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  • Prévia 2021-22: Divisão Central

    Prévia 2021-22: Divisão Central

    A apenas poucos dias de sua estreia, a temporada regular 2021-22 da NHL começa oficialmente no dia 12 de outubro. Essa será a temporada que marca o retorno ao calendário tradicional, com tudo que a Liga tem direito – inclusive o retorno das divisões como os fãs já estão acostumados, com uma pequena mudança para o Arizona Coyotes. O time passa a fazer parte da Divisão Central para a adequação ao 32º time da NHL, o Seattle Kraken.  

    No entanto, essa não será a única mudança para esta temporada. A Liga também reformulou os seus protocolos de saúde para que o retorno ao gelo seja feito da forma mais segura possível para todos os envolvidos. Assim, para os fãs resta uma única pergunta: qual time conquistará a tão cobiçada Stanley Cup?

    Por isso, o NHeLas retornou mais um ano com as suas prévias de cada time com base na temporada anterior e toda a movimentação nessa offseason. Para dar início a nossa série de previsões, o que esperar da Divisão Central.

    Arizona Coyotes

    Com uma história um pouco turbulenta nas últimas temporadas, o Arizona Coyotes segue mais um ano tentando dar a volta por cima. O time passa por problemas fora do gelo e não é de hoje. Em mais uma tentativa de evitar que os Yotes afundassem de vez, eles decidiram reformular a sua marca, trazendo de volta o coiote Kachina. 

    No entanto, essa não é a única mudança. A equipe do Arizona perdeu muitas peças-chave na temporada anterior e nessa free agency. Apesar de assinar novos contratos, a perspectiva para os Coyotes não é boa, e ainda há quem diga que a intenção é exatamente cair na tabela. Porém, tudo não passa de especulação da mídia, que mantém seus olhos atentos a cada novo capítulo da história do time. 

    Com a perda de seus três goleiros (Darcy Kuemper, COL; Adin Hill, SJS; Antti Raanta, CAR) e capitão (Oliver Ekman-Larsson, VAN), os Yotes têm contado com nomes como Phil Kessel e os novatos para segurar as pontas. Eles chegaram a contratar o goleiro Carter Hutton, além dos atacantes Dmitrij Jaskin, Ryan Dzingel e Liam O’Brien. Entretanto, ainda será necessário suar muito a jersey para chegar perto de disputar vaga nos playoffs.

    Chicago Blackhawks

    O Chicago Blackhawks teve uma free agency bastante movimentada. Dentro e fora do gelo, as atitudes do time vêm sendo questionadas por toda parte. A começar com uma aquisição intrigante para fãs e críticos: a de Seth Jones. O defensor assinou um contrato de 8 anos que começa na temporada 2022-23, com um destaque para a cláusula de não-movimento em todos eles. 

    Outro nome conhecido que se juntou aos Hawks foi o goleiro Marc-Andre Fleury. Ele se despediu de Las Vegas e passou a chamar Chicago de casa, após quatro anos com os Golden Knights. Além dele, os defensores Caleb Jones e Jake McCabe também chegam a um time que precisava desesperadamente de mudança na blue line, e o recém-bicampeão Tyler Johnson deixou Tampa para agregar ao ataque do time da Windy City.

    A notícia mais feliz para o torcedor provavelmente foi o retorno do capitão Jonathan Toews, que ficou afastado durante a última temporada após ser diagnosticado com Síndrome da Resposta Inflamatória Crônica. Uma das jovens apostas dos Hawks, Kirby Dach, também retorna ao elenco recuperado de uma lesão no punho. Dach mostrou um bom desempenho no gelo durante a sua temporada de estreia, e o time já consegue ver o seu potencial.  

    Infelizmente, para os Blackhawks as novas contratações podem não sair como esperado. Os fãs devem torcer muito para que Seth Jones faça jus ao futuro contrato, ao mesmo tempo que o retorno de Toews e Dach impulsione o time para a frente. No papel, a equipe parece ter melhorado em relação à última temporada e acredita que briga por uma vaga na pós-temporada. Porém, talvez ainda seja cedo para afirmar qual será o destino dos Hawks este ano.

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche tem crescido de forma constante nas últimas temporadas, chegando cada vez mais longe nos playoffs. Esse pode ser um reflexo das mudanças feitas no time ao decorrer dos anos. Com nomes como Cale Makar, Sam Girard e Devon Toews na defesa, o time de Dever tem sido destaque nos jogos em que disputa. No entanto, o mérito não fica somente para a defesa, já que apesar de ter perdido alguns jogadores importantes, os Avs continua mcom as suas peças chaves.

    É o caso do capitão Gabriel Landeskog, que renovou o seu contrato com o Avalanche e mantém a sua linha ao lado de Nathan MacKinnon e Mikko Rantanen. Porém, não só de veteranos o time tem se garantido. Ele vem apostando em nomes como o defensor Bowen Byram e o atacante Alex Newhook que juntos fazem parte da nova safra de Colorado e, apesar de já terem participado de alguns outros jogos com a equipe, prometem mostrar todo o seu potencial nesta temporada.

    Outro ponto a ser destacado é a perda de um goleiro e a lesão de outros, um ponto ao qual os fãs devem prestar atenção. Após ter dado adeus a Philipp Grubauer, que se juntou ao Seattle Kraken, o time garantiu um contrato com Darcy Kuemper. Entretanto, Kuemper assim como Pavel Francouz vem se recuperando de lesão. 

    Assim, apesar do time ainda se mostrar forte, não podemos ignorar que a defesa pode ser prejudicada caso os goleiros não estejam 100% preparados. Com isso, resta ao Avalanche garantir um bom desempenho de seus defensores no gelo para dar o suporte que a rede precisa. 

    Dallas Stars

    O Dallas Stars vinha de uma boa temporada em 2019-20 após ter sido finalista da Stanley Cup. Porém, a temporada de 2020-21 não foi das melhores para a equipe do Texas, que nem conseguiu se classificar para os playoffs. Apesar de o time ter sido atingido por fatores externos, os Stars precisam agora correr atrás do prejuízo caso não queiram uma repetição do último ano. 

    Para isso, eles fizeram questão de garantir um contrato de um de seus melhores defensores, o finlandês Miro Heiskanen. Além, é claro, de ter nomes importantes de volta ao gelo como Tyler Seguin e Alexander Radulov – ambos ficaram de fora da temporada passada devido a lesões. Seguin jogou apenas três partidas ao final da temporada regular enquanto Radulov jogou 11 partidas no início da temporada.

    O time de Dallas também garantiu alguns nomes nessa free agency como o goleiro Braden Holtby. Ele chega de Vancouver para completar o time ao lado de Anton Khudobin e Jake Oettinger, enquanto o veterano Ben Bishop ainda está se recuperando de suas cirurgias que o deixaram de fora da última temporada. Pensando na defesa, os Stars garantiram o veterano Ryan Suter, que chega para completar a linha ao lado de John Klingberg, Esa Lindell e Heiskanen. 

    Com grandes nomes no ataque, o time de Dallas ainda conta com um reforço de juventudo, com jogadores como Denis Gurianov e Ty Delladrea mostrando um grande potencial no gelo, e Roope Hintz, que promete estar pronto para o início da temporada. Assim, o time mostra que tem grande expectativa para a sua nova temporada, com algumas linhas voltando ao que eram e garantindo alguns novos jogadores. Para Dallas essa pode ser a chance de voltar aos trilhos. Resta para os fãs aguardar para ver se no gelo o planejamento atinge o mesmo objetivo.

    Minnesota Wild

    Os fãs do Minnesota Wild já podem respirar mais aliviados nesta temporada. O time, que foi eliminado pelo Vegas Golden Knights nos playoffs, fez seu oponente suar a jersey para avançar em sete jogos. E ao que tudo indica, esse ano o time deseja quase o mesmo resultado, com a pequena mudança de não ser eliminado. 

    O Wild mexu os seus pauzinhos nessa free agency e conquistou o tão sonhado contrato com a sensação russa Kirill Kaprizov. Com um contrato de cinco anos, a estrela do time promete mostrar todo o seu potencial no gelo e alavancar ainda mais a equipe. O jogador, junto com Kevin Fiala, tem sido uma das grandes apostas do time de Minnesota para o futuro.

    No entanto, o maior destaque vai para as mudanças realizadas na defesa. Com dois grandes contratos de defensores a menos, o Wild fez questão de assinar com nada menos que seis novos jogadores para a posição. Agora Matt Dumba e companhia contarão com a ajuda de Jordie Benn, Alex Goligoski, Joe Hicketts, Jon Lizotte, Dmitry Kulikov e Jon Merrill. 

    Com uma defesa renovada, ao lado de jogadores que já mostravam um bom desempenho e o atual vencedor do Calder, Kaprizov, garantido, a equipe de Minnesota tem motivos de sobra para conquistar a sua vaga nos playoffs. Principalmente se levarmos em consideração a atuação de Cam Talbot contra os Golden Knights, as chances estão ao seu lado, mesmo estando em uma divisão forte como a Central.  

    Nashville Predators

    O Nashville Predators precisa se reinventar e é exatamente isso que tem feito nessa offseason. Ao se despedir de alguns jogadores e ter visto outros lesionados, o time se viu numa verdadeira encruzilhada. Não restando nenhuma alternativa a não ser apostar nos jogadores mais novos. Um exemplo disso foi o caso do goleiro Pekka Rinne que se aposentou recentemente, deixando Juuse Saros como o novo goleiro titular. Além de Saros, o time passa a contar também com David Rittich que chega para cobrir o espaço deixado por Rinne.

    Algumas de suas grandes estrelas ainda permanecem no time. No entanto, os Preds agora devem tentar manter uma mistura do novo com o velho. A equipe de Nashville chegou a realizar algumas trocas em função disso, como a adição do atacante Cody Glass e o defensor Phillippe Myers. Ao lado de Eeli Tolvanen, Philip Tomasino e Alexandre Carrier, a nova safra dos Predators promete ser o diferencial que o time tanto necessita. 

    Jogadores como Roman Josi, Filip Forsberg, Matt Duchene e Mattias Ekholm seguem firmes mostrando que os veteranos ainda têm muito o que contribuir. Essa mistura deve ser bastante benéfica para os Preds, que apesar de ter conseguido se classificar para os playoffs na temporada passada, foram eliminados pelo Carolina Hurricanes ainda na primeira rodada. 

    St. Louis Blues

    O St. Louis Blues com certeza tem se mostrado um time forte ao se reerguer no meio da temporada e conquistar a Stanley Cup em 2019. No entanto, mesmo passando para os playoffs nas temporadas seguintes, ele se viu dando adeus rapidamente, sendo “varrido” pelo Avalanche na temporada 2020-21. Porém, o seu elenco é muito forte, e trabalhando da maneira correta isso pode mudar.

    Começando pelo retorno de Colton Parayko, o defensor de 28 anos renovou o seu contrato por mais oito temporadas com a franquia. Mesmo com a perda de Vince Dunn no Draft de Expansão de Seattle, a defesa do time ainda conta com as peças Torey Krug, Justin Faulk e Marco Scandella. No ataque as coisas podem não andar 100%, com Vladimir Tarasenko pedindo para sair em maio deste ano. Contudo, o jogador ainda permanece no time e promete ser um trunfo enquanto estiver em St. Louis. Quanto aos novos contratados dos Blues, Brandon Saad e Pavel Buchnevich, ambos os atacantes chegam para complementar o poder ofensivo ao lado de Ryan O’Reilly e Robert Thomas.

    Enquanto isso, o goleiro principal do time pode não ser a grande aposta como foi anteriormente. Após ser um destaque na vitória da Stanley Cup, o desempenho de Jordan Binnington não foi o mesmo nos anos seguintes. As suas estatísticas caíram e, apesar de ter um grande contrato, o goleiro precisa se esforçar mais se quiser repetir a vitória. 

    Dessa forma, a chance do time se classificar para os playoffs ainda existe, mas será necessário muito jogo de cintura para que possam avançar no topo da divisão. Competindo contra times fortes e que têm se reestruturado, os Blues com certeza terão um grande desafio pela frente.

    Winnipeg Jets

    Outra equipe que tem surpreendido em suas últimas temporadas é o Winnipeg Jets. O time chegou a se classificar para os playoffs e “varrer” o Edmonton Oilers, favorito na série do primeiro round. Porém, ao enfrentar o Montreal Canadiens, os Jets se viram também “varridos” e deram adeus à corrida pela taça. Entretanto isso não muda o fato de que o time possui um bom elenco e, se trabalhar da maneira correta, esse ainda pode ser o ano deles.

    A parte defensiva foi uma das mais favorecidas nessa free agency, na qual os Jets garantiram dois contratos e uma renovação. Os defensores Brenden Dillon e Nate Schmidt chegam para se juntar a Logan Stanley e Neal Pionk, que renovaram seus contratos este ano. Esse pode ser um dos maiores destaques do time para garantir uma classificação na pós-temporada. Por outro lado, o ataque de Winnipeg tem sido bastante sólido e não viu muitas adições. Mark Scheifele segue como uma constante para o time, ao lado de Pierre-Luc Dubois e seu capitão Blake Wheeler. 

    Os Jets têm tentado montar um time campeão, a defesa sendo o seu maior foco é uma prova disso. No gol, Connor Hellebuyck, um dos grandes responsáveis pela vitória contra os Oilers, está recebendo também Eric Comrie. Ambos os goleiros trabalharão para manter a rede do time canadense vazia, enquanto seus companheiros marcam gols em seus adversários.


    Enquanto o Wild e os Avs podem ser um dos grandes favoritos para se classificar no topo para os playoffs, a Divisão Central é bastante competitiva e sempre guarda uma surpresa para quem acompanha. Seria muito cedo para batermos o martelo de quem conquistará o título de campeão da divisão, mas não podemos ignorar as melhorias que alguns times fizeram e como seu nível tem evoluído nos últimos anos. Com certeza será uma corrida muito interessante de se acompanhar, do início ao fim.

  • Os uniformes para o NHL Winter Classic de 2022 estão aqui

    Os uniformes para o NHL Winter Classic de 2022 estão aqui

    Na manhã do último sábado (04), o Minnesota Wild divulgou a camisa que a equipe usará durante o NHL Winter Classic de 2022, que acontecerá em 1º de janeiro de 2022, no Target Field, casa do Minnesota Twins (MLB), em Minneapolis. Menos de uma semana depois, o adversário da equipe no evento, St. Louis Blues, também pôs fim ao suspense e divulgou os uniformes completos para o dia de Ano Novo. É apenas a segunda vez que tanto os Blues quanto o Wild disputam uma partida outdoor.

    Ambos os times haviam publicado “espiadinhas” em suas redes sociais, mantendo os seguidores atentos à novidade por alguns dias antes dos anúncios oficiais. Com essa divulgação, também conhecemos pela primeira vez o logo oficial do NHL Winter Classic de 2022. Será o primeiro jogo ao ar livre da NHL aberto ao público desde a pausa na temporada 2019-20 por conta da pandemia, e a partida é válida pela temporada regular para as duas equipes.

    State of Hockey

    Segundo o anúncio oficial do Minnesota Wild, a camisa foi “desenhada para celebrar o rico pedigree de hockey do estado (de Minnesota), a rivalidade entre as Twin Cities, e seu legado como o Estado do Hockey”. No design encontramos elementos inspirados nas equipes de Minneapolis e St. Paul das décadas de 1920, 30 e 40, como as listras na base da camisa e a escolha da fonte. “Com o jogo acontecendo na casa do Minnesota Twins, nós certamente canalizamos o espírito de Minnie e Paul para nosso suéter do Winter Classic”, disse o consultor sênior de marca do Minnesota Wild, John Maher.

    As duas estrelas no centro representam a constelação de Gêmeos, em referência às “cidades-gêmeas” de St. Paul e Minneapolis. No meio, a silhueta do estado de Minnesota simboliza a união das cidades para representar a capital do estado. Esta ideia é reforçada pelos nomes (MPLS. e ST. PAUL) arqueados em torno do desenho principal, enfatizando como as cidades convergem em torno do esporte local e seus times.

    Respectivamente: uniforme do St. Paul Saints (1925-1963); foto do elenco do Minneapolis Millers (1915-1963) (reprodução/Vintage Minnesota Hockey)

    O foco no “Estado do Hockey” é evidenciado pela falta de uma referência direta ao Minnesota Wild por meio de logos ou mesmo o nome da equipe. O design manteve a paleta tradicional de verde escuro e vermelho do Wild, e o “branco vintage” que vemos nas listras e escritos reflete as origens do hockey nos lagos congelados. Já os cotovelos reforçados representam as “longas horas de desgaste no amado equipamento de hockey”.

    (Foto: Twitter @mnwild)

    Não é a primeira vez no Winter Classic em que um time quebra a expectativa de reproduzir um único uniforme do passado e, no lugar, cria algo completamente novo com elementos que evocam nostalgia e um ar de “velhos tempos”. Em 2020, tanto o Dallas Stars quanto o Nashville Predators utilizaram dessa estratégia de “fauxback” (throwback “falso”) para criar seus uniformes no Winter Classic daquele ano. É uma tendência que devemos ver cada vez mais, principalmente entre equipes sem um longo histórico de uniformes diferentes ou que se juntaram recentemente à liga.

    Back to Basics

    Apenas alguns dias depois de conhecermos o look do Wild para o evento, o St. Louis Blues revelou que também divulgaria a nova camisa em breve. Na noite de sexta (10), a equipe publicou um vídeo apresentando o uniforme, e confirmando algumas suspeitas vazadas mais cedo naquele dia. Enquanto seu adversário ao norte combinou diferentes elementos em uma nova camisa, St. Louis decidiu se inspirar em sua primeira camisa e manter-se fiel às origens da equipe.

    Os Blues optaram por um design claro, em oposição ao verde escuro de Minnesota. A base da camisa tem cor creme, e é um reboot dos uniformes da temporada inaugural da equipe, em 1967-68. A nota musical no centro é similar ao logo original do time usado em seu primeiro ano, feita de feltro e com o traçado amarelo bordado para dar um toque mais velha-guarda. As listras azuis e amarelas nas mangas e barra da camisa também acompanham o design original, bem como as fontes que se assemelham às usadas em 1967.

    (Foto: Reprodução/sportslogos.net)

    O lançamento contou com grande participação do elenco dos Blues. O capitão Ryan O’Reilly e o atacante David Perron estrelaram o vídeo promocional, enquanto Brayden Schenn e outros jogadores compareceram a um jogo do St. Louis Cardinals (MLB) para mostrar a nova camisa ao público um pouco antes da partida de baseball começar. “Eu acho que (as camisas) parecem inacreditáveis, para ser sincero,” comentou Perron ao stlouisblues.com. “Eu sei que os fãs vão gostar muito delas. Estamos muito animados e temos sorte de participar de mais um Winter Classic, então vai ser especial”.

    “É bem legal ter cores vintage. Isso me lembra das primeiras camisas que os Blues usaram,” disse O’Reilly. “Vendo isso, eu só penso na história. Você sente o jogo, como era jogado bem antes de você e a história da cidade. As camisas são muito legais, elas ficaram ótimas. Fizeram um trabalho e tanto com elas”.

    (Foto: Twitter @StLouisBlues)

    Nota-se que não é a primeira vez que St. Louis remete aos uniformes de sua temporada de expansão na NHL. Em 2017, o time usou a versão azul do modelo no Winter Classic contra o Chicago Blackhawks, que venceram por 4-1 no Busch Stadium. Para os fãs colecionadores, agora é possível ter o set completo de camisas “retrô” atualizadas pela NHL e a Adidas. Tanto os uniformes do Minnesota Wild quanto o do St. Louis Blues já estão disponíveis para compra na loja oficial da NHL (compra internacional).

    A próxima temporada será importante para a retomada destes eventos especiais na NHL. Além do Winter Classic, ainda esperamos ver pelo menos outras duas partidas ao ar livre em 2022. A Stadium Series entre Nashville Predators e Tampa Bay Lightning está marcada para o dia 26 de fevereiro, no Nissan Stadium, em Nashville, Tennessee. Também especula-se que a liga anuncie um Heritage Classic entre Buffalo Sabres e Toronto Maple Leafs, que seria realizado em 13 de março, em Hamilton, Ontario, segundo diversas fontes.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Vegas Golden Knights aumenta vantagem após vitória do Jogo 4

    Vegas Golden Knights aumenta vantagem após vitória do Jogo 4

    Na tarde de domingo (23), o Colorado Avalanche se consagrou o primeiro time a avançar para o próximo round dos playoffs. No entanto, na outra chave do Oeste, a disputa entre o Vegas Golden Knights e Minnesota Wild continua a todo vapor. No sábado, a série que até então estava 2 a 1 para Vegas teve mais uma partida, consolidando a vantagem do time e dando um passo em direção à eliminação do Wild. 

    Entretanto, tudo ainda pode acontecer. Isso porque o time de Vegas tem sido sólido e conquistou uma boa temporada regular com uma campanha de 40 vitórias com apenas 14 derrotas e duas derrotas no tempo extra. Porém, do outro lado, o time de Minnesota teve apenas cinco vitórias a menos com uma campanha de 35 vitórias, 16 derrotas e 5 derrotas que foram a overtime.

    Os Golden Knights têm tido a vantagem, eles ganharam os últimos três jogos conquistando uma sequência de vitórias que pode garantir a sua classificação. Não somente isso, o jogo desta segunda-feira (24) será em casa e com uma torcida ainda maior. Com o público sendo autorizado de volta aos jogos nos Estados Unidos, esse pode ser o gás que o time precisa para vencer.

    Pontos altos

    Quando falamos de Vegas não podemos deixar de mencionar não somente que o time ainda é relativamente novo na NHL, como também possui um elenco forte. O time fez a sua estreia na temporada 2017-18 e naquele mesmo ano jogou a Final da Stanley Cup. Desde então, tem se classificado para os playoffs em todos os anos fazendo boas campanhas e sempre avançando para os rounds seguintes. 

    A equipe, assim como no ano passado, possui uma boa defesa e um dos melhores goleiros da NHL. O canadense Marc-André Fleury, que se reinventou no time, e teve uma média de .928 defesas na temporada regular e .966 nesta pós-temporada. 

    Mesmo com um elenco desfalcado, como é o caso dos atacantes Max Pacioretty e Tomas Nosek, e o defensor Brayden McNabb, o time tem conseguido mostrar um excelente desempenho no gelo, garantindo uma chance de vaga nos próximos rounds.

    Do outro lado temos o time de Minnesota, um time mais experiente na liga mas que, mesmo com toda essa experiência, não possui grandes feitos. Possui bons jogadores que, no entanto, quando se depararam com o estilo do Vegas não conseguiram acompanhar. Jogadores como Kevin Fiala, Nick Bonino e Victor Rask continuam mostrando o melhor desempenho no gelo. O goleiro Cam Talbot possui uma média de .915 defesas na temporada regular e na pós-temporada melhorou para .921 em seu percentual.

    Relembrando a série

    O primeiro jogo não foi fácil. Vegas tinha a vantagem de estar em casa, e foi com tudo para cima do Wild. Graças a Cam Talbot, o time de Minnesota não sofreu uma goleada. O goleiro fez 42 defesas para o seu time, 19 delas somente no primeiro período, garantindo assim uma chance do jogo ir para overtime. Enquanto isso, Fleury realizou 29 defesas em toda a partida, deixando o puck passar apenas uma vez, no gol que garantiu a vitória do Wild. 

    O gol foi um passe de Marcus Foligno e Jordan Greenway, que armaram a jogada perfeita para Joel Eriksson Ek. Este mandou o puck direto para a rede de Fleury. Ele foi nomeado a primeira estrela da partida, seguido por Fleury e Talbot. Assim, Minnesota levou a primeira vitória por 1 a 0, e abriu a mesma vantagem na série.

    Para o segundo jogo, um pouco mais do mesmo. Os Golden Knights foram com tudo pra cima do Wild, com um diferencial: desta vez os times não deixaram ficar no 0 a 0. No primeiro período tudo parecia igual, muitos tiros e muitas defesas resultando num placar sem nenhum gol. Porém tudo mudou no segundo, quando Matt Dumba abriu o placar para o time visitante garantindo uma vantagem de 1 a 0.

    Infelizmente, a alegria durou pouco, e alguns segundos depois o time conseguiu empatar e virar o jogo. Primeiro, o center Jonathan Marchessault empatou o placar, e pouco depois foi a vez de Alex Tuch garantir uma vantagem de 2 a 1 para o time de Vegas. No terceiro período, Tuch repetiu o feito, cimentando a vitória para os Golden Knights num placar de 3 a 1. Desta vez, Fleury fez 34 defesas e garantiu a primeira estrela do jogo, ao lado dos seus colegas Alex e Jonathan. O goleiro adversário, Talbot, por sua vez, fez 25 defesas para o seu time. 

    A virada de Vegas

    Com a série empatada, tudo que ambos os times queriam era uma vitória para garantir a liderança no round. Com a partida acontecendo em Minnesota, o time novamente tinha a vantagem e o gás da torcida para ajudar. Ainda no primeiro período, aos 2:16 de jogo, Ryan Hartman abriu o placar para o Wild com uma assistência de Kirill Kaprizov e Jonas Brodin. Ele foi seguido de Joel Eriksson Ek, que marcou o seu segundo gol da série garantindo um placar de 2 a 0 para Minnesota no final do primeiro período.

    Porém no segundo e terceiro, foi a vez de Vegas mostrar a sua força. O time fez uma sequência de cinco gols, com dois gols de Mark Stone, e os outros três por Patrick Brown, Reilly Smith e William Karlsson. Assim, os Knights garantiram uma vantagem e a sua segunda vitória no round com um placar de 5 a 2. 

    Com um quinto jogo garantido, os Golden Knights precisavam passar pelo Jogo 4 com uma vitória para ficar a um passo de se classificar. Mantendo um jogo intenso, o time não deixou o Wild jogar. Assim, Vegas já garantiu uma vantagem ainda no primeiro período com um gol de Nicolas Roy. Pouco depois foi a vez de Joel marcar o seu terceiro gol da série, parecendo igualar para Minnesota. Entretanto, o time de Vegas pediu para revisarem o gol e foi determinado que Marcus Foligno prejudicou o desempenho de Fleury (interferência de goleiro) e o gol foi anulado.

    No segundo período, essa vantagem no placar aumentou com a ajuda de Alex Tuch e Mark Stone, que pressionaram o seu adversário até o fim. E no terceiro período, Roy repetiu o feito do primeiro com mais um gol. O goleiro de Minnesota até tentou, fez 14 defesas durante a partida, porém elas ainda não foram o suficiente e, no fim, o placar terminou 4 a 0. Em sua rede, o goleiro de Vegas, Fleury, fez um total de 35 defesas, não deixando passar nenhum disco. 

    Caso se classifique, essa será a primeira vez que o Vegas enfrentará o Avalanche nos playoffs. Agora basta para o time ganhar o Jogo 5 nesta segunda-feira (24), às 23h30 no horário de Brasília e com transmissão em português pela ESPN. 

    Foto: Reprodução / nhl.com

  • Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    As 56 partidas da temporada regular chegaram ao fim, ou quase, já que o Vancouver Canucks está correndo atrás do prejuízo após terem seus jogos adiados por causa da COVID-19. Assim, tivemos que dizer “até logo” para 15 times da liga, que estão oficialmente de férias e só voltarão a marcar presença nas nossas noites na próxima temporada. Mas se seu time não foi qualificado, nada de ficar sem assistir hockey! Montamos um guia para te ajudar a escolher para qual time torcer nesses playoffs. 

    As 16 equipes que garantiram seu lugar na disputa pela Stanley Cup foram Boston Bruins, New York Islanders, Pittsburgh Penguins, Washington Capitals, Carolina Hurricanes, Florida Panthers, Nashville Predators, Tampa Bay Lightning, Colorado Avalanche, Minnesota Wild, St. Louis Blues, Vegas Golden Knights, Edmonton Oilers, Montreal Canadiens, Toronto Maple Leafs e Winnipeg Jets. 

    A temporada de 2020-2021 foi diferente do que estamos habituados, foi mais curta e começou bem depois do que era de costume devido à pandemia. Também por essa razão, a organização das conferências precisou ser modificada por causa de restrições de viagens entre Canadá e Estados Unidos, e entre os estados também. Assim, a tão sonhada Divisão Canadense, ou Norte como foi denominada, foi criada para a felicidade dos fãs, mesmo que apenas temporariamente. E algumas surpresas, ou milagres, saíram dali. 

    Organizamos este guia conforme o posicionamento dos times na tabela em cada divisão. 

    Divisão Norte

    Toronto Maple Leafs

    Amaldiçoados pelos inúmeros haters, azarados, ainda não foi o momento? Se você tiver a resposta, ou a solução, para sua torcida e força do pensamento levarem os Leafs para a vitória da Stanley Cup, a gratidão eterna dos torcedores do Toronto será sua! Ver seu time escolhido levar a taça pela primeira vez desde 1967 seria no mínimo memorável.  

    São os favoritos da divisão, carregam bons nomes, mas por terem uma defesa ruim e goleiros inexperientes em playoffs, não se acredita por aí que irão muito além dos intradivisionais. 

    Edmonton Oilers

    Connor McDavid. Um recém-chegado em Alberta precisa de mais? Eu diria que não, mas já que insiste… Edmonton Oilers conta também com Leon Draisaitl, Darnell Nurse e Adam Larsson. São um grupo forte no Canadá, mas contra times como Vegas e Colorado não se espera que vençam (se chegarem até lá). 

    Como uma boa amante de canadian goodies, deixaria parte da minha torcida por aqui. Você não? 

    Winnipeg Jets

    A verdade é que não estão dando muito pelos jatinhos. Mas o goleiro deles, Connor Hellebuyck, é excelente. E se quiser torcer por um time do Canadá, pelo menos esse não é odiado por metade do país. 

    Montreal Canadiens

    Se sua intenção é apenas torcer contra os Leafs, pode ser uma boa opção. Shea Weber, Carey Price, Josh Anderson e Brendan Gallagher são alguns dos nomes que jogam no Quebec. 

    Válido mencionar que terminaram a temporada atrás de New York Rangers e Dallas Stars, que nem conseguiram se classificar para os playoffs foram. Mas a escolha é toda sua. 

    Divisão Leste

    Pittsburgh Penguins

    Um bom time, e Sidney Crosby. Por mim só isso já faria dessa uma boa escolha. Mas eles contam também com Evgeni Malkin, Kris Letang, Mike Matheson e Brian Burke. Além da franquia já possuir 5 Stanley Cups, a última levantada em 2017, eles são levados super a sério na liga. Às vezes é tudo que precisamos ou queremos.  

    Washington Capitals

    Famosos, mas não pelos motivos certos. No início do mês, Tom Wilson, jogador do Capitals, recebeu uma multa de cinco mil dólares por sua conduta em um jogo contra o NYR que deixou dois jogadores do time lesionados. As brigas envolvendo as equipes viraram pauta no Globo Esporte e foram discutidas no ESPN League Brasil. 

    Mas se você gosta de um grupo forte, apesar da cabeça quente de alguns jogadores (ou por causa dela), eles também tem no roster os veteranos queridos Alexander Ovechkin, T.J. Oshie e Zdeno Chara. Mal não poderiam estar. 

    Boston Bruins

    Se você gosta de um power kill de respeito, pode encerrar suas buscas. Brincadeira, leia até o fim, não irá se arrepender. Boston talvez seja uma das equipes mais conhecidas além dos limites geográficos da NHL e da América do Norte. Tem estrelas como David Pastrnak, Patrice Bergeron, e o recém-chegado Taylor Hall, além dos não tão amados assim Brad Marchand, Jack Edwards e Tuukka Rask (mas esse só pelos torcedores mesmo). 

    Apesar de não estarem todos colocando suas apostas em Boston, também não estão tirando, e não seria muita surpresa se ganhassem sua sétima (isso mesmo, eles já ganharam 6 vezes) Stanley Cup. 

    New York Islanders

    Alguns chamam de chato, eu chamo de estilo próprio. Os Isles não são os queridinhos de nada na NHL, mas também não fazem feio. Sendo sincera, acho que ano passado foi incrível para eles e não sei se esse ano eles chegarão tão longe, mas nunca se sabe. 

    Barry Trotz, no entanto, faz um excelente trabalho como treinador. Conseguiram finalmente trazer para os Estados Unidos o goleiro Ilya Sorokin, e adquiriram recentemente Kyle Palmieri e Travis Zajac. 

    E as linhas de Mathew Barzal, Brock Nelson e J.G. Pageau são no mínimo bonitas de se assistir em ação. 

    Divisão Oeste

    Colorado Avalanche

    Pelas previsões, o time deve jogar no mínimo 6 ou 7 jogos, com baixas chances de eliminação na primeira rodada dos playoffs. Os goleiros não são os mais confiáveis, mas o restante da equipe mais do que equilibra esse fator. O Avalanche é o time número 1 na tabela geral e seus jogadores são muito habilidosos, além de terem uma ótima defesa. 

    Os playoffs com certeza serão animados, e felizes, para quem torcer por eles. 

    Vegas Golden Knights

    Um treinador anônimo da liga contou ao The Athletic que acredita que a equipe está preparada para os playoffs, com jogadores ligados no “volume” certo e com o objetivo definido de buscar a taça. São bem estruturados, jogam um jogo físico e rápido. Se você gosta de assistir algo nesse estilo, é uma boa pedida. 

    Os Vegas chegaram perto no ano passado, e tem boas chances esse ano de levantar o troféu. É atualmente um dos melhores times da liga, na tabela geral apenas atrás do Colorado Avalanche. 

    Minnesota Wild

    Wild WHOM to Wild BOOM! Minnesota era um dos times menos mencionados na NHL e nessa temporada surpreendeu a todos. A entrada de Kirill Kaprizov marcou a mudança de identidade do time, que atualmente é um must watch da liga. E, sejamos sinceros, pode ser que isso não volte a acontecer novamente. Então acompanhar e torcer para a equipe surpresa da temporada com certeza será uma experiência única!  

    St. Louis Blues

    Se você gosta de torcer pelos menosprezados, St Louis Blues é seu time da vez. Parece que ninguém está botando muita fé nos azuizinhos, que agarrou uma das últimas vagas dos playoffs deste ano, na frente apenas de Winnipeg Jets (e por apenas 2 pontos) e de Montreal Canadiens (leia sobre acima). 

    A equipe que teve um desempenho surpreendente na temporada de 2018-19, levando a vitória da Conferência Oeste e da Stanley Cup naquele ano, então carrega hoje ainda essa experiência recente e não devemos desconsiderar esse fator. 

    Divisão Central 

    Carolina Hurricanes

    Carolina é uma excelente aposta para colocar suas energias. É um time super habilidoso, com ótimas dancinhas comemorativas, jogadores comprometidos, bons no power play, e extremamente estruturados. 

    Os mais céticos não confiam muito nos goleiros e duvidam um pouco que consigam vencer Tampa, mas o hockey consegue ser uma caixinha de surpresas e eu não tiraria minhas fichas dos Canes (caso elas estivessem aqui), afinal de contas eles terminaram a temporada regular em terceiro lugar na tabela geral. 

    Florida Panthers

    Se você gosta de um alinhamento planetário, uma sorte louca e não uma, mas duas equipes da Flórida qualificadas, os Panthers podem ser uma boa escolha. Esse é um dos times que não davam muito por ele na temporada regular, mas ganharam momentum, solucionaram problemas, possuem uma estrela aka Aleksander “Sasha” Barkov, e um treinador bem falado na liga aka Joel Quenneville. 

    Ainda assim, são classificados como underdogs, por terem que vencer seu rival e vizinho, que já ganhou 3 taças enquanto os Panthers permanecem sem ao menos uma (leia mais abaixo). Pode ser que torcer por eles te faça pular do sofá, roer as unhas, e xingar os árbitros e jogadores dos times adversários, mas se levarem, a taça o gostinho de vitória vai ser ainda maior. 

    Tampa Bay Lightning

    Um time da Flórida era pouco para você? Então, temos dois nos playoffs deste ano. Tampa levou a melhor no ano passado, e alguns dizem ser tarde demais para voltar suas atenções nesses playoffs para eles, mas nunca diga nunca. 

    Passaram por algumas dificuldades na temporada regular, jogadores estrelas como Nikita Kucherov e Steven Stamkos se machucaram, mas provavelmente estarão no gelo quando o sino soar no Jogo 1 dia 16 deste mês. Como vimos acima, ainda são vistos como o time a ser batido na Divisão Central e nossos olhos estarão sempre de olho no que se passa em Tampa. 

    Nashville Predators

    Podemos ser sinceras? Ninguém – ninguém mesmo – dá nada por Nashville. Tiveram uma temporada mista, ruins até a metade e no final, quando se voltaram contra o Dallas Stars, garantiram a vaga. Ainda não sabemos exatamente como, mas aconteceu. Fácil não vai ser, vencer os Hurricanes, Panthers e/ou Lightning seria a grande reviravolta nesta pós-temporada.  

    Mas se você se garante na paciência e é mestre em meditações para relaxar, por que não? 

    Decidiu?

    E aí? Fez sua escolha? Conta para a gente nos comentários!

  • Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    Primeiro mês da temporada 2020-21 da NHL e a COVID-19

    No dia 13 de janeiro demos início à temporada 2020-21 da NHL. Com a COVID-19 ainda como uma dura realidade que precisamos enfrentar, a liga precisou criar um protocolo e um calendário adaptável para que a temporada regular acontecesse. Um mês após o início da temporada, mais de 30 jogos já foram adiados, todos de times dos Estados Unidos. 

    Em 1º de dezembro do ano passado, a NHL e a NHLPA lançaram seu protocolo de COVID-19. Nele, constam as regras que precisam ser seguidas para que a temporada aconteça, pensando que não existirá uma bolha. Dentre elas estão as seguintes condições: os jogadores que testarem positivo serão identificados pela liga e não poderão voltar a jogar até que sejam curados e liberados pelo cardiologista e pelo médico da equipe.

    Entretanto, colegas de equipe que tiveram contato, e não apresentaram sintomas, ou testaram negativo, não se colocarão em quarentena. Todos os treinadores que ficam no banco seguirão a política obrigatória do uso de máscara a temporada toda.

    Com essas medidas, a liga visa diminuir o contágio e contato entre jogadores, treinadores e comissão técnica.

    Calendário da temporada regular 2020-21

    A NHL divulgou o calendário para a temporada e que visava organizar a casa para que a temporada 2022 começasse nas datas certas de todos os anos antes da pandemia.

    •   13 de janeiro de 2021: começa a temporada regular (programação de 56 jogos para cada equipe)
    •   11 de fevereiro: Prazo para assinatura de Free Agents restritos
    •   12 de março: Prazo para assinatura de extensões de contrato de 2021-22
    •   12 de abril; 16h00 BRT: Trade Deadline
    •   8 de maio: Termina a temporada regular
    •   11 de maio: Começam os playoffs (data provisória)
    •  9 de julho: Último dia possível para a Final da Stanley Cup (data provisória)
    •  21 de julho: Draft de expansão para o Seattle Kraken
    •  23 a 24 de julho: NHL Draft de 2021

    É um calendário bem pensado e que faz todo sentido para a temporada. Porém, como vimos neste primeiro mês, não é bem assim que a temporada regular está seguindo.

    Início dos jogos

    Oficialmente em 13 de janeiro começamos a temporada regular, com cinco jogos, dois na Divisão Norte. Vale ressaltar que para esta temporada as divisões foram reorganizadas em norte, oeste, central e leste, conforme a imagem abaixo.

    NHL anuncia temporada para 13 de janeiro com realinhamento das divisões em 2020-21
    Nova organização das divisões (Reproduçao/NHL.com)

    Pela primeira vez desde 1923, todos os times canadenses ficaram na mesma divisão. Essa decisão foi necessária com as políticas restritivas de território no Canadá, pois ficaria inviável os times viajarem para realizar partidas nos EUA.

    Dessa forma, o primeiro dia de calendário ocorreu como o esperado, com todos os jogos realizados e sem casos de COVID-19.

    Já no segundo dia, 14 de janeiro o primeiro problema se fez notar: a equipe do Dallas Stars, atuais campeões da Conferência Oeste, precisou postergar o seu início na temporada regular devido à um surto de casos de COVID-19.

    Ao todo, 17 membros do time tiveram a doença no training camp. A estreia da equipe ficou marcada para acontecer no dia 19 de janeiro entretanto, só aconteceu mesmo no dia 22 de janeiro, contra o Nashville Predators, na qual venceram por 7 x 0.

    Com este problema “resolvido”, a NHL seguiu confiante de que com todos seguindo o protocolo, as chances de surtos e muitos casos seria pequena. Contudo, não foi isso que o destino reservou para a temporada.

    Adiamentos de partidas

    Desde o final de janeiro a liga vem sofrendo com diversos atletas e comissão técnica com novos casos. O grande problema, é que quando o primeiro caso aparece, não demora muito para pelo menos mais duas pessoas da equipe em questão também pegarem o vírus.

    No dia 04 de fevereiro a NHL anunciou que os jogos do Colorado Avalanche até pelo menos 11 de fevereiro seriam remarcados. Isso porque jogadores do time entraram no protocolos da COVID-19 da NHL.

    A decisão veio dos grupos médicos da liga, da NHLPA e do Avalanche, em conjunto com o Departamento de Saúde do Colorado, que determinou que mais cautela era necessária enquanto as partes analisavam os resultados dos testes nos próximos dias.

    No dia 03 de fevereiro a NHL anunciou que como resultado da adição de cinco jogadores do Minnesota Wild ao protocolo da COVID-19. Assim, os jogos da equipe foram adiados até pelo menos dia 09 de fevereiro visando proteger toda a equipe, funcionários e jogadores.

    No dia 01 de fevereiro a liga anunciou que os jogos do New Jersey Devils foram adiados até dia 06 de fevereiro (até o momento desta matéria, os jogos dos Devils ainda estão adiados) em resultado de quatro jogadores que entraram no protocolo da COVID-19 da NHL.

    Dessa forma, com todas estas partidas adiadas, a continuação da temporada regular é uma incógnita pois com as datas de playoffs já definidas, entendemos que os jogos regulares precisam acontecer até este período.

    Ao todo, cada time de cada divisão precisa jogar oito jogos com cada uma das equipes que estão dentro da mesma divisão. Com estes adiamentos, para que isso ocorra dentro do prazo previsto, será necessário encaixar diversas partidas no restante do calendário. Dessa maneira, é bem possível que vejamos muitos jogos em dias subsequentes, semelhante à bolha do ano passado.

    Vale questionar se isto tudo é realmente possível. Seria uma pausa no calendário necessária para conter novos surtos de COVID-19? A NHL precisará reduzir quantidade de jogos? Talvez uma nova bolha precisará existir para enfim chegarmos aos playoffs. A torcida é para que no final dê tudo certo e, ao fim do semestre, tenhamos um novo campeão da Stanley Cup. 

    Foto: Reprodução/ESPN.com

  • O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O início da temporada será nesta quarta-feira (13), e para que a temporada possa realmente acontecer, a NHL teve de se reinventar, criando novas divisões e realinhando times. Na sequência dos textos sobre as prévias de cada divisão na temporada 2020-21 (Divisão Central, Divisão Norte e Divisão Leste), agora trouxemos nossa prévia sobre a Divisão Oeste.

    As coisas ainda parecem incertas para este início de temporada. Columbus Blue Jackets adiou alguns treinos por conta do roster ter sido infectado pelo novo coronavírus, e o Pittsburgh Penguins também precisou cancelar os treinos. No entanto, a princípio, a temporada irá ocorrer normalmente.

    Os training camps se iniciaram no dia três de janeiro. Assim, estivemos acompanhando as movimentações ao redor da Liga. 

    Anaheim Ducks

    O futuro do Anaheim Ducks parece próspero. Afinal de contas, Trevor Zegras, um dos maiores nomes do Mundial de Juniores, foi um dos principais nomes na conquista do ouro pelos Estados Unidos. Além disso, a equipe da Califórnia também draftou nomes interessantes como o defensor Jamie Drysdale e Jacob Perreault. 

    Dito isto, estamos falando do presente. E o presente do Ducks, atualmente, não é tão otimista. A equipe precisa de diversos ajustes. Eles conseguiram ajustar um problema, dentre tantos, ao contratarem Kevin Shattenkirk, que recentemente ganhou uma Stanley Cup com o Tampa Bay Lightning. 

    Além disso, a Divisão Oeste é extremamente competitiva. Em uma divisão onde pelo menos quatro times já possuem a vaga garantida nos playoffs, a chance dos Ducks conseguirem uma por sorte, atualmente, não é possível. Porém, os torcedores podem se animar com o futuro da franquia.

    Arizona Coyotes

    Se dependesse somente de goleiro, a equipe do Arizona Coyotes facilmente estaria cotada como um dos times nos playoffs. Afinal, Darcy Kuemper é um ótimo goleiro e inclusive foi cotado ao Vezina Trophy ano passado. Seu backup, Antti Raanta, também fez um ótimo trabalho quando Kuemper se lesionou.

    Contudo, os Yotes estão em uma divisão bem forte este ano, e seus problemas defensivos e de ataque acabam pesando para a equipe. Taylor Hall assinou com a equipe ano passado, e apesar de não ter tido grandes números, ele ajudava a dar o ataque ofensivo necessário. Porém, o atacante foi para o Sabres nesta off-season.

    Arizona conta com bons nomes como Clayton Keller, Phil Kessel e Conor Garland para o ataque. Ainda, Barret Hayton, o prospect que a equipe selecionou em 2018, pode se mostrar uma boa opção para o ataque se ele se mantiver saudável. Já na defesa, eles têm Jakob Chycrun e Olivier Ekman Larssson que, se saudáveis, poderão continuar sendo bons nomes para o time. Entretanto, de nada vale uma boa defesa se não acompanhada por atacantes que façam gols. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche atualmente é uma equipe cheia de talentos, que mais cedo ou mais tarde ganhará uma Stanley Cup. O elenco de Colorado ainda é composto por grandes nomes como Nathan MacKinnon, Mikko Rantanen, Andre Burakovsky, Gabriel Landeskog. Na defesa, contam com o talento de Cale Makar. 

    Porém, não só de grandes nomes uma equipe se faz. O resto do elenco, composto por Ryan Graves, Erik Johnson, Samuel Girard e agora Devon Toews, que veio do New York Islanders, mostram como a defesa que antes já era sólida virou letal. 

    Nazem Kadri foi uma grande adição no ano passado, quando veio do Toronto Maple Leafs. Brandon Saad, veterano que era do Chicago Blackhawks, também acrescentará profundidade e experiência ao time. 

    Com certeza, a equipe tem chances de ir para os playoffs como grandes favoritos nessa temporada reduzida. Quem sabe, poderão alcançar o sonho da conquista da Stanley Cup. 

    Los Angeles Kings

    O Los Angeles Kings entrou em rebuild. Por isso, não há grandes expectativas da equipe esse ano na Divisão Oeste. Entretanto, o caminho dos Kings no futuro poderá ser brilhante.

    Com a segunda pick do primeiro round, eles escolheram Quinton Byfield, cotado para ser um dos melhores centrais da geração dele. Sem grandes mudanças nessa temporada, os veteranos Anze Kopitar e Drew Doughty são esperados a ter o mesmo nível mediano de jogo das temporadas passadas.  Jonathan Quick e Cal Petersen são os goleiros da equipe, contudo, o titular ainda será Quick, que não tem tido boas temporadas recentemente.

    Não há muitas expectativas para o Kings de agora, e o time não deve ir para os playoffs. Porém, os novos prospects de elite prometem ser a força para que a equipe seja novamente contender em breve.

    Minnesota Wild

    Apesar do Wild ter conseguido ir para os playoffs na temporada passada, a equipe terá que ser melhor do que Colorado, St. Louis, Arizona e Vegas para conquistar a vaga. Isso, por si, já é a tarefa mais difícil que o time terá de fazer. Porém, talvez, a defesa do Minnesota Wild consiga garantir uma vaga. Jared Spurgeon, Jonas Brodin e Matt Dumba são nomes fundamentais na ótima defesa do Wild.

    Nesta offseason, o Wild foi atrás de um novo goleiro para substituir Devan Dubnyk. Então, assinaram com Cam Talbot, que antes jogava com o Calgary Flames. O backup continua sendo Alex Stalock. Resta saber se a dupla Talbot e Stalock será superior a dupla Dubynk e Stalock nesta temporada.

    Por fim, o ataque do Wild conta com alguns bons nomes, mas que, no geral, não são exatamente tão fatais no momento em que é preciso ser. Eric Staal foi trocado para o Buffalo Sabres, e quem chegou ao Wild foi Marcus Johansson. Johansson não possuía números tão bons nos Sabres. Contudo, ele é um jogador rápido e, ao lado de Kevin Fiala, ele poderá ser um grande aliado ao time. 

    San Jose Sharks

    A temporada dos Sharks em 2020 foi decepcionante, ainda mais se pensar que em 2019 eles foram para uma Final de Conferência, na qual foram derrotados pelos futuros campeões St. Louis Blues. A previsão é de que nessa temporada atual o Sharks não consiga ir tão longe na Divisão Oeste.

    O time possui contratos longos com jogadores veteranos, como os defensores Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson. Tais jogadores não alcançam o que é esperado deles, ou seja, uma defesa sólida, e o impedimento de gols do time rival. Isso acaba atrapalhando o funcionamento do time. Mesmo assim, Burns e Karlsson talvez ainda sejam os melhores nomes da defesa, ao lado de Mario Ferraro, que provavelmente terá mais destaque no roster.

    O goleiro Martin Jones ainda é cotado para ser o titular. Porém, Jones não tem sido o goleiro bom e confiável que ele costumava ser no passado. Por isso, é esperado que Devan Dubnyk, adquirido do Minnesota Wild, faça par com ele, e ambos dividam as redes durante a temporada.

    Por fim, o ataque permanece o mesmo. Timo Meier, Thomas Hertl provavelmente serão nomes importantes para o ataque. Já Evander Kane e Logan Couture terão de melhorar e fazer mais gols se quiserem ver seu time indo para os playoffs

    St. Louis Blues

    Não é novidade para ninguém que o ex-capitão do Blues, Alex Pietrangelo, foi para o Vegas Golden Knights. Além disso, Jay Bouwmeester anunciou a aposentadoria. Porém, os Blues não sentirão muito esses desfalques.

    Torey Krug, antigo defensor dos Bruins, assinou um contrato de sete anos com os Blues. Krug possui ótimas características no ataque ofensivo e no power play. Além dele, a blue line dos Blues conta com Vince Dunn, o jovem defensor da equipe, que assinou por mais um ano. Colton Parayko também é outro D-man de elite, e compõe o elenco da defesa do time. Enfim, Jordan Binnington continuará sendo titular da equipe, já que Jake Allen saiu para o Montreal Canadiens. 

    Vladimir Tarasenko ainda está se recuperando de uma lesão. Por isso, ele não participará da temporada. Entretanto, nem tudo está perdido, já que o novo capitão Ryan O’Reilly provavelmente será o maior poder ofensivo da equipe nesta temporada. Ao lado dele, temos David Perron e Brayden Schenn. Mike Hoffman assinou um ano com o Blues e na duas temporadas na sua antiga equipe, o Florida Panthers, Hoffman foi um sólido atacante com mais de 30 gols por temporada.

    Mesmo a Divisão Oeste sendo bastante competitiva, os Blues certamente alcançarão os playoffs e poderão brigar pela sorte de novamente erguer a Stanley Cup. 

    Vegas Golden Knights

    Vegas entra em sua quarta temporada na NHL como, novamente, favoritos à Stanley Cup no Oeste. Isso porque a equipe possui muitos talentos, tanto ofensivos quanto defensivos.

    Alex Pientragelo, que saiu dos Blues, assinou um contrato de sete anos com a equipe de Nevada. Assim, ele oferecerá um ótimo aspecto defensivo, algo em que Vegas pecava um pouco, mesmo tendo um elenco composto por Shea Theodore e Alex Martinez (que foi adquirido dos Kings).

    A parte ofensiva da equipe permanece a mesma, basicamente. Mark Stone é um dos maiores nomes da equipe e é esperado que ele continue no ritmo dos outros ótimos anos que ele teve com a equipe. Além disso, Max Pacioretty também é um jogador de elite, que certamente fará um poder ofensivo forte para a equipe. 

    Robin Lehner irá inevitavelmente susbtituir Marc-André Fleury como goleiro principal, já que este último não é o mesmo jogador de antes. Porém, essa dupla de goleiros é de assustar qualquer um, já que ambos oferecem o suporte e a confiança que um goleiro deveria passar. Não é surpresa que Vegas consiga ir para os playoffs, mostrando novamente como uma nova franquia pode se reinventar com peças de outras equipes.

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Central

    A nova coleção retrô da NHL foi divulgada oficialmente na última segunda-feira (16). Apesar de alguns modelos como do Penguins e do Golden Knight terem sido vazados anteriormente, agora temos os modelos oficiais das jerseys de cada time.

    Como falamos anteriormente, a coleção Reverse Retro teve como inspiração modelos dos uniformes de décadas desde 1940 a 2000. Cada time buscou em uma jersey antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    Por último mas não menos importante, o NHeLas trás um olhar mais próximo para os modelos da Divisão Central. Entenda quais foram as inspirações por trás de cada novo desing. Essa nova coleção estará disponível à partir do dia 1/12.

    Dallas Stars

    O campeão da conferência Oeste deste ano teve a sua Reverse Retro inspirada no uniforme da temporada de 1999-98, quando conquistaram a sua primeira e, até então, única Stanley Cup.

    Naquele ano, os Stars levantaram a taça em suas cores verde, branco e prata, as cores já conhecidas e amadas dos fãs. Assim, nessa coleção eles trazem suas cores tradicionais e a lembrança da história do time com sua única vitória da taça.

    A jersey retrô tem alguns detalhes novos: na manga, o formato do estado do Texas com uma estrela verde e detalhes em prata; o formato de estrela no peitoral da camisa na cor prata brilhante.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche buscou para sua camisa retrô as suas origens no extinto Quebec Nordiques. O time antecessor de Colorado, que homenageava o gelado norte canadense, tinha como cores principais o azul, branco e vermelho.

    Quando deixou a Cidade de Quebec, a equipe ganhou novas cores: um azul mais acinzentado e o vinho. A Reverse Retro do Avalanche trouxe justamente o desenho clássico do uniforme dos Nordiques. O logo de iglu e a flor-de-lis, símbolo da herança francesa no Canadá, são representados nas cores atuais do time.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Chicago Blackhawks

    A temporada do Chicago Blackhawks deixou a desejar, mas não se pode dizer o mesmo da sua nova jersey para a coleção Reverse Retro. Como um dos Original Six, os Hawks tinham algumas opções para o seu modelo, entretanto, optaram por um design simples e tradicional.

    A base preta e detalhes em vermelho e branco trouxeram para 2021 um desejo de retorno aos anos dourados da equipe. No entanto, esse modelo dividiu a opinião dos fãs no lançamento e gerou polêmica.

    A equipe sofreu algumas críticas por falta originalidade na escolha do design. Mais ainda, o logo do time trouxe a tona o debate sobre e identidade visual dos Blackhawks e se a equipe deveria alterá-la logo.

    Foto do Twitter oficial da Blackhawks Store

    St. Louis Blues

    As cores da Reverse Retro dos Blues vêm da época em que Wayne Gretzky jogava pelo time, na temporada de 1995-96. Era um time repleto de estrelas que usavam vermelho, azul e amarelo, um pouco mais extravagante que o time que conhecemos hoje.

    Para a jersey retrô, inverteu-se o azul predominante daquele uniforme colocando o vermelho como cor principal. Para os detalhes, ficaram as cores também vibrantes amarelo e azul. Na manga há uma trombeta azul escura com o nome do time, diferente do logo que conhecemos hoje. A equipe quis inovar, sem esquecer as suas origens e, sobretudo, buscando nas suas antigas estrelas a inspiração para brilhar novamente na próxima temporada.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Minnesota Wild

    O Wild tem logo interessante. Se você olhar por alguns minutos, já começa a juntar as peças que lembram um animal feroz. Nele está representado o estado de Minnesota, seus rios, montanhas e a estrela do norte, que teve bastante evidência nessa coleção.

    O time escolheu homenagear outra equipe que já jogou em Minnesota: o Minnesota North Stars (transferido para Dallas em 1993). Em sua Reverse Retro, o Wild fez um bom trabalho modernizando seu passado. O tradicional o verde floresta e os detalhes em vermelho na jersey do time, deram espaço para cores claras e limpas para completar o jogo visual. Com listras nas laterais na cor amarela, verde em contraste do branco límpido, o logo foi centralizado e modificado pelas cores do time antecessor.

    Os fãs do “estado do hockey” abraçaram com graça sua antiga nova jersey e já se preparam para vesti-la na próxima temporada. 

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Nashville Predators

    Para os Predators, a Reverse Retro veio em amarelo e azul em memória da sua estreia na NHL em 1998. Na coleção da Adidas que valoriza tanto o passado como o futuro, eles misturam as cores e nos dão o logo ecundário do crânio com dentes de sabre.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Winnipeg Jets

    Os Jets buscaram sua inspiração em outro Winnipeg Jets, o time da cidade que estreou em 1972 na extinta World Hockey Association (WHA). Dessa forma, a franquia trouxe o antigo logo e cores de forma sutil, fazendo uma homenagem aos Jets originais.

    Assim, a nova jersey tem como cor predominante o cinza, com detalhes em azul marinho e braco. O logo segue o mesmo modelo usado pela equipe no Heritage Classic do ano passado, modificando apenas a paleta de cores. Questinou-se por que os Jets não se inspiraram no Atlanta Thrashers, time anterior a mesma franquia do hoje Winnipeg Jets. Porém, a equipe escolheu homenagear seu homônimo pelos anos de glória que o time teve na cidade ao ganhar três vezes a Taça AVCO.

    Além disso, na dança de cadeiras da NHL, o antigo Jets é hoje o Arizona Coyotes. Só podemos imaginar a confusão que seria se ambos os times escolhessem homenagear os Jets da WHA.

    Foto do Twitter oficial da NHL

    Texto sob supervisão da editora-chefe Juh Guedes.

    Foto: Reprodução/Instagram da NHL

  • Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    As qualificatórias da Stanley Cup tiveram início no dia 1° de agosto, após a pausa em março por conta da pandemia do novo coronavírus. O jogos irão até domingo, dia 8, e por enquanto somente o New York Rangers foi eliminado para o Carolina Hurricanes após 3 jogos. 

    Foram 142 dias sem hockey, e muitas coisas aconteceram nesse intervalo de tempo enquanto a Liga estava parada. Um dos assuntos que foi muito debatido no meio esportivo foi o racismo no hockey. Na história do hockey existiram, e ainda existem, poucos jogadores negros.

    Seja por conta de uma filosofia da própria cultura do hockey, que pode ser resumida em não falar sobre outros assuntos a não ser o esporte, ou talvez simplesmente pelo hockey ser um reflexo de uma sociedade ainda muito racista, fato é que tal assunto não pode ser ignorado mais.

    Um dos gestos mais significativos contra o racismo aconteceu quando Matt Dumba, defensor do Minnesota Wild, que é Filipino-Canadense, se ajoelhou durante o hino nacional dos EUA, na partida entre Edmonton Oilers e Chicago Blackhawks. Os jogadores das equipes cercaram Dumba enquanto ele discursava e ao seu lado estavam mais dois jogadores negros, Malcolm Subban dos Blackhawks e Darnell Nurse dos Oilers. Os dois colocaram as mãos nos ombros de Dumba em gesto de solidariedade. 

    Matt Dumba Protesta

    “Durante a pandemia, algo inesperado porém que já deveria ter acontecido antes ocorreu: O mundo acordou para a existência de um racismo sistêmico que se encontra profundamente enraizado em nossa sociedade,” Dumba disse. “O racismo é uma criação do homem e a única coisa que ele faz é atrapalhar nossa prosperidade coletiva. (…) O racismo está em toda parte e devemos lutar contra isso.(…) Eu sei em primeira mão, como minoria que joga hockey, como pode ser difícil estar no esporte. A Hockey Diversity Alliance quer que crianças se sintam seguras e confortáveis sempre que entrarem em alguma arena”

    A aliança, um grupo de atuais e ex-jogadores da NHL, foi formada em junho com a missão de erradicar o racismo e a intolerância no hockey. Dumba terminou seu discurso com o lema “Black Lives Matter”. Ele também lembrou da morte de Breonna Taylor, técnica médica de emergência negra que foi morta a tiros pela polícia em seu apartamento em Louisville, Kentucky, em 23 de junho. Ele ainda disse “o hockey é um ótimo jogo, mas poderia ser muito maior e começa com todos nós “.

    Matt Dumba levantou o punho nos hinos dos Estados Unidos e do Canadá

    A atitude de se ajoelhar foi inédita na NHL. Contudo, a primeira pessoa a levantar o punho foi JT Brown, durante sua permanência no Tampa Bay Lightning em 2017. Ele, que agora joga no Iowa Wild, afiliada do Minnesota Wild, protestou também contra a brutalidade policial e o racismo. 

    No jogo entre Minnesota Wild e Vancouver Canucks, Matt Dumba protestou novamente. Dessa vez, ele levantou os punhos da mesma forma que seu ex-colega de equipe. Para Dumba “o gesto de levantar o punho é um sinal mais forte do que se ajoelhar se eu estiver no banco, pois ele pode não ser visto pelas câmeras no último caso”.

    Ele ainda afirmou que continuará a protestar publicamente contra a injustiça racial durante os playoffs.

    Aliados nos protestos

    Até a segunda-feira, dia 03, Matt Dumba tinha sido o único jogador a se manifestar nos rinques de gelo. Muitos jogadores podem se opor ao gesto ou até mesmo não achar necessário fazer tais atitudes, por isso a falta de apoio com Dumba. Esse cenário é bastante diferente se olhado para os outros esportes americanos, no qual é possível sempre ver mais de um jogador se manifestando. Vale ressaltar que na NBA, todos os jogadores e funcionários do Los Angeles Lakers e do Toronto Raptors se ajoelharam para os hinos canadenses e americanos quando essas equipes se encontraram em uma partida que aconteceu em Orlando, na Flórida.

    Contudo, no jogo entre Vegas Golden Knights e Dallas Stars, esse cenário mudou. Ryan Reaves, Robin Lehner, Tyler Seguin e Jason Dickinson ajoelharam-se para os hinos dos EUA e do Canadá antes do jogo no Rogers Place. 

    “Conversei com o Reaves nos aquecimentos. Ele disse que ele e Lehner iriam se ajoelhar e perguntou se eu gostaria de me juntar a eles. Eu disse: ‘Absolutamente’”, disse Tyler Seguin. 

    “Antes do jogo, entrei no vestiário e contei a todos (…) Disse a eles que não havia pressão para fazer nada. Dickinson então me contou que gostaria de fazer parte, apoiando a causa e no que acreditamos.”

    “É hora de começar a fazer algo, não apenas deixar que isso seja um ciclo de notícias,” disse Lehner. “Todos devem ter a mesma chance na sociedade, todos devem ser tratados da mesma forma.”

    É importante ressaltar como o apoio de jogadores brancos nesse momento é importante para a causa, já que deixar os jogadores negros lutarem por algo que eles já lutam apenas existindo, é um fardo que se torna difícil e solitário sem apoio de seus colegas. 

    Foto: NHL/Reprodução

  • Roster do All Star Weekend é anunciado

    Roster do All Star Weekend é anunciado

    Ontem foi anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).

     A princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana, entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.

    A escolha dos jogadores participantes é feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto, assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020 NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.

    Sendo assim, o roster  escolhido pela NHL ficou da seguinte forma:

    Divisão Atlântica

    David Pastrnak, Boston Bruins (C)

    Jack Eichel, Buffalo Sabres

    Tyler Bertuzzi, Detroit Red Wings

    Jonathan Huberdeau, Florida Panthers

    Auston Matthews, Toronto Maple Leafs

    Anthony Duclair, Ottawa Senators

    Shea Weber, Montreal Canadiens

     Victor Hedman, Tampa Bay Lightning

    Frederik Andersen, Toronto Maple Leafs

    Tuukka Rask, Boston Bruins

    Divisão Metropolitana

    Kyle Palmieri, New Jersey Devils

    Mathew Barzal, New York Islanders

     Artemi Panarin, New York Rangers

    Travis Konecny, Philadélphia Flyers

    Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins

    Dougie Hamilton, Carolina Hurricanes

     John Carlson, Washington Capitals

    Seth Jones, Columbus Blue Jackets

    Braden Holtby, Washington Capitals

    Joonas Korpisalo, Columbus Blue Jackets

    Divisão Central

    Patrick Kane, Chicago Blackhawks

    Nathan MacKinnon, Colorado Avalanche (C)

    Tyler Seguin, Dallas Stars

    Eric Staal, Minnesota Wild

    Ryan O’Reilly, St. Louis Blues

    Mark Scheifele, Winnipeg Jets

    Roman Josi, Nashville Predators

    Alex Pietrangelo, St. Louis Blues

    Jordan Binnington, St. Louis Blues

    Connor Hellebuyck, Winnipeg Jets

    Divisão Pacífica

    Jakob Silfverberg, Anaheim Ducks

    Matthew Tkachuk, Calgary Flames

    Connor McDavid, Edmonton Oilers (C)

    Leon Draisaitl, Edmonton Oilers

    Anze Kopitar, Los Angeles Kings

    Logan Couture, San Jose Sharks

    Elias Pettersson, Vancouver Canucks

    Mark Giordano, Calgary Flames

    Marc-Andre Fleury, Vegas Golden Knights

    Darcy Kuemper, Arizona Coyotes

    Foto Reprodução: NHL.com

  • 12 momentos que entraram para a história em 2019

    12 momentos que entraram para a história em 2019

    O ano de 2019 para o hockey foi intenso e lotado. De pontos à shutouts, a NHL registrou acontecimentos que entraram para a história da Liga e colocaram jogadores e times em colocações também históricas. Portanto, a equipe do NHeLas resolveu fazer um top 10 de todos os recordes ultrapassados ao longo dos últimos 12 meses.

    04/02: Carter Hart se tornou o 4º goleiro na história da NHL a ter uma sequência de vitórias de, pelo menos, 7 jogos antes mesmo de completar 21 anos. A marca foi registrada em um jogo dos Flyers contra os Canucks. 

    06/04: O Tampa Bay Lightning se tornou o 4º time na história da NHL a adquirir mais pontos em uma temporada. Ao fim da season 2018/19, registrou um total de 128 pontos. Seguidamente, tornaram-se o segundo time na história da Liga a possuir mais vitórias durante uma temporada, com 62 somadas. 

    12/06: O St. Louis Blues se tornou, o primeiro time de expansão da NHL a ganhar a StanleyCup depois de ter ocupado o último lugar na classificação geral da temporada.

    14/10:  Victor Olofsson, rookie do Winnipeg Jets na temporada 2019/20, atingiu um recorde histórico no início de sua carreira. Ele marcou todos os seus 7 primeiros gols na Liga em Power Play. Desta forma, se torna o primeiro jogador na história da NHL a conquistar tal feito. 

    15/11: O forward do Boston Bruins, Brad Marchand, entrou para a história da NHL. Ele se tornou, por fim, o único jogador da Liga a marcar, em 7 ocasiões,  nos primeiros 15 segundos de uma partida.

    16/11: Connor McDavid e Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, se tornaram a terceira dupla de jogadores na história da NHL, nos últimos 30 anos, a marcar mais de 40 pontos nos primeiros 22 jogos de sua equipe na temporada. 

    25/11: Em um jogo do New York Rangers contra o Minnesota Wild, Henrik Lundqvist bate outro recorde em sua carreira. O jogador chegou a marca de 455 vitórias com o time. Desta forma, se tornou, por fim, o 5º goleiro na história da NHL com mais vitórias. 

    10/12: Sebastian Aho, do Carolina Hurricanes tornou-se o jogador mais novo dos Cannes a atingir a marca de 100 gols no jogo contra o Oilers. Desta forma, também passou a ocupar o 6º lugar em toda a história da NHL entre os jogadores que marcaram 100 pontos em poucos jogos (no caso dele, 273).

    13/12: O Vegas Golden Knights, no último jogo da equipe contra o Dallas Stars, também conquistou um grande recorde para equipe. Este sendo o maior recorde na história da NHL em pontos nos 100 primeiros jogos fora de casa de uma franquia, somando, por fim, 109 pontos. 

    14/12: Frederik Andersen, do Toronto Maple Leafs, alcançou a marca de 200 vitórias durante a temporada regular, em 344 partidas ou menos. Portanto, se torna o 5º goleiro na história da NHL a conquistar tal marca.

    27/12: Cale Makar, do Avalanche, no jogo do time contra o Minnesota Wild, atinge a marca de 29 pontos nos 30 primeiros jogos de sua carreira. Desta forma, se torna o 5º jogador na história da NHL a alcançar o Marco. 

    27/12: Alex Ovechkin, no último jogo dos Capitals contra os Blue Jackets, conquista seu 36º ponto em OT durante a temporada regular. Assim, se torna o segundo jogador, na história da liga, com mais pontos em overtime.