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  • Estados Unidos levam ouro no World Juniors 2021

    Estados Unidos levam ouro no World Juniors 2021

    Na madrugada de terça (05) para quarta feira (06), a final do Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF de 2021 (ou simplesmente World Juniors) entre Canadá e Estados Unidos aconteceu, e quem saiu vitorioso nessa batalha foram os americanos. Esta foi a quinta medalha de ouro dos Estados Unidos no torneio e a quinta vez nos últimos seis anos que a equipe conquistou medalhas no evento.

    O evento contou com dez países disputando entre si, e teve sede em Edmonton, no Canadá. O formato da competição foi de “bolha”, o mesmo da Stanley Cup de 2020. Algumas horas antes da decisão, Rússia e Finlândia disputaram pela medalha de bronze. Por fim, com um placar de 4-1, os finlandeses derrotaram os russos.

    A final

    Apesar do Canadá ser considerado favorito nessa edição, já que a equipe levou somente quatro gols em seis jogos da competição, foram os Estados Unidos, com sua dominância, que mostrou o por quê dessa rivalidade ser tão histórica.

    Contudo, o começo da competição para os americanos não foi tão glorioso. No primeiro dia de partida, contra os russos, Spencer Knight levou quatro gols na vitória russa por 5-3. Porém, as redes foram lacradas depois disso e desde então a equipe conquistou seis vitórias consecutivas e cedeu apenas cinco gols.

    Após manter pressão na zona de defesa do Canadá, o primeiro gol dos Estados Unidos, e da partida, saiu aos 12:25 no primeiro período. Alex Turcotte (prospect dos Kings) redirecionou o shot de Drew Helleson (prospect do Avalanche) para as redes de Devon Levi (prospect dos Panthers), goleiro do Canadá.

    O gol veio em um momento crucial, já que antes, o Canadá tinha passado 10 minutos fazendo pressão na zona de defesa americana. Knight fez nove defesas, incluído duas no único power play do período. Trevor Zegras (prospect do Anaheim Ducks) aumentou o placar para os Estados Unidos aos 32 segundos do segundo período. Ele recebeu o puck de Arthur Kaliyev e terminou a jogada colotando o disco dentro das redes, em um gol de backhand.

    Kaliyev teve outras duas grandes chances de gol quando a equipe foi para o power play. Entretanto, Levi não estava disposto a levar mais nenhum gol. Os canadenses tiveram 15 tiros a gol contra apenas um dos americanos no terceiro período, porém, mesmo com toda essa pressão, o Canadá não conseguiu fazer nenhum gol.

    Enfim, com essa vitória, os EUA já venceram quatro dos cinco confrontos com o Canadá na disputa pela medalha de ouro na competição. Apesar disso, o torneio foi bastante acirrado. Principalmente por conta do momento mundial da pandemia, no qual os jovens tiveram de ficar em confinamento, com pouca diversão e tomando os devidos cuidados.

    Jogadores destaques

    Spencer Knight certamente foi um dos maiores jogadores nesta partida e, em geral, do torneio. O goleiro de Boston College e prospect do Florida Panthers fez incríveis 34 defesas na final. Com isso, ele defendeu todos os tiros do Canadá e conseguiu ter um shutout.

    O atacante da equipe dos EUA, Trevor Zegras, foi eleito MVP de todo o World Juniors na noite de terça-feira em Edmonton. Zegras liderou o torneio marcando 18 pontos (sete gols e 11 assistências), incluindo um gol e uma assistência na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre o Canadá.

    O canadense Devon Levi foi escolhido melhor goleiro do torneio depois de terminar com um recorde de 6-1, média de 0,75 gols marcados e 0,964 percentual de defesas. Os três shutouts de Levi igualaram a maior marca na história do torneio, ao lado do goleiro Spencer Knight da equipe dos EUA neste ano, alcançando a performance de Justin Pogge em 2006.

    O prospect do Ottawa Senators, Tim Stützle, foi eleito o melhor atacante do torneio depois de marcar cinco gols e cinco assistências pela Alemanha.

    Topi Niemela, da Finlândia, recebeu a honra de melhor defensor deste World Juniors.

    Theresa Feaster, pioneira no World Juniors

    Feaster recebendo a medalha de ouro (Captura de tela/TSN)

    Theresa Feaster se tornou assistente técnica da seleção Sub-20 dos Estados Unidos no ano passado. Além disso, ela também é Diretora de Operações de Hockey para Providence College na NCAA. Ao ganhar a medalha, Feaster conquistou um feito inédito, já que antes nenhuma outra mulher havia ocupado essa posição no World Juniors.

    Ela foi contratada sob pedido do técnico da equipe americana, Nate Leaman. De acordo com a assistente técnica, seu sonho é de se tornar General Manager na NHL. Seguindo os passos de ontem, talvez esse sonho esteja mais perto do que nunca.

    Theresa é filha de Jay Feaster, ex-GM do Calgary Flames e do Tampa Bay Lightning, time com o qual ele ganhou a Stanley Cup em 2004. Ou seja, seu conhecimento e paixão pelo hockey sempre foi algo trazido e incentivado de casa. Atualmente, ele é o Diretor Executivo de Desenvolvimento de Hockey na Comunidade para o Lightning.

    Foto: Reprodução/Twitter @usahockey

  • WJC 2021: prospects para ficar de olho

    WJC 2021: prospects para ficar de olho

    Dezembro chegou e com ele o famigerado Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF ou, como costumamos chamar, o World Junior Championship. A 45ª edição do WJC acontecerá na cidade de Edmonton, em Alberta, no Canadá. Por causa da pandemia da COVID-19, a competição será administrada no formato de bolha, assim como aconteceu também os playoffs da NHL esse ano. 

    Dez equipes irão competir entre si pela taça durante o período de 25 de dezembro de 2020 até 5 de janeiro 2021 — quando acontece a final da competição. Os países que irão disputar o World Juniors de 2021 são: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Tcheca e Áustria.

    Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).

    Com tantos jogadores incríveis em cada uma das equipes, é impossível não assistir e não prestar atenção nos jovens que, em um futuro próximo, podem chegar à NHL. Além disso, por que não assistir e torcer para que eles entrem nos nossos times, não é? O NHeLas separou um top-5 prospects para você ficar de olho durante a competição:

    Connor McMichael

    O atacante de 19 anos mostra ser absolutamente incrível no que faz e promete exibir muito mais na competição. Draftado em 2019 pelo Washington Capitals, Connor McMichael se mostrou um grande jogador durante a temporada 2019-20 com o London Knights (OHL). Em 52 participações nos jogos da equipe, McMichael fez 47 gols e 55 assistências, totalizando 102 pontos. Ademais, na última edição do World Juniors, o canadense marcou cinco gols e duas assistências durante a competição. Espera-se que, ainda que sem jogar desde março, ele se destaque e seja um diferencial no time do Canadá.

    https://twitter.com/BarSouthNCelly/status/1216846523503468545?s=20

    Tim Stützle

    O alemão de 18 anos foi escolhido em terceiro lugar durante o NHL Draft em 2020. Com contrato assinado com o Ottawa Senators, Stützle joga atualmente pelo Adler Mannheim, time participante da DEL (liga alemã de hóquei). Considerado um dos melhores atacantes do time da Alemanha, ao lado de Lukas Reichel (que não participará do Mundial), Tim consegue, facilmente, destacar-se entre o restante do elenco. No WJC 2020, o alemão teve cinco assistências. Recentemente participou de três jogos também pelo seu país, nos quais marcou um gol e duas assistências, totalizando 5 pontos.  O rapaz ainda está se recuperando de uma fratura no ombro, mas deve ser uma das maiores estrelas da competição.

    Vasily Podkolzin

    O right wing do SKA St. Petersburg, da KHL, vem mostrando que não está no hóquei para brincadeira. Podkolzin foi escolhido pelo Vancouver Canucks no NHL Draft de 2019 e é considerado uma das grandes apostas do time para o futuro. Em sua última temporada na KHL, o jogador de 19 anos participou de 30 jogos e fez dois gols e seis assistências, totalizando 8 pontos. Mesmo sem marcar muitos gols ou assistências, ele é uma grande ajuda para o time da Rússia e, por isso, é considerado um jogador com todas as qualidades necessárias para ser completo.

    https://twitter.com/TheDraftAnalyst/status/1099508980869722113?s=20

    Lucas Raymond

    A primeira escolha do Detroit Red Wings no NHL Draft de 2020 é um dos jogadores mais talentosos da Suécia no momento. Raymond joga pelo Frölunda HC na SHL, e aos meros 18 anos já conta com 12 pontos em 22 jogos que participou — foram 5 gols e 7 assistências. No entanto, o right wing sueco não estará arrasando sozinho no WJC 2021. Ainda que desfalcada por alguns testes positivos para COVID-19, a equipe da Suécia conta com outros grandes jogadores que prometem levar o time o mais perto possível da final da competição.

    Cole Caufield

    Atualmente jogando pela Universidade de Wisconsin, Cole Caufield já conta com 12 pontos na atual temporada da NCAA. Em 10 jogos pelo time, o right wing de 19 anos já marcou seis gols e seis assistências. Caufield é considerado um atacante que faz ótimos gols e sempre está procurando uma oportunidade de colocar o puck em direção à meta. Escolhido na primeira rodada pelo Montreal Canadiens no NHL Draft de 2019, ele deve ser uma das maiores estrelas entre as várias promessas que compõem o time dos Estados Unidos no WJC 2021.

    https://twitter.com/BarSouthNCelly/status/1157813874235715585?s=20

    A ansiedade aumentou para assistir ao World Juniors deste ano? Mal vemos a hora de apreciar esses prospects incríveis durante a competição! Não esqueça que o WJC 2021 começa nesta sexta-feira, 25 de dezembro, com os seguintes jogos (lembrando que todos estão no horário de Brasília):

    16h: Eslováquia x Suíça.

    20h: Finlândia x Alemanha.

    23h30: Estados Unidos x Rússia.

    As quartas de final do WJC 2021 serão disputadas no dia 2 de janeiro de 2021. As semifinais, no dia 4; e as partidas decisivas das medalhas de ouro e bronze no dia 5 de janeiro.

    O torneio será transmitido pela NHL Network nos Estados Unidos e pela TSN no Canadá. Infelizmente, a competição anual ainda não chegou à TV brasileira, mas você pode acompanhar os principais destaques, histórias e resultados no site oficial da IIHF, além das nossas redes sociais.

  • As medidas de proteção da NHL em relação ao Coronavírus

    As medidas de proteção da NHL em relação ao Coronavírus

    Nos últimos dias o mundo tem assistido a rápida propagação do Coronavírus em todos os continentes. Por isso, diversas ligas esportivas têm estudado possibilidades para controlar o grande impacto que este possa vir a causar. Entre estas, se encontra a NHL, que cada vez mais vem estudando maneiras de diminuir o impacto da epidemia entre a comunidade do hockey. 

    Portanto, devido às últimas notícias, decidimos abordar aqui quais as principais medidas de controle que vem sendo adotadas pela Liga em relação ao novo vírus. 

    Como o Coronavírus já afetou o hockey 

    A primeira consequência que a epidemia do Coronavírus trouxe para a NHL foi prejudicando a produção de sticks. Fábricas como Bauer e CCM, que produzem os artefatos e estão localizadas na China (país que mais vem sendo afetado pelo vírus), tiveram suas portas fechadas devido a propagação da doença. Os únicos não afetados com a situação são as ligas amadoras e a feminina, já que os sticks utilizados pela última são produzidos pela Warrior, que é localizada no México. 

    A solução dos jogadores têm sido reutilizar equipamentos antigos que possuem. Atualmente, a própria Liga disse que não será afetada com a interdição dos serviços da Bauer e CCM. Isso pelo fato de que possuem estoque reserva dos equipamentos tanto no Canadá, quanto nos Estados Unidos. Desta forma, até o fim da temporada a Liga poderá dar continuidade às suas atividades sem maiores preocupações. No entanto, os representantes da NHL esperam que a situação se normalize e que a produção de sticks possa continuar a ser produzida no continente asiático. 

    Porém, está não foi a única área no hockey a ser prejudicada com o alastre do vírus no mundo. Devido a propagação da epidemia, a IIHF anunciou ontem (2) que decidiu, por fim, cancelar o Campeonato Mundial de Hockey U-18, que aconteceria na Europa.

    A decisão de anular o campeonato veio do Comitê Médico da Federação de Hockey no Gelo Internacional. Segue os torneios cancelados pela Federação: 

    Atualmente, a única competição não cancelada é o Mundial Feminino de Hockey no Gelo, que ocorre de 31 de março a 10 de abril deste ano. O motivo da permanência do evento no calendário da organização se dá pelo fato de este acontecer no Canadá. Isso porque, até então, o país não possui tantos casos confirmados da doença. Os campeonatos programados para o mês de maio também continuam no cronograma. 

    No entanto, o Conselho da IIHF pretende se reunir novamente no meio de março. O intuito da reunião é avaliar as possíveis consequências trazidas às equipes participantes e organizadores com o cancelamento do torneio. A intenção da IIHF é continuar monitorando o desenvolvimento do Coronavírus e estudar a possibilidade de, futuramente, os organizadores do evento sediarem este ainda em abril.

    As medidas tomadas pela NHL diante da epidemia

    A Liga Nacional de Hockey já afirmou que tem monitorado a situação em relação ao Coronavírus de perto, recebendo updates diárias do Centro de Controle de Doenças e Saúde, no Canadá. Além disso, também tem procurado manter contato com médicos especialistas dos 31 times da Liga. 

    Gary Bettman também afirmou na quarta-feira (04) que uma das medidas tomadas pela NHL foi proibir que os funcionários da Liga fizessem viagens ao exterior. No entanto, aqueles necessitam viajar, e tem como destino os países afetados pelo vírus, devem ficar em quarentena e se afastar do trabalho por cerca de duas semanas. Desta forma, será necessário avaliar a permanência ou não do vírus no corpo. 

    Com as viagens para o exterior, e o mundial U-18 (previsto para acontecer na Europa) cancelados, os scouts da Liga também viram suas atividades serem parcialmente interditadas. Diversos clubes enviam olheiros para os campeonatos under 18 com o intuito de avaliar futuros prospects para o NHL Draft. Porém com a suspensão do evento, a tarefa se tornou um pouco mais complicada. 

    No entanto, o mundial U-18, que acontecerá em Michigan, E.U.A., de 16 a 26 de abril, ainda permanece no calendário da IIHF. E como este é crucial para a avaliação de jogadores que poderiam ser adequados aos clubes da NHL, muitos clubes estão torcendo para que ele permaneça no cronograma. 

    “Os Sub-18 em Plymouth seriam os eventos que são de longe mais valiosos no calendário de reconhecimento dos jogos que ainda restam. Do ponto de vista do hóquei, esperamos que esse torneio possa permanecer no local. Mas essa será uma decisão tomada pelas razões certas […]”, afirmou Kelly McCrimmon, GM do Vegas Golden Knights, ao The Athletic.

    Aos clubes, a Liga tem auxiliado a comunicação regular com os médicos especialistas. Desta forma, todas as medidas de precaução podem ser tomadas caso sejam necessárias. A NHL voltou a afirmar ao The Athletic que “a saúde e segurança de nossos jogadores, funcionários e torcedores são a nossa maior prioridade, e nós iremos implementar todas as medidas de segurança que forem necessárias e requeridas.”

    No entanto, ainda não existem casos suficientes do vírus na América do Norte para alarmar a população. Por conseguinte, a Liga não achou necessário cancelar a temporada ou até mesmo reduzir o número de fãs nas arenas. Todavia, caso a epidemia se alastre pelos E.U.A e Canadá, novas opções serão analisadas pela própria NHL. 

    Portanto, o intuito é continuar monitorando constantemente a situação do vírus. Desta forma, caso exista algum risco, as precauções necessárias deverão ser tomadas para que, assim, a segurança da comunidade do hockey seja garantida. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Canadá recebe as Olimpíadas de Inverno 2010

    Canadá recebe as Olimpíadas de Inverno 2010

    O ano de 2010 trouxe ao Canadá, mais precisamente a Vancouver, os tão esperados Jogos Olimpícos de Inverno. Naquele ano, o Canadá bateu recorde de medalhas de ouro como país sede, se tornando assim, o ano dos esportistas canadenses. Para o hockey, a competição foi lendária, afinal, foi a penúltima vez em que os jogadores da NHL participaram de uma Olimpíada. 

    Essa não foi somente a primeira vez que Vancouver sediou as Olimpíadas, mas também a primeira vez que um país participante da NHL foi sede dos Jogos desde a liberação dos jogadores para o evento em 1998. As expectativas eram altas. Foram 16 dias de evento com 15 modalidades em sete esportes. Ao todo, 2.622 atletas de 82 países.

    No hockey, oito equipes femininas e 12 equipes masculinas, entre estes os jogadores que tanto amamos ver na TV. No total eram 141 jogadores da NHL, incluindo nomes como Sidney Crosby, Alex Ovechkin e Joe Pavelski.  

    Apesar de já ter sediado o evento em outras duas ocasiões anteriores, foi a primeira vez em que o Canadá conquistou o ouro em casa. Das 14 medalhas conquistadas pelo país, duas foram pelas equipes feminina e masculina de hockey. Curiosamente, os dois pódios ficaram iguais, pois, além de ambas as equipes canadenses conquistarem o ouro, as pratas ficaram com a equipe dos EUA e os bronzes com a Finlândia.

    Não é surpresa para ninguém que o hockey é um esporte de extrema importância para o público canadense, exemplo disso foi a final da modalidade masculina que foi marcada para finalizar o evento. Como se precisássemos de prova, a competição final das olimpíadas foi uma das mais assistidas pelo público norte-americano. Estima-se que 26,5 milhões de cidadãos canadenses assistiram ao menos uma parte do jogo final entre Canadá e EUA. A NBC Americana afirma que cerca de 27,6 milhões de pessoas assistiram à final, o maior público já documentado desde o “Milagre no Gelo” em 1980.  

    Cerimônia de Abertura

    Apesar da cerimônia de abertura ser um evento de alegria, naquele ano as coisas foram um pouco diferentes. Isso aconteceu porque o atleta de 21 anos da Geórgia, o luger Nodar Kumaritashvili, sofreu um acidente fatal enquanto treinava, poucas horas antes da cerimônia. Com isso, o evento foi dedicado à morte do jovem e os outros atletas da Georgia só participaram do desfile de delegações.

    A cerimônia contou com homenagens à cultura canadense e a participação dos cantores Nelly Furtado e Bryan Adams, que cantaram uma música feita exclusivamente para os jogos. Dando visibilidade aos pontos fortes do país, o hockey foi representado por patinadores in line que simulavam estar no gelo. O jogador Bobby Orr foi um dos convidados a ajudar a levar a bandeira olímpica para a Guarda Montada Canadense.  

    A jogadora Hayley Wickenheiser foi convidada para ler o juramento do atleta em nome de todos que iriam participar dos jogos, enquanto o lendário Wayne Gretzky foi convidado não somente para acender a tocha olímpica, como também uma segunda pira olímpica fora do estádio. A corrida realizada pelo ex-jogador era para ser uma surpresa para o público, porém horas antes a notícia vazou e o mesmo acabou fazendo a corrida acompanhado por fãs.   

    Wayne Gretzky com a tocha olimpica (Foto: Reprodução / olympic.org)

    Essa foi a segunda corrida feita por Gretzky. A primeira foi durante o revezamento da tocha que acontece antes dos jogos. O revezamento também contou com a participação de Sidney Crosby, Cassie Campbell, Mike Fisher, Vicky Sunohara, Brian Burke, Gordie Howe, Pat Quinn, Donald Gauf, Billy Dawe, Shannon Szabados, Meaghan Mikkelson, Mark Recchi, Trevor Linden, Stan Smyl, Richard Brodeur e Walter Gretzky, pai de Wayne Gretzky. 

    Modalidade Feminina

    A competição feminidade foi separada em dois grupos com quatro equipes cada. As seleções do Canadá, EUA, Suécia, Suíça, Eslováquia, Finlândia, Rússia e China deram um show no gelo. Com nomes já conhecidos pelo público, as expectativas para quem ficaria com o ouro eram grandes. A equipe canadense já contava com duas medalhas de ouro em Olimpíadas, não somente isso, eles contavam com Hayley Wickenheiser, líder de pontuação e MVP das Olimpíadas de 2006. A jogadora, que possui uma carreira estelar, menos de dez anos depois foi homenageada e entrou para o Hockey Hall of Fame com a turma de 2019.

    Enquanto isso, os EUA vinham de uma medalha de bronze quatro anos antes, porém com desejo de mudar isso. Naquele ano estrearam algumas jogadoras que hoje são conhecidas pelo público. A estrela da seleção atual, Hilary Knight fez a sua primeira aparição, aos 20 anos, sendo a mais jovem da equipe em 2010. Outra novidade foram as gêmeas Jocelyne e Monique Lamoureux; pela primeira vez gêmeos jogaram hockey juntos nos Jogos Olímpicos.

    As duas seleções deram um show durante a primeira fase, com o Canadá marcando 41 gols (18 deles em apenas uma partida contra a Eslováquia), enquanto a equipe dos EUA marcou 31 gols. As duas equipes com certeza estavam ali para ganhar.

    Na segunda fase, ambas voltaram a fazer bonito. O Canadá jogou contra a Finlândia na semifinal, e ganhou por 5 a 0. Já os EUA jogaram contra a Suécia e ganhou por 9 a 1. Assim as duas rivais avançaram para a final. Numa partida acirrada em que ambas as equipes deram um show, com dois gols marcados por Marie-Philip Poulin, o Canadá se tornou campeão pela terceira vez seguida.

    Seleção Canadense posa com a medalha de ouro ( Foto: Reprodução / inapcache.boston.com)

    Em seus gols, Poulin contou com a assistência de duas jogadoras, Meghan Agosta e Jennifer Botterill, atualmente já aposentada. Por outro lado Meghan e Marie-Philip continuam na ativa e ainda foram parte do All-Star Weekend 2020.

    Este ano, com o desafio exclusivo das mulheres, o Elite Women’s 3-on-3, algumas das jogadoras que brilharam durante as Olimpíadas puderam brilhar novamente e desta vez no palco da NHL. As canadenses Meghan Agosta e Shannon Szabados ganharam o prêmio Directorate Award, Shannon como melhor goleira e Agosta como melhor atacante, além de ter sido nomeada MVP. Enquanto a americana Molly Engstrom ganhou como melhor defensora.

    Modalidade Masculina

    Enquanto a equipe feminina no Canadá ainda estava em seu início de medalhas, a equipe masculina já tem outra história. Eles já tinham conquistado 7 medalhas de ouro e estavam caminhando para a oitava. Por outro lado, a equipe dos EUA só possuía duas medalhas de ouro e sete de prata. Curiosamente, nenhuma das equipes conseguiu passar das quartas de final nas Olimpíadas de 2006. Em Vancouver, as seleções foram divididas em três grupos com quatro equipes cada.

    As equipes do Canadá e EUA eram composta 100% por jogadores da NHL. Enquanto isso, as equipes da Rússia, Eslováquia, República Tcheca, Suécia e Finlândia eram composta de cerca de 50% jogadores da Liga. Infelizmente isso não foi o suficiente e a maioria delas não passou das quartas de final. Desta forma, Canadá, EUA, Finlândia e Eslováquia compuseram os confrontos das semifinais, com um hockey para ninguém por defeito.

    As equipes norte americanas ficaram empatadas em gols marcados na primeira fase, cada uma com 14. A equipe da Eslováquia marcou 9 e a finlandesa 10 gols. Na final, a disputa foi intensa. A equipe americana queria a todo custo conquistar o ouro, porém os canadenses queriam seguir os passos do time feminino e também vencer em casa.

    Em uma partida acirrada, os jogadores Jonathan Toews e Corey Perry foram os primeiros a balançar a rede para o Canadá. Em seguida foi a vez de Ryan Kesler e Zach Parise empatarem o jogo para os EUA, não dando outra alternativa a não ser ir para overtime. Foi aí que chegou a vez de “Sid the Kid” brilhar. Aos 7:40 do tempo extra, com uma assistência de Jarome Iginla, o jovem Sidney Crosby mandou o puck direto para a rede e conquistou o ouro para seu país. 

    Sidney Crosby comemorando após marcar o gol da vitória. (Foto: Reprodução / olympic.ca)

    O goleiro americano Ryan Miller foi nomeado MVP, além de ganhar o prêmio Directorate Award como melhor goleiro da competição. Os jogadores Brian Rafalski dos EUA e Jonathan Toews do Canadá ganharam os prêmios de melhor defensor e melhor atacante, respectivamente. Jonathan Toews, Brent Seabrook e Duncan Keith, se tornaram os quarto, quinto e sexto jogadores a ganhar a medalha de ouro olímpica e a Stanley Cup (com o Chicago Blackhawks) no mesmo ano. Patrick Kane se tornou o quarto jogador a ganhar a medalha de prata olímpica e a Stanley Cup no mesmo ano.

    As olimpíadas de 2010 fizeram história, mas foi apenas o início da década para aqueles jogadores. Um evento mágico assistido pelo mundo todo que com certeza nunca será esquecido por aqueles que ali estiveram presentes. Infelizmente para nós fãs, os jogadores da NHL tiveram a participação olímpica revogada para os últimos jogos, e não é certo se eles voltarão a participar em breve. Resta-nos torcer para que isso mude, para que assim possamos vê-los brilhar novamente no gelo durante uma competição tão importante.

  • Mundial de Hockey Júnior  IIHF termina com ouro para o Canadá

    Mundial de Hockey Júnior IIHF termina com ouro para o Canadá

    O Mundial de Hockey Júnior aconteceu entre os dias 26 de dezembro e 05 de janeiro, em Ostrava e Trinec, na República Tcheca. Neste domingo (05) tivemos a final e a disputa pelo terceiro lugar.

    Diferentemente do Mundial de Hockey que ocorre após o fim da temporada, o IIHF World Junior Championship não é recheado de estrelas, mas sim de jovens elegíveis para o draft de 2020, ou que já possuem contratos com times da NHL, porém que ainda estão sendo testados em seus afiliadas.

    O campeonato serve como uma forma de ver como os principais prospects jogam, principalmente em equipe. Para os olheiros da NHL, isso é crucial para que jogadores sejam draftados ou incluídos nas suas respectivas equipes após resultados considerados satisfatórios na competição.

    Canadá 4, Rússia 3

    A princípio, a partida foi muito acirrada entre as duas equipes. A equipe do Canadá havia perdido de 6-0 nas fases de grupo para a mesma Rússia. Por isso, os jovens teriam de dar o melhor de si no rinque. Além disso, ganhar esse jogo era uma questão de honra para os rivais de gelo.

    Todavia, os russos não planejavam deixar esse caminho fácil. O primeiro período foi sem gols. Entretanto, no segundo período, a Rússia ganhava de 2-1, com gols de Nikita Alexandrov (STL) e Grigori Denisenko (FLA). O único a marcar para o Canadá foi Dylan Cozens (BUF).

    No terceiro período, a Rússia aumentou o placar, deixando então 3-1. O autor do gol foi Maxim Sorkin. O que parecia um jogo terminado, sem chances de reviravoltas se transformou graças ao capitão canadense, Barret Hayton (ARZ).

    24 horas antes da Final, Hayton não estava confirmado para o jogo. Na partida contra a Finlândia ele se machucou e seu estado parecia ser grave. Contudo, Hayton não poderia deixar o time sem seu capitão. Após avaliação da equipe médica, Hayton recebeu o OK para jogar a final.

    Sua presença no gelo foi fundamental para a reação do Canadá. Após Connor McMichael ter feito o segundo gol do país, Hayton foi quem marcou o gol de empate durante um power play, quando faltavam 8 minutos para o término da partida.

    O gol da vitória veio com menos de 4 minutos para o final do jogo. Empatado em 3-3, Akil Thomas foi atrás do puck quando ele chegava ao topo da linha do gol. Ele conseguiu fazer um backhand, lançando-o até as redes de Amir Miftakhov.

    Assim, ele deu ao Canadá uma dramática vitória no clássico entre Canadá-Rússia no World Juniors. Foi o único gol de Thomas, que é prospect do LA Kings, na competição. Entretanto foi suficiente, já que foi o gol da vitória do time canadense, que faturou a 18° medalha de ouro da história do país.

    Suécia 3, Finlândia 2 (3° Lugar)

    Após serem eliminados pela Rússia, a Suécia teve a chance de conquistar a medalha de bronze do Mundial contra a Finlândia. Porém, jogar contra os campeões do ouro de 2018 não seria tarefa fácil.

    A equipe possui jogadores excelentes, como por exemplo Justus Annunen (COL), Patrik Puistola (CAR) e Kristian Tanus. Portanto, derrotá-los seria uma tarefa complicada. Do outro lado, a Suécia contava com nomes como Samuel Fagemo (LAK), Nils Hoglander (VAN) e Rasmus Sandin (TOR).

    No primeiro período, apesar da equipe da Suécia ter tido o primeiro power play da partida, quem abriu o placar foi a Finlândia. Kim Nousiainen (LAK) deu uma volta pela rede e lançou para Patrick Puistola (CAR), que enterrou para as redes do goleiro Hugo Alnefelt (TBL).

    Entretanto, após 3 minutos, o defensor Rasmus Sandin abriu o placar para os suecos. Em uma jogada no power play, o tiro de Sandin passou pelas redes de Annunen. Porém, logo após um turnover de Nils Hoglander, a Finlândia marcou e novamente lideraram o placar, por 2-1.

    No segundo e no terceiro período, a Suécia dominou a partida. Graças a seu goleiro Anelfelt, que fez defesas cruciais, a equipe ganhou de 3-2 com gols de Samuel Fagemo e Linus Oberg.

    Fagemo terminou o World Juniors sendo o jogador com mais pontos e gols, 13 e 8 respectivamente. Hoglander ficou em terceiro lugar, com 11 pontos e 5 gols, e em quinto lugar, mais um jogador suéco, dessa vez o defensor Sandin, com 10 pontos, 3 gols e 7 assistências.

    Principais jogadores do Mundial

    Alexis Lafrenière

    Considerado um dos melhores prospects desde Connor McDavid, já era de ser esperar que o canadense Alexis Lafrenière fosse nomeado melhor forward e MVP do torneio. Se espera que Lafrenière seja a 1ª pick no draft em junho.

    Ele perdeu 2 jogos devido a uma lesão na perna, entretanto voltou a tempo para a conquista do ouro. Na competição, marcou 10 pontos (4 gols, 6 assistências) em apenas 5 jogos. Na partida contra a Rússia fez 2 assistências.

    Por outro lado, Lafrenière, jogando pelo Rimouski Oceanic na QMJHL, atualmente tem 23 gols e 47 assistências em 32 jogos. Ele se destaca pela grande habilidade de manusear o taco, mesmo em situações complicadas.

    Barrett Hayton (ARZ)

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes e capitão do Canadá, no Mundial de Hockey Júnior

    Barrett Hayton, prospect do Arizona Coyotes, foi o capitão do Canadá. Ele terminou a competição com 12 pontos (6 gols, 6 assistências), e foi autor do empate que acenderia a potência da jovem equipe.

    Todavia sua presença na final foi decidida no dia, devido a uma lesão. Mesmo assim, com incríveis 20 minutos no gelo, Hayton demonstrou persistência ao liderar seu time a uns dos maiores comebacks da história do Hockey.

    Samuel Fagemo (LAK)

    Samuel Fagemo, prospect do Los Angeles Kings

    Samuel Fagemo foi o principal artilheiro da competição e também quem mais pontuou. Foram 8 gols, 5 assistências, totalizando 13 pontos. Esta foi a primeira vez desde 2000 quem um sueco liderou os pontos do torneio.

    Atualmente, ele joga no Frolunda HC na SHL por empréstimo do Kings. Certamente os grandes resultados no Mundial de Junior trarão chances para jovem jogador brilhar na NHL.

    Alexander Romanov (MTL)

    Alexander Romanov, defensor russo prospect do Montreal Canadiens

    Alexander Romanov, prospect do Montreal Canadiens, foi sem dúvidas um dos melhores defensores da competição. Ele terminou o torneio com 1 gol e 5 assistências, porém, a sua presença no rinque foi crucial para que a Rússia tivesse a disciplina e conseguisse brigar de igual para igual na final.

    Os Montreal Canadiens já declararam que pretendem incluir o jovem de 18 anos em seu elenco no ano que vem. Romanov atualmente joga na KHL pelo CSKA Moscow.

    Rasmus Sandin (TOR)

    Rasmus Sandin, prospect do Toronto Maple Leafs

    Da mesma forma que Romanov, o sueco Rasmus Sandin foi considerado um dos melhores defensores do torneio. Seu recorde na competição é impecável, com 3 gols e 7 assistências, e suas habilidades defensivas ajudaram sua equipe a ganhar o Bronze contra a Finlândia.

    Sandin já jogou 6 partidas pelo Toronto Maple Leafs e atualmente está no afiliado deles na AHL, o Toronto Marlies. É esperado que o sueco, já conhecido pelo técnico do Leafs Sheldon Keefe, definitivamente apareça em mais jogos após grande campanha no Mundial.

    Joel Hofer (STL)

    Joel Hofer, prospect do St. Louis Blues, no Mundial de Hockey Júnior

    O goleiro do Canadá foi considerado o melhor do torneio. Para que o Canadá ganhasse a final, suas defesas foram cruciais para a permanência de um empate, principalmente com a quantidade de penalty kills que o Canadá teve de matar logo no final da partida.

    Ele fez 35 defesas na partida final e terminou o WJC com cinco vitórias e um shutout em seis jogos. Ele liderou a porcentagem de defesas com 0,939 e média de 1,60 gols sofridos.

    Todas as stats do torneio podem ser encontradas no site da IIHF.

    Fotos: IIHF.com/Reprodução

  • No Mundial Feminino Sub-18, Estados Unidos ganha ouro

    No Mundial Feminino Sub-18, Estados Unidos ganha ouro

    Nesta quinta-feira (02), aconteceu a final do Campeonato Mundial Feminino de Hóquei no Gelo IIHF Sub-18 2019-2020 em Bratislava, Eslováquia. A partida, decidida entre os Estados Unidos e o Canadá, foi decidida no overtime, com vitória das americanas por 2 a 1.

    Essa foi a 8° vez que a equipe americana ganhou o ouro, seu último sendo em 2018. Igualmente, há um ano atrás, quem ganhou o ouro em OT foi a equipe canadense. O bronze ficou na mão das russas, que venceram por 6 a 1 a seleção finlandesa.

    Os elencos, compostos por jogadoras entre 16 a 18 anos, jogam em sua maioria para universidades. Ainda que as atletas tivessem pouca experiência em campeonatos mundiais, elas tiveram a frieza de jogadoras experientes ao fazerem um jogo de igual a igual.

    A campanha até a final

    As americanas tiveram um bom desempenho nas nas fases preliminares do IIHF Sub-18. Os Estados Unidos ganharam todos os jogos contra as outras seleções, perdendo apenas para o Canadá por 2 a 1. Por outro lado, as rivais canadenses fizeram uma campanha invicta. Chegaram a final com grandes expectativas mas foram derrotadas justamente pelas americanas.

    EUA 2, Canadá 1 (OT)

    De antemão, o jogo foi acirrado para as duas equipes. O primeiro gol saiu no final do primeiro período, aos 5:22 minutos. A defensora dos Estados Unidos Haley Winn (Clarkson University) armou a jogada ao segurar o puck, depois da tentativa de posse do time Canadense. Logo depois, ela lançou o puck para o stick de Abbey Murphy, que lançou para as redes de Ève Gascon (Collège Esther-Blondin).

    https://twitter.com/WSportHilites/status/1212825048437927937
    Gol de Abbey Murphy.

    Por outro lado, logo no final do primeiro período, Canadá trouxe perigo quando Jenna Buglioni (Greater Vancouver) teve chance de marcar em enquanto estavam em desvantagem númerica. Entretanto, o puck parou nas mãos da goleira dos Estados Unidos, Skylar Vetter (University of Minnesota).

    Já no segundo período, também apresentou boas chances para as duas equipes. O Estados Unidos fez 10 shots contra 7 das canadenses. No entanto, o empate veio no terceiro período, após o power play das canadenses.

    Ann-Frederik Naud (John Abbott College) lançou o puck para Sarah Paul (Pursuit of Excellence), que estava sozinha em frente à Gascon. Assim sendo, aos 5:38, o jogo estava empatado. Após outras boas chances, o jogo logo iria para o overtime.

    https://twitter.com/WSportHilites/status/1212844172526444544
    Gol de Sarah Paul.

    Kiara Zanon (Penn State University) foi a autora do gol da vitória no overtime. Na jogada em conjunto com a capitã Maggie Nicholson (Minnetonka High School) , elas forçaram um turnover na área defensiva e ambas encararam a goleira do Canadá. Em um 2 contra 1, bastou Nicholson ter lançado o puck para o stick de Zanon para que ela enterrasse nas redes de Gascon, trazendo assim, a vitória.

    Dessa forma, a equipe americana saiu vitoriosa após uma campanha memorável no IIHF Sub-18. Assim, esta foi o 5° ouro em 6 anos para a equipe americana.

    Por fim, Skylar Vetter foi eleita a melhor jogadora dos EUA no jogo, e a medalha de ouro do Campeonato Mundial Feminino da IIHF foi decidida na prorrogação pela 6° vez e pelo 2° ano consecutivo.

    Foto: Team Usa/Reprodução

  • 2020 IIHF World Junior Championship

    2020 IIHF World Junior Championship

    O 2020 IIHF World Junior Championship, a Copa do Mundo de Hockey Junior, acontece entre os dias 26 de dezembro de 2019 a 05 de janeiro de 2020 nas cidades de Ostrava e Trinec na República Tcheca. Essa será a 44º edição do campeonato e quarta edição que acontece na República Tcheca. Já Ostrava irá sediar pela segunda vez o evento, por outro lado, é a primeira vez que Trinec recebe a competição.

    O mundial é composto por 10 países, esses países são divididos entre grupo A e grupo B para a rodada preliminar. Neste ano o grupo A é composto pela Finlândia, Suíça, Suécia, Eslováquia e Cazaquistão. Enquanto o grupo B é composto pela anfitriã República Tcheca, Estados Unidos, Rússia, Canadá e Alemanha. 

    Como funciona?

    Os dois grupos se enfrentam em uma rodada única entre si e os quatro times com mais pontos de cada grupo avançam para os playoffs. Enquanto o quinto colocado de cada grupo se enfrentam numa disputa de melhor de três na Relegation Round. Entretanto, o terceiro jogo só ocorre se necessário. O vencedor da Relegation Round poderá jogar novamente na próxima edição do campeonato e o perdedor será rebaixado para a Divisão I do Grupo A.

    Os playoffs são divididos em três etapas: quartas de final, semifinais e a final. Sendo assim necessário que tenha um jogo extra para decidir que equipe fica com a medalha de bronze. Nas quartas de final cada equipe participa de um jogo e os jogos são determinados de acordo com a classificação da equipe nos grupos. Dessa forma, os confrontos acontecem da seguinte maneira:  1A vs. 4B, 1B vs. 4A, 2A vs. 3B e 2B vs. 3A. 

    Nas semifinais, a classificação segue alguns critérios. Em ordem, cada time é analisado de acordo com a colocação no grupo, pontos na rodada preliminar, diferença de gols na rodada preliminar, gols marcados na rodada preliminar e colocação no torneio. Sendo assim, o primeiro semifinalista será o que tiver melhor desempenho nestes critérios e jogará contra o semifinalista com menos pontos. Já o outro confronto será disputador entre os dois times que ficaram em segundo e terceiro na classificação.

    Como são definidos os confrontos finais?

    Os horário dos jogos são determinados após as quartas de finais. Caso o anfitrião se classifique o jogo inicial é dele, se não for o caso, o jogo inicial fica a cargo do melhor classificado. Os vencedores de cada semifinal se classifica para a disputa da medalha de ouro. As equipes que perderam participam de uma disputa para determinar quem fica com a medalha de bronze.

    As equipes que perderam nas quartas de finais são classificadas de 5 a 8. Seguindo o critério de sua posição no grupo e seu recorde na rodada preliminar (pontos, diferença de gols e gols marcados). O formato dos jogos é o padrão. São três períodos de 20 minutos cada e em caso de empate do placar o jogo irá para overtime e se necessário penalty-shot shootout. As equipes são pontuadas em três pontos para a equipe que vencer no tempo regular, um ponto para ambas as equipes em caso de empate e um ponto a mais para a equipe que vencer no tempo extra. Em caso de empate de pontos por duas ou mais equipes é criado um subgrupo para que elas joguem entre si até que não haja mais empate de pontuação. 

    Novidades na edição de 2020

    Como uma forma de promoção do evento, alguns jogadores e ex-jogadores foram convidados para estar atuando como embaixadores. Alguns desses jogadores, inclusive, já participaram do campeonato em seus tempos de juniores. A ideia é que esses jogadores ajudem a  promover o evento fora da República Tcheca. Para isso eles foram convidados não necessariamente para atuarem como embaixadores de seus países, mas sim dos países que têm certa influência entre os fãs. Como por exemplo o jogador Zbynek Irgl. Ele nasceu em Ostrava mas jogou por muitos anos na KHL e por isso foi convidado como embaixador da Rússia. Entre os embaixadores também estão o ex-jogador e atual técnico da seleção eslovaca Vladimír Vujtek Sr; o ex-winger Petr Hubacek para a Finlândia; ex-Montreal Canadiens Tomas Plekanec para o Canadá e o goleiro do Carolina Hurricanes Petr Mrazek para os EUA. 

    Este ano o campeonato contará com o diferencial de dois mascotes, o que não é comum num campeonato de juniores. Em entrevista para o site da IIHF a secretária geral do comitê de organização do campeonato, Marketa Sterbova contou que o leão foi escolhido por estar inerentemente ligado ao hockey tcheco. Os mascotes escolhidos são Puk e Tuk que já atuam como mascote da equipe nacional da República Tcheca. Os leões foram escolhidos pelos próprios fãs da equipe tcheca em 2016 numa votação online. Porém, para o campeonato, os mascotes receberam uma repaginada para apresentar uma aparência mais moderna e a camisa foi substituída. Agora as novas camisas possuem o logotipo do evento e ambos usaram o número 20. 

    As medalhas foram feitas exclusivamente para o evento. Cada uma delas foi produzida de forma artesanal e o design foi assinado pelo arquiteto e designer Oldrich Sladek. O design das medalhas foi baseado nos recursos comuns das cidades siderúrgicas já que as duas cidades são conhecidas principalmente pela produção de ferro e aço. As medalhas de ouro são feitas com ouro puro de 24k e enquanto as de prata foi deixada nas cores do aço. As medalhas de bronze são douradas com ouro vermelho. Todas elas possuem um tamanho comum medindo 66 milímetros de diâmetro e meio centímetro de espessura. O tema principal da medalha é baseado no logotipo do 2020 IIHF World Junior Championship, a estilização do goleiro. O verso das medalhas apresenta o logotipo da IIHF com os nomes de ambas as cidades anfitriãs.

    Os jogadores

    Tanto  jogadores que já foram draftados quanto atletas que ainda serão elegíveis para o NHL draft, participam do campeonato. Dessa forma, é importante tanto para os times como os fãs ficarem de olho no evento. Em muitos casos um time consegue observar o desempenho de determinado jogador através do World Junior Championship. Isso influencia na hora de selecionar o jogador no draft. Para jogadores que já foram draftados, é o momento de conhecer seu jogo em um evento de grande porte,  é interessante ver como o jogo dele mudou e como ele pode chegar no profissional.

    Para aqueles jogadores que podem ser dispensados pelos seus times da NHL para participar da competição, como o center Kirby Dach do Hawkes, por exemplo, é curioso ver como seu jogo na seleção vai ser influenciado pelo seu tempo na Liga. Entretanto a seleção canadense ainda aguarda a resposta se ele irá ou não participar. No entanto alguns jogadores já foram liberados por seus times, é o caso de Barrett Hayton, que foi selecionado pelo Arizona Coyotes em 2018. O jogador, que chegou a participar de alguns jogos da NHL nesta temporada, foi liberado no dia 12 de dezembro para estar participando do campeonato. O center Joseph Veleno também foi liberado por seu time. O canadense, que joga no Grand Rapids Griffins, afiliado do Detroit Red Wings na AHL, irá se juntar a sua seleção somente após o training camp.

    Outros dois jogadores da AHL também foram liberados por seus times. O defensor Tobias Bjornfot para a equipe sueca e o forward Rasmus Kupari para a equipe finlandesa. Ambos jogam pelo Ontário Kings, equipe da AHL afiliada ao Los Angeles Kings.

    Outros nomes conhecido dos fãs de hockey são dos jogadores Alex Turcotte (prospect do Los Angeles Kings), Cole Caufield (prospect do Montreal Canadiens), Ty Emberson (prospect do Arizona Coyotes) e K’Andre Miller (prospect do New York Rangers); os quatro jogam juntos na Universidade de Wisconsin. Os novatos Turcotte e Caufield foram draftados em 2019 junto com outros jogadores que também irão participar do campeonato. O goleiro Spencer Knight ( prospect do Florida Panthers); os defensores Cameron York ( prospect do Philadelphia Flyers) e Ryan Johnson ( prospect do Buffalo Sabres); e os forwards Trevor Zegras ( prospect do Anaheim Ducks) e John Beecher ( prospect do Boston Bruins) também foram liberados para estarem participando.

    Apesar de grandes nomes dos novatos da NHL não terem sido liberados por seus times. As seleções do Canadá e dos EUA estão com grandes jogadores em seus times e ambas possuem boas chances de chegar às finais. Os jogos do round preliminar acontecerá dos dias 26 a 31 de dezembro. Os playoffs estão marcados para 2020, as quartas de finais acontecerá no dia 02 de janeiro. Enquanto as semifinais estão marcadas para o dia 4 de janeiro e a grande final no dia 05 de janeiro. Para maiores informações aqui.

    Foto: Reprodução/IIHF.com

  • #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    Já não é mais novidade o preconceito que grande parte das mulheres sofre quando decide seguir carreira no universo esportivo. Jornalistas, atletas, gestoras, analistas.

    No hockey especificamente, também é sabido que o esporte é dominado pelo sexo masculino.

    Por fim, também são old news que mulheres ligadas ao esporte já sofreram, em algum momento de sua carreira, discriminação. Ainda existe uma parcela do fandom que não conseguiu aceitar que elas também pertencem ao hockey. Sim, tanto quanto os homens. 

    Desse modo, o time feminino de hockey sueco foi um dos que resolveu dizer “chega!” A jogadoras se uniram, e criaram o movimento #FörFramtiden. Este por elas mesmas e pelas futuras atletas, com a intenção de desenvolver um ambiente saudável para todas as meninas que sonham em fazer do esporte seu trabalho um dia. 

    O que é o #FörFramtiden

    Num geral, o #FörFramtiden é um movimento, organizado pelo Time Feminino de Hockey da Suécia. Este tem o intuito de reivindicar melhores condições para as atletas do time. A intenção é criticar a maneira inferior como a confederação tem tratado os times femininos. O tratamento é visto como completamente diferente do destinado aos times masculinhos, em vários aspectos.

    Portanto, protestantes ao descaso, 43 jogadoras da Seleção Sueca Sênior anunciaram, em 14 de agosto, um boicote ao training camp. Também optaram por não participar do Torneio das 5 Nações, que teve início em 20 de agosto de 2019. Tal anúncio foi feito nas mídias sociais das jogadoras, um dia antes da equipe feminina precisar se reunir para o training camp em Bosön, complexo de esportes localizado em Estolcomo, na Suécia, destinado a Confederação de Esportes do país. 

    Parte do manifesto conta com os seguintes dizeres:

    “Todas os jogadoras convidadas a jogar pela Seleção Nacional de Hóquei Feminino da Suécia informaram hoje à Federação Sueca de Hóquei sobre uma decisão mútua e unida. Um total de 43 jogadores foram convidadas para o training camp e Torneio. Porém, ninguém participará de nenhum. A partir de hoje, [nenhuma das atletas] representará as cores azul e amarelo até que a Confederação Sueca de Hockey nos mostre que está disposta a trabalhar ao lado de nossas jogadoras para desenvolver e criar melhores fundamentos para as atletas atuais e para todas as próximas.”

    A resposta da confederação foi que eles estavam surpresos com o manifesto. Porém, em momento algum acabaram por citar as condições que o time feminino precisa enfrentar em todas as competições. Muito menos mencionaram soluções para a criação de melhores ambientes para as jogadoras atuais do time feminino de hockey, e também para as futuras atletas. 

    A importância do movimento

    Seguidamente, as atletas sugeriram, no manifesto, 10 pontos que necessitavam mudanças. Alguns destes são: maiores investimentos monetários nos times de hockey femininos (que são bastante inferiores às equipes masculinas), seguro para as atletas, melhores condições de viagens para os torneios, de uniformes, suplementos nutritivos (estes que muitos atletas afirmam já ter recebido com a validade expirada).  

    Dessa forma, discussões como essas são de extrema importância para que a próxima geração de atletas saiba o seu valor. Por fim, que entendam também que não merecem menos do que o mesmo respeito que os homens pelo trabalho excepcional que fazem. Assim, para que continuem levando tais pautas para que o futuro do hockey feminino seja brihante.

    Atletas apoiando o movimento

    Henrik Lundqvist, sueco que joga pelo New York Rangers, da NHL, declarou apoio ao movimento de suas colegas de seleção. Ele insistiu que, para que exista um acordo entre a equipe sueca de hockey feminino e a confederação de hockey sueca, é necessário diálogo.

    “Onde os recursos são usados ​​hoje? Podemos mudar a priorização / estrutura? Acredito que é bom iniciar um diálogo, porque a situação que as mulheres enfrentam é insustentável. O mais importante é iniciar o diálogo. As mulheres precisam sentir que têm oportunidades certas para realizar o máximo possível [pela equipe], mas, ao mesmo tempo, a Associação Sueca de Hockey no Gelo está se excedendo. (…) Não é sobre grandes recursos. Às vezes são sobre pequenas coisas, extremamente importantes, que fazem a diferença na preparação de qualquer atleta”, afirmou o atleta.

    No entanto, Lundqvist não é o primeiro atleta a apoiar o movimento. Outra iniciativa veio de seu colega de equipe nos Rangers e na seleção sueca. Mika Zibanejad doará 1 dólar para o time feminino a cada hambúrguer vendido no Brödernas, restaurante do qual ele é dono, juntamente com seu irmão e amigos. 

    Logo, discussões como estas são necessárias para ressaltar o mesmo ponto que as mulheres vêm tentando afirmar há anos: elas merecem estar no esporte, e disputar com a camisa de seus países tanto quanto os homens.

    Equipes femininas são tão talentosas e competitivas quanto os times masculinos. Por isso têm o direito de lutar por melhores condições para ter a oportunidade de fazer do esporte seu principal ofício, da mesma maneira que os homens podem fazer. Merecem ser apoiadas por falarem tão abertamente, por lutarem por suas causas em um mundo tão machista, como é o dos esportes. 

    Estamos no século 21. Não existe mais espaço para descriminação e mudanças são necessárias. Agora.

    Foto: Reprodução/theicegarden.com

  • Yevegni Kuznetsov é suspenso por quatro anos pela IIHF

    Yevegni Kuznetsov é suspenso por quatro anos pela IIHF

    A Confederação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF) suspendeu o jogador russo, Yevgeni Kuznetsoz, por violação ao artigo 2.1 do Código Antidoping Mundial, tal qual trata-se sobre a presença de substâncias proibidas no organismo dos jogadores. 

    Inicialmente, um teste antidoping realizado pelo jogador, no dia 24 de maio de 2019, ainda durante o mundial de hockey, constatou a presença de uma droga ilícita no sistema do atleta – cocaína. Desde então, Yevgeni havia sido suspenso provisoriamente de jogar pela seleção de hockey da Rússia. Porém hoje (23), a IIHF confirmou sua suspensão. Esta que acabará por se estender até 12 de junho de 2023. 

    No entanto, a suspensão não o faz automaticamente ser banido do time pelo qual joga na NHL, o Washington Capitals. Apenas de competições internacionais com o time de seu país origem. Nos protocolos da Liga Nacional de Hockey não constam punições para drogas como Cocaína e Maconha. Isto porque as mesmas não viriam a afetar o desempenho do atleta no rinque. Portanto, a NHL deve se reunir com o jogador e tomar uma decisão sobre sua situação até o fim do dia. 

    Antes da suspensão definitiva

    Em maio, o Capitals confirmou a existência de um vídeo, agora já deletado das redes sociais, onde Kuznetsov sentava a frente de uma mesa que continha linhas de cocaína. O vídeo, postado durante a ocasião no Twitter, tinha como legenda “Foi por isso que a Rússia perdeu o torneio de hockey mundial nas semifinais”. Inicialmente, a mídia mostrava o jogador conversando com alguém que também se encontrava no quarto de hotel. Porém, este se encontrava em uma mesa com linhas de cocaína, juntamente com notas de dólares, à sua frente. No entanto, nos 22 segundos do vídeo, Kuznetsov não toca em nenhuma das coisas existentes nesta. 

    Em comunicado enviado à imprensa, a equipe russa disse que ainda se encontrava no processo de reunir fatos concretos sobre o ocorrido. Por conseguinte,  não iriam se posicionar sobre a situação até que tudo estivesse comprovado ou não.

    Em outro comunicado ao jornal esportivo russo, Sport Express, Kuznetsov disse que o vídeo seria de 2018. Este teria sido gravado em Las Vegas, após a vitória do Capitals na final da Stanley Cup do mesmo ano. Em nota, o jogador disse que havia ido até o quarto de hotel de um amigo. Porém, quando viu drogas e uma “mulher desconhecida”, ligou para um outro amigo e foi embora. “Eu nunca usei drogas. Me dê um teste (antidrogas) e eu irei passar.”, disse o jogador do Washington no mesmo comunicado ao jornal. 

    Comunicado do Washington Capitals e de Yevgeni Kuznetsoz

    Na manhã de hoje (23), logo após o comunicado da IIFH, o Washington Capitals também publicou em seu site, vinculado a NHL, uma declaração, juntamente à do jogador, em relação ao ocorrido. 

    O time diz estar ciente dos resultados positivos do teste anti-doping e da suspensão de Kuznetsov pela IIHF. Seguidamente, se dizem desapontados, e afirmam que levam a política antidrogas completamente a sério. Também relatam que o jogador procurou voluntariamente ajuda dos programas de conscientização providos pela própria NHL. Por fim, concordou com o protocolo de um teste regular comandado pelo próprio programa. A equipe se diz estar comprometida em ajudar o jogador com a situação. Porém, explanou que aguarda as próximas decisões, estas que serão tomadas pela própria NHL. 

    O comunicado do próprio Kuznetsov (traduzido) para o site do Capitals: 

    “Recentemente, a IIHF me notificou que, devido a um teste positivo de substâncias ilícitas, eu seria suspenso de competições internacionais durante quatro anos. Eu tomei a decisão de aceitar a penalidade. Representar meu país sempre foi algo que guardo no coração e que tenho muito orgulho de fazer. Não poder usar essa camisa por quatro anos é algo bem difícil de aceitar. Eu desapontei tantas pessoas que são importantes pra mim, incluindo minha família, companheiros de time e amigos. Desde o primeiro dia que eu entrei no rinque em D.C., a organização do Washington Capitals tem sido nada menos do que incríveis comigo e com minha família. Eu me sinto terrível por desapontar todos vocês. Me dei conta de que a única maneira de conquistar a confiança de vocês é assumir responsabilidade pela minha situação e meus atos daqui para frente.”

    Yevgeni Kusnetsov para o site do Capitals vinculado a NHL.

    Até o momento, a NHL não se posicionou sobre o ocorrido.

    Foto: Reprodução/zimbio.com

  • Perfil Jack Hughes

    Perfil Jack Hughes

    Na última sexta-feira (21), o New Jersey Devils confirmou o que todos estavam esperando ao draftar o americano Jack Hughes em primeiro lugar no NHL Draft 2019. O center nasceu em Orlando, na Flórida, no dia 14 de Maio de 2001. No entanto, poucos dias depois, sua família mudou para Oklahoma, de onde continuaram mudando por causa do trabalho dos pais.

    Hughes teve desde muito cedo uma relação com o hockey. Isso aconteceu porque sua mãe, Ellen Hughes, jogou pela seleção feminina de hockey no início dos anos 1990. Ellen foi, então, uma das medalhistas de prata do World Championship de 1992.

    Apesar de seu pai, Jim Hughes, também ter jogado hockey e ter trabalhado no Toronto Marlies e nos Leafs, Jack diz que sua maior referência é a mãe. Ellen foi, inclusive, quem lhe ensinou a patinar. Quando Jim estava fora de casa, os três Hughes (Jack, Quinn, jogador do Canucks, e Luke, o caçula), recorriam à Ellen para pedir dicas e ensinamentos sobre o esporte.

    Criado em um ambiente propício para desenvolver seu jogo, Jack Hughes desde muito cedo demostrava talento para esporte. Aos cinco anos, Jack jogava com crianças mais velhas do que ele. Durante esse período, ele logo começou a demonstrar habilidades que já assinalavam que tinha algo diferente acontecendo ali.

    Prova disso é que Jack Hughes se tornou apenas o oitavo americano a ser draftado em primeiro da NHL. Sendo assim, ele entrou para o seleto grupo de Auston Matthews (2016), Patrick Kane (2007), Erik Johnson (2006), Rick DiPietro (1995), Mike Modano (1988) e Brian Lawton (1983).

    Modo Iniciante

    Jack Hughes começou a sua carreira no hockey quando sua família estava em Toronto. Ele jogou pelo Toronto Marlboros Bantam na temporada 2014-15, na GTBHL. Na temporada 2015-16, Hughes foi para o Mississauga Rebels na Greater Toronto Hockey League (GTHL), quando tentou ingressar um ano mais cedo na Canadian Hockey Legue. Entretanto, ao ser recusado, ele passou a treinar no Toronto Marlboros na temporada 2016-17, onde marcou 159 pontos em sua última temporada na equipe.

    Mas sua carreira no Marlboros não durou muito. Logo Hughes foi draftado em oitavo lugar pelo Mississauga Steelheads na OHL, apesar do seu comprometimento com o U.S. National Team Development Program.

    Na temporada 2017-18, Hughes jogou ao lado do USNTDP, revezando entre os times U17 e U18. Ele quase bateu o recorde de Auston Matthews ao marcar 116 pontos na temporada. Por isso, ele levou o prêmio Dave Tyler Junior Player of the Year e o melhor jogador nascido nos EUA no junior hockey.

    Durante a temporada 2018-19, Jack Hughes bateu todos os recordes de pontos do NTDP, chegando ao NHL Draft com boas estatísticas que chamaram atenção dos olheiros.

    Modo Carreira

    Jack foi draftado pelo New Jersey Devils no Draft 2019. Entretanto, apesar das expectativas que ele inicie sua carreira na NHL na temporada 2019-20, ainda é preciso saber se ele irá profissionalizar este ano. Ele pode continuar desenvolvendo seu jogo por mais uma temporada antes de chegar à Liga, agora no hockey universitário. Hughes pode, seguindo os passos do irmão mais velho, competir pela Universidade de Michigan antes de chegar ao profissional.

    Modo Internacional

    Como parte do U.S. National Team Development Program, Jack Hughes teve oportunidade de jogar alguns torneios pela seleção americana. Com maior destaque, Hughes participou do 2018 IIHF World U18 Championships, quando os Estados Unidos levou a prata. Nesse torneio, Jack foi o líder em gols, marcando 12 vezes. Isso o ajudou a entrar no All Star Team do torneio, além de ter sido considerado o MVP da competição.

    Em dezembro de 2018, Jack foi convocado para competir no 2019 World Junior Ice Hockey Championships ao lado do seu irmão, Quinn. Nesse torneio, Hughes terminou com quatro assistências na derrota do Team USA para a Finlândia na final.

    Em 2019, Hughes participou do 2019 IIHF World U18 Championships, quando o Team USA levou a medalha de bronze. Para Jack, essa competição foi especial pois quebrou o recorde de gols de Alexander Ovechkin.

    Mais tarde, no dia primeiro de maio, Jack se tornou o jogador mais jovem a representar o Team USA no IIHF World Championship com apenas 17 anos. Na competição, o Team USA foi eliminado nas quartas de final pela Rússia.

    Jack Hughes é um jogador que promete chegar à NHL mudando a dinâmica de seu time. Com sua experiência no Mundial deste ano, Hughes já entende a dinâmica de competir com jogadores profissionais. Entretanto, a rotina da NHL é ainda mais intensa e seus números poderão precisar de tempo para se ajustar.

    Foto: Reprodução/ESPN.com