Com as Olimpíadas de inverno em Pequim se aproximando, nada melhor do que um quiz para descobrir qual a melhor seleção masculina de hockey para torcer nesta disputa pela medalha de ouro.
Dentre as opções temos as seleções mais conhecidas e de tradição como Estados Unidos, Canadá, ROC (nome da Rússia nas competições esportivas), Alemanha, Finlândia. E também temos as menos conhecidas que podem mostrar bons jogadores e nos surpreender como Latvia, China, Dinamarca, Suécia.
Vem descobrir para qual seleção você pode mostrar o seu apoio.
Como já sabemos, em dezembro acontece o Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF. Os fãs de hóquei aguardam ansiosamente por este evento: uma tradição de férias que tem ganhado popularidade desde seu primeiro torneio oficial em 1977. Depois de ser disputado em uma arena vazia em Edmonton no ano passado, o torneio estava de volta à Edmonton (CAN) e Red Deer (CAN), onde era disputado diante de pelo menos parte das torcidas de cada equipe. Inicialmente, o torneio estava programado para ser em Gotemburgo, na Suécia, mas por conta da COVID, a IIFH preferiu manter os mesmos locais do ano passado. Os jogos foram disputados no Rogers Place, casa dos Edmonton Oilers, e no ENMAX Centrium, casa dos Red Deer Rebels.
Dez equipes iriam competir entre si pela taça durante o período entre 26 de dezembro de 2021 e 5 de janeiro 2022 — quando aconteceria a final da competição. Porém, ontem (29) tivemos a notícia do cancelamento do restante do evento, devido aos casos de COVID 19 nas equipes.
Os países que estavam na disputa do World Junior de 2022 eram: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Czechia e Áustria. Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).
Normalmente, haveria um time rebaixado no final do torneio do ano anterior. No entanto, devido às circunstâncias diferentes com a pandemia, o time que teria sido rebaixado ainda poderia participar do torneio deste ano. Essa equipe teria sido a Áustria que terminou em 10º em 2021. Se as regras originais estivessem em vigor outra equipe seria promovida ao grupo principal. Este ano a Austria permanece e eles têm mais uma oportunidade de competir.
O Grupo A teve sede em Edmonton e incluiu Canadá, Finlândia, Alemanha, República Tcheca e Áustria. O Grupo B esteve baseado em Red Deer e foi composto por EUA, Rússia, Suécia, Eslováquia e Suíça.
A equipe dos EUA foi para o torneio buscando defender oseu título como atuais campeões, com uma equipe de peso pronta para brigar por uma vaga nas semi, incluindo um número considerável de jogadores prontos para o draft de 2022. O Canadá ficou aquém de um torneio perfeito no ano passado, mas conquistou um novo elenco forte, enquanto buscava por revanche pelo segundo lugar do ano passado. Ambas as equipes ficaram sem seus membros-chave do ano anterior, mas existe muito talento nestes novos times.
William Eklund vinha como uma força motriz, já que a Suécia parece ter se recuperado do resultado decepcionante de 2021, onde acabou perdendo nas quartas-de-final. Eklund perdeu o torneio do ano passado depois de um teste positivo para COVID-19 e parecia ser um dos líderes da Suécia este ano. A Rússia também é outra equipe que teve um final decepcionante no ano anterior, onde mesmo com um grupo talentoso, que inclui o goleiro Yaroslav Askarov, conseguiu apenas disputar a terceira colocação. Para este ano a equipe tinha uma boa perspectiva com o jovem fenômeno Matvei Michkov, que certamente é um às na manga.
Outra seleção que foi para o torneio em busca da conquista é a da Alemanha, que mesmo com um ano passado difícil devido à um surto de COVID-19 na equipe, chegou mais uma vez com o seu líder Tim Stützle e esperava se recuperar da eliminação do ano passado nas quartas-de-finais.
Alguns jogadores que merecem ser observados
Equipe Canadá – Owen Power
foto: reprodução/theathletic.com
Parece que Owen Power tem algo a provar nesta temporada. Na primavera passada, os Buffalo Sabres ficaram com uma difícil decisão sobre sua primeira escolha geral do draft. E ao contrário de muitos drafts, não havia um super favorito e sim até cinco jogadores diferentes chamando a atenção ao longo do ano para serem first pick. No final, os Sabres escolheram Power, um gigantesco defensor da Universidade de Michigan.
Finalmente, após um ano de interrupções e atrasos, os fãs poderão ver do que Power é capaz. Mas esta não é a primeira vez que ele joga internacionalmente pelo Canadá, o defensor de 1,80 m de altura, vestiu o uniforme de folha de bordo no final da temporada passada (2020-21) no Campeonato Mundial de Hóquei, onde foi um dos jogadores mais jovens do torneio. Contra alguns jogadores com quase o dobro de sua idade, ele teve um desempenho notável, somando três pontos em 10 jogos, enquanto os canadenses conquistaram sua primeira medalha de ouro desde 2016.
Equipe EUA – Sasha Pastujov
foto: reprodução/dobberprospects.com
A seleção mundial de juniores dos Estados Unidos tem apenas seis jogadores que estavam na disputa de 2021 e apenas três destes são atacantes. Isso os coloca em desvantagem na busca pela segunda medalha de ouro consecutiva; a experiência pode significar a diferença entre ganhar uma medalha e voltar para casa mais cedo. Sem Trevor Zegras e Alex Turcotte, os americanos precisarão encontrar contribuintes ofensivos significativos de seu grupo de recém-chegados. Felizmente, eles têm um dos melhores artilheiros da Ontario Hockey League em sua lista: Sasha Pastujov.
A equipe dos EUA geralmente não conta com jogadores canadenses, mas principalmente das equipes universitárias e do Programa de Desenvolvimento Nacional dos Estados Unidos (USNDP). No entanto, se Pastujov tivesse seguido seu plano inicial, ele estaria baseado nos Estados Unidos; ele patinou pelo USNDP por duas temporadas e se comprometeu com a Notre Dame. No entanto, tudo mudou quando os Anaheim Ducks o recrutaram na terceira rodada do Draft de 2021 e, surpreendentemente, assinaram com ele um contrato básico menos de um mês depois. Isso o tornou inelegível para jogar hóquei universitário, então ele optou por se juntar ao Guelph Storm da OHL para a temporada 2021-22.
Apesar das surpresas, Pastujov tem sido um dos melhores jogadores do campeonato. Em 26 jogos da OHL, o lateral tem 20 gols e 35 pontos. Ele tem sido indiscutivelmente o melhor jogador do Storm, ajudando-os a chegar ao primeiro lugar em sua divisão.
Equipe Suécia – William Eklund
foto: reprodução/ theplayoffs.com.br
Nenhum jogador está mais preparado para o Mundial de Juniores de 2022 do que William Eklund. Ele foi um dos vários suecos a perder o torneio de 2021 depois de contrair o COVID-19, roubando-o de sua estreia na categoria sub-20. Sem dúvida desanimado, ele voltou à Liga Sueca de Hóquei (SHL), terminando sua primeira temporada completa no campeonato com 23 pontos em 40 jogos, o segundo maior total para um jogador sub-20. Isso o tornou um favorito entre os cinco primeiros no Draft da NHL, mas acabou sendo a sétima escolha geral, quando o San Jose Sharks o agarrou. Eles não poderiam ter ficado mais felizes com o resultado, já que o talentoso Eklund tirou os Sharks do acampamento, marcando um ponto em cada um dos três primeiros jogos da NHL.
Com a experiência da NHL em seu currículo e um crescente papel de liderança, Eklund está pronto para deixar sua marca no Mundial de Juniores. Ele é o tipo de jogador que torna aqueles ao seu redor melhores graças à sua inteligência e visão de elite, e ele provavelmente foi a peça que faltava e poderia ter impulsionado o quinto lugar da Suécia.
Equipe Finlândia – Brad Lambert
foto: reprodução/thehockeynews.com
A Finlândia trouxe dois candidatos em potencial altamente elogiados para o projeto de 2022 para Edmonton neste mês. Muitos ficarão ansiosos para ver pela primeira vez Joakim Kemell, que destruiu na Liga Finlandesa nesta temporada aos 17 anos. Outros ficarão curiosos para ver como seu companheiro de equipe Brad Lambert se sairá. Antes considerado uma escolha potencial para a primeira escolha geral, ele despencou no ranking de draft após um desempenho mediano no World Junior de 2021.
Lambert tem todas as habilidades para ser uma peça-chave para os finlandeses este ano; ele é um dos vários jogadores que retornaram da equipe vencedora da medalha de bronze do ano passado e provavelmente terá um papel maior neste time. Ele também está familiarizado com Kemell, Samuel Helenius – que também voltaram do time de 2021 – e o defensor Ville Ottavainen, todos selecionados do JYP. O mais importante para Lambert são as conexões que ele fez com a equipe finlandesa na bolha do ano passado e terá um papel importante no sucesso dele e de sua equipe em 2022.
Equipe Rússia – Matvei Michkov
foto: reprodução/thehockeynews.com
É sempre emocionante debater os méritos de dois jogadores altamente qualificados que estão concorrendo à primeira escolha do draft. No ano passado, foi Tim Stützle e Quinton Byfield e este ano será Connor Bedard e Matvei Michkov.
Bedard é o favorito para ficar em primeiro na escolha geral de 2023 para aqueles que o viram na Western Hockey League nesta temporada como um estreante com o Regina Pats. É por isso que Michkov será observado tão de perto no World Junior deste ano; os fãs ouviram o nome e o hype, mas têm pouco em que se basear. Tal como Bedard, Michkov enfrenta adversários muito acima da sua idade, visto que o jovem russo é um dos poucos jogadores Sub-18 da KHL esta temporada. Ele também é um dos melhores, com cinco pontos em 13 jogos, o que o coloca em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 da liga.
Equipe República Tcheca – Jan Mysak
foto: reprodução/lastwordonsports.com
Os tchecos tiveram uma experiência difícil nos torneios mundiais de juniores recentes. Eles não ganham uma medalha desde 2005 e, desde então, terminaram apenas em quarto lugar uma vez. Mesmo com jogadores talentosos como Martin Necas, David Pastrnak, Tomas Hertl, Vitek Vanecek, Petr Mrazek e Libor Hajek durante esse tempo, sua seca de medalhas seguiu, já que nenhum deles conseguiu impulsionar seu time além de um dos quatro grandes (Canadá, Estados Unidos, Finlândia ou Suécia). Se a equipe deste ano conseguir um avanço, no entanto, provavelmente terá muito a ver com Jan Mysak.
Mysak está entrando em seu terceiro torneio mundial de juniores, juntando-se a Yaroslav Askarov, Simon Knak, Holtz, Samuel Knazko e Marko Stacha como os únicos jogadores neste ano. Essa experiência por si só dá à República Tcheca uma vantagem na competição no Grupo A, que inclui Canadá, Alemanha e Finlândia, simplesmente porque esses jogadores têm um nível de conforto que só pode ser conquistado por terem jogado em anos anteriores. Mysak deve retornar como capitão, mas mesmo que não volte, ele se certificará de que todos estão adequadamente preparados para lidar com o maior torneio de suas carreiras até agora. Isso o torna um dos jogadores mais importantes de seu time, e se ele puder se manter consistente em seu jogo, então o resto de seu time provavelmente o seguirá.
Time Alemanha – Florian Elias
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Ninguém poderia ter adivinhado que um dos artilheiros do Campeonato Mundial Júnior de 2021 seria um ala alemão de 1,72 m não convocado, mas foi o que aconteceu. Depois de cinco jogos, Florian Elias tinha nove pontos, o sexto maior total de qualquer jogador no torneio, incluindo Payton Krebs, Arthur Kaliyev e Cole Perfetti, todos os quais já disputaram jogos na NHL. Enquanto ele foi ajudado pelos companheiros de equipe Tim Stutzle e John Peterka, é preciso um talento especial para acompanhar esses jogadores. Isso é o que Elias é, especial.
Apesar de seu tamanho, Elias é um dos melhores jovens atacantes da Alemanha desde que estreou na Deutsche Eishockey Liga (DEL) em 2020-21. Naquela temporada, ele somou oito pontos em 34 jogos, ficando em quinto lugar entre os jogadores sub-20 e ganhando o prêmio de Estreante do Ano. Ele foi igualmente eficaz em 2021-22, marcando quatro pontos em 21 jogos pelo Adler Mannheim.
Equipe Suíça – Lorenzo Canonica
foto: reprodução/eliteprospects.com
Nações menores, como a Suíça, raramente têm muitos jogadores juniores de primeira linha para escolher e criar seus escalações mundiais de juniores. Isso geralmente significa que os jovens jogadores têm mais oportunidades de desempenhar um papel maior do que em uma nação como a Suécia ou a Finlândia. Esse foi o caso de Lorenzo Canonica, que foi selecionado para a seleção suíça Sub-20 no ano passado, com 17 anos. Depois de somar 19 pontos em 20 jogos no suíço U20-Elit, ele viajou para Edmonton, onde marcou uma única assistência em quatro jogos, um dos nove jogadores a marcar um ponto para sua equipe no torneio de 2021.
Equipe Eslováquia – Simon Nemec
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Pode ser surpreendente que o currículo mais impressionante do torneio não venha do Canadá, Estados Unidos ou Suécia, mas da Eslováquia. Ainda com 18 anos, Simon Nemec já garantiu o título de melhor zagueiro do seu país desde Zdeno Chara e não parece que vai parar tão cedo. Ele fez sua estreia profissional aos 15 anos na liga principal da Eslováquia com o HK Nitra e liderou sua equipe em gols entre os defensores no seu segundo ano. Na mesma temporada, aos 16 anos, estreou no Mundial Júnior, onde liderou os eslovacos marcando quatro pontos em cinco jogos.
Nesta temporada, Nemec continuou a dominar a Eslováquia, classificada em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 com 13 pontos em 22 jogos, e foi um dos jogadores selecionados para a qualificação olímpica da Eslováquia. Não há dúvida de que ele deve ser uma escolha entre os cinco primeiros no draft da NHL, mas isso pode ser impulsionado por uma forte participação no Mundial de Juniores de 2022.
Equipe Áustria – Marco Kasper
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Uma das melhores perspectivas para o draft de 2022, o pivô Marco Kasper de 17 anos tem sido presença regular na Liga Sueca de Hóquei nesta temporada pelo Rögle BK. Ele liderou suas seleções sub-20 com o maior ritmo de pontos por jogo, marcando quatro pontos em três jogos. Este é o seu segundo Mundial de Juniores, depois de vestir o uniforme para os austríacos no ano passado aos 16 anos.
Kasper é um ponta-de-lança prototípico, usa seu corpo para proteger o disco, e não tem medo de cavar para o disco ficar na frente da rede para um gol sujo. Embora alguns olheiros o vejam como uma escolha do meio para o final do primeiro turno, há uma chance de que um torneio forte possa elevar seu status no draft. No entanto, também existe o risco de ele acabar como Marco Rossi, que estava praticamente invisível no ano passado com a Áustria, apesar de liderar a Liga Canadense de Hóquei em pontos. Vale a pena ficar de olho em Kasper, e seu desempenho deve ditar como a Áustria termina.
Cancelamento do World Junior devido à COVID-19
Official Announcement: The 2022 #WorldJuniors have been cancelled due to Covid-19.
Infelizmente ontem (29) tivemos a triste notícia que, após a desistência de uma terceira partida em dois dias devido à casos positivos de COVID-19 em algumas seleções, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), o Hockey Canadá e o comitê organizador, com poucas opções para continuar um torneio com uma alta competitividade, optaram por seu cancelamento.
O torneio começou no domingo (26), mas os jogadores com teste positivo para COVID-19 colocaram o atual campeão Estados Unidos, a Rússia e a República Tcheca em quarentena obrigatória na quarta-feira (29).
As equipes chegaram a Alberta em 15 de dezembro, ficaram em quarentena por dois dias e foram testadas antes de poderem patinar. Três jogadores e dois oficiais testaram positivo para o vírus antes do início do torneio. O calendário pré-torneio foi reduzido a um jogo por equipe, com checos e suíços impossibilitados de jogar qualquer partida de aquecimento.
“A propagação contínua do COVID-19 e da variante Omicron nos forçou a reajustar nossos protocolos quase imediatamente após a chegada para tentar ficar à frente de qualquer propagação potencial”, disse o presidente da IIHF Luc Tardif em um comunicado. “Isso incluía testes diários e a exigência de quarentena da equipe quando os casos positivos eram confirmados.
“Devemos às equipes participantes fazer o nosso melhor para criar as condições necessárias para que este evento funcione. Infelizmente, isso não foi suficiente. Agora temos que dedicar algum tempo e nos concentrar em trazer todos os jogadores e equipe de volta para casa em segurança ”.
Dois americanos com resultado positivo foram o motivo da desistência do jogo de terça-feira (28) contra os suíços. Um jogador tcheco e um russo com teste positivo significaram a perda dos jogos de quarta-feira (29) envolvendo essas equipes.
O Canadá estava programado para jogar seu terceiro jogo da rodada preliminar contra a Alemanha na noite de quarta-feira (29). “O Hockey Canada tem trabalhado incansavelmente desde o início da pandemia COVID-19 para garantir que esteja equipado para receber eventos internacionais de classe mundial em um ambiente seguro e saudável”, disse o Hockey Canada em um comunicado atribuído ao presidente Scott Smith e diretor executivo Tom Renney.
“Apesar de nossos melhores esforços, e continuamente adaptando e fortalecendo os protocolos, infelizmente não alcançamos nossa meta de completar o Campeonato Mundial Júnior de 2022 da IIHF e distribuir medalhas em 5 de janeiro devido aos desafios do cenário atual do COVID-19.”
“Desde o início da pandemia, sempre priorizamos a saúde e a segurança dos participantes do evento e da comunidade em geral, e devido às notícias de que encontramos casos positivos no ambiente do World Juniors, entendemos e apoiamos a decisão de cancelar o restante do evento. Embora saibamos que essa é a decisão certa, nos solidarizamos com todos os participantes que conquistaram a oportunidade de representar seus países no cenário mundial e que não serão capazes de realizar esse sonho em sua totalidade”.
Os protocolos para o campeonato mundial de sub-20 de 2022 foram estabelecidos antes que a onda da variante Omicron levasse o IIHF a cancelar seis torneios de janeiro, incluindo o campeonato mundial feminino de sub-18 na Suécia, de acordo com Tardif.
“Para colocar isso em contexto, havia oito jogos da NHL adiados quando as equipes entraram na quarentena de chegada no dia 15. Quando aceitamos a recomendação de cancelar os eventos de janeiro no dia 23, havia um total de 62 jogos da NHL adiados. É assim que a situação mudou rapidamente ”, disse Tardif em entrevista postada no site do IIHF antes do anúncio do cancelamento.
O cancelamento interrompe uma série de 44 anos consecutivos do campeonato mundial sub-20 masculino da IIHF. “Em nossa opinião, interromper o Campeonato Mundial é uma decisão razoável”, escreveu Lars Weibel, o diretor de seleções da Federação Suíça de Hóquei no Gelo, em um post no Twitter. “Face à situação atual, infelizmente já não é possível garantir um torneio justo a nível desportivo.”
Depois que o jogo Tcheca-Finlândia foi cancelado e antes do torneio ser cancelado, a IIHF anunciou que árbitros e bandeirinhas teriam que usar máscaras durante os jogos.
O cancelamento do Sub-20 é só mais um do IIHF que, no final da semana passada, cancelou o mundial feminino de sub-18, uma decisão que foi fortemente criticada. O campeonato estava programado para acontecer de 8 a 15 de janeiro em Linkoping e Mjolby, na Suécia. É o segundo ano consecutivo em que o torneio foi cancelado depois que o evento de 2021, também programado para Linkoping e Mjolby, foi cancelado devido à pandemia.
Não sabemos se os protocolos e a vigilância feita pelos organizadores do torneio foi o suficiente, mas com o avanço da variante Omicron, acreditamos que esta tenha sido a melhor decisão da IIHF, para assim não comprometer a saúde de todos os participantes do campeonato.
Os tempos continuam sombrios, então vamos lembrar de nos cuidar e garantir que possamos enfrentar mais uma vez estes momentos sombrios.
A PWHPA tem se aproximado cada dia mais para a próxima temporada, ou no caso deles, a próxima tour. A associação vem anunciando diversas novidades para a sua próxima etapa, porém, ao mesmo tempo, conta com algumas baixas.
Com as Olimpíadas de Inverno de 2022, em Pequim, cada vez mais próximas, a PWHPA sente os efeitos do evento. Dessa forma, a associação continua dando visibilidade a sua causa ao mesmo tempo em que as suas atletas brilham internacionalmente.
Nova temporada, mais novidades
A maioria das jogadoras faz parte das seleções de seus países e precisam estar se preparando para as Olimpíadas. Aquelas que não estiverem se ausentando de vez, estarão atuando como membros apoiantes da causa. Assim, a PWHPA busca novas jogadoras para ingressar na associação e fazer parte da nova Dream Gap Tour.
No entanto, as novidades não param por aí. A cidade de Boston chega para completar a Tour, substituindo o time de New Hampshire, ao lado do Time Adidas (Minnesota), Time Sonnet (Toronto), Time Scotiabank (Calgary) e Montreal retornando para a nova temporada.
A cidade de Boston ficará agora conhecida como o novo Time Bauer. Enquanto isso, a cidade de Montreal, que antes era o Time Bauer, passa a assumir o nome de Time Harvey’s. A nova patrocinadora da Secret Dream Gap Tour, Harvey’s, é uma rede canadense de restaurantes que já tinha marcado presença no showcase de Calgary na edição de 2021.
Secret Dream Gap Tour 2021-22
Outra novidade anunciada pela PWHPA foi o primeiro showcase da temporada. O evento irá acontecer na cidade de Truro, Nova Escócia, no Canadá. Está marcado para os dias 12 e 13 de novembro na arena Rath Eastlink Community Centre, entrando para a história como o primeiro jogo de hockey feminino profissional no Canadá Atlântico.
Assim como no formato anterior, os times Bauer, Sonnet, Scotiabank e Harvey’s se enfrentarão no dia 12. A competição acontece com um jogo para cada equipe, além de uma final no sábado (13). Além dos jogos, estão na programação eventos como palestras e clínicas de habilidades com as jogadoras e organizações locais do hockey feminino.
O evento também marcará a primeira vez que um time dos EUA participa de uma showcase em solo canadense desde o início da pandemia. Para mais informações acesse o site oficial da PWHPA aqui.
Após mais de 20 dias, e confrontos com três grandes adversários, o Canadá se consagrou campeão do Mundial Feminino da IIHF de 2021, ao derrotar a equipe estadunidense na última terça-feira (31).
Desde o início do campeonato, o time canadense feminino mostrou, a partir de sua ótima campanha, que viria a ser um forte candidato à briga pelo título de campeão do mundo. Assim como a equipe estadunidense que, posteriormente, se tornou, um dos adversários mais desafiadores que o Canadá enfrentou durante o torneio.
Com direito a overtime e gol de Marie-Philip Poulin, a partida na qual os times brigaram pelo ouro foi uma montanha russa de emoções. Por isso, continue lendo para saber mais sobre tudo que aconteceu na final do Women’s Worlds de 2021!
Recapitulando o round preliminatório
Além do destaque para o campeão e vice do torneio, a primeira rodada do torneio possibilitou ao fã do esporte a possibilidade de entrar em contato com grandes atuações por parte de times como Alemanha, Japão e República Checa, que saíram vitoriosos da maior parte dos jogos disputados. Destaque para as jogadoras do time checo, que venceram todas 4 partidas que concorrem na etapa. A equipe Finlandesa também apresentou grande desempenho, garantindo 2 grandes vitórias durante o round.
Apesar da não classificação para a etapa de qualificatórias, o time da Hungria merece menção de honra. Mesmo com as derrotas, a equipe realizou um dos jogos mais produtivos da primeira etapa do campeonato, garantindo uma vitória de 5 a 1 contra a Dinamarca (que foi eliminada também na primeira etapa do torneio), sendo a primeira do time em um Women’s Worlds Hockey. No entanto, mesmo ocupando as últimas colocações, é possível notar um grande avanço nos times e perceber que irão apostar muitas de suas fichas nas olimpíadas de Beijing em 2022.
Apesar da ocupação na última posição do ranking do torneio, o técnico da equipe dinamarquesa, Peter Elander, destacou que sente orgulho do desempenho da equipe durante grandes equipes como Alemanha e Japão em sua primeira participação no campeonato.
“Em termos de classificação é decepcionante, mas você olha para a maneira como jogamos contra o Japão, o sexto time do mundo, e como jogamos e desafiamos a Alemanha. Achamos que já sentimos o cheiro de como é jogar aqui. As meninas têm muita vontade de melhorar e o primeiro torneio é sempre difícil. Por isso, pensamos que podemos melhorar nosso jogo já em novembro.”
Peter Elander para o iihf.com
As quartas de final
Após grandes partidas no primeiro round da competição, os jogos das quartas de finais do Women’s Worlds Hockey foram marcados pelas grandes atuações dos favoritos do torneio – Estados Unidos e Canadá.
Tendo como oponente o Japão, que havia feito ótimas partidas no round pré-eliminatório, os EUA acabou vencendo o jogo em um placar de 10 a 2 contra a equipe japonesa, com grandes atuações das jogadoras Alex Carpenter e Hilary Knight, provando que as chances de a equipe garantir a vitória do campeonato seriam grandes.
O Canadá também se mostrou um forte adversário contra a Alemanha nas quartas de final, vencendo a partida por 7 a 0 e dominando a maior parte dos três períodos do jogo – com destaque para as jogadoras Natalie Spooner, Marie-Philip Poulin e Melodie Daoust que, além de marcarem a maior parte dos gols do jogo, também foram responsáveis por muitas assistências.
Em contrapartida, os jogos entre o Comitê Olímpico Russo e Suíça, e também entre Finlândia e República Tcheca tiverem placares mais modestos. Estes que fizeram com as equipes Russa e Finlandesa avançassem para as semifinais para enfrentar as equipes norte-americanas.
Futuramente, Finlândia e República Tcheca viriam a ser também eliminadas do torneio pelos EUA e Canadá, respectivamente. No entanto, assim como os demais times, mostraram grande desempenho ao longo das partidas e um pouquinho do estilo de jogo que poderemos esperar das equipes nas olimpíadas de inverno em 2022.
Além disso é importante ressaltar que nenhuma das equipes que disputaram o torneio foi desclassificada dos jogos olímpicos, mesmo com a sua eliminação no Women’s Worlds. Portanto, poderemos acompanhar grandes jogos de hockey nas olímpiadas e também assistir ao desempenho de muitas das equipes que participaram do campeonato mundial feminino esse ano.
Forte candidato a conquista do Women’s Worlds
Antes mesmo do início do campeonato mundial feminino, não era um mistério que, independente da equipe que o enfrentasse, o time canadense seria um forte candidato ao título. E, após derrotar a equipe alemã nas quartas e a Suíça nas semifinais (ambas partidas finalizadas com ótimos placares para o Canadá), já era quase um fato que as chances do time ser campeão mundial eram gigantescas.
No entanto, o Canadá encontraria um grande empecilho na final: o time dos Estados Unidos. Com grandes nomes no elenco e performances excepcionais no gelo, os EUA também entraram no campeonato com grandes favoritos. Assim, vencer o Japão por 10 a 2 nas quartas de finais, somado a vitória de 3 a 0 contra o grande time da Finlândia, apenas concretizou este fato. Apesar do bom desempenho até o fim do torneio, era visível que o Canadá teria um adversário à altura para brigar pelo título no dia 31 de Agosto.
Sendo assim, isso se concretizou logo nos primeiros minutos do jogo da final, onde Alex Carpenter marcou o primeiro gol da partida para o time dos EUA e, em seguida, o segundo aos 12:35 minutos.
Mas após a grande dominância no primeiro round, o Canadá entrou na segunda etapa com maior força no jogo. E, como consequência, marcou o primeiro do time com Brianne Jenner, aos 4:13 do segundo, sendo seguida pela colega de equipe, Jamie Lee Rattray, cerca de dois minutos depois. Com isso, o time canadense empatou com os EUA e, por fim, o fã de hockey teve a oportunidade assistir um jogo equilibrado em que ambas as equipes poderiam sair vitoriosas, aumentando ainda mais as expectativas.
Time Candense é o novo campeão do Women’s Worlds 2021
Mesmo com as diversas tentativas de gol por parte de ambos os times, o terceiro tempo foi finalizado sem maiores jogadas, fazendo com que a partida se estendesse para uma decisão em overtime, deixando tudo ainda mais contagiante.
Dessa forma, a decisão final acabou não demorando muito para se concretizar. Após 7 minutos de jogadas a gol de ambos os lados, foi Marie-Philip Poulin quem marcou o gol que trouxe a vitória do campeonato ao Canadá, tendo assistências de Brianne Jenner e Jocelyne Larocque. Com o apito final em Calgary, e após uma trajetória vitoriosa no torneio, o time Canadense Feminino se consagrou o campeão do IIHF Women ‘s World Hockey 2021.
A partir disso, a equipe garante sua 11ª medalha de ouro no campeonato, sendo a primeira desde a edição de 2012 do torneio. Um feito e tanto!
Com a vitória do campeonato pelo Canadá e vice-liderança dos EUA, o restante da colocação entre os times participantes do Women’s Worlds Hockey se deu da seguinte forma:
Classificação final do Women’s Worlds Hockey. Foto: Reprodução/iihf.com
Em relação às jogadoras que se destacaram, a organização do campeonato definiu Melodie Daoust, do Canadá, como a MVP e melhor atacante do torneio. Também juntam-se a ela Anni Keisala, da Finlândia, como melhor goleira, e Lee Stecklein, dos EUA, como melhor defensora.
World’s Women x Olímpiadas de Inverno 2022: o que esperar?
O Women’s Worlds Hockey trouxe diversas performances destaques por parte de muitas equipes, muitas conhecidas e outras que estavam fazendo suas estreias – como no caso da Hungria.
Mesmo com a derrota na primeira etapa do campeonato, é possível que possamos ver maior desempenho da equipe húngara durante as olimpíadas. A Dinamarca também é um grande exemplo – tanto as jogadoras quanto o técnico da equipe afirmaram que o time irá utilizar os meses restantes para os jogos olímpicos com o intuito de desenvolver as jogadoras para que, assim, elas possam competir de igual para igual com grandes nomes do hockey mundial, como Estados Unidos, Canadá e Finlândia.
Suíça e Japão também foram equipes que mostraram que o time está preparado para o desafio das olimpíadas e que a derrota no World’s servirá como motivação para alcançar uma medalha de ouro. Como o hockey é um esporte bastante improvável em termos de resultados, é possível que equipes que ocuparam posições mais abaixo na tabela venham a se destacar.
No entanto, é impossível negar o favoritismo de times como Canadá e Estados Unidos. Além de contarem com algumas das melhores jogadoras do mundo atualmente, ambas as equipes contam com diversos recursos que tornarão o seu bom desempenho favorável nos jogos olímpicos, além do fator principal: os anos de experiência.
Portanto, independente dos times presentes na competição, uma coisa é certa: os times norte-americanos são grandes adversários e continuarão buscando pela estadia no pódio.
Para nós, o que resta é esperar a próxima edição para, assim, acompanhar novamente mulheres incríveis fazendo sucesso e história no gelo. E falando na próxima edição: qual time vocês acreditam que será o próximo campeão do campeonato? Conta para a gente nos comentários!
Depois de cancelamentos e incertezas ao longo dos últimos dois anos, a elite do hockey feminino vai disputar uma nova edição do Mundial da IIHF em Calgary, no Canadá, a partir desta sexta-feira, 20 de agosto. Dez equipes disputarão entre si ao longo de dez dias pelo título da competição.
O Mundial Feminino de Hockey de 2021 estava previsto para acontecer em Halifax e Truro, na província de Nova Scotia, no Canadá, durante o mês de maio. As cidades já esperavam pelo evento desde o ano anterior, cuja edição havia sido cancelada por causa da pandemia de COVID-19. No entanto, a IIHF anunciou em 21 de abril que também cancelaria a competição deste ano por preocupações de saúde por parte do governo da província.
Como nas últimas edições do Mundial Feminino da IIHF, a competição consiste numa fase de grupos seguida de uma fase eliminatória. Os Grupos A e B contam com cinco times cada, que disputam partidas entre si até o dia 26 de agosto. No Grupo A estão as cinco melhores equipes do mundo, Estados Unidos (atuais campeãs), Canadá, Finlândia, Comitê Olímpico Russo, e Suíça. Todas as equipes deste grupo já contam com uma vaga nas quartas de final. Já no Grupo B, estão Japão, Alemanha, Tchéquia, Dinamarca (promovida da Divisão I A), e Hungria (promovida da Divisão I A), e apenas as três melhores colocadas ao final da primeira fase vão avançar na competição.
Os confrontos das quartas de final serão definidos pela classificação em cada grupo, e o chaveamento segue a partir daí até a disputa da final, no dia 31. Diferentemente do Mundial masculino, a Federação não anunciou se vai disponibilizar a transmissão dos jogos para o público internacional em seu canal do YouTube. A ESPN também não tem planos de transmitir a competição no Brasil, mas para os fãs nos EUA e Canadá, será possível acompanhar na NHL Network e na TSN, respectivamente.
Abaixo, a programação completa de jogos, todos no Horário de Brasília.
Na madrugada de terça (05) para quarta feira (06), a final do Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF de 2021 (ou simplesmente World Juniors) entre Canadá e Estados Unidos aconteceu, e quem saiu vitorioso nessa batalha foram os americanos. Esta foi a quinta medalha de ouro dos Estados Unidos no torneio e a quinta vez nos últimos seis anos que a equipe conquistou medalhas no evento.
Apesar do Canadá ser considerado favorito nessa edição, já que a equipe levou somente quatro gols em seis jogos da competição, foram os Estados Unidos, com sua dominância, que mostrou o por quê dessa rivalidade ser tão histórica.
Contudo, o começo da competição para os americanos não foi tão glorioso. No primeiro dia de partida, contra os russos, Spencer Knight levou quatro gols na vitória russa por 5-3. Porém, as redes foram lacradas depois disso e desde então a equipe conquistou seis vitórias consecutivas e cedeu apenas cinco gols.
Após manter pressão na zona de defesa do Canadá, o primeiro gol dos Estados Unidos, e da partida, saiu aos 12:25 no primeiro período. Alex Turcotte (prospect dos Kings) redirecionou o shot de Drew Helleson (prospect do Avalanche) para as redes de Devon Levi (prospect dos Panthers), goleiro do Canadá.
O gol veio em um momento crucial, já que antes, o Canadá tinha passado 10 minutos fazendo pressão na zona de defesa americana. Knight fez nove defesas, incluído duas no único power play do período. Trevor Zegras (prospect do Anaheim Ducks) aumentou o placar para os Estados Unidos aos 32 segundos do segundo período. Ele recebeu o puck de Arthur Kaliyev e terminou a jogada colotando o disco dentro das redes, em um gol de backhand.
Kaliyev teve outras duas grandes chances de gol quando a equipe foi para o power play. Entretanto, Levi não estava disposto a levar mais nenhum gol. Os canadenses tiveram 15 tiros a gol contra apenas um dos americanos no terceiro período, porém, mesmo com toda essa pressão, o Canadá não conseguiu fazer nenhum gol.
Enfim, com essa vitória, os EUA já venceram quatro dos cinco confrontos com o Canadá na disputa pela medalha de ouro na competição. Apesar disso, o torneio foi bastante acirrado. Principalmente por conta do momento mundial da pandemia, no qual os jovens tiveram de ficar em confinamento, com pouca diversão e tomando os devidos cuidados.
Jogadores destaques
Spencer Knight certamente foi um dos maiores jogadores nesta partida e, em geral, do torneio. O goleiro de Boston College e prospect do Florida Panthers fez incríveis 34 defesas na final. Com isso, ele defendeu todos os tiros do Canadá e conseguiu ter um shutout.
O atacante da equipe dos EUA, Trevor Zegras, foi eleito MVP de todo o World Juniors na noite de terça-feira em Edmonton. Zegras liderou o torneio marcando 18 pontos (sete gols e 11 assistências), incluindo um gol e uma assistência na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre o Canadá.
O canadense Devon Levi foi escolhido melhor goleiro do torneio depois de terminar com um recorde de 6-1, média de 0,75 gols marcados e 0,964 percentual de defesas. Os três shutouts de Levi igualaram a maior marca na história do torneio, ao lado do goleiro Spencer Knight da equipe dos EUA neste ano, alcançando a performance de Justin Pogge em 2006.
O prospect do Ottawa Senators, Tim Stützle, foi eleito o melhor atacante do torneio depois de marcar cinco gols e cinco assistências pela Alemanha.
Topi Niemela, da Finlândia, recebeu a honra de melhor defensor deste World Juniors.
Theresa Feaster, pioneira no World Juniors
Feaster recebendo a medalha de ouro (Captura de tela/TSN)
Theresa Feaster se tornou assistente técnica da seleção Sub-20 dos Estados Unidos no ano passado. Além disso, ela também é Diretora de Operações de Hockey para Providence College na NCAA. Ao ganhar a medalha, Feaster conquistou um feito inédito, já que antes nenhuma outra mulher havia ocupado essa posição no World Juniors.
Ela foi contratada sob pedido do técnico da equipe americana, Nate Leaman. De acordo com a assistente técnica, seu sonho é de se tornar General Manager na NHL. Seguindo os passos de ontem, talvez esse sonho esteja mais perto do que nunca.
Theresa é filha de Jay Feaster, ex-GM do Calgary Flames e do Tampa Bay Lightning, time com o qual ele ganhou a Stanley Cup em 2004. Ou seja, seu conhecimento e paixão pelo hockey sempre foi algo trazido e incentivado de casa. Atualmente, ele é o Diretor Executivo de Desenvolvimento de Hockey na Comunidade para o Lightning.
Nesta quinta-feira (02), aconteceu a final do Campeonato Mundial Feminino de Hóquei no Gelo IIHF Sub-18 2019-2020 em Bratislava, Eslováquia. A partida, decidida entre os Estados Unidos e o Canadá, foi decidida no overtime, com vitória das americanas por 2 a 1.
Essa foi a 8° vez que a equipe americana ganhou o ouro, seu último sendo em 2018. Igualmente, há um ano atrás, quem ganhou o ouro em OT foi a equipe canadense. O bronze ficou na mão das russas, que venceram por 6 a 1 a seleção finlandesa.
Os elencos, compostos por jogadoras entre 16 a 18 anos, jogam em sua maioria para universidades. Ainda que as atletas tivessem pouca experiência em campeonatos mundiais, elas tiveram a frieza de jogadoras experientes ao fazerem um jogo de igual a igual.
A campanha até a final
As americanas tiveram um bom desempenho nas nas fases preliminares do IIHF Sub-18. Os Estados Unidos ganharam todos os jogos contra as outras seleções, perdendo apenas para o Canadá por 2 a 1. Por outro lado, as rivais canadenses fizeram uma campanha invicta. Chegaram a final com grandes expectativas mas foram derrotadas justamente pelas americanas.
EUA 2, Canadá 1 (OT)
De antemão, o jogo foi acirrado para as duas equipes. O primeiro gol saiu no final do primeiro período, aos 5:22 minutos. A defensora dos Estados Unidos Haley Winn (Clarkson University) armou a jogada ao segurar o puck, depois da tentativa de posse do time Canadense. Logo depois, ela lançou o puck para o stick de Abbey Murphy, que lançou para as redes de Ève Gascon (Collège Esther-Blondin).
Por outro lado, logo no final do primeiro período, Canadá trouxe perigo quando Jenna Buglioni (Greater Vancouver) teve chance de marcar em enquanto estavam em desvantagem númerica. Entretanto, o puck parou nas mãos da goleira dos Estados Unidos, Skylar Vetter (University of Minnesota).
Já no segundo período, também apresentou boas chances para as duas equipes. O Estados Unidos fez 10 shots contra 7 das canadenses. No entanto, o empate veio no terceiro período, após o power play das canadenses.
Ann-Frederik Naud (John Abbott College) lançou o puck para Sarah Paul (Pursuit of Excellence), que estava sozinha em frente à Gascon. Assim sendo, aos 5:38, o jogo estava empatado. Após outras boas chances, o jogo logo iria para o overtime.
Kiara Zanon (Penn State University) foi a autora do gol da vitória no overtime. Na jogada em conjunto com a capitã Maggie Nicholson (Minnetonka High School) , elas forçaram um turnover na área defensiva e ambas encararam a goleira do Canadá. Em um 2 contra 1, bastou Nicholson ter lançado o puck para o stick de Zanon para que ela enterrasse nas redes de Gascon, trazendo assim, a vitória.
Dessa forma, a equipe americana saiu vitoriosa após uma campanha memorável no IIHF Sub-18. Assim, esta foi o 5° ouro em 6 anos para a equipe americana.
Por fim, Skylar Vetter foi eleita a melhor jogadora dos EUA no jogo, e a medalha de ouro do Campeonato Mundial Feminino da IIHF foi decidida na prorrogação pela 6° vez e pelo 2° ano consecutivo.