Autor: Juh Guedes

  • SC Bern contrata primeira mulher GM no hockey

    SC Bern contrata primeira mulher GM no hockey

    Florence Schelling, ex-goleira da seleção suíça de hockey, foi nomeada hoje 8) como General Manager do SC Bern da Liga Nacional Suíça. Schelling, primeira e única mulher a competir no hockey masculino no país, agora está à frente de mais uma ação pioneira. 

    Ela se tornou a primeira mulher eleita GM de um time de profissional de hockey masculino. Para o SC Bern, a escolha não poderia ser mais acertada. Aos 31 anos, o time acredita que Schelling tem a competências e as habilidades nescessárias para gerir a equipe. 

    Na temporada 2019-20, interrompida em Março devido à pandemia do novo coronavírus, o SC Bern ficou na 9ª colocação de 12 equipes na competição. 

    Caminho até aqui

    Florence Schelling competiu nas Olimpíadas de 2006, 2010, 2014 e 2018 frente ao gol da seleção suíça. A jogadora também teve uma passagem pela CHWL, quando competiu em 2012 pelo Brampton Thunder.

    Sua passagem pelo hockey masculino aconteceu em 2013, quando ela competiu por duas temporadas pelo EHC Bulach. Ela jogou também no nível universitário, nos EUA, pela Northeastern University, e foi finalista do Patty Kazmaier Award em 2012.

    Após este período, ela competiu pelo Linköpings HC, na liga feminina Sueca, enquanto obtia seu mestrado em administração pela Linköping University.

    Schelling aposentou os patins após as Olimpíadas de 2018, entretanto este não foi seu adeus ao hockey. Ela esteve na equipe técnica na seleção sub-18 suíça nos últimos dois anos. Agora, ela enfrenta o novo desafio de levar o SC Bern de volta à elite do hockey europeu. 

    Foto: Reprodução www.en24.news

  • NHL cria novos prêmios para a temporada 19-20

    NHL cria novos prêmios para a temporada 19-20

    A NHL suspendeu a temporada 2019-2020 devido à pandemia do COVID-19 no dia 11 de março. Desde então, muito vem sendo discutido sobre como a temporada será finalizada ou até mesmo se será cancelada. Após terem adiado o Draft de 2020 e o NHL Awards, a Liga resolveu criar prêmios especiais para a temporada incompleta. Dessa forma, a ideia é apresentar novas modalidades e premiar jogadores e times por conquistas não apenas no gelo, mas também fora dele. 

    The Chrissy Teigen Award 

    Esse novo prêmio é uma forma de homenagear as pessoas que trabalham por trás do sucesso dos times. Será destinado ao time com melhor equipe de social midia, avaliando a presença em redes sociais, de forma a expandir o esporte e alcançar públicos mais distantes com um bom engajamento. Os indicados são as equipes do Carolina Hurricanes, Colorado Avalanche e é claro, a equipe por trás do melhor mascote da liga – o Gritty,  Philadelphia Flyers.

    The Kardashian Awards

    Outro prêmio que será incluído esse ano irá homenagear aquele jogador que melhor conseguiu equilibrar a vida no hockey com a família. É claro que a vida na estrada não é fácil. Muito menos a incerteza de se irá permanecer por muito tempo naquela cidade, pois de um dia para outro o jogador pode ser trocado para o outro lado do país. Os indicados a este destaque são Patrick Marleau (PEN), Gabriel Landeskog (AVS) e Austin Watson (NSH).

    The Fashion Week Award

    Que certos jogadores da NHL gostam de colocar estilo próprio nos ternos obrigatórios da Liga a gente já sabe. Mas alguns deles investem mais ainda na própria imagem e aparecem nos jogos com roupas e acessórios dos mais diversos tipos e estampas. Por isso, a NHL resolveu finalmente criar um prêmio oficial para prestigiar o estilo destes jogadores. Neste ano, os indicados serão PK Subban (NJD), Auston Matthews (TOR) e David Pastrnak (BOS).

    The Red Wings Medal 

    Com a temporada parando um mês antes de seu fim, a Liga resolveu propor um prêmio de consolação para o time que teve a pior campanha esse ano. Dessa forma, o Detroit Red Wings receberá uma medalha por ter conquistado apenas 39 pontos em 71  jogos. O número foi tão baixo que o Ottawa Senators, penúltimo colocado, entrou na pausa com 62 pontos com o mesmo número de jogos. O Red Wings já viveu seus momentos de glória, mas a temporada 19-20 pode ser considerada um dos piores momentos na história da franquia. Por isto, eles serão premiados com uma medalha. Afinal, em breve a próxima temporada está aí e, quem sabe, os últimos não serão os primeiros? 

    *Este texto é uma brincadeira de “1º de abril” e não tem compromisso com a verdade. As informações apresentadas são falsas ou estão fora de seu contexto original.

    Foto: Reprodução NHL.com (modificada)

  • NHL anuncia pausa na temporada devido ao novo coronavirus

    NHL anuncia pausa na temporada devido ao novo coronavirus

    A NHL anunciou hoje uma pausa na temporada 2019-20 a partir dos jogos que aconteceriam nessa quinta-feira (12). A ação vem como uma medida de prevenção da pandemia do novo coronavírus que vem se alastrando pelo mundo. A liga segue a decisão da NBA, que suspendeu a temporada ontem (11) após confirmar que o jogador do Utah Jazz, Rudy Gobert, havia testado positivo para o vírus. 

    No tweet abaixo, o departamento de Relações Públicas da NHL publicou o comunicado oficial sobre a decisão da liga. Em seguida, está a tradução integral do conteúdo do comunicado.

    “À luz dos acontecimentos resultantes do coronavírus, e após consultar médicos especialistas e convocar uma teleconferência do Conselho de Governadores, a Liga Nacional de Hóquei anuncia hoje que fará uma pausa na temporada 2019-2020, começando com os jogos desta noite.

    “A NHL tem tentado seguir os mandatos de especialistas em saúde e autoridades locais, enquanto se prepara para qualquer possível desenvolvimento sem tomar medidas prematuras ou desnecessárias. No entanto, após as notícias de ontem à noite de que um jogador da NBA testou positivo para coronavírus – e como nossas ligas compartilham tantas instalações e vestiários, agora parece provável que algum membro da comunidade da NHL tenha resultado positivo em algum momento – não é mais apropriado tentar continuar a jogar no momento. 

    “Continuaremos a monitorar todos os conselhos médicos apropriados e incentivaremos nossos jogadores e outros membros da comunidade da NHL a tomar todas as precauções razoáveis ​​- inclusive por auto-quarentena, quando apropriado. Nosso objetivo é retomar o a temporada assim que for apropriado e prudente, para que possamos completar a temporada e premiar a Stanley Cup. Até lá, agradecemos aos fãs da NHL por sua paciência e esperamos que você permaneça saudável.”

    Outras ligas suspensas

    A princípio, as outras ligas de hockey na América do Norte estavam aguardando o posicionamento da NHL. Mas antes da liga tomar uma decisão, a USHL suspendeu a temporada de efeito imediato, assim como todos os treinos e eventos. 

    A NCAA, assiciação que companda os campeonatos universitários nos EUA, decidiu continuar com seus campeonatos, por enquanto. Entretanto, os jogos de todas as modalidades irão contar com a menor equipe possível e portões fechados, apenas familiares dos jogadores na torcida. 

    A AHL ainda não se pronunciou, mas deve seguir as mesmas recomendações da NHL. Por outro lado, a NWHL também anunciou que vai adiar a pós-temporada que aconteceria agora em março.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Makar x Hughes: Quem são os possíveis finalistas do Calder Trophy

    Makar x Hughes: Quem são os possíveis finalistas do Calder Trophy

    O Calder Trophy, troféu destinado ao melhor novato da Liga, não deve trazer grandes surpresas esse ano. O rookie que tem maior destaque é, sem dúvida, Cale Makar, defensor do Colorado Avalanche. Entretanto, Quinn Hughes do Vancouver Canucks tem ganhado destaque nas últimas semanas. Provavelmente, o prêmio ficará entre um dos dois defensores, pois ambos vêm apresentando boas estatísticas e se tornando indispensáveis para seus times.

    Mas nomes como Victor Olofsson (Buffalo Sabres) e Nick Suzuki (Montreal Canadiens) também são bastante comentados pelos especialistas. Em um prêmio que o que conta são os votos dos writers da NHL, isso pode ser o diferencial ao final da temporada. Dois dos três finalistas já estão definidos, mas quem será que vai para o NHL Awards este ano? Pensando nisso, levantamos os possíveis finalistas para o troféu.

    Cale Makar – Colorado Avalanche

    Desde que estreou na NHL em 15 de abril de 2019, Makar vem se mostrando um jogador diferenciado. No seu primeiro jogo na Liga já marcou o primeiro gol, tornando-se o primeiro defensor a marcar um gol em sua estreia. Entretanto, como entrou na Liga durante os playoffs, a temporada 2019-20 é oficialmente a sua temporada de rookie, o que o torna elegível para o Calder Trophy.

    Até dezembro, Cale era o único candidato possível para levar o prêmio. Entretanto, após sofrer uma lesão e desfalcar o time por alguns jogos, a corrida pelo troféu se tornou interessante. Makar já quebrou diversos recordes para o Colorado Avalanche essa temporada e, com 53 jogos no gelo, soma 45 pontos, destes, 12 são gols. Cale Makar está mudando a forma do Avalanche jogar e se mostrando, sem dúvidas, essencial para o time.

    Quinn Hughes – Vancouver Canucks

    Quinn Hughes é o terceiro rookie seguido do Vancouver Canucks a ser considerado provável finalista do Calder Trophy. O time teve Brock Boeser como finalista em 2018 e, em 2019, Elias Peterson levou o prêmio. Sem dúvida, o trio é um dos mais promissores na NHL.

    Quinn fez sua estreia na NHL em 28 de março contra o Los Angeles Kings, coletando um ponto após dar uma assistência para Brock Boeser. Mas assim como Cale Makar, tem como sua temporada de estreia em 19-20. Ao todo, Quinn já soma 49 pontos em 60 jogos. A diferença que o defensor fez para os Canucks é visível, uma vez que, ao lado de Boeser e Petterson, ajudou a equipe a modificar sua forma de jogar. Vancouver hoje está na terceira posição na Divisão Pacífica, apenas 4 pontos atrás do Vegas, primeiro colocado.

    Igor Shesterkin – New York Rangers

    Outro forte candidato para ser um dos finalistas do Calder deste ano é o russo Igor Shesterkin. O goleiro do New York Rangers estreou pelo time em 7 de janeiro, fazendo 29 defesas na vitória dos Rangers contra o Avalanche por 5 a 3. O jogador de 24 anos, que é citado como o sucessor de Lundqvist, ainda não tem desempenho o suficiente para ser comparado aos líderes da Liga. Entretanto, dos dez jogos que esteve frente às redes, Shesterkin conquistou 9 vitórias. Com mais tempo de gelo, o russo pode ser exatamente o que os Rangers precisam para conquistar a tão sonhada vaga nos playoffs. Além disso, o jovem jogador pode ser ser o início da tão esperada renovação na equipe. Sem dúvida, um jogador para se prestar atenção. 

    Nick Suzuki – Montreal Canadiens

    O rookie dos Habs é o primeiro jogador do ataque que entra nessa lista. O forward, draftado em 2017 pelo Vegas Golden Knights, chegou ao Montreal na troca de Max Pacioretty antes da temporada 2018-19. Sua estreia na NHL foi em 3 de outubro de 2019, na derrota para o Carolina Hurricanes por 4 a 3, na abertura da temporada 2019-20. Apesar de ter marcado no shootout contra os Canes, o primeiro gol de Suzuki veio marcar o seu primeiro gol na Liga no dia 17 de outubro, na vitória de 4 a 0 contra o Wild.

    Em 65 jogos, Suzuki soma 40 pontos, destes, 13 são gols. Ele está empatado em 3º em número de gols entre os calouros, apesar de ter menos tempo no gelo. Sem dúvida, o center é um dos jogadores que está trazendo as mudanças que o Habs há muito precisava. A disputa para uma vaga nos playoffs ainda está em aberto, mas, com dez pontos atrás do último lugar para o wild card, muito provável que o time de Montreal fique mais um ano de fora da pós-temporada. Entretanto, os resultados individuais de Suzuki impressionam e pode fazer com que ele seja um dos finalistas do Calder Trophy. 

    Victor Olofsson – Buffalo Sabres

    O Buffalo Sabres não vai muito bem na temporada. Atualmente, ocupam a 24ª colocação na tabela com 66 pontos, mas isso não impediu o rookie Victor Olofsson de chamar atenção para si mesmo. Olofsson fez a sua estreia na NHL no final da temporada 2018-19. Nesta temporada, o sueco esteve presente em 47 jogos e soma 40 pontos, sendo 19 gols. Sendo assim, o forward está empatado em terceiro em números de gols entre os novatos. Voltando de lesão, se mantiver seu ritmo de jogo, pode entrar na lista dos finalistas para o Calder Trophy. 

    A temporada 2019-20 não está sendo produtiva para os rookies. Quinn Hughes e Cale Makar impressionam, mas a terceira vaga entre os finalistas ainda está aberta. Entretanto, nomes como Martin Necas (Canes), Elvis Merzlikins (Blue Jackets), Adam Fox (Rangers), Dominik Kubalik (Blackhawks) e Danis Gurianov (Stars) ainda podem nos surpreender nessa reta final de temporada e ser o terceiro candidato nessa disputa entre Hughes e Makar. 

  • Dave Ayres estreia aos 42 anos na NHL pelos Canes

    Dave Ayres estreia aos 42 anos na NHL pelos Canes

    O dia 22 de fevereiro mais uma vez entra para a história do hockey. Na data que se comemora os 40 anos do Miracle on Ice, Dave Ayres fez história ao estrear na NHL como goleiro reserva aos 42 anos pelo Carolina Hurricanes. E mais, fez defesas para o time que permitiram que os Canes somassem mais dois pontos na tabela ao ganhar de 6 a 3 do Toronto Maple Leafs.

    Ayres é motorista de “Zamboni”, o carrinho que limpa o gelo nos intervalos, e treina com o Toronto Marlies, afiliado dos Leafs. Mas, no jogo contra o Leafs, ele era o goleiro reserva da reserva, o famoso EBUG. Sendo assim, após Petr Mrazek e James Reimer se machucarem, o goleiro estreante foi chamado para assumir o gol e fez bonito, conquistando os fãs de hockey no Twitter.

    Dave Ayres, que recebeu um transplante de rim em 2004, também estava como goleiro reserva no jogo do Marlies contra o Charlotte Checkers em 1º de Fevereiro. Com sua participação no confronto, ele se tornou o segundo jogador mais velho a estrear na Liga, ficando atrás apenas de Lester Patrick, que estreou pelo Rangers com 43 anos em 1927.

    Por que Ayres assumiu e não outro jogador?

    A posição de goleiro no hockey, diferente do futebol, depende de um treinamento e equipamentos específicos. Sendo assim, seria complicado um d-man, por exemplo, assumir as redes.

    Dessa forma, a NHL tem uma regra para em situações em que ambos os goleiros do time se machucam durante o jogo: na falta dos dois goleiros regulares, o time tem direito a apresentar qualquer goleiro disponível. Este goleiro reserva é permitido ficar no banco dos jogadores e, no caso de ambos os goleiros regulares se tornarem incapacitados, ele recebe tempo o suficiente para se equipar, uma jersey e, se possível, será permitido dois minutos de aquecimento.

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    Recap Hurricanes 6, Maple Leafs 3

    O jogo em Toronto começou sem surpresas. Se por um lado o Toronto vinha de uma vitória contra o Penguins, Canes havia perdido em casa para o Rangers na noite anterior. Os Leafs abriram o placar no final do primeiro período, com um gol de Kerfoot, e parecia que seria mais um confronto como outro qualquer.

    Mas, o segundo período nos trouxe surpresas. Primeiramente, Wallmark empatou o jogo para os Hurricanes aos 5:46. Depois, Niederreiter marcou o segundo em um powerplay aos 9:53 e, logo em seguida, Foegele marcou o terceiro aos 10:49. Após Mrazek sofrer um choque contra o foward de Toronto, Kyle Clifford, o goleiro precisou deixar o jogo com uma lesão. Aos 11:19, Dave Ayres assumiu o gol de Canes e fez toda a comunidade do hockey se voltar para o jogo.

    Dando sequência ao período, Teravainen marcou o quarto gol para os Canes aos 13:17. Então pareceu que Toronto ia aproveitar o goleiro estreante ao marcar dois gols seguidos com Tavares e Engvall. O período terminou 3 a 4 e o final do jogo prometia ser emocionante.

    Após Ayres ter levado o segundo gol, o center de Canes, Erik Haula, disse ao goleiro que ele se divertisse, o placar final não seria tão importante. Aparentemente era tudo que Ayres precisava para começar a fazer defesas.

    No terceiro período, Ayres parou 7 shots de Toronto, chegando ao final do jogo tendo defendido 8 dos 10 disparos que sofreu. Carolina ainda marcou mais dois gols na etapa final. Aos 53 segundos, Foegele marcou novamente e, logo depois, aos 3:44, Necas fez o sexto gol pro time da Carolina.

    Um jogo emocionante que, sem dúvida, entrou para a história. Ao final da partida, o Twitter do Carolina Hurricanes não poderia deixar de lembrar de outro jogo, que aconteceu 40 anos antes e também foi chamado de milagre.

    Repercussão da partida

    Dave Ayres viveu o momento da sua vida na noite passada. Quem diria que um goleiro, de certa forma amador, iria defender as redes de um time da NHL aos 42 anos? Os jogadores dos Canes não pouparam a festa para o goleiro, gratos pela sua defesa. Os Hurricanes inclusive já anunciaram que Ayres estará na PNC Arena para tocar a soneta na terça-feira, quando jogam contra Dallas.

    Entretanto, nem tudo são flores. Os jogadores de Carolina tiveram seu mérito em continuar atacando e garantirem a vitória com um placar extensivo. Mas para o Toronto Maple Leafs, este resultado é preocupante. Na corrida para os playoffs, o time precisa rever o seu ataque.

    Para os Hurricanes outra preocupação: com a trade deadline se encerrando amanhã, eles precisam definir quem irá assumir as redes nessa reta final da temporada regular.

    Foto: Reprodução nhl.nbcsports.com/

  • Milagre no Gelo comemora 40 anos

    Milagre no Gelo comemora 40 anos

    Hoje é comemorado 40 anos do evento que ficou conhecido como Milagre no Gelo. Isso porque, no dia 22 de Fevereiro de 1980, a seleção de hockey dos Estados Unidos venceu a gigante seleção soviética por 4 a 3 na semifinal da Olimpíada de Inverno em Lake Placid. Este jogo fez com que a seleção americana, formado por atletas universitários, considerados amadores, chegasse na final contra a Finlândia e conquistasse a medalha dourada.

    Nomes como Mike Eruzione, Jim Craig e Mike Ramsey, foram eternizados na história do hockey. Alguns destes jogadores chegaram a trabalhar na NHL, não apenas no gelo, mas também como técnicos e assistentes. Outros preferiram abandonar a modalidade e seguir com suas formações universitárias.  

    Naquela época, assim como em 2018 em Pyeongchang, os jogadores da NHL não podiam participar dos Jogos Olímpicos. Entretanto, ao contrário de hoje, a proibição vinha diretamente do Comitê Olímpico Internacional, que previa que a modalidade hockey no gelo, nas Olímpiadas era uma modalidade amadora. Dessa forma, os jogadores profissionais não poderiam competir.

    Mas seleções como a da URSS, chegava em um nível de treino semelhante ao de atletas profissionais. Por isso, o técnico americano, Herb Brooks, apresentou um plano de treinos diferenciado para a confederação americana em 1979 que, com muito custo, foi aprovada. Em agosto daquele ano Brooks recebeu inscrições de jogadores de diversas universidades americanas. Ele aplicou testes físicos e psicológicos até enfim selecionar a seleção que iria para os jogos.

    Aquela medalha dourada permitiu que a cultura do hockey fosse disseminada nos Estados Unidos para a NHL se tornar o que é hoje. Por isso, diversos livros, documentários e filmes foram lançados sobre o “Milagre no Gelo”. Um deles foi o filme da Disney, estrelado por Kurt Russel, “Desafio no Gelo” (“Miracle” em inglês), que eternizou um discurso por Herb Brooks antes das partidas contra os soviéticos.

    Este ano, será comemorado em Las Vegas, com apoio do Vegas Golden Knights, uma cerimônia em homenagem aos jogadores que estiveram no gelo naquele ano. Para mais informações, a conta oficial no Twitter do “Milagre no Gelo” é o @1980MiracleTeam.

    Foto: Reprodução history.com

  • Monte um time de hockey e te diremos qual livro é a sua cara

    Monte um time de hockey e te diremos qual livro é a sua cara

    Hockey como plano de fundo para livros e filmes não é novidade. No início do mês, a franquia de Seattle contou um dos motivos pelos quais seu nome está demorando tanto tempo para ser decidido: esbarraram em um problema de diretos autorais. Isso porque, o nome favorito para a franquia, Seattle Sockeyes, já é usando em uma série de romances escrito pela americana Jami Davenport.

    Entretanto, essa não é a única série com hockey como plano de fundo. E nem apenas de romances vivem os livros sobre hockey. Dessa forma, resolvemos indicar um livro para o fãs de hockey se aventurarem enquanto esperamos Seattle resolver qual será o nome do seu time. Para isso, monte seu time dos sonhos e não esqueça de compartilhar com a gente qual livro você vai ler, ok?

  • David Pastrnak marca um hat trick e chega à marca de 41 gols na temporada

    David Pastrnak marca um hat trick e chega à marca de 41 gols na temporada

    No jogo da última quarta-feira (12), David Pastrnak chegou ao seu 41º gol. É uma marca não apenas para o jogador, mas também para o Boston Bruins. Isso porque o último jogador a chegar à marca dos 40 gols em uma temporada foi Glen Murray na temporada 2002-03.

    Pastrnak marcou um hat trick na vitória por 4 a 1 contra o Montreal Canadiens no TD Garden. O quarto gol do Boston foi marcado por Patrice Bergeron, enquanto Ryan Suzuki marcou para os Habs. Essa foi a temporada que Pasta mais marcou gols. Ele também lidera o time com um total de 81 pontos.  

    Disputa pelo Maurice “Rocket” Richard Trophy

    Pastrnak liderou a Liga em número de gols por um dia. Isso aconteceu porque Auston Matthews chegou também aos 41 gols na temporada no dia seguinte ao marcar na derrota dos Leafs para o Dallas Stars na noite de quinta-feira (13). Ambos os jogadores vêm competindo, lance a lance, para vencer Ovechkin na liderança de gols na temporada.

    Por enquanto, Ovie está com um gol a menos que Pastrnak e Matthews. Mas, faltando apenas dois gols para chegar aos 700, o russo não vai perder a oportunidade de aumentar sua marca pessoal. Além disso, o jogador venceu o Maurice “Rocket” Richard Trophy em 2018 e 2019, e sem dúvida, vem buscar o troféu pelo terceiro ano consecutivo.

    Dessa forma, a disputa entre os três jogadores tende a ficar ainda mais acirrada nas últimas semanas da temporada regular, disputando não só uma vaga nos playoffs com seus times, mas também para ampliar seus números. Quem será que vai levar essa?

    Foto Reprodução: NHL.com

  • 10 for 10: uma década em um ano

    10 for 10: uma década em um ano

    Em um ano de hockey vivemos muitas emoções.

    Pré-temporada, estreias, Winter Classic, All-Star Weekend, playoffs, draft. Os eventos se repetem, mas sempre temos novos rostos, novos recordes, novas emoções. Isso porque destacamos apenas os eventos da NHL. Em dez anos então, ainda temos duas ou três Olimpíadas, Mundiais em diversas categoriais, várias medalhas conquistadas e alguns grandes nomes a entrar para a história do esporte.

    Pensando nisso, o NHeLas resolveu organizar um especial relembrando os momentos mais marcantes dos anos 2010 no hockey, ao mesmo tempo em que continuamos com a produção de conteúdo regular em nosso site em 2020 para acompanharmos de perto o ano que marca oficialmente o fim desta década.

    De agora até novembro, publicaremos diversos textos que retratam fatos importantes que entraram para a história em cada ano. Assim, começamos em fevereiro, relembrando o ano de 2010, o capítulo final da primeira década do milênio. A Stanley Cup do Chicago Blackhawks, o draft de Taylor Hall e Tyler Seguin, as Olimpíadas de Inverno em Vancouver, entre outros acontecimentos.

    Com uma equipe de dez mulheres envolvidas na retrospectiva dos últimos dez anos, o especial 10 for 10 irá relembrar cada ano da década em um mês diferente. Quando chegarmos em Novembro com o ano de 2019, teremos uma linha do tempo da década prontinha para começarmos uma nova etapa no esporte. Uma etapa em que vêm sendo propostas mudanças. Uma nova fase da modalidade que cada vez mais demanda novas formas de inclusão, tanto por parte de seus atletas quanto pelos torcedores.

    Com estas novas etapas em mente, o NHeLas irá destacar, em dezembro, fatos que para cada uma de nós foi importante na nossa relação com o hockey. Iremos encerrar a década, e o nosso especial, com uma proposta diferente, levantando não apenas fatos, mas também o porque o hockey é um esporte tão especial para nossa equipe.

    Sendo assim, o #10for10NHeLas é uma forma de relembrarmos estes últimos anos de hockey com vocês, leitores. Uma maneira de mostrar o quanto este esporte, muitas vezes tão incompreendido no nosso país, esteve presente em nossas vidas.

    E vocês, lembram-se de onde estavam dez anos atrás? A NHL já tinha entrado em sua vida? Queremos ouvir também a sua história com o esporte, para juntos embarcarmos nessa viagem ao tempo.

  • A volta dos que não foram: Justin Williams assina com Hurricanes

    A volta dos que não foram: Justin Williams assina com Hurricanes

    Quando o Carolina Hurricanes perdeu a Final de Conferência para o Boston Bruins na temporada passada, o veterano e então capitão de Canes, Justin Williams, não renovou o seu contrato, tornando-se free agent. Na época, o jogador não chamou de aposentadoria, mas, aos 37 anos, o right winger precisou avaliar a sua permanência na NHL.

    Após algumas especulações, Williams assinou um contrato de um ano com o time da Carolina. Dessa forma, o jogador estará presente no restante da temporada e nos playoffs, caso os Canes se classifiquem.

    A chegada de Justin Williams mostra que o time está se preparando para lutar pela sua vaga nos playoffs. Carolina atualmente se encontra na primeira vaga de wild card da Conferência Leste, com 52 pontos.

    Williams chega ao vestiário já familiarizado com os jovens jogadores como Sebastian Aho e Andrei Svechnikov. Sendo assim, a sua experiência tanto no gelo quanto fora dele pode ser o diferencial que o time precisa para buscar mais vitórias.

    Um velho conhecido

    A escolha de Williams em retornar a Raleigh tem história. Ele jogou pelo Carolina Hurricanes quando eles ganharam a Stanley Cup em 2006, atuando ao lado do atual técnico dos Canes, Rod Brind’Amour. Posteriormente, Williams jogou pelo Los Angeles Kings, onde também levantou a taça em 2012. Teve uma breve passagem pelos Capitals em 2015, antes de retornar para os Hurricanes em 2017, sendo nomeado capitão da equipe em 2018.

    Na temporada 2018-19, Justin Williams venceu o Steve Chiasson Award após ser votados pelos seus colegas de time. Este prêmio anual é dado pela franquia àquele jogador que se tornou um exemplo de determinação e motivação, assim enquanto proporcionou inspiração nos seus colegas com sua performance e forma de jogar.

    Na coletiva de imprensa que aconteceu hoje (08), Williams revelou sentir falta das nuances do hockey que apenas os jogadores conhecem, como a camaradagem e amizade, fatores importantes, para o jogador, de se tornar um time. Justin Willians pode estrear novamente pelos Hurricanes na sexta-feira (10) contra o Arizona Coyotes, na PNC Arena.

    Foto Reprodução: canescountry.com

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