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  • O Colorado Avalanche é o campeão da Stanley Cup 2022.

    O Colorado Avalanche é o campeão da Stanley Cup 2022.

    No último domingo (26), o Colorado Avalanche venceu o jogo 6 contra o Tampa Bay Lightning fora de casa por 2 a 1, com gols no segundo período de Nathan MacKinnon e Artturi Lehkonen e conquistou a Stanley Cup após 21 anos de espera. Este é o terceiro título da franquia.

    Quarenta e oito horas depois de desperdiçar a chance de conquistar a Stanley Cup em casa, na Ball Arena, os Avs chegaram calmamente a Tampa, acreditando em seu jogo, confiantes que a vitória viria, para enfim encerrar a campanha vencedora do Lightning, campeão das duas últimas temporadas.

    “Esses caras dentro do vestiário e dentro da organização trabalharam muito duro e estou muito feliz e orgulhoso de ver esses campeões patinando no gelo”, disse Landeskog, que se tornou apenas o quarto capitão da Liga nascido na Europa. Juntando-se a Zdeno Chara (Boston), Alexander Ovechkin (Washington) e o também sueco Nicklas Lidstrom (Detroit).

     

    O caminho para a vitória neste jogo 6

    A pós-temporada do Colorado Avalanche foi um tour de force de habilidade (MacKinnon e Makar liderando o caminho) e garra (contribuições incontáveis ​​de jogadores que nem estavam na escalação quando os playoffs começaram no mês passado). O time foi sensacional na sua campanha, nunca perdendo em jogos consecutivos de suas séries.

    Após começar perdendo por 1 a 0, a equipe de Denver assumiu o controle da partida, virou o placar e, sem maiores sustos, administrou o resultado, batendo os Bolts por 2 a 1, em plena Amalie Arena. Artilheiro do time, o defensor Cale Makar venceu o Conn Smyther Trophy, prêmio para o MVP das finais.

    Precisando vencer a todo custo para forçar a sétima partida em Denver, o Tampa Bay começou muito bem. O capitão Steven Stamkos abriu o placar, ainda no primeiro período, em um gol com o perfil do atual bicampeão: rápida troca de passes, defesa adversária “batendo cabeça” e definição diante do goleiro.

    A exemplo dos jogos 3 e 5, o Lightning teve o controle do primeiro período e parecia que estava tudo encaminhado para a vitória, provocando assim, o sétimo jogo da série.

    Porém, a história mudou com apenas dois minutos de segundo período. Nathan MacKinnon recebeu passe de Bowen Byram e bateu de primeira para empatar a partida para o Avalanche.

    Em um cenário que se repetiu muitas vezes nestas finais, o técnico dos Bolts, Jon Cooper, muito irritado do seu banco de reservas, pediu revisão. Ele protestou contra o gol, alegando que o lance deveria ter sido parado antes do chute de MacKinnon devido a uma “delayed penalty”, entretanto, após revisão, a arbitragem concluiu que a jogada foi legal.

    Mesmo com a reclamação e o jogo parado por alguns minutos, o ritmo de jogo do Colorado não esfriou. O time de Denver tomou o controle da partida para si, ditou o ritmo e chegou ao segundo gol com o início da jogada em MacKinnon e definição de Artturi Lehkonen, praticamente garantindo o título.

    É curioso e gratificante que MacKinnon esteve envolvido em ambos os gols desta vitória de campeonato pois, nos dois anos anteriores ele teve que suportar a pressão das derrotas sofridas na segunda rodada para Dallas e Vegas.

    MacKinnon agora se juntou a um grupo distinto de campeões da Copa que inclui Stamkos, Ovechkin e Sidney Crosby, entre outros.

    “É difícil descrever, honestamente”, disse Nathan. “A melhor parte é compartilhá-lo com meus companheiros de equipe e meus irmãos.”

    Após este baque, o Lightning ficou completamente perdido no gelo e só não sofreu mais gols porque o time possui Andrei Vasilevskiy como goleiro, que nunca decepciona.

    O time da casa chegou a ficar metade do terceiro período sem chutar a gol. Quando, enfim, acordou, esteve perto de empatar com Nikita Kucherov, mas, se Tampa Bay tinha Vasilevskiy, Colorado contou com seu goleiro, Darcy Kuemper.

    Muito criticado, o goleiro titular dos Avs chegou a ser descartado para as finais, devido a uma lesão na série contra o St. Louis Blues. De volta para os confrontos decisivos, Kuemper teve atuações seguras quando precisou e foi importante para a conquista.

    “Foi um dos nossos melhores períodos do ano”, disse Kuemper. “Nós conversamos sobre isso no intervalo sobre manter o pé no acelerador e continuar levando isso para eles e foi o que fizemos.”

    Às 22h48 na hora local, o Colorado Avalanche se consagrou campeão da Stanley Cup 2022.

    “Foi um grande alívio”, disse Jared Bednar, técnico dos Avs. “Fiquei um tempo incrédulo. Os caras já estavam no gelo e leva um momento ou dois para entender. É difícil de acreditar porque estamos trabalhando para isso há seis anos em uma jornada com esses caras e construindo o time.

     

     

    Como Colorado chegou ao topo

    A escalada do Colorado Avalanche ao topo da NHL foi literalmente de terrível a incrível. Na temporada 2016-17, Bednar era um treinador novato e seu elenco era jovem e ainda não estava pronto para vencer. Os Avs venceram apenas 22 dos 82 jogos e sofreram seis sequências de derrotas de pelo menos cinco jogos. O gerente geral Joe Sakic, entretanto, não entrou em pânico, optando por ficar com Bednar na visão de que ele cresceria junto com a sua equipe. Sakic estava certo.

    26 de junho de 2022 juntou-se a 10 de junho de 1996 e 9 de junho de 2001 como datas de glórias do Avalanche. Os Avs se tornaram apenas o quarto campeão da Copa desde 1968 a vencer todas as quatro séries que disputou nos playoffs. Durante os dois primeiros títulos, foi Sakic quem recebeu a Taça de Bettman.

    “Às vezes você precisa passar por momentos difíceis para eventualmente ter isso”, disse Sakic. “Valeu muito a pena. Uma corrida incrível deste grupo.”

     

    Curiosidades sobre este time campeão 

     

     Cale Makar foi o MVP dos playoffs

    Artilheiro do time nos playoffs com 29 pontos, sendo oito gols e 21 assistências e 119 pontos em 82 jogos da temporada regular, o defensor Cale Makar foi eleito MVP das finais e recebeu o Conn Smythe Trophy. Além de ter aceito o Troféu Norris em um evento de 21 de junho em Tampa, batendo os colegas finalistas Roman Josi e Victor Hedman.

    Ele se tornou o terceiro jogador a ser eleito MVP dos playoffs e defensor do ano na mesma temporada. Antes, apenas Bobby Orr, campeão com o Boston Bruins em 1970 e 1972, e Nicklas Lidstrom, campeão com o Detroit Red Wings em 2002 haviam alcançado o feito.

     

     Uma campanha vitoriosa

    Na temporada regular, o recorde de 56-19-7 resultou em 119 pontos, garantindo ao Colorado o segundo lugar geral na liga, primeiro lugar geral no oeste e mando de gelo contra praticamente qualquer time na pós-temporada.

    Nos playoffs, venceu 16 jogos e perdeu apenas quatro. Foram duas séries vencidas por 4 a 0 e duas por 4 a 2.

    A franquia prepara uma grande festa em Denver, agendada para quinta-feira (30) com o tradicional desfile de campeões.

     

     A celebração do título

    Para celebrar o título, o time irá desfilar com o troféu pelas ruas de Denver. O evento será hoje quinta-feira (30) às 9h, no parque Civic Center com música ao vivo, carreatas de destaque da temporada dos Avs e uma transmissão ao vivo do desfile. O palco será nos degraus superiores do City and County Building, no Civic Center Park. Telões estarão posicionados na Bannock Street e em todo o parque.

     

     Logan O’Connor, do Colorado Avalanche, é o 33º jogador de todos os tempos a vencer campeonatos da NCAA e NHL

    O atacante do Avalanche, marcou ainda mais seu nome na história do hóquei de Colorado, tornando-se o 33º jogador de todos os tempos a vencer um campeonato nacional da NCAA e uma Copa Stanley.

    O’Connor ajudou a Universidade de Denver a conquistar o título da NCAA de 2017 em Chicago e conquistou a Stanley Cup com os Avs no último domingo.

    O’Connor é apenas o segundo ex-pioneiro a vencer a Stanley Cup. John MacMillan conquistou títulos da NCAA com o Denver University em 1958 e 1960 antes de vencer a Stanley Cup com o Toronto Maple Leafs em 1962 e 1963. 

     

     Andre Burakovsky jogou uma série com o tornozelo quebrado e quebrou o polegar nestas finais

    Após a vitória do Avalanche na final da Stanley Cup na noite de domingo, o ala Andre Burakovsky revelou que quebrou o polegar direito no jogo 2 contra o Tampa Bay e ficou seis dias fora para a cirurgia.

    Ele disse ao The Denver Post que tentou retornar para os Jogos 5 e 6, mas “foi muito doloroso”.

    “Eu estava pelo menos dando uma chance. Tentamos fazer de tudo – gesso, anestesiando meu polegar todos os dias para tentar voltar”, acrescentou.

    Burakovsky quebrou um tornozelo no jogo 2 das finais da Conferência Oeste contra o Edmonton, e voltou no jogo 4 para ajudar o Colorado a varrer a série. Ele se tornou o herói do jogo 1 contra o Tampa Bay, marcando um gol na prorrogação, e produziu um gol e uma assistência no jogo 2 antes de bloquear um passe com o polegar.

     

     Nazem Kadri faz história como o primeiro muçulmano a vencer a Stanley Cup

    Kadri, o primeiro muçulmano a ganhar a Stanley çup

    Em sua terceira temporada com o Colorado Avalanche, Kadri lutou contra uma lesão no polegar sofrida na final da Conferência Oeste contra Edmonton, que o manteve fora da escalação por quase três semanas.

    Ele marcou apenas um gol na final, mas foi enorme: deu ao Avalanche uma vitória na prorrogação e uma vantagem de 3 a 1 na série no jogo 4 da série.

    Com a vitória no campeonato, acredita-se que Kadri seja o primeiro muçulmano a vencer a Stanley Cup como jogador desde que o troféu foi concedido pela primeira vez em 1893.

    Kadri cresceu em Londres, Ontário, com seus avós paternos e seu pai, Sam, vindos do Líbano.

    A família Kadri foi aberta sobre os ataques à sua fé. Durante a segunda rodada da equipe contra o St. Louis Blues, a esposa de Kadri, Ashley, compartilhou mensagens racistas que a família recebeu no Instagram.

    “Para nós, somos canadenses de coração, em primeiro lugar – e temos orgulho de ser canadenses muçulmanos. E acho que vai fazer muito pelas gerações mais jovens”, disse Sam Kadri a Luke Fox, da Sportsnet. “Espero que tiremos esse estigma de racismo de qualquer esporte, de nossa cultura, de nossa sociedade.”

     

    E para fechar nossas curiosidades desta final de Stanley Cup, saiba que Corey Perry conseguiu perder os últimos três títulos da NHL em três times diferentes

    Este foi um ano em que o Colorado mostrou a que veio e provou porque atualmente é uma das melhores equipes da NHL, não é qualquer equipe que conseguiria bater os atuais bi-campeões da Stanley Cup, muita garra, entrosamento e trabalho foi necessário para este time marcar seu nome na história.

     

    Foto: Reprodução / usatoday.com

  • Tampa Bay Lightning vence Jogo 5 e é campeão da Stanley Cup

    Tampa Bay Lightning vence Jogo 5 e é campeão da Stanley Cup

    Quem imaginou lá no começo da temporada que o Tampa Bay Lightning chegaria novamente à Final da Stanley Cup? Pois eles chegaram e mostraram por que são a melhor equipe atualmente na NHL.

    Com o psicológico totalmente preparado para uma final de campeonato, a equipe mostrou seus pontos fortes e explorou o erro adversário. Com jogos impecáveis e milagres realizados por Andrei Vasilevskiy, o time da Flórida garantiu o título pelo segundo ano consecutivo.

    Esta série contra o Montreal Canadiens poderia ter sido uma varrida no jogo da segunda-feira (05) passada, constatando que atualmente não existe equipe com sinergia melhor do que os Bolts. Mas jogando em casa, os Habs procuraram não fazer feio e acordar para a série, uma reação tardia para um time que há 28 anos não chegava em uma Final de Stanley Cup.

    Resumo do Jogo 4

    Com o jogo realizado no Bell Centre e sem poder perder de jeito algum, os Canadiens se inspiraram na força dos fãs para pressionar os Bolts durante todo o jogo. Mas, usando e abusando dos contra-ataques, o time visitante chegava perto do gol de Carey Price. Foram 12 finalizações contra apenas 5 de Montreal no primeiro período, mas quem abriu o placar foi o time da casa. Faltando quatro minutos para o fim do período, Nick Suzuki fez uma linda jogada individual e achou Josh Anderson que, de primeira, bateu Andrei Vasilevskiy e fez 1 a 0 para os Habs.

    Com 3 a 0 na série, o Lightning queria decidir no Jogo 4 e entrou no segundo período pressionando ainda mais o gol de Price, que seguiu fazendo os seus milagres. Já no fim do período, Ryan McDonagh roubou o disco na zona ofensiva e finalizou. Price defendeu, mas o rebote sobrou para McDonagh que achou Barclay Goodrow para finalmente marcar o primeiro gol do Lightning na partida.

    Com ambas as equipes nervosas no começo do terceiro período, poucas chances surgiram dos dois lados, com os times não querendo correr riscos. Até que aos oito minutos, Alexander Romanov disparou de longa distância e se tornou o mais jovem defensor a marcar um gol em uma série final de Stanley Cup, fazendo 2 a 1 para os Canadiens. Mas a vantagem não durou muito. Cinco minutos depois, em mais um roubo do disco, Mathieu Joseph disparou para a zona ofensiva e achou Pat Maroon, que só teve o trabalho de empurrar o puck para o gol de Price, empatando a partida em 2 a 2.

    Quando tudo indicava prorrogação, um lance chegou perto de decidir o título a um minuto do fim. O capitão de Montreal, Shea Weber, foi penalizado com 4 minutos após um high sticking em Ondrej Palat, que acabou sangrando com a infração, causando uma dupla penalidade. Tampa Bay tentou, mas não conseguiu marcar no tempo regulamentar com a vantagem numérica, e a partida foi para a prorrogação.

    No tempo extra, o Lightning teve três minutos jogando no 5 contra 4, mas a melhor chance de gol foi dos Canadiens, que lideraram a temporada regular com nove gols na desvantagem numérica. Com o time completo, Anderson roubou o disco de Victor Hedman e puxou o contra-ataque. Ele passou para Cole Caufield, que finalizou, mas Vasilevskiy defendeu, e, no rebote, Anderson deu a vitória aos Canadiens para a explosão dos fãs, dentro e fora do Bell Centre.

    Josh Anderson se consagrou o herói da partida e forçou o Jogo 5 que ocorreu ontem (07) na Flórida.

    Resumo do Jogo 5

    Nesta quarta-feira (7), o Tampa Bay Lightning recebeu o Montreal Canadiens na Amalie Arena, para o Jogo 5 da Final da Stanley Cup. Em uma partida bastante disputada, o novato Ross Colton marcou o gol decisivo no segundo período e o Lightning venceu por 1 a 0. O time confirmou assim a segunda Stanley Cup seguida da franquia em menos de um ano, e a terceira de sua história (a primeira foi conquistada no ano de 2004, derrotando o também canadense Calgary Flames).

    O Lightning é o primeiro time a repetir o título da Stanley Cup desde as conquistas do Pittsburgh Penguins em 2016 e 2017.

    O primeiro período foi bastante movimentado, com muito jogo físico (41 hits no total) e os nervos à flor da pele. As duas equipes criaram boas chances no ataque. Tampa Bay chegou mais vezes perigosamente na zona ofensiva do que Montreal (13 disparos dos Bolts contra 4 dos Habs). Porém, os anfitriões não conseguiram converter suas oportunidades em gol, parando vez ou outra nas defesas do goleiro Carey Price. Para os Canadiens, restava tentar resistir à pressão adversária através de seu excelente penalty kill, que, por fim, funcionou muito bem novamente.

    O segundo período da partida trouxe uma árdua disputa pelo disco e muita correria. Os visitantes equilibraram o confronto e, no 5-on-5, obtiveram algumas boas jogadas. Porém, o máximo que os Habs conseguiram foi levar o goleiro Andrei Vasilevskiy a executar intervenções importantes, mas nada difíceis.

    O jogo seguiu equilibrado até os 13:27, quando finalmente saiu o zero do placar. Após forte batalha pela posse do disco na borda do gelo na zona ofensiva, a sobra ficou com Ryan McDonag. Ele passou o disco a David Savard e este encontrou o novato Ross Colton entre a defesa de Montreal. Só foi preciso desviar o passe para o fundo do gol de Price para fazer 1 a 0.

    Os últimos 20 minutos foram de fortes emoções na Amalie Arena. Montreal tentou de todas as formas marcar o gol que seria sua sobrevivência no campeonato, mas não foi capaz de gerar o empate. Sempre que necessário, Vasilevskiy executou as defesas e garantiu segurança à defesa dos Bolts. Tampa Bay dominou o período, administrando a curta vantagem até o momento de iniciar a festa do bicampeonato, levando sua torcida ao delírio.

    Algumas estatísticas da série entre Lightning e Canadiens

    Josh Anderson marcou duas vezes no Jogo 4 e se tornou o segundo jogador na liga a marcar vários gols para ajudar seu time a evitar a eliminação e se manter vivo na Final da Stanley Cup.

    – Tampa Bay se tornou apenas a sétima franquia na era de expansão da NHL (desde 1967-68) a conquistar a Stanley Cup consecutivamente em casa. Anteriormente Edmonton (4: 1984, 1985, 1987 e 1988), Montreal (3: 1968, 1979 e 1993), NY Islanders (3: 1980, 1981 e 1983), Detroit (2: 1997 e 2002), New Jersey (2: 1995 e 2003) e Los Angeles (2: 2012 e 2014) fizeram isso.

    – Andrei Vasilevskiy possui um recorde na carreira de 17-7 após uma derrota na pós-temporada (2,06 GAA, 0,926 SV%, 4 SO), incluindo uma marca de 13-0 do início dos playoffs de 2020.

    – Os Canadiens são apenas a quarta equipe em mais de 30 anos a ter quatro ou mais jogadores, cada um com 21 anos ou menos, com pelo menos um gol nos Playoffs da Stanley Cup. Os times são: Maple Leafs em 2018 (5) e 2017 (4), bem como os Bruins de 2008 (4).

    – Os Canadiens viram um jogador de até 21 anos registrar pelo menos um ponto em 12 jogos consecutivos desde o Jogo 3 da segunda rodada. Apenas três times na história da NHL tiveram uma sequência mais longa: North Stars (18 GP em 1981), Hurricanes (15 GP em 2006) e Rangers (13 GP em 1979).

    – Com sua sétima defesa realizada no jogo de ontem (07), Carey Price se tornou o terceiro goleiro dos Canadiens desde 1955-56 (quando os chutes a gol começaram a ser controlados) a registrar pelo menos 600 defesas em uma única pós-temporada. Os outros recordistas: Ken Dryden (648 em 1971) e Patrick Roy (601 em 1993).

    – Ross Colton marcou seu quarto gol nos playoffs da Stanley Cup de 2021, empatando com seu oponente Cole Caufield com o maior número de gols entre os novatos nesta pós-temporada. Colton (4-2—6 em 23 GP) estabeleceu um recorde para a franquia Lightning com a maioria dos gols de um novato em um único ano de playoffs, substituindo Cedric Paquette (3-0—3 em 2015).

    – Andrei Vasilevskiy (14 defesas) foi perfeito e se tornou o sexto goleiro na história da NHL, e o segundo no Lightning, a registrar pelo menos cinco shutouts em uma única pós-temporada. Martin Brodeur (7 em 2003 com NJD), Dominik Hasek (6 em ​​2002 com DET), Nikolai Khabibulin (5 em 2004 com TBL), Miikka Kiprusoff (5 em 2004 com CGY) e Jean-Sebastien Giguere (5 em 2003 c / ANA) são os únicos goleiros a alcançar o feito.

    – Ross Colton se tornou o sétimo estreante na história da NHL a marcar um gol decisivo na Stanley Cup, e apenas o segundo na era moderna (desde 1943-44), juntando-se a Mike Rupp (Jogo 7 em 2003 com NJD), Roy Conacher (Jogo 5 em 1939 com BOS), Johnny Gagnon (Jogo 5 em 1931 com MTL), Nels Stewart (Jogo 4 em 1926 com MMR), Howie Morenz (Jogo 2 em 1924 com MTL), Corb Denneny (Jogo 5 em 1918 com TAN).

    – Ross Colton se tornou o primeiro jogador na era de expansão da NHL a conquistar o segundo campeonato consecutivo de uma franquia sem ter seu nome na Stanley Cup no ano anterior. Os únicos outros jogadores na história da liga a alcançar o feito são Johnny Gagnon em 1931 (com MTL), Cal Gardner em 1949 (com TOR) e Andy Bathgate em 1964 (com TOR).

    – Depois que o Lightning venceu a Stanley Cup de 2020 em uma temporada prolongada, que durou 363 dias devido a uma pausa causada pela pandemia COVID-19, eles estão levantando o troféu novamente apenas 282 dias depois. Tampa Bay conquistou seu terceiro campeonato na história da franquia, somando-se aos títulos conquistados em 2004 e 2020.

     – O Lightning se tornou a nona franquia diferente a se repetir como campeões da Stanley Cup e a quinta a fazê-lo entre os clubes que se juntaram à NHL em 1967-68 ou mais tarde, juntando-se aos Flyers, Islanders, Oilers e Penguins.

    – As três vitórias da Stanley Cup em Tampa Bay (2004, 2020 e 2021) perdem apenas para Detroit (4: 1997, 1998, 2002 e 2008) para o maior número de títulos entre todas as equipes desde que o Lightning entrou na NHL em 1992-93.

    – Andrei Vasilevskiy (Tyumen, Rússia) é o primeiro goleiro nascido fora da América do Norte a ser nomeado MVP da Final. No geral, isso marca a 17ª vez que um goleiro recebe o Conn Smythe Trophy desde o início do prêmio em 1964-65.

    – Pat Maroon se tornou o primeiro jogador a ganhar três Stanley Cups consecutivas desde que vários jogadores o fizeram com a dinastia Islanders de 1980 a 1983.

     – As três vitórias da Stanley Cup de Pat Maroon estão empatadas em maior número entre os jogadores ativos. Ele se iguala a Sidney Crosby, Marc-Andre Fleury, Niklas Hjalmarsson, Patrick Kane, Duncan Keith, Kris Letang, Evgeni Malkin e Jonathan Toews.

     – Julien BriseBois, que adquiriu jogadores importantes como Pat Maroon, Blake Coleman, Barclay Goodrow, Jan Rutta e David Savard depois de ser nomeado para o cargo em 11 de setembro de 2018, tornou-se o segundo GM na história da NHL a ganhar o título da Stanley Cup consecutivamente nas suas três primeiras temporadas dentro de uma franquia, juntando-se ao executivo de longa data do Canadiens, Sam Pollock (2 de 1964-65-1966-67).

    Conn Smythe Trophy

    Andrei Vasilevskiy conquistou o Troféu Conn Smythe e foi eleito o jogador mais valioso dos Playoffs da Stanley Cup na quarta-feira.

    Vasilevskiy foi nomeado após ter ajudado o Tampa Bay Lightning a se consagrar novamente campeão da Stanley Cup. Ele fez 22 defesas na vitória por 1 a 0 sobre o Montreal Canadiens no Jogo 5 da final na Amalie Arena.

    Vasy obteve 16-7 nos playoffs com cinco shutouts, uma porcentagem de defesas de 0,937 e uma média de 1,90 gols sofridos em 23 partidas. Ele teve 7-0 em jogos, após uma derrota em cada uma das últimas duas pós-temporadas.

    Ele encerrou cada série desta pós-temporada com um shutout, incluindo 1-0 contra o New York Islanders no Jogo 7 das Semifinais da Stanley Cup, e cinco consecutivas, contando desde a vitória por 2-0 no Jogo 6 da Final da Stanley Cup contra o Dallas Stars na última temporada.

    É o primeiro goleiro na história da NHL a conseguir um shutout em cinco vitórias de série consecutivas. Ele também é o primeiro a fazer isso quatro vezes em uma única pós-temporada.

    “Obviamente, toda a equipe merece isso com certeza”, disse Vasilevskiy. “Só para ter cinco shutouts em um playoff, é tudo uma questão de equipe, com certeza. Conseguimos fechar os times quatro vezes seguidas em jogos importantes, simplesmente incrível. Não posso dizer mais. Não é sobre mim, é sobre nosso time.”

    Vasilevskiy disse que não ouviu quando o comissário da NHL Gary Bettman o anunciou como o vencedor de Conn Smythe e pensou que o troféu seria concedido ao atacante Nikita Kucherov, que liderou a NHL nesta pós-temporada com 32 pontos (oito gols, 24 assistências), ou o center Brayden Point, que liderou com 14 gols.

    “Foi uma grande surpresa”, disse Vasilevskiy.

    “‘Vasy foi excelente”, disse Kucherov. “MVP. Eu dizia a ele todos os dias: ‘Você é o MVP, você é o melhor jogador.’ … Vasy levou ambas as taças. Ele levou MVP. E eu continuo dizendo a ele que ele é MVP, ele é o cara, ele é o melhor. Ele estava centrado hoje. Ele nos manteve no jogo. Outro shutout dele. Notável.”

    Vasilevskiy é um dos três goleiros da NHL com cinco shutouts em vitórias decisivas na série, juntando-se a Chris Osgood (Detroit Red Wings) e Clint Benedict (Ottawa Senators). Ele é o terceiro a ter um shutout em dois jogos decisivos da Stanley Cup, juntando-se a Benedict (1923, 1926) e Bernie Parent (1974, 1975 com o Philadelphia Flyers).

    Grandes momentos da Final

    Gol decisivo de Colton
    Momento em que se consagram campeões
    Entrevista lendária de Nikita Kucherov
    Momento de levantar a taça
    Vasileviskiy levando o MVP do campeonato
    Segunda Stanley Cup de Jon Cooper
    Brayden Point: destaque da equipe do Bolts

    Esse time de Tampa Bay fez uma temporada memorável e é sem dúvida a melhor franquia atualmente na NHL. Nomes como Nikita Kucherov, Brayden Point, Andrei Vasilevskiy, Pat Maroon e Victor Hedman ficarão para sempre na história da franquia e na história da liga.

    Acreditamos que foi uma conquista merecida e já estamos com saudade do campeonato. A cobertura dos playoffs pelo NHeLas fica por aqui. Agradecemos a todos que acompanharam conosco mais um ano de NHL. Nós nos encontramos de novo em breve, e quem sabe dessa vez o seu time pode levar a tão cobiçada Stanley Cup.

    Foto: Reprodução/nbcsports.com

  • Tampa Bay Lightning lidera Final da Stanley Cup por 3-0

    Tampa Bay Lightning lidera Final da Stanley Cup por 3-0

    O Tampa Bay Lightning começou sua série contra o Montreal Canadiens na última segunda (28). Os dois times se classificaram para a Final da Stanley Cup de 2021 depois de derrotarem o New York Islanders e o Vegas Golden Knights, respectivamente. Após os três primeiros jogos da disputa, a equipe da Flórida, que começou jogando em casa, lidera a série por 3-0 e está a uma vitória de ganhar sua segunda Stanley Cup consecutiva. 

    A próxima, possivelmente última, partida acontecerá no Canadá. O time de Montreal vai precisar fazer ajustes e quem sabe alguns milagres para conseguir mudar o rumo da série e balançar mais vezes as redes protegidas por Andrei Vasilevskiy, no lado adversário do gelo.

    Recapitulando a série até aqui

    No primeiro jogo, Tampa apareceu relativamente mais. Logo no primeiro tempo tivemos gol de Erik Cernak, seu primeiro nesses playoffs. Aos 5:42 do segundo tempo, foi a vez de Yanni Gourde, mas Montreal que tentava aparecer mais no jogo do que no primeiro tempo, surgiu no placar com um gol de Ben Chiarot, também seu primeiro na pós-temporada.

    O início do terceiro tempo começou então com o placar marcando 2-1 para o time da Flórida. Os Canadiens conseguiram mais momentum nesse período comparado com os anteriores, no entanto, foram os Bolts que marcaram. Nikita Kucherov fez 2, um aos 2:00 e o segundo aos 11:25. Em uma partida que já estava 4-1 para os donos da casa, Joel Edmundson cometeu uma penalidade por roughing contra Yanni Gourde, dando um último powerplay para o Lightining. 

    Como diz o ditado, “third time’s a charm”, em seu terceiro powerplay da noite o Tampa Bay Lightning marcou 5-1 contra o Montreal Canadiens, com um gol de Steven Stamkos. O time de Quebec ainda tentou resistir, mas o apito final veio e não teve jeito. 

    No segundo jogo, Montreal chegou de estratégia nova e fez 43 SOG comparados com os 19 do jogo anterior, mas Vasilevskiy estava inspirado. Nesse primeiro tempo não tivemos nenhum gol. 

    Já no segundo período, Anthony Cirelli colocou Tampa na liderança, mas Nick Suzuki empatou tudo com um gol de powerplay. Só que faltando segundos para o fim do período, Barclay Goodrow roubou o puck na zona neutra e fez um passe para Blake Colemon, que marcou 2-1 para Tampa, faltando 2 segundos para o período acabar.

    No último tempo apesar das tentativas, Montreal não conseguiu vencer o combate contra Vasilevskiy. Foi a vez de Ondrej Palat marcar, sem assistência, 3-1 para o time da Flórida e colocar sua equipe na liderança da série por 2-0. 

    O terceiro jogo aconteceu no Canadá na sexta (2), para uma arena com 3500 fãs, que se fosse apenas pelo vocal diríamos que havia pelo menos o dobro disso. Mas nem o apoio dos torcedores foi suficiente para garantir a vitória dos Habs, que com uma defesa quase inexistente continuou cometendo erros importantes. 

    Os Bolts começaram a partida já garantindo a liderança por 1-0 logo no primeiro minuto, e menos de dois minutos depois marcaram o segundo. Mas Philip Danault aos 11:16 colocou Montreal no placar. 

    No segundo tempo tivemos gols em momentos e ordens similares do primeiro. Isso porque Nikita Kucherov marcou ao 1:40, seguido por Tyler Johnson aos 3:33 fazendo 4-1 para Tampa. Nick Suzuki fez o dos Canadiens aos 18:04, terminando o período em 4-2 para o time convidado.

    No último tempo, Tyler Johnson fez mais um, sem assistência, já aos 15:19 e foi seguido por Corey Perry, 40 segundos depois, dando uma leve esperança para os torcedores do time da casa. Mas infelizmente não durou muito. Aos 16:48 em uma empty net, Blake Colemon terminou de fechar o caixão dos Habs marcando 6-3 para o Tampa Bay Lightning. Que levou então a terceira partida seguida da série. 

    O quarto jogo da final acontece nesta segunda-feira (5). Será a segunda partida no Centre Bell, em Montreal, com início às 21h (Horário de Brasília) e transmissão ao vivo no Brasil pela ESPN. A taça Stanley estará presente na partida, já que, se ganhar hoje, o Lightning será vencedor do troféu pelo segundo ano consecutivo.

    Estaremos acompanhando de perto a possível decisão dessa noite, desde o momento que o puck tocar no gelo até o apito final. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • A conquista da Stanley Cup 2019 pelos Blues

    A conquista da Stanley Cup 2019 pelos Blues

    “Milagres acontecem”.

    Essa foi uma das frases mais proferidas pelo fã de hockey após assistir o St. Louis Blues na temporada 2018/19. No entanto, ‘milagre’ talvez não seja o termo ideal para se referir a ocasião. ‘Trabalho árduo’ são as palavras corretas. 

    De underdogs, ocupando o último lugar na tabela, o time de St. Louis escalou para as primeiras posições da divisão central, eliminou quatro grandes times nos playoffs e, assim, garantiu a primeira Stanley Cup desde sua criação, em 1967.

    Mas a jornada percorrida pelo time foi longa e cheia de desafios. E conquistas assim precisam ser documentadas.

    Portanto, em mais uma edição do “10 for 10”, vamos falar sobre como o St. Louis Blues, mesmo diante de um cenário nada propício, derrubou seus obstáculos e se tornou o campeão da Stanley Cup 2019.

    A pré-temporada dos Blues

    Após uma temporada 2017/18 devastadora, o St. Louis Blues sabia que algumas mudanças precisariam ser realizadas para que o desempenho da equipe melhorasse na próxima. 

    Sem a classificação para os playoffs de 2018, a equipe deu início às novas contratações mais cedo. Em maio do mesmo ano, o time anunciou Mike Van Ryn como seu novo técnico assistente, após Darryl Sydor, que ocupava o cargo, não ter renovado o contrato com os Blues por motivos familiares. 

    No entanto, essa não foi a única aquisição do time durante a pré temporada. David Perron, que havia saído dos Blues em 2017 para disputar uma temporada com o novo time de expansão da época, o Vegas Golden Knights, acabou voltando para a equipe de St. Louis. 

    Dessa vez, o jogador assinou um contrato que garantiu sua estadia no time por mais 4 temporadas. Tyler Bozak também veio para reforçar a equipe durante a free agency de 2018, assim como Patrick Maroon e Jordan Binnington, em contrato de duas vias. 

    Mas a trade com o Buffalo Sabres, onde o St. Louis acabou adquirindo Ryan O’Reilly, foi uma das mais rentáveis contratações para a equipe. Isso porque, na temporada 2018/19, o jogador se mostraria um grande reforço para o ataque dos Blues e se tornaria peça importante na conquista da Stanley Cup em 2019. 

    Porém, inicialmente, as importantes contratações na pré-temporada não pareceram ser o suficiente para ajudar no desempenho do St. Louis.

    A temporada  

    O start dos Blues na temporada 2018/19 não foi o melhor já feito pelo time. Após a derrota para o Winnipeg Jets em sua estréia, a equipe viu seu desempenho cair drasticamente no primeiro mês da competição. Do 10 jogos disputados em outubro, o time se saiu vitorioso em apenas três. Assim, adquiriu 4 derrotas em tempo regular e outras três em overtime, somando apenas nove pontos na tabela.

    Em novembro, o time ainda parecia não ver a luz no fim do túnel. Foram 14 jogos disputados que resultaram, por fim, em apenas seis vitórias. Os placares extensos das derrotas apenas reforçaram ainda mais a decaída de desempenho da equipe.

    E a demissão do técnico, Mike Yeo, ao fim do mês apenas ressaltou a má fase dos Blues. Como solução imediata, o time optou por promover Craig Berube, que atuava como técnico assistente da equipe desde 2017, para a posição de técnico interino da equipe. 

    Mesmo com problemas internos e polêmicas que giravam em torno do time de St. Louis, Berube tentou ao máximo guiar os Blues em outra direção. Uma que, futuramente, pudesse resultar em um melhor desempenho da equipe. E apesar de não terem sido gigantes,  as mudanças realizadas pelo novo técnico começaram a ser notadas em dezembro. 

    O número de derrotas, apesar de não ter sido o ideal, acabou não ultrapassando a quantidade de vitórias. Uma diferença se compararmos com o desempenho da equipe no mês anterior. E dessa forma, após 37 jogos disputados, o St. Louis finalizou 2018 com 34 pontos. Número que não colocou os Blues no topo da tabela, mas que foi o suficiente para mostrar que, talvez, Berube pudesse mudar o destino da equipe em 2019.

    A grande virada

    E foi o que aconteceu. Das 11 partidas que o time disputou em janeiro de 2019, sete resultaram em vitórias. Além disso, a equipe sofreu apenas quatro derrotas em tempo regular e uma em overtime. 

    Um dos principais fatores a influenciar positivamente no desempenho dos Blues foi Jordan Binnington. O goleiro, que assinou um contrato de duas vias com o time em julho de 2018, não havia disputado tantas partidas com a equipe até o momento, já que Jake Allen ainda ocupava a posição de goleiro titular. 

    Mas a chegada de Berube acabou se mostrando uma oportunidade para Binnington, que foi chamado para o time após os Blues terem iniciado janeiro com o pior recorde da temporada. E o sucesso do jogador foi imediato: das 7 partidas em que iniciou nas redes dos Blues no mês, o goleiro venceu cinco. 

    Em fevereiro, notando seu grande desempenho, Berube optou por continuar com Binnington nas redes. E o sucesso do time continuou a prevalecer, pois dos 14 jogos disputados no mês, os Blues saíram-se vitoriosos em 12. Assim, somando apenas duas derrotas (uma em tempo regular e outra em overtime), o time conquistou seu melhor recorde em toda a temporada. 

    Apesar da leve decaída em março, o St. Louis ainda conseguiu se manter perto da zona de classificação para os playoffs, com 8 vitórias em 15 jogos. Em abril, o time continuou o bom desempenho. Tal qual que garantiu à equipe uma boa posição na tabela.

    Com o Fim da temporada regular eapós os 82 jogos mais desafiadores da história do St. Louis Blues, uma colocação no último lugar da tabela, e outras reviravoltas, a equipe se classificou para os playoffs ocupando o terceiro lugar na divisão central e quinto na conferência oeste, com 99 pontos. 

    Enfim, os playoffs

    Devido a instabilidade na temporada regular, muito se especulava que talvez o St. Louis acabasse não avançando não competição. Mas novamente os Blues mostraram que o trabalho árduo desenvolvido pela equipe acabaria trazendo recompensas.

    O primeiro adversário dos Blues nos playoffs foi o Winnipeg Jets, que finalizou a temporada uma posição acima dos Blues na Conferência Oeste. E, por terem vantagem, o St. Louis precisou viajar para o Canadá para a disputa dos dois primeiros jogos.

    Jogar na casa dos Jets não foi um fator intimidador para os Blues, que venceu as duas primeiras do round. No entanto, o oponente retaliou e venceu os jogos 3 e 4 na casa do St. Louis. Mas a vitória na quinta partida colocou os Blues ainda mais perto de uma classificação. 

    Dessa forma, o time de St. Louis precisaria apenas de uma vitória para garantir a ida ao segundo round. E foi o que aconteceu – com a vitória no jogos seis, os Blues avançaram portanto para a próxima etapa da competição.

    No segundo round, o oponente do time foi o Dallas Stars. Apesar de vencer a primeira partida em casa, os Blues foram derrotados no jogo 2 pelos Stars. E a vitória no jogo três também não foi o suficiente, já que o Dallas acabou se saindo vitorioso nas duas partidas seguinte e, dessa forma, assumiu a liderança do round.

    No entanto, a vitória dos Blues no jogo seis deixou a série empatada. Ou seja, seria tudo ou nada para a equipe de St. Louis a partir daqui. E após 3 períodos regulares, e dois overtimes, foram os Blues que levaram a melhor. Assim, o time acabou se classificando para a Final da Conferência Oeste e teria como adversário o San Jose Sharks. 

    O round contra os Sharks não apresentou tantos desafios como o anterior. Mesmo com a derrota para o oponente no primeiro jogo, os Blues venceram a segunda partida e empataram a série. No entanto, voltaram a serem derrotados pelos Sharks no jogo três, entregando outra a vantagem para o San Jose.

    Mas a vitória na quarta partida deu uma nova perspectiva ao St. Louis, que continuou com a sequência de vitórias nos três jogos seguintes. Assim, ao vencer quatro partidas, os Blues venceram o round e, por fim, atingiram o objetivo principal da temporada: ir para a final da Stanley Cup. 

    Campeões da Conferência Oeste, o último desafio dos Blues na conquista pela taça era o confronto contra os Bruins. Foto: Reprodução/nhl.com

    Um passo mais perto

    Boston Bruins e seu grande desempenho. Isso era o que separava o St. Louis Blues da sua primeira Stanley Cup Final. 

    Se classificando para os playoffs na terceira posição overall da Liga, os Bruins contavam com um dos ataques mais eficientes da NHL. E por isso, o St. Louis entendia que as dificuldades que enfrentaria nesse round seriam muito maiores do que as anteriores. Dificuldade que se mostrou presente logo no primeiro jogo da Final, onde o Boston acabou vencendo o St. Louis por 4 a 2 no TD Garden. 

    Os Blues retaliaram ao vencer a segunda partida em overtime, ainda na casa dos Bruins. E mesmo com a derrota em casa no jogo três, não se mostraram abalados, saindo-se vitoriosos nas partidas quatro e cinco. Mas novamente o Boston colocou um empecilho no caminho ao vencer o jogo seis. Assim, o round precisou de uma sétima partida.

    Tudo ou nada. Esse é significado dos jogos 7 em uma Final da Stanley Cup. E aqui, as derrotas, má fase e todos os acontecimentos da temporada serviram como combustível para os Blues no último jogo da competição. Não existia alguém que quisesse mais a vitória do que o St. Louis naquele momento, algo que se mostrou visível no gelo.

    Por fim, campeões da Stanley Cup 2018

    A vantagem obtida pelos Bruins fez com que o jogo sete acontecesse no TD Garden, casa da equipe. Mas o fator não assustou os Blues, pois foi a equipe quem abriu o placar da partida aos 16:47 do primeiro período com O’Rielly. Pietrângelo seguiu o exemplo do companheiro de time e aumentou o placar para os Blues ainda na primeira etapa do jogo. 

    Com a não reação do Boston, os Blues assumiram o restante do controle da partida, fazendo mais dois gols. Portanto, após três períodos, 7 partidas da Final e 4 rounds vitoriosos anteriormente, o apito final soou no TD Garden e oficializou o St. Louis Blues como campeão da Stanley Cup 2018.

    O time comemorando a conquista da taça pela primeira vez. Foto: Reprodução/nhl.com

    A primeira do time em mais de 50 anos de história na NHL. Uma vitória marcada por uma das maiores reviravoltas já feitas por um time da Liga, e que consagrou o St. Louis como uma das melhores equipes da NHL. Ryan O’Reilly, que foi uma das peças essenciais na conquista do troféu pelos Blues, foi o jogador quem levou Conn Smythe Trophy como MVP dos playoffs.

    Após a vitória em Boston, o time viajou para St. Louis, onde comemorou a conquista em parade que contou com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas nas ruas da cidade. A conquista da taça foi simbólica e importante, já que o último time profissional de St. Louis a conquistar um troféu foram os Cardinals, em 2011. 

    A conquista da Stanley Cup foi um marco, divisor de águas e contou muito sobre quem é o St. Louis Blues. Novamente, ‘milagre’ não é palavra certa para se referir ao que aconteceu com o time em 2019. A vitória foi fruto de muito trabalho e perseverança da parte da equipe, mesmo quando nada se encontrava a seu favor.

    Por isso, como bons fãs do esporte, torcemos para que o espírito de equipe do St. Louis prevaleça e traga mais frutos para o time como os de 2019. 

  • Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Tampa Bay Lightning vence Jogo 6 e é o grande campeão da Stanley Cup

    Na primeira final da Stanley Cup jogada em Edmonton desde 2006, o grande campeão da noite não foi o time da casa (que nem nos playoffs estava). Aliás pós-temporada essa que ninguém poderia ter previsto acontecer alguns meses atrás, o projeto de Gary Bettman se provou bem sucedido e o comissário da NHL conseguiu coroar um campeão sem nenhum caso de COVID-19 dentro das bolhas. 

    Após muitos anos (e várias temporadas regulares impecáveis), o Tampa Bay Lightning finalmente se consagrou campeão da Stanley Cup. A equipe da Flórida venceu o Dallas Stars em seis jogos e alcançou o maior troféu do hockey pela segunda vez na história da franquia. A última vez que os Bolts venceram havia sido em 2004, com nomes como Vincent Lecavalier e Martin St. Louis no elenco, além de estarem à época sobre o comando de John Tortorella.

    O jogo seis, disputado no Rogers Centre na última segunda-feira (28), foi um clássico exemplo do quão bem o sistema de Tampa funciona. A equipe treinada por Jon Cooper fez uma partida magistral, tanto por mérito do sistema desenvolvido pelo técnico, bem como todo o talento disponível no elenco. Além disso, Dallas era um time claramente desfalcado, ainda que seus jogadores estivessem no gelo, já que muitos deles estavam com lesões que interferiram diretamente em seu desempenho.

    A ESTRADA ATÉ AQUI

    Para o Dallas Stars, chegar na final da Stanley Cup foi como voltar para casa depois de um longo período longe dela. Afinal, o time do Texas não chegava tão longe na pós-temporada desde 2000, quando foram derrotados na final pelo New Jersey Devils. Em seu trajeto, a equipe texana venceu o Calgary Flames, o Colorado Avalanche e o Vegas Golden Knights para sagrar-se campeão da Conferência Oeste

    Já o Tampa Bay Lightning fez sua primeira aparição nas finais desde 2015, quando perdeu para o supercampeão Chicago Blackhawks. A sua campanha foi calcada em sangue e lágrimas após a humilhante eliminação no ano passado, quando foram varridos pelo Columbus Blue Jackets. A campanha da equipe floridiana começou com a vingança para cima dos Jackets, seguida do Boston Bruins e contra o New York Islanders na final da Conferência Leste.

    A SÉRIE EM PERSPECTIVA

    O primeiro jogo foi vencido por Dallas, com gols de Joel Hanley, Jamie Oleksiak, Joel Kiviranta e Jason Dickinson. Do lado de Tampa, Yanni Gourde foi o único a marcar. Já o segundo jogo foi de Tampa, que marcou três vezes no primeiro período, com Brayden Point, Ondrej Palat e Kevin Shattenkirk. Nos dois períodos seguintes Joe Pavelski e Mattias Janmark diminuíram para os Stars, mas a equipe do Texas não conseguiu sequer empatar a partida.

    No terceiro encontro da série Tampa viu seu capitão fazer sua única aparição nos playoffs deste ano. Steven Stamkos conseguiu anotar um gol para dar momentum à sua equipe. Além dele, Nikita Kucherov, Victor Hedman, Point e Palat também marcaram. Do lado de Dallas, Jason Dickinson e Miro Heiskanen diminuíram a diferença no placar. O jogo quatro terminou o tempo regular empatado. Para os Bolts, Point (duas vezes), Gourde e Alex Killorn foram os autores dos gols da equipe. De Dallas, tivemos John Klingberg, Pavelski (duas vezes) e Corey Perry. Na prorrogação Shattenkirk venceu a partida para o Lightning, ampliando a vantagem no confronto para 3 a 1.

    O jogo cinco foi o primeiro no qual Tampa já tinha a real possibilidade de sagrar-se campeã. Entretanto, a partida foi vencida por Dallas com um gol de Perry na prorrogação. Perry ainda fez um gol no tempo regular, além de seu compatriota Pavelski ter empatado a partida no terceiro período. Do lado dos Bolts, Palat e o jovem defensor Mihkail Sergachev foram os autores dos gols. Por fim, chegamos ao jogo seis, partida final da série. A partida foi vencida com facilidade por Tampa, com gols de Point e Blake Coleman. Além disso, Andrei Vasilevsky teve seu primeiro shutout nos playoffs da NHL. 

    PLACAR:

    • JOGO 1 DAL 4 – 1 TBL
    • JOGO 2 DAL 2 – 3 TBL
    • JOGO 3 TBL 5 – 2 DAL 
    • JOGO 4 TBL 5 – 4 DAL (OT)
    • JOGO 5 DAL 3 – 2 TBL (OT)
    • JOGO 6 TBL 2 – 0 DAL 

    DALLAS FRAGMENTADO

    A equipe texana chegou ao quarto round da pós-temporada depois de deixar para trás nomes que iniciaram a temporada como favoritos, como foi o caso do Colorado Avalanche e do Vegas Golden Knights. Entretanto, seu elenco já ostentava sinais de cansaço. O supertrio de Jamie Benn, Alexander Radulov e Tyler Seguin não marcaram sequer um gol nas finais. O center canadense, inclusive, já ostentava diversas lesões em partes diferentes do corpo. 

    Além disso, a equipe teve diversas baixas no final da temporada regular, como Radek Faksa, Blake Comeau e até mesmo Roope Hintz. O goleiro Ben Bishop ficou de fora de grande parte da temporada regular, e participou de apenas três partidas nos playoffs. No quesito ataque, os autores dos seis últimos gols da franquia foram os veteranissimos Joe Pavelski e Corey Perry, que assinaram com Dallas na free agency e vê-los no uniforme victory green ainda causa estranheza. 

    Mesmo assim, ainda que já não esteja mais no seu prime, Pavelski empatou o jogo cinco e fez história, se tornando o maior goleador americano nos playoffs, com 61 gols. Apesar do final triste, o surgimento de talentos como Denis Gurianov e Joel Kiviranta, além de nomes como Miro Heiskanen e Roope Hintz se firmaram como peças importantes da franquia, Dallas pode continuar sonhando com mais campanhas de sucesso no futuro.

    A REVENGE TOUR DOS BOLTS

    A equipe de Tampa entrou nos playoffs deste ano com uma mentalidade bem diferente dos anos anteriores. Depois de serem objeto de piadas quando foram varridos por Columbus no ano passado, o Lightning tinha muito a provar. Afinal, ainda que seu desempenho na temporada regular fosse costumeiramente excelente, a equipe só havia disputado a final da Stanley Cup uma vez com o elenco atual, em 2015. A superioridade trazida pelos Bolts no dia-a-dia parecia ter dificuldade em se traduzir para uma situação de mata-mata. Isto é, até 2020. 

    Além da narrativa coletiva, a equipe também possui muitas jornadas individuais interessantes. Kevin Shattenkirk foi bought out pelo New York Rangers, time que escolheu na free agency por ser torcedor desde a infância. No jogo quatro ele foi o responsável pela vitória no overtime, deixando os Bolts a um jogo da conquista do campeonato. Blake Coleman iniciou a temporada no New Jersey Devils, um dos piores times da Liga, quando foi trocado para Tampa próximo à trade deadline

    Zach Bogosian é outro caso. O defensor teve seu contrato com o Buffalo Sabres terminado após ele ter se recusado a se apresentar no afiliado da equipe da American Hockey League (AHL). Logo após o episódio ele assinou um contrato de um ano com Tampa, avaliado em pouco mais de um milhão de dólares. Um dos principais atrativos que levam atletas a assinarem com os Bolts, além, é claro, da competitividade da equipe, é a questão tributária. Os impostos na Flórida são um fator importante ao atrair free agents que aceitam assinar por menos do que receberiam em outros mercados. 

    Além disso, tal ferramenta é importante nas negociações de extensão contratual com os atletas em momento de renovação. O capitão Steven Stamkos, por exemplo, quando esteve prestes a se tornar um free agent em 2016, aceitou continuar na equipe por um valor menor do que possivelmente ele conseguiria em outros times. Ele, inclusive, foi o maior desfalque da equipe do Lightning nos playoffs, já que estava fora de comissão desde fevereiro. O center canadense esteve no gelo por menos de três minutos nesta pós-temporada, no jogo três das finais, mas mesmo assim deixou sua marca com um gol. Por fim, este elenco campeão dos Bolts tem a presença de Patrick Maroon, que ganhou a Stanley Cup com o St. Louis Blues no ano passado e se tornou o terceiro jogador após a expansão a vencer em dois anos consecutivos, mas por equipes diferentes. 

    O VIKING E A CONQUISTA DE SEU CONN SMYTHE

    Não é de hoje que Victor Hedman é um dos principais nomes dentre os defensores da Liga. Afinal, o sueco foi o finalista do James Norris Memorial Trophy em nada menos do que quatro oportunidades diferentes, conquistando-o em 2018. Nos playoffs deste ano Hedman jogou cerca de 26 minutos por noite, com um leque de outros defensores como seu par. O sueco marcou 10 gols, se tornando o terceiro defensor com mais gols atrás de Paul Coffey e Brian Leetch.

    Discreto como seus demais compatriotas na Liga, o defensor foi apenas o terceiro sueco a ser consagrado o MVP dos playoffs. Apenas Nicklas Lidstrom e Henrik Zetterberg, ambos do Detroit Red Wings, receberam o Conn Smythe. Além disso, Hedman se junta a Brad Richardson, se tornando o segundo atleta na história do Tampa Bay Lightning a ganhar o troféu. 

    Mesmo com Hedman se destacando tanto na blue line dos Bolts, a disputa foi acirrada. Enquanto o sueco teve 70 pontos, que lhe garantiram o Conn Smythe, o center canadense Brayden Point ficou em segundo lugar com 66, apenas quatro pontos a menos. Os outros dois nomes que apareceram nos votos foram o superstar russo Nikita Kucherov e o goleiro Andrei Vasilevsky, sem dúvidas um dos maiores nomes em sua posição atualmente. 

    A votação ficou da seguinte forma:

    Victor Hedman 70 pontos (9-8-1)

    Brayden Point 66 pontos (8-8-2)

    Nikita Kucherov 25 pontos (1-2-14)

    Andrei Vasilevsky 1 ponto (0-0-1)

    A votação foi feita no formato de 5-3-1 pontos para primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente,  e os votos foram submetidos faltando 10 minutos para o final do jogo 6.

    MOMENTOS NOTÁVEIS DAS FINAIS (segundo o NHL.com)

    O primeiro gol da final foi também a primeira vez que o jovem defensor Joel Hanley marcou na NHL, com assistência de Roope Hintz, estrela de Dallas nos playoffs de 2019. 

    A defesa de Anton Khudobin no finalzinho do primeiro jogo, impedindo que Anthony Cirelli empatasse a partida.

    O retorno icônico de Steven Stamkos, capitão de Tampa que esteve fora do rinque desde o início do ano com uma lesão misteriosa. O center canadense entrou na partida, fez um gol e foi embora, jogando apenas 2:47 minutos durante o jogo 3. (O momento favorito da autora que vos fala)

    Depois de ter sido bought out pelo New York Rangers, Kevin Shattenkirk foi para Tampa receber muito menos do que seu valor de mercado. O defensor americano venceu a partida para os Bolts com seu gol na prorrogação do jogo quatro. 

    O gol de Corey Perry na segunda prorrogação do jogo cinco deu esperanças à torcida de Dallas, forçando o jogo seis.

    A cerimônia de premiação foi um pouco diferente, após um pedido do Lightning. Ao invés do capitão, solitário, buscar o troféu junto a Bettman, toda a equipe se reuniu ao redor do pódio onde a Stanley Cup se encontrava. 

    Para finalizar, precisamos falar do momento mais 2020: a falta de vaias a Bettman, devido aos jogos se realizarem em uma arena vazia. Brincadeiras à parte, ver jogadores e comissão técnica ligarem para seus familiares em chamada de vídeo do gelo apenas acrescentou mais uma camada de surrealismo nesta pós-temporada que ficará marcada para sempre na história da NHL. 

    A cobertura NHeLas dos playoffs fica por aqui. Nos vemos em 2021, quem sabe não é a vez do seu time levantar Lord Stanley? 🙂

    (Foto: TampaBay.com/Reprodução)

  • A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins (de novo)

    A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins (de novo)

    Sem dúvidas, a última década foi recheada de sucessos para a equipe de Sidney Crosby. Ao vencerem a Stanley Cup de 2016, Pittsburgh provou todo o trabalho e talento dos seus jogadores. Porém, o time não se conformou em conquistar um título e, no ano seguinte, chegou novamente aos playoffs como um dos grandes favoritos.

    Assim, a equipe confirmou seu potencial ao conquistar novamente a Cup em 2017 em um back to back que cravou a dinastia comandada por Sidney Crosby e Evgeni Malkin nos Penguins. Nesta edição do 10 for 10 contamos um pouco como foi a segunda conquista da Stanley Cup pelo time, em 2016-2017.

    Temporada regular

    Os Penguins não fizeram grandes mudanças durante a offseason. O técnico Mike Sullivan assinou a extensão de seu contrato por mais três anos. Na trade deadline, Pittsburgh adquiriu os defensores Ron Hainsey e Mark Streit por meio de troca. Assim, o time potencializou sua defesa após Kris Letang sofrer uma lesão no final da temporada poucas semanas antes do início dos playoffs.

    A estreia do Pittsburgh Penguins na temporada regular foi no dia 13 de outubro, em uma vitória no shootout contra os rivais Washington Capitals. A temporada de 2016-2017 começou favorável para a equipe da Pensilvânia, pois nos 10 primeiros jogos, o time já tinha conquistado 5 pontos. No mês de dezembro, os Penguins conquistaram uma impressionante marca de 26 pontos em 15 jogos. Assim, eles estavam cotados a levar o segundo Presidents Trophy da história do time. O capitão Sidney Crosby liderou a equipe com 89 pontos, ficando em segundo lugar no campeonato, e conquistou o Troféu Rocket Richard com 44 gols. Já Phil Kessel liderou em assistências, somando 47 ao todo.

    Por fim, o Pittsburgh Penguins terminou em segundo lugar no campeonato com 111 pontos, com a temporada regular sendo concluída em 9 de abril. O President’s Trophy não veio, contudo, essa pontuação lhes deu a vantagem de gelo em casa na série.

    Playoffs

    Dizer que os Penguins não eram favoritos a ganhar novamente a Stanley Cup seria um erro. Contudo, o caminho não foi nada fácil. O elenco, basicamente o mesmo do ano anterior, não trouxe grandes surpresas. Entretanto, Marc Andre-Fleury, goleiro que foi uma das estrelas da primeira cup, trocou de titularidade com o então rookie Matt Murray. Todavia, ainda no primeiro round contra o Columbus Blue Jackets, Murray machucou-se durante o aquecimento antes do início do primeiro jogo, forçando Marc-Andre Fleury a iniciar a partida. Com a vantagem de começar os dois primeiros jogos em casa, os Penguins facilmente derrotaram os Blue Jackets em cinco jogos.

    O próximo adversário foi o Washington Capitals, sendo esta a décima série entre as equipes e a segunda vez no qual eles se encontraram no segundo round. Pittsburgh venceu oito das nove séries anteriores, incluindo o confronto do ano anterior, terminado em seis jogos. Dessa vez não foi diferente. Assim, os Penguins derrotaram os Capitals em sete jogos, mesmo após Washington ter empatado a série em 3-3. Porém, em uma série no qual uma equipe estava faminta pela vitória e cansada de perder, contra outra que poderia ter a chance de levantar novamente a taça, qualquer coisa estava sujeita a acontecer. Por fim, no jogo sete, Marc-Andre Fleury parou todos os 29 shots e Bryan Rust marcou o gol da vitória para derrotar os Capitals por 2 a 0 e avançar para a Final da Conferência pelo segundo ano consecutivo.

    A Final de Conferência foi disputadas contra o Ottawa Senators. Este foi o quinto confronto em playoffs entre essas equipes, com Pittsburgh vencendo três das quatro séries anteriores. A última vez em que eles se encontraram havia sido na Semifinal da Conferência em 2013, quando Pittsburgh venceu em cinco jogos. Esta também foi a segunda aparição consecutiva em Finais de Conferência para Pittsburgh, que derrotou o Tampa Bay Lightning no ano anterior em sete jogos. Já Ottawa tinha chegado à Final da Conferência em 2007, quando derrotaram o Buffalo Sabres em cinco jogos. No primeiro jogo, os Senators ganharam a partida após Bobby Ryan marcar no overtime, dando à equipe uma vantagem de 1-0 na série. Entretanto, no jogo seguinte, quem marcou foi Phil Kessel em uma vitória dos Penguins por 1-0.

    No primeiro período do jogo três, os Sens marcaram quatro vezes, incluindo três gols em um período de menos de três minutos, levando-os a uma vitória por 5–1. Matt Murray fez 24 defesas após ter voltado de lesão, em seu primeiro jogo de playoff. Assim, ele garantiu uma vitória de 3–2 para Pittsburgh no jogo quarto. Já no cinco, suas 26 defesas foram vitais para a vitória por 7-0 contra os Sens. Então, os Penguins conseguiram a liderança de 3-2 na série. Entretanto, quem ganhou o jogo seis foram os Senators, forçando um jogo sete.

    Assim, a decisão de quem iria para a final foi um tudo ou nada. Chris Kunitz e Mark Stone marcaram para os Sens com 20 segundos de diferença no segundo período. Posteriormente, Justin Schultz e Ryan Dzingel empataram a partida em 2 a 2. Dessa forma, o jogo foi para overtime. A decisão, entretanto, ficou para o segundo tempo do overtime. Kunitz marcou seu segundo gol no jogo, que enviou Pittsburgh às finais pelo segundo ano consecutivo.

    Pittsburgh Penguins campeão

    No Oeste, quem se garantiu na final foi o Nashville Predators. Esta foi a primeira aparição na Final da Stanley Cup de Nashville em seus 19 anos de história.

    Durante a offseason, Nashville trocou o defensor e capitão do time de longa data Shea Weber para Montreal pelo defensor P. K. Subban. Na temporada regular, Nashville fez 94 pontos, posicionado em segundo lugar no wild card na Conferência Oeste, e foi o 16º time geral e último colocado nos playoffs.

    Após 2 jogos, Pittsburgh Penguins possuía uma vantagem de 2 a 0 em cima dos Predators. Entretanto, a equipe reagiu e ganhou os jogo 3 e 4 em casa. Com a série empatada, a disputa pela Cup ficou ainda mais fervorosa. No jogo 5, os Penguins ganharam de Nashville por 6-0. O então rookie Matt Murray se tornou o primeiro novato desde Cam Ward em 2006 a conseguir um shutout nas finais da Stanley Cup.

    Enfim, bastava apenas um jogo para que o Pittsburgh Penguins conquistasse novamente a Stanley Cup. E Patric Hornqvist foi o autor do gol da vitória, ao mandar o puck para as redes do veterano Pekka Rinne. Faltavam menos de 2 minutos para o término do jogo no terceiro período, quando Hornqvist foi o herói da noite. Posteriormente, Carl Sevelin ainda fez um gol de Empty Net, selando enfim a vitória por 2-0.

    Os Penguins, que derrotaram o San Jose Sharks na final da temporada anterior, conquistaram assim a sua quinta taça. Nenhum outro time da NHL ganhou tanto neste período, e nenhum outro time havia levado consecutivamente a Stanley Cup desde as vitórias do Detroit Red Wings em 1997 e 1998.

    Esta Stanley Cup foi a terceira para Crosby, capitão dos Penguins, que também ganhou seu segundo Troféu Conn Smythe consecutivo como o melhor jogador dos playoffs. Crosby marcou 27 pontos nos playoffs, com oito gols e 19 assistências. Dessa forma, Crosby e sua equipe se firmaram no mundo da NHL e mostraram todo o talento e poder que possuem.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Tampa Bay Lightning na Final após outra decisão em OT

    Tampa Bay Lightning na Final após outra decisão em OT

    No sábado, 19 de setembro, começou a Final da Stanley Cup de 2020, em Edmonton.

    Para chegar à decisão, o Tampa Bay Lightning enfrentou um caminho cheio de percalços. Após o round robin, jogando com os Capitals, Bruins e Flyers, Tampa encarou o Columbus Blue Jackets no primeiro round. Ao contrário do ano passado, os Bolts passaram o time de Ohio por 4 jogos a 1. Posteriormente, jogaram contra a equipe atual vencedora do Presidents’ Trophy, Boston Bruins, que tinha como estrelas David Pastrnak e Brad Marchand, seguindo para a final da Conferência Leste mais uma vez por 4 jogos a 1.

    Por fim, encararam a muralha defensiva do New York Islanders, comandada por Barry Trotz, série essa definida no jogo 6, por 4 jogos a 2. O jogo seis foi resolvido no overtime, novamente, e com isso, Tampa teve no total 185 minutos de overtime nos playoffs, tornando-se o único da história da NHL.

    É notável que a equipe da Flórida tinha muito mais em jogo além de vitórias ou derrotas. Afinal, o fator mental da equipe foi a principal razão de ter avançado para a Final da Stanley Cup deste ano. A última vez que a equipe chegou à decisão foi em 2015, quando perdeu para o Chicago Blackhawks.

    O início da série

    O primeiro jogo do Tampa Bay Lightning e do New York Islanders deu a impressão de que a série poderia ser a primeira desses playoffs a ser concluída após quatro jogos. Tampa entrou no rinque após alguns dias de descanso, enquanto o Islanders passou por um Jogo 7 da série contra o Flyers.

    A vantagem física contribuiu para um Jogo 1 com o placar mais elástico. Isso porque o Tampa ganhou a partida por 8 a 2. Brayden Point e Nikita Kucherov tiveram 5 pontos cada, fazendo com que o russo entrasse em uma seleta lista de jogadores que conquistaram mais mais assistências (20) em menos jogos (19), igualando-se a Jonathan Toews e Sidney Crosby.

    A força do Islanders

    O Tampa venceu o Jogo 2 abrindo uma vantagem de 2 a 0. Contudo, Brayden Point, fundamental no andar da série, lesionou-se e perdeu o terceiro confronto. Assim, os Islanders souberam aproveitar dos espaços deixados pelo atacante.

    Na terceira partida, os Isles terminaram com 5 gols a 2 de Tampa, deixando evidente a falta do jogador canadense. O Jogo 3 foi intenso e estava empatado por 3 a 3 no terceiro período, quando Anthony Beauvillier, autor de 9 gols nos playoffs, fez um passe para Brock Nelson que lançou para as redes de Andrei Vasilevskiy.

    Dessa forma, Tampa levava uma vantagem de 3 jogos a 1 contra os Isles. O Lightning teria a chance de terminar as séries em 5 jogos.

    Entretanto, Barry Trotz e os Islanders não deixariam isso acontecer. A equipe de Nova York saiu em vantagem após Ryan Pulock abrir o placar do jogo no primeiro tempo. Contudo, o defensor Victor Hedman do Tampa marcaria depois, empatando o jogo no segundo tempo. Com o placar em 1 a 1, o jogo iria novamente para overtime. Mas foi apenas no segundo overtime que o Islanders conquistaram a vitória.

    Jordan Eberle recebeu o puck do capitão Anders Lee, e não pensou duas vezes em marcar o gol. Com a série em 3 a 2 para Tampa, a rodada ainda não estava definida.

    No Jogo 6, Jean Gabriel Pageau fez um gol no empty net e os Isles saíram com uma vitória importante, mantendo a série em 2 a 1 para Tampa. O quarto jogo, contudo, aumentaria a vantagem nas séries do Tampa. O retorno de Brayden Point foi fundamental para os Bolts liderarem mais uma vez o placar, levando o confronto por 4 a 1.

    Tampa Bay Lightning campeão da Conferência Leste

    O último jogo estava em aberto, porém foi Tampa quem conseguiu dar um ponto final para a série e conquistar a Conferência Leste. Porém, não de uma forma fácil.

    Após Semyon Varlamov parar os shots do Lightning, o jogo seguiu novamente para overtime. No tempo regulamentar, a partida terminou novamente em 1 a 1, com gols de Devon Toews e Victor Hedman. Diferentemente do jogo anterior, Tampa não demorou muito para decidir a partida. Com apenas 7 minutos, Anthony Cirelli marcou o gol da vitória dos Bolts.

    Apesar de Varlamov ter feito 46 defesas, não foi o bastante para que New York forçasse um jogo 7. Antes disso, Brock Nelson teve sua chance impedida quando Vasilevskiy defendeu um breakaway dele em um penalty kill.

    Assim, os Isles deram adeus ao sonho da Cup após jogarem uma Final de Conferência pela primeira vez desde 1993. A final foi decidida, entre Dallas Stars e Tampa Bay Lightning.

    Fato curioso é que essa final será entre as duas equipes da NHL localizadas mais ao sul dos Estados Unidos, disputada na cidade com um time mais ao norte na liga.

    Vale ressaltar que os Stars também tiveram um caminho complicado até a decisão. Ao terem passado do Colorado Avalanche, grande favorito do Oeste para ganhar a Stanley Cup, a equipe mostrou que veio para a pós-temporada com uma missão. Essa missão é trazer a taça de volta ao Texas.

    Atuações notáveis

    Primeiramente, não podemos ignorar a atuação incrível de Semyon Varlamov, crucial para que os Islanders chegassem às finais de conferência.

    Contudo, o maior destaque do Tampa Bay Lightning foi justamente um ataque poderoso que conseguiu ultrapassar as habilidades de Varlamov. Brayden Point, Nikita Kucherov, Ondrej Palat são os jogadores mais importantes do ataque atualmente, atuando juntos na primeira linha.

    Até o fim do terceiro round, Point possuía nove gols e 25 pontos nos playoffs, marcando gols em momentos cruciais. Já Kucherov liderava os rankings de pontos dos playoffs, com 26. Ele teve seis gols e 20 assistências, o que mostra muito sua capacidade de fazer jogadas e repassar para seus colegas de equipes quando é preciso. Palat, por sua vez, complementa a linha que vem sendo fundamental para o Tampa nessa temporada.

    Na defesa, Victor Hedman e os veteranos Ryan McDonaugh e Kevin Shattenkirk tem feito um bom trabalho de bloquear os disparos e de tirar o puck da zona de defesa. Com isso, o elenco do Tampa é sólido e oferece perigo para qualquer equipe.

    O que esperar da série contra Dallas Stars

    A equipe texana saiu na frente, com uma vitória gigantesca por 4 a 1. O time, comandando por Jamie Benn, está revigorado após um descanso de quase uma semana. Com certeza a série será apertada, já que as duas equipes são extremamente talentosas.

    Os dois goleiros, russos, têm feito um trabalho espetacular. Anton Khudobin simplesmente tem sido um dos melhores jogadores do elenco de Dallas, e Andrei Vasilevskiy já ocupava o mesmo posto em Tampa. Agora, cabe saber quem será melhor (ou quem terá mais sorte) para fazer a equipe ganhar. O ataque de Dallas também não pode ficar para trás, afinal de contas, nomes como Denis Gurianov e Miro Heiskanen são fundamentais. Gurianov tem nove gols e Heiskanen lidera a equipe com 23 pontos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • A conquista da Stanley Cup de 2014 pelos Kings

    A conquista da Stanley Cup de 2014 pelos Kings

    Treze de junho de 2014. Para muitas pessoas, um dia qualquer. No entanto, para os Kings e seus fãs, um dia que entrou para a história. Desde o início da década até então, foram 5 temporadas na NHL, das quais o torcedor de Los Angeles teve a felicidade de ver seu time duas vezes campeão da Stanley Cup.

    Para este “10 for 10”, o vamos abordar e relembrar a grande trajetória do LA Kings até a vitória que deu ao time a segunda Stanley Cup de sua história. 

    A temporada

    O início da temporada 2013-14 foi marcado por grandes mudanças na NHL, como a nova estrutura das divisões da Liga. No entanto, os Kings não foram tão afetados com o realinhamento.

    Os Kings acabaram por estrear relativamente bem na nova temporada. O time venceu o primeiro jogo, fora de casa, contra o Minnesota Wild, mas acabou perdendo os dois que se seguiram. Assim seguiu a equipe durante todo o mês de outubro, tendo um bom rendimento e se mantendo em posições razoáveis no ranking da Liga.

    Novembro trouxe as melhores performances de LA na temporada regular. O time perdeu apenas duas partidas no tempo regulamentar, tendo 2 derrotas em overtime e outras duas em shootout. Foram estas derrotas que acabaram rendendo pontos para a equipe se manter na zona de playoffs. 

    Ao fim do ano de 2013, os Kings possuíam 54 pontos em 41 jogos, com uma média de 2 gols por partida. O bom desenvolvimento fez com que, desta forma, o time iniciasse 2014 sendo parte dos 3 primeiros colocados da Divisão Pacífica.

    Porém, o mês de janeiro do novo ano acabou sendo frustrante para a equipe e seus fãs. Los Angeles somou 8 derrotas em tempo regulamentar, e outras duas em SO. Portanto, ao fim do mês, a equipe teve apenas um aumento de 12 pontos em relação ao 54 que possuía no início de janeiro. 

    As coisas passam a melhorar para a equipe em fevereiro e março de 2014. O ataque dos Kings, composto por Tyler Toffoli e Tanner Pearson, conseguiu se manter estável e, por fim, acabou levando o time a 94 pontos ao fim de março, com 14 vitórias em 20 jogos. 

    A temporada regular chegou ao fim para Los Angeles em 12 de abril de 2014, e com passagem direta para a pós-temporada. A equipe finalizou com 100 pontos (décima colocação geral), no 3º lugar da Divisão Pacífica e ocupando a sexta posição na Conferência Oeste.

    Apesar de ter apresentado um desenvolvimento razoável ao longo da temporada, o ritmo dos Kings mudou drasticamente para melhor nos playoffs. Sem dúvidas, isso influenciou na vitória do segundo campeonato na história da equipe.

    Os playoffs

    O primeiro adversário dos Kings na pós-temporada foi o San Jose Sharks. O time de San Jose também vinha de uma grande temporada, terminando no segundo lugar da Divisão Pacífica.

    Era senso comum que os Kings teriam um grande desafio pela frente, o que se confirmou na série. O time de Los Angeles foi derrotado nas três primeiras partidas do round, sendo duas destas em casa e com grande domínio dos jogos por parte dos Sharks. 

    O Jogo 4 era decisivo para os Kings. O placar das três partidas anteriores e o ritmo de jogo apontavam a equipe de San Jose como a favorita para a vitória da disputa. No entanto, contando com um elenco cheio de talentos, os Kings souberam virar o jogo por completo.

    O time venceu a quarta partida do round e, assim, forçou um Jogo 5 em casa – no qual também saiu vitorioso. Assim, o round avançou para uma 6ª partida, que também contou com uma vitória dos Kings.

    No Jogo 7, com a série empatada, a equipe vencedora estaria classificada para a próxima fase. Após toda a reviravolta, os Kings, por fim, venceram a partida e garantiram sua vaga para o segundo round dos playoffs.

    Posteriormente, o Los Angeles enfrentou o Anaheim Ducks. Os Kings venceram as duas primeiras partidas em Anaheim, com a primeira terminando na prorrogação. No entanto, o rendimento do time acabou decaindo, e assim, acabaram por serem derrotados nos Jogos 3 e 4, em casa.

    Na quinta partida, os Kings voltaram para Anaheim, porém acabaram acumulando outra derrota. Desta forma, o Ducks lideravam então a série, precisando de uma vitória para avançar. Porém, no Jogo 6, LA voltou a vencer e, com a vitória também no Jogo 7, o time, por fim, avançou para a final da Conferência Oeste.

    O penúltimo adversário de Los Angeles era o Chicago Blackhawks, que vinha de dois campeonatos conquistados desde 2010 – um destes na temporada anterior. Os Kings viajaram para Chicago para a primeira disputa da série, e acabaram sendo derrotados pelo time da casa. No entanto, os Kings venceram as três partidas que se seguiram, duas destas na Califórnia.

    Ao perderem o Jogo 5, o confronto avançou para mais uma partida – esta que os Kings também perderam para os Hawks. Por fim, com a série empatada, ambos os times se encontram para um Jogo 7.

    A Final do Oeste em 2014 foi disputada até o último período e não faltou talento em nenhum dos lados no que muito consideram uma das melhores séries de playoffs nos últimos anos. Para a felicidade dos torcedores de Los Angeles, a equipe derrotou o então atual Chicago e, pela segunda vez na década, garantiu uma passagem para a Final da Stanley Cup.

    O último desafio dos Kings até troféu era o New York Rangers. Essa era a primeira vez desde 1981 que times de Nova York e Los Angeles se encontravam em uma final no nível profissional, quando New York Yankees e Los Angeles Dodgers se enfrentaram na World Series (MLB).

    Os Rangers também vinham de uma ótima temporada regular e nos playoffs. Porém, isso não foi problema para Los Angeles. A equipe acabou vencendo os dois primeiros jogos em casa, ambos no overtime. Seguidamente, também venceu o terceiro em Nova York. No entanto, com a derrota na quarta partida, os Rangers acabam forçando um jogo cinco na rodada final.

    LA Kings campeão 

    O Jogo 5 aconteceu no Staples Center – casa da equipe de Los Angeles. Por vir de três vitórias no round, os Kings precisavam apenas ganhar esta partida para serem coroados campeões de 2014. 

    Justin Williams abriu o placar para Los Angeles logo no primeiro período. No entanto, os Rangers se recuperaram, marcando dois gols no segundo período da partida.

    Em seguida, Marian Gaborik acabou deixando tudo igual para os Kings, levando o jogo para a prorrogação. Após um período extra inteiro, ambos os times se encaminharam para um segundo OT, no qual, aos 14:43, Alec Martinez colocou fim à partida ao levar o puck para o fundo da rede. 

    Assim, em casa, o Los Angeles Kings se consagrou campeão da Stanley Cup pela segunda vez na década e na história do time. Dustin Brown, capitão da equipe, levantou a taça diante de um Staples Center lotado de torcedores dos Kings.

    O troféu Conn Smythe foi para Justin Williams, de LA, considerado o jogador mais valioso nos playoffs. Outros destaques do elenco foram Anze Kopitar, que liderou a pós-temporada em pontos (26); e Marian Gaborik, jogador com mais gols nos playoffs (14).

    Por fim, a equipe comemorou a conquista com um desfile nas ruas de Los Angeles, que contou com cerca de 300 mil fãs.

    O Los Angeles Kings teve uma das melhores equipes da primeira metade da década. O time soube trabalhar em conjunto e, por isso, como recompensa teve seu nome marcado na Stanley Cup duas vezes em três anos. 

    Atualmente, o time não passa por uma de suas melhores fases. Serão necessários talvez anos de reconstrução para que a equipe volte ao protagonismo na Liga. Portanto, nos resta relembrar as suas conquistas e torcer para que, nos próximos 10 anos, os Kings possam coroar sua torcida com mais algumas Stanley Cups.

  • A vitória dos Kings na Stanley Cup de 2012

    A vitória dos Kings na Stanley Cup de 2012

    Quarenta e cinco anos. Esse foi o tempo necessário para o L.A. Kings faturar sua primeira Stanley Cup. Guiados pelo capitão Dustin Brown e companhia, a equipe eliminou todos os seus adversários e, por fim, conquistou o prêmio cobiçado há anos. Um dos dois que os Kings vieram a conquistar durante a década. 

    No entanto, as maiores conquistas dos times na NHL só foram construídas a partir de muito trabalho e dedicação no gelo. Não foi diferente com os Kings. Portanto, em mais um texto do especial 10 for 10, contamos para vocês sobre a trajetória de Los Angeles até a conquista da Stanley Cup.

    O caminho até os playoffs

    A offseason de Los Angeles, que antecedeu a temporada 2011-12, foi bastante calma. Por ter cedido a first round pick para o Edmonton Oilers em uma troca, que ocorreu em fevereiro de 2011, o time acabou não tendo sua escolha da primeira rodada do Draft 2011.

    A equipe recebeu dos Oilers o jogador Dustin Penner, e cedeu ao time de Edmonton aquele que seria a 19th overall pick. Por fim, os Kings também precisaram ceder na negociação uma 3rd round pick condicional no Draft 2012, e o jogador Colten Telbert. 

    Finalmente, os Kings iniciaram a nova temporada, e em grande estilo. O time viajou para a Suécia e estreou em 2011-12 na capital do país, Estocolmo. A partida foi disputada contra os Rangers, no dia 7 de Outubro, na Ericsson Globe Arena.

    Ao final do jogo, os Kings derrotaram New York em um placar de 3 a 2. Seguidamente, o time continuou os jogos na Europa, desta vez contra os Sabres. A partida aconteceu no dia seguinte, em Berlim, na Alemanha. No entanto, quem saiu vitorioso no jogo foram os adversários de Los Angeles, com uma vitória de 4 a 2 sobre o time da Califórnia. 

    Após a estreia na Europa, o time registrou um ótimo ritmo durante todo outubro na temporada. Com uma campanha de 6-3-2, a equipe se manteve em boas posições na Liga durante todo o mês.

    No entanto, é em dezembro que as coisas ficaram turbulentas para os Kings. A equipe acaba demitindo seu técnico, Terry Murray, no início do mês, e foi John Stevens quem assumiu a posição como técnico interino. 

    Todavia, no dia 20 de dezembro, os Kings acabaram liberando Stevens e contratando Darryl Sutter para assumir o comando da equipe. A partir do comando de Sutter, o time venceu a maior parte das partidas até o final do ano, perdendo apenas duas em um shoutout e overtime. Ao fim do mês, Los Angeles terminava o ano com 44 pontos registrados na tabela.

    Há um mês do fim da temporada regular, os Kings ocupavam a décima posição na Conferência Oeste, a apenas 2 posições de uma vaga nos playoffs.

    A defesa e goaltending do time se destacaram durante toda a temporada, com grandes atuações de Drew Doughty e Jonathan Quick. O ataque da equipe também possuía diversos talentos, mas o time ainda falhava em encontrar consistência no gelo. 

    No entanto, ao final de março, seus jogadores ofensivos finalmente pareceram se encaixar para marcar os gols que fizeram falta ao início do ano.

    Desta forma, os Kings finalizaram a temporada regular em terceiro lugar na Divisão Pacífica e em oitavo na Conferência Oeste. Por fim, com 95 pontos, o time garante sua passagem para os playoffs com um elenco de grande peso na bagagem e muitas chances de chegar à final.

    Os playoffs

    Era a terceira classificação consecutiva dos Kings para os playoffs. O primeiro adversário do time foi o Vancouver Canucks, que havia feito uma grande temporada regular. No entanto, bastaram cinco jogos, com apenas um vencido pelos Canucks, para o time de Los Angeles eliminar a equipe de Vancouver.

    Os Kings venceram os dois primeiros jogos em casa, e o terceiro na Rogers Arena. Seguidamente, acabaram por perder o Jogo 4 para o Vancouver. Por fim conquistaram a vitória no Jogo 5 e classificaram-se para o segundo round com quatro vitórias sobre o Canucks.

    O segundo oponente de L.A. nos playoffs foi o St. Louis Blues, que finalizou a temporada regular ocupando a segunda posição no ranking da Conferência Oeste. No entanto, a sorte do time de Missouri não foi a mesma nos playoffs.

    Os Kings iniciaram a série jogando na casa dos Blues, vencendo os dois jogos disputados no Enterprise Center (casa do St. Louis). Seguidamente, vencerau os jogos três e quatro em casa e, por fim, com a “varrida”, garantiram a ida para a próxima rodada.

    Já na Final da Conferência Oeste, os Kings se encontravam cada vez mais perto do seu objetivo. Porém, ainda tinham mais um desafio pela frente: eliminar o Phoenix Coyotes (hoje, Arizona Coyotes).

    Phoenix terminou a temporada regular ocupando o terceiro lugar na Conferência Oeste, então era de se esperar que fosse um forte adversário para Los Angeles. Mas as coisas nos playoffs são muito diferentes. O time venceu 4 dos cinco jogos e descolou uma passagem diretamente para a Final.

    Assim, os Kings partiram para New Jersey com o intuito de disputar a última fase da competição contra os Devils. Talvez essa tenha sido uma das séries mais complicadas que o time de Los Angeles precisou enfrentar durante os playoffs.

    Como os Devils tinham vantagem de home ice, os dois primeiros jogos aconteceram em New Jersey. No entanto, não foi o suficiente para intimidar os Kings, que vencram os dois confrontos disputados no Prudential Center em overtime.

    Os dois jogos seguintes aconteceram em Los Angeles. O terceiro terminou com vitória para os Kings. Porém, ao perderem a quarta partida para os Devils, o round avançou para um Jogo 5, no qual os Devils também saíram vitoriosos. 

    Kings Campeão

    Com a vitória dos Devils nos Jogos 4 e 5, foi necessário acontecer um Jogo 6, que ocorreu no dia 11 de junho de 2012. Partida esta em que o New Jersey recebeu os Kings em sua casa.

    Após o primeiro gol de L.A., que saiu no primeiro período pelas mãos do capitão da equipe, Dustin Brown, os Kings decolaram no jogo.

    Por fim, após 6 gols, 3 períodos e uma temporada sensacional, o Los Angeles Kings se tornou o campeão da Stanley Cup de 2012. Após 47 longos anos, o time finalmente trouxe para Los Angeles o primeiro título em toda a história do clube na NHL. Além disso, foi também a primeira aparição do time em uma Stanley Cup Final desde 1993. 

    Jonathan Quick foi uma das peças essenciais na conquista do troféu pelo time. Devido a sua performance no gelo, ele foi eleito MVP (Most Valuable Player) dos playoffs. O jogador chegou ao final da competição com uma save percentage de .946% (segundo melhor da liga) e foi o goleiro com mais vitórias, todas as 16 do time nos playoffs.

    Dustin Brown, capitão da equipe, foi o líder em pontos (20), gols (8) e assistências (12) na competição pela Stanley Cup. Ao lado dele, seu companheiro de equipe, Anze Kopitar, também liderou, registrando o mesmo número de gols e assistências. 

    O time, por fim, trouxe o troféu para casa, onde comemorou com um grande desfile na cidade, no dia 14 de junho. As ruas de Los Angeles ficaram lotadas de fãs da equipe, que saíram de casa para comemorar junto com os jogadores o tão esperado título dos Kings. 

    Não poderia existir um jeito melhor para o time de Los Angeles começar a década. O  ano de 2012 foi apenas o início de uma década de grandes conquistas para os Kings e vitórias que entraram para a história da equipe.

  • A conquista da Stanley Cup pelo Boston Bruins

    A conquista da Stanley Cup pelo Boston Bruins

    Quinze de junho de 2011. Para nós, talvez, apenas mais um dia qualquer no calendário. Para os Bruins, o dia marcava o direito do time de, após 39 anos de espera, finalmente poder dizer “campeões”. A partir daqui, o Boston se estabelecia, por fim, como um dos melhores times da NHL. E dessa forma, iniciava o que seria uma década repleta de vitórias e quebra de recordes. 

    Portanto, dando início aos eventos importantes do ano de 2011, neste novo texto do especial da década o NHeLas aborda a jornada dos Bruins até a conquista do campeonato naquele ano.

    O caminho até os playoffs

    O Boston começa a modificar o seu time visando a Stanley Cup na off season antes da temporada 2010/11. Para isso, eles começam os trabalhos no próprio Draft de 2010, que aconteceu em Los Angeles. Assim, tendo um 2nd round pick overall, o time selecionou Tyler Seguin, com apenas 18 anos, para reforçar a equipe na nova temporada que chegava. 

    Portanto, com as escolhas no Draft, somadas a trades e ajustes feitos na off-season, os Bruins iniciam a temporada 2010/11 com o pé direito. O primeiro jogo do time é disputado em Praga, República Tcheca, contra os Phoenix Coyotes (hoje, Arizona Coyotes). Com uma vitória por 5 a 2, o time de Boston inicia a season mostrando exatamente ao que veio. 

    A equipe iniciou a temporada muito bem. No entanto, ainda assim se viu disputando o primeiro lugar da northeast division com o Montreal Canadiens. Foi apenas ao fim de Dezembro que o time, finalmente, conquista a liderança da Divisão. Por isso, no final do ano, com 45 pontos, a equipe ocupava o grupo dos 16 times prováveis a irem aos playoffs.

    Seguidamente, o resto da temporada não é diferente. Tendo formado um dos times mais ofensivos da Liga, os Bruins continuariam a conquistar grandes sequências de vitórias nos meses que se seguiram. Mesmo com alguns streaks de derrotas, o time ainda permanecia em altas posições nos standings da Liga. Estas, por fim, que indicavam que o passe para a pós temporada estava cada vez mais perto.

    No entanto, é apenas em 27 de março a equipe de Massachusetts finalmente garante sua passagem de ida aos playoffs. Finalizando a temporada ainda como líderes da divisão, o time também ficou em terceiro lugar na Eastern Conference. Desta forma, com 103 pontos, os Bruins terminaram a season  na sétima posição no overall da Liga e com grande chances de chegar às finais da Stanley Cup.

    Os playoffs

    Era a quarta aparição consecutiva que os Bruins faziam nos playoffs da Stanley Cup. Portanto, após tantos anos de espera, o time entra na disputa com sede de vitória. O primeiro desafio da equipe foi o Montreal Canadiens. Sendo arquirrivais, este talvez tenha sido um dos rounds mais intensos dos Bruins na pós temporada

    A série começou desastrosa para os Bruins, que perderam os dois primeiros jogos em casa. No entanto, o time volta a vencer os próximos três jogos, sendo dois destes na casa do Montreal e um no TD Garden. Desta forma, até o jogo 5, os Bruins lideravam a série com 3 vitórias. Porém, a vitória dos Canadiens na sexta partida faz com que o round vá para um jogo 7. Após uma partida exaustiva, a equipe de Boston vence no overtime e, finalmente, se classifica para a segunda etapa da competição. 

    Se o primeiro round havia sido intenso, a segunda etapa dos playoffs foi o contrário. O adversário dos Bruins eram os Flyers, e as equipes disputaram o primeiro jogo da série na casa do Philadelphia. Sem maiores dificuldades, os Bruins vencem o primeiro jogo por 7 a 3. 

    No entanto, os Flyers vem para o segundo confronto completamente diferentes. A partida acaba em empate no tempo regular e, portanto, vai para o overtime. Após 14 minutos de prorrogação, o Boston conquista mais uma vitória na série que acaba colocando o time em vantagem. São necessários mais dois jogos para que os Bruins eliminem os Flyers da competição. Desta forma, a equipe se classifica para a Conferência Final, onde enfrenta o Tampa Bay Lightning. 

    No primeiro jogo da Conferência Final, o Boston tem um fator importante ao seu favor: home ice. Todavia, não é o suficiente para o time da casa adquirir uma vitória. Porém, no jogo 2, ainda em casa, os Bruins viram a partida e vencem o Tampa por 6 a 5. Após a vitória no jogo 3, o Boston volta a perder dois dos três jogos seguintes.

    Por fim, as equipes terminam o jogo 6 com a série empatada, avançando-a para mais uma partida. Mas apesar dos esforços do Lightning, os Bruins levam a vitória do jogo 7 com apenas um gol. Portanto, após 21 anos, o time de Massachussets volta a se classificar para a final e vê a Stanley Cup cada vez mais perto. 

    O último round da competição é disputado contra o Vancouver Canucks, que finalizou a temporada regular com o Presidents Trophy. E são eles quem vencem os dois primeiros jogos e, assim, garantem grande vantagem sobre o Boston. No entanto, os Bruins se recuperam e voltam a vencer os próximos dois jogos, ambos disputados no TD Garden. Entretanto, quando os Canucks vencem o jogo 5 e o Boston volta a conquistar mais uma vitória no jogo 6, a série se vê empatada. Por isso, acabou se tornando necessário um jogo 7. 

    Boston Bruins campeão

    O último jogo da Stanley Cup Finals é disputado em Vancouver, na Rogers Arena, em 15 de junho de 2011. O que aparentava ser um jogo complicado para os Bruins, acabou por fim tendo o final que o time visitante esperava. Patrice Bergeron marca o primeiro do Boston ainda no primeiro tempo. E partir daí, as coisas só melhoram. 

    Por fim, após 3 períodos, quatro gols, e 39 anos de espera, os Bruins vencem a partida e se tornam os campeões da Stanley Cup. O time acaba levantando a taça na casa dos Canucks, se tornando a sexta Stanley Cup conquistada pela equipe em toda a sua história na NHL.

    Os Bruins também se tornam o primeiro time que disputa o jogo 7 fora de casa e adquire um shutout. Por sua performance estelar nos playoffs, é o próprio goleiro dos Bruins, Tim Thomas, quem fatura o Conn Smythe Trophy, sendo o MVP da pós temporada. 

    Os destaques nos playoffs vão para David Krejci, que foi líder da Liga em pontos na pós temporada (23). O jogador também foi líder em gols, marcando, desta forma, 12 em todos os 4 rounds da competição. Atrás dele, do roster dos Bruins, fica Brad Marchand, com 11 gols. 

    A comemoração

    Por fim, após a entrega do troféu, o Boston finalmente traz a Stanley Cup para casa três dias depois do jogo 7, comemorando a conquista em uma Parade nas ruas de Boston. O time percorre cerca de 3 km, acompanhados de uma multidão de cerca de um milhão de pessoas entusiasmadas com a volta de uma taça para a cidade, que não ocorre desde 2007, quando o Boston Red Sox conquista a World Series.

    Ao longo da década, os Bruins não venceriam mais nenhuma taça, chegando nas finais apenas mais duas vezes. Mas o que o Boston deixa para a Liga nos últimos 10 anos é um legado. De jogadores, recordes e conqusitas. Um grande legado de um time que vem se reconstruindo a cada temporada com um único intuito: trazer a taça de volta para a casa. 

    Portanto, aos fãs, resta esperar e torcer para assistir de perto outra vez a história se repetir este ano.