Ontem foi
anunciado os jogadores que irão participar do All Star Weekend 2020. O evento
vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro em St. Louis e os times serão
liderados por Connor McDavid (Pacífica), Nathan MacKinnon (Central) e David Pastrnak (Atlântica).
A
princípio, Alex Ovechkin foi o mais votado para ser o Capitão da Metropolitana,
entretanto, o jogador do Capitals anunciou que não irá participar do All Star
Game pelo segundo ano consecutivo. A justificativa do russo foi a mesma do ano
passado, alegando que apesar de estar saudável, quer usar os dias de folga que
o evento permite ao schedule para descansar e se preparar para a segunda
parte da temporada. Por enquanto ainda não foi anunciado novo capitão para a Metropolitana.
A escolha dos jogadores participantes é
feita pelo NHL’s Hockey Operations Department. Entretanto,
assim como os fãs podem votar para escolher os capitães de cada divisão, a
escolha dos jogadores que irão completar os times também será feita por voto popular
pelo segundo ano seguido. Dessa forma, os fãs do esporte poderão votar no 2020
NHL All-Star Last Men a partir do dia 1º até o dia 10 de janeiro.
Sendo assim, o
roster escolhido pela NHL ficou da
seguinte forma:
A Agência Mundial Anti-doping (Wada, em inglês) anunciou hoje (9) que baniu a Rússia de competições internacionais até 2023. Dessa forma, o país está fora de Jogos Olímpicos e de Campeonatos mundiais por quatro anos. A decisão foi tomada de forma unânime pelo órgão.
O país é acusado de manipular laboratórios com amostras falsas de testes além de deletar arquivos com testes positivos de dopping. Este esquema já acontece há anos e a investigação começou a ser feita após ser publicado um relatório em 2015 sobre o uso massivo de substâncias que melhoram o desempenho dos atletas russos.
A Rússia tem até 21 dias para aceitar ou recorrer da decisão na Corte de Arbitragem dos Esportes. Aqueles atletas que comprovarem à Wada que não fazem o uso das substâncias e não tiverem envolvidos no esquema ainda poderão participar das competições. Entretanto, não poderão usar as bandeiras e o nome do país, competindo, dessa forma, sob uma bandeira neutra.
Como parte da punição, a Rússia
também está proibida de sediar eventos esportivos internacionais até 2023.
Sendo assim, seus dirigentes esportivos, hino e bandeiras estão também vetados
de frequentar qualquer evento esportivo internacional.
O que isso muda para o hockey?
Na prática, pouca coisa. Uma vez que os atletas que comprovarem estarem limpos poderão participar das competições, a forte seleção russa e demais atletas podem participar de Mundiais e da Olimpíada de Inverno de 2022, que será sediada em Pequim. A única diferença é que não poderão se apresentar sob sua bandeira, nem ter seu hino tocado caso venham subir ao pódio.
No ano passado, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF) defendeu o uso da bandeira neutra para que os atletas participassem das olimpíadas. Para eles, banir a participação destes atletas das Olimpíadas iria causar danos ao esporte. Entretanto, o COI voltou atrás na decisão e os atletas russos competiram em PyeongChang.
Um dos rookies mais comentados dessa temporada é o defensor do Colocado Avalanche, Cale Makar. Já candidato ao Calder Trophy, o canadense de 21 anos vem fazendo uma temporada de estreia interessante. Antes de mais nada, Makar já se apresentava como uma sensação da torcida do Avalanche quando fez sua estreia pelo time durante o primeiro round dos playoffs. Quando o time do Colorado foi eliminado na segunda rodada pelo Sharks, Makar já contava com 1 gol e 5 assistências. Apenas o início da sua carreira na NHL.
Cale Makar nasceu
em Calgary, Alberta, no dia 20 de Outubro de 1998. Curiosamente, sua cidade
natal é a mesma do time contra quem viria a marcar o seu primeiro gol na Liga.
O Colorado Avalanche draftou o defensor como 4ª escolha em 2017, ano em que o
time ainda não apresentava um desempenho necessário para chegar à pós temporada.
O Colorado Avalanche começou sua reconstrução na temporada 17-18, quando chegou aos playoffs pela primeira vez depois de três temporadas fora. Dessa forma, ter buscado Makar para a disputa na pós temporada em 2019 mostra que o time está interessado em trazer novos rostos para o elenco de forma a possibilitar que a equipe chegue cada vez mais longe na busca pela conquista da Stanley Cup.
Modo Iniciante
Makar começou sua carreira na minor-hockey program Crowchild BlackHawks, antes de entrar para o nível Bantam em 2011. No Canadá, o nível Batam se inicia com 13-14 anos, idade que Cale começou a jogar pelo time da NWCCA Bruins e pelo time do mesmo nível do Calgary Flames na temporada 12-13. Então Makar mudou de categoria e passou a competir pelo NWCAA Stampeders no nível midget na temporada 13-14, tendo voltado ainda na mesma temporada, para o Flames, agora no nível midget.
Ele foi draftado pelo Medine Hat Tigers da Wester Hockey League no 8º round do 2013 Bantam Draft. Mas retornou para o Calgary Flames onde permaneceu no midget level em 14-15, sua única temporada completa pelo time. Naquele ano, Cale marcou 23 pontos em 34 jogos, além disso foi nomeado MVP da Alberta Midger Hockey Legue além de ter entrado para o time All Star da liga.
Para se tornar
elegível à NCAA, Cale Makar se juntou ao Brooks Bandits da Alberta Junior Hockey
League (AJHL), onde permaneceu entre as temporadas 14-15 e 16-17. Sua tentativa
deu certo, uma vez que com suas conquistas ao lado dos Bandits, Makar foi
aceito na Universidade de Massachusetts, assinando seu compromisso para jogar
pela equipe em 29 de Agosto de 2015.
Entretanto, Makar ainda teria duas temporadas com os Bandits antes de ir para a NCAA. Na temporada 15-16, aos 17 anos, Cale se tornou um dos melhores defensores dos Bandits ao marcar 55 pontos em 54 jogos. Nesta mesma temporada, o jogador foi peça fundamental na equipe durante os playoffs, quando o Bandits ganhou o campeonato da AJHL. Dessa forma, Cale foi eleito rookie of the Year além de levar os prêmios de Western Canada Cup Top Defenceman Award, o RBC Cup Top Defenceman, Top Scorer e MVP.
Na temporada seguinte, Makar continuou em alto nível, liderando a AJHL entre os defensores e terminando em sexto frente a todos os outros jogadores com 75 pontos, distribuídos em 24 gols e 51 assistências. Cale também conquistou 16 pontos em 13 jogos dos playoffs, levando os Bandits a conquistar o segundo campeonato seguido. Além disso, marcou 6 pontos em 5 jogos, quando os Bandits ficaram em segundo na Royal Bank Cup.
Quando se tornou elegível para o NHL Draft em 2017, Makar era considerado um top prospect e um dos melhores defensores disponíveis. Por fim, ele foi selecionado em quarto pelo Avalanche, sendo o segundo defensor daquele ano a ser escolhido, atrás apenas de Miro Heiskanen. Cale Makar se tornou, assim, o jogador da AJHL mais alto a ser escolhido no NHL Draft e o segundo a ser selecionado na primeira rodada desde Joe Colborne em 2008.
Modo Carreira
Mesmo sendo escolhido em quarto do Draft, Cale Makar escolheu seguir com seu compromisso e jogou por duas temporadas na Massachusetts University. Dessa forma, ele fez parte da equipe que reconstruiu a programa da UMass para a temporada 17-18. Seu primeiro ponto pela Universidade foi contra o Arizonta State, em 6 de Outubro de 2017. Em seguida, o seu primeiro gol veio ainda no mesmo mês, no dia 27, quando marcou contra o Marreimack College.
Como
calouro, Makar precisou ajustar seu jogo ao ritimo da NCAA. Dessa forma, isso fez
com que ele evoluísse durante o ano, ajudando a UMass seguir para a pós-temporada.
Entretanto, perderam para a Northeastern University por 7 a 2 nos playoffs.
Assim, Makar terminou a temporada com um total de 21 pontos, sendo 5 gols e 16
assistências em 34 jogos. Foi escolhido como co-Rookie do ano pela New England Hockey Writers
Association e, por ter sido o nono defensor em gols na Hockey East, Makar também
foi selecionado para o All-Rookie e Third All-Star Teams da conferência.
Para a temporada 18-19, o Colorado Avalanche tinha interesse em levar Makar para a NHL, mas o jogador optou por jogar mais uma temporada pela UMass. Dessa forma, Cale Makar liderou e lida em gols e foi o primeiro jogador do Minutemen a ser homenageado como Hockey East Player of the Year. Com a ajuda do defensor, a Universidade de Massachusetts chegou pela primeira vez na história do programa a uma final do Frozen Four. Entretanto acabou perdendo para o Minnesota–Duluth Bulldogs por 3 a 0. Makar também recebeu o prêmio Hobey Baker em Abril de 2019, concedido ao jogador considerado o melhor da temporada na NCAA.
Dois dias depois do Frozen Four, Cale Makar finalmente assinou o seu contrato de entrada com o Colorado Avalanche no dia 14 de Abril. Sua estreia na NHL aconteceu no dia seguinte, no jogo 3 da primeira rodada dos playoffs. Enfrentando o Calgary Flames, Makar marcou o seu primeiro gol na Liga no mesmo dia, se tornando assim, o primeiro defensor a marcar um gol na sua estreia na Liga.
Como Cale começou a sua carreira na NHL durante os playoffs, oficialmente, a temporada 19-20 é a sua temporada de rookie. Dessa forma, seu primeiro gol em uma temporada regular foi na vitória do Avalanche contra o Golden Knight por 6 a 1 no dia 25 de Outubro. E aparentemente Makar não cansa de quebrar recordes. Por causa do seu desempenho contra o time de Vegas, Cale se tornou o primeiro rookie do Avalanche a ser nomeado uma estrela da semana, ao conquistar a terceira estrela.
No mês de Novembro, Makar quebrou outro recorde da franquia. Dessa vez, se tornou o primeiro rookie a marcar 18 pontos em 18 jogos. Mais tarde, o defensor foi nomeado rookie do mês de novembro. E, em 29 jogos, já conta com 28 pontos, destes 8 gols e 20 assistências. Sem dúvida, é apenas o início de uma temporada marcante para o jogador de apenas 21 anos que, ao lado de Nathan MacKinnon, vem se mostrando um jogador capaz de mudar a forma de jogo do time.
Modo Internacional
Jogando pela seleção
canadense Cale Makar não apresenta números tão impressionantes. Entretanto, o
Canadá conta com diversos jogadores veteranos que talvez ainda não tenha chegado
a hora do jovem jogador brilhar com a Jersey vermelha e branca.
Ainda assim, Makar esteve presente no time canadense para o World Junior A Challange em 2015 e 2016, levando a medalha dourada em 2015. Ele também esteve presente na seleção U20 para o 2018 World Junior Championship que aconteceu em Buffalo, Nova York. Nesta competição, além da medalha de ouro, Cale Makar terminou o torneio liderando entre os defensores em números de pontos, ao todo, 8 pontos em sete jogo. Makar também foi o único canadense a ser nomeado no All-Tournament Team.
Cale Makar também foi convidado a se juntar a seleção canadense nas Olimpíadas de Inverno de 2018, mas recusou, porque iria perde três semanas de jogos com a UMass.
Na última segunda-feira postamos no NHeLas um texto sobre as mudanças que a Liga precisa passar. Ontem, o ex-jogador do Calgary Flames e um dos personagens da nossa matéria, Akim Aliu, se reuniu com o comissionário da NHL, Gerry Bettman, para discutir suas alegações sobre o comportamento de técnicos na Liga. Isto porque na semana passada, o jogador usou o seu Twitter pessoal para acusar Bill Peters, ex-técnico dos Flames, de injuria racial quando ambos competiam pelo time da AHL Rockford IceHogs .
Aliu não entrou em detalhes sobre o que foi discutido na reunião, mas disse à imprensa que está entusiasmado com as perspectivas de mudanças. Por outro lado, a NHL publicou na sua página do Twitter sua declaração sobre a reunião. Bettman declarou que a Liga e o jogador chegaram à conclusão que lutam pelo mesmo objetivo: que o hockey seja um esporte aberto e inclusivo em todos os níveis.
NHL statement from Commissioner Gary Bettman and Deputy Commissioner Bill Daly. pic.twitter.com/3qE8SK60W5
Outro técnico que teve seu nome envolvido em polêmicas na última semana foi Mike Babcock. Demitido do Toronto Maple Leafs no dia 20 de Novembro, jogadores e ex-jogadores que já trabalharam com o técnico estão usando as redes sociais e buscando a imprensa para relatar casos de abusos praticados por Babcock.
Hey Mike Babcock… [Eles] te abandonam porque você é um péssimo ser humano. Você é um técnico comum com um ego inflado. Finalmente conseguiu o que você merece… O mundo do hockey está em êxtase!
Mike Commodore
Outro jogador que também se posicionou a respeito do trabalho com Babcock foi o ex-defensor Chris Chelios. No episódio do podcast Spittin’ Chiclets de segunda-feira (2), o ex-jogador dos Red Wings contou sobre um “incidente” que aconteceu durante a série contra Nashville nos playoffs de 2012. Conforme o jogador, Babcock teria ofendido verbalmente outro ex-jogador, o atacante Johan Franzen.
Algumas das coisas que ele (Babcock) disse a ele (Franzen) no banco, eu não sei o que ele disse a ele atrás de portas fechadas cara a cara, mas ele o agrediu verbalmente durante o jogo no banco. Chegou ao ponto em que ninguém realmente sabia que o coitado do Johan estava sofrendo com a concussão e a depressão. Ele simplesmente surtou e teve um colapso nervoso, não apenas no banco, mas depois do jogo em uma das salas de Nashville.
Chris Chelios para o poadcast Spittin’ Chiclets
Procurado pela mídia Sueca, Johan Frazen declarou que Babcock é o pior ser humano que ele já conheceu. O ex-Red Wings se aposentou em 2015 após ser diagnosticado com a Síndrome da Concussão, ocasionada por diversas lesões na cabeça. Embora não tenha sido confirmado, parte dos motivos da sua condição de saúde teria sido o comportamento do técnico. Sendo assim, para Frazen, o incidente em 2012 é apenas a ponta do iceberg de várias situações que precisou lidar com o técnico na sua carreira.
Técnico assistente Marc Crawford afastado do Chicago Blackhawks
Aparentemente os casos de abuso na NHL estão apenas começando a surgir e mais técnicos estão sendo afastados do cargo. Dessa vez, o técnico assistente dos Hawks, Marc Crawford, foi afastado da organização, pois está em investigação a respeito de uma acusação de agressão.
O ex-jogador Sean Avery acusou Crawford de tê-lo chutado durante um jogo na temporada de 2006-07, quando jogava pelo Los Angeles Kings e Crawford era seu técnico. Avery contou ao New York Post que Crawford o agrediu pelas costas após uma penalidade por too many man no gelo. Entretanto, para o jogador, a agressão foi uma forma de retaliação por um incidente que aconteceu em um treino alguns dias antes.
Isto aconteceu logo depois de eu estragar uma jogada e mandei o puck para a direção errada, que acabou acertando a cabeça de Crawford e ele precisou de seis pontos no corte.
Avery ao New York Post
Outro jogador que também diz ter sofrido agressões de Crawford foi o ex-jogador de Calgary, Brent Sopel. Ele relatou também ao podcast Spittin’ Chiclets que foi abusado fisicamente pelo técnico quando jogava pelo Ottawa Senators.
Após estas alegações, podemos esperar que mais ex-jogadores, ou até mesmo atuais Nhelers, poderão se pronunciar sobre mais casos de abusos físicos e psicológicos na Liga. Por parte da NHL, talvez esteja iniciando um movimento interno para que ocorra uma mudança de comportamento.
O hockey é um esporte tradicionalista na sua essência. Quando falamos isso, incluímos uma mentalidade cheia de preconceitos ainda presente na comunidade. Além disso, a famosa “hockey culture” ainda exige de seus atletas comportamentos que não cabem mais nos dias atuais. Conformar-se com qualquer coisa que um técnico diga, aceitar comportamentos abusivos e se contentar com pedidos internos de desculpas não devem acontecer em um esporte moderno.
Nas últimas semanas, torcedores, atletas e representantes da mídia começaram a se mostrar dispostos a provocar mudanças e trazer a NHL para o século XXI. Tudo começou com a demissão do comentarista Don Cherry no dia 9 de novembro após ter feito comentários xenofóbicos durante o programa Coach’s Corner da SportsNet.
A ação da emissora após as críticas ao Don Cherry provocara reações que levaram a mais dois casos que tinha sido encobertos pelos próprios times e demais entidades da Liga. O primeiro, a demissão de Mike Babcock pelo Toronto Maple Leafs no dia 20 de novembro, o que permitiu a divulgação de um relatório expondo uma lista que Babcock obrigou o então rookie, Mitch Marner, a fazer dos seus colegas que ele acreditava serem os menos produtivos do time. Mais tarde, o ex-técnico dos Leafs compartilhou a lista com demais jogadores.
Além de Babcock, outro nome vinculado a polêmicas foi o agora ex-treinador do Calgary Flames, Bill Peters. O ex-jogador Akim Aliu acusou Peters de ter praticado injuria racial há dez anos, quando ambos eram parte do time da AHL Rockford IceHogs. Mas o caso de Peters se agravou quando foi descoberto que, no seu tempo com os Hurricanes, ele chegou a abusar fisicamente de um jogador que teve sua identidade protegida.
Estes casos estão ainda apenas no início das investigações. No entanto, muita coisa já se pode dizer tanto sobre Babcock, quanto sobre Peters, além, é claro, de diversas outras histórias de técnicos em ligas menores que abusam fisicamente e psicologicamente de seus atletas. Essas ações foram por muito tempo lidas apenas como “cultura de vestiário”, algo que existe em diversos esportes. Ainda está muito cedo para dizer que teremos de fato uma mudança na cultura do hockey. Mas uma coisa é certa: o ponta-pé inicial foi dado.
Caso Don Cherry
Cherry já vinha sendo criticado por comentários polêmicos desde a temporada passada. Tudo começou quando o comentarista e ex-técnico do Boston Bruins chamou jogadores do Carolina Hurricanes de Bunch of Jerks (Bando de Idiotas) por comemorarem suas vitórias na PNC Arena, as famosas surges.
Na intertemporada, a SportsNet questionou a permanência de Cherry no Coach’s Corner, uma vez que sua audiência começava a reclamar dos comentários polêmicos. Mesmo assim, resolveram renovar seu contrato, afinal, polêmica também traz audiência. Mas o “tudo por audiência” mudou no dia 9 de Novembro, quando disse que os imigrantes no Canadá aproveitam as coisas boas do país, mas não exercem patriotismo. Ele fazia uma referência às homenagens aos veteranos da Primeira Guerra Mundial, comemorado no dia 11 de novembro.
Don Cherry, aos 85 anos, não enxergou seu comentário como xenofóbico, pelo contrário. Ao ser questionado se iria se desculpar, o comentarista disse que havia sido apenas patriota. Por outro lado, a SportsNet publicou uma nota dizendo que os comentários de Cherry eram ofensivos e não representavam os valores da emissora.
Caso Mike Babcock
O Toronto Maple Leafs não teve um bom início de temporada. O time estava com mais derrotas do que vitórias, incluindo cinco derrotas seguidas no tempo regular sob comando de Babcock. Estes números eram exatamente o que os Leafs precisavam passa assinar a carta de demissão do técnico no dia 20 de novembro. Apenas um pretexto, que só iria ser conhecimento do público dias depois.
A cultura de vestiário nos esportes é algo que por muito tempo era secreto. Todo mundo sabia que acontecia, mas ninguém falava a respeito. Técnicos, em uma posição de poder, se sentem no direito de humilhar, agredir física e psicologicamente e praticar os mais mais diversos tipos de abusos contra os seus atletas. No hockey, esta cultura também está vinculada ao machismo. Promove-se uma ideia de que jogadores de hockey são fortes o suficiente para aguentar qualquer coisa. Apesar de ser conhecimento geral que muitos destes atletas jogam machucados, outras coisas também acontecem nos vestiários que são encobertas pelos envolvidos.
I heard about this Babcock story when it happened, but I didn’t want to bring it up until I could confirm it was true.
O caso de Mike Babcock veio à tona assim que sua carta de demissão foi assinada. Isso aconteceu porque um relatório da temporada 2016-2017 foi liberado à imprensa, confirmando um boato que já existia. Na temporada de rookie de Mitch Marner, Babcock, insatisfeito com o desempenho do atleta, o chamou em uma reunião de portas fechadas e pediu que o jovem jogador fizesse uma lista com os colegas de time que acreditava ser os que menos se empenhavam no gelo.
Na época, Marner obedeceu o treinador, afinal, tinha acabado de chegar à NHL. Entretanto, Babcock mostrou esta lista para os jogadores que estavam na parte debaixo dela, mesmo que o último colocado tenha sido o próprio Marner.
Quando o caso explodiu nas últimas semanas, Marner foi pego de surpresa. Pela primeira vez o jogador falou a respeito para a TSN, contando que no final, ele se sentiu sortudo ao ter colegas de time que o apoiaram e que nenhum dos demais jogadores da lista guardam rancor de algo que não tinha sido culpa dele. Ele também disse que, por ter acontecido tanto tempo atrás, nem se lembrava mais do fato. A entrevista do jogador pode ser assistida, em inglês, aqui.
Mike Babcock acumula reclamações sobre suas condutas éticas quase tanto quanto acumula vitórias. Sendo assim, pode-se até mesmo questionar se o polêmico contrato inflacionado assinado por Marner em setembro também não estaria relacionado com transgressões que o jogador de 22 anos sabia que precisaria enfrentar sob o comando do técnico. Enfim, é possível dizer que o Toronto Maple Leafs finalmente se livrou de um problema. É hora de, quem sabe, mostrar no gelo o quanto estão aliviados.
Caso Bill Peters
O caso de Bill Peters é ainda mais complicado do que o de Babcock. Mesmo uma semana depois, fica difícil prever quais serão as consequências palpáveis do acontecido. No dia 25 de novembro, cinco dias após a demissão do ex-técnico de Toronto, o ex-jogador do Rockford IceHogs, Akim Aliu, publicou no seu Twitter que não estava surpreso com a notícia. Afirmou que já tinha vivenciado, há dez anos, uma situação de racismo dentro do vestiário que foi abafada pelas organizações.
Not very surprising the things we’re hearing about Babcock. Apple doesn’t fall far from the Tree, same sort of deal with his protege in YYC. Dropped the N bomb several times towards me in the dressing room in my rookie year because he didn’t like my choice of music. First one to
admit I rebelled against him. Wouldn’t you? And instead of remedying the situation, he wrote a letter to John McDonough and Stan Bowman to have me sent down to the ECHL. 20 year old on pace for 20 goals in his first pro year with zero PP/PK time was off to a great start in his
Após os tweets, não precisou de muito para descobrirem que as alegações eram sobre o então técnico do Calgary Flames, Bill Peters. O fato havia acontecido no vestiário do time afiliado do Chicago Blackhawks, Rockford IceHogs. No caso, Aliu relata que o treinador repetidas vezes cometeu injuria racial por causa do gosto musical do então prospect do Hawks. Por fim, ao se rebelar, teve como resposta uma passagem só de ida para as ligas menores.
Após as alegações, o GM dos Flames, Brad Treliving, anunciou uma investigação a respeito do caso. Como consequência, na sexta (29), Peters entregou a sua carta de demissão. Além disso, deixou outra carta se retratando com o GM e a organização dos Flames.
Sobre o caso, o Chicago Blackhawks declarou que apenas tomou conhecimento do fato esta semana. Além disso, afirmou que Aliu nunca entrou em contato com a organização para reportar o ocorrido. Por outro lado, o jogador usou novamente a sua rede social para dizer que não irá fazer nenhum comentário público sobre a situação, mas que aceitou o convite da NHL para discutir o assunto. A Liga, por sua vez, apenas falou sobre as reuniões já agendadas.
Entretanto, o caso de Akim Aliu não é o único que Peters vai ter que explicar. O treinador esteve à frente do Carolina Hurricanes entre as temporadas 2014-15 e 2017-18. Durante este tempo, ele não conseguiu muitas conquistas, e ele com certeza, não era adorado no vestiário. Um ex-jogador dos Canes aproveitou a declaração de Aliu e também usou o seu twitter para acusar Peters, dessa vez, de agressão.
Michal Jordan declarou que Peters agrediu ele e mais um jogador que não foi identificado durante um jogo. E, posteriormente, o técnico agiu como se não tivesse feito nada de errado. Na quarta-feira (27), antes do jogo contra o New York Rangers, o atual técnico do Carolina Hurricanes, Rod Brind’Amour, que já estava na organização como parte da equipe técnica quando Peters estava à frente do time, confirmou que de fato aconteceu a agressão. Além disso, afirmou que os jogadores levaram à administração, que, enfim, tomou a atitude que ele considerava a correta.
Entretanto, Brind’Amour fez a seguinte declaração ao The Athletic:
Os jogadores têm medo de se manifestar e, para ser sincero com você, todo mundo sob o treinador, o gerente, eles têm medo de se manifestar, porque existe uma grande lacuna na estrutura de poder nisso. Eu acho que os jogadores têm muito mais poder agora, e eles percebem isso. Eu acho importante que eles falem sobre o que acham importante porque os tempos mudaram. Eles definitivamente têm mais poder e precisam se manifestar.
Rod Brind’Amour
Ron Francis, GM de Carolina na época, declarou que, de fato, jogadores o procuraram. Afirmou ter levado aos donos a acusação para que as providencias fossem tomadas. No entanto, não iria comentar mais sobre o assunto uma vez que ainda havia uma investigação em curso.
Talvez, as mudanças que a Liga e o hockey, como esporte, precisam para começar a mudar sejam estas pequenas grandes atitudes de coragem que jogadores como Aliu e Jordan tomaram na última semana. Uma nova forma de enxergar o relacionamento treinador-jogador, para formar uma verdadeira equipe com um objetivo em comum. Como disse o técnico dos Canes, os tempos mudaram, e está mais do que na hora da NHL mudar também.
Na última quarta-feira (9), Carter Hart estabeleceu um novo recorde para o Philadelphia Flyers. Isso porque o jogador, de apenas 21 anos, não deixou o puck entrar nas suas redes na vitória de 4 a 0 contra o New Jersey Devils. Desse modo, Hart se tornou o goleiro mais jovem da franquia a conseguir um shutout. Este foi apenas um dos recordes que o canadense já conquistou no início da sua carreira com os Flyers.
Defesa realizada por Hart do shoot de Taylor Hall
Hart nasceu em 13 de agosto de 1998, em Sherwood Park, Canadá. Inicialmente draftado pelos Flyers na segunda rodada em 2016, ele estreou pelo time em 17 de dezembro de 2018 depois de uma breve passagem pelo Lehigh Valley Phantoms, time afiliado do Flyers na AHL.
O goleiro é um dos mais jovens a conquistar marcas para seu time na Liga. Após ter demonstrado maturidade e segurança em sua temporada de estreia, Hart assumiu a titularidade na temporada 2019-20 e pode ajudar o time a voltar a competir por um lugar nos playoffs. Nos dois primeiros jogos dos Flyers da temporada, ele foi o responsável pelas redes, conquistando duas vitórias consecutivas.
Modo Iniciante
Carter Hart começou a sua carreira na WHL na temporada 2014-15, com apenas 16 anos. Jogando pelo Everett Silvertips, o jovem goleiro teve um recorde de 18 vitórias em um 2.29 GAA e uma porcentagem de 0.915 saves. Em 2016, Hart foi nomeado goleiro do ano da CHL, chegando a ser ranqueado como o segundo goleiro norte-americano no NHL Central Scouting.
Na temporada 2017-18, Hart completou 1.60 GAA, 0.947 saves e 7 shutouts pelo Silvertips. Com isso, ele foi nomeado tanto goleiro do ano quanto jogador do ano pela WHL. Ele também levou, pelo segundo ano consecutivo, goleiro do ano da CHL, sendo assim o primeiro goleiro da história a conquistar duas vezes o prêmio.
Hart entrou no draft de 2016 como um dos melhores goleiros elegíveis naquele ano. De tal forma que ele foi selecionado na segunda rodada e assinou o contrato de entrada na NHL em 2 de outubro de 2016.
Sua carreira nos juniores é considerada uma das melhores na história do hockey. Apresentou não apenas um bom desempenho no gelo, mas também demonstrou maturidade e visão de jogo. Com isso, ficou na frente dos demais goleiros da sua idade. Um dos motivos para isso é o acompanhamento de um psicólogo desportivo, que auxiliou Hart neste meio tempo. Um preparo mental que, sem dúvidas, está dando resultado.
Por jogar em uma posição na qual a carreira é longínqua, chegar à NHL com apenas 21 anos é um dos diferenciais de Carter Hart. Em quatro temporadas que passou nos juniores, Hart conseguiu 116 vitórias, com 2.01 GAA e 0.927 save percentage e um total de 26 shutouts. Números que, sem dúvida, ajudaram a definir a sua carreira profissional.
Modo Carreira
Para quem acredita em superstições, e no mundo do hockey temos muitas delas, a chegada de Carter Hart ao gol dos Flyers aconteceu devido a uma onda de azar, ou até mesmo a uma suposta maldição do gol do time da Filadélfia. Ele foi, até na sua data de estreia, o oitavo goleiro a jogar pelo time na temporada 2018-19. Um recorde na NHL.
Hart começou a temporada jogando pelo Lehigh Valley Phantoms, afiliado dos Flyers na AHL. Ele foi chamado para a NHL em dezembro, quando Anthony Stolarz se lesionou. Em seu primeiro jogo na Liga, os Flyers derrotaram os Red Wings por 3 a 2 e Hart foi nomeado uma das estrelas do confronto. O jogador se tornou, assim, o goleiro mais jovem a vencer em sua estreia na NHL, posto que antes era de Carey Price.
Em 28 de Janeiro, Carter conquistou a sua quarta vitória seguida na NHL. Venceu os Jets e se tornou, dessa forma, o primeiro goleiro desde Steve Mason a conquistar este número de vitórias seguidas antes dos 21 anos. Por isso, Hart foi eleito rookie do mês, ajudando os Flyers a chegar em uma sequência de seis vitórias, duas derrotas e um overtime. Após levar os Flyers a uma sequência de seis vitórias seguidas, em 4 de fevereiro Hart foi nomeado estrela da semana.
Na nova temporada, podemos esperar do goleiro mais experiência de gelo e, quem sabe, até mesmo a titularidade frente às redes do Philadelphia Flyers. Carter Hart vem apresentando um jogo coeso e inteligente. É, portanto, um nome importante para se ficar de olho.
Modo Internacional
Competindo pela seleção canadense, Carter Hart também impressiona. Ele esteve à frente às redes no 2017 World Junior Ice Hockey Championships, quando o Canadá voltou para casa com a medalha de prata, perdendo para os Estados Unidos nos shootouts. Mas, ao invés de se render à derrota, Carter voltou no ano seguinte para conquistar a medalha de ouro no 2018 World Junior Ice Hockey Championships. Neste torneio, Carter marcou um percentual de 0.929 de saves, 1.81 gols permitidos e um shutout nos seis jogos em que participou.
Em abril de 2019, depois dos Flyers terem ficado de fora dos playoffs, Hart foi chamado para a seleção principal do Canadá no2019 IIHP World Championship. Apesar de ter sido reserva de Matt Murray nesta competição, devido aos seus números e habilidades, Carter Hart pode vir a assumir a titularidade do gol da seleção canadense muito em breve.
Em uma noite de festa ao som de Gloria, os Blues subiram seu banner de Campeão da Stanley Cup 2019 na Opening Night, ainda orgulhosos da conquista inédita do título. Para dar início a uma nova temporada, os campeões devolveram a taça para o Hall of Fame e receberam o Washington Capitals, campeão em 2018. Apesar de o resultado não ter sido favorável para o time de St. Louis, os Blues mostraram que estão prontos para a nova temporada.
O jogo começou com os Blues marcando no primeiro minuto. Samuel Blais não hesitou em fazer um shoot em direção ao gol de Braden Holtby aos 0:53, abrindo o placar para o time da casa. Aos 7:55, os Blues aumentaram a vantagem quando Alex Pietrangelo aproveitou o power play a favor do time para marcar o segundo. Em seguida, ao final do período, Alexander Ovechkin diminuiu a diferença para os Capitals, marcando aos 15:37 e mostrando que o time de Washington estava no jogo.
No segundo período, Holtby começou fazendo uma defesa de uma jogada espetacular de Robert Thomas que, por pouco, não fez o terceiro gol para os Blues. Entretanto, os Capitals começaram a criar mais chances para chegar ao gol de Jordan Binnington na segunda etapa. Mas foi apenas aos 12:28 que Dmitry Orlov conseguiu empatar o jogo em um power play goal.
Com tudo igual no placar, ambos os times começaram a ser mais agressivos. No entanto, foram convertidas apenas cinco penalidades ao longo do jogo: cinco para os Capitals e três para os Blues.
Após um terceiro período sem gols, o jogo seguiu empatado em 2 a 2. Dessa forma, seguiu para o overtime. Os Blues até tentaram fechar a sua festa com uma vitória na opening night, porém Jakub Vrana encerrou o jogo marcando o gol para os Capitals aos 2:51 do tempo extra.
Outros jogos na noite
Outros times também deram o ponta pé inicial para a temporada 19-20 na noite de quarta-feira (2). Os Leafs, que anunciaram John Tavares como novo capitão, venceram os Senators por 5 a 3 em casa. Canucks e Oilers se enfrentaram em Edmonton, e o time da casa saiu vitorioso por 3 a 2 no placar final. Já o confronto em Vegas, também foi favorável para o time da casa. Os Golden Knights venceram os Sharks por 4 a 1.
No sábado (24) e domingo (25) aconteceu o Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino no ginásio da AABB em São Paulo. Ao todo, sete equipes de São Paulo, Minas e Pará competiram no final de semana.
A grande vencedora foi a equipe Amparo No Limits, da cidade de Amparo, no interior de São Paulo. Além do primeiro lugar, a jogadora do Amparo, Lea Villagra, recebeu os prêmios de MVP do campeonato, artilheira e assistente.
As donas da casa, equipe da AABB-SP, eram as favoritas para levantar o troféu. No entanto, acabaram ficando com a segunda colocação ao perder a final para a equipe de Amparo. Já o terceiro lugar ficou com a equipe mineira Eldorado Vipers, estreante no campeonato, com atletas jovens que chegaram com sede de vitória e muita vontade de aprender.
Hockey inline: uma família
para suas atletas
O time do Eldorado Vipers é formado por meninas mais novas, como Ana Clara Camargo, 13 anos. A jovem atleta conta que sempre gostou de patinar, mas foi após ver o primo seguir para o hockey que ela se interessou pelo esporte. Acompanhada de sua mãe, Ana Clara começou a jogar pelos Vipers e encontrou no hockey uma segunda paixão que agora divide com o balé. “Eu sou bailarina também, [sua mãe] achou que eu não iria gostar. Mas as vezes com o hockey, a gente até desconta um pouco da raiva jogando.”
Outra jogadora do Vipers que se encontrou no esporte foi Karina Gonçalves, de 16 anos. Após perder o pai, a jogadora conta que ficou desnorteada, sempre se envolvendo em brigas. Sua tia lhe sugeriu conhecer o hockey, já que dois de seus primos já praticavam, e foi onde Karina aprendeu a controlar suas inseguranças. “Eu batia em todo mundo, xingava os técnicos, xingava todo mundo. Então tive que aprender a lidar com o povo e a sociedade.”
O hockey inline, além de trabalhar o sentimento de equipe com as jovens jogadoras, também se mostra um esporte familiar. Pais que descobriram o hockey por acaso e, hoje, assistem suas filhas seguirem os mesmos passos. É o caso de Aldemir Lopes, 53 anos, que saiu de Curitiba, no Paraná, para levar a filha Emanuela, de 17 anos, para participar do Campeonato ao lado da equipe do Amparo.
Aldemir conta que conheceu o esporte no ginásio do Clube 3 Marias, em Curitiba. Ele levava os dois filhos para aprender a patinar e resolveu praticar também, tornando o hockey inline uma paixão familiar. Seu filho Gabriel, irmão de Emanuela, é goleiro pelo 3 Marias. “Atrás deles vieram os primos, meu sobrinho e minha sobrinha, então era assim é a família toda ‘pra’ jogar hockey praticamente e estamos até hoje lá no Clube 3 Marias em Curitiba”, relata Aldemir sobre sua relação com o esporte.
Equipe do Pará estreia no Campeonato Brasileiro
Apesar de não ser o único time estreante, a grande novidade do campeonato foi o time Belém Búfalos. Quatro atletas, juntamente com seu treinador Mario Ferreira, saíram do norte do país para participar do Campeonato Brasileiro e conhecer outras jogadoras. Infelizmente, o time venceu apenas um jogo na competição, mas foi o suficiente para partirem ansiosas pelo ano seguinte.
Mario conta que neste ano começaram a se planejar apenas em março para viajarem para São Paulo. Com o curto tempo e a longa distância, não foi possível trazer todas as atletas, mas, para o próximo ano, desejam estar com o time completo. “A ideia é que a gente consiga vir com todas, então como a gente vai ter mais de um ano para se programar, acredito que dê certo”.
A figura do capitão de um time na
NHL é uma imagem de prestígio. Oficialmente, o capitão é o responsável por conversar
com os árbitros durante a partida. É ele quem media questionamentos dos
jogadores sobre jogadas e faltas, por exemplo. Quando o jogador que veste o C
não está no gelo, essa função passa a ser os Capitães Alternativos, os que usam
o A na Jersey.
Entretanto, um capitão de um time
de hockey é muito mais do que sua função oficial. Muitas vezes, ele é o líder,
o escolhido para gerenciar os demais jogadores, mediar conflitos entre eles e
com os representantes do time. Além disso, muitas vezes, é também do capitão a
responsabilidade em aparecer nas mídias oficiais e eventos do time.
Mas, sem dúvidas, um capitão marca o time no qual ele joga, seja por suas estatísticas no gelo ou pela forma como ele representa o time off-ice. Ao longo da história do hockey, alguns eles se destacam por carreiras espetaculares, assim como por terem deixado marcas e até mesmo dado seu nome para certas conquistas, como foi o caso de Gordie Howe Hat Trick.
Fizemos um apanhado de alguns dos
nomes dessas lendas da NHL. Carreiras cheias de recordes, prêmios e atletas
considerados os melhores dos melhores. Nomes que estarão ao lado do hockey ultrapassando
a barreira do tempo.
Jean Beliveau
O canadense Jean Beliveau fez sua estreia pelo Montreal Canadiens em 1950, entretanto, escolheu permanecer na QMHL até 53. Em uma carreira cheia de números bonitos e boas estatísticas, “Le Gros Bill”, como era chamado, se tornou o segundo jogador na história a chegar à marca de mil pontos na carreira. Mas foi em 1961 que Beliveau recebeu a honra de usar o C na sua Jersey, que o vestiu orgulhosamente por dez anos. Tempo este que, até hoje, ainda é o maior período que um único jogador se tornou capitão na franquia.
Beliveau recebeu, ao longo de sua
carreira, 17 Stanley Cups (10 como jogador e 7 como executivo), todas pelo
Habs. Além disso, ganhou o Hart Memoria Trophies, MVP da liga em 56 e 64, um
Art Ross Trophy em 56 e o primeiro Conn Smithy Trophy em 65. Em 2017, Beliveau
foi eleito um dos 100 melhores NHLers da história. Jean Beliveau faleceu em 2
de Dezembro de 2014, depois de uma vida dedicada ao hockey e,
especialmente, ao Montreal Canadiens.
Mark Messier
Mark Messier é outro canadense
que aparece nessa lista. Ele jogou entre os anos de 1979 e 2004 na NHL, atuando
pelos Oilers, Canucks e Rangers. Messier é considerado um dos melhores
jogadores de hockey de todos os tempos, sendo o segundo maior pontuador nos
playoffs, com 295 pontos. Além disso, ele também é considerado o segundo em
números de jogos na temporada regular (1756) e terceiro em pontos (1887) ao
longo da carreira.
Messier levantou um total de 6 Stanley Cups – cinco com os Oilers e uma com os Rangers. Dessa forma, ele é o único jogador na história ao levar dois times à Stanley Cup como capitão (90 com os Oilers e em 94 com os Rangers, conquistando a taça para o time de Nwe York depois de 54 anos de jejum). Messier ganhou dois troféus Hart Memorial (1990 e 92), um Conn Smithe Trophy em 1984 e foi 15 vezes considerado NHL All-Star. Por fim, Messier entrou para o Hall of Fame em 2007 e em 2017 ele foi considerado um dos 100 maiores jogadores da NHL da história.
Gordie Howe
Considerado jogador mais completo de todos os tempos, Gordie Howe chegou à NHL em 1946 atuando pelo Red Wings. Em seus 26 anos de carreira, 25 deles foram junto ao time de Detroit. Howe sabia atuar em diversas frentes e mostrou uma habilidade para poucos. Dessa maneira, recebeu o apelido de Mr. Hockey e em 2017, entrou para a lista dos 100 melhores jogadores de hockey de todos os tempos.
Ao lado dos Red Wings, Howe
levantou a Stanley Cup quatro vezes. Ganhou seis veze o Hart Trophy como MVP.
Liderou a Liga em pontos recebendo o Art Ross Trophy seis vezes. Gordei Howe aposentou pela primeira vez em
71, mas voltou a jogar três anos depois ao lado dos seus filhos Mark e Marty
defendendo o Houston Aeros na WHA. Mesmo
nos seus 40 anos, Howe marcou mais de 100 pontos duas vezes em seis anos, recebendo
o Acvo World Trophies em 74 e 75.
Ainda assim, Gordie Howe retornou à NHL jogando uma temporada pelo Hartford Whalers em 79-80. Ele finalmente se aposentou de vez aos 52 anos de idade, jogando um total de 2.421 jogos, conquistando 1.071 gols e 1.518 assistências. Howe se tornou o único jogador a competir em 5 décadas diferentes na NHL, e, apesar de ter chegado apenas duas vezes, é sem sua homenagem o hat trick não oficial quando um jogador da uma assistência, marca um gol e entra em uma briga em um mesmo jogo. Apesar disso, Gordie Howe só chegou a esse feito duas vezes na carreira.
Wayne Gretzky
Quando todos já estavam acostumados com a grandiosidade de Howe, Wayne Gretzky chegou à NHL para quebrar recordes. Eleito “The Great One”, ele é considerado até hoje o melhor jogador de todos os tempos. O garoto prodígio atuou na NHL de 1979 até 1999, jogando pelos Oilers, Los Angeles Kings, por um breve período nos Blues e terminou sua carreira nos Rangers. Gretzky ainda é o líder em pontos na NHL, tento feito mais assistências do que qualquer jogador fez de gols, ao passo que ele também é o único jogador a ter uma temporada com mais de 200 pontos, feito que ele realizou apenas quatro vezes em sua carreira.
Como capitão, Gretzky levou o Oilers à quatro Stanley Cups (84, 85, 87 e 88) e uma ao Los Angeles Kings em 93. Ele ganhou o Art Ross Memorial Trophy por 7 anos consecutivos, foi o primeiro jogador a ganhar um Hart Memorial Trophy, tendo recebido o troféu 9 vezes, 8 delas em anos consecutivos. Ao se aposentar em 99, Gretzky acumulou 61 recordes na NHL, dentre eles 40 recordes na temporada regular, 15 em playoffs e 6 All-Star. Em sua homenagem, todos os times da NHL aposentaram o número 99.
Steve Yzerman
Yzerman entreou na NHL em 1983, defendendo o Detroit Red Wings por toda a sua carreira. Ele recebeu o C em 86, aos 21 anos de idade, e assumiu orgulhosamente o cargo até se aposentar em 2006, se tornando assim, o capitão que serviu a mais tempo um time em todas as ligas Norte Americanas. Yzerman liderou o Red Wings a três Stanley Cups, 97, 98 e 2002.
Durante a sua carreira, Yzerman recebeu alguns prêmios. Dentre eles, o Ted Lindsay Award em 88-89, o Conn Smithe Trophy em 98, o Selke Trophy em 2000 e o Boll Masterton Memorial Trophy em 2003, prêmio para perseverança. Ele também foi nomeado para o time de rookie de 1984 e dez vezes esteve presente no NHL All-Star. Após se aposentar, seu número 19 foi aposentado no Detroit Red Wings. Em 2017, Yzerman foi nomeado um dos 100 maiores jogadores da NHL.
Phil Esposito
Phil Esposito assinou seu contrato com o Hawks em 1960, mas
jogou em ligas menores até 1964, quando finalmente estreou na NHL. Em 69, ele
se tornou o primeiro jogador a chegar à 100 pontos na liga. Além dos Hawks, Esposito
também jogou pelos Rangers e Bruins, tendo levantado a Stanley Cup duas vezes
com o último, em 70 e 72. Na temporada 75-76 ele foi trocado para o New York
Rangers, time que Esposito teve o orgulho de vestir o C.
Como capitão dos Rangers, Esposito liderou o time em pontos em todas as temporadas que jogou. Em 1979, aos 37 anos de idade, ele liderou o time até a Stanley Cup Final. Entretanto, Esposito levantou duas Stanley Cup, em 69-70 e 71-71, ganhou cinco Art Ross Trophy, dois Hart Memorial Trophy e dois Ted Lindsay Award, antes chamado de Lester B. Pearson Award. Em dezembro de 87, sua Jersey de número 7 foi aposentada pelo Boston Bruins. Em 2017 ele também entrou para a lista dos 100 melhores jogadores da NHL da história.
Denis Potvin
Nascido no Canadá, Potvin foi selecionado pelo New York Islanders na temporada 1973-74 como 1st pick. Em sua temporada de estréia teve grande destaque e conquistou o Calder Memorial Trophy. Na temporada 1979-80 foi nomeado capitão se tornando, assim, o terceiro na história do time. Em sua temporada de estréia como capitão levou o time aos playoffs e deu início as 4 vitórias consecutivas nas 5 finais da Stanley Cup que o time participou. Além disso, em todos os seus anos como capitão os Islanders conseguiram chegar ao playoffs.
Potvin ganhou 3 vezes o James Norris Memorial Trophy como melhor defensor da NHL. Foi o primeiro defensor da NHL a atingir 300 gols na temporada regular e o primeiro defensor a atingir 1.000 pontos na carreira. Em 1991 foi introduzido no Hockey Hall of Fame e em 2017 foi nomeado um dos 100 melhores NHLers da história. Após se aposentar como jogador se tornou um colour commentator para o Florida Panthers por mais de 16 temporadas. Trabalhou brevemente para o Ottawa Senators e em 2014 retornou para o Panthers.
Maurice Richard
Conhecido como Rocket, o canadense iniciou sua carreira com o Montreal Canadiens pela liga QSHL em 1940. Duas temporadas depois foi selecionado para o Montreal Canadien, dessa vez atuando pela NHL em 1942, onde permaneceu por toda a sua carreira. Richard tinha um estilo de jogo bastante físico e por vezes violento, o que resultou em muitas lesões e até mesmo suspensões, já que os jogadores gostavam de fazer de tudo para ele revidar. Foi campeão da Stanley Cup 8 vezes, sendo 5 vezes consecutivas nas suas 5 temporadas como capitão do time.
Foi o primeiro jogador na história da NHL a marcar 50 gols em uma temporada. Ganhou o Hart Trophy na temporada 1946-47, ganhou como Canadian Press male athlete of the year 3 vezes e o Lou Marsh Trophy em 1957. Durante a sua carreira trocou o número da jersey uma vez em homenagem a sua filha que tinha nascido. Se aposentou em 1960 como líder absoluto da liga em gols com 544. Richard entrou para o Hockey Hall of Fame em 1961. Em 1998 descobriu um câncer abdominal e faleceu 2 anos depois. Muito querido pela população de Quebec, ele se tornou o primeiro não-político homenageado pela província com um funeral de estado.
Bobby Clarke
Nascido no Canadá, Clarke não foi grande aposta para a NHL no início, isso porque os times tinham medo de ele nunca jogar devido a sua diabetes. Mesmo sendo um bom jogador foi selecionado no segundo round em 1969 e logo começou a mostrar bom resultado. Muito dedicado, foi o primeiro jogador do Philadelphia Flyers a ganhar o Bill Masterton Memorial Trophy. Na temporada 1973-74 foi nomeado capitão aos 23 anos se tornando assim, o mais jovem na história da NHL até então. Foi o primeiro jogador da expansão a marcar mais de 100 pontos e ganhou o Hart Memorial Trophy, nesse mesmo ano levou também o Lester B. Pearson Award.
Clarke ajudou os Flyers a se tornar o primeiro time da expansão a ganhar a Stanley Cup. Em 1979 deixou de ser capitão, mas reassumiu em 1983 e ficou por um ano até se aposentar em 1984. No mesmo dia em que se aposentou como jogador, Clarke assumiu como GM do time e permaneceu até 1990. Assumiu então como GM do Minnesota North Stars onde permaneceu por duas temporadas, retornando então para os Flyers e posteriormente reassumiu como GM até 2006.
Bobby Orr
O canadense iniciou no hockey aos 8 anos de idade. A princípio jogava como forward porém logo mudou para defensor, posição que permaneceu até o fim de sua carreira. Aos 14 anos, Orr se juntou ao Oshawa Generals, o juniores do Boston Bruins onde teve destaque em 3 das suas 4 temporadas pelo time. Em 1966, Bobby se juntou ao Boston Bruins onde jogou por 10 temporadas. Em sua temporada de estréia ganhou o Calder Memorial Trophy e foi nomeado para o segundo time All-Stars da NHL.
Na temporada 1969-70, Orr entrou para a história ao marcar o gol da vitória dos Bruins assim conquistando a Stanley Cup. Nesta mesma temporada ele ganhou 4 prêmios, com isso se tornou o único jogador da história da NHL a conseguir esse feito em uma única temporada. Ao longo de sua carreira. Bobby conquistou o Art Ross Trophy 8 vezes, o Hart Memorial Trophy 3 vezes seguidas e 2 Conn Smythe se tornando o primeiro bicampeão do prêmio. Venceu a Stanley Cup em 1970 e 1972, MVP dos jogos all-star em 1972 e muito mais outros prêmios e recordes.
Orr, jogou duas vezes pela seleção do Canadá e duas temporadas pelo Chicago Blackhawks onde finalizou a sua carreira. Oficialmente nunca foi capitão do Boston Bruins, mas foi considerado um substituto nos anos em que o time ficou sem nenhum. Após o término de sua carreira Bobby virou agente certificado (inclusive de vários jogadores da atualidade) e treinador de um time na liga de juniores.
George Armstrong
Nascido no Canadá, Chefe, como o jogador era conhecido ,iniciou sua carreira em 1947-49 pelos juniores quando jogou pelo time Stratford Kroehlers na liga OHA. Foi líder de pontuação e ganhou 2 vezes o Red Tilson Trophy. Na temporada seguinte em 1948-49 foi promovido para o Toronto Marlboros também na liga OHA, onde jogou por uma temporada antes de assumir como capitão. Ainda na temporada 1949-50 foi chamado pelo Toronto Maple Leafs na NHL e participou de dois jogos antes de retornar para o Marlboros. Na temporada 1950-51 se tornou profissional e foi promovido para a liga AHL jogando pelo Pittsburgh Hornets, na época era afiliado com o Toronto Maple Leafs. Foi no Hoernets que Armstrong se tornou um dos maiores goleadores, ficando assim em segundo na pontuação geral do time.
No meio da temporada 1951-52 foi chamado pelo Leafs e, dessa vez, integrou a lista de jogadores do time. Na temporada 1957-58 assumiu como capitão do time e permaneceu no posto por 13 temporadas. Ganhou a Stanley Cup 4 vezes, foi campeão da Allan Cup, em 1959 ganhou o J.P. Bickell Memorial Awards. Dessa forma, foi o último jogador da era Original Six a marcar um gol ao ganhar a Stanley Cup. Se aposentou na temporada 1970-71, tendo jogado 21 temporadas na NHL. Assumiu como treinador principal do Toronto Marlboros, onde permaneceu até sair e trabalhar para o extinto Quebec Nordiques. Dez anos depois retornou para os Leafs, dessa vez como assistente do GM e scout.
Mario Lemieux
Escolhido como 1st pick em 1984 pelo Pittsburgh Penguins, Super Mario como era conhecido, teve uma carreira de altos e baixos devido a doenças. Jogou de 1984 até 1997 quando se aposentou, nesse meio tempo, perdeu vários jogos devido a cirurgias e tratamentos. Em 1999 Lemieux tinha um grande valor de salário atrasado, com isso fez uma proposta para comprar ações do time que estava falindo. Dessa forma, ele se tornou o primeiro ex-jogador a se tornar dono de um time da NHL. Como dono majoritário ele assumiu como presidente, CEO e chairman dos Penguins.
Em 2000, o jogador retornou ao gelo e permaneceu até 2006 quando se aposentou de novo. Com o time de Pittsbutgh ganhou cinco Stanley Cups, sendo duas como jogador e três como dono do time. Ganhou por dois anos seguidos o Conn Smythe Trophy e Prince of Wales Trophy. Conquistou o Art Ross Trophy seis vezes, o Ted Lindsay Awards quatro e o Hart Memorial Trophy 3 vezes. Em seu ano de estreia, levou o Calder Memorial Trophy e em 1993 ganhou o Bill Marteston Trophy por ter superado o câncer.
Como jogador dos Penguins, Lemieux foi nomeado capitão 3 vezes: Vestiu o C entre os anos de 1987 a 1994, quando deu uma breve pausa para se recuperar de uma cirurgia. Posteriormente, reassumiu em 1995 até 1997 e quando retornou da aposentadoria assumiu novamente de 2001 até 2006.
Achou interessante conhecer um pouco mais sobre esses capitães históricos? Amanhã sai um vídeo no nosso canal no Youtube o guia de pronuncia com os nomes dessas lendas. Não deixe de conferir.
Essa semana o nome de Sebastian Aho foi um dos assuntos mais comentados no universo do hockey. Isso porque, durante o Free Agency Day, o Montreal Canadiens ofereceu uma offer sheet pelo jogador. Entretanto, o Carolina Hurricanes igualou a oferta e Aho será um jerk por mais cinco temporadas.
O center nasceu em Rauma, na Finlândia, em 26 de Julho de 1997. Assim, elegível para o Draft de 2015, Aho foi selecionado por Canes na escolha 35 overall e já está fazendo história no time. Nessa temporada, Sebastian Aho se tornou o quarto jogador da franquia a marcar 80 pontos antes de completar 22 anos. Sem dúvida, apenas o início de uma carreira que iremos acompanhar de perto.
Modo iniciante
Sebastian ganhou o seu primeiro par de patins com dois anos de idade. Contudo, antes disso, já acompanhava seu pai em jogos de hockey. Harri Aho, o pai, jogava profissionalmente em um time local chamado Lukko. Isso fez com que Sebastian e seus irmãos crescessem no meio, frequentando vestiários e arenas. Com três anos, Harri levou Sebastian para a escola de patinação de Kärpät. Foi ali que Aho, enfim, começou a praticar o esporte.
Sua pouca idade não importava. Aho já estava acostumado a jogar em espaços abertos com seu irmão e amigos mais velhos. Ele podia não ser o mais forte, mas já se mostrava um jogador inteligente. Nesse meio tempo, Aho já começava a desenvolver seus instintos e habilidades de jogo que, posteriormente, o fariam chegar a NHL com um diferencial.
Sua carreira no hockey profissional teve início no Oulun Kärpät, na liga Finlandesa, estreando pelo time na temporada 2013-14. Mas, foi na sua segunda temporada pelo time, primeira que jogou desde o início, que Sebastian Aho se destacou. Não apenas marcou o gol que deu o campeonato para o Karpat, em um overtime duplo de um jogo 7, como também chamou atenção para seu jogo. Sua habilidade no gelo fez com que ele fosse considerado um dos principais jogadores da Liiga. Além disso, despertou o interesse do Carolina Hurricanes no ano do seu Draft.
Contudo, apesar de ter sido draftado, na temporada 2015-16 Aho voltou para Kärpät, terminando a temporada com um total de 45 pontos, dentre eles 24 gols.
Modo Carreira
Sua chegada à NHL aconteceu um ano após o Draft, assinando o contrato de entrada por três anos em 13 de junho de 2016. Em outubro do mesmo ano, Aho fez sua estreia pelo Carolina Hurricanes. Já no primeiro jogo da temporada 2016-17, Sebastian Aho marcou uma assistência para um gol de Victor Rask na derrota para os Jets por 5 a 4 no overtime.
Entretanto, o primeiro gol do finlandês pela NHL veio acontecer apenas em 12 de novembro. Não satisfeito em marcar apenas um gol, Aho marcou logo dois na vitória dos Canes em cima dos Capitals por 5 a 1. Nessa mesma temporada, Aho ainda marcou um hat trick contra os Flyers em 31 de janeiro. Com isso, se tornou o jogador mais jovem a marcar um hat trick na franquia. Por fim, Aho terminou a sua temporada de rookie com 49 pontos em 82 jogos.
Na temporada 2017-18, Aho marcou 65 pontos em 78 jogos, mas com os Canes fora dos playoffs, ainda faltava algo para ele se firmar como uma jovens estrela da NHL.
Foi na temporada 2018-19 que Sebastian Aho mostrou porque não deve ser subestimado. Ao comando de Brind’Amour, Sebastian quebrou o recorde da franquia, que antes era de Ron Francis, ao marcar um ponto em 12 jogos consecutivos. Com esse feito, ele também empatou o recorde da NHL de um gol por jogo a partir do início da temporada. Essa onda terminou em 3 de novembro com a derrota no overtime para os Yotes por 4 a 3.
Sebastian Aho participou do 2019 NHL All-Star Game, ficando em segundo lugar no desafio Enterprise NHL Premier Passer™. Além disso, ajudou a Metropolitana a levar o prêmio.
O Carolina Hurricanes chegou à final da Conferência desses playoffs, e, sem dúvida, Aho foi um dos responsáveis pelo time ter ido tão longe. Após dez anos de seca, os Canes jogaram 15 jogos nessa pós-temporada. Neles, Aho marcou 12 pontos.
Sebastian Aho terminou a temporada como líder de pontos do Carolina Hurricanes, tanto na temporada regular quanto nos playoffs. Em 82 jogos, ele marcou um total de 83 pontos.
Ao fim de uma temporada de sucesso e com o término do seu contrato de entry level, Aho assinou a offer sheet oferecida pelo Montreal Canadiens. Isso fez com que os Canes precisassem igualar a oferta do time canadense e ofertar um novo contrato para garantir Sebastian Aho para a próxima temporada. Por fim, o novo contrato do finlandês tem validade de cinco anos.
Modo internacional
Sebastian Aho não esteve no Mundial desse ano quando a Finlândia levou o ouro, pois estava competindo nos playoffs. Mesmo assim, ele também já fez sua contribuição para a seleção do seu país.
Ele esteve presente no time finlandês que levou a medalha de prata noIIHF World Under-18 Championship em 2015, assim como no 2016 IIHF World Junior Championship, quando sua seleção levou o ouro. Em 2016, Aho marcou 15 pontos na competição, dentre eles cinco gols e nove assistências. Ficou atrás apenas do seu companheiro de time Jesse Puljujarvi, que marcou 17 pontos.
Em 2018, após os Canes não terem se classificado para os playoffs, Aho competiu pelo IIHF World Championship. Lá marcou sete pontos (três gols, quatro assistências) em dez jogos. Dentre as assistências, duas delas foi na vitória de 3 a 1 contra a Russia na semifinal. Apesar de terem ficado com a prata após perderem para o Canadá, Aho ainda foi eleito melhor jogador do jogo.
Entre recordes, sucessos e polêmicas, o jogador que completa 22 anos no final desse mês ainda tem muito a oferecer. Ele faz parte de um grupo de jovem jogadores que o Carolina Hurricanes está reunindo para voltar ainda mais forte na próxima temporada. Como disse o general manager Don Waddell, não se deve subestimar o Carolina Hurricanes.