Blog

  • Jim Rutherford, GM do Pittsburgh Penguins, deixa o cargo

    Jim Rutherford, GM do Pittsburgh Penguins, deixa o cargo

    O GM do Pittsburgh Penguins, Jim Rutherford, deixou a organização nesta quarta-feira (27), apontando “motivos pessoais” como a razão para fazê-lo. O GM assistente, Patrik Allvin, assumiu a posição de GM interino enquanto a equipe procura por um novo nome para liderar a franquia. Ainda não se especulam nomes para substituí-lo a longo prazo.

    Rutherford chegou a Pittsburgh na temporada 2014-15, e viu os Penguins chegarem na pós-temporada em todos os anos que os comandou. Com ele, o time conquistou a Stanley Cup por duas vezes consecutivas, em 2016 e 2017. Além disso, por sua contribuição ao hockey, Rutherford entrou para o Hockey Hall of Fame em 2019, na categoria de builders

    Mas o período sob o comando de Rutherford não foi um mar de rosas para os Penguins. O agora ex-GM, fez movimentações que deixaram a torcida confusa, triste ou até mesmo enfurecida. As várias mudanças muitas vezes trouxeram peças de caráter duvidoso (Jack Johnson, Erik Gudbranson e Cody Ceci dizem “olá”) para tentar mais uma campanha do core liderado por Sidney Crosby.

    Ao mesmo tempo, o executivo trouxe Patric Hornqvist do Nashville Predators, e o sueco foi fundamental na conquista do back to back. Outra troca importante e fundamental para as duas Stanley Cups foi a chegada de Phil Kessel. Como parte da transação, o então prospect Kasperi Kapanen foi para Toronto. Tal como aprendemos em Rei Leão, a vida é um ciclo sem fim, e o jovem finlandês retornou como uma das últimas aquisições de Rutherford enquanto GM dos Pens. 

    Embora algumas trocas esquisitas às vezes fizessem o torcedor questionar a sanidade do executivo, Rutherford foi muito necessário para o sucesso de Pittsburgh na segunda metade dessa década. Ele substituiu Mike Johnston por Mike Sullivan e isso foi a faísca que a equipe precisava no momento certo. O então GM também complementou seu elenco de estrelas com nomes como Trevor Daley, Nick Bonino, Carl Hagelin e Ron Hainsey, possibilitando duas campanhas vitoriosas. 

    A torcida do Pittsburgh Penguins tem muito a agradecer a Jim Rutherford. E ele pode encerrar essa página de sua carreira com a certeza de que escreveu seu nome dos anais da história da franquia, não apenas no formidável troféu de prata que ajudou a sua equipe a conquistar por duas vezes consecutivas. 

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Primeiro dia de bolha da NWHL é marcado por estreias

    Primeiro dia de bolha da NWHL é marcado por estreias

    No sábado (23), a NWHL fez o seu retorno oficial ao gelo com o primeiro dia da “bolha” em Lake Placid, New York. Com transmissões na Twitch, o primeiro dia teve três jogos programados.

    Dentre eles, tivemos a estreia oficial do Toronto Six e de diversas jogadoras que participaram do draft de 2020 da NWHL. Além disso, a liga, que conquistou diversos novos fãs nesse meio tempo, movimentou as redes sociais dos fãs de hockey, sem falar, é claro, do chat da transmissão, que teve grandes momentos.

    Com a opção de doar inscrições, a solidariedade foi um dos grandes destaques do dia, com fãs comprando diversas inscrições para outros recém-chegados. No entanto, menção honrosa e vai para a doação inusitada de um jogador da NHL, que também estava assistindo à transmissão.

    O winger J.T. Brown, ex-Tampa Bay Lightning e com contrato assinado com o IF Björklöven na HockeyAllsvenskan, não somente assistiu como também interagiu com os fãs e doou ao todo 71 inscrições (o número usado po Saroya Tinker, do Metropolitan Riveters) ainda na primeira partida do dia. Dessa forma, provou-se mais uma vez que com pouco um jogador de destaque pode ajudar na visibilidade para o hockey feminino.

    Outro destaque vai para as jogadoras que mostraram seus apoios aos protestos do Black Lives Matter ocorridos por todo os Estados Unidos no decorrer do ano passado e se ajoelharam durante os hinos nacionais. Assim, mais uma vez jogadores de hockey insistem que o esporte pode e deve apoiar a sociedade nas suas lutas.

    Mas as manifestações em prol do movimento não param por aí. As camisas usadas pelas jogadoras nesta temporada possuem um patch com a frase “end racism” (“acabe com o racismo” em tradução livre). Essa foi uma forma da NWHL mostrar que apoia um hockey mais inclusivo, afinal o hockey é (ou deveria ser) para todos! 

    Riveters 3, Six 0.

    O primeiro jogo do dia foi entre o veterano Metropolitan Riveters e o estreante Toronto Six, o que provavelmente tornou essa uma das partidas mais aguardadas entre os fãs.

    Logo no início da partida, aos 01:43, já tivemos a rede sendo balançada pela defensora Leila Kilduff, das Riveters. Mais tarde, ainda no final do primeiro período, Kilduff repetiu o feito e aumentou a vantagem do time de Nova Jersey para 2 a 0.

    No entanto, isso não desanimou o time canadense, que fez de tudo para marcar um gol na partida. Ao todo foram 40 tiros a gol realizados pelo time, que não conseguiu marcar nenhum graças à goleira Sonjia Shelly. Enquanto isso, as Riveters tiveram 16 shots bloqueados pela goleira Elaine Chuli das Six.

    Por fim, Toronto teve um bom desempenho no gelo apesar da falta de gols. O time, que estava jogando apenas a sua primeira partida na história, conseguiu mostrar que tem um grande potencial e é questão de tempo para se destacar em gols.

    A defesa do Metropolitan Riveters foi excelente e uma das grandes responsáveis pela falta de gols da outra equipe. Ao final, com Toronto deixando o gol vazio, as adversárias aproveitaram a chacen e a atacante Emily Janiga garantiu um terceiro gol faltando apenas 22 segundos para o fim da partida.

    Whitecaps 2, Pride 1.

    Outra partida muita esperada entre os fãs era do Minnesota Whitecaps e Boston Pride, os finalistas da Isobel Cup da temporada 2019-20, que foi cancelada devido à COVID-19. Numa partida emocionante para ambos os lados, as jogadoras deram um show no gelo e mantiveram os torcedores atentos durante a transmissão.

    Ambos os times eram fortes e tinham grandes chances de ganhar. A prova disso foi quando a defensora Jenna Rheault mandou o puck direto para a atacante Christina Putigna, que aproveitou a chance e balançou a rede para o Pride. No entanto, essa alegria não durou muito. Poucos minutos depois foi a vez da atacante Joanna Curtis balançar a rede para as Whitecaps e empatar a partida em 1 a 1 no primeiro período.

    No segundo período, o time de Minnesota abriu uma vantagem ao marcar o seu segundo gol da partida. Desta vez, com o gol da vitória marcado pela capitã Winny Brodt-Brown. Com o ponto, ela se tornou a jogadora mais velha na NWHL a marcar um gol, aos 42 anos.

    Assim, o time garantiu a sua vantagem e posteriormente a sua vitória no seu primeiro jogo na bolha. Boston deu o seu máximo, mas ainda assim não conseguiu marcar nenhum outro gol. Foram seis oportunidades de power plays e 37 shots defendidos pela goleira Amanda Leveille. Enquanto a goleira Lovisa Selander defendeu 17 tiros de 19 realizados pelas Whitecaps. 

    Whale 2, Beauts 1.

    O último jogo do dia foi entre o Connecticut Whale e o Buffalo Beauts. Não era uma estreia ou um duelo tão aguardado como os anteriores, porém isso não o tornou menos importante. Nem menos interessante. Começando pelas goleiras de ambos os times, de um lado a terceira escolha geral do NWHL Draft de 2020, Carly Jackson, pelas Beauts e do outro, a goleira Abbie Ives pelo Whale. 

    Diferentemente das duas primeiras partidas, no primeiro período não vimos nenhum time a balançar a rede. No entanto, isso não durou muito no período seguinte. Marcando o seu primeiro gol e ponto na carreira, a segunda escolha geral do draft do ano passado, a jogadora Kayla Friesen, abriu o placar para o time de Connecticut. Dessa maneira, ela criou uma vantagem para o seu time que durou todo o segundo período.

    Entretanto, o time de Buffalo também queria muito vencer e foi durante um power play no terceiro período que a atacante Kristin Lewicki mandou o puck para dentro da rede e empatou a partida. Consequentemente, o gol aumentou os ânimos no gelo e deixou o duelo entre Jackson e Ives ainda mais acirrado. Ao todo, Carly parou 42 shots contra os 24 defendidos por Abbie.

    Sem novos gols, o jogo não teve outro destino a não ser tentar desempatar na prorrogação, que também seguiu sem nenhuma alteração no placar. Restou apenas o shootout para decidir o time vitorioso.

    Com apenas um gol marcado nas três rodadas, por Katelyn Russ ainda na primeira tentativa, o Connecticut Whale garantiu a vitória da noite sobre as Beauts que não marcaram em nenhuma cobrança. O resultado mostrou que, apesar das jogadoras terem feito o seu melhor no gelo, o grande destaque foram as goleiras de ambos os times. 

    A temporada da NWHL segue até o dia 5 de fevereiro, quando acontece a Final da Isobel Cup. Todos os jogos podem ser assistidos através do canal na Twitch da liga, e a programação completa no horário de Brasília pode ser vista neste tweet.

    Foto: Reprodução/ Twitter @NWHL

  • NWHL usa patch contra o racismo nas camisas

    NWHL usa patch contra o racismo nas camisas

    Para a temporada de 2021, a National Women’s Hockey League e os membros da NWHL Players ’Association (NWHLPA) usarão patches contra o racismo nos uniformes, como parte dos esforços contínuos para a igualdade das 120 jogadoras em todas as seis equipes.

    A temporada começou no sábado, dia 23, após a organização anunciar uma inédita parceria com a NBC Sports

    “Quando se trata de acabar com o racismo, acredito que todos têm a responsabilidade pessoal de reconhecer seus próprios preconceitos implícitos. Portanto, ser anti-racista é uma escolha que se faz todos os dias, que se pauta por conversas corajosas” A defensora do Boston Pride Briana Mastel disse sobre a luta contra o racismo. “Nunca é tarde demais para agir para criar uma mudança positiva.”

    A diretora executiva da NWHLPA, Anya Packer, complementou que “a NWHLPA está firme na luta contra o racismo de todos os tipos e tem orgulho do legado que nossas jogadoras e ex-alunas BIPOC (sigla para black, indigenous and person of color; em português, negros, indígenas e pessoas não-brancas) criaram no hockey feminino.

    “Embora o mundo hoje esteja fragmentado, a NWHLPA continuará a educar nossos atletas, alavancar nossas plataformas e impulsionar ações significativas para tornar o hockey um espaço mais diversificado e inclusivo. Queremos que nossa postura seja clara, por isso temos orgulho de usar os adesivos” afirmou Packer.

    A Comissária da NWHL, Tyler Tumminia, também fez uma declaração sobre o assunto:

    “A NWHL apoia cada jogador, treinador e membro da equipe em qualquer ação pacífica que eles decidam realizar na luta contra o racismo. Por isso, queríamos que uma mensagem aparecesse a cada segundo de cada jogo nesta temporada. Após uma série de discussões, a Associação de Jogadores sugeriu uma mensagem clara sobre todos os uniformes – End Racism (Acabe com o Racismo). Estamos unidos com as jogadoras nesta iniciativa e em tudo que as equipes e jogadoras da NWHL fazem pela igualdade e representação. Contudo, não se engane: o hockey tem um longo caminho a percorrer e vamos continuar a fazer o trabalho.”

    Chance de ser pioneira na luta, de forma ativa

    Contudo, outra questão se levanta. Apesar deste ser um passo importante para a luta contra o racismo no hockey, até que ponto isso é um esforço efetivo? Uma boa ideia seria reverter de alguma forma a venda de camisas com este patch e apoiar alguma ONG de Diversidade e Inclusão, ou construir um tipo de comunidade para incluir jovens BIPOC e tornar o esporte de fato inclusivo. A verdade é que o hockey hoje é elitista independentemente de gênero. 

    Então, a NWHL pode usar essa campanha como oportunidade para ser pioneira sobre questões que assolam a comunidade de pessoas não-brancas, como por exemplo, a luta contra o fim da brutalidade policial. Afinal, a própria NHL abriu mão de tomar rumo sobre tais questões. A campanha de Akim Aliu e da Hockey Diversity Alliance,por exemplo, se desvincularam da liga masculina por falta de interesse da mesma.

    Dessa maneira, a NWHL terá um legado muito mais interessante na melhora das injustiças sociais através do esporte. 

    A noticia e outras citações sobre a iniciativa podem ser lidas, em inglês, no site da NWHL.

  • NWHL recebe apoio de outros atletas durante a bolha

    NWHL recebe apoio de outros atletas durante a bolha

    A bolha da NWHL está prestes a começar e com ela o hockey feminino vem ganhando mais destaque nas redes sociais. Algumas ligas e artistas têm dado o seu apoio, seja participando de doações ou usando suas plataformas para trazer uma visibilidade um tanto necessária para a modalidade. Afinal, não é de hoje que as atletas estão nessa luta e enfim vemos resultados significativos, tais como as semifinais e a final sendo televisionadas nos Estados Unidos.

    Uma das maneiras em que a liga tem recebido apoio é com outros atletas e times da NHL divulgando a nova temporada, como por exemplo o perfil do Colorado Avalanche no twitter, que está sempre interagindo com os perfis dos times e da NWHL. 

    Outra maneira que a NWHL encontrou para trazer visibilidade e ainda arrecadar com a venda de ingressos, são os recortes de “fan face”. Nele os fãs compram ingressos para os jogos, porém, como o acesso ao rinque ainda está proibido, em troca as suas fotos estarão presentes nas arquibancadas representando os mesmos. Dessa forma, muitos torcedores podem apoiar o seu time, permitindo que as arquibancadas não fiquem de fato vazias.

    No entanto, o apoio não ficou restrito somente aos fãs da NWHL. Isso porque times das mais diversas ligas também estão comprando ingressos e ajudando na divulgação, assim como também outros atletas e profissionais do esporte.

    A NHL prestigia a NWHL

    O Boston Bruins é um dos times que estará “presente” nos jogos do Boston Pride. Além de ter comprado 20 ingressos para representar os seus jogadores, o time também irá autografar as suas fan faces para que as mesmas possam ser leiloadas pela Boston Bruins Foundation ao final da bolha. Posteriormente, o time doará o valor da arrecadação para a Mass Hockey e para o Boston Pride’s Coaching Ambassador Program. 

    No entanto, eles não serão os únicos rostos conhecidos da liga masculina presentes nos jogos. O New York Rangers também comprou 25 ingressos, divididos entre o Connecticut Whale e o Metropolitan Riveters. Os rostos de Artemi Panarin, Chris Kreider, Mika Zibanejad, Kaapo Kakko, Adam Fox, Jacob Trouba, Igor Shesterkin e o restante dos Rangers poderão ser vistos nas arquibancadas. 

    Para o time de Connecticut, o New York Islanders enviará o capitão Anders Lee e Josh Bailey para serem representados nas arquibancadas. O Columbus Blue Jackets também participará e será representado pelo mascote Stinger.

    Na arquibancada dos Riveters também estarão presentes três jogadores do New Jersey Devils. O time “enviou” os jogadores PK Subban, Nico Hischier e Jack Hughes para representar a equipe e oferecer apoio à bolha da NWHL. 

    Enquanto isso, o Minnesota Wild também está fazendo a sua parte em apoiar o Minnesota Whitecaps. O time adquiriu 24 ingressos para a bolha, de modo que 23 de seus jogadores e o técnico Dean Evason serão representados nas arquibancadas. Assim como os Bruins, posteriormente o time irá autografar e leiloar as fan faces, e o dinheiro será revertido em bolsas de estudo para o programa Little Wild Learn to Play.

    Mulheres apoiam outras mulheres

    Uma grande parte do apoio tem vindo também de atletas femininas de outros esportes. Elas têm não somente usado as suas redes sociais para apoiar mas também estarão presentes nas arquibancadas. Da WNBA (Women’s National Basketball Association), o apoio vem de diversos times. 

    O Connecticut Sun mostrará o seu apoio para o Whale através das jogadoras Briann January, Kaila Charles, DeWanna Bonner e Jonquel Jones. Ao mesmo tempo, o Minnesota Lynx será representado pela GM e treinadora Cheryl Reeve e a WNBA Rookie of the Year, Crystal Dangerfield. Além disso, as jogadoras Sylvia Fowles, Napheesa Collier e o restante do time também estarão presentes.

    O Whale também contará com a participação do time Las Vegas Aces que será representado na bolha pelas suas jogadoras A’ja Wilson e Angel McCoughtry. Ademais, o Seattle Storm será representado pelas jogadoras Sue Bird e Breanna Stewart. 

    As Riveters contarão com o apoio do time New York Liberty através das jogadoras Sabrina Ionescu, Layshia Clarendon, Jazmine Jones, Jocelyn Willoughby e Amanda Zahui B. Além disso, o time Sky Blue FC da NWSL (National Women’s Soccer League) também comprou 12 ingressos para as suas jogadoras e a GM Alyse LaHue.

    Outras ligas também demonstram apoio

    Esse suporte não fica restrito somente às ligas femininas e à NHL, pois outros esportes também serão representados na bolha. É o caso do CLG (Counter Logic Gaming) que também mostrará o seu apoio à NWHL e participará do evento pelo Buffalo Beauts.

    Da mesma maneira, o novato Toronto Six recebe o apoio do Toronto Blue Jays da MLB para a sua temporada inaugural. Os Blue Jays adquiriram 10 ingressos que serão utilizados para os jogadores Bo Bichette e Vladimir Guerrero Jr., o GM Charlie Montoyo, o mascote Ace, entre outros. 

    A Six Star Pro Nutrition, parceira da NWHL, também está fazendo a sua parte. A empresa de suplementos para atletas decidiu mostrar o seu apoio e, como resultado, adquiriu três ingressos para a bolha. Dessa forma, o jogador de futebol americano T.J. Watt, a jogadora de futebol Tobin Heath e a atleta Callie Bundy também aparecerão nas arquibancadas. 

    No entanto, o destaque vai para o estado de Minnesota que com a campanha #OneMN reuniu os mais diversos atletas para estarem “presentes” nas arquibancadas dos Whitecaps.

    Assim como o Wild e os Lynx, o time também contará com o suporte do Minnesota United FC da MLS, o Minnesota Timberwolves da NBA, o Minnesota Vikings da NFL e o Minnesota Twins da MLB. Não somente mostrando apoio à NWHL, mas acima de tudo mostrando que os mais diversos esportes de um estado podem sim incentivar uns aos outros. 

    Temporada 2020-21

    A sexta temporada da NWHL acontece entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro em Lake Placid, NY no formato bolha. Essa será uma temporada que entrará para a história do hockey, afinal ela marca não somente a estreia do Toronto Six na liga, mas também a primeira vez que as semifinais e a final da modalidade feminina serão transmitidas em rede nacional nos Estados Unidos. Os jogos da temporada regular serão transmitidos através do canal na Twitch da NWHL e você poderá assistir gratuitamente. Fora dos EUA, os jogos das semifinais e final poderão também ser assistidos através da Twitch. 

    Abaixo a agenda da temporada (Horário de Brasília)

    Sábado, 23 de janeiro

    15h – Toronto Six vs. Metropolitan Riveters

    18h – Boston Pride vs. Minnesota Whitecaps

    21h – Connecticut Whale vs. Buffalo Beauts

    Domingo, 24 de janeiro

    15h – Minnesota Whitecaps vs. Toronto Six

    18h – Metropolitan Riveters vs. Connecticut Whale

    21h – Buffalo Beauts vs. Boston Pride

    Terça, 26 de janeiro

    19h30 – Minnesota Whitecaps vs. Metropolitan Riveters

    22h30 – Toronto Six vs. Boston Pride

    Quarta, 27 de janeiro

    19h30 – Boston Pride vs. Connecticut Whale

    22h30 – Metropolitan Riveters vs. Buffalo Beauts

    Quinta, 28 de janeiro

    19h30 – Buffalo Beauts vs. Toronto Six

    22h30 – Connecticut Whale vs. Minnesota Whitecaps

    Sábado, 30 de janeiro

    14h – Connecticut Whale vs. Toronto Six

    17h – Minnesota Whitecaps vs. Buffalo Sabres

    20h – Boston Pride vs. Metropolitan Riveters

    Domingo, 31 de janeiro

    16h – 4º colocado vs. 3º colocado

    19h – 6º colocado vs. 2º colocado

    22h – 5º colocado vs. 1º colocado

    Terça, 2 de fevereiro

    19h30 – 6º colocado vs. 1º colocado

    22h30 – 4º colocado vs. 2º colocado

    Quarta, 3 de fevereiro

    21h – 5º colocado vs. 3º colocado

    Quinta, 4 de fevereiro – Semifinais

    19h30 – 4º colocado vs. 1º colocado

    22h – 3º colocado vs. 2º colocado

    Sexta, 5 de fevereiro – Final às 21h

  • IIHF muda localização de torneio em meio a conflitos políticos em Belarus

    IIHF muda localização de torneio em meio a conflitos políticos em Belarus

    O conselho do Mundial de Hockey, da Federação Mundial de Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês), votou na segunda-feira, dia 18 de janeiro, para mudar a localização da competição em meio a instabilidade política em Belarus. O país co-receberia os jogos em 2021 juntamente com a Letônia.

    Aleksandr Lukashenko está no poder em Belarus há 26 anos. No entanto, apesar de ter realizado uma eleição presidencial em agosto do ano passado, a qual venceu com 80% dos votos, a União Europeia não reconheceu os resultados da votação

    O país está fervilhando em conflitos internos desde essa última eleição. O líder bielorusso vem reprimindo fortemente os protestos, há relatos de inúmeras violações de direitos humanos e opressão da população. Além disso, suas atitudes frente à pandemia da covid-19 abalaram a permanência do torneio em solo belarusso.

    A IIHF alegou que, por questões de segurança dos jogadores, das equipes técnicas, oficiais e dos torcedores, resolveu retirar o Mundial que seria co-sediado em Minsk, capital da nação. O segundo país, Letônia, ainda está sendo considerado pelo conselho para sediar sozinho os jogos. 

    A decisão aconteceu depois que grandes marcas como a Nívea ameaçaram retirar o patrocínio da competição. A maior patrocinadora do torneio, a montadora tcheca Skoda, foi categórica alegando que deixaria tal posição se a Federação mantivesse a sede.

    Eslováquia, Rússia, Dinamarca e República Tcheca, local que sediou o Mundial Júnior de 2020, além da própria Letônia, se ofereceram para sediar o torneio. No entanto, a Rússia está proibida de receber o torneio até dezembro de 2022, como punição pelos escândalo de doping.

  • Os uniformes para a temporada 2020-21 da NWHL

    Os uniformes para a temporada 2020-21 da NWHL

    Temporada nova é sinônimo de novidades para os times, e com a NWHL não poderia ser diferente. Para a sexta temporada da liga, decidiu-se inovar não somente no formato, mas também nos designs escolhidos para os uniformes dos times. Além disso, a NWHL e seus times também firmaram algumas parcerias inéditas nessa temporada 2020-21.

    Uma delas foi a parceria com a empresa K1 Sportswear, que fornecerá aos times as jerseys utilizadas não somente nos jogos mas em todos os eventos pelos próximos três anos. Outra novidade é que a mesma empresa montará uma equipe feminina para trabalhar no projeto, como uma forma de demonstrar apoio para as profissionais mulheres. 

    Outra parceria formada pela liga visando o melhor para as suas jogadoras foi com a empresa Bladetech Hockey que fornece as lâminas para os patins de todos os times. Essa foi outra iniciativa da NWHL, que vem buscando cada vez mais conforto e qualidade para as jogadoras. 

    Boston Pride

    O time vem com tudo nesta nova temporada, além dos uniformes novos, o Pride fez uma parceria com a STÄRK Hockey. A empresa vai fornecer sticks personalizados de acordo com a preferência de cada jogadora. Além disso, no gelo elas irão usar luvas e calças da marca, equipamentos fornecidos pela empresa e bolsas para carregar os mesmos.

    No dia 12 novembro a equipe de Boston anunciou os novos uniformes para os jogos em casa e longe de casa. Como de costume, o uniforme para os jogos de casa traz as cores do time em destaque, com o tom amarelo, puxado para o dourado, e os detalhes em preto e branco. Com o brasão do time em destaque, o uniforme traz o clássico e o moderno na mistura perfeita. 

    Enquanto isso, o uniforme para os jogos longe de casa têm a cor preta em destaque mudando gradualmente para o tom dourado. Com o nome da cidade em destaque, os nomes e números das jogadoras ficaram também por conta do tom dourado trazendo um diferencial para a jersey.

    Buffalo Beauts

    Poucos dias depois de Boston, foi a vez das Beauts revelarem os seus uniformes para a nova temporada. Durante um episódio do “NWHL Open Ice” na Twitch, o time fez a grande revelação, mostrando que também sabe usar o clássico e inovar. Para as partidas em casa o azul bebê está de volta, com os detalhes em preto e branco. Já o uniforme para os jogos como visitante têm a cor preta como principal. 

    Em ambos os uniformes o brasão do time permanece em destaque na frente, com a coroa em um ombro e o brasão da cidade de Buffalo no outro.

    Connecticut Whale

    O Whale foi uns dos primeiros a anunciar os seus novos uniformes para a sexta temporada, ainda no dia 22 de julho durante o programa “NWHL Open Ice” na Twitch. Mantendo as cores do time e trazendo novidades, o uniforme para os jogos em casa têm a cor branca em destaque, com os detalhes das mangas em azul e verde lembrando a cauda de uma baleia.

    Enquanto isso, o uniforme visitante da equipe mantém a marca registrada do time nas mangas e na barra inferior em azul. Na cor verde, os detalhes ficaram por conta do azul e do branco. Assim como a jersey em casa, o uniforme mantém o logo com o C e a baleia sorridente em destaque.

    Metropolitan Riveters

    No final de novembro foi a vez dos Riveters lançarem os seus uniformes, unindo o clássico do time à própria história. Os uniformes levam elementos que representam uma homenagem às mulheres que trabalharam nas aeronaves durante a segunda guerra mundial. O que tinha sido projetado anteriormente para a temporada 2019-20 agora retorna como uniforme dos jogos em casa. Com a cor branca predominante, os detalhes ficam por conta do vermelho e azul. Enquanto a gola é vermelha, a manga azul traz três listras na cor branca. 

    O uniforme para os jogos fora de casa serão representados pela cor azul, com detalhes em vermelho e branco. As faixas e a estrela na manga da temporada inaugural estão de volta dando um toque clássico ao novo. Ambos os uniformes foram projetados pela equipe de marketing da W. Hockey Partners. 

    Minnesota Whitecaps

    No mesmo dia, os Whitecaps fecharam com chave de ouro os anúncios dos novos uniformes da NWHL. Com os detalhes em azul e branco, a camisa preta mantém a marca registrada do time para representar os jogos fora de casa. 

    No entanto, a novidade fica por conta do design inédito para o uniforme dos home games. Pensando em homenagear o apelido de Minnesota, “Land of 10,000 Lakes” (Terra dos 10.000 lagos), o uniforme vem com um design totalmente inovador ao colocar a paisagem de um lago como detalhe na parte inferior da jersey. Para a cor principal, o time seguiu o básico mantendo a cor branca para o pano de fundo da paisagem em azul, usando a natureza como parte da identidade visual do Estado. 

    Toronto Six

    Outro time que firmou uma parceria com a STÄRK Hockey foi o Six, a empresa tem buscado cada vez mais estar atendendo o público feminino e a parceria tem sido mais um passo para isso. Oferecendo os mesmos produtos, a equipe de Toronto terá acesso a sticks personalizados para as suas jogadoras. Além disso, luvas e calças, e o equipamento necessário dentro e fora do gelo, assim como a bolsa para carregar o equipamento serão disponibilizados.

    Anteriormente, no dia 26 de junho, o time havia divulgado o uniforme que irá utilizar em sua temporada de estréia. Com três modelos, os Six lançaram os uniformes para os jogos em casa, longe de casa e o uniforme alternativo. 

    A sexta temporada da NWHL irá acontecer entre os dias 23 de janeiro e 05 de fevereiro em Lake Placid, NY, no formato bolha. Ela será transmitida através da Twitch da liga com as semifinais e final exclusivamente na NBC Sports nos Estados Unidos. 

    Foto: Ilustração com fotos de nwhl.zone e Twitter @thebostonpride

  • Descubra qual time da NWHL mais combina com você

    Descubra qual time da NWHL mais combina com você

    Com a nova temporada da NWHL se aproximando, além de todo o conteúdo aqui no site para você ficar por dentro dessa liga, que tal descobrir qual das seis equipes tem o perfil que mais se parece com o seu?

    Faça o quiz abaixo e descubra agora. Você também pode compartilhar seus resultados no final!

  • Boston Bruins aposentará camisa de Willie O’Ree

    Boston Bruins aposentará camisa de Willie O’Ree

    Quando Willie O’Ree se tornou o primeiro jogador negro na NHL em 1958, 63 anos atrás, ele teve de enfrentar muitos obstáculos por conta do racismo existente (até hoje) no hockey. Embora ainda seja possível ver poucos jogadores negros em uma liga com quase mil jogadores, o que Willie fez foi algo muito importante, pois possibilitou a abertura da inclusão de tais jogadores que antes eram ignorados.

    Por isso, Willie terá sua camisa aposentada pelo Boston Bruins, time pelo qual jogou em sua trajetória na Liga. A cerimônia será no dia 18 de fevereiro, antes do jogo da equipe contra o New Jersey Devils. O’Ree se tornou o primeiro jogador negro na NHL uma década após Jackie Robinson ter sido o primeiro jogador negro a jogar na MLB, a liga profissional de baseball.

    O’Ree, atualmente com 85 anos, entrou para o Hall da Fama da NHL em 2018. No mesmo ano, a NHL instituiu o prêmio anual Willie O’Ree Community Hero em sua homenagem. O prêmio é projetado para reconhecer um indivíduo que trabalha para impactar positivamente sua comunidade, cultura ou sociedade por meio do hockey. Enfim, agora, três anos depois, seu número será aposentado pelo Bruins.

    “As contribuições de Willie para o hockey transcendem as conquistas no gelo e abriram inúmeras portas para os jogadores que vieram depois dele”, disse o presidente do Bruins, Cam Neely, no anúncio desta terça-feira. “Ele é, sem dúvida, merecedor desta honra.”

     “Após quebrar a barreira da cor como um Boston Bruin em 1958 e eventualmente se aposentar do hockey profissional em 1979, Willie se tornou o embaixador definitivo para melhorar a diversidade e inclusão dentro do jogo. No entanto, o mundo inteiro do hockey está eternamente em dívida com Willie por tudo o que ele fez e continua fazendo pelo esporte. Estamos extremamente orgulhosos de aposentar o número de Willie e consolidar seu legado como um dos maiores atletas de Boston. ” completou Charlie Jacobs, CEO do Bruins. 

    Willie mora atualmente em San Diego, na Califórnia. Sobre a homenagem, ele disse:

    “Eu estava sentado no meu quintal (segunda-feira) à tarde, e Cam Neely do Bruins ligou. Eu disse ‘Oi, Cam, como você está?’ Ele disse: “Estou bem, tenho algo especial para lhe contar”. Então, ele disse: ‘Os Bruins vão aposentar seu número.’ Eu disse, ‘Oh meu Deus.’ Eu fiquei sem palavras por alguns segundos. Enfim, estou impressionado e emocionado por ter minha camisa dos Bruins aposentada.”

    O atual capitão do Bruins, Patrice Bergeron, proferiu elogios a O’Ree e disse quão importante isso é para o hockey.

    “Significa muito”, disse Bergeron. “É merecido e é a coisa certa a se fazer, eu acho. É incrível o impacto que ele teve, quebrando obviamente a barreira da cor, mas também seu trabalho com inclusão e diversidade no hockey há tantos anos. Ele é um grande embaixador e alguém que conheci ao longo dos anos, uma pessoa incrível para conversar (…) Estou muito feliz por ele. “

    Por fim, na segunda-feira, a NHL anunciou que todos os jogadores da liga usarão um decalque em seus capacetes com uma foto de O’Ree e a mensagem “celebrando a igualdade”. Os decalques serão usados de 16 de janeiro até o final de fevereiro, que é o Mês da História Negra.

    Mais informações sobre a homenagem no site da NHL (em inglês).

    Foto: Reprodução/Susan Walsh

  • Mark Stone é o primeiro capitão da história de Vegas

    Mark Stone é o primeiro capitão da história de Vegas

    O winger canadense Mark Stone foi anunciado hoje (13) como o primeiro capitão da história do Vegas Golden Knights. A equipe, que se juntou à NHL em 2017, passou suas primeiras temporadas sem um C, enquanto formava seu grupo de liderança. Embora a primeira figura emblemática de Vegas tenha sido o goleiro Marc-André Fleury, a perda de espaço dele somada à chegada de estrelas, bem como a ascensão de outros membros do elenco, fizeram com que Stone se tornasse o principal candidato para a vaga. 

    O vídeo de Vegas para anunciar seu primeiro capitão

    Stone chegou a Vegas durante o ápice do caos de sua equipe anterior, o Ottawa Senators. Em uma troca que envolveu um prospect muito cobiçado à época, Erik Brannstrom, o canadense se tornou um Golden Knight. Aclamado por ser um dos melhores jogadores two-way, embora seja um winger e essa característica costuma se restringir a centers, Stone elevou mais ainda o ataque do time. Seu comprometimento com a franquia foi reafirmado pelo contrato de oito anos, com um salário anual de 9,5 milhões de dólares. 

    Com quase um ponto por jogo em sua primeira temporada completa vestindo a camisa de glitter, o canadense é uma excelente escolha para o C. Aos 28 anos, ele ainda tem muitos anos pela frente e poderá liderar a nova geração de jogadores da equipe. Embora alguém como Jonathan Marchessault ou até mesmo o recém-contratato Alex Pietrangelo sejam figuras importantes no vestiário, Stone foi um dos primeiros nomes a se comprometer a longo prazo com a franquia. 

    Resta-nos saber se o capítulo de Mark Stone como capitão do Vegas Golden Knights irá acabar em champagne ou lágrimas. Afinal, mais do que ser o primeiro detentor do C na história da franquia, ele pode fazer história como aquele que trouxe a glória da Stanley Cup às ruas da Sin City.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O início da temporada será nesta quarta-feira (13), e para que a temporada possa realmente acontecer, a NHL teve de se reinventar, criando novas divisões e realinhando times. Na sequência dos textos sobre as prévias de cada divisão na temporada 2020-21 (Divisão Central, Divisão Norte e Divisão Leste), agora trouxemos nossa prévia sobre a Divisão Oeste.

    As coisas ainda parecem incertas para este início de temporada. Columbus Blue Jackets adiou alguns treinos por conta do roster ter sido infectado pelo novo coronavírus, e o Pittsburgh Penguins também precisou cancelar os treinos. No entanto, a princípio, a temporada irá ocorrer normalmente.

    Os training camps se iniciaram no dia três de janeiro. Assim, estivemos acompanhando as movimentações ao redor da Liga. 

    Anaheim Ducks

    O futuro do Anaheim Ducks parece próspero. Afinal de contas, Trevor Zegras, um dos maiores nomes do Mundial de Juniores, foi um dos principais nomes na conquista do ouro pelos Estados Unidos. Além disso, a equipe da Califórnia também draftou nomes interessantes como o defensor Jamie Drysdale e Jacob Perreault. 

    Dito isto, estamos falando do presente. E o presente do Ducks, atualmente, não é tão otimista. A equipe precisa de diversos ajustes. Eles conseguiram ajustar um problema, dentre tantos, ao contratarem Kevin Shattenkirk, que recentemente ganhou uma Stanley Cup com o Tampa Bay Lightning. 

    Além disso, a Divisão Oeste é extremamente competitiva. Em uma divisão onde pelo menos quatro times já possuem a vaga garantida nos playoffs, a chance dos Ducks conseguirem uma por sorte, atualmente, não é possível. Porém, os torcedores podem se animar com o futuro da franquia.

    Arizona Coyotes

    Se dependesse somente de goleiro, a equipe do Arizona Coyotes facilmente estaria cotada como um dos times nos playoffs. Afinal, Darcy Kuemper é um ótimo goleiro e inclusive foi cotado ao Vezina Trophy ano passado. Seu backup, Antti Raanta, também fez um ótimo trabalho quando Kuemper se lesionou.

    Contudo, os Yotes estão em uma divisão bem forte este ano, e seus problemas defensivos e de ataque acabam pesando para a equipe. Taylor Hall assinou com a equipe ano passado, e apesar de não ter tido grandes números, ele ajudava a dar o ataque ofensivo necessário. Porém, o atacante foi para o Sabres nesta off-season.

    Arizona conta com bons nomes como Clayton Keller, Phil Kessel e Conor Garland para o ataque. Ainda, Barret Hayton, o prospect que a equipe selecionou em 2018, pode se mostrar uma boa opção para o ataque se ele se mantiver saudável. Já na defesa, eles têm Jakob Chycrun e Olivier Ekman Larssson que, se saudáveis, poderão continuar sendo bons nomes para o time. Entretanto, de nada vale uma boa defesa se não acompanhada por atacantes que façam gols. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche atualmente é uma equipe cheia de talentos, que mais cedo ou mais tarde ganhará uma Stanley Cup. O elenco de Colorado ainda é composto por grandes nomes como Nathan MacKinnon, Mikko Rantanen, Andre Burakovsky, Gabriel Landeskog. Na defesa, contam com o talento de Cale Makar. 

    Porém, não só de grandes nomes uma equipe se faz. O resto do elenco, composto por Ryan Graves, Erik Johnson, Samuel Girard e agora Devon Toews, que veio do New York Islanders, mostram como a defesa que antes já era sólida virou letal. 

    Nazem Kadri foi uma grande adição no ano passado, quando veio do Toronto Maple Leafs. Brandon Saad, veterano que era do Chicago Blackhawks, também acrescentará profundidade e experiência ao time. 

    Com certeza, a equipe tem chances de ir para os playoffs como grandes favoritos nessa temporada reduzida. Quem sabe, poderão alcançar o sonho da conquista da Stanley Cup. 

    Los Angeles Kings

    O Los Angeles Kings entrou em rebuild. Por isso, não há grandes expectativas da equipe esse ano na Divisão Oeste. Entretanto, o caminho dos Kings no futuro poderá ser brilhante.

    Com a segunda pick do primeiro round, eles escolheram Quinton Byfield, cotado para ser um dos melhores centrais da geração dele. Sem grandes mudanças nessa temporada, os veteranos Anze Kopitar e Drew Doughty são esperados a ter o mesmo nível mediano de jogo das temporadas passadas.  Jonathan Quick e Cal Petersen são os goleiros da equipe, contudo, o titular ainda será Quick, que não tem tido boas temporadas recentemente.

    Não há muitas expectativas para o Kings de agora, e o time não deve ir para os playoffs. Porém, os novos prospects de elite prometem ser a força para que a equipe seja novamente contender em breve.

    Minnesota Wild

    Apesar do Wild ter conseguido ir para os playoffs na temporada passada, a equipe terá que ser melhor do que Colorado, St. Louis, Arizona e Vegas para conquistar a vaga. Isso, por si, já é a tarefa mais difícil que o time terá de fazer. Porém, talvez, a defesa do Minnesota Wild consiga garantir uma vaga. Jared Spurgeon, Jonas Brodin e Matt Dumba são nomes fundamentais na ótima defesa do Wild.

    Nesta offseason, o Wild foi atrás de um novo goleiro para substituir Devan Dubnyk. Então, assinaram com Cam Talbot, que antes jogava com o Calgary Flames. O backup continua sendo Alex Stalock. Resta saber se a dupla Talbot e Stalock será superior a dupla Dubynk e Stalock nesta temporada.

    Por fim, o ataque do Wild conta com alguns bons nomes, mas que, no geral, não são exatamente tão fatais no momento em que é preciso ser. Eric Staal foi trocado para o Buffalo Sabres, e quem chegou ao Wild foi Marcus Johansson. Johansson não possuía números tão bons nos Sabres. Contudo, ele é um jogador rápido e, ao lado de Kevin Fiala, ele poderá ser um grande aliado ao time. 

    San Jose Sharks

    A temporada dos Sharks em 2020 foi decepcionante, ainda mais se pensar que em 2019 eles foram para uma Final de Conferência, na qual foram derrotados pelos futuros campeões St. Louis Blues. A previsão é de que nessa temporada atual o Sharks não consiga ir tão longe na Divisão Oeste.

    O time possui contratos longos com jogadores veteranos, como os defensores Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson. Tais jogadores não alcançam o que é esperado deles, ou seja, uma defesa sólida, e o impedimento de gols do time rival. Isso acaba atrapalhando o funcionamento do time. Mesmo assim, Burns e Karlsson talvez ainda sejam os melhores nomes da defesa, ao lado de Mario Ferraro, que provavelmente terá mais destaque no roster.

    O goleiro Martin Jones ainda é cotado para ser o titular. Porém, Jones não tem sido o goleiro bom e confiável que ele costumava ser no passado. Por isso, é esperado que Devan Dubnyk, adquirido do Minnesota Wild, faça par com ele, e ambos dividam as redes durante a temporada.

    Por fim, o ataque permanece o mesmo. Timo Meier, Thomas Hertl provavelmente serão nomes importantes para o ataque. Já Evander Kane e Logan Couture terão de melhorar e fazer mais gols se quiserem ver seu time indo para os playoffs

    St. Louis Blues

    Não é novidade para ninguém que o ex-capitão do Blues, Alex Pietrangelo, foi para o Vegas Golden Knights. Além disso, Jay Bouwmeester anunciou a aposentadoria. Porém, os Blues não sentirão muito esses desfalques.

    Torey Krug, antigo defensor dos Bruins, assinou um contrato de sete anos com os Blues. Krug possui ótimas características no ataque ofensivo e no power play. Além dele, a blue line dos Blues conta com Vince Dunn, o jovem defensor da equipe, que assinou por mais um ano. Colton Parayko também é outro D-man de elite, e compõe o elenco da defesa do time. Enfim, Jordan Binnington continuará sendo titular da equipe, já que Jake Allen saiu para o Montreal Canadiens. 

    Vladimir Tarasenko ainda está se recuperando de uma lesão. Por isso, ele não participará da temporada. Entretanto, nem tudo está perdido, já que o novo capitão Ryan O’Reilly provavelmente será o maior poder ofensivo da equipe nesta temporada. Ao lado dele, temos David Perron e Brayden Schenn. Mike Hoffman assinou um ano com o Blues e na duas temporadas na sua antiga equipe, o Florida Panthers, Hoffman foi um sólido atacante com mais de 30 gols por temporada.

    Mesmo a Divisão Oeste sendo bastante competitiva, os Blues certamente alcançarão os playoffs e poderão brigar pela sorte de novamente erguer a Stanley Cup. 

    Vegas Golden Knights

    Vegas entra em sua quarta temporada na NHL como, novamente, favoritos à Stanley Cup no Oeste. Isso porque a equipe possui muitos talentos, tanto ofensivos quanto defensivos.

    Alex Pientragelo, que saiu dos Blues, assinou um contrato de sete anos com a equipe de Nevada. Assim, ele oferecerá um ótimo aspecto defensivo, algo em que Vegas pecava um pouco, mesmo tendo um elenco composto por Shea Theodore e Alex Martinez (que foi adquirido dos Kings).

    A parte ofensiva da equipe permanece a mesma, basicamente. Mark Stone é um dos maiores nomes da equipe e é esperado que ele continue no ritmo dos outros ótimos anos que ele teve com a equipe. Além disso, Max Pacioretty também é um jogador de elite, que certamente fará um poder ofensivo forte para a equipe. 

    Robin Lehner irá inevitavelmente susbtituir Marc-André Fleury como goleiro principal, já que este último não é o mesmo jogador de antes. Porém, essa dupla de goleiros é de assustar qualquer um, já que ambos oferecem o suporte e a confiança que um goleiro deveria passar. Não é surpresa que Vegas consiga ir para os playoffs, mostrando novamente como uma nova franquia pode se reinventar com peças de outras equipes.