHL Draft de 2020

    Novos procedimentos na Loteria do NHL Draft de 2020

    A NHL se pronunciou nesta terça-feira (26) sobre seu planejamento para a retomada dos jogos da temporada 2019-20. Além da confirmação do modelo de 24 equipes na pós-temporada, a Liga divulgou também como planeja realizar a loteria do draft de 2020, que determina a ordem das primeiras 15 escolhas no evento.

    Segundo o anúncio do comissário Gary Bettman, o sorteio envolverá as sete equipes já eliminadas com o fim da temporada regular, mais as oito que perderem na Rodada Qualificatória (Qualfying Round) dos playoffs.

    O protocolo estabelece de três a seis sorteios a serem realizados em uma ou duas fases. A possibilidade de uma segunda fase depende dos resultados da primeira.

    A primeira fase está marcada para o dia 26 de junho, antes da Rodada Qualificatória (no caso dela realmente acontecer). Serão feitos três sorteios envolvendo as sete equipes não qualificadas para a pós-temporada, mais as oito posições a serem preenchidas pelas eliminadas no Qualifying Round. Estes oito times serão representados como “escolhas não-atribuídas”.

    Os três sorteios definirão, respectivamente, as 1ª, 2ª e 3ª escolhas do NHL Draft de 2020. Se uma das oito potenciais eliminadas da Rodada Qualificatória for sorteada nesta primeira fase, um novo sorteio será realizado entre estas equipes, após a definição de cada uma delas.

    As chances de vitória na loteria dos sete times já eliminados (listadas abaixo) são baseadas em seu aproveitamento de pontos até o momento da pausa da temporada regular, em 12 de março. A cada sorteio, a probabilidade aumenta proporcionalmente para cada equipe.

    Probabilidade de cada time vencer o primeiro sorteio (percentual de aproveitamento de pontos entre parênteses):

    • Detroit Red Wings (27,5%): 18,5% para a primeira escolha
    • Ottawa Senators (43,7%): 13,5%
    • Ottawa Senators (do San Jose Sharks, 45%): 11,5%
    • Los Angeles Kings (45,7%): 9,5%
    • Anaheim Ducks (47,2%): 8,5%
    • New Jersey Devils (49,3%): 7,5%*
    • Buffalo Sabres (49,3%): 6,5%*
    • Time do Qualifying Round A: 6,0%
    • Time do Qualifying Round B: 5,0%
    • Time do Qualifying Round C: 3,5%
    • Time do Qualifying Round D: 3,0%
    • Time do Qualifying Round E: 2,5%
    • Time do Qualifying Round F: 2,0%
    • Time do Qualifying Round G: 1,5%
    • Time do Qualifying Round H: 1,0%

    *Os Devils recebem chances maiores que os Sabres pois tiveram um percentual menor de vitórias no tempo regulamentar em relação às em prorrogação (respectivamente 34,8% e 40,6% para cada time)

    Caso as três primeiras escolhas fiquem entre sete últimos colocados da temporada regular, não haverá segunda fase. Dessa forma, os quatro times restantes entre os eliminados receberão as escolhas de 4 a 7, em ordem inversa de seu aproveitamento de pontos na temporada regular. Por fim, as escolhas de 8 a 15 serão distribuídas ao final da Rodada Qualificatória às equipes eliminadas, também seguindo a ordem inversa de aproveitamento de pontos.

    A segunda fase da loteria, se necessária, acontece entre o Qualifying Round e a primeira rodada dos Playoffs da Stanley Cup. O número de sorteios neste segundo evento será determinado pela quantidade de times classificados para a pós-temporada que ganharem um sorteio na primeira fase.

    Para cada time do Qualifying Round (não-atribuído) que vencer uma das três primeiras escolhas, um sorteio da segunda fase será conduzido entre as equipes eliminadas restantes. As chances para cada uma das equipes do Qualifing Round no primeiro sorteio da segunda fase da loteria são de 12,5%.

    No caso de três equipes da Rodada Qualificatória vencerem os primeiros sorteios, as escolhas de 4 a 15 serão distribuídas entre as sete últimas colocadas, na ordem inversa de aproveitamento de pontos na temporada regular.

    Caso uma ou duas equipes vençam na primeira fase, qualquer um dos últimos sete times receberá a respectiva escolha da equipe sorteada, respeitando a ordem inversa de aproveitamento de pontos.

    Percentual de aproveitamento de pontos para as 16 equipes disputando a Rodada Qualificatória:

    • Montreal Canadiens: 50%
    • Chicago Blackhawks: 51,4%
    • Arizona Coyotes: 52,9%
    • Minnesota Wild: 55,8%
    • Winnipeg Jets: 56,3%
    • Calgary Flames: 56,4%
    • New York Rangers: 56,4%
    • Vancouver Canucks: 56,5%
    • Nashville Predators: 56,5%
    • Florida Panthers: 56,5%
    • Columbus Blue Jackets: 57,9%
    • Toronto Maple Leafs: 57,9%
    • Edmonton Oilers: 58,5%
    • New York Islanders: 58,8%
    • Carolina Hurricanes: 59,6%
    • Pittsburgh Penguins: 62,3%

    As quatro equipes no topo de cada conferência, bem como as oito que avançarem para o primeiro round dos playoffs, não participam da loteria do NHL Draft. Com a esperada conclusão da pós-temporada, a ordem das escolhas restantes será definida de acordo com a classificação final de cada um dos 16 participantes.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Tudo o que rolou no draft 2020 da NWHL

    Tudo o que rolou no draft 2020 da NWHL

    Nos últimos dias 28 e 29 de abril aconteceu o draft 2020 da NWHL. Através do twitter oficial da Liga, foram feitos anúncios ao vivo da escolha de cada time. Para isso foram utilizados vídeos de convidados de honra como Florence Schelling, a primeira mulher GM no hockey masculino, jogadores da NHL e profissionais de outros esportes. O evento que começou a ser transmitido na noite de terça-feira (28), teve em sua abertura uma mensagem da vice-comissária da NWHL, Michelle Pircad. Além de uma dedicação do evento pela diretora executiva da NWHLPA, Anya Packer.

    Antes do início do draft as equipes de Boston e Toronto fizeram uma troca, mudando suas escolhas dos rounds. Assim, a ordem ficou da seguinte maneira:

    1º Round: Boston, Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Toronto

    2º Round: Connecticut, Toronto, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Boston

    3º Round: Connecticut, Buffalo, Toronto, Metropolitan, Minnesota, Boston

    4º Round: Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Toronto, Minnesota, Boston

    5º Round: Connecticut, Buffalo, Connecticut, Minnesota, Boston, Boston

    Top 3 

    Conforme divulgado anteriormente, a estreante de Toronto teria direito a primeira escolha do draft geral com as escolhas seguintes seguindo a ordem de classificação na temporada regular. No entanto, a terça começou com uma troca do time com o Boston Pride que pegou a primeira e a quinta escolha de Toronto em troca de uma para este ano e duas para o draft 2021.

    Através de um vídeo do apresentador da ESPN John Buccigross a primeira escolha geral foi anunciada, e o Boston Pride draftou a jogadora Sammy Davis da Boston University. A atacante natural de Massachusetts no EUA, atuava como capitã e é líder de pontuação da sua equipe, assim se tornando a estrela de seu time. Ela marcou 42 gols nas duas últimas temporadas, posteriormente a jogadora concordou em assinar com a equipe de Boston.

    Em segundo lugar foi selecionada a também atacante Kayla Friesen da Clarkson University pelo Connecticut Whale. A jogadora natural de Winnipeg no Canadá jogou somente uma temporada pela Clarkson após 3 temporadas pela St. Cloud State University. Em sua temporada pela Clarkson a canadense marcou 10 gols e 20 assistências, assim somando 30 pontos no total. Para estar fazendo o anúncio a convidada da vez foi a estrela da WNBA Jasmine Thomas.

    Enquanto para a terceira escolha foi a vez do Hockey Hall of Famer e 3º escolha geral da NHL no draft 1983, Pat LaFontaine fazer as honras.  A goleira Carly Jackson da University of Maine foi selecionada pelo Buffalo Beauts assim fechando o top 3 do draft. A jogadora natural do Canadá possui um percentual de .934 tiros salvos nesta última temporada. Foram 3.029 defesas e 45 vitórias somadas durantes suas quatro temporadas no Maine.

    Outras escolhas

    O primeiro dia foi marcado também pela escolha de mais nove atletas durante o primeiro e segundo round. Essas jogadoras, assim como as três primeiras, foram anunciadas por meio de vídeos ao vivo.  Sendo assim, o restante das escolhas ficou da seguinte forma:

    4º Saroya Tinker, D, Yale — Metropolitan Riveters

    5º Alex Woken, F, Minnesota — Minnesota Whitecaps

    6º Jaycee Gebhard, F, Robert Morris — Toronto

    7º Victoria Howran, D, New Hampshire — Connecticut Whale

    8º Amy Curlew, F, Cornell — Toronto

    9º Codie Cross, D, Northeastern — Buffalo Beauts

    10º Delaney Belinskas, F, Boston College — Metropolitan Riveters

    11º Patti Marshall, D, Minnesota — Minnesota Whitecaps

    12º Tereza Vanišova, F, Maine — Boston Pride

    Enquanto o segundo dia foi marcado pelo terceiro, quarto e quinto round que seguiram o mesmo formato do dia anterior. No entanto o destaque do segundo dia vai para a terceira escolha dos Beauts e 14º escolha geral. Isso porque a atacante Autumn MacDougall da University of Alberta teve uma convocação histórica ao ser a primeira jogadora da USports a ser draftada. Entretanto a canadense natural da Nova Scotia não é a primeira da Liga a participar da NWHL, outras jogadoras da USports já fizeram parte da Liga feminina porém não participaram do draft. A atacante marcou 17 gols em sua última temporada, sendo 10 deles em power plays

    O restante das jogadoras selecionadas ficou da seguinte forma:

    13º Savannah Rennie, F, Syracuse — Connecticut Whale 

    14º Autumn MacDougall, F, University of Alberta — Buffalo Beauts

    15º Erin Locke, F, York — Toronto

    16º Tera Hofmann, G, Yale — Metropolitan Riveters

    17º Presley Norby, F, Wisconsin — Minnesota Whitecaps

    18º Taylor Wenczkowski, F, UNH — Boston Pride

    19. Amanda Conway, F, Norwich — Connecticut Whale

    20º Kelly O’Sullivan, D, Adrian College — Buffalo Beauts

    21º Bridgette Prentiss, F, Franklin Pierce — Metropolitan Riveters

    22º Natalie Marcuzzi, F, RMU — Toronto

    23º Haley Mack, F, Bemidji State — Minnesota Whitecaps

    24º Taylor Turnquist, D, Clarkson — Boston Pride

    25º Nicole Guagliardo, F, Adrian College — Connecticut Whale

    26º Logan Land, D, RIT — Buffalo Beauts

    27º Maddie Bishop, F, Sacred Heart — Connecticut Whale

    28º Maddie Rowe, D/F, Wisconsin — Minnesota Whitecaps

    29º Meghara McManus, F, UNH — Boston Pride

    30º Paige Capistran, D, Northeastern — Boston Pride