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  • Tretiak deixa sua posição na IIHF após decisão do CAS

    Tretiak deixa sua posição na IIHF após decisão do CAS

    Na última quarta-feira (17) a IIHF anunciou que Vladislav Tretiak deixou a sua posição como membro do conselho e dos Comitês da IIHF. Em janeiro, o Tribunal de Arbitragem do Esporte (CAS) decidiu que a Rússia não colaborou com a Agencia Internacional Anti-Doping (WADA). Por isso, apesar da redução da pena de não participar de competições internacionais para até dezembro de 2022, a Rússia também não deve ter representantes nos comitês internacionais. Assim, não haverá a delegação de um substituto para Tretiak e o Conselho da IIHF continua com 12 membros votantes nesse período. 

    A Era Tretiak na IIHF

    Tretiak deixou o cargo que ocupava desde 2012, tendo sido reeleito em 2016. O ex-goleiro da seleção soviética tem três medalhas de ouro olímpicas e dez campeonatos mundiais. Trata-se de um atleta que fez história não apenas no hockey russo mas também na história do hockey mundial. Nos anos 1980, Tretiak era considerado o melhor goleiro da época, temido e respeitado por adversários. Ele foi um dos primeiros membros do Comitê de Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e também ocupou diversos cargos na IIHF. 

    Sobre os motivos que o fizeram deixar a posição, Tretiak comentou que “a Federação Russa de Hockey no Gelo sempre respeitou as decisões das autoridades esportivas internacionais e não deseja exercer pressão adicional sobre seus parceiros de longa data da Federação Internacional de Hóquei no Gelo. Por esta razão, decidi renunciar como membro do Conselho da IIHF. Ao mesmo tempo, continuarei a trabalhar no desenvolvimento do hóquei russo e no fortalecimento de sua posição no cenário internacional.”

    Assim, os atletas da Rússia que comprovarem à WADA que não fazem o uso de substâncias ilegais e não tiveram envolvidos no esquema de doping do país ainda poderão participar das competições sob bandeira neutra. Essa condição não é nova para os atletas russos, já que o mesmo aconteceu nas Olimpiadas de Inverno de 2018. 

    Foto: JANI RAJAMAKI / EUROPHOTO (Reprodução via IIHF.com)

  • Técnico Ralph Krueger é demitido pelo Buffalo Sabres

    Técnico Ralph Krueger é demitido pelo Buffalo Sabres

    Nesta quarta-feira (17) de manhã, o técnico Ralph Krueger foi despedido pelo Buffalo Sabres. Agora Don Granato assume como técnico principal, e seus assistentes serão Matt Ellis e Dan Girardi.

    A mudança acontece 12 dias depois de o GM Kevyn Adams ressaltar à imprensa a competitividade dos Sabres, e que eles estão avaliando as mudanças que precisam ser feitas, inclusive em questão do técnico.

    “Eu não estou feliz,” disse Adams em 5 de março. “É inaceitável onde estamos agora. Parte do meu trabalho é elevar o padrão, as expectativas e a responsabilidade nesta organização, e nós não estamos onde precisamos estar. Eu posso escutar as desculpas. Vou ser honesto com você. Mas é inaceitável. “

    O Buffalo Sabres perdeu 12 partidas consecutivas com o último resultado de terça-feira (16). Além disso, são 16 derrotas nas últimas 18 partidas que disputaram desde os seis jogos adiados devido aos protocolos de COVID-19. Como resultado, os Sabres estão em último na Divisão Leste, com uma porcentagem de 0,286 no aproveitamento de pontos.

    Somados os resultados dos últimos 12 jogos, a equipe conseguiu perder de 49 a 19. 

    “Não é fácil agora,” disse Kyle Okposo, atacante do Buffalo, após derrota por 6 a 0 em casa para o Washington Capitals na segunda-feira (15). “Não é fácil. Esta não é uma situação fácil. Os caras se importam; não está acontecendo agora. Não sei como dizer de outra forma. É só que … é difícil. Estamos em uma situação muito difícil aqui. Os caras estão tentando e não está funcionando. Não sei mais o que dizer. “

    Krueger, que estava em sua segunda temporada depois de substituir Phil Housley em 15 de maio de 2019, tinha uma campanha de 36-49-12 com os Sabres, que não disputam os playoffs da Stanley Cup desde 2011, a mais longa sequência ativa na NHL.

    “Foi um excelente esforço, mas não somos recompensados ​​pelo esforço, somos recompensados ​​pelos resultados,” disse Krueger depois da derrota por 3 a 2 para o New Jersey Devils na terça. “É muito doloroso no momento, é frustrante. A oportunidade estava lá. Viemos aqui para vencer e não conseguimos. Não fazer isso em um jogo em que realmente tínhamos a vantagem é realmente decepcionante neste momento.”

    Adams, que substituiu Jason Botterill como GM em 16 de junho, fez uma série de mudanças nesta temporada no time dos Sabres, incluindo assinar um contrato de um ano com o atacante Taylor Hall em 11 de outubro e adquirir o center Eric Staal em uma troca com o Minnesota Wild em 16 de setembro.

    “Só precisamos cavar fundo,” disse Eichel à mídia em 28 de fevereiro. “Não tenho uma resposta clichê para vocês. Não sei. Estou tentando processar tudo sozinho, sabe? É difícil. Quero dizer, se tivéssemos respostas, acho que as estaríamos cuspindo para todos. Não sei. Estamos tentando descobrir isso também.”

    Por outro lado, o goleiro Linus Ullmark, tem sido um dos poucos destaques dos Sabres nesta temporada. Ele leva uma campanha de 5-4-2, com uma média de 2,44 gols contra e 0,919 de porcentagem de defesas, mas foi descartado por pelo menos um mês em 27 de fevereiro por causa de uma queda que resultou em uma lesão corporal.

    Krueger é o terceiro técnico da NHL dispensado nesta temporada. Além dele, o Montreal Canadiens demitiu Claude Julien em 24 de fevereiro, substituindo-o por Dominque Ducharme, e o Calgary Flames demitiu Geoff Ward em 4 de março, substituindo-o por Darryl Sutter.

    Foto: Reprodução/buffalonews.com

  • Zero Chill: nova série da Netflix trás muito hockey e patinação artística para fãs de esportes no gelo

    Zero Chill: nova série da Netflix trás muito hockey e patinação artística para fãs de esportes no gelo

    Antes de entrarmos na resenha da nova série da Netflix, Zero Chill (“Polos Opostos” no Brasil), preciso contar um segredo sobre a equipe NHeLas: a gente adora uma série adolescente. Nem sempre a série é boa. Às vezes é aquele tipo de série que você sabe que é ruim. Porém, continua assistindo do mesmo jeito porque de alguma forma aquilo te prende. Diverte, emociona, faz rir. Quando ficamos sabendo que a Netflix lançaria uma nova produção com hockey, é claro que corremos para assistir e trazer o veredito para vocês. 

    “Mac” MacBentley (Dakota Taylor) recebe uma bolsa para jogar na Hammarstöm Academy, uma academia de hockey no Reino Unido. Assim, toda a sua família se muda para a Inglaterra em busca da promessa de Anton “The Hammer” Hammarstöm (Oscar Skagerberg) de transformar Mac em um jogador profissional. O ex-jogador da NHL contrata Luke (Doug Rao), pai de Mac, para atuar como seu técnico assistente — Luke e Anton haviam jogado juntos no início da sua carreira. Porém, quem não gosta nada dessa mudança é Kayla (Grace Beedie). Isso porque, com a mudança, a irmã gêmea de Mac precisou abandonar o seu parceiro de patinação artística, Jacob (Kenneth Tynan), no Canadá. 

    A série estreou nessa segunda (15) no catálogo da Netflix, com dez episódios de cerca de 30 minutos cada. Apesar de até agora não ter ficado claro por que escolheram a Inglaterra como local onde a série se passa, o sotaque britânico deixa tudo mais cativante. Tem como principal cenário a Arena Hammarström, onde além do rink que os atletas de hockey e patinação dividem também tem uma lanchonete. O espaço em que Sky Tyler (Jade Ma) trabalha reúne algumas das melhores cenas da série. Outro ponto interessante de ressaltar é a idade dos personagens. Eles são adolescentes, com cerca de 15 anos, e ainda estão no início de suas carreiras esportivas. Dessa forma, toda a narrativa gira em torno da dúvida desses jovens atletas em seguir carreira profissional ou se aquela paixão é apenas um hobby. 

    Pontos fortes

    • Seja o hockey ou as apresentações da patinação, o ponto mais alto da série sem dúvida se passa dentro do rink. Muitas cenas dos dois esportes, de forma equilibrada, deixam os fãs dos esportes satisfeitos ao assistir a produção em busca dessas cenas. (Vocês ouviram Spinning Out? Seguimos orfãs dessa série);
    • Mostra-se uma realidade dos bastidores dos esportes e como adolescentes precisam lidar com escolhas que mudam toda a sua carreira;
    • O ritimo da série é muito bom. Mescla momentos emocionantes, engraçados e tensos de forma leve e cativante que te deixa com vontade de assistir até o fim;
    • Tem romance, mas ele não é o ponto principal. As relações de Mac e Kayla, Ava Hammarström (Anastázie Chocolatá) e Anton, e Bear (Jeremias Amoore) e Sam (Leonardo Fontes) estão em primeiro plano. É uma série sobre família e a importância que um núcleo familiar tem na vida de atletas adolescentes, abordado em contextos diferentes em cada núcleo;
    • Apesar de ser uma pontinha bem pequena, temos em Ava todo o preconceito que o hockey feminino ainda enfrenta. A filha do técnico Anton é apaixonada pelo esporte, e tudo que sempre quis foi impressionar o pai no gelo. Porém, foi obrigada pela mãe, a técnica de patinação artística Elina Hammarström (Tanja Ribic), a praticar patinação, uma vez que o hockey é considerado muito violento. O arco da Ava nos faz refletir como, mesmo em uma família que respira esportes de gelo, a ambiguidade e o preconceito com a figura da mulher no hockey ainda é tão presente e que, mesmo ela provando o quanto era uma boa atleta no seu esporte favorito, continuou sendo questionada.  

    Entre altos e baixos

    Primeiramente precisamos ter em mente que a produção teve como publico alvo pré-adolescentes, sendo classificada no catálogo da Netflix como “Infantil”. No entanto, com séries como Julie and The Phantoms, também voltada para o mesmo público, em mente, podemos levantar algumas críticas. A construção dos protagonistas nos faz ter raiva das atitudes de Mac e Kayla em diversos momentos. Ambos são muito egoístas e fica claro que eles são assim pelas escolhas dos pais em sempre priorizarem a possível carreira de Mac no hockey deixando Kayla e seu sonho na patinação em segundo plano. Entretanto, questiono se esses momentos que nos fazem escolher o Team Mac e o Team Kayla não são partes da construção da dicotomia que existe entre o hockey e a patinação artística. 

    Esportes tão diferentes e ainda assim tão próximos pela necessidade de uma habilidade extraordinária em cima dos patins. Essa dualidade me lembra uma entrevista do jogador do Buffalo Sabres, Jeff Skinner. Para quem não sabe, Skinner começou sua carreira no gelo praticando não só hockey como também patinação artistica. Em uma entrevista em 2018, quando ainda jogava pelo Carolina Hurricanes, Skinner mostrou um pouco da sua habilidade artística sobre o gelo e contou como esse passado o ajuda a patinar melhor durante o jogo. 

    Ainda, é preciso ressaltar que os plot twists são fracos e previsíveis, mas em momento algum isso estraga a experiência da série, produzida com a promessa de entreter e divertir o espectador. No final há uma abertura para uma possível segunda temporada, porém, infelizmente, acho difícil a Netflix renovar a série para um novo ano. De qualquer forma, há um final para a história contada na primeira temporada. 

    Veredito 

    Zero Chill é uma série infantil para os fãs de hockey e de patinação artistica. Se você está procurando uma produção leve e curta para se divertir, sem dúvidas essa série é uma boa escolha. Entretanto, não dê play com expectativas de encontrar uma narrativa complexa e diferenciada. E, caso você esteja aqui pelas performances no gelo, tanto o hockey quanto a patinação não deixam a desejar. 

  • Gary Bettman comenta sobre desafios do último ano na NHL

    Gary Bettman comenta sobre desafios do último ano na NHL

    Há exatamente um ano, o comissário da NHL, Gary Bettman, anunciou que a liga entraria em pausa por tempo indeterminado em razão do crescente número de casos de COVID-19 na América do Norte. A decisão veio no dia 12 de março de 2020, data que viu também diversas ligas e associações esportivas em todo o planeta cancelar desde jogos decisivos a reuniões e eventos de pré-temporada.

    Este movimento se desencadeou na noite anterior, uma quarta-feira, quando Rudy Gobert (Utah Jazz, NBA) testou positivo para o novo coronavírus. Quase que de imediato, a NBA suspendeu indefinidamente o resto de sua temporada regular. A partida preste a acontecer na liga foi interrompida e milhares de torcedores foram evacuados da arena.

    “Eles instantaneamente entraram em modo de paralisação,” comentou Bettman, em uma coletiva de imprensa na tarde de ontem (11). “Nós não queríamos passar por aquela situação. Não queríamos um prédio cheio de pessoas. Nós queríamos ser um pouco proativos.” Era claro para Bettman que a liga logo também teria que lidar com casos positivos de COVID.

    Naquela mesma noite de 11 de março de 2020, a NHL concluiu suas últimas cinco partidas com as arenas lotadas. Com o avanço do novo vírus nas semanas que antecederam a pausa, a liga já se estruturava para tomar as medidas necessárias para a segurança de seus jogadores, funcionários e fãs. Vimos a limitação do acesso da mídia aos vestiários, e estávamos nos acostumando à ideia de jogos sem torcida em algumas cidades. (Eu mesma ainda tinha planos de ir a um jogo da NBB aqui em São Paulo naquele final de semana – a liga brasileira anunciou no dia seguinte que os próximos jogos aconteceriam com portões fechados).

    Bettman e o comissário adjunto da NHL, Bill Daly, convocaram uma reunião naquela quinta-feira (12) com o Conselho Executivo da liga, e não muitas horas depois foi anunciada a pausa. Desde então, acompanhamos um ano inteiro de decisões e mudanças na NHL, lidando com cada desafio conforme eles aparecem. Ninguém sabia como a situação iria se desenvolver a partir daquele fatídico 12 de março. Até hoje, um ano depois, ainda há incógnitas, não só nos esportes, mas em todos os aspectos de nossas vidas em meio à pandemia.

    “Nosso objetivo e nosso trabalho era conduzir (a situação) da melhor forma possível, entendendo que saúde e segurança precisavam ser a preocupação nº1. Foi nosso foco 365 dias atrás. É nosso foco e prioridade nº1 hoje.” comentou Bettman.

    Eventualmente, a NHL teve sucesso em concluir os playoffs da temporada 2019-20 em suas “cidades-bolha” – e sem registrar casos positivos de COVID-19 nelas –, coroar um novo vencedor da Stanley Cup, realizar um draft virtual, criar diferentes iniciativas e comitês de diversidade e inclusão, negociar uma extensão para o CBA com a NHLPA, dar início a uma nova temporada, realizar jogos ao ar livre, trazer novas parcerias corporativas para a liga e revelar um novo acordo televisivo com a ESPN americana.

    “Mesmo hoje, é quase difícil de acreditar que estamos fazendo isso há um ano. E ainda não acabamos,” Bettman comentou. Ao examinar todos os meses que se passaram desde a pausa na temporada anterior, o comissário exaltou a cooperação com médicos e especialistas. Da mesma forma, mencionou a colaboração com o governo dos estados/províncias e cidades que abrigam cada uma das franquias.

    No início desta temporada reduzida, até o seu segundo mês, a NHL lidou com algumas complicações face ao avanço do vírus. Porém, com novos protocolos e medidas em vigor, parece caminhar para uma situação de maior controle e segurança para todos. Bill Daly ofereceu “bastante crédito” à NHLPA e aos jogadores ao aderir aos novos protocolos necessários. No dia 12 de fevereiro, a lista de jogadores no Protocolo de COVID da liga atingia um pico de 59 pessoas. Um mês depois, eram apenas quatro nomes listados, dentre todas as equipes.

    Ainda com alguns desafio à frente, pouco a pouco, a liga acredita em um retorno a alguma normalidade. “Conforme olhamos adiante, mais da metade de nossos clubes têm fãs nas arenas, em um número limitado,” disse Bettman. “Ao vermos esse número aumentar, contanto que a pandemia coopere e tenhamos mais e mais vacinações, estamos otimistas de que ao irmos em direção aos playoffs, o número de clubes e o número de pessoas continue a crescer. Vamos continuar nos ajustando conforme o necessário para completar a temporada regular e conduzir os playoffs. E nós seguimos otimistas de que possamos estar bem próximos, se não totalmente de volta ao normal para o começo da próxima temporada.”

    Gary Bettman e Bill Daly durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira (captura de tela/NHL.com)

    Mudanças que não vieram para ficar

    A atual temporada 2020-21 começou na metade de janeiro, e teve seu calendário regular reduzido de 82 para 56 jogos. Além do menor número de jogos, a NHL também precisou realinhar suas divisões em razão das restrições de viagem entre Estados Unidos e Canadá.

    Vimos os 31 times se dividirem em quatro novos grupos: Leste, Central, Norte e Oeste. As equipes jogam apenas em sua própria divisão até o segundo round dos playoffs, e isso serviu para reviver algumas antigas rivalidades e também oferecer um produto inédito com os confrontos só entre times canadenses.

    Apesar dos diversos apelos deste formato quase 100% divisional, Bettman esclareceu na coletiva que o realinhamento não deve se estender além dessa temporada. “Nós fizemos o que precisava ser feito se quiséssemos jogar este ano,” disse o comissário da liga. “Nós entendemos o problema da fronteira entre Canadá e Estados Unidos e criamos a Divisão Norte. Poderemos focar mais em confrontos divisionais no futuro, porém eu não tenho certeza se isto se manteria em uma agenda de 82 jogos.

    “Funcionou bem este ano. Eu não vejo isso se propagar. Fãs nos EUA querem ver Connor McDavid, fãs no Canadá gostariam de ver Sidney Crosby,” ele concluiu. Dessa forma, a única mudança que veremos a partir da próxima temporada será a já confirmada ida do Arizona Coyotes para a Divisão Central, deixando uma vaga para a chegada do Seattle Kraken na Divisão Pacífica. 

    Voltando a cruzar fronteiras

    Na coletiva, tanto Bettman quanto Daly não se precipitaram ao falar dos planos para esta pós-temporada. Após as finais de divisão, na segunda rodada dos playoffs, será necessário que o vencedor do Norte enfrente uma das equipes americanas, e ainda não há decisão sobre a melhor forma de realizar estas partidas. 

    Dadas as atuais restrições de viagem e de público em eventos no Canadá, tudo ainda é muito incerto. Por isso, espera-se que até chegar a hora de disputar o terceiro round, haja menos limitações para que os jogos aconteçam. Daly afirmou estar em contato com oficiais do governo canadense para discutir as possibilidades. “A primeira vez que o time canadense teria que viajar para fora do Canadá ou vice-versa, um time dos EUA entrando no Canadá, seria em meados de junho, então temos algum tempo para lidar com isso,” ele disse.

    Após a realização dos jogos do NHL Outdoors em Lake Tahoe no mês passado, a liga também voltou a atenção para a possibilidade de retomar seus eventos especiais na próxima temporada. Entre eles, os jogos na Europa, que não foram possíveis no ano anterior por conta das restrições da COVID-19, tanto na América do Norte quanto no velho continente. Daly disse que “se não pudermos, por qualquer motivo, relançar esses jogos no próximo outono, certamente espero que possamos fazê-lo na temporada seguinte.”

    A NHL e NHLPA também vêm discutindo sobre as condições do retorno aos Jogos Olímpicos de Inverno. A próxima edição do evento está marcada para fevereiro de 2022, em Pequim, na China. “O COI agora está ocupado em termos de finalizar os planos para o que será (Tokyo 2020) e, ainda que eles tenham notado essa questão – o hockey e a potencial participação da NHL e seus jogadores – em seu radar e que eles precisam lidar com isso, ainda não estão em posição de fazê-lo concretamente,” afirmou Daly. Uma vez finalizada a preparação para as Olimpíadas deste ano, o Comitê deve se engajar novamente com a IIHF para retomar as conversas sobre a participação dos NHLers

    Os principais pontos a se acordar entre liga, PA, COI e Federação envolvem algum tipo de seguro e o custo disso para os participantes, além dos custos de viagem e acomodação dos jogadores, suas famílias. Espera-se também que NHL e NHLPA briguem pela obtenção de algum direito de uso de imagem e vídeo dos eventos olímpicos.

    As próximas grandes estrelas

    Bettman e Daly não se prolongaram a falar do NHL Draft deste ano ou das possíveis mudanças no formato da loteria.

    O comissário causou certa polêmica ao afirmar que “não acredita haver tanking na NHL.” Este termo se refere a um mecanismo pelo qual um time realiza uma temporada ruim a fim de terminar entre os últimos colocados e garantir uma escolha alta no draft.

    As mudanças propostas à loteria, e que devem ser votadas pelo Conselho Executivo da NHL em breve, poderiam limitar a até duas as vezes em que um mesmo time receberia uma das primeiras escolhas num período de cinco anos. Além disso, um participante da loteria do draft não poderia subir mais que dez posições na ordem das escolhas. Por fim, no lugar das três primeiras picks, apenas as escolhas 1 e 2 seriam sorteadas entre os times participantes.

    Quanto à data do 2021 NHL Draft, o comissário adjunto Bill Daly afirmou que ainda não há decisão se o evento precisará ser adiado. No entanto, ele acredita que provavelmente continuará marcado para os dias 23 e 24 de julho deste ano.

    O principal argumento para um possível adiamento é o de que muitos jogadores que participariam do draft não puderam competir regularmente este ano. Da mesma forma, não podendo viajar e comparecer a muitos jogos, os scouts não tiveram o mesmo acesso via vídeo para fazer suas avaliações finais. Contudo, mais e mais observamos as principais ligas de hockey funcionando em meio à pandemia, tanto na América do Norte quanto na Europa. Muitos jogadores puderam encontrar times em atividade para jogar e continuar seu desenvolvimento. Daly afirmou que “é certamente uma situação imperfeita, mas nós vimos lidando com situações imperfeitas.”

    Assim como muitos se mantêm otimistas quanto à volta à normalidade (dependendo do país em que você vive), autoridades da NHL acreditam que não só os eventos planejados num futuro próximo devam ocorrer sem maiores complicações, mas também a próxima temporada já deve se parecer muito mais com o que estávamos acostumados. Ainda, os preparativos para times como o New York Islanders e o Seattle Kraken também estão em dia para abrir a próxima temporada em suas novas arenas.

    O plano, segundo Bettman, é retomar o calendário de 82 jogos a partir de outubro deste ano, para abrir a temporada 2021-22. “Estamos esperançosos, estamos planejando, estamos otimistas, e acreditamos sermos capazes de começar a próxima temporada em dia.

    “Há uma luz no fim do túnel, mas essa não é a hora de baixar nossa guarda ou reduzir nossa vigilância.”

    Foto: Reprodução/milehighhockey.com

  • PWHPA movimenta fim de semana em Chicago

    PWHPA movimenta fim de semana em Chicago

    A nova temporada da Secret Dream Gap Tour da PWHPA continua a todo vapor neste início de ano. Desta vez, a Tour fez a sua parada na cidade de Chicago., com jogos nos dias 6 e 7 de março nas arenas United Center e Fifth Third Arena, respectivamente.

    O evento, que contou com uma transmissão ao vivo sob o comando de uma equipe feminina, teve a data escolhida em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e ao aniversário de um ano da transmissão realizada também por uma equipe feminina na NBC Sports.  

    Anteriormente, a SDGT fez a sua primeira parada na cidade de New York, nos dias 27 e 28 de fevereiro. Na ocasião, a partida do dia 28 entrou para a história ao ser a primeira da modalidade profissional feminina disputada no Madison Square Garden e transmitida em rede nacional pela ESPN americana. 

    Os times Adidas e Women’s Sports Foundation que vinham com uma vitória cada do último final de semana, tiveram a chance de se enfrentar novamente em busca do desempate. No entanto, o caminho não foi fácil e no final foi o time de Minnesota o grande ganhador do confronto.  

    Novos nomes para os times

    Assim como a região de Toronto recebeu o nome de time Sonnet e a região de Calgary de time Scotiabank, as outras regiões também ganharam seus nomes em menção a seus patrocinadores. Agora as regiões de New Hampshire, Minnesota e Montréal também possuem novos nomes, assim completando de vez a Associação em seu novo formato. 

    No dia 25 de fevereiro, a região de New Hampshire ganhou um novo patrocinador: a Women’s Sports Foundation (WSF). Uma fundação que trabalha em prol das mulheres no esporte em todas as idades. Ela é responsável por bolsas de estudo, subsídios, defesa dos direitos, currículos, prêmios e pesquisas para que cada vez mais mulheres conquistem seus espaços no esporte. Assim, a equipe ganhou seu nome em homenagem a esse patrocínio e passou a se chamar Time WSF.  

    Outra região que também ganhou um patrocinador e um novo nome foi a de Minnesota. A equipe agora é oficialmente patrocinada pela Adidas e passou a ser chamado de Time Adidas. Com isso, ambas as equipes ganharam novos uniformes para representar essa nova fase dos times. Além disso, a Adidas se tornou a fornecedora oficial da PWHPA.

    Finalmente, foi a vez da região de Montreal ser oficialmente nomeada. Com a Bauer já patrocinadora da PWHPA e fornecedora dos equipamentos utilizados pelas jogadoras, a Associação decidiu então em homenagem à parceria de longa data, nomear a equipe de Montreal como Time Bauer, assim ganhando também um novo uniforme. 

    Adidas 4, WSF 1

    No United Center, casa do Chicago Blackhawks (NHL) e Chicago Bulls (NBA), equipe da Adidas começou bem o primeiro jogo do final de semana. Ainda no primeiro período, o time balançou a rede adversária duas vezes. A primeira jogadora a marcar foi a atacante Abby Roque com uma assistência das atacantes Sydney Brodt e Sophia Shaver. 

    Poucos minutos depois, o feito foi repetido, desta vez pela defensora Maddie Rolfes que contou com uma assistência da atacante Dani Cameranesi e assim abrindo uma vantagem de 2-0 contra o WSF.

    No segundo período o time de Minnesota conseguiu abrir ainda mais a sua vantagem quando a veterana Kendall Coyne Schofield marcou um gol no final do powerplay faltando 9:28 para o fim do período.

    Por fim, no terceiro período a rede balançou em ambos os lados. O time Adidas foi o primeiro a balançar a rede novamente com um gol de Roque que aproveitou um empty net para fechar de vez o placar de seu time. 

    A atacante Brianna Decker foi a responsável pelo único gol do time de New Hampshire, quando ela passou por trás da goleira e conseguiu mandar o puck para dentro da rede. 

    O destaque do jogo também foi para as goleiras que fizeram grandes defesas, de um lado tivemos Nicole Hensley do Minnesota que fez 33 defesas contra os 34 disparos realizados pelo time adversário. Do outro lado a goleira Alex Cavallini que de 27 tiros fez 23 defesas, deixando passar apenas quatro gols. 

    Adidas 6, WSF 2

    No dia seguinte tivemos mais uma batalha no gelo, agora na Fifth Third Arena, vizinha do UC. O time de Minnesota mostrou mais uma vez a sua força com um total de 39 shots e seis gols marcados, três deles em powerplay. Do outro lado, foram 33 shots realizados pelo time de New Hampshire. 

    A primeira jogadora a balançar a rede foi Kendall Coyne para o time de Minnesota. O time de New Hampshire por sua vez contou com um gol da atacante Hayley Scamurra, deixando assim um placar empatado em 1-1 no primeiro período.

    No segundo período foi a vez das jogadoras Lee Stecklein e Kelly Pannek marcarem um gol cada para o Time Adidas. Ambas aproveitaram um powerplay para abrirem uma vantagem para sua equipe de 3-1. 

    Foi Amanda Kessel, com uma assistência de Decker e Haley Skarupa, a primeira a balançar a rede no início do terceiro período, num esforço de diminuir a vantagem do time adversário para 3-2. 

    No entanto, esse placar durou pouco quando a veterana Hilary Knight aumentou novamente a distância dos placares. Enquanto faltava pouco menos de três minutos para o fim da partida, Sydney Brodt com uma assistência de Abby Roque marcou o quinto gol de sua equipe. Por fim, Hilary brilhou novamente, repetindo a assistência Maddie Rolfes, que mandou o puck direto para Knight marcar. Dessa forma, a jogadora fechou a partida com o placar em 6-2. 

    Repetindo os feitos do dia anterior Dani Cameranesi foi a responsável por três assistências. A jogadora foi nomeada uma das estrelas da partida, ao lado de Kelly Pannek e Haley Skarupa. 

    Foto: Reprodução / Twitter @NHLBlackhawks

  • Novo acordo televisivo da NHL inclui ESPN americana

    Novo acordo televisivo da NHL inclui ESPN americana

    Segundo reportado hoje (09) por Chris Johnson, da Sportsnet (Canadá), a NHL e a ESPN americana parecem ter entrado em um acordo pelos direitos de transmissão da liga de hockey nos Estados Unidos a partir do próximo ano.

    Fontes na própria liga e na indústria televisiva norte-americana teriam confirmado um novo acordo, não-exclusivo, de sete anos entre as duas partes. A ESPN se tornaria assim uma das parceiras da NHL na mídia a partir da próxima temporada. Espera-se que a NBC detenha a outra parte destes direitos, mas mais companhias também podem estar envolvidas em negociações.

    Contudo, a liga ainda não confirmou tal acordo, nem detalhes financeiros foram divulgados até o momento da publicação desta notícia. Além disso, segundo Johnson, a ESPN deve receber exclusividade para transmitir quatro Finais da Stanley Cup entre os anos de 2022 e 2028, além dos direitos de streaming para a Disney.

    Atualmente, a NBC detém direitos exclusivos de transmissão da NHL nos Estados Unidos. O acordo que gera 200 milhões de dólares anualmente para a liga chega ao fim este ano, após a conclusão da atual temporada.

    O que isso significa pro Brasil?

    Ainda não é possível determinar como ou o quanto este novo acordo afetará a cobertura da NHL no Brasil. As transmissões nacionais como vemos hoje acontecem desde a temporada 2010-11 nos canais ESPN, e atualmente a emissora tem pouca liberdade para disponibilizar muitas partidas ao vivo na televisão e em seu próprio serviço de streaming.

    Pode-se especular que, com um acordo entre NHL e ESPN nos EUA, as transmissões nos canais Disney no Brasil se tornem mais frequentes e até mais variadas, como vemos acontecer com outras grandes ligas profissionais norte-americanas. Este seria um importante passo para não só a cobertura do esporte no país, mas também para sua propagação em nível nacional. 

    Atualmente, as opções legítimas para o fã brasileiro de NHL acompanhar a liga são poucas e muitas vezes inacessíveis, seja pelo valor ou pelo idioma. Uma vez confirmada a parceria, diversas opções se abrem para vermos cada vez mais o hockey crescer por aqui. Torcemos para que este novo acordo traga muitas transmissões ao público brasileiro, e, eventualmente, novos fãs para a nossa comunidade.

    Foto: Reprodução/SB Nation

  • NWHL anuncia data para final de temporada

    NWHL anuncia data para final de temporada

    A NWHL anunciou nesta segunda-feira (08) o retorno dos playoffs da Isobel Cup. Os jogos acontecerão nos dias 26 e 27 de março, na Warrior Ice Arena, em Brighton, Massachusetts. Trata-se da arena de treino do Boston Bruins e também casa do time feminino da cidade, o Boston Pride.

    A temporada havia sido suspensa no dia 3 de fevereiro após vários testes positivos de COVID-19 entre as equipes. O retorno só será possível após os protocolos de prevenção do coronavírus terem sido revistos e assumirem um tom mais rigoroso.

    As equipes Metropolitan Riveters e Buffalo Beauts não participarão dessa fase final. Dessa forma, pela classficação de quando a temporada foi pausada, quatro times entram no gelo para disputar o campeonato:

    O novato Toronto Six (1º colocado) enfrenta o Boston Pride (4º colocado) na primeira semifinal na sexta, dia 26, a partir das 18h no Horário de Brasília. Em seguida, às 21h, o Minnesota Whitecaps (2º colocado) disputa a segunda vaga na final contra o Connecticut Whale. Assim, os vencedores de ambos os jogos se enfrentarão no sábado, 27, a partir das 20h, para disputar a grande final da Isobel Cup. 

    Também anunciou-se que a NBCSN irá transmitir os três jogos das finais, fazendo desta a primeira vez que uma grande emissora nos Estados Unidos irá televisionar um campeonato profissional de hockey feminino. No Brasil, será possível acompanhar todos os jogos gratuitamente pelo canal da liga na Twitch.

    Foto: Reprodução/nwhl.zone

  • Sobre Mulheres no Esporte

    Sobre Mulheres no Esporte

    (English version below)

    Quando Manon Rhéaume participou de uma partida de pré-temporada pelo Tampa Bay Lightning, em 1992, nenhuma das integrantes do NHeLas havia nascido. Isso significa que durante todas as nossas vidas, embora tenhamos visto jogadoras históricas e equipes multicampeãs disputarem partidas pelo hockey feminino, nunca pudemos ver mulheres em ação na NHL de fato. Neste meio tempo, passos importantes foram tomados, como o retorno da modalidade às Olimpíadas, o fortalecimento do hockey universitário e a criação de ligas próprias, que culminaram na National Women’s Hockey League (NWHL). No entanto, mesmo assim, os holofotes só se viravam para essas jogadoras a cada quatro anos. 

    Entretanto, este abismo entre a exposição do esporte feminino versus a modalidade masculina não é uma exclusividade do hockey. Afinal, quantas vezes você do Brasil ouviu que o futebol feminino não era legal ou que não fornecia tanto entretenimento quanto o masculino? E o curioso é que isso não se estende apenas ao lado atlético do esporte em si. Cada vez mais temos notícias de mulheres ocupando cargos em organizações esportivas. Como exemplo, podemos citar general managers, técnicas, árbitras e até mesmo a presidente do Comitê Olímpico das Olimpíadas de Tóquio

    Só que quando trazemos a discussão para nosso querido esporte no gelo, ficamos de mãos abanando quanto a exemplos de mulheres em posições de liderança. Afinal, o hockey (e sejamos honestos, a NHL também) tem um péssimo hábito de reciclar os mesmos quarenta homens brancos de meia-idade (ou idade avançada, a depender da organização) para as posições de GM, por exemplo. Embora a Liga pregue a inclusão e a diversidade com o Hockey is for Everyone, a realidade no dia-a-dia  não condiz com essa campanha. 

    Além disso, o machismo não se limita apenas às equipes e organizações envolvidas no esporte. Alguns anos atrás tivemos o caso envolvendo a jornalista Kathryn Tappen. Ela foi vítima de comentários sexistas por parte do então companheiro de emissora, o ex-jogador Jeremy Roenick. Mulheres envolvidas na cobertura jornalística do esporte também são vítimas de comentários misóginos disfarçados de críticas construtivas e, acima de tudo, vivem situações de mansplaining o tempo todo. 

    Parece que todo dia precisamos justificar nosso valor enquanto formadoras de opinião sobre o esporte com uma estatística obscura diferente e, caso não saibamos a resposta de algo, apontam o dedo na nossa cara para falar que só gostamos do esporte porque achamos fulano ou ciclano bonito. Qual é a diferença de começar a gostar do esporte por causa de um filme/desenho da Disney ou de um livro de romance? Isso mesmo, nenhuma. 

    Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, ao invés de oferecer flores e chocolates, APOIE MULHERES NO ESPORTE. Sejam elas atletas, executivas, técnicas, árbitras ou jornalistas. E por favor, sem mansplaining. Se quisermos a sua opinião, nós vamos perguntar. 

    About Women in Sports

    When Manon Rhéaume took part in a Tampa Bay Lightning preseason game in 1992, none of the NHeLas integrants had been born yet. This means that, throughout our entire lives, though we have seen historical players and very successful teams play women’s hockey, we were never able to see women in action in the NHL itself. Even though important steps were taken in the meantime, like the return of the sport to the Olympics, the growth of college hockey and the creation of new leagues — which eventually culminated in the National Women’s Hockey League (NWHL) —, the spotlight would turn to these players only every four years. 

    However, the gap between the exposition of women’s sports vs. their men’s counterparts is not something exclusive to hockey. After all, how many times did we, as Brazilians, hear that women’s soccer wasn’t as fun or as entertaining as the men’s game? And it’s rather curious that this is not something that extends itself only to the athletic side of the sport. More and more there have been news of women in positions within sports organizations, such as general managers, coaches, referees and even the Olympic Committee president for the Tokyo Olympics. 

    Still, when we bring the discussion to our beloved ice sport, our hands are empty as far as examples of women in leadership positions go. After all, hockey (and let’s be real, the NHL) has this terrible habit of recycling the same forty white middle-aged (or elderly, depending on the organization) men for the GM spots, for example. Though the league preaches inclusion and diversity with its Hockey is for Everyone slogan, reality on a day-to-day basis does not live up to this campaign. 

    Moreover, sexism is not limited to the teams and the organizations surrounding the sport. A few years ago we had the situation involving journalist Kathryn Tappen, who was the victim of sexist comments made about her by her then co-worker, and former professional hockey player, Jeremy Roenick. Women involved in covering the sport are also victims of misogynistic comments disguised as constructive criticism and, above all, experience mansplaining all the time. 

    It seems like every single day we have to justify our value as opinion leaders in the sport with some new and obscure stat and, in case we don’t have the answer to something, a finger gets pointed to our face to say that we only like the sport because we think player X or Y is hot. What’s the difference about starting to follow the sport because of a Disney movie/cartoon or a romance book? That’s right, none.

    That’s why, on this International Women’s Day, instead of offering flowers and chocolates, SUPPORT WOMEN IN SPORTS. Whether they are athletes, executives, coaches, referees or journalists. And please, no mansplaining. If we want your opinion, we’ll ask.

  • Jogos da Secret Dream Gap Tour em Nova York

    Jogos da Secret Dream Gap Tour em Nova York

    Em 2019 foi anunciada a criação da PWHPA (em português, Associação de Jogadoras Profissionais de Hockey Feminino) com o objetivo de demandar melhores condições de trabalho e salários justos para as atletas.Dessa forma, a PWHPA também organiza a Secret Dream Gap Tour, com o objetivo de promover a necessidade do aumento da visibilidade do hockey feminino.

    Em 2021, os dois jogos programados foram disputados nos dias 27 e 28 de fevereiro.

    A primeira partida aconteceu no Protec Ponds Training Center, em New Jersey, entre Minnesota Region (Team Adidas) e New Hampshire Region (Women’s Sports Foundation).

    Já o jogo de domingo foi no Madison Square Garden, casa do New York Rangers, onde os dois times se enfrentaram novamente. Essa partida à noite foi histórica por dois fatores principais: o fato de ter sido o primeiro jogo de hockey profissional feminino no Madison Square Garden, e ter sido transmitido em rede nacional, pela ESPN americana.

    A principal diferença entre a Secret Dream Gap Tour de 2019-20 para a de 2020-21 foi a troca de alguns patrocinadores, e as dinâmicas dos jogos e equipes.

    Enquanto em 2019 a dinâmica da competição foi de playoffs e round robins, além dos nomes das equipes serem os nomes das capitãs dos times, a deste ano adotou nomes dos patrocinadores e um sistema de pontos. 

    Em 2019-20, ocorreram dois jogos no primeiro dia e dois no segundo e adotou-se um formato estilo playoffs. Nos jogos do segundo dia, os perdedores do dia anterior se enfrentavam em um jogo de consolação e os vencedores se enfrentavam em um jogo final.

    No Dream Gap Tour deste ano, as equipes recebem 2 pontos por uma vitória, 1,5 pontos por uma vitória no overtime, 1 ponto por uma vitória nos shootouts, 0,5 pontos por uma derrota na prorrogação ou shootouts e zero pontos por uma derrota. Por fim, pontos adicionais podem ser adquiridos se uma jogadora marca um hat-trick ou um gol short-handed, se uma goleira consegue um shutout ou uma equipe marca cinco ou mais gols.

    Os elencos

    Kendall Coyne Schofield, Hilary Knight e Hannah Brandt formaram a primeira linha de ataque da equipe Minnesota Region, ou Team Adidas. Dani Cameranesi, Kelly Pannek, Annie Pankowski na segunda linha, Sydney Brodt, Sophia Shaver e Abby Roque na terceira e por último Samantha Donovan e Ryleigh Houston na quarta linha. 

    Já a defesa contou com Lee Stacklin, Savannah Harmon, Demi Crossman, e Margo Lund.

    As goleiras foram Nicole Hensley e Maddie Rooney.

    A maioria das jogadoras tiveram passagens na NWHL e ganharam ouro olímpico pela seleção americana de hockey no gelo.

    Na equipe New Hampshire Region, ou Women’s Sports Foundation, a primeira linha foi composta por Hayley Scamurra, Brianna Decker e Amanda Kessell. Alexa Gruschow, Gigi Marvin e Haley Skorupa fizeram parte da segunda linha. Chelsey Goldberg, Courtney Turner e Delaney Belinskas foram a terceira e por último Emily Field.

    Já na defesa, Megan Keller, Kali Flanagan, Jincy Dunne, Jacquie Greco e Codie Cross. As goleiras foram Alex Cavallini e Katie Burt. 

    O primeiro jogo

    Apesar de não ter tido pessoas na arena devido as politicas de restrições pelo COVID-19, o clima na primeira partida da Secret Dream Gap Tour foi intenso.

    O primeiro período não trouxe grandes chances para nenhuma das equipes, e terminou empatado em 0-0. Antes do período acabar, Brianna Decker e Kendall Coyne Schofield trocaram algumas palavras em uma altercação, o que acabou dando uma penalidade para os dois times. Porém, não resultou em nenhum gol.

    Portanto, a grande ação viria no final do segundo período, quando Hayley Scamurra, da equipe New Hampshire Region (NHR), abriu o placar com um passe de Gigi Marvin depois de dominar os chutes.

    Contudo, a felicidade durou pouco, já que antes do segundo período terminar, Savannah Harmon empatou o jogo em 1-1. No terceiro período, Coyne Schofield teve uma grande chance de fazer outro gol. Demonstrando sua agilidade, ela recebeu o punk nas beiradas e saiu correndo em direção da goleira Katie Burt.

    https://twitter.com/HeresYourReplay/status/1366196244348035074

    Entretanto, Burt, conseguiu fazer a defesa. Mesmo assim, a Equipe Adidas sairia na frente minutos depois, com um gol de Ryleigh Houston. Então, a Equipe Adidas rapidamente marcaria mais dois gols. Abby Roque foi quem deixou o placar em 4 a 1.

    Vale ressaltar que a jogadora estava alterando em duas linhas: primeiro, com Ryleigh Houston e Sophia Shaver, e segundo, com Sam Donovan e Sydney Brodt.

    Por fim, o placar foi de 5-2, com o quinto gol sendo feito por Coyne Schofield. No entanto, Gigi Marvin marcou outro para a equipe New Hampshire Region nos últimos minutos do fim da partida. As goleiras Katie Burt e Nicole Hensley tiveram ótimos desempenhos. Burt defendeu 25 shots de 30 e Hensley 37 de 39.

    O segundo jogo

    Procurando uma vitória, as jogadoras do New Hampshire Region não deixariam barato a segunda partida, agora na arena do Rangers. Por isso, nos primeiros seis minutos de partida, o NHR fez dois gols rápidos.

    Brianna Decker abriu o placar, indo sozinha direto na goleira do Team Adidas, Maddie Rooney. Depois, Decker fingiu um chute antes de deslizar o puck para Amanda Kessel, que marcou o segundo gol. 

    Todavia, a estrela da noite passada, Abby Roque, diminuiu o placar. Rapidamente ela fez um gol, aumentando a quantidade de pontos que a jogadora fez na competição. Enfim, o primeiro período terminou com um belo gol no five-hole de Haley Skarupa, o que colocou a equipe NHR em vantagem por 3-1 no placar.

    Era nítido que a equipe queria ganhar esse jogo a qualquer custo, após o resultado da noite anterior.

    No entanto, se o primeiro período foi bem agitado, o segundo foi diferente. Com poucas chances, foi um período em sua maioria quieto. Porém, Codie Cross levou uma penalidade por hooking

    A Equipe Adidas ficou em desvantagem numérica após Kelly Pannek ter cometido um cross-checking e, em seguida, Demi Crossman se juntou a ela na caixa após um holding.

    O bom disso para a Equipe Adidas foi que o time adversário não conseguiu marcar nas penalidades. Savannah Harmon marcaria um gol, porém, ele foi anulado após verem que o puck não chegou a cruzar a linha do gol. 

    Então, Hillary Knight faria o segundo gol do Team Adidas, após lançar um belo passe direto para as redes de Cavalinni. 

    Mas Brianna Decker tinha outros planos, o que acabou com a alegria das adversárias. Sophia Shaver, do Team Adidas, cometeu um delay of game. Logo depois, Sydney Brodt cometeria outra penalidade, desta vez de too many players

    Assim, em outro 5-contra-3, NHR rapidamente converteu a chance, e Decker marcou. Então, ela marcou o quarto ponto no jogo e o placar ficou 4-2.

    Com quatro minutos para o fim do terceiro período, Coyne Schofield ainda marcou o terceiro gol do Team Adidas. Contudo, a vitória foi do New Hampshire Region, que conseguiu aguentar a pressão e triunfou após um jogo difícil.

    O primeiro final de semana da Secret Dream Gap Tour acabou com uma vitória para cada time. Os próximos jogos da comeptição serão em Chicago, nos dias 6 e 7 de março

    Foto: Reprodução/Twitter @PWHPA

  • Playoffs da KHL começam hoje

    Playoffs da KHL começam hoje

    Os playoffs da KHL, liga de hockey formada por equipes da Rússia, Bielorrússia, Letônia, Cazaquistão, Eslováquia, Croácia, Finlândia e China, começam hoje, dia 2 de março. 

    A Conferência Oeste conta com os times Spartak Moscou, CSKA Moscou, Dynamo Moscou, Severstal Cherepovets, Lokomotiv Yaroslavl, Jokerit Helsinki, SKA St. Petersburg e Dinamo Minsk. Já a Conferência Leste conta com os Salavat Yulaev Ufa, Traktor Chelyabinsk, Ak Bars Kazan, Torpedo Nizhny Novgorod, Metallurg Magnitogorsk, Barys Nur-Sultan, Avtomobilist Ecaterimburgo e Avangard Omsk. 

    A disputa das quartas de final qualificatórias para a Gagarin Cup terá início às 11:00 no horário de Brasília. A primeira partida será entre Metallurg e Barys, e logo depois, às 11:30, começam três jogos simultaneamente. SKA St. Petersburg e o Dinamo Minsk se enfrentam em São Petersburgo, enquanto Dynamo Moscou e Severstal Cherepovets vão ao gelo em Moscou, e Avangard Omsk e Avtomobilist se enfrentam em Balashikha, próximo à capital Moscou.

    CSKA Moscou é o líder geral da competição. O time venceu a temporada regular e é o queridinho da vez. Além deles, SKA St. Petersburg e Lokomotiv Yaroslavl também são favoritos ao título. No entanto, o Metallurg, que ficou em terceiro lugar no Leste na temporada regular, traz o aclamado goleiro Vasili Koshechkin. Ele é três vezes medalhista do IIHF World Championship e medalhista olímpico em 2018, consagrando uma equipe experiente e importante na competição. 

    Grande parte dos jogos acontecem em cidades com fuso horário de +6 horas do horário de Brasília. Algumas serão em cidades ainda mais distantes e com fuso de +8 horas. Mesmo com a distância e as longas horas de diferença, ficaremos de olho no que acontece no gelo naquela parte do planeta.

    A agenda oficial dos jogos está no site da liga

    Foto: Reprodução/KHL.ru