Blog

  • Willie O’Ree, o primeiro jogador negro da NHL

    Willie O’Ree, o primeiro jogador negro da NHL

    O hockey no gelo é um esporte majoritariamente composto e praticado por pessoas brancas. Muitos apontam que isso deve-se somente ao elevado custo de praticar o esporte. Dessa forma, com muitas viagens necessárias e uma lista grande de equipamentos, o hockey acaba tendo uma barreira econômica especialmente grande.

    Por conta disso, há poucos atletas negros no hockey. Contudo, é possível ver a mesma discrepância nos espectadores do esporte. Uma pesquisa feita em 2013 aponta que 92% dos espectadores da NHL são brancos e que apenas 3% são de negros. Entretanto, para ver hockey, não são necessários os equipamentos caros usados para praticar. Então, o que explicaria esse afastamento, refletido em quem vê o esporte?

    Simplesmente a falta de identificação no gelo, o que acaba gerando um ciclo de não-representação. A falta de diversidade no hockey — tanto no gelo quanto nas arquibancadas — não se deve por conta do esporte em si, mas simplesmente pela ausência de jogadores negros, já que o hockey é associado à cultura branca. Ora, se um esporte predominante agrega somente um tipo de pessoa, como gerar interesse nisso, já que não é possível se enxergar lá?

    Mesmo com a existência de uma liga amadora feita por jogadores negros, em 1895, os poucos relatos e pouco interesse nela fez com que a história fosse apagada e que o primeiro negro a estrelar na NHL viesse bem depois.

    Willie O’Ree teve uma carreira curta na Liga. Todavia, o impacto que ele teve na época é refletido até hoje, em que a sua presença em um ambiente composto exclusivamente por brancos mostrou que o hockey, é de fato, para todos, mesmo que ainda haja um longo caminho a percorrer.

    A carreira de O’Ree na NHL

    Willie O'Ree
    Foto: NHL.com

    Willie Eldon O’Ree nasceu em Fredericton, New Brunswick, no Canadá. Antes de ser chamado pelo Boston Bruins, ele jogava no Quebec Aces, parte da liga amadora que viraria a profissional Quebec Senior Hockey League.

    No meio da temporada do Aces, O’Ree foi chamado pelo Boston Bruins para substituir um jogador machucado. Só que o que eles não sabiam é que O’Ree havia perdido 95% da visão no olho direito dois anos antes, depois de ser atingido por um puck no rosto. Se eles soubessem desse fato, O’Ree nunca teria visto sequer um segundo de tempo de gelo na NHL.

    Contudo, graças ao fato de exames físicos não serem tão exigentes e profissionais naquela época, Willie conseguiu manter segredo e sua estreia na Liga foi no dia 18 de janeiro de 1958, há exatos 62 anos. Naquele ano, ele jogou 2 partidas.

    O jogo foi contra o Montreal Canadiens. Vale ressaltar que eles estavam na terceira temporada como campeões da Stanley Cup. Além disso, um ano antes, Montreal derrotou Boston por 4-1 na final da Stanley Cup. Os Canadiens venceram os Bruins por 4 jogos a 2.

    Depois da NHL

    O’Ree voltou para as ligas menores, e teve outra chance na NHL em 1961. Em 42 partidas, ele anotou 14 pontos com quatro gols e 10 assistências. Ele também registrou 26 minutos de penalidade. Essas foram as estatisticas que ele teve na NHL, com 44 partidas no total.

    Após essa temporada, O’Ree passou o resto de sua carreira profissional em ligas menores. Ele se aposentou em 1979, depois de uma longa temporada na Western Hockey League, jogando com times de Los Angeles e San Diego.

    Em sua pequena porém marcante aparição na NHL, o canadense foi vítima de racismo. O’Ree disse que o racismo era mais exacerbado nos estados americanos no que nas cidades canadenses, com comentários esdrúxulos associados a sua cor. Segundo ele, a única forma de lidar com isso era ignorando os xingamentos, o que fez com que ele não desistisse de jogar. Mesmo assim, ele teve somente 43 jogos na NHL.

    O trabalho pós-NHL

    Willie O'Ree

    Atualmente com 84 anos de idade, Willie O’Ree é diretor do Programa de Desenvolvimento de Jovens da NHL. Ele viaja pelos Estados Unidos e Canadá introduzindo hockey para meninos e meninas. Mas, antes dele começar, haviam poucos programas. Hoje, existem mais de 30 programas disponíveis para jovens.

    De tal modo, o trabalho de Willie é muito importante, pois é uma das poucas formas pelas quais jovens negros são expostos e integrados ao hockey. Consequentemente, isso torna o ambiente de fácil identificação aos jovens, lentamente quebrando o estereótipo de que é o hockey é somente para brancos.

    Legado

    Willie O'Ree e Ryan Reaves
    Willie O’Ree e Ryan Reaves, que atualmente joga no Vegas Golden Knights. (Foto: NHL/Reprodução)

    O desafio que Willie enfrentou nos anos 50 foi necessário para que atualmente a Liga tivesse mais iniciativas para combater o racismo e trazer mais pessoas negras para o esporte.

    Após O’Ree ter sido chamado pelo Boston Bruins, somente 10 anos depois, em 1974, seria possível ver outro negro atuando na Liga. Mike Marson foi o primeiro negro a ser draftado na NHL, pelo Washington Capitals.

    Atualmente, na temporada de 2019-2020, temos um cenário diferente. No total, existem 14 jogadores negros atuando em alto nível: Wayne Simmonds (NJD) , P.K Subban (NJD), Darnell Nurse (EDM), Caleb Jones (EDM), Evander Kane (SJS), Kyle Okposo (BUF), Malcolm Subban (VGK), Oliver Kyligton (CGY), Mathew Dumba (MIN), Jordan Greenway (MIN), Givani Smith (DET), Seth Jones (CBJ), Pierre Edouard Bellemare (COL) Mathieu Joseph (TBL) e Anthony Duclair (OTT).

    Se esses jogadores hoje jogam hockey profissionalmente, foi principalmente pelo reflexo que a história de O’Ree teve na NHL. Ao ser o primeiro jogador negro a atuar na Liga, isso possibilitou que uma geração de jovens negros começasse a ver o hockey como uma possibilidade. Que pudessem, também, sonhar em jogar na liga de mais nível alto da América do norte.

    Pierre-Edouard Bellemare, Wayne Simmonds, Willie O'Ree e Ray Emery
    Pierre-Edouard Bellemare, Wayne Simmonds, Willie O’Ree e Ray Emery (Foto: NHL/Reprodução)

    Todavia, é possível ver ainda como é baixo o número de atletas negros. Isso mostra que muitos atletas com potencial para brilharem na NHL podem ter tido suas carreiras encerradas precocemente por conta dos abusos raciais enfrentados para chegar até as grandes ligas. O atleta Akim Aliu é um grande exemplo do efeito desses abusos. Ele afirmou ter sido vítima direta disso, após falar abertamente sobre os abusos que sofreu de Bill Peters. Isso culminou na demissão do ex-técnico do Calgary Flames.

    É importante ressaltar que o racismo não se dá através somente de violência ou xingamentos, e sim também por atitudes e a falta de acolhimento de negros em ambientes nos quais eles são minoria. O caminho ainda é longo, já que o racismo é, antes de mais nada, um problema da sociedade. A NHL é somente um reflexo disso.

    (Foto: NHL/Reprodução)

  • Blackhawks e a conquista da Stanley Cup em 2010

    Blackhawks e a conquista da Stanley Cup em 2010

    O ano de 2010 marcou o início de mais uma década no hockey. Uma década recheada de vitórias, recordes acumulados e times que fizeram história. O Chicago Blackhawks foi um desses. O time ainda não sabia, mas a vitória na final da Stanley Cup em junho do mesmo ano marcaria o início de uma dinastia estabelecida pela equipe nos dez anos que se seguiram. 

    Comandados por Patrick Kane e Jonathan Toews, os Hawks, por fim, levantaram a 4ª Stanley Cup do time após uma das melhores temporadas feitas pela equipe de Chicago em todos os seus anos de existência. 

    Portanto, no primeiro texto do especial da década “10 for 10”, o NHeLas traz a jornada dos Blackhawks até a conquista do campeonato de 2010, que marcou o início da era de ouro do time Liga. 

    O caminho até os playoffs

    A eliminação dos Hawks na final da Conferência Oeste, na temporada 2008/09, deixou um gosto agridoce no time e no torcedor. Apesar da derrota, a equipe finalmente se viu cada vez mais perto de conquistar uma Stanley Cup em muitos anos. O sucesso do time na temporada também foi motivo suficiente para que surgissem grandes expectativas para o time em 2009/10. 

    No entanto, os Hawks tiveram um off-season turbulenta naquele ano. Foram demissões e trades significativas, lesões e polêmicas que tinha potencial para afetar o desempenho do time na temporada. Esta que estava prestes a bater à porta da equipe. Todavia, algumas novas aquisições foram o suficiente para reestruturar o Chicago antes da estreia do time na season. 

    Iniciada a temporada, era notável que os Blackhawks seriam um dos favoritos a conquistar a taça. O time iniciou o ano de 2010 com um recorde de 27-10-3, subindo, desta forma, para o topo do ranking super sixteen da NHL.

    Em abril, Chicago finaliza a temporada com 112 pontos, sendo esta melhor de toda a sua história em pontos adquiridos. Desta forma, o time se classifica para os playoffs em terceiro lugar na classificação geral da Liga, e  liderando a Divisão. Acaba, por fim, em segundo lugar na Western Conference, ficando assim apenas atrás do San Jose Sharks. 

    Os Blackhawks terminam a regular season como o segundo time da NHL com mais vitórias (52). Tendo uma das melhores defesas da Liga, a equipe lidera ainda em shutouts (11). Patrick Kane foi o jogador que mais adquiriu pontos (88), gols (30), e assistências (58). Por fim, a equipe parte para os playoffs com um dos times mais consistentes e ofensivos da Liga e o objetivo de trazer a taça para Chicago novamente. 

    Os playoffs

    Passada a temporada regular, o primeiro desafio dos Hawks foi enfrentar o Nashville Predators. Mas é apenas após vencer o terceiro jogo, somado a vitória no segundo confronto, que o time se vê avançando na competição. Portanto, com 4 vitórias em 6 jogos, os Hawks, por fim, eliminam os Preds na Bridgestone Arena. Desta forma, a equipe finalmente se classifica para a segunda etapa dos playoffs. 

    No segundo round, os Blackhawks enfrentaram os Canucks. Foi o time do Canadá quem se saiu vitorioso no primeiro confronto entre as equipes. O Chicago volta a vencer os 3 jogos seguintes. No entanto, quando perdem o jogo 5, o round acaba avançando para mais uma partida que, caso os Canucks vencessem, poderia ir para um jogo 7. Mas, para o alívios dos torcedores, os Hawks eliminam seu oponente na sexta partida entre os dois times. Desta forma, avançam por fim para a Final de Conferência. 

    O sonho da Stanley Cup se encontrava cada vez mais perto de se realizar para o Chicago. E não foi tão difícil quanto esperavam. Por fim, o time acaba enfrentando os Sharks e vem a derrotar o time de San Jose em apenas 4 jogos. 

    O último desafio dos Blackhawks era contra o Philadelphia Flyers. Apesar de o time da Filadélfia não ter feito uma grande temporada, o Chicago enfrentou um pouco de dificuldades contra a equipe. Mas foram os Hawks quem levaram a melhor nos dois primeiros confrontos do round, vencendo assim ambas as partidas em casa. Seguidamente, perderam os dois jogos para os Flyers, fazendo com que a competição avançasse para um jogo 5 e 6. O time vence o jogo 5 em casa, e parte para disputar na Filadélfia aquela que poderia ser a última partida do round.

    Blackhawks campeão

    O jogo 6 das finais da Stanley Cup foi disputado no dia 9 de junho de 2010, na antiga casa dos Flyers, o Wachovia Center. E não foi uma partida de nominada fácil. Os Hawks enfrentaram 3 períodos regulares contra o Philadelphia e, devido ao empate, mais um período de overtime. 

    No entanto, aos 4:06 da prorrogação, em uma jogada que deixou até mesmo os espectadores confusos, Patrick Kane marca o gol que torna o Chicago Blackhawks o time vencedor da Stanley Cup de 2010. Os Hawks finalmente levantam, na casa de seu oponente, a quarta Stanley Cup conquistada pela franquia em toda a sua história. 

    Jonathan Toews é quem conquista o MVP, liderando os Hawks em pontos nos playoffs (29). Por fim, o jogador também acabou estabelecendo um recorde na franquia por assistências em playoffs, ao marcar 22 na pós-temporada. Duncan Keith também obteve destaque nos playoffs, sendo o jogador do time com mais ice-time (29:01 por jogo). 

    A festa do time é trazida para casa, onde a equipe comemora com uma parade nas ruas de Chicago, que contou com cerca de 2 milhões de torcedores. 

    A parade do time levou cerca de 2 milhões de torcedores às ruas de Chicago.
    Foto: Reprodução/chicagonow.com

    Esta foi a primeira das três Stanley Cups que o Hawks levantaria da década. Chicago venceu também as finais de 2013 e 2015, somando diversos recordes ao longos dos últimos 10 anos e, por fim, eleito o time da década pela própria NHL. É o marco de uma dinastia vitoriosa da franquia na Liga, após muitos anos. 

    Porém, dez anos depois, o time passa por uma grandes mudanças e renovação. Portanto, resta então aos torcedores esperar e torcer para que a próxima década seja de tantas conquistas como a primeira.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • David Pastrnak marca um hat trick e chega à marca de 41 gols na temporada

    David Pastrnak marca um hat trick e chega à marca de 41 gols na temporada

    No jogo da última quarta-feira (12), David Pastrnak chegou ao seu 41º gol. É uma marca não apenas para o jogador, mas também para o Boston Bruins. Isso porque o último jogador a chegar à marca dos 40 gols em uma temporada foi Glen Murray na temporada 2002-03.

    Pastrnak marcou um hat trick na vitória por 4 a 1 contra o Montreal Canadiens no TD Garden. O quarto gol do Boston foi marcado por Patrice Bergeron, enquanto Ryan Suzuki marcou para os Habs. Essa foi a temporada que Pasta mais marcou gols. Ele também lidera o time com um total de 81 pontos.  

    Disputa pelo Maurice “Rocket” Richard Trophy

    Pastrnak liderou a Liga em número de gols por um dia. Isso aconteceu porque Auston Matthews chegou também aos 41 gols na temporada no dia seguinte ao marcar na derrota dos Leafs para o Dallas Stars na noite de quinta-feira (13). Ambos os jogadores vêm competindo, lance a lance, para vencer Ovechkin na liderança de gols na temporada.

    Por enquanto, Ovie está com um gol a menos que Pastrnak e Matthews. Mas, faltando apenas dois gols para chegar aos 700, o russo não vai perder a oportunidade de aumentar sua marca pessoal. Além disso, o jogador venceu o Maurice “Rocket” Richard Trophy em 2018 e 2019, e sem dúvida, vem buscar o troféu pelo terceiro ano consecutivo.

    Dessa forma, a disputa entre os três jogadores tende a ficar ainda mais acirrada nas últimas semanas da temporada regular, disputando não só uma vaga nos playoffs com seus times, mas também para ampliar seus números. Quem será que vai levar essa?

    Foto Reprodução: NHL.com

  • Vancouver Canucks aposenta os números dos irmãos Sedin

    Vancouver Canucks aposenta os números dos irmãos Sedin

    A noite de quarta-feira (12) foi especial para todos os fãs do Vancouver Canucks. Isso porque Daniel e Henrik Sedin tiveram seus números aposentados. Antes do jogo contra o Chicago Blackhawks, o Canucks teve uma cerimônia especial de uma hora para homenagear os gêmeos. Dessa forma, os números 22 e 33, respectivamente, foram imortalizados na história da franquia.

    Após 17 anos jogando na NHL, os irmãos suecos anunciaram a aposentadoria em 2018. A carreira dos dois é impressionante tanto na história da NHL quanto na história do Vancouver Canucks, já que ambos são os maiores artilheiros da franquia.

    O evento contou com a presença de ilustres jogadores como Roberto Luongo, Kevin Bieksa, Alex Burrows, Ryan Kesler, Trevor Linden e Markus Naslund. Além deles, os donos da franquia do Vancouver Canucks, Francesco e Paolo Aquilini, o comissário da NHL Gary Bettman e o vice comissário Bill Daly estavam presentes.

    O envolvimento e contribuições para a comunidade de Vancouver ao longo de suas carreiras fizeram com os gêmeos se tornassem umas das personalidades mais respeitadas e elegantes da NHL. Servindo, portanto, como exemplo e grandes favoritos dos fãs dentro e fora do rinque.

    Um exemplo disso foi o prêmio que os dois dividiram em 2018, o King Clancy Trophy. Ele é dado aos jogadores que melhor exemplificam as qualidades de liderança dentro e fora do gelo e que deram uma contribuição humanitária significativa à sua comunidade.

    Vancouver Canucks aposentou os números dos irmãos Sedin.

    Importantes, mesmo sem a Stanley Cup

    Apesar de nunca terem conseguido ganhar uma Stanley Cup em Vancouver, eles possuem outros recordes e prêmios para compensar isso. Ambos ganharam um troféu Art Ross. Henrik em 2009-2010 e Daniel em 2010-2011. Henrik também ganhou o Hart Trophy como MVP da NHL em 2010 e Daniel ganhou o Ted Lindsay em 2011. Por fim, seu currículo também conta uma medalha de ouro com a Suécia nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006.

    Daniel Sedin disse: “Para as pessoas de Vancouver e de British Columbia, nós chegamos aqui em 1999 e nos sentimos em casa desde o primeiro dia. Nós queremos agradecer a forma em que nossa família e nós fomos tratados. Ter jogado em frente a vocês foi uma honra e nunca será desvalorizado. Agora, nos juntaremos aos melhores fãs na Liga, apoiando essa equipe quando forem a final da Stanley Cup.”

    Os vídeos da cerimônia podem ser vistas no site da NHL, assim como as entrevistas e discursos.

    Foto: Ben Nelms/Reprodução

  • Jay Bouwmeester passa mal em Anaheim

    Jay Bouwmeester passa mal em Anaheim

    Na noite de terça-feira, 11 de fevereiro, durante uma partida entre o St. Louis Blues e o Anaheim Ducks o defensor do time de St. Louis, Jay Bouwmeester, passou mal e desmaiou logo após voltar de um shift. Faltavam 7:50 para o fim do primeiro tempo quando o jogo foi interrompido para que o jogador pudesse receber atendimento médico. Os primeiros a verem o ocorrido foram os colegas de time de Bouwmeester, Vince Dunn e Alex Pietrangelo, que chamaram a atenção da equipe médica para o banco.

    Segundo fontes, foi necessária a utilização de um desfibrilador para que o jogador recobrasse a consciência. Bouwmeester foi transferido imediatamente para um hospital em Anaheim e o jogo foi suspenso. A NHL ainda não anunciou uma nova data para a partida. Os Blues, que partiriam na mesma noite para Vegas, dormiram em Anaheim esperando notícias do defensor.

    O time estava no meio da viagem dos pais, portanto o pai de Bouwmeester estava presente e o acompanhou para o hospital. Até quarta-feira o jogador continuava internado no UCI Irvine Medical Center e passou por uma bateria de exames para tentar determinar o que aconteceu na noite anterior.

    Durante uma conferência na tarde de quarta-feira, o GM dos Blues, Doug Armstrong agradeceu a toda a equipe dos Anaheim Ducks, que prontamente socorreu Bouwmeester. Ainda completou dizendo “Nunca há um bom momento para que algo assim ocorra, mas não poderia haver melhoe lugar do que o Honda Center.” O colega de time de Jay, Alex Pietrangelo, foi visitar Jay no hospital depois do jogo e confirmou que o jogador estava acordado e em bom espírito. Além do capitão dos Blues, alguns jogadores dos Anaheim Ducks também estiveram presentes no hospital.

    Ainda não há informações sobre quando o jogador terá alta do hospital ou sobre seu retorno a St. Louis.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Possíveis candidatos ao Norris Trophy

    Possíveis candidatos ao Norris Trophy

    O James Norris Memorial Trophy foi estabelecido na temporada 1953-54, concedido ao principal defensor da temporada. Os candidatos, no geral, são escolhidos pela Professional Hockey Writers’ Association (PHWA). Desta forma, se o jogador demonstra a maior habilidade geral na posição durante a temporada, acaba levando, por fim, o troféu na cerimônia do NHL Awards. 

    Anteriormente, o vencedor da temporada 2018-19 foi Mark Giordano, do Calgary Flames, devido ao destaque que apresentou na defesa ao longo de toda a temporada regular e playoffs. Portanto, baseado nos nomes já citados pela própria NHL, e nas opiniões do próprio NHeLas, trouxemos um top 5 dos possíveis candidatos ao Norris Trophy este ano. 

    John Carlsson

    John Carlsson, do Washington Capitals, é um dos favoritos ao Norris Trophy nesta temporada.
    John Carlsson é um dos favoritos ao Norris Trophy nesta temporada.
    Foto: Reprodução/nhl.com

    Não é mistério para ninguém a temporada espetacular que John Carlsson está tendo. Atualmente, o jogador possui 67 pontos em apenas 56 jogos. Ele também foi o primeiro defensor da NHL em muito tempo a atingir, nesta temporada, 50 pontos em 40 partidas disputadas ou menos. O recorde não era quebrado desde Paul Coffey, em 1994-95. 

    Apesar de ser dominante em sua posição em várias estatísticas na Liga, Carlsson também em um dos líderes dos Capitals dentro (e fora) do gelo. Ele lidera a equipe em ice-time, assists e é grande responsável pela boa campanha do time até o momento. Atualmente, Washington é o líder da Divisão Metropolitana com 77 pontos e ocupa a 3ª posição overall da NHL. 

    Desta maneira, grande parte do desenvolvimento do time durante a temporada é devido ao papel que o defensor desenvolve na equipe, juntamente de Ovechkin e companhia. Carlsson é um jogador que se prepara para todas as situações dentro do rinque, e não apenas na defesa do time — papel que exerce de forma exemplar e, sem sombra de dúvidas, é um dos defensores mais completos da Liga.

    As estatísticas provam isso: hoje, o defensor é líder em assistências (52) e pontos (67) nos Capitals. Em gols, ocupa a 6ª posição no time, com quinze registrados, e a primeira entre os jogadores de defesa.

    Carlsson é um dos favoritos ao prêmio pela Professional Hockey Writers’ Association. Ele pode ser o primeiro jogador do Washington a levar o Norris desde Rod Langway, que conquistou o troféu de 1982 a 1984.

    Roman Josi (Nashville Predators)

    Roman Josi é um dos principais líderes do Nashville dentro e fora do gelo.
    Roman Josi é um dos principais líderes do Nashville dentro (e fora) do gelo.
    Foto: Reprodução/nhl.com

    Atualmente, Roman Josi possui 55 pontos em 55 jogos. E apesar de, no momento, os Predators não fazerem sua melhor temporada, o capitão tem sido a peça essencial que mantém o time seguindo. Além de ser um líder para o elenco no do gelo, ele também lidera os Preds em assistências (41) e em pontos (55). Já em gols, o defensor ocupa a 3ª posição na equipe, com 14. 

    No entanto, apesar de não ter uma posição ofensiva ativa em todos os jogos do Nashville, Josi ainda assim tenta se manter a par de todas as situações que ocorrem na partida. Não só como defensor, mas também como o jogador que participa e também arma as jogadas essenciais e que, ainda assim, volta para a sua posição de origem e a exerce da melhor maneira possível. O momento que os Predators estão enfrentando pede um defensor completo e que possa jogar em todas as situações. 

    Porém, as chances dele defensor concorrer ao Norris podem vir a aumentar. Isso tudo caso o Nashville consiga manter uma sequência de vitórias mais consistente nessa segunda parte da temporada. Todavia, o jogador continua como um dos mais cotados candidatos para o prêmio pela PHWA. Resta aos fãs dos Preds torcerem para que o suíço continue elevando suas estatísticas e jogo dentro do rink.

    Alex Pietrangelo (St. Louis Blues)

    O capitão do St. Louis Alex Pietrangelo foi um dos responsáveis pela reviravolta do time no início de 2019.
    O capitão do St. Louis foi um dos responsáveis pela reviravolta do time no início de 2019. Foto: Reprodução/ Claus Andersen/Getty Images

    O capitão do St. Louis Blues também é um dos favoritos a levar o troféu. O time não fez apenas uma ótima campanha na temporada passada, que resultou na primeira Stanley Cup da equipe. Nesta temporada, os Blues continuaram no ritmo em que terminaram a anterior e, atualmente, lideram a Conferência Oeste em pontos (73) e ocupam a 5ª posição overall da Liga. 

    Pietrangelo tem sido uma das peças principais no desempenho do time na Liga, principalmente nesta temporada. Como um dos líderes da defesa da equipe, o jogador possui grande combinação de habilidade e força que, juntamente ao restante dos defensores dos Blues, ajuda a bloquear as melhores linhas da NHL e participar ativamente de todas as jogadas do time. Atualmente, Pietrangelo possui 13 gols, 31 assistências e ocupa o 4º lugar em pontos (44) na equipe de St. Louis. 

    Apesar do desempenho do time ter decaído levemente nessa segunda metade da temporada, o capitão ainda é um dos responsáveis por manter os Blues na mira dos playoffs. Seguidamente, na pós-temporada, vai ser uma das peças essenciais por manter a defesa acordada e produzindo para que, desta forma, as chances de St. Louis trazer mais uma Stanley Cup para casa sejam maiores. 

    Victor Hedman (Tampa Bay Lightning)

    Victor Hedman é um dos líderes da defesa do Tampa Bay Lightning.
    Victor Hedman é um dos líderes da defesa do Tampa Bay Lightning.
    Foto: Reprodução/nhl.com

    O defensor do Tampa Bay Lightning é um dos favoritos ao Norris Trophy há bastante tempo. Finalista em 2017 e 2018, o sueco conquistou o troféu neste último pela grande temporada que fez junto de Tampa. 

    Pelo seu estilo de jogo ao longo dos anos, Hedman se tornou um dos melhores defensores da Liga. E na temporada 2019-20, não é diferente. Porém, apesar do desempenho de Tampa ter decaído este ano, o jogador continua como um dos líderes da defesa da equipe e em várias outras situações no rinque. 

    Atualmente, Hedman fica atrás apenas de Kucherov em assistências (37) e é o 4º jogador do time com mais pontos (46). No entanto, apesar de não ter marcados muitos gols nesta temporada (apenas nove), ele lidera em ice-time. A média do jogador no gelo por partida é de 23:48 minutos. 

    Hedman não é um dos mais cotados a levar o prêmio nesta temporada. No entanto, ainda temos um pouco menos de 2 meses para que o jogador cresça mais no jogo e ajude o Lightning em sua recuperação. 

    Cale Makar (Colorado Avalanche)

    Cale Makar tem se tornado peça essencial para o sucesso do Colorado Avalanche e forte candidato ao Norris Trophy.
    Makar tem se tornado peça essencial para o sucesso do Colorado Avalanche
    Foto: Reprodução/ftw.usatoday.com

    Desde que começou a atuar pelo Avalanche nos playoffs do ano passado, Makar tem se mostrado peça essencial para o sucesso do time atualmente. Quando Colorado sofreu com as lesões em seus principais jogadores no início da temporada atual, Makar foi rapidamente escalado para ajudar na primeira linha juntamente de Nathan Mackinnon. 

    O defensor tem se mostrado cada vez mais um jogador completo e de extrema importância para o time. Atualmente, o canadense fica apenas atrás de Mackinnon em assistências (30) e pontos (42). Desta forma prova que não apenas é um dos melhores na própria posição, mas que também faz um bom trabalho em outras funções. 

    Seu jogo ofensivo no gelo e sua participação ativa em todas as jogadas do time apenas provam o quanto Makar tem se desenvolvido cada vez mais no jogo. Logo, não será surpresa se o jogador acabar como um dos finalistas do prêmio. Assim, torcemos para que seu desempenho na temporada continue crescendo.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Nome de Seattle esbarra na literatura

    Nome de Seattle esbarra na literatura

    Nos últimos dias viralizaram no mundo do esporte boatos sobre possíveis nomes para a nova franquia da NHL em Seattle. Um dos nomes sugeridos seria Seattle Sockeyes. Entretanto, também haviam boatos de que o nome não seria aceito devido a direitos autorais. Isso acontece quando um nome já é utilizado por outra franquia ou produto midiático. Mas, o que ninguém esperava era a maneira que essa história seria desvendada: o nome de fato já é utilizado e patenteado por uma escritora.

    Jami Davenport publicou em 2014 o primeiro volume da série de livros denominada justamente de Seattle Sockeyes Hockey. Sports Romance, como é conhecido o gênero literário na América do Norte, são romances dos quais, o protagonista ou ambos os protagonistas, são esportistas. Sendo assim,   Jami é apenas uma das várias autoras que já construíram seu próprio time de hockey no universo literário, contribuindo cada vez mais para a propagação do esporte, mas sem estar de fato vinculado aos times reais, tanto da NHL quanto AHL e times Universitários. 

    Como leitoras vorazes e admiradoras do gênero Sports Romance, o NHeLas não poderia deixar a oportunidade passar. Por isso, vamos contar um pouco dessa confusão a respeito do nome da nova franquia em Seattle  e o quanto o crescimento do hockey como plano de fundo na literatura têm sido cada vez mais benéfico e importante para o esporte.

    Os rumores do nome para o Seattle

    Após a brilhante temporada de estréia dos Vegas Golden Knights, em 2017, surgiram rumores no mundo do hockey sobre a possível criação de mais uma franquia na NHL. Mas foi ao fim de 2018 que esses se concretizaram. O Conselho de Governadores da Liga finalmente aprovou a criação de uma 32ª equipe para integrar a National Hockey League. E a cidade escolhida para sua sede foi Seattle. Desde então, a franquia já criou um canal de comunicação próprio, com uma página no site da NHL, e definiu grande parte da equipe de funcionários do time, incluindo o General Manager e alguns pro scouts. 

    Porém, os fãs de hockey ainda sentem falta de um nome para o novo time, este que ainda não foi confirmado. No entanto, apesar de não existir uma confirmação, saíram nas últimas semanas algumas sugestões que poderiam estar sendo cotados para nomear a futura franquia da NHL. Atualmente, Seattle Kraken é um dos mais cogitados pela equipe de expansão. De acordo com fontes internas confiáveis da própria franquia, a equipe administrativa do time está cada vez mais inclinada a escolhê-lo. Mas ainda sim, Kraken não é a única opção que sugerida. 

    Desde a aprovação da criação do time, surgiram diversas sugestões de nomes. Entre elas estão: Seattle Tottems, Emeralds, Rainiers, Renegades, Sea Lions, e também Sockeyes. O último, no entanto, possui um plot curioso e que o Seattle talvez não esperasse: o nome já é utilizado e seus direitos autorais são da escritora Jami Davenport. O mais interessante é que o nome  cotado pela futura franquia é o mesmo nome dado ao time de hockey que a própria escritora criou para a sua série de livros, Seattle Sockeyes Hockey. Teria Davenport previsto a franquia de Seattle?

    Os Seattle Sockeyes de Jami Davenport 

    Foi em 2014 que Jami Davenport publicou o primeiro livro da série Seattle Sockeyes Hockey. Na época, ainda não se falava sobre uma expansão da NHL. Vegas ainda era uma possibilidade distante, quem dirá Seattle. Entretanto, a imaginação de uma escritora não tem limites e, apaixonada por esportes, Jami Davenport se permitiu imaginar como seria este time. Desde então, já são 13 livros publicados neste universo, contando spinn-offs e especiais.

    A série, num geral, explora o time de hockey de Seattle, desde sua criação até a temporada presente da equipe atuando na Liga Nacional de Hockey. Cada um dos livros aborda um jogador específico do universo da série; suas frustrações com a carreira, empecilhos, problemas pessoais e interesses amorosos. 

    Os três primeiros livros da série Seattle Sockeyes Hockey, escritos por Jami Davenport.
    Foto: Reprodução/goodreads.com

    Além disso, a autora explora bastante o mundo do hockey, os jogadores durante os jogos e os empecilhos diários para cultivar e manter uma boa carreira na NHL. Ela aborda também as jogadas, a maneira que as partidas se desenvolvem, fazendo com que o leitor sinta como se estivesse dentro da arena, assistindo a tudo de perto, sentindo as mesmas emoções que cada personagem sente. 

    O primeiro livro da série, Skating on Thin Ice, é o livro mais acessado da autora e que mais possui avaliações no Goodreads, rede social para leitores compartilharem suas leituras, descobrir novos autores e avaliar suas obras preferidas. Os  demais livros da série Seattle Sockeys também tiveram boas avaliações dos leitores nos aplicativos de leitura. O mais novo livro do spin-off da série, “Shutout: A Seattle Sockeyes Puck Brothers Novel”, segue o mesmo padrão. Lançado em 30 de janeiro, já possui 114 classificações de leitores no GoodReads (com média de 4,04 estrelas) e 68 avaliações sobre a leitura no mesmo aplicativo. 

    As avaliações dadas ao primeiro livro da série no Goodreads.
    Foto: Reprodução/goodreads.com

    Quando nomes para a futura franquia da NHL em Seattle começaram a ser cogitados, e entre eles se encontrava “Seattle Sockeyes”, Jami resolveu tomar algumas medidas para a proteção de sua obra. A autora optou por fazer o trademark do nome do time. O intuito era de preservar a nomenclatura criada por ela para a série de livros e também para que esta não fosse utilizada da maneira incorreta em outros locais, sem os devidos direitos autorais. 

    Desde que os rumores surgiram, a escritora tem recebido alguns comentários indesejáveis de alguns torcedores devido ao grande preconceito que ainda existe em relação a romances que abordam esportes. Por isso, se abstraiu de comentar sobre o assunto na maior parte do tempo. No entanto, apesar de Jami ter afirmado que “não será a pessoa quem impedirá (o NHL Seattle) de utilizar o Sockeyes”, a nova franquia ainda não se posicionou se gostaria de utilizar o nome devido a disputa dos direitos autorais. De qualquer forma, seguimos ansiosos esperando – o nome da equipe ser revelado e mais livros de Jami Davenport. 

    O hockey na literatura

    Jami Davenport não foi a única autora a utilizar o hockey na temática de seus livros. Diversas escritoras já mergulharam no universo do esporte e tiveram a oportunidade de trazê-lo direto para a literatura. A consequência disso tudo foi que as leituras não apenas conquistaram de vez o fã de hockey, mas também um público específico que consome livros com a temática esporte. Atraiu até mesmo aqueles que nunca leram sports romance, mas que acharam o universo do hockey na literatura intrigante e diferente, resolveram arriscar e acabaram por adotar o estilo como favorito. E não são apenas times fictícios na NHL que estas escritoras criam. Boa parte destes livros retratam o ambiente do hockey universitário, abordando preocupações e anseios dos atletas antes de entrarem no profissional. 

    Elle Kennedy é um exemplo. A escritora começou a incluir o hockey em sua escrita em 2009, mas foi em 2015, quando lançou O Acordo (The Deal no original), primeiro livro da série Off-Campus, que passou a ser reconhecida em larga escala. A primeira geração do time de hockey da Briar University atraiu tantos leitores e admiradores que foi o suficiente para Elle ter se tornado não só uma das maiores escritoras de sports romance atualmente, mas uma autora best-seller do New York Times, U.S.A. Today e Wall Street. O Acordo possui cerca de 118 mil classificações no GoodReads e 9.990 avaliações na mídia social para leitores. Além de ser o livro mais acessado e conhecido da escritora canadense, também possui o mesmo status entre livros com a temática sports romance

    O Acordo é o livro mais acessado de Elle Kennedy.
    Foto: Reprodução/goodreads.com

    Desde 2015, o sucesso gerado por Off-Campus proporcionou a Kennedy criar mais 3 livros para a série. Além disso, escreveu também um spin-off desta, Briar U, que foi tão bem recebida quanto a primeira. Os livros não só abordam personagens com problemas reais e que são tabu na sociedade. Eles também mostram um lado que muitos leitores nunca viram do hockey. O fato de Kennedy prezar pelo detalhe em sua escrita faz com que o leitor se sinta diretamente dentro do universo criado por ela. Eles sentem as frustrações do personagem dentro do rink, comemoram a cada gol, e se colocam em seu lugar dentro da partida (e fora dela) diversas vezes. É como se estivéssemos dentro de um jogo da Briar University, com os melhores assentos, proporcionados pela escritora. Aqui no Brasil, os livros de Elle Kennedy são publicados pela Editora Paralela.

    Toni Aleo é a criadora da série de livros Nashville Assassins, entre outras tantas.
    Fonte: Reprodução / instagram.com/tonialeo1

    Outra autora a aderir o gênero sports romance em sua escrita foi Toni Aleo. Torcedora fiel e apaixonada do Nashville Predators, a escritora born n’ raised no Tennessee decidiu em 2013 que precisava transcender seu amor pelo hockey para a escrita. E foi assim que a série Nashville Assassins nasceu – uma singela homenagem ao seu time do coração dentro da literatura. O primeiro livro fez tanto sucesso que a autora criou uma série com mais vinte e um, contando os especiais. Além disso, também criou um spin-off da primeira sobre uma nova geração do tão amado Assassins, time criado pela autora no universo. Existem também outras séries com a temática esporte criadas pela estadunidense, como Bellevue Bullies e Ice Cats. 

    Sarina Bowen também já nos presenteou com diversas obras com times de hockey que ganharam nosso coração. Ivy Years é a série mais famosa da autora, que já conta com 8 livros, contando os especiais. Seguidamente, a escritora também criou os Brooklyn Bruisers, que originaram 3 livros e mais um spin-off da série, com quatro. Juntamente de Elle Kennedy, a também estadunidense escreveu as séries Him e WAGs, ambas de grande sucesso entre os apaixonados por Sports Romance.

    Importância dos livros para o esporte

    Todas estas obras e autoras têm algo em comum: foram responsáveis,  de certa forma, na propagação do hockey, principalmente entre públicos que não eram familiarizados com o este anteriormente. Existem diversos leitores que apenas conheceram o universo do esporte devido a livros como estes. Pessoas estas que, inspiradas pela paixão que cada escritor possui pelo esporte e colocou dentro de cada livro, hoje possuem um time favorito e frequentam jogos. 

    Porém, muitos ainda não reconhecem o tamanho da importância que estes livros possuem. O preconceito ainda é grande. Não só com quem lê livros de sports romance, mas com quem escreve estes. Um julgamento muitas vezes desnecessário, que não reconhece o empenho das escritoras em desenvolver um universo que honre o esporte pelo qual sempre foram apaixonadas. 

    O hockey ainda é um esporte bastante elitista. No entanto, a intenção dos livros é trazer um ambiente mais democrático, onde todos que desejarem são bem vindos a conhecer o universo do esporte. E caso se sentirem à vontade o suficiente, são encorajados a criar o seu próprio universo sobre. Os livros são mais uma maneira de propagar ao mundo o esporte que todos admiramos e pelo qual somos apaixonados. Todavia, não importa o caminho que cada fã tomou para chegar até o hockey, o importante é a paixão por este. 

    Hockey e Literatura podem ser uma ótima combinação. Portanto, deixar o preconceito para trás pode tornar mais fácil o reconhecimento deste fato.

    Imagem: Reprodução/ jamidavenport.com/ @NHLSeattle

  • Possíveis candidatos ao Vezina Trophy

    Possíveis candidatos ao Vezina Trophy

    O Vezina Trophy é o troféu dado ao melhor goleiro da temporada regular. Um dos prêmios mais históricos da NHL, antigamente ele era entregue ao goleiro que tivesse a melhor média de gols cedidos (GAA). Agora, ele é simplesmente dado ao melhor goleiro da Liga, sendo possível basear esse critério de acordo com a vitórias, ou com o save percentage (SV%) do jogador, além da própria GAA.

    Diferentemente dos outros prêmios, definidos pela Professional Hockey Writer’s Association (PWHA), o Vezina Trophy é votado por todos os 31 General Managers da NHL.

    O último vencedor foi Andrei Vasilevskiy, do Tampa Bay Lightning. Com a temporada na reta final, resolvemos mostrar quais os principais goleiros no radar do Vezina Trophy este ano.

    Connor Hellebuyck (Winnipeg Jets)

    Connor Hellebuyck, candidato ao Vezina Trophy
    Connor Hellebuyck, principal nome na disputa pelo Vezina Trophy (Foto: John E. Sokolowski/USA TODAY Sports)

    Primeiramente, o americano Connor Hellebuyck, do Winnipeg Jets, é considerado o favorito para levar o Vezina. Este seria seu primeiro prêmio na carreira.

    Era de se esperar que o Winnipeg Jets sofresse nessa temporada, afinal muitos de seus defensores foram embora do time na offseason. Jacob Trouba foi trocado, e Tyler Myers e Ben Chiarot viraram free agents e acabaram não renovando com o Jets.

    Entretanto, graças a Hellebuyck, os Jets estão conseguindo ter uma temporada boa, apesar de tais fraquezas. De todos os goleiros, Hellebuyck foi quem mais teve partidas em 2019-20. Ele jogou 42 jogos, até agora. O recorde dele à frente das redes é de 22-16-5, juntamente com uma SV% de .919 e um GAA de 2.71.

    Comparando com os outros goleiros, essas estatísticas não parecem tão boas, já que há outros com porcentagens melhores. Porém, é necessário considerar também que os Jets têm em média poucos riscos ofensivos.

    Além disso, o que realmente destaca o americano dos demais é que, por estar em um time no qual a defesa é fraca, seus esforços para parar pucks são mais do que necessários e são impressionantes. Por isso, comparando com os demais, ele é de fato um dos maiores favoritos a faturar o troféu.

    Darcy Kuemper (Arizona Coyotes)

    Foto: Christian Petersen/Getty Images

    O Arizona Coyotes possui um recorde de 27-21-7 (61 pontos) e está atualmente atrás, por 4 pontos, do primeiro lugar na Divisão Pacífica. O time pode finalmente terminar o jejum de playoffs após 7 anos, e muito se deve aos esforços do goleiro canadense Darcy Kuemper.

    Kuemper jogou 25 partidas, das quais ele saiu vitorioso em 15 e perdeu 8. O SV% dele é de .929 e a média de gols cedidos, 2.17 por jogo. Juntamente com o goleiro reserva Anti Raanta, os dois têm 147 gols sofridos, ficando em 3° lugar na divisão. Além disso, ambos tiveram 2 shutouts consecutivos, algo que não acontecia desde 2012.

    Kuemper teve sua temporada espetacular brevemente interrompida ao ficar de fora de alguns jogos por conta de uma lesão. Entretanto, ele é esperado para voltar nas próximas partidas, e o Coyotes precisam de seu goleiro titular para conseguirem garantir definitivamente seu lugar nos playoffs. E mesmo assim, com essa lesão, Darcy Kuemper não saiu do radar do Vezina Trophy e ainda é um dos grandes favoritos.

    Ben Bishop (Dallas Stars)

    Foto: Jerome Miron/USA TODAY Sports

    Ben Bishop aparece pelo segundo ano consecutivo como um possível candidato ao Vezina. Mas, diferentemente do ano passado, Bishop parece ter mais chances de faturar o prêmio nesta temporada.

    Isso porque ele se encontra atualmente com uma média de SV% em .925%, a 5° melhor da Liga. Seu recorde, em 36 jogos, é de 18-11-4 e a média de gols cedidos é de 2.36. O que fez Bishop perder ano passado para Andrei Vasilevskiy foi o fato do russo ter tido mais vitórias (39) em mais jogos (53), enquanto o americano disputou 46 jogos e ganhou 27.

    Vale ressaltar que os GMs estão cada vez mais valorizando um bom trabalho em conjunto aos goleiros backups do que simplesmente um goleiro que possua todo o trabalho sozinho, então a possibilidade de Bishop ganhar mesmo tendo jogado menos que os demais é real.

    Ele é, estatisticamente, um dos melhores em sua posição. Justamente por ser o mais velho da lista, com 33 anos, e ainda com bons números que o equiparam aos demais finalistas mais jovens, já seria digno de levar o troféu.

    Mas, diferentemente do ano passado, a votação para o prêmio poderá ser mais acirrada, fazendo com que Bishop talvez não leve o Vezina por muito pouco.

    Andrei Vasilevskiy (Tampa Bay Lightning)

    Andrei Vasilevskiy, candidato ao Vezina Trophy
    Foto: Icon Sportswire/Getty Images

    O atual campeão do Vezina Trophy lidera a NHL com 26 vitórias. Após ter ganhado o troféu na temporada de 2018-2019, com 39 vitórias em 53 jogos, o começo de temporada do russo não foi dos melhores.

    Antes do Natal, o SV% e os gols cedidos de Vasilevskiy não entravam no top 30 dos goleiros da Liga. Ele tinha uma porcentagem de .822 e, de 135 shots encarados, 24 foram gols. Estas são características consideradas medianas para um goleiro de elite.

    Todavia, um mês depois, Vasilevskiy pareceu ter mudado o rumo das coisas. Ele ainda não perdeu em tempo regulamentar desde o dia 14 de dezembro, e um dos principais motivos do Tampa Bay Lightning ter virado o jogo foi por conta dele. Suas estatísticas estão boas, com um SV% de .917 e uma média de 2.53 gols cedidos. Seu recorde é de 27 vitórias e 9 derrotas.

    Mesmo com muito talento à frente, com bons defensores e atacantes, Vasilevskiy não pode ser desconsiderado dessa lista. Afinal, sem ele, Tampa não teria conseguido 10 vitórias consecutivas e nem ter se recuperado de um péssimo começo de temporada.

    Tuukka Rask (Boston Bruins)

    Foto: Bruce Bennett/Getty Images

    Tuukka Rask poderia faturar o segundo Vezina Trophy de sua carreira essa temporada. Isso porque, aos 32 anos, Rask é um dos goleiros mais consistentes da Liga e também é muito responsável pela boa temporada que o Boston Bruins faz.

    Seu recorde até agora é de 19 vitórias e somente 4 derrotas em tempo regulamentar. Com isso, ele tem um SV% de .929% e a GAA de 2.15.

    Porém, Tuukka Rask está fora dos rinques desde 14 de janeiro, por conta de uma concussão. Antes da lesão, ele deixou entrar apenas 2 gols ou menos por partida em 6 jogos. O finlandês tem a característica de conseguir permanecer calmo em momentos de muita pressão, quando enfrenta muitos shots perigosos em sua direção.

    Dessa forma, mesmo não sendo considerado um dos grandes favoritos ao prêmio, não citar ele nessa lista seria um erro, pois somente o fato de ter apenas 4 derrotas em tempo regulamentar mostra o porquê dele ser considerado um goleiro de elite.

    Foto: PR_NHL/Twitter

  • Frölunda Indians é o campeão da CHL pelo segundo ano consecutivo

    Frölunda Indians é o campeão da CHL pelo segundo ano consecutivo

    Na última terça-feira (04) conhecemos, enfim, o grande campeão da CHL. O Frölunda Indians, da Suécia, repetiu o feito do ano passado ao se tornar o campeão da Champions Hockey League. Esta é a quarta vez que o time conquita o título. Em uma partida contra o Mountfield HK da República Tcheca, o time ganhou por 3 a 1 e conquistou sua quarta vitória. Desa forma, se tornou o time com mais vitórias na história da CHL.

    O jogador Ryan Lasch do Frölunda Indians foi nomeado o MVP com seis gols e 16 assistências. Enquanto o jogador Curtis Hamilton do Belfast Giants foi votado como melhor gol da temporada.

    A trajetória do time campeão foi um tanto curiosa. Diferente da NHL, onde o time com mais vitórias passa para a próxima fase, na CHL os critérios são avaliados de outra forma. Sendo assim, apesar de ter sofrido algumas derrotas durante o campeonato, o time conseguiu marcar inúmeros gols, garantindo sua vaga de fase em fase até a final.

    A trajetória do Frölunda Indians

    O time seguiu um padrão de derrota e vitória durante quase todo os playoffs. Na rodada dos 16, o Frölun Indians disputou contra o Färjestad Karlstad também da Suécia. Na primeira partida os Indians sofreram uma derrota de 6 a 3. No entanto. no segundo jogo o time deu a volta por cima ganhando de 8 a 2, desta forma totalizando 11 gols e se classificando para a próxima fase.

    Nas quartas de finais a disputa foi contra o EHC Biel-Bienne da Suíça. O time sofreu uma derrota com uma diferença de apenas um gol, deixando o placar por 3 a 2. No segundo jogo da rodada podemos ver novamente o Indians dando a volta por cima e ganhando de 5 a 3 no overtime, assim totalizando sete gols.

    Em janeiro aconteceram as semifinais e o padrão apresentado pelo time sueco seguiu. Em duas partidas acirradas contra o Luleå Hockey, o Frölunda Indians sofreu uma derrota por 3 a 2 na primeira e ganhou de 3 a 1 no segundo jogo da rodada. Com uma vantagem de apenas um gol o time se classificou para a final.

    A trajetória do Mountfield HK

    Por outro lado, a trajetória do Mountfield HK foi bem diferente. O time disputou a rodada dos 16 contra o time alemão Adler Mannheim. Eles conquistaram uma vitória de 1 a 0 e um empate de 1 a 1. Dessa forma, somaram dois gols de vantagem e avançando para a próxima rodada.

    Nas quartas de finais, apesar de ter empatado o primeiro jogo em 1 a 1, o Mountfield HK deu um show no segundo jogo ao ganhar de 4 a 0 contra o time da Suíça, o EV Zug. Ainda com o embalado para as semifinais, o time Tcheco superou o seu adversário ao somar seis gols no placar agregado, enquanto seu adversário, o sueco Djurgården Stockholm, marcou apenas um gol. Isso porque na primeira partida o Mountfield ganhou de 3 a 1 enquanto na segunda partida a vitória foi de 3 a 0. 

    Frölunda Indians 3, Mountfield HK 1.

    Na partida que aconteceu na República Tcheca, o Frölunda quebrou o padrão que se seguiu durante os playoffs e deu um show ao virar o jogo ainda no primeiro período. Para o time da casa, essa era a primeira vez em que participavam de uma final. Além disso, o Mountfiel é apenas o segundo time na história do país a ir para uma final do campeonato. A expectativa do público era grande, os ingressos tinham esgotado em questão de minutos após terem sido colocados à venda. 

    A partida começou acirrada com ambos os times agindo de forma defensiva tentando limitar os arremessos do adversário. Com algumas boas defesas dos dois lados, aos 6:53 o time da casa abriu o placar levando o público ao delírio. Aproveitando um powerplay, Petr Koukal mandou o puck para dentro da rede marcando o único gol do Mountfield.

    Posteriormente, o Frölunda mostrou que estava ali para ganhar e marcou três gols em menos de três minutos. Aos 16:29 o jogador Simon Hjalmarsson foi o primeiro a balançar a rede também durante um powerplay. Em seguida foi a vez Max Friberg marcar aos 18:21, abrindo uma vantagem contra o time da casa.

    Ao tentar empatar, os jogadores de Mountfield mandaram o puck direto para Johan Sundström que não perdeu a oportunidade. O jogador mandou o puck direto para a rede e marcou o terceiro gol de seu time nos últimos segundos do primeiro período. 

    Apesar das inúmeras tentativas do Mountfield, a defesa do Frölunda estava bem sólida. Dessa forma, nenhum dos dois times conseguiram marcar durante o resto da partida. Sendo assim, o Frölunda Indians se tornou o campeção da Champions Hockey League 2020, vencendo por 3 a 1.

    Foto: Reprodução/championshockeyleague.com (Štěpán Černý)

  • 10 for 10: uma década em um ano

    10 for 10: uma década em um ano

    Em um ano de hockey vivemos muitas emoções.

    Pré-temporada, estreias, Winter Classic, All-Star Weekend, playoffs, draft. Os eventos se repetem, mas sempre temos novos rostos, novos recordes, novas emoções. Isso porque destacamos apenas os eventos da NHL. Em dez anos então, ainda temos duas ou três Olimpíadas, Mundiais em diversas categoriais, várias medalhas conquistadas e alguns grandes nomes a entrar para a história do esporte.

    Pensando nisso, o NHeLas resolveu organizar um especial relembrando os momentos mais marcantes dos anos 2010 no hockey, ao mesmo tempo em que continuamos com a produção de conteúdo regular em nosso site em 2020 para acompanharmos de perto o ano que marca oficialmente o fim desta década.

    De agora até novembro, publicaremos diversos textos que retratam fatos importantes que entraram para a história em cada ano. Assim, começamos em fevereiro, relembrando o ano de 2010, o capítulo final da primeira década do milênio. A Stanley Cup do Chicago Blackhawks, o draft de Taylor Hall e Tyler Seguin, as Olimpíadas de Inverno em Vancouver, entre outros acontecimentos.

    Com uma equipe de dez mulheres envolvidas na retrospectiva dos últimos dez anos, o especial 10 for 10 irá relembrar cada ano da década em um mês diferente. Quando chegarmos em Novembro com o ano de 2019, teremos uma linha do tempo da década prontinha para começarmos uma nova etapa no esporte. Uma etapa em que vêm sendo propostas mudanças. Uma nova fase da modalidade que cada vez mais demanda novas formas de inclusão, tanto por parte de seus atletas quanto pelos torcedores.

    Com estas novas etapas em mente, o NHeLas irá destacar, em dezembro, fatos que para cada uma de nós foi importante na nossa relação com o hockey. Iremos encerrar a década, e o nosso especial, com uma proposta diferente, levantando não apenas fatos, mas também o porque o hockey é um esporte tão especial para nossa equipe.

    Sendo assim, o #10for10NHeLas é uma forma de relembrarmos estes últimos anos de hockey com vocês, leitores. Uma maneira de mostrar o quanto este esporte, muitas vezes tão incompreendido no nosso país, esteve presente em nossas vidas.

    E vocês, lembram-se de onde estavam dez anos atrás? A NHL já tinha entrado em sua vida? Queremos ouvir também a sua história com o esporte, para juntos embarcarmos nessa viagem ao tempo.