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  • A evolução dos hits na NHL em 10 anos

    A evolução dos hits na NHL em 10 anos

    O hockey é um esporte físico, e essa talvez seja uma de suas maiores e mais marcantes características. Os hits e checks são fundamentais para a dinâmica do esporte. Portanto, a ideia de que os jogadores precisam aturar todo tipo de dor, muito além da física, contribui para a exclusividade do esporte, o que nem sempre é positivo.

    Quando um oponente está com a posse do puck, o jogador tem a liberdade de usar o qualquer parte do corpo para impedir que este continue a jogada. Assim, acaba lançando um “check”, em que se é permitido atingir a área do peito, ombro ou quadril.

    Porém, como todo esporte de contato, existem riscos ao cometer hits e, principalmente, ser atingido por eles. Consequentemente, diversos jogadores, ao fim de sua carreira, acabam exibindo sinais de ETC (Encefalopatia Traumática Crônica), que se dá por lesões repetidas na região cerebral. 

    Para concluir o mês de fevereiro, e os acontecimentos de 2010, no especial 10 for 10, o NHeLas resolveu revisitar um caso de concussão acontecido há 10 anos que acabou mudando a percepção da Liga em relação aos hits e concussões e, por fim, o próprio jogo. 

    O incidente

    No dia 7 de março de 2010, o Pittsburgh Penguins jogava contra o Boston Bruins. No entanto, o que era para ser uma partida tranquila, acabou desencadeando um fato trágico.

    Em uma jogada, Matt Cooke atingiu Marc Savard, jogador dos Bruins, com um golpe na cabeça, gerando neste último uma grave concussão. Esta forçou Savard a perder dois meses de jogos.

    Matt Cooke (Penguins) atinge Marc Savard (Bruins) na cabeça
    Matt Cooke (Penguins) atinge Marc Savard (Bruins) na cabeça

    Cooke afirmou que não pretendia ferir o jogador. Entretanto, Peter Chiarelli, na época GM do Bruins, disse que “foi um golpe muito certeiro na cabeça”. Seguidamente, até mesmo colegas de equipe de Cooke, como Bill Guerin, mostraram-se indignados, afirmando que esse tipo de hit deveria ter alguma penalidade.

    No entanto, o jogador dos Penguins não recebeu penalidade ou suspensão alguma. Na época, a falta de punição recebeu muitas críticas da comunidade do hockey.

    Consequentemente, Savard foi diagnosticado com síndrome pós-concussão durante o resto da temporada regular, perdendo assim os 23 primeiros jogos da temporada de 2010-11.

    Em janeiro de 2011, ele sofreu uma segunda concussão, quando Matt Hunwick, do Colorado Avalanche, o atingiu novamente na região cerebral.

    Duas concussões sérias em 10 meses foram suficientes para que os Bruins encerrassem a temporada de Savard naquele momento. No entanto, mesmo assim, após ganharem a Stanley Cup de 2011, os Bruins pediram à liga que incluísse o nome de Savard na taça. Tal pedido foi concedido, já que o jogador apenas perdeu os jogos devido a lesão.

    Seguidamente, naquele mesmo ano, Chiarelli voltou a afirmar: “com base no que vejo, o que ouço, o que leio e o que me dizem, é muito improvável que Marc jogue novamente”. Isso, por fim, só viria a confirmar  de fato o fim da carreira de Savard na NHL.

    Em 1 de julho de 2015, o contrato de Savard com os Bruins foi incluído na trade de Reilly Smith para o Florida Panthers, em troca de Jimmy Hayes, devido a circunstâncias de teto salarial.

    Futuramente, em junho de 2016, o contrato de Savard acabou por ser negociado com o New Jersey Devils. Este foi acompanhado de uma escolha da segunda rodada no NHL Entry Draft de 2018, em troca de Paul Thompson e Graham Black. Por fim, Savard veio a anunciar formalmente sua aposentadoria apenas em 22 de janeiro de 2018. Assim, passando-se sete anos após disputar seu último jogo na NHL.

    Savard disse, anos depois, que seus sintomas eram o bastante para que ele fosse considerado uma pessoa suicida. Em uma entrevista, que cedeu em 2017, ele acaba mostrando claramente a perspectiva de alguém que sofreu com tais sintomas.

    “Eu já tinha experimentado três ou quatro pequenas concussões antes, mas nada como isso. Esse foi o começo de alguns dias realmente sombrios. É uma parte da minha vida que eu realmente não gosto de lembrar com muita frequência (…) Eu tive essas dores de cabeça terríveis, e qualquer barulho alto ou luz forte foi … quero dizer, é quase indescritível.” Afirmou  Savard para o The Players Tribune.

    A consequência na Liga

    No dia 24 de março de 2010, em resposta ao fato de Cooke não ter sido suspenso, a Liga implementou a Regra 48. A nova regra tinha o intuito de proibir golpes na região cerebral, como o que custou o resto da carreira de Savard. Segundo a regra: 

    48.1 – Um hit lateral em um oponente onde a cabeça é o alvo ou o ponto principal do contato não é permitido.

    48.2 Minor Penalty – Não há minor penalty nessa penalidade.

    48.3 Major Penalty – Ao violar essa regra, um major penalty deve ser assegurado.

    48.6 Multas e suspensões – Qualquer jogador que receba 2 game misconducts sob esta regra, tanto jogos regulares da Liga ou dos playoffs, será suspenso automaticamente para o próximo jogo que sua equipe jogar. 

    Ao anunciar a regra, o comissário da NHL, Gary Bettman, afirmou que “a eliminação desses tipos de hits devem reduzir o número de lesões, incluindo concussões, sem necessariamente afetar a fisicalidade do jogo. (…) Fiquei chateado que não havia nenhum tipo de punição para tais hits (nas regras da Liga).”

    O futuro dos hits

    O assunto sobre os hits e checks violentos, bem como os resultados destes nos jogadores, sempre foi algo pertinente. No entanto, muitos dividem reações, tanto positivas quanto negativas, em relação ao tema. Alguns acham que é preciso banir todos os tipos de hits. Todavia, outros apreciadores do esporte acham tal atitude muito radical. 

    Ainda sim, vale ressaltar que, independentemente do lado defendido, a regra contra os hits na cabeça só existe há 10 anos.

    Muitos ainda temem que regras como esta possam vir a minimizar demais, ou mesmo acabar com os “encontrões” em jogo e, desta forma, eliminando uma característica que faz o hockey se destacar dos demais esportes. Ou seja, acredita-se mesmo que isso tudo possa vir a “dar um fim” à modalidade.

    Entretanto, a intenção da Liga não é de acabar com os hits, ou fazer o esporte perder sua essência. O intuito é demonstrar como isso pode ser diminuído ou feito com cautela. Além disso, é importante fazer com que o jogador pense em seus movimentos e nas consequências destes, mesmo que o hockey seja um esporte extremamente rápido.

    Às vezes, encontros pontuais, nos quais os jogadores precisam sair do jogo imediatamente, acabam sendo melhores para tratar do que os hits cotidianos, que por fim podem trazer danos futuros.

    A implementação da regra foi bem aceita pela comunidade do hockey. Um ano após ser incluída ao rulebook, os GMS disseram que ela é um passo positivo no esforço contínuo de limitar as concussões no jogo.

    A história de Savard nos mostrou como um acontecimento trágico deu início a discussão sobre como diminuir as concussões e a relação do ETC com estas. Porém, a exemplo da história de Todd Ewen, e muitos outros que já passaram pela Liga, é fato que nem todos chegam a se recuperar, ou mesmo sobrevivem às consequências das lesões cerebrais sofridas.

    A Encefalopatia Traumática Crônica é uma doença neurodegenerativa que se dá devido a lesões constantes na região cerebral. Assim, muito se especula a relação desta com os hits que os jogadores sofrem no gelo. 

    Mas como todo assunto dentro de um ambiente cercado de tradicionalismo, muitos pontos são feitos. Trata-se de uma discussão que talvez não tenha lado certo ou lado errado. Porém, é necessário a conscientização para que os riscos sejam conhecidos e, desta forma, menos jogadores sofram no futuro. 

    Savard, ao falar sobre a importância de sua situação ter desencadeado mudanças na Liga:

    “Sim, estou feliz pelo sucesso que levei a algumas mudanças positivas em relação à segurança dos jogadores. Esperançosamente, em algum momento, esses hits estarão totalmente fora do hockey. Mas o aspecto mental do que passei após o golpe foi tão brutal quanto o próprio golpe. A angústia de não saber o que seria da minha vida e minha identidade era pior do que todas as terríveis dores de cabeça. A ansiedade esmagadora que experimentei foi pior do que qualquer osso quebrado.“

    Talvez não haja uma solução pontual sem ser polêmica. O hockey é um esporte constituído essencialmente por esse tipo de contato. Isso, de certa forma, é o que dá a cara à modalidade em si.

    Entretanto, da mesma forma que pensar nas discussões geradas por esses hits fosse impossível anos atrás, é provável que mudanças continuem acontecendo e que, aos poucos, existirá um futuro melhor e mais saudável para os jogadores de hockey.

  • Draft Class de 2010: onde estão

    Draft Class de 2010: onde estão

    O primeiro draft da década aconteceu no Staples Center, em Los Angeles, e deu o pontapé inicial para o que poderia ter sido uma dinastia para o Edmonton Oilers. Isso porque, durante os anos 2010, a equipe canadense teve nada mais do que quatro primeiras escolhas nos drafts. Entretanto, esta tão esperada hegemonia dos Oilers não aconteceu. 

    Por outro lado, o draft de 2010 nos apresentou jogadores que viriam a se tornar verdadeiras estrelas. Todo ano temos aquelas promessas que, quando chegam à NHL, não atingem o desempenho esperado ou demoram anos para adequar seu jogo ao nível profissional. Isso acontece porque no draft os jogadores escolhidos têm apenas 18 anos e uma carreira inteira pela frente. 

    Em 2010, as três primeiras escolhas foram Taylor Hall, Tyler Seguin e Erik Gudbranson. Além deles, conhecemos nomes como Vladmir Tarasenko, Evgeny Kuznetsov e Phillip Grubauer, que foram campeões com suas equipes. Por outro lado, tivemos John Klingberg, que não era considerado uma estrela no draft, mas com o passar dos anos passaram e o jogador se tornou uma peça fundamental no Dallas Stars. 

    Dessa forma, relembramos nomes que foram selecionados naquele ano e que hoje são verdadeiros ídolos do esporte.

    Taylor Hall: wunderkind, garoto problema e MVP (#1 overall, Edmonton Oilers)

    A primeira escolha daquela noite foi Taylor Hall, right winger canadense que foi escolhido do Windsor Spitfires da Ontario Hockey League (OHL). Hall estava ranqueado em segundo lugar entre os jogadores de linha norte-americanos. Entretanto, seus dois títulos consecutivos da Memorial Cup, dos quais foi MVP em ambas as ocasiões, levaram a equipe de Alberta a escolhê-lo.

    Após chegar em Edmonton com pompa, Hall foi nomeado All-Star em 2011, mas sua primeira temporada na Liga foi encerrada após o canadense lesionar seu tornozelo no final de uma briga contra Derek Dorsett. Com isso, a temporada de 22 gols e 20 assistências em 65 jogos não foi o bastante para o atleta chegar até os finalistas do Calder Trophy (melhor novato). 

    Em 2012, por sua vez, o winger teve sua temporada encerrada após a constatação de que ele precisaria de uma cirurgia no ombro. No período desde que fora draftado, Hall viu sua equipe ter a primeira escolha três vezes, selecionando Ryan Nugent-Hopkins, Nail Yakupov e Connor McDavid. Neste meio tempo, rumores de que Hall teria um comportamento problemático no vestiário e fora das arenas passaram a circular.

    Contudo, a chegada de McDavid colocou o canadense em um lugar inédito, o de liderança e mentoria, já que o atual capitão dos Oilers viveu com Hall durante o seu primeiro ano na Liga. O choque veio quando, em junho de 2016, Hall foi trocado para o New Jersey Devils por Adam Larsson.

    Em Newark, o winger encontrou sucesso com a equipe dos Devils e foi para os playoffs pela primeira vez em sua na carreira. Após uma temporada de destaque, em 2018 ele conquistou o Hart Trophy de MVP da temporada regular da NHL. Todavia, o projeto dos Devils não obteve o resultado esperado nas duas temporadas seguintes, o que fez com que Hall se tornasse um alvo para outras equipes. Prestes a se tornar free agent, o winger foi trocado para o Arizona Coyotes em dezembro de 2019.

    Tyler Seguin: das festas para o rodeio (#2 overall, Boston Bruins)

    O center canadense foi selecionado do Plymouth Whalers da OHL com a escolha que o Boston Bruins recebeu de Toronto quando trocaram Phil Kessel. Em seu primeiro ano na Liga, Seguin participou do All Star Weekend, marcou 22 pontos e conquistou a Stanley Cup.

    Depois de não ser relacionado durante os dois primeiros rounds dos playoffs daquele ano, Seguin estreou contra o Tampa Bay Lightning. Aos 19 anos o canadense se tornou o primeiro adolescente a anotar quatro pontos em um jogo da pós-temporada desde Trevor Linden, do Vancouver Canucks, em 1989.

    Em 2012, durante o lockout, Seguin defendeu o EHC Biel da Suíça enquanto a temporada da NHL estava suspensa. Após o retorno da Liga, o Boston Bruins chegou à final da Stanley Cup, perdendo para o Chicago Blackhawks. Com esses playoffs vieram as polêmicas, e Seguin foi inclusive cortado de um jogo por perder o café da manhã da equipe. 

    Na intertemporada de 2013, Seguin foi trocado para o Dallas Stars, onde atua até hoje. Desde que estreou pela equipe, o canadense já marcou 510 pontos, mas a equipe texana foi para os playoffs em apenas três ocasiões (2013/2014; 2015/2016; 2018/2019). Em setembro de 2018 Seguin assinou uma extensão contratual de oito anos, avaliada em quase 80 milhões de dólares.

    Jeff Skinner: em busca pelo fim da mediocridade (#5 overall, Carolina Hurricanes)

    O left winger foi escolhido do Kitchener Rangers da OHL e estreou profissionalmente contra o Minnesota Wild. Durante o All Star Game de 2011 Skinner substituiu Sidney Crosby e, na época, se tornou o jogador mais jovem a participar do evento. No final da sua temporada de estreia, o canadense venceu o Calder Memorial Trophy, desbancando Logan Couture e Michael Grabner.

    Depois do sucesso de sua primeira temporada, Skinner assinou sua renovação em 2012, por mais de 34 milhões em seis anos. Entretanto, sua produção foi muitas vezes interrompida por diversas concussões, que inclusive causaram preocupação acerca da longevidade da carreira do winger. Depois de oito temporadas, sendo duas como alternate captain, o canadense foi trocado para o Buffalo Sabres em 2018.

    No ano seguinte ele estendeu seu compromisso com a equipe por mais oito anos, pela bagatela de 9 milhões por temporada. É importante mencionar que Skinner nunca jogou nos playoffs da NHL, nem durante a época nos Canes quanto em Buffalo. Foi apenas após troca de Skinner que Carolina começou a renovar sua equipe.

    Vladimir Tarasenko: da Sibéria para o meio-oeste (16th overall, St. Louis Blues)

    O russo foi draftado em 16º no primeiro round pelo St. Louis Blues, diretamente do Sibir Novosibirsk da Kontinental Hockey League (KHL). Um ano antes ele havia sido o novato revelação na primeira temporada da história da KHL. 

    Em janeiro de 2012 o atleta foi trocado da equipe que o revelou para o SKA Petersburg e em junho daquele ano anunciou que iria para a América do Norte. Entretanto, com o lockout, que atrasou a temporada da NHL, o atleta participou dos 48 jogos do St. Louis Blues na temporada reduzida, marcando um gol em seu primeiro jogo na Liga, contra o Detroit Red Wings. 

    Desde seu début na Liga, o russo já teve duas temporadas com pelo menos 30 gols nos últimos cinco anos, feito compartilhado com seu compatriota Alexander Ovechkin. Em junho de 2019, após um período atuações questionadas e muitos rumores de trocas, o atleta venceu a Stanley Cup, primeira vez da franquia de St. Louis.

    Evgeny Kuznetsov: o exorcista de Penguins (26th overall, Washington Capitals)

    O russo foi selecionado do Traktor Chelyabinsk da KHL no primeiro round de 2010, mas estreou pela equipe da capital americana apenas em 2014. Seu primeiro gol da temporada regular foi contra o Los Angeles Kings, em março do mesmo ano, enquanto o seu primeiro feito nos playoffs ocorreu contra o New York Islanders. Na temporada de 2015/2016 o russo substituiu seu capitão, Ovechkin, no All Star Game.

    No verão de 2017 o center estendeu seu compromisso com os Capitals por mais oito anos, com um salário de 7,8 milhões de dólares anuais. Na pós-temporada inaugural de seu novo contrato, Kuznetsov levou a equipe de DC à terra prometida, protagonizando um dos momentos mais icônicos da era moderna da NHL.

    “Os demônios foram exorcizados”, uma das narrações mais icônicas da última década na NHL, quando os Capitals finalmente foram para as finais da Conferência com o gol de Kuznetsov, derrotando os então campeões Pittsburgh Penguins

    Na campanha da conquista da Stanley Cup em 2018 o atleta liderou sua equipe em pontos, com 32 (12 gols e 20 assistências) nos playoffs. Embora tenha tido uma atuação importantíssima durante a pós-temporada daquele ano, Kuznetsov ficou em segundo lugar na votação do Conn Smythe (troféu para o MVP dos playoffs), que foi dado a Ovechkin. 

    Philipp Grubauer: o goleiro do futuro (112th overall, Washington Capitals)

    O alemão iniciou sua carreira na equipe de sua cidade natal, o Starbulls Rosenheim, mas em 2008 se mudou para a América do Norte, onde foi jogar no Belleville Bulls da OHL. Embora tenha sido o reserva em sua primeira temporada, o goleiro conseguiu atingir a titularidade no ano seguinte, possibilitando que fosse mais notado pelos olheiros dos times da NHL. 

    Após ser draftado no quarto round, o Grubauer foi trocado dos Bulls para o Kingston Frontenacs, e no início da temporada da OHL assinou seu contrato com o Washington Capitals. Depois de 38 jogos com a equipe junior, o alemão contraiu mononucleose, terminando sua carreira na OHL, devido à idade de elegibilidade. 

    Na temporada seguinte Grubauer retornou aos Capitals, sendo enviado para o afiliado da equipe na East Coast Hockey League (ECHL), o Reading Royals. Posteriormente o jogador transitou entre a ECHL e a AHL, tendo se firmado como goleiro da NHL apenas em 2017, quando iniciou a temporada sendo reserva de Braden Holtby.

    Em 2018 o alemão se firmou como titular nos últimos 16 jogos da temporada regular, assim como no início dos playoffs, e foi parte importantíssima da conquista da Stanley Cup. Ele substituiu Holtby quando o goleiro titular não estava tendo grandes atuações. Após a conquista do troféu o goleiro foi trocado para o Colorado Avalanche juntamente com Brooks Orpik, preenchendo o vácuo no plantel emergente da equipe da Conferência Central. Em Denver espera-se que o arqueiro seja a espinha dorsal da defesa de uma possível dinastia que conta com Nathan MacKinnon e Cale Makar. 

    John Klingberg: de escolha no quinto round para a realeza dos Stars (131th overall, Dallas Stars)

    O sueco estreou profissionalmente pelo Frolunda HC da Swedish Hockey League (SHL) em 2010, depois de ter iniciado na base do Lerums BK. Em maio de 2011 o defensor assinou seu contrato com o Dallas Stars e foi emprestado ao Jokerit da liga finlandesa, tendo retornado a Suécia na metade da temporada, desta vez para o Skelleftea AIK. 

    No ano seguinte, foi emprestado ao Frolunda HC, onde anotou 11 gols e 17 assistências, totalizando 28 pontos em 50 jogos. Com a eliminação da equipe sueca dos playoffs, o defensor se juntou ao Texas Stars da American Hockey League (AHL) para os jogos restantes. Já em 2014, Klingberg iniciou sua temporada na AHL, mas logo em novembro estreou na NHL contra o Arizona Coyotes.

    Sua primeira ida aos playoffs com a equipe texana foi em 2016, quando anotou um gol e três assistências em 13 jogos, já que sua equipe foi eliminada no segundo round. Em 2018 o defensor representou sua equipe no All Star Game da temporada, na qual atingiu a marca de 67 pontos em 82 jogos.

    Desde então o jogador se posicionou como um dos mais importantes defensores da Liga, estando sempre nas discussões acerca de prováveis candidatos ao Norris Trophy, prêmio de melhor defensor da temporada regular. Além disso, Klingberg também é um dos jogadores de liderança fora do gelo no Dallas Stars, conquistando uma posição importante dentro do vestiário.

    Foto: Reprodução/sportsnet.ca

  • Makar x Hughes: Quem são os possíveis finalistas do Calder Trophy

    Makar x Hughes: Quem são os possíveis finalistas do Calder Trophy

    O Calder Trophy, troféu destinado ao melhor novato da Liga, não deve trazer grandes surpresas esse ano. O rookie que tem maior destaque é, sem dúvida, Cale Makar, defensor do Colorado Avalanche. Entretanto, Quinn Hughes do Vancouver Canucks tem ganhado destaque nas últimas semanas. Provavelmente, o prêmio ficará entre um dos dois defensores, pois ambos vêm apresentando boas estatísticas e se tornando indispensáveis para seus times.

    Mas nomes como Victor Olofsson (Buffalo Sabres) e Nick Suzuki (Montreal Canadiens) também são bastante comentados pelos especialistas. Em um prêmio que o que conta são os votos dos writers da NHL, isso pode ser o diferencial ao final da temporada. Dois dos três finalistas já estão definidos, mas quem será que vai para o NHL Awards este ano? Pensando nisso, levantamos os possíveis finalistas para o troféu.

    Cale Makar – Colorado Avalanche

    Desde que estreou na NHL em 15 de abril de 2019, Makar vem se mostrando um jogador diferenciado. No seu primeiro jogo na Liga já marcou o primeiro gol, tornando-se o primeiro defensor a marcar um gol em sua estreia. Entretanto, como entrou na Liga durante os playoffs, a temporada 2019-20 é oficialmente a sua temporada de rookie, o que o torna elegível para o Calder Trophy.

    Até dezembro, Cale era o único candidato possível para levar o prêmio. Entretanto, após sofrer uma lesão e desfalcar o time por alguns jogos, a corrida pelo troféu se tornou interessante. Makar já quebrou diversos recordes para o Colorado Avalanche essa temporada e, com 53 jogos no gelo, soma 45 pontos, destes, 12 são gols. Cale Makar está mudando a forma do Avalanche jogar e se mostrando, sem dúvidas, essencial para o time.

    Quinn Hughes – Vancouver Canucks

    Quinn Hughes é o terceiro rookie seguido do Vancouver Canucks a ser considerado provável finalista do Calder Trophy. O time teve Brock Boeser como finalista em 2018 e, em 2019, Elias Peterson levou o prêmio. Sem dúvida, o trio é um dos mais promissores na NHL.

    Quinn fez sua estreia na NHL em 28 de março contra o Los Angeles Kings, coletando um ponto após dar uma assistência para Brock Boeser. Mas assim como Cale Makar, tem como sua temporada de estreia em 19-20. Ao todo, Quinn já soma 49 pontos em 60 jogos. A diferença que o defensor fez para os Canucks é visível, uma vez que, ao lado de Boeser e Petterson, ajudou a equipe a modificar sua forma de jogar. Vancouver hoje está na terceira posição na Divisão Pacífica, apenas 4 pontos atrás do Vegas, primeiro colocado.

    Igor Shesterkin – New York Rangers

    Outro forte candidato para ser um dos finalistas do Calder deste ano é o russo Igor Shesterkin. O goleiro do New York Rangers estreou pelo time em 7 de janeiro, fazendo 29 defesas na vitória dos Rangers contra o Avalanche por 5 a 3. O jogador de 24 anos, que é citado como o sucessor de Lundqvist, ainda não tem desempenho o suficiente para ser comparado aos líderes da Liga. Entretanto, dos dez jogos que esteve frente às redes, Shesterkin conquistou 9 vitórias. Com mais tempo de gelo, o russo pode ser exatamente o que os Rangers precisam para conquistar a tão sonhada vaga nos playoffs. Além disso, o jovem jogador pode ser ser o início da tão esperada renovação na equipe. Sem dúvida, um jogador para se prestar atenção. 

    Nick Suzuki – Montreal Canadiens

    O rookie dos Habs é o primeiro jogador do ataque que entra nessa lista. O forward, draftado em 2017 pelo Vegas Golden Knights, chegou ao Montreal na troca de Max Pacioretty antes da temporada 2018-19. Sua estreia na NHL foi em 3 de outubro de 2019, na derrota para o Carolina Hurricanes por 4 a 3, na abertura da temporada 2019-20. Apesar de ter marcado no shootout contra os Canes, o primeiro gol de Suzuki veio marcar o seu primeiro gol na Liga no dia 17 de outubro, na vitória de 4 a 0 contra o Wild.

    Em 65 jogos, Suzuki soma 40 pontos, destes, 13 são gols. Ele está empatado em 3º em número de gols entre os calouros, apesar de ter menos tempo no gelo. Sem dúvida, o center é um dos jogadores que está trazendo as mudanças que o Habs há muito precisava. A disputa para uma vaga nos playoffs ainda está em aberto, mas, com dez pontos atrás do último lugar para o wild card, muito provável que o time de Montreal fique mais um ano de fora da pós-temporada. Entretanto, os resultados individuais de Suzuki impressionam e pode fazer com que ele seja um dos finalistas do Calder Trophy. 

    Victor Olofsson – Buffalo Sabres

    O Buffalo Sabres não vai muito bem na temporada. Atualmente, ocupam a 24ª colocação na tabela com 66 pontos, mas isso não impediu o rookie Victor Olofsson de chamar atenção para si mesmo. Olofsson fez a sua estreia na NHL no final da temporada 2018-19. Nesta temporada, o sueco esteve presente em 47 jogos e soma 40 pontos, sendo 19 gols. Sendo assim, o forward está empatado em terceiro em números de gols entre os novatos. Voltando de lesão, se mantiver seu ritmo de jogo, pode entrar na lista dos finalistas para o Calder Trophy. 

    A temporada 2019-20 não está sendo produtiva para os rookies. Quinn Hughes e Cale Makar impressionam, mas a terceira vaga entre os finalistas ainda está aberta. Entretanto, nomes como Martin Necas (Canes), Elvis Merzlikins (Blue Jackets), Adam Fox (Rangers), Dominik Kubalik (Blackhawks) e Danis Gurianov (Stars) ainda podem nos surpreender nessa reta final de temporada e ser o terceiro candidato nessa disputa entre Hughes e Makar. 

  • NHL Trade Deadline: um recap

    NHL Trade Deadline: um recap

    A Trade Deadline da NHL aconteceu na segunda feira (24), e gerou diversas transições. De especulações à trades inesperadas, a tarde de ontem serviu para provar uma coisa: nenhum jogador está a salvo. Foram diversos acordos feitos entre os 31 times da National Hockey League, todos com o objetivo comum de deixar as equipes o mais perto possível da Stanley Cup. Portanto, pensando nisso, o NHeLas fez um recap com as principais trocas ocorridas dentro da Liga.

    Anaheim Ducks

    Os Ducks completaram trocas com 6 times da NHL. A primeira aquisição do time foi em uma trade com o Philadelphia Flyers. Desta forma, o time de Anaheim recebeu como reforço do último o center, Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. No entanto, em troca, precisou ceder Derek Grant ao time da Filadélfia. 

    Seguidamente, em um acordo com o Boston Bruins, a equipe adquiriu o forward Danton Heinen. Assim, o time de Massachusetts recebe o left-wing Nick Ritchie. Em outra trade, desta vez com o Washington Capitals, o time adquiriu o defensor Christian Djoos, mas cede aos Capitals Daniel Sprong. 

    Na troca com o Columbus Blue Jackets, o time adquiriu mais um reforço para o ataque, Sonny Milano. Desta forma, cedeu aos Blue Jackets Devin Shore. Do Nashville Predators, recebe Matt Irwin e um 6th round pick no Draft 2022, mas cede a equipe Korbinian Holzer. 

    Por fim, em um acordo com o Edmonton Oilers, o time adquire o defensor Joel Persson. Desta forma, cedeu aos Oilers o goleiro Angus Redmond e uma escolha no Draft de 2022. O time também acabou por reivindicar os direitos do contrato de Andrew Agozzino, do Pittsburgh, que também vem para reforçar o time. 

    Arizona Coyotes

    Os Yotes foram tímidos na hora de movimentar seu elenco, tendo assim participado de apenas um tread com o Columbus Blue Jackets. Desta forma, o time acabou adquirindo o forward Markus Hannikainen. No entanto, precisou ceder a equipe sua escolha no sétimo round no Draft 2020 da NHL. 

    Boston Bruins

    Os Bruins também concluíram apenas uma trade, sendo esta com o Anaheim Ducks. O time adquriu o jogador Nick Ritchie da equipe de Ahaheim e cedeu a esta Danton Heinen. 

    Buffalo Sabres

    Com duas aquisições, os Sabres fizeram parte de uma das grandes movimentações da Liga. Desta forma, em uma trade com o New Jersey Devils, o time adquiriu o forward veterano Wayne Simmonds. No entanto, cederam seus direitos a um 5th round pick condicional no Draft 2021 aos Devils. 

    Seguidamente, em um acordo com o Pittsburgh Penguins, a equipe adquiriu o forward Dominik Kahun. Em troca, os Penguins acabaram por receber Conor Sheary e Evan Rodrigues. 

    Calgary Flames

    Nesta Trade Deadline, os Flames reforçaram seu elenco com defensores em trocas respectivamente com o Chicago Blackhawks e L.A. Kings. Dos Blackhawks, o time adquiriu Erik Gustafsson, mas cedeu ao primeiro um 3rd round pick no Draft 2020. Já na trade com os Kings, o time recebeu Derek Forbort. Desta maneira, terminou por ceder ao Los Angeles um 4th round pick condicional no Draft 2020. 

    Carolina Hurricanes

    Os Hurricanes fizeram grandes movimentações nesta Trade Deadline. Primeiro, em uma troca com o Florida Panthers, o time adquiriu Vincent Trocheck. No entanto, precisou ceder ao time da Flórida quatro de seus jogadores, entre eles Erik Haula. 

    Na trade com os Devils, o time cedeu dois de seus jogadores e um 4th round pick condicional no Draft 2020. No entanto, recebeu do New Jersey Sami Vantanen, que vem para reforçar a defesa da equipe. 

    Por fim, a última troca do time foi com New York Rangers. Ao ceder seu 1st round pick no Draft 2020, os Canes receberam dos Rangers Brady Skjei. Desta forma, o jogador vem para reforçar a defesa da equipe, que conta com o desfalque de Dougie Hamilton desde o final de janeiro. 

    Chicago Blackhawks 

    Os Blackhawks completaram três trades na tarde de ontem. Na primeira delas, com os Flyers, o time adquiriu T.J Brennan. No entanto, terminou por ceder ao time da Filadélfia o jogador Nathan Noel. Em uma troca de um 3rd round pick no Draft 2020, os Hawks abdicaram ao Calgary Flames o defensor Erik Gustafsson. 

    Porém, a grande troca do Chicago foi com os Vegas Golden Knights. O time adquiriu da equipe o goleiro Malcolm Subban, o defensor Slava Demin e um 2nd round pick no Draft de 2020. Desta maneira, a equipe precisou ceder Robin Lehner ao Vegas. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche participou de duas trocas na tarde de ontem. Uma delas com o Ottawa Senators, onde o time adquiriu Vladislav Namestnikov. Assim, a equipe cedeu aos Senators seu 4t round pick no Draft de 2021. Já na trade com o Toronto Maple Leafs, o Colorado recebeu o goleiro Michael Hutchinson. No entanto, em troca, a equipe de Denver precisou abdicar de Calle Rosen. 

    Columbus Blue Jackets

    Os Blue Jackets fizeram apenas uma movimentação na tarde de ontem, sendo esta com o Anaheim Ducks. Na troca, o time precisou abdicar de Sonny Milano para os Ducks, mas recebeu como reforço o jogador Devin Shore para completar o elenco. 

    Dallas Stars

    O time de Dallas também foi tímido durante a Tread Deadline e fez apenas uma troca com o Florida Panthers. A equipe acabou cedendo ao time da Flórida o defensor Emil Djuse. Assim, receberam, por fim, um 6th round pick no Draft 2020, com a intenção de reconstruir o time futuramente. 

    Detroit Red Wings

    Em uma trade com o Edmonton Oilers, os Red Wings adquiriram o center Kyle Brodziak e uma escolha condicional no Draft. Esta pode ser no 4th round do Entry Draft de 2020 ou 3rd round do Entry Draft 2021. Porém, para obter mais uma escolha no evento, a equipe precisou ceder aos Oilers o defensor Mike Green. 

    Seguidamente, em outra troca com a equipe de Edmonton, o time adquiriu Sam Gagner, um 2nd round pick no Draft de 2020 e 2021. No entanto, acabou abdicando para os Oilers os jogadores Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner. 

    Edmonton Oilers

    Como citado anteriormente, a troca com os Red Wings resultou na vinda Mike Green, Andreas Athanasiou e Ryan Kuffner para Edmonton. No entanto, essa não foi a única movimentação feita pelos Oilers. Em uma trade com os Senators, o time adquiriu o forward Tyler Ennis. Porém, em troca, a equipe de Ottawa recebeu o 5th round pick do time no Draft 2021. 

    Por fim, em um acordo com os Ducks, o time recebe o goleiro Angus Redmond e um 7th round pick condicional no Draft em 2022. Em troca, o time cedeu ao Anaheim o defensor Joel Persson. 

    Florida Panthers

    Na trade com o Carolina Hurricanes, os Panthers receberam Erik Haula, Lukas Wallmark, Eetu Luostarinen e Chase Priskie. No entanto, precisou abdicar de Vincent Trocheck para o time da Carolina. Seguidamente, em uma troca com o Dallas Stars, a equipe recebeu o defensor Emil Djuse. Porém, em troca, teve de ceder aos Stars um 6th round pick no Draft 2020.

    Los Angeles Kings

    A maior troca dos Kings foi no início da semana passada, quando o time cedeu Tyler Toffoli aos Canucks e, em troca, recebeu dois draft picks, Tim Schaller e Tyler Madden. No entanto, o time participou de mais uma troca na tarde de ontem, dessa vez com o Calgary Flames. A equipe recebeu um 4th round pick e, em troca, acabou cedendo, por fim, Derek Forbort aos Flames. 

    Montreal Canadiens

    Os Canadiens também fizeram grandes movimentações na tarde de ontem e adquiriram diversas seleções no Draft. Inicialmente, em uma troca com os Capitals, o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2020. No entanto, precisou ceder Ilya Kovalchuk ao time de Washington. 

    Já em outra trade, dessa vez com os Flyers, o time adquire um 5th round pick no Draft de 2021. Em troca, o Filadélfia recebeu o forward Nate Thompson. Com os Senators, eles recebem o forward Aaron Luchuk e outra escolha no Draft – desta vez, um 7th round pick em 2020. No entanto, abdicou do jogador Matthew Peca. 

    Por fim, no acordo com os Vegas Golden Knights, o time um 4th round pick no Draft 2021, cedendo assim aos Knights o forward Nick Cousins. 

    Nashville Predators

    Em uma troca com os Blackhawks, os Predators adquiriram o defensor Eric Gustafsson. Porém, em troca, o time cede ao Chicago o defensor Matt Irwin e um 5th round pick no Draft 2020. 

    Todavia, o Nashville não movimentou o time apenas com trocas. Rocco Grimaldi assinou uma extensão de contrato com o time, e jogará pelos Preds por mais dois anos. Desta forma, o contrato do jogador passa a valer 2 milhões por cada uma das próximas temporadas que disputará. 

    New Jersey Devils

    Os Devils realizaram 3 trades, sendo estas com os Buffalo, Canucks e Hurricanes. Com o Buffalo, o time acabou por adquirir um 5th round pick condicional no Draft de 2021. Todavia, o time acabou abdicando de Wayne Simmonds para os Sabres. Já na troca com os Canucks, o time adquire o jogador Zane McIntyre e cede ao Vancouver Louis Domingues. 

    Por fim, do Carolina, os Devils adquirem um 4th round pick condicional no Draft 2020, e os jogadores Janne Kuokkanen e Fredrik Claesson. Em troca, os Canes receberam o jogador Sami Vantanen. 

    New York Islanders

    Pageau acabou assinando um contrato para disputar mais 6 temporadas com os Islanders.

    Em uma troca com os Senators, os Islanders adquiriram o center Jean-Gabriel Pageau e, em troca, cederam três escolhas no Draft ao Ottawa. Seguidamente, o jogador também concordou em uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, ele passa a disputar mais 6 temporadas com a jersey dos Islanders.

    New York Rangers

    Os Rangers participaram de apenas uma troca durante o Trade Deadline, sendo esta com o Carolina Hurricanes. Ao ceder Brady Skjei, o time adquiriu mais um 1st round pick para o Draft de 2020. 

    No entanto, o time ganhou outra aquisição, e nem precisaram deixar a própria arena para tal feito. Chris Kreider fica por mais oito temporadas com os Rangers após assinar uma extenssão de contrato com o time. Desta forma, o jogador passa a receber, por temporada, 6,5 milhões de dólares. 

    Ottawa Senators

    Os Senators foram um dos times da NHL que mais movimentaram o Trade Deadline e o que mais adquiriu escolhas no Draft com as trocas. Primeiramente, na trade com os Islanders, o time recebeu um 1st round pick condicional e um 2nd round pick no Draft 2020, e um 3rd round pick no Draft de 2022. Assim, o time acabou cedendo Jean-Gabriel Pageau. 

    Seguidamente, em um acordo com o Avalanche, o time adquiriu um 4th round para o Draft 2021. Em troca, Vladislav Namestnikov passar a jogar pelo Colorado. Já dos Canadiens, o time recebeu Matthew Peca e cede Aaron Luchuck e um 7th round pick em 2020 ao Montreal. 

    Por fim, a última troca dos Senators foi feita com o Edmonton Oilers. O time recebeu o forward Tyler Ennis e, em troca, abdica de um 5th round pick no Draft 2021. 

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers concluíram duas trades: uma com o Montreal Canadiens e a outra com o Anaheim Ducks. Na troca com os Canadiens, o time recebeu Nate Thompson, cedendo, portanto, um 5th round pick em 2021 a estes. Já na transição com os Ducks, a equipe recebe Derek Grant e, em troca, abdica de Kyle Criscuolo e um 4th round pick no Draft 2020. 

    Pittsburgh Penguins 

    Além da vinda de Jason Zucker para o time há alguns dias atrás, os Penguins também voltaram a adquirir novos reforços durante a Trade Deadline. A primeira movimentação feita pela equipe de Pittsburgh foi com os Sharks, onde o time adquiriu Patrick Marleau e, em troca, acabaram por ceder ao San Jose um 3rd round pick no Draft 2020. 

    Patrick Marleau foi uma das grandes aquisições do Pittsburgh durante a Trade Deadline.

    Seguidamente, a próxima trade do clube se deu com o Buffalo Sabres, onde receberam dois novos reforços: Conor Seary e Evan Rodrigues. Em troca, os Sabres receberam Dominik Kahun. 

    San Jose Sharks

    Citada anteriormente, a primeiro troca dos Sharks foi feita com o Pittsburgh, onde o time recebeu um 3rd round pick no Draft 2021 em troca de Patrick Marleau. Todavia, não foi a única movimentação feita pelo time na Trade Deadline. A equipe adquiriu, do Tampa Bay Lightning, o jogador Anthony Greco e 1st round pick no Draft 2020. 

    Por fim, na troca com o Calgary, o San Jose recebeu mais um reforço para a sua defesa com a aquisição de Brandon Davidson. 

    Tampa Bay Lightning

    Há alguns dias atrás, o Tampa Bay havia participado de uma trade com os Devils, onde adquriu Blake Coleman. No entanto, a equipe voltou a receber novos reforços em mais uma troca, dessa vez com o San Jose. O time adquriu Barclay Goodrow e um 3rd round pick no Draft 2020. Desta forma, cede aos Sharks um Draft pick e um dos jogadores de seu elenco, Anthony Greco. 

    Toronto Maple Leafs

    Em uma troca com o Colorado Avalanche, os Leafs receberam Calle Rosen. Todavia, abdicam do goleiro Michael Hutchinson para o time de Denver. Seguidamente, em um acordo com os Islanders, a equipe adquiriu o forward Matt Lorito (este que joga pelo time dos Isles na AHL, os Sound Tigers). Na troca, a equipe de New York recebeu, por fim, Jordan Schmaltz. 

    Por fim, na troca com os Golden Knights, o time recebeu um 5th round pick no Draft 2020, e cede ao Vegas o jogador Martins Dzierkals, concluindo assim a negociação entre os Blackhawks e os Golden Knights. Desta forma, os Maple Leafs passam a reter uma parte do salário do goleiro Robin Lehner como parte do acordo. 

    Vancouver Canucks 

    Os Canucks participaram de apenas uma troca no Trade Deadline, sendo esta com os Devils. Na transição, o time recebeu do New Jersey o jogador Louis Domingue. No entanto, acabaram por ceder o goleiro Zane McIntyre. 

    Vegas Golden Knights

    Além de Alec Martinez, mais algumas aquisições foram feitas pelo Vegas na tarde do Trade Deadline. Em uma troca com o Chicago, o time adquiriu o goleiro Robin Lehner e o prospect Martins Dzierkals. Desta forma, os Hawks recebem Malcolm Subban, Slava Demin e um 2nd round pick no Draft 2020 que pertencia ao Golden Knights. 

    Washington Capitals

    Ilya Kovalchuk passa a fazer parte do elenco dos Capitals.

    A maior transação feita pelos Capital durante o período de trades foi a com o Montreal Canadiens, onde o time adquiriu o jogador Ilya Kovalchuk. No entanto, na tarde de ontem o time fez mais uma aquisição para seu elenco. Em uma troca com o Anaheim Ducks, o Washington recebe o forward Daniel Sprong. Desta forma, Christian Djoos passa a disputar pelos Ducks.

    Foto: Reprodução/Teal Town USA

  • Canadá recebe as Olimpíadas de Inverno 2010

    Canadá recebe as Olimpíadas de Inverno 2010

    O ano de 2010 trouxe ao Canadá, mais precisamente a Vancouver, os tão esperados Jogos Olimpícos de Inverno. Naquele ano, o Canadá bateu recorde de medalhas de ouro como país sede, se tornando assim, o ano dos esportistas canadenses. Para o hockey, a competição foi lendária, afinal, foi a penúltima vez em que os jogadores da NHL participaram de uma Olimpíada. 

    Essa não foi somente a primeira vez que Vancouver sediou as Olimpíadas, mas também a primeira vez que um país participante da NHL foi sede dos Jogos desde a liberação dos jogadores para o evento em 1998. As expectativas eram altas. Foram 16 dias de evento com 15 modalidades em sete esportes. Ao todo, 2.622 atletas de 82 países.

    No hockey, oito equipes femininas e 12 equipes masculinas, entre estes os jogadores que tanto amamos ver na TV. No total eram 141 jogadores da NHL, incluindo nomes como Sidney Crosby, Alex Ovechkin e Joe Pavelski.  

    Apesar de já ter sediado o evento em outras duas ocasiões anteriores, foi a primeira vez em que o Canadá conquistou o ouro em casa. Das 14 medalhas conquistadas pelo país, duas foram pelas equipes feminina e masculina de hockey. Curiosamente, os dois pódios ficaram iguais, pois, além de ambas as equipes canadenses conquistarem o ouro, as pratas ficaram com a equipe dos EUA e os bronzes com a Finlândia.

    Não é surpresa para ninguém que o hockey é um esporte de extrema importância para o público canadense, exemplo disso foi a final da modalidade masculina que foi marcada para finalizar o evento. Como se precisássemos de prova, a competição final das olimpíadas foi uma das mais assistidas pelo público norte-americano. Estima-se que 26,5 milhões de cidadãos canadenses assistiram ao menos uma parte do jogo final entre Canadá e EUA. A NBC Americana afirma que cerca de 27,6 milhões de pessoas assistiram à final, o maior público já documentado desde o “Milagre no Gelo” em 1980.  

    Cerimônia de Abertura

    Apesar da cerimônia de abertura ser um evento de alegria, naquele ano as coisas foram um pouco diferentes. Isso aconteceu porque o atleta de 21 anos da Geórgia, o luger Nodar Kumaritashvili, sofreu um acidente fatal enquanto treinava, poucas horas antes da cerimônia. Com isso, o evento foi dedicado à morte do jovem e os outros atletas da Georgia só participaram do desfile de delegações.

    A cerimônia contou com homenagens à cultura canadense e a participação dos cantores Nelly Furtado e Bryan Adams, que cantaram uma música feita exclusivamente para os jogos. Dando visibilidade aos pontos fortes do país, o hockey foi representado por patinadores in line que simulavam estar no gelo. O jogador Bobby Orr foi um dos convidados a ajudar a levar a bandeira olímpica para a Guarda Montada Canadense.  

    A jogadora Hayley Wickenheiser foi convidada para ler o juramento do atleta em nome de todos que iriam participar dos jogos, enquanto o lendário Wayne Gretzky foi convidado não somente para acender a tocha olímpica, como também uma segunda pira olímpica fora do estádio. A corrida realizada pelo ex-jogador era para ser uma surpresa para o público, porém horas antes a notícia vazou e o mesmo acabou fazendo a corrida acompanhado por fãs.   

    Wayne Gretzky com a tocha olimpica (Foto: Reprodução / olympic.org)

    Essa foi a segunda corrida feita por Gretzky. A primeira foi durante o revezamento da tocha que acontece antes dos jogos. O revezamento também contou com a participação de Sidney Crosby, Cassie Campbell, Mike Fisher, Vicky Sunohara, Brian Burke, Gordie Howe, Pat Quinn, Donald Gauf, Billy Dawe, Shannon Szabados, Meaghan Mikkelson, Mark Recchi, Trevor Linden, Stan Smyl, Richard Brodeur e Walter Gretzky, pai de Wayne Gretzky. 

    Modalidade Feminina

    A competição feminidade foi separada em dois grupos com quatro equipes cada. As seleções do Canadá, EUA, Suécia, Suíça, Eslováquia, Finlândia, Rússia e China deram um show no gelo. Com nomes já conhecidos pelo público, as expectativas para quem ficaria com o ouro eram grandes. A equipe canadense já contava com duas medalhas de ouro em Olimpíadas, não somente isso, eles contavam com Hayley Wickenheiser, líder de pontuação e MVP das Olimpíadas de 2006. A jogadora, que possui uma carreira estelar, menos de dez anos depois foi homenageada e entrou para o Hockey Hall of Fame com a turma de 2019.

    Enquanto isso, os EUA vinham de uma medalha de bronze quatro anos antes, porém com desejo de mudar isso. Naquele ano estrearam algumas jogadoras que hoje são conhecidas pelo público. A estrela da seleção atual, Hilary Knight fez a sua primeira aparição, aos 20 anos, sendo a mais jovem da equipe em 2010. Outra novidade foram as gêmeas Jocelyne e Monique Lamoureux; pela primeira vez gêmeos jogaram hockey juntos nos Jogos Olímpicos.

    As duas seleções deram um show durante a primeira fase, com o Canadá marcando 41 gols (18 deles em apenas uma partida contra a Eslováquia), enquanto a equipe dos EUA marcou 31 gols. As duas equipes com certeza estavam ali para ganhar.

    Na segunda fase, ambas voltaram a fazer bonito. O Canadá jogou contra a Finlândia na semifinal, e ganhou por 5 a 0. Já os EUA jogaram contra a Suécia e ganhou por 9 a 1. Assim as duas rivais avançaram para a final. Numa partida acirrada em que ambas as equipes deram um show, com dois gols marcados por Marie-Philip Poulin, o Canadá se tornou campeão pela terceira vez seguida.

    Seleção Canadense posa com a medalha de ouro ( Foto: Reprodução / inapcache.boston.com)

    Em seus gols, Poulin contou com a assistência de duas jogadoras, Meghan Agosta e Jennifer Botterill, atualmente já aposentada. Por outro lado Meghan e Marie-Philip continuam na ativa e ainda foram parte do All-Star Weekend 2020.

    Este ano, com o desafio exclusivo das mulheres, o Elite Women’s 3-on-3, algumas das jogadoras que brilharam durante as Olimpíadas puderam brilhar novamente e desta vez no palco da NHL. As canadenses Meghan Agosta e Shannon Szabados ganharam o prêmio Directorate Award, Shannon como melhor goleira e Agosta como melhor atacante, além de ter sido nomeada MVP. Enquanto a americana Molly Engstrom ganhou como melhor defensora.

    Modalidade Masculina

    Enquanto a equipe feminina no Canadá ainda estava em seu início de medalhas, a equipe masculina já tem outra história. Eles já tinham conquistado 7 medalhas de ouro e estavam caminhando para a oitava. Por outro lado, a equipe dos EUA só possuía duas medalhas de ouro e sete de prata. Curiosamente, nenhuma das equipes conseguiu passar das quartas de final nas Olimpíadas de 2006. Em Vancouver, as seleções foram divididas em três grupos com quatro equipes cada.

    As equipes do Canadá e EUA eram composta 100% por jogadores da NHL. Enquanto isso, as equipes da Rússia, Eslováquia, República Tcheca, Suécia e Finlândia eram composta de cerca de 50% jogadores da Liga. Infelizmente isso não foi o suficiente e a maioria delas não passou das quartas de final. Desta forma, Canadá, EUA, Finlândia e Eslováquia compuseram os confrontos das semifinais, com um hockey para ninguém por defeito.

    As equipes norte americanas ficaram empatadas em gols marcados na primeira fase, cada uma com 14. A equipe da Eslováquia marcou 9 e a finlandesa 10 gols. Na final, a disputa foi intensa. A equipe americana queria a todo custo conquistar o ouro, porém os canadenses queriam seguir os passos do time feminino e também vencer em casa.

    Em uma partida acirrada, os jogadores Jonathan Toews e Corey Perry foram os primeiros a balançar a rede para o Canadá. Em seguida foi a vez de Ryan Kesler e Zach Parise empatarem o jogo para os EUA, não dando outra alternativa a não ser ir para overtime. Foi aí que chegou a vez de “Sid the Kid” brilhar. Aos 7:40 do tempo extra, com uma assistência de Jarome Iginla, o jovem Sidney Crosby mandou o puck direto para a rede e conquistou o ouro para seu país. 

    Sidney Crosby comemorando após marcar o gol da vitória. (Foto: Reprodução / olympic.ca)

    O goleiro americano Ryan Miller foi nomeado MVP, além de ganhar o prêmio Directorate Award como melhor goleiro da competição. Os jogadores Brian Rafalski dos EUA e Jonathan Toews do Canadá ganharam os prêmios de melhor defensor e melhor atacante, respectivamente. Jonathan Toews, Brent Seabrook e Duncan Keith, se tornaram os quarto, quinto e sexto jogadores a ganhar a medalha de ouro olímpica e a Stanley Cup (com o Chicago Blackhawks) no mesmo ano. Patrick Kane se tornou o quarto jogador a ganhar a medalha de prata olímpica e a Stanley Cup no mesmo ano.

    As olimpíadas de 2010 fizeram história, mas foi apenas o início da década para aqueles jogadores. Um evento mágico assistido pelo mundo todo que com certeza nunca será esquecido por aqueles que ali estiveram presentes. Infelizmente para nós fãs, os jogadores da NHL tiveram a participação olímpica revogada para os últimos jogos, e não é certo se eles voltarão a participar em breve. Resta-nos torcer para que isso mude, para que assim possamos vê-los brilhar novamente no gelo durante uma competição tão importante.

  • Dave Ayres estreia aos 42 anos na NHL pelos Canes

    Dave Ayres estreia aos 42 anos na NHL pelos Canes

    O dia 22 de fevereiro mais uma vez entra para a história do hockey. Na data que se comemora os 40 anos do Miracle on Ice, Dave Ayres fez história ao estrear na NHL como goleiro reserva aos 42 anos pelo Carolina Hurricanes. E mais, fez defesas para o time que permitiram que os Canes somassem mais dois pontos na tabela ao ganhar de 6 a 3 do Toronto Maple Leafs.

    Ayres é motorista de “Zamboni”, o carrinho que limpa o gelo nos intervalos, e treina com o Toronto Marlies, afiliado dos Leafs. Mas, no jogo contra o Leafs, ele era o goleiro reserva da reserva, o famoso EBUG. Sendo assim, após Petr Mrazek e James Reimer se machucarem, o goleiro estreante foi chamado para assumir o gol e fez bonito, conquistando os fãs de hockey no Twitter.

    Dave Ayres, que recebeu um transplante de rim em 2004, também estava como goleiro reserva no jogo do Marlies contra o Charlotte Checkers em 1º de Fevereiro. Com sua participação no confronto, ele se tornou o segundo jogador mais velho a estrear na Liga, ficando atrás apenas de Lester Patrick, que estreou pelo Rangers com 43 anos em 1927.

    Por que Ayres assumiu e não outro jogador?

    A posição de goleiro no hockey, diferente do futebol, depende de um treinamento e equipamentos específicos. Sendo assim, seria complicado um d-man, por exemplo, assumir as redes.

    Dessa forma, a NHL tem uma regra para em situações em que ambos os goleiros do time se machucam durante o jogo: na falta dos dois goleiros regulares, o time tem direito a apresentar qualquer goleiro disponível. Este goleiro reserva é permitido ficar no banco dos jogadores e, no caso de ambos os goleiros regulares se tornarem incapacitados, ele recebe tempo o suficiente para se equipar, uma jersey e, se possível, será permitido dois minutos de aquecimento.

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    Recap Hurricanes 6, Maple Leafs 3

    O jogo em Toronto começou sem surpresas. Se por um lado o Toronto vinha de uma vitória contra o Penguins, Canes havia perdido em casa para o Rangers na noite anterior. Os Leafs abriram o placar no final do primeiro período, com um gol de Kerfoot, e parecia que seria mais um confronto como outro qualquer.

    Mas, o segundo período nos trouxe surpresas. Primeiramente, Wallmark empatou o jogo para os Hurricanes aos 5:46. Depois, Niederreiter marcou o segundo em um powerplay aos 9:53 e, logo em seguida, Foegele marcou o terceiro aos 10:49. Após Mrazek sofrer um choque contra o foward de Toronto, Kyle Clifford, o goleiro precisou deixar o jogo com uma lesão. Aos 11:19, Dave Ayres assumiu o gol de Canes e fez toda a comunidade do hockey se voltar para o jogo.

    Dando sequência ao período, Teravainen marcou o quarto gol para os Canes aos 13:17. Então pareceu que Toronto ia aproveitar o goleiro estreante ao marcar dois gols seguidos com Tavares e Engvall. O período terminou 3 a 4 e o final do jogo prometia ser emocionante.

    Após Ayres ter levado o segundo gol, o center de Canes, Erik Haula, disse ao goleiro que ele se divertisse, o placar final não seria tão importante. Aparentemente era tudo que Ayres precisava para começar a fazer defesas.

    No terceiro período, Ayres parou 7 shots de Toronto, chegando ao final do jogo tendo defendido 8 dos 10 disparos que sofreu. Carolina ainda marcou mais dois gols na etapa final. Aos 53 segundos, Foegele marcou novamente e, logo depois, aos 3:44, Necas fez o sexto gol pro time da Carolina.

    Um jogo emocionante que, sem dúvida, entrou para a história. Ao final da partida, o Twitter do Carolina Hurricanes não poderia deixar de lembrar de outro jogo, que aconteceu 40 anos antes e também foi chamado de milagre.

    Repercussão da partida

    Dave Ayres viveu o momento da sua vida na noite passada. Quem diria que um goleiro, de certa forma amador, iria defender as redes de um time da NHL aos 42 anos? Os jogadores dos Canes não pouparam a festa para o goleiro, gratos pela sua defesa. Os Hurricanes inclusive já anunciaram que Ayres estará na PNC Arena para tocar a soneta na terça-feira, quando jogam contra Dallas.

    Entretanto, nem tudo são flores. Os jogadores de Carolina tiveram seu mérito em continuar atacando e garantirem a vitória com um placar extensivo. Mas para o Toronto Maple Leafs, este resultado é preocupante. Na corrida para os playoffs, o time precisa rever o seu ataque.

    Para os Hurricanes outra preocupação: com a trade deadline se encerrando amanhã, eles precisam definir quem irá assumir as redes nessa reta final da temporada regular.

    Foto: Reprodução nhl.nbcsports.com/

  • Ovechkin entra para o seleto clube dos 700 gols

    Ovechkin entra para o seleto clube dos 700 gols

    Alexander Ovechkin. Russo. Capitão do Washington Capitals. Uma Stanley Cup. Não tem uma pessoa que goste de hockey que nunca ouviu falar no Ovie. O jogador é uma das maiores estrelas ainda atuantes na NHL, e não é por menos: a cada mês Ovechkin vem quebrando mais e mais recordes. Às vezes até os seus próprios. 

    Na tarde de hoje (22) Ovie completou apenas mais um de seus marcos. Ele se tornou o 8º jogador na história a chegar ao 700º gol. Sendo o segundo a conquistar a marca mais rápido ficando atrás apenas de Gretzky. Em uma partida contra o New Jersey Devils, o russo enfim atingiu a marca aos 04:50 do terceiro período, empatando o jogo.  

    Apesar de seus esforços, o time acabou sofrendo um gol de Damon Severson faltando menos de 3 minutos para o fim da partida, o que desempatou o jogo. Com isso o Devils ganhou por 3 a 2. No entanto, os esforços de Ovie não passaram despercebidos e ele foi nomeado a 3º estrela do jogo.

    Polêmica no draft

    Ovie é destaque no mundo do hockey desde antes de entrar na NHL. Com boas estatísticas e sendo comparado com Mario Lemieux, escolher o jogador no draft seria desejável para time da Liga. Exemplo disso foi o Florida Panthers que tentou draftar Ovechkin em 2003, em quatro rodadas, mesmo sendo contra as regras

    Isso aconteceu porque o aniversário do jogador é dois dias após a data de limite de inscrição. Com isso, o time da Flórida tentou argumentar que se não fosse pelos anos bissextos, o jogador teria feito aniversário quatro dias antes da data limite. Dessa forma, ele seria elegível para o draft daquele mesmo ano. Entretanto, por motivos óbvios a NHL não aceitou o argumento. Por fim aceitando fazer um anúncio oficial dizendo que caso fosse reconhecida a participação do jogador no draft daquele ano o time poderia fazer uma reivindicação do mesmo.

    Alex Ovechkin ao ser draftado pelos Capitals (Foto: Reprodução / russianmachineeverbreaks.com – Sara Davis)

    Com a participação do draft 2003 negada, o jogador se inscreveu para o draft do ano seguinte e acabou por ser selecionado em primeiro lugar geral pelo Washington Capitals. No entanto, devido ao lockout que aconteceu naquela temporada, o jogador só assinou o contrato em 2005, dois dias antes do fim do bloqueio. Sua estreia aconteceu na temporada 2005-06.

    Estreia na NHL

    O russo fez a sua estreia no dia 5 de outubro de 2005 e teve uma primeira temporada um tanto emocionante. Em 13 de janeiro de 2006 ele marcou o seu primeiro hat trick na Liga. Em uma partida contra o até então Mighty Ducks of Anaheim, apenas três dias depois, o jogador deu um show ao marcar o gol que entrou para a história da NHL. O gol que é lembrado até hoje ficou conhecido como “the goal” e o jogador ainda diz que não sabe como conseguiu o feito.

    Ainda em seu ano de estreia o jogador foi nomeado NHL Rookie of Month e Offensive Player of the Month. Ovechkin foi o terceiro jogador na história da NHL a ganhar duas honras simultaneamente. Ao final da temporada ele liderava os rookies em gols, pontos, gols em power play e shots. Ovie também ficou em terceiro lugar na Liga com 106 pontos e 52 gols. O seu total de pontos foi o segundo melhor na história dos Capitals e seu total de gols, o terceiro melhor.

    Ao final da temporada o jogador foi finalista do prêmio Lester B. Pearson (em 2010 o prêmio passou a se chamar Ted Lindsay) e ganhou o Calder Memorial Trophy. Ovi também entrou para a história ao ser o primeiro jogador após 15 anos a ser nomeado para o NHL First All-Star Team e estrelou a capa do jogo NHL 07 da EA Sports.

    Carreira estelar 

    Ainda em seus primeiros anos jogando pela Liga, Alex tornou a fazer história ao se tornar o primeiro jogador desde Pavel Bure, na temporada 1999-2000, a marcar pelo menos 40 gols em uma temporada. Posteriormente ele quebrou um novo recorde ao marcar seu 60º gol na temporada. Essa foi a primeira vez que isso aconteceu desde a temporada 1995-96, em que os jogadores Mario Lemieux e Jaromir Jagr alcançaram o feito, e Ovie foi o 19º jogador na história da Liga a fazê-lo.

    Apenas poucos dias depois, no dia 25 de março de 2008, Ovechkin quebrou um novo recorde. Desta vez o recorde foi dentro do próprio time: ao marcar seu 61º, ele se tornou primeiro o jogador com o maior número de gols em uma única temporada desde Dennis Maruk. 

    Nessa mesma temporada 2007-08, Ovi conquistou o Art Ross Trophy, Maurice “Rocket” Richard Trophy, Lester B. Pearson e o Hart Memorial Trophy. Ele se tornou o primeiro jogador na história da NHL a ganhar todos os quatro principais prêmios de uma vez. Ele marcou 65 gols e 112 pontos. Desta forma, foi o primeiro left winger desde Bobby Hull, na temporada 1965-66, a liderar pontos na Liga. 

    Durante a temporada 2008-09 o jogador marcou seu 200º gol em uma partida contra o Los Angeles Kings. Desta maneira entrando para a história da Liga como o quarto jogador a realizar o feito em quatro temporadas. Nessa mesma temporada ele marcou seu 50º e entrou para a história de seu time como o primeiro a realizar o feito três vezes. 

    Assumindo como capitão

    No dia 5 de janeiro de 2010, com 24 anos, Ovechkin foi nomeado capitão do Washingotn Capitals, entrando para a história como o primeiro europeu a ser capitão da franquia. Ele também foi o segundo jogador mais jovem a se tornar capitão dos Capitals, o último sendo Ryan Walter com 21 anos em 1979-80. 

    Apenas um mês depois o jogador alcançou um novo marco em sua carreira. Em uma partida contra o New York Rangers o jogador marcou seu 500º ponto na carreira com apenas 373 jogos. Assim o jogador entrou para a história como o quinto jogador na NHL a alcançar tal feito em cinco temporadas. 

    Pouco mais de um ano depois em 2011 Ovechkin quebrou um novo recorde. Ao marcar seu 300º gol na carreira ele se tornou o sexto jogador mais jovem e o sétimo mais rápido a atingir tal feito. Nos anos que seguiram o jogador continuou mostrando o seu potencial. Liderando a Liga em pontos e conquistando prêmios, ele foi mostrando cada vez mais que fazia jus ao seu apelido “Alexander the Great”.

    No dia 10 de janeiro de 2016, em uma partida contra o Ottawa Senators, Ovi ajudou seu time a ganhar de 7 a 1 ao marcar seu 500º e 501º gol da carreira. Com isso ele se tornou o 43º jogador ao alcançar a marca, o quinto a realizá-lo mais rapidamente e o primeiro de nacionalidade russa. No ano seguinte, ao conquistar o 1000º ponto na carreira, Alex se tornou o 37º na história da Liga a realizar todos os pontos em uma única equipe. 

    Temporada histórica

    A temporada 2017-18 já começou com o russo quebrando recordes. O jogador marcou sete gols em apenas dois jogos, sendo um hat trick em cada partida. Essa foi a primeira vez em 100 anos que um jogador fazia dois hat tricks seguidos num início de temporada. Pouco dias depois, em 21 de outubro de 2017 o jogador quebrou um novo recorde na história da Liga. Desta vez ao marcar seu 20º gol durante um overtime durante a temporada regular o jogador ultrapassou Jaromir Jagr com 19 gols. Um mês depois o jogador passou a ser o líder em outro recorde na NHL ao realizar seu terceiro hat trick da temporada. 

    Nessa mesma temporada, no dia 12 de março de 2018 o russo alcançou seu 600º gol na carreira, com menos de mil jogos. Ao realizar isso ele entrou para a história como o quarto jogador na NHL e o 20º a marcar 600 gols. Menos de um mês depois, ao participar do seu 1000º jogo em uma temporada regular, o russo se tornou o primeiro jogador de seu time a atingir a marca. Ele também entrou para a história da Liga ao se tornar o 54º jogador ao participar de 1000 jogos em uma única equipe.

    A conquista da Stanley Cup

    Após quebrar tantos recordes em sua carreira, chegou a vez de realizar o sonho de todo jogador na NHL: o de conquistar uma Stanley Cup. Após vencer o Pittsburgh Penguins na semifinal da Conferência Leste, Alex caminhava para a sua primeira final de Conferência e posteriormente para a sua primeira final do campeonato. O sonho estava muito próximo de ser alcançado. Após sete jogos contra o Tampa Bay Lightning, o russo se tornava campeão de conferência pela primeira vez em sua carreira. 

    Essa temporada com certeza entraria pra história da NHL, começando pelos times que iriam disputar a final. Os Capitals estavam em sua segunda final, com a última tendo sido em 1998, e o Vegas Golden Knights chegava à disputa em seu ano de estreia. O time de Washington tinha dado tudo de si nessa temporada e na final não foi diferente. Com cinco jogos e uma última partida acirrada, os Caps conquistaram a primeira Stanley Cup da franquia. Além da taça, Ovie também recebeu o troféu Conn Smythe e Rocket Richard e entrou para a história como o primeiro jogador russo a ganhar a Stanley Cup como capitão.

    Temporada atual

    Para a temporada atual (2019-20) as expectativas estavam altas. O jogador já estava perto de atingir a histórica marca e era somente uma questão de tempo para isso. No dia 4 de fevereiro, ao marcar um hat trick contra o Los Angeles Kings, o jogador ficou a apenas dois gols do 700º. Se as expectativas eram elevadas, a pressão sob o jogador também. Depois de marcar o gol 698, Ovechkin ainda levou mais algumas partidas para conseguir balançar a rede novamente. Porém o russo não se deixou abalar, e não demoramos a ver a marca ser enfim atingida.

    Ao bater os 700 gols, Ovie se torna apenas o 8º a atingir tal feito, ficando atrás somente de Wayne Gretzky, Gordie Howe, Jaromir Jagr, Brett Hull, Marcel Dionne, Phil Esposito e Mike Gartner. Ao marcar o 700º gol o jogador também fica a meros 8 gols do 7º lugar e 17 gols do 6º lugar na lista de grandes artilheiros da NHL.

    Acontece que o russo é uma verdadeira máquina no gelo, somente nesta temporada ele marcou 42 gols e fez 59 pontos. Ele é focado e esforçado, tem vindo quebrando recordes desde antes da NHL, um jogador de elite com certeza. Seu time está em segundo lugar na divisão e em quarto na lista geral da NHL. Com apenas 10 pontos de diferença do Boston Bruins, que detém a liderança. Ele também foi escolhido para entrar no “time da década“, no qual a NHL reuniu os melhores jogadores dos últimos dez anos.

    Não somente isso, durante o All-Star Wekeend, já começou a se especular se o jogador um dia não bateria o recorde de Wayne Gretzky, com 894 gols. Entretanto o contrato de Ovechikin com Washington chega ao fim na temporada 2020-21. Levando em consideração que ele tem marcado em média 50 gols em cada uma das últimas temporadas, seria necessário mais quatro para que o russo quebrasse este recorde. Agora resta aos fãs torcerem para que ele renove o contrato e assim possamos um dia vê-lo atingir tal recorde.

    Foto: Reprodução / nhl.com

  • Milagre no Gelo comemora 40 anos

    Milagre no Gelo comemora 40 anos

    Hoje é comemorado 40 anos do evento que ficou conhecido como Milagre no Gelo. Isso porque, no dia 22 de Fevereiro de 1980, a seleção de hockey dos Estados Unidos venceu a gigante seleção soviética por 4 a 3 na semifinal da Olimpíada de Inverno em Lake Placid. Este jogo fez com que a seleção americana, formado por atletas universitários, considerados amadores, chegasse na final contra a Finlândia e conquistasse a medalha dourada.

    Nomes como Mike Eruzione, Jim Craig e Mike Ramsey, foram eternizados na história do hockey. Alguns destes jogadores chegaram a trabalhar na NHL, não apenas no gelo, mas também como técnicos e assistentes. Outros preferiram abandonar a modalidade e seguir com suas formações universitárias.  

    Naquela época, assim como em 2018 em Pyeongchang, os jogadores da NHL não podiam participar dos Jogos Olímpicos. Entretanto, ao contrário de hoje, a proibição vinha diretamente do Comitê Olímpico Internacional, que previa que a modalidade hockey no gelo, nas Olímpiadas era uma modalidade amadora. Dessa forma, os jogadores profissionais não poderiam competir.

    Mas seleções como a da URSS, chegava em um nível de treino semelhante ao de atletas profissionais. Por isso, o técnico americano, Herb Brooks, apresentou um plano de treinos diferenciado para a confederação americana em 1979 que, com muito custo, foi aprovada. Em agosto daquele ano Brooks recebeu inscrições de jogadores de diversas universidades americanas. Ele aplicou testes físicos e psicológicos até enfim selecionar a seleção que iria para os jogos.

    Aquela medalha dourada permitiu que a cultura do hockey fosse disseminada nos Estados Unidos para a NHL se tornar o que é hoje. Por isso, diversos livros, documentários e filmes foram lançados sobre o “Milagre no Gelo”. Um deles foi o filme da Disney, estrelado por Kurt Russel, “Desafio no Gelo” (“Miracle” em inglês), que eternizou um discurso por Herb Brooks antes das partidas contra os soviéticos.

    Este ano, será comemorado em Las Vegas, com apoio do Vegas Golden Knights, uma cerimônia em homenagem aos jogadores que estiveram no gelo naquele ano. Para mais informações, a conta oficial no Twitter do “Milagre no Gelo” é o @1980MiracleTeam.

    Foto: Reprodução history.com

  • Monte um time de hockey e te diremos qual livro é a sua cara

    Monte um time de hockey e te diremos qual livro é a sua cara

    Hockey como plano de fundo para livros e filmes não é novidade. No início do mês, a franquia de Seattle contou um dos motivos pelos quais seu nome está demorando tanto tempo para ser decidido: esbarraram em um problema de diretos autorais. Isso porque, o nome favorito para a franquia, Seattle Sockeyes, já é usando em uma série de romances escrito pela americana Jami Davenport.

    Entretanto, essa não é a única série com hockey como plano de fundo. E nem apenas de romances vivem os livros sobre hockey. Dessa forma, resolvemos indicar um livro para o fãs de hockey se aventurarem enquanto esperamos Seattle resolver qual será o nome do seu time. Para isso, monte seu time dos sonhos e não esqueça de compartilhar com a gente qual livro você vai ler, ok?

  • A produção de Sticks passa a ser afetada pelo Coronavírus

    A produção de Sticks passa a ser afetada pelo Coronavírus

    A epidemia de Coronavírus que assola a China começou a trazer consequências para o hockey. Isso porque, alguns do principais fornecedores da National Hockey League relatam problemas na produção de sticks. Duas das principais produtoras, a Bauer e a CCM tiveram fábricas fechadas no país asiático em função da doença. 

    Os principais lesados são os jogadores profissionais, uma vez que as duas empresas já comunicaram que a produção de tacos para amadores não foi afetada. A liga feminina também não será prejudicada, já que seus equipamentos vem da Warrior, empresa baseada em Tijuana, México.

    “Vamos quando tempo isso dura,” disse Jack Eichel, do Buffalo Sabres. “Espero que não muito. Obviamente, eu descarto sticks bem rápido.” Eichel estima que usa cerca de 100 sticks por temporada, seja quebrando eles no gelo ou doando para seus fãs na torcida. E ele não está sozinho. Tyler Seguin, atacante do Dallas Stars, usa um taco por jogo. Dessa forma, alguns jogadores estão buscando seus equipamentos antigos para ter mais unidades disponíveis.

    Em busca de soluções

    As empresas têm estoque reserva tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá que deve ser o suficiente para o restante da temporada. Eles também já anunciaram que esperam normalizar as produções na China no futuro próximo. Ainda assim, os times e seus gerentes de equipamento estão de olho em seus próprios estoques. A orientação é que os jogadores evitem quebrar seus sticks no gelo e, é claro, por hora, nada de doações para os torcedores.

    Foto Reprodução: nypost.com