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  • Women’s Worlds: Canadá conquista o ouro no Mundial Feminino

    Women’s Worlds: Canadá conquista o ouro no Mundial Feminino

    Após mais de 20 dias, e confrontos com três grandes adversários, o Canadá se consagrou campeão do Mundial Feminino da IIHF de 2021, ao derrotar a equipe estadunidense na última terça-feira (31). 

    Desde o início do campeonato, o time canadense feminino mostrou, a partir de sua ótima campanha, que viria a ser um forte candidato à briga pelo título de campeão do mundo. Assim como a equipe estadunidense que, posteriormente, se tornou, um dos adversários mais desafiadores que o Canadá enfrentou durante o torneio.

    Com direito a overtime e gol de Marie-Philip Poulin, a partida na qual os times brigaram pelo ouro foi uma montanha russa de emoções. Por isso, continue lendo para saber mais sobre tudo que aconteceu na final do Women’s Worlds de 2021!

    Recapitulando o round preliminatório

    Além do destaque para o campeão e vice do torneio, a primeira rodada do torneio possibilitou ao fã do esporte a possibilidade de entrar em contato com grandes atuações por parte de times como Alemanha, Japão e República Checa, que saíram vitoriosos da maior parte dos jogos disputados. Destaque para as jogadoras do time checo, que venceram todas 4 partidas que concorrem na etapa. A equipe Finlandesa também apresentou grande desempenho, garantindo 2 grandes vitórias durante o round.

    Apesar da não classificação para a etapa de qualificatórias, o time da Hungria merece menção de honra. Mesmo com as derrotas, a equipe realizou um dos jogos mais produtivos da primeira etapa do campeonato, garantindo uma vitória de 5 a 1 contra a Dinamarca (que foi eliminada também na primeira etapa do torneio), sendo a primeira do time em um Women’s Worlds Hockey. No entanto, mesmo ocupando as últimas colocações, é possível notar um grande avanço nos times e perceber que irão apostar muitas de suas fichas nas olimpíadas de Beijing em 2022.

    Apesar da ocupação na última posição do ranking do torneio, o técnico da equipe dinamarquesa, Peter Elander, destacou que sente orgulho do desempenho da equipe durante grandes equipes como Alemanha e Japão em sua primeira participação no campeonato.

    “Em termos de classificação é decepcionante, mas você olha para a maneira como jogamos contra o Japão, o sexto time do mundo, e como jogamos e desafiamos a Alemanha. Achamos que já sentimos o cheiro de como é jogar aqui. As meninas têm muita vontade de melhorar e o primeiro torneio é sempre difícil. Por isso, pensamos que podemos melhorar nosso jogo já em novembro.”

    Peter Elander para o iihf.com

    As quartas de final

    Após grandes partidas no primeiro round da competição, os jogos das quartas de finais do Women’s Worlds Hockey foram marcados pelas grandes atuações dos favoritos do torneio – Estados Unidos e Canadá.

    Tendo como oponente o Japão, que havia feito ótimas partidas no round pré-eliminatório, os EUA acabou vencendo o jogo em um placar de 10 a 2 contra a equipe japonesa, com grandes atuações das jogadoras Alex Carpenter e Hilary Knight, provando que as chances de a equipe garantir a vitória do campeonato seriam grandes.

    O Canadá também se mostrou um forte adversário contra a Alemanha nas quartas de final, vencendo a partida por 7 a 0 e dominando a maior parte dos três períodos do jogo – com destaque para as jogadoras Natalie Spooner, Marie-Philip Poulin e Melodie Daoust que, além de marcarem a maior parte dos gols do jogo, também foram responsáveis por muitas assistências.

    Em contrapartida, os jogos entre o Comitê Olímpico Russo e Suíça, e também entre Finlândia e República Tcheca tiverem placares mais modestos. Estes que fizeram com as equipes Russa e Finlandesa avançassem para as semifinais para enfrentar as equipes norte-americanas.

    Futuramente, Finlândia e República Tcheca viriam a ser também eliminadas do torneio pelos EUA e Canadá, respectivamente. No entanto, assim como os demais times, mostraram grande desempenho ao longo das partidas e um pouquinho do estilo de jogo que poderemos esperar das equipes nas olimpíadas de inverno em 2022.

    Além disso é importante ressaltar que nenhuma das equipes que disputaram o torneio foi desclassificada dos jogos olímpicos, mesmo com a sua eliminação no Women’s Worlds. Portanto, poderemos acompanhar grandes jogos de hockey nas olímpiadas e também assistir ao desempenho de muitas das equipes que participaram do campeonato mundial feminino esse ano. 

    Forte candidato a conquista do Women’s Worlds

    Antes mesmo do início do campeonato mundial feminino, não era um mistério que, independente da equipe que o enfrentasse, o time canadense seria um forte candidato ao título. E, após derrotar a equipe alemã nas quartas e a Suíça nas semifinais (ambas partidas finalizadas com ótimos placares para o Canadá), já era quase um fato que as chances do time ser campeão mundial eram gigantescas.

    No entanto, o Canadá encontraria um grande empecilho na final: o time dos Estados Unidos. Com grandes nomes no elenco e performances excepcionais no gelo, os EUA também entraram no campeonato com grandes favoritos. Assim, vencer o Japão por 10 a 2 nas quartas de finais, somado a vitória de 3 a 0 contra o grande time da Finlândia, apenas concretizou este fato. Apesar do bom desempenho até o fim do torneio, era visível que o Canadá teria um adversário à altura para brigar pelo título no dia 31 de Agosto. 

    Sendo assim, isso se concretizou logo nos primeiros minutos do jogo da final, onde Alex Carpenter marcou o primeiro gol da partida para o time dos EUA e, em seguida, o segundo aos 12:35 minutos. 

    Mas após a grande dominância no primeiro round, o Canadá entrou na segunda etapa com maior força no jogo. E, como consequência, marcou o primeiro do time com Brianne Jenner, aos 4:13 do segundo, sendo seguida pela colega de equipe, Jamie Lee Rattray, cerca de dois minutos depois. Com isso, o time canadense empatou com os EUA e, por fim, o fã de hockey teve a oportunidade assistir um jogo equilibrado em que ambas as equipes poderiam sair vitoriosas, aumentando ainda mais as expectativas.

    Time Candense é o novo campeão do Women’s Worlds 2021

    Mesmo com as diversas tentativas de gol por parte de ambos os times, o terceiro tempo foi finalizado sem maiores jogadas, fazendo com que a partida se estendesse para uma decisão em overtime, deixando tudo ainda mais contagiante.

    Dessa forma, a decisão final acabou não demorando muito para se concretizar. Após 7 minutos de jogadas a gol de ambos os lados, foi Marie-Philip Poulin quem marcou o gol que trouxe a vitória do campeonato ao Canadá, tendo assistências de Brianne Jenner e Jocelyne Larocque. Com o apito final em Calgary, e após uma trajetória vitoriosa no torneio, o time Canadense Feminino se consagrou o campeão do IIHF Women ‘s World Hockey 2021.

    A partir disso, a equipe garante sua 11ª medalha de ouro no campeonato, sendo a primeira desde a edição de 2012 do torneio. Um feito e tanto! 

    Com a vitória do campeonato pelo Canadá e vice-liderança dos EUA, o restante da colocação entre os times participantes do Women’s Worlds Hockey se deu da seguinte forma:

    Classificação final do Women’s Worlds Hockey. Foto: Reprodução/iihf.com

    Em relação às jogadoras que se destacaram, a organização do campeonato definiu Melodie Daoust, do Canadá,  como a MVP e melhor atacante do torneio. Também juntam-se a ela Anni Keisala, da Finlândia, como melhor goleira, e Lee Stecklein, dos EUA, como melhor defensora.

    World’s Women x Olímpiadas de Inverno 2022: o que esperar?

    O Women’s Worlds Hockey trouxe diversas performances destaques por parte de muitas equipes, muitas conhecidas e outras que estavam fazendo suas estreias – como no caso da Hungria.

    Mesmo com a derrota na primeira etapa do campeonato, é possível que possamos ver maior desempenho da equipe húngara durante as olimpíadas. A Dinamarca também é um grande exemplo – tanto as jogadoras quanto o técnico da equipe afirmaram que o time irá utilizar os meses restantes para os jogos olímpicos com o intuito de desenvolver as jogadoras para que, assim, elas possam competir de igual para igual com grandes nomes do hockey mundial, como Estados Unidos, Canadá e Finlândia.

    Suíça e Japão também foram equipes que mostraram que o time está preparado para o desafio das olimpíadas e que a derrota no World’s servirá como motivação para alcançar uma medalha de ouro. Como o hockey é um esporte bastante improvável em termos de resultados, é possível que equipes que ocuparam posições mais abaixo na tabela venham a se destacar.

    No entanto, é impossível negar o favoritismo de times como Canadá e Estados Unidos. Além de contarem com algumas das melhores jogadoras do mundo atualmente, ambas as equipes contam com diversos recursos que tornarão o seu bom desempenho favorável nos jogos olímpicos, além do fator principal: os anos de experiência.

    Portanto, independente dos times presentes na competição, uma coisa é certa: os times norte-americanos são grandes adversários e continuarão buscando pela estadia no pódio.

    Para nós, o que resta é esperar a próxima edição para, assim, acompanhar novamente mulheres incríveis fazendo sucesso e história no gelo. E falando na próxima edição: qual time vocês acreditam que será o próximo campeão do campeonato? Conta para a gente nos comentários!

  • NWHL divulga calendário para a temporada 2021-22

    NWHL divulga calendário para a temporada 2021-22

    As novidades para a sétima temporada da NWHL não param de ser anunciadas. Após mudanças significativas e uma última temporada reduzida devido a pandemia do COVID-19, a liga profissional feminina fez novos anúncios em prol do seu novo ano. Entre eles, a mudança definitiva da comissária da liga a partir de 2021.

    Os anúncios ocorreram pouco depois do Draft oficial e do Draft Internacional, faltando menos de 100 dias para a estreia da temporada. Com data marcada para o dia 6 de novembro, a temporada contará com 60 jogos no total, 20 para cada time.

    Oficialização do cargo

    Para a alegria dos fãs, a nova temporada trouxe um novo cargo para Ty Tumminia. A agora Comissária da NWHL teve o termo “interina” retirado do nome após provar o seu valor. Com menos de um ano no cargo, Tumminia mostrou não somente que tem capacidade de gerir uma liga de hockey, como também trazer melhorias para a mesma. 

    Mesmo no meio da pandemia, a Comissária conseguiu fazer uma temporada, ainda que reduzida, e conquistar novas parcerias e investidores. Além disso, começou a conquistar uma visibilidade na mídia, o que ajuda e muito a trazer novos fãs e investidores para a modalidade e, principalmente, para a NWHL.

    Temporada curta

    Com apenas seis times na liga, sendo essa a primeira temporada completa do Toronto Six, a NWHL dividiu os jogos de maneira que cada time permaneça em tempos iguais na estrada e em casa. Dessa forma, o calendário possibilita que as atletas tenham um maior conforto, tanto para os treinos quanto para a sua vida pessoal — e profissional. Isso porque, como a liga é pequena, a quantidade de jogos é de acordo com o seu tamanho. 

    Além disso, as jogadoras também têm outros empregos além do esporte e precisam estar conciliando suas duas profissões. Com isso a liga sempre procura fazer um calendário que se adeque melhor às necessidades das jogadoras. 

    A temporada mais uma vez terá menos jogos do que estamos acostumados. No entanto isso não afeta as jogadoras, elas mostram mesmo com pouco tempo no rink todo o seu potencial no gelo para os fãs que vão prestigiá-las.

    Calendário Oficial

    Com a temporada iniciando num sábado, dia 6 de novembro, os seis times da liga estarão presentes no gelo para o pontapé inicial. Após isso, os jogos que estão divididos para todos os finais de semana, pausando apenas para os feriados. Serão 20 jogos para cada time, divididos em 10 jogos em casa e 10 jogos fora de casa. 

    A data final da temporada regular também teve a sua data anunciada, marcada para um domingo, dia 13 de março. Os seis times estarão novamente no gelo para juntos finalizarem a temporada regular e dar início aos playoffs, que ainda terão suas datas anunciadas.

    No entanto, já temos o evento outdoor confirmado. No dia 21 de fevereiro, em razão de um feriado, os times Buffalo Beauts e Toronto Six se enfrentarão no Buffalo RiverWorks, uma espécie de casa de eventos para esportes. Mais informações sobre os eventos, datas e transmissões serão divulgadas no decorrer das semanas.

    As equipes da NWHL também têm anunciado diariamente os novos contratos assinados, assim como as suas renovações. Para mais informações acesse o site oficial aqui.

    Foto: Reprodução / cbc.ca

  • Mundial Feminino 2021 da IIHF tem início na sexta-feira

    Mundial Feminino 2021 da IIHF tem início na sexta-feira

    Depois de cancelamentos e incertezas ao longo dos últimos dois anos, a elite do hockey feminino vai disputar uma nova edição do Mundial da IIHF em Calgary, no Canadá, a partir desta sexta-feira, 20 de agosto. Dez equipes disputarão entre si ao longo de dez dias pelo título da competição.

    O Mundial Feminino de Hockey de 2021 estava previsto para acontecer em Halifax e Truro, na província de Nova Scotia, no Canadá, durante o mês de maio. As cidades já esperavam pelo evento desde o ano anterior, cuja edição havia sido cancelada por causa da pandemia de COVID-19. No entanto, a IIHF anunciou em 21 de abril que também cancelaria a competição deste ano por preocupações de saúde por parte do governo da província.

    Uma semana depois, no dia 30 de abril, a IIHF confirmou novas datas para o Mundial, entre 20 e 31 de agosto, com uma sede ainda a definir. O anúncio oficial da nova sede veio em 2 de junho, com a escolha da WinSport Arena na cidade de Calgary para receber todos os 31 jogos da competição.

    Como nas últimas edições do Mundial Feminino da IIHF, a competição consiste numa fase de grupos seguida de uma fase eliminatória. Os Grupos A e B contam com cinco times cada, que disputam partidas entre si até o dia 26 de agosto. No Grupo A estão as cinco melhores equipes do mundo, Estados Unidos (atuais campeãs), Canadá, Finlândia, Comitê Olímpico Russo, e Suíça. Todas as equipes deste grupo já contam com uma vaga nas quartas de final. Já no Grupo B, estão Japão, Alemanha, Tchéquia, Dinamarca (promovida da Divisão I A), e Hungria (promovida da Divisão I A), e apenas as três melhores colocadas ao final da primeira fase vão avançar na competição.

    Os confrontos das quartas de final serão definidos pela classificação em cada grupo, e o chaveamento segue a partir daí até a disputa da final, no dia 31. Diferentemente do Mundial masculino, a Federação não anunciou se vai disponibilizar a transmissão dos jogos para o público internacional em seu canal do YouTube. A ESPN também não tem planos de transmitir a competição no Brasil, mas para os fãs nos EUA e Canadá, será possível acompanhar na NHL Network e na TSN, respectivamente.

    Abaixo, a programação completa de jogos, todos no Horário de Brasília.

    Sexta-feira, 20 de agosto

    Tchéquia vs. Dinamarca, 15h

    Canadá vs. Finlândia, 19h

    Suíça vs. Estados Unidos, 22h30

    Sábado, 21 de agosto

    Alemanha vs. Hungria, 15h

    Comitê Russo vs. Suíça, 19h

    Dinamarca vs. Japão, 22h30

    Domingo, 22 de agosto

    Hungria vs. Tchéquia, 15h

    Canadá vs. Comitê Russo, 19h

    Finlândia vs. Estados Unidos, 22h30

    Segunda-feira, 23 de agosto

    Alemanha vs. Dinamarca, 15h

    Japão vs. Tchéquia, 19h

    Terça-feira, 24 de agosto

    Estados Unidos vs. Comitê Russo, 15h

    Suíça vs. Canadá, 19h

    Hungria vs. Japão, 22h30

    Quarta-feira, 25 de agosto

    Comitê Russo vs. Finlândia, 15h

    Tchéquia vs. Alemanha, 19h

    Dinamarca vs. Hungria, 22h30

    Quinta-feira, 26 de agosto

    Finlândia vs. Suíça, 15h

    Estados Unidos vs. Canadá, 19h

    Japão vs. Alemanha, 22h30

    Sábado, 28 de agosto

    Quarta de final 1, 13h

    Quarta de final 2, 16h30

    Quarta de final 3, 20h

    Quarta de final 4, 23h30

    Domingo, 29 de agosto

    Rodada Qualificatória (5º a 8º) 1, 16h

    Rodada Qualificatória (5º a 8º) 2, 20h

    Segunda-feira, 30 de agosto

    Semifinal 1, 16h

    Semifinal 2, 20h

    Terça-feira, 31 de agosto

    Disputa do 5º lugar, 13h

    Disputa do Bronze, 16h30

    Final, 20h30

    Foto: Mikko Stig/AFP

  • Um ano para Beijing 2022

    Um ano para Beijing 2022

    Estamos a menos de 365 dias das Olimpíadas de Inverno de 2022. Os jogos acontecerão em Pequim (ou Beijing), na China, durante os dias 4 e 20 de fevereiro do próximo ano.

    Assim como o evento olímpico “tradicional”, ou de verão, a competição de inverno acontece a cada 4 anos e nela são disputados desportos de gelo e neve, como patinação no gelo, curling, esqui e nosso querido hockey no gelo, dentre outros.

    O torneio masculino de hockey contará com 12 países, enquanto o feminino contará com 10, pela primeira vez na história. 

    Como muitos devem lembrar, Pequim sediou os Jogos de Verão em 2008 e por isso será a primeira cidade a sediar ambas as Olimpíadas. Além disso, Beijing 2022 serão os jogos olímpicos mais equilibrados em gênero até hoje, contando com mais de 45% de atletas mulheres.

    O evento acontecerá em três cidades da China, Pequim, Yanqing (distrito de Pequim) e Zhangjiakou, e no estilo chinês de inovação o país anunciou um trem bala, que atinge 385 km/h, para ligar Pequim a Zhangjiakou em 50 minutos, e Pequim a Yanqing em apenas 20 minutos.

    Mas os jogos que estaremos prestando mais atenção acontecerão na capital. Isso porque Pequim receberá desportos de gelo como curling e patinação, além do hockey, e quatro eventos de neve, snowboard big air e esqui estilo livre big air, feminino e masculino. Assim, reaproveitando os espaços construídos para o evento de 2008 e respeitando os acordos da Agenda Olímpica de 2020.

    Os jogos de hockey acontecerão no Estádio Nacional, onde em 2008 foram realizadas as competições de handebol e ginástica, e no Centro Esportivo de Wukesong, onde foi realizado o torneio de Basquete. 

    A competição masculina

    O torneio masculino de hockey no gelo terá o mesmo formato dos anos anteriores, com três grupos com quatro times cada. Os quatro melhores times do ranking dos 12 (vencedores e segundo lugar de cada grupo) avançarão para as quartas de final, enquanto as outras equipes participarão de jogos qualificatórios de playoff.

    Vale lembrar que a NHL e NHLPA entraram em acordo na metade do ano passado para permitir que os jogadores participem e representem seus países em Beijing 2022. A última edição dos Jogos que contou com a participação de NHLers foi Sochi 2014.

    A seleção das nações vem acontecendo desde 2019, com oito times se qualificando através do ranking mundial masculino de 2019 da IIHF, além do país sede que recebe automaticamente uma vaga. 

    Até o momento, estas são as nações que compõem os Grupos A, B e C para a competição: 

    A: Canadá (1), EUA (6), Alemanha (7), China (12).

    B: Rússia (2), República Tcheca (5), Suíça (8), Qualificado 3 (11).

    C: Finlândia (3), Suécia (4), Qualificado 1 (9), Qualificado 2 (10).

    As qualificatórias finais estão agendadas para acontecer entre os dias 26 a 29 de agosto de 2021. Estavam antes agendadas para 2020, mas devido à pandemia o calendário precisou sofrer modificações. Dessa forma, os seguintes países irão disputar as vagas restantes na Noruega, Letônia e Eslováquia. 

    • Eslováquia, Belarus, Áustria, Polônia; disputado em Bratislava, Eslováquia.
    • Letônia, França, Itália e Hungria; disputado em Riga, Letônia.
    • Noruega, Dinamarca, Coreia, Eslovênia; disputado Noruega, a cidade ainda será anunciada.

    A competição feminina

    Por outro lado, a competição feminina do esporte teve 6 times, além da China, escolhidos pelo ranking de 2020 da Federação. Enquanto isso, as qualificatórias finais acontecem no segundo semestre deste ano.

    O formato do torneio será o mesmo utilizado na Copa do Mundo Feminina de Hockey no Gelo de 2021 da IIHF, com dois grupos de cinco times cada. Avançando para as quartas de final os cinco times do Grupo A e os três times no topo do ranking do Grupo B. 

    Até agora, os times e grupos femininos são:

    Grupo A: EUA (1), Canadá (2), Finlândia (3), Rússia (4), Suíça (5).

    Grupo B: Japão (6), Qualificado 1 (7), Qualificado 2 (8), Qualificado 3 (9), China (10).

    A rodada pré-qualificatória acontecerá em agosto, em Reykjavik, na Islândia. Ela trará as equipes da Islândia, Hong Kong, Bulgária e Lituânia. O vencedor da rodada será o “Qualificado 8” na rodada 2 que acontece em outubro, e traz os países: 

    • Coreia, Reino Unido, Eslovênia e Qualificado 8; disputado em Gangneung, Coréia.
    • Itália, Cazaquistão, Espanha e Taipei Chinesa; disputado em Torre Pellice, Itália.
    • Holanda, Polônia, México e Turquia.; disputado em Gdansk, Polônia.  

    Dessa rodada sairão os Qualificados 4, 5 e 6 das Qualificatórias Finais, que acontecerão em novembro de 2021. Nela os países concorrentes são: 

    • República Tcheca, Hungria, Noruega e Qualificado 6; disputado em Pribram, República Tcheca.
    • Alemanha, Dinamarca, Áustria, Qualificado 5; disputado em Fussen, Alemanha.
    • Suécia, França, Eslováquia, Qualificado 4; disputado na Suécia, a cidade ainda será anunciada.

    É finalmente dessa rodada que saem os Qualificados 1, 2 e 3, que farão parte do Grupo B na competição do ano que vem. 

    O mascote 

    O panda, Bing Dwen Dwen, é o mascote da vez e receberá as equipes em meio às festividades chinesas de Ano Novo, que no país acontecem no mês de fevereiro e trazem dias de comemoração. Certamente será um evento com bastante cultura e celebração.

    O mascote Bing Dwen Dwen é um Panda Gigante em um traje de gelo

    Mal podemos esperar para torcer por nossos jogadores e times preferidos.

    Foto: Reprodução/Agência Olímpica

  • O fim da CWHL, a liga feminina canadense de hockey

    O fim da CWHL, a liga feminina canadense de hockey

    O ano de 2019 foi de muitas novidades no hockey feminino e tudo se originou a partir de um único motivo: o fim da CWHL (Canadian Women’s Hockey League)

    Fundada em 2007, a liga feminina de hockey no Canadá foi extremamente importante para a modalidade, não somente durante as suas 12 temporadas como também após o seu fim. Durante os anos de atividade, a CWHL passou de liga amadora à segunda liga feminina que pagava um salário as suas jogadoras, a primeira tendo sido a NWHL. Ela quebrou barreiras e ajudou o hockey feminino a chegar mais perto do seu maior objetivo: ganhar espaço e reconhecimento.

    No entanto, o caminho para a liga canadense não foi fácil. Apesar da conquista de uma expansão até para a China, a luta era grande e seu fim foi inevitável. Ao todo, 12 times passaram pela CWHL durante suas 12 temporadas. A liga anunciou o seu fim no dia 1º de maio de 2019, deixando um legado e um futuro incerto para o hockey feminino. 

    A história da CWHL

    Fundada em 2007, a CWHL tinha por objetivo conquistar espaço para o hockey profissional feminino. Infelizmente, as oportunidades não foram muitas e o caminho, nada fácil.

    Inicialmente, sem grandes recursos financeiros, a CWHL fez um acordo com as jogadoras: eles pagariam por tudo menos um salário. Ou seja, viagens, equipamentos, aluguel de gelo e qualquer coisa que envolvesse os jogos era bancado pela liga. No entanto, as atletas não receberam para atuar pelas suas equipes.

    Assim, sem muito espaço, as jogadoras aceitaram as condições para terem um campeonato para jogar.

    Foram anos de ajustes e planejamentos até a liga alcançar o nível em que se encontrava em 2019. Formando parcerias com outras ligas femininas, e até mesmo com alguns times na NHL, a CWHL fez tudo que podia para alcançar o seu objetivo.

    Em seu início, a competição pela Clarkson Cup era contra a também extinta WWHL (Western Women’s Hockey League). Cada liga enviava seu time campeão da temporada para a disputa decisiva que durou até 2011, quando a WWHL encerrou as suas atividades. 

    Montreal Stars campeão da Clarkson Cup 2009. (Fonte:Reprodução/hockeygods.com)

    Na temporada 2010-11, após uma reestruturação, veio a expansão. A primeira foi para fora do Canadá, com o primeiro e único time da liga nos EUA, o Boston Blades. A expansão também resultou em novos times no Canadá e o primeiro draft da liga, realizado somente entre os novos times.

    No ano seguinte, a liga conseguiu uma parceria com os times da NHL, o Toronto Maple Leafs e Calgary Flames. Assim, essas franquias passaram a fornecer fundos financeiros para ajudar a manter os times femininos de suas cidades. Foi através desta parceria que o Alberta Honeybadgers trocou de nome e passou a ser o Calgary Inferno. Em 2015, a liga repetiu a parceria, desta vez entre o Montreal Canadiens e o Montreal Stars. Da mesma forma que a equipe de Calgary, o time do Quebec passou a se chamar Les Canadiennes de Montreal. 

    Em 2017, outra reviravolta aconteceu e a CWHL deu mais um passo para o seu crescimento. Isso porque a liga fez uma nova expansão, para a China. m os times Kunlun Red Star WIH, em parceria com o Kunlun Red Star da KHL, e o Vanke Rays. A parceria fez muito bem para a CWHL, afinal, foi através dela que a liga teve condições de enfim começar a pagar um salário para as suas jogadoras. Infelizmente esse também foi o início do fim.

    Mudanças para a última temporada

    A última temporada da CWHL foi bastante movimentada e marcou a última vez em que as jogadoras das seleções canadense e estadunidense participaram de uma liga feminina de hockey profissional.

    Antes do início a temporada 2018-19, a liga passou por mudanças. No dia 19 de julho de 2018, a comissária Brenda Andress, que estava à frente da liga desde o seu início, apresentou a sua renúncia. Assim, a ex-jogadora Jayna Hefford foi nomeada comissária interina e passou a comandar a CWHL.

    Pouco menos de um mês depois, no dia 3 de agosto, uma nova mudança: as equipes da China se unificaram e foram renomeados para Shenzhen KRS Vanke Rays. Dessa forma, a liga ficou com apenas um time em sua expansão na China e seis times ao total.

    Shenzhen KRS Vanke Rays após a unificação dos times (Fonte: Reprodução / sportsnet.ca)

    Outra mudança também envolvendo um time de expansão aconteceu poucos dias depois, no dia 20 de agosto. Em razão da criação da NWHL e com ela o Boston Pride, a cidade de Boston passou a ter dois times femininos em duas ligas diferentes. Além disso, as jogadoras do Boston Blades que faziam parte da seleção americana migraram para o Pride.

    Assim, a equipe precisou de novas jogadoras. Porém, para evitar problemas, o time da CWHL foi realocado para Worcester, Massachusetts, e renomeado como Worcester Blades. 

    Mesmo antes das mudanças da CWHL, o mundo do hockey feminino já vinha sendo movimentado com as jogadoras e ex-jogadoras fazendo uma campanha nas redes sociais, pedindo uma liga unificada. A campanha, que que teve adesão de muitas profissionais da área, tinha a hashtag #OneLeague como forma de apoio.

    Última temporada

    A temporada final da CWHL teve início no dia 13 de outubro de 2018, com uma partida entre Les Canadiennes e Calgary Inferno. O campeonato seguiria o seu curso normal, uma vez que o encerramento das atividades da liga ainda não havia sido anunciado. 

    Na época, a liga contava com seis times: Calgary Inferno, Les Canadiennes, Markham Thunder, Toronto Furies, Shenzhen KRS Vanke Rays e Worcester Blades. Cada time participou de 28 jogos na temporada regular e os quatro melhores classificados puderam disputar a Clarkson Cup. 

    Naquela temporada, os Blades não conquistaram nenhuma vitória, enquanto os Vanke Rays empataram na pontuação com os Furies. No entanto, o time de Toronto tinha uma vitória a mais que a equipe chinesa, e garantiu assim a sua vaga nos playoffs. Com o quarto lugar definido, o primeiro, segundo e terceiro lugar respectivamente ficaram por conta do Calgary Inferno, Les Canadiennes e Markham Thunder. 

    Desta maneira, o primeiro time da tabela competia contra o quarto time, enquanto o segundo e terceiro disputavaam entre si. Como é comum nas ligas menores durante os playoffs, só havia duas séries, a final e a semifinal. A semifinal era uma série melhor de três, e a final disputada em uma única partida. 

    A final foi definida com o time de Calgary e de Montreal vencendo seus oponentes, e ambos conquistando o mesmo placar de 2 a 1 na série. A decisão foi realizada no dia 24 de março de 2019, no Coca-Cola Coliseum, na cidade de Toronto, Canadá.  

    Com nomes conhecidos pelo público através das seleções norte-americanas e a forte rivalidade entre os times, a partida marcava a terceira vez em quatros anos que eles se enfrentavam. O confronto se tornou ainda mais aguardado com a promessa de muitas emoções.

    O placar da final foi aberto pela atacante Zoe Hickel, do Calgary Inferno. Posteriormente ela também marcou o quarto gol de sua equipe. Além de Hickel, balançaram a rede para o Inferno as jogadoras Brianna Decker, Halli Krzyzaniak e Rebecca Johnston. Ao final da partida, Decker foi premiada como a MVP do jogo.  

    Do outro lado, foram dois gols marcados, ambos pelas mãos da artilheira Ann-Sophie Bettez. Infelizmente, os esforços das jogadoras dos Canadiennes não foram suficientes e o time de Calgary venceu a partida por 5 a 2.

    Marie-Philip Poulin em seu último ano como capitão do Les Canadiennes. (Fonte: Reprodução/torontoobserver.ca)

    Outro nome conhecido do público para a partida era o da capitã do time de Montreal, a MVP da temporada Marie-Philip Poulin. No entanto, a atleta não participou da decisão devido a uma lesão sofrida na partida anterior. 

    Por fim, apenas alguns dias depois, em 31 de março de 2019, a diretoria da CWHL anunciou o fim de suas atividades. O motivo alegado foi por falta de recursos financeiros. Segundo a Liga, a divisão dos patrocinadores entre as duas ligas profissionais femininas afetou financeiramente a CWHL. Esta vinha contando com o apoio na parceria com os times chineses para manter a liga  nas últimas temporadas.

    Influência no hockey feminino

    O fim da CWHL influenciou de diversas maneiras o mundo do hockey feminino. Apesar de contar com uma liga a menos hoje, de certa forma, a modalidade ganhou mais visibilidade e espaço no esporte.

    Com o fim da CWHL, as jogadoras passaram a ter apenas a NWHL como opção para praticar o esporte na América do Norte de maneira profissional. Entretanto, ganhar um salário não significa especificamente ganhar um bom salário e ter boas condições de trabalho.

    Apesar da liga estadunidense ter sido a pioneira nessa questão, ela ainda não possui os mesmos recursos que outras maiores possuem. O patrocínio ainda é pouco, bem como as oportunidades. Dessa forma, diversas jogadoras da CWHL e da NWHL se uniram e criaram a PWHPA.

    A associação busca melhores condições de trabalho e mais reconhecimento para a modalidade feminina. Com isso, elas começaram ainda em 2019 o Dream Gap Tour, turnê que passa pelos estados norte-americanos promovendo o esporte. Assim, elas conseguiram alcançar feitos ainda inéditos como participar do All-Star Weekend da NHL.

    No ano de 2020, a PWHPA ainda entrou para a história do hockey feminino ao conquistar um patrocínio de um milhão de dólares, o maior investimento na modalidade já realizado no continente.

    A NWHL também não ficou para trás. Apesar de ainda ter pouco patrocínio, a liga realizou a sua primeira expansão para o Canadá com o Toronto Six. Além disso, ela também conquistou mais espaço no esporte na busca pelo reconhecimento e oportunidades. Entretanto, essas conquistas ainda são pequenas para o hockey feminino.

    A luta por melhores condições de trabalho e valorização da modalidade, que na Olímpiada de 2018 foi uma das competições de maior destaque, está apenas no início de um longo percurso a ser cumprido.  

    Fonte: Reprodução/chatnewstoday.ca

  • PWHPA anuncia investimento de 1 milhão para 2021

    PWHPA anuncia investimento de 1 milhão para 2021

    Enquanto o futuro no hockey permanece incerto para muitas ligas, a PWHPA foi em contrapartida e anunciou o seu retorno para 2021. Nesta quinta-feira (22), a associação de jogadoras anunciou uma parceria histórica para a modalidade feminina: o investimento de um milhão dólares por parte da empresa de antitranspirantes Secret.

    Essa é a segunda vez que a empresa faz essa parceria com a PWHPA. Ao mesmo tempo, é a primeira vez que o hockey feminino profissional norte-americano recebe um investimento tão alto. 

    Além do investimento, também foram divulgados os planos para o Secret Dream Gap Tour 2021, que neste ano conta com a participação de 125 jogadoras. Entre elas, 38 atletas olímpicas divididas em cinco equipes em Toronto, Calgary, Montreal, Minnesota e New Hampshire.

    Com um novo formato, o evento do ano que vem terá uma série de seis apresentações no estilo de campeonato onde as equipes competirão pela Secret Cup e prêmios em dinheiro. A doação da Secret é parte do projeto Equal Sweat(tradução literal: suor igual). A marca acredita e defende que profissionais da mesma área merecem o mesmo reconhecimento e oportunidades. 

    Esse investimento é algo muito bem-vindo para a modalidade, que tem lutado por mais reconhecimento e espaço no mundo do esporte. Com condições escassas e poucas oportunidades, muitas jogadoras não podem se dedicar 100% ao hockey. Já aquelas que jogam em nível olímpico ficam em desvantagem, pois os mesmos só acontecem de quatro em quatro anos.

    Por essas e outras razões, a PWHPA criou a Dream Gap Tour em 2019 com o intuito de trazer mais visibilidade para as atletas. Além disso, os eventos dão a oportunidade de competir nesse meio tempo que é essencial para o desenvolvimento das mesmas. Dessa forma o investimento não somente proporcionará tudo isso, como também ajudará na proximidade das jogadoras com os fãs que irão aos eventos. 

    Entretanto, devido à pandemia de COVID-19, os treinamentos ainda não estão acontecendo oficialmente com toda a equipe reunida. Isso se deve ao regulamento local e medidas de segurança de cada região. Porém algumas jogadoras já começaram a se reunir em grupos pequenos ou com a equipe inteira. Os eventos ainda não tiveram as suas datas divulgadas, no entanto você pode conferir a lista completa de jogadoras aqui.

    Foto: Reprodução / womenshockeylife.com

  • Conhecendo a NCAA, a responsável pelo College Hockey

    Conhecendo a NCAA, a responsável pelo College Hockey

    Tanto no hockey no gelo, como em outros esportes, muitos dos talentos das Ligas Principais acabam saindo de times universitários. Jonathan Toews, Johnny Gaudreau e Quinn Hughes são apenas alguns exemplos, dentro da NHL, que fizeram seu estrelato na Universidade e vieram parar diretamente dentro da Liga Nacional de Hockey.

    Mas em qual liga jogam esses times universitários? Para abrigar todos estes talentos, existe a NCAA,  associação responsável pelo acontecimento de campeonatos de diversas modalidades esportivas, em Universidades dos Estados Unidos e Canadá. Uma destas sendo o hockey no gelo, que tem grande presença na organização e forma diversos atletas profissionais. 

    Mas a Liga Universitária é muito maior do que apenas essa descrição. Por isso, nós separamos alguns tópicos importantes para explicar para vocês como ela funciona.

    O que é a NCAA?

    A NCAA é a sigla para National Collegiate Athletic Association. Ou seja, é uma organização que regula atletas de diversas instituições universitárias na América do Norte. Além disso, é responsável por organizar os eventos esportivos e campeonatos que ocorrem entre essas universidades. Atualmente, cerca de 400 mil estudantes-atletas universitários fazem parte da NCAA e competem anualmente em diversas modalidades esportivas oferecidas pelas Universidades que a compõe.

    O esporte universitário surgiu na América do Norte ao final do século 19 de forma amadora, sem maiores regulamentações. No entanto, com o passar do tempo, questões em relação a segurança dos atletas universitários começaram a ser levantadas pelas próprias Instituições. 

    E então, no início do século 20, o Chanceler da Universidade de New York, Henry MacCracken, organizou uma reunião entre 13 Universidades para debater sobre mudanças em relação ao assunto. A partir desse encontro surgiu então a Associação Atlética Intercolegial dos Estados Unidos (IAAUS). Essa associação é estabelecida oficialmente em 1906. Em 2010, por fim, a IAAUS passou a se chamar Associação Atlética Nacional Universitária (NCAA), nome este que carrega até os dias de hoje.

    Após alguns problemas de crise financeira e má gestão, a NCAA foi crescendo e ganhando reconhecimento. Desta forma, passou a criar cada vez mais campeonatos para as modalidades esportivas. E, portanto, precisou se discernir em três divisões: D-I, D-II e D-III. Da Divisão I e II, fazem parte as Universidades que cedem bolsa aos estudantes-atletas. E por fim, a  Divisão III abriga as Instituições Superiores que não oferecem bolsa aos atletas, apenas a oportunidade de jogar pelo time universitário. 

    Atualmente, existem 26 modalidades esportivas abrangidas pela NCAA. Entre estas se encontra o Hockey no Gelo. O esporte está presente nas 3 divisões criadas pela associação, com campeonatos anuais tanto de times universitários masculinos, quanto de times universitários femininos. O torneio de hockey universitário mais conhecido da NCAA é o Frozen Four, que atrai diversos torcedores da América do Norte, como também de todo o mundo. 

    O Ice Hockey 

    O hockey universitário existe desde o fim do século 19 na América do Norte. Malcolm Chace, calouro da Universidade de Brown, e Robert Wrenn (Harvard), ao disputarem um torneio de polo no gelo em Ontário, acabaram conhecendo membros do Victoria Hockey Club, um dos primeiros times de hockey amador do Canadá. Seguidamente, os estudantes foram convidados a visitar Montreal, sede do clube, para aprender um pouco mais sobre as regras do esporte. Em outra visita ao Canadá, Chace e Wrenn levam diversos amigos consigo, estes que também se apaixonam pelo esporte.

    A partir disso, ambos voltaram para suas respectivas Universidades, impulsionados assim a fundarem times universitários de ice hockey. Instituições como Harvard e Brown foram pioneiras na criação das equipes. E, no período de uma década, diversas Universidades da América do Norte já possuíam times formados. Anteriormente, o hockey era um esporte mais apreciado na  região da Nova Inglaterra. No entanto, ao fim do século 19, as Universidades do meio-oeste também passaram a criar programas para abranger o esporte; tanto as de grande porte (U. Minnesota, por exemplo), como as menores, estabelecendo assim campeonatos de hockey universitário de nível inferior. 

    A falta de rinks de gelo disponíveis foi uma grande preocupação para boa parte destas Instituições, que se questionavam se deveriam iniciar um programa próprio de hockey no gelo ou continuar apoiando as equipes que já haviam se formado e jogavam geralmente em rinks de gelo abertos ao público, próximos às Instituições. Portanto, após diversas discussões, a Universidade de Princeton criou a primeira arena de ice hockey universitário, o Hobey Baker Memorial Rink, em 1923. 

    No entanto, as coisas tornaram-se mais profissionais para o hockey universitário ao fim da década de 40. Em 1948, a NCAA  integrou o hockey no gelo à organização, e passa a realizar os campeonatos da modalidade esportiva (o Frozen Four sendo um dos principais). Após esse período, o hockey universitário ganhou mais incentivo, crescendo cada vez mais em popularidade na América do Norte.

    As divisões

    Para melhor organização, a NCAA optou por dividir as Universidades em três grandes grupos. Assim como nos demais esportes, o hockey universitário também se encaixa nessas divisões da organização. Estas que são a Divisão I, Divisão II e Divisão III. 

    Atualmente, a NCAA possui campeonatos apenas para as Divisões I e III. Porém, os times que compõem a Divisão II acabam por disputar partidas entre os times das conferências que fazem parte da desta. Eles também competem em alguns campeonatos regionais (fora da NCAA).

    Assim como nos outros esportes, os programas de hockey das universidades, que fazem parte das Divisões I e II, oferecem bolsas de estudo aos seus atletas. Porém, estes precisam atingir alguns quesitos para jogar pelos times destas universidades. Quesitos estes que juntos formam a elegibilidade do aluno para disputar na sua equipe universitária. 

    Para isso, é necessário que os estudantes-atletas possuam high scores nos SATs (acima de 900). Além disso, é importante que se mantenham com notas acima da média durante seu período na instituição de ensino superior. Assim, cumprindo todos os requisitos, o jogador se torna elegível para competir pelo time de hockey da universidade que frequenta.

    Atualmente, cerca de 138 Instituições, distribuídas nas três divisões da NCAA, ofertam o programa de hockey no gelo masculino. Já o programa de hockey feminino conta com 93 universidades, estas que são distribuídas na Divisão I e III.

    Divisão I

    A Divisão I é o nível mais alto de atletismo universitário que compõe a NCAA. As Universidades desta divisão geralmente possuem orçamentos maiores, instalações mais elaboradas, entre outros requisitos. Desta forma, acabam por fim distribuindo bolsas de atletismo e atraindo diversos futuros prospects das principais Ligas norte americanas. 

    A Divisão I do hockey masculino conta, atualmente, com 60 Universidades, divididas em seis conferências. Estas que são a Hockey East (da qual a Boston College e Boston University fazem parte), a NCHC (Universidade de Denver), WCHA, ECAC Hockey (Universidades da Ivy League, como Harvard, Yale), Big Ten (Michigan, Wisconsin e North Dakota) e a Atlantic Hockey (Bentley). 

    Já a Divisão I do hockey feminino conta com cinco conferências: a College Hockey America, ECAC Hockey, Hockey East, New England Women’s Hockey Alliance e Western Collegiate Hockey Association. 

    Divisão II

    A Divisão II da NCAA é uma divisão de nível intermediário. As universidades que a compõe tendem a ser as Instituições Públicas e algumas privadas. Cerca de 133 universidades da Divisão II tem menos de 2.499 estudantes. Apenas 12 instituições têm mais do que 15 mil alunos. Ou seja, a maioria das Instituições de Ensino Superior que fazem parte da D-II são as de menor porte.

    Assim como na D-I, os atletas que jogam nos times de hockey da Divisão II possuem bolsa escolar, e só a mantém se atingem os requisitos de elegibilidade. No entanto, a NCAA não fornece um campeonato para os times que fazem parte desta divisão. Isso se dá pelo fato de esta possuir apenas uma conferência atualmente: a Northwest-10.

    Divisão III

    Por fim, a Divisão III é formada pelas universidades que optaram por não oferecer bolsas de atletismo a seus alunos-atletas. Atualmente, cerca de 40% dos estudantes-atletas da NCAA competem pela D-III. 

    Na Divisão III de hockey masculino existem 74 times. Estes que são divididos em 9 conferências – a Commonwealth Coast e a Massachusetts State College Athletic são alguns exemplos. 

    Já a Divisão III de hockey feminino conta com 52 equipes, distribuídas em sete conferências. Estas que são a Colonial Hockey Conference, a ECAC West, Minnesota Intercollegiate Athletic Conference, New England Hockey Conference, New England Small College Athletic Conference, Northern Collegiate Hockey Association e a Wisconsin Intercollegiate Athletic Conference. 

    Ice Hockey Universitário Feminino

    Apesar da integração pela NCAA ter sido feito apenas no início da década de 2000, nos anos 70 já existiam diversos times femininos de hockey amadores nas universidades norte americanas. 

    O primeiro time de hockey feminino foi criado pela Universidade De Brown, em 1965. Seguidamente, algumas outras instituições da Ivy League, como Cornell, Yale e Princeton, seguiram o exemplo, instituindo equipes em suas Universidades. Assim, com a criação destas equipes universitárias, em 1976 a Brown finalmente veio a sediar o primeiro torneio feminino de Hockey no Gelo.

    E após diversas discussões sobre o preconceito sofrido pelas atletas em diversas Universidades norte americanas, a NCAA, por fim, passa a integrar os times femininos de hockey no gelo à organização em 2001. 

    O campeonato feminino da Divisão I é um torneio que conta com apenas 8 equipes, tendo partidas de eliminação única. Assim, por temporada, os times que a compõe disputam mais de 30 jogos. As finais e semifinais são chamadas de Women’s Frozen Four, nome que foi inspirado no do Campeonato Masculino da Divisão I. Ao fim do torneio, a melhor jogadora da Divisão I feminina recebe o prêmio Patty Kazmaier, que tem o nome como uma homenagem a ex atleta campeã do time de hockey feminino de Princeton.

    O campeonato da Divisão III abriga 9 equipes, e é um torneio de eliminação única. Por fim, os times da Universidade de Minnesota Duluth e Universidade de Wisconsin possuem grande presença no campeonato, devido ao grande número de conquistas no Frozen Four Feminino.

    Ice Hockey Universitário Masculino

    O hóquei no gelo masculino foi a primeira modalidade do esporte a ser instituída pela NCAA, ao fim dos anos 40. Assim como na modalidade feminina, a masculina também possui campeonatos apenas para a Divisão I e III. 

    O campeonato da Divisão I conta com 16 equipes. Estas que são definidas a partir de disputas entre os times das conferências da divisão. Assim como no campeonato feminino, os jogos são de eliminação única. E por fim, os 16 times classificados para disputar o campeonato são divididos em 4 categorias; cada categoria conta com 4 equipes.

    As semifinais e finais, que definem anualmente o campeão da Divisão I, são conhecidas como Frozen Four. Atualmente, o time com mais vitórias no Frozen Four é a equipe da Universidade de Michigan que, até então, possui 9 campeonatos. Logo atrás ficam a Universidade de Denver e North Dakota, com 8 campeonatos cada. Wisconsin, que também é uma Instituição de peso no campeonato, possui 7 vitórias no Frozen Four. 

    O campeonato da Divisão III não é tão conhecido quanto o Frozen Four. No entanto, é formado por 12 times, estes que também definidos a partir de disputas entre as equipes das conferências. Assim como os demais, ele possui partidas de eliminação única, que levam os times a final. Atualmente, a Universidade com mais vitórias no torneio da D-III é a Middlebury, com 8 campeonatos. 

    Frozen Four

    O Frozen Four é a competição final do campeonato de hockey universitário da Divisão I, onde a NCAA coroa seu campeão nacional todos os anos. Os dois jogos de semifinal, e a própria final, são disputados em três dias, no período da primavera norte-americana.

    A competição existe há 72 anos, desde que a NCAA incluiu o hockey nos programas de atletismo universitário. Em 2003, o campeonato aderiu o formato de 16 times: são 4 regionais, e dentro de cada regional constam 4 equipes. Por fim, os vencedores de cada uma dessas regionais acabam avançando para as Finais do Frozen Four. 

    Com o passar do tempo, e os talentos que vinham se revelando no College Hockey, o Frozen Four se tornou bem mais do que apenas uma final de campeonato universitário. São estádios lotados com fãs, e um espírito esportivo gigante que domina os torcedores durante os três dias em que o evento acontece. 

    O campeão atual da Frozen Four é o Minnesota Duluth, que fez uma extraordinária campanha back to back no campeonato e, desta forma, venceu as finais de 2018 e 2019. A maior vencedora do Frozen Four, em todos os anos de história do esporte na NCAA, é a Universidade de Michigan. Esta que possui um dos programas mais famosos de hockey universitário para os seus atletas, e já trouxe muitos destes para dentro da NHL. Atualmente, Quinn Hughes, do Vancouver Canucks, é um destes. 

    Wisconsin também tem grande destaque, por já ter sido campeã de 7 campeonatos (ocupa o 4º lugar no ranking de times com mais Frozen Four). No Draft 2019, três escolhas do first round foram alunos-atletas da Universidade: Cole Caufield, Alex Truscotte e Owen Lindmark. Dos três, Truscotte já assinou contrato com o L.A. Kings e deve estrear no profissional na temporada 2020-21. Outro atleta de Wisconsin que entrará para o profissional na temporada 2020-21 é K’André Miller, que já assinou contrato com o New York Rangers.

    O Frozen Four ganhou tanta importância nos últimos anos que despertou o olhar emissoras televisivas. Atualmente, a ESPN passa todos os jogos do Frozen Four e vem transmitindo este há 27 temporadas. Assim, o esporte acaba atraindo cada vez mais o olhar de fãs intrigados que querem descobrir quais serão os próximos talentos que irão garantir um ticket direto para a NHL. 

    Portanto, a menção honrosa de hoje é um RIP pelo fim do campeonato, que precisou ser cancelado devido a pandemia Covid-19. Porém, a boa notícia é que, no ano que vem, teremos mais Frozen Four. E, se tudo der certo, a próxima cidade a sediar o evento será Detroit, que abrigaria a final do campeonato este ano.

    Por fim, só nos resta uma coisa: esperar ansiosos pelo próximo campeonato. 

  • Q&A with Allie Thunstrom

    Q&A with Allie Thunstrom

    Since 2019, NHeLas has also been producing content on women’s hockey. The sport is changing and, to follow this process, we must know the characters behind it.

    That is why on this day we are very excited to announce a very special partnership the site has recently forged with the NWHL. (Yes, you’re reading this right!)

    Supported by representatives of the National Women’s Hockey League, we will interview players about their experiences with the sport and what it means to be a woman in hockey.

    These interviews will be part of Women’s Hockey Column on our website, a project that has been going on for months and built through articles already available on the website (in Portuguese), in order to bring you the best content on the sport, news about the NWHL, the importance of women’s hockey and more!

    In this article, the inaugurating piece of our partnership with the NWHL, we interviewed the forward Allie Thunstrom of the Minnesota Whitecaps.

    She is co-MVP of the 2019-20 season, Isobel Cup winner and Four Nations Cup medalist with the American national team. 

    Who is Allie Thunstrom?

    Allie Thunstrom’s career was marked by multi-sportsmanship. Born in Maplewood, Minnesota, USA, Allie began her career in hockey when she was still in high school at North St. Paul High.

    Back then she collected records scoring 228 goals, 122 assists and 350 points. Those numbers resulted in the achievement of the Minnesota Ms. Hockey Award in 2006. Thunstrom also won awards in soccer and softball during her high school years.

    However, the records don’t stop there.

    While at Boston College, Allie had not only a hockey scholarship, but she also competed in softball. In four college seasons, from 2006-07, she took part in 141 games, scoring 86 goals, 53 assists and 139 points, with a 22 goals effort in her last season. Allie also won the Hockey East All Star three times.

    In 2010, the player took part in the Four Nations Cup, conquering a silver medal as part of the US National Team. In the same year Thunstrom signed her first contract with the Whitecaps, her team to this day.

    However, the Minnesota team remained an independent one for many years, joining the NWHL only in 2018. In its first season the Whitecaps debuted with a bang, winning their first Isobel Cup.

    In 2012, Allie decided to try out for a new sport. Hence, the athlete took to training speed skating, even taking part in several competitions. During that period she had to adapt to a new way of sliding through the ice.

    Her return to competitive hockey with the US National Team was during the 2015 Four Nations Cup, where she won gold. 

    Recently the player renewed her contract for her third season with the Whitecaps. She currently divides her time between the ice and her career as a field product specialist at the company Ergodyne.

    For many years you have also had a career as a speedskater. How did you get into the sport?

    In a unique, roundabout way! I still had a year of eligibility left for college softball at Boston College when I made the U.S. National Team in hockey for the first time. As a result, I ended up having to leave school to train full-time for hockey. Then I ended up getting cut from the National Team in January or February and I was kind of lost. I didn’t have hockey anymore and I was missing softball. Keep in mind, this was still a few years before the start of the NWHL.

    So I was trying to figure out what to do and my mom suggested trying speedskating. So we found a “Try Speedskating” clinic nearby and I went on a random Tuesday night. From there, the gentleman who taught the club encouraged me to try it for real. So I ended up joining a club in Minnesota and the rest is kind of history. It was a long road to being able to compete. It’s a very different stride and very different technique. So as much as I hoped it would be an easy transition, it was far from it.

    How does speedskating compare to hockey?

    It’s incredibly different. Probably the biggest and most obvious difference is the team vs individual part. In hockey, you are part of a puzzle, trying to put all the right pieces together to win games. In speedskating, it’s just you. There are no other pieces you have to think about or interface with. In hockey, you play for your teammates and the greater good of the team, but in speedskating your results don’t really affect anyone else other than you.  Other than that, the technique and skill is very different. In hockey, quick bursts and agility are equally, if not more important, than maximum speed. In speedskating it’s all about stride efficiency and max speed. It doesn’t matter how quick you are off the line if you don’t skate an efficient, and fast, lap. Some of the fastest speedskaters move their legs the slowest – but the amount of power generated in each stroke is intense.  

    Do you still practice speed skating even after joining the Whitecaps?

    Not very often. Every now and then if I have some free time I might hit the ice with my former speedskating coaches and teammates but I’m certainly not training for it. It utilizes different muscles, so jumping back and forth isn’t as seamless as it would appear. I have a pretty intense schedule as it is and I want to make sure I am at my best for our games so I try not to do anything that would interfere with my ability to play. 

    You recently won the 2020 NWHL Foundation Award. What is it like to be part of this hockey program and to visit schools? How do you feel being a role model for young athletes that want to pursue a career in the sport?

    This is probably one of my favorite parts of playing professional hockey for the Whitecaps. Being able to connect with young kids and be a role model is a really amazing experience and something I don’t take lightly. I want to show kids that it’s important to have dreams and show them how to work towards them. It’s so important to also understand that your dreams can change along the way, and sometimes you end up somewhere you never thought possible – and that’s okay too. I haven’t had the smoothest ride to get to where I am today and I wouldn’t change that for the world. If my experiences can help someone else see the world differently and encourage them to keep trying, then it’s worth every second. 

    It’s also incredibly important because when I was younger, my dreams were not “reality” because there was no professional women’s hockey. There was minimal college hockey, and no Olympic hockey until 1998 (when I was 10). Plenty of people told me to set my sights on something more realistic – something that was within reach. While I understand why, I want to do the opposite and encourage every young girl and boy to fight for their dreams and never give up. Just because you can’t see it right now, doesn’t mean it won’t be there in the future. And even if you end up on a different path in the future, the journey will have been worth every step.

    You’ve been to the NWHL All-Star Weekend in both of your seasons in the league. Can you tell us about being part of these events and recently winning the Fastest Skater competition during the All-Star Skills Challenge?

    Being selected as an All-Star has been an absolute honor and a very humbling experience. To be able to play with and against the best in the league is definitely an incredible experience. You gain so much respect for these players – like Jillian Dempsey, McKenna Brand, Kaleigh Fratkin, Madson Packer, Taylor Accursi, Marie-Jo Pelletier, Shannon Doyle, Rebecca Morse, Kate Leary, Kiira Dosdall-Arena, and the list goes on. After you battle against them so much, it’s really fun to get to play with them and get to know them off the ice. We’re all super competitive but All-Star Weekend is always so much more than just the game and skills competition. It brings out the best in everyone and it’s a really great time.


    With the Isobel Cup Final cancelled, you and the Whitecaps remain the reigning champions of the NWHL. Could you describe what it was like winning in your first season in the league and being nominated this season’s MVP?

    It’s been an absolute whirlwind couple of years playing on the Whitecaps in the NWHL. I have been part of the Whitecaps since I graduated in 2010 when we were part of the WWHL. That league folded and we were not invited to join the CWHL. So for the better part of a decade, we were playing exhibition games against college teams and a few CWHL or NWHL opponents. Then we finally got to be part of the league last season, which was so much more than I ever expected and was so special just because of the road we had taken to get there. Then to win the Isobel Cup at the end, it was really a storybook ending.

    The immense joy and support that we got from the entire State of Minnesota and our fans was what really propelled our success in year one. We obviously had a tremendously talented roster but the journey to get to the NWHL and finally getting to be part of a professional league was just so special. It’s hard to describe what it felt like getting to play and it took a little bit of pressure off because we were so genuinely excited to have the opportunity that anything beyond that was just icing on the cake. I remember walking onto the ice for our very first home game and it was sold out and LOUD. I got a little teary-eyed. And then it continued the whole season…just incredible.

    This season was a little different. We weren’t the new kids on the block anymore and we knew we had a reputation to uphold. There were expectations, and we weren’t just happy to be there anymore. We definitely took some bumps along the way in finding our stride. We started out the year with a 9-2 win, just to follow it up a day later with an overtime loss. That trend continued into December, but then we banded together and figured out the team we wanted and knew we could be. And from there it was fun. Really, really fun. We found our game and we played it pretty well. To be named a Co-MVP is really a testament to our entire team finding that stride. We were clicking and good things were happening. It was a culmination of all the pieces coming together.

    My linemates, Jonna Curtis and Meaghan Pezon deserved that accolade just as much as I did. And of course our defense and Amanda Leveille. We don’t win games without their stellar play. While considered an individual honor, it really is a team award and one I happily share with every player on our roster.

    How do you find balance between being a professional hockey player and your life off the ice?

    I love being busy and on the go, so for me, it has never been too much of an issue. I do have a job that requires a bit of travel, but I am usually able to schedule my trips around team obligations. I am also able to lean on my speedskating background to stay on top of workouts when I am on my own.

    I also am incredibly fortunate to have an employer that not only supports me, but encourages me to pursue my athletic dreams and goals. My colleagues come to games and follow our season. I work as a field product specialist for a manufacturer of safety and industrial PPE, Ergodyne. So I spend a lot of my time on jobsites and with customers helping them mitigate their safety hazards and risks. I definitely love what I do, so it’s really awesome to be able to pursue both of my passions and have support on both sides.

    We are aware that the women’s hockey world is not easy. How do you see the sport’s growth currently?

    There is a lot of great growth and exposure right now. The biggest thing for women’s hockey and women’s sports in general is the visibility and right now, there are a lot of eyes on our sport. That is a good thing. The number of people that know about our game and the NWHL is growing significantly. This season we were able to sell out games in Boston and Minnesota, and there was a huge crowd at a unique outdoor game in Buffalo. On Twitch we surpassed 8 million views. That was huge, exceeding our expectations. It’s been an exciting year to see how the Twitch channel has really opened up access to the league and the number of new fans we have.  The NWHL Open Ice weekly talk show on Twitch was also a big hit.

    Our sponsorships over the last year were the most in league history by far, and players benefit from a 50-50 split of revenue from league partnerships. The Boston Pride and the Toronto Six were acquired by individual owners, and I know more teams will be sold in the future. That’s massive for our league and for women’s hockey. It’s just been really fun to be part of it.

    Allie Thunstrom playing against the Boston Pride (Photo: Michelle Jay/NWHL)

    These are very unusual times for all of us. How was your routine affected particularly in training and conditioning, and how have you been dealing with it?

    For everyone, this pandemic has been difficult emotionally and physically. I could never compare it to the tragedies and what many others have gone through. Since you’re asking about my personal routine, I’ll talk about that.

    In a matter of days, like everyone else, I went from having a pretty standard day of going to work, hitting the gym or getting on the ice to not being able to really leave the house. It’s been difficult to maintain the same level of fitness since there is no access to ice and my gym ‘equipment’ is very limited. All I have is one set of 45-pound dumbbells! But I have been doing the best I can with what I’ve got. I run, inline skate, and bike as much as I can. I have definitely decided that I need to have a home gym in the future!

    I definitely miss being on the ice competing with my teammates, but I also understand the health crisis and want to continue to do my part to protect my neighbors, loved ones, friends, and everyone around me. So while it is definitely a bit lonelier than I am used to, I’m thankful for virtual platforms that allow us to stay connected and keep in touch. It won’t be like this forever, so we have to make the most of it and take care of each other.

    Photo: Michele Jay/NWHL

  • Q&A com Allie Thunstrom: uma carreira de pluri-esportividade

    Q&A com Allie Thunstrom: uma carreira de pluri-esportividade

    Desde o ano passado, o NHeLas tem se preocupado em trazer conteúdo também sobre o hockey feminino. O esporte está mudando e, para acompanharmos essa mudança, é fundamental conhecermos os personagens por trás dela.

    Por isso, oficializamos hoje uma parceria muito especial que o site conquistou no último mês com a National Women’s Hockey League. (Isso mesmo, a NWHL).

    Com o apoio de representantes da liga profissional de hockey feminino, vamos entrevistar jogadoras sobre suas experiências com o esporte e o que é ser mulher no hockey.

    Estas entrevistas serão parte da Coluna de Hockey Feminino em nosso site, um projeto que vem sendo trabalhado há meses, construído através de outros textos já disponíveis no site, para trazer para vocês o melhor conteúdo sobre a modalidade, notícias sobre a NWHL, importância do hockey feminino e muito mais!

    Nesse texto, o primeiro em parceria com a NWHL, entrevistamos a atacante Allie Thunstrom do Minnesota Whitecaps.

    A jogadora é co-MVP da temporada 2019-20, vencedora da Isobel Cup e medalhista da Four Nations Cup com a seleção americana. 

    Quem é Allie Thunstrom? 

    A carreira de Allie Thunstrom foi marcada por uma pluri-esportividade. Nascida em Maplewood, no estado de Minnesota nos Estados Unidos, Allie iniciou sua carreira no esporte ainda no high school pelo North St. Paul High.

    Nesse período, ela acumulou recordes, marcando um total de 228 gols, 122 assistências e 350 pontos. Estes números resultaram na conquista do Minnesota Ms. Hockey Award em 2006. Thunstrom também conquistou prêmios de futebol e softbol nos anos de high school.

    No entanto, os recordes não param por aí.

    Durante seu tempo com a Boston College, Allie ganhou bolsa para jogar hockey, mas também chegou a competir no softbol. Em suas quatro temporadas universitárias, começando em 2006-07, ela participou de 141 jogos, nos quais somou 86 gols (22 somente em sua última temporada), 53 assistências e 139 pontos. Allie também conquistou o Hockey East All-Star três vezes.

    Em 2010, a jogadora participou da Four Nations Cup conquistando a medalha de prata com a seleção dos EUA. No mesmo ano, Thunstrom assinou seu primeiro contrato com os Whitecaps, time que permanece até hoje.

    Entretanto, a equipe de Minnesota permaneceu por muitos anos como um time independente, entrando para a NWHL somente em 2018. Em sua primeira temporada na liga, os Whitecaps fizeram uma grande estreia e conquistaram sua primeira Isobel Cup.

    Em 2012, Allie resolveu que era hora de tentar um novo esporte. Por isso, a atleta começou a treinar patinação de velocidade, chegando inclusive a participar de diversas competições. Nesse período, ela precisou se adaptar a uma nova forma de deslizar no gelo. 

    Retornando a competir no hockey pela seleção americana, a jogadora voltou à Four Nations Cup em 2015, desta vez conquistando a medalha de ouro.  

    Recentemente, Allie Thunstrom renovou para a sua terceira temporada com os Whitecaps. Atualmente, ela divide seu tempo entre o gelo e sua carreira como especialista em produtos de campo na Ergodyne. 

    [Esta entrevista foi traduzida e editada para maior clareza]

    Por muitos anos você se dedicou à carreira como patinadora de velocidade. Como se interessou pela modalidade?

    De uma maneira única e indireta! Eu ainda tinha um ano de elegibilidade para o softbol na Boston College quando integrei a seleção nacional dos EUA no hockey pela primeira vez. Como resultado, acabei tendo que deixar a escola para treinar em tempo integral no hockey. Logo depois acabei sendo cortada da seleção, em janeiro ou fevereiro, e fiquei meio perdida. Eu não tinha mais o hockey e sentia falta do softbol. Lembrando sempre que isso ocorreu alguns anos antes do início da NWHL.

    Então, eu estava tentando descobrir o que fazer e minha mãe sugeriu tentar patinação de velocidade. Por isso encontramos uma clínica “Try Speedskating” nas proximidades e eu fui em uma terça à noite qualquer. A partir daí, o senhor que ensinava no clube me incentivou a experimentar a modalidade de verdade. Desta forma, acabei ingressando em um clube em Minnesota e o resto é história. Foi um longo caminho para conseguir  competir. A passada é muito diferente e se trata de uma técnica muito diferente. Então, por mais que eu esperasse uma transição fácil, estava longe disso.

    Como ela se compara ao hockey?

    É incrivelmente diferente. A maior e mais óbvia diferença é provavelmente aquela entre as partes em equipe e individual. No hockey, você faz parte de um quebra-cabeça, tentando juntar todas as peças corretamente para vencer os jogos. Na patinação de velocidade, é só você. Não há outras peças com as quais você tenha que pensar ou interagir. No hockey, você joga pelos seus companheiros de equipe e pelo bem maior de todos, mas na patinação de velocidade seus resultados realmente não afetam ninguém além de você. Fora isso, a técnica e habilidade são muito diferentes. No hockey, rajadas rápidas e agilidade são igualmente, senão mais importantes, que a velocidade máxima. Na patinação de velocidade, trata-se de eficiência de passada e velocidade máxima. Não importa a rapidez com que você está fora da linha (de partida) se não patinar em uma volta eficiente e rápida. Alguns dos patinadores de velocidade mais rápidos movem as pernas mais lentamente – mas a quantidade de energia gerada em cada passada é intensa.

    Você ainda pratica patinação de velocidade mesmo após ingressar no Whitecaps?

    Não muito frequentemente. De vez em quando, se eu tenho algum tempo livre, posso entrar no gelo com meus ex-treinadores e colegas de patinação de velocidade, mas certamente não estou treinando para isso. (A modalidade) utiliza músculos diferentes, portanto, passar de um para outro não é tão fácil quanto parece. Tenho um cronograma bastante intenso e quero garantir que estou no meu melhor para os nossos jogos, por isso tento não fazer nada que interfira com a minha capacidade de jogar.

    Você ganhou o 2020 NWHL Foundation Award recentemente. Como é fazer parte deste programa de hockey e visitar escolas? Como você se sente sendo um exemplo para as jovens atletas que desejam seguir uma carreira no esporte?

    Esta é provavelmente uma das minhas partes favoritas de jogar hockey profissional no Whitecaps. Ser capaz de conectar-me com crianças pequenas e ser um exemplo é uma experiência realmente incrível e algo que não encaro de forma leviana. Quero mostrar às crianças que é importante ter sonhos e mostrar-lhes como ir em busca deles. É muito importante entender também que seus sonhos podem mudar ao longo do caminho e, às vezes, você acaba em algum lugar que nunca pensou ser possível – e está tudo bem também. Não tive o caminho mais tranquilo para chegar onde estou hoje e não mudaria isso por nada no mundo. Se minhas experiências podem ajudar alguém a ver o mundo de maneira diferente e incentivá-lo a continuar tentando, cada segundo valeu a pena. Também é extremamente importante porque, quando eu era mais jovem, meus sonhos não eram “realidade” porque não havia hockey profissional feminino. Havia o mínimo de hockey universitário e nenhum hockey olímpico até 1998 (quando eu tinha 10 anos). Muitas pessoas me disseram para focar em algo mais realista – algo que estava ao meu alcance. Enquanto entendo o porquê, quero fazer o oposto e incentivar cada menina e menino a lutarem por seus sonhos e nunca desistirem. Só porque você não pode vê-lo agora, não significa que não estará lá no futuro. E mesmo se você seguir um caminho diferente no futuro, a jornada terá valido cada passo.

    Você participou do All-Star Weekend da NWHL nas duas temporadas da liga. Pode nos contar como foi participar desses eventos e ganhar recentemente a competição de patinadora mais rápida durante o All-Star Skills Challenge?

    Ser selecionada como All-Star foi uma honra absoluta e uma experiência que me trouxe humildade. Ser capaz de jogar com e contra os melhores da liga é definitivamente uma experiência incrível. Você ganha tanto respeito por essas jogadoras – como Jillian Dempsey, McKenna Brand, Kaleigh Fratkin, Madison Packer, Taylor Accursi, Marie-Jo Pelletier, Shannon Doyle, Rebecca Morse, Kate Leary, Kiira Dosdall-Arena e a lista continua. Depois de lutar tanto contra elas, é realmente divertido brincar com elas e conhecê-las no gelo. Somos todas super competitivas, mas o All-Star Weekend é sempre muito mais do que apenas a competição de jogos e habilidades. Traz o melhor de todos e é realmente um ótimo momento.

    Com a final da Isobel Cup cancelada, você e os Whitecaps continuam os campeões da NWHL. Poderia descrever como foi vencer em sua primeira temporada na liga e ser nomeada MVP desta temporada?

    Fazem dois agitados anos que jogamos nos Whitecaps na NWHL. Faço parte dos Whitecaps desde que me formei em 2010, quando fazíamos parte da WWHL. Essa liga foi encerrada e não fomos convidados a participar da CWHL. Então, durante quase uma década, estávamos jogando jogos de exibição contra equipes de faculdade e alguns adversários da CWHL ou da NWHL. Finalmente, passamos a fazer parte da liga na última temporada, o que foi muito mais do que eu esperava e foi tão especial apenas por causa do caminho que tínhamos trilhado para chegar lá. Então vencer a Isobel Cup no fim, foi realmente um final digno de contos de fadas. 

    A imensa alegria e apoio que recebemos de todo o estado de Minnesota e de nossos fãs foi o que realmente impulsionou nosso sucesso no primeiro ano. Obviamente, tínhamos uma equipe tremendamente talentosa, mas a jornada para chegar à NWHL e finalmente fazer parte de uma liga profissional foi muito especial. É difícil descrever como foi finalmente jogar e isso tirou um pouco da pressão, porque estávamos realmente entusiasmadas por ter a oportunidade, e qualquer coisa além disso seria a cereja do bolo. Lembro-me de entrar no gelo para o nosso primeiro jogo em casa, que teve seus ingressos esgotados, e com uma torcida que fazia barulho. Eu fiquei com os olhos marejados. E então continuou daquele jeito a temporada inteira … simplesmente incrível.

    Esta (última) temporada foi um pouco diferente. Não éramos mais as novatas e sabíamos que tínhamos uma reputação a defender. Havia expectativas e não estávamos mais apenas felizes em participar. Nós definitivamente tivemos algumas dificuldades ao longo do caminho para encontrar nosso passo. Começamos o ano com uma vitória por 9 a 2, apenas para perder no overtime no dia seguinte. Essa tendência continuou em dezembro, mas então nos unimos e descobrimos o time que queríamos e sabíamos que poderíamos ser. E a partir daí foi divertido. Muito, muito divertido. Encontramos o nosso jogo e jogamos muito bem. Ser nomeada Co-MVP é realmente um testemunho de toda a nossa equipe ter encontrado esse ritmo. Estávamos clicando e coisas boas estavam acontecendo. Foi o culminar de todas as peças reunidas.

    Minhas colegas de linha, Jonna Curtis e Meaghan Pezon, mereciam essa honra tanto quanto eu. E, claro, nossa defesa e Amanda Leveille. Não ganhamos partidas sem o seu jogo estelar. Embora seja considerada uma honra individual, é realmente um prêmio de equipe e que eu fico feliz em compartilhar com todas as jogadoras de nossa lista.

    Como você encontra o equilíbrio entre ser uma jogadora de hockey profissional e sua vida fora do gelo?

    Eu amo estar ocupada e em movimento, portanto, para mim, nunca foi um problema. Tenho um trabalho que exige um pouco de viagens, mas geralmente consigo agendá-las de acordo com as obrigações da equipe. Eu também sou capaz de me apoiar no meu background de patinação de velocidade para ficar em dia com os treinos quando estou sozinha.

    Também tenho a grande sorte de ter um empregador que não apenas me apoia, como também me incentiva a seguir meus sonhos e objetivos atléticos. Meus colegas vêm aos jogos e acompanham nossa temporada. Trabalho como especialista em produtos de campo para um fabricante de EPIs industriais e de segurança, Ergodyne. Portanto, passo muito do meu tempo em locais de trabalho e com os clientes ajudando-os a reduzir os riscos e perigos de segurança. Definitivamente adoro o que faço, por isso é realmente incrível poder ir atrás das minhas duas paixões e ter apoio de ambos os lados.

    Estamos cientes de que o mundo do hockey feminino não é fácil. Como você vê o crescimento do esporte atualmente?

    Há muito crescimento e exposição no momento. A maior coisa para o hóquei feminino e o esporte feminino em geral é a visibilidade e, no momento, há muitos olhos em nosso esporte. Isso é uma coisa boa. O número de pessoas que conhecem o nosso jogo e a NWHL estão crescendo significativamente. Nesta temporada, conseguimos esgotar jogos em Boston e Minnesota, e havia uma multidão enorme em um único jogo ao ar livre em Buffalo. No Twitch, superamos 8 milhões de visualizações. Isso foi enorme, superando nossas expectativas. Foi um ano emocionante ao vermos como o canal Twitch realmente abriu o acesso à liga e o número de novos fãs que temos. O talk show semanal da NWHL Open Ice no Twitch também foi um grande sucesso.

    Nossos patrocínios ao longo do ano passado foram os que mais se destacaram na história da liga, e as jogadoras se beneficiam de uma divisão de receita de 50/50 de parcerias da liga. O Boston Pride e o Toronto Six foram adquiridos por proprietários individuais e sei que mais equipes serão vendidas no futuro. Isso é gigantesco para a nossa liga e para o hockey feminino. Tem sido muito divertido fazer parte disso.

    Allie Thunstrom em uma partida contra o Boston Pride (Foto: Michelle Jay/NWHL)

    Estes são tempos muito incomuns para todos nós. Como sua rotina foi afetada principalmente no treinamento e condicionamento, e como você tem lidado com isso?

    Para todos, essa pandemia tem sido difícil tanto emocional quanto fisicamente. Eu nunca poderia compará-la com as tragédias e com o que muitos outros passaram. Como você está perguntando sobre minha rotina pessoal, vou falar sobre isso.

    Em questão de dias, como todo mundo, passei de um dia bastante normal onde eu ia trabalhar, à academia ou patinar, para realmente não poder sair de casa. Tem sido difícil manter o mesmo nível de condicionamento físico, já que não há acesso ao gelo e o “equipamento” de academia que tenho é muito limitado. Tudo o que tenho é um conjunto de halteres de 45 libras (aproximadamente 20,5 kg)! Mas tenho feito o melhor que posso com o que possuo. Eu corro, ando de patins e de bicicleta o máximo que posso. Decidi que definitivamente preciso ter uma academia em casa no futuro!

    Definitivamente, sinto falta de estar no gelo competindo com minhas colegas de equipe, mas também entendo a crise da saúde e quero continuar fazendo minha parte para proteger meus vizinhos, entes queridos, amigos e todos ao meu redor. Portanto, embora seja definitivamente um pouco mais solitário do que estou acostumada, sou grata pelas plataformas virtuais que nos permitem permanecer conectados e manter contato. Não vai ser assim para sempre, então temos que aproveitar ao máximo e cuidar um do outro. 

    Fotos: Michelle Jay/NWHL 

    Texto sob supervisão da editora chefe Juh Guedes

  • O Draft 2020 da NWHL

    O Draft 2020 da NWHL

    No último domingo (26) a NWHL anunciou o seu draft de uma maneira um tanto diferente. Marcado para os dias 28 e 29 de abril, o draft da liga feminina de hockey irá acontecer remotamente pelo Twitter. As rodadas,que foram divididas entre duas no primeiro dia e as três restantes no dia seguinte, contará com a participação de todos os seis times da Liga, incluindo o novato de Toronto. Ao final, serão totalizadas 30 escolhas no geral.

    Como irá funcionar?

    O draft deste ano será diferente de várias formas, não somente pelo modo como ele irá acontecer mas também pelas jogadoras que irão participar. Anteriormente, os times recrutavam jogadoras antes do último ano do ensino médio ou, como no draft 2018, no meio do último ano. Para esse ano os times poderão escolher jogadoras universitárias, ou seja, todas aquelas que se enquadram nas qualificações e se inscreveram. 

    O draft feminino, assim como o da NHL, dá total liberdade para a jogadora assinar caso ela queira ou não com o time que foi selecionado. Dessa forma, o contrato pode ser assinado logo após o draft, porém os times tem liberdade para fazer negociações antes do início do mesmo. 

    Por ser o time mais novo, Toronto terá direito a primeira escolha e os times restantes ficaram definidos de acordo com a classificação final da temporada regular. No entanto, para o quinto round, o Connecticut Whale terá direito a duas escolhas devido uma troca com o Metropolitan Riveters na temporada 2018-19. Com isso, as escolhas ficaram definidas da seguinte forma: 

    • round: Toronto, Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Toronto, Buffalo, Metropolitan, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Buffalo, Toronto, Metropolitan, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Buffalo, Metropolitan, Toronto, Minnesota, Boston
    • round: Connecticut, Buffalo, Connecticut, Minnesota, Toronto, Boston

    A chegada de Toronto

    Na última quarta-feira (22), o dia começou com uma bela notícia para os fãs da NWHL. A Liga que, antes possuía somente cinco times, agora conta com uma nova cidade. Em uma expansão inesperada para o público, o novo time não somente é uma novidade como também um inovação para a Liga feminina, isso porque ele é o primeiro que não está localizado nos EUA. O novo time, que ainda não possui nome, fica localizado em Toronto no Canadá e marca uma nova era para a NWHL que antes era uma Liga composta somente por times estadunidenses.  

    Em seu anuncio por meio das redes sociais, a NWHL também anunciou quais eram as primeiras jogadoras e parte da equipe administrativa. A equipe tem a CEO e co-fundadora da Boynton Brennan Builders, a ex-capitão de hockey feminino Johanna Neilson Boynton como líder do grupo de proprietários. A ex-treinadora da CWHL e da Brown Universaty, Margaret “Digit” Murphy, como a presidente da equipe e a executiva do beisebol Tyler Tumminia como presidente do clube.  

    No gelo, as primeiras jogadoras a assinar são as defensoras Kristen Barbara e Emma Greco, as atacante Shiann Darkangelo e Taylor Woods e a goleira Elaine Chuli.

    Foto: Reprodução/usatoday.com