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  • Reunião sobre o CBA traz novidades sobre possível lockout

    Reunião sobre o CBA traz novidades sobre possível lockout

    Com a duração do atual CBA (Collective Bargaining Agreement, o acordo coletivo da liga) chegando o fim, surge a possibilidade de um novo lockout. Ocorre que, desde que a liga e a NHLPA (NHL Players’ Association, o sindicato dos jogadores) entrem em um acordo, a paralisação não precisa acontecer. Para que isso ocorra, as duas partes se reúnem com o objetivo de chegar a um consenso sobre as exigências de cada classe. 

    Desta forma, nesta quarta-feira (04) em Chicago, onde está sendo realizado o Media Day da NHL, ocorreu uma reunião com cerca de 50 jogadores e os representantes da NHLPA. Na semana passada a liga teve sua primeira oportunidade de abrir mão do atual CBA, o que não aconteceu, e no próximo dia 15 será a vez dos jogadores. Caso isso aconteça, poderemos ter indícios de que haverá, de fato, um paralisação. 

    O que os jogadores querem?

    Entre as reivindicações, temos a participação dos atletas nas Olimpíadas, já que no ano passado eles foram impedidos de competir nos Jogos de PyeongChang 2018 . Além disso, requerem melhorias nas questões relacionadas à saúde, aposentadoria e possíveis reformas na forma como o segundo contrato profissional é estruturado. 

    A maior de todas, entretanto, é o escrow (garantia, em tradução livre). Isto se trata de um dispositivo contratual presente no CBA que faz com que os atletas recebam de fato apenas 87,5% do seu salário. Os 12,5% restantes vão para a liga, com finalidade de equalizar as receitas em 50-50 para os jogadores e donos, para garantir que a divisão seja igualitária. Para que este dispositivo seja retirado, seria necessário instituir uma luxury tax, implicando em valores diferentes para mercados diferentes. Tal hipótese é improvável.

    Quais são os próximos passos?

    Haverá uma nova reunião na sexta-feira (06) em Nova York, mas a data chave para a NHLPA abrir as negociações para um novo CBA e potencializar um lockout é 15 de setembro. Caso isto ocorra, a paralisação da liga no próximo ano será iminente.

    Iremos atualizar esta reportagem assim que mais informações forem disponibilizadas.

    (Foto: NHLPA.com/Reprodução)

  • Latam Cup 2019 conta com participação do Brasil

    Latam Cup 2019 conta com participação do Brasil

    A Latam Cup 2019 irá acontecer no próximo final de semana, de 06 a 08 de setembro. Esse ano ele será disputado no Ice Den of Coral Spring, Flórida, EUA. Sob a organização do Amerigol International Hockey Association, e contará com a participação dos países da América Latina e Caribe. O campeonato de hockey no gelo da América Latina teve início em 2013-14 como torneio Pan-Americano. Em 2015 foi sancionado pelo IIHF e sediado pela Federação Mexicana de Hockey em 2016. No ano de 2017 o tornei sofreu uma pausa, mas retornou em 2018-19 como um torneio independente.

    Em seu ano de estréia, o campeonato teve como primeiro campeão o Canadá, que ganhou de 7-0 do México. Entretanto esse foi o único ano que contou com a participação das seleções do Canadá e dos EUA. O maior campeão do campeonato é a Colômbia que ganhou nos anos de 2014-15, 2015-16 e 2018-19. O México ganhou uma vez no ano de 2016-17. 

    A edição de 2019 contará, pela primeira vez, com a seleção da Jamaica, que apesar de fazer parte da IIHF desde 2012 nunca tinha competido. Quem também tem estreia confirmada para este ano é a seleção do Porto Rico que apesar de praticarem o esporte desde 2004 não tinham competido ainda. A partir desta edição, a Latam Cup ganha a parceria da Warrior Hockey, comprometida em ajudar o crescimento do hockey na América Latina e no Caribe. Os jogos estarão disponíveis para assistir gratuitamente no site HockeyTV.

    Os países participantes

    Os 8 países que iram participar foram divididos em 5 grupos, sendo eles quatro grupos masculinos e um feminino. Na primeira divisão ficaram no grupo A: Argentina, Brasil, Colômbia e Jamaica; no grupo B: Chile, México (select team) e Venezuela. Na segunda divisão no grupo A: Brasil B, México B e “Rest of the World” (Ilhas Maldivas); no grupo B: Argentina B, Colômbia B e Porto Rico. O grupo feminino conta com as seleções de: Brasil, Argentina, Colômbia e Bandidas México. 

    O dois primeiros dias de competição contará com os jogos das divisões, sendo que no dia 07 já começam as quartas de finais. O dia 08 ficou separado para onde enfim conheceremos os campeões do campeonato.

    Foto: Reprodução / @brazilicehockey

  • Amparo No Limits vence Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino 2019

    Amparo No Limits vence Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino 2019

    No sábado (24) e domingo (25) aconteceu o Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino no ginásio da AABB em São Paulo. Ao todo, sete equipes de São Paulo, Minas e Pará competiram no final de semana.

    A grande vencedora foi a equipe Amparo No Limits, da cidade de Amparo, no interior de São Paulo. Além do primeiro lugar, a jogadora do Amparo, Lea Villagra, recebeu os prêmios de MVP do campeonato, artilheira e assistente.

    Equipe do interior de São Paulo é campeã no Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino

    As donas da casa, equipe da AABB-SP, eram as favoritas para levantar o troféu. No entanto, acabaram ficando com a segunda colocação ao perder a final para a equipe de Amparo. Já o terceiro lugar ficou com a equipe mineira Eldorado Vipers, estreante no campeonato, com atletas jovens que chegaram com sede de vitória e muita vontade de aprender.

    Equipe da casa AABB é vice-campeã no Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino

    Hockey inline: uma família para suas atletas

    O time do Eldorado Vipers é formado por meninas mais novas, como Ana Clara Camargo, 13 anos. A jovem atleta conta que sempre gostou de patinar, mas foi após ver o primo seguir para o hockey que ela se interessou pelo esporte. Acompanhada de sua mãe, Ana Clara começou a jogar pelos Vipers e encontrou no hockey uma segunda paixão que agora divide com o balé. “Eu sou bailarina também, [sua mãe] achou que eu não iria gostar. Mas as vezes com o hockey, a gente até desconta um pouco da raiva jogando.”

    Outra jogadora do Vipers que se encontrou no esporte foi Karina Gonçalves, de 16 anos. Após perder o pai, a jogadora conta que ficou desnorteada, sempre se envolvendo em brigas. Sua tia lhe sugeriu conhecer o hockey, já que dois de seus primos já praticavam, e foi onde Karina aprendeu a controlar suas inseguranças. “Eu batia em todo mundo, xingava os técnicos, xingava todo mundo. Então tive que aprender a lidar com o povo e a sociedade.”

    Equipe mineira Eldorado Vipers é a terceira colocada no campeonato brasileiro de hockey inline feminino

    O hockey inline, além de trabalhar o sentimento de equipe com as jovens jogadoras, também se mostra um esporte familiar. Pais que descobriram o hockey por acaso e, hoje, assistem suas filhas seguirem os mesmos passos. É o caso de Aldemir Lopes, 53 anos, que saiu de Curitiba, no Paraná, para levar a filha Emanuela, de 17 anos, para participar do Campeonato ao lado da equipe do Amparo.

    Aldemir conta que conheceu o esporte no ginásio do Clube 3 Marias, em Curitiba. Ele levava os dois filhos para aprender a patinar e resolveu praticar também, tornando o hockey inline uma paixão familiar. Seu filho Gabriel, irmão de Emanuela, é goleiro pelo 3 Marias. “Atrás deles vieram os primos, meu sobrinho e minha sobrinha, então era assim é a família toda ‘pra’ jogar hockey praticamente e estamos até hoje lá no Clube 3 Marias em Curitiba”, relata Aldemir sobre sua relação com o esporte.

    Equipe do Pará estreia no Campeonato Brasileiro

    A equipe paraense venceu apenas uma partida na competição, mas volta para casa feliz e ansiosa para participar novamente no próximo ano

    Apesar de não ser o único time estreante, a grande novidade do campeonato foi o time Belém Búfalos. Quatro atletas, juntamente com seu treinador Mario Ferreira, saíram do norte do país para participar do Campeonato Brasileiro e conhecer outras jogadoras. Infelizmente, o time venceu apenas um jogo na competição, mas foi o suficiente para partirem ansiosas pelo ano seguinte.

    Mario conta que neste ano começaram a se planejar apenas em março para viajarem para São Paulo. Com o curto tempo e a longa distância, não foi possível trazer todas as atletas, mas, para o próximo ano, desejam estar com o time completo. “A ideia é que a gente consiga vir com todas, então como a gente vai ter mais de um ano para se programar, acredito que dê certo”.  

    Foto: Júlia Guedes

  • #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    #FörFramtiden: a importância do movimento para o futuro do hockey feminino

    Já não é mais novidade o preconceito que grande parte das mulheres sofre quando decide seguir carreira no universo esportivo. Jornalistas, atletas, gestoras, analistas.

    No hockey especificamente, também é sabido que o esporte é dominado pelo sexo masculino.

    Por fim, também são old news que mulheres ligadas ao esporte já sofreram, em algum momento de sua carreira, discriminação. Ainda existe uma parcela do fandom que não conseguiu aceitar que elas também pertencem ao hockey. Sim, tanto quanto os homens. 

    Desse modo, o time feminino de hockey sueco foi um dos que resolveu dizer “chega!” A jogadoras se uniram, e criaram o movimento #FörFramtiden. Este por elas mesmas e pelas futuras atletas, com a intenção de desenvolver um ambiente saudável para todas as meninas que sonham em fazer do esporte seu trabalho um dia. 

    O que é o #FörFramtiden

    Num geral, o #FörFramtiden é um movimento, organizado pelo Time Feminino de Hockey da Suécia. Este tem o intuito de reivindicar melhores condições para as atletas do time. A intenção é criticar a maneira inferior como a confederação tem tratado os times femininos. O tratamento é visto como completamente diferente do destinado aos times masculinhos, em vários aspectos.

    Portanto, protestantes ao descaso, 43 jogadoras da Seleção Sueca Sênior anunciaram, em 14 de agosto, um boicote ao training camp. Também optaram por não participar do Torneio das 5 Nações, que teve início em 20 de agosto de 2019. Tal anúncio foi feito nas mídias sociais das jogadoras, um dia antes da equipe feminina precisar se reunir para o training camp em Bosön, complexo de esportes localizado em Estolcomo, na Suécia, destinado a Confederação de Esportes do país. 

    Parte do manifesto conta com os seguintes dizeres:

    “Todas os jogadoras convidadas a jogar pela Seleção Nacional de Hóquei Feminino da Suécia informaram hoje à Federação Sueca de Hóquei sobre uma decisão mútua e unida. Um total de 43 jogadores foram convidadas para o training camp e Torneio. Porém, ninguém participará de nenhum. A partir de hoje, [nenhuma das atletas] representará as cores azul e amarelo até que a Confederação Sueca de Hockey nos mostre que está disposta a trabalhar ao lado de nossas jogadoras para desenvolver e criar melhores fundamentos para as atletas atuais e para todas as próximas.”

    A resposta da confederação foi que eles estavam surpresos com o manifesto. Porém, em momento algum acabaram por citar as condições que o time feminino precisa enfrentar em todas as competições. Muito menos mencionaram soluções para a criação de melhores ambientes para as jogadoras atuais do time feminino de hockey, e também para as futuras atletas. 

    A importância do movimento

    Seguidamente, as atletas sugeriram, no manifesto, 10 pontos que necessitavam mudanças. Alguns destes são: maiores investimentos monetários nos times de hockey femininos (que são bastante inferiores às equipes masculinas), seguro para as atletas, melhores condições de viagens para os torneios, de uniformes, suplementos nutritivos (estes que muitos atletas afirmam já ter recebido com a validade expirada).  

    Dessa forma, discussões como essas são de extrema importância para que a próxima geração de atletas saiba o seu valor. Por fim, que entendam também que não merecem menos do que o mesmo respeito que os homens pelo trabalho excepcional que fazem. Assim, para que continuem levando tais pautas para que o futuro do hockey feminino seja brihante.

    Atletas apoiando o movimento

    Henrik Lundqvist, sueco que joga pelo New York Rangers, da NHL, declarou apoio ao movimento de suas colegas de seleção. Ele insistiu que, para que exista um acordo entre a equipe sueca de hockey feminino e a confederação de hockey sueca, é necessário diálogo.

    “Onde os recursos são usados ​​hoje? Podemos mudar a priorização / estrutura? Acredito que é bom iniciar um diálogo, porque a situação que as mulheres enfrentam é insustentável. O mais importante é iniciar o diálogo. As mulheres precisam sentir que têm oportunidades certas para realizar o máximo possível [pela equipe], mas, ao mesmo tempo, a Associação Sueca de Hockey no Gelo está se excedendo. (…) Não é sobre grandes recursos. Às vezes são sobre pequenas coisas, extremamente importantes, que fazem a diferença na preparação de qualquer atleta”, afirmou o atleta.

    No entanto, Lundqvist não é o primeiro atleta a apoiar o movimento. Outra iniciativa veio de seu colega de equipe nos Rangers e na seleção sueca. Mika Zibanejad doará 1 dólar para o time feminino a cada hambúrguer vendido no Brödernas, restaurante do qual ele é dono, juntamente com seu irmão e amigos. 

    Logo, discussões como estas são necessárias para ressaltar o mesmo ponto que as mulheres vêm tentando afirmar há anos: elas merecem estar no esporte, e disputar com a camisa de seus países tanto quanto os homens.

    Equipes femininas são tão talentosas e competitivas quanto os times masculinos. Por isso têm o direito de lutar por melhores condições para ter a oportunidade de fazer do esporte seu principal ofício, da mesma maneira que os homens podem fazer. Merecem ser apoiadas por falarem tão abertamente, por lutarem por suas causas em um mundo tão machista, como é o dos esportes. 

    Estamos no século 21. Não existe mais espaço para descriminação e mudanças são necessárias. Agora.

    Foto: Reprodução/theicegarden.com

  • O que é um lockout e quais as chances de acontecer de novo?

    O que é um lockout e quais as chances de acontecer de novo?

    O que é lockout?

    A princípio, pode-se dizer que o lockout, locaute em português, de 2004-2005 foi o maior exemplo de disputa trabalhista que se teve na história dos esportes americanos. Ao contrário de uma greve, lockout é quando os empregadores deixam de oferecer as condições necessárias para seus empregados trabalharem, visando mudanças em algum acordo coletivo. O nome vem da expressão “lock out” em inglês, que significa deixar alguém trancado do lado de fora de algum lugar. 

    Tais mudanças são, portanto, impostas à força laboral, que não recebe o pagamento correspondente ao tempo de paralisação. No Brasil esta prática é proibida por Lei. As mudanças que vimos na estruturação dos contratos assinados nos últimos anos pelos atletas da NHL os resguardam de eventual lockout, pois recebem grande parte do salário em bônus, que não é afetado por paralisação. 

    Como ocorre?

    Primeiramente, já ocorreram quatro lockouts na história da NHL.

    O primeiro foi o de 1992, que adiou 30 jogos da temporada 1991-1992. O segundo, em 1994, que encurtou os jogos da temporada em 48. O terceiro resultou no cancelamento da temporada de 2004-2005. E a mais recente foi a de 2012-2013, que também encurtou os jogos da temporada a 48. 

    No caso da NHL, um lockout acontece quando os clubes e o sindicato de jogadores discordam acerca dos tópicos a serem incluídos em um novo acordo coletivo (CBA, Collective Bargaining Agreement, em inglês) de uma forma que beneficie as duas partes.

    O lockout da temporada 2004-2005

    O tempo de duração do lockout foi de 10 meses e 6 dias a partir de 16 de setembro de 2004, um dia após a convenção coletiva de trabalho (CBA) entre a NHL e a NHLPA (National Hockey League Players Association, Associação de Jogadores da Liga Nacional de Hóquei em português) de 1994–95 ter expirado.

    A NHL, liderada pelo comissário Gary Bettman, tentou convencer os jogadores a aceitarem uma estrutura salarial vinculando os salários dos jogadores às receitas da liga, garantindo aos clubes o que a liga chamava de segurança de custo.

    Em 20 de julho de 2004, a liga apresentou ao NHLPA seis conceitos para garantir a segurança dos custos. Muitos consideraram os conceitos flexíveis e bons, contudo a NHLPA achou que tais condições favoreceriam times de maior mercado.

    Com isso, o sindicato dos jogadores rejeitou cada um dos seis conceitos apresentados pela NHL. Foi alegado que todos eles continham algum tipo de teto salarial.

    Depois de muitas propostas apresentadas, refutadas e desmentidas, a associação de jogadores ratificou o acordo com 87% de seus membros votando a favor. Em 21 de julho, foram definidos:

    • O teto salarial seria ajustado a cada ano para garantir aos jogadores 54% da receita total da NHL. E também haveria um piso salarial.
    • Haveria um limite de US $ 39 milhões no primeiro ano da CBA.

    O lockout de 2012-2013

    Os proprietários das franquias de times da NHL, junto com o comissário Gary Bettman, declararam um lockout dos membros da NHLPA. O lockout começou dia 15 de setembro de 2012 e terminou dia 06 de janeiro de 2013.

    Os donos das franquias exigiam uma parcela maior da receita gerada pela liga. Além disso, queriam limites maiores nos contratos dos jogadores, entre outros. A NHLPA não estava disposta lutar contra o teto salarial da liga. Assim também, eles aceitaram receber 57% menos da receita da liga.

    Entretanto, os dois lados ainda discordavam de muitos outras condições existentes. E com isso, surgia a possibilidade de parar novamente uma temporada inteira para que os termos fossem ajustados.

    Mas conforme as 16 horas de negociações passavam, finalmente foram decididos os novos termos da CBA:

    • Um limite máximo de 8 anos de contrato aos jogadores
    • Um piso salarial de 44 milhões e um teto salarial de 60 milhões
    • Uma variação máxima de 50% nos salários ao longo de um contrato
    • Aceitação obrigatória de prêmios de arbitragem sob $ 3,5 milhões, sem realinhamento
    • E um período de tempo para o buy out de contratos que não se enquadram no teto salarial.

    O risco de um lockout atual

    Visto que em 2022 fará 10 anos desde o último CBA definido, novos termos terão de ser discutidos e novas questões serão levantadas.

    No entanto, tanto a NHL quanto a NHLPA têm a oportunidade de encerrar com o contrato dia 1 de setembro de 2019.

    Diante disso, é possível definir que os jogadores estão insatisfeitos com o atual CBA. Foi sugerido que se estendesse o atual CBA para mais três anos de duração em troca de Olimpíadas. Muitos recusaram.

    Um dos maiores problemas atualmente relatados pelos jogadores foi o “escrow“. Basicamente, retira-se do salário de cada jogador uma faixa de 10 a 30% caso o lucro do time seja baixo do esperado.

    Os jogadores também reivindicam a participação nas Olimpíadas de Inverno. Em 2014 eles puderam participar, em 2018 não. A NHL não ficaria feliz de ceder 2 semanas da temporada para a participação.

    Entretanto, as Olimpíadas de Inverno de 2022 acontecerão na China, em Pequim. E a perspectiva de ver a equipe nacional de hóquei no gelo da China seria uma tremenda oportunidade de crescimento para o esporte como um todo no país. E como já dito antes em nosso site, o capitão do Washington Capitals, Alexander Ovechkin, foi denominado embaixador da liga na China e nesta offseason viajou para lá.

    Por mais que seja um assunto complicado, muitos jogadores na verdade não querem que o lockout aconteça. Porém, se a história se repetir, veremos mais uma nova paralisação.

    Foto: Jared Wickerham/Getty Images

  • Associação feminina de hockey anuncia Dream Gap Tour

    Associação feminina de hockey anuncia Dream Gap Tour

    Em maio deste ano foi anunciada a Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA) com intuito de criar melhores condições de trabalho para as jogadoras de hockey. Essa ação deu início a uma nova era no hockey​ feminino. Posteriormente, o New York Rangers anunciou uma iniciativa para trazer mais jovens meninas para o gelo. Agora a PWHPA conta com mais um projeto. Segue abaixo o texto traduzido sobre esse novo projeto.

    PHILADELPHIA, PA (28 de agosto de 2019) – A Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA), composta pelas melhores jogadoras de hockey​ do mundo, anunciou hoje um “Dream Gap Tour” que irá acontecer em várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos. A turnê incluirá eventos com envolvimento da comunidade e quatro jogos em que as melhores jogadoras do esporte estarão em exibição.

    Atualmente, não existe uma liga que exiba consistentemente o melhor produto do hockey feminino no mundo, que pague as suas jogadoras um salário digno e tenha a infra-estrutura necessária para o sucesso. Essa liga representaria um passo importante para fechar a lacuna do sonho entre meninos e meninas. Um garoto pode amarrar os patins e se imaginar circulando o gelo na camisa da sua equipe profissional favorita enquanto a multidão entoa seu nome. Ele sonha, porque ele já viu isso inúmeras vezes. Não existe um equivalente realista para as aspirantes a jogadores de hockey​ feminino imaginarem seus futuros.

    “Este é um ano de propósito para todos os membros da Associação de Jogadores. Os jovens jogadores de hockey – meninos e meninas – devem ser capazes de compartilhar o sonho de um dia ganhar a vida como jogador de hockey ​profissional”, disse Kendall Coyne Schofield, capitã da Equipe Nacional de Hockey dos EUA, medalha de ouro olímpica e primeira mulher a competir no NHL All-Star Skills Competition​. “Essa realidade não existe hoje para garotas. Juntos, estamos em uma missão para mudar isso ”.

    Quatro décadas atrás, Billie Jean King liderou uma cruzada que mudou o tênis e o esporte feminino para sempre. Hoje, sua empresa, a Billie Jean King Enterprises, está fornecendo liderança e orientação à medida que as jogadoras de hockey de elite do mundo fazem seu próprio esforço.

    “Quando o Original Nine começou o tênis profissional feminino em 1970, imaginamos um mundo onde qualquer garota, se ela fosse boa o suficiente, teria um lugar para competir, seria apreciada por suas habilidades e realizações e poderia ganhar a vida jogando tênis profissional” King disse. “Hoje, quase 50 anos depois, as mulheres do hockey profissional, do futebol e de outros esportes estão enfrentando a mesma situação, e nossa visão não mudou. Todos devem poder ter o sonho e a oportunidade de ganhar a vida jogando o esporte que amam.”

    O PWHPA Dream Gap Tour incluirá fins de semana repletos de ação, com clínicas para jovens e um torneio de exposições de quatro equipes, culminando com um campeão do mercado. As melhores jogadoras do mundo, incluindo Hilary Knight, Marie-Philip Poulin, Sarah Nurse, Natalie Spooner, Kendall Coyne Schofield, Amanda Kessel, Monique Lamoureux-Morando, Jocelyne Lamoureux-Davidson, Brianna Decker, Noora Raty, Renata Fast e Brianne Jenner estarão participando da turnê. A turnê 2019-2020 inclui:

    • Toronto, Ontário, Canadá (20 a 22 de setembro de 2019)
    • Hudson, New Hampshire (4 a 6 de outubro de 2019)
    • Chicago, Illinois (18 a 20 de outubro de 2019)

    “Eu não poderia estar mais honrada e animada para participar da Dream Gap Tour​, começando na cidade que eu cresci jogando”, disse Brianne Jenner medalhista de ouro olímpica, campeã do mundo, Clarkson Cup Champion​. “Toronto é uma cama quente de hockey e eu não conseguia pensar em um local melhor para começar a turnê. As jovens jogadoras de hockey precisam ver seus modelos competindo e acreditam que podem sonhar em serem jogadoras profissionais de hockey​. É hora de fechar a lacuna do sonho.

    *Eventos adicionais da PWHPA incluem exibições contra o Boston College sábado, 21 de setembro no Conte Forum e o PWHPA contra os ex-alunos do San Jose Sharks no domingo, 22 de setembro, no SAP Centre.

    Foto: Reprodução/pwhpa.com

  • Cam Ward anuncia aposentadoria

    Cam Ward anuncia aposentadoria

    Nesta quarta-feira, 28, o goleiro Cam Ward assinou um contrato de apenas um dia com o Carolina Hurricanes. Isto porque ele também anunciou sua aposentadoria, terminando a carreira na equipe que o revelou. Ward foi draftado na 25ª posição do draft de 2002, e passou sua carreira junior no Red Deer Rebels da Western Hockey League. Ao atuar pela WHL, o goleiro apresentou campanhas positivas nos playoffs antes de chegar ao profissional. 

    O canadense, natural de Saskatoon, assinou seu primeiro contrato profissional em 2004, mas jogou seu primeiro ano na American Hockey League (AHL). Tal situação ocorreu porque a temporada de 2004/2005 foi cancelada devido a um lockout. No ano seguinte Ward passou a maior parte do tempo sendo reserva de Martin Gerber, até os playoffs

    A consagração de Ward em sua temporada de estreia

    A campanha da dos Canes nos playoffs de 2006 foi um verdadeiro conto de fadas, com Ward sendo parte fundamental da conquista. Canes começou perdendo para o Montreal Canadiens, mas Ward assumiu o gol e levou a equipe de Raleigh até as finais, contra o Edmonton Oilers. No caminho, Ward ajudou o time da Carolina vencer o New Jersey Devils de seu ídolo, Martin Brodeur, e o Buffalo Sabres. 

    Já nas finais da Stanley Cup, o canadense foi o primeiro goleiro novato a conseguir uma shutout desde Patrick Roy em 1986. Com a vitória dos Hurricanes, Ward se tornou o primeiro goleiro calouro a ganhar o Conn Smythe, troféu de MVP, desde Ron Hextall em 1987. 

    Críticas pelas atuações instáveis e passagem pelos Hawks

    Cam Ward nunca conseguiu replicar sua campanha de MVP outra vez, e foi duramente criticado por não ter constância suas atuações. Além disso, a equipe deixou de aparecer nos playoffs a partir de 2009. Esta foi a última atuação do arqueiro na pós-temporada.

    Depois de 13 anos, Ward deixou os Hurricanes em 01 de julho de 2018, para assinar por um ano com o Chicago Blackhawks, onde não impressionou. Desta forma, aos 35 anos o canadense assinou um contrato de um dia para se aposentar um Cane.

    A carreira de Ward em números

    Jogos disputados701
    Vitórias334
    Porcentagem de defesa.908 %
    Média de gols sofridos2.74
    Shutouts27

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Yevegni Kuznetsov é suspenso por quatro anos pela IIHF

    Yevegni Kuznetsov é suspenso por quatro anos pela IIHF

    A Confederação Internacional de Hockey no Gelo (IIHF) suspendeu o jogador russo, Yevgeni Kuznetsoz, por violação ao artigo 2.1 do Código Antidoping Mundial, tal qual trata-se sobre a presença de substâncias proibidas no organismo dos jogadores. 

    Inicialmente, um teste antidoping realizado pelo jogador, no dia 24 de maio de 2019, ainda durante o mundial de hockey, constatou a presença de uma droga ilícita no sistema do atleta – cocaína. Desde então, Yevgeni havia sido suspenso provisoriamente de jogar pela seleção de hockey da Rússia. Porém hoje (23), a IIHF confirmou sua suspensão. Esta que acabará por se estender até 12 de junho de 2023. 

    No entanto, a suspensão não o faz automaticamente ser banido do time pelo qual joga na NHL, o Washington Capitals. Apenas de competições internacionais com o time de seu país origem. Nos protocolos da Liga Nacional de Hockey não constam punições para drogas como Cocaína e Maconha. Isto porque as mesmas não viriam a afetar o desempenho do atleta no rinque. Portanto, a NHL deve se reunir com o jogador e tomar uma decisão sobre sua situação até o fim do dia. 

    Antes da suspensão definitiva

    Em maio, o Capitals confirmou a existência de um vídeo, agora já deletado das redes sociais, onde Kuznetsov sentava a frente de uma mesa que continha linhas de cocaína. O vídeo, postado durante a ocasião no Twitter, tinha como legenda “Foi por isso que a Rússia perdeu o torneio de hockey mundial nas semifinais”. Inicialmente, a mídia mostrava o jogador conversando com alguém que também se encontrava no quarto de hotel. Porém, este se encontrava em uma mesa com linhas de cocaína, juntamente com notas de dólares, à sua frente. No entanto, nos 22 segundos do vídeo, Kuznetsov não toca em nenhuma das coisas existentes nesta. 

    Em comunicado enviado à imprensa, a equipe russa disse que ainda se encontrava no processo de reunir fatos concretos sobre o ocorrido. Por conseguinte,  não iriam se posicionar sobre a situação até que tudo estivesse comprovado ou não.

    Em outro comunicado ao jornal esportivo russo, Sport Express, Kuznetsov disse que o vídeo seria de 2018. Este teria sido gravado em Las Vegas, após a vitória do Capitals na final da Stanley Cup do mesmo ano. Em nota, o jogador disse que havia ido até o quarto de hotel de um amigo. Porém, quando viu drogas e uma “mulher desconhecida”, ligou para um outro amigo e foi embora. “Eu nunca usei drogas. Me dê um teste (antidrogas) e eu irei passar.”, disse o jogador do Washington no mesmo comunicado ao jornal. 

    Comunicado do Washington Capitals e de Yevgeni Kuznetsoz

    Na manhã de hoje (23), logo após o comunicado da IIFH, o Washington Capitals também publicou em seu site, vinculado a NHL, uma declaração, juntamente à do jogador, em relação ao ocorrido. 

    O time diz estar ciente dos resultados positivos do teste anti-doping e da suspensão de Kuznetsov pela IIHF. Seguidamente, se dizem desapontados, e afirmam que levam a política antidrogas completamente a sério. Também relatam que o jogador procurou voluntariamente ajuda dos programas de conscientização providos pela própria NHL. Por fim, concordou com o protocolo de um teste regular comandado pelo próprio programa. A equipe se diz estar comprometida em ajudar o jogador com a situação. Porém, explanou que aguarda as próximas decisões, estas que serão tomadas pela própria NHL. 

    O comunicado do próprio Kuznetsov (traduzido) para o site do Capitals: 

    “Recentemente, a IIHF me notificou que, devido a um teste positivo de substâncias ilícitas, eu seria suspenso de competições internacionais durante quatro anos. Eu tomei a decisão de aceitar a penalidade. Representar meu país sempre foi algo que guardo no coração e que tenho muito orgulho de fazer. Não poder usar essa camisa por quatro anos é algo bem difícil de aceitar. Eu desapontei tantas pessoas que são importantes pra mim, incluindo minha família, companheiros de time e amigos. Desde o primeiro dia que eu entrei no rinque em D.C., a organização do Washington Capitals tem sido nada menos do que incríveis comigo e com minha família. Eu me sinto terrível por desapontar todos vocês. Me dei conta de que a única maneira de conquistar a confiança de vocês é assumir responsabilidade pela minha situação e meus atos daqui para frente.”

    Yevgeni Kusnetsov para o site do Capitals vinculado a NHL.

    Até o momento, a NHL não se posicionou sobre o ocorrido.

    Foto: Reprodução/zimbio.com

  • Como a falta de regras pode arriscar a vida dos jogadores pós-NHL

    Como a falta de regras pode arriscar a vida dos jogadores pós-NHL

    É do consentimento de todo o fã de hockey que o esporte é bastante diferente dos demais. Parte disso são devido às brigas dentro dos rinques de gelo. Estas, que são regularizadas e podem acontecer dentro do período regular de jogo, só tem fim quando um dos jogadores cai no chão. Nesse momento, o árbitro tem de apartar ambos. Constantemente, tem sido assim desde que o esporte existe. Muitos se deslocam até a arena e esperam por momentos como esse, que acabam deixando o jogo “mais interessante”.

    No entanto, brigas violentas podem causar sérias contusões que vêm a se manifestar na vida do jogador mais tarde, geralmente após a NHL. Atualmente, existem diversos exemplos de atletas do hockey que vieram a sentir as consequências de uma carreira repleta de knockouts. No fim, a carreira termina da pior forma possível.

    A consequência da fama de tough guy no rinque

    Um destes jogador é o ex-right winger do St. Louis Blues, Todd Ewen. A princípio, ele teve seu primeiro episódio de brawls dentro de um rinque com apenas 21 anos. Na ocasião, no entanto, ele deixou um dos jogadores do Red Wings definitivamente inconsciente. Assim, criou uma reputação para si mesmo. Da mesma maneira que distribuía socos e golpes, levava alguns muitos. De certa forma, foi o suficiente para que pudessem causar maiores consequências para sua saúde num futuro não muito distante.

    Porém, apesar da violência frequente experienciada pelos torcedores dentro das arenas de hockey, a política da NHL em relações às contusões dos jogadores, principalmente na época em que Ewen atuava, início dos anos 90, era completamente escassa. Frequentemente, não incentivava nem os próprios jogadores a procurar ajuda, nem as regras das brawls em jogo.

    Ewen se aposentou em 1998, após 11 temporadas atuando na NHL. Inicialmente, os sintomas (relatados mais tarde por sua esposa) se resumiam a breves lapsos de perda de memória. Com o tempo, acabaram evoluindo para algo maior. Seguidamente, a raiva constante, que nunca havia sido presente fora do rinque. No entanto, foi sua esposa, Kelli, quem começou a notar a mudança de comportamento no marido. Ela continha agressões que ela nunca havia presenciado antes. Posteriormente a isso, um dos piores episódios foi quando Todd tentou enforcar a esposa em sua própria casa. A polícia, portanto, precisou intervir.

    A partir de então, naquele período, a raiva e as agressões foram substituídas por um estado grave de depressão e reclusão. Enfim, após tantos episódios como os anteriores, ele confessou à esposa algo que desconfiava há algum tempo: que talvez pudesse ter adquirido Encefalopatia Traumática Crônica, a CTE.

    Encefalopatia Traumática Crônica, CTE

    A CTE é uma condição neurodegenerativa. Grande parte dos especialistas na área acredita que seja desenvolvida devido ao traumatismo craniano repetitivo. A pesquisa sobre a doença se concentrou, na maior parte do tempo, em jogadores de futebol americano. Porém, após alguns episódios, foi descoberta também em jogadores de hockey. Isso se deve às diversas contusões que acabam por atingir a área cerebral dos atletas.

    Da mesma forma, em 2010, outro ex-jogador da NHL, Probert, do Red Wings (o mesmo que se envolveu na brawl com Ewen, citada a cima), também foi diagnosticado com CTE. Devido ao trauma, veio a falecer em 2010. No entanto, sua morte foi após falecimentos de outros ex-jogadores também da Liga Nacional de Hockey. Estes todos com idade inferior a 40 anos e diagnosticados com CTE.

    Devido aos casos anteriores, em 2013, alguns jogadores da NHL lançaram uma ação coletiva na justiça contra a liga. O motivo foi a negligência desta com as contusões de traumatismo craniano, adquiridas durante as brawls nos rinques.

    Simultaneamente, Todd soube da tal petição, mas decidiu não se envolver. No entanto, dois anos depois, o ex-right-winger do St. Louis Blues cometeu suicídio, no porão de sua casa.

    Vídeo do “The Atlantic” sobre o impacto das contusões de Todd Ewen.

    A CTE e o Hockey

    Lesões no cérebro causadas por golpes vêm sendo estudadas há anos, principalmente nas ligas de esportes. Por isso, a esposa de Todd decidiu enviar o cérebro do falecido marido para o Centro de Contusões Canadenses. O diagnóstico foi feito pela médica Lili-Naz Hazrati. Porém, o resultado terminou por trazer notícias desesperadoras: à princípio, Ewen não possuía CTE.

    Desta maneira, a NHL resolveu usar o diagnóstico da médica canadense para se defender contra a ação dos jogadores, que ainda estava em andamento. Os advogados da liga afirmaram que Todd tirou a própria vida por pensar que tinha CTE. Assim, alertar seus jogadores sobre a doença poderia vir a causar pânico e teria a possibilidade de os atletas também tirarem suas próprias vidas. Eles contrataram 19 peritos, com Hazrati dentre eles. Estes, em seus depoimentos, declararam ter dúvidas sobre a CTE ter ligação com os golpes das brawls nas arenas.

    A ciência da CTE ainda é bastante contestada. Atualmente, a doença só pode ser diagnosticada postumamente. Porém, como a maioria dos casos foram diagnosticados em atletas, a comunidade científica teme pelos jogadores de certas ligas de esportes. Por fim, ainda com dúvidas, a esposa de Todd Ewen enviou o cérebro do marido para ser testado novamente. Desta vez, em um Centro Médico Neurológico de Boston. Ao fim de 2018, a responsável por refazer os testes no cérebro de Ewen, a médica Ann McKee (especialista mundial em CTE), declarou que, de fato, Todd possuía CTE.

    No mesmo ano, cerca de 140 ex-jogadores da NHL já haviam se juntado à ação contra a liga. Mas o status da ação acabou sendo negado, devido aos conflitos entre as leis estaduais aplicáveis. Desta forma, a NHL acabou oferecendo um acordo para os jogadores. O acordo chegou a até 22 mil dólares para cada, e cerca de 75 mil dólares para despesas médicas. De acordo com um advogado que representa os jogadores na ação, a tendência é que a maioria deles acabe aceitando o acordo.

    Posição da NHL

    Apesar de diversos casos de CTE terem sido diagnosticados em jogadores de hockey, a NHL ainda nega o link entre as contusões durante o jogo com a CTE. Desde a última década, a liga tem se preocupado em certas ocasiões com a saúde dos jogadores no rinque. As brigas não aparentam ser tão agressivas quanto costumavam ser, além de haver mais regras dentro do jogo em relação a golpes na cabeça.

    Foi levado a tribunal a possibilidade de os golpes direcionados a região cerebral serem cortados do jogo. Mas o comissionário da NHL, Gary Bettman, diz que isso significaria uma crise. Jogadores maiores destinariam os golpes a jogadores menores durante a partida, levando à penalidade. Por fim, ele considera que, desta forma não haveriam mais colisões de corpos entre os jogadores. E isto é algo que os fãs consideram uma parte emocionante do jogo.

    Porém, enquanto a liga continua a negar a possibilidade do CTE estar ligado às lesões de traumatismo craniano em prol da diversão do jogo, diversos jogadores podem estar adquirindo a doença. Muitos provavelmente irão sofrer as consequências dos sintomas devastadores futuramente. Os jogadores fazem a liga, e é necessário que a NHL tome precauções com a saúde destes.

    A geração atual e a próxima de atletas de hockey seria eternamente grata. E, consequentemente, acabariam sendo salvos de terminarem no mesmo caminho em que Ewen terminou.

    Foto: Reprodução/thehockeynews.com

  • Jogadores que anunciaram aposentadoria em 2019

    Jogadores que anunciaram aposentadoria em 2019

    Como em toda profissão, chega o dia de se aposentar e no hockey não seria diferente. Jogando desde muito novos, os jogadores dedicam suas vidas ao esporte e acabam sofrendo muitas lesões no decorrer de suas carreiras. Com isso, eles acabam se aposentando em uma idade jovem e em alguns casos passam a atuar em outras áreas do hockey. Como de costume, os jogadores usam a intertemporada para anunciar essas aposentadorias. Nós preparamos um pequeno resumo das carreiras desses jogadores.

    Brooks Orpik

    O defensor jogou por três temporadas no Boston College Eagles, onde foi campeão nos playoffs do Hockey East em 1999 e 2001. Em 2000, foi draftado pelo Pittsburgh Penguins e iniciou sua carreira profissional na temporada 2001-02. Jogou por duas temporadas pelo Wilkes-Barre/Scranton Penguins da AHL, antes de ir para a NHL pelos Penguins. Na temporada 2003-04 o jogador dividiu seu tempo entre a AHL e a NHL.

    Posteriormente, permaneceu somente nos Penguins da NHL até virar UFA, em 2014, e assinar com o Washington Capitals. Em 2018, Orpik foi trocado para o Colorado Avalanche. O time informou que ele poderia ser trocado ou eles pagariam o tempo de contrato restante e ele viraria free agent. Por fim, o jogador virou free agent e assinou novamente com os Capitals.

    No dia 25 de junho de 2019, Orpik anunciou sua aposentadoria após 19 temporadas. Brooks levantou a taça da Stanley Cup duas vezes: em 2009 com os Penguins e em 2018 com os Capitals. Foi nomeado Defensive Player of the Year em 2010 pelos Penguins. Além disso, jogou quatro vezes pela seleção dos EUA. Duas vezes foram no Ice Hockey World Champions, uma delas no sub-20, e duas vezes nas Olimpíadas de Inverno.

    Matt Hendricks

    O americano foi draftado em 2000 pelo Nashville Predators, quando ainda jogava pelo Blaine High School na liga USHS. Após ser draftado, ele jogou por quatro temporadas com o St. Cloud State Huskies, até enfim virar profissional na temporada 2003-04 pela liga AHL. O jogador passou por seis times na AHL: Milwaukee Admirals, Lowell Lock Monsters, Rochester Americans, Hershey Bears, Providence Bruins e Lake Erie Monsters. Após jogar com os Admirals, ele recusou um contrato com os Predators e assinou como free agent com o Florida Everblades pela liga ECHL na temporada 2004-05. Logo em seguida ele retornou a AHL.

    Hendricks fez a sua estreia na NHL na temporada 2008-09 pelo Colorado Avalanche onde jogou por duas temporadas. Em 2010, ele assinou com o Washington Capitals para que pudesse jogar sob a tutela de Bruce Boudreau, o então treinador do time. Em 2013, Hendricks se tornou free agent novamente e assinou com os Predators. No ano seguinte, o jogador foi trocado para o Edmonton Oilers e permaneceu por quatro temporadas. Em 2017, como free agent, ele jogou pelo Winnipeg Jets e em seguida assinou com o Minnesota Wild. Até ser trocado e voltar para os Jets.

    No dia 25 de junho de 2019, o jogador anunciou a sua aposentadoria e aceitou uma posição como player development com o Wild.

    Roberto Luongo

    Selecionado como quarta escolha no draft de 1997 pelo New York Islanders, o canadense fez a sua estreia em 1999. Luongo dividia seu tempo entre os Islanders e Lowell Lock Monsters da AHL. Em 2000, o jogador foi trocado para o Florida Panthers. Em sua primeira temporada com o time, jogou com os Panthers e o Louisville Panthers da AHL. Antes do início da temporada 2006-07 o jogador foi trocado para o Vancouver Canucks.

    Em 2008, foi nomeado como capitão dos Canucks, se tornando o sétimo goleiro na história da NHL a assumir a posição. As regras da NHL, em geral, proíbem os goleiros de se tornarem capitães.

    Em 2014, foi trocado de volta para os Panthers. Quebrando muitos recordes e conquistando prêmios, o goleiro decidiu se aposentar devido às várias lesões que sofreu no decorrer de sua carreira. Como uma forma de agradecimento, o Panthers decidiu então aposentar o número do goleiro.

    Chris Butler

    Butler jogava pelo Sioux City Musketeers, na liga USHL, quando foi draftado em 2005 pelo Buffalo Sabres. Porém, o jogador já tinha se comprometido com a University of Denver. Por isso, jogou durante três temporadas com o Denver Pioneers. Mesmo assim, em 2006 foi selecionado para jogar pela seleção junior dos EUA.

    Sua carreira profissional começou na temporada 2008-09 com o Portland Pirates, da liga AHL, onde participou de 27 jogos, até ser convocado pelo Buffalo para jogar na NHL. Em 2010, o jogador foi trocado para o Calgary Flames.

    Em 2014, o defensor assinou como free agent com o St. Louis Blues e jogava ao mesmo tempo pelo Chicago Wolves. Butler fez a dupla jornada por três temporadas. Atuou como capitão dos Wolves durante a temporada 2016-17. Na temporada seguinte o jogador passou a fazer a dupla jornada entre os Blues e o San Antonio Rampage da liga AHL. Durante suas duas temporadas com os Rampage, Butler atuou com o C na jersey.

    No dia 02 de julho de 2019, o jogador anunciou a sua aposentadoria após 11 temporadas.

    Matt Cullen

    O americano foi escolhido no draft em 1996 pelo Mighty Ducks of Anaheim. Iniciou sua carreira profissional naquele mesmo ano na liga AHL. Seu primeiro ano como profissional foi pelo Baltimore Bandits, que posteriormente passou a se chamar Cincinnati Mighty Ducks. Durante sua temporada com o Cincinnati, o jogador foi convocado para a NHL e fez a sua estreia ainda em 1997. O center permaneceu no time até ser trocado em 2003 para o Florida Panthers, onde jogou por uma temporada. Na temporada seguinte, a NHL sofreu um bloqueio e com isso jogou na série A italiana pelo SG Cortina.

    Em 2005, a NHL voltou ao normal e Cullen assinou então com o Carolina Hurricanes, ganhando pela primeira vez em sua carreira a Stanley Cup. Na temporada seguinte, o jogador se tornou UFA e assinou com o New York Rangers, onde jogou por uma temporada e logo retornou para os Canes. Durante a temporada 2009-10, o jogador foi trocado e passou o resto da temporada jogando com o Ottawa Senators. Ao final da temporada após se tornar free agent, assinou por três temporadas com o Minnesota Wild.

    Em 2013, novamente como free agent, assinou com o Nashville Predators e permaneceu no time por duas temporadas. Em 2015, assinou com o Pittsburgh Penguins e ganhou por duas vezes consecutivas a Stanley Cup. Em 2017, o jogador assinou novamente com o Wild e então se tornou o jogador mais velho ativo na NHL, aos 41 anos.

    Por fim, na temporada 2018-19 assinou novamente com os Penguins e, no dia 10 de julho de 2019, o jogador anunciou a sua aposentadoria após 21 temporadas.

    Chris Kunitz

    O canadense assinou originalmente como undrafted free agent com o Mighty Ducks of Anaheim em 2003. Na sua temporada de estreia dividia seu tempo entre os Mighty Ducks e o Cincinnati Mighty Ducks da AHL. Ao retornar do bloqueio da NHL na temporada 2004-05, jogou por um breve tempo pelo Atlanta Thrashers e logo em seguida retornou para os Mighty Ducks. Ganhou a sua primeira Stanley Cup em 2007. Porém, no meio da temporada 2008-09, o jogador foi trocado para o Pittsburgh Penguins. Naquele mesmo ano ganhou a sua segunda Stanley Cup.

    Alguns anos depois, ganhou novamente a Stanley Cup com os Penguins, dessa vez foram duas vitórias consecutivas, em 2016 e 2017. Em 2017, assinou como free agent com o Tampa Bay Lightning onde permaneceu apenas por uma temporada. Em 2018, novamente como free agent, assinou com o Chicago Blackhawks.

    No dia 30 de julho de 2019 o jogador anunciou a sua aposentadoria após 15 temporadas. Ele se tornou um player development para os Hawks e se juntou a equipe técnica do Rockford IceHogs, a afiliada dos Hawks na AHL.

    Wade Megan

    O americano foi draftado em 2009 pelo Florida Panthers. Mas o jogador já estava comprometido com a Boston University, onde jogou por quatro temporadas. Sua estreia como profissional só foi acontecer em 2012 pelo San Antonio Rampage, da AHL, onde o jogou por três temporadas. Megan dividia seu tempo também com o Cincinnati Cyclones da ECHL. Em seguida, jogou pelo Portland Pirates na temporada 2015-16.

    Em 2016, o jogador enfim conquistou um contrato na NHL com o St. Louis Blues, assim fazendo dupla jornada entre os Blues e o Chicago Wolves na AHL. Em 2018, como free agent assinou com o Detroit Red Wings e jogou algumas partidas com o Grand Rapids Griffins na AHL. Em 2019, o jogador decidiu se aposentar e fundar o campo NoCo Hockey na cidade de Canton, New York, EUA.

    Stephen Gionta

    O americano não foi selecionado por nenhuma equipe no draft. Porém, após terminar seu tempo com a Boston College, o jogador conseguiu um contrato na AHL. O jogador assinou com o Albany River Rats, que na época era afiliado ao New Jersey Devils. Posteriormente, os Devils mudaram a sua afiliação e passou a ser o Lowell Devils, onde o jogou por quatro temporadas. Durante a temporada 2010-11, Gionta foi convocado para jogar pelos Devils na NHL. Fazendo assim dupla jornada entre a NHL e a AHL. Agora pelo Albany Devils (novo nome do Lowell).

    Após 11 temporadas com os Devils e seus afiliados, o jogador virou free agent e assinou com o New York Islanders. Com o time de New York, o jogador assinou novamente para dupla jornada, dessa vez com o Bridgeport Sound Tigers. Na temporada 2017-18, jogou exclusivamente na AHL, retornando para a NHL na temporada 2018-19.

    No dia 01 de agosto de 2019, o jogador anunciou a sua aposentadoria e assumiu o cargo de olheiro profissional para o Tampa Bay Lightning.

    Foto: Reprodução / sportsnet.ca