Os rumores da realocação do Atlanta Trashers, antes incertos, tornaram-se verdade quando a equipe foi vendida para a empresa True North Sports & Entertainment.
O time foi criado em 1997 na cidade de Atlanta, no estado da Geórgia, e começou a jogar 2 anos depois, em 1999. Por conta do baixo número de comparecimento dos torcedores aos jogos, além de problemas financeiros devido a uma administração ruim, a última temporada do Atlanta Trashers foi em 2010- 11.
Dessa forma, em apenas uma década, a cidade de Atlanta perdia seu segundo time de hockey na era moderna da NHL. Em nosso segundo artigo sobre 2011 para o especial 10 for 10, o NHeLas aborda a trajetória da realocação do Atlanta Thrashers para Winnipeg, em Manitoba, no Canadá.
Origens
A cidade de Atlanta ganhou uma franquia de hockey em 25 de junho de 1997, juntamente com a expansão da NHL para outras quatro equipes, que viriam a ser o Nashville Predators, o Columbus Blue Jackets e o Minnesota Wild.
Contudo, o estado de Geórgia já havia tido uma experiência com hockey anteriormente. O Atlanta Flames foi fundado em 1972, entretanto, o time foi realocado para Calgary, no Canadá, em 1980. O primeiro fracasso com os Flames desencorajou a inclusão de hockey no sul dos Estados Unidos por mais de uma década.
No Draft de 1999, a loteria deixou o recém-chegado Atlanta Thrashers com a segunda escolha em cada rodada. Numa troca de picks com Vancouver, o time acabou escolhendo 1st overall e selecionou Patrik Stefan. Junto dele, Luke Sellars foi selecionado por Atlanta como a 30ª escolha geral, e 2ª no segundo round.
Os dois viriam a ser grandes decepções na história do draft. A NHL listou Stefan como o pior first round pick de todos os tempos, e Sellars teve apenas uma partida na Liga. Isso foi uma grande surpresa para a mídia do hockey, uma vez que Stefan era considerado um futuro franchise player.
A primeira partida dos Thrashers foi em 2 de outubro de 1999, com uma derrota por 4 a 1 para o New Jersey Devils. O primeiro gol da franquia foi de autoria do capitão Kelly Buchberger, e a equipe terminou em último lugar na Southeast Division, com um recorde de 14 vitórias, 61 derrotas e sete empates, com um total de 39 pontos.
As melhorias só viriam no ano seguinte. Atlanta teve a 2ª escolha geral no Draft da NHL de 2000 e o jogador selecinado foi Dany Heatley, que viria a se tornar um dos melhores jogadores do time. Além disso, a equipe também teve uma ótima pick no Draft de 2001, com a primeira escolha geral, Ilya Kovalchuk. Consequentemente, eles foram nomeados para a equipe All-Rookie da NHL e Heatley recebeu o troféu Calder Memorial.
Primeiro (e único) playoffs
A temporada de 2006-07 foi especial para a equipe. Naquele ano, o time possuía grandes expectativas para irem longe no campeonato. Com um time saudável, composto por bons nomes como Marian Hossa e Ilya Kovalchuk, além de um saudável goleiro em Kari Lehtonen, os Thrashers conquistaram sua primeira e única vaga nos playoffs da história da franquia.
O time venceu o título da Southeast Division com 43 vitórias. Entretanto, nas nas Quartas de Final da Conferência Leste eles foram eliminados pelo New York Rangers, em apenas 4 jogos.
Declínio e eventual realocação para o Canadá
Após alcançarem os playoffs pela primeira vez, os Thrashers não começaram a temporada 2007-08 bem. Eles perderam os 6 primeiros jogos e consequentemente, a demissão do técnico Bob Hartley veio em 17 de outubro de 2007.
Quem assumiu o cargo de forma provisória foi o GM Don Waddell. No fim daquela temporada, Thrashers terminaram a temporada com apenas 76 pontos, finalizando em 14º na Conferência Leste.
Ilya Kovalchuk deixaria os Thrashers pelo New Jersey Devils por não conseguir chegar em um acordo salarial. Em 2010, a equipe de Atlanta terminou em 10° na Conferência, com 83 pontos, o que seria o maior número de pontos conquistados em uma temporada regular desde a conquista do título de divisão.
Ao passo que os anos passavam, o time se encontrava em uma situação difícil. O fracasso no desempenho do time, em conjunto a perdas financeiras e dificuldades, tornava a equipe alvo de frequente rumores de realocação. Alguns destinos mencionados eram Kansas nos EUA, Quebec, Hamilton, ou Winnipeg no Canadá.
Por fim, em 22 de janeiro de 2011, foi reportado que a equipe havia perdido 130 milhões de dólares nos últimos seis anos. Isso se deu parcialmente a um processo em andamento com Steve Belkin, um dos maiores shareholders do grupo que era dono do time.
Apesar de ter existido um esforço de grupos locais da cidade de Atlanta para manter a equipe lá, em maio de 2011 finalmente foi anunciada a venda do time ao grupo canadense True North Sports & Entertainment.
A princípio, o anúncio de um acordo finalizado foi refutado pela liga, que reconheceu apenas a existência de negociações entre as partes. O comissário da NHL, Gary Bettman, era favorável a realocação, e rapidamente foram feitos planos para as mudanças necessárias no Draft daquele ano.
O grupo tinha a intenção de levar a equipe para Winnipeg revivendo os antigos Jets, que jogaram de 1979 a 1996 na NHL, antes de serem realocados para o Arizona.
A venda foi reportada em U$ 170 milhões, incluindo uma taxa de U$ 60 milhões pela realocação. A mudança foi enfim oficializada após aprovação unânime do NHL Board of Governors em junho. Diferentemente dos Flames, dessa vez os direitos sobre o nome e logo da equipe ficaram na cidade, com o Atlanta Spirit Group.
Enfim, os Thrashers se tornaram os Jets, e o Canadá ganhou, pela segunda vez, uma franquia da NHL diretamente de Atlanta.
O novo coronavírus pegou a população mundial de surpresa. Com uma transmissão rápida, países do mundo todo começaram a tomar medidas drásticas para tentar controlar a situação.
Com isso, a NHL e precisou também entrar em quarentena pelo bem da população e de seus jogadores. A Liga anunciou a sua pausa ainda no início do mês, deixando assim vários trabalhadores nas arenas incertos em relação aos seus salários.
O “suspense” gerou muita polêmica e tensão no mundo do hockey. Tudo começou quando alguns times anunciaram que não iriam pagar esses salários, já que as arenas estavam fechadas e portanto sem funcionários no local.
No entanto, os jogadores continuariam a receber seus salários, mesmo sem estar jogando. Desta maneira a situação ficou extremamente injusta já que ambos não estariam trabalhando, mas somente os jogadores não teriam seus salários cortados.
Não somente isso, a maioria dos donos dessas franquias são bilionários e portanto têm consições de pagar os salários desses funcionários, o que só causou mais polêmica ainda.
Diante dessa situação, vários jogadores e fãs se mobilizaram para doar dinheiro para ajudar nos salários e assim impedir que esses funcionários sofressem financeiramente durante esse momento tão difícil para a população.
Pagar ou não pagar
No início, muitos clubes ainda não haviam informado se iriam ou não pagar seus funcionários.
Em parte essa questão sobre pagar ou não se dá porque nem todas as arenas pertencem aos donos dos times, ou se tratam de funcionários terceirizados. Nesses casos, em teoria, a empresa responsável por esses funcionários que deveria pagar os mesmos. No entanto, esperava-se dos times então pagar essas empresas mesmo sem ter utilizado os serviços deles.
Outra questão que pesou também é que a temporada regular já estava chegando ao fim e muitos times já estavam com seus jogos contados. É o caso do Minnesota Wild, que só tinha seis jogos na agenda.
Caso a caso
Até o momento da publicação desse texto, assim se posicionaram as franquias da NHL em relação ao pagamento dos trabalhadores em questão:
Anaheim Ducks: Um dos primeiros times a se pronunciar, os proprietários dos Ducks informaram que pagarão seus funcionários até o dia 31 de março.
Arizona Coyotes: Inicialmente, o time estava estudando a melhor solução para este momento. No dia 16 de março eles anunciaram que iriam pagar pelos jogos que estavam agendados.
Boston Bruins: A princípio, o time não havia informado que iria pagar os funcionários, com isso os jogadores começaram então a doar dinheiro para ajudar nesses pagamentos. Brad Marchand compartilhou um GoFundMe para que mais pessoas ajudassem. Por fim no dia 21 de março o time informou que estabeleceu um fundo de 1,5 milhão de dólares para o caso dos jogos finais não serem disputados.
Buffalo Sabres: Ainda no início foi informado que os funcionários seriam pagos pelos jogos cancelados. Contudo, os jogos por enquanto estão suspensos e não cancelados. O time não voltou a se pronunciar sobre o assunto.
Calgary Flames: O time informou que não pagaria os funcionários pelos eventos cancelados ou adiados, e diante desta situação os fãs decidiram então criar um GoFundMe. Através da “vaquinha”, foram arrecadados 81 mil dólares, sendo 62 mil doados por jogadores e parceiros do time. Posteriormente os proprietários mudaram de opinião e anunciaram a criação de um programa para estar fazendo os pagamentos.
Chicago Blackhawks: Um dos primeiros a se pronunciar, os proprietários informaram que continuarão pagando seus funcionários até o fim das temporadas regulares da NHL e NBA.
Columbus Blue Jackets: Também fazendo um anúncio ainda na primeira semana, o time se comprometeu a pagar seus funcionários pelos jogos agendados.
Colorado Avalanche: O time se pronunciou logo no início da pausa e informou que pagaria seus funcionário por 30 dias, além de pedir que seus fornecedores e parceiros fizessem o mesmo.
Carolina Hurricanes: Assim como os Coyotes, o time anunciou que estava estudando a melhor solução para a situação. Posteriormente eles anunciaram que irão fazer os pagamentos.
Dallas Stars: O time não se pronunciou sobre o assunto. No entanto Mark Cuban, proprietário do Dallas Mavericks (NBA) se prontificou a pagar os funcionários da Arena e inclusive criou um programa para os mesmos. Com isso os funcionários que trabalham nos jogos dos Stars também estão inclusos. O jogador John Klingberg doou uma camisa autografada para ajudar num leilão em prol do combate à pandemia.
Detroit Red Wings: A empresa responsável pelo time anunciou a criação de um fundo no valor de um milhão de dólares para o pagamento dos funcionários.
Edmonton Oilers: O time informou que todos os funcionários da arena que foram afetados com a paralisação serão pagos.
Florida Panthers: O goleiro Sergei Bobrovsky anunciou uma doação no valor de 100 mil dólares juntamente com outros jogadores que também doarão. Posteriormente o time anunciou que estará contribuindo com qualquer quantia adicional.
Los Angeles Kings: Assim como os Hawks, os Kings se prontificaram a pagar todos os funcionários pelo o que seria até o final da temporada regular da NHL e da NBA.
Minnesota Wild: Com a ajuda de doações dos jogadores, o time anunciou que pagaria os funcionários de meio período pelos seis jogos restantes da temporada.
Montreal Canandiens: A organização anunciou que aumentaria os benefícios para os funcionários elegíveis para o seguro-desemprego e para aqueles que não iriam pagar 75% do que recebem normalmente. Posteriormente eles anunciaram que os jogadores ajudaram com doações para os funcionários dos dias de jogo.
Nashville Predators: O presidente do grupo acionário do time informou que eles pagariam pelos eventos agendados e estavam procurando uma solução para os outros eventos perdidos.
New Jersey Devils: Logo no início da pausa, o time anunciou que pagaria por todos os eventos adiados.
New York Islanders: Assim como os Stars, a equipe não se comprometeu a pagar, no entanto informou que o time da NBA Brooklyn Nets irá efetuar os pagamentos aos funcionários do Barclays Center.
New York Rangers: O time anunciou que pagaria seus funcionários até o dia 22 de março, mas estava estudando um plano para o longo prazo.
Ottawa Senators: O proprietário se prontificou a pagar pelos jogos restantes dos Senators, incluindo os 6 jogos do Belleville Sens (AHL) e a primeira rodada dos playoffs da Calder Cup.
Philadelphia Flyers: A Comcast Spectacor, proprietária do time, informou que pagará os funcionários da arena.
Pittsburgh Penguins: Em uma ação conjunta de doações dos jogadores e duas fundações do time, o time informou que os funcionários irão receber seus salários.
San Jose Sharks: O time informou que pagará todos os funcionários pelos jogos agendados dos Sharks e do San Jose Barracuda, o time da AHL.
St. Louis Blues: Apesar de não constar qualquer contribuição dos proprietários do time, os Blues anunciaram que irão pagar os funcionários com doações recebidas de fãs, jogadores e da fundação de caridade Blues for Kids.
Tampa Bay Lightning: A equipe anunciou que pagará seus funcionários por todos os eventos perdidos até o final de março.
Toronto Maple Leafs: Em conjunto com todas as equipes que utilizam as instalações da Arena, os Leafs criaram um fundo para efetuar os pagamentos dos funcionários.
Vancouver Canucks: A empresa responsável pelo time anunciou a criação de um fundo para ajudar os funcionários da arena que necessitarem de apoio e assim evitar dificuldades financeiras para os mesmo.
Vegas Golden Knights: O time prometeu um fundo de no mínimo 500 mil dólares para efetuar os pagamentos. Posteriormente o goleiro Marc-André Fleury doou uma quantia de 100 mil dólares para ajudar nesses pagamentos.
Washington Capitals: O proprietário do time também foi um dos primeiros a se pronunciar e se prontificou a pagar os funcionários pelos 16 eventos cancelados.
Winnipeg Jets: Os Jets foram um dos times que inicialmente informaram que não fariam os pagamentos. Diante das polêmicas, eles mudaram o posicionamento e informaram que iriam pagar pelos quatro jogos restantes em Winnipeg.
Neste momento delicado e incerto para a população mundial, a preocupação com o salário não é algo exclusivo dos funcionários das arenas.
Os jogadores e times estão também procurando formas de ajudar a comunidade a não sofrer tanto financeiramente. É o caso dos Coyotes que estavam ajudando a montar cestas básicas para a população não ficar com fome.
A NHL ainda não tem data para voltar, ainda não se sabe como ficará o restante da temporada, muito menos como será a temporada seguinte. A estimativa de prejuízo é enorme, principalmente com tantos jogos restantes, especialmente os playoffs. No entanto diante do cenário atual, a prioridade dos times e da Liga é manter todos em casa e seguros.
Foto: Reprodução / Chuck Culpepper / The Washington Post
Devido a propagação do Covid-19, diversos eventos esportivos no mundo todo tem sido adiados. Inclusive os campeonatos das próprias Universidades dos E.U.A, este que se encontra em estado de emergência devido a pandemia.
Por isso, os campeonatos de hockey no gelo masculino e feminino da NCAA, que durariam até a primavera (dos Estados Unidos), precisaram ser cancelados pelo resto da temporada. Assim, não apenas os torneios de ice hockey são suspensos como também os demais campeonatos de outras modalidades das universidades. Portanto, o Frozen Four 2020, que é um dos eventos onde a própria NHL observa futuros talentos que possam vir a compor seus times futuramente, também deixa de acontecer.
A decisão foi tomada pelo presidente da NCAA, Mark Emmert, juntamente do conselho de governadores da associação. O cancelamento destas atividades faz parte de uma das principais medidas de prevenção tomadas pelo mundo inteiro: evitar aglomerações. A finalidade é impedir que o vírus se espalhe e propague-se cada vez mais. Assim, os torcedores que adquiriram seus ingressos para os jogos cancelados serão reembolsados nos próximos dias.
Seguidamente, também foram banidos a recruta de atletas até, pelo menos, 15 de abril. As Universidades também foram aconselhadas a suspender visitas de todos os tipos para recrutas durante este período. Desta forma, estas ações podem ser feitas através de ligações, e-mails ou de qualquer outra maneira que não seja presencial.
Elegibilidade dos atletas
Quando a NCAA cancelou os campeonatos restantes da temporada 2019/20, gerou-se grande preocupação em relação a elegibilidade dos atletas nas universidades. No entanto, a Associação resolveu tomar medidas que não prejudicasse nenhum dos jogadores.
Desta forma, a elegibilidade do restante da temporada, dos atletas da Divisão I e III, é cancelada. Porém, foi cedida elegibilidade extra para aqueles que desejarem disputar mais um ano pela NCAA, tanto se optarem por continuarem na Universidade ou irem para a Grad School. Assim, nenhum dos atletas perde um ano de sua elegibilidade e esta acaba sendo uma maneira de recompensá-los pelo restante da temporada que foi perdida.
Division I Council Coordination Committee agrees eligibility relief is appropriate for spring sports: pic.twitter.com/u7hwYOyTDV
A NCAA ainda ressaltou que outros detalhes em relação ao cancelamento da elegibilidade desta temporada serão abordados nos próximos dias. Apesar das medidas, muitos ainda se perguntam como ficará a situação os universitários que se formariam ao fim da temporada, e se eles teriam também mais um ano de elegibilidade.
De acordo com as regras da associação em relação ao assunto, caso o aluno-atleta apareça em 30% da temporada ou ultrapasse o meio desta, será considerado um ano de elegibilidade. No entanto, ainda não houve um pronunciamento da NCAA em relação aos formandos.
Antes da Liga ser suspensa por causa do Coronavirus, tivemos um dos eventos mais legais da temporada. Isso porque o dia internacional da mulher foi cheio de surpresas na NHL. A Liga transmitiu pela primeira vez dois jogos compostos apenas por equipes femininas. Do broadcast ao controle de câmeras, foram elas quem dominaram a noite.
No entanto, elas não só dominaram como também fizeram história no esporte. Sendo assim, resaltamos ambas as transmissões e explicar a importância destes eventos para a inclusão das mulheres no mundo esportivo.
As mulheres assumem o controle
No dia 16 de fevereiro, a NBC anunciou através de um comunicado oficial que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, iria recrutar apenas mulheres para transmitir e produzir o jogo entre Chicago Blackhawks e St. Louis Blues.
A partida ocorreu no domingo (8). Estúdio, sidelines e backstage, por fim, ficaram pequenos diante de tamanho talento. A equipe foi composta por Kathryn Tappen (apresentadora no estúdio), Jen Botterill (âncora no estúdio), Kate Scott (play-by-play), Kendall Coyne (analista do jogo no gelo) e AJ Mleczko (analista da partida). A produção do jogo também contou com Rene Hatlelid (produtora) e Lisa Seltzer (diretora).
Ao longo da transmissão da partida, diversas mulheres que deixaram sua marca no esporte foram homenageadas. A intenção da NBC com o evento é tentar cada vez mais “inspirar as futuras gerações de mulheres a se destacarem no gelo e nos bastidores”.
Todavia, apesar de estarem participando da primeira transmissão apenas com mulheres, algumas destas profissionais já são conhecidas por seu trabalho no mundo do hockey. A apresentadora Kathryn Tappen é um exemplo, tendo transmitido diversos jogos da NHL nos estúdios da NBC. A jornalista afirmou ao próprio site que, embora já tenha participado do broadcast de diversos jogos, nunca teve a oportunidade de fazer parte de uma equipe que contasse apenas com o público feminino.
“Transmito (jogos) há 17 anos, mas a primeira transmissão que fiz com uma produtora foi apenas há dois anos atrás. O fato de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher com uma equipe feminina de transmissão e produção me diz até onde chegamos em um tempo muito curto. Esperamos que nossa transmissão ajude a inspirar as jovens que assistem a seguir seus sonhos, porque provamos que tudo é possível e tenho orgulho de fazer parte disso.”
Kathryn Tappen para o site da NBC.
No entanto, a NBC não foi a única a dar o controle do espaço para as mulheres no dia oito. A Sportsnet, por fim, também resolveu aderir a ideia e teve o jogo do Calgary Flames e Vegas Golden Nights também produzido e transmitido por uma equipe formada por apenas mulheres. Equipe esta composta por Christine Simpson (apresentadora), Leah Hextall (play-by-play), e Cassie Campbell-Pascall (analista do jogo) e o restante do time que faz tudo acontecer atrás das câmeras.
Os comentários em relação a transmissão
Apesar de diversas pessoas na comunidade do hockey acharem a ideia de um broadcast feminino mais do que bem vindo, muitas pessoas ainda sim se mostraram contrárias a participação das mulheres nas transmissões do dia oito. Diversos comentários sexistas foram profanados nas postagens das emissoras sobre o evento nas redes sociais, sendo estes críticas nada construtivas em relação ao trabalho impecável feito pelas mulheres.
Porém, apesar dos comentários negativos e ofensivos, diversos profissionais da área vieram a público defender a iniciativa das emissoras. Seguidamente, muitos destes, inclusive as próprias profissionais envolvidas nas transmissões, ressaltaram a importância de eventos como este em um esporte como o hockey.
AJ Mleczko, que foi a analista de jogo da partida entre Blackhawks e Blues, fez questão de ressaltar para o site da NHL a necessidade de ver as mulheres ocuparem espaços no esporte e a partir daí, novas portas possam se abrir.
“É significativo por causa da visibilidade que fornece. Para as pessoas sentadas em casa assistindo nós três aqui, e [Tappen] e [Botterill] no estúdio, vendo mulheres falando sobre hockey do jeito que falamos – estamos muito preparadas e educadas neste jogo – […]. Para quem está sentado em casa [assistindo], meninos, meninas, homens, mulheres, saindo da faculdade, seja o que for, permite que eles entendam que há mais oportunidades. Talvez eles optem por não seguir esse caminho, mas a mídia está aberta a homens, mulheres, qualquer pessoa e a visibilidade é a maior parte.”
Mleczko para a NHL.
Linda Cohn, jornalista da ESPN, também veio, em meio de suas mídias sociais, explanar sua felicidade ao ver as mulheres tendo oportunidades como estas no mundo esportivo. Todavia, ressalta também que não deveria ser algo que venha a acontecer apenas uma vez ao ano.
I love all these talented women getting broadcast opportunities today in honor of #InternationalWomensDay but this shouldn’t be something that happens just once a year. Those in hiring positions should start seriously considering these remarkable women for more than just cameos.
Seguidamente, em uma das páginas da NBC Sports, Laura Oakmin (apresentadora da NFL na Fox) também veio a público falar sobre o quão importante era ver mulheres quebrando barreiras. Principalmente no mundo dos esportes, que ainda é bastante hostil com o público feminino.
.@LauraOkmin knows how important it is for women to break barriers in the sports world.
— NBC Sports Hockey (@NBCSportsHockey) March 8, 2020
Após os jogos, Kendall Coyne, que também participou da transmissão feita pela NBC. A jogadora disse que se sentia honrada em fazer parte de uma equipe cheia de profissionais tão talentosas.
So honored to work with @NHLonNBCSports alongside so many incredible women who paved the way for people like me on Sunday! It was inspiring to see the many different roles in broadcasting fulfilled by women. If you want to work in hockey, there is a place for you! #HockeyIsForHerpic.twitter.com/x27xG2DhPe
— Kendall Coyne Schofield (@KendallCoyne) March 10, 2020
Por último, Mark Lazerus, correspondente dos Blackhawks no The Athletic, apontou o outro lado da história. Sendo homem e jornalista, viu a transmissão dos jogos com outra perspectiva. Para ele, este tipo de ação representa uma nova porta de oportunidades aberta para as meninas da nova geração no mundo do hockey.
Y'all whiny-ass dudes complaining about having to hear — gasp! — a woman's voice during your manly man-fest are the same ones calling everyone else snowflakes. My daughter might actually *want* to watch a hockey game tonight. So STFU. Just go outside and be manly. It's nice out.
Todos os dias, diversas mulheres no mundo do esporte sofrem assédio durante o exercício da profissão, questionando o trabalho delas apenas pelo seu gênero. Dentre estes comentários de mau gosto, existem diversos questionamentos sobre quais seriam as motivações por elas estarem ali, mas não levam em consideração que a profissional está ali pelo esporte.
Geralmente, os comentários nas redes sociais questionam se, este interesse seria de fato é pelo esporte ou teria outra motivação por trás. Isso porque, aparentemente, a nossa sociedade machista persiste na ideia de que mulheres ainda são as vilãs e estão em busca de relacionamentos do qual podem tirar vantagens.
Mas esta ideia da Idade Média não cabe mais ao século 21. Cada vez mais as mulheres vem conquistando o seu espaço em cargos de grande importância em todas as esferas da sociedade. Dessa forma, eventos como estes são necessários em mais do que apenas um dia do ano.
A presença de mais mulheres no mundo esportivo é essencial para uma maior equidade de gêneros dentro e fora das arenas. O trabalho destas jornalistas cada vez mais estão em destaque e se incomoda tanta gente assim, é porque elas estão fazendo o trabalho direito. E, ao contrário do que estes comentários maldosos dizem, a motivação dessas profissionais é de cobrir o hockey da melhor forma possível, levando informações corretas e de boa qualidade para os fãs do esporte.
Portanto, está na hora de cada vez mais mulheres estarem a frente de transmissões esportivas, reportagens, entrevistas, podcasts e demais cargos no mundo do esporte.
A NHL anunciou hoje uma pausa na temporada 2019-20 a partir dos jogos que aconteceriam nessa quinta-feira (12). A ação vem como uma medida de prevenção da pandemia do novo coronavírus que vem se alastrando pelo mundo. A liga segue a decisão da NBA, que suspendeu a temporada ontem (11) após confirmar que o jogador do Utah Jazz, Rudy Gobert, havia testado positivo para o vírus.
No tweet abaixo, o departamento de Relações Públicas da NHL publicou o comunicado oficial sobre a decisão da liga. Em seguida, está a tradução integral do conteúdo do comunicado.
“À luz dos acontecimentos resultantes do coronavírus, e após consultar médicos especialistas e convocar uma teleconferência do Conselho de Governadores, a Liga Nacional de Hóquei anuncia hoje que fará uma pausa na temporada 2019-2020, começando com os jogos desta noite.
“A NHL tem tentado seguir os mandatos de especialistas em saúde e autoridades locais, enquanto se prepara para qualquer possível desenvolvimento sem tomar medidas prematuras ou desnecessárias. No entanto, após as notícias de ontem à noite de que um jogador da NBA testou positivo para coronavírus – e como nossas ligas compartilham tantas instalações e vestiários, agora parece provável que algum membro da comunidade da NHL tenha resultado positivo em algum momento – não é mais apropriado tentar continuar a jogar no momento.
“Continuaremos a monitorar todos os conselhos médicos apropriados e incentivaremos nossos jogadores e outros membros da comunidade da NHL a tomar todas as precauções razoáveis - inclusive por auto-quarentena, quando apropriado. Nosso objetivo é retomar o a temporada assim que for apropriado e prudente, para que possamos completar a temporada e premiar a Stanley Cup. Até lá, agradecemos aos fãs da NHL por sua paciência e esperamos que você permaneça saudável.”
Outras ligas suspensas
A princípio, as outras ligas de hockey na América do Norte estavam aguardando o posicionamento da NHL. Mas antes da liga tomar uma decisão, a USHL suspendeu a temporada de efeito imediato, assim como todos os treinos e eventos.
— Complete Hockey News (@CompleteHkyNews) March 12, 2020
A NCAA, assiciação que companda os campeonatos universitários nos EUA, decidiu continuar com seus campeonatos, por enquanto. Entretanto, os jogos de todas as modalidades irão contar com a menor equipe possível e portões fechados, apenas familiares dos jogadores na torcida.
A AHL ainda não se pronunciou, mas deve seguir as mesmas recomendações da NHL. Por outro lado, a NWHL também anunciou que vai adiar a pós-temporada que aconteceria agora em março.
Atualmente, estima-se que cerca de 1.561 mulheres árbitras sejam registradas nos Estados Unidos. A primeira notícia que se tem de uma mulher apitando uma partida de hockey profissional data de 1995. Heather McDaniel apitava jogos de ligas profissionais menores da Central Hockey League e da West Coast Hockey League. Porém, quando ela engravidou e se aposentou em 1999, nenhuma outra mulher apitou alguma partida profissional.
As árbitras geralmente têm opções limitadas de atuação, e são encontradas em sua maioria em níveis júnior e universitários. A existência de ligas de hockey femininas, como a NWHL (Liga de Hockey Feminina dos Estados Unidos) nos mostra que o mundo do hockey pertence também às mulheres. Porém, para que o jogo possa de fato crescer, é preciso incentivar algo que às vezes é muito esquecido: o mundo da arbitragem.
O trabalho de arbitragem é o mesmo, independente do gênero de quem apita. De acordo com as regras da IIHF, os árbitros podem sinalizar timeouts, gols e penalidades, enquanto os oficiais de linha (linesman) são responsáveis por sinalizar icing, offsides, dentre outras penalidades. Há somente uma diferença. Aos árbitros do hockey masculino, é permitida uma penalidade adicional: as dos hits, que não são permitidos na modalidade feminina.
Desta forma, a falta de representação feminina nos meios esportivos é um dos maiores fatores que podem vir a atrapalhar o desenvolvimento de atletas e de profissionais esportivas. Por isso, o trabalho de mulheres nesses meios é feito com muito esforço, já que muitas vezes não possuem qualquer ajuda ou incentivo exterior. Mesmo assim, cotidianamente, muitas mulheres lutam para que isso mude no futuro.
Outro momento importante, foi quando a competição All-Star Skills 2020 da NHL em St. Louis, em janeiro, foi pioneira ao sediar um evento feminino. O evento contou com o jogo de três a três das mulheres de elite entre o Canadá e os EUA. Assim, quem apitou a partida, foi o mesmo quarteto chamado para o Exposure Combine de 2019, composto por Katie Guay, Kelly Cooke, Kirten Welsh e Kendall Hanle
O combine deu a chance dessas árbitras ficarem em evidência, tanto que foram chamadas para o All Star Game. Consequentemente, o All Star Game, que teve um público de 18.000, chamou a atenção ao hockey feminino. São atitudes como essas que acabam fazendo muito efeito nas conquistas igualitárias das mulheres, mesmo que ainda sejam pequenas. O comissário Bettman disse, em uma entrevista sobre equidade, que a mudança é necessária.
“Juntos, precisamos evoluir, vamos aprender com as oportunidades uns dos outros e seremos melhores (…) É sobre o que temos em comum, não o que nos separa. E, na medida em que existem segmentos particulares da sociedade que foram deixados para trás, temos a oportunidade de elevar e aproximar mais pessoas”.
Todavia, este não é um problema exclusivo da NHL. Apesar da NBA já contar com mulheres apitando desde 1998, a NFL só teve uma primeira mulher a apitar uma partida em 2015, nos Playoffs.
“Eu quero que alguém quebre essa barreira”, disse Stewart, que agora é diretor de arbitragem na NCAA. “Não é preciso um cromossomo X ou Y que faz você levantar o braço e chamar uma penalidade. É preciso cérebro e coragem.”
Mas quando essa barreira será quebrada? A árbitra Katie Guay, de 37 anos, que possui experiência nas Olimpíadas de Pyeongchang foi a primeira mulher a arbitrar a partida entre Boston College contra Harvard em 67 anos de história no prestigiado torneio de hockey em Boston. Guay também acredita que a NHL tem ajudado com algumas medidas de inclusão.
“(…) Pude ver que a NHL tem tomado várias medidas para abrir portas e oferecer oportunidades para as mulheres. Chegar à NHL não é uma tarefa fácil – para jogadores e árbitros (…). Acho que é apenas uma questão de a primeira mulher ter experiência e provar a capacidade de competir nesse nível”.
Kelly Cooke complementou:
“Isso acontecerá em algum momento, quando eles encontrarem a pessoa certa para fazer o trabalho. Não importa quem vai quebrar essa barreira, acho que todos nós estaremos lá assistindo e apoiando essa pessoa. (…) No entanto, só o tempo irá dizer.”
De fato, nunca é possível prever o futuro. A aceitação de mulheres no meio esportivo ainda caminha em passos pequenos, por conta do preconceito e do tradicionalismo de muitos esportes. Contudo, essas pequenas ações de apoio acabam normalmente sendo um grande empurrão. Mas sem o verdadeiro apoio e incentivo e, principalmente, a falta de representação, as árbitras ainda poderão ter um longo caminho a percorrer.
Vale ressaltar que a batalha é como escalar uma escada, e que eventualmente as árbitras poderão estar no topo. Katie Guay disse que a melhor maneira de uma árbitra conseguir enfim chegar na NHL um dia é se elas pudessem ter mais oportunidades de apitar jogos júniors das ligas masculinas. E que só assim, o sonho de finalmente apitarem uma partida da NHL, será realizado.
O hockey feminino sempre foi considerado apenas um esporte olímpico. Enquanto os homens têm os benefícios de terem a NHL para apoiar suas carreiras, as jogadores vivem com glórias de quatro em quatro anos. Isso não significa que elas não têm uma liga própria, apenas que a NWHL não proporciona as melhores condições de trabalho e investimento de patrocinadores.
Por este motivo, no ano passado, as jogadores fundaram a PWHPA (Professional Women’s Hockey Player Association). A Associação criada pelas jogadoras norte-americanas visa trazer melhores condições de trabalho e mais visibilidade para a modalidade feminina. A PWHPA vem trabalhando desde a sua criação com a Dream Gap Tour, viajando pela América do Norte para promover a modalidade com eventos.
O hockey feminino merece tanto destaque quanto o masculino. Um exemplo disso foi a participação das jogadoras no NHL All-Star Weekend tanto em 2019 quanto em 2020. No ano passado, Kendall Coyne Schofield, ganhou destaque ao ganhar de McDavid na disputa pelo patinador(a) mais rápido. Infelizmente, o prêmio ainda foi para o capitão do Oilers. Mas isso permitiu que uma discussão sobre as mulheres no esporte, sobretudo as jogadoras, e como elas devem ganhar mais destaque, relevância e, acima de tudo, respeito.
Neste ano, as jogadoras da seleção canadense e americana de hockey feminino deram um show no All-Star Weekend 2020 da NHL. Desde o combate 3-on-3 noWomen’s Eliteaté o desafio de habilidades junto com os jogadores da Liga, elas puderam mostrar que têm talento e que as mulheres também sabem arrasar no mundo do hockey. Infelizmente, a NHL é uma liga masculina, mas as mulheres não ficam de fora do hockey e têm a sua própria liga, a NWHL (National Women’s Hockey League).
O que é a NWHL
A National Women’s Hockey League foi criada (no formato atual) em março de 2015 e está em sua quinta temporada. Ela é a primeira liga a pagar salário para as jogadoras, e permitiu que em seguida viesse a criação da, hoje extinta, CWHL. Na época em que anunciaram o fim da Liga canadense a NWHL chegou a cogitar expandir para assumir os times da liga canadense, entretanto por falta de verba isso não foi possível. Dessa forma, hoje ela é composta exclusivamente por cinco times americanos.
Apesar de ainda estar em seu início, comparada à outras ligas de hockey, a NWHL já contou com grandes nomes do hockey feminino, como as medalhistas americanas Hilary Knight e Kendall Coyne Schofield. Nas primeiras quatro temporadas era possível ver muitas das jogadoras das seleções dos EUA e Canadá jogando pelos times da Liga. No entanto, após o anúncio do fim da CWHL no início de 2019, as jogadoras decidiram se unir e criar a PWHPA, assim se desligando da NWHL, em busca de melhores condições de trabalho para a modalidade feminina..
Assim como a NHL, a liga feminina possui seu próprio campeonato e até mesmo um All-Star Weekend. O campeonato, que se chama Isobel Cup, ganhou seu nome em homenagem a Lady Isobel Stanley, a filha de Lorde Stanley e uma das pioneiras no hockey feminino. O calendário também é similar ao de outras ligas com a temporada iniciando em outubro, porém como tem um número consideravelmente menor de times, os playoffs acontecem durante o mês de março.
Em seu ano de estreia, a NWHL realizou um draft para efetuar as primeiras contratações. Sendo assim, cada time escolheu cinco jogadoras universitárias além das jogadoras que foram avaliadas com base no seu desempenho nas olimpíadas e no IIHF. O New York Riveters (atualmente Metropolitan Riveters) conquistou o primeiro lugar no sorteio da loteria e selecionou a jogadora Alex Carpenter.
Buffalo Beauts
O time foi um dos primeiros a serem fundados para a NWHL. A equipe fica localizada na cidade de Amhherst, no estado de Nova York, e tem como casa a arena Northtown Center at Amherst, que dividem com outros times de outras ligas de hockey. Em dezembro de 2017 o time foi adquirido pelo Pegula Sports & Entertainment, proprietário do Buffalo Sabres. Desta forma, se tornou o primeiro time na história da NWHL a pertencer ao mesmo dono de uma equipe da NHL. Porém com os últimos acontecimento no cenário do hockey feminino a empresa optou por abrir mão dos Beauts, finalizando assim a parceria com o time da NHL. Em 2016 se tornaram o primeiro time a ter um jogador abertamente transgênero, o atacante Harrison Browne. Também em 2016, elas ganharam a sua primeira Isobel Cup.
Atualmente, o Buffalo Beauts conta com as atacantes Brooke Stacey, Emma Ruggiero, Iveta Klimasova, Kandice Sheriff, Maddie Norton, Cassidy MacPherson, Kim Brown, Becki Bowering, Corrine Buie, Erin Gehen e Taylor Accursi. As jogadoras Marie-Jo Pelletier, Lenka Curmova, Megan Delay, Ana Orzechowski, Nikki Kirchberger e Richelle Skarbowski atuam como defensoras. Enquanto as jogadoras Ashley Birdsall e Sara Bustad atuam tanto como atacantes como defensoras. As goleira são Kelsey Neumann, Tiffany Hsu e Mariah Fujumagari.
Boston Pride
Foi uma das quatro equipes que foram criadas juntos com a Liga. O time fica localizado na cidade de Boston, em Massachusetts, e é afiliado ao Boston Bruins, com quem divide o centro de treinamento, a Warrior Ice Arena. Com a sua primeira escolha do draft e terceira escolha geral o time selecionou a jogadora Kendall Coyne Schofield, porém a mesma optou por não assinar com eles.
Na temporada de estreia da Liga, os Prides foram os primeiros campeões da Isobel Cup. Ele também é o time que marcou o primeiro hat-trick na história da NWHL. A jogadora Brianna Decker realizou o feito numa vitória de 5 a 3 contra o Buffalo Beauts. A equipe de Boston também foi a primeira a sediar um jogo ao ar livre na modalidade feminina, o 2016 Outdoor Women’s Classic presented by Scotiabankque terminou em empate de 1 a 1 contra o Les Canadiennes de Montreal da CWHL. Infelizmente nem só de boas histórias vive o hockey feminino. Durante o 2016 Outdoor, a jogadora Denna Laing sofreu uma lesão onde perdeu o movimento das pernas e limitou o movimento dos braços, dando fim a sua carreira.
Na época, como uma forma de apoio, o Boston Pride arrecadou fundos para a Denna Laing Foundation, além de levarem a taça da Isobel Cup para ela no hospital. Por fim, a jogadora ganhou o NWHL’s Foundation Awarde o Perseverance Award. O time recentemente entrou para a história da NWHL novamente, desta vez com a jogadora Jillian Dempsey. A forward marcou seu 100º ponto, sendo a primeira da Liga a atingir a marca. Atualmente tem como defensoras Lauren Kelly, Lexi Bender, Jenna Rheault, Kaleigh Fratkin, Briana Mastel e Mallory Souliotis. Como atacante as jogadoras Jordan Juron, Mary Parker Alyssa Wohlfeiler, Tori Sullivan, Emily Fluke, Jillian Dempsey, Lexie Laing, McKenna Brand, Marisa Raspa, Christina Putigna e Carlee Toews. Enquanto as jogadoras Victoria Hanson e Lovisa Selander atuam como goleiras e a jogadora Whitney Renn como atacante e defesa.
Connecticut Whale
O time tem seu nome em homenagem ao Hartford Whalers. O Hartford Whalers era um time que fez parte da WHA (World Hockey Association) e posteriormente da NHL. Hoje realocado passou a ser chamado de Carolina Hurricanes. O Connecticut Whale foi o primeiro time a assinar com uma jogadora canadense, a defensora Kaleigh Fratkin, ainda em seu início. Em sua estreia no gelo, a equipe contou com um gol da capitã Jessica Koizumi, que assim entrou para a história como o primeiro gol marcado na Liga. Nessa mesma partida elas ganharam por 4 a 1 contra o New York Riveters.
A equipe tem como base a cidade de Danbury em Connecticut, no entanto já chamou de casa Stamford e Northford. Para a temporada de 2018-19 a jogadora ativa Cydney Roesler foi nomeada treinadora assistente, assim se tornando a primeira jogadora e treinadora da história do time. Para temporada atual, 2019-20, o time convocou o ex-NHLer Colton Orr para assumir como treinador principal.
Atualmente o time conta com as jogadoras Brooke Wolejko, Sonjia Shelly e Cassandra Goyette como goleiras. As jogadoras Grace Klienbach, Allie Lacombe, Sarah Hughson, Sarah Schwenzfeier, Janine Weber, Elena Gualtieri, Katelyn, Russ, Emma Vlasic, Alexa Aramburu, Kaycie Anderson, Jane Morrisette, Haley Payne, Kayla Meneghin e Madie Evangelous como atacantes. E na defesa as jogadoras Taylor Marchin, Shannon Doyle, Erin Hall, Elena Orlando, Lauren Hill e Jordan Brickner. Além das jogadoras Hanna Beattie e Brinna Dochniak que atuam tanto na defesa como no ataque.
Metropolitan Riveters
O time tem a sua sede situada em Monmouth Junction, New Jersey. Inicialmente era chamado de New York Riveters, porém teve seu nome alterado quando foi realocado para New Jersey e se afiliou ao New Jersey Devils, em 2016. Ao iniciar a parceria o time da NHL, além de trocar de nome, também adotou as cores dos Devils. No entanto quando a mesma chegou ao fim em 2019, a equipe retornou às suas cores originais (branco, vermelho e azul).
Além de ter tido direito a primeira escolha no draft 2015, a franquia também foi a primeira na história da Liga a assinar um contrato. A felizarda foi a atacante Janine Weber. Durante sua primeira temporada o time entrou para a história da NWHL ao ganhar sua primeira partida, contra o Boston Pride. Isso aconteceu porque o time tinha uma goleira que era natural do Japão, Nana Fujimoto. Ela entrou para a história como a primeira goleira japonesa a ganhar uma partida na NWHL.
No ano seguinte a equipe assinou um contrato de um ano com a free agent Amanda Kessel no valor de 26 mil dólares. Ao assinar essa quantia, Amanda se tornou a jogadora mais bem paga da Liga. Atualmente os Riveters contam com as defensoras Cassie Dunne, Nicole Arnold, Leila Kilduff, Colleen Murphy, Rebecca Morse, Anna Keys, Ashley Johnston e Kiira Dosdall-Arena. Como goleiras as jogadoras Zoe Zisis, Dana Demartino e Sam Walther. Além das atacantes Bulbul Kartanbay, Kate Leary, Haley Frade, Kelly Nash, Brooke Avery, Tatiana Shatalova, Jayne Lewis, Madison Packer, Cailey Hutchison, Kendall Cornine, Nichelle Simon e Brooke Baker. A jogadora Mallory Rushton atua tanto como atacante como defensora.
Minnesota Whitecaps
O time, que existe desde 2004, foi fazer a sua estreia oficial na NWHL somente em 2018. Eles, que hoje dividem seu lar com o Minnesota Wild, são um dos poucos times que ainda possuem afiliação com um time da NHL. Também são os atuais campeões da Isobel Cup, tendo levado o troféu em sua temporada de estreia.
Devido ao seu tempo de atividade a equipe possui uma história mais extensa. Já fez parte da extinta Western Women’s Hockey League (WWHL) durante seu tempo de atividade de 2004 a 2011. Após isso a equipe atuou de forma independente jogando contra a NWHL, CWHL e faculdades femininas.
Os Whitecaps também são o único time que já conquistou a Clarkson Cup em 2010 e a Isobel Cup, os dois principais prêmios do hockey feminino na América do Norte. Em fevereiro de 2018, pouco antes de ingressar na Liga, a equipe teve as suas jogadoras Kate Schipper e Sadie Lundquist convidadas a participar do NWHL All-Star, que foi realizado em Saint Paul, Minnesota. Posteriormente, ao entrar para a NWHL o time entrou para a história da Liga como a primeira franquia a obter lucro vendendo ingressos para os jogos.
Hoje ele conta com as atacantes Jonna Curtis, Allie Thunstrom, Brooke White-Lancetti, Lisa Martinson, Meaghan Pezon, Stephanie Anderson, Meghan Lorence, Audra Richards, Kalli Funk, Nina Rodgers, Lauren Barnes, Nicole Schammel, Sam Donovan e Haylea Schmid. Na defesa as jogadoras Chelsey Brodt Rosenthal, Winny Brodt Brown, Sydney Baldwin, Emma Stauber, Amanda Boulier e Rose Alleva. Além da jogadora Kelsey Cline que atua nas posições de defesa e ataque, enquanto as jogadoras Amanda Leveille e Allie Morse atuam no gol.
Playoffs
Os playoffs desta temporada já chegaram. Hoje já acontecem as semifinais, e o próximo jogo já será a final. É uma etapa muito imprevisível já que são jogos únicos e eliminatórios. As Beauts e os Whales brigaram pela vaga na semifinal no último dia 6, com os Whales conquistando uma vitória por 5 a 3 e garantindo a sua vaga. Eles irão disputar a próxima partida contra o líder da tabela, os Prides.
A equipe de Boston lidera a Liga com 46 pontos e 23 vitórias. Os Whitecaps vem logo em seguida com 36 pontos e 17 vitórias. O time de Minnesota irá disputar contra as Riveters, que estão em terceiro lugar na tabela com 23 pontos e 10 vitórias. Nos resta agora acompanhar para descobrirmos quem leva a Isobel Cup deste ano.
Quinze de junho de 2011. Para nós, talvez, apenas mais um dia qualquer no calendário. Para os Bruins, o dia marcava o direito do time de, após 39 anos de espera, finalmente poder dizer “campeões”. A partir daqui, o Boston se estabelecia, por fim, como um dos melhores times da NHL. E dessa forma, iniciava o que seria uma década repleta de vitórias e quebra de recordes.
Portanto, dando início aos eventos importantes do ano de 2011, neste novo texto do especial da década o NHeLas aborda a jornada dos Bruins até a conquista do campeonato naquele ano.
O caminho até os playoffs
O Boston começa a modificar o seu time visando a Stanley Cup na off season antes da temporada 2010/11. Para isso, eles começam os trabalhos no próprio Draft de 2010, que aconteceu em Los Angeles. Assim, tendo um 2nd round pick overall, o time selecionou Tyler Seguin, com apenas 18 anos, para reforçar a equipe na nova temporada que chegava.
Portanto, com as escolhas no Draft, somadas a trades e ajustes feitos na off-season, os Bruins iniciam a temporada 2010/11 com o pé direito. O primeiro jogo do time é disputado em Praga, República Tcheca, contra os Phoenix Coyotes (hoje, Arizona Coyotes). Com uma vitória por 5 a 2, o time de Boston inicia a season mostrando exatamente ao que veio.
A equipe iniciou a temporada muito bem. No entanto, ainda assim se viu disputando o primeiro lugar da northeast division com o Montreal Canadiens. Foi apenas ao fim de Dezembro que o time, finalmente, conquista a liderança da Divisão. Por isso, no final do ano, com 45 pontos, a equipe ocupava o grupo dos 16 times prováveis a irem aos playoffs.
Seguidamente, o resto da temporada não é diferente. Tendo formado um dos times mais ofensivos da Liga, os Bruins continuariam a conquistar grandes sequências de vitórias nos meses que se seguiram. Mesmo com alguns streaks de derrotas, o time ainda permanecia em altas posições nos standings da Liga. Estas, por fim, que indicavam que o passe para a pós temporada estava cada vez mais perto.
No entanto, é apenas em 27 de março a equipe de Massachusetts finalmente garante sua passagem de ida aos playoffs. Finalizando a temporada ainda como líderes da divisão, o time também ficou em terceiro lugar na Eastern Conference. Desta forma, com 103 pontos, os Bruins terminaram a season na sétima posição no overall da Liga e com grande chances de chegar às finais da Stanley Cup.
Os playoffs
Era a quarta aparição consecutiva que os Bruins faziam nos playoffs da Stanley Cup. Portanto, após tantos anos de espera, o time entra na disputa com sede de vitória. O primeiro desafio da equipe foi o Montreal Canadiens. Sendo arquirrivais, este talvez tenha sido um dos rounds mais intensos dos Bruins na pós temporada.
A série começou desastrosa para os Bruins, que perderam os dois primeiros jogos em casa. No entanto, o time volta a vencer os próximos três jogos, sendo dois destes na casa do Montreal e um no TD Garden. Desta forma, até o jogo 5, os Bruins lideravam a série com 3 vitórias. Porém, a vitória dos Canadiens na sexta partida faz com que o round vá para um jogo 7. Após uma partida exaustiva, a equipe de Boston vence no overtime e, finalmente, se classifica para a segunda etapa da competição.
Se o primeiro round havia sido intenso, a segunda etapa dos playoffs foi o contrário. O adversário dos Bruins eram os Flyers, e as equipes disputaram o primeiro jogo da série na casa do Philadelphia. Sem maiores dificuldades, os Bruins vencem o primeiro jogo por 7 a 3.
No entanto, os Flyers vem para o segundo confronto completamente diferentes. A partida acaba em empate no tempo regular e, portanto, vai para o overtime. Após 14 minutos de prorrogação, o Boston conquista mais uma vitória na série que acaba colocando o time em vantagem. São necessários mais dois jogos para que os Bruins eliminem os Flyers da competição. Desta forma, a equipe se classifica para a Conferência Final, onde enfrenta o Tampa Bay Lightning.
No primeiro jogo da Conferência Final, o Boston tem um fator importante ao seu favor: home ice. Todavia, não é o suficiente para o time da casa adquirir uma vitória. Porém, no jogo 2, ainda em casa, os Bruins viram a partida e vencem o Tampa por 6 a 5. Após a vitória no jogo 3, o Boston volta a perder dois dos três jogos seguintes.
Por fim, as equipes terminam o jogo 6 com a série empatada, avançando-a para mais uma partida. Mas apesar dos esforços do Lightning, os Bruins levam a vitória do jogo 7 com apenas um gol. Portanto, após 21 anos, o time de Massachussets volta a se classificar para a final e vê a Stanley Cup cada vez mais perto.
O último round da competição é disputado contra o Vancouver Canucks, que finalizou a temporada regular com o Presidents Trophy. E são eles quem vencem os dois primeiros jogos e, assim, garantem grande vantagem sobre o Boston. No entanto, os Bruins se recuperam e voltam a vencer os próximos dois jogos, ambos disputados no TD Garden. Entretanto, quando os Canucks vencem o jogo 5 e o Boston volta a conquistar mais uma vitória no jogo 6, a série se vê empatada. Por isso, acabou se tornando necessário um jogo 7.
Boston Bruins campeão
O último jogo da Stanley Cup Finals é disputado em Vancouver, na Rogers Arena, em 15 de junho de 2011. O que aparentava ser um jogo complicado para os Bruins, acabou por fim tendo o final que o time visitante esperava. Patrice Bergeron marca o primeiro do Boston ainda no primeiro tempo. E partir daí, as coisas só melhoram.
Por fim, após 3 períodos, quatro gols, e 39 anos de espera, os Bruins vencem a partida e se tornam os campeões da Stanley Cup. O time acaba levantando a taça na casa dos Canucks, se tornando a sexta Stanley Cup conquistada pela equipe em toda a sua história na NHL.
Os Bruins também se tornam o primeiro time que disputa o jogo 7 fora de casa e adquire um shutout. Por sua performance estelar nos playoffs, é o próprio goleiro dos Bruins, Tim Thomas, quem fatura o Conn Smythe Trophy, sendo o MVP da pós temporada.
Os destaques nos playoffs vão para David Krejci, que foi líder da Liga em pontos na pós temporada (23). O jogador também foi líder em gols, marcando, desta forma, 12 em todos os 4 rounds da competição. Atrás dele, do roster dos Bruins, fica Brad Marchand, com 11 gols.
A comemoração
Por fim, após a entrega do troféu, o Boston finalmente traz a Stanley Cup para casa três dias depois do jogo 7, comemorando a conquista em uma Parade nas ruas de Boston. O time percorre cerca de 3 km, acompanhados de uma multidão de cerca de um milhão de pessoas entusiasmadas com a volta de uma taça para a cidade, que não ocorre desde 2007, quando o Boston Red Sox conquista a World Series.
Ao longo da década, os Bruins não venceriam mais nenhuma taça, chegando nas finais apenas mais duas vezes. Mas o que o Boston deixa para a Liga nos últimos 10 anos é um legado. De jogadores, recordes e conqusitas. Um grande legado de um time que vem se reconstruindo a cada temporada com um único intuito: trazer a taça de volta para a casa.
Portanto, aos fãs, resta esperar e torcer para assistir de perto outra vez a história se repetir este ano.
Nos últimos dias o mundo tem assistido a rápida propagação do Coronavírus em todos os continentes. Por isso, diversas ligas esportivas têm estudado possibilidades para controlar o grande impacto que este possa vir a causar. Entre estas, se encontra a NHL, que cada vez mais vem estudando maneiras de diminuir o impacto da epidemia entre a comunidade do hockey.
Portanto, devido às últimas notícias, decidimos abordar aqui quais as principais medidas de controle que vem sendo adotadas pela Liga em relação ao novo vírus.
Como o Coronavírus já afetou o hockey
A primeira consequência que a epidemia do Coronavírus trouxe para a NHL foi prejudicando a produção de sticks. Fábricas como Bauer e CCM, que produzem os artefatos e estão localizadas na China (país que mais vem sendo afetado pelo vírus), tiveram suas portas fechadas devido a propagação da doença. Os únicos não afetados com a situação são as ligas amadoras e a feminina, já que os sticks utilizados pela última são produzidos pela Warrior, que é localizada no México.
A solução dos jogadores têm sido reutilizar equipamentos antigos que possuem. Atualmente, a própria Liga disse que não será afetada com a interdição dos serviços da Bauer e CCM. Isso pelo fato de que possuem estoque reserva dos equipamentos tanto no Canadá, quanto nos Estados Unidos. Desta forma, até o fim da temporada a Liga poderá dar continuidade às suas atividades sem maiores preocupações. No entanto, os representantes da NHL esperam que a situação se normalize e que a produção de sticks possa continuar a ser produzida no continente asiático.
Porém, está não foi a única área no hockey a ser prejudicada com o alastre do vírus no mundo. Devido a propagação da epidemia, a IIHF anunciou ontem (2) que decidiu, por fim, cancelar o Campeonato Mundial de Hockey U-18, que aconteceria na Europa.
Four men's U18 and two women's World Championships affected by the cancellations. The 2020 IIHF Ice Hockey Women’s World Championship, and all tournaments to be played in April and May remain on-schedule while the IIHF continues to monitor the situation. https://t.co/tSyAXLVWJk
A decisão de anular o campeonato veio do Comitê Médico da Federação de Hockey no Gelo Internacional. Segue os torneios cancelados pela Federação:
Atualmente, a única competição não cancelada é o Mundial Feminino de Hockey no Gelo, que ocorre de 31 de março a 10 de abril deste ano. O motivo da permanência do evento no calendário da organização se dá pelo fato de este acontecer no Canadá. Isso porque, até então, o país não possui tantos casos confirmados da doença. Os campeonatos programados para o mês de maio também continuam no cronograma.
No entanto, o Conselho da IIHF pretende se reunir novamente no meio de março. O intuito da reunião é avaliar as possíveis consequências trazidas às equipes participantes e organizadores com o cancelamento do torneio. A intenção da IIHF é continuar monitorando o desenvolvimento do Coronavírus e estudar a possibilidade de, futuramente, os organizadores do evento sediarem este ainda em abril.
As medidas tomadas pela NHL diante da epidemia
A Liga Nacional de Hockey já afirmou que tem monitorado a situação em relação ao Coronavírus de perto, recebendo updates diárias do Centro de Controle de Doenças e Saúde, no Canadá. Além disso, também tem procurado manter contato com médicos especialistas dos 31 times da Liga.
Gary Bettman também afirmou na quarta-feira (04) que uma das medidas tomadas pela NHL foi proibir que os funcionários da Liga fizessem viagens ao exterior. No entanto, aqueles necessitam viajar, e tem como destino os países afetados pelo vírus, devem ficar em quarentena e se afastar do trabalho por cerca de duas semanas. Desta forma, será necessário avaliar a permanência ou não do vírus no corpo.
Com as viagens para o exterior, e o mundial U-18 (previsto para acontecer na Europa) cancelados, os scouts da Liga também viram suas atividades serem parcialmente interditadas. Diversos clubes enviam olheiros para os campeonatos under 18 com o intuito de avaliar futuros prospects para o NHL Draft. Porém com a suspensão do evento, a tarefa se tornou um pouco mais complicada.
No entanto, o mundial U-18, que acontecerá em Michigan, E.U.A., de 16 a 26 de abril, ainda permanece no calendário da IIHF. E como este é crucial para a avaliação de jogadores que poderiam ser adequados aos clubes da NHL, muitos clubes estão torcendo para que ele permaneça no cronograma.
“Os Sub-18 em Plymouth seriam os eventos que são de longe mais valiosos no calendário de reconhecimento dos jogos que ainda restam. Do ponto de vista do hóquei, esperamos que esse torneio possa permanecer no local. Mas essa será uma decisão tomada pelas razões certas […]”, afirmou Kelly McCrimmon, GM do Vegas Golden Knights, ao The Athletic.
Aos clubes, a Liga tem auxiliado a comunicação regular com os médicos especialistas. Desta forma, todas as medidas de precaução podem ser tomadas caso sejam necessárias. A NHL voltou a afirmar ao The Athletic que “a saúde e segurança de nossos jogadores, funcionários e torcedores são a nossa maior prioridade, e nós iremos implementar todas as medidas de segurança que forem necessárias e requeridas.”
No entanto, ainda não existem casos suficientes do vírus na América do Norte para alarmar a população. Por conseguinte, a Liga não achou necessário cancelar a temporada ou até mesmo reduzir o número de fãs nas arenas. Todavia, caso a epidemia se alastre pelos E.U.A e Canadá, novas opções serão analisadas pela própria NHL.
Portanto, o intuito é continuar monitorando constantemente a situação do vírus. Desta forma, caso exista algum risco, as precauções necessárias deverão ser tomadas para que, assim, a segurança da comunidade do hockey seja garantida.
Na última sexta-feira (28) começou com notícia boa no mundo do hockey feminino: a PWHPA fez um anúncio muito bem vindo para o seu público. Eles divulgaram uma parceria com a ESPN para a exibição de seus eventos na Dream Gap Tour.
Essa é mais uma das iniciativas que as jogadoras estão fazendo para trazer visibilidade para a modalidade feminina, outro exemplo sendo a recente participação no Elite Women’s 3-on-3 durante o All-Star Weekend 2020 como uma forma de promover o esporte. Esse foi o primeiro evento criado especialmente para a modalidade feminina, uma vez que anteriormente as jogadoras participavam de maneira não-oficial dos desafios com os jogadores da NHL.
No anúncio é informado como o assinante da plataforma deve fazer para a assistir os eventos. Infelizmente para nós fãs brasileiros a iniciativa só envolve a América do Norte, no entanto esse pode ser o primeiro passo para que no futuro todos os países consigam ter acesso aos eventos da PWHPA e talvez até mesmo da liga feminina, a NWHL.
A Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA) anuncia uma nova plataforma de streaming para as duas últimas paradas do Dream Gap Tour da temporada 19-20, com a ESPN como parceira nacional, e a Monumental Sports Network como a Digital Home da PWHPA na área metropolitana de Washington DC.
Os fãs poderão assistir os eventos dos dois finais de semana em Philadelphia, PA (29 de fevereiro e 01 de março) e em Tempe, AZ (6 e 8 de março) através do streaming ao vivo no app da ESPN, no site ESPN.com, assim como no aplicativo da Monumental Sports e no site MonumentalSportsNetwork.com. Os clientes da ESPN precisarão logar em suas contas para autenticação. Todos os jogos estão disponíveis On Demand exclusivos para essas emissoras.
A PWHPA e a CBC Sports continuam sua parceria, permitindo que os fãs do Canadá assistam os jogos no aplicativo CBC Gem.
A PWHPA sabe da importância da visibilidade e está animada para ter três diferentes parceiras da mídia apoiando essa missão.
“Esse é um grande passo para o hockey feminino e estamos animadas por podermos aproximar de tantos fãs com a ESPN, que transmite a NHL e a NCAA Hockey e a Monumental Sports que está sempre inovando em sua plataforma digital para os fãs da NHL, NBA, WNBA, NBA G-League e os times de E-sports no distrito”, declarou Jeyna Hefford, líder da consultoria de operação da PWHPA.
Essa iniciativa é de extrema importância para o hockey feminino após o fim da CWHL, além da saída de diversas jogadoras da NWHL. Essa foi uma das poucas notícias que mostram que o trabalho delas não tem sido em vão. A PWHPA está de fato correndo atrás para trazer a visibilidade que o hockey feminino merece.
No entanto este é um trabalho demorado. Para ganhar essa visibilidade as jogadoras têm trabalhado duro viajando pela América do Norte promovendo eventos e participando do All-Star Weekend 2020. As jogadoras que são conhecidas pelas participações e medalhas em Olimpíadas de Inverno infelizmente só conseguem mostrar seu potencial em eventos internacionais.
Contudo, aparecer em rede nacional fora dessa época mostra que existe sim público para o hockey feminino. Elas só precisam do investimento necessário para fazer acontecer.
Enquanto o resto do mundo só poderá acompanhar elas durante os eventos mundiais, agora os norte americanos podem começar a acompanhar as ligas e jogadoras locais também. Assim, podem dar a elas a chance de crescerem e talvez um dia serem reconhecidas como as atletas maravilhosas que são. Basta agora torcermos para que elas continuem conquistando mais espaço no mundo do esporte. Para que assim um dia possamos assistir elas como assistimos a NHL.