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  • Draft Class de 2012: onde estão

    Draft Class de 2012: onde estão

    Diferentemente de anos anteriores, assim como os que viriam a seguir, o draft de 2012 não teve um top3 de encher os olhos. Na verdade, é possível dizer que seus jogadores mais importantes foram pinçados no decorrer do evento. A first pick foi, pelo terceiro ano consecutivo, do Edmonton Oilers, que optou selecionar um atacante pela terceira vez. 

    O draft de 2012 aconteceu em 22 e 23 de junho daquele ano, na cidade de Pittsburgh. O ano marcou a última vez em que apenas os cinco piores times participaram da loteria, fazendo Edmonton pular da segunda posição para a primeira. Vamos analisar, além do top3, alguns dos principais nomes que saíram da seleção deste ano.

    NAIL YAKUPOV, RW, EDMONTON OILERS (#1 overall): de volta à minha terra

    O russo começou sua carreira no time de sua cidade natal, Reaktor Nizhnekamsk, na liga juvenil da Rússia. Aos 16 anos o jogador foi selecionado pelo Sarnia Sting da Ontario Hockey League (OHL), no Import Draft (a forma como atletas estrangeiros são escolhidos) da Canadian Hockey League (CHL). No decorrer de seu ano de estreia pela equipe, Yakupov se destacou. Além disso, foi o primeiro jogador da história do Sting a ganhar o troféu de rookie do ano. 

    Ranqueado como o primeiro patinador da América do Norte, Yakupov foi selecionado com a primeira escolha e já assinou um contrato com os Oilers. Entretanto, embora o clube desejasse que o russo voltasse à OHL durante o lockout de 2012, o atleta decidiu jogar em seu país natal. Ocorre que o acordo entre a CHL e a NHL impede que um atleta com contrato e idade para jogar major juniors atue fora de uma das duas ligas. 

    Assim, por irregularidades junto à IIHF, o russo retornou ao Sarnia Sting momentaneamente, antes de receber permissão da Hockey Canada para voltar à KHL. Em janeiro de 2013, com o fim do lockout, Yakupov voltou aos Oilers, marcando seu primeiro gol contra o San Jose Sharks. Na temporada reduzida o russo marcou 31 pontos em 48 jogos, mas seu desempenho nos anos seguintes gerou insatisfação no clube canadense. 

    Depois de campanhas modestas com Edmonton, em 2016 ele foi trocado para o St. Louis Blues, onde não teve números bons e sofreu uma lesão no joelho que encerrou sua temporada. Por falta de interesse da equipe de Missouri, o russo se tornou um unrestricted free agent em 2017. Ele então assinou um contrato de um ano com o Colorado Avalanche por menos de um milhão de dólares. Ao ser novamente um UFA no ano seguinte, Yakupov decidiu retornar à KHL, desta vez para atuar pelo SKA St. Petersburg, onde joga até hoje. 

    RYAN MURRAY, D, COLUMBUS BLUE JACKETS (#2 overall): Mr. Glass de Ohio

    O defensor canadense passou sua carreira no major juniors atuando pelo Everett Silvertips da Western Hockey League (WHL), de 2008 a 2013. Murray foi peça importante da defesa do time, tendo sido inclusive nomeado capitão no início de seu terceiro ano. Às vésperas do draft, o jogador era o segundo no ranking da América do Norte, tendo sido escolhido por Columbus com a segunda escolha. 

    Murray assinou seu primeiro contrato profissional após o draft, em 2012. Entretanto, uma lesão em novembro do mesmo ano o tiraram do resto da temporada da WHL e, consequentemente, da NHL. Aqui começaria um histórico de lesões que o perseguiriam durante sua carreira. O defensor estreou contra o Calgary Flames e marcou seu primeiro gol contra o Toronto Maple Leafs.

    Em suas cinco primeiras temporadas Murray perdeu cerca de 35% das partidas que poderia ter disputado. O atleta já sofreu lesões no joelho, fratura na mão, dentre outras contusões na carreira de sete anos. Em 2016 a equipe de Ohio estendeu seu compromisso com o defensor por mais dois anos, com um contrato avaliado em 5.65 milhões de dólares. Entretanto, em 2018, o histórico do canadense pesou e ele assinou apenas uma qualifying offer no valor de pouco mais de 800 mil dólares.

    ALEX GALCHENYUK, LW, MONTREAL CANADIENS (#3 overall): o viajante das quatro divisões

    Assim como Yakupov, Galchenyuk também jogou no Sarnia Sting da OHL e foi selecionado em terceiro pelo Montreal Canadiens. Durante o lockout de 2012, o americano (que tem origem bielorrussa) retornou à equipe de juniors, marcando 27 gols e 34 assistências em apenas 33 jogos. Desta forma, Galchenyuk chegou a Montreal com muitas expectativas sobre seus ombros. O clube se trata de um original six e tem uma das torcidas mais fanáticas do hockey.

    Seu primeiro gol foi contra o Florida Panthers e o atleta terminou a temporada com 27 pontos em 48 jogos, uma campanha respeitável para um rookie. Os anos seguintes foram feitos de altos e baixos para o jogador. Ele passou por lesões e problemas pessoais que fizeram com que o americano sempre estivesse cercado de rumores sobre uma possível troca. Depois de marcar 20 e 30 gols em temporadas consecutivas, o rendimento ofensivo do winger caiu. 

    Além disso, o clube desejava que o atleta passasse a atuar como center, gerando muita resistência de sua parte. O desgaste entre jogador e time resultou na troca com o Arizona Coyotes em 2018, que enviou Max Domi para Montreal. Com 41 pontos em 72 partidas, Galchenyuk foi trocado na off-season seguinte para o Pittsburgh Penguins, onde não obteve muito sucesso. Após menos de um ano com o clube, ele foi enviado para o Minnesota Wild na troca que levou Jason Zucker aos Pens.

    MORGAN RIELLY, D, TORONTO MAPLE LEAFS (#5 overall): a primeira peça do quebra-cabeças 

    A postura do defensor canadense transmite a maturidade de um verdadeiro veterano. Rielly, com seus sete anos de NHL, é uma das principais estrelas da equipe de Toronto. Antes de estrear como profissional, o atleta jogava pelo Moose Jaw Warriors da WHL, mas uma lesão séria no joelho impediu que ele jogasse grande parte de sua temporada de elegibilidade. Mesmo assim, ele foi ranqueado em quinto lugar entre os patinadores norte-americanos e foi escolhido justamente em quinto pelo  Toronto.

    Com o lockout bloqueando o início da temporada na NHL, Rielly fez sua estreia profissional pelo Toronto Marlies da American Hockey League (AHL) em 2012. Seu primeiro jogo na Liga ocorreu apenas na temporada seguinte, contra o Ottawa Senators. Embora os Leafs tenham tido campanhas complicadas até a chegada de Auston Matthews, o defensor sempre foi visto como parte do futuro da equipe, adquirindo inclusive um papel importante de liderança.

    Em 2016 o canadense estendeu seu contrato com Toronto por mais seis anos, por cerca de cinco milhões anuais. No mesmo ano, a equipe foi rejuvenescida com a chegada de Matthews e Mitch Marner, e Rielly se consolidou como o 1D do time. Os 72 pontos que ele fez na temporada 2018-2019 marcaram a primeira vez desde 1980 que um defensor atingiu esta marca pelo clube. 

    Entretanto, apesar do sucesso na Liga, Rielly se envolveu em uma polêmica em março de 2019. Um microfone da transmissão captou o defensor supostamente usando um termo homofóbico. Após uma investigação, a NHL constatou que não havia passado de um mal entendido. Rielly, por sua vez, participou da Parada do Orgulho Gay de Toronto em 2019, juntamente com o GM Kyle Dubas.

    FILIP FORSBERG, LW, WASHINGTON CAPITALS (#11 overall): a invasão sueca na Music Row 

    Depois de se destacar em competições juniores pela seleção sueca, Forsberg chegou ao draft ranqueado como o melhor atacante da Europa. Assim, foi selecionado pelo Washington Capitals em 11º e assinou seu contrato no development camp daquele mesmo ano. O sueco foi emprestado para o Leksands IF, equipe que o revelou. Assim, ajudou o time a ser promovido para a Swedish Hockey League (SHL) novamente.

    Porém, em abril de 2013 o jogador foi trocado para o Nashville Predators por Martin Erat e Michael Latta. Após o fim da temporada sueca, ele fez o seu primeiro jogo pelos Preds contra o Detroit Red Wings. O sueco estreou na temporada 2012/2013 e passou o ano seguinte alternando atuações entre os Preds e o seu time da AHL, o Milwaukee Admirals. Entretanto, a partir da temporada 2014/2015 Forsberg se tornou uma peça importante para o ataque de Nashville. O jogador foi inclusive um dos representantes da equipe no All Star Game de 2015.

    Forsberg passou a ter números expressivos, especialmente no quesito gols, sendo inclusive o primeiro jogador da história da franquia a marcar dois hat tricks em uma mesma temporada. Após duas temporadas com mais de 30 gols, o sueco passou a fazer parte do grupo de liderança da equipe, recebendo um A. Atualmente, o jogador está nos anos finais do contrato de seis anos que assinou em 2016, avaliado em 6 milhões anuais.

    ANDREI VASILEVSKIY, G, TAMPA BAY LIGHTNING (#19 overall): “Big Cat” to the Rescue

    Goleiros raramente são selecionados no primeiro round, mas desde o draft Vasilevskiy já demonstrou que era diferente da maioria. Ranqueado como o primeiro goleiro europeu, o russo iniciou sua carreira no Salavat Yulaev Ufa da KHL, assinando seu primeiro contrato com o Lightning apenas em 2014.

    Embora seu início na América do Norte, jogando pelo Syracuse Crunch da AHL, tenha sido positivo, em setembro de 2015 o russo passou por um problema de saúde. O goleiro teve um coágulo sanguíneo retirado das proximidades de sua clavícula e ficou alguns meses afastado do rinque enquanto se recuperava.

    Com números extremamente positivos, Vasilevskiy se tornou um dos pilares da forte equipe de Tampa, com uma SV% de .919 e média de 2.55 gols concedidos. Além de ter sido um All Star por três anos consecutivos, 2018, 2019 e 2020, o russo ganhou o Vezina Trophy, dado ao melhor goleiro da Liga, no NHL Awards de 2019. Na última temporada ele assinou um novo contrato com o Lightning que se estende até 2027/2028 por cerca de 9.5 milhões anuais.

    SHAYNE GOSTISBEHERE, D, PHILADELPHIA FLYERS (#78 overall): o fantasma do Wells Fargo Center

    Natural da Flórida, o defensor americano começou no hockey através do programa infanto-juvenil do Florida Panthers, tendo optado pela carreira universitária após terminar o ensino médio. Com a equipe da Union College, Gostisbehere ganhou o Frozen Four, campeonato nacional das equipes universitárias, se destacando como uma das estrelas da sua equipe.

    Embora o defensor tenha iniciado sua carreira profissional em 2014 na AHL, ele sofreu uma lesão no ligamento cruzado  no início da temporada, encerrando sua participação naquele ano. Na temporada seguinte, o americano começou jogando pelo Lehigh Valley Phantoms, mas após o primeiro mês na AHL foi acionado pelos Flyers para jogar na NHL.

    Com uma temporada memorável que incluiu uma streak de 15 jogos pontuando, o defensor foi um dos finalistas do Calder Trophy. Embora sua campanha tenha sido significativa, Gostisbehere perdeu o prêmio para Artemi Panarin. Em 2017 o americano assinou um contrato de seis anos, avaliado em aproximadamente 4.5 milhões anuais.

    Conhecido por seu estilo extremamente ofensivo, o defensor é um tópico sensível para a torcida de Philadelphia, que se tornou cada vez mais frustrada com suas atuações. Isto porque Gostisbehere conseguiu replicar a performance de seu ano de estreia apenas uma vez e, consequentemente, é um nome que sempre faz parte de rumores de trocas com outras equipes.

    MATT MURRAY, G, PITTSBURGH PENGUINS (#83 overall): o novato sensação do bicampeonato

    O goleiro canadense jogou os quatro anos de elegibilidade da OHL pelo Sault St. Marie Greyhounds, terminando sua carreira no major juniors com uma SV% de .921. Já no sistema do Pittsburgh Penguins, Murray estreou pelo Wilkes-Barre Scranton Penguins após o fim de sua temporada da AHL e, no ano seguinte, teve a impressionante SV% de .941 em 40 jogos disputados.

    A estreia de Murray na NHL se deu em dezembro de 2015, mas o início de sua história na franquia se deu em fevereiro do ano seguinte, quando ele atuou em nove partidas da temporada regular. Com uma campanha impecável, o canadense se tornou o titular do gol dos Penguins na campanha de 2016 e foi apenas o sexto goleiro rookie desde 1976 a começar uma partida nas finais. 

    Campeão da Stanley Cup, Murray foi se apossando da titularidade do gol de Pittsburgh, e por pouco o canadense não foi um dos finalistas do Calder Trophy. Isto porque ele não havia jogado o número de partidas necessário para ser tido como rookie no ano anterior, apesar de ter sido o titular em uma porção considerável da pós temporada. Ao final de 2016/2017, Murray foi novamente campeão da Stanley Cup, curiosamente ganhando nos dois anos com status de novato.

    Com a ida de Marc-André Fleury para o Vegas Golden Knights no draft de expansão (2017), o canadense se fixou como o titular absoluto dos Penguins. Seus números de carreira são SV% de .914 e uma média de 2.67 gols sofridos. O goleiro está no terceiro e último ano de seu contrato, avaliado em 3.75 milhões anuais.

    MENÇÕES HONROSAS:

    Hampus Lindholm, D, Anaheim Ducks (#6)

    Revelado pelo Rögle BK da SHL, Lindholm também foi campeão no mundial de 2018 pela seleção da Suécia.

    Matt Dumba, D, Minnesota Wild (#7)

    Conforme foi adquirindo experiência na NHL, Dumba se tornou o parceiro de defesa de Ryan Suter, mas constantemente tem seu nome vinculado em rumores de trocas.

    Jacob Trouba D, Winnipeg Jets (#9) – atualmente jogador do New York Rangers

    O defensor se recusou a assinar uma extensão com os Jets, e teve seus direitos trocados de Winnipeg para o New York Rangers.

    Tom Wilson, RW, Washington Capitals (#16)

    Apesar dos (inúmeros) problemas disciplinares, Wilson foi peça importante na campanha vitoriosa do Washington Capitals em 2018.

    Teuvo Teravainen, LW, Chicago Blackhawks (#18) – atualmente jogador do Carolina Hurricanes

    Campeão da Stanley Cup por Chicago, o finlandês passou a ser uma figura importante do elenco do Carolina Hurricanes após ser trocado para a equipe.

    Frederik Andersen, G, Anaheim Ducks (#87) – atualmente jogador do Toronto Maple Leafs

    Por não ter chegado a um acordo com o Carolina Hurricanes, time que o draftou em 2010, o dinamarquês se inscreveu novamente para o draft de 2012, sendo selecionado por Anaheim, onde começou sua carreira na NHL.

    Connor Hellebuyck, G, Winnipeg Jets (#130)

    Finalista do Vezina Trophy em 2018, o goleiro americano estava entre os nomes mais cotados para o troféu deste ano, antes da paralisação da Liga.

    (Foto: SarniaSting.com/Reprodução)

  • O Draft 2020 da NWHL

    O Draft 2020 da NWHL

    No último domingo (26) a NWHL anunciou o seu draft de uma maneira um tanto diferente. Marcado para os dias 28 e 29 de abril, o draft da liga feminina de hockey irá acontecer remotamente pelo Twitter. As rodadas,que foram divididas entre duas no primeiro dia e as três restantes no dia seguinte, contará com a participação de todos os seis times da Liga, incluindo o novato de Toronto. Ao final, serão totalizadas 30 escolhas no geral.

    Como irá funcionar?

    O draft deste ano será diferente de várias formas, não somente pelo modo como ele irá acontecer mas também pelas jogadoras que irão participar. Anteriormente, os times recrutavam jogadoras antes do último ano do ensino médio ou, como no draft 2018, no meio do último ano. Para esse ano os times poderão escolher jogadoras universitárias, ou seja, todas aquelas que se enquadram nas qualificações e se inscreveram. 

    O draft feminino, assim como o da NHL, dá total liberdade para a jogadora assinar caso ela queira ou não com o time que foi selecionado. Dessa forma, o contrato pode ser assinado logo após o draft, porém os times tem liberdade para fazer negociações antes do início do mesmo. 

    Por ser o time mais novo, Toronto terá direito a primeira escolha e os times restantes ficaram definidos de acordo com a classificação final da temporada regular. No entanto, para o quinto round, o Connecticut Whale terá direito a duas escolhas devido uma troca com o Metropolitan Riveters na temporada 2018-19. Com isso, as escolhas ficaram definidas da seguinte forma: 

    • round: Toronto, Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Toronto, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Buffalo, Toronto, Metropolitan, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Toronto, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Buffalo, Connecticut, Minnesota, Toronto, Boston

    A chegada de Toronto

    Na última quarta-feira (22), o dia começou com uma bela notícia para os fãs da NWHL. A Liga que, antes possuía somente cinco times, agora conta com uma nova cidade. Em uma expansão inesperada para o público, o novo time não somente é uma novidade como também um inovação para a Liga feminina, isso porque ele é o primeiro que não está localizado nos EUA. O novo time, que ainda não possui nome, fica localizado em Toronto no Canadá e marca uma nova era para a NWHL que antes era uma Liga composta somente por times estadunidenses.  

    Em seu anuncio por meio das redes sociais, a NWHL também anunciou quais eram as primeiras jogadoras e parte da equipe administrativa. A equipe tem a CEO e co-fundadora da Boynton Brennan Builders, a ex-capitão de hockey feminino Johanna Neilson Boynton como líder do grupo de proprietários. A ex-treinadora da CWHL e da Brown Universaty, Margaret “Digit” Murphy, como a presidente da equipe e a executiva do beisebol Tyler Tumminia como presidente do clube.  

    No gelo, as primeiras jogadoras a assinar são as defensoras Kristen Barbara e Emma Greco, as atacante Shiann Darkangelo e Taylor Woods e a goleira Elaine Chuli.

    Foto: Reprodução/usatoday.com

  • Como o NHL Draft pode acontecer em tempos de pandemia?

    Como o NHL Draft pode acontecer em tempos de pandemia?

    Desde que a pandemia do novo coronavírus começou a se espalhar pelo mundo, muitas ligas esportivas mundiais precisaram pausar suas atividades.

    A NHL não foi diferente.

    Além de suspender a própria temporada, a Liga adiou eventos como o NHL Awards e o NHL Scouting Combine. Até mesmo o próprio NHL Draft de 2020, que aconteceria em Junho deste ano, ainda não tem uma nova data definida.

    Com toda a tecnologia disponível no mundo, é possível pensar em alternativas para fazer com que o Draft aconteça, mas de forma a não colocar em risco a segurança dos envolvidos.

    O home office se tornou uma realidade para muitos, e a NHL já possui experiência com o evento à distância. Portanto, considerar a possibilidade deste ser transmitido do computador ou tablet de cada participante, por exemplo, não seria algo de outro mundo.

    Existem diversas possibilidades para a realização do evento caso a Liga utilize a tecnologia. Por isso, resolvemos pesquisar mais sobre e trazer algumas alternativas sobre como ele poderia ser realizado em tempos de combate à COVID-19.

    Plataformas Online

    Não é de hoje que a internet vem reinventando o mundo com as diversas plataformas online para a realização de videoconferências. Do skype aos serviços criados pelo próprio Google; existem diversas alternativas para transmissão e realização de eventos, mesmo em tempos como estes, em que as pessoas não podem se reunir fisicamente.

    A dinâmica é diferente da reunião presencial. No entanto, a sua essência se mantém, que é manter o contato com as pessoas, mesmo que todas estejam a quilômetros de distância uma das outras.

    Estas plataformas de videoconferências muitas vezes acabam abrangendo até, ou mais, de 100 pessoas em uma chamada. Assim, permitindo a participação e interação de diversos indivíduos uns com os outros. 

    As próprias mídias sociais, como Instagram, Twitter, Facebook, também possuem as suas ferramentas de vídeo ao vivo para todos os seus seguidores. As “lives“, por exemplo, permitem que o dono da conta se comunique em tempo real com seus seguidores e também convoque outra pessoa para participar desta junto com ela.

    Diversos times da NHL, por exemplo, tem abusado do recurso desde o início da quarentena. Desta forma, eles possibilitam que os jogadores participem destas e conversem com o torcedor em tempo real. 

    No entanto, pensando em um possível cenário de que o Draft tenha de acontecer de forma on-line, existem algumas plataformas que a Liga poderia utilizar para que o evento se realizasse, e destacamos algumas a seguir. 

    Zoom

    O Zoom Meetings é uma ferramenta para a realização de vídeoconferências. Ela suporta reuniões de até 500 pessoas e webinars (formato destinado a públicos maiores), que podem contar com um público de até 10 mil pessoas.

    O serviço funciona da seguinte forma: o administrador cria uma sala de reunião e envia o convite desta, via e-mail ou link, para todos os participantes. Não é necessário criar uma conta no site. Basta apenas acessar o URL e informar seu próprio nome. 

    Além das conversas em tempo real, a plataforma oferece um chat, para quem optar por não ligar o áudio ou vídeo da chamada, transferência de arquivos, compartilhamento de tela. Também possibilita que você grave a conversa (com o consentimento de todos), para que, seguidamente, possa disponibilizar em outras plataformas para aqueles que não puderam acompanhar. 

    É uma ferramenta que pode ser considerada e estudada pela NHL como uma forma de realizar o Draft. Na modalidade paga e webinar, o Zoom abriga cerca de 10.000 participantes nas calls. Desta forma, além dos GMs dos clubes e os responsáveis pela Liga, grande parte dos prospects poderia acessar a call e acompanhar tudo de casa ao vivo. Os próprios canais da Liga poderiam disponibilizar um vídeo ao vivo de todo o evento, transmitindo assim para todos os seus seguidores em todo o mundo. 

    Skype

    De todas as plataformas citadas aqui, o Skype talvez seja um dos mais famosos e o pioneiro na criação das videoconferências. Também é um serviço de chamada de áudio e vídeo, criado pela Microsoft, que está disponível na versão aplicativo (tanto para celular, quanto para o computador) e na própria web, sem que o usuário precise fazer o download.

    Geralmente, a modalidade do Skype que a maioria de nós utiliza abrange até 50 pessoas em uma chamada. Por exemplo, neste caso, se a NHL optasse pelo uso da ferramenta, o Draft contaria apenas com a participação do comissário da Liga e GMs dos clubes. Seguidamente, fazendo a gravação da chamada, o evento poderia ser divulgado em outros canais de comunicação. 

    No entanto, a ferramenta criou uma versão empresarial, há alguns anos: o Skype for Business. Nesta modalidade, uma ligação pode contar com a presença de até 250 pessoas por vídeo ou áudio.

    Por mais que seja um número maior, ainda sim a plataforma não suportaria todos os prospects, muito menos os fãs da Liga.

    Ela poderia ser considerada caso a NHL opte pelo evento não ser aberto ao público. Assim, poderiam existir outras maneiras de as próprias equipes da Liga disponibilizarem o evento mais tarde, para que o público pudesse ficar a par dos acontecimentos. 

    ezTalks

    O ezTalks é uma ferramenta muito parecida com o Zoom de certa forma. Possui a maior parte dos comandos de áudio, vídeo, compartilhamento e gravação de tela, e etc. A modalidade webinar seria a mais indicada para a realização de qualquer evento, já que abriga até 10 mil pessoas em apenas uma reunião. 

    A plataforma oferece alguns hardwares, como cameras, microfones, etc., para melhorar cada vez mais a experiência dos meetings. Portanto, a NHL poderia aproveitar também esses recursos para que o evento fosse transmitido para mais pessoas.

    Microsoft Teams

    O Teams é outra criação da Microsoft para a comunicação on-line. A modalidade gratuita da ferramenta oferece a criação de vídeo conferências que podem abranger até 250 pessoas. Além disso, oferece também os recursos de compartilhamento de tela e edição colaborativa dos aplicativos da Microsoft. 

    Ou seja, se for uma opção, a Liga pode se reunir com poucas pessoas de cada time, apenas os responsáveis. E desta forma, resolver e decidir sobre os prospects que cada time irá escolher. 

    Os próprios canais de comunicação da NHL, e dos próprios times, podem verificar maneiras de transmitir para os torcedores o evento. Desta forma, é neste momento que entram as mídias sociais. 

    Os serviços das mídias sociais

    Nos últimos anos, a NHL tem utilizado de forma abundante dos serviços das mídias sociais. Posts, Lives, Stories, e IGTV são recursos que, não só a Liga, mas os canais de comunicação dos próprios times têm usado de forma frequente. Principalmente nos últimos dias, já que o restante dos jogos da temporada foram suspensos. São lives e videoconferências com os jogadores, vídeos gravados por estes, mas repostados pela própria Liga, com o intuito de manter o torcedor informado até mesmo na quarentena. 

    Por fim, não seria uma opção a se descartar o fato de a Liga optar usar uma transmissão ao vivo no Instagram, por exemplo, a escolha de cada time no Draft. Para que isso acontecesse, GMs e os demais responsáveis precisariam se encontrar antes e deixar as coisas definidas, já que vídeos ao vivo do Instagram, por exemplo, possibilitam que apenas duas pessoas por vez em uma Live. 

    O Twitter, YouTube e Facebook funcionam da mesma forma. Caso os serviços fossem escolhidos, seria necessário ter apenas um mediador diante da câmera anunciando as escolhas dos times. 

    Caso não optem pela opção ao vivo, existem diversas outras maneiras de disponibilizar as vídeo conferências em IGTV, e até mesmo no canal do YouTube da Liga. 

    Portanto, não faltam opções de ferramentas on-line para possibilitar a execução do Draft. Mesmo que este acontece de longe, com cada participante em sua casa. A NHL apenas precisa ponderar quais destas podem vir a ser mais benéficas para a sua execução.

    Quais ferramentas vocês indicariam? Contem para nós nos comentários.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Draft à distância: nada novo para a NHL

    Draft à distância: nada novo para a NHL

    O Draft da NHL é um dos eventos mais tradicionais da Liga. Isso porque, ele é o principal acesso dos jogadores à NHL, onde conhecemos os novos talentos geracionais de nossas equipes.

    O evento deste ano estava originalmente planejado para ocorrer nos dias 26 e 27 de junho, no Bell Centre, em Montreal, Quebec. Porém, devido ao COVID-19, a temporada da NHL está suspensa. Desde então, eventos como NHL Awards, NHL Combine e NHL Draft também foram adiados, ainda sem definição de nova data. 

    Por conta da pandemia, uma discussão sobre como o draft deste ano aconteceria veio a tona. À primeira vista, o que poderia ser um grande problema para a NHL tornou-se algo que a princípio é fácil de se resolver, já que os Drafts de antigamente não eram presenciais, ou seja, não eram abertos ao público.

    Antes de 1980, o draft da NHL acontecia em hotéis de Montreal ou nos escritórios da Liga, fechados aos fãs. Contudo, em 1980, os Drafts tornaram-se eventos públicos, realizados no Fórum de Montreal (antiga arena dos Canadiens), com mais de 2.500 fãs presentes.

    Em 1985, aconteceu o primeiro Draft fora de Montreal, em Toronto. 

    Drafts à distância

    Desde a implantação do evento presencial, nunca houve outra forma de fazer o draft acontecer. Isso porque os eventos de seleção movimentam e trazem lucro para a cidade sede.

    Isso acaba sendo um grande negócio, pois possui uma logística, muitos hotéis reservados pelas equipes das franquias e fãs que se deslocam para acompanhar o evento. Sendo assim, um possível Draft à distância, seria uma oportunidade lucrativa perdida para a cidade sede deste ano. 

    As chances da NHL voltar ainda são turvas, mesmo com tudo indicando o cancelamento iminente da temporada 2019-20. Se a temporada voltar em maio ou junho, o draft poderá ser adiado e o evento acontecer normalmente de forma presencial. Todavia, se a temporada for de fato cancelada, o Draft possivelmente aconteceria nos dias já planejados, 26 e 27 de Junho. Entretanto, seria realizado por telefone ou virtualmente.

    Nas ligas de hockey juniores, o Draft remoto já acontece. Basicamente, quando é a chance do time de escolher o pick, você anuncia sua escolha por telefone em uma teleconferência. A seleção de Connor McDavid pelo Erie Otters, por exemplo, foi dessa maneira.

    Outra opção que a liga poderia considerar é conduzir o draft em uma arena vazia. Dessa forma, você limita o número de pessoas em Montreal a clientes em potencial, família, funcionários e mídia. Porém, para que isso ocorresse, seria necessário uma baixa significante na pandemia do COVID-19. 

    A NFL (futebol americano) já anunciou que o seu Draft, que acontece este mês, será virtual. Então, não seria surpresa se a NHL adotasse a mesma forma. Contudo, um dos maiores problemas de uma conferência virtual seriam as más-intenções de hackers, que tentariam de alguma forma invadir o Draft da NHL.

    A menos que a NHL possa descobrir uma maneira de fazer isso sem riscos e com uma tecnologia de ponta, são percausos que cabe a Liga se planejar. Afinal, se antes das tecnologias, alguns times já faziam besteira, imagina o caos que interferêncais mal-intencionadas poderia causar. 

    Sendo assim, o Draft de 2020 sem dúvidas entrará para a história. Seu formato será diferente e a NHL precisa buscar alternativas para minimizar os erros. Pensando nisso, contamos uma história curiosa envolvendo a escolha de jovens jogadores para as franquias.

    Buffalo Sabres e o jogador japonês

    Com o draft da NHL sendo fechado ao público, sem presença de mídias e sem o avanço da internet, a confidencialidade dos drafts foi justamente o que possibilitou um jogador inexistente a ser draftado pelo Buffalo Sabres.

    Em 1974, a Liga possuía apenas 18 franquias. Portanto, o recrutamento de jogadores podia estender-se para além de 9 rodadas (isso mudou em 2005, quando foi reduzido a 7 rodadas). Naquele ano, todas as equipes participaram do sorteio por teleconferência ao invés de um sorteio em uma única arena. Isso levou o Draft a ser um processo ainda mais lento e trabalhoso. 

    George “Punch” Imlach, na época gerente geral do Buffalo Sabres, estava cansado do processo tedioso que acontecia pelo telefone. Os jogadores mais importantes eram os selecionados na primeira metade do draft, já que os escolhidos nas rodadas posteriores tinham poucas chances de atuar na NHL. 

    Logo, com a ajuda de Paul Wieland, seu diretor de relações públicas, eles resolveram inventar um jogador a ser draftado. Imlach então usou sua 183ª escolha geral naquele ano para recrutar o japonês Taro Tsujimoto do Tokyo Katanas – uma equipe que não existia, com um nome inventado por Punch, supostamente retirado de uma lista telefônica da área de Buffalo.

    Nos anos 70, os scouts tinham pouco conhecimento de jogadores fora da América do Norte. Embora nenhuma das outras equipes tenha ouvido falar de Tsujimoto ou Tokyo Katanas, o comissário da época, Clarence Campbell, não questionou a escolha de Imlach. Por fim, a NHL registrou o jogador oficialmente. 

    Entretanto, após semanas do registro do jogador, a NHL eventualmente viria a descobrir a piada e declarou que a escolha dos Sabres era inválida. Os registros da NHL ignoram a 183ª escolha em 1974, mas Buffalo ainda a mantém em seus guias de mídia.

    Vale ressaltar que Tsujimoto se tornou uma espécie de piada interna para os fãs do Sabres, e de vez em quando, é possível ver alguém vestindo sua camisa em Buffalo.

    Foto: Reprodução journalmetro.com

  • Draft Class de 2011: onde estão

    Draft Class de 2011: onde estão

    A loteria de 2011 foi vencida pelo New Jersey Devils, que subiu no ranking da seleção até a quarta posição. Entretanto, a primeira escolha, por sua vez, ficou com o Edmonton Oilers pelo segundo ano consecutivo. No ano anterior a equipe havia selecionado Taylor Hall com a first pick, mas o canadense teve sua temporada encerrada prematuramente devido a uma lesão.  

    Antes do draft, que aconteceu no final de semana dos dias 24 e 25 de junho em Minnesota, os três nomes mais cotados para a primeira escolha eram Ryan Nugent-Hopkins, center do Red Deer Rebels da Western Hockey League (WHL), Gabriel Landeskog, left wing do Kitchener Rangers da Ontario Hockey League (OHL) e Adam Larsson do Skelleftea da Swedish Hockey League (SHL).

    Seja pelo desempenho no gelo ou as transações que os envolveram, os atletas da classe de 2011 tiveram um grande impacto na NHL. Assim, vamos falar um pouco mais sobre os principais nomes que foram selecionados naquele ano. 

    RYAN NUGENT-HOPKINS, C, EDMONTON OILERS (#1 overall): o último dos kid liners

    O center canadense iniciou sua carreira na WHL na temporada 2008/2009, marcando seis pontos em cinco jogos como jogador underage. Na temporada seguinte, Nugent-Hopkins anotou 24 gols e 41 assistências em 67 jogos, o que lhe rendeu o prêmio de rookie do ano da liga. Em junho de 2011 o canadense foi selecionado pelo Edmonton Oilers com a primeira escolha do draft, assinando seu primeiro contrato profissional poucos dias depois. Na sua temporada de estreia, RNH marcou 18 gols e 34 assistências, tendo sido indicado ao prêmio de rookie do ano. 

    Em Edmonton, ele muitas vezes fez parte da chamada kid line com Jordan Eberle e Taylor Hall, selecionados nos dois anos anteriores pela equipe de Alberta. Ao final da temporada 2012/2013, reduzida pelo lockout, os Oilers anunciaram que Nugent-Hopkins precisaria fazer uma cirurgia no ombro. Naquela mesma intertemporada o center estendeu seu compromisso com Edmonton por mais sete anos, custando 6 milhões anuais. 

    Desde então o canadense foi selecionado para o All-Star Game e representou seu país no mundial da IIHF. Com a chegada de Connor McDavid e as mudanças no elenco dos Oilers, Nugent-Hopkins passou a atuar também como left wing na linha de McDavid. Embora não tenha se tornado uma estrela, o canadense é conhecido por seu jogo constante, sendo uma peça secundária importante em sua equipe. Atualmente ele conta com 169 gols e 274 assistências, somando 443 pontos em 604 partidas.

    GABRIEL LANDESKOG, LW, COLORADO AVALANCHE (#2 overall): o príncipe sueco das Montanhas Rochosas

    Embora o jogador seja sueco, Landeskog mudou-se para o Canadá com 16 anos para atuar pelo Kitchener Rangers da OHL. Durante a temporada 2010/2011 o winger foi nomeado capitão da equipe, se tornando o primeiro europeu na história da franquia a assumir o C. Landeskog terminou a temporada que antecedeu seu draft  com 37 gols em 53 jogos. 

    No draft o sueco foi selecionado pelo Colorado Avalanche, assinando seu primeiro contrato profissional logo em seguida. Uma das razões pelas quais Landeskog estreou na NHL imediatamente pode ter sido o chão salarial, já que seu contrato ajudaria a equipe americana a atingir o valor mínimo exigido pela Liga. Entretanto, o sueco excedeu as expectativas e sua campanha de estreia lhe rendeu o Calder, prêmio oferecido ao rookie do ano, após marcar 52 pontos.

    Na temporada seguinte Landeskog quebrou um recorde que pertencia a Sidney Crosby, o de jogador mais jovem a se tornar capitão de sua equipe. Com 19 anos, nove meses e 13 dias à época. Entretanto, o sueco perdeu esta honraria quando Connor McDavid se tornou capitão dos Oilers em 2016. Desde sua estreia na NHL Landeskog desenvolveu seu jogo, se tornando uma peça indispensável para a equipe de Denver no gelo e fora dele. 

    Com o aumento da competitividade de seu time, o sueco passou a se destacar ainda mais, formando uma das melhores linhas da Liga com Nathan MacKinnon e Mikko Rantanen. No cenário internacional, Landeskog foi medalha de prata pela Suécia nas Olimpíadas de Sochi em 2014, além de ganhar o ouro do mundial da IIHF em duas ocasiões, em 2013 e 2017. Enquanto isso, na NHL o sueco soma 198 gols e 262 assistências, totalizando 460 pontos em 633 jogos.

    JONATHAN HUBERDEAU, LW, FLORIDA PANTHERS (#3 overall): bonjour, Florida

    O jogador começou sua carreira no major juniors defendendo o Saint John Sea Dogs da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL) em 2009. Na temporada que antecedeu o draft, 2010/2011, ele marcou 43 gols e 62 assistências em 67 jogos, o que lhe colocou no top 3 de patinadores norte-americanos no ranking dos olheiros. Além disso, o canadense foi campeão da Memorial Cup daquele ano, sendo peça importante para a conquista de sua equipe. 

    Embora Huberdeau tenha sido draftado em 2011 pelos Panthers, ele disputou apenas partidas da pré-temporada de 2011/2012 antes de retornar à sua equipe da QMJHL. No ano seguinte, entretanto, o jogador passou a integrar o elenco do Florida Panthers após o término do lockout de 2012. Após marcar 14 gols e 17 assistências em 48 jogos (tratava-se de uma temporada reduzida), Huberdeau foi o ganhador do Calder no NHL Awards daquele ano.

    Desde então o winger vem tendo uma posição de destaque na equipe da Flórida, especialmente na primeira linha do time juntamente com Aleksander Barkov. Em 2016 Huberdeau assinou um novo contrato com os Panthers, por um salário de aproximadamente 5,9 milhões anuais por seis anos. Além disso, em novembro de 2019 o canadense passou Stephen Weiss e atualmente é detentor do recorde de mais assistências na história da franquia. Em 536 partidas, Huberdeau tem 148 gols e 289 assistência, somando 437 pontos.

    SEAN COUTURIER, C, PHILADELPHIA FLYERS (#6 overall): o banguela de Broad Street

    Em sua primeira temporada na QMJHL Couturier fez parte da campanha vitoriosa do Drummondville Voltigeurs, que venceu a competição. No ano seguinte, 2009/2010,  o center venceu o prêmio de maior pontuador da Q, sendo o jogador com o menor número de pontos a vencê-lo na história do troféu. Já em seu ano de elegibilidade, o canadense contraiu mononucleose, doença esta que não diminuiu sua efetividade no gelo, já que ele teve a mesma quantia de pontos do ano anterior em menos partidas.

    A escolha usada por Philadelphia para selecioná-lo era na verdade do Columbus Blue Jackets, tendo sido adquirida na troca que levou Jeff Carter para Ohio e trouxe Jakub Voracek para Philly. Em seu início de carreira com os Flyers, o center tinha um papel mais defensivo, especialmente no penalty kill da equipe. Sua importância para o time veio à tona especialmente no duelo entre os Flyers e os seus arquirrivais Pittsburgh Penguins nos playoffs de 2012. Couturier, que tinha 19 anos à época, foi encarregado com a tarefa de anular Evgeni Malkin, então vencedor do Art Ross. 

    Ainda que tenha desenvolvido uma reputação como um center defensivo, o canadense só começou a desenvolver sua ofensa quando passou a atuar na primeira linha dos Flyers, com Claude Giroux e Jakub Voracek. Desde então Couturier tem sido destaque entre os centrais da Liga, e conquistou sua primeira indicação ao Selke em 2018. O canadense soma 402 pontos em 647 partidas.

    JOHN GIBSON, G, ANAHEIM DUCKS (#39 overall): um pato que voa solo

    Como é de praxe para os atletas americanos, o goleiro fez parte do USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Durante o programa Gibson fez um compromisso com a Universidade de Michigan, tradicional pelo hockey universitário. Entretanto, o jogador decidiu abrir mão de sua elegibilidade perante a NCAA para jogar pelo Kitchener Rangers da OHL.

    Gibson fez sua estreia profissional pelo Norfolk Admirals da American Hockey League (AHL) em abril de 2013, depois de jogar por mais dois anos na OHL. No mesmo mês do ano seguinte, o goleiro participou de sua primeira partida na NHL, substituindo o então goleiro dos Ducks, Frederik Andersen, e conseguindo um shutout. Durante a pós-temporada daquele ano Gibson também conseguiu um shutout na sua estreia, em uma partida contra o Los Angeles Kings.

    O americano disputou a vaga de titular do gol de Anaheim com Andersen até o dinamarquês ser trocado para o Toronto Maple Leafs, em 2016. Dois anos depois, os Ducks estenderam o contrato de Gibson por mais oito anos, com um salário de 6,4 milhões anuais. Em 287 partidas, o goleiro tem uma porcentagem de .918, com uma média de 2.53 gols sofridos por jogo e 19 shutouts. Gibson foi selecionado como All-Star em 2016 e 2019, além de ter sido o recipiente do troféu William M. Jennings, para o goleiro que, em pelo menos 25 partidas, sofreu a menor quantidade de gols.

    NIKITA KUCHEROV,  RW, TAMPA BAY LIGHTNING (#58 overall): um superstar russo em Tampa Bay

    O russo iniciou sua carreira profissional no CSKA Moscou da Kontinental Hockey League (KHL), onde atuou até 2012. Com a finalidade de se acostumar com as diferenças na América do Norte, o winger passou a atuar na QMJHL com o Quebec Rampants e depois com o Rouyn-Noranda Huskies. Na temporada 2013/2014, após uma breve passagem pelo Syracuse Crunch da AHL, o russo estreou na NHL em 2013, marcando seu primeiro gol contra Henrik Lundqvist do New York Rangers.

    Após uma primeira temporada tímida, com apenas 18 pontos, Kucherov desabrochou ofensivamente, marcando 65, 66 e 85 nos três anos seguintes. Na temporada 2017/2018, o winger conseguiu atingir a marca dos 100 pontos, superada no ano seguinte, quando alcançou 128. Embora Kucherov tenha um desempenho estelar durante a temporada regular, suas atuações na pós-temporada já foram alvos de críticas, especialmente após o Lightning ser varrido pelo Columbus Blue Jackets nos  playoffs em 2019.

    Entretanto, o russo já tem uma prateleira de troféus invejável. Foi ganhador do Art Ross, Hart Memorial e Ted Lindsay em 2019. Além disso, Kucherov já representou Tampa Bay em três All-Star Games diferentes, em 2017, 2018 e 2019. O russo tem impressionantes 547 pontos (221 gols e 326 assistências) em 515 jogos em sua carreira na NHL.

    JOHNNY GAUDREAU, LW, CALGARY FLAMES (#104 overall): Johnny Hockey em chamas

    Ao contrário de Gibson, por exemplo, o pequeno winger apelidado de Johnny Hockey não fez parte do programa de desenvolvimento da USA Hockey. Gaudreau jogou sua temporada de elegibilidade para o draft com o Dubuque Fighting Saints, da United States Hockey League (USHL). Ele foi selecionado apenas no quarto round pelos Flames, além de ter sido o menor atleta a ser escolhido por uma das equipes, com aproximadamente 1,68 de altura. 

    Após terminar o colegial, Gaudreau fez parte do training camp dos Flames e, em seguida, iniciou sua carreira universitária. Enquanto calouro do Boston College Eagles, Johnny Hockey marcou 21 gols e 23 assistências em 44 jogos, liderando em pontuação os outros calouros. Gaudreau foi parte importante para o título nacional dos Eagles, além de ter recebido o prêmio de MVP do torneio. Além disso, ele contribuiu para a vitória de BC no tradicional Beanpot, torneio entre as universidades da região de Boston, do qual também foi MVP.

    Nos dois anos seguintes Gaudreau se tornou a verdadeira estrela da equipe, fazendo com que, em 2014, ele se tornasse o vencedor do troféu Hobey Baker, dado ao melhor jogador universitário da NCAA. Logo após o final da temporada universitária o americano assinou seu primeiro contrato profissional com Calgary. Nos Flames ele se tornou a estrela da equipe, com pontuações indo dos 61 aos 99 pontos, marca esta alcançada no último ano. 

    Gaudreau estendeu seu compromisso com o time de Alberta em outubro de 2016, após longas discussões contratuais que fizeram com que ele perdesse o training camp. Calgary teria Johnny Hockey por mais seis anos, com um salário anual de cerca de 6.75 milhões. Em sua carreira na NHL Gaudreau tem 445 pontos (151 gols e 294 assistências) em 464 partidas.

    Menções honrosas: 

    Adam Larsson, D, New Jersey Devils (#4) – atualmente jogador do Edmonton Oilers

    Larsson foi trocado por Taylor Hall (Oilers) na intertemporada de 2016, causando revolta no Twitter.

    Mika Zibanejad, C, Ottawa Senators (#6) – atualmente jogador do New York Rangers

    Pouco antes da temporada ser interrompida devido à pandemia do novo coronavírus, Zibanejad fez história na NHL ao marcar cinco gols em uma única partida.

    Mark Scheifele, C, Winnipeg Jets (#7) 

    Scheifele foi a primeira escolha dos relocados Jets, quando a equipe retornou para Winnipeg, deixando de ser o Atlanta Thrashers.

    Dougie Hamilton, D, Boston Bruins (#8) – atualmente jogador do Carolina Hurricanes

    Antes de virar peça importante para a blue line  dos Canes, Hamilton jogou por três temporadas em Calgary.

    Brandon Saad, C, Chicago Blackhawks (#43) 

    O atleta foi campeão da Stanley Cup em duas ocasiões diferentes pelos Hawks, antes de ser trocado para Columbus. Em 2017 retornou a Chicago através de uma troca que mandou Artemi Panarin para os Blue Jackets.

    William Karlsson, C, Anaheim Ducks (#53) – atualmente jogador do Vegas Golden Knights 

    O sueco foi exposto ao draft de expansão em 2017, quando era jogador do Columbus Blue Jackets. Em Vegas, Karlsson entrou no ponto alto de sua carreira e passou a atuar como o 1C dos Knights, chegando à final da Stanley Cup no primeiro ano da franquia.

    Vincent Trocheck, C, Florida Panthers (#64) – atualmente jogador do Carolina Hurricanes

    O americano representou os Panthers no All-Star Game de 2017. Na trade deadline de 2020 foi trocado para Carolina por Erik Haula, Lucas Wallmark, dentre outras peças.

    Jordan Binnington, G, St. Louis Blues (#88)

    O goleiro, em seu primeiro ano na NHL, foi peça chave para a conquista da primeira Stanley Cup da história da franquia de Missouri.

  • As medidas de proteção da NHL em relação ao Coronavírus

    As medidas de proteção da NHL em relação ao Coronavírus

    Nos últimos dias o mundo tem assistido a rápida propagação do Coronavírus em todos os continentes. Por isso, diversas ligas esportivas têm estudado possibilidades para controlar o grande impacto que este possa vir a causar. Entre estas, se encontra a NHL, que cada vez mais vem estudando maneiras de diminuir o impacto da epidemia entre a comunidade do hockey. 

    Portanto, devido às últimas notícias, decidimos abordar aqui quais as principais medidas de controle que vem sendo adotadas pela Liga em relação ao novo vírus. 

    Como o Coronavírus já afetou o hockey 

    A primeira consequência que a epidemia do Coronavírus trouxe para a NHL foi prejudicando a produção de sticks. Fábricas como Bauer e CCM, que produzem os artefatos e estão localizadas na China (país que mais vem sendo afetado pelo vírus), tiveram suas portas fechadas devido a propagação da doença. Os únicos não afetados com a situação são as ligas amadoras e a feminina, já que os sticks utilizados pela última são produzidos pela Warrior, que é localizada no México. 

    A solução dos jogadores têm sido reutilizar equipamentos antigos que possuem. Atualmente, a própria Liga disse que não será afetada com a interdição dos serviços da Bauer e CCM. Isso pelo fato de que possuem estoque reserva dos equipamentos tanto no Canadá, quanto nos Estados Unidos. Desta forma, até o fim da temporada a Liga poderá dar continuidade às suas atividades sem maiores preocupações. No entanto, os representantes da NHL esperam que a situação se normalize e que a produção de sticks possa continuar a ser produzida no continente asiático. 

    Porém, está não foi a única área no hockey a ser prejudicada com o alastre do vírus no mundo. Devido a propagação da epidemia, a IIHF anunciou ontem (2) que decidiu, por fim, cancelar o Campeonato Mundial de Hockey U-18, que aconteceria na Europa.

    A decisão de anular o campeonato veio do Comitê Médico da Federação de Hockey no Gelo Internacional. Segue os torneios cancelados pela Federação: 

    Atualmente, a única competição não cancelada é o Mundial Feminino de Hockey no Gelo, que ocorre de 31 de março a 10 de abril deste ano. O motivo da permanência do evento no calendário da organização se dá pelo fato de este acontecer no Canadá. Isso porque, até então, o país não possui tantos casos confirmados da doença. Os campeonatos programados para o mês de maio também continuam no cronograma. 

    No entanto, o Conselho da IIHF pretende se reunir novamente no meio de março. O intuito da reunião é avaliar as possíveis consequências trazidas às equipes participantes e organizadores com o cancelamento do torneio. A intenção da IIHF é continuar monitorando o desenvolvimento do Coronavírus e estudar a possibilidade de, futuramente, os organizadores do evento sediarem este ainda em abril.

    As medidas tomadas pela NHL diante da epidemia

    A Liga Nacional de Hockey já afirmou que tem monitorado a situação em relação ao Coronavírus de perto, recebendo updates diárias do Centro de Controle de Doenças e Saúde, no Canadá. Além disso, também tem procurado manter contato com médicos especialistas dos 31 times da Liga. 

    Gary Bettman também afirmou na quarta-feira (04) que uma das medidas tomadas pela NHL foi proibir que os funcionários da Liga fizessem viagens ao exterior. No entanto, aqueles necessitam viajar, e tem como destino os países afetados pelo vírus, devem ficar em quarentena e se afastar do trabalho por cerca de duas semanas. Desta forma, será necessário avaliar a permanência ou não do vírus no corpo. 

    Com as viagens para o exterior, e o mundial U-18 (previsto para acontecer na Europa) cancelados, os scouts da Liga também viram suas atividades serem parcialmente interditadas. Diversos clubes enviam olheiros para os campeonatos under 18 com o intuito de avaliar futuros prospects para o NHL Draft. Porém com a suspensão do evento, a tarefa se tornou um pouco mais complicada. 

    No entanto, o mundial U-18, que acontecerá em Michigan, E.U.A., de 16 a 26 de abril, ainda permanece no calendário da IIHF. E como este é crucial para a avaliação de jogadores que poderiam ser adequados aos clubes da NHL, muitos clubes estão torcendo para que ele permaneça no cronograma. 

    “Os Sub-18 em Plymouth seriam os eventos que são de longe mais valiosos no calendário de reconhecimento dos jogos que ainda restam. Do ponto de vista do hóquei, esperamos que esse torneio possa permanecer no local. Mas essa será uma decisão tomada pelas razões certas […]”, afirmou Kelly McCrimmon, GM do Vegas Golden Knights, ao The Athletic.

    Aos clubes, a Liga tem auxiliado a comunicação regular com os médicos especialistas. Desta forma, todas as medidas de precaução podem ser tomadas caso sejam necessárias. A NHL voltou a afirmar ao The Athletic que “a saúde e segurança de nossos jogadores, funcionários e torcedores são a nossa maior prioridade, e nós iremos implementar todas as medidas de segurança que forem necessárias e requeridas.”

    No entanto, ainda não existem casos suficientes do vírus na América do Norte para alarmar a população. Por conseguinte, a Liga não achou necessário cancelar a temporada ou até mesmo reduzir o número de fãs nas arenas. Todavia, caso a epidemia se alastre pelos E.U.A e Canadá, novas opções serão analisadas pela própria NHL. 

    Portanto, o intuito é continuar monitorando constantemente a situação do vírus. Desta forma, caso exista algum risco, as precauções necessárias deverão ser tomadas para que, assim, a segurança da comunidade do hockey seja garantida. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Draft Class de 2010: onde estão

    Draft Class de 2010: onde estão

    O primeiro draft da década aconteceu no Staples Center, em Los Angeles, e deu o pontapé inicial para o que poderia ter sido uma dinastia para o Edmonton Oilers. Isso porque, durante os anos 2010, a equipe canadense teve nada mais do que quatro primeiras escolhas nos drafts. Entretanto, esta tão esperada hegemonia dos Oilers não aconteceu. 

    Por outro lado, o draft de 2010 nos apresentou jogadores que viriam a se tornar verdadeiras estrelas. Todo ano temos aquelas promessas que, quando chegam à NHL, não atingem o desempenho esperado ou demoram anos para adequar seu jogo ao nível profissional. Isso acontece porque no draft os jogadores escolhidos têm apenas 18 anos e uma carreira inteira pela frente. 

    Em 2010, as três primeiras escolhas foram Taylor Hall, Tyler Seguin e Erik Gudbranson. Além deles, conhecemos nomes como Vladmir Tarasenko, Evgeny Kuznetsov e Phillip Grubauer, que foram campeões com suas equipes. Por outro lado, tivemos John Klingberg, que não era considerado uma estrela no draft, mas com o passar dos anos passaram e o jogador se tornou uma peça fundamental no Dallas Stars. 

    Dessa forma, relembramos nomes que foram selecionados naquele ano e que hoje são verdadeiros ídolos do esporte.

    Taylor Hall: wunderkind, garoto problema e MVP (#1 overall, Edmonton Oilers)

    A primeira escolha daquela noite foi Taylor Hall, right winger canadense que foi escolhido do Windsor Spitfires da Ontario Hockey League (OHL). Hall estava ranqueado em segundo lugar entre os jogadores de linha norte-americanos. Entretanto, seus dois títulos consecutivos da Memorial Cup, dos quais foi MVP em ambas as ocasiões, levaram a equipe de Alberta a escolhê-lo.

    Após chegar em Edmonton com pompa, Hall foi nomeado All-Star em 2011, mas sua primeira temporada na Liga foi encerrada após o canadense lesionar seu tornozelo no final de uma briga contra Derek Dorsett. Com isso, a temporada de 22 gols e 20 assistências em 65 jogos não foi o bastante para o atleta chegar até os finalistas do Calder Trophy (melhor novato). 

    Em 2012, por sua vez, o winger teve sua temporada encerrada após a constatação de que ele precisaria de uma cirurgia no ombro. No período desde que fora draftado, Hall viu sua equipe ter a primeira escolha três vezes, selecionando Ryan Nugent-Hopkins, Nail Yakupov e Connor McDavid. Neste meio tempo, rumores de que Hall teria um comportamento problemático no vestiário e fora das arenas passaram a circular.

    Contudo, a chegada de McDavid colocou o canadense em um lugar inédito, o de liderança e mentoria, já que o atual capitão dos Oilers viveu com Hall durante o seu primeiro ano na Liga. O choque veio quando, em junho de 2016, Hall foi trocado para o New Jersey Devils por Adam Larsson.

    Em Newark, o winger encontrou sucesso com a equipe dos Devils e foi para os playoffs pela primeira vez em sua na carreira. Após uma temporada de destaque, em 2018 ele conquistou o Hart Trophy de MVP da temporada regular da NHL. Todavia, o projeto dos Devils não obteve o resultado esperado nas duas temporadas seguintes, o que fez com que Hall se tornasse um alvo para outras equipes. Prestes a se tornar free agent, o winger foi trocado para o Arizona Coyotes em dezembro de 2019.

    Tyler Seguin: das festas para o rodeio (#2 overall, Boston Bruins)

    O center canadense foi selecionado do Plymouth Whalers da OHL com a escolha que o Boston Bruins recebeu de Toronto quando trocaram Phil Kessel. Em seu primeiro ano na Liga, Seguin participou do All Star Weekend, marcou 22 pontos e conquistou a Stanley Cup.

    Depois de não ser relacionado durante os dois primeiros rounds dos playoffs daquele ano, Seguin estreou contra o Tampa Bay Lightning. Aos 19 anos o canadense se tornou o primeiro adolescente a anotar quatro pontos em um jogo da pós-temporada desde Trevor Linden, do Vancouver Canucks, em 1989.

    Em 2012, durante o lockout, Seguin defendeu o EHC Biel da Suíça enquanto a temporada da NHL estava suspensa. Após o retorno da Liga, o Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup, perdendo para o Chicago Blackhawks. Com esses playoffs vieram as polêmicas, e Seguin foi inclusive cortado de um jogo por perder o café da manhã da equipe. 

    Na intertemporada de 2013, Seguin foi trocado para o Dallas Stars, onde atua até hoje. Desde que estreou pela equipe, o canadense já marcou 510 pontos, mas a equipe texana foi para os playoffs em apenas três ocasiões (2013/2014; 2015/2016; 2018/2019). Em setembro de 2018 Seguin assinou uma extensão contratual de oito anos, avaliada em quase 80 milhões de dólares.

    Jeff Skinner: em busca pelo fim da mediocridade (#5 overall, Carolina Hurricanes)

    O left winger foi escolhido do Kitchener Rangers da OHL e estreou profissionalmente contra o Minnesota Wild. Durante o All Star Game de 2011 Skinner substituiu Sidney Crosby e, na época, se tornou o jogador mais jovem a participar do evento. No final da sua temporada de estreia, o canadense venceu o Calder Memorial Trophy, desbancando Logan Couture e Michael Grabner.

    Depois do sucesso de sua primeira temporada, Skinner assinou sua renovação em 2012, por mais de 34 milhões em seis anos. Entretanto, sua produção foi muitas vezes interrompida por diversas concussões, que inclusive causaram preocupação acerca da longevidade da carreira do winger. Depois de oito temporadas, sendo duas como alternate captain, o canadense foi trocado para o Buffalo Sabres em 2018.

    No ano seguinte ele estendeu seu compromisso com a equipe por mais oito anos, pela bagatela de 9 milhões por temporada. É importante mencionar que Skinner nunca jogou nos playoffs da NHL, nem durante a época nos Canes quanto em Buffalo. Foi apenas após troca de Skinner que Carolina começou a renovar sua equipe.

    Vladimir Tarasenko: da Sibéria para o meio-oeste (16th overall, St. Louis Blues)

    O russo foi draftado em 16º no primeiro round pelo St. Louis Blues, diretamente do Sibir Novosibirsk da Kontinental Hockey League (KHL). Um ano antes ele havia sido o novato revelação na primeira temporada da história da KHL. 

    Em janeiro de 2012 o atleta foi trocado da equipe que o revelou para o SKA Petersburg e em junho daquele ano anunciou que iria para a América do Norte. Entretanto, com o lockout, que atrasou a temporada da NHL, o atleta participou dos 48 jogos do St. Louis Blues na temporada reduzida, marcando um gol em seu primeiro jogo na Liga, contra o Detroit Red Wings. 

    Desde seu début na Liga, o russo já teve duas temporadas com pelo menos 30 gols nos últimos cinco anos, feito compartilhado com seu compatriota Alexander Ovechkin. Em junho de 2019, após um período atuações questionadas e muitos rumores de trocas, o atleta venceu a Stanley Cup, primeira vez da franquia de St. Louis.

    Evgeny Kuznetsov: o exorcista de Penguins (26th overall, Washington Capitals)

    O russo foi selecionado do Traktor Chelyabinsk da KHL no primeiro round de 2010, mas estreou pela equipe da capital americana apenas em 2014. Seu primeiro gol da temporada regular foi contra o Los Angeles Kings, em março do mesmo ano, enquanto o seu primeiro feito nos playoffs ocorreu contra o New York Islanders. Na temporada de 2015/2016 o russo substituiu seu capitão, Ovechkin, no All Star Game.

    No verão de 2017 o center estendeu seu compromisso com os Capitals por mais oito anos, com um salário de 7,8 milhões de dólares anuais. Na pós-temporada inaugural de seu novo contrato, Kuznetsov levou a equipe de DC à terra prometida, protagonizando um dos momentos mais icônicos da era moderna da NHL.

    “Os demônios foram exorcizados”, uma das narrações mais icônicas da última década na NHL, quando os Capitals finalmente foram para as finais da Conferência com o gol de Kuznetsov, derrotando os então campeões Pittsburgh Penguins

    Na campanha da conquista da Stanley Cup em 2018 o atleta liderou sua equipe em pontos, com 32 (12 gols e 20 assistências) nos playoffs. Embora tenha tido uma atuação importantíssima durante a pós-temporada daquele ano, Kuznetsov ficou em segundo lugar na votação do Conn Smythe (troféu para o MVP dos playoffs), que foi dado a Ovechkin. 

    Philipp Grubauer: o goleiro do futuro (112th overall, Washington Capitals)

    O alemão iniciou sua carreira na equipe de sua cidade natal, o Starbulls Rosenheim, mas em 2008 se mudou para a América do Norte, onde foi jogar no Belleville Bulls da OHL. Embora tenha sido o reserva em sua primeira temporada, o goleiro conseguiu atingir a titularidade no ano seguinte, possibilitando que fosse mais notado pelos olheiros dos times da NHL. 

    Após ser draftado no quarto round, o Grubauer foi trocado dos Bulls para o Kingston Frontenacs, e no início da temporada da OHL assinou seu contrato com o Washington Capitals. Depois de 38 jogos com a equipe junior, o alemão contraiu mononucleose, terminando sua carreira na OHL, devido à idade de elegibilidade. 

    Na temporada seguinte Grubauer retornou aos Capitals, sendo enviado para o afiliado da equipe na East Coast Hockey League (ECHL), o Reading Royals. Posteriormente o jogador transitou entre a ECHL e a AHL, tendo se firmado como goleiro da NHL apenas em 2017, quando iniciou a temporada sendo reserva de Braden Holtby.

    Em 2018 o alemão se firmou como titular nos últimos 16 jogos da temporada regular, assim como no início dos playoffs, e foi parte importantíssima da conquista da Stanley Cup. Ele substituiu Holtby quando o goleiro titular não estava tendo grandes atuações. Após a conquista do troféu o goleiro foi trocado para o Colorado Avalanche juntamente com Brooks Orpik, preenchendo o vácuo no plantel emergente da equipe da Conferência Central. Em Denver espera-se que o arqueiro seja a espinha dorsal da defesa de uma possível dinastia que conta com Nathan MacKinnon e Cale Makar. 

    John Klingberg: de escolha no quinto round para a realeza dos Stars (131th overall, Dallas Stars)

    O sueco estreou profissionalmente pelo Frolunda HC da Swedish Hockey League (SHL) em 2010, depois de ter iniciado na base do Lerums BK. Em maio de 2011 o defensor assinou seu contrato com o Dallas Stars e foi emprestado ao Jokerit da liga finlandesa, tendo retornado a Suécia na metade da temporada, desta vez para o Skelleftea AIK. 

    No ano seguinte, foi emprestado ao Frolunda HC, onde anotou 11 gols e 17 assistências, totalizando 28 pontos em 50 jogos. Com a eliminação da equipe sueca dos playoffs, o defensor se juntou ao Texas Stars da American Hockey League (AHL) para os jogos restantes. Já em 2014, Klingberg iniciou sua temporada na AHL, mas logo em novembro estreou na NHL contra o Arizona Coyotes.

    Sua primeira ida aos playoffs com a equipe texana foi em 2016, quando anotou um gol e três assistências em 13 jogos, já que sua equipe foi eliminada no segundo round. Em 2018 o defensor representou sua equipe no All Star Game da temporada, na qual atingiu a marca de 67 pontos em 82 jogos.

    Desde então o jogador se posicionou como um dos mais importantes defensores da Liga, estando sempre nas discussões acerca de prováveis candidatos ao Norris Trophy, prêmio de melhor defensor da temporada regular. Além disso, Klingberg também é um dos jogadores de liderança fora do gelo no Dallas Stars, conquistando uma posição importante dentro do vestiário.

    Foto: Reprodução/sportsnet.ca

  • Mundial de Hockey Júnior  IIHF termina com ouro para o Canadá

    Mundial de Hockey Júnior IIHF termina com ouro para o Canadá

    O Mundial de Hockey Júnior aconteceu entre os dias 26 de dezembro e 05 de janeiro, em Ostrava e Trinec, na República Tcheca. Neste domingo (05) tivemos a final e a disputa pelo terceiro lugar.

    Diferentemente do Mundial de Hockey que ocorre após o fim da temporada, o IIHF World Junior Championship não é recheado de estrelas, mas sim de jovens elegíveis para o draft de 2020, ou que já possuem contratos com times da NHL, porém que ainda estão sendo testados em seus afiliadas.

    O campeonato serve como uma forma de ver como os principais prospects jogam, principalmente em equipe. Para os olheiros da NHL, isso é crucial para que jogadores sejam draftados ou incluídos nas suas respectivas equipes após resultados considerados satisfatórios na competição.

    Canadá 4, Rússia 3

    A princípio, a partida foi muito acirrada entre as duas equipes. A equipe do Canadá havia perdido de 6-0 nas fases de grupo para a mesma Rússia. Por isso, os jovens teriam de dar o melhor de si no rinque. Além disso, ganhar esse jogo era uma questão de honra para os rivais de gelo.

    Todavia, os russos não planejavam deixar esse caminho fácil. O primeiro período foi sem gols. Entretanto, no segundo período, a Rússia ganhava de 2-1, com gols de Nikita Alexandrov (STL) e Grigori Denisenko (FLA). O único a marcar para o Canadá foi Dylan Cozens (BUF).

    No terceiro período, a Rússia aumentou o placar, deixando então 3-1. O autor do gol foi Maxim Sorkin. O que parecia um jogo terminado, sem chances de reviravoltas se transformou graças ao capitão canadense, Barret Hayton (ARZ).

    24 horas antes da Final, Hayton não estava confirmado para o jogo. Na partida contra a Finlândia ele se machucou e seu estado parecia ser grave. Contudo, Hayton não poderia deixar o time sem seu capitão. Após avaliação da equipe médica, Hayton recebeu o OK para jogar a final.

    Sua presença no gelo foi fundamental para a reação do Canadá. Após Connor McMichael ter feito o segundo gol do país, Hayton foi quem marcou o gol de empate durante um power play, quando faltavam 8 minutos para o término da partida.

    O gol da vitória veio com menos de 4 minutos para o final do jogo. Empatado em 3-3, Akil Thomas foi atrás do puck quando ele chegava ao topo da linha do gol. Ele conseguiu fazer um backhand, lançando-o até as redes de Amir Miftakhov.

    Assim, ele deu ao Canadá uma dramática vitória no clássico entre Canadá-Rússia no World Juniors. Foi o único gol de Thomas, que é prospect do LA Kings, na competição. Entretanto foi suficiente, já que foi o gol da vitória do time canadense, que faturou a 18° medalha de ouro da história do país.

    Suécia 3, Finlândia 2 (3° Lugar)

    Após serem eliminados pela Rússia, a Suécia teve a chance de conquistar a medalha de bronze do Mundial contra a Finlândia. Porém, jogar contra os campeões do ouro de 2018 não seria tarefa fácil.

    A equipe possui jogadores excelentes, como por exemplo Justus Annunen (COL), Patrik Puistola (CAR) e Kristian Tanus. Portanto, derrotá-los seria uma tarefa complicada. Do outro lado, a Suécia contava com nomes como Samuel Fagemo (LAK), Nils Hoglander (VAN) e Rasmus Sandin (TOR).

    No primeiro período, apesar da equipe da Suécia ter tido o primeiro power play da partida, quem abriu o placar foi a Finlândia. Kim Nousiainen (LAK) deu uma volta pela rede e lançou para Patrick Puistola (CAR), que enterrou para as redes do goleiro Hugo Alnefelt (TBL).

    Entretanto, após 3 minutos, o defensor Rasmus Sandin abriu o placar para os suecos. Em uma jogada no power play, o tiro de Sandin passou pelas redes de Annunen. Porém, logo após um turnover de Nils Hoglander, a Finlândia marcou e novamente lideraram o placar, por 2-1.

    No segundo e no terceiro período, a Suécia dominou a partida. Graças a seu goleiro Anelfelt, que fez defesas cruciais, a equipe ganhou de 3-2 com gols de Samuel Fagemo e Linus Oberg.

    Fagemo terminou o World Juniors sendo o jogador com mais pontos e gols, 13 e 8 respectivamente. Hoglander ficou em terceiro lugar, com 11 pontos e 5 gols, e em quinto lugar, mais um jogador suéco, dessa vez o defensor Sandin, com 10 pontos, 3 gols e 7 assistências.

    Principais jogadores do Mundial

    Alexis Lafrenière

    Considerado um dos melhores prospects desde Connor McDavid, já era de ser esperar que o canadense Alexis Lafrenière fosse nomeado melhor forward e MVP do torneio. Se espera que Lafrenière seja a 1ª pick no draft em junho.

    Ele perdeu 2 jogos devido a uma lesão na perna, entretanto voltou a tempo para a conquista do ouro. Na competição, marcou 10 pontos (4 gols, 6 assistências) em apenas 5 jogos. Na partida contra a Rússia fez 2 assistências.

    Por outro lado, Lafrenière, jogando pelo Rimouski Oceanic na QMJHL, atualmente tem 23 gols e 47 assistências em 32 jogos. Ele se destaca pela grande habilidade de manusear o taco, mesmo em situações complicadas.

    Barrett Hayton (ARZ)

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes e capitão do Canadá, no Mundial de Hockey Júnior

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes, foi o capitão do Canadá. Ele terminou a competição com 12 pontos (6 gols, 6 assistências), e foi autor do empate que acenderia a potência da jovem equipe.

    Todavia sua presença na final foi decidida no dia, devido a uma lesão. Mesmo assim, com incríveis 20 minutos no gelo, Hayton demonstrou persistência ao liderar seu time a uns dos maiores comebacks da história do Hockey.

    Samuel Fagemo (LAK)

    Samuel Fagemo, prospect do Los Angeles Kings

    Samuel Fagemo foi o principal artilheiro da competição e também quem mais pontuou. Foram 8 gols, 5 assistências, totalizando 13 pontos. Esta foi a primeira vez desde 2000 quem um sueco liderou os pontos do torneio.

    Atualmente, ele joga no Frolunda HC na SHL por empréstimo do Kings. Certamente os grandes resultados no Mundial de Junior trarão chances para jovem jogador brilhar na NHL.

    Alexander Romanov (MTL)

    Alexander Romanov, defensor russo prospect do Montreal Canadiens

    Alexander Romanov, prospect do Montreal Canadiens, foi sem dúvidas um dos melhores defensores da competição. Ele terminou o torneio com 1 gol e 5 assistências, porém, a sua presença no rinque foi crucial para que a Rússia tivesse a disciplina e conseguisse brigar de igual para igual na final.

    Os Montreal Canadiens já declararam que pretendem incluir o jovem de 18 anos em seu elenco no ano que vem. Romanov atualmente joga na KHL pelo CSKA Moscow.

    Rasmus Sandin (TOR)

    Rasmus Sandin, prospect do Toronto Maple Leafs

    Da mesma forma que Romanov, o sueco Rasmus Sandin foi considerado um dos melhores defensores do torneio. Seu recorde na competição é impecável, com 3 gols e 7 assistências, e suas habilidades defensivas ajudaram sua equipe a ganhar o Bronze contra a Finlândia.

    Sandin já jogou 6 partidas pelo Toronto Maple Leafs e atualmente está no afiliado deles na AHL, o Toronto Marlies. É esperado que o sueco, já conhecido pelo técnico do Leafs Sheldon Keefe, definitivamente apareça em mais jogos após grande campanha no Mundial.

    Joel Hofer (STL)

    Joel Hofer, prospect do St. Louis Blues, no Mundial de Hockey Júnior

    O goleiro do Canadá foi considerado o melhor do torneio. Para que o Canadá ganhasse a final, suas defesas foram cruciais para a permanência de um empate, principalmente com a quantidade de penalty kills que o Canadá teve de matar logo no final da partida.

    Ele fez 35 defesas na partida final e terminou o WJC com cinco vitórias e um shutout em seis jogos. Ele liderou a porcentagem de defesas com 0,939 e média de 1,60 gols sofridos.

    Todas as stats do torneio podem ser encontradas no site da IIHF.

    Fotos: IIHF.com/Reprodução

  • Novatos para ficar de olho nessa temporada

    Novatos para ficar de olho nessa temporada

    Nessa off-season, quando falamos de novatos, o assunto se resumiu ao duo Jack Hughes e Kaapo Kakko. Entretanto, vários jovens draftados nos dois anos anteriores devem iniciar seu primeiro ano completo na NHL durante temporada 2019/2020. Quer saber quem são alguns deles? O NHeLas te conta!

    FILIP ZADINA, LW/RW, DETROIT RED WINGS

    O winger tcheco foi selecionado em sexto pela equipe de Michigan no draft do ano passado. Para muitos, a queda dele, ranqueado acima de Jesperi Kotkaniemi e logo abaixo de Brady Tkachuck, não tinha explicação. Contudo, enquanto os outros dois se tornaram peças importantes em suas respectivas equipes, Zadina foi mandado para a American Hockey League (AHL) após nove jogos na NHL. Lá o jogador teve 35 pontos em 59 jogos, rendendo muito menos do que em seus tempos de major junior

    No ano do draft, atuando pelo Halifax Mooseheads da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL), Zadina marcou 82 pontos em 57 jogos. Mas seu jogo não se transportou para o hockey profissional, e ele teve dificuldades de adaptação. Além disso, Detroit está em um momento complicado, no meio da renovação de uma das franquias mais clássicas do esporte. Por isto, com a saída de veteranos, tudo indica que o tcheco pode ganhar mais espaço nos Wings. Além disso, agora a equipe conta com um GM novo, Steve Yzerman. 

    MORGAN FROST, C, PHILADELPHIA FLYERS

    O canadense foi draftado em 27º no ano de 2017, com a escolha que Philly recebeu de St. Louis na troca de Brayden Schenn. Nos dois anos seguintes, o jovem aterrorizou a competição na Ontario Hockey League (OHL) jogando pelo Sault St. Marie Greyhounds. Em 2017/2018 postou 112 pontos em 67 jogos e no ano seguinte 109 pontos em 58 partidas. O canadense dominou completamente a mais forte das três ligas de major junior

    Frost irá se profissionalizar aos 20 anos e tem um caso forte para entrar na terceira linha dos Flyers. Embora provavelmente tenha que se tornar um winger, ele pode ajudar a equipe da Filadélfia a chegar aos playoffs. Ainda assim, discute-se se ele ou Joel Farabee, draftado em 2018, seriam o jogador mais capacitado para este papel. Por ser um ano mais velho (e consequentemente mais experiente), Frost sai na frente para ser uma peça importante na etapa final do rebuilt dos Flyers. 

    ERIK BRANNSTROM, D, OTTAWA SENATORS

    Há quem compare o perfil do jovem defensor com um outro sueco que já defendeu a equipe da capital canadense e eventualmente se tornou seu capitão. O jogador, adquirido na troca que levou Mark Stone para Vegas, é um dos prospects mais promissores da sua posição. Brannstrom fez 28 pontos em 41 jogos pelo Chicago Wolves, da AHL, antes de ser trocado, e pontuou quatro vezes em nove jogos com o Belleville Senators. 

    O sueco com certeza será parte de um futuro muito promissor, se o clube conseguir ser gerenciado da forma correta. Desta forma, a equipe ainda conta com atletas como Thomas Chabot, Colin White e Brady Tkachuk no elenco, que podem ser a base de um time competitivo em alguns anos. Todavia, para isso acontecer precisam contar com um projeto a longo prazo bem elaborado. 

    CODY GLASS, C, VEGAS GOLDEN KNIGHTS

    O center foi a quinta escolha no draft de 2017, o primeiro realizado pela equipe de Nevada. No Portland Winterhawks, da Western Hockey League (WHL), Glass fez 102 pontos em 64 jogos em 2017/2018. No ano seguinte, fez 69 pontos em 38 partidas, além de ter atuado pelo Chicago Wolves da AHL em 22 partidas dos playoffs, marcando 15 pontos. 

    Com a ida de Nick Suzuki para Montreal e Brannstrom para Ottawa, o jovem center se tornou unanimidade como o principal prospect dos Knights. Com Erik Haula indo para o Carolina Hurricanes, Glass pode vir a ter mais espaço na equipe de Vegas, na qual com certeza fará parte de um duo de centrais com William Karlsson por muitos anos. 

    CALE MAKAR, D, COLORADO AVALANCHE

    Mas esse menino já não jogou na liga, NHeLas? Sim, Cale Makar participou dos playoffs da última temporada, mas ainda preenche os requisitos para ser um novato. Isto significa que, em 2019/2020, o defensor canadense poderá inclusive ser indicado ao Calder, troféu para o rookie do ano. Após a troca de Tyson Barrie para Toronto, Makar terá todo o espaço necessário para desenvolver seu jogo.

    O canadense, que marcou seis pontos em dez jogos dos playoffs, vem de uma temporada excelente no hockey universitário. Sua última temporada na UMass-Amherst resultou no Hobey Baker, troféu de melhor jogador da liga. A tenacidade ofensiva do defensor pode colocá-lo no lugar de Barrie na primeira unidade de power play do Avalanche. Além disso, com MacKinnon e Rantanen juntos com ele no gelo, o jovem não terá dificuldades em pontuar na temporada. 

    Qual prospect você mais quer ver nessa próxima temporada? Conta para a gente aqui nos comentários ou nas outras redes sociais!

    Foto: NHL.com/Reprodução

  • Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    Vegas escolhe um (quase) brasileiro no Draft

    O NHL Draft que aconteceu no último fim de semana trouxe uma novidade para os fãs brasileiros. Entre os prospects estava Marcus Kallionkieli, draftado pelo Vegas Golden Knights. O jogador nasceu em Helsinki, na Finlândia, mas carrega traços brasileiros no seu DNA. Isso porque Kallionkieli é filho de mãe brasileira e pai finlandês.

    Carreira até aqui

    O fino-brasileiro iniciou sua carreira jogando pelo HIFK sub-16 na temporada 2015-16. Porém, só foi ter destaque mesmo na temporada seguinte, na qual marcou 19 gols, além de dez assistências, em 18 jogos. Na mesma época, também jogou pela equipe nacional da Finlândia no sub-16 e sub-17. Nesse ínterim, somou três gols, duas assistências e cinco pontos. 

    Sendo assim, na temporada 2017-18, foi considerado um dos melhores jogadores de seu time. O winger jogou pelo HIFK sub-18, onde melhorou o seu jogo defensivo e ajudou o time a ganhar a medalha de ouro. Marcus marcou 13 gols e fez nove assistências em 29 jogos. 

    Na temporada 2018-19, Kallionkieli foi draftado pelo time Sioux City Musketeers da liga USHL (United States Hockey League). Em sua estréia pelo time americano, marcou dois gols e uma assistência. Ainda nos primeiros nove jogos, ele marcou dez gols, com mais três assistências, somando 13 pontos marcados. Com mais jogos e um destaque maior, sua primeira temporada pela liga foi boa. Assim, jogou no top line ao lado de Bobby Brink e Martin Pospisil. Marcou 29 gols e fez 23 assistências, somando 53 pontos em 58 jogos na temporada regular.

    Ficou em 34º lugar na classificação intermediária da NHL Central Scouting entre os patinadores norte-americanos. Além disso, ficou em 47º na classificação final. Ganhou o prêmio USHL all-rookie team pela temporada 2018-19.

    Brasil no hockey

    Para nós aqui do Brasil, Kallionkieli já está se destacando. O Vegas Golden Knights draftou o jogador apenas no quinto round, 139º overall, mas já podemos ficar de olho nesse fino-brasileiro que pode vir a jogar na NHL. Se assim o fizer, ele será o terceiro jogador na história da Liga de origem brasileira.

    Assim como ele, tivemos o goleiro Mike Greenlay, que nasceu na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo. Greenlay participou apenas de dois jogos pelo Edmonton Oilers na temporada 1989-90, mas seguiu carreira nas ligas menores.

    Outro brasileiro que já deu as caras na NHL é o defensor Robyn Regehr. Nascido na cidade de Recife, em Pernambuco, Regehr jogou pelo Buffalo Sabres e Los Angeles Kings, onde ganhou uma Stanley Cup em 2014. Se aposentou, enfim, em 2015. Ambos chegaram à Liga, mostrando que o Brasil pode sim ter seus representantes no gelo. Mesmo que eles venham de forma atravessada.

    Foto: Reprodução / vegashockeyknight.com