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  • Perfil: Cale Makar

    Perfil: Cale Makar

    Um dos rookies mais comentados dessa temporada é o defensor do Colocado Avalanche, Cale Makar. Já candidato ao Calder Trophy, o canadense de 21 anos vem fazendo uma temporada de estreia interessante. Antes de mais nada, Makar já se apresentava como uma sensação da torcida do Avalanche quando fez sua estreia pelo time durante o primeiro round dos playoffs. Quando o time do Colorado foi eliminado na segunda rodada pelo Sharks, Makar já contava com 1 gol e 5 assistências. Apenas o início da sua carreira na NHL.

    Cale Makar nasceu em Calgary, Alberta, no dia 20 de Outubro de 1998. Curiosamente, sua cidade natal é a mesma do time contra quem viria a marcar o seu primeiro gol na Liga. O Colorado Avalanche draftou o defensor como 4ª escolha em 2017, ano em que o time ainda não apresentava um desempenho necessário para chegar à pós temporada.

    O Colorado Avalanche começou sua reconstrução na temporada 17-18, quando chegou aos playoffs pela primeira vez depois de três temporadas fora. Dessa forma, ter buscado Makar para a disputa na pós temporada em 2019 mostra que o time está interessado em trazer novos rostos para o elenco de forma a possibilitar que a equipe chegue cada vez mais longe na busca pela conquista da Stanley Cup.

    Modo Iniciante

    Makar começou sua carreira na minor-hockey program Crowchild BlackHawks, antes de entrar para o nível Bantam em 2011. No Canadá, o nível Batam se inicia com 13-14 anos, idade que Cale começou a jogar pelo time da NWCCA Bruins e pelo time do mesmo nível do Calgary Flames na temporada 12-13. Então Makar mudou de categoria e passou a competir pelo NWCAA Stampeders no nível midget na temporada 13-14, tendo voltado ainda na mesma temporada, para o Flames, agora no nível midget.

     Ele foi draftado pelo Medine Hat Tigers da Wester Hockey League no 8º round do 2013 Bantam Draft. Mas retornou para o Calgary Flames onde permaneceu no midget level em 14-15, sua única temporada completa pelo time. Naquele ano, Cale marcou 23 pontos em 34 jogos, além disso foi nomeado MVP da Alberta Midger Hockey Legue além de ter entrado para o time All Star da liga.

    Para se tornar elegível à NCAA, Cale Makar se juntou ao Brooks Bandits da Alberta Junior Hockey League (AJHL), onde permaneceu entre as temporadas 14-15 e 16-17. Sua tentativa deu certo, uma vez que com suas conquistas ao lado dos Bandits, Makar foi aceito na Universidade de Massachusetts, assinando seu compromisso para jogar pela equipe em 29 de Agosto de 2015.

    Entretanto, Makar ainda teria duas temporadas com os Bandits antes de ir para a NCAA. Na temporada 15-16, aos 17 anos, Cale se tornou um dos melhores defensores dos Bandits ao marcar 55 pontos em 54 jogos. Nesta mesma temporada, o jogador foi peça fundamental na equipe durante os playoffs, quando o Bandits ganhou o campeonato da AJHL. Dessa forma, Cale foi eleito rookie of the Year além de levar os prêmios de Western Canada Cup Top Defenceman Award, o RBC Cup Top Defenceman, Top Scorer e MVP.

    Na temporada seguinte, Makar continuou em alto nível, liderando a AJHL entre os defensores e terminando em sexto frente a todos os outros jogadores com 75 pontos, distribuídos em 24 gols e 51 assistências. Cale também conquistou 16 pontos em 13 jogos dos playoffs, levando os Bandits a conquistar o segundo campeonato seguido. Além disso, marcou 6 pontos em 5 jogos, quando os Bandits ficaram em segundo na Royal Bank Cup.  

    Quando se tornou elegível para o NHL Draft em 2017, Makar era considerado um top prospect e um dos melhores defensores disponíveis. Por fim, ele foi selecionado em quarto pelo Avalanche, sendo o segundo defensor daquele ano a ser escolhido, atrás apenas de Miro Heiskanen. Cale Makar se tornou, assim, o jogador da AJHL mais alto a ser escolhido no NHL Draft e o segundo a ser selecionado na primeira rodada desde Joe Colborne em 2008.

    Modo Carreira

    Mesmo sendo escolhido em quarto do Draft, Cale Makar escolheu seguir com seu compromisso e jogou por duas temporadas na Massachusetts University. Dessa forma, ele fez parte da equipe que reconstruiu a programa da UMass para a temporada 17-18. Seu primeiro ponto pela Universidade foi contra o Arizonta State, em 6 de Outubro de 2017. Em seguida, o seu primeiro gol veio ainda no mesmo mês, no dia 27, quando marcou contra o Marreimack College.

    Como calouro, Makar precisou ajustar seu jogo ao ritimo da NCAA. Dessa forma, isso fez com que ele evoluísse durante o ano, ajudando a UMass seguir para a pós-temporada. Entretanto, perderam para a Northeastern University por 7 a 2 nos playoffs. Assim, Makar terminou a temporada com um total de 21 pontos, sendo 5 gols e 16 assistências em 34 jogos. Foi escolhido como co-Rookie do ano pela New England Hockey Writers Association e, por ter sido o nono defensor em gols na Hockey East, Makar também foi selecionado para o All-Rookie e Third All-Star Teams da conferência.

    Para a temporada 18-19, o Colorado Avalanche tinha interesse em levar Makar para a NHL, mas o jogador optou por jogar mais uma temporada pela UMass. Dessa forma, Cale Makar liderou e lida em gols e foi o primeiro jogador do Minutemen a ser homenageado como Hockey East Player of the Year. Com a ajuda do defensor, a Universidade de Massachusetts chegou pela primeira vez na história do programa a uma final do Frozen Four. Entretanto acabou perdendo para o Minnesota–Duluth Bulldogs por 3 a 0. Makar também recebeu o prêmio Hobey Baker em Abril de 2019, concedido ao jogador considerado o melhor da temporada na NCAA.

    Dois dias depois do Frozen Four, Cale Makar finalmente assinou o seu contrato de entrada com o Colorado Avalanche no dia 14 de Abril. Sua estreia na NHL aconteceu no dia seguinte, no jogo 3 da primeira rodada dos playoffs. Enfrentando o Calgary Flames, Makar marcou o seu primeiro gol na Liga no mesmo dia, se tornando assim, o primeiro defensor a marcar um gol na sua estreia na Liga.

    Como Cale começou a sua carreira na NHL durante os playoffs, oficialmente, a temporada 19-20 é a sua temporada de rookie. Dessa forma, seu primeiro gol em uma temporada regular foi na vitória do Avalanche contra o Golden Knight por 6 a 1 no dia 25 de Outubro. E aparentemente Makar não cansa de quebrar recordes. Por causa do seu desempenho contra o time de Vegas, Cale se tornou o primeiro rookie do Avalanche a ser nomeado uma estrela da semana, ao conquistar a terceira estrela.

    No mês de Novembro, Makar quebrou outro recorde da franquia. Dessa vez, se tornou o primeiro rookie a marcar 18 pontos em 18 jogos. Mais tarde, o defensor foi nomeado rookie do mês de novembro. E, em 29 jogos, já conta com 28 pontos, destes 8 gols e 20 assistências. Sem dúvida, é apenas o início de uma temporada marcante para o jogador de apenas 21 anos que, ao lado de Nathan MacKinnon, vem se mostrando um jogador capaz de mudar a forma de jogo do time.

    Modo Internacional

    Jogando pela seleção canadense Cale Makar não apresenta números tão impressionantes. Entretanto, o Canadá conta com diversos jogadores veteranos que talvez ainda não tenha chegado a hora do jovem jogador brilhar com a Jersey vermelha e branca.

    Ainda assim, Makar esteve presente no time canadense para o World Junior A Challange em 2015 e 2016, levando a medalha dourada em 2015. Ele também esteve presente na seleção U20 para o 2018 World Junior Championship que aconteceu em Buffalo, Nova York. Nesta competição, além da medalha de ouro, Cale Makar terminou o torneio liderando entre os defensores em números de pontos, ao todo, 8 pontos em sete jogo. Makar também foi o único canadense a ser nomeado no All-Tournament Team.

    Cale Makar também foi convidado a se juntar a seleção canadense nas Olimpíadas de Inverno de 2018, mas recusou, porque iria perde três semanas de jogos com a UMass.

    Foto Reprodução: Yahoo! Sports

  • Os principais times extintos da NHL

    Os principais times extintos da NHL

    A NHL existe há mais de 100 anos nos Estados Unidos e Canadá. No entanto, para que a Liga se tornasse o que conhecemos hoje, diversas mudanças precisaram ser feitas. Times mudaram de cidade, de nome, e alguns até mesmo deixaram de existir. Portanto, inspirada nas equipes que não estão mais entre nós, o NHeLas trouxe hoje uma lista sobre curiosidades e história dos principais times extintos da Liga Nacional de Hockey.

    Montreal Wanderers (1903-1918)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    A equipe iniciou sua trajetória na cidade de Montreal, em Quebec, no Canadá, e foi uma das franquias fundadoras da Liga na temporada 1917-18. Anteriormente, o time jogou pela Federal Amateur Hockey League (FAHL), de 1903 a 1905, ajudando a fundá-la. Seguidamente, disputou pela Eastern Canada Amateur Hockey Association (ECAHA), entre 1906 e 1909, e também pela National Hockey Association (NHA), de 1910 a 1917. Por fim, quando esta última teve suas atividades suspensas, alguns de seus donos acabaram por criar a NHL no ano de 1917. Sendo assim, a equipe passou a disputar a Liga Nacional de Hockey pelo resto de sua existência.

    O Montreal Wanderers foi criado por James Strachan, em dezembro de 1903. Anteriormente a sua entrada na NHL, era uma das equipes mais bem sucedidas no mundo do hockey. O time começou a disputar profissionalmente no mês seguinte ao de sua criação e ganhou sua primeira Stanley Cup no ano de 1906. Posteriormente, conquistaram mais quatro títulos, ganhando, no total, cinco vezes o troféu. Seu sucesso no gelo foi o grande responsável por cinco de seus membros fazerem parte do Hockey Hall of Fame: Moose Johnson, Hod Stuart, Riley Hern, Lester Patrick, e Ernie Russell. 

    O time disputou apenas quatro jogos na temporada inaugural da NHL. Destes, ganhou apenas um. A partir de então, as coisas apenas desandaram para os Wanderers, que tiveram sua casa, a Montreal Arena, destruída em um incêndio, em 2 de janeiro de 1918. Tendo perdido parte das estrelas de seu elenco, o time resolveu pedir ajuda para obter reforços de outras equipes, mas não foi o suficiente. Desta forma, vieram a encerrar suas operações ainda em 1918. O último membro ativo dos Wanderers foi George Geran, que jogou seu último jogo na NHL em 1926. 

    Ottawa Senators e St. Louis Eagles (1904-1935)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Senators começaram suas operações no ano de 1904, em Ottawa, no Canadá. No entanto, antes de serem membros da NHL, passaram pela FAHL (1905), ECAHA (1906-1910), CHA (1910) e, por fim, NHA (1910-1917). Eles foram também um dos quatro times fundadores da Liga Nacional de Hockey. 

    Em sua primeira temporada na NHL, acabam por não se classificarem para os playoffs. No ano seguinte, a equipe avançou para a pós-temporada, mas foi eliminada no primeiro round dos playoffs contra o Montreal Canadiens. A primeira vitória em uma Stanley Cup Final veio apenas na season 1920-21, contra os Senators Metropolitans. Enquanto na NHL, o time foi campeão de cinco títulos, e um dos melhores entre os fundadores da Liga. 

    No entanto, o time começou a ver seu declínio a partir de 1927, devido a problemas financeiros. A Grande Depressão, em 1929, fez com que a média de público do time diminuísse. Além disso, as viagens para jogos com os times de expansão dos EUA se tornaram mais caras, e as conversas de relocação da franquia se tornaram mais fortes. Portanto, em 1934, o time se mudou para St. Louis, onde, por fim, acabaram se tornando o St. Louis Eagles. 

    Mas os dias de glória da equipe estavam no passado. Apesar de o time ter tido grandes médias de público em St. Louis, as viagens para disputar os jogos no Canadá continuavam caras e exaustivas. Em sua primeira temporada na NHL com os Eagles, o time conquistou um recorde de 11-31-6, terminando em último lugar. 

    Novamente, devido aos gastos excessivos, a franquia não conseguiu progredir e, finalmente, encerrou suas operações em 1935. A NHL acabou comprando o time, e os contratos dos jogadores, por 40 mil dólares. Os atletas, por fim, foram realocados para outras equipes da Liga. 

    Quebec Bulldogs e Hamilton Tigers (1889-1925)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Bulldogs iniciaram sua história em 1889 como amadores, pela Amateur Hockey Association of Canada (AHAC), passando a jogar profissionalmente apenas em 1908. Quando a NHA, liga da qual o time fazia parte, encerrou suas operações, o Quebec Bulldogs foi convidado a participar da NHL, em 1917. Porém, a equipe não possuía os fundos necessários para a transição, e também não conseguiu se juntar a outra equipe. Desta forma, foi necessário suspender as operações da franquia por duas temporadas.

    O time voltou à ativa na temporada 1919-20, mas ainda sim não tiveram bom rendimento, terminando em último lugar com 20 derrotas e apenas quatro vitórias. Portanto, na temporada 1920-21, a NHL tomou a franquia para si e a vendeu para empresários da cidade de Hamilton, no Canadá.

    Sendo assim, o time encerrou suas operações como Quebec Bulldogs, e passou a disputar a NHL com o nome de Hamilton Tigers. O intuito da NHL com a realocação do time para Hamilton era impedir outra liga de se estabelecer na cidade. Mesmo assim, a franquia acabou disputando apenas cinco temporadas no local, de 1920 a 1925. Em 1925, com a greve dos jogadores nos playoffs da NHL, a equipe teve suas operações suspendidas de vez, e seus jogadores foram comprados pelo novo time de expansão que surgia na época, os New York Americans.

    New York Americans (1925-1946)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Americans disputaram a Liga Nacional de Hockey de 1925 a 1942, sendo o terceiro time de expansão da história da NHL. Tendo Nova Iorque como cidade sede, sua casa era o Madison Square Garden. A equipe comprou os contratos dos jogadores dos Tigers, extintos em 1925, e deram início às suas atividades. 

    Em sua primeira temporada na NHL, o time obteve um recorde de 12-22-4, e na seguinte, 17-25-2. A equipe teve algumas dificuldades para se adequar à Liga. Como foram colocados na Divisão do Canadá, precisavam fazer diversas viagens para disputar com os times daquele país. Em todos os seus anos de existência, os Americans nunca chegaram a ganhar uma final de Stanley Cup.

    Após muitos altos e baixos, a equipe, por fim, foi cancelada definitivamente em 1946, restando assim na cidade de Nova Iorque apenas um time de hockey, o New York Rangers.

    Montreal Maroons (1924-1938)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Maroons surgiram em 1924 e no mesmo ano se juntaram à NHL, sendo um dos seis primeiros times a darem origem à Liga. Eles eram um dos dois times da NHL localizados em Montreal, junto com o Montreal Canadiens. Enquanto os Canadiens atraíam os fãs franceses, os Maroons atraíam fãs dos bairros anglófonos da região (principalmente aqueles que torciam para os Wanderers, que foram extintos em 1918). 

    Assim como outros times, a Grande Depressão também foi grande influenciadora na queda dos Maroons. A chegada da crise fez com que a NHL percebesse o quão caro seria manter duas equipes em Montreal. Apesar de ambos os times da cidade terem problemas em atrair fãs para suas arenas, os Canadiens ainda sim conseguiam atrair mais público do que os Maroons.

    Apesar dos problemas financeiros, a década de 1930 foi de grande êxito para o time no gelo, já que a equipe acabou ganhando sua primeira (e única) Stanley Cup em 1935. Mas já em 1937, as coisas começam a desandar novamente, e o time terminou a temporada com um recorde de 12–30–6, sendo este o pior da equipe em todos os seus anos de existência. A falta de recursos acabou atingindo de vez os Maroons e, finalmente, na temporada 1937-38, o time se viu obrigado a encerrar suas operações. 

    Pittsburgh Pirates e Philadelphia Quakers (1925-1936)

    Fonte: http://www.sportslogos.net/

    Os Pirates iniciaram suas atividades na NHL em 1925. O nome do time vem em homenagem ao time de baseball com o mesmo nome, com sede também em Pittsburgh. Além disso, eram um dos três times estadunidenses a participar da Liga.

    Seu primeiro jogo disputado em Pittsburgh foi no dia 2 de dezembro de 1925, onde cerca de 8 mil torcedores pagaram 1 dólar para assistir o jogo no Dusquene Garden, arena que o time chamava de casa. Em sua primeira temporada, o time teve 19 vitórias e 16 derrotas, sendo uma das melhores da história do time. 

    Porém, em 1930, em consequência de diversas dívidas adquiridas, o time precisou ser realocado para outra cidade, a Filadélfia. Desta forma, teve seu nome alterado para Philadelphia Quakers. Mas, ainda sim, a queda da economia acabou sendo um fator crucial para diversos times da NHL. Portanto, em 1936, o time cancelou completamente suas atividades e deixou de existir. Pittsburgh e Philadelphia voltaram a ser consagradas com franquias da NHL apenas com a criação dos Penguins e Flyers, alguns anos mais tarde.

    Foto: Reprodução/records.nhl.com

  • O fracasso do New Jersey Devils na temporada 2019-20

    O fracasso do New Jersey Devils na temporada 2019-20

    A influência direta de um técnico no desempenho de um time é de conhecimento geral. Quando esse desempenho é ruim, a primeira coisa que se pensa é em demitir o técnico. Foi pensando nisso que Ray Shero, o GM do New Jersey Devils, decidiu então encerrar o contrato com John Hynes.

    O técnico foi desligado dos Devils na última terça-feira (3), após quatro temporadas. Indo para seu quinto ano com o time de New Jersey, Hynes chegou ao recorde, na temporada regular, de 150 vitórias, 159 derrotas e 45 empates. Se tornou assim, o quinto técnico a comandar um time por mais tempo na história da NHL. 

    Com a demissão de Hynes no meio da temporada, Alain Nasreddine foi nomeado técnico interino. Nasreddine, que até então atuava como técnico assistente, não tem experiência como técnico principal. Por isso, ele contará com a ajuda dos técnicos assistentes Rick Kowalsky e Mike Grier, além de Roland Melanson como goaltending coach. Shero também promoveu Peter Horachek, que atuava como olheiro do time e agora passará para o cargo de técnico assistente.

    https://twitter.com/NJDevils/status/1202623493399023619

    A jornada de Hynes com os Devils

    A história de Hynes com os Devils começou em 02 de junho de 2015, quando ele foi nomeado técnico. Dessa forma, ele se tornou o técnico mais jovem a assumir a equipe na temporada 2015-16. Com ele, o time conseguiu chegar aos playoffs na temporada 2017-18, o que não acontecia desde a temporada 2011-12. Naquela ocasião, foram vice-campeões. No entanto, nos playoffs de 2017-18 eles perderam de 4-1 no primeiro round para o Tampa Bay Lightning. 

    A demissão de Hynes não foi surpresa. O New Jersey Devils tem tido um péssimo início de temporada, ficando atrás na tabela apenas do Detroit Red Wings. Dos 27 jogos desta temporada, o time ganhou apenas nove jogos, perdendo em 13 e empatando em quatro.

    O curioso é que, no início deste ano, apesar do desempenho nas temporadas anteriores, os Devils haviam anunciado uma extensão de contrato para Hynes. Porém, mesmo trazendo bons jogadores para a equipe, como P. K. Subban, o time não conseguiu alcançar o desempenho esperado. Pelo contrário, nos últimos jogos contra New York Rangers e Buffalo Sabres, o time sofreu um total de 11 gols enquanto marcaram apenas um. Dessa forma, o GM decidiu então que a melhor alternativa era pôr um fim ao contrato de Hynes.

    Melhorias no elenco

    Os Devils enfrentam uma fase ruim há anos. Contudo, nas três últimas temporadas, o time aparenta ter entrado em um ciclo vicioso de derrotas. Eles conseguiram reunir um bom elenco, mas por algum motivo não têm demonstrado o desempenho esperado. Para essa temporada, o time trouxe P.K. Subban e Nikita Gusev. Além disso, também conta com boas escolhas nos drafts de 2017 e 2019, quando o time conseguiu a primeira pick, selecionando o suíço Nico Hischier e o americano Jack Hughes. Os dois jovens atletas têm mostrado ser uma aquisição importante para o time, entretanto, não são o suficiente para melhorar o saldo de gols da equipe.

    Hischier tem se destacado na equipe desde sua temporada de rookie, e neste ano não é diferente. Está se mostrando um jogador completo, atuando tanto ofensivamente quanto defensivamente. Além disso, ele é o terceiro maior pontuador nos Devils, somando 16 pontos em 25 jogos. O jogador de apenas 20 anos sem dúvida é uma peça fundamental para a renovação do New Jersey Devils, que, pelas estatísticas, já está passando da hora de acontecer.  

    Outro jovem jogador que vai ser importante para essa renovação dos Devils é Jack Hughes. Apesar de ainda parecer um pouco aquém da promessa do draft, o jogador tem sido uma parte importante no ataque, promovendo mais movimentação no gelo. Hughes já marcou 11 pontos nesta temporada. Entretanto, ainda é cedo para termos certeza do desempenho que vai exercer na NHL. Como todo rookie, ele ainda está se adaptando à diferenças no estilo de jogo da NHL, e este processo varia de jogador para jogador. Mesmo assim, talvez ainda seja possível ver Jack Hughes brilhando em 2019-20. Quando precisou perder jogos devido a uma lesão, ficou evidente a diferença que o jogador faz na forma como a equipe se comporta no gelo.  

    Uma das novas adições também é o veterano P.K. Subban, o defensor. Apesar de considerado um jogador de elite, não tem conseguido mostrar todo o seu potencial no gelo. Entretanto, ele ainda é uma grande promessa para o time. O canadense mantém boa média de pontos desde a temporada 2010-11, primeiro no Montreal Canadiens e posteriormente no Nashville Predators.

    Outra nova adição ao time foi o winger Wayne Simmonds. Apesar de seu baixo desempenho na temporada passada com o Philadelphia Flyers e o Nashville Predators, o canadense tem se mantido entre os dez maiores pontuadores do time, com 11 pontos, junto de Hughes e Pavel Zacha. Quem lidera os Devils em pontuação, no entanto, é a estrela do time, Taylor Hall. O capitão alternativo, que tem mantido os fãs no escuro sobre se fica ou não no Devils, lidera com 22 pontos. Apesar de Hall só ter marcado quatro gols nesta temporada, ele tem liderado em assistências, totalizando 18 nos 27 jogos em que participou. 

    Daqui em diante

    Ao que tudo indica os Devils não devem chegar aos playoffs este ano. Isso porque eles precisam ganhar 35 dos 55 jogos que faltam para terminar a temporada. Com a imprevisibilidade da NHL, nada é impossível. Apesar da inexperiência de Nasreddine, talvez ele seja exatamente o que o time precisa para dar a volta por cima e sair do final da tabela. 

    O primeiro jogo de Alain como técnico foi contra o Vegas Golden Knights, um dos melhores da Liga. Mesmo tendo perdido de 3-4, ainda não era possível ver sua influência no gelo já que tinha sido nomeado poucas horas antes, naquele mesmo dia. Nesta quinta (5), Nasreddine teve o seu primeiro treino como técnico interino com o time fazendo algumas práticas de powerplay. O que resta agora é aguardar as mudanças a serem feitas daqui em diante e os fãs do Devils torcerem para que um milagre aconteça.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • As principais realocações de times na NHL

    As principais realocações de times na NHL

    Atualmente, a NHL possui 31 equipes espalhadas por diversas cidades do Canadá e Estados Unidos. O cenário e distribuição atual, no entanto, nem sempre foi assim. Trocas de cidade, expansões e extinções de times ocorrem na Liga desde a sua fundação. Muitos dos times que conhecemos hoje vieram de cidades totalmente diferentes das quais estamos acostumadas. Por isso, o NHeLas trás uma lista com os principais times realocados nos últimos 100 anos.

    Atlanta Thrashers

    Logo do Atlanta Thrashers
    Fonte: gettyimages

    Os Thrashers iniciaram sua história na NHL em 1999, na cidade de Atlanta (Georgia). O time surgiu em uma expansão da liga com outros três times (Predators, Blue Jackets e Wild) e jogou por anos na atual State Farm Arena. A criação da nova franquia marcou a volta da NHL para a Georgia. O estado não possuía um time desde a década de 1980, quando o Atlanta Flames foi realocado para Calgary, se tornando, então, o Calgary Flames.

    Durante a sua estadia em Atlanta, os Thrashers fizeram parte da Divisão Sudeste da Conferência Leste. Posteriormente, essa divisão seria extinta, deixando cada conferência da Liga com apenas duas divisões. De todas as temporadas que o time disputou pela NHL, em apenas uma se classificou para os playoffs, em 2006-2007. No entanto, foram eliminados pelos Rangers nos quatro primeiros jogos. 

    Ao final da temporada 2010, começaram a surgir boatos sobre diversos grupos que demonstraram interesse na compra dos Thrashers. Porém, em 2011, após diversas especulações – além das dívidas criadas ao longo dos 12 anos de existência da equipe – seus donos majoritários informaram que o Atlanta Thrashers havia sido comprado pelo grupo canadense True North Sports & Entertainment. Sendo assim, acabou sendo realocado para Winnipeg, se tornando o Winnipeg Jets, que disputam atualmente na Conferência Oeste.

    Atlanta Flames

    Logo do Atlanta Flames. Fonte: sportslogo.net

    O Atlanta Flames foi o primeiro time de hockey da NHL a se instalar na cidade de Atlanta, antes mesmo dos Thrashers. Eles fizeram parte da Liga de 1972 a 1980, disputando na West Division (esta que, mais tarde, se tornaria a Divisão Metropolitana). Em suas oito temporadas na NHL, tinham como casa o Omni Coliseum.

    O time surgiu junto com os Islanders, na expansão da NHL na década de 1970. Além disso, foi nomeado em homenagem aos acontecimentos em Atlanta durante a Guerra Civil norte-americana, onde foi alvo de diversos ataques. Os Flames eram uma equipe com rendimento modesto no gelo e se classificaram para os playoffs em seis das oito temporadas que disputaram. Porém, nunca avançaram o suficiente para chegar às finais. Eric Vail foi um dos seu top scorers, com 174 gols marcados. Tom Lysiak, no entanto, assumiu a posição de jogador a marcar mais pontos no time, com 431 no total.

    A partir da temporada 1977-1978, o time começou a declinar. A média de público, que antes era de cerca de 12,200 pessoas, passou para 10,000. Acabou gerando, desta forma, especulações sobre a realocação do time. Enfim, em 21 de maio de 1980, os boatos se tornam realidade e o time foi vendido por 16 milhões para investidores canadenses, sendo realocado para Calgary e, por fim, se tornando o Calgary Flames. 

    Hartford Whalers

    Logo dos Hartford Whalers. Fonte: reddit.com

    Os Hartford Whalers começaram sua história na Liga Nacional de Hockey na cidade de Hartford, em Connecticut, no ano de 1979. Anteriormente, o time fez parte da World Hockey Association e tinha como localização a cidade de Boston, com o nome de New England Whalers. Porém, com a junção da WHA e NHL, e por ser um dos melhores times da World Hockey League, a equipe foi realocada para Hartford. A partir de então, adquiriu o nome que manteve até uma nova realocação do time, ao fim da década de 1990.

    Gordie Howe durante sua breve estadia nos Whalers.
    Fonte: arenadigest.com

    A primeira temporada do time na NHL parecia promissora, com Gordie Howe, Mike Rogers e Dave Keon liderando o time. Porém, eles nunca foram tão bem sucedidos na Liga como na WHL. Ainda assim, em suas 18 temporadas, tiveram uma base de fãs decente que, em sua maioria, vinha de cidades próximas a Hartford. Desde sua formação, o time disputou na Norris Division (atualmente, Divisão Central), que fazia parte da Wales Conference (hoje, Eastern Conference). Em todos os seus anos na NHL, o time fez apenas oito aparições nos playoffs, vencendo apenas uma das séries. 

    Por se localizarem a apenas 100 km de Boston, e por já terem dividido a mesma arena, os Whalers adquiriram uma forte rivalidade com os Bruins. Os jogos em casa contra Boston atraíam grandes médias de público para os Whalers. O recorde do time contra os Bruins, em todas temporadas em que o time jogou pela NHL, foi de 37–69–12.

    No entanto, o time veio ao fim por diversos fatores. O time estava localizado entre Boston e Nova York, que já possuíam fan bases fiéis aos seus times. A maior parte de suas vendas vinha quando os Islanders, Bruins ou Rangers disputavam as partidas em Hartford. Em 1996, Peter Karmanos anunciou que, se o time não tivesse uma média de 11.000 tickets vendidos na temporada 1996-1997, a equipe seria realocada. Desta forma, ao fim da season, foi anunciado que os Whalers seriam realocados de forma definitiva para Raleigh, na Carolina do Norte. Ali, por fim, se tornaram o Carolina Hurricanes.

    Minnesota North Stars

    Logo Minnesota North Stars. Fonte: gettyimages.com

    Os North Stars disputaram 26 temporadas pela NHL, de 1967 à 1993, em Bloomington, Minnesota, tendo como casa a arena Met Center. 

    Dos 26 anos em que fez parte da Liga Nacional de Hockey, o Minnesota fez 15 aparições nos playoffs. Em duas delas, chegou à uma final de Stanley Cup. A primeira, durante a temporada 1980-1981, na qual perderam para os Islanders. A segunda e última aparição nas finais foi somente dez anos depois da primeira, em 1990-1991, quando foram eliminados pelos Penguins. 

    Após diversas especulações, o time foi realocado para Dallas, no Texas, no ano de 1993. Desta forma, com a mudança, acabou por se tornar o Dallas Stars que conhecemos atualmente. 

    Quebec Nordiques 

    Logo Quebec Nordiques. Fonte: gettyimages.com

    Os Nordiques existiram por 16 anos na NHL. Anteriormente, a equipe fez parte da WHL, sendo um dos primeiros times a inaugurar a liga. Porém, com a junção desta e da NHL, o time passou a compor a Liga Nacional de Hockey em 1979. A equipe de Quebec disputava pela Adams Division, da Wales Conference (futuramente, a Adams Division tornou-se a Divisão Atlântica). O nome se deu pelo fato de serem o time que ficava mais ao norte, dentre todos os da Liga. Posteriormente, quando começaram a fazer parte da NHL, o nome prevaleceu. 

    A primeira temporada do time na Liga Nacional de Hockey não foi nada produtiva, tendo terminado em último lugar da divisão. Nas restantes, o time teve seus altos e baixos. Durante a década de 1980, venceram seu primeiro título de Divisão, na temporada 1985-1986, porém, logo após acabaram sendo eliminados pelos Whalers nos playoffs. Em seguida, em 1986-1987, o time voltou a enfrentar os Whalers e venceu a série sobre o time de Hartford. Entretanto, foram eliminados novamente na pós-temporada, dessa vez pelos Canadiens. Já ao fim da década, em 1989-1990, Guy Lafleur veio para completar a equipe, porém, faz uma de suas piores temporadas na NHL, marcando apenas 24 gols em 98 jogos. O time atingiu a pior marca de sua história, terminando a season com apenas 31 pontos. 

    Na temporada 1994-1995, após serem eliminados nos playoffs pelos Rangers, e com o acúmulo de dívidas e empecilhos que o time encontrava para se manter em Quebec, o COMSAT Entertainment Group acabou comprando a franquia. Desta forma, o time foi realocado para Denver, no Colorado, se tornando, por fim, o Colorado Avalanche. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Edmonton Oilers: um novo time, com as mesmas peças

    Edmonton Oilers: um novo time, com as mesmas peças

    O começo de temporada da NHL costuma ser recheado de surpresas. Esse ano, por exemplo, era esperado que o Edmonton Oilers não tivesse nenhum resultado diferente.

    Porém, o time que terminou a temporada passada em sétimo lugar na Divisão Pacífica tem mostrado um começo de temporada um pouco diferente. Em nossa análise, mostraremos quais as diferenças do time do ano passado com o time atual.

    Primeiramente, é importante ressaltar uma das mudanças fundamentais. A chegada do novo técnico David Tippet e principalmente a do General Manager Ken Holland.

    Contudo, o time não teve grandes mudanças em seu elenco. Em nosso texto sobre previsões de cada divisão, destacamos algumas novas aquisições. Vale ressaltar a chegada do goleiro Mike Smith, ex-Flames, que reveza com o goleiro Mikko Koskinen.

    Comparando temporadas

    Comparando esse início de temporada do Edmonton Oilers com a do ano passado, o time de Alberta acumulava o recorde de 15-12-2 após 29 jogos corridos. Com isso, somavam 32 pontos.

    Hoje, acumulam 17 vitórias, nove derrotas e três derrotas em OT/SO, no mesmo período de jogos, com 37 pontos. A dupla Connor McDavid e Leon Draisaitl já acumulam 50 pontos em menos de 30 jogos. O último recorde foi quando Wayne Gretzky e Jarri Kurri fizeram o mesmo, em 1984-1985.

    Mas então, o que mudou em relação ao ano passado? É possível apontar alguns fatores. McDavid e Draisaitl continuam sendo os principais atacantes, sendo possível afirmar que, sem eles, o time perderia toda sua estrutura.

    Entretanto, a troca de técnico está sendo fundamental nesse processo de melhoria. Tippet é conhecido por ser um técnico defensivo e, de fato, a defesa melhorou. Porém, ele afirmou que seu método é na verdade ganhar com o elenco que ele possui. Com isso, melhorar o que era ruim, usando as mesmas peças.

    No caso dos Oilers, o que era considerado ruim era o penalty kill e o powerplay. O time agora está fazendo mais gols, pois arrisca mais shots. Isso é fundamental, e contrasta com a antiga filosofia do time.

    Vale também destacar a adição de Ethan Bear, que passou o verão treinando com afiliada da AHL, Bakersfield Condors. Quando ele substituiu o defensor Joel Persson, lesionado na época, Bear foi autor de dois gols contra Winnipeg Jets. Atualmente, ele está na linha com Darnell Nurse.

    A Divisão Pacífica

    Por outro lado, a divisão no qual Edmonton Oilers está também pode ser um motivo para o sucesso do time. Por conta da instabilidade dos outros times da mesma divisão, não é difícil um time consistente como os Oilers se ressaltarem. Como exemplo temos o San Jose Sharks, que teve um começo de temporada horrível, com um recorde de 4-10-1.

    Calgary Flames e Vegas Golden Knights, por sua vez, começaram muito bem, porém caíram de nível drasticamente. Já o Arizona Coyotes, com uma excelente defesa frente às redes, encontra-se atualmente no segundo lugar da divisão, algo que certamente não era esperado. Ou seja, essa consistência nas vitórias tem sido uma grande aliada para o sucesso dos Oilers.

    A maior questão é saber como será daqui para frente. Atualmente, o Edmonton Oilers são um time razoável, com bons goleiros e excelente penalty kill/powerplay. Ano passado, eles eram um time ruim, com grandes estrelas, mas que pecavam em outras categorias. Resta saber se o time continuará tendo um equilíbrio conforme o desenrolar da temporada, e se conseguirão enfim a tão almejada vaga nos playoffs.

  • Por que a NHL precisa mudar

    Por que a NHL precisa mudar

    O hockey é um esporte tradicionalista na sua essência. Quando falamos isso, incluímos uma mentalidade cheia de preconceitos ainda presente na comunidade. Além disso, a famosa “hockey culture” ainda exige de seus atletas comportamentos que não cabem mais nos dias atuais. Conformar-se com qualquer coisa que um técnico diga, aceitar comportamentos abusivos e se contentar com pedidos internos de desculpas não devem acontecer em um esporte moderno.

    Nas últimas semanas, torcedores, atletas e representantes da mídia começaram a se mostrar dispostos a provocar mudanças e trazer a NHL para o século XXI. Tudo começou com a demissão do comentarista Don Cherry no dia 9 de novembro após ter feito comentários xenofóbicos durante o programa Coach’s Corner da SportsNet.

    A ação da emissora após as críticas ao Don Cherry provocara reações que levaram a mais dois casos que tinha sido encobertos pelos próprios times e demais entidades da Liga. O primeiro, a demissão de Mike Babcock pelo Toronto Maple Leafs no dia 20 de novembro, o que permitiu a divulgação de um relatório expondo uma lista que Babcock obrigou o então rookie, Mitch Marner, a fazer dos seus colegas que ele acreditava serem os menos produtivos do time. Mais tarde, o ex-técnico dos Leafs compartilhou a lista com demais jogadores.

    Além de Babcock, outro nome vinculado a polêmicas foi o agora ex-treinador do Calgary Flames, Bill Peters. O ex-jogador Akim Aliu acusou Peters de ter praticado injuria racial há dez anos, quando ambos eram parte do time da AHL Rockford IceHogs. Mas o caso de Peters se agravou quando foi descoberto que, no seu tempo com os Hurricanes, ele chegou a abusar fisicamente de um jogador que teve sua identidade protegida.  

    Estes casos estão ainda apenas no início das investigações. No entanto, muita coisa já se pode dizer tanto sobre Babcock, quanto sobre Peters, além, é claro, de diversas outras histórias de técnicos em ligas menores que abusam fisicamente e psicologicamente de seus atletas. Essas ações foram por muito tempo lidas apenas como “cultura de vestiário”, algo que existe em diversos esportes. Ainda está muito cedo para dizer que teremos de fato uma mudança na cultura do hockey. Mas uma coisa é certa: o ponta-pé inicial foi dado.

    Caso Don Cherry

    Cherry já vinha sendo criticado por comentários polêmicos desde a temporada passada. Tudo começou quando o comentarista e ex-técnico do Boston Bruins chamou jogadores do Carolina Hurricanes de Bunch of Jerks (Bando de Idiotas) por comemorarem suas vitórias na PNC Arena, as famosas surges.

    Na intertemporada, a SportsNet questionou a permanência de Cherry no Coach’s Corner, uma vez que sua audiência começava a reclamar dos comentários polêmicos. Mesmo assim, resolveram renovar seu contrato, afinal, polêmica também traz audiência. Mas o “tudo por audiência” mudou no dia 9 de Novembro, quando disse que os imigrantes no Canadá aproveitam as coisas boas do país, mas não exercem patriotismo. Ele fazia uma referência às homenagens aos veteranos da Primeira Guerra Mundial, comemorado no dia 11 de novembro.

    https://twitter.com/journorosa/status/1193374056394960901?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1193374056394960901&ref_url=https%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Foutros-esportes%2Fnoticia%2Ffamoso-comentarista-de-hoquei-no-canada-e-demitido-apos-opiniao-xenofobica-sobre-imigrantes.ghtml

    Don Cherry, aos 85 anos, não enxergou seu comentário como xenofóbico, pelo contrário. Ao ser questionado se iria se desculpar, o comentarista disse que havia sido apenas patriota. Por outro lado, a SportsNet publicou uma nota dizendo que os comentários de Cherry eram ofensivos e não representavam os valores da emissora.

    Caso Mike Babcock

    O Toronto Maple Leafs não teve um bom início de temporada. O time estava com mais derrotas do que vitórias, incluindo cinco derrotas seguidas no tempo regular sob comando de Babcock. Estes números eram exatamente o que os Leafs precisavam passa assinar a carta de demissão do técnico no dia 20 de novembro. Apenas um pretexto, que só iria ser conhecimento do público dias depois.

    A cultura de vestiário nos esportes é algo que por muito tempo era secreto. Todo mundo sabia que acontecia, mas ninguém falava a respeito. Técnicos, em uma posição de poder, se sentem no direito de humilhar, agredir física e psicologicamente e praticar os mais mais diversos tipos de abusos contra os seus atletas. No hockey, esta cultura também está vinculada ao machismo. Promove-se uma ideia de que jogadores de hockey são fortes o suficiente para aguentar qualquer coisa. Apesar de ser conhecimento geral que muitos destes atletas jogam machucados, outras coisas também acontecem nos vestiários que são encobertas pelos envolvidos.

    O caso de Mike Babcock veio à tona assim que sua carta de demissão foi assinada. Isso aconteceu porque um relatório da temporada 2016-2017 foi liberado à imprensa, confirmando um boato que já existia. Na temporada de rookie de Mitch Marner, Babcock, insatisfeito com o desempenho do atleta, o chamou em uma reunião de portas fechadas e pediu que o jovem jogador fizesse uma lista com os colegas de time que acreditava ser os que menos se empenhavam no gelo.

    Na época, Marner obedeceu o treinador, afinal, tinha acabado de chegar à NHL. Entretanto, Babcock mostrou esta lista para os jogadores que estavam na parte debaixo dela, mesmo que o último colocado tenha sido o próprio Marner.

    Quando o caso explodiu nas últimas semanas, Marner foi pego de surpresa. Pela primeira vez o jogador falou a respeito para a TSN, contando que no final, ele se sentiu sortudo ao ter colegas de time que o apoiaram e que nenhum dos demais jogadores da lista guardam rancor de algo que não tinha sido culpa dele. Ele também disse que, por ter acontecido tanto tempo atrás, nem se lembrava mais do fato. A entrevista do jogador pode ser assistida, em inglês, aqui.

    Mike Babcock acumula reclamações sobre suas condutas éticas quase tanto quanto acumula vitórias. Sendo assim, pode-se até mesmo questionar se o polêmico contrato inflacionado assinado por Marner em setembro também não estaria relacionado com transgressões que o jogador de 22 anos sabia que precisaria enfrentar sob o comando do técnico. Enfim, é possível dizer que o Toronto Maple Leafs finalmente se livrou de um problema. É hora de, quem sabe, mostrar no gelo o quanto estão aliviados.

    Caso Bill Peters

    O caso de Bill Peters é ainda mais complicado do que o de Babcock. Mesmo uma semana depois, fica difícil prever quais serão as consequências palpáveis do acontecido. No dia 25 de novembro, cinco dias após a demissão do ex-técnico de Toronto, o ex-jogador do Rockford IceHogs, Akim Aliu, publicou no seu Twitter que não estava surpreso com a notícia. Afirmou que já tinha vivenciado, há dez anos, uma situação de racismo dentro do vestiário que foi abafada pelas organizações.

    Após os tweets, não precisou de muito para descobrirem que as alegações eram sobre o então técnico do Calgary Flames, Bill Peters. O fato havia acontecido no vestiário do time afiliado do Chicago Blackhawks, Rockford IceHogs. No caso, Aliu relata que o treinador repetidas vezes cometeu injuria racial por causa do gosto musical do então prospect do Hawks. Por fim, ao se rebelar, teve como resposta uma passagem só de ida para as ligas menores.

    Após as alegações, o GM dos Flames, Brad Treliving, anunciou uma investigação a respeito do caso. Como consequência, na sexta (29), Peters entregou a sua carta de demissão. Além disso, deixou outra carta se retratando com o GM e a organização dos Flames.

    Sobre o caso, o Chicago Blackhawks declarou que apenas tomou conhecimento do fato esta semana. Além disso, afirmou que Aliu nunca entrou em contato com a organização para reportar o ocorrido. Por outro lado, o jogador usou novamente a sua rede social para dizer que não irá fazer nenhum comentário público sobre a situação, mas que aceitou o convite da NHL para discutir o assunto. A Liga, por sua vez, apenas falou sobre as reuniões já agendadas.

    Entretanto, o caso de Akim Aliu não é o único que Peters vai ter que explicar. O treinador esteve à frente do Carolina Hurricanes entre as temporadas 2014-15 e 2017-18. Durante este tempo, ele não conseguiu muitas conquistas, e ele com certeza, não era adorado no vestiário. Um ex-jogador dos Canes aproveitou a declaração de Aliu e também usou o seu twitter para acusar Peters, dessa vez, de agressão.

    https://twitter.com/TheBigCzech23/status/1199412238228099077?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1199412238228099077&ref_url=https%3A%2F%2Ftheathletic.com%2F1415547%2F2019%2F11%2F27%2Fit-for-sure-happened-rod-brindamour-hurricanes-players-address-bill-peters-physical-abuse-allegations%2F
    https://twitter.com/TheBigCzech23/status/1199412275561607168?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1199412275561607168&ref_url=https%3A%2F%2Ftheathletic.com%2F1415547%2F2019%2F11%2F27%2Fit-for-sure-happened-rod-brindamour-hurricanes-players-address-bill-peters-physical-abuse-allegations%2F

    Michal Jordan declarou que Peters agrediu ele e mais um jogador que não foi identificado durante um jogo. E, posteriormente, o técnico agiu como se não tivesse feito nada de errado. Na quarta-feira (27), antes do jogo contra o New York Rangers, o atual técnico do Carolina Hurricanes, Rod Brind’Amour, que já estava na organização como parte da equipe técnica quando Peters estava à frente do time, confirmou que de fato aconteceu a agressão. Além disso, afirmou que os jogadores levaram à administração, que, enfim, tomou a atitude que ele considerava a correta.

    Entretanto, Brind’Amour fez a seguinte declaração ao The Athletic:

    Os jogadores têm medo de se manifestar e, para ser sincero com você, todo mundo sob o treinador, o gerente, eles têm medo de se manifestar, porque existe uma grande lacuna na estrutura de poder nisso. Eu acho que os jogadores têm muito mais poder agora, e eles percebem isso. Eu acho importante que eles falem sobre o que acham importante porque os tempos mudaram. Eles definitivamente têm mais poder e precisam se manifestar.

    Rod Brind’Amour

    Ron Francis, GM de Carolina na época, declarou que, de fato, jogadores o procuraram. Afirmou ter levado aos donos a acusação para que as providencias fossem tomadas. No entanto, não iria comentar mais sobre o assunto uma vez que ainda havia uma investigação em curso.

    Talvez, as mudanças que a Liga e o hockey, como esporte, precisam para começar a mudar sejam estas pequenas grandes atitudes de coragem que jogadores como Aliu e Jordan tomaram na última semana. Uma nova forma de enxergar o relacionamento treinador-jogador, para formar uma verdadeira equipe com um objetivo em comum. Como disse o técnico dos Canes, os tempos mudaram, e está mais do que na hora da NHL mudar também.

    Foto Reprodução: CNN Internacional

  • Hockey Hall of Fame apresenta a Classe de 2019 no Induction Weekend

    Hockey Hall of Fame apresenta a Classe de 2019 no Induction Weekend

    Neste último final de semana aconteceu o Induction Weekend 2019. O evento foi promovido pelo Hockey Hall of Fame (HHOF) para a apresentação dos novos membros: Guy Carbonneau, Vaclav Nedomansky, Hayley Wickenheiser, Sergei Zubov, Jim Rutherford e Jerry York. Com duração de quatro dias, o evento teve início na sexta (15) com o Hall of Fame Game e terminou na segunda (18) com o evento de gala. Nesse dia, houve a introdução da classe de 2019. Além disso, as festividades contaram também com um Q&A com os homenageados e com o Legends Classic.

    O jogo de abertura foi entre os times Toronto Maple Leafs e Boston Bruins, na arena Scotiabank em Toronto, Canadá. A partida, que terminou em 4-2 para os Bruins, contou com cobertura completa do NHeLas diretamente de Toronto. É possível ver os vídeos da partida nos destaques do nosso instagram

    Legends Classic

    O domingo foi reservado para o Legends Classic, o jogo entre as lendas do hockey. Os jogadores foram divididos em duas equipes, Sudin e Lindstrom. O primeiro time contou com o próprio Mats Sudin como capitão e Andrew Raycrift como goleiro. Os outros jogadores eram: Nik Antropov, Wendel Clark, Carlo Colaiacovo, Mike Gartner, Al Lafrate, Tomas Kaberle, Eric Lindros, Bryan McCabe, Dmitri Mironov, Fredrik Modin, Marie-Philip Poulin, Steve Thomas e Hayley Wickenheiser. Como treinadores, tivemos Anders Hedberg e Jim Rutherford.

    Do outro lado, o time Lindstrom contou com Nicklas Lidstrom como capitão e Marty Turco como goleiro. O time ainda contou com Lanny McDonald e Jerry York como treinadores. Para o restante do time foram: Guy Carbonneau, Dino Ciccarelli, Jayna Hefford, Nick Kypreos, Joe Kocur, Igor Larionov, Brenden Morrow, Larry Murphy, Rob Ray, Wade Redden, Stephane Richer, Jeremy Roenick, Ryan Smyth e Sergei Zubov.

    Como de costume, os jogos entre as estrelas do hockey são de confraternização e era exatamente esse o clima entre os jogadores. Os capitães chegaram juntos a arena uma hora antes da partida, enquanto conversavam amigavelmente. Enquanto isso, as três mulheres da partida dividiram o vestiário mesmo sendo de times opostos. 

    O Legends Classic tem um formato diferente de partida, ele consiste em dois períodos e um shootout. Após uma cerimônia pré-jogo para a homenagem dos novos membros do HHOF, eles foram se preparar para a partida. Com gols de Cammalleri e Smyth (dois cada), de Kocur, Richer, Lidstrom e Ciccarelli, o time Lidstrom caminhava para a vitória. Sendo assim, foi exatamente isso que fizeram no shootout, dessa vez com gols de Zubov, Hefford, Lidstrom e Smyth.

    Por outro lado, o time Sundin contou com gols de Clark e Sundin (dois cada), Wickenheiser, Poulin, Iafrate e Antropov, nos dois períodos. Durante o shootout, Wickenheiser e Sundin marcaram novamente, mas, desta vez, contaram também com um gol de Thomas. O placar da noite, enfim, ficou 12-11 para o time Lidstrom.

    Classe de 2019

    Na última noite, aconteceu enfim a cerimônia de indução dos novos membros. Além da presença dos grandes homenageados da noite, vimos outras lendas do hockey e membros das classes anteriores. Em discursos emocionantes, os homenageados lembraram de suas carreiras no esporte – não somente na NHL, mas no começo de tudo, quando iniciaram na escola. Alguns ainda lembraram das trocas e adaptações nos times em que passaram, além é claro de agradecer as pessoas que foram importantes durante todos esses anos.

    A emoção foi tanta que Vaclav Nedomanskey esqueceu de agradecer algumas pessoas durante a sua fala. Após o discurso de Guy Carbonneau, a jogadora Hayley Wickenheiser, última a discursar, chamou Nedomanskey para que enfim pudesse finalizar seus agradecimentos. Os elogios aos homenageados eram infinitos nas entrevistas durante o red carpet com outros jogadores e membros. Eles lembraram como era jogar junto, do companheirismo e como era estar no gelo com os homenageados. Entre jogos, comemorações e lembranças, esse fim de semana certamente foi de muita emoção para a classe de 2019.

    Foto: Reprodução/hhof.com

  • New York Islanders aumentam streaks para 13 pontos

    New York Islanders aumentam streaks para 13 pontos

    Os torcedores do New York Islanders têm motivos de sobra para sorrir. O time vem em uma maré boa e conta com um streak de 13 pontos consecutivos. Ao todo, os Isles participaram de 17 jogos nesta temporada, conquistando 13 vitórias e um overtime. No entanto, o destaque mesmo vai para as dez vitórias consecutivas, um feito histórico para o time que não conseguia isso há mais de 37 anos. Curiosamente, nenhum dos jogadores atualmente ativos nos Islanders eram nascidos ainda. Apesar de ter perdido para o Pittsburgh Penguins no 11º jogo, o time conseguiu dar a volta por cima e voltar à série de vitórias. 

    Dez vitórias seguidas

    Tudo começou na partida do dia 12 de outubro, entre os Isles e o Florida Panthers, no Nassau Coliseum na cidade de Nova York. O time da casa venceu os Panthers em um shootout por 3-2, no qual o goleiro Semyon Varlamov fez 35 incríveis defesas. Posteriormente, o time conquistou vitórias contra St. Louis Blues, Winnipeg Jets, Columbus Blue Jackets, Arizona Coyotes, Tampa Bay Lightning, Buffalos Sabres e duas vezes contra Ottawa Senators.

    Um dos grandes destaques é o goleiro Varlamov. Anteriormente free agent, chegou em New York nesta temporada. O russo tem feito incríveis defesas e, com isso, tem mostrado ser uma peça importante nessas vitórias. Da mesma forma, Mathew Barzal, jovem de 22 anos, tem se mostrado importante ao liderar as estatísticas do time com oito gols, oito assistências e 16 pontos. 

    A série de vitórias tem mostrado ser benéfica porque ela representou momentos de estreias para os jogadores. O jogador Nick Leddy entrou para a história do time ao se tornar o primeiro defensor a marcar um pênalti. Outro jogador que também teve estreia foi Cole Bardreau, center que marcou o seu primeiro gol na NHL num jogo contra os Senators. Por sua vez, o center Derick Brassard também teve uma série boa, marcando cinco gols em cinco jogos consecutivos. Como resultado, essa foi a maior série na carreira do jogador.

    Derrota contra os Penguins e volta por cima

    No dia 07 de novembro, no entanto, os Isles viram sua série de vitórias chegar ao fim. Foi em uma partida disputada no Barclays Center, na cidade de New York, contra os Penguins. O jogo estava indo bem, já que o time da casa havia marcado um gol no primeiro período, logo nos primeiros segundos – cortesia de Casey Cizikas. Posteriormente, aumentaram a vantagem com gols de Cal Clutterbuck e Adam Pelech no segundo período.

    Entretanto, aconteceu o que ninguém esperava. Os Penguins conseguiram não somente marcar um gol, como empatar a partida. O primeiro a balançar a rede foi Jared McCann com menos de dois minutos do terceiro período. Seguido de Bryan Rust aos 06:16 e de Evgeni Malkin, aos 08:48. Depois disso, os goleiros conseguiram segurar as pontas, mas não teve jeito, foi necessário ir para OT. Com pouco mais de três minutos, Rust fez o seu segundo gol da noite e fechou o placar com 4-3 para o time visitante.

    O jogo seguinte foi contra os Panthers. Dessa vez, Thomas Greiss foi o responsável pelo gol e fez 37 defesas, deixando passar somente um puck. Os Islanders conseguiram marcar dois gols, com Barzal abrindo o placar no primeiro período e Scott Mayfield conseguindo virar após o time da Flórida ter empatado.

    No jogo do último dia 13 (quarta), foi a vez do Toronto Maple Leafs fazer os Islanders suarem. A partida foi acirrada e o time precisou manter a guarda para não perder. Com dois gols de Anthony Beauvillier, um gol e duas assistências de Brassard, um gol e uma assistência de Barzal e, por fim, Cizikas marcando o gol da vitória, o time venceu por 5-4. O goleiro Varlamov conseguiu defender 23 dos 27 shots dos Leafs.

    Outras temporadas

    Essa não é a primeira vez que o time consegue esse feito. A primeira vez, e a mais importante na história do time, foi na temporada 1981-82. Os Isles tiveram a sua melhor temporada na história da franquia e foram líderes na Liga com 118 pontos, sete a mais que o segundo colocado, o Edmonton Oilers. Naquele ano, eles tiveram uma série de 15 vitórias consecutivas entre os dias 21 de janeiro a 20 de fevereiro. Não somente isso, eles ganharam pela terceira vez consecutiva a Stanley Cup após varrer o Vancouver Canucks. 

    Na temporada seguinte, eles fizeram novamente. Desta vez o time de New York venceu oito vezes consecutivas. Posteriormente, eles ganharam a sua quarta Stanley Cup. Alguns anos depois, durante a temporada 1989-90, eles tiveram uma série de nove vitórias consecutivas. Naquele ano eles conseguiram novamente ir para os playoffs, mas foram eliminados pelo rival New York Rangers.

    Essa série de vitórias tem dado um gás para o time. Resta descobrir se eles irão conseguir manter essa série boa e garantir a tão disputada vaga nos playoffs. Ou até mesmo quem sabe fazer que nem seus antecessores e conquistarem a Stanley Cup. De uma coisa o fã do esporte tem certeza: o mundo do hockey é imprevisível e só aguardando para descobrir. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Toews Schedule, o calendário de Jonathan Toews

    Toews Schedule, o calendário de Jonathan Toews

    Quem pensa que vida de jogador de hockey é fácil está enganado. É necessário muito preparo físico e emocional para aguentar a correria do dia-a-dia dentro de um time da NHL. Em muitos desses casos, os jogadores precisam sair da arena, ir direto para o aeroporto pegar um voo de horas, para depois chegar em casa e aí sim poder dormir. Portanto, na maioria das vezes os jogadores só conseguem concluir essa rotina as 4 da manhã. O maior detalhe é que no dia seguinte tem que treinar porque já tem outro jogo marcado.

    É pensando nessa correria que Jonathan Toews do Chicago Blackhawks, com a ajuda de especialistas criou o que ficou conhecido como “Toews Schedule”. Um calendário de jogos pensado na saúde e bem-estar do jogador. A verdade é que a correria cobra o seu preço todos os dias nos corpos dos jogadores. Eles estão cansados o que pode resultar num empenho razoável no gelo e muitas lesões. Com o passar da temporada esse cansaço vai acumulando e a situação vai piorando. Em uma conversa com o The Athletic, o jogador explicou um pouco sobre esse calendário e pode falar o porquê ele criou o mesmo. Para mais informações você pode ler a matéria em inglês aqui.  

    Como funciona?

    Atualmente o calendário da NHL é separado em três etapas: pre-season, regular season e playoffs. A pre-season em geral acontece nas duas últimas semanas de setembro e tem uma média de seis a oito jogos. Esses jogos são os que permitem os treinadores a avaliar os novos jogadores, tanto os novos draftados quanto os que foram trocados. Também servem para avaliar a dinâmica do time em relação aos novos jogadores. É nos confrontos da pre-season que as equipes costumam ser divididas e é comum que os principais jogadores do time não participem de todos os jogos. 

    Na regular season já é diferente. Cada equipe joga 82 jogos onde são divididos em 41 em casa e 41 na estrada. Esses 82 jogos são divididos da seguinte forma: quatro ou cinco jogos contra cada time da mesma divisão, três jogos contra cada equipe de outra divisão porém da mesma conferência e ao menos dois jogos contra cada equipe da outra conferência. Desta maneira cada equipe da NHL joga ao menos uma vez em cada arena. Esses 82 jogos são distribuídos de uma forma que um time não jogue contra o mesmo duas vezes seguidas. 

    Ao todo são 31 equipes atualmente na Liga, dessas equipes apenas 16 se classificam para os playoffs. Os playoffs são divididos em três rounds além da final. Cada time precisa ganhar quatro da série melhor de 7 jogos, ou seja, quem ganhar primeiro quatro confrontos, passa para o próximo round. Esses jogos são divididos entre casa e estrada, a equipe que tiver mais vantagem tem o direito de ter mais jogos em casa. Desta forma uma equipe é capaz de jogar até 53 jogos na estrada. 

    Toews Schedule

    A proposta de Jonathan Toews não é mexer na quantidade de jogos, mas sim em como esses jogos ficam organizados. Muitas equipes costumam jogar fora de casa e voltar para casa no mesmo dia porque tem jogo marcado para o dia seguinte. Nessa proposta, os jogos foram divididos da seguinte forma: seis jogos contra cada equipe da mesma divisão, três jogos contra os times da mesma conferência mas divisão diferente e um jogo contra cada time da outra conferência. 

    Assim, restariam jogos extras para alguns times, um ou dois jogos extras entre as conferências e alguns jogos extras para a conferência Oeste. A grande diferença entre o calendário atual e o proposto por Toews seria a organização dos jogos. A sugestão é de que os jogos contra cada equipe seja organizado de maneira mais agrupada. Como por exemplo os jogos entre a mesma divisão que são três em casa e três na estrada. Os três em casa seriam jogados na mesma semana e no meio da temporada as equipes se enfrentariam do mesmo modo na casa do adversário. 

    Desta maneira a equipe acabaria por viajar menos e descansar mais, em alguns casos, as viagens caíriam pela metade. O canadense defende que com o novo calendário os jogadores poderiam descansar mais o que resultaria em melhores partidas. A ideia é que os jogadores teriam melhor desempenho e menos lesões. Ele também defende que com a diminuição das viagens as equipes gastariam menos e o planeta agradeceria com a diminuição da emissão de carbono (CO2) por parte dos aviões.

    Por que não é viável?

    A ideia do jogador é interessante, no entanto quando a NHL organiza o calendário, eles levam em consideração várias pontos que a proposta publicada no The Athletic não fez. A disponibilidade das arenas é uma delas. As arenas utilizadas para os jogos também são usadas por outros esportes, concertos de música entre outros eventos. Três jogos seguidos acabaria por atrapalhar esses outros eventos que já estão marcados. Outro ponto a ser levado em consideração é o marketing. A Liga diz já ter pensando em algumas dessas ideias ao longo dos anos, porém os times preferem variedade. O marketing é melhor movimentado quando os jogadores estrelas visitam as cidades com mais frequência. 

    As redes de televisão também precisam ser levadas em consideração, pois elas dividem as grades entre o hockey e outras programações. Se acontecer de não conseguirem transmitir os dois, elas terão que preferir os de maiores audiências. A logística por trás do calendário é muito mais complexa do que se imagina. É necessário organizar 82 jogos entre os 31 times da Liga, ao total são 1.271 jogos onde 480 são entre conferências. E este número poderá aumentar na temporada 20-21, quando o time de Seattle foi oficialmente introduzido à Liga.

    Desses 1.271 é necessário levar em consideração data, local e horário para cada um deles, sem contar as datas comemorativas e os possíveis contratempos. Da mesma forma cada time precisa fazer a própria logística para a temporada, já que os mesmos precisam viajar para chegar nas cidades que irão jogar.

    Em suma, apesar do calendário proposto por Toews parecer uma boa ideia, ele não é viável para NHL na forma como foi idealizado para a matéria em questão. Em outras palavras, a complexidade do calendário é grande e tentar ajustar ele para diminuir as viagens é complicado. Muitos pontos, no entanto, podem ser aproveitados pelos profissionais que montam o calendário se a Liga optar por pequenas mudanças que otimizem o tempo e as viagens no futuro. A discussão foi levantada e gerou repercussão. Basta saber agora o que a Liga vai decidir para a próxima temporada, já que vem time novo por aí.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL comemora mês do Hockey Fights Cancer

    NHL comemora mês do Hockey Fights Cancer

    Nesse mês de novembro acontece o Hockey Fights Cancer Month, a iniciativa anual do hockey em combate ao câncer. O evento, que está em sua 21ª edição, acontece durante todo o mês e conta com a participação de todos os times da Liga. Cada franquia tem a sua noite de conscientização da causa, quando são convidados membros da comunidade local para prestar homenagens e promover a conscientização sobre a importância da prevenção contra o câncer. Neste ano, o ex-jogador e atual analista do Chicago Blackhawks, Eddie Olczyk, foi convidado para ser o embaixador da causa. Ele se curou de um câncer em março de 2018, depois de ter sido diagnosticado oito meses antes com câncer no cólon em estágio 3. Chicago Blackhawks e Boston Bruins foram os primeiros a promover o seu evento, ainda no mês de outubro. 

    Calendário dos jogos do Hockey Fights Cancer (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Primeiras homenagens

    Os Blackhawks iniciaram os preparativos para a sua noite especial no dia 25, quando o fã Benoit Savard, de 12 anos, treinou com o time. O jovem, que está em remissão de leucemia há um ano, também foi convidado para participar do drop the puck, antes do início da partida do dia 27. O time também homenageou alguns fãs no terceiro Purple Carpet. Foram mais de 20 homenagens, dentre eles pessoas que estão lutando contra o câncer, estão em remissão ou perderam um ente querido para a doença.

    Além disso, os primeiros 10 mil fãs que chegaram para assistir a partida também tiveram uma surpresa. O time preparou uma bobblehead exclusiva do Olczyk. Por fim, os fãs também puderam comprar souvenirs específicos do time no decorrer da noite. 

    Em agosto desse ano, o forward Charlie Coyle se viu visitando um pequeno amiguinho em sua cidade natal de Weymouth, Massachusetts. O jogador foi visitar Quinn Waters, um fã de três anos que luta contra um tumor cerebral. O pequeno, que foi apelidado carinhosamente de “The Mighty Quinn”, descobriu o tumor em fevereiro. Por isso, estava em tratamento e, portanto, não podia sair de casa. Foi então que Coyle decidiu visitar o fã com vários presentes do time e alegrar o dia do novo “melhor amigo”, como é chamado por Quinn. Os Bruins convidaram Mighty Quinn junto com seu pai para a tradicional cerimônia do drop the puck, onde Quinn soltou o puck entre Coyle e Logan Couture, o capitão do San Jose Sharks. 

    O início

    Fundada em 1998, numa parceria da NHL com a National Hockey League Players’ Association (NHLPA), a iniciativa tem como propósito arrecadar dinheiro e conscientizar as pessoas sobre a pesquisa do câncer e a importância do diagnóstico precoce. Ela foi fundada depois que o ex-jogador John Cullen, que na época jogava pelo Tampa Bay Lightning, foi diagnosticado com um linfoma Não-Hodgkin em 1997. Como resultado, o ex-jogador perdeu o resto da temporada devido ao tratamento.

    O câncer de Cullen inspirou Timm Harmon, do Moffitt Cancer Centre na University of South Florida, a criar uma parceria com o Lightning. Posteriormente, em dezembro de 1998, a NHL se juntou à causa e fundou o Hockey Fights Cancer.

    Usando os tradicionais uniformes de cor lavanda e placas com “I fight for”, os times homenageiam as pessoas da comunidade que lutam contra a doença. Na noite de homenagem, são vendidos produtos autografados e exclusivos da campanha. Com o dinheiro arrecadado, a NHL ajuda a American Cancer Society, Canadian Cancer Society e Movember Foundation a fornecer uma qualidade de vida aos pacientes e seus familiares. Por meio das doações, a NHL ajuda essas associações na hospedagem, transporte, programas de apoio e suporte gratuito ao gerenciamento de sintomas antes e após o tratamento para mais de 1.300 homens com câncer de próstata nos Estados Unidos e Canadá. 

    Causa especial

    Em 2014, o goleiro Pekka Rinne e o ex-capitão Shea Weber, do Nashville Predators, fundaram a 365 Pediatric Cancer Fund. A fundação foi criada com intuito de arrecadar dinheiro para a pesquisa do câncer infantil. Naquele ano, os dois conseguiram arrecadar 312.242,90 dólares. Hoje, seis anos após a criação da fundação, o goleiro continua no projeto. Este ano, em conjunto com os Predators, a fundação conseguiu bater o recorde e arrecadar um total de 550.365,19 dólares.

    No entanto, para Rinne, o dinheiro é só uma das possíveis formas de ajudar. O goleiro gosta mesmo é de visitar o hospital e fazer a alegria das crianças que estão por ali. Recentemente, ele tirou o dia para visitar as crianças, tirar fotos e realizar um meet and greet. Muito mais do que doar o dinheiro, as visitas fazem a diferença para aqueles que estão ali. Além disso, a causa se torna muito mais pessoal e especial. Pekka tem o costume de visitar o hospital no decorrer do ano e criar um relacionamento com as crianças. Afinal, dinheiro nenhum compra um sorriso no rosto de uma criança!