Autor: Cristiane Andrade

  • Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Após três rounds dos playoffs, e vinte anos depois da última aparição por lá, o Dallas Stars é um dos finalistas da Stanley Cup. O time, que derrotou o Vegas Golden Knights em cinco jogos na Final da Conferência Oeste, mostrou a que veio e se colocou mais perto ainda do grande prêmio.

    Mesmo com uma temporada regular instável, a equipe do Texas soube aproveitar muito bem suas oportunidades e, consequentemente, levou a melhor sob um dos melhores times da NHL. 

    Aqui vai um resumo com os principais momentos da série entre os dois times, e com uma análise das chances que o Dallas Stars tem de levar a Stanley Cup para casa. 

    Um início incerto

    Os Stars iniciaram o primeiro jogo da Final de Conferência com o pé direito. A equipe começou a partida marcando o primeiro gol com John Klingberg, aos 2:36 do primeiro período. Após abrir o placar, dominou o rival, tornando-se mais ativo na zona ofensiva, e tendo mais tiros a gol. Apesar de Vegas ter tentado reagir em alguns momentos isolados, ao fim dos três períodos foi Dallas que garantiu a vitória com apenas um gol. 

    Porém, a segunda partida contou uma história diferente. Ambas as equipes mantiveram o placar zerado durante o primeiro período. Já na segunda etapa, os Golden Knights decidiram mudar o rumo do jogo, e equipe de Vegas foi para o terceiro período com uma vantagem que, devido ao mau desempenho de Dallas ofensivamente, se manteve até o fim da partida. Com isso Vegas garantiu sua primeira vitória na série. 

    O sucesso inesperado de Dallas

    Mesmo com a série empatada, os Stars não entregaram o jogo. Após a execução de todo o primeiro período sem gols por ambas as partes, eles foram o primeiro a abrir o placar. No entanto, Vegas empatou com Shea Theodore no início do último período.

    Apesar de os Golden Knights terem mais tentativas a gol, e claramente se encontrarem dominando o jogo, os Stars fizeram o que tem feito de melhor durante todos os playoffs: aproveitar muito bem suas pequenas oportunidades.

    A partida precisou der decidida no overtime. Com apenas 31 segundos da prorrogação, um gol de Radulov que encerrou o jogo. Dallas voltou a assumir a vantagem na série, com 2 a 1 sobre o Vegas. 

    A vitória no Jogo 4 deveria ser algo crucial para os Stars. Se o time vencesse a partida, aumentaria a vantagem e, assim, estaria a apenas uma vitória da classificação para a Final da Stanley Cup.

    Apesar de ambas as equipes terem iniciado o primeiro período sem marcar, e Vegas ter aberto o placar na segunda etapa da partida, Dallas não se mostrou abalado. Quatro minutos após o gol do rival, Joe Pavelski acabou marcando o primeiro dos Stars e, em seguida, viu Jamie Benn seguir seus passos. 

    Sem mais finalizações no terceiro período, Dallas venceu a quarta partida da série por 2 a 1.

    Dallas Stars campeão da Conferência Oeste 

    Uma vitória no Jogo 5 poderia significar algo muito importante para Dallas: um time descansado física e mentalmente para enfrentar seu adversário na Final da Stanley Cup. Com vantagem de 3 a 1 na série, uma classificação mais rápida não seria impossível.

    Vegas, no entanto, tornou o trabalho dos Stars muito mais difícil.

    Por ser um time que, nos últimos 3 rounds, criou um estilo de jogo que atacava mais inicialmente, Dallas se viu perdido quando Chandler Stepheson marcou para Vegas na primeira metade do primeiro período. A partir daí, até o fim da primeira e segunda etapa, Dallas teve poucas brechas em jogo para atacar e, consequentemente, menos disparos a gol. 

    Complicando ainda mais a situação do time do Texas, Reilly Smith aumentou a vantagem dos Golden Knights, marcando o segundo do time no jogo no terceiro período. Após 40 minutos ausentes, em que a atuação de Anton Khudobin no gol foi essencial para que a equipe se mantivesse na partida, o ataque do Dallas Stars finalmente começou a reagir. 

    O time passou a entrar mais no jogo, criando mais chances a gol, e após algumas tentativas, Jamie Benn por fim finalizou, colocando Dallas na partida outra vez. Seguindo o gol de Benn, a equipe continuou a pressionar na zona ofensiva, dando trabalho em dobro para o goleiro Robin Lehner e a defesa de Vegas. Ambos a essa altura do campeonato, com toda a pressão de Dallas, tentavam apenas segurar o jogo em 2 a 1. 

    No entanto, bastou que umas das peças chaves dos Stars nos playoffs aparecesse no momento certo para que o jogo tomasse outro rumo. Aos 16 minutos do terceiro período, com passes de Klingberg e Gurianov, Joel Kiviranta marcou para Dallas e empatou a partida. Novamente vimos Kiviranta agindo em momentos essenciais e, pela segunda vez, levando os Stars para overtime em um jogo crucial.

    Não foi necessário muito tempo para que Dallas agisse novamente. Aos 3:36 da prorrogação, Gurianov colocou o puck no fundo da rede, e deu a vitória à equipe. Depois de apenas cinco jogos (o menor número disputado pelos Stars para conseguir uma classificação), o time garantiu sua primeira passagem em 20 anos para a Final da Stanley Cup.

    Atuações notáveis

    Existem algumas atuações de Dallas na série que merecem ser exaltadas. Uma delas é a de Anton Khudobin. Segundo com mais vitórias nos playoffs, o goleiro fez defesas excepcionais durante a série, muito importantes para a permanência dos Stars na competição. Quando a defesa do time não se fez presente, Khudobin segurou as pontas de maneira exemplar durante os cinco jogos. 

    Além do goleiro, o capitão do time, Jamie Benn, também presenteou o torcedor de Dallas com grandes atuações. Sendo um dos principais marcadores do time, Benn se manteve ao máximo na zona ofensiva durante a série, finalizando e também colaborando com assistências. Seu companheiro de linha, Alex Radulov, também foi essencial para o time. Ele não apenas marcou no período regular da partida, como também decidiu para Dallas no overtime

    Por último, é preciso ressaltar o grande desenvolvimento de Denis Gurianov e Joel Kiviranta. Apesar de novos nos playoffs, conseguiram mostrar um estilo de jogo estável e muito eficiente para a equipe, contribuindo com gols e assistências. Outro fator importante é que, apesar da menor quantidade de ice time, ambos os jogadores têm aparecido em momentos cruciais para o time. 

    Na série contra Vegas não foi diferente. Enquanto Kiviranta fez o gol de empate que levou o time ao OT, Denis Gurianov foi responsável por marcar na prorrogação e colocar a equipe na final. Com toda a certeza, se tornaram, em pouco tempo, peças essenciais no elenco vitorioso de Dallas. 

    Já Vegas, apesar de não ter alcançado a classificação, também contou com atuações importantes. Entre estas estão Mark Stone, Reilly Smith, Shea Theodore e Alex Tuch. Os jogadores em questão não fizeram apenas um bom trabalho na série contra Dallas, mas também foram peças essenciais no ataque dos Golden Knights tanto na hora da finalização, quanto na criação de oportunidades. Infelizmente, a ida do time para a Final ficou para outro dia, mas não por falta de talentos no elenco. 

    O que esperar da série contra o Tampa Bay

    Não é surpresa que o Tampa Bay Lightning é um dos principais favoritos ao título. Isso é algo que vem sendo dito desde o início não só dos playoffs, mas da temporada também. Além de ter feito uma ótima temporada regular, o time também tem mostrado exceder as expectativas desde o retorno da NHL. Até o momento, nenhuma série que a equipe disputou chegou a se estender para um Jogo 7, e nomes como Nikita Kucherov, Victor Hedman e Brayden Point vêm sendo responsáveis por isso. 

    Point é o líder em gols na equipe, seguido de Hedman e Palet. O jogador também é o segundo em assistências, ficando atrás apenas de Kucherov. 

    Além disso, também contam com o goleiro, Andrei Vasilevskiy, em uma de suas melhores fases, sendo o mais vitorioso nos playoffs, e o terceiro com melhor média de gols sofridos (1.82). Portanto, são jogadores que têm feito grande diferença, e que podem ser um problema frequente para Dallas. 

    Se os Stars quiserem levar a Stanley Cup para casa, terão que manter o ritmo de jogo de suas últimas partidas, sempre tentando se manter na zona ofensiva e marcar o quanto antes. Além disso, é importante que o time prepare sua defesa muito bem pois, com as atuações que Kucherov e Point tem apresentado nos playoffs, será necessário cobrir todas as brechas possíveis. 

    A Final da Stanley Cup começa neste sábado (19), às 20:30 no horário de Brasília. Os dois times já nos mostraram o que têm de melhor durante toda a pós-temporada, portanto, nos resta agora esperar para ver qual deles sairá vitorioso. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • A nova franquia Vegas Golden Knights

    A nova franquia Vegas Golden Knights

    Duas décadas após sua última expansão, em 2017 a NHL enfim decidiu agraciar seus torcedores com um novo time. Indo contra todo os indicativos, a liga fez uma de suas manobras mais ousadas: tornou Las Vegas a casa da futura equipe.

    Mesmo com os diversos problemas que poderia encontrar no caminho, o Vegas Golden Knights veio ao mundo oficialmente no ano de 2017, e mostrou que não seria apenas mais um simples time de expansão.

    Em mais um texto do especial “10 for 10“, a história da equipe de Vegas e como ela se tornou, em tão pouco tempo, uma das melhores da NHL.

    Viva Las Vegas

    Apesar de nunca ter sido sede de um time de hockey, a NHL e a cidade de Las Vegas já eram familiares entre si. Uma amizade que ambos mantêm desde 1991, quando Vegas sediou o primeiro outdoor game da Liga, e que permanece até hoje, com a cidade sediando o NHL Awards anualmente. 

    No entanto, os rumores de que Las Vegas teria um time para chamar de seu vieram apenas em 2014. Isso porque teve início a construção de uma futura arena na Las Vegas Strip, apesar de a própria NHL negar as informações. Em novembro do mesmo ano, outro rumor cresceu entre a comunidade do hockey, afirmando que a Liga havia selecionando o empresário Bill Foley e a família Maloof (antigos donos do Sacramento Kings, da NBA) para serem proprietários de um time em Las Vegas. 

    Cedendo aos pedidos, em dezembro o conselho de governadores da NHL permitiu que Foley realizasse uma campanha para detectar o interesse de um possível time em Las Vegas, embora Gary Bettman, comissário da NHL, tenha alertado a mídia para que não tornasse o acontecimento em algo maior do que realmente era.

    A campanha dos ingressos se iniciou em fevereiro de 2015, e teve mais sucesso do que o esperado. Em seu primeiro dia e meio, 5.000 depósitos para ingressos foram realizados, atingindo sua meta de 10.000 depósitos em abril do mesmo ano. Assim, devido ao grande êxito da campanha, a NHL abriu oficialmente a janela para que possíveis proprietários pudessem licitar o futuro time de expansão da Liga. 

    Dois pedidos de expansão foram apresentados: a oferta de Foley, para um time em Las Vegas, e outra da empresa Quebecor, que traria de volta o Quebec Nordiques em uma nova arena na cidade de Quebec. Em agosto de 2015, ambos avançaram para a segunda fase do processo de expansão. Posteriormente, também foram para a Fase 3, na qual uma das ofertas seria escolhida.

    Porém, em 22 de junho de 2016, a oferta de Quebec foi descartada e, consequentemente, Foley acabou trazendo a NHL para Las Vegas. O time se tornou a primeira equipe profissional a ter sede na cidade e, por conseguinte, o primeiro time de expansão da Liga Nacional de Hockey desde o ano 2000.

    Com vocês, Vegas Golden Knights

    Após todas as burocracias serem acertadas, Foley se comprometeu em pagar uma taxa de 500 milhões de dólares para a NHL e, enfim, pôde iniciar o processo de contratação da equipe que faria parte do time de Vegas. George McPhee, antigo General Manager do Washington Capitals, foi um dos primeiros contratados, e se tornou o primeiro GM da franquia. 

    O time veio a receber um nome ao fim do ano de 2016. Até o momento da cerimônia de revelação, acreditava-se que este seria escolhido dentre três opções: Black Knights, Desert Knights e Golden Knights. Por fim, após muitas especulações, a equipe de Las Vegas anunciou através de cerimônia nas dependências da T-Mobile Arena (futura casa do time) em 22 de junho do mesmo ano que, oficialmente, se chamaria Vegas Golden Knights.

    Era notável que, por ter se formado na Academia Militar West Point, Foley desejava que o nome tivesse a palavra Knight (em português, cavaleiro), como homenagem ao mascote da Academia pela qual se formou. Ele ainda completou afirmando que a palavra foi selecionada porque “cavaleiros são os defensores do reino e protegem aqueles que não podem se defender […], são a classe guerreira de elite.”

    Em seguida, o time ainda afirmou que suas cores seriam cinza-aço, dourado, vermelho e preto, justificando que o motivo da escolha era refletir na comunidade de Las Vegas:

    “Cinza-aço representa força e durabilidade. Nevada é o maior produtor de ouro dos Estados Unidos, é um metal precioso de alto valor e é uma cor vista no terreno de Las Vegas. O vermelho vem do horizonte de Las Vegas, do deserto e da beleza dos cânions de Red Rock; vermelho também é uma cor associada à prontidão para servir. E o preto representa poder e intensidade.”

    O logo também referiu-se diretamente à palavra Knight. O capacete remete ao que os cavaleiros medievais tinham o costume de usar em suas lutas, tendo a cor dourada presente para consolidar ainda mais a paleta e o nome da equipe.

    Para representar a cidade de Las Vegas, o time decidiu incluir no próprio logotipo a letra “V”. Os logotipos secundários também homenageiam a cidade, incluindo as espadas que criam a estrela do símbolo “Bem-vindo a Las Vegas”.

    Por fim, Foley afirmou que “o nome e logotipo do Vegas Golden Knights incorporam esta grande cidade e a missão da equipe.” Continuou ainda informando que seu desejo seria que “quando as pessoas virem [o logotipo], queremos que digam ‘Esses caras nunca desistem. Esses caras vão vencer.’ ”

    O draft de expansão

    Em 1 de março de 2017, a equipe finalizou os pagamentos da taxa de expansão, e tornou-se elegível para iniciar, de maneira formal, suas operações. A primeira manobra do time foi assinar um contrato entry-level de três anos com o center Reid Duke – atualmente, o jogador ainda é um prospect de Vegas.

    Em seguida, anunciou a contratação de Gerrard Gallant, em abril de 2017, para ser o primeiro treinador da franquia. Ainda informou que também havia feito afiliações com dois farm teams: Chicago Wolves (AHL) e Quad City Mallards (ECHL). Assim, a equipe poderia desenvolver melhor uma futura base de jogadores importantes.

    O time deu continuidade na contratação de seus futuros jogadores no Draft de Expansão do mesmo ano. O evento aconteceu em 21 de junho de 2017, durante o NHL Awards. Na ocasião, Vegas tinha o direito de selecionar um jogador disponível de cada uma das 30 equipes da Liga. 

    Antes disso, a NHL criou algumas regras, para que o novo time de expansão e também os demais times da Liga não saíssem prejudicados. Uma destas permitia que cada time poderia proteger sete atacantes, três defensores e um goleiro. Ou, se fosse da vontade da equipe em questão, um goleiro e oito jogadores, independentemente de suas posições. Também foi permitido que apenas jogadores com dois ou mais anos de experiência na NHL ou AHL participassem da seleção. 

    O combinado era que os times enviassem a lista com os jogadores que não participariam da expansão até o dia 17 de junho. Dos 30 jogadores selecionados pela equipe, pelo menos vinte deveriam estar sob contrato para a temporada 2017-18. Outra exigência da NHL foi que, dentro de suas escolhas, os Golden Knights deveriam selecionar, pelo menos, quatorze atacantes, nove defensores e três goleiros. 

    Assim, o Draft de expansão aconteceu. O primeiro jogador a ser selecionado pelo time foi Calvin Pickard, do Colorado Avalanche. Apesar de a equipe de Las Vegas ter selecionado 30 jogadores, alguns acabaram se destacando mais na época. Entre eles, o goleiro Marc-Andre Fleury, que veio para o time dias após conquistar sua segunda Stanley Cup na década com o Pittsburgh Penguins. Outros nomes notáveis foram James Neal (Nashville Predators), William Karlsson (Columbus Blue Jackets), David Perron (St. Louis Blues) e Erik Haula (Minnesota Wild). 

    Pouco depois, em julho, os Golden Knights participaram do NHL Draft de 2017. Com a quinta escolha geral, a equipe selecionou Cody Glass. Mais tarde, com a 13ª e 15ª escolhas, os Golden Knights selecionaram, respectivamente, Nick Suzuki e Erik Brannstrom. 

    Primeira temporada, e sucesso imediato

    Com um time já formado, a equipe fez sua estreia na NHL em um jogo contra o Dallas Stars, garantindo sua primeira vitória na Liga. Infelizmente, o início da jornada do time não foi tão alegre quanto Vegas desejava. A cidade ficou arrasada quando, em 1 de outubro de 2017, cinquenta e oito pessoas foram vítimas de uma massacre, que ocorreu durante um festival country.

    Após o ocorrido, a cidade inteiro promoveu o movimento Vegas Strong, com a intenção de mostrar que, mesmo com a tragédia, estando unidos seria a melhor forma de enfrentar a dor pela qual passaram. Os Golden Knights não foram diferentes dos demais moradores de sua casa. Durante o jogo contra os Stars, a equipe homenageou as 58 vítimas com um discurso emocionanete do capitão do time na época, Deryk Engelland. A fala reforçou a necessidade de enfrentarem isso juntos, e que a equipe faria o possível para ajudar.

    Mais tarde, durante o último jogo da equipe em casa na temporada regular, em 31 de março, Vegas voltou a reforçar seu apoio ao ocorrido. Foi pendurada na T-Mobile Arena um grande banner, que homenageou as 58 vítimas do ataque através de 58 estrelas. A intenção foi que, mesmo com o passar dos anos, todos pudessem olhar para o banner e lembrar das cinquenta e oito vidas que se foram precocemente.

    Após disputar sua nona partida, a equipe de Las Vegas enfim bateu seu primeiro recorde histórico: tornou-se o primeiro time de expansão na história da NHL a iniciar sua temporada inaugural vencendo oito de seus nove primeiros jogos. Mesmo tendo iniciado a temporada com um déficit de goleiros devido a lesões, conseguiu manter-se como uma das melhores da temporada 2017-18.

    Com a chegada de 2018, o sucesso do Vegas Golden Knights apenas aumentou. Em 1 de fevereiro, o time quebrou outro recorde, tornando-se a equipe de expansão com mais vitórias em menos de 54 jogos, após vencer sua 34ª partida. Já no dia 21, o time garantiu outro marco histórico, sendo a equipe de expansão com mais pontos (84) em sua temporada inaugural. 

    Após uma grande temporada regular, os Golden Knights garantiram a tão almejada vaga aos playoffs em 26 de março de 2018. Desta forma, Vegas se tornou a primeira franquia da NHL desde o Edmonton Oilers e o Hartford Whalers, em 1979, a ir para os playoffs em sua temporada de estreia. 

    O time venceu sua primeira série nos playoffs, contra os Kings, tornando-se a primeiraexpansão a conquistar o feito em sua primeira temporada. Depois, derrotaram o San Jose Sharks e, seguidamente, o Winnipeg Jets, já na Final de Conferência. Os Golden Knights garantiram sua primeira ida a uma Final da Stanley Cup em seu primeiro ano de existência. Porém, a equipe não teve o desfecho que almejava, sendo derrotada pelo Washington Capitals em cinco jogos. 

    Ainda assim, para um time de expansão, e que fazia sua estreia da Liga Nacional de Hockey, o Vegas Golden Knights chegou muito longe. Foi neste momento que deixou de ser apenas a nova aquisição da NHL e se tornou uma das equipes mais fortes na competição. Desde então, eles têm provado isso a cada temporada, apesar de ainda não terem repedido a empreitada até uma Final da Stanley Cup. 

    Podemos anotar em nossas agendas que 2018 não terá sido a última vez em que vimos os Golden Knights chegando perto de sua primeira taça. O time possui um elenco espetacular. Elenco este que já provou o quanto pode fazer pela equipe, e o quanto quer fazer com que o momento de levantar a Stanley Cup chegue o mais rápido possível para o Vegas. 

    Foto: Reprodução/Twitter do Vegas Golden Knights

  • Com shutout no Jogo 7, Golden Knights avançam para Finais de Conferência

    Com shutout no Jogo 7, Golden Knights avançam para Finais de Conferência

    O Vegas Golden Knights entrou na competição como um dos favoritos à Stanley Cup. Após chegar perto do título em 2018, o time tem mostrado mais potencial a cada jogo, dando indícios cada vez mais claros de que a sua busca pelo título está longe de chegar ao fim. 

    Após derrotar o Chicago Blackhawks no primeiro round dos playoffs, Vegas, por fim, classificou-se para a segunda etapa da competição. Tendo o Vancouver Canucks como seu oponente na série, a equipe de Las Vegas entendeu que o desafio de avançar para a Final da Conferência Oeste não seria fácil.

    Com um time repleto de novos talentos, os Canucks entraram no segundo round com a intenção de uma disputa de igual para igual contra a equipe estadunidense. Mas, após sete jogos intensos, a série chegou ao fim na sexta (4), e o desfecho foi um adeus do time canadense para a competição.

    Bate e volta de vitórias contra Vancouver

    Logo na primeira partida contra Vancouver, os Golden Knights já provaram que sua estadia na pós-temporada não seria curta. Com uma derrota por 5-0, a única possibilidade para os Canucks seria focar em um melhor desempenho na segunda partida. Usando essa filosofia, equipe canadense conseguiu entrar bem no segundo jogo e sair com a vantagem sobre oponente. 

    Com a série empatada, os dois times vão para o Jogo 3 em busca de vantagem. Mas quem acabou saindo à frente do placar foi o Vegas Golden Knights. Com a falta de finalizações a gol dos Canucks na partida, os Golden Knights mantiveram a vantagem. Por fim, o time de Nevada venceu o confronto e garantiu a vantagem de 2 a 1 na série. Vale ressaltar que, em apenas três jogos da rodada, Robin Lehner conseguiu dois shutouts, mantendo grande desempenho na rede de Vegas.

    A breve decaída do Vegas Golden Knights

    Em relação a tentativas a gol, o Jogo 4 talvez tenha sido a partida em que os dois times mais disputaram de igual para igual. Apesar do grande hype que o time manteve nos 4 primeiros jogos, a quinta partida trouxe a queda do desempenho do Vegas na série. Após 20 minutos sem nenhuma finalização a gol de ambos os lados, foi Shea Theodore quem marcou o primeiro dos Golden Knights na partida, durante o segundo período. Mas o time viu a vantagem se esvair 24 segundos depois, quando os Canucks empataram. Para fechar de vez o confronto, Vancouver marcou o segundo último período, garantindo a vitória. 

    No Jogo 6, Vancouver conseguiu manter o mesmo ritmo da quinta partida. Algo necessário pois, se os Golden Knights vencessem o jogo, os Canucks diriam adeus aos playoffs. Mas ao marcar com Jake Virtanen, aos 2:50 do primeiro período, os Canucks mostraram que estavam longe de se despedir da competição. Sem gols no segundo tempo, foi o próprio Vancouver quem voltou à partida no último período mostrando dominância, e marcando mais três gols. 

    Novamente um empate na série.

    Por mais que a vitória tenha sido de Vancouver nos jogos cinco e seis, foi Vegas quem teve mais shots on goal e, de certa forma, dominou as partidas por muito tempo. Ou seja, foi notável o quanto os Canucks souberam aproveitar muito bem suas oportunidades em jogo para finalizar as jogadas e, assim, manterem-se na competição. 

    Enfim, Golden Knights na Final da Conferência Oeste

    Por ser um Jogo 7, e a série estar empaada, esperavasse na partida um grande desempenho para ambos os lados. Porém, a queda dos Canucks foi notável: no primeiro período, o time disparou apenas duas vezes ao gol, contra 11 tiros de Vegas.

    Novamente, na segunda etapa do jogo, ambas as equipes mantém o placar em zero a zero, e Vegas mantém a dominância de SOG, diminuindo apenas por um disparo em comparação ao primeiro período. Finalmente, no terceiro, as coisas começaram a se desenvolver quando Shea Theodore abriu o placar para Vegas em um gol no power play. Aqui, os Canucks começaram a tentar entrar na partida, criando mais tentativas a gol. 

    Mas quando os Golden Knights marcaram o segundo, com Alex Tuch e logo em seguida o terceiro, com Paul Stastny, as chances do time canadense conseguir um empate eram quase nulas. A partir daí, a única coisa necessária para Vegas era segurar a liderança. 

    Seis segundos após o terceiro gol da partida, o apito final soou. Depois de sete jogos, o Vegas Golden Knights se classificou para a Final de Conferência pela segunda vez em sua história na NHL. 

    Atuações notáveis da série

    Vancouver não apenas contou com o grande desempenho de seus veteranos, mas também com o talento dos jogadores mais novos. Bo Horvat, capitão da equipe, foi o responsável pela maior parte dos gols feitos pelos Canucks, juntamente de Elias Petterson e J.T. Miller. Os dois últimos não só participaram de grande parte das finalizações do time, como também realizaram a maior parte das assistências aos gols.

    Destaque também para Quinn Hughes, que mostrou outra vez ser um jogador completo no gelo; além de exercer seu papel na zona defensiva com êxito, também participou de muitas jogadas a gol da equipe. Dessa forma, acabou se tornando o líder em assistências dos Canucks nos playoffs.

    Apesar de a classificação para a Final de Conferência não ter vindo em 2020 para Vancouver, oportunidades futuras não faltarão, pois o time possui um grande elenco suficientemente capaz de alcançar o feito.

    Quando falamos de atuações destaques do Vegas Golden Knights, é necessário falar de Shea Theodore. O jogador não só é o líder em assistências do time (10), como também é o segundo atleta da equipe que mais finalizou a gol. Ele ficou atrás apenas de Alex Tuch. Claramente, um grande reforço para a equipe de Nevada nos playoffs, e que pode ser um dos responsáveis a levar o time a conquistar seu primeiro título.

    Mark Stone, Alex Tuch e Reilly Smith também foram grandes adições na zona ofensiva do Vegas no round, sempre se fazendo presentes em grande parte das jogadas e nos momentos mais necessários. 

    O que esperar da série contra o Dallas Stars

    Algo que ficou extremamente perceptivo em apenas um jogo da Final de Conferência é que o Dallas Stars que Vegas enfrentou na temporada regular e Round Robin não é o mesmo time que a equipe encontrou nesta série dos playoffs.

    Após muita frustração, o time do Texas enfim encontrou seu estilo de jogo, e o tem executado muito bem, com a ajuda de diversos jogadores mais novos como Miro Heiskanen, Roope Hintz e Denis Gurianov. A equipe tem produzido cedo nas partidas, e em consequência, acaba sendo a primeira a marcar gols. 

    Então, se Vegas conseguir sobreviver a esta pressão inicial imposta pelo time, e não desperdiçar as tentativas a gol, as chances de avançar para a Final da Stanley Cup são grandes. Com jogadores como Shea Theodore fazendo um ótimo desempenho no ataque, e Robin Lehner em uma de suas melhores fases no gol, o time tem grandes oportunidades de evoluir cada vez mais na competição.

    A série contra o Dallas Stars iniciou no último domingo (6), e contou com a primeira vitória dos Stars. No Jogo 2, na terça-feira, os Golden Knights devolveram o shutout e empataram a série. Ainda há muito a ser disputado pela frente, o que nos resta é aguardar os próximos capítulos. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • No overtime, Stars se classificam para Final da Conferência Oeste

    No overtime, Stars se classificam para Final da Conferência Oeste

    O Dallas Stars iniciou a série contra o Colorado Avalanche com o pé direito. Após derrotar o Calgary Flames no primeiro round, o time partiu para a próxima etapa dos playoffs com grande confiança. Somado a isso, o time mostrou também um estilo de jogo diferenciado do que vinha apresentando nos últimos tempos.

    Estilo de jogo este que, por fim, parou um dos ataque mais rápidos da NHL e, assim, garantiu à equipe uma classificação para a Final da Conferência Oeste. 

    A série chegou ao fim na última sexta (4), após sete jogos intensos. Ela trouxe grandes atuações, com direito a chuva de gols e recordes conquistados. Portanto, aqui vai um recap dos melhores momentos da série, e, por fim, o que esperar do Dallas Stars na próxima etapa da competição.

    Um Dallas Stars diferente

    Não é surpresa alguma que Dallas não era um dos principais favoritos a conquistar a Stanley Cup.

    Com um estilo de jogo muitas vezes instável, os Stars sofriam com tentativas a gol desperdiçadas, e falta de desempenho de seus principais jogadores. Num geral, muitas vezes o time não parecia ter sintonia, algo que era extremamente preocupante, e que poderia resultar em uma eliminação precoce dos playoffs. 

    Mas as coisas pareceram mudar na série contra Calgary, principalmente nos últimos jogos. Quando a equipe de Dallas soube aproveitar as oportunidades no gelo, o resultado imediato foi a classificação para o segundo round. Assim, o time que antes era visto como o menos favorito à taça, passou a ser a equipe que poderia dar trabalho para o Colorado Avalanche

    Tudo que o time precisou para mostrar ao que veio foi o primeiro jogo da série, que foi acompanhado de de ótimas atuações de seus veteranos. Quando os jogadores mais importantes do time elaboram grandes jogadas e mostram todo seu desempenho no gelo, é de se esperar que os Stars não queiram fazer apenas um breve passeio pelo segundo round. 

    No jogo dois, os Stars mantiveram o ritmo. Apesar do Avalanche ter sido o primeiro a abrir o placar, foi Dallas quem assumiu as rédeas e ditou o ritmo da partida depois disso.

    A um passo (ou jogo) da classificação

    Após grandes atuações, os Stars enfrentaram seu primeiro empecilho no terceiro jogo da série. Apesar de marcar com Seguin no primeiro período, e assumir a vantagem, o time diminuiu seu desempenho na segunda etapa da partida. Um minuto após o primeiro gol do Dallas, o Avalanche marcou seu primeiro e, partir daí, dominou completamente a partida. Com gols de Zadorov, Burakovsky e Landeskog, o Colorado assumiu a vantagem e, assim, mostrou o porque tinha um dos melhores e mais proveitosos ataques da NHL. O time de Denver diminuiu a vantagem dos Stars na série, ficando atrás por apenas um jogo. 

    Todavia, a vitória do Colorado Avalanche no terceiro jogo não foi o suficiente para desmotivar o Dallas Stars. Mesmo com os dois gols do Avalanche na segunda etapa do Jogo 4, os Stars ainda lideravam o placar e se mantinham confiantes. Por fim, com gols de Hintz e Gurianov no terceiro período, o Dallas deu sua cartada final e garantiu a vantagem. Vantagem esta que continuou, mesmo após o Avalanche ter aumentando seu desempenho na partida, e, consequentemente, marcado mais dois gols.

    Mais uma partida do round que chegou ao fim, mais uma vitória e grande aproveitamento do Dallas Stars. Em quatro confrontos, a equipe mostrou exatamente o estilo de jogo que todos esperavam dos Stars: um jogo de início rápido, eficiente e efetivo. A pressão que o time impôs ao Avalanche nos primeiros minutos de cada uma das partidas foi o que os levou a vitória em cada confronto. Ao fim do Jogo 4, a única coisa que separava o Dallas Stars da classificação era uma vitória. 

    No entanto, a queda no desempenho e falta de sincronia de certas linhas, acabou dando um prejuízo desnecessário ao time do Texas na competição. 

    A decaída dos Stars, e wake-up call do Avalanche

    Faltando apenas um jogo para que a equipe garantisse a vaga na Final da Conferência Oeste, era de se esperar que Dallas mantivesse o bom desempenho. Mas, para a infelicidade dos fãs dos Stars, não foi dessa maneira que as coisas aconteceram.

    O Avalanche, que vinha de diversos desfalques desde o início da série, acabou somando mais um com Pavel Francouz, inapto para assumir a rede do time. Assim, Michael Hutchinson, terceiro goleiro do time, passou a assumir a posição.

    Hutchinson não disputava pelos Avs desde março de 2020. A essa altura do campeonato, poderia ser um empecilho a mais para o time. No entanto, tudo pareceu dar certo, e Colorado venceu sua segunda partida no round.

    No Jogo 6, Dallas iniciou o primeiro período com ótimo desempenho, criando mais oportunidades a gol do que o rival. Como consequência, foi o primeiro a marcar, aos 17:35 minutos do primeiro período, com Miro Heiskanen. No entanto, faltando apenas 30 segundos para o fim dos primeiros 20 minutos da partida, o Avalanche igualou o placar. O time de Denver voltou a marcar no segundo, aumentando ainda mais a vantagem. 

    Quando Rantanen e MacKinnon marcaram no terceiro período, era de se esperar que Dallas não conseguiria a classificação naquela noite. Apesar de ter ido mais chances, os Stars se viram derrotados mais uma vez pelo Colorado Avalanche. 

    O time que antes possuía vantagem de 3 a 1, e grandes chances de passar de forma rápida para a próxima fase da competição, viu o oponente acordar na disputa, superar as adversidades e aproveitar muito bem cada chance para empatar a série.  

    Destino de Dallas: enfim, a Final da Conferência Oeste

    Os Stars mostraram o quanto queriam a vitória logo no início do Jogo 7, ao marcarem no terceiro minuto do primeiro período. A cortesia ficou por conta de Radulov, que fez o gol durante o primeiro power play do time na partida. No entanto, acabaram perdendo a vantagem no placar quando Namestnikov e Burakovsky marcaram para o Avalanche.

    No segundo período, a atuação dos jogadores novatos foi essencial para colocar os Stars de volta no jogo. Joel Kiviranta, que havia disputado apenas dois jogos de playoffs por Dallas anteriormente, entrou na partida e marcou seu primeiro, e segundo com os Stars. No entanto, a alegria do time do Texas durou apenas até quando Nazem Kadri marcou, dando a liderança a Colorado pela primeira vez no jogo. 

    Até aqui, Dallas se manteve estável na partida, mas presenciou Colorado criando mais chances de gol. O time precisou segurar as pontas para não deixar o time de Denver aproveitar as brechas em jogo e marcar. Por isso, colocando em prática outra vez a mentalidade rápida que adquiriram nos playoffs, os Stars não perderam tempo ao marcar no início da terceira etapa.

    Com empate na partida, Namestnikov voltou a colocar o Avalanche na frente. Novamente, Dallas viu sua vida sendo salva pela grande atuação de suas estrelas mais novas. Com assistência de Heiskanen e Hintz, Kiviranta colocou o puck no fundo da rede e foi o responsável por manter s Stars na competição. Ao fim do tempo regulamentar, o placar era 3-3.

    Com suas melhores peças em jogo, os dois times entraram em gelo para disputar o overtime. Pelo desempenho apresentado no início da prorrogação, as apostas estavam com o Colorado Avalanche, que conseguiu elaborar cinco tentativas a gol contra uma dos Stars. 

    Mas Dallas foi contra as probabilidades. Se Kiviranta havia garantido o overtime para o time, era justo que fosse o rookie que garantisse também a passagem para a próxima fase. O finlandês marcou no oitavo minuto da prorrogação e, assim, direcionou os Stars diretamente para a Final da Conferência Oeste. A equipe não alcançava este feito desde 2008. 

    Atuações de destaque na série 

    É difícil falar de apenas uma atuação notável por parte do Colorado Avalanche durante a série. O time de Denver soube explorar muito bem todos os seus jogadores, e é isso que acaba colocando a equipe entre as melhores. Mesmo perdendo peças importantes ao longo do caminho, a equipe fez quase o impossível com o elenco restante para se manter na disputa.

    Nathan MacKinnon sempre será digno de destaque pelas grandes atuações em gelo que propicia ao fã de hockey. Mas, para que o canadense marque, existe um time inteiro que se envolve nas jogadas, da zona defensiva à ofensiva. Mikko Rantanen, juntamente com Cale Makar e Gabriel Landeskog, foram os principais responsáveis por trás das principais tentativas a gol do time. Não só neste round, mas nos jogos anteriores.

    Nazem Kadri também foi peça importante no time, e um dos jogadores que mais finalizou no gol, com Rantanen logo atrás. Andre Burakovsky também teve grande desempenho, ocupando o segundo lugar em gols marcados no time (junto de Rantanen), e se tornando o responsável por colocar o Avalanche na disputa diversas vezes durante a série.

    Makar também merece reconhecimento por, não apenas exercer muito bem sua posição na zona defensiva, mas também por participar constantemente no ataque do time.

    Por sua vez, o Dallas Stars por fim mostrou um tipo de jogo que era esperado do time há anos, composto de jogadas rápidas e certeiras. Tudo isso, somado a um estilo de jogar mais físico e presente no gelo, foi o que resultou na classificação do time para a próxima fase da competição. 

    Mesmo com todos estes fatores, Dallas contou com muitas atuações pontuais e importantes. Miro Heiskeinen, que é um dos defensores do time que mais se fez presente também na linha ofensiva, mostrou novamente o quanto é um jogador completo. Ele participou de grande parte das jogadas a gol dos Stars nos playoffs, ocupando assim o segundo lugar em pontos e o primeiro em assistências no geral da competição.

    A linha principal do time, formada por Seguin, Benn e Radulov também voltou a fazer grandes atuações. Os três jogadores não só marcaram quando foi necessário, mas também deram assistências para muitas das jogadas do time a gol.

    A menção honrosa vai para Joel Kiviranta, que se tornou o herói mais improvável do Dallas Stars nos playoffs. Após disputar dois jogos pelo time, o finlandês entrou no Jogo 7 contra o Avalanche e apresentou um dos melhores desempenhos da partida. Além de ter se adaptado bem a equipe, o jogador apareceu e mostrou desempenho consistente no momento certo. Kiviranta se tornou o sétimo jogador na história da NHL a marcar um hat-trick durante um Jogo 7, sendo o único rookie da lista.

    O que esperar de Dallas Stars e Vegas Golden Knights

    O Vegas Golden Knights já mostrou que possui muita vontade e as peças essenciais para levar o time até a Final da Stanley Cup. Jogadores como Alex Tuch, Shea Theadore e Mark Stone, tem mostrado ser grandes adições no ataque do time de Las Vegas. Tudo isso, somado à grande eficiência por parte de Reilly Smith na elaboração das jogadas, e um ótimo desempenho no gol com Robin Lehner, a equipe possui altas chances de passar por Dallas e ir para o destino final da competição. 

    Portanto, será necessário que os Stars não só continuem fazendo de seu jogo físico uma constante no gelo durante a rodada, mas que também saibam priorizar e entender quais jogadores podem acabar facilitando a vida do time. Os jogadores mais novos, como Roope Hintz, Miro Heiskanen e Denis Gurianov, tem mostrado serem grandes adições na zona ofensiva e finalizando a gol. 

    Seguin, Benn e Radulov provaram no segundo round que, quando conseguem trabalhar bem, o time todo acaba seguindo o ritmo. Portanto, é de extrema importância que a linha principal continue em harmonia, e marcando de fato presença no gelo. Dessa maneira, as chances do Dallas de chegar à Final após 21 anos são grandes.

    Rick Bowness, técnico do time, pareceu pensar o mesmo, quando falou sobre seus principais jogadores na coletiva após o primeiro jogo contra o Avalanche. “Quando essa linha marca um gol inicial como esse, é enorme, e então você simplesmente tem que deixá-los ir. Não vamos a lugar nenhum sem nossos melhores jogadores.”

    O primeiro jogo da série entre Dallas Stars e Vegas Golden Knights acontece neste domingo (06), às 21 horas. Se as atuações de ambos os times até aqui foram um indicativo de como será o round, podemos com certeza esperar por grandes jogos.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Jogadores da NHL tomam frente no adiamento de jogos

    Jogadores da NHL tomam frente no adiamento de jogos

    Motivados pela decisão de atletas da NBA e de outras grandes ligas esportivas norte-americanas, os jogadores da NHL decidiram agir e solicitaram à liga que os jogos de quinta e sexta-feira fossem adiados, em solidariedade e protesto contra a brutalidade policial nos E.U.A.

    A declaração veio ontem (27), no ínicio da noite, após muitos jogadores se sentirem motivados pela posição dos jogadores na NBA de não realizar os jogos de quarta-feira, paralisando os playoffs na liga. Assim, os representantes da NHLPA se reuniram com Gary Bettman e expressaram a necessidade de adiar os jogos dos playoffs da Stanley Cup. A própria NHL apoiou a decisão dos jogadores, e decidiu remarcar as partidas.

    Os jogadores e a NHL afirmaram na declaração que “as comunidades negras e pardas continuam enfrentando experiências reais e dolorosas.” Também expressaram que é preciso reconhecer que “muito trabalho ainda precisa ser feito antes que possamos desempenhar um papel apropriado em uma discussão centrada na diversidade, inclusão e justiça social”. 

    Por fim, disseram que entendem que as várias tragédias envolvendo pessoas negras mundialmente exigem que esse momento seja reconhecido.

    “A NHL e NHLPA estão comprometidas em trabalhar para promover ambientes mais inclusivos e acolhedores em nossas arenas, escritórios e além.”

    Mais tarde, os jogadores dos times restantes nos playoffs participaram de coletivas de imprensa para abordar o assunto. Nas equipes da Conferência Leste, participaram apenas os capitães do Boston Bruins, New York Islanders e Philadelphia Flyers, além do defensor do Tampa Bay Lightning, Kevin Shattenkirk. Já na Conferência Oeste, Ryan Reaves, Pierre Bellemare, Nazem Kadri e Jason Dickinson tomaram a frente da coletiva, apoiados por todos os demais jogadores dos quatro times que ocuparam a sala. 

    Durante a coletiva, Reaves disse que acordou com mensagens de Shattenkirk e Bo Horvart, do Vancouver Canucks, abordando o assunto. Segundo ele, “é mais poderoso que tenha começado com jogadores brancos de outros times querendo conversar.”

    Continuou também falando sobre a importância da declaração feita pela NHLPA, “a declaração que eles fizeram é algo que vai durar. Esses dois dias não vão resolver nada, mas as conversas e as declarações feitas são muito poderosas, especialmente vindo desta liga.”

    Nazem Kadri deu continuidade, afirmando que, para que a mudança seja feita. “No futuro, toda a liga precisa estar envolvida, e não apenas uma ou duas pessoas.”

    De acordo com a NHL, os quatro jogos, que deveriam ser disputados na quinta e sexta-feira, acontecerão este sábado (29). O restante das partidas do segundo round serão ajustadas de acordo com o acontecimento dos jogos a seguir.

    Foto: Reprodução/Twitter Colorado Avalanche

  • Com direito a goleada, Canucks se classificam para o segundo round

    Com direito a goleada, Canucks se classificam para o segundo round

    Vancouver Canucks e St. Louis Blues vieram, ambos, em posições diferentes para a pós-temporada. Os Blues, líderes da Conferência Oeste na temporada regular, participaram do round robin, tendo assim classificação já garantida aos playoffs. Já para os Canucks, as coisas aconteceram de forma distinta. O time entrou na competição como uma das equipes dos qualifiers, para disputar uma vaga nos playoffs com o Minnesota Wild, eliminando este após quatro partidas e, assim, garantindo também uma passagem aos playoffs.

    Ambas as equipes acabaram se encontrando no primeiro round. No entanto, a vantagem que o St. Louis Blues possuía na regular season não foi o suficiente para parar o jovem e sagaz time de Vancouver. Assim, após seis partidas bastante disputadas, o atual campeão da Stanley Cup se viu eliminado pela equipe canadense que enfim avançou para o segundo round. 

    Portanto, com a série já finalizada, iremos relembrar aqui os melhores momentos dos seis jogos entre Vancouver Canucks e de St. Louis Blues no primeiro round.  

    Começando com o pé direito

    No primeiro jogo da série contra o atual campeão da Stanley Cup, o Vancouver Canucks já nos deu uma prévia de como o time funcionaria nos playoffs. A equipe foi a primeira a abrir o placar da partida, no entanto, foi no terceiro tempo que os Canucks deram a cartada final, terminando a partida com um placar de 5 a 2 sobre os Blues. Assim, os Canucks assumiram a liderança da série, e também mostraram um estilo de jogo que poderia vir a desestabilizar o time de St. Louis. 

    No segundo jogo do round, o time manteve o mesmo desempenho de anteriormente. Já na terceira etapa da partida, as coisas ficaram mais competitivas entre as duas equipes.  

    A leve decaída do time de Vancouver

    Após o embalo de vitórias dos Canucks, a equipe de St. Louis pareceu despertar. No jogo três, ainda pudemos ver três períodos equilibrados entre as equipes. Com a partida empatada, os dois times foram para overtime. Por fim, quem acabou decidindo o jogo foram os Blues, levando a vitória do jogo três. 

    Aqui, com a vantagem dos Canucks na série diminuindo, os Blues acabaram assumindo o controle das partidas, mostrando enfim o tipo de jogo que os tornou campeão em 2019. E as coisas ficaram ainda mais claras no jogo quatro. 

    O time de St. Louis foi o primeiro a abrir a partida ao fim do primeiro período, com gol de O’Reilly. Embora Vancouver tenha conseguido empatar o jogo quando J.T. Miller colocou o puck na rede, em apenas 40 segundos do segundo tempo, são os Blues que mostraram dominância durante o restante da partida. Com grande atuação de Ryan O’Reilly, o St. Louis marcou mais dois gols, e assim garantiu a vitória da partida.

    Com a série empatada, e um St. Louis Blues enfim mostrando ao que veio, muito mais presente no jogo, o Vancouver precisava ganhar os próximos dois jogos para obter a classificação para o segundo round.

    A cartada final e classificação do Vancouver Canucks

    A derrota em duas partidas seguidas não foi o suficiente para eliminar a sede de vitória do Vancouver Canucks. Tal qual que, no jogo cinco, acabou mostrando que o grande potencial mostrado pela equipe nas duas primeiras partidas do round não estava perdido. 

    No Jogo 6, os Blues se colocaram atrás do placar cedo, e não conseguiram correr atrás do prejuízo depois. Quando Tyler Motte marcou o sexto de Vancouver, faltando apenas 40 segundos para o término da partida, St. Louis entendeu que aquele era o fim da linha. Por fim, o apito final foi soado, declarando então a vitória dos Canucks no jogo, e na série após seis partidas. 

    As melhores atuações da série

    Em relação ao St. Louis Blues, não podemos deixar de ressaltar jogadores como Ryan O’Reilly e David Perron. Eles foram extremamente importantes para a equipe durante série. Além de serem os líderes em pontos do time, também são os jogadores que mais marcaram gols para a equipe nos playoffs. Juntamente com Alex Pietrangelo, também participaram ativamente de grande parte das jogadas a gol da equipe nas seis partidas do round.

    Também vale citar a atuação de Jake Allen que, ao longo da série, acabou assumindo o gol na maioria das partidas, após a queda de rendimento de Jordan Binnington. Nos quatro jogos em que participou, o goleiro obteve save percentage de ,935 e deixou passar uma média de 1,89 gols por jogo. 

    Já quando falamos de Vancouver Canucks, temos não apenas veteranos de playoffs, mas também jogadores novos do time que acabaram mostrando grande potencial até o momento. Em relação a gols, precisamos ressaltar as grande atuações de Bo Horvat, J.T Miller. O capitão é o top scorer do time, com seis gols, enquanto Miller fica logo atrás, com cinco, se tornando assim peças essenciais no ataque dos Canucks. Elias Pettersson e Tyler Motte também acabaram sendo grandes adições, já que também participaram ativamente do ataque de Vancouver, contribuindo com assistências e gols. Atualmente, Pettersson é o segundo colocado na NHL em pontos (13).

    Enquanto o ataque dos Canucks faz seu trabalho muito bem, a defesa acabou também segurando as pontas de maneira excelente. Quinn Hughes, que é novato na NHL, e nos playoffs, se tornou parte importante da defesa do time, sendo grande backup para o goleiro Jakob Markstrom. Além disso, Hughes também é um dos líderes em assistências da equipe de Vancouver, somando nove ao longo das seis partidas do round.

    Previsões para o confronto contra o Golden Knights

    O Vancouver tem um time jovem, e que tem se destacado muito nas últimas duas temporadas. Além de contar com grandes estrelas no ataque, a equipe também possui uma defesa que exerce seu papel muito bem, com ênfase para o desempenho de Quinn Hughes, que também foi uma grande adição não só na zona defensiva, mas também nas principais jogadas a gol do time. Todos estes fatores podem vir a resultar em uma possível classificação para os Canucks. 

    No entanto, do outro lado, temos um Vegas Golden Knights que é novo na NHL, mas tem grande experiência com a pós-temporada, tendo chegado à Final da Stanley Cup em 2018. Jogadores como Mark Stone, Jonathan Marchessault e Willian Karlsson podem fazer diferença para a equipe de Vegas na série. Alec Martinez, que é novo na equipe, também tem mostrado bastante potencial. Além disso, o gol dos Golden Knights conta com a presença de Marc-Andre Fleury e Robin Lehner. Ambos sendo grandes goleiros e que, portanto, podem dificultar a tarefa de marcar gols para o Vancouver. 

    O primeiro jogo da série aconteceu no dia 23, e foi possível assistir a um Vegas Golden Knights que quer muito a classificação a todo o custo. Mas ainda tem muito jogo pela frente e, portanto, nos resta apenas aguardar o desenrolar dos dois times futuramente. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Avalanche faz dois “7 a 1” na série e avança ao segundo round

    Avalanche faz dois “7 a 1” na série e avança ao segundo round

    Não é mistério algum que o Colorado Avalanche se tornou um dos favoritos à Stanley Cup. A maneira como o time se desenvolveu durante a temporada regular só deixou as coisas mais claras. E as vitórias nos confrontos do Round Robin destinaram o time a enfrentar o Arizona Coyotes no primeiro round dos Playoffs. 

    Com direito a grandes atuações de Nazem Kadri e Nathan MacKinnon, e dois placares em 7 a 1, o time de Denver derrotou os Yotes e, assim, se classificou para o segundo round dos playoffs.

    Arizona tentou a todo custo bater de frente com a equipe de Colorado. Porém, o trabalho se tornou árduo no momento em que os Coyotes se depararam com um dos melhores ataques da NHL. Apesar de vencerem um dos jogos da série, trazendo esperança aos seus torcedores, o time acabou eliminado pelo Avalanche no Jogo 5, que ocorreu na última quarta-feira (19). 

    Com a série já finalizada, confira alguns destaques do confronto.

    Colorado Avalanche mostra seu poder ofensivo (e defensivo)

    No primeiro confronto da série, os dois times pareciam, de certa forma, nivelados. Apesar das tentativas a gol do Colorado Avalanche terem sido maiores, o Arizona segurou o placar em zero a zero até o terceiro período. Até a metade da terceira etapa da partida, tudo indicava que o jogo fosse para overtime. Isso porque, apesar das tentativas de ambos os lados, nenhuma das equipes teve êxito na hora de marcar. 

    Porém, aos 13:05 do terceiro período, Nazem Kadri fez as honras e abriu então o placar para os Avs. Após abrir o placar, o ritmo da equipe só se elevou. J.T. Compher marcou mais uma vez para o time 10 segundos depois do primeiro gol. E por fim, Mikko Rantanen deu a última cartada, marcando o terceiro aos 14:28 do terceiro tempo. 

    Três gols em menos de dois minutos. Inicialmente, isso acabou dizendo muito sobre como seria o ataque do Colorado Avalanche nos playoffs: rápido, e muito efetivo. Não apenas o ataque. A equipe, por fim, mostrou que também veio preparada de uma ótima defesa que sabe segurar as pontas. Durante os três períodos da partida, os Avs permitiram apenas 14 tiros a gol. Assim, o time acabou estabelecendo um novo recorde nos playoffs da franquia por tentativas permitidas a gol. 

    Tropeço da equipe de Denver

    Com vantagem, Colorado iniciou o segundo jogo confiante em uma vitória. No entanto, foi a primeira partida em que o Avalanche encontrou dificuldades para passar pela zona defensiva dos Coyotes.

    Em um jogo equilibrado entre as duas equipes, Nathan MacKinnon, foi o primeiro a abrir o placar da partida e dar vantagem à equipe. No entanto, Clayton Keller acabou marcando o primeiro dos Yotes empatando a partida Desta forma, e no mesmo ritmo, as duas equipes seguiram no segundo período, tendo cada uma marcado mais um gol. 

    Todavia, quase aos 17 minutos do último período, Colorado se colocou na frente do marcador com um gol de Andre Burakovsky,fechando o placar  Apesar de o time ter vencido a partida nos últimos minutos , observamos um Arizona Coyotes crescer na série, e jogar quase de igual para igual com o Avalanche. 

    No terceiro jogo, o que era apenas uma suposição na segunda partida se tornou realidade. A equipe de Arizona foi a primeira a abrir o placar no jogo, com Derek Stepan, aos 6:29 do primeiro período. Mas apesar de o time de Colorado ter empatado com Burakovsky aos 13:12 do segundo tempo, foram os Yotes que assumiram novamente a vantagem do placar com um gol de Brad Richardson, ao fim do segundo período.

    Com mais um gol do Arizona aos quase 19 minutos do terceiro período, a vantagem aumenta em 3 a 1, e se torna quase improvável um empate para os Avs. Mesmo com Mikko Rantanen marcando o segundo de Colorado faltando um minuto para o fim do jogo, Lawson Crouse dá a cartada final e, ao fazer o quarto dos Coyotes, acabou dando a vitória para o time de Arizona. 

    Apesar de terem tido mais SOG (51) durante a partida, o Colorado Avalanche encontrou grandes dificuldades para passar por Darcy Kuemper, que defendeu a rede do Arizona Coyotes com maestria e, assim, recebeu a primeira estrela do jogo. 

    Cheque-mate e classificação para o segundo round

    Mesmo com a vitória no jogo três, os Yotes ainda se encontravam atrás do Avalanche. Este que, portanto, continuava com a liderança da série. Mesmo com a derrota, Colorado não perdeu a confiança ao entrar no jogo quatro. E provou isso logo no primeiro período. Matt Nieto, com assistência de seus companheiros de linha, Matt Calvert e Pierre Bellemare, foi quem marcou o primeiro gol do Avalanche e abriu o placar da partida. Primeiro gol que foi o antecessor de muitos outros marcados pela equipe de Denver. Sete gols, para sermos específicos. 

    Após o primeiro, a chuva de gols por parte do Colorado Avalanche continuou em grande intensidade. No primeiro período, Nazem Kadri foi responsável pelo segundo e terceiro da equipe na partida. Já no segundo tempo, apesar de terem diminuído o ritmo de jogo, os Avs acabaram marcando o quarto gol, enquanto os Yotes registraram seu primeiro na partida. A partir do terceiro período, o fã de hockey só conseguiu ouvir o nome do Colorado Avalanche ser pronunciado. Este que marcou mais três gols na partida e assim, garantiu a vitória no jogo quatro. Desta forma, se o time vencesse a quinta partida da série, garantiria, por fim, o passaporte que os levaria diretamente ao segundo round.

    E foi o que aconteceu. Nazem Kadri abre o placar para o Avalanche aos 4:39 de jogo e, após o gol de Samuel Girard (o segundo do time na partida), marcou o terceiro da equipe. A partir daí, e com o ritmo de jogo que o Arizona vinha apresentando, já sabíamos que era apenas questão de logística de fim de jogo para que a equipe de Denver se classificasse  para a próxima rodada. No segundo período, aos 9:51, MacKinnon marca o quarto do Avalanche e, 1 minuto depois, o quinto. Para completar, o Avalanche aumentou ainda mais o placar com gols de Nikita Zadorov e J.T. Compher. 

    Apesar de terem marcado o único gol da partida com Clayton Keller, esse era o fim da linha para o Arizona Coyotes nos playoffs. Após 7 gols em dois jogos seguidos, e grandes atuações de Nazem Kadri e Nathan MacKinnon, o Colorado Avalanche se classificou para o segundo round dos playoffs da Stanley Cup. 

    As melhores atuações da série

    Recapitulando as atuações dos jogadores, precisamos falar sobre o desempenho de Darcy Kuemper. Apesar de termos visto seu desempenho decair nos jogos quatro e cinco, vale ressaltar que o goleiro foi muito importante para o Arizona nas três primeiras partidas da série. Se os Yotes, em algum momento, acabaram quase se igualando ao ritmo de jogo e gols do Avalanche, isso acabou sendo consequência da maneira como Darcy Kuemper atuou no gol.  No jogo dois, o goleiro defendeu 29 tentativas a gol do Avalanche. Já na terceira partida, Colorado teve 51 SOG, e destes, Kuemper parou 47 disparos, e ajudou os Yotes a levarem a vitória. 

    Já no Colorado Avalanche, Nazem Kadri e Nathan MacKinnon precisam ter seus desempenhos exaltados. Além de serem os líderes em pontos, também lideram em gols. Portanto, Kadri acumulou seis gols (sendo o líder na estatística  também no overall da NHL), e MacKinnon quatro. Além disso, os dois jogadores, juntamente de Gabriel Landeskog e Mikko Rantanen, foram os maiores responsáveis pelas assistências dos 22 gols marcados pelos Avs nos playoffs. 

    Por fim, a atuação de Kadri o levou a quase bater um recorde da franquia Avalanche/Nordiques logo no primeiro round. Com 5 power play goals, o forward se tornou o terceiro jogador, na história dos dois times, a marcar mais gols em power play durante os playoffs de apenas uma temporada. No entanto, vale ressaltar que ele ainda pode se tornar o líder do time, pois a diferença entre o primeiro e segundo lugar é de apenas dois pontos. 

    Previsões para a série contra os Stars

    Não podemos negar que o ataque do Avalanche é um dos melhores e mais rápidos da Liga. E isso é um trabalho que vem sendo construído pela equipe há algumas temporadas. Apoiados por grande atuação de sua defesa, os top scorers do time tem encontrado poucos obstáculos em seu caminho na hora de marcar gols. Principalmente MacKinnon e Kadri. 

    Isso tudo, somado ao fato de que a defesa do Dallas Stars tem estado instável há algum tempo, podem acabar levando Colorado a uma classificação para a próxima etapa da competição, e assim, se aproximar cada vez mais das finais da Stanley Cup. 

    No entanto, vale lembrar que Dallas também tem algumas cartas na manga. Estas, portanto, sendo Denis Gurianov, e Miro Heiskanen. Juntamente de outros jogadores mais novos, como Roope Hintz, Dallas tem conseguido se manter em boas posições na tabela devido as atuações desses jogadores em ascensão. Além disso, os Stars também contam com jogadores experientes no quesito playoffs. Joe Pavelski (líder em gols no time, com 9) é um destes. Também Tyler Seguin, que é responsável por montar muitas das jogadas a gol do Dallas. 

    Podemos adiantar que não será um confronto fácil para a equipe de Denver. A primeira partida da série será ainda hoje, às 21 horas. Resta-nos aguardar o desenrolar dos confrontos entre os dois times. 

    Foto: reprodução/nhl.com

  • A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins

    A conquista da Stanley Cup pelo Pittsburgh Penguins

    2016 foi um ano especial para o Pittsburgh Penguins. Aqui marcou-se o início de uma trajetória vitoriosa na década para o time que, assim, carimbou seu nome na história da NHL, e duas temporadas foi tempo suficiente para que tal feito fosse executado. 

    Guiados por Sidney Crosby e Evgeni Malkin, a equipe de Pittsburgh chegou à Final da Stanley Cup e, em sequência, conquistou o primeiro campeonato desde 2009. 

    Mas a trajetória, que se estendeu ao momento em que Sidney Crosby levantou a taça em San Jose, é longa. Em mais um texto do especial 10 for 10, trouxemos a jornada do Pittsburgh Penguins até a conquista da Stanley Cup em 2016. 

    A pré-temporada 

    Após a eliminação para os Rangers nos playoffs de 2014, os Penguins iniciaram um processo de mudanças significativas. A maior delas foi a demissão do General Manager do time, Ray Shero, que teve seu cargo ocupado por Jim Rutherford. Porém, apesar da troca de GM, a temporada 2014-15 não foi  produtiva para a equipe de Pittsburgh, que se viu eliminada novamente dos playoffs pelo mesmo New York Rangers..

    No entanto, um ano pode fazer muita diferença para um time. Em 2015, antes do início da temporada seguinte, o time adquiriu dois jogadores que viriam a ser muito importantes para os Penguins. Um deles foi Matt Cullen, que assinou um acordo de apenas uma temporada, e Phil Kessel, que veio para Pittsburgh através de uma troca com o Toronto Maple Leafs.

    Seguidamente, o Draft de 2015 acabou não sendo relevante para o time. O Pittsburgh acabou não obtendo nenhuma seleção no primeiro round, devido a uma trade com o Edmonton Oilers. Assim, o first pick do time seria destinado a equipe canadense (mais tarde, os Oilers acabam cedendo a escolha ao New York Islanders, também em uma troca). 

    Confiante nas mudanças feitas e novas contratações, o time, portanto, se encaminhou para o início da temporada 2015-16.

    A temporada regular

    O Pittsburgh Penguins fez sua estreia na regular season no dia 8 de outubro, contra o Dallas Stars. No entanto, apesar de perder as três primeiras partidas, o time acabou vencendo sete jogos ao longo do mês. Desta forma, ao fim de outubro, os Penguins possuíam 14 pontos na tabela. No mês de novembro, os Penguins mantiveram um ritmo parecido com o do anterior em relação à vitórias.

    Porém, o ritmo de jogo do Pittsburgh acabou enfraquecendo em dezembro. Das 14 partidas disputadas pela equipe no último mês do ano, em apenas 5 o time se saiu vitorioso. Foram sete derrotas em tempo regulamentar, e duas em overtime. Ao fim de dezembro, a equipe havia adquirido somente 12 novos pontos. O ano de 2015 acabou para os Pens com apenas 40 pontos ao todo na NHL.

    Todavia, o novo ano acabou trazendo prosperidade para Pittsburgh. O time começou a manter um equilíbrio de vitórias em janeiro, sofrendo apenas duas derrotas em tempo regulamentar durante o mês. Em março, com 96 pontos na tabela, a equipe se tornou uma das favoritas a faturar a Stanley Cup ao fim da temporada. 

    Com a temporada regular finalizada em abril, o time acabou ocupando o segundo lugar na Conferência Leste e a quarta posição geral na NHL, com 104 pontos. Com sua passagem adquirida para os playoffs, o time colocou na bagagem a forte promessa de trazer para casa sua quarta Stanley Cup. 

    Os playoffs

    Pittsburgh entrou nos playoffs como um dos favoritos à taça. Com as mudanças feitas na pré-temporada, e jogadores como Sidney Crosby, Evgeni Malkin e Phil Kessel em suas melhores fases, o time tinha grandes chances de chegar à final.

    No primeiro round, a equipe voltou a reencontrar o New York Rangers. Este que havia eliminado o time de Pittsburgh dos playoffs nas duas últimas temporadas. Devido à vantagem, os Penguins disputaram a primeira partida em casa, e acabaram se saindo vitoriosos do confronto. Entretanto, a equipe acabou perdendo a segunda partida para os Rangers, também em casa, deixando assim a série empatada. Porém, após vencer três jogos seguidos, o time eliminou o New York da competição. Assim, terminaram por avançar para o segundo round dos playoffs

    O segundo adversário dos Penguins foi o Washington Capitals.

    Após perder a primeira partida da série em Washington, o time se recuperou com uma vitória no segundo jogo. Com a vitória conquistada nas partidas 3 e 4, os Penguins precisavam apenas de mais uma vitória no jogo cinco para garantir a classificação para a próxima etapa.

    No entanto, os Capitals acabam atrasando os planos do time de Pittsburgh, vencendo então a partida e levando a série para um jogo seis. Por fim, para a felicidade de seus torcedores, os Penguins vencem a sexta partida, se classificando, para as finais de conferência. 

    Um round. Era apenas isso, e o Tampa Bay Lightning, que separavam os Penguins da série final. O time de Pittsburgh disputou os dois primeiros jogos da série em casa. Um fator que acabou não influenciando o time de maneira positiva, já que este perdeu o primeiro confronto. No entanto, acabou vencendo a segunda partida em overtime, e a terceira em tempo regular. Assim, garantiram maior vantagem na série.

    Tampa Bay volta a liderar o round ao ganhar o jogo 4 e 5, tendo então três vitórias contra duas do Pittsburgh. O jogo seis seria tudo ou nada para os Penguins, pois perder significava o fim da linha para a equipe nos playoffs.A seguir, na casa do Lightning, os Penguins conquistaram a vitória da partida seis, e desta forma, forçaram um jogo sete. Desta vez em Pittsburgh, com um placar de 2 a 1, o time venceu o último confronto da série e, assim, avançou para a tão esperada Final da Stanley Cup. 

    O último desafio que separava os Penguins da conquista do campeonato era o San Jose Sharks. O time da Califórnia vinha de grandes atuações nos rounds anteriores, e contava com seus top scorers nos playoffs. Não era um desafio fácil para a equipe de Pittsburgh. 

    A equipe venceu os dois primeiros jogos, disputados em San Jose. Mas, seguidamente, perdeu o terceiro em casa. Ao vencer a quarta partida do round, o Pittsburgh obteve vantagem na série sobre o oponente. Porém, ao vencerem o jogo cinco, os Sharks acabam forçando uma sexta partida. Este jogo poderia resultar em dois caminhos: se a equipe da Califórnia ganhasse, o round ficaria empatado, forçando um jogo 7. No entanto, se os Penguins garantissem a vitória, a série seria finalizada, e a taça, enfim, voltaria para Pittsburgh após 7 anos. 

    Pittsburgh Penguins campeão

    Após a derrota para o San Jose no jogo cinco, os Penguins viajaram para a Califórnia para disputar a sexta, e possivelmente última, partida da Final da Stanley Cup.

    Pittsburgh foi o primeiro a abrir o placar, aos 6 minutos do primeiro período. Apesar de Logan Couture ter empatado a partida para os Sharks no segundo tempo, Kris Letang colocou os Penguins na frente um minuto após o gol de San Jose. No terceiro período, Hornqvist acabou marcando o terceiro gol dos Penguins na partida, deixando a vantagem ainda maior para a equipe de Pittsburgh.

    Por fim, o final do jogo é anunciado e, na casa dos Sharks, o Pittsburgh Penguinsse tornou o campeão da Stanley Cup 2016. 

    Diante de um SAP Center lotado de fãs da equipe californiana, Sidney Crosby levantou a segunda taça dos Penguins conquistada em menos de 10 anos, e a quarta na história do time na NHL. Além disso, Crosby também recebeu o Conn Smythe Award, como o jogador mais valioso dos playoffs. 

    O time então voltou para a Pensilvânia, onde comemorou a vitória juntamente com seus fãs, em um desfile que contou com mais de 400 mil pessoas, vestidas de preto e amarelo, ocupando as ruas de Pittsburgh. 

    Após alguns anos de desapontamento, enfim um final feliz para a equipe de Pittsburgh, que, sem sombra de dúvidas, foi merecedora deste. Em três temporadas, o time saiu do status de eliminado precocemente dos playoffs para campeão da Stanley Cup.

    As mudanças foram cruciais, e acabaram fazendo bem ao Pittsburgh Penguins, já que este foi só o primeiro capítulo da história vitoriosa do time na década. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • A conquista da Stanley Cup pelo Chicago Blackhawks

    A conquista da Stanley Cup pelo Chicago Blackhawks

    Seis temporadas. Foi este o tempo necessário que o Chicago Blackhawks levou para conquistar três Stanley Cups. Isso diz muito sobre o time que os Hawks construíram neste período: consistente, equilibrado e campeão.

    O ano de 2015 teve gosto agridoce para o time de Chicago. Foi a última taça, na década, conquistada pela equipe, mas que foi precedida de uma temporada espetacular e de superação.

    Essa edição do 10 for 10 nos coloca diretamente em 2015 para revisitar a conquista da Stanley Cup pelos Blackhawks.

    A temporada

    Na pré temporada de 2014-15, os Blackhawks contrataram um novo técnico assistente, Kevin Dineen, com intuito de reforçar a equipe técnica para nova temporada que já batia à porta. Dineen já havia sido colega de time do então head coach dos Hawks, Joel Quenneville, uma das peças essenciais na conquista das duas Stanley Cups anteriores. 

    A equipe estreou na temporada em 9 de outubro contra o Dallas Stars, na casa do oponente e Chicago saiu vitorioso do confronto, começando o ano em uma nota positiva. Posteriormente, o calendário seguiu em um bom ritmo para Chicago e, ao fim de 2014, a equipe possuía um recorde de 25-10-2, encontrando-se, desta forma, na zona de classificação para os playoffs.

    Apesar de estar em boa fase até o momento, o fim de 2014 trouxe notícias trágicas para os Blackhawks: o falecimento do equipment manager da equipe, Clint Reif. O fato abalou toda a equipe, já que Reif era alguém muito querido pela organização. O time acabou fazendo uma homenagem ao falecido funcionário em uma partida contra os Leafs, na qual os jogadores utilizaram as iniciais de Clint em seus capacetes, e a arena inteira fez um minuto de silêncio antes do jogo começar.

    Homenagem do Chicago Blackhawks à Clint Reif

    O ano de 2015 se iniciou para o time com a sua participação no Winter Classic. O jogo foi disputado contra os Capitals, em Washington, diante de um Nationals Park lotado. No entanto, o fim da partida não foi feliz para a equipe visitante, que acabou voltando para Chicago com uma derrota de 3 a 2.

    No restante do mês de janeiro e fevereiro, os Hawks não protagonizam as melhores performances da temporada, e, desta forma, acabam somando muitas derrotas. Porém, em Março, as coisas acabam por se equilibrar, e durante todo o mês, a equipe acabou perdendo apenas 3 jogos. 

    Infelizmente, um mês e alguns dias após a morte de Reif, Chicago recebeu outra notícia fatídica. Steve Montador, ex-jogador da equipe na temporada 2011-12, também veio a falecer, na metade de fevereiro. O jogador era especialmente próximo de Daniel Carcillo, que ainda jogava pelos Hawks naquele ano. Posteriormente, o cérebro do ex-jogador foi estudado e, em suma, descobriu-se que este sofria de CTE, Encefalopatia Traumática Crônica. A doença foi causada pelas fortes concussões que o atleta sofreu durante a carreira, e sua morte abalou a comunidade do hockey. 

    Finalmente, a temporada regular chegou ao fim para o Chicago em 11 de abril de 2015, com uma partida contra o Colorado Avalanche. O time, por fim, finalizou o ano com uma campanha de 48-28-6, ocupando o terceiro lugar na Divisão Central e o quarto na Conferência Oeste, com 102 pontos. Assim, na sétima posição overall da Liga, os Blackhawks partiram para os playoffs e as expectativas eram altas.

    Os Playoffs

    Se formos falar de times que conhecem muito bem os playoffs e a sua dinâmica, esse time é Chicago, principalmente na última década. Após o dois campeonatos conquistados anteriormente, e passando perto em outros anos, os Hawks iniciam sua jornada até a Stanley Cup confiantes de seu potencial, levando este como combustível durante sua estadia na pós-temporada. 

    O primeiro adversário da equipe foi o Nashville Predators. Este que também vinha de uma grande temporada regular, tendo finalizado esta uma posição acima dos Hawks na Divisão Central.

    Chicago ganhou a primeira partida, disputada na casa do adversário, porém perdeu o segundo confronto, também em Nashville. A equipe então voltou para casa, disputando os dois jogos seguintes no United Center e levando a vitória nos dois confrontos. Se vencesse o jogo 5, os Blackhawks passariam diretamente para o segundo round dos playoffs. No entanto, Nashville venceu a quinta partida, levando a série para um jogo seis. Por fim, Chicago saiu vitorioso no sexto confrontro e se classificou para a segunda etapa da competição.

    Desta vez, o oponente era o Minnesota Wild. De todos os confrontos, este foi o que o time menos encontrou resistência. A equipe venceu as duas primeiras partidas diante de sua torcida e, seguidamente, as outras duas disputadas na casa do Minnesota. Após quatro vitórias seguidas, os Blackhawks, por fim, avançaram para as Finais de Conferência. 

    Uma rodada e o Anaheim Ducks. Era apenas isso que separava o Chicago da Final da Stanley Cup. Talvez, esta tenha sido a etapa em que a equipe mais encontrou dificuldades, precisando de todos os sete jogos contra o time de Anaheim. Durante o primeiro jogo do round, os Hawks perderam na casa dos seus adversários. Porém, garantiram uma vitória na segunda partida, deixando assim a série equilibrada. Seguidamente, nos Jogos 3 e 4, Chicago voltou para a casa, novamente perdendo uma partida e vencendo a outra. Com a etapa empatada, os times voltaram para Anaheim, onde os Ducks acabam levando a melhor. Mas, ao vencer o Jogo 6, os Blackhawks forçaram uma sétima partida, e, diante dos fãs do seu oponente, a equipe venceu, encaminhando-se por fim para a Final da Stanley Cup. 

    O destino final do time de Chicago era o confronto contra o Tampa Bay Lightning. Apesar de ter vencido o primeiro confronto, os Hawks acabaram perdendo os dois jogos seguintes, sendo um deles em casa. No entanto, a equipe volta a vencer o Jogo 4 e, em seguida, o Jogo 5. Desta forma, com três vitórias contra duas de Tampa Bay, caso o time vencesse a sexta partida, se consagraria, então, o campeão da Stanley Cup. 

    Blackhawks campeão

    Felizmente para o time da casa, o Jogo 6 aconteceu em Chicago. Aqui, a única coisa que mantia os Hawks longe da Stanley Cup era apenas uma vitória contra Tampa Bay.

    A equipe começou bem. Apesar de nenhum dos times ter marcado no primeiro período da partida, foi a equipe da casa quem deu o pontapé inicial, abrindo o placar com um gol de Duncan Keith. É apenas com este gol que a partida se mantém durante o terceiro período. Por um tempo.

    Aos 14:46 da última etapa do jogo, Patrick Kane coloca o puck no fundo da rede, aumentando mais ainda a vantagem dos Blackhawks. Nos minutos que se seguiram ao fim do jogo, a equipe da casa continuou segurando o placar. 

    Quando a sirene final soou, com o placar de 2 a 0 sobre o Tampa Bay Lightning, e diante de um United Center lotado de torcedores eufóricos, o Chicago Blackhawks foi coroado o campeão da Stanley Cup da temporada 2014-15. 

    Jonathan Toews levantou a Stanley Cup pela terceira vez em cinco anos mas, desta vez, com um gosto especial para o time: das três conquistas, esta foi a primeira em que o capitão ergueu o troféu diante da própria torcida do Chicago Blackhawks. Após a partida, Duncan Keith acabou faturando o Conn Smythe Trophy, eleito o jogador mais valioso (MVP) dos playoffs.

    Além da festa no United Center, o time comemorou com um desfile, que lotou as ruas de Chicago das cores e de torcedores do time, e contou com cerca de 2 milhões de pessoas que comemoraram a conquista junto aos jogadores. 

    2015 marcou o fim de um ciclo para o Chicago. A conquista de três troféus em cinco anos acaba falando muito sobre como a equipe se construiu e reconstruiu neste período, e o porquê levou, merecidamente, o título de melhor equipe da década passada.

    Os Blackhawks não foram perfeitos em boa parte destas temporadas, mas não existe espaço para perfeição completa nos esportes. Há erros e acertos. Às vezes mais uns do que outros. Mas, acima de tudo, existe muito trabalho árduo – o suficiente para que três campeonatos fossem conquistados por Chicago em seis anos, e isso ninguém nunca poderá tirar do time, porque ficou marcado na história. 

    Os últimos anos não têm sido fáceis para os Hawks, e o time tem passado por uma fase de transição. Portanto, como bons fãs do esporte, que possamos lembrar e apreciar essas conquistas e, desta forma, torcer para que, num futuro não muito distante, os Blackhawks voltem a repetir os mesmo êxitos da última década. 

  • NHL anuncia finalistas do NHL Awards 2020

    NHL anuncia finalistas do NHL Awards 2020

    Entre os dias 15 e 21 de julho, a NHL anunciou os finalistas para os prêmios do NHL Awards 2020. Foram divulgados os concorrentes finais às principais categorias da premiação, sendo estas o Calder Trophy, Ted Lindsay Award, Jack Adams Awards, Lady Byng Trophy, Masterton Trophy, Vezina Trophy, Norris Trophy e Hart Trophy.

    A escolha dos finalistas é feita pelos membros da NHLPA (Calder e Ted Lindsay), Professional Hockey Writers Association (Lady Byng, Masterton, Norris, Selke e Hart), NHL Broadcasters’ Association (Jack Adams) e GMs da Liga (Vezina).

    Os finalistas do Calder

    A partir do voto dos integrantes da Associação de Jogadores (NHLPA), são finalistas do Calder Trophy Quinn Hughes, Cale Makar e Dominik Kubalik. O prêmio é destinado ao melhor rookie durante a temporada regular. 

    Desde o instante em que chegou na NHL, Hughes se tornou peça importante no Vancouver Canucks. Até o momento da pausa da temporada 2019-20, o defensor foi o líder entre os rookies em assistências (45) e pontos (53), em 68 jogos. Nos Canucks, estabeleceu um recorde como o segundo calouro na história da equipe com a maior quantidade de pontos em power play e assistências em uma temporada. Por fim, Hughes seria o terceiro jogador de Vancouver a ganhar o prêmio – Elias Petterson foi o último a faturar o troféu como jogador da equipe.

    Cale Makar também provou ser uma grande adição ao Colorado Avalanche desde a sua estreia na NHL, em 2019. Até a pausa da temporada, ele liderou os defensores novatos em gols (12) e power-play goals (4). Porém, entre todos os estreantes da NHL, o defensor acabou ficando atrás apenas de Hughes no quesito assistências (38), pontos (50) e pontos em power play (19). Makar, que, ao fim do ano passado estabeleceu um recorde no Avalanche como jogador com mais pontos em sua temporada de estreia pelo time, seria o sexto jogador da franquia a faturar o Calder. 

    Dominik Kubalik, que joga pelo Chicago Blackhawks, também vem provando ter grande presença na equipe desde sua estreia na Liga. Ele liderou os rookies da NHL durante a temporada ’19-20 em gols (30), e é o terceiro com mais pontos: 46 em 68 jogos. Atualmente, ele é o quinto jogador na história da equipe de Chicago a marcar 30 gols em seu primeiro ano, e o primeiro desde Artemi Panarin, na temporada 2015-16. Kubalik seria o 10º jogador dos Hawks a faturar o prêmio.

    Os finalistas do Ted Lindsay

    Leon Draisaitl, Nathan Mackinnon e Artemi Panarin foram nomeados finalistas ao Ted Lindsay Award, destinado ao jogador com maior destaque durante temporada. 

    Leon Draisaitl, vencedor do Art Ross Trophy, além de ser um dos melhores jogadores da NHL, também é uma das peças chaves no time atual do Edmonton Oilers. O jogador alemão liderou a Liga em pontos (110), assistências (67) e pontos em power-play (44) até o momento da pausa. Além disso, ele é o forward da Liga com o maior tempo no gelo por jogo (22:37). Draisaitl foi um dos principais responsáveis por levar os Oilers para as Qualificatórias da Stanley Cup, e seria o quarto jogador da equipe a faturar o prêmio (o primeiro desde de McDavid, na temporada 2017-18).

    Mackinnon ocupou o 5º lugar da Liga durante a temporada regular com 93 pontos – destes, 35 gols e 58 assistências. Desde sua estreia na NHL, em 2013, o central se tornou uma grande presença no ataque do Colorado Avalanche. Na temporada 2019/20, pontuou em 53 de 69 jogos. Assim, ajudou o Avalanche a obter o segundo melhor record da Conferência Oeste (42-20-8) e, desta forma, se classificar pela terceira vez seguida aos playoffs. Ele seria o segundo jogador na história da franquia a ganhar o Ted Lindsay. Joe Sakic foi o primeiro a fazê-lo, em 2000-01. 

    Além de movimentar as janelas de transferência da free agency, Artemi Panarin movimentou também as estatísticas da Liga quando chegou ao New York Rangers em 2019. Até a pausa, ele era o terceiro colocado em pontos (95) na temporada 2019-20, com 38 gols e 63 assistências em 69 jogos. Portanto, acabou tendo pelo menos 1 ponto em 54 partidas. Ele ajudou ativamente os Rangers a se classificarem para a pós-temporada, onde o time irá disputar o melhor-de-cinco contra os Hurricanes. Se ganhar o troféu, ele será, por fim, o quarto jogador da franquia de Nova York a conquistá-lo. 

    Os finalistas do Jack Adams

    Bruce Cassidy, John Tortorella e Alain Vigneault foram anunciados finalistas ao Jack Adams Award, que premia o técnico com maior destaque durante a temporada. 

    Cassidy levou o Boston Bruins a conquistar a melhor campanha da Liga (44-14-12) e a liderá-la em pontos (100) até o momento da pausa. Desta forma, o time acabou vencendo o Presidents’ Trophy, por ser a equipe com o melhor desempenho na temporada regular 2019-20. Boston também faturou o Jenning Awards, pelo fato de serem a equipe que sofreu menos gols durante a temporada. Tudo isso resultado do grande trabalho feito por Cassidy, que já foi finalista ao prêmio em 2017-18. 

    Já o técnico dos Blue Jackets, John Tortorella, guiou o time a um record de 33-22-15 ao longo da temporada. Assim, a equipe acabou por se classificar para as Qualificatórias da Stanley Cup. Além disso, o técnico conseguiu fazer com que o time superasse diversas lesões de jogadores-chave ao longo da temporada, incluindo Seth Jones, Zach Werenski, Cam Atkinson, Josh Anderson, fazendo com o time tivesse duas sequências de pontos na temporada, nas quais a equipe saiu com pelo menos 1 ponto de cada partida. Tortorella já ganhou o prêmio duas vezes e foi finalista outras cinco. 

    Vigneault liderou o Philadelphia Flyers ao quarto melhor record na Conferência Leste (41-21-7) e à uma classificação aos playoffs em sua primeira temporada comandando a equipe. Os Flyers ocuparam o sétimo lugar em média de gols sofridos por jogo (2.77) nesta temporada, empatando com o Tampa Bay Lightning. Da mesma forma, ocupam também a sétima posição em gols marcados por jogo (3.29). Por fim, o time da Philadelphia teve quatro sequências de vitórias de, pelo menos, quatro jogos e venceu nove partidas seguidas de 18 de fevereiro a 7 de março. O técnico é finalista ao prêmio pela quinta vez, e o venceu na temporada 2006-07, como técnico dos Canucks. 

    Finalistas ao Lady Byng Trophy

    A partir do voto da Professional Hockey Writers Association, Auston Matthews, Nathan Mackinnon e Ryan O’Reilly são os finalistas do Lady Byng Award. O prêmio destinado, enfim, ao jogador que combina melhor espírito esportivo, boa conduta e habilidade. 

    Matthews terminou em terceiro lugar na Liga em gols (47), somando 80 pontos em 70 jogos com os Leafs durante a temporada regular. Como resultado, o jogador é o segundo atacante de Toronto com o maior ice time (20:58). Além disso, teve também apenas quatro minor penalties, somando um total de 8 minutos na penalty box durante toda a temporada regular. É a primeira nomeação de Matthews ao prêmio, que seria o segundo jogador dos Leafs a vencer o prêmio. 

    Nathan Mackinnon finalizou a temporada com 93 pontos e, portanto, é o forward do Avalanche com o maior ice time. Ele recebeu apenas cinco minor penalties durante toda a regular season, totalizando 12 minutos. Por fim, o canadense, que foi indicado também ao Ted Lindsay Award, é finalista ao prêmio pela primeira vez desde sua estreia na NHL. 

    Já Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, marcou 61 pontos (destes, 12 gols e 49 assistência) ao longo da regular season. Ele foi o líder da Liga em vitórias em face-offs pela terceira temporada consecutiva (800) e também liderou os forwards dos Blues em ice time por jogo (20:34). Por fim, recebeu apenas 5 minor penalties ao longo de toda a temporada regular, totalizando, desta forma, dez minutos em 71 jogos. Por último, o jogador dos Blues já foi quatro vezes finalista do prêmio. 

    Finalistas do Masterton Trophy

    Stephen Johns, Oskar Lindblom and Bobby Ryan são os jogadores escolhidos pela Professional Hockey Writers Association como finalistas do Masterton Trophy. O prêmio é destinado ao jogador da NHL que mais apresentou espírito esportivo, perseverança e dedicação ao hockey. 

    Johns fez sua reestreia no Dallas Stars em 18 de janeiro deste ano após um afastamento de 22 meses devido a dores de cabeça pós-traumáticas. Após o sintomas se desenvolverem durante o training camp antecedendo a temporada 2018-19, o defensor não disputou a última e os primeiros 47 jogos de 2019-20. Por fim, o jogador finalizou a temporada regular com 5 pontos (3 assistências, 2 gols) em 17 jogos com o Dallas. 

    Promissor jogador do Philadelphia Flyers, Lindblom foi diagnosticado em 13 de dezembro de 2019 com Sarcoma de Ewing (tipo de câncer ósseo). Até o diagnóstico, ele tinha 18 pontos em 30 jogos, sendo um dos líderes em gols dos Flyers (11). Todavia, precisou se afastar para começar o tratamento contra a doença. Durante a quimioterapia, Lindblom ainda apoiou o time mesmo que longe do gelo, frequentando jogos e o vestiário. Diversos jogadores da NHL e times criaram uma corrente de apoio ao jogador em torno da Liga durante seu tratamento. Por fim, em 2 de julho, ele tocou um sino cerimonial no Abramson Cancer Center, na Philadelphia – gesto simbólico indicando que ele finalmente chegou ao fim do tratamento contra a doença. 

    Ryan se afastou por três meses do Ottawa Senators, tirando uma licença prolongada para entrar no programa de assistência aos jogadores da NHL/NHLPA ao alegar problemas com o abuso de álcool. O jogador fez seu comeback na Liga 25 de fevereiro e, dois dias após, em uma partida emocionante, marcou um hat trick em seu primeiro jogo em casa desde o afastamento. Ele acabou jogando os últimos oito jogos dos Senators até a pausa devido à pandemia de COVID-19, marcando assim quatro gols e tendo em média 16:03 minutos de ice time por jogo. 

    Os finalistas do Vezina Trophy 

    Connor Hellebuyck, Tuukka Rask, Andrei Vasilevskiy são os três goleiros que estão na disputa final pelo Vezina Trophy. O prêmio é destinado anualmente ao goleiro que, em suma, mais se destacou na temporada.

    É a quarta temporada em sequência que Hellebuyck disputa mais de 50 partidas pelo Winnipeg Jets. Ele lidera a Liga em shutouts, é o segundo goleiro com mais vitórias (31) e tem média de 2.57 goals-against average. Por fim, ocupa a sétima posição em save percentage (.922) entre os goleiros da Liga que jogaram pelo menos 20 partidas. Hellebuyck já foi finalista ao prêmio em 2017-18, e seria , portanto, o primeiro jogador na história da franquia a vencer o prêmio.

    Rask finalizou a temporada regular com um record de 26-8-6 e foi peça importante na conquista do Jennings Trophy pelos Bruins. Prêmio este que é dado, em suma, ao time que menos sofreu gols. Ele lidera a Liga em goals-against average (2.12), e ocupa também a segunda posição em shutouts e em save percentage (.929). Rask já foi vencedor do prêmio na temporada 2013-14.

    Já Vasilevskiy é o goleiro líder em vitórias na Liga pela terceira temporada consecutiva, tendo média 2,56 de GAA, e percentual de defesas equivalente a .917. Além disso, adquiriu três shutouts e ganhou 10 jogos em sequência durante a temporada regular. Vasilevskiy foi o vencedor do prêmio no ano passado, e é finalista deste pela terceira vez. Assim, ele poderia ser o segundo jogador da NHL a faturar o troféu duas vezes seguidas. 

    Os finalistas do Norris Trophy

    O Norris Trophy tem o intuito de premiar o defensor da NHL que mais se destacou durante a temporada. Neste ano, os finalistas ao prêmio são John Carlson, Victor Hedman e Roman Josi. 

    Carlsson liderou os defensores em assistências (60) e pontos (75) durante a temporada. Ele adquiriu uma média de 1,09 pontos por jogo, tornando-se o primeiro defensor a obter mais de 1 ponto por partida desde a temporada 1993-94. Além disso, teve um total de 24:38 de ice time e é o segundo defensor na Liga com mais pontos em power play (26). Por fim, seria o segundo jogador a vencer o prêmio na história dos Capitals.

    Finalista pela terceira vez ao Norris, Hedman terminou a temporada regular como o terceiro defensor com mais pontos (55) – acumulados em 66 jogos. O jogador do Tampa Bay somou 24:04 minutos de ice time, bloqueou 98 shots e teve 47 takeaways. Anteriormente, já havia sido finalista do prêmio na temporada 2017/18 e, seguidamente, acabou conquistando o troféu.

    Jogador do Nashville Predators, Roman Josi acumulou 65 pontos durante a temporada regular – segundo maior número entre os defensores da Liga. Como resultado, ele também somou 25:47 de tempo no gelo por jogo. Assim, ocupou o terceiro lugar na estatística no overall da Liga. Além disso, teve 23 pontos em power play e bloqueou 108 tiros. Sendo esta sua primeiro indicação, Josi poderá ser o primeiro jogador dos Predators a faturar o troféu. 

    Os finalistas do Selke Trophy

    Patrice Bergeron, Sean Couturier e Ryan O’Reilly são os três jogadores escolhidos pela Professional Hockey Writers Association como finalistas ao Selke Trophy, que vai para o melhor atacante com características defensivas. 

    Atualmente, Bergeron é o quarto colocado em porcentagem de vitórias em face-off na Liga (57,9%) e terceiro em vitórias de face-off na zona defensiva. Ele também ocupa a primeira posição entre forwards que mais bloquearam tiros a gol (46). Além disso, marcou 56 pontos e teve uma média de 18:44 minutos no gelo por jogo. Por fim, o jogador já foi finalista ao prêmio nove vezes e não o vence desde 2016-17.

    Já Couturier, que joga pelo Philadelphia Flyers, é o líder de vitórias em face-off, com porcentagem de 59.6%. Ao mesmo tempo, também finalizou a temporada regular no terceiro lugar em porcentagem de vitórias em face-offs na zona defensiva (59.5%). Em suma, somou 59 pontos e é o líder dos Flyers em ice-time. É a segunda vez que Couturier se torna finalista do prêmio. 

    Vencedor do prêmio no ano passado, O’Rielly finalizou a temporada 2019-20 como o jogador com maior porcentagem de vitórias em face-off (56,6%). Por fim, terminou a regular season com 61 pontos e média de 20:34 minutos de ice time. Simultaneamente, o jogador concorre também ao Lady Byng.

    Os finalistas do Hart Trophy

    Para o Hart Trophy, os finalistas deste ano são Artemi Panarin, Leon Draisaitl e Nathan Mackinnon. O troféu é destinado, enfim, ao jogador de maior importância para o seu time (MVP) na temporada regular. 

    Desde sua chegada aos Rangers, Artemi Panarin tem sido peça essencial no desenvolvimento e ataque do time. Atualmente é o líder em pontos (95) e assistências do time, e o segundo com mais gols marcados (34). Assim como o jogador de New York, Draisaitl também se mostrou de extrema importância para o desenvolvimento dos Oilers no gelo. É um dos melhores reforços no ataque do time, sendo, por fim, líder em gols (43) e assistências (67) da equipe. Ambos os jogadores foram também indicados ao Ted Lindsay Award. 

    Mackinnon, todavia, acabou liderando as indicações ao NHL Awards. Além da indicação ao Ted Lindsay, o jogador também é finalista ao Lady Byng Trophy e, claro, ao Hart. Do mesmo modo que os demais indicados, o canadense também é peça-chave no sucesso do Colorado Avalanche. É o líder da equipe em gols (35) e também em assistências (58).

    Sobre o NHL Awards 2020 

    A princípio, os jogadores recebem os prêmios durante o NHL Awards, evento que acontece todos os anos durante a intertemporada, em Las Vegas, e estava marcado para o dia 18 de junho neste ano. No entanto, a NHL comunicou ainda em março o adiamento da cerimônia, bem como de outros eventos da Liga, devido à pandemia. 

    A NHL definiu que o Calder Trophy, Lady Byng, Norris e Selke Awards serão entregues aos vencedores durante as Finais de Conferência deste ano, assim como o Jack Adams Award e o Masterton Trophy, que serão entregues na mesma ocasião. Já em relação ao Ted Lindsay, Vezina Trophy e Hart Trophy, a Liga confirmou que estes serão entregue ou também durante as Finais de Conferência, ou antes da Final da Stanley Cup. 

    Sobre os prêmios restantes, o Jim Gregory GM of the Year Award deve ser votado após o segundo round dos playoffs. Já o Mark Messier Leadership Award terá só o vencedor anunciado, provavelmente durante as Finais de Conferência.

    Por fim, a NHL também confirmou que as Finais de Conferência e Final da Stanley Cup serão disputadas em Edmonton. Assim, a cidade deve ser a nova sede para a entrega dos prêmios.

    Foto: Reprodução/NHL.com