Etiqueta: Hockey Feminino

  • Jogos da NHL tem primeiras transmissões por equipes femininas

    Jogos da NHL tem primeiras transmissões por equipes femininas

    Antes da Liga ser suspensa por causa do Coronavirus, tivemos um dos eventos mais legais da temporada. Isso porque o dia internacional da mulher foi cheio de surpresas na NHL. A Liga transmitiu pela primeira vez dois jogos compostos apenas por equipes femininas. Do broadcast ao controle de câmeras, foram elas quem dominaram a noite. 

    No entanto, elas não só dominaram como também fizeram história no esporte. Sendo assim, resaltamos ambas as transmissões e explicar a importância destes eventos para a inclusão das mulheres no mundo esportivo. 

    As mulheres assumem o controle

    No dia 16 de fevereiro, a NBC anunciou através de um comunicado oficial que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, iria recrutar apenas mulheres para transmitir e produzir o jogo entre Chicago Blackhawks e St. Louis Blues. 

    A partida ocorreu no domingo (8). Estúdio, sidelines e backstage, por fim, ficaram pequenos diante de tamanho talento. A equipe foi composta por Kathryn Tappen (apresentadora no estúdio), Jen Botterill (âncora no estúdio), Kate Scott (play-by-play), Kendall Coyne (analista do jogo no gelo) e AJ Mleczko (analista da partida). A produção do jogo também contou com Rene Hatlelid (produtora) e Lisa Seltzer (diretora). 

    Ao longo da transmissão da partida, diversas mulheres que deixaram sua marca no esporte foram homenageadas. A intenção da NBC com o evento é tentar cada vez mais “inspirar as futuras gerações de mulheres a se destacarem no gelo e nos bastidores”. 

    Todavia, apesar de estarem participando da primeira transmissão apenas com mulheres, algumas destas profissionais já são conhecidas por seu trabalho no mundo do hockey. A apresentadora Kathryn Tappen é um exemplo, tendo transmitido diversos jogos da NHL nos estúdios da NBC. A jornalista afirmou ao próprio site que, embora já tenha participado do broadcast de diversos jogos, nunca teve a oportunidade de fazer parte de uma equipe que contasse apenas com o público feminino. 

    “Transmito (jogos) há 17 anos, mas a primeira transmissão que fiz com uma produtora foi apenas há dois anos atrás. O fato de celebrarmos o Dia Internacional da Mulher com uma equipe feminina de transmissão e produção me diz até onde chegamos em um tempo muito curto. Esperamos que nossa transmissão ajude a inspirar as jovens que assistem a seguir seus sonhos, porque provamos que tudo é possível e tenho orgulho de fazer parte disso.”

    Kathryn Tappen para o site da NBC. 

    No entanto, a NBC não foi a única a dar o controle do espaço para as mulheres no dia oito. A Sportsnet, por fim, também resolveu aderir a ideia e teve o jogo do Calgary Flames e Vegas Golden Nights também produzido e transmitido por uma equipe formada por apenas mulheres. Equipe esta composta por Christine Simpson (apresentadora), Leah Hextall (play-by-play), e Cassie Campbell-Pascall (analista do jogo) e o restante do time que faz tudo acontecer atrás das câmeras. 

    Os comentários em relação a transmissão

    Apesar de diversas pessoas na comunidade do hockey acharem a ideia de um broadcast feminino mais do que bem vindo, muitas pessoas ainda sim se mostraram contrárias a participação das mulheres nas transmissões do dia oito. Diversos comentários sexistas foram profanados nas postagens das emissoras sobre o evento nas redes sociais, sendo estes críticas nada construtivas em relação ao trabalho impecável feito pelas mulheres.

    Porém, apesar dos comentários negativos e ofensivos, diversos profissionais da área vieram a público defender a iniciativa das emissoras. Seguidamente, muitos destes, inclusive as próprias profissionais envolvidas nas transmissões, ressaltaram a importância de eventos como este em um esporte como o hockey.

    AJ Mleczko, que foi a analista de jogo da partida entre Blackhawks e Blues, fez questão de ressaltar para o site da NHL a necessidade de ver as mulheres ocuparem espaços no esporte e a partir daí, novas portas possam se abrir.

    “É significativo por causa da visibilidade que fornece. Para as pessoas sentadas em casa assistindo nós três aqui, e [Tappen] e [Botterill] no estúdio, vendo mulheres falando sobre hockey do jeito que falamos – estamos muito preparadas e educadas neste jogo – […]. Para quem está sentado em casa [assistindo], meninos, meninas, homens, mulheres, saindo da faculdade, seja o que for, permite que eles entendam que há mais oportunidades. Talvez eles optem por não seguir esse caminho, mas a mídia está aberta a homens, mulheres, qualquer pessoa e a visibilidade é a maior parte.”

    Mleczko para a NHL.

    Linda Cohn, jornalista da ESPN, também veio, em meio de suas mídias sociais, explanar sua felicidade ao ver as mulheres tendo oportunidades como estas no mundo esportivo. Todavia, ressalta também que não deveria ser algo que venha a acontecer apenas uma vez ao ano. 

    Seguidamente, em uma das páginas da NBC Sports, Laura Oakmin (apresentadora da NFL na Fox) também veio a público falar sobre o quão importante era ver mulheres quebrando barreiras. Principalmente no mundo dos esportes, que ainda é bastante hostil com o público feminino. 

    Após os jogos, Kendall Coyne, que também participou da transmissão feita pela NBC. A jogadora disse que se sentia honrada em fazer parte de uma equipe cheia de profissionais tão talentosas. 

    Por último, Mark Lazerus, correspondente dos Blackhawks no The Athletic, apontou o outro lado da história. Sendo homem e jornalista, viu a transmissão dos jogos com outra perspectiva. Para ele, este tipo de ação representa uma nova porta de oportunidades aberta para as meninas da nova geração no mundo do hockey. 

    Todos os dias, diversas mulheres no mundo do esporte sofrem assédio durante o exercício da profissão, questionando o trabalho delas apenas pelo seu gênero. Dentre estes comentários de mau gosto, existem diversos questionamentos sobre quais seriam as motivações por elas estarem ali, mas não levam em consideração que a profissional está ali pelo esporte.

    Geralmente, os comentários nas redes sociais questionam se, este interesse seria de fato é pelo esporte ou teria outra motivação por trás. Isso porque, aparentemente, a nossa sociedade machista persiste na ideia de que mulheres ainda são as vilãs e estão em busca de relacionamentos do qual podem tirar vantagens. 

    Mas esta ideia da Idade Média não cabe mais ao século 21. Cada vez mais as mulheres vem conquistando o seu espaço em cargos de grande importância em todas as esferas da sociedade. Dessa forma, eventos como estes são necessários em mais do que apenas um dia do ano. 

    A presença de mais mulheres no mundo esportivo é essencial para uma maior equidade de gêneros dentro e fora das arenas. O trabalho destas jornalistas cada vez mais estão em destaque e se incomoda tanta gente assim, é porque elas estão fazendo o trabalho direito. E, ao contrário do que estes comentários maldosos dizem, a motivação dessas profissionais é de cobrir o hockey da melhor forma possível, levando informações corretas e de boa qualidade para os fãs do esporte. 

    Portanto, está na hora de cada vez mais mulheres estarem a frente de transmissões esportivas, reportagens, entrevistas, podcasts  e demais cargos no mundo do esporte.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • A busca pelo reconhecimento das árbitras de hockey

    A busca pelo reconhecimento das árbitras de hockey

    Atualmente, estima-se que cerca de 1.561 mulheres árbitras sejam  registradas nos Estados Unidos. A primeira notícia que se tem de uma mulher apitando uma partida de hockey profissional data de 1995. Heather McDaniel apitava jogos de ligas profissionais menores da Central Hockey League e da West Coast Hockey League. Porém, quando ela engravidou e se aposentou em 1999, nenhuma outra mulher apitou alguma partida profissional. 

    As árbitras geralmente têm opções limitadas de atuação, e são encontradas em sua maioria em níveis júnior e universitários. A existência de ligas de hockey femininas, como a NWHL (Liga de Hockey Feminina dos Estados Unidos) nos mostra que o mundo do hockey pertence também às mulheres. Porém, para que o jogo possa de fato crescer, é preciso incentivar algo que às vezes é muito esquecido: o mundo da arbitragem.

    O trabalho de arbitragem é o mesmo, independente do gênero de quem apita. De acordo com as regras da IIHF, os árbitros podem sinalizar timeouts, gols e penalidades, enquanto os oficiais de linha (linesman) são responsáveis por sinalizar icing, offsides, dentre outras penalidades. Há somente uma diferença. Aos árbitros do hockey masculino, é permitida uma penalidade adicional: as dos hits, que não são permitidos na modalidade feminina.

    Desta forma, a falta de representação feminina nos meios esportivos é um dos maiores fatores que podem vir a atrapalhar o desenvolvimento de atletas e de profissionais esportivas. Por isso, o trabalho de mulheres nesses meios é feito com muito esforço, já que muitas vezes não possuem qualquer ajuda ou incentivo exterior. Mesmo assim, cotidianamente, muitas mulheres lutam para que isso mude no futuro.

    O Combine Exposure de 2019

    História foi feita em setembro de 2019, quando quatro mulheres foram selecionadas para apitar os campeonatos rookie de no Exposure Combine 2019. Esse momento foi marcante para a história das mulheres, principalmente para as que atuam na arbitragem.

    Outro momento importante, foi quando a competição All-Star Skills 2020 da NHL em St. Louis, em janeiro, foi pioneira ao sediar um evento feminino. O evento contou com o jogo de três a três das mulheres de elite entre o Canadá e os EUA. Assim, quem apitou a partida, foi o mesmo quarteto chamado para o Exposure Combine de 2019, composto por Katie Guay, Kelly Cooke, Kirten Welsh e Kendall Hanle

    O combine deu a chance dessas árbitras ficarem em evidência, tanto que foram chamadas para o All Star Game. Consequentemente, o All Star Game, que teve um público de 18.000, chamou a atenção ao hockey feminino. São atitudes como essas que acabam fazendo muito efeito nas conquistas igualitárias das mulheres, mesmo que ainda sejam pequenas. O comissário Bettman disse, em uma entrevista sobre equidade, que a mudança é necessária.

    “Juntos, precisamos evoluir, vamos aprender com as oportunidades uns dos outros e seremos melhores (…) É sobre o que temos em comum, não o que nos separa. E, na medida em que existem segmentos particulares da sociedade que foram deixados para trás, temos a oportunidade de elevar e aproximar mais pessoas”. 

    Todavia, este não é um problema exclusivo da NHL. Apesar da NBA já contar com mulheres apitando desde 1998, a NFL só teve uma primeira mulher a apitar uma partida em 2015, nos Playoffs.

    Uma árbitra na NHL

    Paul Stewart, Árbitro aposentado da NHL, disse que é necessário que mais mulheres seguissem seus passos como árbitro. 

    “Eu quero que alguém quebre essa barreira”, disse Stewart, que agora é diretor de arbitragem na NCAA. “Não é preciso  um cromossomo X ou Y que faz você levantar o braço e chamar uma penalidade. É preciso cérebro e coragem.” 

    Mas quando essa barreira será quebrada? A árbitra Katie Guay, de 37 anos, que possui experiência nas Olimpíadas de Pyeongchang foi a primeira mulher a arbitrar a partida entre Boston College contra Harvard em 67 anos de história no prestigiado torneio de hockey em Boston. Guay também acredita que a NHL tem ajudado com algumas medidas de inclusão.  

    “(…) Pude ver que a NHL tem tomado várias medidas para abrir portas e oferecer oportunidades para as mulheres. Chegar à NHL não é uma tarefa fácil – para jogadores e árbitros (…). Acho que é apenas uma questão de a primeira mulher ter experiência e provar a capacidade de competir nesse nível”.

    Kelly Cooke complementou: 

    “Isso acontecerá em algum momento, quando eles encontrarem a pessoa certa para fazer o trabalho. Não importa quem vai quebrar essa barreira, acho que todos nós estaremos lá assistindo e apoiando essa pessoa. (…) No entanto, só o tempo irá dizer.”

    De fato, nunca é possível prever o futuro. A aceitação de mulheres no meio esportivo ainda caminha em passos pequenos, por conta do preconceito e do tradicionalismo de muitos esportes. Contudo, essas pequenas ações de apoio acabam normalmente sendo um grande empurrão. Mas sem o verdadeiro apoio e incentivo e, principalmente, a falta de representação, as árbitras ainda poderão ter um longo caminho a percorrer. 

    Vale ressaltar que a batalha é como escalar uma escada, e que eventualmente as árbitras poderão estar no topo. Katie Guay disse que a melhor maneira de uma árbitra conseguir enfim chegar na NHL um dia é se elas pudessem ter mais oportunidades de apitar jogos júniors das ligas masculinas.  E que só assim, o sonho de finalmente apitarem uma partida da NHL, será realizado. 

  • Conhecendo a NWHL, a Liga de hockey feminina

    Conhecendo a NWHL, a Liga de hockey feminina

    O hockey feminino sempre foi considerado apenas um esporte olímpico. Enquanto os homens têm os benefícios de terem a NHL para apoiar suas carreiras, as jogadores vivem com glórias de quatro em quatro anos. Isso não significa que elas não têm uma liga própria, apenas que a NWHL não proporciona as melhores condições de trabalho e investimento de patrocinadores. 

    Por este motivo, no ano passado, as jogadores fundaram a PWHPA (Professional Women’s Hockey Player Association). A Associação criada pelas jogadoras norte-americanas visa trazer melhores condições de trabalho e mais visibilidade para a modalidade feminina. A PWHPA vem trabalhando desde a sua criação com a Dream Gap Tour, viajando pela América do Norte para promover a modalidade com eventos.

    O hockey feminino merece tanto destaque quanto o masculino. Um exemplo disso foi a participação das jogadoras no NHL All-Star Weekend tanto em 2019 quanto em 2020. No ano passado, Kendall Coyne Schofield, ganhou destaque ao ganhar de McDavid na disputa pelo patinador(a) mais rápido. Infelizmente, o prêmio ainda foi para o capitão do Oilers. Mas isso permitiu que uma discussão sobre as mulheres no esporte, sobretudo as jogadoras, e como elas devem ganhar mais destaque, relevância e, acima de tudo, respeito. 

    Neste ano, as jogadoras da seleção canadense e americana de hockey feminino deram um show no All-Star Weekend 2020 da NHL. Desde o combate 3-on-3 no Women’s Elite até o desafio de habilidades junto com os jogadores da Liga, elas puderam mostrar que têm talento e que as mulheres também sabem arrasar no mundo do hockey. Infelizmente, a NHL é uma liga masculina, mas as mulheres não ficam de fora do hockey e têm a sua própria liga, a NWHL (National Women’s Hockey League). 

    O que é a NWHL

    A National Women’s Hockey League foi criada (no formato atual) em março de 2015 e está em sua quinta temporada. Ela é a primeira liga a pagar salário para as jogadoras, e permitiu que em seguida viesse a criação da, hoje extinta, CWHL. Na época em que anunciaram o fim da Liga canadense a NWHL chegou a cogitar expandir para assumir os times da liga canadense, entretanto por falta de verba isso não foi possível. Dessa forma, hoje ela é composta exclusivamente por cinco times americanos.

    Apesar de ainda estar em seu início, comparada à outras ligas de hockey, a NWHL já contou com grandes nomes do hockey feminino, como as medalhistas americanas Hilary Knight e Kendall Coyne Schofield. Nas primeiras quatro temporadas era possível ver muitas das jogadoras das seleções dos EUA e Canadá jogando pelos times da Liga. No entanto, após o anúncio do fim da CWHL no início de 2019, as jogadoras decidiram se unir e criar a PWHPA, assim se desligando da NWHL, em busca de melhores condições de trabalho para a modalidade feminina.. 

    Assim como a NHL, a liga feminina possui seu próprio campeonato e até mesmo um All-Star Weekend. O campeonato, que se chama Isobel Cup, ganhou seu nome em homenagem a Lady Isobel Stanley, a filha de Lorde Stanley e uma das pioneiras no hockey feminino. O calendário também é similar ao de outras ligas com a temporada iniciando em outubro, porém como tem um número consideravelmente menor de times, os playoffs acontecem durante o mês de março. 

    Em seu ano de estreia, a NWHL realizou um draft para efetuar as primeiras contratações. Sendo assim, cada time escolheu cinco jogadoras universitárias além das jogadoras que foram avaliadas com base no seu desempenho nas olimpíadas e no IIHF. O New York Riveters (atualmente Metropolitan Riveters) conquistou o primeiro lugar no sorteio da loteria e selecionou a jogadora Alex Carpenter. 

    Buffalo Beauts

    Logo do Buffalo Breauts

    O time foi um dos primeiros a serem fundados para a NWHL. A equipe fica localizada na cidade de Amhherst, no estado de Nova York, e tem como casa a arena Northtown Center at Amherst, que dividem com outros times de outras ligas de hockey. Em dezembro de 2017 o time foi adquirido pelo Pegula Sports & Entertainment, proprietário do Buffalo Sabres. Desta forma, se tornou o primeiro time na história da NWHL a pertencer ao mesmo dono de uma equipe da NHL. Porém com os últimos acontecimento no cenário do hockey feminino a empresa optou por abrir mão dos Beauts, finalizando assim a parceria com o time da NHL. Em 2016 se tornaram o primeiro time a ter um jogador abertamente transgênero, o atacante Harrison Browne. Também em 2016, elas ganharam a sua primeira Isobel Cup. 

    Atualmente, o Buffalo Beauts conta com as atacantes Brooke Stacey, Emma Ruggiero, Iveta Klimasova, Kandice Sheriff, Maddie Norton, Cassidy MacPherson, Kim Brown, Becki Bowering, Corrine Buie, Erin Gehen e Taylor Accursi. As jogadoras Marie-Jo Pelletier, Lenka Curmova, Megan Delay, Ana Orzechowski, Nikki Kirchberger e Richelle Skarbowski atuam como defensoras. Enquanto as jogadoras Ashley Birdsall e Sara Bustad atuam tanto como atacantes como defensoras. As goleira são Kelsey Neumann, Tiffany Hsu e Mariah Fujumagari.

    Boston Pride

    Logo do Boston Pride da NWHL

    Foi uma das quatro equipes que foram criadas juntos com a Liga. O time fica localizado na cidade de Boston, em Massachusetts, e é afiliado ao Boston Bruins, com quem divide o centro de treinamento, a Warrior Ice Arena. Com a sua primeira escolha do draft e terceira escolha geral o time selecionou a jogadora Kendall Coyne Schofield, porém a mesma optou por não assinar com eles. 

    Na temporada de estreia da Liga, os Prides foram os primeiros campeões da Isobel Cup. Ele também é o time que marcou o primeiro hat-trick na história da NWHL. A jogadora Brianna Decker realizou o feito numa vitória de 5 a 3 contra o Buffalo Beauts. A equipe de Boston também foi a primeira a sediar um jogo ao ar livre na modalidade feminina, o 2016 Outdoor Women’s Classic presented by Scotiabank que terminou em empate de 1 a 1 contra o Les Canadiennes de Montreal da CWHL. Infelizmente nem só de boas histórias vive o hockey feminino. Durante o 2016 Outdoor, a jogadora Denna Laing sofreu uma lesão onde perdeu o movimento das pernas e limitou o movimento dos braços, dando fim a sua carreira. 

    Na época, como uma forma de apoio, o Boston Pride arrecadou fundos para a Denna Laing Foundation, além de levarem a taça da Isobel Cup para ela no hospital. Por fim, a jogadora ganhou o NWHL’s Foundation Award e o Perseverance Award. O time recentemente entrou para a história da NWHL novamente, desta vez com a jogadora Jillian Dempsey. A forward marcou seu 100º ponto, sendo a primeira da Liga a atingir a marca. Atualmente tem como defensoras Lauren Kelly, Lexi Bender, Jenna Rheault, Kaleigh Fratkin, Briana Mastel e Mallory Souliotis. Como atacante as jogadoras Jordan Juron, Mary Parker Alyssa Wohlfeiler, Tori Sullivan, Emily Fluke, Jillian Dempsey, Lexie Laing, McKenna Brand, Marisa Raspa, Christina Putigna e Carlee Toews. Enquanto as jogadoras Victoria Hanson e Lovisa Selander atuam como goleiras e a jogadora Whitney Renn como atacante e defesa.

    Connecticut Whale 

    Logo do Connecticut Whalers

    O time tem seu nome em homenagem ao Hartford Whalers. O Hartford Whalers era um time que fez parte da WHA (World Hockey Association) e posteriormente da NHL. Hoje realocado passou a ser chamado de Carolina Hurricanes. O Connecticut Whale foi o primeiro time a assinar com uma jogadora canadense, a defensora Kaleigh Fratkin, ainda em seu início. Em sua estreia no gelo, a equipe contou com um gol da capitã Jessica Koizumi, que assim entrou para a história como o primeiro gol marcado na Liga. Nessa mesma partida elas ganharam por 4 a 1 contra o New York Riveters.

    A equipe tem como base a cidade de Danbury em Connecticut, no entanto já chamou de casa Stamford e Northford. Para a temporada de 2018-19 a jogadora ativa Cydney Roesler foi nomeada treinadora assistente, assim se tornando a primeira jogadora e treinadora da história do time. Para temporada atual, 2019-20, o time convocou o ex-NHLer Colton Orr para assumir como treinador principal.

    Atualmente o time conta com as jogadoras Brooke Wolejko, Sonjia Shelly e Cassandra Goyette como goleiras. As jogadoras Grace Klienbach, Allie Lacombe, Sarah Hughson, Sarah Schwenzfeier, Janine Weber, Elena Gualtieri, Katelyn, Russ, Emma Vlasic, Alexa Aramburu, Kaycie Anderson, Jane Morrisette, Haley Payne, Kayla Meneghin e Madie Evangelous como atacantes. E na defesa as jogadoras Taylor Marchin, Shannon Doyle, Erin Hall, Elena Orlando, Lauren Hill e Jordan Brickner. Além das jogadoras Hanna Beattie e Brinna Dochniak que atuam tanto na defesa como no ataque.

    Metropolitan Riveters 

    Logo do Metropolitan Riveters da NWHL

    O time tem a sua sede situada em Monmouth Junction, New Jersey. Inicialmente era chamado de New York Riveters, porém teve seu nome alterado quando foi realocado para New Jersey e se afiliou ao New Jersey Devils, em 2016. Ao iniciar a parceria o time da NHL, além de trocar de nome, também adotou as cores dos Devils. No entanto quando a mesma chegou ao fim em 2019, a equipe retornou às suas cores originais (branco, vermelho e azul).

    Além de ter tido direito a primeira escolha no draft 2015, a franquia também foi a primeira na história da Liga a assinar um contrato. A felizarda foi a atacante Janine Weber. Durante sua primeira temporada o time entrou para a história da NWHL ao ganhar sua primeira partida, contra o Boston Pride. Isso aconteceu porque o time tinha uma goleira que era natural do Japão, Nana Fujimoto. Ela entrou para a história como a primeira goleira japonesa a ganhar uma partida na NWHL.

    No ano seguinte a equipe assinou um contrato de um ano com a free agent Amanda Kessel no valor de 26 mil dólares. Ao assinar essa quantia, Amanda se tornou a jogadora mais bem paga da Liga. Atualmente os Riveters contam com as defensoras Cassie Dunne, Nicole Arnold, Leila Kilduff, Colleen Murphy, Rebecca Morse, Anna Keys, Ashley Johnston e Kiira Dosdall-Arena. Como goleiras as jogadoras Zoe Zisis, Dana Demartino e Sam Walther. Além das atacantes Bulbul Kartanbay, Kate Leary, Haley Frade, Kelly Nash, Brooke Avery, Tatiana Shatalova, Jayne Lewis, Madison Packer, Cailey Hutchison, Kendall Cornine, Nichelle Simon e Brooke Baker. A jogadora Mallory Rushton atua tanto como atacante como defensora.

    Minnesota Whitecaps

    Logo do Minnesota Whitecaps

    O time, que existe desde 2004, foi fazer a sua estreia oficial na NWHL somente em 2018. Eles, que hoje dividem seu lar com o Minnesota Wild, são um dos poucos times que ainda possuem afiliação com um time da NHL. Também são os atuais campeões da Isobel Cup, tendo levado o troféu em sua temporada de estreia.

    Devido ao seu tempo de atividade a equipe possui uma história mais extensa. Já fez parte da extinta Western Women’s Hockey League (WWHL) durante seu tempo de atividade de 2004 a 2011. Após isso a equipe atuou de forma independente jogando contra a NWHL, CWHL e faculdades femininas. 

    Os Whitecaps também são o único time que já conquistou a Clarkson Cup em 2010 e a Isobel Cup, os dois principais prêmios do hockey feminino na América do Norte. Em fevereiro de 2018, pouco antes de ingressar na Liga, a equipe teve as suas jogadoras Kate Schipper e Sadie Lundquist convidadas a participar do NWHL All-Star, que foi realizado em Saint Paul, Minnesota. Posteriormente, ao entrar para a NWHL o time entrou para a história da Liga como a primeira franquia a obter lucro vendendo ingressos para os jogos.

    Hoje ele conta com as atacantes Jonna Curtis, Allie Thunstrom, Brooke White-Lancetti, Lisa Martinson, Meaghan Pezon, Stephanie Anderson, Meghan Lorence, Audra Richards, Kalli Funk, Nina Rodgers, Lauren Barnes, Nicole Schammel, Sam Donovan e Haylea Schmid. Na defesa as jogadoras Chelsey Brodt Rosenthal, Winny Brodt Brown, Sydney Baldwin, Emma Stauber, Amanda Boulier e Rose Alleva. Além da jogadora Kelsey Cline que atua nas posições de defesa e ataque, enquanto as jogadoras Amanda Leveille e Allie Morse atuam no gol.

    Playoffs

    Os playoffs desta temporada já chegaram. Hoje já acontecem as semifinais, e o próximo jogo já será a final. É uma etapa muito imprevisível já que são jogos únicos e eliminatórios. As Beauts e os Whales brigaram pela vaga na semifinal no último dia 6, com os Whales conquistando uma vitória por 5 a 3 e garantindo a sua vaga. Eles irão disputar a próxima partida contra o líder da tabela, os Prides.

    A equipe de Boston lidera a Liga com 46 pontos e 23 vitórias. Os Whitecaps vem logo em seguida com 36 pontos e 17 vitórias. O time de Minnesota irá disputar contra as Riveters, que estão em terceiro lugar na tabela com 23 pontos e 10 vitórias. Nos resta agora acompanhar para descobrirmos quem leva a Isobel Cup deste ano.

  • PWHPA anuncia parceria com ESPN americana para Dream Gap Tour

    PWHPA anuncia parceria com ESPN americana para Dream Gap Tour

    Na última sexta-feira (28) começou com notícia boa no mundo do hockey feminino: a PWHPA fez um anúncio muito bem vindo para o seu público. Eles divulgaram uma parceria com a ESPN para a exibição de seus eventos na Dream Gap Tour.

    Essa é mais uma das iniciativas que as jogadoras estão fazendo para trazer visibilidade para a modalidade feminina, outro exemplo sendo a recente participação no Elite Women’s 3-on-3 durante o All-Star Weekend 2020 como uma forma de promover o esporte. Esse foi o primeiro evento criado especialmente para a modalidade feminina, uma vez que anteriormente as jogadoras participavam de maneira não-oficial dos desafios com os jogadores da NHL.

    No anúncio é informado como o assinante da plataforma deve fazer para a assistir os eventos. Infelizmente para nós fãs brasileiros a iniciativa só envolve a América do Norte, no entanto esse pode ser o primeiro passo para que no futuro todos os países consigam ter acesso aos eventos da PWHPA e talvez até mesmo da liga feminina, a NWHL. 

    Parte do anúncio traduzido:

    A Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA) anuncia uma nova plataforma de streaming para as duas últimas paradas do Dream Gap Tour da temporada 19-20, com a ESPN como parceira nacional, e a Monumental Sports Network como a Digital Home da PWHPA na área metropolitana de Washington DC.

    Os fãs poderão assistir os eventos dos dois finais de semana em Philadelphia, PA (29 de fevereiro e 01 de março) e em Tempe, AZ (6 e 8 de março) através do streaming ao vivo no app da ESPN, no site ESPN.com, assim como no aplicativo da Monumental Sports e no site MonumentalSportsNetwork.com. Os clientes da ESPN precisarão logar em suas contas para autenticação. Todos os jogos estão disponíveis On Demand exclusivos para essas emissoras.

    A PWHPA e a CBC Sports continuam sua parceria, permitindo que os fãs do Canadá assistam os jogos no aplicativo CBC Gem.

    A PWHPA sabe da importância da visibilidade e está animada para ter três diferentes parceiras da mídia apoiando essa missão.

    “Esse é um grande passo para o hockey feminino e estamos animadas por podermos aproximar de tantos fãs com a ESPN, que transmite a NHL e a NCAA Hockey e a Monumental Sports que está sempre inovando em sua plataforma digital para os fãs da NHL, NBA, WNBA, NBA G-League e os times de E-sports no distrito”, declarou Jeyna Hefford, líder da consultoria de operação da PWHPA.

    A importância desse passo

    Essa iniciativa é de extrema importância para o hockey feminino após o fim da CWHL, além da saída de diversas jogadoras da NWHL. Essa foi uma das poucas notícias que mostram que o trabalho delas não tem sido em vão. A PWHPA está de fato correndo atrás para trazer a visibilidade que o hockey feminino merece.

    No entanto este é um trabalho demorado. Para ganhar essa visibilidade as jogadoras têm trabalhado duro viajando pela América do Norte promovendo eventos e participando do All-Star Weekend 2020. As jogadoras que são conhecidas pelas participações e medalhas em Olimpíadas de Inverno infelizmente só conseguem mostrar seu potencial em eventos internacionais.

    Contudo, aparecer em rede nacional fora dessa época mostra que existe sim público para o hockey feminino. Elas só precisam do investimento necessário para fazer acontecer.

    Enquanto o resto do mundo só poderá acompanhar elas durante os eventos mundiais, agora os norte americanos podem começar a acompanhar as ligas e jogadoras locais também. Assim, podem dar a elas a chance de crescerem e talvez um dia serem reconhecidas como as atletas maravilhosas que são. Basta agora torcermos para que elas continuem conquistando mais espaço no mundo do esporte. Para que assim um dia possamos assistir elas como assistimos a NHL.

  • No Mundial Feminino Sub-18, Estados Unidos ganha ouro

    No Mundial Feminino Sub-18, Estados Unidos ganha ouro

    Nesta quinta-feira (02), aconteceu a final do Campeonato Mundial Feminino de Hóquei no Gelo IIHF Sub-18 2019-2020 em Bratislava, Eslováquia. A partida, decidida entre os Estados Unidos e o Canadá, foi decidida no overtime, com vitória das americanas por 2 a 1.

    Essa foi a 8° vez que a equipe americana ganhou o ouro, seu último sendo em 2018. Igualmente, há um ano atrás, quem ganhou o ouro em OT foi a equipe canadense. O bronze ficou na mão das russas, que venceram por 6 a 1 a seleção finlandesa.

    Os elencos, compostos por jogadoras entre 16 a 18 anos, jogam em sua maioria para universidades. Ainda que as atletas tivessem pouca experiência em campeonatos mundiais, elas tiveram a frieza de jogadoras experientes ao fazerem um jogo de igual a igual.

    A campanha até a final

    As americanas tiveram um bom desempenho nas nas fases preliminares do IIHF Sub-18. Os Estados Unidos ganharam todos os jogos contra as outras seleções, perdendo apenas para o Canadá por 2 a 1. Por outro lado, as rivais canadenses fizeram uma campanha invicta. Chegaram a final com grandes expectativas mas foram derrotadas justamente pelas americanas.

    EUA 2, Canadá 1 (OT)

    De antemão, o jogo foi acirrado para as duas equipes. O primeiro gol saiu no final do primeiro período, aos 5:22 minutos. A defensora dos Estados Unidos Haley Winn (Clarkson University) armou a jogada ao segurar o puck, depois da tentativa de posse do time Canadense. Logo depois, ela lançou o puck para o stick de Abbey Murphy, que lançou para as redes de Ève Gascon (Collège Esther-Blondin).

    https://twitter.com/WSportHilites/status/1212825048437927937
    Gol de Abbey Murphy.

    Por outro lado, logo no final do primeiro período, Canadá trouxe perigo quando Jenna Buglioni (Greater Vancouver) teve chance de marcar em enquanto estavam em desvantagem númerica. Entretanto, o puck parou nas mãos da goleira dos Estados Unidos, Skylar Vetter (University of Minnesota).

    Já no segundo período, também apresentou boas chances para as duas equipes. O Estados Unidos fez 10 shots contra 7 das canadenses. No entanto, o empate veio no terceiro período, após o power play das canadenses.

    Ann-Frederik Naud (John Abbott College) lançou o puck para Sarah Paul (Pursuit of Excellence), que estava sozinha em frente à Gascon. Assim sendo, aos 5:38, o jogo estava empatado. Após outras boas chances, o jogo logo iria para o overtime.

    https://twitter.com/WSportHilites/status/1212844172526444544
    Gol de Sarah Paul.

    Kiara Zanon (Penn State University) foi a autora do gol da vitória no overtime. Na jogada em conjunto com a capitã Maggie Nicholson (Minnetonka High School) , elas forçaram um turnover na área defensiva e ambas encararam a goleira do Canadá. Em um 2 contra 1, bastou Nicholson ter lançado o puck para o stick de Zanon para que ela enterrasse nas redes de Gascon, trazendo assim, a vitória.

    Dessa forma, a equipe americana saiu vitoriosa após uma campanha memorável no IIHF Sub-18. Assim, esta foi o 5° ouro em 6 anos para a equipe americana.

    Por fim, Skylar Vetter foi eleita a melhor jogadora dos EUA no jogo, e a medalha de ouro do Campeonato Mundial Feminino da IIHF foi decidida na prorrogação pela 6° vez e pelo 2° ano consecutivo.

    Foto: Team Usa/Reprodução

  • Foi dada a largada no novo capítulo da Rivalry Series

    Foi dada a largada no novo capítulo da Rivalry Series

    Em preparação para o mundial de 2020, as seleções de hockey feminino de Estados Unidos e Canadá se enfrentam como parte do Rivalry Series. Serão dois jogos em dezembro, durante o recesso de fim de ano da NCAA (National College Athletes Association). Ontem (14) as duas equipes se enfrentaram em Hartford, Connecticut, com vitória das americanas em solo estadunidense. 

    Desta forma, a segunda partida será no Canadá, na terça-feira (17) em Moncton, New Brunswick. Além disso, as atletas se enfrentarão em fevereiro de 2020, nos dias 03 (Victoria, British Columbia), 05 (Vancouver, British Columbia) e 08 (Anaheim, Califórnia). As duas últimas partidas acontecerão em arenas de equipes da NHL.

    Novas caras na seleção americana

    A equipe estadunidense conta com 17 integrantes do plantel que conquistou o ouro no Mundial de 2019, com nomes como Cayla Barnes, Kacey Bellamy, Megan Bozek, Sydney Brodt, Dani Cameranesi, Alex Carpenter, Alex Cavallini, Jesse Compher, Kendall Coyne Schofield, Megan Keller, Amanda Kessel, Hilary Knight, Emily Matheson, Annie Pankowski, Kelly Pannek, Maddie Rooney e Lee Stecklein.

    Entretanto, tivemos diversas estreantes na seleção, como Kelly Browne da Boston College, Natalie Buchbinder, Britta Curl e Abby Roque da University of Wisconsin, Clair DeGeorge da Bemidji State e Aerin Frankel da Northeastern University.

    Dez estados estão representados, com Minnesota contando com cinco nativas e Illinois, Massachusetts e Nova York com três cada. Além deles, Califórnia, Michigan e Wisconsin têm duas atletas. Por sua vez, Alaska, Idaho e North Dakota contam com uma representante cada.

    Canadá aposta na experiência

    As canadenses convocaram um grupo experiente, com 14 veteranas da Rivalry Series de fevereiro, com Victoria Bach, Ann-Sophie Bettez, Renata Fast, Laura Fortino, Brianne Jenner, Rebecca Johnston, Genevieve Lacasse, Jocelyne Larocque, Emerance Maschmeyer, Sarah Nurse, Marie-Philip Poulin, Jillian Saulnier, Natalie Spooner e Blayre Turnbull.

    Ademais, o plantel inclui 18 atletas que conquistaram a medalha de bronze neste ano em Espoo, na Finlândia. Dentre elas, Bettez, Jaime Bourbonnais, Emily Clark, Melodie Daoust, Fast, Fortino, Loren Gabel, Johnston, Lacasse, Larocque, Maschmeyer, Nurse, Poulin, Saulnier, Spooner, Turnbull, Micah Zandee-Hart.

    Primeiro Jogo: EUA 4-1 Canadá

    No primeiro período, com Coyne Schofield na penalty box por hooking, a canadense Bach abriu o placar no power play em Hartfort, com assistências de Bourbonnais e Daoust. Logo em seguida, com Gabel (cross-checking) e Saulnier (slashing) servindo suas penalidades, as americanas conseguiram empatar a partida na vantagem numérica, ainda que Britta Curl (slashing) também estivesse na penalty box. Megan Keller marcou, com assistências de Pankowski e Matheson. O Canadá, por fim, ficou desfalcado mais uma vez durante o período, quando Turnbull foi penalizada por cross-checking.

    Em seguida, a virada veio com Amanda Kessel, no final do segundo período, durante um power play para as americanas. O feito foi assistido por Kelly Panek e Alex Carpenter. Durante a segunda parte da partida tivemos uma penalidade americana (Kacey Bellamy, por interference) e três canadenses (Daoust, roughing; Gabel, roughing; Mikkelson, roughing).

    No terceiro e último período, os EUA ampliaram a vantagem, com Abby Roque fazendo o terceiro gol da equipe, com assistências de Britta Curl e Lee Stecklein. A equipe ainda marcou seu último e quarto gol pouco mais de um minuto depois, com Alex Carpenter assistida por Amanda Kessel e Kelly Pannek. Por fim, Megan Keller foi penalizada por roughing e cedeu um power play de 19 segundos para o Canadá. Entretanto, a partida já havia sido decidida e os EUA conquistaram a vitória. 

    Após esta vitória por 4-1, as americanas viajam ao Canadá para um novo confronto nesta terça-feira em Moncton, New Brunswick. 

    (Foto: CBC.ca/Reprodução)

  • World Girls’ Ice Hockey marca fim de semana

    World Girls’ Ice Hockey marca fim de semana

    Neste último final de semana, 05 e 06 de outubro, aconteceu o World Girls’ Ice Hockey Weekend. Esse é um evento criado em 2011, cujo principal objetivo é mostrar o hockey feminino, dando às meninas a chance aprender um novo esporte. Criado pelo IIHF (International Ice Hockey Federation), acontece em vários lugares do mundo e para participar, basta que um clube/liga se inscreva no site da Federação. O evento do fim de semana contou com várias atividades, desde aprender a patinar a fazer biscoitos em formato de puck. Com isso, várias meninas tiveram a oportunidade de participar e aprender mais sobre o esporte e até mesmo jogar.

    Países participantes

    Esse ano foram mais 400 eventos em 40 países. Entre os países participantes estão: México, Holanda, África do Sul, Japão e Malásia. Para algumas meninas, essa foi a primeira vez patinando no gelo, já que em alguns desses países o hockey é um esporte muito novo. Além disso, é geralmente mais comum achar times de hockey masculino para diversas idades. Meninas e mulheres de todas as faixas etárias puderam ter o seu primeiro contato com o esporte. Também puderam aprender a patinar e até jogar e participar de algumas partidas.

    Essa iniciativa foi além do esperado. Apesar de a maioria das participantes serem crianças entre 5 e 12 anos, algumas mulheres também se aventuraram no esporte. Na Eslováquia, por exemplo, a faixa etária foi de dois anos e meio até os 45 anos de idade. Já na Finlândia, foi ainda um pouco maior, de quatro até 51 anos. Apesar de o público mais velho não ter sido a maioria, nota-se que nunca é tarde para aprender um esporte novo. Em muitos desses países, as meninas só tem contato com o esporte pela televisão, por meio de jogos transmitidos. Com esse evento, no entanto, elas puderam ver e quebrar um estereótipo de que o hockey é somente para meninos. Países do mundo todo puderam ver e aprender em primeira mão o quão maravilhoso é o esporte. Por fim, muitas dessas meninas se animaram em começar a treinar. 

    Jogadoras profissionais

    Nem todas as participantes eram iniciantes no hockey. Algumas meninas que já praticam tiveram a oportunidade de participar também. Jogadoras de seleções sub-16 e sub-18 usaram o evento como uma forma de treino, já que atletas profissionais faziam parte das instrutoras. A lenda do hockey feminino Manon Rheaume foi uma delas. A jogadora aposentada dirige o programa Little Caesars AAA Hockey Club na cidade de Detroit, em Michigan, EUA.  

    Outra jogadora que foi destaque em seu país foi a campeã olímpica Karolina Erbanova, da República Tcheca. Ela se aposentou como jogadora e agora treina uma equipe em sua cidade natal. No evento, foi instrutora em técnicas da patinação, ajudando as meninas a aprimorar seu desempenho. No Japão, a seleção feminina ajudou em peso, incluindo o técnico e o fisioterapeuta. A organizadora e instrutora Merve Tunali, de Istambul, na Turquia, contou que o sucesso do evento foi tão grande que não só as meninas não queriam sair do gelo, mas os meninos que foram ver também quiseram participar.  

    Esse evento é muito importante para o crescimento não só do esporte, mas também do hockey feminino. A esperança dos organizadores e instrutores é que o evento venha a abrir cada vez mais as portas para as meninas no esporte e, com isso, existam mais times femininos. Infelizmente, em muitos desses lugares, as meninas estão deixando de praticar por falta de time. Porém, com o sucesso do evento, alguns países estão começando a organizar seus próprios eventos de hockey feminino e assim tornando o esporte mais inclusivo para elas.

    Foto: Oleg Khafizov, reprodução/IIHF.com

  • Amparo No Limits vence Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino 2019

    Amparo No Limits vence Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino 2019

    No sábado (24) e domingo (25) aconteceu o Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino no ginásio da AABB em São Paulo. Ao todo, sete equipes de São Paulo, Minas e Pará competiram no final de semana.

    A grande vencedora foi a equipe Amparo No Limits, da cidade de Amparo, no interior de São Paulo. Além do primeiro lugar, a jogadora do Amparo, Lea Villagra, recebeu os prêmios de MVP do campeonato, artilheira e assistente.

    Equipe do interior de São Paulo é campeã no Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino

    As donas da casa, equipe da AABB-SP, eram as favoritas para levantar o troféu. No entanto, acabaram ficando com a segunda colocação ao perder a final para a equipe de Amparo. Já o terceiro lugar ficou com a equipe mineira Eldorado Vipers, estreante no campeonato, com atletas jovens que chegaram com sede de vitória e muita vontade de aprender.

    Equipe da casa AABB é vice-campeã no Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino

    Hockey inline: uma família para suas atletas

    O time do Eldorado Vipers é formado por meninas mais novas, como Ana Clara Camargo, 13 anos. A jovem atleta conta que sempre gostou de patinar, mas foi após ver o primo seguir para o hockey que ela se interessou pelo esporte. Acompanhada de sua mãe, Ana Clara começou a jogar pelos Vipers e encontrou no hockey uma segunda paixão que agora divide com o balé. “Eu sou bailarina também, [sua mãe] achou que eu não iria gostar. Mas as vezes com o hockey, a gente até desconta um pouco da raiva jogando.”

    Outra jogadora do Vipers que se encontrou no esporte foi Karina Gonçalves, de 16 anos. Após perder o pai, a jogadora conta que ficou desnorteada, sempre se envolvendo em brigas. Sua tia lhe sugeriu conhecer o hockey, já que dois de seus primos já praticavam, e foi onde Karina aprendeu a controlar suas inseguranças. “Eu batia em todo mundo, xingava os técnicos, xingava todo mundo. Então tive que aprender a lidar com o povo e a sociedade.”

    Equipe mineira Eldorado Vipers é a terceira colocada no campeonato brasileiro de hockey inline feminino

    O hockey inline, além de trabalhar o sentimento de equipe com as jovens jogadoras, também se mostra um esporte familiar. Pais que descobriram o hockey por acaso e, hoje, assistem suas filhas seguirem os mesmos passos. É o caso de Aldemir Lopes, 53 anos, que saiu de Curitiba, no Paraná, para levar a filha Emanuela, de 17 anos, para participar do Campeonato ao lado da equipe do Amparo.

    Aldemir conta que conheceu o esporte no ginásio do Clube 3 Marias, em Curitiba. Ele levava os dois filhos para aprender a patinar e resolveu praticar também, tornando o hockey inline uma paixão familiar. Seu filho Gabriel, irmão de Emanuela, é goleiro pelo 3 Marias. “Atrás deles vieram os primos, meu sobrinho e minha sobrinha, então era assim é a família toda ‘pra’ jogar hockey praticamente e estamos até hoje lá no Clube 3 Marias em Curitiba”, relata Aldemir sobre sua relação com o esporte.

    Equipe do Pará estreia no Campeonato Brasileiro

    A equipe paraense venceu apenas uma partida na competição, mas volta para casa feliz e ansiosa para participar novamente no próximo ano

    Apesar de não ser o único time estreante, a grande novidade do campeonato foi o time Belém Búfalos. Quatro atletas, juntamente com seu treinador Mario Ferreira, saíram do norte do país para participar do Campeonato Brasileiro e conhecer outras jogadoras. Infelizmente, o time venceu apenas um jogo na competição, mas foi o suficiente para partirem ansiosas pelo ano seguinte.

    Mario conta que neste ano começaram a se planejar apenas em março para viajarem para São Paulo. Com o curto tempo e a longa distância, não foi possível trazer todas as atletas, mas, para o próximo ano, desejam estar com o time completo. “A ideia é que a gente consiga vir com todas, então como a gente vai ter mais de um ano para se programar, acredito que dê certo”.  

    Foto: Júlia Guedes

  • #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    Já não é mais novidade o preconceito que grande parte das mulheres sofre quando decide seguir carreira no universo esportivo. Jornalistas, atletas, gestoras, analistas.

    No hockey especificamente, também é sabido que o esporte é dominado pelo sexo masculino.

    Por fim, também são old news que mulheres ligadas ao esporte já sofreram, em algum momento de sua carreira, discriminação. Ainda existe uma parcela do fandom que não conseguiu aceitar que elas também pertencem ao hockey. Sim, tanto quanto os homens. 

    Desse modo, o time feminino de hockey sueco foi um dos que resolveu dizer “chega!” A jogadoras se uniram, e criaram o movimento #FörFramtiden. Este por elas mesmas e pelas futuras atletas, com a intenção de desenvolver um ambiente saudável para todas as meninas que sonham em fazer do esporte seu trabalho um dia. 

    O que é o #FörFramtiden

    Num geral, o #FörFramtiden é um movimento, organizado pelo Time Feminino de Hockey da Suécia. Este tem o intuito de reivindicar melhores condições para as atletas do time. A intenção é criticar a maneira inferior como a confederação tem tratado os times femininos. O tratamento é visto como completamente diferente do destinado aos times masculinhos, em vários aspectos.

    Portanto, protestantes ao descaso, 43 jogadoras da Seleção Sueca Sênior anunciaram, em 14 de agosto, um boicote ao training camp. Também optaram por não participar do Torneio das 5 Nações, que teve início em 20 de agosto de 2019. Tal anúncio foi feito nas mídias sociais das jogadoras, um dia antes da equipe feminina precisar se reunir para o training camp em Bosön, complexo de esportes localizado em Estolcomo, na Suécia, destinado a Confederação de Esportes do país. 

    Parte do manifesto conta com os seguintes dizeres:

    “Todas os jogadoras convidadas a jogar pela Seleção Nacional de Hóquei Feminino da Suécia informaram hoje à Federação Sueca de Hóquei sobre uma decisão mútua e unida. Um total de 43 jogadores foram convidadas para o training camp e Torneio. Porém, ninguém participará de nenhum. A partir de hoje, [nenhuma das atletas] representará as cores azul e amarelo até que a Confederação Sueca de Hockey nos mostre que está disposta a trabalhar ao lado de nossas jogadoras para desenvolver e criar melhores fundamentos para as atletas atuais e para todas as próximas.”

    A resposta da confederação foi que eles estavam surpresos com o manifesto. Porém, em momento algum acabaram por citar as condições que o time feminino precisa enfrentar em todas as competições. Muito menos mencionaram soluções para a criação de melhores ambientes para as jogadoras atuais do time feminino de hockey, e também para as futuras atletas. 

    A importância do movimento

    Seguidamente, as atletas sugeriram, no manifesto, 10 pontos que necessitavam mudanças. Alguns destes são: maiores investimentos monetários nos times de hockey femininos (que são bastante inferiores às equipes masculinas), seguro para as atletas, melhores condições de viagens para os torneios, de uniformes, suplementos nutritivos (estes que muitos atletas afirmam já ter recebido com a validade expirada).  

    Dessa forma, discussões como essas são de extrema importância para que a próxima geração de atletas saiba o seu valor. Por fim, que entendam também que não merecem menos do que o mesmo respeito que os homens pelo trabalho excepcional que fazem. Assim, para que continuem levando tais pautas para que o futuro do hockey feminino seja brihante.

    Atletas apoiando o movimento

    Henrik Lundqvist, sueco que joga pelo New York Rangers, da NHL, declarou apoio ao movimento de suas colegas de seleção. Ele insistiu que, para que exista um acordo entre a equipe sueca de hockey feminino e a confederação de hockey sueca, é necessário diálogo.

    “Onde os recursos são usados ​​hoje? Podemos mudar a priorização / estrutura? Acredito que é bom iniciar um diálogo, porque a situação que as mulheres enfrentam é insustentável. O mais importante é iniciar o diálogo. As mulheres precisam sentir que têm oportunidades certas para realizar o máximo possível [pela equipe], mas, ao mesmo tempo, a Associação Sueca de Hockey no Gelo está se excedendo. (…) Não é sobre grandes recursos. Às vezes são sobre pequenas coisas, extremamente importantes, que fazem a diferença na preparação de qualquer atleta”, afirmou o atleta.

    No entanto, Lundqvist não é o primeiro atleta a apoiar o movimento. Outra iniciativa veio de seu colega de equipe nos Rangers e na seleção sueca. Mika Zibanejad doará 1 dólar para o time feminino a cada hambúrguer vendido no Brödernas, restaurante do qual ele é dono, juntamente com seu irmão e amigos. 

    Logo, discussões como estas são necessárias para ressaltar o mesmo ponto que as mulheres vêm tentando afirmar há anos: elas merecem estar no esporte, e disputar com a camisa de seus países tanto quanto os homens.

    Equipes femininas são tão talentosas e competitivas quanto os times masculinos. Por isso têm o direito de lutar por melhores condições para ter a oportunidade de fazer do esporte seu principal ofício, da mesma maneira que os homens podem fazer. Merecem ser apoiadas por falarem tão abertamente, por lutarem por suas causas em um mundo tão machista, como é o dos esportes. 

    Estamos no século 21. Não existe mais espaço para descriminação e mudanças são necessárias. Agora.

    Foto: Reprodução/theicegarden.com

  • Associação feminina de hockey anuncia Dream Gap Tour

    Associação feminina de hockey anuncia Dream Gap Tour

    Em maio deste ano foi anunciada a Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA) com intuito de criar melhores condições de trabalho para as jogadoras de hockey. Essa ação deu início a uma nova era no hockey​ feminino. Posteriormente, o New York Rangers anunciou uma iniciativa para trazer mais jovens meninas para o gelo. Agora a PWHPA conta com mais um projeto. Segue abaixo o texto traduzido sobre esse novo projeto.

    PHILADELPHIA, PA (28 de agosto de 2019) – A Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA), composta pelas melhores jogadoras de hockey​ do mundo, anunciou hoje um “Dream Gap Tour” que irá acontecer em várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos. A turnê incluirá eventos com envolvimento da comunidade e quatro jogos em que as melhores jogadoras do esporte estarão em exibição.

    Atualmente, não existe uma liga que exiba consistentemente o melhor produto do hockey feminino no mundo, que pague as suas jogadoras um salário digno e tenha a infra-estrutura necessária para o sucesso. Essa liga representaria um passo importante para fechar a lacuna do sonho entre meninos e meninas. Um garoto pode amarrar os patins e se imaginar circulando o gelo na camisa da sua equipe profissional favorita enquanto a multidão entoa seu nome. Ele sonha, porque ele já viu isso inúmeras vezes. Não existe um equivalente realista para as aspirantes a jogadores de hockey​ feminino imaginarem seus futuros.

    “Este é um ano de propósito para todos os membros da Associação de Jogadores. Os jovens jogadores de hockey – meninos e meninas – devem ser capazes de compartilhar o sonho de um dia ganhar a vida como jogador de hockey ​profissional”, disse Kendall Coyne Schofield, capitã da Equipe Nacional de Hockey dos EUA, medalha de ouro olímpica e primeira mulher a competir no NHL All-Star Skills Competition​. “Essa realidade não existe hoje para garotas. Juntos, estamos em uma missão para mudar isso ”.

    Quatro décadas atrás, Billie Jean King liderou uma cruzada que mudou o tênis e o esporte feminino para sempre. Hoje, sua empresa, a Billie Jean King Enterprises, está fornecendo liderança e orientação à medida que as jogadoras de hockey de elite do mundo fazem seu próprio esforço.

    “Quando o Original Nine começou o tênis profissional feminino em 1970, imaginamos um mundo onde qualquer garota, se ela fosse boa o suficiente, teria um lugar para competir, seria apreciada por suas habilidades e realizações e poderia ganhar a vida jogando tênis profissional” King disse. “Hoje, quase 50 anos depois, as mulheres do hockey profissional, do futebol e de outros esportes estão enfrentando a mesma situação, e nossa visão não mudou. Todos devem poder ter o sonho e a oportunidade de ganhar a vida jogando o esporte que amam.”

    O PWHPA Dream Gap Tour incluirá fins de semana repletos de ação, com clínicas para jovens e um torneio de exposições de quatro equipes, culminando com um campeão do mercado. As melhores jogadoras do mundo, incluindo Hilary Knight, Marie-Philip Poulin, Sarah Nurse, Natalie Spooner, Kendall Coyne Schofield, Amanda Kessel, Monique Lamoureux-Morando, Jocelyne Lamoureux-Davidson, Brianna Decker, Noora Raty, Renata Fast e Brianne Jenner estarão participando da turnê. A turnê 2019-2020 inclui:

    • Toronto, Ontário, Canadá (20 a 22 de setembro de 2019)
    • Hudson, New Hampshire (4 a 6 de outubro de 2019)
    • Chicago, Illinois (18 a 20 de outubro de 2019)

    “Eu não poderia estar mais honrada e animada para participar da Dream Gap Tour​, começando na cidade que eu cresci jogando”, disse Brianne Jenner medalhista de ouro olímpica, campeã do mundo, Clarkson Cup Champion​. “Toronto é uma cama quente de hockey e eu não conseguia pensar em um local melhor para começar a turnê. As jovens jogadoras de hockey precisam ver seus modelos competindo e acreditam que podem sonhar em serem jogadoras profissionais de hockey​. É hora de fechar a lacuna do sonho.

    *Eventos adicionais da PWHPA incluem exibições contra o Boston College sábado, 21 de setembro no Conte Forum e o PWHPA contra os ex-alunos do San Jose Sharks no domingo, 22 de setembro, no SAP Centre.

    Foto: Reprodução/pwhpa.com