Na última sexta-feira (03) a NHL e a NHLPA chegaram a um acordo com a IIHF e o Comitê Olímpico Internacional (COI) que permitirá aos jogadores da NHL participar das Olimpíadas de Inverno de 2022 em Pequim.
O acordo traz uma cláusula na qual NHL e NHLPA podem se retirar dos jogos se as condições da pandemia de COVID-19 piorarem. Também será possível cancelar sua participação caso a programação da NHL de 2021-22 seja interrompida e a liga precise usar o intervalo olímpico para recuperar jogos. Acredita-se que o prazo para o cancelamento seja no início de janeiro, disseram fontes à ESPN.
“Nós entendemos a paixão dos jogadores da NHL em representar e competir pelo seu país. Estamos muito satisfeitos por conseguirmos concluir acordos que lhes permitirão retomar a melhor competição no palco Olímpico” disse Bill Daly, comissário adjunto.
Como parte do acordo, a IIHF e o COI arcarão com todos os custos de viagem e seguro dos jogadores da NHL. Além disso, as entidades também cobrirão a hospedagem dos jogadores, se eles puderem comparecer. Um grande problema nas negociações, no entanto, foi o “seguro COVID”. Enquanto NHL e NHLPA encontraram um provedor, a Federação e o COI não queriam cobrir o seguro adicional. Por esse motivo, caberá a cada jogador individualmente determinar se vai comprar o seguro ou não.
Como será o intervalo olímpico
A NHL está programada para interromper os jogos de quinta-feira, 3 de fevereiro, até terça-feira, 22 de fevereiro. O fim de semana All-Star em Las Vegas — começando em 4 de fevereiro — acontecerá independentemente de atletas da NHL participarem das Olimpíadas ou não.
Todos os jogadores que participarem das Olimpíadas terão obrigatoriamente que se vacinar contra a COVID-19; no entanto, poderá haver isenções muito limitadas caso a caso.
Em uma reunião de fevereiro de 2020 com a IIHF, a NHL delineou algumas coisas — logotipos e anúncios da NHL apresentados nos jogos olímpicos, a possibilidade de usar vídeos de destaques na NHL Network ou NHL.com — que a liga esperava que ajudasse promover a modalidade.
No entanto, fontes confirmaram à mídia que a NHL teve a maioria dos seus pedidos negados. O clima mudou desde aquela reunião de fevereiro de 2020; a NHL se separou da parceira de transmissão NBC, que também realiza as Olimpíadas. Além disso, fontes envolvidas nas negociações disseram que a IIHF e o COI sabiam que tinham influência, considerando que os jogadores da NHL têm falado muito sobre seu desejo de retornar às Olimpíadas.
As equipes olímpicas participantes devem enviar suas “longas listas” de jogadores até 15 de outubro deste ano. As listas provisórias de jogadores escalados serão anunciadas em janeiro. As seleções nacionais não podem hospedar campos de orientação presenciais, mas podem realizar reuniões virtuais antes dos jogos.
De acordo com fontes, os jogadores estão sendo instruídos a se preparar para protocolos rígidos durante as Olimpíadas. Isso inclui um ambiente de bolha imposto pelo governo chinês, testes diários, restrições significativas em interações e movimentos e a possibilidade de usar dispositivos de localização GPS para auxiliar no rastreamento de contato e garantir a conformidade do protocolo.
Você pode ler sobre o hockey masculino e feminino nas Olimpíadas de Inverno da última década nos links abaixo.
Após mais de 20 dias, e confrontos com três grandes adversários, o Canadá se consagrou campeão do Mundial Feminino da IIHF de 2021, ao derrotar a equipe estadunidense na última terça-feira (31).
Desde o início do campeonato, o time canadense feminino mostrou, a partir de sua ótima campanha, que viria a ser um forte candidato à briga pelo título de campeão do mundo. Assim como a equipe estadunidense que, posteriormente, se tornou, um dos adversários mais desafiadores que o Canadá enfrentou durante o torneio.
Com direito a overtime e gol de Marie-Philip Poulin, a partida na qual os times brigaram pelo ouro foi uma montanha russa de emoções. Por isso, continue lendo para saber mais sobre tudo que aconteceu na final do Women’s Worlds de 2021!
Recapitulando o round preliminatório
Além do destaque para o campeão e vice do torneio, a primeira rodada do torneio possibilitou ao fã do esporte a possibilidade de entrar em contato com grandes atuações por parte de times como Alemanha, Japão e República Checa, que saíram vitoriosos da maior parte dos jogos disputados. Destaque para as jogadoras do time checo, que venceram todas 4 partidas que concorrem na etapa. A equipe Finlandesa também apresentou grande desempenho, garantindo 2 grandes vitórias durante o round.
Apesar da não classificação para a etapa de qualificatórias, o time da Hungria merece menção de honra. Mesmo com as derrotas, a equipe realizou um dos jogos mais produtivos da primeira etapa do campeonato, garantindo uma vitória de 5 a 1 contra a Dinamarca (que foi eliminada também na primeira etapa do torneio), sendo a primeira do time em um Women’s Worlds Hockey. No entanto, mesmo ocupando as últimas colocações, é possível notar um grande avanço nos times e perceber que irão apostar muitas de suas fichas nas olimpíadas de Beijing em 2022.
Apesar da ocupação na última posição do ranking do torneio, o técnico da equipe dinamarquesa, Peter Elander, destacou que sente orgulho do desempenho da equipe durante grandes equipes como Alemanha e Japão em sua primeira participação no campeonato.
“Em termos de classificação é decepcionante, mas você olha para a maneira como jogamos contra o Japão, o sexto time do mundo, e como jogamos e desafiamos a Alemanha. Achamos que já sentimos o cheiro de como é jogar aqui. As meninas têm muita vontade de melhorar e o primeiro torneio é sempre difícil. Por isso, pensamos que podemos melhorar nosso jogo já em novembro.”
Peter Elander para o iihf.com
As quartas de final
Após grandes partidas no primeiro round da competição, os jogos das quartas de finais do Women’s Worlds Hockey foram marcados pelas grandes atuações dos favoritos do torneio – Estados Unidos e Canadá.
Tendo como oponente o Japão, que havia feito ótimas partidas no round pré-eliminatório, os EUA acabou vencendo o jogo em um placar de 10 a 2 contra a equipe japonesa, com grandes atuações das jogadoras Alex Carpenter e Hilary Knight, provando que as chances de a equipe garantir a vitória do campeonato seriam grandes.
O Canadá também se mostrou um forte adversário contra a Alemanha nas quartas de final, vencendo a partida por 7 a 0 e dominando a maior parte dos três períodos do jogo – com destaque para as jogadoras Natalie Spooner, Marie-Philip Poulin e Melodie Daoust que, além de marcarem a maior parte dos gols do jogo, também foram responsáveis por muitas assistências.
Em contrapartida, os jogos entre o Comitê Olímpico Russo e Suíça, e também entre Finlândia e República Tcheca tiverem placares mais modestos. Estes que fizeram com as equipes Russa e Finlandesa avançassem para as semifinais para enfrentar as equipes norte-americanas.
Futuramente, Finlândia e República Tcheca viriam a ser também eliminadas do torneio pelos EUA e Canadá, respectivamente. No entanto, assim como os demais times, mostraram grande desempenho ao longo das partidas e um pouquinho do estilo de jogo que poderemos esperar das equipes nas olimpíadas de inverno em 2022.
Além disso é importante ressaltar que nenhuma das equipes que disputaram o torneio foi desclassificada dos jogos olímpicos, mesmo com a sua eliminação no Women’s Worlds. Portanto, poderemos acompanhar grandes jogos de hockey nas olímpiadas e também assistir ao desempenho de muitas das equipes que participaram do campeonato mundial feminino esse ano.
Forte candidato a conquista do Women’s Worlds
Antes mesmo do início do campeonato mundial feminino, não era um mistério que, independente da equipe que o enfrentasse, o time canadense seria um forte candidato ao título. E, após derrotar a equipe alemã nas quartas e a Suíça nas semifinais (ambas partidas finalizadas com ótimos placares para o Canadá), já era quase um fato que as chances do time ser campeão mundial eram gigantescas.
No entanto, o Canadá encontraria um grande empecilho na final: o time dos Estados Unidos. Com grandes nomes no elenco e performances excepcionais no gelo, os EUA também entraram no campeonato com grandes favoritos. Assim, vencer o Japão por 10 a 2 nas quartas de finais, somado a vitória de 3 a 0 contra o grande time da Finlândia, apenas concretizou este fato. Apesar do bom desempenho até o fim do torneio, era visível que o Canadá teria um adversário à altura para brigar pelo título no dia 31 de Agosto.
Sendo assim, isso se concretizou logo nos primeiros minutos do jogo da final, onde Alex Carpenter marcou o primeiro gol da partida para o time dos EUA e, em seguida, o segundo aos 12:35 minutos.
Mas após a grande dominância no primeiro round, o Canadá entrou na segunda etapa com maior força no jogo. E, como consequência, marcou o primeiro do time com Brianne Jenner, aos 4:13 do segundo, sendo seguida pela colega de equipe, Jamie Lee Rattray, cerca de dois minutos depois. Com isso, o time canadense empatou com os EUA e, por fim, o fã de hockey teve a oportunidade assistir um jogo equilibrado em que ambas as equipes poderiam sair vitoriosas, aumentando ainda mais as expectativas.
Time Candense é o novo campeão do Women’s Worlds 2021
Mesmo com as diversas tentativas de gol por parte de ambos os times, o terceiro tempo foi finalizado sem maiores jogadas, fazendo com que a partida se estendesse para uma decisão em overtime, deixando tudo ainda mais contagiante.
Dessa forma, a decisão final acabou não demorando muito para se concretizar. Após 7 minutos de jogadas a gol de ambos os lados, foi Marie-Philip Poulin quem marcou o gol que trouxe a vitória do campeonato ao Canadá, tendo assistências de Brianne Jenner e Jocelyne Larocque. Com o apito final em Calgary, e após uma trajetória vitoriosa no torneio, o time Canadense Feminino se consagrou o campeão do IIHF Women ‘s World Hockey 2021.
A partir disso, a equipe garante sua 11ª medalha de ouro no campeonato, sendo a primeira desde a edição de 2012 do torneio. Um feito e tanto!
Com a vitória do campeonato pelo Canadá e vice-liderança dos EUA, o restante da colocação entre os times participantes do Women’s Worlds Hockey se deu da seguinte forma:
Classificação final do Women’s Worlds Hockey. Foto: Reprodução/iihf.com
Em relação às jogadoras que se destacaram, a organização do campeonato definiu Melodie Daoust, do Canadá, como a MVP e melhor atacante do torneio. Também juntam-se a ela Anni Keisala, da Finlândia, como melhor goleira, e Lee Stecklein, dos EUA, como melhor defensora.
World’s Women x Olímpiadas de Inverno 2022: o que esperar?
O Women’s Worlds Hockey trouxe diversas performances destaques por parte de muitas equipes, muitas conhecidas e outras que estavam fazendo suas estreias – como no caso da Hungria.
Mesmo com a derrota na primeira etapa do campeonato, é possível que possamos ver maior desempenho da equipe húngara durante as olimpíadas. A Dinamarca também é um grande exemplo – tanto as jogadoras quanto o técnico da equipe afirmaram que o time irá utilizar os meses restantes para os jogos olímpicos com o intuito de desenvolver as jogadoras para que, assim, elas possam competir de igual para igual com grandes nomes do hockey mundial, como Estados Unidos, Canadá e Finlândia.
Suíça e Japão também foram equipes que mostraram que o time está preparado para o desafio das olimpíadas e que a derrota no World’s servirá como motivação para alcançar uma medalha de ouro. Como o hockey é um esporte bastante improvável em termos de resultados, é possível que equipes que ocuparam posições mais abaixo na tabela venham a se destacar.
No entanto, é impossível negar o favoritismo de times como Canadá e Estados Unidos. Além de contarem com algumas das melhores jogadoras do mundo atualmente, ambas as equipes contam com diversos recursos que tornarão o seu bom desempenho favorável nos jogos olímpicos, além do fator principal: os anos de experiência.
Portanto, independente dos times presentes na competição, uma coisa é certa: os times norte-americanos são grandes adversários e continuarão buscando pela estadia no pódio.
Para nós, o que resta é esperar a próxima edição para, assim, acompanhar novamente mulheres incríveis fazendo sucesso e história no gelo. E falando na próxima edição: qual time vocês acreditam que será o próximo campeão do campeonato? Conta para a gente nos comentários!
Depois de cancelamentos e incertezas ao longo dos últimos dois anos, a elite do hockey feminino vai disputar uma nova edição do Mundial da IIHF em Calgary, no Canadá, a partir desta sexta-feira, 20 de agosto. Dez equipes disputarão entre si ao longo de dez dias pelo título da competição.
O Mundial Feminino de Hockey de 2021 estava previsto para acontecer em Halifax e Truro, na província de Nova Scotia, no Canadá, durante o mês de maio. As cidades já esperavam pelo evento desde o ano anterior, cuja edição havia sido cancelada por causa da pandemia de COVID-19. No entanto, a IIHF anunciou em 21 de abril que também cancelaria a competição deste ano por preocupações de saúde por parte do governo da província.
Como nas últimas edições do Mundial Feminino da IIHF, a competição consiste numa fase de grupos seguida de uma fase eliminatória. Os Grupos A e B contam com cinco times cada, que disputam partidas entre si até o dia 26 de agosto. No Grupo A estão as cinco melhores equipes do mundo, Estados Unidos (atuais campeãs), Canadá, Finlândia, Comitê Olímpico Russo, e Suíça. Todas as equipes deste grupo já contam com uma vaga nas quartas de final. Já no Grupo B, estão Japão, Alemanha, Tchéquia, Dinamarca (promovida da Divisão I A), e Hungria (promovida da Divisão I A), e apenas as três melhores colocadas ao final da primeira fase vão avançar na competição.
Os confrontos das quartas de final serão definidos pela classificação em cada grupo, e o chaveamento segue a partir daí até a disputa da final, no dia 31. Diferentemente do Mundial masculino, a Federação não anunciou se vai disponibilizar a transmissão dos jogos para o público internacional em seu canal do YouTube. A ESPN também não tem planos de transmitir a competição no Brasil, mas para os fãs nos EUA e Canadá, será possível acompanhar na NHL Network e na TSN, respectivamente.
Abaixo, a programação completa de jogos, todos no Horário de Brasília.
Enquanto os playoffs da NHL acontecem a todo vapor na América do Norte, a edição 2021 do Mundial Masculino de Hockey da IIHF, que aconteceu na Letônia, já chegou ao fim. O evento, que ocorreu entre os dias 21 de maio a 6 de junho, teve a sua final no último domingo (6) numa partida emocionante entre a Finlândia e o Canadá. Por fim, a seleção canadense conquistou o seu 27º no campeonato numa vitória de 3-2 no overtime.
Com partidas emocionantes, o evento foi do jeitinho que o fã de hockey gosta: muitos gols e muita imprevisibilidade. Logo no primeiro dia, a seleção da casa conseguiu bater um dos favoritos. Numa reviravolta emocionante, a seleção da Letônia ganhou da seleção do Canadá por 2 a 0. No entanto, esse não foi o único ponto alto do campeonato.
Seleções participantes
Para esse ano, os países participantes foram classificados com base no ranking da IIHF de 2020após a final do Mundial de 2019. Isso porque, com a pandemia de COVID-19, a edição de 2020 foi cancelada antes mesmo da rodada preliminar. Assim, todos os times que iriam participar do campeonato em 2020 foram automaticamente classificados para 2021.
Ao todo, foram 16 seleções divididas em dois grupos para a fase preliminar, uma dessas equipes a do Comitê Olímpico da Rússia. O país está proibido de competir em campeonatos mundiais e jogos olímpicos até 2022 e, portanto, seus atletas não podem jogar pela sua bandeira e nem tocar o seu hino nos eventos. Por isso, os jogadores de hockey se uniram e jogaram sob a bandeira neutra denominada por eles de COR. Para o hino, utilizou-se o Concerto para piano e orquestra n.º 1 de Pyotr Ilyich Tchaikovsky.
As equipes foram divididas em dois grupos com oito seleções cada em que apenas os quatro melhores passariam para as quartas de finais. O grupo A era composto por: COR (Rússia), Suécia, República Tcheca, Suíça, Eslováquia, Dinamarca, Bielo-Rússia e Grã-Bretanha. Enquanto o grupo B era composto por: Canadá, Finlândia, Estados Unidos, Alemanha, Letônia, Noruega, Itália e Cazaquistão.
Grandes decepções
Se de um lado alguns tivemos resultados inesperados, do outro nem tanto. Apesar de conseguirem se classificar para o campeonato, a expectativa para algumas seleções não era tão alta assim. Esse foi o caso da seleção da Itália, que, de todas as seleções participantes, foi a única que não conquistou ponto nenhum, sendo derrotada em todos os sete jogos da fase preliminar. Incluindo uma goleada de 9 a 4 contra a Alemanha.
Outra seleção que decepcionou em seu resultado foi a equipe da Suécia. Esta, que é uma equipe de tradição nos mais diversos campeonatos no gelo, não conseguiu se classificar para as quartas de final. Mesmo com nomes vindos da NHL como Victor Olofsson do Buffalo Sabres e Marcus Sörensen do San Jose Sharks. A seleção sueca foi eliminada pela equipe COR numa partida que terminou em shootout. Sendo essa a primeira vez que a seleção da Suécia não se classifica para as quartas de final desde que o novo formato foi adotado.
No entanto, nem tudo foi decepção, apesar da primeira fase não ter sido exatamente como esperava a seleção canandense conseguiu dar a volta por cima. A equipe perdeu suas três primeiras partidas contra a seleção da Letônia, EUA e Alemanha. Assim, ficou em quarto lugar na classificação das quartas de final junto com as seleções da Finlândia, EUA e Alemanha. Enquanto no grupo A as seleções a se classificarem foram: COR, Suíça, República Tcheca e Eslováquia.
Playoffs do campeonato
Com os times classificados competindo entre si de acordo com as suas pontuações, as seleções da Suíça, Eslováquia, República Tcheca e COR não levaram a melhor contra os seus oponentes. Começando pela equipe dos jogadores russos, que perderam para a seleção canadense por 2-1 num overtime. Outro jogo que precisou de uns minutos extras foi das seleções da Alemanha e da Suíça, este por sua vez precisou ser decidido em um shootout com a seleção alemã levando a melhor em 3-2.
Em seguida tivemos a goleada de 6-1 dos Estados Unidos contra a Eslováquia. Por fim, a Finlândia levou a melhor contra a República Tcheca em 1-0. Dessa forma a semifinal ficou definida entre Finlândia, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. A Finlândia enfrentou a Alemanha e conquistou uma vaga na final com um placar 2-1.
A outra vaga ficou entre a velha rivalidade do Canadá contra os Estados Unidos para a alegria de muitos fãs que gostam de ver esses dois gigantes no gelo. Numa partida acirrada, o Canadá conseguiu sair na frente abrindo o placar e garantindo a vantagem. Por fim, a seleção canadense conseguiu se manter firme no gelo e garantiu a sua vaga na final com um placar de 4-2.
A briga pela medalha de bronze ficou entre a Alemanha e os Estados Unidos, sendo um verdadeiro show no gelo. A equipe norte-americana pode ter perdido a chance da final, mas não queria deixar de estar no pódio. Numa noite de goleada, a seleção dos EUA ganhou a partida em 6-1, marcando quatro dos gols apenas no segundo período.
Finlândia 2, Canadá 3. (OT)
A grande final, realizada dia 6 de junho, foi uma grande disputa como todo fã de hockey merece. O jogo começou com a seleção finlandesa abrindo o placar ainda no primeiro tempo. O center Mikael Ruohomaa aproveitou um passe de Oliwer Kaski aos 08:57 e mandou o puck direto pra rede.
No entanto, essa vantagem não durou muito e logo veio um empate. Isso porque no segundo período foi a vez de Max Comtois com uma assistência de Connor Brown e Sean Walker balançarem a rede a favor da seleção canandense.
Não restando outra alternativa para a Finlândia que respondeu a altura e no início do terceiro período e desempatou o jogo. Desta vez com uma assistência de Ruohomaa e Kim Nousiainen que enviaram o puck direto para Petteri Lindbohm que balançou a rede de seu adversário. Assim, garantindo a vantagem de 2-1 para a seleção finlandesa.
Por último, buscando o empate a seleção canadense conseguiu marcar mais um gol minutos depois. Novamente com uma assistência de Brown e agora Comtois, o center Adam Henrique aproveitou a deixa para garantir o segundo gol do Canadá.Dessa forma, o jogo terminou empatado e seguiu para o overtime.
Foi exatamente assim que Brown garantiu sua terceira assistência da partida. Com um pouco menos de 10 minutos de OT, o canadense e seu colega de equipe Nick Paul, driblaram os seus oponentes e garantiram a medalha de ouro.
Jogadores premiados
Como todo grande campeonato, o mundial não poderia deixar de destacar os melhores jogadores de sua edição. Somando 16 pontos com dez jogos e 14 assistências, o canadense Connor Brown foi líder em pontuação do campeonato. Seguido de seu colega de equipe Andrew Mangiapane que recebeu dois prêmios. Mangiapane foi nomeado o MVP após a sua chegada ter dado um gás na equipe e o melhor atacante segundo a mídia.
Os atacantes Conor Garland dos EUA e Liam Kirk também receberam a nomeação de melhores atacantes segundo a mídia. Enquanto a escolha de melhor goleiro ficou para o finlandes Juho Olkinuora e de melhor defensor para os alemães Korbinian Holzer e Moritz Seider.
Levando o seu segundo prêmio do campeonato, o defensor Seider também conquistou o prêmio de melhor defensor pela escolha do IIHF. Em seguida, o goleiro dos EUA, Cal Petersen, conquistou o prêmio de melhor goleiro e o eslovaca Peter Cehlárik de melhor atacante.
Todos os jogos estão disponíveis na íntegra no canal oficial da IIHF no youtube. A edição de 2022 já tem local e data definidas, de acordo com a escolha da IIHF em 2017, a Finlândia será a anfitriã da vez e o evento deve acontecer entre os dias 13 a 29 de maio. Os países participantes e seus grupos também já estão definidos.
Tem início hoje (21) a edição de 2021 do Mundial de Hockey no Gelo da IIHF, em Riga, na Letônia. O torneio acontece até 6 de junho na cidade, e conta com 16 países participantes.
Com o cancelamento do Mundial de 2020 no ano passado por conta da pandemia de COVID-19, este será o primeiro evento da categoria que a Federação realiza em dois anos. A princípio, a sede do torneio seria dividida também com a cidade de Minsk, Belarus, mas a Federação optou por retirar o evento desta última ainda no começo do ano, conforme reportamos aqui.
Como de costume, a IIHF vai disponibilizar as partidas ao vivo (em inglês) no seu canal do YouTube. A grande novidade deste ano para o mercado brasileiro são as transmissões de partidas da fase final com narração em português nos canais ESPN. É a primeira vez que a emissora transmite jogos do torneio, que já passou pelos canais Globosat em edições anteriores.
Abaixo, listamos toda a programação do torneio, com links para assistir aos jogos no YouTube. Os confrontos da fase final serão atualizados assim que definidos, ao final da fase de grupos.
Nesta quarta-feira (21), a IIHF (Federação Internacional de Hockey no Gelo) confirmou pelas redes sociais o cancelamento do Mundial Feminino de Hockey no Gelo deste ano. O torneio aconteceria neste primeiro semestre, mas precisou ser cancelado por preocupações com a segurança à saúde devido à COVID-19.
The IIHF received confirmation from the provincial government of Nova Scotia that the #WomensWorlds in Halifax and Truro🇨🇦 will be cancelled, due to safety concerns associated with #COVID19. https://t.co/NvomePTZr0
“Esta é uma notícia muito decepcionante de se receber com apenas algumas semanas para o início do torneio. Acreditamos firmemente que tínhamos as medidas de segurança adequadas em vigor para proteger as jogadoras, oficiais, espectadores e todos os residentes em Halifax e Truro, com base nas experiências da IIHF e da Hockey Canada em sediar o Mundial Júnior da IIHF em Edmonton,” afirmou René Fasel, Presidente da IIHF.
No ano passado, o Mundial já não havia acontecido por conta da pandemia. Dessa forma, a competição estava prevista novamente para acontecer nas cidades de Halifax e Truro, no Canadá, como na edição de 2020. Como há alguns meses, em 18 de novembro, a IIHF também anunciou o cancelamento dos torneios das Divisões I, II e III, o plano original para esta edição era incluir seis torneios em quatro divisões em um só grande evento.
Esta seria uma tentativa de colocar o calendário internacional do hockey feminino em dia, com os Jogos Olímpicos tão próximos. No presente formato, no entanto, apenas o campeonato da Divisão Top se mantém, alterando assim a quantidade de seleções participantes de 42 para 10.
Em um comunicado conjunto, a IIHF e a Hockey Canada se comprometeram a trabalhar para encontrar novas datas para o torneio, com o objetivo de sediar o evento no verão do hemisfério norte ainda em 2021.
“A Hockey Canada deseja agradecer à Província de Nova Scotia, à New Scotia Health e ao Dr. Robert Strang por sua ajuda na preparação para o evento, e apoiamos a decisão tomada. Um tremendo trabalho foi feito para sediar um campeonato mundial seguro e bem-sucedido e, apesar de não poder sediar o evento na Nova Escócia, a Hockey Canada continua comprometido em sediar o Mundial Feminino deste ano. Exploraremos todas as opções para sediar o evento nos próximos meses, se for considerado seguro fazê-lo, ” garantiu Tom Renney, presidente da Hockey Canada.
A esperança é para que encontrem uma solução e de fato o torneio possa acontecer. Afinal, além de alegrar todos os fãs do hockey, é necessário cada vez mais evidenciar a importância da modalidade feminina. Assim, preservar o campeonato feminino reforça a vontade dessas atletas de mostrar que a modalidade do jogo pode e vai crescer ainda mais.
Há exatamente um ano, o comissário da NHL, Gary Bettman, anunciou que a liga entraria em pausa por tempo indeterminado em razão do crescente número de casos de COVID-19 na América do Norte. A decisão veio no dia 12 de março de 2020, data que viu também diversas ligas e associações esportivas em todo o planeta cancelar desde jogos decisivos a reuniões e eventos de pré-temporada.
Este movimento se desencadeou na noite anterior, uma quarta-feira, quando Rudy Gobert (Utah Jazz, NBA) testou positivo para o novo coronavírus. Quase que de imediato, a NBA suspendeu indefinidamente o resto de sua temporada regular. A partida preste a acontecer na liga foi interrompida e milhares de torcedores foram evacuados da arena.
“Eles instantaneamente entraram em modo de paralisação,” comentou Bettman, em uma coletiva de imprensa na tarde de ontem (11). “Nós não queríamos passar por aquela situação. Não queríamos um prédio cheio de pessoas. Nós queríamos ser um pouco proativos.” Era claro para Bettman que a liga logo também teria que lidar com casos positivos de COVID.
Naquela mesma noite de 11 de março de 2020, a NHL concluiu suas últimas cinco partidas com as arenas lotadas. Com o avanço do novo vírus nas semanas que antecederam a pausa, a liga já se estruturava para tomar as medidas necessárias para a segurança de seus jogadores, funcionários e fãs. Vimos a limitação do acesso da mídia aos vestiários, e estávamos nos acostumando à ideia de jogos sem torcida em algumas cidades. (Eu mesma ainda tinha planos de ir a um jogo da NBB aqui em São Paulo naquele final de semana – a liga brasileira anunciou no dia seguinte que os próximos jogos aconteceriam com portões fechados).
Bettman e o comissário adjunto da NHL, Bill Daly, convocaram uma reunião naquela quinta-feira (12) com o Conselho Executivo da liga, e não muitas horas depois foi anunciada a pausa. Desde então, acompanhamos um ano inteiro de decisões e mudanças na NHL, lidando com cada desafio conforme eles aparecem. Ninguém sabia como a situação iria se desenvolver a partir daquele fatídico 12 de março. Até hoje, um ano depois, ainda há incógnitas, não só nos esportes, mas em todos os aspectos de nossas vidas em meio à pandemia.
“Nosso objetivo e nosso trabalho era conduzir (a situação) da melhor forma possível, entendendo que saúde e segurança precisavam ser a preocupação nº1. Foi nosso foco 365 dias atrás. É nosso foco e prioridade nº1 hoje.” comentou Bettman.
“Mesmo hoje, é quase difícil de acreditar que estamos fazendo isso há um ano. E ainda não acabamos,” Bettman comentou. Ao examinar todos os meses que se passaram desde a pausa na temporada anterior, o comissário exaltou a cooperação com médicos e especialistas. Da mesma forma, mencionou a colaboração com o governo dos estados/províncias e cidades que abrigam cada uma das franquias.
No início desta temporada reduzida, até o seu segundo mês, a NHL lidou com algumas complicações face ao avanço do vírus. Porém, com novos protocolos e medidas em vigor, parece caminhar para uma situação de maior controle e segurança para todos. Bill Daly ofereceu “bastante crédito” à NHLPA e aos jogadores ao aderir aos novos protocolos necessários. No dia 12 de fevereiro, a lista de jogadores no Protocolo de COVID da liga atingia um pico de 59 pessoas. Um mês depois, eram apenas quatro nomes listados, dentre todas as equipes.
Ainda com alguns desafio à frente, pouco a pouco, a liga acredita em um retorno a alguma normalidade. “Conforme olhamos adiante, mais da metade de nossos clubes têm fãs nas arenas, em um número limitado,” disse Bettman. “Ao vermos esse número aumentar, contanto que a pandemia coopere e tenhamos mais e mais vacinações, estamos otimistas de que ao irmos em direção aos playoffs, o número de clubes e o número de pessoas continue a crescer. Vamos continuar nos ajustando conforme o necessário para completar a temporada regular e conduzir os playoffs. E nós seguimos otimistas de que possamos estar bem próximos, se não totalmente de volta ao normal para o começo da próxima temporada.”
Gary Bettman e Bill Daly durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira (captura de tela/NHL.com)
Mudanças que não vieram para ficar
A atual temporada 2020-21 começou na metade de janeiro, e teve seu calendário regular reduzido de 82 para 56 jogos. Além do menor número de jogos, a NHL também precisou realinhar suas divisões em razão das restrições de viagem entre Estados Unidos e Canadá.
Vimos os 31 times se dividirem em quatro novos grupos: Leste, Central, Norte e Oeste. As equipes jogam apenas em sua própria divisão até o segundo round dos playoffs, e isso serviu para reviver algumas antigas rivalidades e também oferecer um produto inédito com os confrontos só entre times canadenses.
Apesar dos diversos apelos deste formato quase 100% divisional, Bettman esclareceu na coletiva que o realinhamento não deve se estender além dessa temporada. “Nós fizemos o que precisava ser feito se quiséssemos jogar este ano,” disse o comissário da liga. “Nós entendemos o problema da fronteira entre Canadá e Estados Unidos e criamos a Divisão Norte. Poderemos focar mais em confrontos divisionais no futuro, porém eu não tenho certeza se isto se manteria em uma agenda de 82 jogos.
“Funcionou bem este ano. Eu não vejo isso se propagar. Fãs nos EUA querem ver Connor McDavid, fãs no Canadá gostariam de ver Sidney Crosby,” ele concluiu. Dessa forma, a única mudança que veremos a partir da próxima temporada será a já confirmada ida do Arizona Coyotes para a Divisão Central, deixando uma vaga para a chegada do Seattle Kraken na Divisão Pacífica.
Voltando a cruzar fronteiras
Na coletiva, tanto Bettman quanto Daly não se precipitaram ao falar dos planos para esta pós-temporada. Após as finais de divisão, na segunda rodada dos playoffs, será necessário que o vencedor do Norte enfrente uma das equipes americanas, e ainda não há decisão sobre a melhor forma de realizar estas partidas.
Dadas as atuais restrições de viagem e de público em eventos no Canadá, tudo ainda é muito incerto. Por isso, espera-se que até chegar a hora de disputar o terceiro round, haja menos limitações para que os jogos aconteçam. Daly afirmou estar em contato com oficiais do governo canadense para discutir as possibilidades. “A primeira vez que o time canadense teria que viajar para fora do Canadá ou vice-versa, um time dos EUA entrando no Canadá, seria em meados de junho, então temos algum tempo para lidar com isso,” ele disse.
Após a realização dos jogos do NHL Outdoors em Lake Tahoe no mês passado, a liga também voltou a atenção para a possibilidade de retomar seus eventos especiais na próxima temporada. Entre eles, os jogos na Europa, que não foram possíveis no ano anterior por conta das restrições da COVID-19, tanto na América do Norte quanto no velho continente. Daly disse que “se não pudermos, por qualquer motivo, relançar esses jogos no próximo outono, certamente espero que possamos fazê-lo na temporada seguinte.”
A NHL e NHLPA também vêm discutindo sobre as condições do retorno aos Jogos Olímpicos de Inverno. A próxima edição do evento está marcada para fevereiro de 2022, em Pequim, na China. “O COI agora está ocupado em termos de finalizar os planos para o que será (Tokyo 2020) e, ainda que eles tenham notado essa questão – o hockey e a potencial participação da NHL e seus jogadores – em seu radar e que eles precisam lidar com isso, ainda não estão em posição de fazê-lo concretamente,” afirmou Daly. Uma vez finalizada a preparação para as Olimpíadas deste ano, o Comitê deve se engajar novamente com a IIHF para retomar as conversas sobre a participação dos NHLers.
Os principais pontos a se acordar entre liga, PA, COI e Federação envolvem algum tipo de seguro e o custo disso para os participantes, além dos custos de viagem e acomodação dos jogadores, suas famílias. Espera-se também que NHL e NHLPA briguem pela obtenção de algum direito de uso de imagem e vídeo dos eventos olímpicos.
As próximas grandes estrelas
Bettman e Daly não se prolongaram a falar do NHL Draft deste ano ou das possíveis mudanças no formato da loteria.
O comissário causou certa polêmica ao afirmar que “não acredita haver tanking na NHL.” Este termo se refere a um mecanismo pelo qual um time realiza uma temporada ruim a fim de terminar entre os últimos colocados e garantir uma escolha alta no draft.
As mudanças propostas à loteria, e que devem ser votadas pelo Conselho Executivo da NHL em breve, poderiam limitar a até duas as vezes em que um mesmo time receberia uma das primeiras escolhas num período de cinco anos. Além disso, um participante da loteria do draft não poderia subir mais que dez posições na ordem das escolhas. Por fim, no lugar das três primeiras picks, apenas as escolhas 1 e 2 seriam sorteadas entre os times participantes.
Quanto à data do 2021 NHL Draft, o comissário adjunto Bill Daly afirmou que ainda não há decisão se o evento precisará ser adiado. No entanto, ele acredita que provavelmente continuará marcado para os dias 23 e 24 de julho deste ano.
O principal argumento para um possível adiamento é o de que muitos jogadores que participariam do draft não puderam competir regularmente este ano. Da mesma forma, não podendo viajar e comparecer a muitos jogos, os scouts não tiveram o mesmo acesso via vídeo para fazer suas avaliações finais. Contudo, mais e mais observamos as principais ligas de hockey funcionando em meio à pandemia, tanto na América do Norte quanto na Europa. Muitos jogadores puderam encontrar times em atividade para jogar e continuar seu desenvolvimento. Daly afirmou que “é certamente uma situação imperfeita, mas nós vimos lidando com situações imperfeitas.”
Assim como muitos se mantêm otimistas quanto à volta à normalidade (dependendo do país em que você vive), autoridades da NHL acreditam que não só os eventos planejados num futuro próximo devam ocorrer sem maiores complicações, mas também a próxima temporada já deve se parecer muito mais com o que estávamos acostumados. Ainda, os preparativos para times como o New York Islanders e o Seattle Kraken também estão em dia para abrir a próxima temporada em suas novas arenas.
O plano, segundo Bettman, é retomar o calendário de 82 jogos a partir de outubro deste ano, para abrir a temporada 2021-22. “Estamos esperançosos, estamos planejando, estamos otimistas, e acreditamos sermos capazes de começar a próxima temporada em dia.
“Há uma luz no fim do túnel, mas essa não é a hora de baixar nossa guarda ou reduzir nossa vigilância.”
Estamos a menos de 365 dias das Olimpíadas de Inverno de 2022. Os jogos acontecerão em Pequim (ou Beijing), na China, durante os dias 4 e 20 de fevereiro do próximo ano.
Assim como o evento olímpico “tradicional”, ou de verão, a competição de inverno acontece a cada 4 anos e nela são disputados desportos de gelo e neve, como patinação no gelo, curling, esqui e nosso querido hockey no gelo, dentre outros.
O torneio masculino de hockey contará com 12 países, enquanto o feminino contará com 10, pela primeira vez na história.
Como muitos devem lembrar, Pequim sediou os Jogos de Verão em 2008 e por isso será a primeira cidade a sediar ambas as Olimpíadas. Além disso, Beijing 2022 serão os jogos olímpicos mais equilibrados em gênero até hoje, contando com mais de 45% de atletas mulheres.
O evento acontecerá em três cidades da China, Pequim, Yanqing (distrito de Pequim) e Zhangjiakou, e no estilo chinês de inovação o país anunciou um trem bala, que atinge 385 km/h, para ligar Pequim a Zhangjiakou em 50 minutos, e Pequim a Yanqing em apenas 20 minutos.
Mas os jogos que estaremos prestando mais atenção acontecerão na capital. Isso porque Pequim receberá desportos de gelo como curling e patinação, além do hockey, e quatro eventos de neve, snowboard big air e esqui estilo livre big air, feminino e masculino. Assim, reaproveitando os espaços construídos para o evento de 2008 e respeitando os acordos da Agenda Olímpica de 2020.
Os jogos de hockey acontecerão no Estádio Nacional, onde em 2008 foram realizadas as competições de handebol e ginástica, e no Centro Esportivo de Wukesong, onde foi realizado o torneio de Basquete.
A competição masculina
O torneio masculino de hockey no gelo terá o mesmo formato dos anos anteriores, com três grupos com quatro times cada. Os quatro melhores times do ranking dos 12 (vencedores e segundo lugar de cada grupo) avançarão para as quartas de final, enquanto as outras equipes participarão de jogos qualificatórios de playoff.
Vale lembrar que a NHL e NHLPA entraram em acordo na metade do ano passado para permitir que os jogadores participem e representem seus países em Beijing 2022. A última edição dos Jogos que contou com a participação de NHLers foi Sochi 2014.
A seleção das nações vem acontecendo desde 2019, com oito times se qualificando através do ranking mundial masculino de 2019 da IIHF, além do país sede que recebe automaticamente uma vaga.
Até o momento, estas são as nações que compõem os Grupos A, B e C para a competição:
As qualificatórias finais estão agendadas para acontecer entre os dias 26 a 29 de agosto de 2021. Estavam antes agendadas para 2020, mas devido à pandemia o calendário precisou sofrer modificações. Dessa forma, os seguintes países irão disputar as vagas restantes na Noruega, Letônia e Eslováquia.
Eslováquia, Belarus, Áustria, Polônia; disputado em Bratislava, Eslováquia.
Letônia, França, Itália e Hungria; disputado em Riga, Letônia.
Noruega, Dinamarca, Coreia, Eslovênia; disputado Noruega, a cidade ainda será anunciada.
A competição feminina
Por outro lado, a competição feminina do esporte teve 6 times, além da China, escolhidos pelo ranking de 2020 da Federação. Enquanto isso, as qualificatórias finais acontecem no segundo semestre deste ano.
O formato do torneio será o mesmo utilizado na Copa do Mundo Feminina de Hockey no Gelo de 2021 da IIHF, com dois grupos de cinco times cada. Avançando para as quartas de final os cinco times do Grupo A e os três times no topo do ranking do Grupo B.
Grupo B: Japão (6), Qualificado 1 (7), Qualificado 2 (8), Qualificado 3 (9), China (10).
A rodada pré-qualificatória acontecerá em agosto, em Reykjavik, na Islândia. Ela trará as equipes da Islândia, Hong Kong, Bulgária e Lituânia. O vencedor da rodada será o “Qualificado 8” na rodada 2 que acontece em outubro, e traz os países:
Coreia, Reino Unido, Eslovênia e Qualificado 8; disputado em Gangneung, Coréia.
Itália, Cazaquistão, Espanha e Taipei Chinesa; disputado em Torre Pellice, Itália.
Holanda, Polônia, México e Turquia.; disputado em Gdansk, Polônia.
Dessa rodada sairão os Qualificados 4, 5 e 6 das Qualificatórias Finais, que acontecerão em novembro de 2021. Nela os países concorrentes são:
República Tcheca, Hungria, Noruega e Qualificado 6; disputado em Pribram, República Tcheca.
Alemanha, Dinamarca, Áustria, Qualificado 5; disputado em Fussen, Alemanha.
Suécia, França, Eslováquia, Qualificado 4; disputado na Suécia, a cidade ainda será anunciada.
É finalmente dessa rodada que saem os Qualificados 1, 2 e 3, que farão parte do Grupo B na competição do ano que vem.
O mascote
O panda, Bing Dwen Dwen, é o mascote da vez e receberá as equipes em meio às festividades chinesas de Ano Novo, que no país acontecem no mês de fevereiro e trazem dias de comemoração. Certamente será um evento com bastante cultura e celebração.
O mascote Bing Dwen Dwen é um Panda Gigante em um traje de gelo
Mal podemos esperar para torcer por nossos jogadores e times preferidos.
O Campeonato Mundial de Hockey no Gelo da IIHF está marcado para acontecer entre os dias 21 de maio e 6 de junho. Entretanto, no final de janeiro, o conselho do Mundial anunciou que Belarus não seria mais a anfitriã do evento em conjunto com a Letônia.
A determinação veio após tensões políticas no país aumentarem em agosto do último ano, em contestação à reeleição de Aleksandr Lukashenko, considerado o último ditador na Europa, no poder há 26 anos, pela União Europeia.
A repressão aos protestos contra Lukashenko e a falta de seriedade com a COVID-19 foram alguns dos motivos para transferirem o evento. Portanto, realizou-se uma votação para decidir quem seria o país anfitrião do Mundial de 2021.
Assim, no dia 2 de fevereiro, a IIHF anunciou que a Letônia, cotada para co-sediar o Mundial, passará a ser a única sede do evento. O Conselho da Federação citou os desafios constantes causados pela COVID-19, junto com várias razões técnicas, para sua decisão de manter o torneio em uma única cidade.
Com a incerteza que continua em torno das restrições às viagens internacionais, o Conselho acredita que manter todas as equipes em Riga durante o torneio e evitar o trânsito entre dois países anfitriões é a maneira mais segura e econômica de operar o evento. Enfim, o campeonato continua com sua data de início prevista para o dia 21 de maio e término no dia 6 de junho.
A organização do evento
Todas as 16 equipes participantes, divididas entre Grupo A (Rússia, Suécia, Tchéquia, Suíça, Eslováquia, Dinamarca, Belarus e Grã-Bretanha) e Grupo B (Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Letônia, Noruega, Itália e Cazaquistão) ficarão hospedadas em um hotel.
A arena principal será a Arena Riga, em Riga. Ela receberá o Grupo B, dois jogos das quartas de final, a semifinal e a rodada de medalhas.
O segundo local será o Olympic Sports Centre, que virará uma pista de gelo com capacidade para 6.000 pessoas. Assim, sediará o Grupo A e dois jogos das quartas de final.
A Daugava Ice Rink, a aproximadamente 10 minutos da Arena Riga, servirá como arena de prática, com duas pistas de gelo. A arena está em construção e com conclusão prevista para o final de março.
Evento bolha
A possibilidade do evento ser no formato de bolha, com isolação e o mínimo de exposição a pessoas de fora da organização, é plausível. Porém, será feito somente se necessário. Com as equipes alojadas em um mesmo hotel e os locais de competição da Arena Riga e do Olympic Sports Centre localizados a aproximadamente 150 metros um do outro, a IIHF seria capaz de implementar um conceito de bolha, caso seja preciso.
Por outro lado, se a situação da COVID-19 na Letônia melhorar, será possível permitir torcida presente nos jogos. Cabe à IIHF avaliar essa possibilidade, juntamente com o Comitê Organizador Local em uma data mais próxima do campeonato. Dessa forma, eles já estariam preparados para iniciar uma oferta de ingressos dentro de três dias de aviso prévio da aprovação do governo para hospedar fãs nos locais.
Calendário
O campeonato começará na sexta-feira, dia 21 de maio, com a partida dos países do Grupo B, entre Alemanha e Itália. Posteriormente, a anfitriã Letônia enfrentará o Canadá na Arena Riga.
Já no Grupo A, o primeiro embate será entre a Rússia e a Tchéquia, no Olympic Sports Centre. Enquanto isso, à tarde, Belarus e Eslováquia se enfrentarão. Assim, primeiro dia do Mundial 2021 terá, ao todo, oito das 16 equipes envolvidas.
O conselho do Mundial de Hockey, da Federação Mundial de Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês), votou na segunda-feira, dia 18 de janeiro, para mudar a localização da competição em meio a instabilidade política em Belarus. O país co-receberia os jogos em 2021 juntamente com a Letônia.
Aleksandr Lukashenko está no poder em Belarus há 26 anos. No entanto, apesar de ter realizado uma eleição presidencial em agosto do ano passado, a qual venceu com 80% dos votos, a União Europeia não reconheceu os resultados da votação.
O país está fervilhando em conflitos internos desde essa última eleição. O líder bielorusso vem reprimindo fortemente os protestos, há relatos de inúmeras violações de direitos humanos e opressão da população. Além disso, suas atitudes frente à pandemia da covid-19 abalaram a permanência do torneio em solo belarusso.
A IIHF alegou que, por questões de segurança dos jogadores, das equipes técnicas, oficiais e dos torcedores, resolveu retirar o Mundial que seria co-sediado em Minsk, capital da nação. O segundo país, Letônia, ainda está sendo considerado pelo conselho para sediar sozinho os jogos.
Eslováquia, Rússia, Dinamarca e República Tcheca, local que sediou o Mundial Júnior de 2020, além da própria Letônia, se ofereceram para sediar o torneio. No entanto, a Rússia está proibida de receber o torneio até dezembro de 2022, como punição pelos escândalo de doping.