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  • Dan Hamhuis anuncia aposentadoria

    Dan Hamhuis anuncia aposentadoria

    Após uma temporada decepcionante para o Nashville Predators, Dan Hamhuis anunciou na última quinta-feira (13) que está pendurando os patins. O defenssor, draftado pelo time do Tennessee em 2001, soma 356 pontos ao longo de seus 16 anos de carreira. Além dos Predators, ele teve passagens pelo Vancouver Canucks e Dallas Stars. 

    Hamhuis, que está com 37 anos, tomou a decisão de se aposentar após a pausa da NHL pela pandemia do novo coronavírus. O agora ex-jogador conta que não houve nenhuma grande comemoração e ele está feliz com a decisão tomada. 

    Carreira na NHL

    Dan Hamhuis foi a 12ª escolha do NHL Draft de 2001 e estreou pela liga na temporada 2003-04. Ele jogou por Nashville e seu afiliado na AHL,  Milwaukee Admirals, até 2010, quando se tornou unrestricted free agent e assinou com Vancouver. Natural de Smithers, na Columbia Britânica, Hamhuis se sentiu em casa ao assinar com os Canucks.

    Com o time de Vancouver, o defensor conquistou dois Presidents’ Trophy seguidos e chegou à Final da Stanley Cup de 2011, quando os Canucks perderam a taça para o Boston Bruins. 

    Em 2016, Hamhuis assinou um contrato de 2 anos com o Dallas Stars, onde jogou 159 jogos e marcou 40 pontos. 

    Ao final do seu contrato com o time do Texas, Hamhuis assinou um contrato de 2 anos com o Predators, retornando, assim, para o time que o draftou. Na sua última temporada na NHL Hamhuis marcou 8 pontos em 60 jogos. 

    Carreira Internacional

    Pela seleção canadense junior, Dan Hamhuis conquistou o bronze e a prata, em 2001 e 2002, respectivamente, em mundiais da IIHF. O defensor também conquistou quatro medalhas no World Championships da IIHF, duas de ouro e duas de prata, entre 2007 e 2015. 

    Em 2014, Dan Hamhuis contribuiu para a conquista do ouro pelo Canadá na Olimpíada de Inverno, em Sochi.

  • Brind’Amour é multado por comentário sobre gol de Charlie Coyle

    Brind’Amour é multado por comentário sobre gol de Charlie Coyle

    A série de Carolina Hurricanes e Boston Bruins começou agitada. O jogo 1, marcado inicialmente para segunda-feira (11), foi adiado para a terça (12) de manhã quando a partida entre CBJ e Tampa precisou ir até o quinto overtime. E, talvez porque nada é por acaso, o jogo entre Canes e Bruins precisou de um segundo overtime para Bergeron marcar o gol que deu ao time de Boston a vitória do primeiro jogo da série. 

    Porém, a vitória de 4 a 3 do Bruins não poderia vir sem polêmica. No segundo período, Charlie Coyle marcou o segundo gol para o Boston após Nick Ritchie dar um toque no puck no ar com sua luva, deslizando diretamente para o stick de Coyle. O time da Carolina pediu revisão da jogada, alegando um hand pass, mas os árbitros negaram e, assim, validaram o gol de Boston. A justificativa foi que Petz Mrazek, goleiro de Canes,  fez a defesa antes do puck chegar à Coyle.

    O lance sem dúvidas contribuiu para o resultado da partida. E, após a derrota por 4 a 3, Rob Brind’Amour, técnico dos Hurricanes, não mediu palavras para demonstrar seu descontentamento com a situação. 

    “É por isso que essa Liga é uma piada. Na minha opinião, essas coisas são cenas de um crime” disse Brind’Amour para Luck DeCock, do The News&Observer.

    Não é de hoje que a NHL é criticada sobre decisões favoráveis para os Bruins em momentos decisivos. Porém, mesmo que a fala do técnico não seja uma acusação nova, Brind’Amour usou termos pesados que  não agradou nada à Liga. Dessa forma, o técnico dos Huricanes recebeu imediatamente uma multa de 25 mil dólares. 

    Mais tarde, Rod Brind’Amour esclareceu a sua fala, explicando que os árbitros não deixaram claro qual havia sido o tipo de jogada antes de Canes solicitar a revisão e, dessa forma, ele ficou sem saber se questionava o hand pass ou interferência do goleiro. Além disso, por causa do pedido de revisão, Canes sofreu uma penalidade por atraso de jogo, permtindo que além do gol, os Bruins levassem um power play. Assim, sem saber qual tipo de jogada deveria revisar, Brind’Amour conta que tentou a sorte. 

    “Eles vieram até mim e eu disse: ‘Se ele tem a posse, é interferência do goleiro. Se ele não tem a posse, é hand pass. É um dos dois. Não sei  qual foi a chamada que vocês fieram no gelo.’  Tudo o que ele precisava fazer era me dizer, ‘Estamos chamando de não posse (por Mrazek).’ Então, teríamos desafiando um glove-hand pass. Se for posse, então interferência do goleiro. Eu disse: ‘Me diga o que está acontecendo no gelo.’ Eles não fariam isso quando eu perguntei: ‘Qual é o problema?’ Então eu tive que jogar uma moeda

    “Eu disse, ‘Qual foi a chamada no gelo?’ e ele disse: ‘Você tem que pedir revisão para um ou para o outro.’ Deveria ser tão fácil. Se eles dissessem que o goleiro tinha (o puck), então é uma decisão fácil. Mas eles não disseram. Não faz sentido. Sei que não éramos o melhor time, mas se esse gol não não fosse válido, nós ganhamos esse jogo? Eu não sei.”

    Foto: Reprodução Getty Image

  • Noite de recordes em overtime quíntuplo

    Noite de recordes em overtime quíntuplo

    O primeiro jogo dos playoffs de 2020 empolgaria qualquer um que estivesse ansioso em assistir novamente ao confronto entre Columbus Blue Jackets e Tampa Bay Lightning. Isso porque, no ano passado, a equipe de Ohio varreu a equipe de Tampa, na época uma das favoritas para chegar à final por ter ganhado o Presidents’ Trophy, dado ao time de melhor campanha na temporada regulara. 

    De fato, o primeiro dia de jogos começou bem agitado. Após quatro meses sem hockey, os times se empolgaram para trazer emoções aos fãs do esporte. Inclusive, com uma partida que durou 5 overtimes.

    Alguns recordes foram estabelecidos e quebrados para o CBJ e o Lightning nesta abertura sa série.

    O quarto jogo mais longo da NHL

    O jogo desta terça-feira (11) alcançou a marca de quarto jogo mais longo na história da Liga. A duração total da prorrogação foi de 90:27 minutos. Somando os 60 minutos do tempo regulamentar, foi quase o equivalente a três partidas seguidas.

    O jogo mais longo da NHL ocorreu em 26 de março de 1936, e o overtime durou um total de 116:30 minutos. Mud Bruneteau, dos Red Wings, marcou aos 16:30 minutos da sexta prorrogação na vitória por 1 a 0 sobre o extinto Montreal Maroons.

    Os outros jogos mais longos da NHL foram: Boston Bruins e Toronto Maple Leafs (164:46, 3 de abril de 1933; 1-0 Toronto) e Philadelphia Flyers and Pittsburgh Penguins (152:01, 4 de maio de 2000; 2-1 Philadelphia).

    Recorde de mais defesas por um goleiro

    Aapesar da derrota, Jonas Korpisalo teve uma performance espetacular no jogo. O goleiro dos Blue Jackets quebrou um recorde dos anos 1980 ao fazer 85 defesas, agora o maior número registrado em um jogo na história moderna da NHL.

    O antigo recorde pertencia a Kelly Hrudey que, em 1987, realizou 73 defesas para o New York Islanders, na vitória de 3 a 2 em 4 overtimes contra o Washington Capitals.

    Após se tornar o primeiro goleiro da franquia de Tampa Bay a ganhar um Vezina Trophy, o goleiro Andrei Vasilevskiy teve outra conquista inédita. Ontem, ao fazer 61 defesas, ele estabeleceu um recorde antes detido por Nikolai Khabibulin. Khabibulin fez 60 defesas em uma vitória por 2 a 1 na prorrogação contra o Capitals em 2003.

    Tempo recorde de defensores 

    Outro recorde quebrado na partida do CBJ contra Tampa foi o tempo no gelo dos jogadores. Esse dado só começou a ser registrado na NHL na temporada 1997-98. Assim, só é possível datar o tempo de gelo desde a última metade dos anos 90.

    No jogo de ontem (11), o defensor dos Blue Jackets, Seth Jones, jogou 65:06 minutos, superando a marca de Sergei Zubov, ex-defensor do Dallas Stars. Zubov era o dono do recorde desde que jogou 63:51 na derrota por 4-3 para os Mighty Ducks de Anaheim em 24 de abril de 2003.

    Zach Werenski, também do Jackets, jogou 61:14, ficando em quarto lugar nos registros da NHL. Ele ficou atrás de Jones, Zubov e do defensor Derian Hatcher, do Anaheim Ducks, que chegou a 62:02 naquela mesma partida histórica.

    O Lightning é o oitavo time na história da NHL a ter pelo menos 70 tiros a gol em um jogo de playoffs. Além disso, esse foi o jogo mais longo da história de Tampa Bay. Em uma derrota por 2 a 1 para o New Jersey Devils em 2003, os times haviam jogado 111 minutos.

    Abertura mais longa em quase 70 anos

    A última vez que o primeiro jogo dos Playoffs da Stanley Cup exigiu várias prorrogações foi em 1951. Maurice Richard marcou o gol da vitória aos 1:09 da quarta prorrogação para dar ao Montreal Canadiens uma vitória por 3-2 sobre o Detroit Red Wings. 

    Por fim, no que é apenas o primeiro jogo da série, as duas equipes fizeram um total de 151 shots, sendo 88 de Tampa. Dessa forma, também foi estabelecido um recorde de tiros por uma equipe desde que esta virou uma estatística oficial, em 1959-60.

    Os playoffs estão apenas começando e, apesar de não serem nas condições ideais, sem dúvidas a corrida pela Stanley Cup será interessante de assistir. 

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Rangers vencem Loteria do NHL Draft 2020

    Rangers vencem Loteria do NHL Draft 2020

    Nesta segunda-feira (10) a NHL deu mais um passo para a conclusão da temporada atual e o início da temporada 2020-21. Após realizar diversas mudanças e adaptações para o fim de 2019-20, chegou a vez da Fase 2 da Loteria do NHL Draft 2020.

    Como já tinha sido informado pela liga anteriormente. Os oito times que participaram dos qualifiers da Stanley Cup e não se classificaram para os playoffs iriam participar de um sorteio para que assim fosse definida a primeira escolha do draft que será realizado nos dias 09 e 10 de outubro.

    Após quase 10 dias de jogos, os times que iriam participar do sorteio foram definidos de acordo com as séries melhor-de-5. Por fim, o New York Rangers ganhou o sorteio realizado no dia seguinte ao fim da rodada qualificatória e terá direito à primeira escolha.

    Com os Rangers ganhando o sorteio, os sete times restantes ficam com as posições de 9 a 15, de acordo com a tabela inversa da temporada regular. A primeira fase da loteria, que aconteceu anteriormente já havia determinado as escolhas de 2 a 8, enquanto as escolhas 16 a 31 serão determinadas de acordo com os resultados dos playoffs.

    Fase 1

    Realizada ainda em junho, a primeira fase da loteria teve duas finalidades: determinar a posição dos sete times que ficaram de fora do retorno para a pós-temporada e informar como seria realizada a segunda fase.

    Para determinar a ordem, foi realizado um sorteio para aas três primeiras. Para as posições 4 a 8 foi determinado de acordo com a ordem inversa da tabela na temporada regular (de acordo com o aproveitamento de pontos de cada equipe).

    Desta maneira, os times Los Angeles Kings, San Jose Sharks, Detroit Red Wings, Ottawa Senators, Anaheim Ducks, New Jersey Devils e Buffalo Sabres entraram na disputa pela segunda e terceira escolha. Além deles, times “não-atribuídos” foram colocados no sorteio de modo a representar os futuros eliminados dos Qualifiers.

    Através do sorteio, os Kings e os Sharks conquistaram a segunda e terceira escolha, respectivamente. Entretanto, através de uma troca em 2018 pelo jogador Erik Karlsson, a escolha de San Jose foi passada para os Senators.

    Desta maneira, o time de Ottawa terá direito a duas escolhas no primeiro round, a sua original e a escolha que seria do time dea Califórnia. 

    Fase 2

    Marcada para acontecer entre os Qualifiers e o inicio dos playoffs, a segunda fase da loteria era a mais aguardada pelos fãs e pelos times. Isso porque o nome cotado para a primeira escolha é o atacante Alexis Lafrenière.

    O canadense, que tem sido uma das maiores apostas para o ano, é capitão do Rimouski Ocèanic da QMJHL (Quebec Major Junior Hockey League) e já coleciona recordes por onde passa. Durante a temporada 2019-20 com seu time conquistou 35 gols, 77 assistências e 112 pontos em 52 jogos. Um jogador muito bem-vindo em qualquer um dos times que participavam do sorteio.

    Com partidas acirradas, os times lutavam pela permanência na disputa para os playoffs. No entanto, a expectativa de conseguir a primeira escolha caso fosse eliminada era grande. Por fim os times Pittsburgh Penguins, Edmonton Oilers, Nashville Predators, Florida Panthers, New York Rangers, Winnipeg Jets, Minnesota Wild e Toronto Maple Leafs não conseguiram se classificar e entraram na loteria.

    O sorteio era de pura sorte, todos os oito times tinham chances iguais e provavelmente expectativas iguais também. Entretanto, o time que mais teve motivos para sorrir no final foi o New York Rangers.

    Após serem eliminados pelo Carolina Hurricanes sem ter ganhado nenhum jogo durantes os Qualifiers, o time viu a sorte mudar para o seu lado quando a bolinha com a sua logo foi a sorteada. Com direito a comentários de Lafrenière após o sorteio, com certeza o time tem muito a comemorar.

    As demais equipes foram definidas de acordo com a tabela. Porém, através de uma troca em 2019 pelo jogador Patrick Marleau, o time da Carolina do Norte irá assumir o lugar que seria dos Maple Leafs. Desta maneira as 15 primeiras escolhas ficaram da assim:

    1. New York Rangers

    2. Los Angeles Kings

    3. Ottawa Senators (San Jose Sharks)

    4. Detroit Red Wings

    5. Ottawa Senators

    6. Anaheim Ducks

    7. New Jersey Devils

    8. Buffalo Sabres

    9. Minnesota Wild

    10. Winnipeg Jets

    11. Nashville Predators

    12. Florida Panthers

    13. Carolina Hurricanes (Toronto Maple Leafs)

    14. Edmonton Oilers

    15. Pittsburgh Penguins

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • O que você lembra da NHL pré-pandemia?

    O que você lembra da NHL pré-pandemia?

    A NHL está oficialmente de volta e os Qualifiers começam neste sábado!

    Antes de se jogar no sofá para maratonar 10 horas de hockey, faça o teste para saber o quanto você lembra dessa temporada, antes do hockey entrar em pausa.

    Não deixe de compartilhar seus resultados!

  • Draft Class de 2015: onde estão – parte II

    Draft Class de 2015: onde estão – parte II

    O NHeLas continua te contando como foi o NHL Draft de 2015 (se você não leu a primeira parte, clique aqui), considerado um dos melhores da história da NHL. Além dos jogadores que trouxemos para vocês na parte I, outros nomes importantes também foram selecionados em Sunrise, Flórida. 

    MIKKO RANTANEN, RW, COLORADO AVALANCHE (#10 overall): já veio para o Brasil, logo é nosso favorito

    Rantanen iniciou a carreira profissional no HC TPS da SM-Liiga, primeira divisão da Finlândia, aos 16 anos. Nos dois anos que seguiram o winger se destacou, chegando ao Draft como o primeiro patinador no ranking europeu. Na Flórida, o finlandês foi selecionado pelo Colorado Avalanche com a décima escolha, assinando seu contrato com o clube americano antes do training camp daquele ano. 

    Embora tenha impressionado durante o training camp, Rantanen atuou em poucos jogos na NHL antes de ser mandado para a American Hockey League (AHL). O finlandês disputou a temporada 2015-16 e algumas partidas do ano seguinte pelo San Antonio Rampage, antes de voltar aos Avs. Em Denver, o winger teve uma temporada razoável, com respeitáveis 20 gols naquela que ficou conhecida como uma das piores campanhas da história da Liga

    O ano seguinte, entretanto, foi um divisor de águas na carreira de Rantanen. Com 84 pontos em 81 partidas, o finlandês finalmente despontou como uma estrela. Jogando ao lado de Nathan MacKinnon e Gabriel Landeskog, o trio se tornou uma das melhores linhas da NHL já no início da temporada seguinte, 2018-19. Com a ajuda de Rantanen, os Avs chegaram aos playoffs em três temporadas consecutivas, e atualmente são considerados como uma das equipes favoritas. 

    O altíssimo desempenho do winger fez com que ele tivesse um grande aumento em seu segundo salário. Em 2019 o finlandês assinou um novo contrato, avaliado em 9,25 milhões de dólares por ano. Atualmente, o atleta tem 99 gols e 151 assistências, somando 250 pontos em sua carreira profissional pelo Colorado Avalanche. 

    MATHEW BARZAL, C, NEW YORK ISLANDERS (#16 overall): o muso do hockey twitter brasileiro

    O canadense iniciou sua carreira no major juniors no Seattle Thunderbirds da Western Hockey League (WHL), onde se destacou. Entretanto, equipes como o Boston Bruins (que contou com TRÊS escolhas seguidas naquele ano) optaram por não escolher o center, e ele foi selecionado em 16º pelo New York Islanders. 

    Embora tenha assinado o contrato com os Isles após o draft, Barzal voltou à WHL para mais uma temporada depois de ser draftado. Sua estreia na NHL só aconteceu na temporada seguinte, em 2016-17, na qual disputou duas partidas antes de ser devolvido aos Thunderbirds. A entrada definitiva do canadense na Liga ocorreu em 2017-18, quando ele impressionou a todos. 

    O resultado da campanha de estreia de Barzal foi acima das expectativas, vez que ele pontuou 85 vezes em 82 partidas, vencendo o Calder Trophy de melhor rookie. Entretanto, tais números não foram o bastante para chegar aos playoffs com os Isles. O center apenas teve tal experiência em 2018/2019, mas seu desempenho até agora irá dar uma boa dor de cabeça para o New York Islanders quando começarem as negociações de seu próximo contrato. 

    KYLE CONNOR, LW, WINNIPEG JETS (#17 overall): de Michigan a Manitoba em um ano (ou menos)

    Antes do draft, o americano jogou pelo Youngstown Phantoms da USHL. Após ser selecionado pelo Winnipeg Jets no primeiro round de 2015, Connor jogou na Universidade de Michigan por uma temporada, tendo marcado 71 pontos naquele ano. Apesar de ter coletado diversos prêmios e batido recordes por seu desempenho na temporada de calouro, ele perdeu o Hobey Baker, dado ao MVP da NCAA, para Jimmy Vesey da Universidade de Harvard (atualmente jogador do Buffalo Sabres).

    Embora Connor tenha assinado seu contrato profissional em abril de 2016, a estreia dele no gelo veio apenas na temporada 2016-17. O americano passou este ano alternando entre aparições pela equipe da NHL e o Manitoba Moose, seu afiliado na AHL. No ano seguinte, Connor disputou apenas quatro partidas na AHL e se tornou um jogador da NHL full time, com 57 pontos em 76 partidas. 

    Nos dois anos seguintes o winger americano se tornou cada vez mais importante para Winnipeg. Isto porque a equipe tem dificuldades em se tornar um pólo atraente para eventuais free agents e então precisa construir um plantel forte com suas escolhas no Draft. Connor foi definitivamente um tiro certeiro dos Jets, já que marcou 66 pontos em 2018-19 e já havia superado esse número em menos jogos nesta última temporada, somando 73 pontos antes da paralisação. Em setembro de 2019, ele estendeu seu compromisso com os Jets por mais sete anos, com salário de aproximadamente US$7,1 milhões anuais.

    THOMAS CHABOT, D, OTTAWA SENATORS (#18 overall): e o fardo que ele carrega nas costas (também conhecido como seu próprio time)

    Toda vez que ouvimos as palavras “Com a X escolha, o Ottawa Senators escolhe…” atualmente, um sentimento de pesar toma conta do nossos corações. Afinal, a organização não vem sendo um bom exemplo de, bem, organização. Entretanto, quando esse jovem defensor canadense foi draftado, há cinco anos, as coisas não iam de mal a pior para a equipe da capital do Canadá. Ora, o principal defensor do time era Erik Karlsson (com duas pernas inteiras) e o sueco era o coração pulsante da defesa dos Sens. Assim Chabot teria, em teoria, Karlsson como seu mentor quando chegasse à NHL. 

    Durante sua carreira no major juniors, o defensor defendeu o Saint-John Sea Dogs da Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Mesmo após ser draftado em 2015, Chabot retornou à QMJHL para ganhar mais experiência. Sua estreia profissional aconteceu apenas na temporada 2016-17, quando ele disputou um jogo pelos Senators antes de retornar para os Sea Dogs. No ano seguinte, em 2017/2018, o defensor começou a temporada na AHL, no Belleville Senators. Mas logo o canadense foi chamado para a NHL, tendo completado a temporada com 63 partidas jogadas na Liga. 

    No ano seguinte, o defensor teve um desempenho muito bom, apesar de sua equipe seguir aos trancos e barrancos. Com 55 pontos, Chabot pontuou no top 10 entre os defensores da NHL. Por conta das mudanças sofridas no elenco de Ottawa, o canadense viu não só o seu tempo no gelo aumentar, como sua emergência como uma das figuras de liderança dentro do vestiário dos Sens. Devido ao seu potencial, Chabot emerge com a possibilidade de ser um dos grandes defensores da Liga no futuro. Assim, em setembro de 2019 ele assinou sua extensão com Ottawa, avaliada em 8 milhões anuais por mais oito anos. 

    BROCK BOESER, RW, VANCOUVER CANUCKS (#23 overall): Prince Charming em uma aventura pelo Oeste canadense

    O americano jogou por times da United States Hockey League (USHL), tendo sido draftado do Waterloo Black Hawks. Diferentemente da maioria de seus compatriotas, ele não fez parte do USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Após ser escolhido pelos Canucks, Boeser foi jogar hockey universitário pela University of North Dakota na National Collegiate Athletic Association (NCAA). 

    Depois de duas campanhas encorajadoras na NCAA (apesar de uma lesão no pulso que o tirou do gelo por dois meses), Boeser fez sua estreia profissional pelos Canucks no final da temporada 2016-17. O sucesso do americano, entretanto, veio apenas no ano seguinte, quando ele fez 55 pontos em apenas 62 partidas disputadas. Embora tenha perdido quase 20 jogos no final da sua temporada de estreia por conta de uma lesão nas costas, Boeser ainda foi indicado ao Calder Trophy de 2018, que foi vencido por Mat Barzal.

    No ano seguinte o americano começou a temporada bem, mas outra lesão, dessa vez em sua virilha, impediu que ele participasse de todos os jogos da temporada 2018-19. Em 69 partidas Boeser somou 59 pontos, sendo eles 26 gols e 30 assistências. No final da intertemporada o winger assinou um bridge contract (isto é, uma extensão curta) com os Canucks por três anos, com salário de aproximadamente 5,8 milhões de dólares anuais. Antes da paralisação pelo COVID-19, o americano havia feito 45 pontos em 57 partidas disputadas nesta temporada. 

    SEBASTIAN AHO, C, CAROLINA HURRICANES (#35 overall): will the real Sebastian Aho please stand up?

    O center começou a sua carreira profissional no Oulun Kärpät da Liiga, primeira divisão finlandesa, na temporada 2013-14. Suas atuações em seu país natal foram impactantes o bastante para que ele fosse colocado no top 20 de patinadores europeus no ranking antes do draft. Ainda assim, Aho só foi selecionado no segundo round, quando o Carolina Hurricanes o selecionou com a 35ª escolha daquela noite. O contrato com a equipe da NHL só foi assinado no ano seguinte, em 2016, quando o finlandês se mudou para a América do Norte.

    A partir daí, Aho foi se destacando cada vez mais na equipe que o draftou. Embora tenha um xará sueco, o finlandês de Carolina consegue se destacar como o Sebastian Aho mesmo sendo tímido e uma pessoa de poucas palavras nas entrevistas que concede. Em sua primeira temporada, ele não conseguiu chegar aos 50 pontos, mas a partir do ano seguinte não marcou menos do que 65. Sua temporada mais bem sucedida foi, sem dúvidas, a terceira e última em seu contrato de calouro. Aho fez 85 pontos e foi fundamental na ida do seu time para os playoffs. O problema, todavia, foi na hora de negociar a renovação contratual com os Canes.

    Por ter definitivamente sido parte importantíssima do tour de force que foi a última temporada dos Canes, o finlandês foi uma das estrelas da janela de negociações. Afinal, ele nos forneceu o DRAMA (!!!!) de uma offer sheet na intertemporada passada. Além de gols bonitos, Aho definitivamente sabe oferecer entretenimento para a torcida. No final das contas, o center assinou um contrato de cinco anos, diminuindo seu caminho até a free agency, avaliado em pouco mais de 8,4 milhões anuais. Na temporada 2019/2020, Aho fez 66 pontos em 68 partidas disputadas. 

    MACKENZIE BLACKWOOD, G, NEW JERSEY DEVILS (#42 overall): uma figura importante no próximo capítulo das rivalidades da Metro? Só o tempo dirá.

    As traves de New Jersey não são traves quaisquer. Os goleiros que vieram depois do lendário Martin Brodeur sentiram a pressão da posição (embora Cory Schneider tenha tido seus bons momentos no gol dos Devils). Ao draftar Mackenzie Blackwood, primeiro goleiro ranqueado na América do Norte em 2015, os Devils pensaram que talvez seria diferente com o jovem canadense. Não que Blackwood estivesse perto da expectativa de ser um goleiro generacional (essa discussão será retomada no texto de 2016, aguardem!), é claro. 

    O canadense iniciou sua carreira de major juniors no Barrie Colts da Ontario Hockey League (OHL), onde jogou por três temporadas. A profissionalização veio quando ele se tornou elegível para disputar a AHL, tendo então passado a integrar o elenco do Albany Devils (que eventualmente se tornou o Binghamton Devils) para adquirir experiência. No ano seguinte ele dividiu seu tempo entre a AHL e a East Coast Hockey League (ECHL), onde jogou pelo afiliado dos Devils, Adirondack Thunder. 

    Em 2018-19, Blackwood começou a temporada na AHL, como esperado. Entretanto, uma lesão de Cory Schneider em dezembro fez com que ele fosse promovido à NHL. Desde então o canadense vem sido revezado com Schneider, já que o último está na metade final da sua carreira. Com 70 partidas disputadas, sendo 64 iniciadas por ele, Blackwood tem um uma porcentagem de defesas de .916 e média de 2,72 gols sofridos por jogo. Considerando o último ano dos Devils, onde ocorreram grande parte destes jogos, ele tem, de fato, potencial para ser um bom goleiro na Liga. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Travis Konecny, RW/C, Philadelphia Flyers (#24 overall): conhecido por sua tenacidade, o canadense teve seu contrato renovado por mais seis anos em 2019. Diferentemente do que acontece com muitos jogadores, Konecny rendeu muito mais após a assinatura do contrato do que no ano que antecedeu esta. Os 5,5 milhões anuais podem se tornar uma pechincha em breve…

    Anthony Beauvillier, LW, New York Islanders (#28 overall): aquele que tentou entrosar com a Anna Kendrick no Twitter e virou herói de diversas histórias muito prováveis e verídicas. 

    Travis Dermott, D, Toronto Maple Leafs (#34 overall): conhecido por sua ofensividade, Dermott jogou no Erie Otters da OHL com Connor McDavid, Dylan Strome e Alex DeBrincat. Além disso, é pai de pets muito fofos.

    Brandon Carlo, D, Boston Bruins (#37 overall): junto com Zdeno Chara em 2016-17, ele formou o que é provavelmente uma das defesas mais altas da história da NHL, além de terem quase 20 anos de diferença entre eles. 

    Roope Hintz, C, Dallas Stars (#49 overall): o finlandês chegou na NHL com um bang!, já que foi muito importante para a sua equipe tanto durante a temporada regular, quanto nos playoffs. Afinal, o center fez cinco gols na campanha dos Stars nos playoffs de 2019.

    Vince Dunn, D, St. Louis Blues (#56 overall): foi campeão da Stanley Cup com os Blues em 2019 com a mandíbula quebrada. O jogador precisou fazer quatro cirurgias na boca, além de implantar cinco novos dentes. 

  • Agenda dos Qualifiers da Stanley Cup 2020

    Agenda dos Qualifiers da Stanley Cup 2020

    A NHL se prepara para o retorno no dia 1º de agosto com os jogos do Stanley Cup Qualifiers. A rodada inicial da pós-temporada de 2020 vai contar com oito séries melhor-de-5 entre os 5º a 12º colocados de cada conferência, além de um turno todos-contra-todos entre os top-4 do Leste e do Oeste, nas respectivas hub cities (Toronto e Edmonton).

    Serão ao menos 32 partidas distribuídas entre os primeiros nove dias da competição, com até 6 jogos podendo acontecer no mesmo dia. No entanto, podemos esperar um total ainda maior, já que a probabilidade de todas as séries acabarem depois de três jogos é baixa.

    Com as equipes já instaladas nas “bolhas” no Canadá, a ansiedade cresce para a volta do melhor hockey do mundo. Desde o início da Fase 3 do retorno, protocolos estritos vêm possibilitanto uma retomada segura em meio a uma pandemia.

    Na segunda-feira (27), a NHL divulgou que nenhum dos mais de 800 jogadores envolvidos na Fase 3 havia testado positivo para COVID-19 entre os dias 18 e 25 de julho. Foram administrados 4.256 testes nesse período, e 6.874 ao todo (desde 13 de julho), dos quais apenas dois foram positivos.

    Entre 28 e 30 de julho, cada time jogará um amistoso contra outra equipe da sua hub city. Será a primeira vez que as equipes da NHL se enfrentam desde 11 de março, antes da temporada ser pausada.

    Agenda de jogos amistosos da NHL
    (Reprodução/NHL.com)

    Abaixo, você confere a agenda de jogos para a rodada qualificatória e das transmissões nos canais da ESPN Brasil. Esse post será atualizado conforme novos anúncios de horários e jogos na TV.

    Não deixe de acompanhar e interagir ao vivo no Twitter nos dias de transmissões em Português!

    (Todos os jogos estão no Horário de Brasília)

    Sábado, 01/08

    Conferência Leste

    New York Rangers v. Carolina Hurricanes, Jogo 1, 13h00
    Florida Panthers v. New York Islanders, Jogo 1, 17h00
    Montreal Canadiens v. Pittsburgh Penguins, Jogo 1, 21h00 

    Conferência Oeste

    Chicago Blackhawks v. Edmonton Oilers, Jogo 1, 16h00
    Winnipeg Jets v. Calgary Flames, Jogo 1, 23h30

    Domingo, 02/08

    Conferência Leste

    Philadelphia Flyers v. Boston Bruins, 16h00 (round-robin) | WatchESPN (em inglês)
    Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 1, 21h00

    Conferência Oeste

    Arizona Coyotes v. Nashville Predators, Jogo 1, 15h00
    St. Louis Blues v. Colorado Avalanche, 19h30 (round-robin
    Minnesota Wild v. Vancouver Canucks, Jogo 1, 23h30 | ESPN 2 (em inglês)

    Segunda, 03/08

    Conferência Leste

    New York Rangers v. Carolina Hurricanes, Jogo 2, 13h00
    Washington Capitals v. Tampa Bay Lightning, 17h00 (round-robin)
    Montreal Canadiens v. Pittsburgh Penguins, Jogo 2, 21h00 | WatchESPN (em inglês)

    Conferência Oeste

    Winnipeg Jets v. Calgary Flames, Jogo 2, 15h30
    Dallas Stars v. Vegas Golden Knights, 19h30 (round-robin
    Chicago Blackhawks v. Edmonton Oilers, Game 2, 23h30

    Terça, 04/08

    Conferência Leste

    Florida Panthers v. New York Islanders, Jogo 2, 13h00
    Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 2, 17h00 | ESPN
    Carolina Hurricanes v. New York Rangers, Jogo 3, 21h00

    Conferência Oeste

    Arizona Coyotes v. Nashville Predators, Jogo 2, 15h30
    Calgary Flames v. Winnipeg Jets, Jogo 3, 19h45
    Minnesota Wild v. Vancouver Canucks, Jogo 2, 23h45

    Quarta, 05/08

    Conferência Leste

    New York Islanders v. Florida Panthers, Jogo 3, 13h00
    Tampa Bay Lightning v. Boston Bruins, 17h00 (round-robin)
    Pittsburgh Penguins v. Montreal Canadiens, Jogo 3, 21h00

    Conferência Oeste

    Nashville Predators v. Arizona Coyotes, Jogo 3, 15h30
    Colorado Avalanche v. Dallas Stars, 19h30 (round-robin) | ESPN 2 (em inglês)
    Edmonton Oilers v. Chicago Blackhawks, Jogo 3, 23h30

    Quinta, 06/08

    Conferência Leste

    Washington Capitals v. Philadelphia Flyers, 17h00 (round-robin)
    Toronto Maple Leafs v. Columbus Blue Jackets, Jogo 3, 21h00

    Conferência Oeste

    Vancouver Canucks v. Minnesota Wild, Jogo 3, 15h30
    Vegas Golden Knights v. St. Louis Blues, 19h30 (round-robin)
    Calgary Flames v. Winnipeg Jets, Jogo 4, 23h30

    Sexta, 07/08

    Conferência Leste

    New York Islanders v. Florida Panthers, Jogo 4, 13h00
    Pittsburgh Penguins v. Montreal Canadiens, Jogo 4, 17h00 | ESPN
    Toronto Maple Leafs v. Columbus Blue Jackets, Jogo 4, 21h00

    Conferência Oeste

    Nashville Predators v. Arizona Coyotes, Jogo 4, 15h30
    Edmonton Oilers v. Chicago Blackhawks, Jogo 4, 19h45
    Vancouver Canucks v. Minnesota Wild, Jogo 4, 23h45

    Sábado, 08/08

    Conferência Leste

    Philadelphia Flyers v. Tampa Bay Lightning, 21h00 (round-robin)

    Conferência Oeste

    Vegas Golden Knights v. Colorado Avalanche, 16h00 (round-robin)

    Domingo, 09/08

    Conferência Leste

    Boston Bruins v. Washington Capitals, 13h00 (round-robin)
    Columbus Blue Jackets v. Toronto Maple Leafs, Jogo 5, 21h00 | WatchESPN (em inglês)

    Conferência Oeste

    Dallas Stars v. St. Louis Blues, 16h00 (round-robin)

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Como foram os training camps para o retorno da NHL

    Como foram os training camps para o retorno da NHL

    No começo de julho, a NHL e a NHLPA criaram um “plano para jogar” os playoffs de 2020. Como vimos, a temporada regular se encerrou e o que teremos, em meio a pandemia de COVID-19, será a pós-temporada para concluir o calendário 2019-20. Enfim, a NHL retornará no dia 1º de agosto para a alegria de muitos fãs e torcedores. 

    Os training camps, ou Fase 3 do retorno, se encerram no dia 26 de julho, quando os times irão viajar para suas respectivas hub cities. As equipes do Oeste irão para Edmonton, enquanto as do Leste, para Toronto. 

    Iniciados no dia 13 de julho, os training camps contaram com o elenco completo das equipes, diferentemente da fase anterior, em que os jogadores treinaram em grupos reduzidos. Dessa forma, os times puderam começar a se preparar de fato para o retorno, bem como escalar as peças que vão compor os até 31 jogadores por equipe permitidos na “bolha”, uma das medidas de segurança para a competição.

    Entretanto, toda a perspectiva para a próxima temporada depende da experiência dos jogos nesses playoffs. Isso porque ainda estamos no meio de uma pandemia que só será findada com a vacina, ainda sem prazo. 

    Jogadores que optaram por não jogar

    A NHL deu uma semana para que os jogadores pudessem decidir se iriam ou não disputar a Stanley Cup na pandemia. Ao todo, foram seis jogadores que decidiram não participar: Travis Hamonic do Calgary Flames, Sven Baertschi do Vancouver Canucks, Karl Alzner do Montreal Canadiens, Mike Green do Edmonton Oilers, Roman Polak do Dallas Stars e Steven Kampfer do Boston Bruins.

    A liga estendeu o tempo para Max Domi decidir se iria jogar ou não, já que o atacante é diabético tipo 1 e mais propenso a ter complicações graves se contrair a COVID-19. 

    A decisão final foi de que Max Domi iria participar dos playoffs voluntariamente. O jogador fez o anúncio em uma entrevista em uma coletiva de imprensa no dia 21 de julho. 

    Já nessa sexta, dia 24, Brent Seabrook disse que não se juntaria ao Chicago Blackhawks em Edmonton para disputar as eliminatórias da Stanley Cup. O defensor disse ainda sentir que seu corpo não está completamente pronto para o desafio.

    Seabrook passou por três cirurgias durante a temporada regular; no ombro direito, no quadril esquerdo em janeiro e no quadril direito em fevereiro. Ele espera voltar em alto nível a partir da temporada seguinte.

    Após a terceira cirurgia, o médico da equipe disse que ele precisaria de até 6 meses para se recuperar. Mesmo assim, ele patinou com os Blackhawks em treinos voluntários da Fase 2 e também participou de todas as práticas durante o training camp

    Jogadores diagnosticados com COVID-19

    No dia 13 de julho, o site The Athletic reportou que alguns jogadores do Montreal Canadiens testaram positivo para COVID-19. Conforme estabelecido no protocolo para o Return to Play, no qual a NHL determinou que os clubes são proibidos de divulgar resultados positivos, todas as informações de teste devem ser veiculadas sem identificar as equipes e sem citar os nomes dos jogadores infectados.

    Os times também não divulgarão nenhuma informação sobre lesões nos jogadores, a fim de garantir a confidencialidade dos resultados dos testes para COVID-19.

    training camps

    Auston Matthews, do Toronto Maple Leafs, confirmou haver testado positivo. Todavia, o jogador disse que estava assintomático, se sentindo praticamente normal nas semanas do training camp. Com isso, é esperado que ele participe dos jogos normalmente.  

    Caleb Jones, do Edmonton Oilers, revelou que testou positivo para o vírus e permaneceu 14 dias em isolamento antes do começo dos training camps. Ele, assim como Matthews, afirmou ser assintomático. 

    Jogadores “inaptos” para jogar

    Muito foi especulado sobre a possibilidade de Corey Crawford não jogar os Qualifiers de 2020, na busca de sua terceira Stanley Cup com os Blackhawks. No início do training camp, o goleiro veterano foi descrito como inapto para jogar. Esse termo vem sendo usado para qualquer tipo de lesão ou contratempo que algum jogador possa ter e que o impeça de treinar. Pode variar de um osso quebrado, uma possível contaminação de COVID-19 ou simplesmente uma dificuldade em jogar após tanto tempo parado. Com a capacidade de tornar o termo vago, muitas especulações surgiram.

    Crawford perdeu duas semanas de treinos e não participou de nenhum das práticas voluntárias de Chicago que começaram em 8 de junho. Porém, no dia 24, ele apareceu listado no elenco de 31 jogadores que viajarão para Edmonton no dia 26. No sábado, 25 de julho, Corey Crawford participou do treino com a equipe. Ele afirmou que sua ausência se deu por um teste positivo para COVID-19. Já recuperado, o jogador espera participar dos jogos contra os Oilers.

    David Pastrnak e Ondrej Kase, do Boston Bruins, também foram considerados inaptos para jogar por alguns dias, já que voltaram de seu país natal na República Tcheca para os Estados Unidos. Muito se especulou que eles na verdade contraíram COVID-19. Todavia, o agente de David Pastrnak esclareceu que o jogador testou negativo para a doença, e foi necessário fazer uma quarentena por estar em contato com alguém próximo que teve o vírus.

    Apesar disso, Bruce Cassidy, técnico do Bruins, disse que é esperado que os dois jogadores viajem amanhã para os hotéis da “bolha”. Vale ressaltar que os dois jogadores participaram de apenas um treino durante essas duas semanas de treinamentos.

    Max Pacioretty, do Vegas Golden Knights, foi outro jogador considerado inapto para jogar. Ele não voltou a treinar antes do Vegas Golden Knights terminar o training camp na sexta-feira. O atacante, que liderou Vegas no placar nesta temporada, perdeu os quatro últimos treinos depois de participar dos seis primeiros. Contudo, Peter DeBoer garantiu que não era relacionado com COVID-19, mas sim um outro tipo de lesão menor.

    Sidney Crosby, a maior estrela do Pittsburgh Penguins, também foi descrito como não apto para jogar no último sábado (18). O técnico dos Penguins, Mike Sullivan, não quis comentar a situação de Crosby. Nesta sexta-feira, foi a primeira vez em que Crosby patinou com o time desde sábado.

    Nove jogadores dos Penguins foram liberados para a prática na segunda-feira após serem mantidos fora da primeira semana do training camp por exposição a um indivíduo que teve contato com alguém que testou positivo para COVID-19. Com isso, é esperado que o capitão da equipe da Pensilvânia viaje com o time amanhã.

    Os times fazem os preparativos finais antes de se encaminhar às hub cities, onde ainda terão mais alguns dias antes dos jogos começarem. Os amistosos marcados para a próxima semana serão o primeiro contato com outras equipes no gelo. Serão também o único antes da rodada qualificatória começar.

    Foto: Reprodução/Associated Press

  • Bem-vindos Seattle Kraken!

    Bem-vindos Seattle Kraken!

    A espera acabou! Em dezembro de 2019, a cidade de Seattle confirmou oficialmente seu retorno à elite do hockey, e na tarde de quarta-feira (23) o CEO do mais novo time da NHL, Tod Leiweke, enfim tornou público seu nome: Seattle Kraken.

    Junto com o nome, a equipe divulgou seu logo principal e secundário, além dos uniformes que o time vai usar em casa e fora.

    O logo foi baseado em quatro pilares: o formato de ‘S’ em homenagem ao Seattle Metropolitans, antigo time da cidade; as cores que remetem ao mar e à tradição costeira de Seattle; o olho da fera, em vermelho; e o tentáculo saindo das profundezas. Na âncora, logo alternativo da nova franquia, é possível identificar a forma da torre Space Needle, ponto de referência da cidade.

    A equipe fará sua estreia na temporada de 2021-22. Nos moldes da expansão do Vegas Golden Knights, o time participará do Draft de expansão em 2021. Os jogos serão na Climate Pledge Arena, que promete ser a primeira arena com zero emissão de carbono do mundo. O local funcionará inteiramente com energia elétrica solar, ao contrário do gás natural usado em outros estádios. 

    Com o realinhamento feito na liga, o Arizona Coyotes passará a fazer parte da Divisão Central e Seattle ficará na Pacífica. Desta forma, cada divisão contará com oito times.

    Foto: Reprodução/Associated Press

  • A conquista da Stanley Cup pelo Chicago Blackhawks

    A conquista da Stanley Cup pelo Chicago Blackhawks

    Seis temporadas. Foi este o tempo necessário que o Chicago Blackhawks levou para conquistar três Stanley Cups. Isso diz muito sobre o time que os Hawks construíram neste período: consistente, equilibrado e campeão.

    O ano de 2015 teve gosto agridoce para o time de Chicago. Foi a última taça, na década, conquistada pela equipe, mas que foi precedida de uma temporada espetacular e de superação.

    Essa edição do 10 for 10 nos coloca diretamente em 2015 para revisitar a conquista da Stanley Cup pelos Blackhawks.

    A temporada

    Na pré temporada de 2014-15, os Blackhawks contrataram um novo técnico assistente, Kevin Dineen, com intuito de reforçar a equipe técnica para nova temporada que já batia à porta. Dineen já havia sido colega de time do então head coach dos Hawks, Joel Quenneville, uma das peças essenciais na conquista das duas Stanley Cups anteriores. 

    A equipe estreou na temporada em 9 de outubro contra o Dallas Stars, na casa do oponente e Chicago saiu vitorioso do confronto, começando o ano em uma nota positiva. Posteriormente, o calendário seguiu em um bom ritmo para Chicago e, ao fim de 2014, a equipe possuía um recorde de 25-10-2, encontrando-se, desta forma, na zona de classificação para os playoffs.

    Apesar de estar em boa fase até o momento, o fim de 2014 trouxe notícias trágicas para os Blackhawks: o falecimento do equipment manager da equipe, Clint Reif. O fato abalou toda a equipe, já que Reif era alguém muito querido pela organização. O time acabou fazendo uma homenagem ao falecido funcionário em uma partida contra os Leafs, na qual os jogadores utilizaram as iniciais de Clint em seus capacetes, e a arena inteira fez um minuto de silêncio antes do jogo começar.

    Homenagem do Chicago Blackhawks à Clint Reif

    O ano de 2015 se iniciou para o time com a sua participação no Winter Classic. O jogo foi disputado contra os Capitals, em Washington, diante de um Nationals Park lotado. No entanto, o fim da partida não foi feliz para a equipe visitante, que acabou voltando para Chicago com uma derrota de 3 a 2.

    No restante do mês de janeiro e fevereiro, os Hawks não protagonizam as melhores performances da temporada, e, desta forma, acabam somando muitas derrotas. Porém, em Março, as coisas acabam por se equilibrar, e durante todo o mês, a equipe acabou perdendo apenas 3 jogos. 

    Infelizmente, um mês e alguns dias após a morte de Reif, Chicago recebeu outra notícia fatídica. Steve Montador, ex-jogador da equipe na temporada 2011-12, também veio a falecer, na metade de fevereiro. O jogador era especialmente próximo de Daniel Carcillo, que ainda jogava pelos Hawks naquele ano. Posteriormente, o cérebro do ex-jogador foi estudado e, em suma, descobriu-se que este sofria de CTE, Encefalopatia Traumática Crônica. A doença foi causada pelas fortes concussões que o atleta sofreu durante a carreira, e sua morte abalou a comunidade do hockey. 

    Finalmente, a temporada regular chegou ao fim para o Chicago em 11 de abril de 2015, com uma partida contra o Colorado Avalanche. O time, por fim, finalizou o ano com uma campanha de 48-28-6, ocupando o terceiro lugar na Divisão Central e o quarto na Conferência Oeste, com 102 pontos. Assim, na sétima posição overall da Liga, os Blackhawks partiram para os playoffs e as expectativas eram altas.

    Os Playoffs

    Se formos falar de times que conhecem muito bem os playoffs e a sua dinâmica, esse time é Chicago, principalmente na última década. Após o dois campeonatos conquistados anteriormente, e passando perto em outros anos, os Hawks iniciam sua jornada até a Stanley Cup confiantes de seu potencial, levando este como combustível durante sua estadia na pós-temporada. 

    O primeiro adversário da equipe foi o Nashville Predators. Este que também vinha de uma grande temporada regular, tendo finalizado esta uma posição acima dos Hawks na Divisão Central.

    Chicago ganhou a primeira partida, disputada na casa do adversário, porém perdeu o segundo confronto, também em Nashville. A equipe então voltou para casa, disputando os dois jogos seguintes no United Center e levando a vitória nos dois confrontos. Se vencesse o jogo 5, os Blackhawks passariam diretamente para o segundo round dos playoffs. No entanto, Nashville venceu a quinta partida, levando a série para um jogo seis. Por fim, Chicago saiu vitorioso no sexto confrontro e se classificou para a segunda etapa da competição.

    Desta vez, o oponente era o Minnesota Wild. De todos os confrontos, este foi o que o time menos encontrou resistência. A equipe venceu as duas primeiras partidas diante de sua torcida e, seguidamente, as outras duas disputadas na casa do Minnesota. Após quatro vitórias seguidas, os Blackhawks, por fim, avançaram para as Finais de Conferência. 

    Uma rodada e o Anaheim Ducks. Era apenas isso que separava o Chicago da Final da Stanley Cup. Talvez, esta tenha sido a etapa em que a equipe mais encontrou dificuldades, precisando de todos os sete jogos contra o time de Anaheim. Durante o primeiro jogo do round, os Hawks perderam na casa dos seus adversários. Porém, garantiram uma vitória na segunda partida, deixando assim a série equilibrada. Seguidamente, nos Jogos 3 e 4, Chicago voltou para a casa, novamente perdendo uma partida e vencendo a outra. Com a etapa empatada, os times voltaram para Anaheim, onde os Ducks acabam levando a melhor. Mas, ao vencer o Jogo 6, os Blackhawks forçaram uma sétima partida, e, diante dos fãs do seu oponente, a equipe venceu, encaminhando-se por fim para a Final da Stanley Cup. 

    O destino final do time de Chicago era o confronto contra o Tampa Bay Lightning. Apesar de ter vencido o primeiro confronto, os Hawks acabaram perdendo os dois jogos seguintes, sendo um deles em casa. No entanto, a equipe volta a vencer o Jogo 4 e, em seguida, o Jogo 5. Desta forma, com três vitórias contra duas de Tampa Bay, caso o time vencesse a sexta partida, se consagraria, então, o campeão da Stanley Cup. 

    Blackhawks campeão

    Felizmente para o time da casa, o Jogo 6 aconteceu em Chicago. Aqui, a única coisa que mantia os Hawks longe da Stanley Cup era apenas uma vitória contra Tampa Bay.

    A equipe começou bem. Apesar de nenhum dos times ter marcado no primeiro período da partida, foi a equipe da casa quem deu o pontapé inicial, abrindo o placar com um gol de Duncan Keith. É apenas com este gol que a partida se mantém durante o terceiro período. Por um tempo.

    Aos 14:46 da última etapa do jogo, Patrick Kane coloca o puck no fundo da rede, aumentando mais ainda a vantagem dos Blackhawks. Nos minutos que se seguiram ao fim do jogo, a equipe da casa continuou segurando o placar. 

    Quando a sirene final soou, com o placar de 2 a 0 sobre o Tampa Bay Lightning, e diante de um United Center lotado de torcedores eufóricos, o Chicago Blackhawks foi coroado o campeão da Stanley Cup da temporada 2014-15. 

    Jonathan Toews levantou a Stanley Cup pela terceira vez em cinco anos mas, desta vez, com um gosto especial para o time: das três conquistas, esta foi a primeira em que o capitão ergueu o troféu diante da própria torcida do Chicago Blackhawks. Após a partida, Duncan Keith acabou faturando o Conn Smythe Trophy, eleito o jogador mais valioso (MVP) dos playoffs.

    Além da festa no United Center, o time comemorou com um desfile, que lotou as ruas de Chicago das cores e de torcedores do time, e contou com cerca de 2 milhões de pessoas que comemoraram a conquista junto aos jogadores. 

    2015 marcou o fim de um ciclo para o Chicago. A conquista de três troféus em cinco anos acaba falando muito sobre como a equipe se construiu e reconstruiu neste período, e o porquê levou, merecidamente, o título de melhor equipe da década passada.

    Os Blackhawks não foram perfeitos em boa parte destas temporadas, mas não existe espaço para perfeição completa nos esportes. Há erros e acertos. Às vezes mais uns do que outros. Mas, acima de tudo, existe muito trabalho árduo – o suficiente para que três campeonatos fossem conquistados por Chicago em seis anos, e isso ninguém nunca poderá tirar do time, porque ficou marcado na história. 

    Os últimos anos não têm sido fáceis para os Hawks, e o time tem passado por uma fase de transição. Portanto, como bons fãs do esporte, que possamos lembrar e apreciar essas conquistas e, desta forma, torcer para que, num futuro não muito distante, os Blackhawks voltem a repetir os mesmo êxitos da última década.