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  • Perfil Jack Hughes

    Perfil Jack Hughes

    Na última sexta-feira (21), o New Jersey Devils confirmou o que todos estavam esperando ao draftar o americano Jack Hughes em primeiro lugar no NHL Draft 2019. O center nasceu em Orlando, na Flórida, no dia 14 de Maio de 2001. No entanto, poucos dias depois, sua família mudou para Oklahoma, de onde continuaram mudando por causa do trabalho dos pais.

    Hughes teve desde muito cedo uma relação com o hockey. Isso aconteceu porque sua mãe, Ellen Hughes, jogou pela seleção feminina de hockey no início dos anos 1990. Ellen foi, então, uma das medalhistas de prata do World Championship de 1992.

    Apesar de seu pai, Jim Hughes, também ter jogado hockey e ter trabalhado no Toronto Marlies e nos Leafs, Jack diz que sua maior referência é a mãe. Ellen foi, inclusive, quem lhe ensinou a patinar. Quando Jim estava fora de casa, os três Hughes (Jack, Quinn, jogador do Canucks, e Luke, o caçula), recorriam à Ellen para pedir dicas e ensinamentos sobre o esporte.

    Criado em um ambiente propício para desenvolver seu jogo, Jack Hughes desde muito cedo demostrava talento para esporte. Aos cinco anos, Jack jogava com crianças mais velhas do que ele. Durante esse período, ele logo começou a demonstrar habilidades que já assinalavam que tinha algo diferente acontecendo ali.

    Prova disso é que Jack Hughes se tornou apenas o oitavo americano a ser draftado em primeiro da NHL. Sendo assim, ele entrou para o seleto grupo de Auston Matthews (2016), Patrick Kane (2007), Erik Johnson (2006), Rick DiPietro (1995), Mike Modano (1988) e Brian Lawton (1983).

    Modo Iniciante

    Jack Hughes começou a sua carreira no hockey quando sua família estava em Toronto. Ele jogou pelo Toronto Marlboros Bantam na temporada 2014-15, na GTBHL. Na temporada 2015-16, Hughes foi para o Mississauga Rebels na Greater Toronto Hockey League (GTHL), quando tentou ingressar um ano mais cedo na Canadian Hockey Legue. Entretanto, ao ser recusado, ele passou a treinar no Toronto Marlboros na temporada 2016-17, onde marcou 159 pontos em sua última temporada na equipe.

    Mas sua carreira no Marlboros não durou muito. Logo Hughes foi draftado em oitavo lugar pelo Mississauga Steelheads na OHL, apesar do seu comprometimento com o U.S. National Team Development Program.

    Na temporada 2017-18, Hughes jogou ao lado do USNTDP, revezando entre os times U17 e U18. Ele quase bateu o recorde de Auston Matthews ao marcar 116 pontos na temporada. Por isso, ele levou o prêmio Dave Tyler Junior Player of the Year e o melhor jogador nascido nos EUA no junior hockey.

    Durante a temporada 2018-19, Jack Hughes bateu todos os recordes de pontos do NTDP, chegando ao NHL Draft com boas estatísticas que chamaram atenção dos olheiros.

    Modo Carreira

    Jack foi draftado pelo New Jersey Devils no Draft 2019. Entretanto, apesar das expectativas que ele inicie sua carreira na NHL na temporada 2019-20, ainda é preciso saber se ele irá profissionalizar este ano. Ele pode continuar desenvolvendo seu jogo por mais uma temporada antes de chegar à Liga, agora no hockey universitário. Hughes pode, seguindo os passos do irmão mais velho, competir pela Universidade de Michigan antes de chegar ao profissional.

    Modo Internacional

    Como parte do U.S. National Team Development Program, Jack Hughes teve oportunidade de jogar alguns torneios pela seleção americana. Com maior destaque, Hughes participou do 2018 IIHF World U18 Championships, quando os Estados Unidos levou a prata. Nesse torneio, Jack foi o líder em gols, marcando 12 vezes. Isso o ajudou a entrar no All Star Team do torneio, além de ter sido considerado o MVP da competição.

    Em dezembro de 2018, Jack foi convocado para competir no 2019 World Junior Ice Hockey Championships ao lado do seu irmão, Quinn. Nesse torneio, Hughes terminou com quatro assistências na derrota do Team USA para a Finlândia na final.

    Em 2019, Hughes participou do 2019 IIHF World U18 Championships, quando o Team USA levou a medalha de bronze. Para Jack, essa competição foi especial pois quebrou o recorde de gols de Alexander Ovechkin.

    Mais tarde, no dia primeiro de maio, Jack se tornou o jogador mais jovem a representar o Team USA no IIHF World Championship com apenas 17 anos. Na competição, o Team USA foi eliminado nas quartas de final pela Rússia.

    Jack Hughes é um jogador que promete chegar à NHL mudando a dinâmica de seu time. Com sua experiência no Mundial deste ano, Hughes já entende a dinâmica de competir com jogadores profissionais. Entretanto, a rotina da NHL é ainda mais intensa e seus números poderão precisar de tempo para se ajustar.

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • Como funciona o primeiro contrato profissional na NHL

    Como funciona o primeiro contrato profissional na NHL

    Com o fim de semana do Draft chegando ao fim, surgem dúvidas acerca do futuro dessa nova safra de talentos. O que são entry-level contracts? Jack Hughes vai direito do NTDP (National Team Development Program) para a NHL? Kaapo Kakko virá para a América do Norte para jogar com o New York Rangers na próxima temporada? Vasili Podkolzin conseguirá sair do seu contrato na Rússia ou os Canucks irão precisar esperar dois anos para vê-lo em ação? Para responder estas perguntas, precisamos entender como funcionam os primeiros passos desses jovens na sua carreira profissional.

    Quem pode assinar?

    Todo jogador precisa assinar um entry-level contract (ELC) se ele tem menos de 25 anos de idade. O termo do contrato é variável, podendo ser de um a três anos. Para isso, a idade do atleta quando o termo foi assinado é levada em consideração. Conforme verificamos na tabela abaixo:

    Idade em que o contrato foi assinadoDuração
    18 – 21 anos3 anos
    22 – 23 anos 2 anos
    24 anos1 ano

    A idade válida é aquela até o dia 15 de setembro do ano em que o contrato for assinado. Tal qual a elegibilidade para o Draft, o jogador pode ter vindo do hóquei universitário, do sistema colegial, do major junior da CHL (Canadian Hockey League) ou das ligas europeias, por exemplo.

    Quais são os termos deste contrato?

    Todos os ELCs são two-way contracts, ou seja, têm salários diversos para as diferentes Ligas. O valor máximo pago pela NHL é $925,000 e, no caso da American Hockey League (AHL), $70,000. O contrato, além disso, envolve diversos bônus que podem ser pagos ao atleta. Essa gratificação pode ser pela assinatura do contrato ou pelo alto desempenho durante a temporada.

    O signing bonus, que conta para o valor do atleta no cap, tem como valor máximo $92,500 (correspondendo, portanto, a 10% do valor total do contrato). Além disso, os contratos geralmente trazem bônus por performance. No caso destes, são divididos entre as categorias A e B.

    Quais os requisitos para os bônus de performance?

    A categoria A engloba algumas metas. De início, 20 gols, 35 assistências, 60 pontos. É preciso também estar no top 6 da sua equipe em tempo no gelo entre os atacantes (em pelo menos 42 jogos) e estar no top 6 da sua equipe em +/- (também com ao menos 42 jogos). Por fim, deve ter ao menos 0.73 pontos por jogo (em pelo menos 42 jogos). Cada bônus vale $212,500, podendo chegar a $850,000. Sendo assim, só podem ser recompensadas quatro metas.

    Já a categoria B traz metas mais difíceis com um teto maior, de até 2 milhões de dólares. Elas são: estar no top 10 da Liga em gols, assistências, pontos ou pontos por jogo (pelo menos 42 jogos). Além disso, ganhar o Hart, Selke, Richard, Norris, Vezina ou Conn Smythe. Por fim, estar no primeiro ou no segundo time All-Star da Liga no NHL Awards.

    E o teto salarial, como fica?

    Há a previsão de um espaço de até 7.5% do cap para acomodar os bônus na temporada seguinte à conquista das metas estabelecidas. Caso a somatória dos bônus dos atletas em entry-level contracts passe desse limite, começa a contar contra o teto salarial. Temos um exemplo recente em Toronto, com Matthews, Marner e Nylander em seus ELCs. A somatória das bonificações destes jogadores passou do valor permitido e contou para o teto.

    O que acontece quando um contrato “slide” (desliza)?

    No início de toda temporada se ouve falar da regra dos dez jogos para os novatos. Isto ocorre porque há um mecanismo no CBA (Collective Bargaining Agreement) que estabelece que, antes de atingir dez partidas pela NHL, o jovem atleta pode retornar para sua equipe de origem sem que seja contabilizado o ano de seu contrato. Ficando, assim, como se nunca tivesse atuado como profissional.

    Nesta hipótese, o jogador recebe apenas seu signing bonus durante a off season e retorna ao major junior ou às ligas menores sem receber seu salário. As equipes usam muito desta tática. Com ela, os clubes têm o jogador a um custo controlado durante mais tempo. Ao mesmo tempo permite que o atleta seja testado no profissional para que possa provar que deve ficar ali.

    Além disso, retornar o atleta para as ligas menores pode ser fundamental para o seu desenvolvimento físico e técnico. Para que um contrato “deslize”, o jogador deve ter 18 ou 19 anos quando o contrato foi assinado, desde que não vá fazer 20 anos naquele ano.

    Exemplos desse “slide” do contrato

    No caso de Filip Zadina, no ano passado, antes da temporada 2018-2019. O prospect de Detroit jogava pelo Grand Rapids Griffins, afiliado dos Wings na AHL. Teve seu primeiro ano do contrato “jogado” para esta próxima temporada 2019-2020. Ou seja, o clube de Michigan terá mais tempo até o tcheco chegar à restricted free agency.

    Um exemplo oposto envolveu outro europeu, o alemão Leon Draisaitl. Na temporada 2014-2015, o Edmonton Oilers mandou o atleta de volta à Western Hockey League (WHL) após 37 partidas no profissional. Desta forma, o contrato não deslizou e Draisaitl se tornou, então, RFA depois de dois anos completos com os Oilers.

    Jogadores já “comprometidos” com universidade do sistema NCAA

    No caso daqueles atletas que optam pela via do hóquei universitário, eles não podem assinar contratos, pois sua elegibilidade perante a NCAA (National Collegiate Athletic Association) depende de seu status enquanto amador. Desta forma, os direitos de um clube em relação a um atleta draftado se estendem até 30 dias depois do fim de sua vida acadêmica.

    Os atletas universitários podem assinar contratos depois da trade deadline, desde que sua temporada universitária já tenha acabado. Neste caso, assim como na hipótese dos dez jogos, o clube “queima” um ano do contrato do jogador quando ele é assinado no final da temporada regular.

    Ainda assim, é uma prática muito comum. Recentemente pudemos ver no caso de Quinn Hughes do Vancouver Canucks (Universidade de Michigan) e Cale Makar do Colorado Avalanche (UMass Amherst). O último nem mesmo atuou na temporada regular, mas foi importante para a equipe de Denver nas partidas dos playoffs em que participou.

    E quem não é draftado?

    Em muitos casos, os jogadores não draftados são convidados para participar dos training camps. A partir dali, eventualmente o clube pode oferecer um contrato se gostar do desempenho do atleta. Atletas como Pascal Dupuis e Chris Kunitz, que ganharam a Stanley Cup mais de uma vez e, no caso do último, o ouro olímpico, não foram draftados.

    Com Seattle chegando, como ficam os jovens jogadores em relação ao Draft de expansão?

    Assim como no caso de Vegas, os jogadores em seu primeiro ou segundo ano como profissionais estão isentos do Draft de expansão, ou seja, não precisarão ser protegidos. Além disso, as escolhas de Draft que ainda não assinaram contratos também estão isentos automaticamente, sem a necessidade de constarem entre os atletas protegidos.

    Em 2017, atletas como Connor McDavid (em seu segundo ano como profissional), Auston Matthews e Mitch Marner (ambos calouros do Toronto Maple Leafs) não precisaram de proteção por se encaixarem nesta regra.

  • Quem prestar atenção nesse Draft

    Quem prestar atenção nesse Draft

    Nesta sexta (21) e sábado (22) acontece o Draft da NHL em Vancouver no Canadá. É o momento onde os times escolhem seus prospects e fazem trocas se preparando para a próxima temporada. São centenas de jogadores que se candidatam das mais diversas posições no gelo, idade e cidades. E por isso preparamos pra vocês um dossiê com os jogadores que mais se destacam  em suas posições e que são as grandes apostas para este draft.

    Jack Hughes, Alex Turcotte e Kirby Dach (da esquerda pra direita)

    Jack Hughes, Central

    O americano de 18 anos tem sido uma grande aposta para a 1º escolha do pick. Nos últimos anos Hughes tem dividido seu tempo entre o NTDP (USA Hockey National Team Development Program) e a equipe americana de hockey. Com o NTDP o jogador marcou 116 pontos na temporada 2017-18, conquistando assim o prêmio Dave Tyler, como melhor jogador americano de hockey junior. Durante a temporada 2018-19, quebrou o recorde de NTDP que antes pertencia a Clayton Keller. Jack é o jogador mais jovem a representar os EUA no Campeonato Mundial de IIHF aos 17 anos, mesmo campeonato onde quebrou o recorde de pontuação de Alex Ovechkin.

    Alex Turcotte, Central

    Uma das grandes apostas para o top 5 do draft. Turcotte detém uma média de dois pontos por jogo, sendo 62 pontos em 37 jogos na temporada 2018-19. O americano de 18 anos que fez a sua última temporada com o NTDP. Ficou em 6º lugar em pontuação e em segundo lugar em pontos por jogo. Apesar de ter perdido quase metade da temporada devido a lesões. Alex atualmente está comprometido com a Universidade de Wisconsin para temporada 2019-20.

    Kirby Dach, Central

    Escolhido em segundo lugar no draft do WHL pelo Saskatoon Blades em 2016. Dach em seu ano de estréia no WHL, fez 10 pontos em 19 jogos. Ainda pelos Blades na temporada 2017-18, o canadense jogou 52 partidas marcando 7 gols. Nessa mesma temporada ganhou o prêmio da WHL de maior número de assistências por rookies com 39 assistências. Em 2018 foi selecionado para a equipe do Canadá na Copa Hlinka Gretzky, onde junto com a sua equipe conquistou a medalha de ouro contra a Suécia. Em 2019, Kirby foi nomeado capitão alternativo para os Blades.

    Bowen Byram, Philip Broberg e Victor Söderström (da esquerda para a direita)

    Bowen Byram, Defensor

    O canadense que até o último dia 13 ainda tinha 17 anos. Fez 26 gols e 71 pontos, em 67 jogos disputados com o Vancouver Giants nesta última temporada. Foram 193 chutes a gol, uma média de 1,06 pontos por jogo. Byram marcou 9 gols e 20 assistências em 22 jogos de playoffs, assim liderando a pontuação no WHL.

    Philip Broberg, Defensor

    O sueco que irá completar 18 anos no próximo dia 25, já disputou 41 jogos no nível profissional em seu país de origem. Marcando 2 gols e sete assistências, Broberg conquistou 9 pontos pelo time AIK nesta última temporada 2018-19.

    Victor Söderström, Defensor

    Jogando no Brynäs IF pela SHL desde a temporada 2018-19. O sueco participou de 44 jogos, marcando 4 gols e 7 assistências. Ainda na temporada 2018-19, Söderström participou de 14 jogos pela SuperElit, marcando um gol e oito pontos. Considerado uma das grandes apostas como defensor. Foi selecionado para o time da Suécia no Campeonato Mundial de IIHF Sub-18, onde foi nomeado capitão alternativo. Victor fez uma assistência em quatro jogos antes de sair por causa de uma lesão.

    Kaapo Kakko e Vasili Podkkolzin (da esquerda para a direita)

    Kaapo Kakko, Ala

    O jogador mais jovem na história do hockey a ganhar medalha de ouro em três torneios da IIHF. Na temporada 2018-19, Kakko participou do Campeonato Mundial sub-18, Campeonato Mundial sub-20 e o Campeonato Mundial, ajudando sua seleção a levar o ouro nessa última. Ganhou o Jarmo Wasama memorial trophy como rookie do ano pelo SM-Liiga e o President’s trophy como pessoa que impressionou no hockey no gelo finlandês. Em sua primeira temporada (2018-19) completa jogando com o TPS. Kaapo marcou 22 gols em 45 jogos e bateu o recorde de maior número de gols por um rookie no SM-Liiga

    Vasili Podkkolzin, Ala

    O russo que fará 18 anos somente dois dias após o draft é uma das grandes promessas de seu país. Estreou no SKA Saint Petersburg em 2018, se tornando o primeiro jogador nascido no século 21 a jogar na KHL. Ainda em 2018 jogou como capitão para o time da Rússia na Copa Hlinka Gretzky. Podkkolzin foi o responsável pelo hat-trick que ajudou sua equipe a ganhar a medalha de bronze contra o EUA, além de ter feito 8 gols, 3 assistências e 11 pontos em 5 jogos, assim liderando a pontuação. O winger participou novamente do time da Rússia em 2019, dessa vez no Campeonato Mundial Junior, onde fez 3 assistências em 7 jogos.

    Cole Caufield, Ala

    Estreou na NTDP na temporada 2017-18. Nessa temporada o americano liderou a pontuação com 54 gols em estatísticas combinadas no sub-17. Na temporada 2018-19, Cole entrou para o sub-18 e alcançou a marca de 105 gols na carreira. No final da temporada, já tinha atingido a marca de 126 gols em 123 jogos, uma média de 1,46 pontos por jogo. Em 2019 Caufield marcou seu décimo e 11º gol em quatro jogos no Campeonato Mundial sub-18. Quebrando assim o recorde estabelecido por Brett Sterling e Phil Kessel, mais tarde ele quebrou o recorde de Alex Ovechkin que era de 14 gols. Detendo o recorde de 18 gols na carreira durante o torneio. Assim ajudando o seu time a conquistar a medalha de bronze, foi nomeado MVP e Best Forward.

    Cole Caufield e Spencer Knight (da esquerda para a direita)

    Spencer Knight, Goleiro

    O goleiro que jogou as duas últimas temporadas pela NTDP é o único goleiro nas apostas para o primeiro round. Isso porque raramente um goleiro é selecionado no primeiro round, o último tendo sido Marc-André Fleury em 2003. Na temporada 2018-19, Knight participou de 16 jogos pela NTDP, com um percentual de .903 de tiros salvos. O americano foi selecionado para jogar a próxima temporada 2019-20 pela Boston College.

    A lista completa com os candidatos para o draft 2019 pode ser lida aqui.

  • Como funciona o NHL Draft

    Como funciona o NHL Draft

    O Draft da NHL acontece no próximo final de semana (sexta e sábado) em Vancouver, no Canadá. O evento é realizado anualmente após o fim dos playoffs. É o momento no qual os times da NHL escolhem seus prospects e fazem trocas visando à próxima temporada. Tem dúvida de como funciona esse processo? O NHeLas explica.

    Por que o Draft acontece?

    O Draft é a solenidade na qual os 31 times da liga selecionam novos jogadores para sua equipe. Os atletas que participam do Draft tem pelo menos 18 anos e chegam com grandes expectativas de jogar na NHL. Normalmente, os primeiros a serem draftados são cotados para virarem estrelas na liga. Entretanto, não é porque um jogador foi draftado que ele automaticamente vá jogar pelo time que o selecionou.

    Todo ano, o evento acontece após o fim da temporada. Sabemos que a temporada 2018-2019 acabou com a vitória inédita do St. Louis Blues no dia 12 de junho. Como resultado dessa conquista, o time tradicionalmente vai para o fim da fila das escolhas por novos jogadores. Isso acontece, porque a ordem de escolha no draft é inversa à classificação nos playoffs.

    No geral, o Draft por novos jogadores conta com sete rodadas. Cada time tem a oportunidade de ter uma escolha (pick) por rodada. Ou seja, cada time tem, em teoria, sete escolhas no Draft, uma por rodada. Existem, contudo, diversas trocas e picks compensatórias que fazem times terem mais ou menos escolhas no total. O evento é dividido, assim, em dois dias. No primeiro dia, acontece o first round. Os outros seis acontecem no segundo dia.

    O Draft Lottery: definindo a ordem de seleção no Draft

    De forma geral, a loteria define a ordem na qual os times poderão escolher jogadores no Draft. Isso é importante porque quem fica em primeiro lugar tem a chance de escolher o melhor jogador disponível no Draft. No Draft Lottery de 2019, ficou definido que os Devils terão direito a essa primeira escolha.

    A loteria, então, é realizada antes do início dos playoffs com os 14 times que não passaram para essa fase. Em um sorteio entre essas equipes non-playoffs, as probabilidades de cada uma são definidas com base na sua classificação. Ou seja, quanto pior a posição do time na classificação da temporada regular, melhores suas chances na loteria.

    O sorteio acontece apenas para a seleção dos três primeiros lugares, de forma que os times selecionados sejam os primeiros três a escolher jogadores no Draft. Os times restantes são ordenados na ordem reversa da sua classificação na temporada regular. Sendo assim, fica o famoso “os últimos serão os primeiros”. 

    O resultado do Draft Lottery de 2019 é o seguinte:

    1. New Jersey Devils
    2. New York Rangers
    3. Chicago Blackhawks
    4. Colorado Avalanche (troca com Ottawa Senators)
    5. Los Angeles Kings
    6. Detroit Red Wings
    7. Buffalo Sabres
    8. Edmonton Oilers
    9. Anaheim Ducks
    10. Vancouver Canucks
    11. Philadelphia Flyers
    12. Minnesota Wild
    13. Florida Panthers
    14. Arizona Coyotes
    15. Montreal Canadiens

    E as outras equipes?

    O vencedor da Stanley Cup, St. Louis Blues, vai para o último lugar da fila, de número 31. Em sequência, o outro finalista fica com o penúltimo lugar (30), no caso, o Boston Bruins. As posições 28 e 29 ficam com os outros finalistas de Conferência. As posições 24 a 27 são preenchidas pelos líderes de cada uma das quatro divisões. Por fim, entre as posições 16 e 23 ficam o resto dos times, ordenados na ordem reversa da sua classificação (por pontuação) na temporada regular. 

    Importante lembrar que, apesar dessas regras todas, os times podem trocar posições entre si. É comum times trocarem posições no Draft por jogadores durante a temporada, ou até mesmo segundos antes do momento de sua escolha. Isso também vale para as outras seis rodadas do Draft, que também são organizadas com base na ordem reversa da classificação, considerando possíveis escolhas compensatórias incluídas.

    Para 2019, contemplando as trocas, o restante do first round é o seguinte: (para a ordem das outras seis rodadas, veja aqui)

    • 16. Colorado Avalanche
    • 17. Vegas Golden Knights
    • 18. Dallas Stars
    • 19. Ottawa Senators (troca com CBJ)
    • 20. Winnipeg Jets
    • 21. Pittsburgh Penguins
    • 22. Los Angeles Kings (troca com TOR)
    • 23. New York Islanders
    • 24. Nashville Predators
    • 25. Washington Capitals
    • 26. Calgary Flames
    • 27. Tampa Bay Lightning
    • 28. Carolina Hurricanes
    • 29. Anaheim Ducks (troca com SJ-BUF)
    • 30. Boston Bruins
    • 31. Buffalo Sabres (troca com STL)

    Quais jogadores são elegíveis para o Draft?

    Qualquer jogador da América do Norte (EUA e Canadá) que faz 18 anos até 15 de setembro e que não completa 20 anos até 31 de dezembro pode se candidatar ao Draft. Se o jogador tem 18 anos, ele deve se declarar elegível. Por outro lado, se ele completa 19 anos até 15 de setembro, se torna automaticamente elegível para seleção. Jogadores maiores de 20 anos, por sua vez, podem assinar diretamente com times.

    Jogadores universitários da NCAA são exceções. Os jogadores com 18 anos podem ser draftados e continuar jogando por suas universidades. Com algumas exigências. Primeiramente, não podem jogar em nenhum time profissional além do universitário. Além disso, não podem contratar um agente. Um time que escolhe no Draft um desses jogadores têm os direitos sobre ele até 30 dias após sua saída da universidade.

    Jogadores de outras nacionalidades podem se candidatar a qualquer idade, desde que tenham ao menos 18 anos até 15 de setembro. Ou seja, não existe um limite máximo de idade para eles se inscreverem no Draft. Esses estrangeiros, no entanto, devem ser draftados para poderem assinar contrato com um time da NHL.

    Possibilidades pós-Draft

    Se um jogador não é draftado até os 20 anos, ele se torna um unrestricted free agent. Se um jogador draftado não assina um contrato com o time que o draftou dentro de dois anos, ele pode voltar ao Draft, desde que seja elegível (20 anos ou menos). Caso não seja mais elegível, ele também se torna um unrestricted free agent.

    Um jogador que volta ao Draft e é escolhido pela segunda vez não pode participar do Draft por uma terceira vez. No entanto, se o jogador participa do Draft duas vezes e não é selecionado, ele se torna free agent independentemente de idade. 

    Existe também o que é chamado de escolhas compensatórias. Se um time não assina contrato com sua escolha de primeira rodada dentro de dois anos, eles são agraciados com uma “escolha compensatória” no Draft do ano seguinte. Essa escolha fica no second round. Logo mais publicaremos mais informações sobre esses entry-level contracts para explicar tudo para vocês.

    Classificação dos jogadores pré-Draft

    A lista oficial da NHL de classificação de jogadores para o Draft pode ser encontrada nesse site.

    A lista é dividida em quatro categorias, de acordo com o país onde a pessoa joga: skatistas da América do Norte, skatistas europeus, goleiros da América do Norte e goleiros europeus.

    Os rankings preliminares são lançados em novembro. Um segundo é lançado em janeiro e o ranking final, em abril. A classificação se baseia nas habilidades necessárias para se jogar na NHL, de acordo com a opinião de 23 olheiros na América do Norte e seis na Europa.

    Neste ano, o jogador cotado para ser a primeira escolha do Draft é o americano Jack Hughes. Ainda temos alguns dias antes da sexta-feira, mas a expectativa para saber quem estará no Top 3 já é alta.

  • As escolhas do Ottawa Senators no Draft 2019

    As escolhas do Ottawa Senators no Draft 2019

    O Draft 2019 da NHL irá acontecer nos dias 21 e 22 de junho, em Vancouver, no Canadá. Assim como existem diversas especulações sobre os top prospects da Liga, o futuro de alguns times também vem sendo especulado. O Ottawa Senators é um deles. Por meio de algumas trades durante a temporada 2018/19, os Senators conseguiram cinco picks top 100 no Draft deste ano. Além disso, tem mais dois abaixo dos cem. Isso pode ser o fator essencial responsável por reconstruir o time de Ontário do zero e fazer deste um forte concorrente das demais equipes nos playoffs.

    As trades Duchene e Karlsson

    Não é surpresa para os fãs de hockey que o Ottawa terminou em último lugar na temporada 2018/19. Até o início deste ano, os Senators não possuíam mais seu first round pick. Isso devido a uma trade com o Colorado Avalanche em 2017, que resultou na vinda de Matt Duchene para o time. Além da vinda de Duchene, a trade resultou também em uma escolha no terceiro round do Draft de 2019 para o Ottawa.

    Porém, em fevereiro deste ano, um acordo com o Columbus Blue Jackets viria a ser de extrema importância para a equipe de Ontário. Acordo que, por fim, resultou na ida de Duchene para os Blue Jackets. Dessa forma, os Senators voltaram a adquirir, via o time de Columbus, um first round pick. Assim sendo, o time de Ottawa acabou por ficar com a 19ª posição. Apesar de não ter um dos três primeiros picks, o Ottawa ainda possui grandes chances de conseguir jogadores que se encaixem bem no time. Espera-se, com isso, que estes possam ser peças principais no sucesso da equipe nas próximas temporadas.

    Além da escolha no first round, os Senators também garantiram mais duas escolhas no segundo round do Draft. Acabaram com escolhas de 32º e 44º lugares. Este último sendo um extra, foi adquirido devido a trade de Erik Karlsson para os Sharks. Esse acordo envolveu o Florida Panthers e o time de San Jose. Afirmaram, assim, que a ida dos Sharks para os playoffs na temporada atual resultaria num second round pick para os Senators.

    Os picks nos rounds consecutivos

    No terceiro round, o Ottawa possui apenas uma seleção. Esta foi adquirida em uma trade entre Senators, Pittsburgh Penguins e Vegas Golden Knights. De início, o third round pick pertencia ao Pittsburgh. O time da Pensilvânia recebeu este e mais dois jogadores dos Senators, um deles sendo Derick Brassard. Porém, Brassard foi adquirido pelo Vegas mais tarde em uma trade com os Peguins. Logo depois, o Ottawa Senators voltou a adquirir sua seleção do terceiro round do Draft, sendo este o 83º lugar.

    No quarto round, o time de Ontario tem seu próprio pick, o 94º lugar. Além disso, tem outro no quinto, com a 125ª posição, e no sétimo (187ª). Estas foram adquiridas devido à colocação dos Senators na temporada 2018/2019. E o time de Ontario foi o último na tabela. Em regra, os últimos colocados ganham mais prioridade no Draft do que os times que se classificaram para os playoffs. Desta forma, o Ottawa acabou por adquirir um primeiro lugar nos rounds 2, 4, 5 e 7. Estas colocações, no entanto, podem mudar se o time fizer alguma trade com alguma outra equipe até lá. Podendo resultar na compra de um pick de outro time – caso dos Senators no primeiro e terceiro rounds.

    Inicialmente, o Ottawa também possuía um pick no sexto round, na 156ª posição. Porém, fez uma trade com o Vancouver Canucks. A equipe de Ontario destinou sua seleção na sexta etapa aos Canucks pela vinda de Anders Nilsson e Darren Archibald para o time.

    Com sete sólidas escolhas, sendo uma delas no primeiro round, o Ottawa Senators continua a tentar, de todas as formas, uma reconstrução no time. Tudo isso por meio de drafts e trades, pelo segundo ano consecutivo. Apostando em jogadores novos (a escolha de Brady Tkachuk no draft de 2018 só prova o ponto), os Senators tentam dar uma nova cara ao time. Além disso, esperam que os esforços os coloquem novamente na corrida pelos playoffs e o mais perto possível de uma Stanley Cup.

    Foto: Reprodução/tsn.ca

  • New Jersey Devils escolherá em primeiro no Draft da NHL pela segunda vez em três anos

    New Jersey Devils escolherá em primeiro no Draft da NHL pela segunda vez em três anos

    A noite de terça-feira (09) foi a mais esperada pelos times que não conseguiram classificação para os playoffs da NHL. Isto porque, ao final de cada temporada regular,  é realizada a loteria do Draft em Toronto, para estabelecer a ordem na qual as equipes irão selecionar novos jogadores.

    As chances de cada franquia são determinadas pela sua classificação final, de forma inversa. Ou seja, o pior classificado tem as maiores chances de conseguir a primeira escolha. Desta forma, é realizado um sorteio inicial com os 15 primeiros times, sendo que os três mais bem colocados são submetidos a outro sorteio, que determina em qual ordem irão escolher no top-3.

    Neste ano, a loteria recebeu ainda mais atenção do que o normal, pois a escolha do pior time da liga, Ottawa Senators, pertence ao Colorado Avalanche, uma vez que foi adquirida na troca que envolveu Matt Duchene, inicialmente referente à seleção do ano de 2018. Entretanto, no último Draft o Senators decidiu não abrir mão da escolha, a quarta, com a qual selecionaram Brady Tkachuk. A situação que gerou ainda mais polêmica após Matt Duchene, peça central daquele acordo, ser trocado durante a trade deadline deste ano.

    Ganhadores da loteria

    Iniciados os anúncios dos resultados, a primeira surpresa foi a queda de Minnesota para a 12ª posição, o que automaticamente colocou o Chicago Blackhawks no top-3. Isso concede uma chance de ouro para a equipe usar a terceira escolha para injetar juventude em seu plantel e tentar restabelecer a dominância que teve na liga na última década.

    A outra surpresa foi a queda de Buffalo para a 7ª posição, o que colocou o New York Rangers no top-3 do draft pela primeira vez em sua história, tendo alcançado a segunda escolha. Além disso, o Los Angeles Kings, que tinha a segunda maior chance de escolher em primeiro, caiu para 5º. Por fim, o Colorado Avalanche caiu para 4º, tendo sido derrubado do top-3 pelo New Jersey Devils, que conseguiu a almejada “first pick“.

    New Jersey não é estranha à primeira posição do Draft. O time da divisão metropolitana ganhou a loteria há 2 anos, quando selecionou o suíço Nico Hischier, e tem outra primeira escolha em Taylor Hall, que foi selecionado pelo Oilers em 2010. Uma curiosidade é que o canadense, eleito MVP da última temporada, fez parte da equipe sorteada em cinco ocasiões diferentes. Foram estas em 2012 (Nugent-Hopkins), 2013 (Yakupov) e 2015 (McDavid), com Edmonton, e em 2017 com New Jersey (Hischier), além deste ano.

    O Draft de 2019

    Quanto aos jogadores a serem selecionados, na classe de 2019 o prospect mais estimado é Jack Hughes. O americano de 17 anos que joga na equipe de desenvolvimento juvenil da USA Hockey (USNTDP). Em segundo lugar vem Kappo Kakko. O finlandês chamou a atenção dos olheiros ao se destacar jogando na liga profissional em seu país natal e no último World Juniors. Além dos dois, que espera-se que formem o top-2, outros top prospects incluem Vasili Podkolzin, Dylan Kozens e Trevor Zegras, que devem ser escolhidos dentro do top-10.

    Por fim, ordem ficou definida da seguinte forma:

    1. New Jersey Devils
    2. New York Rangers
    3. Chicago Blackhawks
    4. Colorado Avalanche (escolha do Ottawa Senators)
    5. Los Angeles Kings
    6. Detroit
    7. Buffalo
    8. Edmonton
    9. Anaheim
    10. Vancouver
    11. Philadelphia
    12. Minnesota
    13. Florida
    14. Arizona
    15. Montreal

    O Draft de 2019 da NHL acontecerá em Vancouver nos dias 21 e 22 de junho.

    Foto: Reprodução/NHL.com


  • Perfil: Rasmus Dahlin

    Perfil: Rasmus Dahlin

    Não foi nenhuma surpresa quando Buffalo Sabres anunciou Rasmus Dahlin como primeiro selecionado do Draft 2018. O jogador, de apenas 18 anos, já era cotado como o primeiro pick há algum tempo e não faltaram motivos para isso.

    Dahlin nasceu em Trolhättan, Suécia, no dia 13 de Abril de 2000. Ele teve uma trajetória bem semelhante a outros prospectos. Ele começou a patinar com 2 anos de idade e não demorou a se interessar por hockey. O fato de estar acostumado a jogar brandy, um jogo com 11 jogadores, um taco similar ao de hockey e uma bola no lugar do disco, facilitou sua familiarização com o esporte.

    Além disso, sua influência também vinha de dentro de casa. Martin Dahlin, pai de Rasmus, jogou na terceira divisão sueca de hockey. Ele também foi consultor da Federação Sueca de Hockey por uma década, organizando associações e fiscalizando a formação de técnicos. Foi natural para Dahlin seguir esse caminho.

    Entretanto, apesar dos contatos do pai, Rasmus Dahlin não foi privilegiado em nenhuma etapa de sua carreira. Seu irmão mais velho, Felix, também jogou hockey, mas precisou parar por causa de uma arritmia. Rasmus disse em uma entrevista à Sportsnet que acompanhava o irmão, 5 anos mais velho, nas arenas e competições e que agora joga também por ele.

    Carreira na Suécia

    Aos 16 anos, Rasmus começou a jogar pelo time profissional Frölunda Indians. A princípio, ele deixou o programa junior e passou a disputar a SHL, liga de excelência na Suécia. Apesar da pouca idade, mostrou uma habilidade e uma destreza com o puck que poucos defensores mais velhos teriam. Seu primeiro gol na SHL aconteceu em 12 de Novembro de 2016, contra o Karlskrona HK.

    Sua trajetória na seleção sueca também vem mostrando resultados. Ainda aos 16 anos, Dahlin se tornou o jogador mais novo ao competir pela Suécia no IIHF World U20 Championship e o jogador mais novo do 2017 World Junior Ice Hockey Championship.

    No 2018 World Junior Ice Hockey Championship, Dahlin foi nomeado o principal defensor do torneio, mesmo sendo o mais jovem, após ter marcado o segundo maior número de gols de um defensor. Ao todo, foram 6 assistências que ajudaram o time sueco a ganhar a medalha de prata no campeonato.

    No entanto, não é apenas o talento de Dahlin que chama atenção, as polêmicas também o acompanham. Ele foi um dos sete jogadores suspensos por dois jogos do Mundial de 2019. A punição veio depois de ter jogado fora a sua medalha de prata durante a cerimônia de premiação, atitude considerada desrespeitosa e antidesportiva.

    Ainda pela seleção Sueca, Dahlin participou das Olimpíadas de Inverno de PyeongChang 2018. Mais uma vez, ele era o mais jovem jogador da competição. Nessa ocasião, a Suécia perdeu para a Alemanha nas quartas de final.

    Chegada à América

    Cheio de atitude, com talento de sobra e algumas polêmicas pelo caminho, apesar de ter apenas 18 anos, Rasmus Dahlin está chegando à NHL com grandes expectativas. Ele se tornou o terceiro defensor a ser escolhido em primeiro em 22 temporadas da NHL e pode se tornar o primeiro “superstar” nascido nos anos 2000.

    Por enquanto, nessa temporada, ele já estreou pelo Buffalo Sabres contra os Bruins no dia 4 de outubro, mas ainda não marcou nenhum ponto em seus dois jogos. As esperanças são grandes para o rookie, mas ainda teremos que aguardar para saber quem será Rasmus Dahlin na NHL.

     

    Foto: Reprodução/sportingnews.com

     

  • Loteria do draft define Sabres com a primeira escolha

    Loteria do draft define Sabres com a primeira escolha

    Na noite de sábado (28), o Buffalo Sabres foi sorteado no lottery draft a ter o primeiro pick do Draft deste ano. Carolina Hurricanes ficou com o segundo pick e Montreal Canadiens com o terceiro.

    O evento, que aconteceu em Toronto, determinou a ordem em que os times irão escolher os seus prospects. Na NHL, esse sorteio é feito de acordo com a ordem inversa da tabela no final da temporada regular. Isso significa que o time que termina em último tem maior chance de ficar com a primeira escolha.

    Os 15 times que não se classificaram para os playoffs entram nesse sorteio, sendo que os 3 primeiros lugares passam por outro sorteio para definir quem vai ficar com o primeiro pick. Cada time recebe combinações de números de acordo com o lugar que terminou na tabela. O último colocado tem mais chances de ficar com a primeira escolha, mas nem sempre é o que acontece.

    As equipes recebem sete combinações numéricas: quanto mais baixo na tabela, maior o número de combinações atribuídas a ela. Quatro bolas são selecionadas aleatoriamente formando um número de quatro dígitos, que é então comparada a uma lista com as combinações pré-determinadas de todos os times e combinada com o vencedor.

    O processo é repetido para determinar o vencedor da segunda e terceira escolha. Depois que os três sorteios são concluídos, as equipes restantes se encaixam com base na posição final de cada equipe na classificação da temporada regular.

    No caso do Draft deste ano, Buffalo era o time que tinha maior probabilidade de ficar com o primeiro pick, e assim aconteceu. Mas Carolina foi quem saiu com a maior vantagem no sorteio, uma vez que subiu 9 posições, saindo da 11ª com apenas 9.9% de chance de estar no top 3, e ganhando o segundo pick.

    O presidente dos Canes, Don Waddel, contou à NBCSN que agora precisarão reavaliar sua estratégia, “teremos muito trabalho a ser feito porque estávamos pensando que entraríamos no draft com a 11ª escolha, agora seremos top 3. É bom para nossos olheiros, teremos reuniões logo na próxima semana para nos preparar”.

    Para os Sabres, que terão a primeira escolha pela terceira vez, foi uma posição esperada, mas ainda assim gratificante. O GM Jason Botterill disse que está feliz com esse resultado, “é fora do nosso controle como as bolas se comportam, foi intenso até o final e estou muito feliz pelos nossos fãs”.

    A ordem ficou definida da seguinte forma:

    1. Buffalo Sabres
    2. Carolina Hurricanes
    3. Montreal Canadiens
    4. Ottawa Senators
    5. Arizona Coyotes
    6. Detroit Red Wings
    7. Vancouver Canucks
    8. Chicago Blackhawks
    9. New York Rangers
    10. Edmonton Oilers
    11. New York Islanders
    12. New York Islanders (via Calgary Flames)
    13. Dallas Stars
    14. Philadelphia Flyers (via St. Louis Blues)
    15. Florida Panthers

    O NHL Draft 2018 acontece em Dallas nos dias 22 e 23 de Junho.

     

    Foto: Reprodução/NHL.com