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  • Colored Hockey League: a liga composta somente por negros

    Colored Hockey League: a liga composta somente por negros

    A Colored Hockey League (CHL) foi uma liga amadora criada, em 1900, por descendentes de escravos em Halifax, Nova Scotia, no Canadá. Anterior até mesmo à National Hockey Assiciation (NHA), predecessora da NHL fundada em 1917. Entretanto, com menos adesão, a CHL foi extinta em 1925.

    Em meados de 1880, os negros criaram, nas Ilhas Marítimas (CA), uma liga semiprofissional de Baseball, uma vez que não era permitido que eles competissem ao lado dos brancos. Sendo assim, o baseball era o esporte do verão. Logo, o hockey se tornaria o esporte do inverno.  

    Habilidade atléticas que já eram valorizadas naquela época no baseball, e que se tornariam ainda mais importantes 40 anos depois, também estavam presentes nessa liga de hóquei. O racismo e o preconceito relegaram esses atletas negros, pioneiros do hockey no Canadá, a um esquecimento, mas eles deixaram uma herança: um jogo rápido e forte, em que movimentos acrobáticos tornam tudo muito excitante e divertido.

    Origens

    Nova Scotia, com seus incontáveis lagos ideais para a patinação, é para muitos o berço do Hockey no Gelo. Um dos primeiros registros de uma partida de hockey é datado de 1802 em uma área conhecida como Long Pond, onde um grupo de nativos canadenses, denominados Mi’kmaqs, jogava com canadenses-europeus.

    Entretanto, eles não eram os únicos a praticar o esporte. Só é possível datar a entrada dos canadense negros no hockey no começo de 1870. Existem, no entanto, evidências de que os negros já praticavam o esporte 100 anos mais cedo. Uma dessas provas é a de que aquela parte de Nova Scotia não era habitada por brancos, mas sim por negros.

    O primeiro registro de um jogo de times compostos somente de negros remonta a 1895. Em 1900, a Colored Hockey League of the Maritimes (Liga das pessoas de cor de Hockey dos Marítimos, em tradução livre) foi criada em Halifax, na Nova Scotia, com apoio da igreja batista local.

    A intenção era a de que o hockey se transformasse num catalisador de demandas ligadas à religião, à mobilidade social, à politica e à emergência de um Nacionalismo Negro. O caminho para a igualdade dos canadenses negros seria através do jogo. Dessa forma, o propósito era de elevar os negros a um nível que os tornariam iguais aos irmãos brancos, incentivando um importante senso de liderança, organização, propósito, determinação, trabalho em equipe e dever nos corações e mentes dos jovens negros.

    A Colored Hockey League, era James Williams

    Henry Williams, um jovem de 24 anos, foi fundamental para a criação de ligas negras de Halifax. Formado em direito, e nascido em Trinidad e Tobago, Williams ajudou a promover duas equipes de hockey: o Halifax Eurekas e o Halifax Stanley. Além disso, outra equipe composta só por negros existiu nessa época, o Dartmouth Jubilees.

    A CHL surtiu 25 anos antes das Negro Baseball Leagues (Ligas Negras de Beisebol, tradução livre) e 22 anos antes do nascimento da NHL. Os negros canadenses foram pioneiros na construção dessa história, liderados por homens habilidosos com grande espirito de liderança.

    Infelizmente, todo o pioneirismo da Colored Hockey League foi ignorado ou até mesmo apropriado pelos atletas brancos. Exemplo são equipes exclusivas de brancos que utilizaram inovações e as regras desenvolvidas pela Colored Hockey League e não lhe creditando da maneira correta. Sendo assim, muitos registros dessa contribuição negra para o esporte se perdeu ao longo dos anos.

    Era James Kinney/James Johnston

    Após Williams ter ido para Londres, quem começou a tomar conta da organização da Liga foi James Kinney, um jovem membro da igreja batista. Ele acreditava que os negros naquela época alcançariam status social através de autodisciplina, profissionalismo e trabalho em equipe. Junto com James Robinson Johnston, advogado negro nativo de Nova Scotia com conexões fortes com firmas de direito, a liga começava a ficar forte.

    Ambos cuidavam da imprensa e do funcionamento da equipe, e através da igreja, eles buscavam os jogadores para os times. O Halifax Eureka virou, naquele momento, o carro-chefe da Colored League. Com esse avanço e prestígio, os jogadores negros poderiam competir em conjunto com a Senior League.

    A Senior League, composta pelos times Dartmouth Chebutors, Halifas Crescents e o Halifax Wanderers, era só de jogadores brancos. Por este motivo, os jogadores negros poderiam jogar, conquanto que eles fossem os últimos a utilizar o rinque de gelo artificial.

    Os jogos

    Cartaz anunciando o jogo entre Halifax Eurekas e Africville Sea-Sides

    Os jogadores arcavam com todos os custos dos equipamentos de hockey. Sendo assim, poucos usavam equipamentos de proteção, como capacetes, máscaras e luvas. Não existia substituição de jogadores, ou seja, se algum jogador se machucasse, deveriam esperar até que ele voltasse; se ele não retornasse, o outro time deveria também tirar um jogador do rinque. Foi apenas em 1902 que as substituições começaram a acontecer. O tipo de stick mais comum era dos Mi’kmaqs, feito pelos nativos da região. Como os jogadores não usavam uniformes, era difícil a distinção de jogadores e de equipes.

    Henry Franklyn “Little Braces”, goleiro da equipe negra do Dartmouth Jubilees, tinha um estilo de jogar revolucionário. Ele foi o primeiro goleiro a se abaixar no gelo para defender o seu gol. Atitude esta que era oposta às regras, uma vez que estas determinavam que os goleiros deveriam ficar em pé. E, embora 20 anos depois, a novidade Franklyn tenha sido aceita pelo hockey, o feito foi creditado para os irmãos Lynn e Frank Patrick, atletas brancos que competiam na liga do Pacifico Oeste.

    Por fim, o primeiro jogo entre uma equipe composta somente por negras e uma outra por somente brancos foi realizada em 1900. O West End Rangers jogou contra o Abegweits, da Senior League. O Rangers perdeu por um placar de 5-4.

    O término da Hockey Colored League

    Com a liga crescendo, as coisas pareciam andar na direção certa. James Kinney rapidamente era uma das principais vozes do Orgulho Negro na sociedade de Nova Scotia.

    Entretanto, um conflito entre a prefeitura de Halifax e a comunidade de Africville, predominantemente negra, teve efeitos desastrosos para a Liga. A prefeitura acordou com poderosos donos de ferrovias a expropriação de terras de Africville. Descontentes, os residentes do local propuseram um acordo de compensação. Por fim, Johnston escolheu defender Africville.

    Essa disposição de Johnston causou um efeito cascata, e a retaliação da prefeitura atingiu a Liga. As equipes passaram a ser vistas como inimigas e tudo era feito no sentido de prejudicá-las. Exemplo disso era o tempo no gelo. As equipes começaram a ser privadas de praticar e quando liberavam o rinque, o gelo estava tão gasto que era impossível jogar. Não havia mais convites formais entre os times, sem nenhum tipo de imprensa para anunciar. Assim, a Liga morria lentamente, justamente como os brancos queriam.

    Após o término

    Africville Sea-Sides, time da Coloured Hockey League, em 1922, último ano de existência.
    Africville Sea-Sides, 1922, último ano de existência.

    Todavia, apesar de terem acabado com a Colored Hockey League, jogadores de hockey negros voltariam a jogar hockey, dessa vez sem o envolvimento de Kinney.

    Em 1920, alguns times voltaram e se enfrentaram, agora com as regras de hockey mudadas. O jogo era com 6 homens de cada lado, durante 3 períodos de 20 minutos.

    O Halifax All-Stars jogou contra o Africville Sea-Sides, time composto por muitos veteranos: o mais novo jogador tinha 24 e o mais velho 43 anos. Apesar de começarem vencendo por 3-0, perderam o jogo por 7-4. Duas semanas depois, o Sea-Sides dominaram, e ganharam por 8-2.

    A performance do Sea-Sides demonstrou a qualidades dos jogadores originais da Liga. Mais de 20 anos tinham passado e, mesmo assim, eles conseguiram ganhar de um time bem mais novo.

    Há registros de jogos também em 1929. Em Boston, alguns ex-jogadores das Marítima formaram uma equipe denominada “The Colored Panthers“, que chegou a disputar algumas partidas. A intolerância, o racismo, a crise econômica, entre outros fatores, levaram à descontinuidade definitiva da Liga.

    A existência esquecida

    A história da Colored Hockey League está intrinsecamente ligada à história do racismo no Canadá. Por muito tempo, acreditava-se que o racismo no Canadá era de forma branda ou que basicamente não existia. Entretanto, a história da Liga, que teve que combater diversos problemas para existir, mostra o contrário. O fato da Liga ter sido destruída justamente por problemas raciais demonstra isso.

    Apesar de o Canadá ser um um país multicultural, construído por franceses, ingleses, nativos americanos e negros, a falta de consideração e de reconhecimentos dos primeiros jogadores negros pioneiros de hockey pela NHL e na história do hockey é uma contradição e desvalorização de tais povos.

    “Hoje, não há monumentos para a Colored Hockey League of the Maritimes e alguns poucos livros de hockey reconhecem a Liga. (…) Não há menção no Hockey Hall of Fame do impacto dos negros no desenvolvimento do hockey moderno. Não há referencias das origens negras do Slap Shot ou o estilo inovador do goleiro Franklyn. (…) É como se se a liga nunca tivesse existido. O hockey, hoje, é um esporte mais branco que o inverno Canadense. (…) Entretanto, mesmo assim, sempre existirá um período que chamaremos de Black Ice.” (George e Darril Fosty, no livro Black Ice: The Lost History of the Colored Hockey League of the Maritimes)

    Foto: Black Ice: The Lost History of the Colored Hockey League of the Maritimes, 1895-1925

  • Auston Matthews: da seleção americana ao estrelato

    Auston Matthews: da seleção americana ao estrelato

    Na última quarta-feira (08) o jogador Auston Matthews teve motivos para comemorar. Apesar de seu time, o Toronto Maple Leafs, ter perdido a partida contra o Winnipeg Jets, o capitão alternativo entrou para a história da NHL. Isso porque Matthews se tornou o sexto jogador dos Leafs a marcar 30 gols em quatro ou mais temporadas consecutivas. Além disso, o jogador é o primeiro da franquia a conseguir o feito nas suas primeiras quatro temporadas na Liga e o 15º na história da NHL.

    O jovem de 22 anos tem sido uma excelente aposta para o Leafs. Além de ter tido uma carreira promissora com os juniores, o jogador tem quebrado recordes por onde passa. Marcas estas não somente em seu próprio time como também na NHL. Auston tem mostrado um belo desempenho no gelo e as suas estatísticas não mentem, afinal, ele também se mostra capaz de quebrar os próprios recordes. O jogador tem conseguido marcar ao menos 30 gols em cada uma de suas temporadas, incluindo aquelas que por algum motivo precisou perder jogos. Não somente isso, ele tem conseguido realizar o feito cada vez mais rápido desde a sua estreia. Dessa forma, tem se superado a cada temporada.

    Número de jogos que o jogador atingiu a marca do 30º gol (Foto: Reprodução/@nhlonnbcsports)

    O começo

    Apesar de ter sido selecionado no draft de 2012 na Liga WHL, Auston preferiu iniciar a sua carreira no hockey pelo U.S. National Development Team da Liga USHL na temporada 2013-14. Naquela mesma temporada, ele jogou no campeonato sub-17 pela seleção americana. Assim, chamou a atenção dos olheiros da NHL, já de olho em suas estatísticas da época. Em sua segunda temporada no programa, o jogador bateu recorde ao terminar em primeiro lugar em pontos, com 116 pontos (55 gols e 61 assistências). Superando Patrick Kane e Jack Eichel, donos dos recordes anteriores. 

    Dessa forma, o jogador começou a colecionar prêmios, além das medalhas de ouro com a seleção nos anos de 2014 e 2015. Auston Matthews também ganhou como MVP, scoring leader e o troféu Bob Johnson por sua excelência em competições internacionais. Após seu tempo com o programa de desenvolvimento dos EUA, Matthews não pode se candidatar ao draft, uma vez que sua data de nascimento passava da data limite para o draft daquele ano. Com isso, enquanto aguardava o draft do ano seguinte, o center recebeu uma proposta para jogar na Suíça pelo time ZSC Lions da Liga NLA. Com o time suíço, o Auston conquistou prêmios como Rising Star Award e NLA Media Most Improved Player.

    Matthews durante a sua temporada com o time ZSC Lions da Liga NLA. (Foto: Reprodução/NHL.com)

    Primeira escolha no draft

    No ano seguinte, em 2016, Matthews pode enfim se candidatar ao draft. Dessa forma, as especulações se o jogador seria o primeiro a ser escolhido começaram meses antes, uma vez que Auston já vinha sendo observado pela NHL. No dia 24 de junho, as especulações chegaram ao fim quando o nome de Matthews foi chamado pelo Toronto Maple Leafs, em primeiro lugar, se tornando o primeiro americano desde Patrick Kane em 2007 a ser a melhor escolha. Posteriormente o jogador assinou um contrato com o time, dando início a sua carreira na NHL naquele mesmo ano. 

    Fazendo jus às expectativas, em sua estréia no dia 12 de outubro de 2016, o jogador entrou para a história ao marcar quatro gols. Esse recorde só foi quebrado duas vezes antes na história da Liga pelos jogadores Joe Malone e Harry Hyland, onde cada um fez cinco gols no dia 19 de dezembro de 1917, o primeiro jogo na história da NHL. Após a sua estréia a jersey com seu nome foi colocada a venda e rapidamente se tornou a mais vendida na NHL. Posteriormente, em dezembro, o jogador ganhou como NHL’s Rookie of the Month após fazer 12 pontos e oito gols em apenas 12 jogos. 

    Carreira de recordes

    Embora Matthews seja o dono do recorde nos Leafs por ser o primeiro a conquistar 30 gols em suas primeiras quatro temporadas, o jogador também quebrou recordes em cada uma dessas temporadas. Em sua temporada de estreia, mais precisamente no dia 28 de março de 2017, Auston marcou o seu 35º gol. Dessa forma, quebrou o recorde de mais gols marcados por um rookie, que anteriormente pertencia a Wendel Clark.

    Posteriormente Auston quebrou o recorde da franquia de mais pontos de uma temporada ao marcar seu 39º gol e 67º ponto, se tornando assim, o rookie de nacionalidade americana a marcar mais gols. Ao marcar seu 40º gol poucos dias depois, Matthews se tornou o segundo rookie com mais gols desde o bloqueio de 2004-05. Além disso, passou a ser ser o quarto adolescente na história da NHL a bater o recorde. Naquele mesmo ano o jogador conquistou o troféu Calder Memorial, assim se tornando o primeiro jogador dos Leafs a receber o troféu em 50 anos. 

    Na temporada seguinte Auston Matthews não obteve o mesmo desempenho. Isso porque ele se lesionou algumas vezes ao longo da temporada, ficando fora por 20 jogos ao todo. Mesmo com uma temporada mais fraca, Matthews ainda assim conseguiu marcar 34 gols e conquistou uma média de mais de um ponto por jogo na temporada regular. O time de Toronto até chegou a ir para os playoffs, porém foi eliminado no primeiro round.

    Diferentemente na temporada 2018-19, Matthews voltou com tudo e já começou brilhando ao marcar cinco gols e três assistências em apenas três jogos. Como resultado, ele foi nomeado a primeira estrela da semana na NHL. Continuando com a quebrar recordes, o jogador marcou mais quatro gols nos dois jogos seguintes, dando um total de 12 pontos em cinco jogos. Assim, se tornou o jogador mais jovem na história da Liga a marcar múltiplos pontos em cinco jogos no início da temporada, recorde que pertencia a Wayne Gretzky em 1983. 

    Ainda em 2018-19, o center se lesionou e precisou ficar de fora por quatro semanas, porém nem isso foi o suficiente para impedir a estrela de Matthews brilhar. Após retornar ao gelo foi eleito pela primeira vez capitão da Divisão Atlântica dos jogos All-Star 2019, entretanto, essa foi a terceira vez que participava do evento. O jogador também renovou seu contrato com o time para mais cinco anos no valor de 11.634 milhões de dólares por ano.

    Mais tarde, naquele mesmo ano, no dia 14 de fevereiro marcou o seu 100º e 101º gol na NHL. Dessa forma, se tornou o terceiro Maple Leafs a atingir o marco mais rápido. Apenas alguns dias depois, o jogador marcou seu 30º gol da temporada. Ao realizar o feito, Matthews passou a ser o primeiro jogador na história do time a marcar 30 gols em cada uma das três primeiras temporadas.

    Durante a temporada 2018-19 com seu time Toronto Maple Leafs (Foto: Reprodução/NHL.com)

    Temporada atual

    Com o início da temporada atual, Auston Matthews foi então nomeado como capitão alternativo dos Leafs. No entanto, essa não foi o único motivo de alegria para o jogador. No dia 03 de outubro, no primeiro jogo da temporada para o time de Toronto, Matthews marcou dois gols. Desta maneira, ele entrou para a história da NHL ao ser o quarto jogador a marcar em cada um dos quatro primeiros jogos de cada temporada. Neste mesmo jogo, ele ficou em terceiro lugar da Liga com 116 gols em 215 jogos desde a sua estreia em 2016. Naquela semana, o jogador foi nomeado em terceiro lugar para a estrela da semana na NHL.

    No último dia 08 de janeiro, Matthews entrou para história novamente ao marcar seu 30° e 31º gol da temporada pela quarta temporada consecutiva ficando atrás apenas de Alex Ovechkin, o capitão do Washington Capitals. Os dois juntos se tornaram os únicos jogadores na ativa que marcaram tal recorde. 

    Apesar do time ter se envolvido em polêmicas na intertemporada e não ter tido um bom início de temporada, Auston tem corrido atrás e mostrado ser um jogador nível MVP. O seu tempo no gelo aumentou e, consequentemente, ele tem conseguido mostrar maior desempenho. O jogador é líder em pontuação do seu time com um total de 54 pontos. Além do primeiro lugar em gols (31), Auston também aparece em segundo lugar como jogador com mais assistências (23).

    Todas estas marcas foram alcançadas em apenas 45 jogos. Entretanto, chegou a este número de pontos em menor tempo, sendo assim, sua menor marca na carreira desde 2016. Ao todo, desde o início da sua carreira na NHL, o jogador já contabiliza 142 gols em 257 jogos, sendo que estamos apenas na metade da temporada atual. Ou seja, Auston Matthews é capaz de superar a si mesmo e bater seu próprio recorde de 2016-17 de 40 gols. Sendo assim, acompanhar o jovem americano no gelo se torna uma tarefa interessante, uma vez que só temos que aguardar para descobrir quais serão os próximos recordes que ele irá quebrar. 

    Foto: Reprodução/Patrick Gorski-USA TODAY Sports

  • A volta dos que não foram: Justin Williams assina com Hurricanes

    A volta dos que não foram: Justin Williams assina com Hurricanes

    Quando o Carolina Hurricanes perdeu a Final de Conferência para o Boston Bruins na temporada passada, o veterano e então capitão de Canes, Justin Williams, não renovou o seu contrato, tornando-se free agent. Na época, o jogador não chamou de aposentadoria, mas, aos 37 anos, o right winger precisou avaliar a sua permanência na NHL.

    Após algumas especulações, Williams assinou um contrato de um ano com o time da Carolina. Dessa forma, o jogador estará presente no restante da temporada e nos playoffs, caso os Canes se classifiquem.

    A chegada de Justin Williams mostra que o time está se preparando para lutar pela sua vaga nos playoffs. Carolina atualmente se encontra na primeira vaga de wild card da Conferência Leste, com 52 pontos.

    Williams chega ao vestiário já familiarizado com os jovens jogadores como Sebastian Aho e Andrei Svechnikov. Sendo assim, a sua experiência tanto no gelo quanto fora dele pode ser o diferencial que o time precisa para buscar mais vitórias.

    Um velho conhecido

    A escolha de Williams em retornar a Raleigh tem história. Ele jogou pelo Carolina Hurricanes quando eles ganharam a Stanley Cup em 2006, atuando ao lado do atual técnico dos Canes, Rod Brind’Amour. Posteriormente, Williams jogou pelo Los Angeles Kings, onde também levantou a taça em 2012. Teve uma breve passagem pelos Capitals em 2015, antes de retornar para os Hurricanes em 2017, sendo nomeado capitão da equipe em 2018.

    Na temporada 2018-19, Justin Williams venceu o Steve Chiasson Award após ser votados pelos seus colegas de time. Este prêmio anual é dado pela franquia àquele jogador que se tornou um exemplo de determinação e motivação, assim enquanto proporcionou inspiração nos seus colegas com sua performance e forma de jogar.

    Na coletiva de imprensa que aconteceu hoje (08), Williams revelou sentir falta das nuances do hockey que apenas os jogadores conhecem, como a camaradagem e amizade, fatores importantes, para o jogador, de se tornar um time. Justin Willians pode estrear novamente pelos Hurricanes na sexta-feira (10) contra o Arizona Coyotes, na PNC Arena.

    Foto Reprodução: canescountry.com

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  • Lightning para “streak” de Vancouver

    Lightning para “streak” de Vancouver

    O Vancouver Canucks tinha motivos para comemorar. O time vinha de uma série de sete vitórias consecutivas — o que não acontecia desde dezembro de 2013 — até o Tampa Bay Lightning dar um fim ao streak. Em sua primeira partida longe de casa em 2020, o time de Vancouver esperava manter a sua sequência. Mas nem tudo saiu como o planejado, e, infelizmente para os Canucks, o Tampa Bay tinha os mesmos planos. 

    O time da Flórida também vinha em um streak de 7 jogos pontuando e com intenção de somar mais 2 pontos na tabela. Sendo assim, os times disputaram uma partida emocionante para os fãs do Lightning, uma vez que a equipe de Tampa marcou uma goleada de 9 a 2 em cima dos Canucks. 

    Sete vitórias consecutivas 

    Os Canucks começaram a série de vitórias pouco antes do Natal, ao ganhar de 5 a 4 do Vegas Golden Knights. A partida que aconteceu no dia 19 de dezembro contou com dois gols de Elias Pettersson e um gol de Christopher Tanev num overtime, esse sendo o primeiro gol de Tanev nesta temporada.

    Em seguida, eles disputaram contra o Pittsburgh Penguins, que por sua vez vinha numa série de quatro vitórias consecutivas e buscava conseguir a quinta. No entanto, eles não contavam com os Canucks marcando quatro gols com apenas 14 shots, enquanto os Penguins, que deram 29 disparos, marcaram apenas um gol. Dessa forma os canadenses venceram por 4 a 1 assim dando um fim ao streak do Penguins.

    Posteriormente o time continuou a sua série de vitórias antes da chegada do ano novo. Em partidas realizadas em casa, a equipe conquistou vitórias contra o Edmonton Oilers por 4 a 2 e Los Angeles Kings por 3 a 2. Em sua última partida do ano, desta vez longe de casa o time conquistou uma vitória de 5 a 2 contra o Calgary Flames.

    No dia 02 de janeiro o time continuou a série, desta vez a vitória foi de 7 a 5 contra o Chicago Blackhawks. Numa partida um pouco mais leve, o time conquistou uma vitória de 2 a 1 contra o New York Rangers. Embora as vitórias tenham dado ao que falar, alguns jogadores também se destacaram:

    • O defensor Quinn Hughes tem conquistado o seu lugar no time: em 42 jogos que participou nesta temporada o rookie fez 30 pontos. Além disso ele permanece em segundo lugar no top assistências do time e é o sexto maior pontuador.
    • Outro jogador que tem tido bastante destaque é o sueco Elias Pettersson, o jogador não somente é o maior pontuador do time com 45 pontos, como obtém uma vantagem de cinco gols e permanecer em primeiro lugar como maior goleador do time. O center também é figura constante nas estrelas dos jogos em que participa.
    • O goleiro Jacob Markstrom foi o responsável pelas incríveis defesas dos jogos, ele participou de todos os jogos da série e mantém uma média de .914 nesta temporada.  

    A trajetória até a 8ª vitória consecutiva

    Por sua vez, a série de vitórias do Lightning começou no dia 23 de dezembro, em uma partida acirrada contra o Florida Panthers. O time de Tampa ganhou de 4 a 3 durante um overtime com um gol de Anthony Cirelli. Após as férias de Natal, a equipe conquistou duas vitórias contra o Montreal Canadiens, uma em dezembro, por 5 a 4, e a outra no dia 02 de janeiro, por 2 a 1. O Lightining também venceu o Detroit Red Wings por 2 a 1 e o Buffalo Sabres por 6 a 4.

    Depois de começar o ano ganhando dos Habs, o time conquistou mais duas vitórias antes de sua partida contra os Canucks. Desta vez contra o Ottawa Senators por 5 a 3 e o Carolina Hurricanes por 3 a 1. Tampa também vem se destacando por causa de seus jogadores. O winger Nikita Kucherov se mantém como o maior pontuador do seu time com 47 pontos. Além de ser o jogador com mais assistências, com um total de 32 nesta temporada. Outro jogador que se destaca bastante é o goleiro Andrei Vasilevskiy. O russo está em terceiro lugar nas estatísticas gerais da NHL com vinte vitórias, uma a menos do que Frederik Andersen do Toronto Maple Leafs, que permanece em primeiro lugar.  

    Canucks 2, Lightning 9.

    Na última terça-feira (07), a série dos Canucks chegou ao fim com a derrota para o Lightning que também vinha numa série de vitórias. O time de Tampa fez uma goleada com direito a estréias para alguns jogadores. 

    O jogo começou bem para o time de Vancouver. Ele foi o primeiro a abrir o placar, com um gol de Pettersson no final do primeiro período. Mas essa vantagem durou pouco, pois aos 04:21 do segundo período foi a vez de Tyler Johnson balançar a rede e marcar para o time da casa. Alguns minutos depois o Lightning aumentou o placar quando Steven Stamkos marcou o segundo gol para o seu time. 

    Numa tentativa de empatar, Loui Eriksson marcou o segundo gol para os Canucks com assistências de Bo Horvat e Tanner Pearson. No entanto, Tampa Bay mostrou que não estava para brincadeira após Alex Killorn marcar o terceiro gol da noite. O time conseguiu marcar três gols em menos de um minuto. Para fechar com chave de ouro, durante o terceiro período o time marcou mais três gols. Entretanto esse não foi o único motivo que tornou a noite especial.

    O rookie Carter Verhaeghe marcou o primeiro hat-trick em sua carreira na NHL e conquistou a primeira estrela da partida. A segunda estrela ficou para Brayden Point que além de ter marcado um gol no terceiro período, também foi responsável por três assistências. Além disso, a partida também contou com gols e assistências de Nikita Kucherov e Erik Cernak. Com essa vitória o time aumenta a sua sequência para oito vitórias consecutivas e espera manter a série na partida contra o Arizona Coyotes no próximo dia 9.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    Stars comemoram vitória no Winter Classic 2020

    O dia tão aguardado pelos fãs do Dallas Stars e Nashville Predators, enfim chegou. O Winter Classic 2020, que este ano foi sediado no Cotton Bowl Stadium em Dallas, Texas, foi a 12ª ediçãondo evento e a estréia da cidade como anfitriã no evento que iniciou em 2008. No entanto, não é somente isso que torna o evento especial para os fãs do Stars. Essa edição foi a segunda a esgotar mais rápido a venda dos ingressos e o segundo evento a receber o maior público. Ao todo, foram 85.630 pessoas participando, perdendo apenas para o Winter Classic 2014 que recebeu mais de 100 mil pessoas. 

    O clima no Texas era de outro nível, deixando os jogadores e até mesmo os telespectadores de casa maravilhados. As surpresas começaram cedo com a chegada dos jogadores. Enquanto o Dallas estavam vestidos a caráter de cowboy, os Predators decidiram fazer uma homenagem a Johnny Cash e estavam todos de preto.

    Na multidão era possível ver fãs dos dois times em um mar de verde e amarelo. Apesar do grande evento ser o jogo em si, o time de Dallas também reservou uma série de atrações para o público. Tudo foi organizado como as típicas feiras estaduais, desde as comidas até as brincadeiras. Teve atrações com ovelhas, cavalos e até mesmo uma corrida de porcos, que para a alegria das pessoas tinham como nomes referências aos jogadores de hockey.

    Predators 2, Stars 4.

    Numa partida emocionante, o primeiro período já começou com penalidades e expulsão. Com apenas 02:44 que o puck caiu no gelo, o winger Corey Perry dos Stars bateu com o cotovelo na cabeça de Ryan Ellis dos Predators. No momento os árbitros enviaram Perry para a penalty box. Entretanto, após revisarem o VAR, o jogador foi expulso por má conduta. Enquanto isso, Ellis precisou de ajuda para sair do gelo e também não retornou para a partida com uma upper body injury.

    Durante o power play o time de Dallas marcou outra penalidade, assim, aumentando a chance dos Preds marcarem. Foi exatamente isso que o Matt Duchene fez nos segundos finais do 5 on 3 ao abrir o placar com uma assistência de Roman Josi e Filip Forsberg.

    Pouco tempo depois, no mesmo power play, agora 5 on 4, Duchene ataca novamente. Desta vez ele manda o puck para Dante Fabbro que aproveita e marca o segundo gol dos Predators. Infelizmente para o Dallas a sorte não estava ao lado deles, com um pênalti bloqueado por Pekka Rinne além das muitas chances perdidas, o primeiro período terminou sem nenhum gol para o time da casa. Porém o segundo período foi diferente e a sorte virou a favor dos Stars. No início foi o mesmo do primeiro período, muitas tentativas e muitas chances perdidas. Com o passar do tempo os nervos estavam cada vez mais à flor da pele de ambos os lados e aconteceram mais um power play para cada. 

    Após quase dois períodos atrás do placar, o Dallas Stars mostrou que não tinha entregado o jogo. Aos 18:52 minutos, Blake Comeau mandou o puck para dentro do gol mostrando a força de vontade que o time chegou ao seu jogo ao ar livre. Força essa que continuou no início do terceiro período. Com uma penalidade cometida por Colin Blackwell nos segundos finais do período anterior, o tempo restante do power play continuou no período final. Foi assim aos 00:58 que Roope Hintz e John Klingberg aproveitaram e mandaram o puck para Mattias Janmark que não perdeu tempo e empatou o jogo. 

    O Dallas estava decidido a virar o jogo. Tentaram marcar mais algumas vezes mas não obtiveram sucesso. Até que Alexander Radulov recebe um passe de Klingberg e consegue marcar o terceiro gol de seu time e virar o jogo. Seguindo o gol de Radulov, foi a vez de Andrej Sekera marcar e mostrar que o Dallas estava ali para vencer. Com uma desvantagem de dois gols os Preds precisava marcar a todo custo. O time de Nashville fez diversas tentativas, mas Ben Bishop também não estava para brincadeira. Numa tentativa de marcar os Predators chegaram a fazer um empty net nos minutos finais dando a chance dos Stars marcarem mais gols. No entanto, o Dallas não deu sorte e nenhum de seus shots entraram na rede que estava vazia. 

    Sem mudanças no placar, Dallas comemora a vitória de virada com 4 a 2 para a alegria dos fãs no estádio. Ambos os goleiros Rinne e Bishop fizeram excelentes 31 defesas cada, tornando assim, o jogo ainda mais emocionante. O capitão dos Predators, Josi fez assistências nos dois gols e se tornou o primeiro defensor na história do time a fazer 40 pontos em menos de 40 jogos. Enquanto no Dallas 10 jogadores diferentes conseguiram registrar pontos, com todos jogando ao menos 11 minutos. Perry, que foi expulso no jogo, se tornou o primeiro jogador a ser expulso em um Winter Classic e aguarda audiência que está marcada para sexta-feira. 

    Certamente um dia inesquecível para os fãs do esporte. A partida, que da início ao ano de 2020 na NHL, foi acirrada. Além disso, foi possível ver essa rivalidade não só nas tentativas de gol, como também nas inúmeras brigas que se iniciaram no gelo. No entanto, ao final do jogo, tudo foi esquecido com um aperto de mão e o clima era de respeito entre os jogadores.

    Infelizmente para nós o próximo Winter Classic só em 2021. Mas já podemos comemorar, pois durante o intervalo o comissário da NHL, Gary Bettman anunciou que o destino já está definido. O Minnesota Wild será o próximo anfitrião e logo mais saberemos contra quem ele irá jogar.

    Foto: Reprodução/@DallasStars

  • O que você lembra do mundo do hockey de 2019?

    O que você lembra do mundo do hockey de 2019?

    O ano de 2019 já está acabando, época de festa, família e diversão. E todos já queremos ver o que 2020 vai trazer para nossos times favoritos. Mas antes disso temos um desafio para você! Será que você prestou atenção em tudo que aconteceu esse ano? Faça nosso teste e descubra! 

  • 12 momentos que entraram para a história em 2019

    12 momentos que entraram para a história em 2019

    O ano de 2019 para o hockey foi intenso e lotado. De pontos à shutouts, a NHL registrou acontecimentos que entraram para a história da Liga e colocaram jogadores e times em colocações também históricas. Portanto, a equipe do NHeLas resolveu fazer um top 10 de todos os recordes ultrapassados ao longo dos últimos 12 meses.

    04/02: Carter Hart se tornou o 4º goleiro na história da NHL a ter uma sequência de vitórias de, pelo menos, 7 jogos antes mesmo de completar 21 anos. A marca foi registrada em um jogo dos Flyers contra os Canucks. 

    06/04: O Tampa Bay Lightning se tornou o 4º time na história da NHL a adquirir mais pontos em uma temporada. Ao fim da season 2018/19, registrou um total de 128 pontos. Seguidamente, tornaram-se o segundo time na história da Liga a possuir mais vitórias durante uma temporada, com 62 somadas. 

    12/06: O St. Louis Blues se tornou, o primeiro time de expansão da NHL a ganhar a StanleyCup depois de ter ocupado o último lugar na classificação geral da temporada.

    14/10:  Victor Olofsson, rookie do Winnipeg Jets na temporada 2019/20, atingiu um recorde histórico no início de sua carreira. Ele marcou todos os seus 7 primeiros gols na Liga em Power Play. Desta forma, se torna o primeiro jogador na história da NHL a conquistar tal feito. 

    15/11: O forward do Boston Bruins, Brad Marchand, entrou para a história da NHL. Ele se tornou, por fim, o único jogador da Liga a marcar, em 7 ocasiões,  nos primeiros 15 segundos de uma partida.

    16/11: Connor McDavid e Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, se tornaram a terceira dupla de jogadores na história da NHL, nos últimos 30 anos, a marcar mais de 40 pontos nos primeiros 22 jogos de sua equipe na temporada. 

    25/11: Em um jogo do New York Rangers contra o Minnesota Wild, Henrik Lundqvist bate outro recorde em sua carreira. O jogador chegou a marca de 455 vitórias com o time. Desta forma, se tornou, por fim, o 5º goleiro na história da NHL com mais vitórias. 

    10/12: Sebastian Aho, do Carolina Hurricanes tornou-se o jogador mais novo dos Cannes a atingir a marca de 100 gols no jogo contra o Oilers. Desta forma, também passou a ocupar o 6º lugar em toda a história da NHL entre os jogadores que marcaram 100 pontos em poucos jogos (no caso dele, 273).

    13/12: O Vegas Golden Knights, no último jogo da equipe contra o Dallas Stars, também conquistou um grande recorde para equipe. Este sendo o maior recorde na história da NHL em pontos nos 100 primeiros jogos fora de casa de uma franquia, somando, por fim, 109 pontos. 

    14/12: Frederik Andersen, do Toronto Maple Leafs, alcançou a marca de 200 vitórias durante a temporada regular, em 344 partidas ou menos. Portanto, se torna o 5º goleiro na história da NHL a conquistar tal marca.

    27/12: Cale Makar, do Avalanche, no jogo do time contra o Minnesota Wild, atinge a marca de 29 pontos nos 30 primeiros jogos de sua carreira. Desta forma, se torna o 5º jogador na história da NHL a alcançar o Marco. 

    27/12: Alex Ovechkin, no último jogo dos Capitals contra os Blue Jackets, conquista seu 36º ponto em OT durante a temporada regular. Assim, se torna o segundo jogador, na história da liga, com mais pontos em overtime.

  • A volta para casa: como Patrick Marleau se (re)adaptou aos Sharks

    A volta para casa: como Patrick Marleau se (re)adaptou aos Sharks

    Em 1997, tendo o segundo overall pick no Draft, o San Jose Sharks escolheu Patrick Marleau. Com apenas 17 anos, o jogador aprendeu a combinar seu talento nas zonas ofensiva e defensiva, se tornando, assim, peça essencial e uma das grandes lendas dos Sharks.

    Porém, na temporada 2017-18, o veterano do time da Califórnia arrumou suas malas e partiu para Toronto, em um contrato de três anos com os Maple Leafs. Após duas temporadas no Canadá, o nativo de Swift Current retornou aos Sharks para mais uma temporada. 

    Passados dois meses do início da temporada, o NHeLas analisou como tem se dado a volta de Marleau à San Jose.

    De San Jose para Toronto

    Após duas temporadas jogando pelo Seattle Thunderbirds da WHL, Patrick Marleau entrou para o Draft de 1997. Sendo um dos mais novos jogadores do evento, o canadense foi, portanto, draftado em segundo lugar overall, pelo San Jose Sharks. Ele ficou atrás apenas do seu atual teammate, Joe Thornton, que foi o first overall daquela ano, escolhido pelos Bruins.

    Patrick Marleau, no Draft 1997, ao lado dos representantes do San Jose Sharks.
    Foto: reprodução/nhl.com

    O jogador canadense bateu diversos recordes enquanto estava no time. Primeiramente, se tornou capitão do San Jose durante a temporada 2003-04. Seguidamente, ultrapassou, em 2007, a marca de 451 pontos de Owen Nolan. Desta forma, se tornou, por fim, o jogador dos Sharks com mais pontos na história da franquia. Em 2016, atingiu a marca de 1400 jogos disputados na NHL. Assim, tornou-se o jogador mais novo da Liga a atingir a meta com a mesma franquia. Além disso, o fato de o mesmo ter participado de dois lockouts só tornou a conquista mais impressionante.

    No entanto, após 20 anos grandiosos junto aos Sharks, Marleau anunciou em 2017 que havia assinado um contrato de três anos com os Leafs, no valor 6.2 milhões de dólares. Durante sua breve estadia em Toronto, o jogador conquistou outros marcos miliários. Jogou sua 1.500º partida na NHL e marcou 1.122 pontos, ultrapassando a marca do ex-jogador dos Leafs, Darryl Sittler. Por fim, ficou entre os 58 melhores de todos os tempos.

    O retorno a San Jose

    Por fim, em 22 de junho de 2019, anunciando que precisavam liberar o cap salarial, os Leafs fizeram uma troca com o Carolina Hurricanes. Desta forma, em troca de um sixth round pick no Draft de 2020, Marleau iria para o time de Raleigh, juntamente de uma first (condicional) e seventh round pick no Draft 2020. Porém, ao demonstrar seu interesse em voltar para a West Coast, o Carolina comprou o ano restante do contrato de Patrick e o liberou do time. 

    Finalmente, após três jogos já disputados na temporada, os Sharks trouxeram o jogador de volta para San Jose. Foi acertado, então, com o jogador um contrato de apenas um ano, finalizado no valor de 700 mil dólares. Doug Wilson, GM dos Sharks, anunciou que a vinda de Marleau para o time, que não havia começado a season 2019-20 da melhor forma, era de extrema importância. Também ressaltou a necessidade de ter um jogador veterano como Patrick na equipe, que entende como o jogo da equipe funciona e que pode motivar os mais novos. 

    O desempenho no time

    Desde sua vinda para o time, Marleau marcou 11 pontos, em 30 jogos disputados. Ele é o sexto melhor jogador do time nesta temporada, com mais gols marcados (seis). Porém, está atrás no quesito assistência, sendo o 11º, com apenas cinco gols. O primeiro gol veio em outubro, na vitória dos Sharks contra os Blackhawks, em sua reestreia pela equipe. O gol foi durante um power play e o fez a estrela da partida.

    Apesar de ter perdido seu primeiro training camp em 22 temporadas na NHL, ele ainda sim continua a mostrar que é um dos melhores jogadores da Liga, e seus companheiros de equipe concordam. O forward dos Sharks, Tomas Hertl, em entrevista para a CBC, exaltou o quanto Marleau é uma peça essencial para o time.

    “Ele ainda é rápido e pode andar de skate como ninguém. Está sempre em uma forma incrível, porque está trabalhando duro. E ele ainda é jovem por causa disso. Ele é físico, e também pode marcar gols”.

    Sendo assim, é esperado que, ao longo da temporada, o jogador possa continuar quebrando recordes pelo time. Talvez possa ainda ser um dos responsáveis por levar os Sharks aos playoffs, como fez outras tantas vezes.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • 2020 IIHF World Junior Championship

    2020 IIHF World Junior Championship

    O 2020 IIHF World Junior Championship, a Copa do Mundo de Hockey Junior, acontece entre os dias 26 de dezembro de 2019 a 05 de janeiro de 2020 nas cidades de Ostrava e Trinec na República Tcheca. Essa será a 44º edição do campeonato e quarta edição que acontece na República Tcheca. Já Ostrava irá sediar pela segunda vez o evento, por outro lado, é a primeira vez que Trinec recebe a competição.

    O mundial é composto por 10 países, esses países são divididos entre grupo A e grupo B para a rodada preliminar. Neste ano o grupo A é composto pela Finlândia, Suíça, Suécia, Eslováquia e Cazaquistão. Enquanto o grupo B é composto pela anfitriã República Tcheca, Estados Unidos, Rússia, Canadá e Alemanha. 

    Como funciona?

    Os dois grupos se enfrentam em uma rodada única entre si e os quatro times com mais pontos de cada grupo avançam para os playoffs. Enquanto o quinto colocado de cada grupo se enfrentam numa disputa de melhor de três na Relegation Round. Entretanto, o terceiro jogo só ocorre se necessário. O vencedor da Relegation Round poderá jogar novamente na próxima edição do campeonato e o perdedor será rebaixado para a Divisão I do Grupo A.

    Os playoffs são divididos em três etapas: quartas de final, semifinais e a final. Sendo assim necessário que tenha um jogo extra para decidir que equipe fica com a medalha de bronze. Nas quartas de final cada equipe participa de um jogo e os jogos são determinados de acordo com a classificação da equipe nos grupos. Dessa forma, os confrontos acontecem da seguinte maneira:  1A vs. 4B, 1B vs. 4A, 2A vs. 3B e 2B vs. 3A. 

    Nas semifinais, a classificação segue alguns critérios. Em ordem, cada time é analisado de acordo com a colocação no grupo, pontos na rodada preliminar, diferença de gols na rodada preliminar, gols marcados na rodada preliminar e colocação no torneio. Sendo assim, o primeiro semifinalista será o que tiver melhor desempenho nestes critérios e jogará contra o semifinalista com menos pontos. Já o outro confronto será disputador entre os dois times que ficaram em segundo e terceiro na classificação.

    Como são definidos os confrontos finais?

    Os horário dos jogos são determinados após as quartas de finais. Caso o anfitrião se classifique o jogo inicial é dele, se não for o caso, o jogo inicial fica a cargo do melhor classificado. Os vencedores de cada semifinal se classifica para a disputa da medalha de ouro. As equipes que perderam participam de uma disputa para determinar quem fica com a medalha de bronze.

    As equipes que perderam nas quartas de finais são classificadas de 5 a 8. Seguindo o critério de sua posição no grupo e seu recorde na rodada preliminar (pontos, diferença de gols e gols marcados). O formato dos jogos é o padrão. São três períodos de 20 minutos cada e em caso de empate do placar o jogo irá para overtime e se necessário penalty-shot shootout. As equipes são pontuadas em três pontos para a equipe que vencer no tempo regular, um ponto para ambas as equipes em caso de empate e um ponto a mais para a equipe que vencer no tempo extra. Em caso de empate de pontos por duas ou mais equipes é criado um subgrupo para que elas joguem entre si até que não haja mais empate de pontuação. 

    Novidades na edição de 2020

    Como uma forma de promoção do evento, alguns jogadores e ex-jogadores foram convidados para estar atuando como embaixadores. Alguns desses jogadores, inclusive, já participaram do campeonato em seus tempos de juniores. A ideia é que esses jogadores ajudem a  promover o evento fora da República Tcheca. Para isso eles foram convidados não necessariamente para atuarem como embaixadores de seus países, mas sim dos países que têm certa influência entre os fãs. Como por exemplo o jogador Zbynek Irgl. Ele nasceu em Ostrava mas jogou por muitos anos na KHL e por isso foi convidado como embaixador da Rússia. Entre os embaixadores também estão o ex-jogador e atual técnico da seleção eslovaca Vladimír Vujtek Sr; o ex-winger Petr Hubacek para a Finlândia; ex-Montreal Canadiens Tomas Plekanec para o Canadá e o goleiro do Carolina Hurricanes Petr Mrazek para os EUA. 

    Este ano o campeonato contará com o diferencial de dois mascotes, o que não é comum num campeonato de juniores. Em entrevista para o site da IIHF a secretária geral do comitê de organização do campeonato, Marketa Sterbova contou que o leão foi escolhido por estar inerentemente ligado ao hockey tcheco. Os mascotes escolhidos são Puk e Tuk que já atuam como mascote da equipe nacional da República Tcheca. Os leões foram escolhidos pelos próprios fãs da equipe tcheca em 2016 numa votação online. Porém, para o campeonato, os mascotes receberam uma repaginada para apresentar uma aparência mais moderna e a camisa foi substituída. Agora as novas camisas possuem o logotipo do evento e ambos usaram o número 20. 

    As medalhas foram feitas exclusivamente para o evento. Cada uma delas foi produzida de forma artesanal e o design foi assinado pelo arquiteto e designer Oldrich Sladek. O design das medalhas foi baseado nos recursos comuns das cidades siderúrgicas já que as duas cidades são conhecidas principalmente pela produção de ferro e aço. As medalhas de ouro são feitas com ouro puro de 24k e enquanto as de prata foi deixada nas cores do aço. As medalhas de bronze são douradas com ouro vermelho. Todas elas possuem um tamanho comum medindo 66 milímetros de diâmetro e meio centímetro de espessura. O tema principal da medalha é baseado no logotipo do 2020 IIHF World Junior Championship, a estilização do goleiro. O verso das medalhas apresenta o logotipo da IIHF com os nomes de ambas as cidades anfitriãs.

    Os jogadores

    Tanto  jogadores que já foram draftados quanto atletas que ainda serão elegíveis para o NHL draft, participam do campeonato. Dessa forma, é importante tanto para os times como os fãs ficarem de olho no evento. Em muitos casos um time consegue observar o desempenho de determinado jogador através do World Junior Championship. Isso influencia na hora de selecionar o jogador no draft. Para jogadores que já foram draftados, é o momento de conhecer seu jogo em um evento de grande porte,  é interessante ver como o jogo dele mudou e como ele pode chegar no profissional.

    Para aqueles jogadores que podem ser dispensados pelos seus times da NHL para participar da competição, como o center Kirby Dach do Hawkes, por exemplo, é curioso ver como seu jogo na seleção vai ser influenciado pelo seu tempo na Liga. Entretanto a seleção canadense ainda aguarda a resposta se ele irá ou não participar. No entanto alguns jogadores já foram liberados por seus times, é o caso de Barrett Hayton, que foi selecionado pelo Arizona Coyotes em 2018. O jogador, que chegou a participar de alguns jogos da NHL nesta temporada, foi liberado no dia 12 de dezembro para estar participando do campeonato. O center Joseph Veleno também foi liberado por seu time. O canadense, que joga no Grand Rapids Griffins, afiliado do Detroit Red Wings na AHL, irá se juntar a sua seleção somente após o training camp.

    Outros dois jogadores da AHL também foram liberados por seus times. O defensor Tobias Bjornfot para a equipe sueca e o forward Rasmus Kupari para a equipe finlandesa. Ambos jogam pelo Ontário Kings, equipe da AHL afiliada ao Los Angeles Kings.

    Outros nomes conhecido dos fãs de hockey são dos jogadores Alex Turcotte (prospect do Los Angeles Kings), Cole Caufield (prospect do Montreal Canadiens), Ty Emberson (prospect do Arizona Coyotes) e K’Andre Miller (prospect do New York Rangers); os quatro jogam juntos na Universidade de Wisconsin. Os novatos Turcotte e Caufield foram draftados em 2019 junto com outros jogadores que também irão participar do campeonato. O goleiro Spencer Knight ( prospect do Florida Panthers); os defensores Cameron York ( prospect do Philadelphia Flyers) e Ryan Johnson ( prospect do Buffalo Sabres); e os forwards Trevor Zegras ( prospect do Anaheim Ducks) e John Beecher ( prospect do Boston Bruins) também foram liberados para estarem participando.

    Apesar de grandes nomes dos novatos da NHL não terem sido liberados por seus times. As seleções do Canadá e dos EUA estão com grandes jogadores em seus times e ambas possuem boas chances de chegar às finais. Os jogos do round preliminar acontecerá dos dias 26 a 31 de dezembro. Os playoffs estão marcados para 2020, as quartas de finais acontecerá no dia 02 de janeiro. Enquanto as semifinais estão marcadas para o dia 4 de janeiro e a grande final no dia 05 de janeiro. Para maiores informações aqui.

    Foto: Reprodução/IIHF.com

  • As mudanças na NHL para a próxima década

    As mudanças na NHL para a próxima década

    Nas últimas semanas, pudemos acompanhar diversos relatos de casos de abuso na NHL. Racismo, violência emocional, xenofobia, conduta violenta dentro e fora das quadras de gelo. Comportamentos que são inaceitáveis, e não deveriam possuir espaço no século 21. Uma nova década se iniciará em menos de um mês e a Liga não pode continuar a mesma.

    Sendo assim, após os diversos casos expostos ao público nos últimos dias, o comissário da Liga Nacional de Hockey, Gary Bettman, se encontrou nesta segunda (9) com o Conselho de Governadores desta para decidir certas mudanças em relação a NHL. Principalmente, como a Liga deve se comportar a partir dos próximos anos em relação aos abusos com as próximas gerações de atletas.

    O comunicado

    Bettman inicia explicando que, como uma das maiores ligas de hockey do mundo, a NHL sabe do seu papel em se tornar um exemplo. E que certas condutas, dentro e fora do gelo, são intoleráveis, independente do momento em que ocorreram. Ele também ressaltou a importância do respeito entre todos para um melhor ambiente de trabalho.

    “Agora, obviamente, estamos cientes da conduta que foi e é inaceitável. Se aconteceu há 10 anos ou na semana passada, a resposta deve ser a mesma – é inaceitável. Embora não soubessemos, o fato é que nós, como Liga – em nome de nós mesmos, nossas equipes e nossos jogadores, treinadores, organizações e torcedores – devemos responder de uma maneira clara, significativa e apropriada. Profissionalismo e respeito sempre foram importantes para a Liga, mas agora é um momento particularmente importante para discutir isso, porque todos têm direito a um local de trabalho respeitoso.” (Gary Bettman, para o Site da NHL)

    Seguidamente, explana sobre a necessidade de mudanças na Liga, pois o mundo está constante evolução, e a NHL precisa mudar para melhor junto deste. No entanto, Bettman ainda destaca que é necessário lembrar e reconhecer o comportamento errado do passado, para que todos possam evoluir em prol do hockey e de sua comunidade.

    “O mundo está mudando para melhor. Esta é uma oportunidade, e um momento, para mudanças positivas e essa evolução deve ser acelerada – para o benefício de todos os associados ao jogo que amamos. E mesmo enquanto a mudança está entrando em vigor, ainda precisamos reconhecer coisas que estavam erradas no passado. Esse reconhecimento permite que aqueles que foram prejudicados sejam ouvidos e oferece a todos nós a oportunidade de impedir que essas coisas aconteçam novamente.” Gary Bettman, para o nhl.com

    Mediante às diversas denúncias de abuso dos últimos dias, o comissário volta a reforçar que “Inclusão e diversidade […] são princípios fundamentais para a NHL, e que é por isso que a Liga criou programas como “Learn To Play” e “Hockey is for everyone”. (Bettman para nhl.com)

    Mas, apesar da implementação de ações como estas, com intuito de incluir no esporte todos aqueles que o amam, ainda existe muita negligência da Liga em relação à inclusão e ao não-preconceito. Alguns programas foram criados há alguns anos atrás, portanto, seria natural que as coisas já estivessem caminhando para um rumo de mais mudanças positivas. No entanto, ainda assim assistimos diariamente aos diversos relatos corajosos de jogadores que sofreram abusos devido à sua etnia, orientação sexual, e diversos outros motivos. Como dito antes, inclusão e diversidade são princípios fundamentais da Liga. Todavia, é cada vez mais necessário que estes comecem a sair do papel de uma vez por todas, para o bem da própria NHL, e daqueles que são peça importante para fazer com que esta continue existindo – seus jogadores. 

    A partir disso, Bettman e os comissários citaram algumas propostas que revelam como desejam que a NHL se apresente daqui para frente.

    Comprometimento dos times com a Liga sobre a comunicação dos casos de abuso

    Decidiu-se que, futuramente, diante de condutas abusivas, inapropriadas ou intoleráveis, dentro e fora do gelo, que venham a violar às políticas da Liga, é de extrema importância e necessidade que o time comunique imediatamente o escritório da NHL (Gary Bettman ou Daly). Continua afirmando que haverá tolerância zero em relação a falha na comunicação de assuntos como este, e que, caso aconteça, “o clube e as pessoas envolvidas devem esperar disciplina severa.” (Bettman, nhl.com).

    Em relação ao caso Bill Peters no Carolina Hurricanes, ainda existe confusão entre as declarações de Ron Francis e Peter Karmanos que precisam ser esclarecidas em relação ao caso Michal Jordán e seu companheiro de equipe. Isso por que, nos depoimentos, Francis, na época General Manager dos Cannes, afirma ter feito Peters pedir desculpa a equipe, e diz na declaração à NHL ter “informado à propriedade”. Porém, o dono majoritário do time durante o acontecimento, Peter Karmanos, afirmou ao Seattle Times que não havia sido alertado sobre o caso, e que se tivesse, teria emitido a demissão de Peters. Portanto, essa ainda é uma pendência que o escritório da NHL precisava resolver, e se prontificou a fazê-la o quanto antes.

    No entanto, Bettman afirma que as alegações aos antigos responsáveis pelo time não se aplicam ao atual detentor dos direitos do Cannes, Tom Dudon, que foi um dos primeiros a comunicá-lo quando soube do caso de violência física cometido por Peters.

    Programa anual sobre conscientização da diversidade e inclusão

    O comissário continuou o comunicado afirmando que tinha consciência de que a maioria dos técnicos da Liga não possuem conduta indadequada ou abusiva com seus jogadores e que, por fim, a profissão não merecia ser condenada devido ao comportamento intolerável de alguns destes. Porém, com o intuito de modificar esse tipo de cultura, ficou decidido que a Liga formulará um programa anual obrigatório de aconselhamento, conscientização, educação e treinamento sobre diversidade e inclusão.

    Este programa será necessário para todos os treinadores principais, treinadores de ligas menores contratados pelas equipes da NHL, assistentes técnicos, gerentes gerais e gerentes gerais assistentes. Vamos focar a programação em treinamentos e outros exercícios e iniciativas para garantir vestiários respeitosos, instalações de treinamento, jogos e todas as outras atividades relacionadas ao hockey; e ensinar a garantir as melhores práticas de intervenção dos espectadores, anti-assédio, anti-trote, não-retaliação e anti-bullying.” (Bettman para o site da NHL)

    A intenção é criar a estrutura do programa com a ajuda de profissionais externos na área, e consultar a Associação de Jogadores e a Associação de Treinadores sobre qual a melhor forma de proceder com este. Também afirmaram que irão discutir com a Associação de Jogadores qual seria a melhor maneira de abordar este programas. Assim como a melhor abordagem para introduzir outros programas que serão criados pela Liga, deverão ser apresentado a NHLPA.

    Por fim, sob  comando do vice-presidente executivo da NHL, Kim Davis, será formado um conselho multidisciplinar com o intuito de controlar de perto o andamento destas medidas, programas, disponibilização dos recursos, e etc. 

    A política de zero tolerância

    Seguidamente, Bettman volta a frisar que a conduta inadequada e abusiva entre membros de um clube deverão ser severamente disciplinadas, seja pela própria equipe, ou pela Liga, com o intuito de não repetição desta futuramente.

    “Embora a disciplina, como sempre, deva ser caso a caso – é minha intenção que seja severa, apropriada e projetada para remediar a situação e garantir que a conduta não ocorra novamente.” (Bettman, site da NHL)

    Plataforma para o relato dos casos de abuso

    A NHL decidiu também criar uma plataforma (como uma linha direta, por exemplo), onde se possa relatar os casos de condutas inadequadas de forma anônima. A intenção é garantir que, quem não se sinta segura o suficiente para vir à público relatar o caso, tenha este local para apontar uma preocupação (ou participar de uma investigação de um caso de abuso), sem se sentir retaliado. Bettman garante que todos os casos levantados na plataforma serão levados a sério, e terão o devido acompanhamento. 

    De todas as ligas de esportes do mundo todo, é do conhecimento dos fãs que NHL ainda possui diversos traços de uma cultura do hockey que iniciou há anos atrás. Uma cultura ainda baseada em costumes antigos, de outra época. Mas o mundo está evoluindo, e muitas coisas estão mudando. Não cabe mais ao século 21 abrigar tantos casos não resolvidos de violência física e mental. Abuso é inaceitável em qualquer lugar. E isso se aplica ao hockey. 

    Os jogadores são a alma da Liga. Sem eles, não é possível que a NHL exista. E por serem parte importante deste esporte, merecem se sentir confortáveis o suficiente dentro do seu local de trabalho (local de trabalho que é, na maior parte das vezes, a sua própria casa). A Liga precisa ter em mente os melhores interesses de seus atletas. Precisa condenar os atos de abuso para ontem. Precisa tomar as providências corretas. E precisa, principalmente, fazer com que todas essas medidas saiam do papel. 

    Uma nova década se inicia em 20 dias. E que essas mudanças prevaleçam nesta que vier, e na próxima, e nas outras que virão. A nova geração de atletas precisa de um ambiente mais saudável para desenvolver o hockey. E o hockey precisa de um lugar mais saudável para se desenvolver, crescer e se tornar melhor para toda sua comunidade. 

    Foto Reprodução: Sportsnet.ca