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  • Jack Eichel é trocado por Mitch Marner

    Jack Eichel é trocado por Mitch Marner

    O center, capitão, general manager, treinador e às vezes mascote do Buffalo Sabres, Jack Eichel, foi a mais recente vítima da trade deadline. Nessa manhã, o superstar americano foi trocado para o Toronto Maple Leafs pelo canadense Mitch Marner. (nota da autora: a troca infelizmente não foi “one for one”. Sorry, @TSNBobMcKenzie). Os dois foram escolhas no top 5 da famigerada draft class de 2015, considerada uma das mais prolíferas da história da NHL. A transação também envolveu o defensor Rasmus Sandin, que se juntará a Marner no Sabres. Enquanto isso, Brandon Montour passará a integrar o plantel de defensores dos Leafs. 

    A história de Eichel e Marner em seus respectivos times foi marcada por algumas polêmicas (mas fique tranquilo, até onde a gente sabe não foi nada digno de páginas policiais). Marner, segundo relatos publicados na imprensa canadense, não gostou de ter ficado em segundo plano em relação a Auston Matthews. Em quase cinco temporadas por Toronto, Marner chegou à marca de 337 pontos em 336 partidas (96 gols e 241 assistências). No entanto, o time nunca chegou nem mesmo à final da conferência na pós-temporada com ele. 

    Em declaração à imprensa canadense, Marner criticou o GM Kyle Dubas pela troca, “não acredito que justo eu, o garoto nascido e criado em Toronto (nota da autora: Marner é, na verdade, um nativo de Markham, Ontario), perderei a chance de tentar conquistar a Stanley Cup mais uma vez. Dito isso, estou muito animado para começar um novo capítulo da minha carreira em Buffalo.”

    No caso de Eichel, o histórico do atleta e seus conflitos com diversas pessoas dentro da organização fizeram com que o relacionamento entre o americano e os Sabres se deteriorasse. Presente no elenco dos Sabres desde 2015, quando foi draftado em segundo, o center nunca participou de uma pós-temporada da NHL. 

    Sobre a oportunidade de jogar em Toronto, Eichel afirmou: “Fico muito grato pelo carinho da torcida de Buffalo, eu sei que eu nunca fui quem vocês queriam de verdade. Mas estou entrando no prime da minha carreira e me considero pronto para ganhar. A oportunidade de jogar com Auston Matthews, um dos melhores jogadores da liga e meu melhor amigo, é realmente um presente. ” Eichel deixa os Sabres com 355 pontos marcados em 375 partidas (139 gols e 216 assistências). 

    Embora Toronto e Buffalo estejam a poucos quilômetros de distância, a fronteira EUA-Canadá faz com que os atletas tenham que ficar de quarentena. Enquanto os Sabres terão Marner e Sandin o quanto antes, a espera da torcida dos Leafs para ver Jack Eichel em um uniforme de Toronto será maior. Por restrições sanitárias, o center americano (e o defensor Brandon Montour também) deverá ficar sete dias em quarentena, prazo recém reduzido pelo governo canadense (antes era de 14 dias). Além disso, ele ainda se recupera de uma lesão, classificada como day-to-day

    *Este texto é uma brincadeira de “1º de abril” e não tem compromisso com a verdade. As informações apresentadas são falsas ou estão fora de seu contexto original.
  • Novo acordo entre NHL e ESPN e o impacto na cobertura da liga no Brasil

    Novo acordo entre NHL e ESPN e o impacto na cobertura da liga no Brasil

    Há algumas semanas, a NHL e a ESPN firmaram um novo acordo pelos direitos de transmissão da liga até o ano 2028 nos Estados Unidos. Conforme reportado na véspera do anúncio, trata-se de um acordo não-exclusivo, mas pelo qual a ESPN se torna principal parceira da liga na mídia americana.

    O contrato inclui direitos de transmissão para os canais ESPN (cabo), ABC (TV aberta) e plataformas de streaming nos Estados Unidos pelos próximos sete anos. A partir da temporada 2021-22, quatro das sete finais da Stanley Cup nesse período terão cobertura exclusiva na ABC. Além disso, junto com a ESPN, os canais também transmitirão metade dos Playoffs da Stanley Cup a cada temporada. Além disso, 25 partidas da temporada regular terão transmissão nacional exclusiva na ESPN ou ABC.

    Já para os serviços de streaming, serão mais de mil jogos disponibilizados por temporada para assinantes do ESPN+ nos Estados Unidos. As plataformas digitais ESPN+ e Hulu (disponíveis nos EUA) ainda disponibilizarão nacionalmente 75 partidas exclusivas durante cada temporada regular. Com isso, a NHL.TV deixará de existir para o público americano, e o assinante do ESPN+ poderá adquirir um pacote completo para acompanhar ainda mais jogos da liga.

    O acordo também inclui alguns eventos especiais como jogos de abertura de temporada, NHL All-Star Game e Skills Challenge. Por fim, o release da emissora confirmou os direitos internacionais na América Latina, Caribe e partes da Europa também como parte do acordo. Com essa aquisição, portanto, espera-se uma maior cobertura da NHL para o público brasileiro a partir da próxima temporada.

    Grande passo para a #NHLnaESPN

    “O anúncio do novo acordo entre ESPN e NHL é de grandíssima importância pra ESPN Brasil,” comentou Lucas Hanashiro, produtor dos canais ESPN, para o NHeLas. “Começaremos a aproveitar de uma cobertura muito mais extensa dos Estados Unidos e que nos ajudará de diversas formas, a começar pelas transmissões. Agora com a sede de Bristol assumindo os sinais, o trabalho de produção interno aqui no Brasil será muito facilitado.”

    Ainda não houve um anúncio oficial sobre a quantidade exata de transmissões entre TV e digital durante a próxima temporada. Contudo, a expectativa é de que o número de transmissões para o mercado brasileiro acompanhe o da TV americana. Atualmente, a ESPN Brasil exibe até cinco partidas ao vivo da NHL por semana, todas acessíveis pelo ESPN App (serviço disponibilizado aos assinantes da emissora na TV paga) e parte delas também na TV, com narração em português. 

    Apesar de não ter feito parte do catálogo da ESPN americana desde 2004, quando o último acordo com a emissora nos EUA chegou ao fim, a parceria exclusiva entre NHL e ESPN no Brasil remonta a desde os anos 1990. Mas não foi até a temporada 2010-11 que a cobertura nos canais começou a tomar a forma que vemos hoje por aqui. Ano após ano o público de hockey se tornava maior e mais exigente, enquanto a emissora se via presa ao acesso limitado a jogos e imagens para pôr no ar. Isso tudo muda daqui para frente. 

    “Teremos acessos a highlights, matérias e todo tipo de conteúdo que veiculará na ESPN matriz, junto de um pacote gráfico que abrirá muitas opções para nossa equipe daqui,” disse Hanashiro. “Conseguiremos dar uma identidade muito mais firme para o produto, além de ter acesso a conteúdos editoriais que não tínhamos antes. O que antes era uma das transmissões mais complexas e trabalhosas agora passa a ser mais rica e prática. Sem palavras mesmo pro que significa pra gente.”

    NHL invadindo os streamings?

    As possibilidades não param aí. Um novo serviço de streaming da Disney que chega em junho à América Latina talvez ofereça ainda mais jogos ao vivo e conteúdo exclusivo. O Star+ (ou Star Plus) será um serviço parecido com o Disney+, porém independente, e com o objetivo de trazer um conteúdo diferenciado e menos infantil das marcas de propriedade Disney. Além de filmes e séries, o Star+ também vai contar com conteúdo esportivo da ESPN ao vivo e sob demanda. Não há confirmação ainda se a NHL estará de fato no Star+, mas a chance existe. (Especialmente quando essa é a imagem usada pela própria Disney na apresentação do produto).

    Quanto à disputa pelo mercado americano, as negociações ainda não chegaram ao fim. Uma parte dos direitos da NHL nos EUA segue à venda, e a NBC é a principal candidata a levar o “pacote B” da liga. A negociação desses direitos restantes é crucial para as finanças da NHL nos próximos anos, já que o impacto da pandemia pode se prolongar por mais algumas temporadas.

    Mesmo assim, a NHL se mostrou muito contente com o anúncio do novo acordo, e não só pelos US$ 2,8 bilhões que ele significa para a liga nos próximos anos. É impossível subestimar o alcance da marca ESPN nos Estados Unidos e no mundo, e a NHL sabe disso. 

    “Essa parceria da maior liga de hockey no mundo e as plataformas da The Walt Disney Company é uma grande vitória para nossos fãs e nosso esporte,” disse o comissário da NHL Gary Bettman no dia do anúncio. “Não somente esse acordo revolucionário de sete anos permitirá à NHL se beneficiar dos incomparáveis poder, alcance e influência da The Walt Disney Company e ABC/ESPN, ele marca um novo padrão de entrega do nosso jogo para os fãs mais apaixonados e tecnológicos dos esportes nas formas como eles agora demandam e nas plataformas que eles usam.”

    Foto: Reprodução/Twitter @ESPNPR

  • Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Após o adiamento devido a contaminações por COVID-19 dentro da bolha, a temporada da National Women’s Hockey League (NWHL) coroou seu time campeão neste sábado (27). Em uma reedição da final que seria disputada em 2020 (cancelada por conta da pandemia), o Boston Pride venceu o Minnesota Whitecaps e se tornou a primeira equipe a levantar a Isobel Cup duas vezes. A partida foi emocionante e disputada, com três gols no segundo período e um gol no power play durante o terceiro, que viria ser o gol da vitória. 

    O primeiro gol da final foi de Allie Thunstrom, a superestrela dos Whitecaps. A rapidez da jogadora, que vem de um background da patinação de velocidade, é uma de suas maiores armas durante os jogos. Veja Thunstrom em ação no vídeo abaixo: 

    Mas, na segunda parte do jogo, Boston mostrou a que veio e marcou três gols, empatando, virando e posteriormente ampliando a vantagem na partida. Mary Parker, Jillian Dempsey e Lexie Laing foram as autoras dos feitos do Pride. A jogada que resultou no gol de Parker foi revisada, mas a equipe de arbitragem manteve a decisão tomada no gelo. O destaque fica para a jogadora Christina Putigna que deu a assistência primária no segundo e no terceiro gol. Olhe só:

    Com o terceiro período, uma chave virou para Minnesota, e a equipe entrou no gelo decidida a lutar. Depois de um segundo tempo sem gols, Thunstrom diminuiu a vantagem de Boston com seu segundo gol da partida, colocando as Whitecaps de volta no jogo. Entretanto, o momentum do Pride não pôde ser barrado e Taylor Wenczkowski marcou no power play, fazendo 4-2 no placar.

    Minnesota conseguiu diminuir a diferença com um gol no power play marcado por Meghan Pezon no último minuto de jogo, mas já era tarde demais para uma reviravolta. Assim, o Pride sagrou-se campeão da Isobel Cup pela segunda vez. 

    Aqui vemos Thunstrom colocando as Whitecaps de volta no jogo:

    Em seguida, Wenczkowski abriu a vantagem para dois gols novamente:

    Por fim, Pezon coloca Minnesota de volta na disputa, com pouco mais de 19 segundo no relógio:

    Uma das jogadoras mais veteranas da NWHL, Kaleigh Fratkin, que está na liga desde sua inauguração há seis anos, pôde levantar a Isobel Cup pela primeira vez neste sábado. Depois de levantar a taça, a capitã do Pride e MVP do torneio, Jillian Dempsey, entregou o troféu a Fratkin:

    Como toda final, a partida não ficou isenta de polêmicas. De acordo com o site Ice Garden, a capitã das Whitecaps, Winny Brodt-Brown, reclamou da arbitragem a partir do segundo período, alegando inconsistência com relação às semifinais e afirmando que a partida foi vencida no power play.

    As equipes de Boston não são estranhas a polêmicas envolvendo a arbitragem em suas partidas, mas na noite de sábado o Pride foi a equipe vitoriosa e tem todo o direito de comemorar a sua conquista. 

    Foto: Reprodução/Twitter @fratkin13

  • Pride e Whitecaps estão mais uma vez na final da Isobel Cup

    Pride e Whitecaps estão mais uma vez na final da Isobel Cup

    No começo de março, foi anunciado pela comissária da NWHL, Tyler Tumminia, que a NWHL retornaria às atividades. Inicialmente, a temporada de 2020-21 seria disputada na Herb Brooks Arena, em Lake Placid, Nova York, entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro. Cada equipe jogaria cinco partidas, uma contra a outra, antes de um torneio round-robin para a classificação para os playoffs. Os playoffs da Isobel Cup seriam semifinais de um único jogo.

    No entanto, a temporada foi cancelada em fevereiro devido a surtos de COVID-19 na bolha. Por isso, o retorno teria de ser diferente. O round-robin foi alterado, fazendo com que apenas as três primeiras equipes se classificassem, com base na porcentagem de pontos na época. Por fim, os dois últimos times, Boston e Buffalo, jogaram uma série de jogos à melhor de três para decidir quem seria o quarto seed nos playoffs.

    Assim, Boston Pride se classificou ao derrotar as Beauts, e as semifinais foram definidas, com Boston Pride tendo que encarar Toronto Six e Minnesota contra Connecticut Whale. 

    Boston Pride 6, Toronto Six 2

    Toronto Six, o novo time da expansão que estreou na temporada 2019-20, conseguiu ser o primeiro seed da classificação, após ter derrotado Minnesota e Connecticut no robin round. Toronto, por ser o time mais novo da liga, era considerado o underdog da partida, mesmo com a ótima campanha regular que a equipe teve. 

    O começo do jogo foi calmo, com algumas poucas chances para os dois lados. Elaine Chuli foi a goleira do Toronto Six, enquanto Lovisa Selander estava nas redes de Boston. Chuli fez belas defesas, até a rookie checa do Pride, Tereza Vanisova, abrir o placar após receber o puck de Mary Parker. Esse foi seu primeiro gol na NWHL. 

    38 segundos depois, Jillian Dempsey aumentou o saldo de gols quando fez 2-0. Contudo, as Six logo responderiam. Breanne Wilson-Bennet fez o primeiro gol da equipe canandense. A partida, portanto, ainda não estava decidida, e, no geral, Toronto teve mais chances de aumentar o placar nesse primeiro período que o Pride. 

    No segundo período, Toronto não conseguiu converter o power play.  Mallory Souliotis aproveitou a chance e lançou o puck do meio da blue line, que entrou nas redes de Chuli, fazendo então um gol shorthanded que ampliou o placar de Boston por 3-1. Já no final do segundo período, Boston teve um power play. Contudo, em um breakway do Six, Selander teve de fazer uma rápida defesa para evitar o gol shorthanded. Dessa forma, as habilidades de defesa de Selander ditaram o ritmo de jogo, já que ela impediu a equipe adversária de marcar.

    Por outro lado, Elaine Chuli não teve a mesma sorte. McKenna Brand marcou o quarto gol da equipe em um rebote da goleira canadense. A equipe de Toronto não conseguiu se organizar para construir uma defesa que parasse os disparos de Boston. Além disso, o ataque mal alcançava as redes, já que Selander parava todos os shots. No terceiro período, Chuli foi substituída por Samantha Ridgewell. Mesmo assim, Sammy Davis e Mary Parker marcaram mais dois gols para o Pride, enquanto Mikyla Grant-Mentis, das Six, fez mais um contra elas. O placar final foi de 6-2, com uma certa facilidade para Boston. Enfim, no final do jogo, Selander fez 23 defesas, enquanto Chuli, de Toronto, parou 19 disparos.

    Connecticut Whale 0, Minnesota Whitecaps 7 

    Apesar de ter levado 7 gols, a equipe de Connecticut deu o melhor de si até o final. A prova disso são os impressionantes 44 disparos ao gol da equipe. Todavia, Amanda Leveille, goleira das Whitecaps, também deu tudo de si e defendeu todos os disparos do jogo. 

    O primeiro gol das Caps foi aos apenas 6:26 do primeiro periodo. Audra Richards lançou o puck, que estava localizado atrás das redes de Abbie Ives para Haylea Schmid. Assim, Schmid teve apenas de completar a jogada lançando o puck para as redes do Whale.

    Contudo, o Whale logo empataria o jogo com um gol de Kayla Friesen. No entanto, o gol de empate de Connecticut foi retirado depois que uma análise de vídeo determinou que o disco não cruzou completamente a linha do gol.

    Ainda na primeira etapa, Allie Thunstrom aumentou o placar em um breakway. O jogo seguiria 2-0 até o segundo período, no qual mais três gols foram anotados. Audra Richards marcou 2 gols, enquanto Haley Mack fez um. Liderando por 5-0 até o terceiro período, o Whale teria de ter muita concentração e garra para ir em busca de um resultado mais favorável para que as esperanças da final não cessassem. 

    Contudo, isso seria muito difícil, já que Leveille estava disposta a enviar sua equipe para a final. No terceiro período, Thunstrom e Richards marcaram mais dois gols. Dessa forma, Richards fez um hat trick faltando 1 minuto para o término da partida. Por fim, Ives fez 24 defesas para o Whale.

    Em um jogo relativamente fácil, as Whitecaps conseguiram garantir a vaga na final contra o Boston Pride. O último e único título de Minnesota foi em 2019, enquanto que o único título do Boston Pride foi em 2016. Curiosamente, estes times deveriam ter se enfrentado na final do ano passado, quando esta foi cancelada devido a pandemia de COVID-19.

    A final da Isobel Cup será neste sábado, dia 27, às 20 horas do horário de Brasília, com transmissão no canal oficial do Twitch da NWHL.

    Foto: Mary Schwalm/Reprodução

  • “Virando o Jogo dos Campeões” chega ao Disney+ com um misto de nostalgia e inovação

    “Virando o Jogo dos Campeões” chega ao Disney+ com um misto de nostalgia e inovação

    Da última vez que Gordon Bombay (Emilio Estevez) comandou um time de hockey, essa redatora que vos fala ainda não tinha um mês de idade. Como o próprio personagem disse, “it was a life time ago.” Porém, o Disney+ chegou para trazer de volta nossos queridos Mighty Ducks e, é claro, o técnico Bombay. O primeiro episódio do novo seriado “Virando o jogo dos Campeões” estreou hoje (26) no serviço de streaming e é claro que não íamos deixar de trazer para vocês as nossas primeiras impressões.  

    Muita coisa aconteceu dos anos 1990 para cá. O hockey mudou, o entretenimento mudou, até mesmo a forma de exibir seriados mudou. Mas “Virando o jogo dos Campeões” busca no primeiro filme da trilogia o conceito para a serie: Gordon Bombay mais uma vez odeia hockey por ter “fracassado” no esporte (quem assistiu ao segundo filme sabe que ele tentou a carreira profissional, porém por uma lesão precisou se aposentar antes da hora). Agora, ele é dono de um rinque de patinação que está caindo aos pedaços e precisa de fundos para continuar funcionando. 

    Mas, diferentemente da nossa querida trilogia original, a série não trás Bombay como protagonista, e sim Alex (Lauren Graham) e Evan Morrow (Brady Noon). Alex é mãe solteira, faz tudo o que pode e o que não pode para criar Evan, que, aos 12 anos, é cortado do time de hockey Mighty Ducks (sim, o mesmo Mighty Ducks de Bombay, porém agora eles são a estrela do campeonato junior). Alex não aceita essa decisão e propõe ao filho que eles criem um time de hockey para que ele possa jogar. Ou seja, mais uma vez temos um time improvável que busca se encontrar e, possivelmente, surpreender.

    Quem são os novos “mighty ducks”?

    Sim, colocaremos “mighty ducks” entre aspas uma vez que, a princípio, estes personagens não jogarão com os Ducks da série. É um novo time, nomeado ao final do episódio de “Nem Tente” (ou Don’t Bothers em inglês), composto por crianças que buscam no hockey algum tipo de conforto. É um conjunto desajustado de garotos e garotas pré-adolescentes que buscam acolhimento num grupo e no esporte.

    Evan Morrow: O nosso protagonista tem 12 anos, jogou por diversos anos nos Mighty Ducks mas é cortado da equipe por ser baixo demais, lento demais e, possivelmente, por sua mãe, Alex Morrow, não ter o status econômico que o time exige.  

    Nick (Maxell Simkins): Nick ama hockey, mas nunca teve jeito para o esporte. Então ele tem um poadcast sobre o esporte, no qual narra as principais competições dos Ducks. Porém, quando Alex propõe a Evan que eles comecem um novo time com o interesse em jogar e não só ganhar, Nick é o primeiro a aceitar o desafio. 

    Sam (De’Jon Watts): Sam gosta de desafios e não tem medo de se machucar. Evan o desafia a entrar para o time. 

    Koob (Luke Islam): O nosso goleiro é especialista em video game. Nunca deixou um puck passar por ele no jogo online, mas também nunca teve jeito para esportes. Evan e Nick descobrem que ele tem excelente reflexos, habilidade para defesas, e o convidam para ser goleiro dessa nova equipe. 

    Logan (Kiefer O’Reiley): O “mini Nylander” (apelido carinhoso que eu dei para ele), acabou de se mudar de Toronto para a mesma rua que Evan e Nick. O garoto chega vestindo uma jersey dos Leafs, com um patins de primeira linha da Bauer e exibindo a postura de um galã infantil. O problema? Ele é péssimo em hockey. 

    Lauren Gibby (Bella Higginbotham): Ainda não sabemos muito sobre a Lauren, mas ela é uma das garotas do time que aceita o convite de Evan por ter “uma raiva anterior que precisa de uma saída”.

    Maya (Taegen Burns): Também não sabemos muito sobre Maya, seu nome nem sequer aparece no primeiro episódio. Ela era uma das garotas populares da escola, mas decide que entende Evan e aceita participar do time.

    Sofi (Swayam Bhatia): Não sabemos ainda como a Sofi deixa os Ducks, mas ela é uma das amigas mais próximas de Evan. Seus pais colocam toda uma expectativa em cima dela e, apesar de amar hockey, a garota não parece tão entusiasmada. Ela começa a sentir o joelho e apenas Evan nota, um dos motivos que o faz convidá-la para  a nova equipe. 

    Alguns pontos em que a série se afasta dos filmes

    • Diferentemente de Charlie, protagonista infantil do primeiro filme, Evan Morrow tem uma presença maior no enredo. É responsabilidade dele formar o time e também ser responsável por essa equipe de improváveis. 
    • A série tem um tom mais leve e, ao mesmo tempo, mais comédia do que o filme. Como falei no início do texto, muita coisa mudou dos anos 1990 pra cá. Esse novo tom na produção é fundamental para que, mesmo trabalhando a nostalgia dos fãs de Mighty Ducks, trazer a história para um novo público.  
    • Pelo primeiro episódio, Gordon Bombay ainda não teve um papel central, atuando mais como um conselheiro do que técnico. Porém, sem dúvidas nosso técnico favorito vai, mais uma vez, amolecer por essas crianças que amam tanto o esporte quanto ele, mesmo que ele não admita. Emilio Estevez pode não ser mais o galã dos anos 1990, mas ainda tem uma atuação carismática e intrigante. Confesso que estou muito curiosa em saber se vão revelar o que Bombay fez para chegar onde o personagem está agora, odiando tanto o esporte que uma vez amou. 

    O veredito

    Seja você um fã dos filmes, do desenho animado ou, como eu está se envolvendo nesse universo agora, “Virando o Jogo dos Campeões” é uma série divertida e deliciosa de assistir. Lembrando, é claro, que é uma série infantil e, por isso, não deve trazer grantes plot twists e revelações. Teremos hockey, muito hockey pelo que é possível ver do primeiro episódio, mas não esperem grandes atuações no gelo. 

    “Virando o Jogo dos Campeões” é pelo Disney+ e tem novos episódios às sextas-feiras. A série conta com 10 episódios de cerca de 40 minutos cada. O “sextou” do NHeLas será mais interessante pelos próximos dois meses.

    Foto: Reprodução/Disney+

  • Um recap sobre o retorno da NWHL ao gelo

    Um recap sobre o retorno da NWHL ao gelo

    Nos dias 26 e 27 de março a NWHL retorna ao gelo para concluir a sua temporada com os jogos das semifinais e final da Isobel Cup, na Warrior Ice Arena, em Brighton, Massachusetts. O retorno irá acontecer quase dois meses após a suspensão da “bolha” devido aos testes positivos de COVID-19, quando a liga optou pela pausa para maior segurança de todos os envolvidos. 

    A bolha da NWHL aconteceu originalmente do dia 23 de janeiro a 5 de fevereiro em Lake Placid, Nova York. Ela contou com a participação dos seis times da liga, sendo um deles o estreante Toronto Six. No entanto, no decorrer do evento, o Metropolitan Riveters anunciou a sua saída após alguns casos de COVID-19 começarem a aparecer. Poucos dias depois, foi a vez do Connecticut Whale também anunciar a sua desistência do campeonato.

    Por fim, ficaram somente os quatro times restantes: Buffalo Beauts, Boston Pride, Minnesota Whitecaps e Toronto Six. Entretanto, os casos positivos continuaram a aparecer. Dessa forma, a liga decidiu reavaliar seus protocolos de segurança e no dia 03 de fevereiro anunciou a pausa da temporada 2020-21.

    Posteriormente, no dia 08 de março, a NWHL anunciou as datas para, enfim, concluir a temporada. Os jogos das semifinais já têm os seus confrontos definidos. Conforme o planejamento original, o 4º colocado enfrentará o 1º colocado. Consequentemente o 2º colocado enfrentará o 3º colocado de acordo com a tabela antes da pausa.

    Mudanças na Liga

    No dia 16 de março, a NWHL anunciou que a ex-comissária Dani Rylan, que então atuava como conselheira da liga e presidente da W Hockey Partners, estava renunciando de seus cargos. A W Hockey Partners é a empresa responsável pelos quatro times que pertencem à liga, onde Dani trabalhava em busca de novos donos para essas equipes.

    Posteriormente, no dia 25 de março, a atual comissária Tyler Tumminia anunciou então Kelsey Koelzer como conselheira da diversidade, equidade e inclusão na liga. A defensora foi a primeira jogadora preta a ser selecionada como primeira escolha no draft na história da NWHL pelo Metropolitan Riveters. Alguns anos depois, ela entrou para a história novamente ao se tornar a primeira preta a ser contratada como técnica principal na história da NCAA, pela Arcadia University.  

    Toronto Six vs. Boston Pride

    Os primeiros times a se enfrentarem no dia 26 de março serão o Toronto Six e o Boston Pride. O novato Toronto Six ficou em primeiro lugar na tabela com quatro vitórias com apenas duas derrotas, sendo uma delas no overtime. Enquanto o veterano Pride ficou em quarto lugar com três vitórias e quatro derrotas. 

    De um lado, o time de Toronto teve uma boa temporada, apesar de ter perdido nas duas primeiras partidas. Na sua estreia, contra as Riveters, a derrota foi por 3 a 0, e na segunda partida, perdeu no overtime contra as Whitecaps por 6 a 5. Após as derrotas, as jogadoras conseguiram dar a volta por cima e mostrar todo o potencial com uma sequência das quatro vitórias, garantindo assim o seu lugar na semifinal. 

    Do outro lado temos o time de Boston, que jogou mais partidas durante a temporada regular (sete no total) mas que tem o maior número de derrotas, seguido apenas pelas Beauts. O Pride tem uma vantagem sob o seu adversário que está ainda se adaptando como um time, entretanto, isso não é necessariamente uma vantagem, uma vez que no confronto anterior das duas equipes, as Six conquistaram a vitória.

    Numa partida que aconteceu ainda durante a bolha, as Six mostraram a sua força ao ganhar de 2 a 1 do Pride. O time veterano foi o primeiro a balançar a rede ainda no primeiro período com um gol de Christina Putigna, porém, essa vantagem só durou os dois primeiros períodos. No terceiro período, as Six conseguiram empatar e em seguida virar a partida com gols das jogadoras Brooke Boquist e Mikyla Grant-Mentis, respectivamente.

    Minnesota Whitecaps vs. Connecticut Whale

    O outro confronto também programado para o dia 26 será entre os times Minnesota Whitecaps e Connecticut Whale. O time de Minnesota ficou em segundo lugar na tabela, com três vitórias e uma derrota em quatro jogos. Enquanto isso, o time de Connecticut ficou em terceiro, também com quatro jogos, porém com duas vitórias e duas derrotas. 

    Ambos os times têm chances iguais de se classificarem para a final. As Whitecaps são as campeãs mais recentes da liga, pela temporada 2018-19. Durante a temporada regular não tivemos nenhum confronto entre as duas equipes, uma vez que a única partida que estava agendada foi cancelada devido à pausa. Entretanto, ambas as equipes mostraram bom desenvolvimento no gelo. 

    Transmissão ao vivo

    Como já tinha sido anunciado anteriormente, os jogos das semifinais e da final serão transmitidos pela NBC Sports nos Estados Unidos. Assim, o evento entra para a história como o primeiro campeonato da liga profissional feminina transmitido em rede nacional no país. Como parte do projeto, a transmissão contará com uma equipe feminina na bancada. A narração ficará por conta de Kate Scott e comentários de AJ Mleczko, com Caley Chelios responsável pelas entrevistas. 

    Veteranas do esporte, Kate e AJ já marcaram presença na primeira transmissão feita por uma equipe 100% feminina na NHL e nos jogos transmitidos da PWHPA, além, é claro, de terem outros esportes e times no currículo. A experiência de Caley Chelios não fica atrás das colegas, pois a repórter participou da transmissão do International Women’s Hockey Rivalry Series e atua como repórter pelo Tampa Bay Lightning. 

    Assim como na primeira etapa do campeonato, internacionalmente os jogos terão transmissão gratuita pelo canal na Twitch da NWHL. Os confrontos das semifinais estão agendados para essa sexta com a primeira partida entre Toronto Six e Boston Pride às 18h no horário de Brasília. A partida entre Minnesota Whitecaps e Connecticut Whale está marcada para começar às 21h no horário de Brasília. A final, por sua vez, acontecerá no sábado, dia 27 de março às 20h no horário de Brasília.   

    Foto: Reprodução / sportsnet.ca

  • NHL aprova mudanças na loteria do draft

    NHL aprova mudanças na loteria do draft

    A NHL anunciou nesta terça-feira (23) a aprovação de algumas mudanças no sistema da loteria do draft, que define a ordem das primeiras escolhas do evento. Tais modificações irão valer para 2021 e 2022. O NHL Draft deste ano está marcado para os dias 23 e 24 de julho, e deve acontecer virtualmente, como no ano passado.

    A maior mudança é a redução do número de sorteios para as primeiras posições de escolha. Assim, o time que ficar em último lugar geral da liga não poderá fazer sua escolha abaixo da terceira posição. Essa alteração vale a partir do draft de 2021.

    Além disso, outras duas modificações foram feitas. Primeiramente, o número máximo que um time pode subir se vencer o sorteio é de 10 posições. Isso significa que somente 11 times podem acabar com a primeira escolha do draft, ao invés de 16, como acontecia desde 2016. Outra alteração é a de que nenhum time pode vencer a loteria mais do que duas vezes em um período de cinco anos. No entanto, essa últimas mudanças começam a valer apenas em 2022.

    As alterações foram feitas com base em acontecimentos recentes que incomodaram algumas equipes, como o Detroit Red Wings, que terminou a temporada 2019-20 com as piores pontuações da liga (17-49-5) e acabou escolhendo em 4° lugar. Além disso, também a série de vitórias de loteria do Edmonton Oilers, do New York Rangers e do New Jersey Devils impulsionaram essa modificação nas regras.

    Atualmente, a loteria do draft é vista como um dos principais mecanismos para manter a paridade entre os times da NHL. O conceito foi introduzido no Draft de 1995 e vem sofrendo diversas alterações desde então.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Um romance no LA Kings, Always Only You de Chloe Liese

    Um romance no LA Kings, Always Only You de Chloe Liese

    Uma vez me perguntaram como eu seleciono minhas leituras. Confesso que não soube responder de primeira. Pensando um pouco, notei que depende do meu humor, do último livro que li, do que está acontecendo ao meu redor. Eu vi a capa de “Always Only You” em uma postagem no Instagram de uma booktuber estrangeira. Salvei para lembrar em um dia que quisesse ler. A única informação que eu tinha é que o protagonista masculino jogava hockey, porque ele estava de uniforme e com um stick na capa. 

    O que esperar?

    Terminei uma leitura e falei, “acho que quero ler um com hockey já que tem um tempo desde o último.” Chloe Liese entregou não só um jogador do Los Angeles Kings, mas um time e uma organização inteira. Frankie Zeferino, a protagonista feminina, é a coordenadora de mídias sociais dos Kings. Então temos acesso a cenas no vestiário, no banco da arena durante partidas, na academia do LA Kings, em voos para jogos fora de casa e em salas de conferência. Tem hockey para todos os lados, pelo menos até a metade da leitura. 

    Hockey é o plano de fundo, e é também parte importante da vida dos personagens. Mas o romance vai além. Todo capítulo tem uma sugestão de música ligada aos acontecimentos e sentimentos, e eu simplesmente adoro quando a autora tem playlist disponível no spotify! No entanto, Chloe constrói personagens complexos e que lidam com problemas e questões pessoais próprias e até um pouco fora do “clichê” do gênero. 

    Ren Bergman, nosso jogador e interesse amoroso de Frankie, faz parte de uma grande família de imigrantes suecos, e não se encaixa exatamente no estereótipo de atleta profissional pegador. Muito pelo contrário, nunca é visto saindo com ninguém, é conhecido por gostar de Shakespeare — ainda mais do que prevíamos, é gentil, carinhoso, e normalmente não se sente muito confortável em ser o centro das atenções. Já Frankie vem de uma família de imigrantes italianos, faz parte do espectro autista e foi diagnosticada com artrite reumatóide aos dezessete anos de idade. 

    Se tem uma coisa que eu gosto, é ler sobre personagens que vivem uma vida diferente da minha, que enfrentam outros desafios e que me ajudam a mudar minha visão de mundo, mesmo que através de pequenos detalhes da narrativa. O romance de Ren e Frankie é leve, honesto, prático e sem drama e confusão, mas cheio de sentimento e cumplicidade. É certamente uma leitura que vale a pena. 

    Onde encontrar?

    O livro é o segundo da série Bergman Brothers (e no primeiro a protagonista feminina é jogadora profissional de futebol), mas todas as histórias são independentes. Ambos estão disponíveis no Kindle Unlimited

    E não vamos esquecer, “Always Only You” é um:
    3,5 no hockey-nômetro* e 4 estrelas no meu skoob


    *O “hockey-nômetro” é o indicador NHeLas da quantidade de hockey numa determinada obra.
    A escala vai de 0 (“o que é hockey?”) a 5 (“não sei se foi um filme ou uma partida da NHL”).

  • Qual Mighty Duck original é você?

    Qual Mighty Duck original é você?

    Aproveitando a estreia da nova série sobre os Mighty Ducks, que tal você descobrir quem dos Ducks originais tem a personalidade parecida com a sua?

    Sucesso nos anos 90, a trilogia de Mighty Ducks (Nós Somos Os Campeões) está disponível no Disney+. Descubra sua personalidade e assista a esses filmes que ajudaram crianças do mundo todo a conhecer o hockey.

     

  • Wisconsin é hexacampeã no hockey universitário feminino

    Wisconsin é hexacampeã no hockey universitário feminino

    Na noite de sábado (20), as universidades de Wisconsin e Northeastern se enfrentaram na decisão do hockey feminino pela NCAA. Com um gol no início do overtime, Wisconsin garantiu o título pelo segundo ano consecutivo e pela sexta vez na história do programa. 

    Nos últimos vinte anos do torneio, somente uma outra universidade também ergueu o troféu seis vezes: Minnesota. Além disso, as Badgers também estão empatadas com Minnesota pelo maior número de aparições na final nacional do hockey universitário feminino, com nove cada.

    O torneio da Divisão I da NCAA aconteceu este ano em Erie, no estado da Pensilvânia, e teve início no dia 15 de março. No atual formato da competição, as quatro campeãs de cada conferência nos EUA (WCHA, Hockey East, ECAC e CHA) se qualificam automaticamente, enquanto outras quatro equipes são selecionadas por um comitê da NCAA. As oito universidades são então ranqueadas e organizadas em um formato mata-mata até a decisão.

    A primeira colocada e campeã da Hockey East, Northeastern, vinha de uma impressionante campanha de 20-1-1 na temporada. Com um time repleto de boas jogadoras, incluindo a goleira do ano e finalista do prêmio Patty Kazmaier (dado anualmente à melhor jogadora universitária nos EUA), Aerin Frankel, as Huskies eram grandes favoritas em seu caminho até a final. Nas quartas, a equipe venceu a Universidade Robert Morris por 5-1, e em seguida superaram Minnesota-Duluth na prorrogação, por 3-2.

    Por sua vez, Wisconsin foi campeã da WCHA, com uma campanha 14-3-1, e ficou com o segundo lugar no ranking nacional. As Badgers passaram pela Providence College nas quartas de final com uma vitória por 3-0, e em seguida venceram as rivais de conferência de Ohio State por 4-2. A equipe também contou com uma finalista do Patty Kazmaier no elenco, Daryl Watts, peça-chave do ataque de Wisconsin durante toda a temporada.

    Badgers 2, Huskies 1 (OT)

    Os primeiros 40 minutos não viram as redes balançar nenhuma vez. As goleiras Kennedy Blair (Wisconsin) e Aerin Frankel (Northeastern) fizeram nove defesas cada no primeiro período, e, respectivamente, seis e onze no segundo. 

    Foram três power plays na segunda etapa para Northeastern, mas o time não conseguiu converter em nenhuma das vezes.

    Aos 11 minutos do terceiro período, Makenna Webster abriu o placar e colocou Wisconsin na frente.

    A vantagem durou menos de um minuto, pois Northeastern empatou aos 11:39 com Chloé Aurard.

    Dali até o final do tempo regulamentar, o jogo tomou um ritmo ainda mais agitado com ambas as equipes buscando o segundo gol. Ao todo, no terceiro período, Wisconsin teve mais 13 disparos a gol contra 9 de Northeastern.

    Três períodos não foram suficientes, e as equipes se dirigiram ao overtime para decidir o título na “morte súbita”.

    No minuto inicial, a atacante Miceala Sindoris (Northeastern) teve um tiro bloqueado por Chayla Edwards. Esse foi o único chute das Huskies na prorrogação. Em seguida, Frankel defendeu duas tentativas do ataque de Wisconsin, e Northeastern pediu um tempo para se organizar.

    Aos 3:16 do overtime, a veterana Daryl Watts selou a vitória para as Badgers ao marcar de trás do gol, usando uma adversária como tabela para direcionar o puck para dentro.

    Watts disse que viu a goleira se posicionar e decidiu tentar fazer o puck quicar nela e entrar. Ela acabou atingindo a defensora Megan Carter no final, mas o resultado foi como o esperado, para totalizar 19 gols na temporada. Em seu último ano, Watts chega ao total de 240 pontos no hockey universitário, a 14ª maior marca da NCAA.

    “Foi como um roteiro,” disse o técnico de Wisconsin, Mark Johnson, sobre o gol de Watts. “Se você pudesse escrever (o roteiro) e escolher alguém para marcar o gol da vitória, seria ela.”

    Daryl Watts começou sua carreira na NCAA na Boston College, onde se tornou a primeira caloura a vencer o Patty Kazmaier, em 2018. Ela decidiu se transferir para Wisconsin em 2019, e se juntou ao time na temporada 2019-20.

    “Uma das razões pelas quais ela quis vir para Wisconsin ao escolher uma escola era a oportunidade de vencer um campeonato nacional,” acrescentou Johnson.

    Johnson é atualmente o técnico mais vitorioso na história da NCAA, com 539 vitórias ao todo. Com seu sexto troféu nacional ele ultrapassa Shannon Miller pela marca de mais títulos no hockey universitário feminino nos EUA.

    Enquanto a temporada do hockey universitário chega oficialmente ao fim para as mulheres, o torneio masculino se prepara para começar. Na noite de domingo (21), as 16 universidades selecionadas para brigar pelo campeonato nacional serão anunciadas pela NCAA. Após as primeiras rodadas do bracket, as quatro equipes finalistas do bracket disputarão o Frozen Four em Pittsburgh, que acontece nos dias 6 e 8 de abril.

    Foto: Reprodução/WCHA.com