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  • NHL anuncia finalistas do NHL Awards 2020

    NHL anuncia finalistas do NHL Awards 2020

    Entre os dias 15 e 21 de julho, a NHL anunciou os finalistas para os prêmios do NHL Awards 2020. Foram divulgados os concorrentes finais às principais categorias da premiação, sendo estas o Calder Trophy, Ted Lindsay Award, Jack Adams Awards, Lady Byng Trophy, Masterton Trophy, Vezina Trophy, Norris Trophy e Hart Trophy.

    A escolha dos finalistas é feita pelos membros da NHLPA (Calder e Ted Lindsay), Professional Hockey Writers Association (Lady Byng, Masterton, Norris, Selke e Hart), NHL Broadcasters’ Association (Jack Adams) e GMs da Liga (Vezina).

    Os finalistas do Calder

    A partir do voto dos integrantes da Associação de Jogadores (NHLPA), são finalistas do Calder Trophy Quinn Hughes, Cale Makar e Dominik Kubalik. O prêmio é destinado ao melhor rookie durante a temporada regular. 

    Desde o instante em que chegou na NHL, Hughes se tornou peça importante no Vancouver Canucks. Até o momento da pausa da temporada 2019-20, o defensor foi o líder entre os rookies em assistências (45) e pontos (53), em 68 jogos. Nos Canucks, estabeleceu um recorde como o segundo calouro na história da equipe com a maior quantidade de pontos em power play e assistências em uma temporada. Por fim, Hughes seria o terceiro jogador de Vancouver a ganhar o prêmio – Elias Petterson foi o último a faturar o troféu como jogador da equipe.

    Cale Makar também provou ser uma grande adição ao Colorado Avalanche desde a sua estreia na NHL, em 2019. Até a pausa da temporada, ele liderou os defensores novatos em gols (12) e power-play goals (4). Porém, entre todos os estreantes da NHL, o defensor acabou ficando atrás apenas de Hughes no quesito assistências (38), pontos (50) e pontos em power play (19). Makar, que, ao fim do ano passado estabeleceu um recorde no Avalanche como jogador com mais pontos em sua temporada de estreia pelo time, seria o sexto jogador da franquia a faturar o Calder. 

    Dominik Kubalik, que joga pelo Chicago Blackhawks, também vem provando ter grande presença na equipe desde sua estreia na Liga. Ele liderou os rookies da NHL durante a temporada ’19-20 em gols (30), e é o terceiro com mais pontos: 46 em 68 jogos. Atualmente, ele é o quinto jogador na história da equipe de Chicago a marcar 30 gols em seu primeiro ano, e o primeiro desde Artemi Panarin, na temporada 2015-16. Kubalik seria o 10º jogador dos Hawks a faturar o prêmio.

    Os finalistas do Ted Lindsay

    Leon Draisaitl, Nathan Mackinnon e Artemi Panarin foram nomeados finalistas ao Ted Lindsay Award, destinado ao jogador com maior destaque durante temporada. 

    Leon Draisaitl, vencedor do Art Ross Trophy, além de ser um dos melhores jogadores da NHL, também é uma das peças chaves no time atual do Edmonton Oilers. O jogador alemão liderou a Liga em pontos (110), assistências (67) e pontos em power-play (44) até o momento da pausa. Além disso, ele é o forward da Liga com o maior tempo no gelo por jogo (22:37). Draisaitl foi um dos principais responsáveis por levar os Oilers para as Qualificatórias da Stanley Cup, e seria o quarto jogador da equipe a faturar o prêmio (o primeiro desde de McDavid, na temporada 2017-18).

    Mackinnon ocupou o 5º lugar da Liga durante a temporada regular com 93 pontos – destes, 35 gols e 58 assistências. Desde sua estreia na NHL, em 2013, o central se tornou uma grande presença no ataque do Colorado Avalanche. Na temporada 2019/20, pontuou em 53 de 69 jogos. Assim, ajudou o Avalanche a obter o segundo melhor record da Conferência Oeste (42-20-8) e, desta forma, se classificar pela terceira vez seguida aos playoffs. Ele seria o segundo jogador na história da franquia a ganhar o Ted Lindsay. Joe Sakic foi o primeiro a fazê-lo, em 2000-01. 

    Além de movimentar as janelas de transferência da free agency, Artemi Panarin movimentou também as estatísticas da Liga quando chegou ao New York Rangers em 2019. Até a pausa, ele era o terceiro colocado em pontos (95) na temporada 2019-20, com 38 gols e 63 assistências em 69 jogos. Portanto, acabou tendo pelo menos 1 ponto em 54 partidas. Ele ajudou ativamente os Rangers a se classificarem para a pós-temporada, onde o time irá disputar o melhor-de-cinco contra os Hurricanes. Se ganhar o troféu, ele será, por fim, o quarto jogador da franquia de Nova York a conquistá-lo. 

    Os finalistas do Jack Adams

    Bruce Cassidy, John Tortorella e Alain Vigneault foram anunciados finalistas ao Jack Adams Award, que premia o técnico com maior destaque durante a temporada. 

    Cassidy levou o Boston Bruins a conquistar a melhor campanha da Liga (44-14-12) e a liderá-la em pontos (100) até o momento da pausa. Desta forma, o time acabou vencendo o Presidents’ Trophy, por ser a equipe com o melhor desempenho na temporada regular 2019-20. Boston também faturou o Jenning Awards, pelo fato de serem a equipe que sofreu menos gols durante a temporada. Tudo isso resultado do grande trabalho feito por Cassidy, que já foi finalista ao prêmio em 2017-18. 

    Já o técnico dos Blue Jackets, John Tortorella, guiou o time a um record de 33-22-15 ao longo da temporada. Assim, a equipe acabou por se classificar para as Qualificatórias da Stanley Cup. Além disso, o técnico conseguiu fazer com que o time superasse diversas lesões de jogadores-chave ao longo da temporada, incluindo Seth Jones, Zach Werenski, Cam Atkinson, Josh Anderson, fazendo com o time tivesse duas sequências de pontos na temporada, nas quais a equipe saiu com pelo menos 1 ponto de cada partida. Tortorella já ganhou o prêmio duas vezes e foi finalista outras cinco. 

    Vigneault liderou o Philadelphia Flyers ao quarto melhor record na Conferência Leste (41-21-7) e à uma classificação aos playoffs em sua primeira temporada comandando a equipe. Os Flyers ocuparam o sétimo lugar em média de gols sofridos por jogo (2.77) nesta temporada, empatando com o Tampa Bay Lightning. Da mesma forma, ocupam também a sétima posição em gols marcados por jogo (3.29). Por fim, o time da Philadelphia teve quatro sequências de vitórias de, pelo menos, quatro jogos e venceu nove partidas seguidas de 18 de fevereiro a 7 de março. O técnico é finalista ao prêmio pela quinta vez, e o venceu na temporada 2006-07, como técnico dos Canucks. 

    Finalistas ao Lady Byng Trophy

    A partir do voto da Professional Hockey Writers Association, Auston Matthews, Nathan Mackinnon e Ryan O’Reilly são os finalistas do Lady Byng Award. O prêmio destinado, enfim, ao jogador que combina melhor espírito esportivo, boa conduta e habilidade. 

    Matthews terminou em terceiro lugar na Liga em gols (47), somando 80 pontos em 70 jogos com os Leafs durante a temporada regular. Como resultado, o jogador é o segundo atacante de Toronto com o maior ice time (20:58). Além disso, teve também apenas quatro minor penalties, somando um total de 8 minutos na penalty box durante toda a temporada regular. É a primeira nomeação de Matthews ao prêmio, que seria o segundo jogador dos Leafs a vencer o prêmio. 

    Nathan Mackinnon finalizou a temporada com 93 pontos e, portanto, é o forward do Avalanche com o maior ice time. Ele recebeu apenas cinco minor penalties durante toda a regular season, totalizando 12 minutos. Por fim, o canadense, que foi indicado também ao Ted Lindsay Award, é finalista ao prêmio pela primeira vez desde sua estreia na NHL. 

    Já Ryan O’Rielly, do St. Louis Blues, marcou 61 pontos (destes, 12 gols e 49 assistência) ao longo da regular season. Ele foi o líder da Liga em vitórias em face-offs pela terceira temporada consecutiva (800) e também liderou os forwards dos Blues em ice time por jogo (20:34). Por fim, recebeu apenas 5 minor penalties ao longo de toda a temporada regular, totalizando, desta forma, dez minutos em 71 jogos. Por último, o jogador dos Blues já foi quatro vezes finalista do prêmio. 

    Finalistas do Masterton Trophy

    Stephen Johns, Oskar Lindblom and Bobby Ryan são os jogadores escolhidos pela Professional Hockey Writers Association como finalistas do Masterton Trophy. O prêmio é destinado ao jogador da NHL que mais apresentou espírito esportivo, perseverança e dedicação ao hockey. 

    Johns fez sua reestreia no Dallas Stars em 18 de janeiro deste ano após um afastamento de 22 meses devido a dores de cabeça pós-traumáticas. Após o sintomas se desenvolverem durante o training camp antecedendo a temporada 2018-19, o defensor não disputou a última e os primeiros 47 jogos de 2019-20. Por fim, o jogador finalizou a temporada regular com 5 pontos (3 assistências, 2 gols) em 17 jogos com o Dallas. 

    Promissor jogador do Philadelphia Flyers, Lindblom foi diagnosticado em 13 de dezembro de 2019 com Sarcoma de Ewing (tipo de câncer ósseo). Até o diagnóstico, ele tinha 18 pontos em 30 jogos, sendo um dos líderes em gols dos Flyers (11). Todavia, precisou se afastar para começar o tratamento contra a doença. Durante a quimioterapia, Lindblom ainda apoiou o time mesmo que longe do gelo, frequentando jogos e o vestiário. Diversos jogadores da NHL e times criaram uma corrente de apoio ao jogador em torno da Liga durante seu tratamento. Por fim, em 2 de julho, ele tocou um sino cerimonial no Abramson Cancer Center, na Philadelphia – gesto simbólico indicando que ele finalmente chegou ao fim do tratamento contra a doença. 

    Ryan se afastou por três meses do Ottawa Senators, tirando uma licença prolongada para entrar no programa de assistência aos jogadores da NHL/NHLPA ao alegar problemas com o abuso de álcool. O jogador fez seu comeback na Liga 25 de fevereiro e, dois dias após, em uma partida emocionante, marcou um hat trick em seu primeiro jogo em casa desde o afastamento. Ele acabou jogando os últimos oito jogos dos Senators até a pausa devido à pandemia de COVID-19, marcando assim quatro gols e tendo em média 16:03 minutos de ice time por jogo. 

    Os finalistas do Vezina Trophy 

    Connor Hellebuyck, Tuukka Rask, Andrei Vasilevskiy são os três goleiros que estão na disputa final pelo Vezina Trophy. O prêmio é destinado anualmente ao goleiro que, em suma, mais se destacou na temporada.

    É a quarta temporada em sequência que Hellebuyck disputa mais de 50 partidas pelo Winnipeg Jets. Ele lidera a Liga em shutouts, é o segundo goleiro com mais vitórias (31) e tem média de 2.57 goals-against average. Por fim, ocupa a sétima posição em save percentage (.922) entre os goleiros da Liga que jogaram pelo menos 20 partidas. Hellebuyck já foi finalista ao prêmio em 2017-18, e seria , portanto, o primeiro jogador na história da franquia a vencer o prêmio.

    Rask finalizou a temporada regular com um record de 26-8-6 e foi peça importante na conquista do Jennings Trophy pelos Bruins. Prêmio este que é dado, em suma, ao time que menos sofreu gols. Ele lidera a Liga em goals-against average (2.12), e ocupa também a segunda posição em shutouts e em save percentage (.929). Rask já foi vencedor do prêmio na temporada 2013-14.

    Já Vasilevskiy é o goleiro líder em vitórias na Liga pela terceira temporada consecutiva, tendo média 2,56 de GAA, e percentual de defesas equivalente a .917. Além disso, adquiriu três shutouts e ganhou 10 jogos em sequência durante a temporada regular. Vasilevskiy foi o vencedor do prêmio no ano passado, e é finalista deste pela terceira vez. Assim, ele poderia ser o segundo jogador da NHL a faturar o troféu duas vezes seguidas. 

    Os finalistas do Norris Trophy

    O Norris Trophy tem o intuito de premiar o defensor da NHL que mais se destacou durante a temporada. Neste ano, os finalistas ao prêmio são John Carlson, Victor Hedman e Roman Josi. 

    Carlsson liderou os defensores em assistências (60) e pontos (75) durante a temporada. Ele adquiriu uma média de 1,09 pontos por jogo, tornando-se o primeiro defensor a obter mais de 1 ponto por partida desde a temporada 1993-94. Além disso, teve um total de 24:38 de ice time e é o segundo defensor na Liga com mais pontos em power play (26). Por fim, seria o segundo jogador a vencer o prêmio na história dos Capitals.

    Finalista pela terceira vez ao Norris, Hedman terminou a temporada regular como o terceiro defensor com mais pontos (55) – acumulados em 66 jogos. O jogador do Tampa Bay somou 24:04 minutos de ice time, bloqueou 98 shots e teve 47 takeaways. Anteriormente, já havia sido finalista do prêmio na temporada 2017/18 e, seguidamente, acabou conquistando o troféu.

    Jogador do Nashville Predators, Roman Josi acumulou 65 pontos durante a temporada regular – segundo maior número entre os defensores da Liga. Como resultado, ele também somou 25:47 de tempo no gelo por jogo. Assim, ocupou o terceiro lugar na estatística no overall da Liga. Além disso, teve 23 pontos em power play e bloqueou 108 tiros. Sendo esta sua primeiro indicação, Josi poderá ser o primeiro jogador dos Predators a faturar o troféu. 

    Os finalistas do Selke Trophy

    Patrice Bergeron, Sean Couturier e Ryan O’Reilly são os três jogadores escolhidos pela Professional Hockey Writers Association como finalistas ao Selke Trophy, que vai para o melhor atacante com características defensivas. 

    Atualmente, Bergeron é o quarto colocado em porcentagem de vitórias em face-off na Liga (57,9%) e terceiro em vitórias de face-off na zona defensiva. Ele também ocupa a primeira posição entre forwards que mais bloquearam tiros a gol (46). Além disso, marcou 56 pontos e teve uma média de 18:44 minutos no gelo por jogo. Por fim, o jogador já foi finalista ao prêmio nove vezes e não o vence desde 2016-17.

    Já Couturier, que joga pelo Philadelphia Flyers, é o líder de vitórias em face-off, com porcentagem de 59.6%. Ao mesmo tempo, também finalizou a temporada regular no terceiro lugar em porcentagem de vitórias em face-offs na zona defensiva (59.5%). Em suma, somou 59 pontos e é o líder dos Flyers em ice-time. É a segunda vez que Couturier se torna finalista do prêmio. 

    Vencedor do prêmio no ano passado, O’Rielly finalizou a temporada 2019-20 como o jogador com maior porcentagem de vitórias em face-off (56,6%). Por fim, terminou a regular season com 61 pontos e média de 20:34 minutos de ice time. Simultaneamente, o jogador concorre também ao Lady Byng.

    Os finalistas do Hart Trophy

    Para o Hart Trophy, os finalistas deste ano são Artemi Panarin, Leon Draisaitl e Nathan Mackinnon. O troféu é destinado, enfim, ao jogador de maior importância para o seu time (MVP) na temporada regular. 

    Desde sua chegada aos Rangers, Artemi Panarin tem sido peça essencial no desenvolvimento e ataque do time. Atualmente é o líder em pontos (95) e assistências do time, e o segundo com mais gols marcados (34). Assim como o jogador de New York, Draisaitl também se mostrou de extrema importância para o desenvolvimento dos Oilers no gelo. É um dos melhores reforços no ataque do time, sendo, por fim, líder em gols (43) e assistências (67) da equipe. Ambos os jogadores foram também indicados ao Ted Lindsay Award. 

    Mackinnon, todavia, acabou liderando as indicações ao NHL Awards. Além da indicação ao Ted Lindsay, o jogador também é finalista ao Lady Byng Trophy e, claro, ao Hart. Do mesmo modo que os demais indicados, o canadense também é peça-chave no sucesso do Colorado Avalanche. É o líder da equipe em gols (35) e também em assistências (58).

    Sobre o NHL Awards 2020 

    A princípio, os jogadores recebem os prêmios durante o NHL Awards, evento que acontece todos os anos durante a intertemporada, em Las Vegas, e estava marcado para o dia 18 de junho neste ano. No entanto, a NHL comunicou ainda em março o adiamento da cerimônia, bem como de outros eventos da Liga, devido à pandemia. 

    A NHL definiu que o Calder Trophy, Lady Byng, Norris e Selke Awards serão entregues aos vencedores durante as Finais de Conferência deste ano, assim como o Jack Adams Award e o Masterton Trophy, que serão entregues na mesma ocasião. Já em relação ao Ted Lindsay, Vezina Trophy e Hart Trophy, a Liga confirmou que estes serão entregue ou também durante as Finais de Conferência, ou antes da Final da Stanley Cup. 

    Sobre os prêmios restantes, o Jim Gregory GM of the Year Award deve ser votado após o segundo round dos playoffs. Já o Mark Messier Leadership Award terá só o vencedor anunciado, provavelmente durante as Finais de Conferência.

    Por fim, a NHL também confirmou que as Finais de Conferência e Final da Stanley Cup serão disputadas em Edmonton. Assim, a cidade deve ser a nova sede para a entrega dos prêmios.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • NHL e NHLPA entram em acordo para retorno da temporada

    NHL e NHLPA entram em acordo para retorno da temporada

    A volta da NHL está mais próxima do que imaginamos. Ou pelo menos é isso que diz o cronograma da Liga. Com o início Fase 3 marcado para o dia 13 de julho, o retorno da temporada chega mais perto a cada dia, com os times competindo no gelo ainda no inicio de agosto.

    Após inúmeras reuniões da NHL com a NHLPA, ambas as partes entraram num acordo para uma extensão do CBA (acordo trabalhista entre liga e jogadores) e o retorno dos jogos para o dia 1º de agosto. Dessa forma, a Liga espera dar início às disputas da pós-temporada e, consequentemente, finalizar o calendário 2019-20. 

    O acordo realizado entre a NHL e a NHLPA não somente garantiu a volta da temporada mas também uma extensão de contrato entre as duas partes. O CBA foi estendido para mais quatro anos, finalizando em 2025-26. Entre algumas definições do acordo, ficou estabelecido um teto salarial praticamente estático nas próximas temporadas, bem como o retorno dos NHLers às Olimpíadas de Inverno (pendente acordo com o COI e a IIHF).

    Foram determinados também novos protocolos para as Fases 3 e 4, além do formato dos jogos e as datas para que os mesmos comecem. Com datas que ainda serão confirmadas, foi determinado que no dia 11 de agosto inicie o primeiro round dos playoffs, com o segundo iniciando no dia 25 de agosto.

    As finais de Conferência deverão acontecer no dia 8 de setembro, com a final marcada para os dias 22 de setembro ou 4 de outubro. No entanto essas datas serão confirmadas de acordo com o avanço dos jogos. 

    Casos confirmados

    Um mês após o início da Fase 2 e com mais de dois mil testes realizados, a Liga informou na última semana que ao todo foram confirmados 35 casos entre os jogadores. 23 destes foram testes realizados em participantes do protocolo da Fase 2, e 12 de jogadores que não participaram.

    Sem revelar identidades dos jogadores com teste positivo, a NHL informou que o protocolo em vigor será o mesmo para as fases seguintes. Em caso de resultado positivo para COVID-19 o jogador será colocado em isolamento por no mínimo 10 dias e será realizado um novo teste para a confirmação do mesmo.

    O jogador poderá retornar ao gelo após 72h sem nenhum sintoma ou após dois resultados negativos num intervalo de 24h. Em nenhuma das fases está autorizado revelar a identidade dos infectados, e qualquer pessoa que tiver contato com o alguém infectado deverá informar a equipe médica. 

    Assim como já foi informado anteriormente, o retorno ao gelo em qualquer uma das fases deverá ser voluntário. No entanto, o jogador deverá informar o time por escrito, até as 17h ET de segunda-feira (13), caso não queira participar ou não possa devido a alguma condição médica. O jogador que optar por não participar não será punido de qualquer forma, desde que siga o protocolo.

    Fase 3

    Com alguns protocolos determinados pela NHL, as Fases 3 e 4 são as mais aguardadas pela Liga e também as mais rigorosas. A Fase 3, os training camps para os times, está marcada para o dia 13 de julho, segunda-feira.

    A terceira fase consiste no retorno ao gelo dos 24 clubes que se classificaram para a pós-temporada, e agora os times que antes treinavam em pequenos grupos poderão treinar com todos os jogadores juntos.

    Para que os jogadores possam retornar ao gelo, foi determinado que os mesmos deverão ser testados para COVID-19 com 48h de antecedência ao retorno e a cada dois dias após isso. A mesma regra vale para os demais funcionários do time, que só após o teste poderão ter contato direto com os jogadores.

    Os times não terão limite de jogadores nos treinos, entretanto eles não podem ter mais de 30 jogadores no elenco, apesar do número de goleiros ser ilimitado. As equipes também não podem ter nenhum jogador novo na escalação, ou seja, somente os jogadores que já faziam parte do time antes da pausa pela pandemia poderão participar.

    Qualquer jogador que entrar para o time através de uma troca ou novo contrato não poderá jogar nesses playoffs com o novo time.

    Fase 4

    As 24 equipes serão divididas em duas cidades de acordo com as suas Conferências. Serão 16 equipes disputando no esquema melhor-de-5, enquanto os top-4 de cada Conferência disputam o round-robin para determinar a classificação dos playoffs.

    As cidades escolhidas foram Toronto e Edmonton, no Canadá. Ficou decidido que as 12 equipes da Conferência Leste jogarão em Toronto, enquanto as 12 equipes da Conferência Oeste jogarão em Edmonton. Para as Finais de Conferência e a Final da Stanley Cup, a cidade-sede escolhida foi Edmonton.

    Durante a quarta fase, os testes continuarão sendo realizados de 48 em 48 horas nos jogadores, funcionários dos times e funcionários das arenas que receberão os jogos. Esses testes serão feitos três vezes durante os sete dias anteriores à viagem para as hub cities. Após isso, os testes serão diários, além da verificação de temperatura.

    Diferentemente da fase anterior, agora os times estão limitados a 52 funcionários incluindo jogadores, técnicos e executivos. Serão atribuídos quartos separados para cada jogador, com os mesmos podendo circular pelas zonas seguras. No entanto, estes não podem ir aos quartos uns dos outros e deverão manter um distanciamento social mínimo.

    Será necessário uma autorização prévia antes de qualquer jogador deixar a zona segura. O descumprimento das regras resultará numa quarentena obrigatória de 10 a 14 dias, podendo até mesmo ser retirados da Fase 4. As equipes também poderão ser penalizadas caso quebrem os protocolos impostos, podendo ser multados e/ou perder a escolha no draft.

    Familiares foram liberados para se juntar aos participantes das Finais de Conferência e da Final do campeonato. 

    Calendário dos jogos eliminatórios (Foto: Reprodução/nhl.com)

    Os jogos eliminatórios acontecerão durante os 10 primeiros dias do mês de agosto, a partir do dia 1°. Serão até seis jogos por dia, divididos entre as conferências Leste e Oeste.

    Os horários dos jogos serão intercalados, e os fãs terão maratonas diárias de jogos durante esse período. Os jogos do round-robin estão marcados para iniciar no dia 2 de agosto, com partidas de ambas as Conferências. 

    Todas as estatísticas, desde a rodada qualificatória, serão contabilizadas como de jogos de playoffs. Esses stats serão incluídos normalmente e considerados para qualquer tipo de pontuação e recorde pessoal ou da equipe.

    A segunda fase da loteria do draft será realizada entre os 8 times que não se classificarem para o primeiro round dos playoffs. A equipe sorteada terá a primeira escolha, e os 7 times restantes serão organizados de acordo com a ordem inversa da classificação final da temporada. O NHL Draft de 2020 está marcado para os dias 9 e 10 de outubro.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Draft Class de 2015: onde estão – PARTE I

    Draft Class de 2015: onde estão – PARTE I

    Poucos drafts, em qualquer liga que seja, têm o impacto que a seleção de 2015 causou na NHL. Encabeçada pelo talento generacional de Connor McDavid, a classe produziu um grande número de grande jogadores. Alguns deles inclusive chegam aos status de superstar ou franchise player, tamanha a sua qualidade. A última vez que um prospect foi tão desejado e esperado pelas equipes no páreo para a primeira escolha havia ocorrido dez anos antes. Na ocasião, em 2005, Sidney Crosby foi draftado por Pittsburgh.

    Com a first pick de 2015, o Edmonton Oilers somava quatro ocasiões em que haviam figurado no topo do draft em uma mesma década. Entretanto, o último nome que a equipe de Alberta havia escolhido, Nail Yakupov, não havia rendido o que se esperava dele. Acrescentar um jogador do calibre de McDavid não implicaria em apenas um aumento na qualidade do plantel. Isso também seria um boost na confiança do torcedor na equipe. Além disso, existe todo o retorno financeiro que ter um superstar proporciona. 

    O resto do top 3 foi completado pelo Buffalo Sabres, cujos fãs levavam cartazes com os dizeres “Tank for McDavid” (afundem por McDavid, em tradução literal) à arena, e pelo Arizona Coyotes. Em um mar de prospects de qualidade, equipes como Boston, que possuía três escolhas seguidas (#13, #14 e #15), tiveram a oportunidade de selecionar peças importantes para o rejuvenescimento de sua equipe. 

    CONNOR MCDAVID, C, EDMONTON OILERS (#1 overall): (Mc)Jesus, superstar

    A carreira de McDavid na Ontario Hockey League (OHL) já começou dando indícios de como seria dali para a frente. Ao ganhar status excepcional, o canadense se juntou ao Erie Otters com 15 anos de idade. Antes disso, McDavid cogitou a possibilidade de não atuar na Canadian Hockey League (CHL). Assim seria elegível para o hockey universitário, onde atuaria pela Boston University. 

    Uma vez nos Otters, o canadense já começou sua carreira junior quebrando recordes de maior pontuação por um novato e foi escolhido o rookie do ano na OHL em 2013. Nos anos seguintes McDavid foi ganhando cada vez mais destaque entre os jovens atletas da CHL e em 2014/2015 foi escolhido capitão da sua equipe. Tido como um futuro franchise player em potencial muito antes de seu draft, a possibilidade de poder escolher McDavid colocou muitos times em polvorosa.

    Em seu ano de elegibilidade o canadense ficou fora de comissão quase dois meses após quebrar a sua mão em uma briga. Ainda assim, o center teve números significativos na temporada regular da OHL. Além disso, foi o vencedor do prêmio Wayne Gretzky 99, dado ao melhor jogador dos playoffs. A trajetória de McDavid no major juniors se encerrou em 2015 com seu draft. O atleta venceu os prêmios de melhor jogador da OHL e da CHL, se tornando o mais premiado da história da Ontario Hockey League.

    Depois de ter sido escolhido por Edmonton, ele assinou seu contrato com o time e fez sua estreia na NHL em outubro de 2015. Entretanto, a campanha de rookie de McDavid foi interrompida após uma partida contra o Philadelphia Flyers. Após uma colisão com um defensor, o center quebrou a clavícula em novembro. McDavid retornou ao gelo apenas em fevereiro, perdendo quatro meses da temporada regular dos Oilers. Ainda assim, o atleta foi um dos finalistas do Calder Memorial Trophy, dado ao rookie do ano, mesmo tendo disputado apenas pouco mais da metade das partidas da sua equipe na temporada. Naquela off-season, o center se tornou o capitão mais jovem da NHL ao receber o C do Edmonton Oilers

    A temporada seguinte foi a guinada para a ascensão de McDavid como um dos melhores, quiçá não o melhor, da Liga. Com uma combinação letal de velocidade e habilidade, o canadense alcançou a marca de 100 pontos ao final de seu segundo ano na NHL. Com 30 gols e 70 assistências, ele venceu o Art Ross Trophy, o Ted Lindsay Award e o Hart Memorial Trophy, além de ter chegado ao segundo round dos playoffs com os Oilers. McDavid foi apenas o décimo atleta a vencer todos os troféus em uma mesma noite na história da Liga. Ainda naquela intertemporada, o canadense estendeu seu compromisso com os Oilers por mais oito anos, passando a ter o maior salário da NHL com 12.5 milhões de dólares anuais. 

    Nos dois anos seguintes McDavid superou sua campanha premiada, anotando 108 e 116 pontos em 2017/2018 e 2018/2019, respectivamente. Entretanto, o desempenho de sua equipe continuou deixando a desejar, apesar do canadense ter Leon Draisaitl (tal qual Sidney Crosby tem Evgeni Malkin) ao seu lado para partilhar a responsabilidade ofensiva dos Oilers. Os resultados decepcionantes fizeram inclusive com que a habilidade de liderar do center tivesse sido posta em xeque. Edmonton teve então mudanças tanto na comissão técnica quanto em seus gestores, com o fim da era Chiarelli no início de 2019. Em 2018 McDavid foi novamente contemplado com o Art Ross e o Ted Lindsay, além de ter sido um All-Star em todos os anos desde 2017. 

    Atualmente o canadense é, sem dúvidas, um dos maiores nomes do esporte e já busca seu espaço no Olimpo dos melhores do hockey. Entretanto, embora McDavid tenha números impressionantes (afinal, o atleta tem 469 pontos em 351 partidas), a falta de campanhas vitoriosas com seu Edmonton Oilers é a grande questão para legado do jovem center na Liga. Todavia, para a sorte de McDavid, o atleta tem apenas 23 anos e uma abundância de talento, talvez ele apenas precise de um empurrãozinho dos deuses do hockey para trazer a Stanley Cup de volta a Edmonton. 

    JACK EICHEL, C, BUFFALO SABRES (#2 overall): o prêmio de consolação na forma de o “faz-tudo” de Buffalo

    Ainda que o jogador que fosse selecionado após Connor McDavid tivesse uma autoestima maior do que a Via Láctea (e a deste second pick chega perto disso), seria difícil competir pelos holofotes com o center canadense. Afinal, o Buffalo Sabres havia abertamente tentado perder o máximo possível para otimizar suas chances de ganhar a primeira escolha daquele ano. 

    Em um ano comum, uma equipe ficaria em êxtase ao ter um atleta como Eichel cair em seu colo com a segunda escolha. Todavia, no draft de 2015 o americano representava nada mais do que o fato de que Buffalo havia perdido a loteria e, consequentemente, a chance de draftar Connor McDavid. Mas posteriormente à sua chegada em Buffalo com uma espécie de complexo de inferioridade em cima dele como uma nuvem tempestuosa, Eichel teve muito sucesso antes de se profissionalizar. 

    Como grande parte dos atletas americanos, ele passou dois anos no USA Hockey National Team Development Program (USNTDP) entre 2012/2013 e 2013/2014. Na temporada seguinte Eichel foi para a NCAA (National Collegiate Athletic Association) jogar hockey universitário com os Terriers da Boston University. Será que em um universo paralelo Eichel e McDavid seriam parceiros de equipe na Boston University ao invés de rivais?

    Antes do draft Eichel venceu o Hobey Baker, prêmio de melhor atleta universitário, o primeiro calouro a ter esta honra desde Paul Kariya em 1993. Após ser escolhido como artilheiro da Hockey East, jogador do ano, calouro do ano e MVP da conferência, dentre outras honras, o americano finalizou a temporada em segundo lugar no ranking dos patinadores norte-americanos. 

    Eichel assinou seu contrato profissional logo após o draft, tendo, assim, encerrado sua carreira universitária. O americano estreou na NHL quebrando recordes, ao se tornar o Sabre mais jovem a marcar um gol, no início de outubro de 2015. O center terminou sua temporada inaugural na Liga somando 56 pontos em 81 partidas, atrás apenas do, então atleta de Buffalo, Ryan O’Reilly.

    A temporada seguinte foi mais curta para o americano, que se lesionou no primeiro jogo e ficou quase três meses fora do rinque. Ainda assim, Eichel terminou o ano com 57 pontos em 61 partidas, superando os números do ano anterior com 20 jogos a menos. Naquela off-season o center também teve seu contrato com Buffalo estendido por mais oito anos, por nada menos do que 10 milhões anuais. 

    Durante a próxima temporada Eichel foi escolhido para o All Star Game de 2018 e aumentou sua produção ofensiva, embora tenha sofrido outra lesão que o fez perder jogos. Ele terminou o ano com 64 pontos em 67 partidas. Antes do início de 2018/2019 o atleta teve duas grandes mudanças em sua jersey: a alteração do número 15 para o 9, que ele usava na BU, além do C que passou a figurar no seu peito. Em 2018/2019 Eichel teve sua melhor campanha até hoje, com 82 pontos em 77 partidas e, no ano seguinte, 78 pontos em 68 partidas. 

    Desde que passou a ser o capitão da equipe, Eichel passou a reclamar cada vez mais do desempenho de sua equipe. A consequência das reclamações públicas? Uma onda de demissões em todo o front office de Buffalo, inclusive do GM Jason Botterill. Neste último junho o americano inclusive afirmou que estava cansado de perder, o que fez com que surgissem rumores sobre o center requisitar uma eventual troca e para onde ele seria enviado

    Atualmente Eichel tem 337 pontos em 354 partidas e é um center importante não apenas para a sua equipe, assim como para o futuro da seleção americana. Entretanto, após Auston Matthews ter despontado como a maior jovem estrela do hockey americano, o capitão dos Sabres ficou, novamente, em segundo plano. 

    DYLAN STROME, C, ARIZONA COYOTES (#3 overall): quando tudo o que precisava era trocar o deserto pela ventania

    Se alguém sabe o que é ser colocado em segundo plano ao dividir os holofotes com Connor McDavid, esse alguém é Dylan Strome, mas o canadense está acostumado com isso. Vindo de uma família de jogadores de hockey, Strome é o segundo dos irmãos a chegar até a NHL. Seu irmão mais velho, Ryan Strome, é jogador do New York Rangers (e ex-companheiro de McDavid nos Oilers), enquanto o mais novo, Matthew Strome, é prospect do Philadelphia Flyers. O center iniciou sua carreira no major juniors em 2013, pelo Erie Otters da OHL. 

    Ainda que McDavid fosse o centro das atenções na equipe, Strome se destacou por sua proficiência no ataque. Afinal, ele venceu o prêmio de maior pontuador tanto da OHL quanto da CHL no seu ano de elegibilidade. Uma das razões pelas quais o atleta foi ranqueado em quarto entre os patinadores da América do Norte foi o seu tamanho e tenacidade, que compensavam as deficiências técnicas claras em sua patinação (algo que é comum a todos os irmãos Strome, que são notoriamente patinadores ruins). 

    Embora o center tenha assinado seu contrato com os Coyotes logo após o draft, ele retornou ao Erie Otters para amadurecer seu jogo. Na OHL ele forjou uma parceria com Alex DeBrincat, estando este em seu ano de elegibilidade para o draft de 2016, e os dois encontraram sucesso juntos. No ano seguinte Strome finalmente fez sua estreia na NHL, mas em novembro Arizona decidiu que ele ainda precisava de mais tempo de major juniors, mandando-o de volta para os Otters. 

    Tendo atingido o limite de idade permitido para competir na CHL, o center finalmente passou a integrar o elenco dos Yotes. Entretanto, depois de um início decepcionante sem pontuar, o canadense foi enviado para o Tucson Roadrunners, afiliado da American Hockey League (AHL). Em 50 partidas na AHL, ele fez 53 pontos e foi escolhido como All Star desta liga. O retorno à NHL se deu apenas em março de 2018 e o center terminou a temporada com os Coyotes. Ao não se classificarem para a pós temporada a equipe retornou Strome aos Roadrunners para a campanha do time nos playoffs da Calder Cup. 

    Embora Strome tenha sido draftado com o pedigree de um top prospect, seu desenvolvimento não estava acontecendo no ritmo esperado por Arizona. Por isso, em novembro de 2018 ele foi trocado, juntamente com Brandon Perlini, para o Chicago Blackhawks, por Nick Schmaltz. A mudança de ares parece ter tido um efeito positivo no canadense, que se reuniu com seu ex-companheiro de OHL, DeBrincat, e o center terminou a sua primeira temporada nos Hawks com 51 pontos em 58 partidas. Atualmente Strome soma 105 pontos em 164 partidas na NHL. 

    MITCH MARNER, C/RW, TORONTO MAPLE LEAFS (#4 overall): vivendo um sonho de infância

    Como (quase) toda criança na Greater Toronto Area (GTA), Mitch Marner cresceu torcendo pelo Toronto Maple Leafs. Embora tenha recebido uma oferta de bolsa da Universidade de Michigan, a carreira do jogador canadense iniciou-se no London Knights da OHL. Por sua estatura pequena e porte físico mais miúdo, Marner gerava dúvidas nos olheiros, que preocupavam-se com seu desenvolvimento. Entretanto, o talento do jovem foi o bastante para que esses questionamentos ficassem em segundo plano, e ele acabou sendo draftado em quarto por seu time do coração.

    Anotando 59 jogos em 64 partidas, Marner ficou em segundo na corrida por rookie do ano da OHL, sendo desbancado apenas por Travis Konecny, então do Ottawa 67’s. Em seu ano de elegibilidade para o draft, o canadense encontrou em Max Domi o parceiro de linha perfeito. Assim, apesar do seu físico, Marner ficou ranqueado entre os melhores patinadores da América do Norte. Escolhido em quarto por Toronto, ele assinou seu contrato imediatamente, mas retornou à OHL para prosseguir com o seu desenvolvimento, tanto físico quanto técnico.

    A temporada seguinte foi como um sonho para o recém-nomeado co-capitão dos Knights. Jogando com Christian Dvorak e Matthew Tkachuk, Marner levou a equipe de London não só ao título da OHL, assim como à Memorial Cup. Ele foi o recipiente do troféu Wayne Gretzky 99, assim como os títulos de MVP e artilheiro das finais da CHL. Não foi uma surpresa quando, no início da temporada 2016/2017, Marner passou a fazer parte do plantel do Toronto Maple Leafs.

    O winger terminou a primeira temporada com 61 pontos em 77 jogos, mesmo tendo contraído mononucleose na segunda parte da temporada. Marner ajudou sua equipe a chegar na pós-temporada, onde os Leafs foram eliminados no primeiro round por Washington. Juntamente com Auston Matthews, o canadense se tornou a face do revival dos Maple Leafs nessa nova era do clube. No ano seguinte Marner terminou a temporada com 69 pontos em 82 jogos, mas sua equipe amargou outra derrota no primeiro round, dessa vez para o Boston Bruins.

    A terceira temporada do atleta na NHL, em 2018/2019, também era a última de seu contrato de novato. Marner anotou 26 gols e 68 assistências, somando 94 pontos em 82 jogos, sua melhor campanha até agora. A pós-temporada chegou com o canadense cheio de polêmicas à sua volta, especialmente pelos comentários feitos por sua assessoria e vazados na imprensa de Toronto. Depois que Matthews estendeu seu contrato, parecia que Marner havia ficado em segundo plano. 

    Entretanto, depois de idas e vindas, time e jogador conseguiram entrar em acordo e o winger teve seu compromisso estendido com os Leafs por mais seis anos, avaliado em cerca de 10.9 milhões anuais. Nesta última temporada o atleta somou 67 pontos em em 59 partidas antes da paralisação pela pandemia do COVID-19. No total, Marner tem 291 pontos em 300 jogos (83 G e 208 A). 

    NOAH HANIFIN, D, CAROLINA HURRICANES (#5 overall): o menino de Boston que foi de Carolina a Calgary

    Hanifin atuou pelo USNTDP por um ano, durante a temporada 2013/2014 antes de iniciar sua carreira universitária aos 17 anos, com os Eagles da Boston College. Com o melhor ranking de um defensor na América do Norte (3º lugar), o americano poderia ter sido draftado em qualquer posição após o top 2 já esperado. Entretanto, foi Carolina que o escolheu na quinta posição, para continuar o processo de rejuvenescimento da sua defesa. 

    Tal como McDavid e Eichel, o defensor estreou na NHL logo após ser draftado. Durante os três anos em que atuou pelos Canes, o americano foi protegido de embates mais complexos, para que seu jogo pudesse se desenvolver no tempo certo até atingir certa maturidade. O americano foi o representante da equipe de Carolina no All Star Game de 2018, a primeira vez que ele foi para o evento. Entretanto, a história de Hanifin com a equipe de Raleigh viu seu fim na intertemporada de 2018. 

    O defensor, juntamente com Elias Lindholm, foi trocado para o Calgary Flames por Dougie Hamilton, Micheal Ferland e os direitos de Adam Fox, prospect que atuava pela Universidade de Harvard. Em Calgary o jogador passou a ter mais responsabilidades, além de um lugar fixo no top 4 da defesa dos Flames, geralmente formando um par com Travis Hamonic. Embora o defensor tenha dado passos largos em seu desenvolvimento, ainda há um bom caminho a se percorrer para que ele se torne um defensor de peso na Liga. 

    Ainda assim, Hanifin tem sido importante como um dos principais nomes da defesa de Calgary. O americano é o atleta da classe de 2015 com mais jogos disputados, 389, com uma boa folga em relação aos dois mais próximos desse número, Eichel (354) e McDavid (351). Atualmente ele soma 138 pontos em 389 jogos e no ano passado seu contrato com os Flames foi estendido por seis anos, avaliado em cerca de 4.95 milhões anuais. 

    IVAN PROVOROV, D, PHILADELPHIA FLYERS (#7 overall): futuro defensor de elite ou espião russo contratado para vigiar o Gritty?

    Com a NHL como seu objetivo final, Provorov se mudou da Rússia para os Estados Unidos alguns anos antes de atingir a idade para jogar no major juniors. Assim, quando foi selecionado para o Brandon Wheat Kings da Western Hockey League (WHL), o russo já havia se familiarizado com a cultura norte-americana, assim como as dimensões do gelo e até mesmo a língua. Em seu ano de elegibilidade o defensor fez 61 pontos em 60 partidas pelos Wheat Kings, sendo selecionado pelos Flyers com a sétima escolha do draft. 

    O russo então assinou seu contrato com a equipe, mas foi retornado à WHL para adquirir mais experiência. A temporada da equipe de Manitoba em 2015/2016 foi quase como um sonho de fadas, já que Brandon venceu o título da WHL e chegou nas finais da Memorial Cup. Entretanto, a equipe não conseguiu vencer sequer uma partida. Ainda assim, Provorov foi selecionado o melhor defensor da WHL naquele ano.

    No ano seguinte o russo conseguiu se firmar na equipe dos Flyers depois de impressionar no training camp. Desde então Provorov não deixou de jogar sequer uma partida pela equipe da Filadélfia. Ao final de sua temporada de estreia, o defensor foi selecionado como o melhor de sua posição na equipe, em premiação interna. Ele terminou sua campanha de rookie com 30 pontos em 82 aparições pelos Flyers. Já em 2017/2018 Provorov jogou os playoffs da NHL pela primeira vez em sua carreira, perdendo para o Pittsburgh Penguins no primeiro round.

    Mesmo com a derrota, o russo se destacou durante a temporada regular, e foi se firmando cada vez mais como o nome do futuro na defesa laranja. Nos playoffs, Provorov jogou com uma lesão relativamente séria no ombro, que dificultava certos movimentos, inclusive a pegada em seu stick. Em 2018/2019 o jogador teve atuações menos constantes, o que gerou preocupação acerca do seu desenvolvimento, mas na última temporada regular ele voltou a produzir e atuar como um top defenseman. Na intertemporada de 2019 os Flyers estenderam o contrato do russo por mais seis anos, com um salário anual de cerca de 6.75 milhões de dólares.

    ZACH WERENSKI, D, COLUMBUS BLUE JACKETS (#8 overall): Big Z chegou com um bang!

    Assim como Eichel e Hanifin, Werenski também fez parte do USNTDP antes de iniciar sua carreira universitária. E assim como os dois nativos de Massachusetts, o defensor americano também optou por uma universidade de seu estado, que no caso dele é a Universidade de Michigan. Após jogar seu ano de elegibilidade na NCAA, Werenski foi a escolha do Columbus Blue Jackets no primeiro round do draft de 2015. 

    Em 2015/2016 o defensor retornou ao Michigan Wolverines para sua segunda temporada com a equipe, e quando esta se finalizou ele assinou seu contrato profissional com os Jackets. Werenski então se juntou ao Lake Erie Monsters da AHL para os playoffs da Calder Cup. O americano ajudou a equipe a conquistar seu primeiro título, com cinco gols e nove assistências na campanha.

    Já a sua temporada de estreia na NHL o defensor fez 47 pontos em 77 jogos, o que lhe rendeu uma indicação ao Calder Memorial Trophy. Nos playoffs daquele ano Werenski sofreu uma lesão particularmente feia na série contra os Penguins. Ao levar um puck no rosto, o americano levou vários pontos e seu olho ficou tão inchado que não abriu mais. A lesão inclusive rendeu uma camiseta com o rosto machucado do defensor, com a renda revertida para a caridade. 

    Em 2018 Werenski participou do seu primeiro All Star Game, representando Columbus juntamente com Seth Jones. Nos playoffs do mesmo ano o defensor lesionou o ombro e, em decorrência da cirurgia necessária, perdeu cerca de seis meses se recuperando. Na off-season de 2019 os Blue Jackets e o americano estenderam o contrato por mais três anos, no valor de 5 milhões de dólares anuais. Em 300 jogos na carreira, o atleta possui 169 pontos. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Pavel Zacha, C, New Jersey Devils (#6 overall): um top prospect da classe de 2015, o tcheco não vingou. Considerando o número e a qualidade dos prospects disponíveis, Jersey fez a escolha errada. Mas como os deuses do hockey às vezes são bondosos, a equipe foi presenteada com dois first overall em um curto espaço de tempo, em 2017 e 2019. 

    Timo Meier, RW, San Jose Sharks (#9 overall): o suíço jogou quatro temporadas na Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL), entre a temporada 2013/2014 e 2015/2016. O atleta tem 157 pontos em 263 partidas e em 2019 assinou um contrato de quatro anos avaliado em 24 milhões de dólares. 

    Lawson Crouse, LW, Florida Panthers (#11 overall): um dos protagonistas do melhor vídeo pré-draft, quando ele comeu uma minhoca, Crouse foi trocado dos Panthers para Arizona pouco mais de um ano após ter sido selecionado pela equipe da Flórida. 

    Jake DeBrusk, LW, Boston Bruins (#14 overall): a única escolha certa dos Bruins em suas três picks seguidas durante o primeiro round de 2015, o canadense tem 120 pontos em 203 partidas e uma final da Stanley Cup no currículo. 

    Colin White, C, Ottawa Senators (#21 overall): outro fruto do USNTDP, o americano jogou pela Boston College do hockey universitário entre 2015 e 2017. Em sua primeira temporada completa na NHL em 2019/2020, ele somou 23 pontos em 61 jogos. 

    Ei, você que chegou até aqui! Se você está se perguntando cadê o Fulano ou o Beltrano, o NHeLas te explica: com o número invejável de jogadores de impacto produzidos por essa classe, achamos melhor dividir esse texto em duas partes. Logo mais teremos a parte dois por aqui, fiquem de olho!

    (Foto: Reprodução/TheAthletic.com)

  • Draft Class de 2014: onde estão

    Draft Class de 2014: onde estão

    A 52ª edição do NHL Draft ocorreu em 27 e 28 de junho de 2014, no Wells Fargo Center, casa do Philadelphia Flyers. A elegibilidade dos atletas disponíveis para seleção ia daqueles nascidos em 01/01/1994 até 15/09/1996, a data limite estabelecida pelo CBA (Collective Bargain Agreement).

    Quanto a atletas não provenientes da América do Norte, a sua elegibilidade se estendia aos nascidos no ano de 1993. O mesmo se aplica àqueles nascidos depois de junho de 1994 que foram draftados em 2012 mas não assinaram contrato com os clubes que os escolheram.

    Os rankings oficiais estabelecidos pelos olheiros traziam um top 3 dos patinadores norte-americanos, formado pelos canadenses Sam Bennett, Aaron Ekblad e Sam Reinhart. Já os europeus foram ranqueados na seguinte ordem em seu top 3: Kasperi Kapanen, William Nylander e Kevin Fiala. Os goleiros mais bem ranqueados foram Thatcher Demko (América do Norte) e Ville Husso (Europa).

    A primeira escolha foi dada ao Florida Panthers após a loteria do draft. Assim, a equipe de Sunrise pulou da segunda posição para o desejado primeiro lugar.

    AARON EKBLAD, D, FLORIDA PANTHERS (#1 overall): o xerife de Sunrise

    O canadense foi o primeiro defensor a ser escolhido com a primeira escolha do draft desde que o St. Louis Blues optou por Erik Johnson em 2006. Desde então apenas um outro jogador desta posição foi selecionado em primeiro, o sueco Rasmus Dahlin, 1st overall do Buffalo Sabres em 2018.

    Natural de Windsor, na província de Ontário, Ekblad iniciou sua carreira no major juniors com status de jogador excepcional. Isso permitiu que ele passasse a competir na Ontario Hockey League (OHL) com 15 anos. 

    No Barrie Colts, o defensor competiu por três anos, durante os quais se destacou por sua maturidade no gelo e fora dele. Na votação dos técnicos da OHL, Ekblad foi lembrado em diversas categorias no seu ano de elegibilidade para o draft e terminou a temporada 2013-14 ranqueado em segundo lugar entre os patinadores da América do Norte.

    Quando os Panthers foram chamados ao palco na Filadélfia o defensor canadense foi escolhido. A equipe da Flórida visando um 1D que fosse servir à blue line do clube durante muito tempo. 

    Após uma excelente campanha em seu primeiro ano da NHL, Ekblad venceu o Calder Memorial Trophy de melhor novato. O defensor canadense desbancou Mark Stone, então jogador do Ottawa Senators, e Johnny Gaudreau, do Calgary Flames. Embora tenha sofrido com concussões em seus primeiros cinco anos na Liga, Ekblad é parte importante da defesa dos Panthers e é uma das figuras de liderança no vestiário da equipe.

    SAM REINHART, C, BUFFALO SABRES (#2 overall): “não podemos esperar ganhar jogos por 6 a 5”

    Reinhart iniciou sua carreira pelo Kootenay Ice da Western Hockey League (WHL), de onde foi selecionado pelo Buffalo Sabres com a segunda escolha do draft de 2014. Embora o canadense tenha estreado pela equipe americana na temporada 2014-15, ele atuou em apenas nove partidas antes de ser retornado à WHL. Com o fim da temporada do Ice, o center chegou a atuar pelo Rochester Americans da American Hockey League (AHL).

    Entretanto, apesar de ter sido draftado em uma posição alta, o rendimento do jogador é alvo de críticas desde que ele se firmou na NHL. Reinhart não obteve o sucesso que os Sabres esperavam quando o selecionaram, e sua importância na equipe foi diminuindo com o surgimento de outros jogadores no plantel de Buffalo. Atualmente o atleta soma 109 gols e 146 assistências em 400 jogos, totalizando 255 pontos.

    LEON DRAISAITL, C, EDMONTON OILERS (#3 overall): gosto muito de te ver, leãozinho

    Sem dúvidas um forte candidato ao título de melhor jogador da sua classe, o alemão Draisaitl optou por jogar na Canadian Hockey League (CHL), sendo selecionado pelo Prince Albert Raiders da WHL.

    O jogador estreou na temporada 2014-15 e chegou a competir em 37 partidas pela equipe de Alberta antes de ser retornado à WHL. Esta decisão fez com que os Oilers “queimassem” um ano do contrato do alemão. Draisaitl foi trocado para o Kelowna Rockets durante o World Junior Championships de 2015. 

    Após a seu retorno para o major juniors, o jogador levou os Rockets ao título da WHL, que lhes deu acesso à final da Memorial Cup. Apesar da derrota para o Oshawa Generals, o alemão foi nomeado o MVP da competição.

    A primeira temporada de Draisaitl na NHL já foi promissora, com 51 pontos em 72 partidas. No ano seguinte, os Oilers demonstraram que os dias tenebrosos poderiam estar em seu passado, com a química entre diversos de seus jogadores, dentre eles Draisaitl e Connor McDavid

    Nos playoffs da temporada seguinte, 2016-17, a última do seu contrato de calouro, o alemão fez uma campanha memorável com 16 pontos em 13 jogos na primeira aparição dos Oilers na pós-temporada desde 2006.

    Naquela off-season Draisaitl assinou sua extensão com Edmonton, avaliado em cerca de 8.5 milhões anuais por oito anos. O contrato foi criticado na época, pois a situação da folha de pagamento do clube não trazia espaço para otimismo. Além disso, temia-se que o atleta não atingiria um patamar de produção que justificaria o salário. 

    Entretanto, podemos dizer que o alemão superou as expectativas. Os números do jogador falam por si: 77 pontos em 82 jogos em 2016-17; 70 pontos em 78 jogos em 2017-18; 105 pontos em 82 jogos em 2018-19; por fim, os impressionantes 110 pontos em 71 jogos em 2019-20. A produção de Draisaitl poderia ter sido ainda maior, caso a temporada não tivesse sido interrompida pela pandemia de COVID-19

    Chamado de “Gretzky alemão”, o jogador já pode muito bem ser considerado o melhor de sua terra natal a ter jogado hockey. Afinal, Draisaitl foi o primeiro alemão a ganhar o Art Ross Trophy (de maior pontuador na temporada regular), além de ter sido o terceiro atleta dos Oilers a fazê-lo, tendo apenas Wayne Gretzky e Connor McDavid em sua companhia.

    WILLIAM NYLANDER, RW, TORONTO MAPLE LEAFS (#8 overall): de promessa no gelo à ícone fashion

    O sueco Nylander na verdade é natural de Calgary, no Canadá. Isso porque ele e seu irmão, Alex (draftado em 2016), nasceram enquanto o pai deles, Michael Nylander, atuava pelos Flames. Com o hockey no sangue, o winger teve sua estreia profissional ao lado do pai, no Södertälje SK da segunda divisão sueca.

    No seu ano de elegibilidade, ele defendeu o MODO da Swedish Hockey League (SHL) e foi selecionado em oitavo pelo Toronto Maple Leafs, o segundo maior nome draftado no processo de rejuvenescimento da equipe. 

    A temporada seguinte foi dividida entre o MODO Hockey e o Toronto Marlies da AHL, que competiu pelos playoffs da Calder Cup naquele ano. Entretanto, a estreia de Nylander na NHL ocorreu apenas em fevereiro de 2016, jogando 22 partidas naquela temporada.

    Mas o sueco se tornou parte integral do Maple Leafs no ano seguinte, quando passou a atuar na wing de Auston Matthews. Durante a sua primeira temporada completa, Nylander anotou 61 pontos em 81 partidas, e foi parte importante da classificação de Toronto para a pós-temporada. 

    Altamente criticado por não ser tão constante quanto a torcida (e a comissão técnica) desejavam, Nylander ainda não conseguiu passar dos 61 pontos. Outro ponto de polêmica envolvendo o sueco se passou durante suas negociações de contrato. O jogador perdeu quase três meses, além do training camp, quando a diretoria de Toronto e seus representantes não conseguiam chegar a um acordo acerca dos termos da sua extensão. Por fim, ambas as partes concordaram em um vínculo de seis anos por cerca de 6.9 milhões de dólares anuais. Na última temporada Nylander vinha somando pontos com mais frequência do que nos anos anteriores, chegando a 59 em 68 partidas antes da paralisação.

    NIKOLAJ EHLERS, RW, WINNIPEG JETS ( #9 overall): the (next) Great Dane

    Após iniciar sua carreira na Europa, o dinamarquês se mudou para a América do Norte para jogar na Quebec Major Junior Hockey League (QMJHL). Depois de uma temporada com o Halifax Mooseheads, o winger recebeu uma boa colocação no ranking de patinadores atuando na América do Norte. Assim, o Winnipeg Jets escolheu Ehlers com a nona pick no draft de 2014.

    Mesmo assinando seu contrato profissional com a equipe de Manitoba depois do draft, o dinamarquês retornou a Halifax para mais um ano na QMJHL. Depois de uma temporada de destaque na liga júnior, Ehlers chegou a ser convocado pelos Jets, mas a equipe foi eliminada dos playoffs antes que ele pudesse contribuir. 

    De 2015-16 para frente o dinamarquês se tornou parte importante da equipe de Winnipeg, e hoje é uma peça fundamental no ataque dos Jets. Ehlers soma 257 pontos em 369 partidas e em outubro de 2017 assinou o contrato que o deixaria mais sete anos na equipe, com uma média salarial de 6 milhões de sólares por ano.

    DYLAN LARKIN, C, DETROIT RED WINGS (#15 overall): hometown boy em busca da glória

    Se alguém perguntasse para o pequeno Dylan “qual escudo você gostaria de usar no peito quando for jogador da NHL?” a resposta com certeza seria a roda alada de Detroit. Natural de Michigan, o americano cresceu torcendo pela equipe que eventualmente o draftou.

    Entretanto, antes da NHL bater à sua porta, Larkin jogou pelo USA Hockey National Team Development Program (USNTDP). Após o draft, o center iniciou sua carreira universitária na Universidade de Michigan, que defendeu por uma temporada.

    Com o fim da campanha de Michigan em 2014-15, Larkin decidiu assinar seu contrato profissional com seu time de infância. Desta forma, ele terminou a temporada no Grand Rapids Griffins da AHL.  A partir do ano seguinte o americano passou a defender a equipe de Detroit em período integral, injetando juventude em um elenco que já havia visto dias melhores.

    Embora Larkin tenha tido um bom primeiro ano na Liga, seu desempenho decaiu junto com a qualidade do hockey apresentado pelos Wings. Ainda assim, ele foi selecionado como NHL All-Star (onde bateu o recorde de patinador mais rápido) e também para a seleção americana, nesta última em mais de uma ocasião.

    O americano estendeu seu compromisso com o Detroit Red Wings por mais cinco anos em 2018, por aproximadamente 6.1 milhões de dólares anuais. Até hoje o center conta com 266 pontos marcados em 389 partidas. Além disso, Larkin não é estranho às redes sociais, onde já viralizou mais de uma vez, em uma ocasião com um vídeo de quando era adolescente e treinava no porão da sua casa, e outra onde participa de um comercial de calças. Por tudo que representa na equipe, além de ter crescido torcedor de Detroit, ele é o nome mais cotado para ser o próximo capitão do time.

    DAVID PASTRNAK, RW, BOSTON BRUINS (#25 overall): o Harry Styles da NHL (se o Harry fosse muito bom no hockey)

    O tcheco Pastrnak mudou-se para a Suécia na temporada 2012-13 para atuar no Södertälje SK da segunda divisão sueca. Lá ficou por dois anos, onde conheceu e jogou ao lado de William Nylander, atualmente seu rival de conferência na NHL. O winger foi então escolhido no final do primeiro round pelo Boston Bruins, que buscava renovar seu plantel. Após 26 partidas na AHL pelo Providence Bruins, o tcheco foi se integrando com a equipe principal.

    Entre 2016-17 e 2018-19 Pastrnak marcou 70, 80 e 81 pontos, e foi se tornando cada vez mais importante para os Bruins. Desde então, o tcheco quebrou diversos recordes da equipe de Massachusetts e, em 2017, teve seu contrato renovado por mais seis anos. Compromisso este que ostenta o cap hit mais curioso da Liga, US$ 6,666,666.

    Além do seu talento no gelo, a personalidade expansiva do winger também contribuiu para a sua popularidade. Desde os ternos de estampa floral até os comerciais de uma famosa rede de quitandas, o tcheco se tornou uma estrela não só em Boston, como em toda a NHL. Na temporada 2019-20, Pastrnak conquistou seu primeiro Rocket Richard Trophy, dado ao maior goleador da Liga. Com 48 gols (e 95 pontos, em apenas 70 jogos), o tcheco se tornou o primeiro Bruin a conquistar tal honraria. 

    BRAYDEN POINT, C, TAMPA BAY LIGHTNING (#79 overall): o menino-raio de Tampa Bay

    O center canadense foi draftado no terceiro round pelo então GM do Lightning, Steve Yzerman. Embora Point tenha tido uma temporada respeitável pelo Moose Jaw Warriors da WHL em seu ano de elegibilidade, ele foi ranqueado apenas em 31º entre os patinadores norte-americanos. Com a direção do clube visando que ele adquirisse mais experiência, o atleta jogou mais dois anos na WHL com os Warriors. Ele também teve uma passagem de nove jogos pelo Syracuse Crunch da AHL entre eles, após Moose Jaw ter sua temporada encerrada.

    A importância de Point no Lightning foi aumentando de forma gradativa. Isto ocorreu especialmente devido ao valor baixo do cap hit do jogador durante seu contrato de novato. Ter o canadense no plantel da equipe permitia mais flexibilidade com relação à montagem do time. Além disso, o rendimento de Point fez com que ele se tornasse de vez uma parte importante do clube, que teve temporadas históricas com a sua presença no elenco. 

    Além de ter sido escolhido para um All-Star Game em 2018, Point soma 262 pontos em 295 partidas na NHL desde o início de sua carreira profissional. Com o fim de seu primeiro contrato, o canadense assinou uma extensão de três anos de duração com o Lightning, avaliada em 6.75 milhões anuais. 

    MENÇÕES HONROSAS:

    Kevin Fiala, LW, Nashville Predators (#11 overall): o suíço era um dos top prospects europeus, mas ainda tem dificuldades em se fixar como uma peça chave em um clube da NHL. Na temporada 2019-20 foi trocado para o Minnesota Wild. 

    Jakub Vrana, LW/RW, Washington Capitals (#13 overall): o tcheco venceu a Stanley Cup com os Capitals em 2018 e forneceu alguns dos melhores momentos da comemoração.

    Robby Fabbri, C, St. Louis Blues (#21 overall): depois de sofrer com diversas lesões de ligamentos, que o deixaram de fora da campanha vitoriosa dos Blues, o atleta foi trocado para o Detroit Red Wings em 2019.

    Kasperi Kapanen, RW, Pittsburgh Penguins (#22 overall): filho de um jogador identificado com a torcida do Philadelphia Flyers (o defensor Sami Kapanen), o winger não teve muitas chances de atuar pelos Penguins antes de ser envolvido na troca que levou Phil Kessel aos Pens. O finlandês é um Maple Leaf desde 2015 e é conhecido por sua rapidez e tenacidade.

    Thatcher Demko, G, Vancouver Canucks (#36 overall): o goleiro americano atuou por três anos na Boston College antes de se profissionalizar. Atualmente ele divide o gol dos Canucks com o sueco Jacob Markstrom. 

    Nathan Walker, C,  Washington Capitals (#89 overall): apesar de ter nascido em Gales, o jogador cresceu na Austrália e foi, portanto, o primeiro atleta do país a ser draftado na NHL. Além disso, Walker foi o primeiro galês e/ou australiano a vencer a Stanley Cup (com os Caps, em 2018), mas não preencheu os requisitos para ter seu nome gravado no troféu. 

  • A conquista da Stanley Cup de 2014 pelos Kings

    A conquista da Stanley Cup de 2014 pelos Kings

    Treze de junho de 2014. Para muitas pessoas, um dia qualquer. No entanto, para os Kings e seus fãs, um dia que entrou para a história. Desde o início da década até então, foram 5 temporadas na NHL, das quais o torcedor de Los Angeles teve a felicidade de ver seu time duas vezes campeão da Stanley Cup.

    Para este “10 for 10”, o vamos abordar e relembrar a grande trajetória do LA Kings até a vitória que deu ao time a segunda Stanley Cup de sua história. 

    A temporada

    O início da temporada 2013-14 foi marcado por grandes mudanças na NHL, como a nova estrutura das divisões da Liga. No entanto, os Kings não foram tão afetados com o realinhamento.

    Os Kings acabaram por estrear relativamente bem na nova temporada. O time venceu o primeiro jogo, fora de casa, contra o Minnesota Wild, mas acabou perdendo os dois que se seguiram. Assim seguiu a equipe durante todo o mês de outubro, tendo um bom rendimento e se mantendo em posições razoáveis no ranking da Liga.

    Novembro trouxe as melhores performances de LA na temporada regular. O time perdeu apenas duas partidas no tempo regulamentar, tendo 2 derrotas em overtime e outras duas em shootout. Foram estas derrotas que acabaram rendendo pontos para a equipe se manter na zona de playoffs. 

    Ao fim do ano de 2013, os Kings possuíam 54 pontos em 41 jogos, com uma média de 2 gols por partida. O bom desenvolvimento fez com que, desta forma, o time iniciasse 2014 sendo parte dos 3 primeiros colocados da Divisão Pacífica.

    Porém, o mês de janeiro do novo ano acabou sendo frustrante para a equipe e seus fãs. Los Angeles somou 8 derrotas em tempo regulamentar, e outras duas em SO. Portanto, ao fim do mês, a equipe teve apenas um aumento de 12 pontos em relação ao 54 que possuía no início de janeiro. 

    As coisas passam a melhorar para a equipe em fevereiro e março de 2014. O ataque dos Kings, composto por Tyler Toffoli e Tanner Pearson, conseguiu se manter estável e, por fim, acabou levando o time a 94 pontos ao fim de março, com 14 vitórias em 20 jogos. 

    A temporada regular chegou ao fim para Los Angeles em 12 de abril de 2014, e com passagem direta para a pós-temporada. A equipe finalizou com 100 pontos (décima colocação geral), no 3º lugar da Divisão Pacífica e ocupando a sexta posição na Conferência Oeste.

    Apesar de ter apresentado um desenvolvimento razoável ao longo da temporada, o ritmo dos Kings mudou drasticamente para melhor nos playoffs. Sem dúvidas, isso influenciou na vitória do segundo campeonato na história da equipe.

    Os playoffs

    O primeiro adversário dos Kings na pós-temporada foi o San Jose Sharks. O time de San Jose também vinha de uma grande temporada, terminando no segundo lugar da Divisão Pacífica.

    Era senso comum que os Kings teriam um grande desafio pela frente, o que se confirmou na série. O time de Los Angeles foi derrotado nas três primeiras partidas do round, sendo duas destas em casa e com grande domínio dos jogos por parte dos Sharks. 

    O Jogo 4 era decisivo para os Kings. O placar das três partidas anteriores e o ritmo de jogo apontavam a equipe de San Jose como a favorita para a vitória da disputa. No entanto, contando com um elenco cheio de talentos, os Kings souberam virar o jogo por completo.

    O time venceu a quarta partida do round e, assim, forçou um Jogo 5 em casa – no qual também saiu vitorioso. Assim, o round avançou para uma 6ª partida, que também contou com uma vitória dos Kings.

    No Jogo 7, com a série empatada, a equipe vencedora estaria classificada para a próxima fase. Após toda a reviravolta, os Kings, por fim, venceram a partida e garantiram sua vaga para o segundo round dos playoffs.

    Posteriormente, o Los Angeles enfrentou o Anaheim Ducks. Os Kings venceram as duas primeiras partidas em Anaheim, com a primeira terminando na prorrogação. No entanto, o rendimento do time acabou decaindo, e assim, acabaram por serem derrotados nos Jogos 3 e 4, em casa.

    Na quinta partida, os Kings voltaram para Anaheim, porém acabaram acumulando outra derrota. Desta forma, o Ducks lideravam então a série, precisando de uma vitória para avançar. Porém, no Jogo 6, LA voltou a vencer e, com a vitória também no Jogo 7, o time, por fim, avançou para a final da Conferência Oeste.

    O penúltimo adversário de Los Angeles era o Chicago Blackhawks, que vinha de dois campeonatos conquistados desde 2010 – um destes na temporada anterior. Os Kings viajaram para Chicago para a primeira disputa da série, e acabaram sendo derrotados pelo time da casa. No entanto, os Kings venceram as três partidas que se seguiram, duas destas na Califórnia.

    Ao perderem o Jogo 5, o confronto avançou para mais uma partida – esta que os Kings também perderam para os Hawks. Por fim, com a série empatada, ambos os times se encontram para um Jogo 7.

    A Final do Oeste em 2014 foi disputada até o último período e não faltou talento em nenhum dos lados no que muito consideram uma das melhores séries de playoffs nos últimos anos. Para a felicidade dos torcedores de Los Angeles, a equipe derrotou o então atual Chicago e, pela segunda vez na década, garantiu uma passagem para a Final da Stanley Cup.

    O último desafio dos Kings até troféu era o New York Rangers. Essa era a primeira vez desde 1981 que times de Nova York e Los Angeles se encontravam em uma final no nível profissional, quando New York Yankees e Los Angeles Dodgers se enfrentaram na World Series (MLB).

    Os Rangers também vinham de uma ótima temporada regular e nos playoffs. Porém, isso não foi problema para Los Angeles. A equipe acabou vencendo os dois primeiros jogos em casa, ambos no overtime. Seguidamente, também venceu o terceiro em Nova York. No entanto, com a derrota na quarta partida, os Rangers acabam forçando um jogo cinco na rodada final.

    LA Kings campeão 

    O Jogo 5 aconteceu no Staples Center – casa da equipe de Los Angeles. Por vir de três vitórias no round, os Kings precisavam apenas ganhar esta partida para serem coroados campeões de 2014. 

    Justin Williams abriu o placar para Los Angeles logo no primeiro período. No entanto, os Rangers se recuperaram, marcando dois gols no segundo período da partida.

    Em seguida, Marian Gaborik acabou deixando tudo igual para os Kings, levando o jogo para a prorrogação. Após um período extra inteiro, ambos os times se encaminharam para um segundo OT, no qual, aos 14:43, Alec Martinez colocou fim à partida ao levar o puck para o fundo da rede. 

    Assim, em casa, o Los Angeles Kings se consagrou campeão da Stanley Cup pela segunda vez na década e na história do time. Dustin Brown, capitão da equipe, levantou a taça diante de um Staples Center lotado de torcedores dos Kings.

    O troféu Conn Smythe foi para Justin Williams, de LA, considerado o jogador mais valioso nos playoffs. Outros destaques do elenco foram Anze Kopitar, que liderou a pós-temporada em pontos (26); e Marian Gaborik, jogador com mais gols nos playoffs (14).

    Por fim, a equipe comemorou a conquista com um desfile nas ruas de Los Angeles, que contou com cerca de 300 mil fãs.

    O Los Angeles Kings teve uma das melhores equipes da primeira metade da década. O time soube trabalhar em conjunto e, por isso, como recompensa teve seu nome marcado na Stanley Cup duas vezes em três anos. 

    Atualmente, o time não passa por uma de suas melhores fases. Serão necessários talvez anos de reconstrução para que a equipe volte ao protagonismo na Liga. Portanto, nos resta relembrar as suas conquistas e torcer para que, nos próximos 10 anos, os Kings possam coroar sua torcida com mais algumas Stanley Cups.

  • NHL dá inicio à Fase 2 e anuncia Fase 3 do plano de retorno

    NHL dá inicio à Fase 2 e anuncia Fase 3 do plano de retorno

    Em novo anúncio, a NHL informou uma data para mais uma fase do plano de retorno ao gelo. Já tendo dado início à Fase 2 do protocolo, a Liga agora informou a data da Fase 3 numa tentativa de finalizar a temporada 2019-20 com um campeão.

    Outras ligas profissionais de hockey, optaram por cancelar suas temporadas, como a o caso da AHL

    Ainda no final de maio, a Liga fez um pronunciamento informando o encerramento da temporada regular. No entanto, eles anunciaram um plano com diversas fases para que os playoffs pudessem acontecer. Incluindo novos procedimentos para a loteria do draft 2020.

    Ao todo foram quase três meses de reuniões, planejamento e especulações entre a NHL e a NHLPA para que isso fosse possível. Em seu anúncio, no mês passado, a Liga também informou como irá funcionar os playoffs da temporada atual, caso o mesmo seja possível.

    As fases do retorno 

    Ainda em seu comunicado, a NHL informou que o retorno ao gelo seria gradual e para isso eles o dividiram em fases. Para que a próxima fase fosse possível a primeira teria que entrar em vigor e assim por diante.

    Foi exatamente assim que a NHL anunciou o início da Fase 2 no dia 8 de junho. Esta consiste em pequenos grupos de no máximo seis jogadores podendo treinar juntos. Ela também aponta que o número de funcionários nas arenas deve estar reduzido e são necessários agendamentos para que os números de pessoas no local não seja excedido.

    Os jogadores devem voltar de forma voluntária e todos tem que passar por exame de saúde. 

    Apenas uma semana depois, no dia 11 de junho a Liga anunciou uma data para o início da Fase 3. Nesta, os 24 times que estão classificados para a pós-temporada poderão retornar ao training camp a partir de 10 de julho. A partir de então, aguardarão a data da Fase 4, etapa final que consiste no retorno total dos jogos.

    Apesar de tudo ser um teste e a Liga informar que vem pensando em todas as etapas com cuidado, muitos jogadores mostram preocupação com o retorno dos jogos. A NHLPA tem participado ativamente de cada decisão por parte da NHL e tem estado de acordo. Restando somente que tudo dê certo para que a Liga consiga enfim finalizar a temporada.

    Especulações e mudanças

    A temporada estava programada para terminar no dia 4 de abril, com os playoffs começando apenas dois dias depois, no dia 6. No entanto, com o primeiro caso positivo do novo coronavírus aparecendo na NBA, a Liga então decidiu que o melhor era pausar a temporada por precaução. Entretanto, os países norte americanos entraram em quarentena e com isso o tempo de pausa foi prolongado.  

    Inicialmente muito se foi especulado com a pausa da NHL, que ainda contava com 189 jogos para acontecer. Desde de jogos sem público aos playoffs com os times da maneira que estava a tabela no momento da pausa, a NHL estudava a melhor maneira possível para que a temporada chegasse ao fim sem muito dano.

    Com a pausa da temporada, posteriormente a Liga precisou anunciar o também adiamento do Draft 2020 e do NHL Awards, que aconteceriam em junho deste ano. 

    Não somente a pausa afetou o calendário da temporada, ela também afetou as arenas e consequentemente os funcionários destas. Sem os jogos e sem saber quando esses jogos iriam acontecer, ficou em aberto como ficariam os salários dos funcionários. Essa questão gerou uma polêmica na Liga quando alguns times anunciaram que não iriam pagar os mesmos.

    A partir daí, vimos uma comoção no mundo do hockey, com vaquinhas online sendo criadas para ajudar nesses pagamentos, além é claro de doações dos próprios jogadores. Com isso, muitos times acabaram se pronunciando sobre o assunto e informando publicamente como lidariam com a situação.

    Foto: Reprodução / Twitter @EdmontonOilers

  • Racismo no Hockey: O silêncio não é mais uma opção

    Racismo no Hockey: O silêncio não é mais uma opção

    Há duas semanas George Floyd foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, de forma brutal, enquanto pedia por socorro diversas vezes. A morte de Floyd gerou diversos protestos em várias cidades dos EUA e do mundo contra o racismo e a violência policial sofrida pela comunidade negra. 

    Todo este acontecimento, somado as denúncias de abuso sofridas pelo jogador Akim Aliu (que vieram à tona em novembro), fizeram surgir diversas questões sobre o racismo no hockey. A maior parte delas em torno da postura assumida pela própria NHL diante de tais absurdos. Além disso,  o silêncio ensurdecedor da maior parte dos jogadores da Liga foi bastante criticado. 

    E então, após todas as observações, passamos a nos perguntar: o hockey é mesmo para todos?

    Infelizmente, a resposta para essa pergunta ainda é não. E por que é não? Porque ainda falta representatividade e aceitação desta pela comunidade do hockey, que apesar de já estarmos no século XXI, tem seus valores pautados em uma cultura excludente. 

    Primeiramente, precisamos começar este texto ressaltando algo muito importante: O hockey ainda possui uma cultura muito forte baseada em valores do século passado, que acompanham o esporte desde seus primórdios. E apesar desta, em alguns momentos, influenciar de forma positiva no esporte, fazendo com que este seja diferente dos demais, ela também se torna excludente. O texto de Akim Aliu, postado no The Players Tribune no dia 19 de maio, apesar de serem palavras difíceis de digerir, aborda muito a parte negativa do que essa cultura do esporte acaba trazendo. 

    Muito mais do que a NHL

    Akim retrata, claramente, todo o preconceito que sofreu durante não só sua passagem na NHL, mas também nos juniores. Dessa forma, acredito que seja importante iniciar a reflexão por aqui. Crianças absorvem tudo que o que escutam, e se desenvolvem sendo um reflexo de tudo que as foi ensinado desde o dia em que nasceram. A partir do momento em que alguém as ensina que pessoas negras não merecem estar dentro do hockey, e o discurso se torna contínuo nos ambientes em que frequentam, a probabilidade de elas o repetirem é enorme. 

    Essas crianças saem do Pee-Wee hockey para os juniores, passam pelo College Hockey e chegam até a NHL ainda escutando e reproduzindo o mesmo discurso, que continua a ser reforçado por muitos a sua volta. Adquirem também a consciência de que o abuso de poder e discriminação que executam é o correto. E então, futuramente, quando nos deparamos com relatos como os de Akim Aliu e Evander Kane, as coisas voltam novamente a fazer sentido. Esses relatos contam claramente o preconceito racial que estes jogadores sofreram dentro de vestiários, por parte de colegas de time, devido a cor da pele que possuem. Discriminação essa que ainda sofrem exercendo seu trabalho dentro do gelo, e que na maioria das vezes passa impune. Portanto, isso tudo volta a nos provar um outro ponto: a NHL ainda não aceitou por completo a diversidade e representatividade que o hockey tanto precisa. 

    É muito importante citar que o hockey é um reflexo da sociedade em que vivemos. Essa que ainda é extremamente racista. Ainda existem pessoas no mundo que não entendem que qualquer tipo de discriminação por raça, cor, gênero e sexualidade não são mais bem vindas no século 21. É necessário esquecer esses atos baseados em ódio no passado, para que apenas assim todos possamos evoluir, e deixar, por fim, qualquer tipo de preconceito para trás. 

    Todavia não podemos esquecer do papel da NHL na causa. Por ser uma Liga que já se declarou abertamente contra qualquer tipo de preconceito, criando um programa que tem o intuito de fazer com que todos sejam bem vindos ao hockey, é papel da mesma agir de acordo com as diretrizes que prega. Desta forma, mostrar que a inclusão proposta vai muito além de apenas trazer visibilidade para estas causas durante o black history month. O racismo no hockey não acontece apenas durante um mês. Ele se faz presente sempre, dos juniores ao profissional. É visível. Os relatos dos jogadores não mentem. 

    Posição dos atletas

    Mesmo com as diretrizes da Liga ser inclusiva, ainda assim, notamos a falta de engajamento e empatia de jogadores e de muitos torcedores com a causa. Quando as acusações de Aliu vieram a público, acumularam-se dias até que a Liga se manifestasse com uma nota de repúdio aos atos. Mas além de uma nota de repúdio, e o envolvimento com a causa apenas durante um mês do ano, nada mais foi feito. 

    Um jogador que dedicou, e ainda dedica, grande parte de sua vida ao hockey, teve coragem o suficiente para vir a público relatar os abusos e racismo que sofreu durante a sua jornada no esporte e, em troca, obteve o silêncio de muitos times e colegas. E o silêncio nessas horas é ensurdecedor. Deve ser gritante quando se olha para trás, e nota-se que a maior parte da comunidade do hockey, que prometeu estar ali por você, virou as costas para todo o sofrimento e humilhação feitos apenas devido a cor da sua própria pele. E isso é errado de tantas formas.

    Por isso é de extrema importância que os jogadores brancos da NHL se pronunciem. Que mostrem aos seus times e torcedores o quanto a conduta racista é errada e precisa ser desprezada e condenada. Existem pessoas que fazem destas figuras os seus ídolos, que os assistem e seguem em mídias sociais. E se partir deles a iniciativa de influenciar de maneira positiva àqueles que os acompanham, e, desta forma, outros acabarem fazendo o mesmo, a mudança finalmente passa a acontecer. 

    George Floyd: a brasa de uma fogueira

    Mas ao falar de esporte não podemos esquecer que tudo está dentro de um contexto. Quando ocorrem acontecimentos de tamanha grandiosidade como os protestos neste exato momento nos EUA, que envolve injustiça e discriminação com uma comunidade que a Liga declarou que apoia, o silêncio volta a ser gigantesco. Ele volta a dizer coisas que não foram ditas, e que passam a ficar claras. Esta é a hora de falar, de se posicionar, pois em momentos como estes o silêncio pode ser conivente com o lado que não é certo. 

    Alguns jogadores da NHL, que entendem seus privilégios como brancos dentro da sociedade e do esporte, tomaram a iniciativa de finalmente quebrar o silêncio. A primeira  mensagem foi feita por Nolan Patrick, no Instagram, se sensibilizando com a morte de George Floyd, no dia do ocorrido. A partir disso, tivemos os tweets de Evander Kane que acabaram movimentando Logan Couture, Blake Wheeler e outros jogadores a virem a público explanar suas condolências e indignação com o sistema racista em que vivemos. E quando um jogador de alto escalão fala, outros também acabam sendo inspirados com a necessidade de expressar, dando assim mais voz à luta. Uma importante ação, mas que não deve ser ovacionada, pois é obrigação destes, como seres humanos e influenciadores, apontar e condenar a discriminação racial.

    https://twitter.com/Logancouture/status/1266808775140237312?s=20

    No dia 31 de maio, às 23:24 (horário de Brasília), a NHL finalmente veio a público se pronunciar e repudiar os atos racistas. Afirmou também que irá trabalhar mais para que hajam mudanças em relação às discriminações ainda propagadas no esporte. E por fim, encorajaram os jogadores e clubes a usarem suas plataformas e privilégios para ajudarem na mudança.

    E um destes passos em relação à mudança finalmente foi dado. Na manhã de ontem (08), sob a liderança de Akim Aliu e Evander Kane foi criada a Hockey Diversity Alliance. Contando também com a participação de Matt Dumba, Wayne Simmonds, Trevor Daley, Chris Stewart e Joel Ward, a iniciativa vem com a intenção de promover diversidade no hockey e erradicar o racismo presente no esporte. No pronunciamento, os jogadores voltaram a anunciar que querem não só trazer mudanças positivas para o hockey, mas também para a sociedade. 

    O comitê, formado apenas por homens, fez surgir alguns questionamentos sobre o porquê de não existirem também mulheres negras sendo representantes. Saroya Tinker, jogadora do Metropolitan Riveters, da NWHL, foi a primeira a se manifestar em relação ao assunto. E seguidamente, revelou em seu twitter que Evander Kane havia entrado em contato para que fosse feita a integração de mulheres no comitê. Outro grande passo em relação a mudança. 

    Alguns dos posicionamentos, como por exemplo os de Jonathan Toews, Tyler Seguin, e Patrice Bergeron, mostraram a sinceridade nas palavras dos jogadores e ações tomadas que valem a pena serem destacadas (mas não louvadas). 

    Toews direcionou suas palavras a todas as pessoas brancas, que possuem privilégios devido a cor de sua pele. Foi pontual ao defender os protestos, e o porquê de serem necessários da maneira que estão acontecendo. Por fim, o capitão dos Hawks usou suas plataformas para pedir que seus seguidores, e torcedores do clube, abram os olhos para o racismo e usem a suas vozes para dar um novo rumo a esta situação: um rumo melhor. 

    Tyler Seguin usou de seu Instagram e Twitter, no domingo, para compartilhar algumas palavras. O jogador demonstrou sua repulsa com os atos racistas crescentes na América e se comprometeu a ser uma voz aliada na luta contra a discriminação racial. Mas o mais surpreendente foi o ver o jogador participar de um dos protestos que ocorreram em Dallas, TX. A cidade, localizada em um dos estados mais segregantes dos EUA, parou neste mesmo dia em uma silenciosa homenagem a George Floyd.

    https://twitter.com/tseguinofficial/status/1268679325076918272?s=20

    Já Patrice Bergeron, por não ter nenhum tipo de mídia social, utilizou as dos Bruins para se posicionar. Ele lamentou a morte de George Floyd, e a de tantas antes dele, que ocorreram de forma injusta em função da sociedade racista em que vivemos. No entanto, Bergeron foi além das palavras e doou 25 mil dólares para duas instituições nos EUA e Canadá que lutam contra a discriminação racial. 

    Três jogadores brancos, e alguns outros, vieram a público utilizar suas plataformas, com milhares de seguidores, para serem aliados na luta contra o racismo. E a importância de fazerem isso é absurda. Principalmente no hockey, onde muitas pessoas ainda se recusam a falar sobre o racismo e a reconhecê-lo. 

    Racismo é pauta no hockey

    Em uma entrevista para o The Athletic, Evander Kane ressaltou que muitos ainda não enxergam que o racismo seja um problema no hockey e o quanto ele afeta a vida dos jogadores negros que disputam pela Liga Nacional de Hockey. 

    “Pessoas acabam dizendo ‘você está procurando’ e ‘você está procurando algo que não existe, é besteira.’ Não é dessa maneira para mim, ou para nós. […] Muitas pessoas gostam de fingir que isso não acontece. Que isso não existe. E esse é o problema.”

    Evander Kane, para o The Athletic

    Ele também voltou a ressaltar na entrevista que muitos dos jogadores negros da NHL pensam da mesma forma. No entanto, a discussão sobre o assunto quase nunca acaba pública por medo das consequências as quais estão destinados. Seja o risco de ter um contrato terminado, ou não ser chamado dos minors para o profissional. O medo de ter a carreira sabotada sempre se encontra presente.

    “Como minoria, há mais a se levar em conta para nós. Não importa quantas vezes as pessoas queiram, digam que somos todos iguais e somos todos uma equipe…Ainda não somos tratados da mesma forma. E não apenas no hockey, mas no mundo, que é algo pelo qual estamos lutando: sermos tratados como iguais e obter oportunidades iguais.”

    Evander Kane, para o The Athletic

    Kane voltou a dizer que a melhor maneira de a comunidade do hockey ser uma aliada na luta contra o racismo é conversar sobre as questões raciais presentes no esporte. Aprender com aqueles que têm sofrido com o peso da discriminação na pele todos os dias, usar suas próprias plataformas para serem vozes. E após muito tempo, isso felizmente está acontecendo. 

    Ontem à tarde, a própria comunidade do hockey se reuniu em um vídeo, publicado pelo jornalista Anson Carter, com o intuito de utilizar as vozes de grandes nomes no mundo do hockey para fortalecer a luta contra o racismo. O vídeo, onde, juntos, todos pronunciam a frase “Você não precisa se parecer com George Floyd para entender que o que aconteceu com ele está errado”, contou com a presença de nomes como Henrik Lundqvist, Patrick Kane, Sidney Crosby, Quinn Hughes, Angela James, Leon Draisaitl e outros mais. 

    https://twitter.com/ansoncarterla/status/1268948428077359104?s=21

    Pronunciamentos são importantes, principalmente vindo de pessoas tão reconhecidas na Liga. Mas mais do que apenas notas de repúdio, este é o momento de agir, aprender, e fazer mais do que apenas um texto, ou postar uma tela preta nas redes sociais. É o momento de usar esta influência para fazer com que o jogo vire. 

    “A primeira coisa que você precisa entender é que as pessoas são mais preocupadas em parecer uma boa pessoa do que ser uma boa pessoa. Sim, eu disse ontem algo bom, mas é sobre ser um boa pessoa e dar os próximos passos. É falar com nossa equipe e pessoas que trabalham com nossa equipe sobre o próximo passo. O que fizemos foi bom, mas não é o suficiente. É [preciso] chegar e entender. Eu entendo a essência, mas quero saber mais sobre o fundo deste mundo e a sociedade com a qual os negros têm que conviver, mas não se sentem confortáveis em estar.”

    Tyler Seguin, para o The Athletic

    Falta de espaço da Liga

    Atualmente, menos de 10% dos jogadores profissionais da Liga são negros. Portanto é preciso entender que existe uma problemática neste número. O problema é muito maior do que apenas o incentivo para a prática do esporte, e envolve questões sociais muito maiores e profundas. Mas, ainda sim, seria muito bem-vindo se a NHL se envolvesse mais com a diversidade no hockey. Se existisse um maior envolvimento com as minorias do que apenas um mês ou uma noite. 

    Criação de programas, apoio e envolvimento com a causa precisam se tornar coisas presentes no rule book da NHL. Entender que uma iniciativa que tenha o intuito de contar a história dos negros no esporte precisa ser feita com os jogadores negros. Pessoas que possuem o lugar de fala e irão retratar melhor do que ninguém suas experiências. Por fim, tomar a iniciativa de fazer com que esses jogadores falem abertamente sobre a discriminação que sofreram devido a cor da sua pele, e mostrar para seus torcedores que essa conduta é completamente errônea, e não deve se prolongar. 

    No entanto, apesar de a iniciativa ter sido feita, ainda é difícil aceitar que, em décadas de existência, a NHL só tenha iniciado o Black History Month há 2 anos. É importante contar as histórias de jogadores como Willie O’Ree, e todos os outros que vieram depois dele. As pessoas passam a gostar de um esporte quando se identificam com este. E como um jovem negro irá se identificar com um esporte o qual não possui representação alguma da sua comunidade? 

    O racismo no hockey é sim um reflexo da sociedade em que vivemos. Mas é necessário que a NHL, como maior Liga de hockey no mundo, admita que existe um problema no fato de que os jogadores negros presentes na Liga sejam menos do que a soma dos dedos de duas mãos juntas. É necessário investimentos por parte da NHL, e de jogadores que possuem grande influência, nas comunidades, para que assim possam existir mais grandes influências no hockey como PK Subban, Evander Kane, Ryan Reaves e Anthony Duclair.

    É preciso que a Liga entenda o seu alcance, quantas pessoas se inspiram em seus jogadores, e seja parte da mudança. Mudar a consciência e o posicionamento de um adulto muitas vezes é difícil, mas a sua influência pode alcançar a próxima geração de futuros jogadores de hockey que, atualmente, são crianças e estão em fase de aprendizado. Elas se inspiram em seus ídolos. E se estes nomes começarem a espalhar a mensagem da importância da representatividade, as coisas podem começar a finalmente caminhar para frente. 

    O hockey é um esporte incrível. Existe uma comunidade inteira de torcedores apaixonados e engajados com seus times e com todos que já fizeram parte do hockey. Mas ainda existe uma cultura que acaba censurando e que é seletiva. Ainda existe o fato gritante de que 80% dos jogadores da NHL são brancos. E coisas assim não são apenas mera coincidência. Histórias como a de Akiu Alim não são as únicas. 

    Atualmente, o hockey não é para todo mundo. Mas pode ser. Alguém só precisa dar o primeiro passo em direção a mudança para que, só assim, esteja claro que o hockey é para quem quiser ser parte do hockey. 

    Foto: Reprodução/espn.com

  • Vegas anuncia nome e logo de afiliado na AHL

    Vegas anuncia nome e logo de afiliado na AHL

    Nesta quinta-feira, 28 de maio, o Vegas Golden Knights deu boas vindas ao seu novo time afiliado da AHL. A principal liga de desenvolvimento de jogadores para a NHL apresentou o nome e o logo de seu mais novo membro, o Henderson Silver Knights, baseada na cidade de Henderson, a 26km de Las Vegas. 

    O anúncio foi feito pelo presidente e CEO do Vegas Golden Knights, Bill Foley, em um programa ao vivo de uma hora na KSNV NBC Las Vegas, que também foi transmitido pelas contas do time no Facebook, Twitter, YouTube e Twitch.

    Em fevereiro de 2020, o Vegas Golden Knights anunciou que compraria a equipe afiliada do St. Louis Blues, o San Antonio Rampage. Contudo, o anúncio da identidade do time só foi finalmente divulgados após três meses.  

    A temporada de inauguração será a de 2020-21. A casa dos Silver Knights será a Orleans Arena, localizada no Orleans Hotel and Casino.

    Em 19 de maio de 2020, a cidade de Henderson aprovou um contrato de projeto com a SK Arena, LLC (SK Arena), uma afiliada do Vegas Golden Knights. Dessa forma, avanços no design e construção poderão ocorrer para substituir o Henderson Pavilion até a construção da Orleans Arena ser concluída.

    O logo

    Fonte: https://hendersonsilverknights.com/

    É possível notar algumas semelhanças entre os logos do VGK e seu afiliado.

    No site oficial do time, existe um detalhamento interessante sobre a origem dessa identidade.

    Composto por uma cabeça de cavalo com um capacete em forma de H, inicial da cidade de Henderson, vale ressaltar que as origens medievais do nome da equipe se conectam com as mesmas origens do time principal, Vegas Golden Knights. 

    “O cavalo desempenhou um papel vital na jornada de um cavaleiro para se tornar elite, ajudando nos treinos do cavaleiro, nos aprimoramento das habilidades e no desenvolvimento como todo. Portanto, como o principal afiliado do Vegas Golden Knights, o Henderson Silver Knights se encontra em uma posição idêntica: a de ajudar na jornada de um cavaleiro a se tornar um guerreiro de elite.

    “O cavaleiro a cavalo é um dos símbolos mais intimidantes. Um oponente verdadeiramente temível, o cavaleiro em seu cavalo adotou a mentalidade de sempre avançar e nunca recuar.”

    O time optou por seguir pelas mesmas três cores principais que a equipe da NHL: prata, ouro e preto. Diferentemente de Vegas, no entanto, os Silver Knights não levam o vermelho também em sua identidade.

    “Enfim, os olhos dourados homenageiam o clube em Las Vegas. Os olhos do Silver Knights estão sempre focados em avançar para o nível principal, o Vegas Golden Knights.

    “Além disso, o estado de Nevada também conhecido como Silver State, abriga a maior população de cavalos selvagens do país.”

    Foto: Reprodução NHL.com

  • Novos procedimentos na Loteria do NHL Draft de 2020

    Novos procedimentos na Loteria do NHL Draft de 2020

    A NHL se pronunciou nesta terça-feira (26) sobre seu planejamento para a retomada dos jogos da temporada 2019-20. Além da confirmação do modelo de 24 equipes na pós-temporada, a Liga divulgou também como planeja realizar a loteria do draft de 2020, que determina a ordem das primeiras 15 escolhas no evento.

    Segundo o anúncio do comissário Gary Bettman, o sorteio envolverá as sete equipes já eliminadas com o fim da temporada regular, mais as oito que perderem na Rodada Qualificatória (Qualfying Round) dos playoffs.

    O protocolo estabelece de três a seis sorteios a serem realizados em uma ou duas fases. A possibilidade de uma segunda fase depende dos resultados da primeira.

    A primeira fase está marcada para o dia 26 de junho, antes da Rodada Qualificatória (no caso dela realmente acontecer). Serão feitos três sorteios envolvendo as sete equipes não qualificadas para a pós-temporada, mais as oito posições a serem preenchidas pelas eliminadas no Qualifying Round. Estes oito times serão representados como “escolhas não-atribuídas”.

    Os três sorteios definirão, respectivamente, as 1ª, 2ª e 3ª escolhas do NHL Draft de 2020. Se uma das oito potenciais eliminadas da Rodada Qualificatória for sorteada nesta primeira fase, um novo sorteio será realizado entre estas equipes, após a definição de cada uma delas.

    As chances de vitória na loteria dos sete times já eliminados (listadas abaixo) são baseadas em seu aproveitamento de pontos até o momento da pausa da temporada regular, em 12 de março. A cada sorteio, a probabilidade aumenta proporcionalmente para cada equipe.

    Probabilidade de cada time vencer o primeiro sorteio (percentual de aproveitamento de pontos entre parênteses):

    • Detroit Red Wings (27,5%): 18,5% para a primeira escolha
    • Ottawa Senators (43,7%): 13,5%
    • Ottawa Senators (do San Jose Sharks, 45%): 11,5%
    • Los Angeles Kings (45,7%): 9,5%
    • Anaheim Ducks (47,2%): 8,5%
    • New Jersey Devils (49,3%): 7,5%*
    • Buffalo Sabres (49,3%): 6,5%*
    • Time do Qualifying Round A: 6,0%
    • Time do Qualifying Round B: 5,0%
    • Time do Qualifying Round C: 3,5%
    • Time do Qualifying Round D: 3,0%
    • Time do Qualifying Round E: 2,5%
    • Time do Qualifying Round F: 2,0%
    • Time do Qualifying Round G: 1,5%
    • Time do Qualifying Round H: 1,0%

    *Os Devils recebem chances maiores que os Sabres pois tiveram um percentual menor de vitórias no tempo regulamentar em relação às em prorrogação (respectivamente 34,8% e 40,6% para cada time)

    Caso as três primeiras escolhas fiquem entre sete últimos colocados da temporada regular, não haverá segunda fase. Dessa forma, os quatro times restantes entre os eliminados receberão as escolhas de 4 a 7, em ordem inversa de seu aproveitamento de pontos na temporada regular. Por fim, as escolhas de 8 a 15 serão distribuídas ao final da Rodada Qualificatória às equipes eliminadas, também seguindo a ordem inversa de aproveitamento de pontos.

    A segunda fase da loteria, se necessária, acontece entre o Qualifying Round e a primeira rodada dos Playoffs da Stanley Cup. O número de sorteios neste segundo evento será determinado pela quantidade de times classificados para a pós-temporada que ganharem um sorteio na primeira fase.

    Para cada time do Qualifying Round (não-atribuído) que vencer uma das três primeiras escolhas, um sorteio da segunda fase será conduzido entre as equipes eliminadas restantes. As chances para cada uma das equipes do Qualifing Round no primeiro sorteio da segunda fase da loteria são de 12,5%.

    No caso de três equipes da Rodada Qualificatória vencerem os primeiros sorteios, as escolhas de 4 a 15 serão distribuídas entre as sete últimas colocadas, na ordem inversa de aproveitamento de pontos na temporada regular.

    Caso uma ou duas equipes vençam na primeira fase, qualquer um dos últimos sete times receberá a respectiva escolha da equipe sorteada, respeitando a ordem inversa de aproveitamento de pontos.

    Percentual de aproveitamento de pontos para as 16 equipes disputando a Rodada Qualificatória:

    • Montreal Canadiens: 50%
    • Chicago Blackhawks: 51,4%
    • Arizona Coyotes: 52,9%
    • Minnesota Wild: 55,8%
    • Winnipeg Jets: 56,3%
    • Calgary Flames: 56,4%
    • New York Rangers: 56,4%
    • Vancouver Canucks: 56,5%
    • Nashville Predators: 56,5%
    • Florida Panthers: 56,5%
    • Columbus Blue Jackets: 57,9%
    • Toronto Maple Leafs: 57,9%
    • Edmonton Oilers: 58,5%
    • New York Islanders: 58,8%
    • Carolina Hurricanes: 59,6%
    • Pittsburgh Penguins: 62,3%

    As quatro equipes no topo de cada conferência, bem como as oito que avançarem para o primeiro round dos playoffs, não participam da loteria do NHL Draft. Com a esperada conclusão da pós-temporada, a ordem das escolhas restantes será definida de acordo com a classificação final de cada um dos 16 participantes.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • NHL oficializa novo formato para pós-temporada

    NHL oficializa novo formato para pós-temporada

    No dia 12 de março de 2020 a NHL anunciou que pausaria a temporada regular de 2019-20, por conta da pandemia de COVID-19. Desde então, a Liga vem explorando diferentes opções que possibilitem um retorno seguro e justo para a realização de um novo formato para a pós-temporada, e a conclusão do atual campeonato, com um time vencedor da Stanley Cup.

    Após mais de dois meses de reuniões e especulações, tivemos uma confirmação de um plano para o retorno dos jogos. O anúncio aconteceu na tarde de terça (26), em uma conferência realizada pelo comissário da NHL Gary Bettman.

    Primeiramente, Bettman anunciou que o protocolo foi decidido em uma votação em conjunto da Associação de Jogadores na NHL (NHLPA). Vale ressaltar que com o novo formato, a temporada regular foi oficialmente encerrada, ainda com 189 jogos a serem disputados.

    O torneio de pós-temporada contará com as 12 melhores equipes de cada conferência, baseadas no aproveitamento de pontos de cada uma calculados com base na campanha de todas as equipes até o momento da pausa.

    As quatro melhores times de cada conferência avançam automaticamente para a primeira rodada tradicional de 16 equipes. Entretanto, em cada conferência, as quatro equipes jogarão uma vez entre si para determinar a ordem de classificação que definirá sua posição no bracket.

    O top 4 no Leste definido conta com Boston Bruins, Tampa Bay Lightning, Washington Capitals e Philadelphia Flyers. No Oeste, temos St. Louis Blues, Colorado Avalanche, Vegas Golden Knights e Dallas Stars.

    Nota-se que três times da Divisão Central e apenas um da Pacífica compõem o top 4 no Oeste. Caso a Liga optasse por um formato divisional, em vez de baseado nas conferências, a posição de Dallas seria ocupada pelo Edmonton Oilers.

    Os demais times, nas posições de 5 a 12 da tabela, participarão de uma espécio de eliminatórias, em séries “melhor de 5”. Este momento foi chamado de Rodada Qualificatória (Qualifying Round). A NHL ainda vai decidir se ele contará propriamente como playoffs, para efeitos de registro e estatísticas (indiviuais e coletivas).

    Os duelos da Rodada Qualificatória foram divididos da seguinte forma:

    Conferência Leste

    • Pittsburgh Penguins (nº5) x Montreal Canadiens (nº12)
    • Carolina Hurricanes (nº6) x New York Rangers (nº11)
    • New York Islanders (nº7) x Florida Panthers (nº10)
    • Toronto Maple Leafs (nº8) x Columbus Blue Jackets (nº9)

    Conferência Oeste

    • Edmonton Oilers (nº5) x Chicago Blackhawks (nº12)
    • Nashville Predators (nº6) x Arizona Coyotes (nº11)
    • Vancouver Canucks (nº7) x Minnesota Wild (nº10)
    • Calgary Flames (nº8) x Winnipeg Jets (nº9)

    Este formato marca a volta do Arizona Coyotes aos playoffs após 12 anos, assim como o Edmonton Oilers, pela segunda vez após 14 anos. Vancouver Canucks e Florida Panthers voltam aos playoffs após 5 e 6 anos, respectivamente. Sete equipes estão eliminadas, sendo elas o Buffalo Sabres (fora dos playoffs desde 2011), New Jersey Devils, Anaheim Ducks, Los Angeles Kings, San Jose Sharks,  Ottawa Senators e o Detroit Red Wings. Por fim, a primeira parte do draft acontece no dia 26.

    Segundo Bettman, ainda, os confrontos dos playoffs das primeira e segundas rodada podem ser “melhor de cinco” ou “melhor de sete”, algo ainda a ser definido. No entanto, as finais de cada conferência e a Final da Stanley Cup continuarão séries de até sete jogos.

    Como era de se esperar, o formato não agradou a todos, já que alguns times viram suas chances de chegar aos playoffs crescer consideravelmente. Ao mesmo tempo, equipes que caminhavam quase que seguras de sua vaga entre os top 16, poderão ser eliminadas antes do primeiro round. Sobre isso, Gary Bettman, na conferência, afirmou que:

    “(…) Acreditamos que construímos um plano geral que inclui todas as equipes que, por uma questão prática, poderiam ter se qualificado para os playoffs quando a temporada foi interrompida, e esse plano produzirá um digno campeão da Stanley Cup. (…)”

    Apesar da NHL ter encontrado um plano aparentemente sólido para a pós-temporada, há outras questões mais importantes em jogo, principalmente quanto a segurança e saúde dos jogadores. Bettman disse que essas são as principais questões da NHL no momento:

    “A saúde e a segurança de nossos jogadores, treinadores, equipe de suporte essencial e nossas comunidades são fundamentais, embora nada esteja isento de riscos. Garantir a saúde e a segurança foi essencial para todo o nosso planejamento até agora e continuará sendo”

    Até então, não foram definidas datas certas para o início de todo esse processo, incluindo training camps e por consequência os próprios playoffs. A linha do tempo para cada fase do plano de retorno da NHL está atrelada à evolução da pandemia nestes tempos incertos.

    Da mesma forma, não temos a localização certa para a realização desta pós-temporada, porém a lista de possíveis sedes já foi determinada. A liga espera poder contar com duas Hub Cities, isto é, “cidades centrais” que serviriam de localização neutra para receber todos os jogos de cada conferência, bem como a finalem uma delas.

    A lista de potenciais cidades, determinada pela NHL, conta com Chicago, Columbus, Dallas, Edmonton, Las Vegas, Los Angeles, Minneapolis/St. Paul, Pittsburgh, Toronto e Vancouver. É fundamental que as cidades escolhidas tenham baixos indices de COVID-19 ou que a situação esteja bem controlada no momento que os jogos retornarem.

    Como dito antes, Bettman informou que a segurança, higiene e precaução são aspectos fundamentais para que a volta ocorra de fato. Durante o campeonato, as equipes terão um limite de 50 funcionários em suas respectivas hub cities. Assim, um pequeno número de funcionários de suporte também será permitido nas arenas.

    Bettman afirmou que um sistema largo de testes será implantado em cada cidade, o que demanda também uma alta disponibilidade destes na comunidade escolhida.

    Todavia, todo o planejamento é só um primeiro passo no longo processo de retorno do esporte. Esta semana, a NHL publicou também uma série de pontos-chave em seu protocolo de retorno do esporte, especificamente para a Fase 2 do processo, o período de transição “pós-autoquarentena”.

    No que diz respeito à próxima temporada, Bettman apenas afirmou que a Liga espera realizá-la em sua integridade, mas ela pode ter o começo adiado para até o início de janeiro.

    Autoridades de saúde e governamentais terão a aprovação final em qualquer caminho que a NHL decidir tomar. A Liga ainda leva em consideração o tempo de isolamento que será demandado de atletas retornando do estrangeiro, assim como a burocracia necessária em cada caso. Ainda há cidades e regiões com mais problemas e com proibições sobre locomoção.

    O estado de calamidade em que Nova York se encontra, por exemplo, fez com que Henrik Lundvist preferisse continuar em sua cidade natal, a Suécia. Em uma reportagem para um site Sueco, Lundqvist disse que “ainda há muito a concordar, já que somente o básico foi determinado. Dada a localização em Nova York, fico em casa. E acho que a maioria dos suecos também.”

    A conferência de Gary Bettman e a confirmação dos playoffs podem ser conferidas na íntegra no site oficial da NHL.

    Foto: Reprodução/Sportsnet