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  • Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    As 56 partidas da temporada regular chegaram ao fim, ou quase, já que o Vancouver Canucks está correndo atrás do prejuízo após terem seus jogos adiados por causa da COVID-19. Assim, tivemos que dizer “até logo” para 15 times da liga, que estão oficialmente de férias e só voltarão a marcar presença nas nossas noites na próxima temporada. Mas se seu time não foi qualificado, nada de ficar sem assistir hockey! Montamos um guia para te ajudar a escolher para qual time torcer nesses playoffs. 

    As 16 equipes que garantiram seu lugar na disputa pela Stanley Cup foram Boston Bruins, New York Islanders, Pittsburgh Penguins, Washington Capitals, Carolina Hurricanes, Florida Panthers, Nashville Predators, Tampa Bay Lightning, Colorado Avalanche, Minnesota Wild, St. Louis Blues, Vegas Golden Knights, Edmonton Oilers, Montreal Canadiens, Toronto Maple Leafs e Winnipeg Jets. 

    A temporada de 2020-2021 foi diferente do que estamos habituados, foi mais curta e começou bem depois do que era de costume devido à pandemia. Também por essa razão, a organização das conferências precisou ser modificada por causa de restrições de viagens entre Canadá e Estados Unidos, e entre os estados também. Assim, a tão sonhada Divisão Canadense, ou Norte como foi denominada, foi criada para a felicidade dos fãs, mesmo que apenas temporariamente. E algumas surpresas, ou milagres, saíram dali. 

    Organizamos este guia conforme o posicionamento dos times na tabela em cada divisão. 

    Divisão Norte

    Toronto Maple Leafs

    Amaldiçoados pelos inúmeros haters, azarados, ainda não foi o momento? Se você tiver a resposta, ou a solução, para sua torcida e força do pensamento levarem os Leafs para a vitória da Stanley Cup, a gratidão eterna dos torcedores do Toronto será sua! Ver seu time escolhido levar a taça pela primeira vez desde 1967 seria no mínimo memorável.  

    São os favoritos da divisão, carregam bons nomes, mas por terem uma defesa ruim e goleiros inexperientes em playoffs, não se acredita por aí que irão muito além dos intradivisionais. 

    Edmonton Oilers

    Connor McDavid. Um recém-chegado em Alberta precisa de mais? Eu diria que não, mas já que insiste… Edmonton Oilers conta também com Leon Draisaitl, Darnell Nurse e Adam Larsson. São um grupo forte no Canadá, mas contra times como Vegas e Colorado não se espera que vençam (se chegarem até lá). 

    Como uma boa amante de canadian goodies, deixaria parte da minha torcida por aqui. Você não? 

    Winnipeg Jets

    A verdade é que não estão dando muito pelos jatinhos. Mas o goleiro deles, Connor Hellebuyck, é excelente. E se quiser torcer por um time do Canadá, pelo menos esse não é odiado por metade do país. 

    Montreal Canadiens

    Se sua intenção é apenas torcer contra os Leafs, pode ser uma boa opção. Shea Weber, Carey Price, Josh Anderson e Brendan Gallagher são alguns dos nomes que jogam no Quebec. 

    Válido mencionar que terminaram a temporada atrás de New York Rangers e Dallas Stars, que nem conseguiram se classificar para os playoffs foram. Mas a escolha é toda sua. 

    Divisão Leste

    Pittsburgh Penguins

    Um bom time, e Sidney Crosby. Por mim só isso já faria dessa uma boa escolha. Mas eles contam também com Evgeni Malkin, Kris Letang, Mike Matheson e Brian Burke. Além da franquia já possuir 5 Stanley Cups, a última levantada em 2017, eles são levados super a sério na liga. Às vezes é tudo que precisamos ou queremos.  

    Washington Capitals

    Famosos, mas não pelos motivos certos. No início do mês, Tom Wilson, jogador do Capitals, recebeu uma multa de cinco mil dólares por sua conduta em um jogo contra o NYR que deixou dois jogadores do time lesionados. As brigas envolvendo as equipes viraram pauta no Globo Esporte e foram discutidas no ESPN League Brasil. 

    Mas se você gosta de um grupo forte, apesar da cabeça quente de alguns jogadores (ou por causa dela), eles também tem no roster os veteranos queridos Alexander Ovechkin, T.J. Oshie e Zdeno Chara. Mal não poderiam estar. 

    Boston Bruins

    Se você gosta de um power kill de respeito, pode encerrar suas buscas. Brincadeira, leia até o fim, não irá se arrepender. Boston talvez seja uma das equipes mais conhecidas além dos limites geográficos da NHL e da América do Norte. Tem estrelas como David Pastrnak, Patrice Bergeron, e o recém-chegado Taylor Hall, além dos não tão amados assim Brad Marchand, Jack Edwards e Tuukka Rask (mas esse só pelos torcedores mesmo). 

    Apesar de não estarem todos colocando suas apostas em Boston, também não estão tirando, e não seria muita surpresa se ganhassem sua sétima (isso mesmo, eles já ganharam 6 vezes) Stanley Cup. 

    New York Islanders

    Alguns chamam de chato, eu chamo de estilo próprio. Os Isles não são os queridinhos de nada na NHL, mas também não fazem feio. Sendo sincera, acho que ano passado foi incrível para eles e não sei se esse ano eles chegarão tão longe, mas nunca se sabe. 

    Barry Trotz, no entanto, faz um excelente trabalho como treinador. Conseguiram finalmente trazer para os Estados Unidos o goleiro Ilya Sorokin, e adquiriram recentemente Kyle Palmieri e Travis Zajac. 

    E as linhas de Mathew Barzal, Brock Nelson e J.G. Pageau são no mínimo bonitas de se assistir em ação. 

    Divisão Oeste

    Colorado Avalanche

    Pelas previsões, o time deve jogar no mínimo 6 ou 7 jogos, com baixas chances de eliminação na primeira rodada dos playoffs. Os goleiros não são os mais confiáveis, mas o restante da equipe mais do que equilibra esse fator. O Avalanche é o time número 1 na tabela geral e seus jogadores são muito habilidosos, além de terem uma ótima defesa. 

    Os playoffs com certeza serão animados, e felizes, para quem torcer por eles. 

    Vegas Golden Knights

    Um treinador anônimo da liga contou ao The Athletic que acredita que a equipe está preparada para os playoffs, com jogadores ligados no “volume” certo e com o objetivo definido de buscar a taça. São bem estruturados, jogam um jogo físico e rápido. Se você gosta de assistir algo nesse estilo, é uma boa pedida. 

    Os Vegas chegaram perto no ano passado, e tem boas chances esse ano de levantar o troféu. É atualmente um dos melhores times da liga, na tabela geral apenas atrás do Colorado Avalanche. 

    Minnesota Wild

    Wild WHOM to Wild BOOM! Minnesota era um dos times menos mencionados na NHL e nessa temporada surpreendeu a todos. A entrada de Kirill Kaprizov marcou a mudança de identidade do time, que atualmente é um must watch da liga. E, sejamos sinceros, pode ser que isso não volte a acontecer novamente. Então acompanhar e torcer para a equipe surpresa da temporada com certeza será uma experiência única!  

    St. Louis Blues

    Se você gosta de torcer pelos menosprezados, St Louis Blues é seu time da vez. Parece que ninguém está botando muita fé nos azuizinhos, que agarrou uma das últimas vagas dos playoffs deste ano, na frente apenas de Winnipeg Jets (e por apenas 2 pontos) e de Montreal Canadiens (leia sobre acima). 

    A equipe que teve um desempenho surpreendente na temporada de 2018-19, levando a vitória da Conferência Oeste e da Stanley Cup naquele ano, então carrega hoje ainda essa experiência recente e não devemos desconsiderar esse fator. 

    Divisão Central 

    Carolina Hurricanes

    Carolina é uma excelente aposta para colocar suas energias. É um time super habilidoso, com ótimas dancinhas comemorativas, jogadores comprometidos, bons no power play, e extremamente estruturados. 

    Os mais céticos não confiam muito nos goleiros e duvidam um pouco que consigam vencer Tampa, mas o hockey consegue ser uma caixinha de surpresas e eu não tiraria minhas fichas dos Canes (caso elas estivessem aqui), afinal de contas eles terminaram a temporada regular em terceiro lugar na tabela geral. 

    Florida Panthers

    Se você gosta de um alinhamento planetário, uma sorte louca e não uma, mas duas equipes da Flórida qualificadas, os Panthers podem ser uma boa escolha. Esse é um dos times que não davam muito por ele na temporada regular, mas ganharam momentum, solucionaram problemas, possuem uma estrela aka Aleksander “Sasha” Barkov, e um treinador bem falado na liga aka Joel Quenneville. 

    Ainda assim, são classificados como underdogs, por terem que vencer seu rival e vizinho, que já ganhou 3 taças enquanto os Panthers permanecem sem ao menos uma (leia mais abaixo). Pode ser que torcer por eles te faça pular do sofá, roer as unhas, e xingar os árbitros e jogadores dos times adversários, mas se levarem, a taça o gostinho de vitória vai ser ainda maior. 

    Tampa Bay Lightning

    Um time da Flórida era pouco para você? Então, temos dois nos playoffs deste ano. Tampa levou a melhor no ano passado, e alguns dizem ser tarde demais para voltar suas atenções nesses playoffs para eles, mas nunca diga nunca. 

    Passaram por algumas dificuldades na temporada regular, jogadores estrelas como Nikita Kucherov e Steven Stamkos se machucaram, mas provavelmente estarão no gelo quando o sino soar no Jogo 1 dia 16 deste mês. Como vimos acima, ainda são vistos como o time a ser batido na Divisão Central e nossos olhos estarão sempre de olho no que se passa em Tampa. 

    Nashville Predators

    Podemos ser sinceras? Ninguém – ninguém mesmo – dá nada por Nashville. Tiveram uma temporada mista, ruins até a metade e no final, quando se voltaram contra o Dallas Stars, garantiram a vaga. Ainda não sabemos exatamente como, mas aconteceu. Fácil não vai ser, vencer os Hurricanes, Panthers e/ou Lightning seria a grande reviravolta nesta pós-temporada.  

    Mas se você se garante na paciência e é mestre em meditações para relaxar, por que não? 

    Decidiu?

    E aí? Fez sua escolha? Conta para a gente nos comentários!

  • Patrick Marleau quebra recorde de Mr. Hockey

    Patrick Marleau quebra recorde de Mr. Hockey

    A noite de segunda-feira (19) foi mágica para o mundo do hockey, afinal pela primeira vez na história da NHL um jogador participou de seu 1.768º jogo de temporada regular na liga. Trata-se de um recorde que levou 41 anos para ser quebrado, ironicamente a idade de Patrick Marleau, quem o quebrou. O canadense que atualmente joga pelo San Jose Sharks ultrapassou a marca de Gordie Howe, que participou de 1.767 jogos regulares em sua carreira na NHL. 

    Após alcançar Howe no último sábado, era uma questão de apenas alguns dias para bater o recorde. Foi assim que, na segunda-feira à noite, o jogador canadense se tornou o grande homenageado, levando o público a lágrimas, e recebendo uma mensagem especial do comissário da liga, Gary Bettman. 

    Numa partida contra o Vegas Golden Knights, Marleau pôde adicionar um dos recordes mais cobiçados com apenas 23 temporadas na NHL. Nem mesmo a derrota por 3 a 2 tirou o sorriso do rosto do jogador e de seus fãs, que foram presenteados com um vídeo especial sobre a carreira do atleta.

    O veterano não somente foi aplaudido de pé pelos presentes antes mesmo do final do primeiro período, como todos os jogadores de ambos os times fizeram questão de reconhecer esse momento tão importante para Marleau e a NHL. Além disso, as mais diversas homenagens online têm sido feitas desde o fim de semana.

    Primeiros anos com os Sharks

    Natural de Saskatchewan, no Canadá, Patrick Marleau nasceu em 1979 e começou no esporte ainda jovem. Jogou pelo Swift Current Legionnaires AAA da SMHL e Seattle Thunderbirds da WHL antes de participar do NHL Draft em 1997. Ele foi a segunda escolha, selecionado pelo San Jose Sharks, e fez a sua estreia no profissional ainda naquela temporada 1997-98. 

    Apenas alguns anos depois, no meio da temporada 2003-04, o jovem jogador conquistou o tão aclamado “C” na camisa. Ele foi capitão dos Sharks por cinco temporadas, até 2009. Nesse meio tempo, o canadense vinha construindo a sua carreira, e no ano de 2006 atingiu a marca de 400 pontos, faltando pouco para bater o recorde da franquia, até então de Owen Nolan com 451 pontos. Pouco menos de um ano depois, ele ultrapassou o recorde e, no final do mesmo ano, em 2007, atingiu seu 500º ponto. 

    Alguns anos depois, em janeiro de 2010, o jogador marcou seu 30º gol da temporada e entrou para a história como o jogador a conquistar o feito mais rapidamente, precisando de apenas 47 jogos para isso. Em janeiro de 2011, ao participar de sua partida de número 1.000, Marleau quebrou dois recordes: o de terceiro jogador mais jovem a conquistar a marca de 1.000 jogos e o de jogador mais jovem a participar de 1.000 partidas pela mesma franquia. 

    Com o passar dos anos, Patrick Marleau continuou atingindo marcas e conquistando feitos, ficando cada dia mais próximo do maior recorde da NHL. Em março de 2016, ao participar da partida de número 1.400 da sua carreira, Marleau se tornou o 36º a atingir tal feito e o mais jovem da lista. Em janeiro de 2017, numa partida contra o Colorado Avalanche, ele marcou pela primeira vez em sua carreira quatro gols em uma única partida. Poucos dias depois, no dia 2 de fevereiro, ao marcar o seu 500º gol, o jogador entrou para a lista como o 17º a atingir tal marca no mesmo time. 

    O bom filho à casa torna

    Após 20 anos com o mesmo time, Marleau decidiu testar novas águas. O jogador então entrou para a free agency e começou a receber ofertas dos mais diversos times, incluindo os Sharks. No entanto, ele acabou aceitando a oferta do Toronto Maple Leafs. Assim, na temporada de 2017-18, pela primeira vez, o jogador estreou em um novo time. 

    Nos Leafs, o canandense conquistou mais alguns recordes. Ele se tornou o 18º jogador a participar de seu 1.500º jogo. Além de ter marcado seu 100º gol da vitória (8º a atingir tal marca), ele conquistou também seu 1.100º ponto. Chegando mais perto de quebrar o recorde de Howe, em novembro de 2018, Marleau se tornou o 11º jogador a ter participado de 1.600 jogos. Em junho de 2019, o time de Toronto trocou o jogador com o Carolina Hurricanes para liberar o salary cap da equipe. No entanto, ele optou por não ficar no time e assim os fãs do Canes deram adeus a um grande jogador sem nunca tê-lo visto jogar. 

    Por fim, Marleau retornou ao seu time de origem onde foi recebido de braços abertos na Califórnia. Poucos dias após o seu retorno, Patrick atingiu a marca de 1.500 jogos por um mesmo time sendo o sétimo jogador da história da NHL. Em janeiro de 2020, com 1.700 jogos na carreira, Marleau entrou para os cinco jogadores na história da liga a conquistar tal feito. Em fevereiro do mesmo ano, o jogador foi enviado para o Pittsburgh Penguins durante uma troca. Ao final da temporada o canandense retornou novamente para o time de San Jose.

    Fora da NHL, Marleau participou de alguns campeonatos defendendo a nação canandense, incluindo as Olimpíadas de Inverno de 2010 e 2014, nas quais levou a medalha de ouro.

    Quebrando recordes

    Quando falamos de hockey, automaticamente lembramos de Gordie Howe, uma das maiores lendas do esporte até os dias atuais. O jogador conhecido como Mr. Hockey não tem esse apelido em vão. Ele começou a sua carreira na NHL em 1946, aos 18 anos, no Detroit Red Wings, time pelo qual jogou por 25 temporadas antes de se aposentar em 1971. 

    Gordie Howe (Reprodução/nhl.com)

    Entretanto, não foi o adeus definitivo de Howe ao esporte. Isso porque, durante a temporada 1973-74, ele voltou à ativa pelo Houston Aeros, da WHA, para jogar ao lado de seus filhos. Em seguida, Howe retornou à NHL na temporada 1979-80, jogando pelo Hartford Whalers (atual Carolina Hurricanes), onde finalizou a sua carreira aos 52 anos e 10 dias. Assim, Howe não somente foi o jogador que mais participou de jogos na temporada regular da NHL, com 26 temporadas e 1.767 jogos, como também o jogador mais velho a atuar na liga, título que detém até hoje. (Além, é claro, de outros diversos prêmios, recordes e até mesmo um hat-trick nomeado em sua homenagem).

    No entanto, a NHL de Howe não é a mesma de Marleau. A começar pela quantidade de times, quando Gordie começou na liga, em 1946, eram apenas seis, ou seja, eram menos jogos disputados ao longo de uma temporada. Depois, devemos acrescentar que a longevidade de um jogador no esporte não é a mesma de quem trabalha dentro de um escritório, por exemplo. Mesmo Patrick Marleau é considerado velho para um jogador de hockey, aos seus 41 anos. Mr. Hockey não somente jogou até os 40 anos, ele ultrapassou tal marca e jogou até os 52 anos, o que em si já é um feito incrível. 

    Diversos jogadores de renome talvez nem cheguem a jogar após os 40 anos, devido às diversas lesões e desgaste causado pelo esporte em si. Somando isso ao fato de que essas mesmas lesões deixam os jogadores de fora de diversos jogos, até mesmo temporadas inteiras, o que Patrick conseguiu é o que muitos só sonham em conquistar, principalmente em tão pouco tempo.

    A NHL pode ter mudado, agora com mais times e jogos no calendário, e até mesmo conquistando mais espaço no mundo do esporte. Porém, feitos como de Howe e Marleau ainda são raros e históricos, e jogadores de tal calibre é o que muitos desejam se tornar um dia.

    Foto: Reprodução / Twitter @SanJoseSharks

  • Resumo do 2021 NHL Outdoor Games

    Resumo do 2021 NHL Outdoor Games

    A primeira edição do NHL Outdoor Games aconteceu nos dias 20 e 21 de fevereiro, com uma vista espetacular para o Lake Tahoe, que se estende pela fronteira dos estados Califórnia e Nevada, nos EUA. 

    As partidas, disputadas entre Colorado Avalanche e Vegas Golden Knights (20) e Boston Bruins e Philadelphia Flyers (21), tiveram desfechos inusitados. Foi assim tanto para o fã de hockey, que acompanhou tudo de casa, quanto para os próprios jogadores.

    Por isso, trouxemos um resumo abordando os principais acontecimentos dos confrontos disputados no último fim de semana.

    “Lá vem o sol”

    A paisagem era incrível e a NHL montou uma estrutura especial para as duas partidas. No entanto, a liga teve que se adaptar durante o evento por conta de um empecilho: o Sol. 

    Mesmo com a temperatura baixa, o brilhante sol acabou complicando o desenvolvimento da primeira partida em Lake Tahoe, entre Avalanche e Golden Knights. Com início ao meio-dia no horário local (17h no Horário de Brasília), o jogo precisou ser paralisado após o primeiro período pelas más-condições do gelo.

    Ao fim dos vinte minutos iniciais, concluiu-se que o gelo da estrutura montada em Lake Tahoe estava prejudicando o desenvolvimento da partida e os jogadores. Dessa forma, a NHL informou que faria um intervalo de 30 minutos (12 minutos mais longa) para que a equipe de manutenção pudesse resolver a situação.  

    No entanto, após quase 1 hora de trabalho, percebeu-se que, independentemente do que fosse feito, o sol acabaria atrapalhando o progresso. Assim, as condições do gelo poderiam ficar ainda piores e mais perigosas.

    Com isso, após uma conversa com as equipes, Gary Bettman, comissário da NHL, entrou ao vivo na transmissão da NBC para dar o veredito. Ele informou que, devido às condições do tempo, o jogo entre Colorado e Vegas continuaria mais tarde, às 21h no horário local (2h da manhã de domingo no Horário de Brasília).

    “Nós já fizemos mais de 30 jogos ao ar livre. Esta foi a situação climática mais difícil que já enfrentamos, e o dia está lindo,” disse Bettman à NBC durante o comunicado.

    Com a modificação na grade, ambos os times se retiraram por definitivo e aguardaram a continuação da partida mais tarde, do mesmo ponto em que havia parado.

    Avalanche 3, Golden Knights 2

    Apesar das condições climáticas em Lake Tahoe terem sido o destaque do primeiro dia, a partida entre Avs e Knights deixou claro que, mesmo com os tropeços, a equipe de Colorado ainda está firme e forte na busca pela Stanley Cup.

    O time mostrou dominância no jogo desde o puck drop, assumindo a posse e chegando cada vez mais perto do gol do Vegas. Todo o empenho se mostrou efetivo logo nos primeiros minutos de jogo. O defensor Sam Girard marcou primeiro por Colorado aos 2:58 do primeiro período. 

    Após a metade da primeira etapa, os Golden Knights tentaram emendar alguns contra-ataques e assumirem a posse do puck. No entanto, não foi o suficiente para marcar gols ou parar o ataque incansável do Avalanche. Este continuou a ameaçar diversas vezes a rede de Marc-André Fleury.

    Com o fim do primeiro período, e após a pausa prolongada, ambos os times voltaram ao gelo para disputar a segunda etapa da partida. Colorado até então ainda estava à frente do placar. 

    No início do segundo período, Vegas mostrou que o jogo ainda não estava perdido, e marcou o seu primeiro gol aos 7:37, com Alec Martinez. Todavia, Colorado respondeu logo após com uma finalização de Nathan MacKinnon, aos 11:18, colocando o time à frente do placar novamente. 

    A dominância da equipe de Denver continuou no terceiro período, ao marcarem o terceiro gol da partida com Devon Toews, aos 13:11. Os Golden Knights tentaram entrar no jogo mais uma vez, marcando o seu segundo gol 1 minuto depois, com Alex Tuch. Mas não foi suficiente.

    O Colorado Avalanche segurou o placar até o minuto final, e encerrou a partida com mais uma vitória.

    No entanto, o Vegas Golden Knights ainda se encontra à frente da equipe na tabela da Divisão Oeste, ocupando o segundo lugar com 21 pontos. Os próximos confrontos entre as equipes prometem grande disputa pela primeira colocação, e grandes atuações de ambos os elencos. 

    Bruins 7, Flyers 3

    A partida do domingo entre Boston Bruins e Philadelphia Flyers teve outra narrativa. O sol começava a se pôr quando ambas as equipes entraram no gelo, proporcionando diferentes vistas para os fãs de hockey que assistiram à partida pela televisão. 

    A equipe de Boston chamou a atenção pelos trajes pré-jogo que nos levaram direto para os anos 90, os sete gols marcados pelo time também merecem destaque. 

    A equipe mostrou dominância na partida logo nos primeiros segundos, com um gol de David Pastrnak aos 0:34 segundos do primeiro período. No entanto, como resposta, os Flyers rebateram com um gol de empate feito por Joel Farabee, aos 6:41.

    Ainda no primeiro período, Sean Couturier finalizou outra vez para os Flyers, enquanto Charlie McAvoy marcou o segundo, também dos Bruins, deixando assim a partida empatada.

    Com o início da segunda etapa, também se iniciou a dominância por completo de Boston no jogo. Pastrnak colocou o time à frente com um gol aos 0:46s do segundo período. Mais tarde, o jogador é seguido pelos gols de Charlie Coyle, Trent Frederic e Nick Ritchie, aumentando ainda mais a vantagem da equipe de Boston com 6 gols.

    Apesar dos Flyers terem realizado algumas tentativas de se colocar no jogo outra vez, uma delas com o gol de James van Riemsdyk, aos 12:45 do terceiro período, foram os Bruins que dominaram o restante da partida. O terceiro gol de Pastrnak, aos 17:03, foi o cheque-mate e a garantia da vitória dos Bruins em um placar de 7 a 3 contra os Flyers.

    Com os três gols marcados, Pastrnak completou o décimo hat-trick de sua carreira na NHL, e ajudou Boston a continuar na liderança da Divisão Leste, com 24 pontos. Os Flyers, atualmente, ocupam a terceira posição, com 19 pontos. 

    Foto: Reprodução/Twitter @NHL

  • Mark Stone é o primeiro capitão da história de Vegas

    Mark Stone é o primeiro capitão da história de Vegas

    O winger canadense Mark Stone foi anunciado hoje (13) como o primeiro capitão da história do Vegas Golden Knights. A equipe, que se juntou à NHL em 2017, passou suas primeiras temporadas sem um C, enquanto formava seu grupo de liderança. Embora a primeira figura emblemática de Vegas tenha sido o goleiro Marc-André Fleury, a perda de espaço dele somada à chegada de estrelas, bem como a ascensão de outros membros do elenco, fizeram com que Stone se tornasse o principal candidato para a vaga. 

    O vídeo de Vegas para anunciar seu primeiro capitão

    Stone chegou a Vegas durante o ápice do caos de sua equipe anterior, o Ottawa Senators. Em uma troca que envolveu um prospect muito cobiçado à época, Erik Brannstrom, o canadense se tornou um Golden Knight. Aclamado por ser um dos melhores jogadores two-way, embora seja um winger e essa característica costuma se restringir a centers, Stone elevou mais ainda o ataque do time. Seu comprometimento com a franquia foi reafirmado pelo contrato de oito anos, com um salário anual de 9,5 milhões de dólares. 

    Com quase um ponto por jogo em sua primeira temporada completa vestindo a camisa de glitter, o canadense é uma excelente escolha para o C. Aos 28 anos, ele ainda tem muitos anos pela frente e poderá liderar a nova geração de jogadores da equipe. Embora alguém como Jonathan Marchessault ou até mesmo o recém-contratato Alex Pietrangelo sejam figuras importantes no vestiário, Stone foi um dos primeiros nomes a se comprometer a longo prazo com a franquia. 

    Resta-nos saber se o capítulo de Mark Stone como capitão do Vegas Golden Knights irá acabar em champagne ou lágrimas. Afinal, mais do que ser o primeiro detentor do C na história da franquia, ele pode fazer história como aquele que trouxe a glória da Stanley Cup às ruas da Sin City.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O início da temporada será nesta quarta-feira (13), e para que a temporada possa realmente acontecer, a NHL teve de se reinventar, criando novas divisões e realinhando times. Na sequência dos textos sobre as prévias de cada divisão na temporada 2020-21 (Divisão Central, Divisão Norte e Divisão Leste), agora trouxemos nossa prévia sobre a Divisão Oeste.

    As coisas ainda parecem incertas para este início de temporada. Columbus Blue Jackets adiou alguns treinos por conta do roster ter sido infectado pelo novo coronavírus, e o Pittsburgh Penguins também precisou cancelar os treinos. No entanto, a princípio, a temporada irá ocorrer normalmente.

    Os training camps se iniciaram no dia três de janeiro. Assim, estivemos acompanhando as movimentações ao redor da Liga. 

    Anaheim Ducks

    O futuro do Anaheim Ducks parece próspero. Afinal de contas, Trevor Zegras, um dos maiores nomes do Mundial de Juniores, foi um dos principais nomes na conquista do ouro pelos Estados Unidos. Além disso, a equipe da Califórnia também draftou nomes interessantes como o defensor Jamie Drysdale e Jacob Perreault. 

    Dito isto, estamos falando do presente. E o presente do Ducks, atualmente, não é tão otimista. A equipe precisa de diversos ajustes. Eles conseguiram ajustar um problema, dentre tantos, ao contratarem Kevin Shattenkirk, que recentemente ganhou uma Stanley Cup com o Tampa Bay Lightning. 

    Além disso, a Divisão Oeste é extremamente competitiva. Em uma divisão onde pelo menos quatro times já possuem a vaga garantida nos playoffs, a chance dos Ducks conseguirem uma por sorte, atualmente, não é possível. Porém, os torcedores podem se animar com o futuro da franquia.

    Arizona Coyotes

    Se dependesse somente de goleiro, a equipe do Arizona Coyotes facilmente estaria cotada como um dos times nos playoffs. Afinal, Darcy Kuemper é um ótimo goleiro e inclusive foi cotado ao Vezina Trophy ano passado. Seu backup, Antti Raanta, também fez um ótimo trabalho quando Kuemper se lesionou.

    Contudo, os Yotes estão em uma divisão bem forte este ano, e seus problemas defensivos e de ataque acabam pesando para a equipe. Taylor Hall assinou com a equipe ano passado, e apesar de não ter tido grandes números, ele ajudava a dar o ataque ofensivo necessário. Porém, o atacante foi para o Sabres nesta off-season.

    Arizona conta com bons nomes como Clayton Keller, Phil Kessel e Conor Garland para o ataque. Ainda, Barret Hayton, o prospect que a equipe selecionou em 2018, pode se mostrar uma boa opção para o ataque se ele se mantiver saudável. Já na defesa, eles têm Jakob Chycrun e Olivier Ekman Larssson que, se saudáveis, poderão continuar sendo bons nomes para o time. Entretanto, de nada vale uma boa defesa se não acompanhada por atacantes que façam gols. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche atualmente é uma equipe cheia de talentos, que mais cedo ou mais tarde ganhará uma Stanley Cup. O elenco de Colorado ainda é composto por grandes nomes como Nathan MacKinnon, Mikko Rantanen, Andre Burakovsky, Gabriel Landeskog. Na defesa, contam com o talento de Cale Makar. 

    Porém, não só de grandes nomes uma equipe se faz. O resto do elenco, composto por Ryan Graves, Erik Johnson, Samuel Girard e agora Devon Toews, que veio do New York Islanders, mostram como a defesa que antes já era sólida virou letal. 

    Nazem Kadri foi uma grande adição no ano passado, quando veio do Toronto Maple Leafs. Brandon Saad, veterano que era do Chicago Blackhawks, também acrescentará profundidade e experiência ao time. 

    Com certeza, a equipe tem chances de ir para os playoffs como grandes favoritos nessa temporada reduzida. Quem sabe, poderão alcançar o sonho da conquista da Stanley Cup. 

    Los Angeles Kings

    O Los Angeles Kings entrou em rebuild. Por isso, não há grandes expectativas da equipe esse ano na Divisão Oeste. Entretanto, o caminho dos Kings no futuro poderá ser brilhante.

    Com a segunda pick do primeiro round, eles escolheram Quinton Byfield, cotado para ser um dos melhores centrais da geração dele. Sem grandes mudanças nessa temporada, os veteranos Anze Kopitar e Drew Doughty são esperados a ter o mesmo nível mediano de jogo das temporadas passadas.  Jonathan Quick e Cal Petersen são os goleiros da equipe, contudo, o titular ainda será Quick, que não tem tido boas temporadas recentemente.

    Não há muitas expectativas para o Kings de agora, e o time não deve ir para os playoffs. Porém, os novos prospects de elite prometem ser a força para que a equipe seja novamente contender em breve.

    Minnesota Wild

    Apesar do Wild ter conseguido ir para os playoffs na temporada passada, a equipe terá que ser melhor do que Colorado, St. Louis, Arizona e Vegas para conquistar a vaga. Isso, por si, já é a tarefa mais difícil que o time terá de fazer. Porém, talvez, a defesa do Minnesota Wild consiga garantir uma vaga. Jared Spurgeon, Jonas Brodin e Matt Dumba são nomes fundamentais na ótima defesa do Wild.

    Nesta offseason, o Wild foi atrás de um novo goleiro para substituir Devan Dubnyk. Então, assinaram com Cam Talbot, que antes jogava com o Calgary Flames. O backup continua sendo Alex Stalock. Resta saber se a dupla Talbot e Stalock será superior a dupla Dubynk e Stalock nesta temporada.

    Por fim, o ataque do Wild conta com alguns bons nomes, mas que, no geral, não são exatamente tão fatais no momento em que é preciso ser. Eric Staal foi trocado para o Buffalo Sabres, e quem chegou ao Wild foi Marcus Johansson. Johansson não possuía números tão bons nos Sabres. Contudo, ele é um jogador rápido e, ao lado de Kevin Fiala, ele poderá ser um grande aliado ao time. 

    San Jose Sharks

    A temporada dos Sharks em 2020 foi decepcionante, ainda mais se pensar que em 2019 eles foram para uma Final de Conferência, na qual foram derrotados pelos futuros campeões St. Louis Blues. A previsão é de que nessa temporada atual o Sharks não consiga ir tão longe na Divisão Oeste.

    O time possui contratos longos com jogadores veteranos, como os defensores Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson. Tais jogadores não alcançam o que é esperado deles, ou seja, uma defesa sólida, e o impedimento de gols do time rival. Isso acaba atrapalhando o funcionamento do time. Mesmo assim, Burns e Karlsson talvez ainda sejam os melhores nomes da defesa, ao lado de Mario Ferraro, que provavelmente terá mais destaque no roster.

    O goleiro Martin Jones ainda é cotado para ser o titular. Porém, Jones não tem sido o goleiro bom e confiável que ele costumava ser no passado. Por isso, é esperado que Devan Dubnyk, adquirido do Minnesota Wild, faça par com ele, e ambos dividam as redes durante a temporada.

    Por fim, o ataque permanece o mesmo. Timo Meier, Thomas Hertl provavelmente serão nomes importantes para o ataque. Já Evander Kane e Logan Couture terão de melhorar e fazer mais gols se quiserem ver seu time indo para os playoffs

    St. Louis Blues

    Não é novidade para ninguém que o ex-capitão do Blues, Alex Pietrangelo, foi para o Vegas Golden Knights. Além disso, Jay Bouwmeester anunciou a aposentadoria. Porém, os Blues não sentirão muito esses desfalques.

    Torey Krug, antigo defensor dos Bruins, assinou um contrato de sete anos com os Blues. Krug possui ótimas características no ataque ofensivo e no power play. Além dele, a blue line dos Blues conta com Vince Dunn, o jovem defensor da equipe, que assinou por mais um ano. Colton Parayko também é outro D-man de elite, e compõe o elenco da defesa do time. Enfim, Jordan Binnington continuará sendo titular da equipe, já que Jake Allen saiu para o Montreal Canadiens. 

    Vladimir Tarasenko ainda está se recuperando de uma lesão. Por isso, ele não participará da temporada. Entretanto, nem tudo está perdido, já que o novo capitão Ryan O’Reilly provavelmente será o maior poder ofensivo da equipe nesta temporada. Ao lado dele, temos David Perron e Brayden Schenn. Mike Hoffman assinou um ano com o Blues e na duas temporadas na sua antiga equipe, o Florida Panthers, Hoffman foi um sólido atacante com mais de 30 gols por temporada.

    Mesmo a Divisão Oeste sendo bastante competitiva, os Blues certamente alcançarão os playoffs e poderão brigar pela sorte de novamente erguer a Stanley Cup. 

    Vegas Golden Knights

    Vegas entra em sua quarta temporada na NHL como, novamente, favoritos à Stanley Cup no Oeste. Isso porque a equipe possui muitos talentos, tanto ofensivos quanto defensivos.

    Alex Pientragelo, que saiu dos Blues, assinou um contrato de sete anos com a equipe de Nevada. Assim, ele oferecerá um ótimo aspecto defensivo, algo em que Vegas pecava um pouco, mesmo tendo um elenco composto por Shea Theodore e Alex Martinez (que foi adquirido dos Kings).

    A parte ofensiva da equipe permanece a mesma, basicamente. Mark Stone é um dos maiores nomes da equipe e é esperado que ele continue no ritmo dos outros ótimos anos que ele teve com a equipe. Além disso, Max Pacioretty também é um jogador de elite, que certamente fará um poder ofensivo forte para a equipe. 

    Robin Lehner irá inevitavelmente susbtituir Marc-André Fleury como goleiro principal, já que este último não é o mesmo jogador de antes. Porém, essa dupla de goleiros é de assustar qualquer um, já que ambos oferecem o suporte e a confiança que um goleiro deveria passar. Não é surpresa que Vegas consiga ir para os playoffs, mostrando novamente como uma nova franquia pode se reinventar com peças de outras equipes.

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Pacífica

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Pacífica

    A tão esperada coleção Reverse Retro da NHL foi divulgada oficialmente no dia 16 de novembro. Apesar de alguns modelos como dos Penguins e dos Golden Knights terem sido vazados anteriormente, agora temos os designs oficiais das jerseys de cada time. A inspiração para esta coleção foram os uniformes das décadas passadas; cada time buscou em uma camisa antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    O NHeLas traz os modelos da Divisão Pacífica e conta quais foram as inspirações por trás dos novos designs. Esta coleção estará disponível para compra na loja oficial da NHL a partir do dia 1° de dezembro.

    Anaheim Ducks

    Imagem: Twitter/Anaheim Ducks

    O Anaheim Ducks traz uma nova versão da “Wild Wing Breakoutjersey, o primeiro 3° modelo da coleção do time. Ainda que tenha se tornado uma tradição da franquia, ela só foi utilizada em três jogos dos Mighty Ducks na temporada de 1995-96. Em 2021, ela volta para os vestiários da equipe em um novo design, mais moderno e com as cores trocadas: o verde piscina toma conta dos detalhes e o branco se torna maioria no tecido.

    https://twitter.com/AnaheimDucks/status/1328352129334079490?s=20

    Arizona Coyotes

    Imagem: Reddit

    O Arizona Coyotes traz uma nova versão de uma de suas camisas utilizadas entre as temporadas de 1998-99 e 2002-03 — época em que ainda eram Phoenix Coyotes. Nela, a logo alternativa do time, o “Peyote Coyote”, que mostra somente a cabeça do coiote que faz parte da primeira logo da equipe: o “Kachina Coyote”. 

    Na próxima temporada da NHL, vamos ver os Yotes vestindo este mesmo modelo, mas com o roxo tomando conta da maior parte do tecido, no lugar do verde.

    Calgary Flames

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O “Flaming Horse” está de volta! A jersey utilizada pelo Calgary Flames na temporada de 1998-99 voltará a ser utilizada pelos seus jogadores — agora com um design mais sofisticado. A camisa “Ol’ Blasty” foi o primeiro uniforme preto dos Flaming C’s e marcou história: ela foi lançada em 1998 como terceiro modelo e foi promovida a uniforme principal de visitante entre os anos de 2000 e 2003. 

    Edmonton Oilers

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O Edmonton Oilers recupera o seu primeiro uniforme na NHL: o clássico branco com listras — que agora aparecem em ordem diferente da versão original, fazendo jus ao nome Reverse Retro da coleção. Mesmo sem muitas mudanças, os Oilers conseguiram trazer mais estilo e modernidade à nova jersey da equipe. 

    Los Angeles Kings

    Imagem: NHLUniforms

    O Los Angeles Kings traz à nova temporada uma camisa baseada no modelo visitante de 1989. Antes com as cores preto e branco, em 2021 veremos a equipe jogando com uma mescla das cores características da cidade de L.A.: roxo e amarelo.

    San Jose Sharks

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    A nova jersey do San Jose Sharks é inspirada no modelo utilizado em 1998, com a maioria do tecido em azul e detalhes em cinza. No entanto, os Sharks fizeram inverteram as cores: em vez do azul em sua maioridade, vê-se o cinza fazendo este papel; e o azul toma conta dos detalhes do mais novo uniforme Reverse Retro. 

    Vancouver Canucks

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O Vancouver Canucks traz de volta a camisa com o estilo gradiente, remetendo ao modelo de uniforme utilizado pela equipe em 2001. A única grande mudança é nas cores: os Nucks agora vestem sua paleta original, verde e azul.

    Vegas Golden Knights

    Imagem: Icethetics

    A jersey do Vegas Golden Knights na coleção Rreverse Retro traz o segundo logo do time como principal. As duas espadas cruzadas e a estrela de Las Vegas pela primeira vez dominam o centro do uniforme, enquanto o logo do time estampa os ombros.

    Como o time tem apenas três anos de história, a influência para esse design vem de outra equipe, de 22 anos atrás (1995). O modelo é um tributo ao Las Vegas Thunder — time que acabou em 1999 após 6 anos de atuação numa liga menor também já extinta nos Estados Unidos, a International Hockey League.

    Foto: Reprodução/icethetics.com

  • Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Dallas Stars vai para a Final da Stanley Cup após 20 anos

    Após três rounds dos playoffs, e vinte anos depois da última aparição por lá, o Dallas Stars é um dos finalistas da Stanley Cup. O time, que derrotou o Vegas Golden Knights em cinco jogos na Final da Conferência Oeste, mostrou a que veio e se colocou mais perto ainda do grande prêmio.

    Mesmo com uma temporada regular instável, a equipe do Texas soube aproveitar muito bem suas oportunidades e, consequentemente, levou a melhor sob um dos melhores times da NHL. 

    Aqui vai um resumo com os principais momentos da série entre os dois times, e com uma análise das chances que o Dallas Stars tem de levar a Stanley Cup para casa. 

    Um início incerto

    Os Stars iniciaram o primeiro jogo da Final de Conferência com o pé direito. A equipe começou a partida marcando o primeiro gol com John Klingberg, aos 2:36 do primeiro período. Após abrir o placar, dominou o rival, tornando-se mais ativo na zona ofensiva, e tendo mais tiros a gol. Apesar de Vegas ter tentado reagir em alguns momentos isolados, ao fim dos três períodos foi Dallas que garantiu a vitória com apenas um gol. 

    Porém, a segunda partida contou uma história diferente. Ambas as equipes mantiveram o placar zerado durante o primeiro período. Já na segunda etapa, os Golden Knights decidiram mudar o rumo do jogo, e equipe de Vegas foi para o terceiro período com uma vantagem que, devido ao mau desempenho de Dallas ofensivamente, se manteve até o fim da partida. Com isso Vegas garantiu sua primeira vitória na série. 

    O sucesso inesperado de Dallas

    Mesmo com a série empatada, os Stars não entregaram o jogo. Após a execução de todo o primeiro período sem gols por ambas as partes, eles foram o primeiro a abrir o placar. No entanto, Vegas empatou com Shea Theodore no início do último período.

    Apesar de os Golden Knights terem mais tentativas a gol, e claramente se encontrarem dominando o jogo, os Stars fizeram o que tem feito de melhor durante todos os playoffs: aproveitar muito bem suas pequenas oportunidades.

    A partida precisou der decidida no overtime. Com apenas 31 segundos da prorrogação, um gol de Radulov que encerrou o jogo. Dallas voltou a assumir a vantagem na série, com 2 a 1 sobre o Vegas. 

    A vitória no Jogo 4 deveria ser algo crucial para os Stars. Se o time vencesse a partida, aumentaria a vantagem e, assim, estaria a apenas uma vitória da classificação para a Final da Stanley Cup.

    Apesar de ambas as equipes terem iniciado o primeiro período sem marcar, e Vegas ter aberto o placar na segunda etapa da partida, Dallas não se mostrou abalado. Quatro minutos após o gol do rival, Joe Pavelski acabou marcando o primeiro dos Stars e, em seguida, viu Jamie Benn seguir seus passos. 

    Sem mais finalizações no terceiro período, Dallas venceu a quarta partida da série por 2 a 1.

    Dallas Stars campeão da Conferência Oeste 

    Uma vitória no Jogo 5 poderia significar algo muito importante para Dallas: um time descansado física e mentalmente para enfrentar seu adversário na Final da Stanley Cup. Com vantagem de 3 a 1 na série, uma classificação mais rápida não seria impossível.

    Vegas, no entanto, tornou o trabalho dos Stars muito mais difícil.

    Por ser um time que, nos últimos 3 rounds, criou um estilo de jogo que atacava mais inicialmente, Dallas se viu perdido quando Chandler Stepheson marcou para Vegas na primeira metade do primeiro período. A partir daí, até o fim da primeira e segunda etapa, Dallas teve poucas brechas em jogo para atacar e, consequentemente, menos disparos a gol. 

    Complicando ainda mais a situação do time do Texas, Reilly Smith aumentou a vantagem dos Golden Knights, marcando o segundo do time no jogo no terceiro período. Após 40 minutos ausentes, em que a atuação de Anton Khudobin no gol foi essencial para que a equipe se mantivesse na partida, o ataque do Dallas Stars finalmente começou a reagir. 

    O time passou a entrar mais no jogo, criando mais chances a gol, e após algumas tentativas, Jamie Benn por fim finalizou, colocando Dallas na partida outra vez. Seguindo o gol de Benn, a equipe continuou a pressionar na zona ofensiva, dando trabalho em dobro para o goleiro Robin Lehner e a defesa de Vegas. Ambos a essa altura do campeonato, com toda a pressão de Dallas, tentavam apenas segurar o jogo em 2 a 1. 

    No entanto, bastou que umas das peças chaves dos Stars nos playoffs aparecesse no momento certo para que o jogo tomasse outro rumo. Aos 16 minutos do terceiro período, com passes de Klingberg e Gurianov, Joel Kiviranta marcou para Dallas e empatou a partida. Novamente vimos Kiviranta agindo em momentos essenciais e, pela segunda vez, levando os Stars para overtime em um jogo crucial.

    Não foi necessário muito tempo para que Dallas agisse novamente. Aos 3:36 da prorrogação, Gurianov colocou o puck no fundo da rede, e deu a vitória à equipe. Depois de apenas cinco jogos (o menor número disputado pelos Stars para conseguir uma classificação), o time garantiu sua primeira passagem em 20 anos para a Final da Stanley Cup.

    Atuações notáveis

    Existem algumas atuações de Dallas na série que merecem ser exaltadas. Uma delas é a de Anton Khudobin. Segundo com mais vitórias nos playoffs, o goleiro fez defesas excepcionais durante a série, muito importantes para a permanência dos Stars na competição. Quando a defesa do time não se fez presente, Khudobin segurou as pontas de maneira exemplar durante os cinco jogos. 

    Além do goleiro, o capitão do time, Jamie Benn, também presenteou o torcedor de Dallas com grandes atuações. Sendo um dos principais marcadores do time, Benn se manteve ao máximo na zona ofensiva durante a série, finalizando e também colaborando com assistências. Seu companheiro de linha, Alex Radulov, também foi essencial para o time. Ele não apenas marcou no período regular da partida, como também decidiu para Dallas no overtime

    Por último, é preciso ressaltar o grande desenvolvimento de Denis Gurianov e Joel Kiviranta. Apesar de novos nos playoffs, conseguiram mostrar um estilo de jogo estável e muito eficiente para a equipe, contribuindo com gols e assistências. Outro fator importante é que, apesar da menor quantidade de ice time, ambos os jogadores têm aparecido em momentos cruciais para o time. 

    Na série contra Vegas não foi diferente. Enquanto Kiviranta fez o gol de empate que levou o time ao OT, Denis Gurianov foi responsável por marcar na prorrogação e colocar a equipe na final. Com toda a certeza, se tornaram, em pouco tempo, peças essenciais no elenco vitorioso de Dallas. 

    Já Vegas, apesar de não ter alcançado a classificação, também contou com atuações importantes. Entre estas estão Mark Stone, Reilly Smith, Shea Theodore e Alex Tuch. Os jogadores em questão não fizeram apenas um bom trabalho na série contra Dallas, mas também foram peças essenciais no ataque dos Golden Knights tanto na hora da finalização, quanto na criação de oportunidades. Infelizmente, a ida do time para a Final ficou para outro dia, mas não por falta de talentos no elenco. 

    O que esperar da série contra o Tampa Bay

    Não é surpresa que o Tampa Bay Lightning é um dos principais favoritos ao título. Isso é algo que vem sendo dito desde o início não só dos playoffs, mas da temporada também. Além de ter feito uma ótima temporada regular, o time também tem mostrado exceder as expectativas desde o retorno da NHL. Até o momento, nenhuma série que a equipe disputou chegou a se estender para um Jogo 7, e nomes como Nikita Kucherov, Victor Hedman e Brayden Point vêm sendo responsáveis por isso. 

    Point é o líder em gols na equipe, seguido de Hedman e Palet. O jogador também é o segundo em assistências, ficando atrás apenas de Kucherov. 

    Além disso, também contam com o goleiro, Andrei Vasilevskiy, em uma de suas melhores fases, sendo o mais vitorioso nos playoffs, e o terceiro com melhor média de gols sofridos (1.82). Portanto, são jogadores que têm feito grande diferença, e que podem ser um problema frequente para Dallas. 

    Se os Stars quiserem levar a Stanley Cup para casa, terão que manter o ritmo de jogo de suas últimas partidas, sempre tentando se manter na zona ofensiva e marcar o quanto antes. Além disso, é importante que o time prepare sua defesa muito bem pois, com as atuações que Kucherov e Point tem apresentado nos playoffs, será necessário cobrir todas as brechas possíveis. 

    A Final da Stanley Cup começa neste sábado (19), às 20:30 no horário de Brasília. Os dois times já nos mostraram o que têm de melhor durante toda a pós-temporada, portanto, nos resta agora esperar para ver qual deles sairá vitorioso. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • A nova franquia Vegas Golden Knights

    A nova franquia Vegas Golden Knights

    Duas décadas após sua última expansão, em 2017 a NHL enfim decidiu agraciar seus torcedores com um novo time. Indo contra todo os indicativos, a liga fez uma de suas manobras mais ousadas: tornou Las Vegas a casa da futura equipe.

    Mesmo com os diversos problemas que poderia encontrar no caminho, o Vegas Golden Knights veio ao mundo oficialmente no ano de 2017, e mostrou que não seria apenas mais um simples time de expansão.

    Em mais um texto do especial “10 for 10“, a história da equipe de Vegas e como ela se tornou, em tão pouco tempo, uma das melhores da NHL.

    Viva Las Vegas

    Apesar de nunca ter sido sede de um time de hockey, a NHL e a cidade de Las Vegas já eram familiares entre si. Uma amizade que ambos mantêm desde 1991, quando Vegas sediou o primeiro outdoor game da Liga, e que permanece até hoje, com a cidade sediando o NHL Awards anualmente. 

    No entanto, os rumores de que Las Vegas teria um time para chamar de seu vieram apenas em 2014. Isso porque teve início a construção de uma futura arena na Las Vegas Strip, apesar de a própria NHL negar as informações. Em novembro do mesmo ano, outro rumor cresceu entre a comunidade do hockey, afirmando que a Liga havia selecionando o empresário Bill Foley e a família Maloof (antigos donos do Sacramento Kings, da NBA) para serem proprietários de um time em Las Vegas. 

    Cedendo aos pedidos, em dezembro o conselho de governadores da NHL permitiu que Foley realizasse uma campanha para detectar o interesse de um possível time em Las Vegas, embora Gary Bettman, comissário da NHL, tenha alertado a mídia para que não tornasse o acontecimento em algo maior do que realmente era.

    A campanha dos ingressos se iniciou em fevereiro de 2015, e teve mais sucesso do que o esperado. Em seu primeiro dia e meio, 5.000 depósitos para ingressos foram realizados, atingindo sua meta de 10.000 depósitos em abril do mesmo ano. Assim, devido ao grande êxito da campanha, a NHL abriu oficialmente a janela para que possíveis proprietários pudessem licitar o futuro time de expansão da Liga. 

    Dois pedidos de expansão foram apresentados: a oferta de Foley, para um time em Las Vegas, e outra da empresa Quebecor, que traria de volta o Quebec Nordiques em uma nova arena na cidade de Quebec. Em agosto de 2015, ambos avançaram para a segunda fase do processo de expansão. Posteriormente, também foram para a Fase 3, na qual uma das ofertas seria escolhida.

    Porém, em 22 de junho de 2016, a oferta de Quebec foi descartada e, consequentemente, Foley acabou trazendo a NHL para Las Vegas. O time se tornou a primeira equipe profissional a ter sede na cidade e, por conseguinte, o primeiro time de expansão da Liga Nacional de Hockey desde o ano 2000.

    Com vocês, Vegas Golden Knights

    Após todas as burocracias serem acertadas, Foley se comprometeu em pagar uma taxa de 500 milhões de dólares para a NHL e, enfim, pôde iniciar o processo de contratação da equipe que faria parte do time de Vegas. George McPhee, antigo General Manager do Washington Capitals, foi um dos primeiros contratados, e se tornou o primeiro GM da franquia. 

    O time veio a receber um nome ao fim do ano de 2016. Até o momento da cerimônia de revelação, acreditava-se que este seria escolhido dentre três opções: Black Knights, Desert Knights e Golden Knights. Por fim, após muitas especulações, a equipe de Las Vegas anunciou através de cerimônia nas dependências da T-Mobile Arena (futura casa do time) em 22 de junho do mesmo ano que, oficialmente, se chamaria Vegas Golden Knights.

    Era notável que, por ter se formado na Academia Militar West Point, Foley desejava que o nome tivesse a palavra Knight (em português, cavaleiro), como homenagem ao mascote da Academia pela qual se formou. Ele ainda completou afirmando que a palavra foi selecionada porque “cavaleiros são os defensores do reino e protegem aqueles que não podem se defender […], são a classe guerreira de elite.”

    Em seguida, o time ainda afirmou que suas cores seriam cinza-aço, dourado, vermelho e preto, justificando que o motivo da escolha era refletir na comunidade de Las Vegas:

    “Cinza-aço representa força e durabilidade. Nevada é o maior produtor de ouro dos Estados Unidos, é um metal precioso de alto valor e é uma cor vista no terreno de Las Vegas. O vermelho vem do horizonte de Las Vegas, do deserto e da beleza dos cânions de Red Rock; vermelho também é uma cor associada à prontidão para servir. E o preto representa poder e intensidade.”

    O logo também referiu-se diretamente à palavra Knight. O capacete remete ao que os cavaleiros medievais tinham o costume de usar em suas lutas, tendo a cor dourada presente para consolidar ainda mais a paleta e o nome da equipe.

    Para representar a cidade de Las Vegas, o time decidiu incluir no próprio logotipo a letra “V”. Os logotipos secundários também homenageiam a cidade, incluindo as espadas que criam a estrela do símbolo “Bem-vindo a Las Vegas”.

    Por fim, Foley afirmou que “o nome e logotipo do Vegas Golden Knights incorporam esta grande cidade e a missão da equipe.” Continuou ainda informando que seu desejo seria que “quando as pessoas virem [o logotipo], queremos que digam ‘Esses caras nunca desistem. Esses caras vão vencer.’ ”

    O draft de expansão

    Em 1 de março de 2017, a equipe finalizou os pagamentos da taxa de expansão, e tornou-se elegível para iniciar, de maneira formal, suas operações. A primeira manobra do time foi assinar um contrato entry-level de três anos com o center Reid Duke – atualmente, o jogador ainda é um prospect de Vegas.

    Em seguida, anunciou a contratação de Gerrard Gallant, em abril de 2017, para ser o primeiro treinador da franquia. Ainda informou que também havia feito afiliações com dois farm teams: Chicago Wolves (AHL) e Quad City Mallards (ECHL). Assim, a equipe poderia desenvolver melhor uma futura base de jogadores importantes.

    O time deu continuidade na contratação de seus futuros jogadores no Draft de Expansão do mesmo ano. O evento aconteceu em 21 de junho de 2017, durante o NHL Awards. Na ocasião, Vegas tinha o direito de selecionar um jogador disponível de cada uma das 30 equipes da Liga. 

    Antes disso, a NHL criou algumas regras, para que o novo time de expansão e também os demais times da Liga não saíssem prejudicados. Uma destas permitia que cada time poderia proteger sete atacantes, três defensores e um goleiro. Ou, se fosse da vontade da equipe em questão, um goleiro e oito jogadores, independentemente de suas posições. Também foi permitido que apenas jogadores com dois ou mais anos de experiência na NHL ou AHL participassem da seleção. 

    O combinado era que os times enviassem a lista com os jogadores que não participariam da expansão até o dia 17 de junho. Dos 30 jogadores selecionados pela equipe, pelo menos vinte deveriam estar sob contrato para a temporada 2017-18. Outra exigência da NHL foi que, dentro de suas escolhas, os Golden Knights deveriam selecionar, pelo menos, quatorze atacantes, nove defensores e três goleiros. 

    Assim, o Draft de expansão aconteceu. O primeiro jogador a ser selecionado pelo time foi Calvin Pickard, do Colorado Avalanche. Apesar de a equipe de Las Vegas ter selecionado 30 jogadores, alguns acabaram se destacando mais na época. Entre eles, o goleiro Marc-Andre Fleury, que veio para o time dias após conquistar sua segunda Stanley Cup na década com o Pittsburgh Penguins. Outros nomes notáveis foram James Neal (Nashville Predators), William Karlsson (Columbus Blue Jackets), David Perron (St. Louis Blues) e Erik Haula (Minnesota Wild). 

    Pouco depois, em julho, os Golden Knights participaram do NHL Draft de 2017. Com a quinta escolha geral, a equipe selecionou Cody Glass. Mais tarde, com a 13ª e 15ª escolhas, os Golden Knights selecionaram, respectivamente, Nick Suzuki e Erik Brannstrom. 

    Primeira temporada, e sucesso imediato

    Com um time já formado, a equipe fez sua estreia na NHL em um jogo contra o Dallas Stars, garantindo sua primeira vitória na Liga. Infelizmente, o início da jornada do time não foi tão alegre quanto Vegas desejava. A cidade ficou arrasada quando, em 1 de outubro de 2017, cinquenta e oito pessoas foram vítimas de uma massacre, que ocorreu durante um festival country.

    Após o ocorrido, a cidade inteiro promoveu o movimento Vegas Strong, com a intenção de mostrar que, mesmo com a tragédia, estando unidos seria a melhor forma de enfrentar a dor pela qual passaram. Os Golden Knights não foram diferentes dos demais moradores de sua casa. Durante o jogo contra os Stars, a equipe homenageou as 58 vítimas com um discurso emocionanete do capitão do time na época, Deryk Engelland. A fala reforçou a necessidade de enfrentarem isso juntos, e que a equipe faria o possível para ajudar.

    Mais tarde, durante o último jogo da equipe em casa na temporada regular, em 31 de março, Vegas voltou a reforçar seu apoio ao ocorrido. Foi pendurada na T-Mobile Arena um grande banner, que homenageou as 58 vítimas do ataque através de 58 estrelas. A intenção foi que, mesmo com o passar dos anos, todos pudessem olhar para o banner e lembrar das cinquenta e oito vidas que se foram precocemente.

    Após disputar sua nona partida, a equipe de Las Vegas enfim bateu seu primeiro recorde histórico: tornou-se o primeiro time de expansão na história da NHL a iniciar sua temporada inaugural vencendo oito de seus nove primeiros jogos. Mesmo tendo iniciado a temporada com um déficit de goleiros devido a lesões, conseguiu manter-se como uma das melhores da temporada 2017-18.

    Com a chegada de 2018, o sucesso do Vegas Golden Knights apenas aumentou. Em 1 de fevereiro, o time quebrou outro recorde, tornando-se a equipe de expansão com mais vitórias em menos de 54 jogos, após vencer sua 34ª partida. Já no dia 21, o time garantiu outro marco histórico, sendo a equipe de expansão com mais pontos (84) em sua temporada inaugural. 

    Após uma grande temporada regular, os Golden Knights garantiram a tão almejada vaga aos playoffs em 26 de março de 2018. Desta forma, Vegas se tornou a primeira franquia da NHL desde o Edmonton Oilers e o Hartford Whalers, em 1979, a ir para os playoffs em sua temporada de estreia. 

    O time venceu sua primeira série nos playoffs, contra os Kings, tornando-se a primeiraexpansão a conquistar o feito em sua primeira temporada. Depois, derrotaram o San Jose Sharks e, seguidamente, o Winnipeg Jets, já na Final de Conferência. Os Golden Knights garantiram sua primeira ida a uma Final da Stanley Cup em seu primeiro ano de existência. Porém, a equipe não teve o desfecho que almejava, sendo derrotada pelo Washington Capitals em cinco jogos. 

    Ainda assim, para um time de expansão, e que fazia sua estreia da Liga Nacional de Hockey, o Vegas Golden Knights chegou muito longe. Foi neste momento que deixou de ser apenas a nova aquisição da NHL e se tornou uma das equipes mais fortes na competição. Desde então, eles têm provado isso a cada temporada, apesar de ainda não terem repedido a empreitada até uma Final da Stanley Cup. 

    Podemos anotar em nossas agendas que 2018 não terá sido a última vez em que vimos os Golden Knights chegando perto de sua primeira taça. O time possui um elenco espetacular. Elenco este que já provou o quanto pode fazer pela equipe, e o quanto quer fazer com que o momento de levantar a Stanley Cup chegue o mais rápido possível para o Vegas. 

    Foto: Reprodução/Twitter do Vegas Golden Knights

  • Com shutout no Jogo 7, Golden Knights avançam para Finais de Conferência

    Com shutout no Jogo 7, Golden Knights avançam para Finais de Conferência

    O Vegas Golden Knights entrou na competição como um dos favoritos à Stanley Cup. Após chegar perto do título em 2018, o time tem mostrado mais potencial a cada jogo, dando indícios cada vez mais claros de que a sua busca pelo título está longe de chegar ao fim. 

    Após derrotar o Chicago Blackhawks no primeiro round dos playoffs, Vegas, por fim, classificou-se para a segunda etapa da competição. Tendo o Vancouver Canucks como seu oponente na série, a equipe de Las Vegas entendeu que o desafio de avançar para a Final da Conferência Oeste não seria fácil.

    Com um time repleto de novos talentos, os Canucks entraram no segundo round com a intenção de uma disputa de igual para igual contra a equipe estadunidense. Mas, após sete jogos intensos, a série chegou ao fim na sexta (4), e o desfecho foi um adeus do time canadense para a competição.

    Bate e volta de vitórias contra Vancouver

    Logo na primeira partida contra Vancouver, os Golden Knights já provaram que sua estadia na pós-temporada não seria curta. Com uma derrota por 5-0, a única possibilidade para os Canucks seria focar em um melhor desempenho na segunda partida. Usando essa filosofia, equipe canadense conseguiu entrar bem no segundo jogo e sair com a vantagem sobre oponente. 

    Com a série empatada, os dois times vão para o Jogo 3 em busca de vantagem. Mas quem acabou saindo à frente do placar foi o Vegas Golden Knights. Com a falta de finalizações a gol dos Canucks na partida, os Golden Knights mantiveram a vantagem. Por fim, o time de Nevada venceu o confronto e garantiu a vantagem de 2 a 1 na série. Vale ressaltar que, em apenas três jogos da rodada, Robin Lehner conseguiu dois shutouts, mantendo grande desempenho na rede de Vegas.

    A breve decaída do Vegas Golden Knights

    Em relação a tentativas a gol, o Jogo 4 talvez tenha sido a partida em que os dois times mais disputaram de igual para igual. Apesar do grande hype que o time manteve nos 4 primeiros jogos, a quinta partida trouxe a queda do desempenho do Vegas na série. Após 20 minutos sem nenhuma finalização a gol de ambos os lados, foi Shea Theodore quem marcou o primeiro dos Golden Knights na partida, durante o segundo período. Mas o time viu a vantagem se esvair 24 segundos depois, quando os Canucks empataram. Para fechar de vez o confronto, Vancouver marcou o segundo último período, garantindo a vitória. 

    No Jogo 6, Vancouver conseguiu manter o mesmo ritmo da quinta partida. Algo necessário pois, se os Golden Knights vencessem o jogo, os Canucks diriam adeus aos playoffs. Mas ao marcar com Jake Virtanen, aos 2:50 do primeiro período, os Canucks mostraram que estavam longe de se despedir da competição. Sem gols no segundo tempo, foi o próprio Vancouver quem voltou à partida no último período mostrando dominância, e marcando mais três gols. 

    Novamente um empate na série.

    Por mais que a vitória tenha sido de Vancouver nos jogos cinco e seis, foi Vegas quem teve mais shots on goal e, de certa forma, dominou as partidas por muito tempo. Ou seja, foi notável o quanto os Canucks souberam aproveitar muito bem suas oportunidades em jogo para finalizar as jogadas e, assim, manterem-se na competição. 

    Enfim, Golden Knights na Final da Conferência Oeste

    Por ser um Jogo 7, e a série estar empaada, esperavasse na partida um grande desempenho para ambos os lados. Porém, a queda dos Canucks foi notável: no primeiro período, o time disparou apenas duas vezes ao gol, contra 11 tiros de Vegas.

    Novamente, na segunda etapa do jogo, ambas as equipes mantém o placar em zero a zero, e Vegas mantém a dominância de SOG, diminuindo apenas por um disparo em comparação ao primeiro período. Finalmente, no terceiro, as coisas começaram a se desenvolver quando Shea Theodore abriu o placar para Vegas em um gol no power play. Aqui, os Canucks começaram a tentar entrar na partida, criando mais tentativas a gol. 

    Mas quando os Golden Knights marcaram o segundo, com Alex Tuch e logo em seguida o terceiro, com Paul Stastny, as chances do time canadense conseguir um empate eram quase nulas. A partir daí, a única coisa necessária para Vegas era segurar a liderança. 

    Seis segundos após o terceiro gol da partida, o apito final soou. Depois de sete jogos, o Vegas Golden Knights se classificou para a Final de Conferência pela segunda vez em sua história na NHL. 

    Atuações notáveis da série

    Vancouver não apenas contou com o grande desempenho de seus veteranos, mas também com o talento dos jogadores mais novos. Bo Horvat, capitão da equipe, foi o responsável pela maior parte dos gols feitos pelos Canucks, juntamente de Elias Petterson e J.T. Miller. Os dois últimos não só participaram de grande parte das finalizações do time, como também realizaram a maior parte das assistências aos gols.

    Destaque também para Quinn Hughes, que mostrou outra vez ser um jogador completo no gelo; além de exercer seu papel na zona defensiva com êxito, também participou de muitas jogadas a gol da equipe. Dessa forma, acabou se tornando o líder em assistências dos Canucks nos playoffs.

    Apesar de a classificação para a Final de Conferência não ter vindo em 2020 para Vancouver, oportunidades futuras não faltarão, pois o time possui um grande elenco suficientemente capaz de alcançar o feito.

    Quando falamos de atuações destaques do Vegas Golden Knights, é necessário falar de Shea Theodore. O jogador não só é o líder em assistências do time (10), como também é o segundo atleta da equipe que mais finalizou a gol. Ele ficou atrás apenas de Alex Tuch. Claramente, um grande reforço para a equipe de Nevada nos playoffs, e que pode ser um dos responsáveis a levar o time a conquistar seu primeiro título.

    Mark Stone, Alex Tuch e Reilly Smith também foram grandes adições na zona ofensiva do Vegas no round, sempre se fazendo presentes em grande parte das jogadas e nos momentos mais necessários. 

    O que esperar da série contra o Dallas Stars

    Algo que ficou extremamente perceptivo em apenas um jogo da Final de Conferência é que o Dallas Stars que Vegas enfrentou na temporada regular e Round Robin não é o mesmo time que a equipe encontrou nesta série dos playoffs.

    Após muita frustração, o time do Texas enfim encontrou seu estilo de jogo, e o tem executado muito bem, com a ajuda de diversos jogadores mais novos como Miro Heiskanen, Roope Hintz e Denis Gurianov. A equipe tem produzido cedo nas partidas, e em consequência, acaba sendo a primeira a marcar gols. 

    Então, se Vegas conseguir sobreviver a esta pressão inicial imposta pelo time, e não desperdiçar as tentativas a gol, as chances de avançar para a Final da Stanley Cup são grandes. Com jogadores como Shea Theodore fazendo um ótimo desempenho no ataque, e Robin Lehner em uma de suas melhores fases no gol, o time tem grandes oportunidades de evoluir cada vez mais na competição.

    A série contra o Dallas Stars iniciou no último domingo (6), e contou com a primeira vitória dos Stars. No Jogo 2, na terça-feira, os Golden Knights devolveram o shutout e empataram a série. Ainda há muito a ser disputado pela frente, o que nos resta é aguardar os próximos capítulos. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    Matt Dumba protesta no primeiro dia das Qualificatórias

    As qualificatórias da Stanley Cup tiveram início no dia 1° de agosto, após a pausa em março por conta da pandemia do novo coronavírus. O jogos irão até domingo, dia 8, e por enquanto somente o New York Rangers foi eliminado para o Carolina Hurricanes após 3 jogos. 

    Foram 142 dias sem hockey, e muitas coisas aconteceram nesse intervalo de tempo enquanto a Liga estava parada. Um dos assuntos que foi muito debatido no meio esportivo foi o racismo no hockey. Na história do hockey existiram, e ainda existem, poucos jogadores negros.

    Seja por conta de uma filosofia da própria cultura do hockey, que pode ser resumida em não falar sobre outros assuntos a não ser o esporte, ou talvez simplesmente pelo hockey ser um reflexo de uma sociedade ainda muito racista, fato é que tal assunto não pode ser ignorado mais.

    Um dos gestos mais significativos contra o racismo aconteceu quando Matt Dumba, defensor do Minnesota Wild, que é Filipino-Canadense, se ajoelhou durante o hino nacional dos EUA, na partida entre Edmonton Oilers e Chicago Blackhawks. Os jogadores das equipes cercaram Dumba enquanto ele discursava e ao seu lado estavam mais dois jogadores negros, Malcolm Subban dos Blackhawks e Darnell Nurse dos Oilers. Os dois colocaram as mãos nos ombros de Dumba em gesto de solidariedade. 

    Matt Dumba Protesta

    “Durante a pandemia, algo inesperado porém que já deveria ter acontecido antes ocorreu: O mundo acordou para a existência de um racismo sistêmico que se encontra profundamente enraizado em nossa sociedade,” Dumba disse. “O racismo é uma criação do homem e a única coisa que ele faz é atrapalhar nossa prosperidade coletiva. (…) O racismo está em toda parte e devemos lutar contra isso.(…) Eu sei em primeira mão, como minoria que joga hockey, como pode ser difícil estar no esporte. A Hockey Diversity Alliance quer que crianças se sintam seguras e confortáveis sempre que entrarem em alguma arena”

    A aliança, um grupo de atuais e ex-jogadores da NHL, foi formada em junho com a missão de erradicar o racismo e a intolerância no hockey. Dumba terminou seu discurso com o lema “Black Lives Matter”. Ele também lembrou da morte de Breonna Taylor, técnica médica de emergência negra que foi morta a tiros pela polícia em seu apartamento em Louisville, Kentucky, em 23 de junho. Ele ainda disse “o hockey é um ótimo jogo, mas poderia ser muito maior e começa com todos nós “.

    Matt Dumba levantou o punho nos hinos dos Estados Unidos e do Canadá

    A atitude de se ajoelhar foi inédita na NHL. Contudo, a primeira pessoa a levantar o punho foi JT Brown, durante sua permanência no Tampa Bay Lightning em 2017. Ele, que agora joga no Iowa Wild, afiliada do Minnesota Wild, protestou também contra a brutalidade policial e o racismo. 

    No jogo entre Minnesota Wild e Vancouver Canucks, Matt Dumba protestou novamente. Dessa vez, ele levantou os punhos da mesma forma que seu ex-colega de equipe. Para Dumba “o gesto de levantar o punho é um sinal mais forte do que se ajoelhar se eu estiver no banco, pois ele pode não ser visto pelas câmeras no último caso”.

    Ele ainda afirmou que continuará a protestar publicamente contra a injustiça racial durante os playoffs.

    Aliados nos protestos

    Até a segunda-feira, dia 03, Matt Dumba tinha sido o único jogador a se manifestar nos rinques de gelo. Muitos jogadores podem se opor ao gesto ou até mesmo não achar necessário fazer tais atitudes, por isso a falta de apoio com Dumba. Esse cenário é bastante diferente se olhado para os outros esportes americanos, no qual é possível sempre ver mais de um jogador se manifestando. Vale ressaltar que na NBA, todos os jogadores e funcionários do Los Angeles Lakers e do Toronto Raptors se ajoelharam para os hinos canadenses e americanos quando essas equipes se encontraram em uma partida que aconteceu em Orlando, na Flórida.

    Contudo, no jogo entre Vegas Golden Knights e Dallas Stars, esse cenário mudou. Ryan Reaves, Robin Lehner, Tyler Seguin e Jason Dickinson ajoelharam-se para os hinos dos EUA e do Canadá antes do jogo no Rogers Place. 

    “Conversei com o Reaves nos aquecimentos. Ele disse que ele e Lehner iriam se ajoelhar e perguntou se eu gostaria de me juntar a eles. Eu disse: ‘Absolutamente’”, disse Tyler Seguin. 

    “Antes do jogo, entrei no vestiário e contei a todos (…) Disse a eles que não havia pressão para fazer nada. Dickinson então me contou que gostaria de fazer parte, apoiando a causa e no que acreditamos.”

    “É hora de começar a fazer algo, não apenas deixar que isso seja um ciclo de notícias,” disse Lehner. “Todos devem ter a mesma chance na sociedade, todos devem ser tratados da mesma forma.”

    É importante ressaltar como o apoio de jogadores brancos nesse momento é importante para a causa, já que deixar os jogadores negros lutarem por algo que eles já lutam apenas existindo, é um fardo que se torna difícil e solitário sem apoio de seus colegas. 

    Foto: NHL/Reprodução