Etiqueta: Draft

  • Como foi o Draft Internacional da NWHL

    Como foi o Draft Internacional da NWHL

    No último domingo (25) a NWHL realizou o seu primeiro Draft Internacional. O evento aconteceu quase um mês após o Draft original realizado no dia 29 de junho, quando 30 jogadoras foram selecionadas. No entanto, para este evento, os times tiveram direito a apenas uma escolha cada com um único round

    Transmitido ao vivo pelo canal oficial da liga no Twitch, e novamente a NWHL contou com a apresentação de Katie Gaus, a repórter digital do Florida Panthers da NHL. Dando início a uma nova tradição, o Draft Internacional foi criado para as jogadoras de fora da América do Norte que não se qualificam para o draft tradicional da NWHL.

    Assim como no evento original, as jogadoras não-selecionadas se qualificam para ser free agent a partir do dia 26 de julho. Nesse período, os times têm um prazo de duas semanas para assinar com as suas escolhas para a temporada 2021-22. 

    Para o Draft Internacional, os times seguiram a mesma ordem de escolha do primeiro draft: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters e Minnesota Whitecaps.

    Top 3

    Abrindo o evento de maneira histórica, o time de Buffalo optou por ter uma goleira como a número um do draft. Natural de Estocolmo, na Suécia, a goleira Lovisa Berndtsson foi a primeira selecionada. A veterana de 32 anos jogava pelo Djurgårdens IF da SDHL, a liga de hockey feminino profissional da Suécia, desde a temporada 2015-16. Com o time, a sueca teve um percentual de defesas de .903 na temporada regular e .882 nos playoffs de 2020-21. Além disso, a jogadora competiu também no Mundial de Hockey Feminino da IIHF em 2017. No dia 26, as Beauts já garantiram um contrato com Berndtsson para a temporada 2021-22.

    Em segundo lugar, a japonesa Tsubasa Sato foi a jogadora selecionada pelo time de Connecticut. A atacante natural de Nagano no Japão tem 28 anos e ficou conhecida em seu país após participar do reality show da Netflix Terrace House: Opening New Doors. A jogadora de 28 anos jogava como capitã do time japonês Karuizawa Fairies. Ela também competiu pelo Red Bull Crashed Ice, equipe de patinação downhill em ambiente urbano.

    Finalizando o top 3, e também entrando para a história da liga, a atacante Evelina Raselli foi selecionada pela equipe de Boston. Natural de Poschiavo, na Suíça, a jogadora de 29 anos fez parte da seleção de seu país conquistando duas vezes uma medalha de bronze. As medalhas vieram nas Olimpíadas de Inverno em 2014 e no Mundial da IIHF de 2012. Na SDHL, a jogadora conquistou uma série de vitórias pelos times que passou, sendo o mais recente o Ladies Team Lugano. Com essa equipe ela marcou 14 gols, 19 assistências e 33 pontos em 20 jogos na temporada regular em 2020-21.

    Demais escolhas

    Para a quarta escolha, o Toronto Six escolheu uma das grandes promessas húngaras. Natural de Budapeste, a atacante Reka Dabasi de apenas 24 anos já tem um extenso currículo. A jogadora iniciou a sua carreira no KMH Budapest na temporada 2012-13, time em que permaneceu até a temporada 2020-21. Mostrando um bom desempenho nesse período, foi subindo em suas funções até conquistar o cobiçado “C” na jersey. Além disso, Dabasi defendeu seu país em competições internacionais.

    As Riveters, por sua vez, apostaram numa jogadora eslovaca para fazer parte de seu time. Natural de Topoľčany, na Eslováquia, a atacante Romana Košecká foi a quinta escolha do evento. A jogadora, assim como Reka, tem um currículo extenso numa idade jovem. Com apenas 22 anos, ela já conquistou três medalhas no sub-18 da seleção da Eslováquia, e duas medalhas de ouro na Divisão IB do Mundial da IIHF Division. Além disso, ela jogou no SKP Bratislava da EWHL (W) da temporada 2014-15 até 2020-21.

    Finalizando o evento, a última escolha ficou por conta do time de Minnesota, que também optou por uma jogadora húngara. Também natural de Budapeste, a atacante Fanni Gasparics, de 26 anos, também jogou pelo KMH Budapest. No entanto, nas últimas duas temporadas ela jogou pelo MAC Budapest, time com o qual marcou 17 gols, 12 assistências e 29 pontos em 16 jogos em 2020-21. Na temporada 2019-20, a jogadora liderou a liga húngara com 46 pontos em apenas 18 jogos. 

    A NWHL agora se prepara para a sua sétima temporada. Enquanto a liga ainda está divulgando algumas novidades para o novo ano, os times têm renovado e assinando contratos com suas jogadoras. O motivo é que todas as atletas da NWHL possuem contrato anual. Para os fãs, agora resta aguardar saber quem serão as novas jogadoras de seu time. A sétima temporada da Liga irá iniciar no dia 6 de novembro.

    Texto atualizado em 29/07/2021 as 15h01.

  • Resultados do Draft de Expansão do Seattle Kraken

    Resultados do Draft de Expansão do Seattle Kraken

    O draft de expansão do Seattle Kraken aconteceu na noite de quarta-feira (21), e apesar de toda a animação e suspense que a liga e a nova franquia da NHL fizeram nos dias que antecederam o evento, a lista vazou quase que inteira ao longo do dia antes do anúncio oficial. 

    Ainda assim, o draft teve uma casa cheia, a céu aberto, e contou com nomes importantes para a cidade de Seattle, e alguns nomes importantes para os outros 30 times da liga, já que Vegas ficou de fora dessa e respira aliviado, que disseram adeus para um de seus jogadores.  

    Os anúncios foram feitos em ordem alfabética, mas foram divididos por divisão, e tiveram início com a divisão do Atlântico, seguidos pela Metropolitana, Central e por fim, a divisão da qual Seattle fará parte na temporada 2021-2022, a Pacífica. 

    Para fins de organização do texto, excluímos essa separação e colocamos os selecionados de Seattle apenas por ordem alfabética dos times da NHL. Se preferir ler os nomes na ordem da apresentação, publicamos uma thread no twitter simultaneamente aos anúncios na noite de quarta-feira. 

    De A – D

    Do Anaheim Ducks, Haydn Fleury foi o escolhido. O defensor de 25 anos, que estava presente no evento, fechou um contrato de mais de um milhão de dólares com o Kraken, e ao que tudo indica, deve permanecer por lá. Diretamente de Arizona, Tyler Pitlick havia sido o escolhido, o atacante de 29 anos que já tem 7 anos de NHL foi trocado no dia seguinte (23), por um fourth round pick no draft geral de 2022 para o Calgary Flames. Portanto, se passar por Seattle vai ser só de escala para o Canadá. 

    E vindo do outro lado do país, mais especificamente de Boston, Jeremy Lauzon, de apenas 24 anos, foi o defensor selecionado. Do Buffalo Sabres, William Borgen, ou Will, foi quem disse adeus para seu time, também um defensor de 24 anos, nesse momento já ficava claro que a intenção do GM, do Head Coach e da equipe técnica do Kraken, é formar um time bem novo e que possa ser moldado no “estilo de Seattle”. 

    Mas não só de nomes jovens pode-se compor um elenco relevante. Do Calgary Flames, o escolhido foi o veterano Mark Giordano, o defensor de 37 anos já tem no currículo 15 temporadas jogando na NHL e agarrou um dos contratos mais caros da nova franquia, 6 milhões e 750 mil dólares por temporada. Mark, que viajou para participar presencialmente, contou ao vivo que descobriu sobre a escolha um dia antes e brincou também que estava sendo draftado pela primeira vez em sua carreira, já que entrou na liga como free agent em 2004. Caso fique por lá, é uma excelente escolha para o time, mas também é uma possível moeda de troca bastante valiosa.  

    Do Carolina Hurricanes, Morgan Geekie, o atacante de apenas 23 anos joga tanto como central como ala direita e poderia compor bem esse novo elenco. Arrumando as malas em Chicago temos John Quenneville, que jogou 4 temporadas na liga até agora, o anúncio foi feito pelos ex jogadores da NBA, Gary Payton e Shawn Kemp do Seattle SuperSonics. 

    Já do Colorado Avalanche, Joonas Donskoi foi o escolhido. O atacante de 29 anos já jogou 6 temporadas na liga. Do Columbus Blue Jackets, Gavin Bayreuther, de 27 anos, o jogador só teve 2 temporadas na NHL, e até o momento jogou mais na American Hockey League. 

    Vindo de Dallas, Jamie Oleksiak chegou causando em Seattle, o anúncio do seu nome foi feito diretamente do alto nevado do Mount Rainier, a montanha mais alta do estado de Washington, em uma altura de 10 mil pés. Oleksiak, que é também o mais pesado de toda a liga, se apresentou com um look característico de jogadores de hockey, sem um dente, disse ao vivo que essa era “uma oportunidade boa demais para deixar passar”. 

    De D – N

    A cidade de Detroit teve que se despedir de Dennis Cholowski, o jogador de apenas 23 anos entrou no gelo por um time da NHL até o momento um total de 16 vezes. Em Edmonton, o carro de mudança vai passar para Adam Larsson, o defensor de 28 anos já jogou 10 temporadas pela liga, e em 607 jogos marcou 137 pontos. O anúncio do seu nome foi feito por Kyle Lewis, jogador da MLB pelo time Seattle Mariners.

    E trocando roupas de praia por guarda-chuvas temos Chris Driedger, agora ex-jogador do Florida Panthers. O goleiro de 27 anos jogou 5 temporadas na NHL e ao que parece, será o titular da sua nova equipe. Em situação semelhante, comprando casacos e se livrando de looks de verão, Kurtis MacDermid foi o escolhido do Los Angeles Kings. O defensor de 27 anos é conhecido por ser um jogador mais “físico”, e consequentemente passa muito tempo no penalty box. Sentimos Seattle organizando um “pacote completo” com essas escolhas.

    Do Minnesota Wild, Carson Soucy, o defensor de 28 anos fechou um contrato de dois milhões e 850 mil por temporada para jogar pelo Kraken. E o novo time da liga não poderia ficar sem fazer história. Pela primeira vez em um draft de expansão, a nova equipe selecionou irmãos. Do Montreal Canadiens, Cale Fleury, irmão de Haydn Fleury do Anaheim, foi o escolhido. Cale, de 21 anos, jogou até agora 41 jogos na NHL e marcou apenas um gol. 

    Marshawn Lynch, running back do time da NFL, Seattle Seahawks, subiu ao palco para anunciar a escolha vinda do Nashville Predators. Calle Järnkrok, o atacante de 29 anos é uma escolha versátil, jogando bem tanto em power plays como em penalti kills. O único nome da noite da qual ainda se haviam dúvidas, era o do jogador que viria do New Jersey Devils. E diferente do que se esperava, Nathan Bastian foi o nome falado. O atacante de 23 anos jogou duas temporadas na liga e fazia parte da quarta linha dos Devils.   

    Já de Long Island e da Big Apple, Jordan Eberle e Colin Blackwell foram os draftados. Eberle teve seu nome anunciado diretamente das olimpíadas de Tóquio, pela jogadora da WNBA nascida no Queens, Sue Bird. O atacante de 31 anos vai ser um dos jogadores mais caros da franquia, ele jogava como ala direita na primeira linha do New York Islanders. O nome de Blackwell foi falado por Brad Evans, ex-jogador de futebol do Seattle Sounders FC. Colin Blackwell, de 28 anos, é notoriamente conhecido como hardworker e sua seleção vem com uma grande expectativa sobre sua performance no novo time. 

    De O – W

    Do Ottawa Senators, Joey Daccord, de 24 anos, foi o goleiro anunciado pelo cantor Macklemore, nascido na cidade de Kent, próxima a Seattle. O anúncio desse próximo jogador foi feito diretamente de um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, o space needle, vindo do Philadelphia Flyers temos Carsen Twarynski de 23 anos. 

    Para anunciar o jogador escolhido do Pittsburgh Penguins, a primeira olheira mulher da NHL, Cammi Granato, contratada como pro scout pelo time de Seattle, chamou ao palco Brandon Tanev. O atacante de 29 anos fechou um contrato de 3,5 milhões por temporada com a franquia, e tem potencial para ser um favorito dos fãs. 

    Diretamente de dentro do aquário sem tubarões da cidade, uma brincadeira com o San Jose Sharks, Alexander True foi o selecionado. O dinamarquês de 24 anos jogou duas temporadas na NHL. Para o escolhido do St. Louis Blues, o linebacker do Seattle Seahawks Bobby Wagner subiu ao palco para fazer o anúncio oficial. Vince Dunn, de 24 anos e que já jogou 4 temporadas na liga, foi o nome falado. 

    O anúncio do jogador draftado do time ganhador das duas últimas Stanley Cups também foi feito por Macklemore, Yanni Gourde foi o escolhido. O atacante já jogou 6 temporadas na NHL e tem 29 anos. O jogador do Toronto Maple Leafs foi anunciado diretamente do mercado municipal, Pike Place Market, mas o vídeo do anúncio havia vazado no dia anterior. Jared McCann, atacante de 25 anos que já jogou 6 temporadas na liga e que marcou 14 gols nas duas últimas temporadas que jogou pelo Pittsburgh nem sequer tinha chegado a Toronto ainda. 

    Dos rivais geográficos de Seattle, o jogador do Vancouver Canucks escolhido foi Kole Lind, o nome dele foi o último a ser anunciado na noite e foi feito pelos donos do time. Lind tem apenas 22 anos e estava jogando pelo time da AHL Utica Comets. É provável que seja enviado para o time afiliado dos Kraken, o Charlotte Checker, para se desenvolver. 

    Os últimos dois nomes dessa lista pertenciam ao Washington Capitals e ao Winnipeg Jets, Vitek Vanecek e Mason Appleton foram eles. Vanecek, de 25 anos, era o goleiro auxiliar dos Capitals e jogou 21 jogos na temporada passada. Appleton, também de 25 anos, era atacante dos Jets e fechou um contrato com os Kraken de 900 mil dólares. 

    E agora?

    Esse foi só o começo para Seattle. Os nomes desse roster inicial devem sofrer algumas alterações ao longo dos próximos dias, mas o trabalho com toda certeza aumentou agora que a equipe técnica tem uma lista oficial. 

    O treinador principal do time, Dave Hakstol, falou ao vivo no draft de expansão que quer um time que jogue em equipe, sem jogadores egoístas e que eles vão começar do zero para montarem um elenco com jogadores que trabalhem duro, joguem um pelo outro e também pela cidade de Seattle.

    O primeiro jogo na casa da nova franquia será contra o Vancouver Canucks e acontecerá no dia 23 de outubro. A NHL divulgou nessa quinta-feira (22) a agenda geral dos jogos da próxima temporada. Mas bem antes disso, na sexta (24) acontece o draft da liga, e Seattle tem a segunda escolha da noite na primeira rodada. O 2021 NHL Draft terá transmissão em português na ESPN2, às 21h do horário de Brasília.

  • Como será o NHL Draft de 2021

    Como será o NHL Draft de 2021

    *Texto escrito visando a atualização das informações contidas neste texto, de autoria de Luah Tomas, postado em 19/06/2019.

    O draft da NHL acontecerá no final de semana dos dias 23 e 24 de julho, por videoconferência pelo segundo ano consecutivo. O evento ocorre anualmente depois que um campeão da Stanley Cup é coroado, e marca o início oficial da offseason do hockey. Nele, as equipes escolhem seus prospects, jovens jogadores que sonham em ouvir seu nome ser chamado ao pódio. Além disso, o draft é um momentos favoritos para a realização de trocas, já que as equipes têm um repertório de escolhas em cada um dos rounds. Você tem interesse em entender como acontece tudo isso? A gente te explica!

    Por que o Draft acontece?

    O evento nada mais é do que uma solenidade onde os agora 32 times da Liga selecionam novos jogadores para seu plantel. Os atletas que se inscrevem no Draft têm (ou estão prestes a fazer) 18 anos e possuem grandes expectativas de ingressarem na NHL. É muito comum que exista um hype entre os primeiros selecionados, que são cotados para se tornarem estrelas na Liga. Entretanto, só porque uma equipe seleciona um jogador, não significa que ele virá a integrar seu plantel quando se tornar profissional.

    O evento acontece anualmente após o final da temporada. No ano passado, o Draft foi muito mais tarde do que a data costumeira do final de junho, já que a Stanley Cup só foi disputada depois de uma pausa de longos meses, devido à pandemia. Este ano, tivemos o back to back do Tampa Bay Lightning, o que significa que, tal como no ano passado, a equipe da Flórida vai para o fim da fila das escolhas por novos jogadores, ficando com a 32ª escolha em todos os rounds. A regra dita que a ordem de escolha do draft seja inversa àquela da classificação dos playoffs. O Montreal Canadiens, por exemplo, vice-campeão deste ano, escolherá em 31º.

    Durante o Draft as escolhas ocorrem em sete rodadas, com, teoricamente, uma escolha por time durante cada round, totalizando sete escolhas no ano. Todavia, trocas e picks compensatórias que resultam em um número maior ou menor de escolhas para cada equipe. Devido ao grande número de equipes, o evento divide-se em dois dias. O primeiro round é o mais visado e comentado, já que os top prospects costumam ser selecionados entre as trinta e poucas primeiras escolhas. 

    Draft Lottery: definindo a ordem de seleção no Draft

    A loteria é o procedimento que a NHL utiliza para definir a ordem na qual os times poderão escolher seus jogadores no Draft. O vencedor da loteria ganha a oportunidade de escolher o melhor jogador disponível naquele ano. Em 2021, por exemplo, o vencedor foi o Buffalo Sabres, que irá inaugurar o procedimento deste ano com a primeira escolha.

    Realizada antes do início dos playoffs, a loteria conta com os 14 times que não obtiveram sua classificação. Neste ano, foram aprovadas mudanças que valerão para 2021 e 2022, visando um processo mais justo àquelas equipes que tiverem um aproveitamento inferior. O maior objetivo da loteria do draft é manter a paridade entre os times da Liga.

    Em teoria, um pior desempenho na temporada implica em chances maiores a um lugar no top 3. Entretanto, na história recente equipes saltaram de um lugar modesto para uma posição entre os cobiçados primeiros. Foi o caso do Philadelphia Flyers em 2017 (projetado em 13º e acabou ficando com a 2ª escolha) e o Chicago Blackhawks em 2019 (projetado em 12 e acabou ficando com a 3ª escolha).

    O resultado da loteria de 2021 foi o seguinte:

    O top 3 será composto por uma escolha do Buffalo Sabres (1ª), do Seattle Kraken (2ª) e do Anaheim Ducks (3ª). Neste ano teremos uma peculiaridade, já que o Arizona Coyotes perdeu sua escolha de primeiro round deste ano, o que fez com que as equipes a partir da 12ª escolha (Chicago Blackhawks) subissem uma posição, fechando o round em 31 escolhas, ainda que agora a Liga possua 32 equipes.

    E o resto das equipes?

    Não, caro fã, os times que disputam os playoffs não são esquecidos no churrasco. O vencedor da Stanley Cup, Tampa Bay Lightning, será dono da última escolha do primeiro round. Em seguida vem o vice colocado, o Montreal Canadiens. As posições 28 e 29 ficam com os outros finalistas das conferências, Vegas Golden Knights e New York Islanders. Já as escolhas de 24 a 27 pertencem aos líderes de cada uma das divisões, e as demais, de 16 a 23, ficam com o resto das equipes, seguindo a ordem inversa de sua classificação na temporada regular.

    Muito embora as regras sejam estas, os times podem trocar de posições entre si. Afinal, trocas podem ser realizadas tanto durante a temporada quanto até mesmo os últimos segundos antes de determinada escolha. O mesmo se aplica às rodadas subsequentes do Draft, organizadas com base na ordem inversa da classificação. Em 2021, considerando as trocas que já aconteceram, o primeiro round do draft ficará assim:

    POSIÇÃOTIME
    1Buffalo Sabres
    2Seattle Kraken
    3Anaheim Ducks
    4New Jersey Devils
    5Columbus Blue Jackets
    6Detroit Red Wings
    7San Jose Sharks
    8Los Angeles Kings
    9Vancouver Canucks
    10Ottawa Senators
    11escolha removida*
    12Chicago Blackhawks
    13Calgary Flames
    14Philadelphia Flyers
    15Dallas Stars
    16New York Rangers
    17St. Louis Blues
    18Winnipeg Jets
    19Nashville Predators
    20Edmonton Oilers
    21Boston Bruins
    22Minnesota Wild
    23Detroit Red Wings (de Washington)
    24Columbus Blue Jackets (de Toronto)
    25Minnesota Wild (de Pittsburgh)
    26Florida Panthers
    27Carolina Hurricanes
    28Colorado Avalanche
    29New Jersey Devils (do NY Islanders)
    30Vegas Golden Knights
    31Montreal Canadiens
    32Columbus Blue Jackets (de Tampa Bay)
    *O Arizona Coyotes foi punido pela NHL no dia 26 de agosto de 2020 por violações às políticas da liga.

    As demais escolhas referentes aos outros rounds podem ser conferidas aqui.

    Quem são os jogadores elegíveis para o Draft?

    Norte-americanos (EUA e Canadá) que completam 18 anos até 15 de setembro e que não completam 20 anos até 31 de dezembro do ano do Draft podem se candidatar para a seleção. Se ele tem 18 anos, deve declarar-se elegível, mas se completar 19 anos até 15 de setembro ele se torna automaticamente elegível para seleção. Já aqueles maiores de 20 anos podem assinar diretamente com times. 

    Aqueles que competem no hockey universitário da NCAA (National Collegiate Athletic Association) são uma particularidade à parte. Jogadores que têm 18 anos podem continuar jogando por suas universidades mesmo depois de draftados, desde que sigam algumas regras. Por exemplo, é proibido que atuem por um time profissional (a equipe colegiada é considerada amadora), bem como que contratem um agente. A equipe que seleciona um atleta universitário tem direitos sobre ele até 30 dias após sua saída da universidade.

    Quando os atletas possuem uma nacionalidade diversa às norte-americanas, podem candidatar-se ao Draft independentemente de sua idade, vez que completem 18 anos até 15 de setembro do ano da seleção. Portanto, não existe uma limitação de idade. Na verdade, os estrangeiros precisam, necessariamente, serem draftados para assinar um contrato profissional com um dos times da NHL. 

    Para além do Draft

    Se um atleta não é draftado até os 20 anos, ele passa a ter status de unrestricted free agent (UFA), possibilitando que assine com a equipe de sua escolha. Por outro lado, um jogador selecionado que não assina com a equipe que o escolheu em um período de dois anos poderá ser draftado novamente, desde que se encaixe na elegibilidade por idade. Caso não, também ganha status de UFA. 

    Os jogadores só podem se re-inscrever no Draft uma única vez, mas se ele participa duas vezes e não é selecionado, atinge o status de UFA independentemente da sua idade. Jogadores que não foram draftados também podem ser convidados para os training camps dos times e, uma vez lá, receberem a oportunidade de assinar contratos mesmo sem terem sido draftados por aquele time. 

    Outra situação é a de escolhas compensatórias. Isso acontece quando um time não assina contrato com sua escolha de primeira rodada em um período de dois anos, fazendo com que eles sejam beneficiados com uma “escolha compensatória” no Draft do ano seguinte. 

    Ranking dos prospects pré-Draft 2021

    Os prospects com projeções mais positivas e maior exposição são ranqueados diversas vezes em seu ano de elegibilidade. A lista divide-se em quatro categorias: patinadores norte-americanos, goleiros norte-americanos, patinadores europeus e goleiros europeus. Um ranking preliminar sai em novembro do ano anterior ao Draft, o segundo em janeiro e o final é liberado em abril. 

    A posição de cada jogador no ranking é medida de acordo com uma projeção das habilidades necessárias para disputar partidas na NHL, segundo a opinião de olheiros da América do Norte e da Europa. Devido à pandemia, o trabalho dos olheiros tornou-se ainda mais difícil, tendo em vista que muitos jogadores sequer disputaram partidas de hockey no último ano. 

    O primeiro do ranking de 2021 e consenso entre os especialistas para a escolha do Buffalo Sabres é o canadense Owen Power, defensor que disputa o hockey universitário pela Universidade de Michigan. Para conferir os demais nomes da lista, veja aqui.

    O Draft 2021 acontece nos dias 23 e 24 de julho através de videoconferência. Você poderá conferir a cobertura completa aqui no NHeLas e também assistir ao primeiro round ao vivo, com narração em português, na ESPN2 às 21h BRT da sexta-feira, dia 23!

  • Como será o Draft de Expansão do Seattle Kraken

    Como será o Draft de Expansão do Seattle Kraken

    O dia da estreia do Seattle Kraken na NHL está cada vez mais próximo. O time vem sendo planejado desde dezembro de 2018, quando foi aprovado pelo Conselho Executivo da liga. Agora, passa pelas etapas finais para fazer a sua estreia na próxima temporada, uma delas o draft de expansão que acontecerá essa semana, no dia 21 de julho. 

    Temido por uns e amado por outros, o Draft de Expansão acontece quando um novo time da NHL precisa montar o seu elenco. Para isso, ele seleciona jogadores ativos dos times já existentes antes que todos os times possam participar do draft anual e do período de free agency na intertemporada. 

    No entanto, o time de Seattle não pode selecionar qualquer jogador do outro time. Isso porque existe uma série de critérios que o Kraken precisa seguir. Sendo assim, o NHeLas explica como funcionará todo esse processo para ninguém chegar no dia sem entender por que seu jogador favorito está de malas feitas para Seattle. 

    Como funciona o Draft de Expansão?

    O draft de expansão é como um novo time na NHL forma o seu primeiro elenco de jogadores. Para isso, ele precisa selecionar um jogador de cada equipe existente, nas mais diversas posições. No estilo do draft anual, o time de Seattle irá selecionar jogador por jogador de maneira que componha um time. Em compensação, os clubes que abrirão mão dos jogadores terão direito a uma parcela da taxa referente à expansão de 650 milhões de dólares, o equivalente a U$ 21,67 milhões para cada equipe.

    Esse valor é referente aos 30 times que irão participar do draft, com exceção do Vegas Golden Knights. Isso porque, quando a franquia de Nevada fez o acordo para a sua expansão, uma das cláusulas era não abrir mão de nenhum jogador na próxima expansão da NHL, ou seja, o torcedor do Vegas pode ficar tranquilo, fazer sua pipoquinha e ficar de olho nos jogadores que irão integrar o seu novo adversário. 

    Para o draft de expansão os demais times montam uma lista com quais jogadores estão disponíveis para Seattle selecionar e quais não estão. Nesse caso, esses times têm dois tipos de critérios a seguir: ele pode formar uma lista protegendo 11 jogadores, dos quais sete atacantes, três defensores e um goleiro; ou o time pode proteger oito jogadores das mais diversas posições e um goleiro, totalizando nove jogadores. 

    Quais as regras para os jogadores elegíveis?

    Para a lista de jogadores disponíveis, os times devem seguir alguns critérios:

    • Ter pelo menos dois atacantes e um defensor com contrato para a temporada 2021-22;
    • O jogador deve ter participado de 40 jogos durante a temporada 2020-21, ou 70 jogos somando as temporadas 2019-20 e 2020-21;
    • O goleiro precisa estar sob contrato para a temporada 2021-22 ou ser um RFA em 2021 com uma oferta de qualificação recebida;
    • Deve ter no mínimo duas temporadas de experiência na NHL ou AHL;
    • Não pode possuir uma cláusula de não-movimentação no contrato, ou deve tê-la renunciado para a expansão;
    • Jogadores com lesão considerada “fim de carreira”, que não jogaram em 60 jogos consecutivos anteriores, ou confirmada como risco de carreira não são elegíveis;
    • Jogadores com cláusula de proibição de negociação são elegíveis.

    Quais regras o Seattle Kraken deve seguir?

    Para o time estreante, ele precisa seguir algumas regras em relação aos jogadores que irá contratar: o time deve selecionar no mínimo 14 atacantes, 9 defensores e 9 goleiros. Além disso, pelo menos vinte dos trinta jogadores precisam estar sob contrato para a temporada 2021-22. 

    O time também tem direito a uma janela de 48 horas antes do draft para selecionar free agents com contrato pendente. Entretanto, o jogador selecionado contará como a escolha do time em que ele faz parte, de forma que o time não precisará mais abrir mão de nenhum jogador em sua lista.

    Outro critério é em relação aos salários dos jogadores selecionados. Somando os salários dos trinta jogadores, o valor deve ficar entre 60% e 100% do teto salarial da temporada 2020-21. No entanto, esse valor deve coincidir com a temporada normal e não o valor da temporada com 56 jogos, como aconteceu no último ano. 

    Caso o time assine um acordo com o jogador free agent antes do dia 28 de julho, ele poderá oferecer uma extensão máxima de oito anos. Após essa data, a extensão máxima será de sete anos. 

    Jogadores protegidos

    Conforme o cronograma da NHL, no domingo (18) os 30 times da liga divulgaram as suas listas de jogadores protegidos de acordo com o critério escolhido. Alguns dos jogadores protegidos possuem a cláusula de não-movimentação. No entanto, alguns jogadores que possuíam a cláusula reincidiram-na previamente. Assim, eles abriram espaço para as especulações de que certos contratos milionários não seriam do interesse de Seattle para selecionar neste momento, os times teria feito isso como uma forma do time proteger outros jogadores sem a cláusula. A lista completa de quais jogadores estão disponíveis se encontra aqui. Abaixo, as listas de proteção de cada equipe.

    ANAHEIM DUCKS

    Atacantes: Nicolas Deslauriers, Max Jones, Isac Lundestrom, Rickard Rakell, Jakob Silfverberg, Sam Steel e Troy Terry. 

    Defensores: Cam Fowler, Hampus Lindholm e Josh Manson.

    Goleiro: John Gibson.

    ARIZONA COYOTES

    Atacantes: Lawson Crouse, Christian Dvorak, Conor Garland, Clayton Keller, Phil Kessel, Johan Larsson e Nick Schmaltz.

    Defensores: Kyle Capobianco, Jakob Chychrun e Oliver Ekman-Larsson.

    Goleiro: Darcy Kuemper.

    BOSTON BRUINS

    Atacantes: Patrice Bergeron, Charlie Coyle, Jake DeBrusk, Trent Frederic, Brad Marchand, David Pastrnak e Craig Smith.

    Defensores: Brandon Carlo, Matt Grzelcyk e Charlie McAvoy.

    Goleiro: Dan Vladar

    BUFFALO SABRES

    Atacantes: Rasmus Asplund, Anders Bjork Jack Eichel, Casey Mittelstadt, Victor Olofsson, Sam Reinhart e Tage Thompson.

    Defensores: Rasmus Dahlin, Henri Jokiharju e Rasmus Ristolainen.

    Goleiro: Linus Ullmark.

    CALGARY FLAMES

    Atacantes: Mikael Backlund, Dillon Dube, Johnny Gaudreau, Elias Lindholm, Andrew Mangiapane, Sean Monahan e Matthew Tkachuk.

    Defensores: Rasmus Andersson, Noah Hanifin e Christopher Tanev.

    Goleiro: Jacob Markstrom.

    CAROLINA HURRICANES

    Atacantes: Sebastian Aho, Jesper Fast, Warren Foegele, Jordan Staal, Andrei Svechnikov, Teuvo Teravainen e Vincent Trocheck.

    Defensores: Brett Pesce, Brady Skjei e Jaccob Slavin.

    Goleiro: Alex Nedeljkovic.

    CHICAGO BLACKHAWKS

    Atacantes: Henrik Borgstrom, Alex DeBrincat, Brandon Hagel, David Kampf, Patrick Kane, Dylan Strome e Jonathan Toews.

    Defensores: Caleb Jones, Connor Murphy e Riley Stillman.

    Goleiro: Kevin Lankinen.

    COLORADO AVALANCHE

    Atacantes: Andre Burakovsky, Tyson Jost, Nazem Kadri, Nathan MacKinnon, Valeri Nichushkin, Logan O’Connor e Mikko Rantanen.

    Defensores: Samuel Girard, Cale Makar e Devon Toews.

    Goleiro: Philipp Grubauer.

    COLUMBUS BLUE JACKETS

    Atacantes: Cam Atkinson, Oliver Bjorkstrand, Boone Jenner, Patrik Laine, Gustav Nyquist, Eric Robinson e Jack Roslovic.

    Defensores: Vladislav Gavrikov, Seth Jones e Zach Werenski.

    Goleiro: Joonas Korpisalo.

    DALLAS STARS

    Atacantes: Jamie Benn, Radek Faksa, Denis Gurianov, Roope Hintz, Joe Pavelski, Alexander Radulov e Tyler Seguin.

    Defensores: Miro Heiskanen, John Klingberg e Esa Lindell.

    Goleiro: Anton Khudobin.

    DETROIT RED WINGS

    Atacantes: Tyler Bertuzzi, Adam Erne, Robby Fabbri, Dylan Larkin, Michael Rasmussen, Givani Smith e Jakub Vrana.

    Defensores: Filip Hronek, Nick Leddy e Gustav Lindstrom. 

    Goleiro: Thomas Greiss.

    EDMONTON OILERS

    Atacantes: Josh Archibald, Leon Draisaitl, Zack Kassian, Connor McDavid, Ryan Nugent-Hopkins, Jesse Puljujarvi e Kailer Yamamoto. 

    Defensores: Ethan Bear, Duncan Keith e Darnell Nurse.

    Goleiro: Stuart Skinner.

    FLORIDA PANTHERS

    Atacantes: Aleksander Barkov, Sam Bennett, Anthony Duclair, Patric Hornqvist, Jonathan Huberdeau, Mason Marchment e Carter Verhaeghe.

    Defensores: Aaron Ekblad, Gustav Forsling e MacKenzie Weegar.

    Goleiro: Sergei Bobrovsky.

    LOS ANGELES KINGS

    Atacantes: Lias Andersson, Viktor Arvidsson, Dustin Brown, Alex Iafallo, Adrian Kempe, Anze Kopitar e Trevor Moore.

    Defensores: Drew Doughty, Matt Roy e Sean Walker. 

    Goleiro: Calvin Petersen.

    MINNESOTA WILD

    Atacantes: Joel Eriksson Ek, Kevin Fiala, Marcus Foligno, Jordan Greenway, Ryan Hartman, Nico Sturm e Mats Zuccarello.

    Defensores: Jonas Brodin, Matt Dumba e Jared Spurgeon.

    Goleiro: Cam Talbot.

    MONTREAL CANADIENS

    Atacantes: Josh Anderson, Joel Armia, Jake Evans, Brendan Gallagher, Jesperi Kotkaniemi, Artturi Lehkonen e Tyler Toffoli.

    Defensores: Ben Chiarot, Joel Edmundson e Jeff Petry.

    Goleiro: Jake Allen.

    NASHVILLE PREDATORS

    Atacantes: Filip Forsberg, Tanner Jeannot e Luke Kunin.

    Defensores: Alexandre Carrier, Mattias Ekholm, Dante Fabbro, Roman Josi e Philippe Myers.

    Goleiro: Juuse Saros.

    NEW JERSEY DEVILS

    Atacantes: Jesper Bratt, Nico Hischier, Janne Kuokkanen, Michael McLeod, Yegor Sharangovich, Miles Wood e Pavel Zacha.

    Defensores: Ryan Graves, Damon Severson e Jonas Siegenthaler.

    Goleiro: Mackenzie Blackwood.

    NEW YORK ISLANDERS

    Atacantes: Mathew Barzal, Anthony Beauvillier, Cal Clutterbuck, Anders Lee, Matt Martin, Brock Nelson e Jean-Gabriel Pageau.

    Defensores: Scott Mayfield, Adam Pelech e Ryan Pulock.

    Goleiro: Semyon Varlamov.

    NEW YORK RANGERS

    Atacantes: Pavel Buchnevich, Filip Chytil, Chris Kreider, Artemi Panarin, Kevin Rooney, Ryan Strome e Mika Zibanejad.

    Defensores: Libor Hajek, Ryan Lindgren e Jacob Trouba.

    Goleiro: Alexandar Georgiev.

    OTTAWA SENATORS

    Atacantes: Drake Batherson, Connor Brown, Logan Brown, Nick Paul, Brady Tkachuk, Austin Watson e Colin White.

    Defensores: Thomas Chabot, Victor Mete e Nikita Zaitsev. 

    Goleiro: Filip Gustavsson.

    PHILADELPHIA FLYERS

    Atacantes: Nicolas Aube-Kubel, Sean Couturier, Claude Giroux, Kevin Hayes, Travis Konecny, Scott Laughton e Oskar Lindblom.

    Defensores: Ryan Ellis, Ivan Provorov e Travis Sanheim.

    Goleiro: Carter Hart.

    PITTSBURGH PENGUINS

    Atacantes: Teddy Blueger, Jeff Carter, Sidney Crosby, Jake Guentzel, Kasperi Kapanen, Evgeni Malkin e Bryan Rust.

    Defensores: Brian Dumoulin, Kris Letang e Mike Matheson.

    Goleiro: Tristan Jarry.

    SAN JOSE SHARKS

    Atacantes: Rudolfs Balcers, Logan Couture, Jonathan Dahlen, Tomas Hertl, Evander Kane, Kevin Labanc e Timo Meier.

    Defensores: Brent Burns, Erik Karlsson e Marc-Edouard Vlasic.

    Goleiro: Adin Hill.

    ST. LOUIS BLUES

    Atacantes: Ivan Barbashev, Jordan Kyrou, Ryan O’Reilly, David Perron, Brayden Schenn, Oskar Sundqvist e Robert Thomas.

    Defensores: Justin Faulk, Torey Krug e Colton Parayko.

    Goleiro: Jordan Binnington. 

    TAMPA BAY LIGHTNING

    Atacantes: Anthony Cirelli, Nikita Kucherov, Brayden Point e Steven Stamkos.

    Defensores: Erik Cernak, Victor Hedman, Ryan McDonagh e Mikhail Sergachev.

    Goleiro: Andrei Vasilevskiy.

    TORONTO MAPLE LEAFS

    Atacantes: Mitchell Marner, Auston Matthews, William Nylander e John Tavares.

    Defensores: TJ Brodie, Justin Holl, Jake Muzzin e Morgan Rielly. 

    Goleiro: Jack Campbell.

    VANCOUVER CANUCKS

    Atacantes: Brock Boeser, Jason Dickinson, Bo Horvat, J.T. Miller, Tyler Motte, Tanner Pearson e Elias Pettersson. 

    Defensores: Olli Juolevi, Tyler Myers e Nate Schmidt 

    Goleiro: Thatcher Demko

    WASHINGTON CAPITALS

    Atacantes: Nicklas Backstrom, Lars Eller, Evgeny Kuznetsov, Anthony Mantha, T.J. Oshie, Daniel Sprong e Tom Wilson.

    Defensores: John Carlson, Dmitry Orlov e Trevor van Riemsdyk.

    Goleiro: Ilya Samsonov.

    WINNIPEG JETS

    Atacantes: Kyle Connor, Andrew Copp, Pierre-Luc Dubois, Nikolaj Ehlers, Adam Lowry, Mark Scheifele e Blake Wheeler. 

    Defensores: Josh Morrissey, Neal Pionk e Logan Stanley.

    Goleiro: Connor Hellebuyck. 

    Ordem de escolha

    Além da lista dos jogadores elegíveis, a NHL também divulgou a ordem em que o Kraken deve escolher os atletas no draft. Dessa forma, as equipes e o próprio jogador já saberão as medidas a serem tomadas para a mudança para Seattle. Com um round único, os jogadores de seus respectivos times serão anunciados na seguinte ordem:

    1. Colorado Avalanche
    2. Chicago Blackhawks
    3. Columbus Blue Jackets
    4. St. Louis Blues
    5. Boston Bruins
    6. Montreal Canadiens
    7. Vancouver Canucks
    8. Washington Capitals
    9. Arizona Coyotes
    10. New Jersey Devils
    11. Anaheim Ducks
    12. Calgary Flames
    13. Philadelphia Flyers
    14. Carolina Hurricane
    15. New York Islanders
    16. Winnipeg Jets
    17. Los Angeles King
    18. Tampa Bay Lighting
    19. Toronto Maple Leafs
    20. Edmonton Oilers
    21. Florida Panthers
    22. Pittsburgh Penguins
    23. Nashville Predators
    24. New York Rangers
    25. Detroit Red Wings
    26. Buffalo Sabres
    27. Ottawa Senators
    28. San Jose Shark
    29. Dallas Stars
    30. Minnesota Wild

    Agora o time de Seattle tem a chance de aproveitar a janela de negociações para entrar em contato com os jogadores que são UFA. Dessa forma, o clube já pode fechar negociações e dar forma para o time antes mesmo do evento.

    Enquanto os torcedores esperam ansiosamente para saber se seu jogador favorito que não foi protegido irá ou não permanecer em seu time, para os fãs brasileiros uma boa notícia! A ESPN2 irá transmitir em português o evento ao vivo no dia 21, a partir das 21h no Horário de Brasília.

  • Tudo o que aconteceu no 2021 NWHL Draft

    Tudo o que aconteceu no 2021 NWHL Draft

    O Draft de 2021 da NWHL aconteceu no dia 29 de junho, marcando a primeira vez em que o evento aconteceu ao vivo no canal da liga na Twitch. O evento deste ano contou com toda uma preparação exclusiva e inédita. Na transmissão os fãs não somente prestigiaram as escolhas anunciadas ao vivo, como também análises e entrevistas exclusivas com as jogadoras e os funcionários da liga, realizadas por Katie Gaus, a repórter digital do Florida Panthers da NHL. A apresentação ficou por conta de Erica Ayala, conhecida pelos fãs pelo seu trabalho no The Athletic e com basquete feminino.

    No entanto, essa não é a única novidade deste ano. Além do draft anual com o qual já estamos familiarizados, a NWHL vai promover um segundo draft no dia 25 de julho. Com apenas uma rodada, o Draft Internacional marcará a escolha das jogadoras de fora da América do Norte que desejam entrar para a liga.

    O evento deste ano, assim como do ano passado, contou com grandes nomes ligados ao esporte, parceiros da liga, famosos e fãs. Com cada pessoa anunciando uma escolha, aos poucos o evento foi realizado e os fãs puderam conhecer as futuras estrelas da NWHL.

    Rounds do Draft

    Conforme anunciado anteriormente, a ordem das escolhas tiveram uma pequena mudança. Numa negociação entre o Buffalo Beauts e o Connecticut Whale, os times trocaram as suas escolhas no primeiro round. As Beauts também ficaram com a escolha do Whale na terceira rodada, além de sua própria escolha e a escolha do Boston Pride. Assim, tiveram três escolhas no terceiro round e sete escolhas no total.

    Outro time a garantir mais escolhas além das tradicionais foi o Toronto Six. O novato da NWHL que está entrando em sua segunda temporada já tinha negociado essas escolhas na temporada passada. Nesta edição, o time do Canadá contou com sete escolhas, três no primeiro round e duas no segundo round.

    Portanto, a ordem de escolhas foi a seguinte:

    • 1ª Rodada – Connecticut Whale (BUF), Buffalo Beauts (CTW), Toronto Six (BOS), Toronto Six, Toronto Six (MET), Minnesota Whitecaps;
    • 2ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Toronto Six (BOS), Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 3ª Rodada – Buffalo Beauts, Buffalo Beauts (CTW), Buffalo Beauts (BOS), Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 4ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 5ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps.

    Top 3

    Marcando a primeira vez na história da liga em que o time faz a primeira escolha no draft, o Whale abriu o evento em grande estilo. Através de Kim Davis, a vice-presidente executiva sênior da NHL, o time de Connecticut anunciou a forward Taylor Girard da Quinnipiac University como a sua primeira escolha da noite. A jogadora, natural do estado de Michigan, marcou sete gols e nove assistências, somando 16 pontos em 15 jogos na última temporada. Esses números a deixaram em segundo lugar na pontuação de seu time.

    Em seguida foi a vez das Beauts anunciarem a sua escolha para o primeiro round. O time por sua vez teve o apresentador Jeff Marek da NHL na Sportsnet revelando a felizarda. Com o nome conhecido pelos fãs do esporte, Emilie Harley da Robert Morris University, foi a segunda escolha do ranking geral e a primeira de seu time. Natural de New York, a defensora é irmã de Thomas Harley que foi draftado pelo Dallas Stars em 2019. 

    A escolha da jogadora foi marcada não somente por seu lugar no ranking, mas também por ter acontecido poucas semanas após a Robert Morris University anunciar o fim dos programas feminino e masculino de hockey.

    Por fim, finalizando o top 3 do evento, o Toronto Six fez a primeira de suas três escolhas da rodada. Com Katie Crowley, treinadora principal da Boston College, o time fez o tão aguardado anúncio. Como a primeira canadense do evento a ser selecionada, a jogadora Maegan Beres da Boston College foi a terceira escolha do ranking geral. Natural de Vancouver, a forward foi a capitã do seu time na temporada passada.

    Outras escolhas

    Seguindo o formato das três primeiras escolhas, todas as 30 escolhas foram anunciadas através de convidados e assim os fãs puderam ser introduzidos a cada jogadora. Dessa forma, as escolhas seguintes foram na ordem abaixo:

    4º Tatum Skaggs, F, Ohio State University – Toronto Six

    5º Taylor Davison, D, York University – Toronto Six

    6º  Mak Langei, D, Bemidji State University – Minnesota Whitecaps

    7º Anjelica Diffendal, F, Robert Morris University – Buffalo Beauts

    8º Emma Polaski, F, Syracuse University – Connecticut Whale

    9º Annie MacDonald, F, Princeton University – Toronto Six

    10º Rachel Marmen, D, Mercyhurst University – Toronto Six

    11º Caroline Ross, D, Colgate University – Metropolitan Riveters

    12º Tina Kampa, D, Bemidji State University – Minnesota Whitecaps

    13º Kennedy Ganser, F, University of Alberta – Buffalo Beauts

    14º Anna Zíková, D, University of Maine – Buffalo Beauts

    15º Missy Segall, F, Hamilton College – Buffalo Beauts

    16º Leah Marinom, F, Robert Morris University – Toronto Six

    17º Julia Scammell, D, University of New Hampshire – Metropolitan Riveters

    18º Taylor Wente, F, University of Minnesota – Minnesota Whitecaps

    19º Allison Attea, F, College of the Holy Cross – Buffalo Beauts

    20º Hannah Bates, D, St. Cloud State University – Connecticut Whale

    21º Finley Frechette, F, Cornell University – Boston Pride

    22º Olivia Atkinson, F, Concordia University – Toronto Six

    23º Jordan Sanislo, D, Sacred Heart University – Metropolitan Riveters

    Entrando para a história como a primeira Nittany Lion (Penn State) selecionada pelo draft da NWHL, a jogadora natural de Minnesota, Jenna Brenneman, foi a única goleira selecionada no evento deste ano, pelo Minnesota Whitecaps.

    24º Jenna Brenneman, G, Pennsylvania State University – Minnesota Whitecaps

    25º Casey Traill, D, Castleton University – Buffalo Beauts

    26º Grace Middleton, F, University of New Hampshire – Connecticut Whale

    27º Abby Nearis, F, Brown University – Boston Pride

    28º Daria Tereshkina, D, University of Maine – Toronto Six

    29º Morgan Schauer, D, Long Island University – Metropolitan Riveters

    30º Kendall Williamson, F, Colgate University – Minnesota Whitecaps 

    O Draft Internacional que acontece no dia 25 de julho também será transmitido através do canal da NWHL na Twitch.

  • Taya Currie é a primeira jogadora mulher escolhida no Draft da OHL

    Taya Currie é a primeira jogadora mulher escolhida no Draft da OHL

    Novamente tivemos a oportunidade de assistir a mulheres incríveis registrando para sempre o seu nome na história do hockey. Dessa vez, uma das maiores façanhas realizadas no esporte nos últimos meses pertence à goleira de 16 anos Taya Currie.

    Na tarde deste sábado (05), a Ontario Hockey League anunciou em seus canais oficiais que a jogadora havia sido a 267ª selecionada do draft da liga. Ela foi uma escolha da equipe Sarnia Sting. Currie se tornou a primeira mulher na história do hockey selecionada para fazer parte do elenco de um time de uma liga major junior a partir do draft.

    Uma carreira repleta de conquistas e que está apenas no início

    Taya Currie já possui um histórico invejável dentro do hockey e que apenas exalta seu talento. Nos últimos 7 anos, a jogadora ocupou a posição de goleira na equipe masculina de hockey AAA Elgin-Middlesex Chiefs. Ela teve êxito a cada momento de sua jornada como jogadora do time, tornando-se parte essencial da equipe nos últimos anos.

    Em uma entrevista ao The Hockey News, um olheiro da OHL, não nomeado, só teve elogios para as habilidades da jogadora. Ele destacou que “sua rapidez é um dos maiores aspectos do seu jogo e que, apesar de possuir estatura pequena, ela mais do que compensa através de seus reflexos na posição do gol”. Por fim, ainda afirmou que Currie é uma “verdadeira lutadora que nunca desiste de jogar, sendo difícil vencê-la em uma fuga”.

    Aluna do equivalente ao segundo ano do Ensino Médio, Taya Currie atualmente é uma atleta multi-esportiva que pratica diferentes modalidades, como rugby e futebol. Assim, ela não se intimida a quebrar expectativas e pressão impostas a ela mesma, seguindo os mesmos passos de suas inspirações, como Shannon Szabados e Manon Rhéaume, que quebraram paradigmas no hockey e, como consequência, marcaram seu nome para sempre na história do esporte. 

    Currie ainda reforçou à Sportsnet que todo o êxito de sua trajetória se deve ao apoio que sempre recebeu da comunidade do hockey que a cerca, incluindo seus oponentes. “Nunca tive experiências ruins. Recebo tanto apoio em torneios dos (próprios) pais, até mesmo dos adversários, que eles me dão um tapinha nas costas quando faço uma boa defesa – é sempre positivo.”

    Todo o apoio se dá a partir do próprio desempenho que a jogadora mostra no gelo, e que deixa a todos surpresos e positivamente impactados. Taya Currie comentou sobre uma experiência no ano passado, quando jogou contra o Chicago Mission. Ela falou sobre a equipe ser uma das melhores presentes na América do Norte, e seu desempenho na partida contra o time. “Na estreia do torneio, que foi na casa deles, eu joguei muito bem. Eu fiquei de cabeça para baixo e (seu técnico principal e ex-NHLer, Yanic Perreault) me disse: ‘Não quero jogar com você de novo.’ ”

    Apesar da OHL ser uma oportunidade incrível para a sua carreira, Currie também relatou que não decidiu quais serão seus próximos passos. Isso porque ela também manteve algumas conversas com universidades com programas de hockey da NCAA.

    Ademais, nota-se que Currie é uma grande aquisição para os Sarnia Sting. Caso ela escolha defender o time, será um importante reforço para a equipe com todo o seu talento e percepção de jogo. Daqui para frente, a probabilidade é que suas oportunidades na liga continuem crescendo e ela possa mostrar cada vez mais seu desempenho e importância para o esporte.

    Um breve resumo sobre o Draft da OHL

    A Ontario Hockey League é uma liga canadense para jogadores de 16 a 21 anos. O Draft da OHL não é muito diferente dos outros drafts que conhecemos. A ordem de escolha é determinada pela ordem inversa de classificação dos times não participantes dos playoffs. Entretanto, como a temporada 2020-21 não aconteceu, devido à pandemia, este ano tivemos a primeira loteria do Draft da OHL. Desde 2001 o evento acontece online o que, sem dúvidas, contribuiu para seu sucesso neste ano. 

    Foram elegíveis para este draft todos os jogadores norte-americanos nascidos em 2005 e jogadores menores de idade que não foram registrados em uma equipe AAA midget de Ontário ou em territórios protegidos pela OHL. 

    Foto: Reprodução/CBC.ca

  • NWHL anuncia detalhes para o Draft 2021

    NWHL anuncia detalhes para o Draft 2021

    Os preparativos para a temporada 2021-22 da NWHL já estão a todo vapor. Após o adiamento por causa de um surto do COVID-19 nas equipes, a liga feminina enfim conseguiu concluir a sua sexta temporada. Assim, no dia 27 de março, o Boston Pride foi coroado o campeão da NWHL pela segunda vez em sua história. Desde então, a liga já começou os preparativos e os anúncios para a sua sétima temporada.

    Entre anúncio do draft, aumento no teto salarial, times sob nova direção e renovações de contratos, a NWHL vem tendo uma intertemporada bem movimentada, um possível reflexo de uma boa temporada anterior. Isso porque, neste último ano, a liga conquistou um aumento de patrocínio e mais visibilidade ao aumentar a audiência para a modalidade.

    Mudanças na Liga

    Dentre as novas mudanças para a sétima temporada, está o anúncio do aumento no teto salarial. Devido ao aumento da captação de recursos financeiros, o valor, que anteriormente era de 150 mil dólares, foi dobrado para 300 mil, o maior teto salarial que a liga já teve em sua história. 

    Outra mudança anunciada pela NWHL foi a venda de dois times, uma mudança esperada pela liga uma vez que a mesma vinha procurando compradores para os seus quatro times pertencentes à W Hockey Partners. O primeiro time a ser vendido foi o Connecticut Whale no dia 10 de maio. A equipe agora é de propriedade de Tobin Kelly e Shared Hockey Enterprises (SHE). 

    Posteriormente, no dia 26 de maio, a liga anunciou a venda de seu segundo time, o Metropolitan Riveters. O time agora é de propriedade da BTM Partners, a mesma empresa proprietária de outros dois times da NWHL, o Boston Pride e o Toronto Six. Além disso, a equipe de New Jersey contará com John Boynton como novo presidente. 

    No entanto, as novidades das Riveters não param por aí. Durante a intertemporada o time também anunciou a nova GM, Anya Packer. A ex-jogadora, que atuava como diretora executiva da NWHLPA e deixou o cargo recentemente, assume a vaga na equipe de New Jersey. Agora, a liga continua na busca de novos donos para dois de seus times: Buffalo Beauts e Minnesota Whitecaps. 

    Novidades no Draft 2021

    O Draft de 2021 da NWHL já tem data marcada. O evento acontecerá no dia 29 de junho e terá transmissão pela primeira vez ao vivo através do canal oficial da liga no Twitch. A ordem das 30 escolhas já está definida com base na pontuação dos jogos que aconteceram durante a bolha em Lake Placid e em Boston. Entretanto, essa ordem pode mudar de acordo com as transações feitas entre os times. 

    A novidade é que este ano a NWHL terá dois drafts: o Draft Original e o Draft Internacional. O Draft Original já é conhecido pelo público. Nele, as jogadoras nascidas na América do Norte que participaram da NCAA (EUA) ou U Sports (Canadá) podem se candidatar. Enquanto isso, o Draft Internacional chegou para englobar todas as jogadoras nascidas fora da América do Norte, sem experiência na NWHL, ou no hockey universitário. 

    O Draft Internacional fará a sua estreia no dia 25 de julho e também será transmitido ao vivo através da Twitch. Ele irá seguir a mesma ordem do outro com uma única rodada. As regras para ambos os drafts são as mesmas, com uma pequena mudança nas datas para as jogadores que não forem selecionados. No original, as jogadoras não selecionadas estarão elegíveis como free agents no dia 30 de junho, enquanto no Internacional a data será 26 de julho. Para saber mais sobre as regras do draft, confira no site oficial aqui (em inglês).

    Ordem do Draft  

    O time de Toronto tem direito a escolha das Riveters da primeira rodada e do Pride da primeira e segunda rodada, devido a transações realizadas na sexta temporada. Segue abaixo a ordem determinada até o momento:

    • 1ª Rodada – Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Toronto Six (BOS), Toronto Six, Toronto Six (MET), Minnesota Whitecaps;
    • 2ª Rodada: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Toronto Six (BOS), Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 3ª Rodada: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 4ª Rodada: Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;
    • 5ª Rodada:Buffalo Beauts, Connecticut Whale, Boston Pride, Toronto Six, Metropolitan Riveters, Minnesota Whitecaps;

    A nova temporada da NWHL ainda não teve a sua data anunciada. No entanto, os eventos na América do Norte estão sendo liberados com as restrições determinadas por cada localidade. Todos os eventos transmitidos pela liga podem ser assistidos em de sua página oficial no Twitch

    Foto: Reprodução / nwhl.zone

  • Draft Class de 2019: quem são

    Draft Class de 2019: quem são

    Chegando ao final da década, o NHL Draft de 2019 trouxe a chance para duas equipes escolherem jovens atletas que pudessem se tornar franchise players. Jack Hughes, americano, e Kaapo Kakko, finlandês, lideravam o ranking norte-americano e europeu, respectivamente, e já eram certeza no top 3 daquele ano. 


    A seleção aconteceu em Vancouver, e contemplou o New Jersey Devils, pela segunda vez em três anos, com a primeira escolha. O top 3 contou ainda com New York Rangers e o Chicago Blackhawks. Além disso, a quarta escolha, pertencente ao Ottawa Senators, equipe detentora do pior resultado na temporada anterior, foi automaticamente para o Colorado Avalanche. Isso se deu como condição da troca que levou Matt Duchene aos Sens em 2017.

    Jack Hughes, C, New Jersey Devils: uma rara vitória para os filhos do meio (#1 overall)

    O nome Hughes já era conhecido no meio do hockey, pois o irmão mais velho de Jack, Quinn, foi selecionado por Vancouver no ano anterior. Entretanto, diferentemente do defensor do Vancouver Canucks e também de seu irmão caçula, Luke, o Hughes do meio é um center. Draftado diretamente do United States National Team Development Program (USNTDP), o americano chegou perto de bater o recorde de Auston Matthews na equipe durante seu primeiro ano.

    Já durante o seu ano de elegibilidade, Hughes bateu o recorde absoluto de pontos no USNTDP, com 190. Assim, o calouro ultrapassou a marca de Clayton Keller (hoje jogador do Arizona Coyotes). Após ser a primeira escolha de Jersey no draft, Hughes assinou seu contrato profissional sem mesmo atuar no hockey universitário ou major juniors. Pelo contrário, ele foi diretamente para a NHL. Seu primeiro gol na Liga veio contra o irmão, em uma vitória de 1-0 dos Devils sobre os Canucks. Embora o center tenha sofrido com lesões e marcado apenas 21 pontos em seu primeiro ano, os flashes de talento que ele demonstrou são uma fonte de esperança para a torcida de New Jersey. 

    Kaapo Kakko, RW, New York Rangers: o messias de Manhattan (#2 overall)

    O finlandês começou a carreira no TPS da SM-Liiga, onde marcou 38 pontos em 45 partidas em seu ano de elegibilidade. Além disso, Kakko ganhou medalha de ouro nas três competições da International Ice Hockey Federation (IIHF), o mundial sub-18, o World Juniors Championship e o World Championship. O winger é o jogador mais jovem a conseguir tal feito.

    Após ser selecionado em segundo lugar pela equipe de Nova York, ele assinou seu contrato em julho de 2019. A estreia na NHL veio em outubro do mesmo ano, assim como seu primeiro gol. Kakko foi o segundo jogador nascido no século XXI a marcar um gol na liga, já que o recorde havia sido estabelecido pelo também finlandês Ville Heinola horas antes. 

    Kirby Dach, C, Chicago Blackhawks (#3 overall)

    O canadense iniciou sua carreia no major juniors pelo Saskatoon Blades da Western Hockey League (WHL). Durante sua primeira temporada completa, em 2017/2018, ele marcou 46 pontos em 52 partidas. Já no seu ano de elegibilidade para o draft, o center marcou 73 pontos em 62 jogos, terminando a temporada em terceiro lugar no ranking de patinadores norte-americanos. Selecionado em terceiro pelos Blackhawks, o canadense marcou seu primeiro gol na NHL contra Marc-André Fleury e seu Vegas Golden Knights em outubro de 2019.

    Bowen Byram, D, Colorado Avalanche (#4 overall)

    Ranqueado em segundo dentre os patinadores norte-americanos, Byram também iniciou a carreira na WHL, com o Vancouver Giants. Em seu ano de elegibilidade ele marcou 27 pontos em 60 jogos. Nos dois anos seguintes ele marcou 71 e 52 pontos em 67 e 50 partidas, respectivamente. Além disso, conquistou o ouro do World Junior Championship em 2020 com o Canadá. Espera-se que Byram possa formar uma dupla com Cale Makar no futuro, dessa forma contribuindo para muitas campanhas do Colorado Avalanche ao lado de Nathan MacKinnon e companhia. 

    Alex Turcotte, C, Los Angeles Kings (#5 overall)

    Outro produto do USNTDP, Turcotte foi draftado pelos Kings em quinto lugar em 2019 depois de se encontrar em quarto no ranking de patinadores norte-americanos. Em seguida foi jogar hockey universitário da National College Athletic Association (NCAA) pela Universidade de Wisconsin, onde marcou 26 pontos em 29 partidas. Com o fim da temporada universitária, Turcotte assinou com os Kings em março de 2020, mas não chegou a disputar partidas pela equipe. 

    Cole Caufield, RW, Montreal Canadiens (#15 overall)

    O pequeno americano também fez parte do USNTDP, tendo feito história ao marcar 105 gols pela equipe e passar o recorde de Phil Kessel (estabelecido entre 2003 e 2005). Caufield terminou sua temporada de elegibilidade com 72 gols em 64 partidas, com uma média de 1.56 pontos por partida. Depois do draft, no qual foi selecionado por Montreal, o winger iniciou sua carreira universitária com a Universidade de Wisconsin, onde somou 36 pontos em 36 partidas durante o seu primeiro ano na NCAA. Caufield, ao contrário do seu ex-colega de equipe, pretende jogar pelo menos mais uma temporada com os Badgers. 

    Menções honrosas:

    Moritz Seider, D, Detroit Red Wings (#6 overall): uma das surpresas no primeiro round, o defensor alemão está atualmente na Swedish Hockey League, atuando pelo Rogle BK, devido à pandemia do COVID-19 e suas implicações na Deutsche Eishockey Liga (DEL), a liga alemã de hockey, que atrasou seu início. 

    Dylan Cozens, C, Buffalo Sabres (#7 overall): o canadense terminou sua carreira na WHL com 223 pontos em 179 partidas, além de ter ganhado medalha de ouro com o Canadá no WJC de 2020. 

    Trevor Zegras, C, Anaheim Ducks (#9 overall): o americano marcou 117 pontos pelo USNTDP em seu ano de elegibilidade e competiu por um ano na NCAA pela Boston University antes de assinar seu contrato profissional com os Ducks.

    Spencer Knight, G, Florida Panthers (#13 overall): atualmente o goleiro americano atua na NCAA, pela Boston College. Knight foi o primeiro goleiro na história que os Panthers escolheram no round inaugural do NHL Draft.

    Cam York, D, Philadelphia Flyers (#14 overall): outro produto do USNTDP, York atualmente joga na Universidade de Michigan, onde fez 16 pontos em 30 partidas durante a sua primeira temporada.

  • O caso Mitchell Miller e o posicionamento dos Coyotes

    O caso Mitchell Miller e o posicionamento dos Coyotes

    Após um ano turbulento e repleto de remarcações em seu calendário, a NHL por fim realizou o Draft 2020. E como em todos os anos, o evento é visto pelos times como uma oportunidade de modificar seu roster. Tudo isso sempre com o objetivo final em mente: a conquista da Stanley Cup ao fim da temporada.

    Com o Arizona Coyotes não foi diferente. Já fazem alguns anos que a equipe vem passando por uma grande transição. Dessa forma, reforçar o time com novos talentos é essencial para se manter estável na temporada. Mas não se pode negar que a equipe de Arizona falhou ao selecionar Mitchell Miller no Draft, mesmo após conhecimento sobre suas ações, que vão contra todos os princípios que o time prega. 

    No entanto, após a polêmica ter gerado diversas críticas à sua conduta, os Yotes voltaram atrás e optaram por dispensar o futuro prospect. Assim, colocou-se em pauta novamente a discussão sobre o quão longe as equipes de hockey vão para escolher seus talentos, deixando para trás as promessas de serem aliados na mudança positiva da cultura do hockey. 

    O ocorrido

    Não é de hoje que o Arizona Coyotes tem passado por algumas turbulências. Entre trades, demissões e outros escândalos, o time tem tentado manter-se estável da melhor forma possível. Dessa forma, com a decaída drástica do desenvolvimento da equipe nos últimos anos, o Draft acaba sendo uma forma de reconstruir o time através de novos talentos. 

    Apesar das poucas escolhas no Draft 2020, devido a polêmica da violação das regras dos testes pré combine, a equipe manteve 5 dos seus draft picks. Tais quais foram distribuídos do round 4 ao 5. E após as análises feitas pelos scouts, o time deu início a sua participação no evento selecionando Mitchell Miller, um defensor dos programas de hockey juniores dos Estados Unidos.

    A princípio, a escolha fez sentido. Isso porque, para reconstruir a equipe, seria necessário também investir em defensores com potencial para colocar o time em jogo outra vez. Mas o que ninguém esperava era que, por trás de todo o talento, Miller possuía um passado repleto de ações vergonhosas. 

    Alguns dias após o Draft, o Arizona Central, versão virtual do jornal The Arizona Republic,  publicou uma matéria afirmando que, há quatro anos atrás, o possível futuro jogador dos Yotes havia sido condenado por cometer bullying, racismo e violência física contra um antigo colega de classe. 

    Entenda o caso

    Em 2016, Miller acabou admitindo seus atos em um tribunal juvenil de Ohio. Ele afirmou no julgamento que foi responsável por intimidar a vítima, Isaiah Meyer-Crothers, a lamber um doce que ele e outro menino haviam limpado em um mictório do banheiro da escola em que estudavam. Devido ao abuso, Isaiah precisou executar testes para hepatite, HIV e DSTs, mas felizmente, de acordo com relatório policial, todos tiveram o resultado negativo. Além disso, a própria vítima e outras testemunhas afirmaram que Miller insultou e agrediu Isaiah constantemente por anos, sempre dirigindo-se a ele através de termos racistas e ofensivos. 

    Miller e Hunter McKie, também responsável pelos atos, ficaram sob supervisão do Tribunal de Menores na época, sem ter qualquer tipo de contato com a vítima. Além disso, serviram 25 horas de serviço comunitário, pagaram as custas judiciais e deveriam escrever cartas de desculpas à vítima e à escola onde estudaram.

    Atualmente, devido a grande repercussão do caso, Miller se desculpou através de cartas oficiais com todos os times da NHL. No entanto, não demonstrou remorso ou vontade de oferecer um pedido de desculpa para aquele que mais sofreu com suas ações: Isaiah.

    As críticas por parte da comunidade do hockey

    Após as denúncias virem à tona, o Arizona Coyotes foi gravemente criticado pela mídia e por fãs por escolher Miller no Draft. E as coisas pioraram ainda mais para a equipe quando descobriu-se que os Yotes tinham total conhecimento das ações cometidas pelo futuro prospect

    As críticas foram feitas devida a controvérsia cometida pelo Arizona. Isso porque o time já afirmou diversas vezes sobre sua vontade e responsabilidade de contribuir para que a cultura do hockey mude de forma positiva. Ou seja, draftar Miller, tendo conhecimento de seus atos, vai contra todos os princípio que a nova gerência do time prega. 

    Ken Campbell, do Sports Illustrated, também questionou fortemente a decisão da equipe. Ele afirmou que, apesar dos Yotes terem tomado a decisão de draftar o jogador, era também bastante problemático que outros times também tivessem estudado a possibilidade fazer o mesmo:

    “Há justificadamente muita indignação lá fora com a publicação da história de hoje sobre Miller. E ao conversar com os olheiros, esta é uma história que é conhecida nos círculos do hockey há algum tempo. Na verdade, Miller foi elogiado por muitos pelo o que fez e por se posicionar. E enquanto os Coyotes estão sendo enterrados em uma avalanche de má imprensa por isso, o fato é que há muitas outras pessoas no mundo do hockey que estavam dispostas a permitir Miller em suas equipes e em suas organizações, mesmo após o ocorrido.”

    Os posicionamentos do Arizona

    Em um primeiro posicionamento oficial da equipe, feito através do CEO do time, Xavier Gutierrez, o Arizona Coyotes tentou justificar o porque seria importante ter Miller no time.

    “Nossa missão fundamental é garantir um ambiente seguro – seja nas escolas, em nossa comunidade, nas pistas de gelo ou no local de trabalho – livre de bullying e racismo. Quando soubemos da história de Mitchell, teria sido fácil para nós demiti-lo – muitas equipes o fizeram.  Em vez disso, sentimos que era nossa responsabilidade fazer parte da solução de uma maneira real – não apenas dizendo e fazendo as coisas certas nós mesmos, mas garantindo que os outros também sejam”, diz o comunicado.

    Gutierrez ainda continuou dizendo que, de acordo com as políticas do time em relação à inclusão e diversidade, eles acreditam que estão “na melhor posição para orientar Mitchell a se tornar um líder para esta causa e prevenir o bullying e o racismo agora e no futuro.”  O CEO da equipe finalizou o comunicado afirmando que gostaria de fornecer a Miller os recursos necessários para sua mudança e crescimento.

    “Como organização, deixamos nossas expectativas muito claras para ele. Estamos dispostos a trabalhar com Mitchell e colocar no tempo, esforço e energia e fornecer-lhe os recursos e plataforma necessários para enfrentar o bullying e o racismo. Isto não é uma história sobre desculpas ou justificativas.  É uma história sobre reflexão, crescimento e impacto na comunidade. Um verdadeiro líder encontra maneiras de cada pessoa contribuir para a solução.  Todos nós precisamos ser parte da solução.”

    No entanto, mesmo com o pronunciamento e justificativa, a equipe de Arizona continuou sendo duramente criticada pela decisão. Principalmente após o relato da família de Isaiah, afirmando que o futuro prospect nunca se desculpou pessoalmente por todo o trauma que causou a vítima. 

    “Todo mundo acha que ele é tão legal por ir para a NHL, mas eu não vejo como alguém pode ser legal quando você implica com uma pessoa e a intimida a vida toda”, afirmou Isaiah ao Arizona Central.

    Após algumas conversas com a família Meyer-Crothers, e melhor entendimento sobre a situação, o Arizona por fim mudou seu o posicionamento. Assim, através de um comunicado oficial feito na quarta feira (29), afirmou que a melhor escolha para o time foi romper vínculos com Mitchell Miller.

    “Decidimos renunciar aos direitos de Mitchell Miller, com efeito imediato”, confirmou Xavier Gutierrez. O CEO ainda disse que o time não tolera esse comportamento, mas que sua intenção inicial era fazer que Mitchell se tornasse responsável pelos seus atos e aprendesse com eles.

    “Antes de selecionar Mitchell no Draft da NHL, estávamos cientes de que um incidente de bullying ocorreu em 2016. Não toleramos esse tipo de comportamento. Mas abraçamos isso como um momento de ensino para trabalhar com Mitchell para torná-lo responsável por suas ações e dar-lhe uma oportunidade de ser um líder em esforços anti-bullying e antirracismo. Aprendemos mais sobre todo o assunto, e mais importante, o impacto que teve em Isaiah e na família Meyer-Crothers. O que aprendemos não está alinhado com os valores fundamentais e visão de nossa organização e leva à nossa decisão de renunciar aos nossos direitos.”

    Chayka finalizou o comunicado dizendo que “Em nome da propriedade Arizona Coyotes e de toda a nossa organização, gostaria de pedir desculpas a Isaiah e à família Meyer-Crothers. Estamos construindo uma franquia modelo dentro e fora do gelo. Por isso, faremos a coisa certa para Isaiah e a família Meyer-Crothers, nossos fãs e nossos parceiros. O Sr. Miller agora é um agente livre e pode perseguir seu sonho de se tornar um jogador da NHL em outro lugar.”

    “Existe uma vítima aqui fora”

    Muitos costumam ter em seus pensamentos o antigo ditado “garotos sempre serão garotos” para justificar certas ações. Em muitos casos, os atos de ódio e violência acabam sendo ignorados pois, na visão dessas pessoas, tudo pode ser justificado com a frase acima.

    E, assim, esses mesmos indivíduos acabam anulando o sofrimento e traumas que as vítimas ainda enfrentam ou terão de enfrentar pelo resto de suas vidas. Isaiah é apenas um dos muitos adolescentes que precisam lidar com os comentários de que o que aconteceu com ele não passou de apenas uma brincadeira entre colegas. 

    Em nota direcionada ao Arizona Coyotes, a mãe de Isaiah, Joni Meyer-Crothers, afirma que o fato de o time ter escolhido alguém que nunca se desculpou com seu filho pelo trauma acometido era humilhante. 

    “Eu respeito a afirmação que ele enviou cartas de desculpa para todas as equipes da NHL. Mas não faria sentido se ele verdadeiramente sentisse remorso para enviar uma carta para o garoto que ele brutalmente intimidou tanto mentalmente quanto fisicamente? É uma surpresa que ele tenha enviado a todas as equipes da NHL uma carta, porque isso era para o seu próprio bem? Por mais que torçamos para que Mitchell eventualmente veja o dano que cometeu ao nosso filho, não vimos nenhum remorso. Mais uma vez, o incidente que continuou ao longo dos anos prejudicou [Isaiah] mentalmente de maneira significativa e sua organização está mais preocupada com Mitchell e seu sucesso no hockey. Na minha opinião, isso é fazer parte do problema. Há uma vítima lá fora que estava e ainda está nas mãos de sua 111ª escolha.”

    O Arizona Coyotes possui grandes ideais que afirmam o quanto o time se importa com a diversidade no hockey. E em tempos como os que vivemos atualmente, a decisão do time em liberar Miller é muito importante. Mesmo tendo sido feita sob pressão, ela prova que a equipe ainda se importa com melhorias positivas na comunidade do hockey. 

    Muitos questionaram sobre o quanto a decisão afetaria a carreira de Miller. Mas e a vida de Isaiah? Porquê a preocupação com a vítima sempre acaba sendo colocada em segundo lugar em casos como esses?

    A resposta é simples: o preconceito ainda não é visto como um problema por muitos. Mas deveria. É uma problemática séria demais para ser tratada com tanto descaso. Muitos na comunidade do hockey entendem isso. Agora é necessário que os demais também entendam e façam sua parte. 

    O que resta fazer é torcer para que comportamentos como os de Miller sejam cada vez mais escassos para que pessoas como Isaiah não sofram com o trauma pelo resto de suas vidas. E se a comunidade do hockey passar a se posicionar como os Coyotes em outras ocasiões, em algum momento a mudança vem, mesmo que devagar. 

    Foto: Reprodução/Matt Kartozian-USA Today

  • Draft Class de 2018: onde estão

    Draft Class de 2018: onde estão

    Três anos após a campanha não-oficial do “Tank for McDavid”, o Buffalo Sabres finalmente foi contemplado com a primeira escolha do draft em 2018.  Esta foi a terceira vez que a equipe do estado de Nova York recebeu o direito de escolher primeiro, depois de 1970 e 1987. Os demais integrantes do top 3 foram as equipes do Carolina Hurricanes e do Montreal Canadiens. 

    Ottawa, tal como Colorado no ano anterior, caiu para a quarta posição ainda que tenha tido uma temporada tenebrosa em 2016/2017. Você tem curiosidade em saber da onde o fulaninho de classe de 2018 brotou? Então vem com a gente saber mais sobre esse draft. 

    RASMUS DAHLIN, D, BUFFALO SABRES (#1 overall)

    O sueco chegou ao draft como a escolha óbvia para a first pick. Dahlin, além de ter sido ranqueado como o melhor prospect europeu, teve a oportunidade de participar dos jogos olímpicos de inverno de 2018. O defensor foi o atleta mais jovem na modalidade naquela edição da competição. Uma das principais razões pelo sueco ter se destacado foi seu jogo ofensivo, que complementa as suas habilidades defensivas. Com comparações a Erik Karlsson e Victor Hedman, ficava claro que a equipe que draftasse Dahlin teria uma peça chave para sua franquia durante muito tempo. 

    Após a seleção de Buffalo, o defensor se tornou o primeiro sueco a ser a first pick desde que o Toronto Maple Leafs draftou Mats Sundin em 1989. Embora sua estreia tenha sido com uma derrota de 4-0, Dahlin se tornou o quinto defensor na história da NHL a marcar 30 pontos em uma temporada. Com 44 pontos depois de seu ano de estreia, o sueco foi um dos finalistas do Calder Memorial Trophy, mas perdeu para o compatriota Elias Petterson. Dahlin ainda está no início de sua trajetória na Liga, mas ao assistirmos suas atuações já fica claro o porquê do sueco ser um dos pilares do rebuild dos Sabres, ao lado de Jack Eichel. 

    ANDREI SVECHNIKOV, RW, CAROLINA HURRICANES (#2 overall)

    O winger foi para a América do Norte após seu irmão, Evgeny, ter sido draftado pelo Detroit Red Wings. Depois de um ano na United State Hockey League (USHL), o russo foi escolhido pelo Barrie Colts no import draft da Canadian Hockey League (CHL). O bom desempenho de Svechnikov na Ontario Hockey League (OHL) fez com que ele fosse ranqueado em primeiro dentre os patinadores do continente norte-americano. Após ter sido selecionado por Carolina no draft, o russo assinou seu contrato profissional com a equipe.

    O efeito Svechnikov se espalhou pela torcida dos Canes durante a temporada de estreia do russo. Além de ter tido uma campanha respeitável enquanto rookie, ele foi uma das faces do movimento de renovação na equipe de Carolina. Na primeira aparição do time na pós-temporada em XX anos, Svechnikov marcou cinco pontos em nove partidas. Logo no início da temporada seguinte o russo se tornou o primeiro a marcar um Michigan (colocar link do vídeo) na NHL, feito que o winger conseguiu repetir alguns meses depois (colocar link também). Atualmente Svechnikov é um dos principais jogadores dos Canes, e tem tudo para se tornar um grande nome na Liga.

    JESPERI KOTKANIEMI, C, MONTREAL CANADIENS (#3 overall)

    Quando Marc Bergevin falou o nome do finlandês, uma das câmeras localizadas na arena focou em um casal de torcedores de Montreal. O choque e irritação na face da torcedora são claros no vídeo, afinal todos os rankings mostravam Filip Zadina como a próxima escolha óbvia. Entretanto, Kotkaniemi foi quem os Habs escolheram para completar o top 3 daquele ano.  Ao estrear contra o Toronto Maple Leafs em 2018, o finlandês se tornou a primeira pessoa nascida em 2000 a disputar uma partida pelas quatro grande ligas (NFL, NBA, MLB e, é claro, NHL). 

    Embora o center tenha tido uma primeira temporada razoável, a pressão de uma torcida grande e apaixonada como a dos Habs fez com que os torcedores se frustrassem com ele. Por não ter se desenvolvido com a rapidez esperada, o finlandês terminou a temporada na American Hockey League (AHL). Atualmente, devido à pandemia do COVID-19, ele encontra-se emprestado ao HC Ässät até o início do training camp da nova temporada. Kotkaniemi soma 42 pontos em 115 jogos.

    BRADY TKACHUK, LW, OTTAWA SENATORS (#4 overall)

    No caso de Tkachuk, o hockey e a NHL correm por suas veias. Filho de Keith Tkachuk e irmão de Matthew Tkachuk, o winger escolheu diferente do irmão. Depois do United States National Development Team Program (USNDTP), ele optou por seguir carreira universitária na National College Athletic Association (NCAA), jogando pela Boston University. O americano terminou o seu ano de elegibilidade no time dos rookies de sua conferência e no segundo lugar do ranking de patinadores da América do Norte.Ao assinar seu contrato com os Sens, Tkachuk abriu mão da carreira universitária. Quando marcou seu primeiro gol, o americano se tornou o integrante de sua família a fazer um gol mais rápido na NHL. 

    Mesmo com lesões e jogando apenas 71 partidas, o winger fez 45 pontos em seu primeiro ano e foi escolhido para o All Star Game. Além disso, seus 22 gols foram o segundo maior número por um rookie, atrás apenas do vencedor do Calder daquele ano, Elias Pettersson. A personalidade e o jogo explosivo de Tkachuk fizeram com que ele se tornasse um ponto de alegria e positividade para a torcida dos Sens, equipe que vive uma crise há um bom tempo. O americano é tão importante para o time da capital canadense que há rumores de que ele pode se tornar o capitão da equipe em breve.

    QUINN HUGHES, D, VANCOUVER CANUCKS (#7 overall)

    O sobrenome Hughes já é conhecido pelas torcidas da NHL. O jovem defensor americano foi draftado da NCAA, onde jogava na Universidade de Michigan. Antes disso, ele fazia parte do USNTDP juntamente com Brady Tkachuk. Hughes chamou a atenção dos olheiros por sua técnica de patinação e habilidades ofensivas, que fizeram com que o Vancouver Canucks usasse sua escolha do primeiro round para selecioná-lo. Afinal, o defensor havia quebrado vários recordes e conseguido números impressionantes na sua temporada de estreia com Michigan. 

    Após o draft, Hughes retornou à universidade para seu segundo ano, e seus números foram ainda mais impactantes. Com cinco gols e 28 assistências em 32 partidas, o americano foi o maior pontuador de sua equipe e conquistou uma indicação ao Hobey Baker, prêmio para o melhor jogador da NCAA durante a temporada. Com a conclusão do calendário de jogos dos Wolverines, Hughes deixou a NCAA e assinou seu contrato profissional com os Canucks. Embora ele tenha estreado na NHL em março de 2019, seu rookie year se iniciou apenas na temporada 2019/2020, devido às regras do contrato de novato. O americano quebrou diversos recordes na franquia dos Canucks e terminou a temporada liderando sua classe de novatos em pontos (53 em 68 partidas), a terceira vez em que um defensor conseguiu este feito. Além disso, Hughes foi votado para participar do All Star Game e no final da temporada foi finalista do Calder Trophy. Ao que tudo indica o jovem defensor americano tem tudo para escrever seu nome dentre os grandes da NHL. 

    Menções honrosas:

    Barrett Hayton (C, Arizona Coyotes, #5 overall): o center canadense veio do Sault St. Marie Greyhounds e se tornou parte permanente do elenco dos Yotes em 2019/2020. Atualmente está emprestado ao Ilves, da liga finlandesa, até o início do training camp. 

    Filip Zadina (RW, Detroi Red Wings, #6 overall): embora o tcheco tenha sido um prospect muito cotado, ele ainda não conquistou seu lugar no time principal de Detroit. Como a equipe está no meio de uma reconstrução é possível que ele se desenvolva com mais calma. 

    Adam Boqvist (D, Chicago Blackhawks, #8 overall): o defensor sueco é parte importante no rebuild do Chicago Blackhawks, e foi draftado do London Knights da OHL, superpotência do major juniors

    Evan Bouchard (D, Edmonton Oilers, #10 overall): o jovem defensor é uma das esperanças para a blue line do Edmonton Oilers. Em sua foto do draft, Bouchard parece um pai de família que não sabe o que é dormir há anos, desde que o filho nasceu. 

    K’Andre Miller (D, New York Rangers, #22 overall); principal prospect da defesa do New York Rangers, Miller optou pela carreira universitária da NCAA, jogando na universidade de Wisconsin por duas temporadas. Em março deste ano ele assinou seu contrato profissional com os Rangers.