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  • Prévia 2021-22: Divisão Central

    Prévia 2021-22: Divisão Central

    A apenas poucos dias de sua estreia, a temporada regular 2021-22 da NHL começa oficialmente no dia 12 de outubro. Essa será a temporada que marca o retorno ao calendário tradicional, com tudo que a Liga tem direito – inclusive o retorno das divisões como os fãs já estão acostumados, com uma pequena mudança para o Arizona Coyotes. O time passa a fazer parte da Divisão Central para a adequação ao 32º time da NHL, o Seattle Kraken.  

    No entanto, essa não será a única mudança para esta temporada. A Liga também reformulou os seus protocolos de saúde para que o retorno ao gelo seja feito da forma mais segura possível para todos os envolvidos. Assim, para os fãs resta uma única pergunta: qual time conquistará a tão cobiçada Stanley Cup?

    Por isso, o NHeLas retornou mais um ano com as suas prévias de cada time com base na temporada anterior e toda a movimentação nessa offseason. Para dar início a nossa série de previsões, o que esperar da Divisão Central.

    Arizona Coyotes

    Com uma história um pouco turbulenta nas últimas temporadas, o Arizona Coyotes segue mais um ano tentando dar a volta por cima. O time passa por problemas fora do gelo e não é de hoje. Em mais uma tentativa de evitar que os Yotes afundassem de vez, eles decidiram reformular a sua marca, trazendo de volta o coiote Kachina. 

    No entanto, essa não é a única mudança. A equipe do Arizona perdeu muitas peças-chave na temporada anterior e nessa free agency. Apesar de assinar novos contratos, a perspectiva para os Coyotes não é boa, e ainda há quem diga que a intenção é exatamente cair na tabela. Porém, tudo não passa de especulação da mídia, que mantém seus olhos atentos a cada novo capítulo da história do time. 

    Com a perda de seus três goleiros (Darcy Kuemper, COL; Adin Hill, SJS; Antti Raanta, CAR) e capitão (Oliver Ekman-Larsson, VAN), os Yotes têm contado com nomes como Phil Kessel e os novatos para segurar as pontas. Eles chegaram a contratar o goleiro Carter Hutton, além dos atacantes Dmitrij Jaskin, Ryan Dzingel e Liam O’Brien. Entretanto, ainda será necessário suar muito a jersey para chegar perto de disputar vaga nos playoffs.

    Chicago Blackhawks

    O Chicago Blackhawks teve uma free agency bastante movimentada. Dentro e fora do gelo, as atitudes do time vêm sendo questionadas por toda parte. A começar com uma aquisição intrigante para fãs e críticos: a de Seth Jones. O defensor assinou um contrato de 8 anos que começa na temporada 2022-23, com um destaque para a cláusula de não-movimento em todos eles. 

    Outro nome conhecido que se juntou aos Hawks foi o goleiro Marc-Andre Fleury. Ele se despediu de Las Vegas e passou a chamar Chicago de casa, após quatro anos com os Golden Knights. Além dele, os defensores Caleb Jones e Jake McCabe também chegam a um time que precisava desesperadamente de mudança na blue line, e o recém-bicampeão Tyler Johnson deixou Tampa para agregar ao ataque do time da Windy City.

    A notícia mais feliz para o torcedor provavelmente foi o retorno do capitão Jonathan Toews, que ficou afastado durante a última temporada após ser diagnosticado com Síndrome da Resposta Inflamatória Crônica. Uma das jovens apostas dos Hawks, Kirby Dach, também retorna ao elenco recuperado de uma lesão no punho. Dach mostrou um bom desempenho no gelo durante a sua temporada de estreia, e o time já consegue ver o seu potencial.  

    Infelizmente, para os Blackhawks as novas contratações podem não sair como esperado. Os fãs devem torcer muito para que Seth Jones faça jus ao futuro contrato, ao mesmo tempo que o retorno de Toews e Dach impulsione o time para a frente. No papel, a equipe parece ter melhorado em relação à última temporada e acredita que briga por uma vaga na pós-temporada. Porém, talvez ainda seja cedo para afirmar qual será o destino dos Hawks este ano.

    Colorado Avalanche

    O Colorado Avalanche tem crescido de forma constante nas últimas temporadas, chegando cada vez mais longe nos playoffs. Esse pode ser um reflexo das mudanças feitas no time ao decorrer dos anos. Com nomes como Cale Makar, Sam Girard e Devon Toews na defesa, o time de Dever tem sido destaque nos jogos em que disputa. No entanto, o mérito não fica somente para a defesa, já que apesar de ter perdido alguns jogadores importantes, os Avs continua mcom as suas peças chaves.

    É o caso do capitão Gabriel Landeskog, que renovou o seu contrato com o Avalanche e mantém a sua linha ao lado de Nathan MacKinnon e Mikko Rantanen. Porém, não só de veteranos o time tem se garantido. Ele vem apostando em nomes como o defensor Bowen Byram e o atacante Alex Newhook que juntos fazem parte da nova safra de Colorado e, apesar de já terem participado de alguns outros jogos com a equipe, prometem mostrar todo o seu potencial nesta temporada.

    Outro ponto a ser destacado é a perda de um goleiro e a lesão de outros, um ponto ao qual os fãs devem prestar atenção. Após ter dado adeus a Philipp Grubauer, que se juntou ao Seattle Kraken, o time garantiu um contrato com Darcy Kuemper. Entretanto, Kuemper assim como Pavel Francouz vem se recuperando de lesão. 

    Assim, apesar do time ainda se mostrar forte, não podemos ignorar que a defesa pode ser prejudicada caso os goleiros não estejam 100% preparados. Com isso, resta ao Avalanche garantir um bom desempenho de seus defensores no gelo para dar o suporte que a rede precisa. 

    Dallas Stars

    O Dallas Stars vinha de uma boa temporada em 2019-20 após ter sido finalista da Stanley Cup. Porém, a temporada de 2020-21 não foi das melhores para a equipe do Texas, que nem conseguiu se classificar para os playoffs. Apesar de o time ter sido atingido por fatores externos, os Stars precisam agora correr atrás do prejuízo caso não queiram uma repetição do último ano. 

    Para isso, eles fizeram questão de garantir um contrato de um de seus melhores defensores, o finlandês Miro Heiskanen. Além, é claro, de ter nomes importantes de volta ao gelo como Tyler Seguin e Alexander Radulov – ambos ficaram de fora da temporada passada devido a lesões. Seguin jogou apenas três partidas ao final da temporada regular enquanto Radulov jogou 11 partidas no início da temporada.

    O time de Dallas também garantiu alguns nomes nessa free agency como o goleiro Braden Holtby. Ele chega de Vancouver para completar o time ao lado de Anton Khudobin e Jake Oettinger, enquanto o veterano Ben Bishop ainda está se recuperando de suas cirurgias que o deixaram de fora da última temporada. Pensando na defesa, os Stars garantiram o veterano Ryan Suter, que chega para completar a linha ao lado de John Klingberg, Esa Lindell e Heiskanen. 

    Com grandes nomes no ataque, o time de Dallas ainda conta com um reforço de juventudo, com jogadores como Denis Gurianov e Ty Delladrea mostrando um grande potencial no gelo, e Roope Hintz, que promete estar pronto para o início da temporada. Assim, o time mostra que tem grande expectativa para a sua nova temporada, com algumas linhas voltando ao que eram e garantindo alguns novos jogadores. Para Dallas essa pode ser a chance de voltar aos trilhos. Resta para os fãs aguardar para ver se no gelo o planejamento atinge o mesmo objetivo.

    Minnesota Wild

    Os fãs do Minnesota Wild já podem respirar mais aliviados nesta temporada. O time, que foi eliminado pelo Vegas Golden Knights nos playoffs, fez seu oponente suar a jersey para avançar em sete jogos. E ao que tudo indica, esse ano o time deseja quase o mesmo resultado, com a pequena mudança de não ser eliminado. 

    O Wild mexu os seus pauzinhos nessa free agency e conquistou o tão sonhado contrato com a sensação russa Kirill Kaprizov. Com um contrato de cinco anos, a estrela do time promete mostrar todo o seu potencial no gelo e alavancar ainda mais a equipe. O jogador, junto com Kevin Fiala, tem sido uma das grandes apostas do time de Minnesota para o futuro.

    No entanto, o maior destaque vai para as mudanças realizadas na defesa. Com dois grandes contratos de defensores a menos, o Wild fez questão de assinar com nada menos que seis novos jogadores para a posição. Agora Matt Dumba e companhia contarão com a ajuda de Jordie Benn, Alex Goligoski, Joe Hicketts, Jon Lizotte, Dmitry Kulikov e Jon Merrill. 

    Com uma defesa renovada, ao lado de jogadores que já mostravam um bom desempenho e o atual vencedor do Calder, Kaprizov, garantido, a equipe de Minnesota tem motivos de sobra para conquistar a sua vaga nos playoffs. Principalmente se levarmos em consideração a atuação de Cam Talbot contra os Golden Knights, as chances estão ao seu lado, mesmo estando em uma divisão forte como a Central.  

    Nashville Predators

    O Nashville Predators precisa se reinventar e é exatamente isso que tem feito nessa offseason. Ao se despedir de alguns jogadores e ter visto outros lesionados, o time se viu numa verdadeira encruzilhada. Não restando nenhuma alternativa a não ser apostar nos jogadores mais novos. Um exemplo disso foi o caso do goleiro Pekka Rinne que se aposentou recentemente, deixando Juuse Saros como o novo goleiro titular. Além de Saros, o time passa a contar também com David Rittich que chega para cobrir o espaço deixado por Rinne.

    Algumas de suas grandes estrelas ainda permanecem no time. No entanto, os Preds agora devem tentar manter uma mistura do novo com o velho. A equipe de Nashville chegou a realizar algumas trocas em função disso, como a adição do atacante Cody Glass e o defensor Phillippe Myers. Ao lado de Eeli Tolvanen, Philip Tomasino e Alexandre Carrier, a nova safra dos Predators promete ser o diferencial que o time tanto necessita. 

    Jogadores como Roman Josi, Filip Forsberg, Matt Duchene e Mattias Ekholm seguem firmes mostrando que os veteranos ainda têm muito o que contribuir. Essa mistura deve ser bastante benéfica para os Preds, que apesar de ter conseguido se classificar para os playoffs na temporada passada, foram eliminados pelo Carolina Hurricanes ainda na primeira rodada. 

    St. Louis Blues

    O St. Louis Blues com certeza tem se mostrado um time forte ao se reerguer no meio da temporada e conquistar a Stanley Cup em 2019. No entanto, mesmo passando para os playoffs nas temporadas seguintes, ele se viu dando adeus rapidamente, sendo “varrido” pelo Avalanche na temporada 2020-21. Porém, o seu elenco é muito forte, e trabalhando da maneira correta isso pode mudar.

    Começando pelo retorno de Colton Parayko, o defensor de 28 anos renovou o seu contrato por mais oito temporadas com a franquia. Mesmo com a perda de Vince Dunn no Draft de Expansão de Seattle, a defesa do time ainda conta com as peças Torey Krug, Justin Faulk e Marco Scandella. No ataque as coisas podem não andar 100%, com Vladimir Tarasenko pedindo para sair em maio deste ano. Contudo, o jogador ainda permanece no time e promete ser um trunfo enquanto estiver em St. Louis. Quanto aos novos contratados dos Blues, Brandon Saad e Pavel Buchnevich, ambos os atacantes chegam para complementar o poder ofensivo ao lado de Ryan O’Reilly e Robert Thomas.

    Enquanto isso, o goleiro principal do time pode não ser a grande aposta como foi anteriormente. Após ser um destaque na vitória da Stanley Cup, o desempenho de Jordan Binnington não foi o mesmo nos anos seguintes. As suas estatísticas caíram e, apesar de ter um grande contrato, o goleiro precisa se esforçar mais se quiser repetir a vitória. 

    Dessa forma, a chance do time se classificar para os playoffs ainda existe, mas será necessário muito jogo de cintura para que possam avançar no topo da divisão. Competindo contra times fortes e que têm se reestruturado, os Blues com certeza terão um grande desafio pela frente.

    Winnipeg Jets

    Outra equipe que tem surpreendido em suas últimas temporadas é o Winnipeg Jets. O time chegou a se classificar para os playoffs e “varrer” o Edmonton Oilers, favorito na série do primeiro round. Porém, ao enfrentar o Montreal Canadiens, os Jets se viram também “varridos” e deram adeus à corrida pela taça. Entretanto isso não muda o fato de que o time possui um bom elenco e, se trabalhar da maneira correta, esse ainda pode ser o ano deles.

    A parte defensiva foi uma das mais favorecidas nessa free agency, na qual os Jets garantiram dois contratos e uma renovação. Os defensores Brenden Dillon e Nate Schmidt chegam para se juntar a Logan Stanley e Neal Pionk, que renovaram seus contratos este ano. Esse pode ser um dos maiores destaques do time para garantir uma classificação na pós-temporada. Por outro lado, o ataque de Winnipeg tem sido bastante sólido e não viu muitas adições. Mark Scheifele segue como uma constante para o time, ao lado de Pierre-Luc Dubois e seu capitão Blake Wheeler. 

    Os Jets têm tentado montar um time campeão, a defesa sendo o seu maior foco é uma prova disso. No gol, Connor Hellebuyck, um dos grandes responsáveis pela vitória contra os Oilers, está recebendo também Eric Comrie. Ambos os goleiros trabalharão para manter a rede do time canadense vazia, enquanto seus companheiros marcam gols em seus adversários.


    Enquanto o Wild e os Avs podem ser um dos grandes favoritos para se classificar no topo para os playoffs, a Divisão Central é bastante competitiva e sempre guarda uma surpresa para quem acompanha. Seria muito cedo para batermos o martelo de quem conquistará o título de campeão da divisão, mas não podemos ignorar as melhorias que alguns times fizeram e como seu nível tem evoluído nos últimos anos. Com certeza será uma corrida muito interessante de se acompanhar, do início ao fim.

  • Arizona Coyotes anuncia reformulação completa na marca

    Arizona Coyotes anuncia reformulação completa na marca

    Na última segunda-feira (20), a equipe dos Coyotes anunciou uma reformulação completa da marca e transformação do plano de negócios com foco no compromisso do clube com o impacto ambiental e social, inclusão e inovação. Como parte desta reformulação, o clube mudará seu logotipo principal de volta para o coiote Kachina e irá introduzi-lo à camisa branca do uniforme para jogos fora de casa.

    Esta é a primeira vez desde 2003 que o Kachina será a logomarca principal da equipe. Para aumentar a empolgação, a equipe até mudou sua biografia no Twitter para: “Ouvimos dizer que vocês queriam o Kachina branco de volta.”

    https://twitter.com/ArizonaCoyotes/status/1439967648033304582

    A equipe adotou o Kachina em 1996, quando se mudou de Winnipeg. Ele representa o espírito ancestral dos povos Pueblo, e o logo era um dos favoritos dos fãs. Foi substituído na temporada 2003-04, quando a equipe passou a usar o vermelho como sua cor primária e uma cabeça de coiote uivando como logotipo na camisa. Esse uniforme agora se tornará uma alternativa, com os Coyotes usando-o oito vezes em casa na temporada 2021-22.

    A esperança é que o símbolo ajude o time a alcançar o torcedor atípico de hockey. Além disso, a organização visa unir a diversa comunidade do Arizona e cultivar uma nova base de fãs, segundo o presidente e CEO Xavier A. Gutierrez à ESPN.

    “É um motivo de orgulho. É algo que diz: posso não ser o que você pensa ser o fã de esportes tradicional, mas isso fala comigo. Eu posso me identificar nisso”, disse ele. “Em nossa pesquisa, descobrimos que o logotipo ressoa com pessoas que não são fãs radicais dos Coyotes ou fãs radicais de hockey. Isso inclui famílias e mulheres jovens. Inclui diversas comunidades, como comunidades latinas, afro-americanas e asiáticas.”

    “Estamos extremamente entusiasmados com o lançamento de nossa reformulação da marca, que está focada em nossa visão de nos tornarmos uma equipe vencedora a longo prazo no Arizona e em nossa dedicação ao impacto, inclusão e inovação”, disse Gutierrez. “Como sempre, ouvimos nossos fãs incrivelmente leais e apaixonados e ficamos maravilhados com seu amor pela marca Kachina e o desejo de trazer o logotipo e as camisetas de volta em tempo integral. Abraçar o Kachina foi uma decisão fácil para nós, e estamos muito orgulhosos de ter um dos melhores logotipos e uniformes de toda a NHL.”

    Ele ainda acrescentou que a “mudança de marca destacará que os Coyotes são uma organização dinâmica, enérgica e voltada para o futuro e esta campanha demonstra nosso compromisso em ser um líder em nossa comunidade. O Vale e todo o estado fazem parte de Nossa Matilha”.

    Nova casa para o Arizona Coyotes

    Com toda essa movimentação e mudança de imagem na equipe de Arizona, vale lembrar que no mês passado, a cidade de Glendale interrompeu as negociações sobre uma extensão de aluguel de vários anos na Gila River Arena e declarou que a temporada 2021-22 será a última da equipe no prédio.

    De repente, uma franquia que foi perseguida por especulações de realocação na última década estava enfrentando essas questões novamente.

    “É decepcionante. Estávamos buscando algo que fosse benéfico para a cidade, seus cidadãos e contribuintes”, disse Gutierrez. “Temos esperança de que talvez a cidade reconsidere. Não achamos que seja a decisão correta e continuamos muito abertos para ter essa conversa.”

     “Há vários meses exploramos novas opções de arena e acreditamos que existem opções aqui. Mas quero ser muito claro: estamos comprometidos com o Arizona. Queremos estar aqui.”

    Os Coyotes também esperam encontrar novos públicos que querem que eles continuem, e a reformulação da marca é uma tentativa agressiva de cultivá-los. Além das camisas Kachina, a equipe está planejando uma campanha de marketing abrangente na comunidade. Uma campanha para promover a mudança de marca dos Coyotes por meio de implementação de outdoors, publicidade na TV e no rádio, e campanhas digitais e em mídia impressa, serão veiculadas durante toda a temporada 2021-22.

    Por enquanto, essas são as novidades da equipe de Arizona. Quando a temporada terminar, poderemos ter uma história totalmente nova para esta franquia. Por conta dos sofridos fãs dos Coyotes, esperamos que o time não acabe deixando o estado do Arizona, especialmente agora que eles têm uma das marcas que mais está chamando atenção na NHL.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Arizona Coyotes envia proposta para nova arena

    Arizona Coyotes envia proposta para nova arena

    Torcedores do Arizona Coyotes podem ter motivos para comemorar. Isso porque, ao que tudo indica, o time encontrou a sua próxima casa. No dia 19 de agosto foi anunciado que esta será a última temporada dos Yotes em sua arena atual. Por meio de um comunicado, a prefeitura de Glendale, AZ, informou que não renovará o contrato do time com a Gila River Arena. 

    Desta forma, os Coyotes ficariam sem casa para a temporada 2022-23 e correndo contra o tempo para encontrarem um novo espaço para sua arena. Porém nem tudo está perdido e o time já começou a correr atrás de uma solução para o seu problema iminente. A equipe de Alex Meruelo já vinha há dois anos negociando com a cidade de Tempe, AZ, para a sua mudança de código postal.

    Assim, o time já estudava um lugar perto de Tempe Town Lake para a construção de sua nova arena. A intenção é pegar 46 acres de terra e transformá-la numa arena e centro de entretenimento. Agora, a franquia precisa passar pelo processo de licitações, o que é muito comum em projetos deste porte. A cidade recebeu diversos projetos que receberão análise de especialistas para decidir qual se adequará melhor ao local e será mais lucrativo.

    Entretanto, esse não é um processo rápido e o time pode demorar meses até receber uma resposta sobre a sua solicitação. Dessa forma, caso os Coyotes ganhem a licitação, ainda tem todo o processo para a construção da arena, resultando até mesmo em anos de trabalho para que tudo esteja concluído.

    Agora o time que corre contra o relógio precisa encontrar outras soluções para as mais diversas possibilidades que existem à sua frente. De qualquer forma, é uma história que ainda veremos se desenrolar.

    Foto: Reprodução /  phoenixnewtimes.com

  • Arizona Coyotes pode ficar sem arena para temporada 2022-23

    Arizona Coyotes pode ficar sem arena para temporada 2022-23

    Na última quinta-feira (19) o Arizona Coyotes recebeu uma notícia desagradável. A prefeitura de Glendale, AZ, (cidade onde hoje é a casa dos Yotes) decidiu não renovar com a franquia o acordo sobre uso da Gila River Arena. Em um comunicado no Twitter oficial da cidade, a prefeitura justificou sua decisão visto interesse em promover eventos maiores e de maior impacto para a região. 

    Em seu comunicado, Kevin Phelps, administrador da cidade, agradeceu à NHL e aos Coyotes pelos últimos anos. Ele também reforçou que não foi uma decisão de última hora, pelo contrário, o assunto já era discutido entre empresários, economistas e a administração da arena. Isso porque, para os próximos anos, a prefeitura anunciou mudanças no distrito esportivo a partir de um investimento que já acontece há três anos.

    O Arizona Coyotes, por sua vez, publicou um pronunciamento do atual presidente e CEO, Xavier A. Gutierrez, manifestando descontentamento com a decisão. Para ele, essa decisão unilateral da prefeitura de Glendale apenas vai prejudicar pequenos empresários e os moradores. Ele também deixou em aberto o interesse em negociar a extensão do contrato de locação. Por outro lado, Gutierrez também sinalizou o interesse em buscar uma arena a longo prazo na região de forma que a equipe não precise ser realocada, ou, se for, que permaneça no estado. 

    Falência, realocação e burocracias

    Os problemas administrativos do Arizona Coyotes não são de hoje. Em 2009, o então presidente do Phoenix Coyotes, Jerry Moyes, declarou falência mesmo com a NHL administrando a franquia. A intenção de Moyes era vender a franquia para um bilionário canadense que iria realocar a equipe para o Canadá. No entanto, a NHL interviu e o caso foi parar no tribunal de falência em Phoenix. Assim, o juiz determinou que ia contra as regras da Liga essa venda e a própria NHL cobriu a oferta se tornando a administradora dos Yotes.

    Nessa época, a NHL fez uma parceria com a prefeitura de Glendale em que a cidade arcou com parte dos prejuízos com a intenção de não realocar a franquia. Porém, a busca por um comprador para a equipe e suas burocracias duraram anos. Foi apenas em agosto de 2013 que a compra da franquia foi finalizada. A Renaissance Sports & Entertainment (RS&E) aceitou o acordo da Liga que exigia a permanência da franquia em Glendale por pelo menos cinco anos.

    Entretanto, em 2019 o time mais uma vez foi vendido. O empresário Alex Meruelo se tornou o sócio majoritário da franquia, além de ser o primeiro hispânico a ser dono de uma franquia na NHL. Na época, Maruelo se mostrou disposto a mudanças e, mais uma vez, houve a esperança que a equipe se tornaria competitiva.

    Bom terreno, péssimo negócio

    A presença de um time da NHL no Arizona trouxe o esporte para o estado. Exemplo disso é o próprio Auston Matthews. A estrela do Toronto Maple Leafs cresceu em Scottsdale, AZ, e foi ali que começou a desenvolver seu jogo. Entretanto, mesmo sendo grato às suas origens, Matthews foi fazer sua carreira em outra franquia. Assim, se por um lado a equipe trazia resultados sociais, suas conquistas no gelo sempre estiveram aquém das promessas. 

    Com a compra do time por Maruelo, aliado aos contratos de Phil Kessel e Taylor Hall (hoje no Bruins), a esperança da equipe era apresentar um hockey diferente na temporada 2019-20. Porém, antes que tivessem tempo de modificar seu estilo de jogo, a pandemia pela COVID-19 veio reduzir a temporada regular. Quando a NHL enfim retornou na bolha, os Yotes se beneficiaram do novo formato, disputando a rodada qualificatória e eliminando o Nashville Predators para alcançar o primeiro round. Entretanto, a equipe perdeu a série seguinte para o Colorado Avalanche por 4 jogos a 1 e ficou de fora do resto da disputa. 

    O tempo passou, a equipe segue não se mostrando competitiva e, dessa vez, parece que a própria prefeitura de Glendale desistiu de insistir em uma franquia que não lhe traz lucros maiores. O encerramento deste contrato vai fazer com que os Yotes assumam seus problemas. Assim, precisarão definir se sua casa é mesmo no Arizona ou talvez é hora de tentar um novo mercado.

    E, caso eles precisem de novas ideias, o NHeLas já tem um plano guardado desde 2018 para Maruelo, Gutierrez e toda a equipe dos Coyotes. Por fim, nós queremos ouvir a opinião do leitor: o Arizona Coyotes permanece em Glendale (e no Arizona) ou será que veremos essa franquia mais uma vez em uma nova cidade? 

    Foto: Reprodução/CBS Sports

  • O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O que esperar da Divisão Oeste na temporada 2020-21

    O início da temporada será nesta quarta-feira (13), e para que a temporada possa realmente acontecer, a NHL teve de se reinventar, criando novas divisões e realinhando times. Na sequência dos textos sobre as prévias de cada divisão na temporada 2020-21 (Divisão Central, Divisão Norte e Divisão Leste), agora trouxemos nossa prévia sobre a Divisão Oeste.

    As coisas ainda parecem incertas para este início de temporada. Columbus Blue Jackets adiou alguns treinos por conta do roster ter sido infectado pelo novo coronavírus, e o Pittsburgh Penguins também precisou cancelar os treinos. No entanto, a princípio, a temporada irá ocorrer normalmente.

    Os training camps se iniciaram no dia três de janeiro. Assim, estivemos acompanhando as movimentações ao redor da Liga. 

    Anaheim Ducks

    O futuro do Anaheim Ducks parece próspero. Afinal de contas, Trevor Zegras, um dos maiores nomes do Mundial de Juniores, foi um dos principais nomes na conquista do ouro pelos Estados Unidos. Além disso, a equipe da Califórnia também draftou nomes interessantes como o defensor Jamie Drysdale e Jacob Perreault. 

    Dito isto, estamos falando do presente. E o presente do Ducks, atualmente, não é tão otimista. A equipe precisa de diversos ajustes. Eles conseguiram ajustar um problema, dentre tantos, ao contratarem Kevin Shattenkirk, que recentemente ganhou uma Stanley Cup com o Tampa Bay Lightning. 

    Além disso, a Divisão Oeste é extremamente competitiva. Em uma divisão onde pelo menos quatro times já possuem a vaga garantida nos playoffs, a chance dos Ducks conseguirem uma por sorte, atualmente, não é possível. Porém, os torcedores podem se animar com o futuro da franquia.

    Arizona Coyotes

    Se dependesse somente de goleiro, a equipe do Arizona Coyotes facilmente estaria cotada como um dos times nos playoffs. Afinal, Darcy Kuemper é um ótimo goleiro e inclusive foi cotado ao Vezina Trophy ano passado. Seu backup, Antti Raanta, também fez um ótimo trabalho quando Kuemper se lesionou.

    Contudo, os Yotes estão em uma divisão bem forte este ano, e seus problemas defensivos e de ataque acabam pesando para a equipe. Taylor Hall assinou com a equipe ano passado, e apesar de não ter tido grandes números, ele ajudava a dar o ataque ofensivo necessário. Porém, o atacante foi para o Sabres nesta off-season.

    Arizona conta com bons nomes como Clayton Keller, Phil Kessel e Conor Garland para o ataque. Ainda, Barret Hayton, o prospect que a equipe selecionou em 2018, pode se mostrar uma boa opção para o ataque se ele se mantiver saudável. Já na defesa, eles têm Jakob Chycrun e Olivier Ekman Larssson que, se saudáveis, poderão continuar sendo bons nomes para o time. Entretanto, de nada vale uma boa defesa se não acompanhada por atacantes que façam gols. 

    Colorado Avalanche

    O Avalanche atualmente é uma equipe cheia de talentos, que mais cedo ou mais tarde ganhará uma Stanley Cup. O elenco de Colorado ainda é composto por grandes nomes como Nathan MacKinnon, Mikko Rantanen, Andre Burakovsky, Gabriel Landeskog. Na defesa, contam com o talento de Cale Makar. 

    Porém, não só de grandes nomes uma equipe se faz. O resto do elenco, composto por Ryan Graves, Erik Johnson, Samuel Girard e agora Devon Toews, que veio do New York Islanders, mostram como a defesa que antes já era sólida virou letal. 

    Nazem Kadri foi uma grande adição no ano passado, quando veio do Toronto Maple Leafs. Brandon Saad, veterano que era do Chicago Blackhawks, também acrescentará profundidade e experiência ao time. 

    Com certeza, a equipe tem chances de ir para os playoffs como grandes favoritos nessa temporada reduzida. Quem sabe, poderão alcançar o sonho da conquista da Stanley Cup. 

    Los Angeles Kings

    O Los Angeles Kings entrou em rebuild. Por isso, não há grandes expectativas da equipe esse ano na Divisão Oeste. Entretanto, o caminho dos Kings no futuro poderá ser brilhante.

    Com a segunda pick do primeiro round, eles escolheram Quinton Byfield, cotado para ser um dos melhores centrais da geração dele. Sem grandes mudanças nessa temporada, os veteranos Anze Kopitar e Drew Doughty são esperados a ter o mesmo nível mediano de jogo das temporadas passadas.  Jonathan Quick e Cal Petersen são os goleiros da equipe, contudo, o titular ainda será Quick, que não tem tido boas temporadas recentemente.

    Não há muitas expectativas para o Kings de agora, e o time não deve ir para os playoffs. Porém, os novos prospects de elite prometem ser a força para que a equipe seja novamente contender em breve.

    Minnesota Wild

    Apesar do Wild ter conseguido ir para os playoffs na temporada passada, a equipe terá que ser melhor do que Colorado, St. Louis, Arizona e Vegas para conquistar a vaga. Isso, por si, já é a tarefa mais difícil que o time terá de fazer. Porém, talvez, a defesa do Minnesota Wild consiga garantir uma vaga. Jared Spurgeon, Jonas Brodin e Matt Dumba são nomes fundamentais na ótima defesa do Wild.

    Nesta offseason, o Wild foi atrás de um novo goleiro para substituir Devan Dubnyk. Então, assinaram com Cam Talbot, que antes jogava com o Calgary Flames. O backup continua sendo Alex Stalock. Resta saber se a dupla Talbot e Stalock será superior a dupla Dubynk e Stalock nesta temporada.

    Por fim, o ataque do Wild conta com alguns bons nomes, mas que, no geral, não são exatamente tão fatais no momento em que é preciso ser. Eric Staal foi trocado para o Buffalo Sabres, e quem chegou ao Wild foi Marcus Johansson. Johansson não possuía números tão bons nos Sabres. Contudo, ele é um jogador rápido e, ao lado de Kevin Fiala, ele poderá ser um grande aliado ao time. 

    San Jose Sharks

    A temporada dos Sharks em 2020 foi decepcionante, ainda mais se pensar que em 2019 eles foram para uma Final de Conferência, na qual foram derrotados pelos futuros campeões St. Louis Blues. A previsão é de que nessa temporada atual o Sharks não consiga ir tão longe na Divisão Oeste.

    O time possui contratos longos com jogadores veteranos, como os defensores Brent Burns, Marc Edouard Vlasic e Erik Karlsson. Tais jogadores não alcançam o que é esperado deles, ou seja, uma defesa sólida, e o impedimento de gols do time rival. Isso acaba atrapalhando o funcionamento do time. Mesmo assim, Burns e Karlsson talvez ainda sejam os melhores nomes da defesa, ao lado de Mario Ferraro, que provavelmente terá mais destaque no roster.

    O goleiro Martin Jones ainda é cotado para ser o titular. Porém, Jones não tem sido o goleiro bom e confiável que ele costumava ser no passado. Por isso, é esperado que Devan Dubnyk, adquirido do Minnesota Wild, faça par com ele, e ambos dividam as redes durante a temporada.

    Por fim, o ataque permanece o mesmo. Timo Meier, Thomas Hertl provavelmente serão nomes importantes para o ataque. Já Evander Kane e Logan Couture terão de melhorar e fazer mais gols se quiserem ver seu time indo para os playoffs

    St. Louis Blues

    Não é novidade para ninguém que o ex-capitão do Blues, Alex Pietrangelo, foi para o Vegas Golden Knights. Além disso, Jay Bouwmeester anunciou a aposentadoria. Porém, os Blues não sentirão muito esses desfalques.

    Torey Krug, antigo defensor dos Bruins, assinou um contrato de sete anos com os Blues. Krug possui ótimas características no ataque ofensivo e no power play. Além dele, a blue line dos Blues conta com Vince Dunn, o jovem defensor da equipe, que assinou por mais um ano. Colton Parayko também é outro D-man de elite, e compõe o elenco da defesa do time. Enfim, Jordan Binnington continuará sendo titular da equipe, já que Jake Allen saiu para o Montreal Canadiens. 

    Vladimir Tarasenko ainda está se recuperando de uma lesão. Por isso, ele não participará da temporada. Entretanto, nem tudo está perdido, já que o novo capitão Ryan O’Reilly provavelmente será o maior poder ofensivo da equipe nesta temporada. Ao lado dele, temos David Perron e Brayden Schenn. Mike Hoffman assinou um ano com o Blues e na duas temporadas na sua antiga equipe, o Florida Panthers, Hoffman foi um sólido atacante com mais de 30 gols por temporada.

    Mesmo a Divisão Oeste sendo bastante competitiva, os Blues certamente alcançarão os playoffs e poderão brigar pela sorte de novamente erguer a Stanley Cup. 

    Vegas Golden Knights

    Vegas entra em sua quarta temporada na NHL como, novamente, favoritos à Stanley Cup no Oeste. Isso porque a equipe possui muitos talentos, tanto ofensivos quanto defensivos.

    Alex Pientragelo, que saiu dos Blues, assinou um contrato de sete anos com a equipe de Nevada. Assim, ele oferecerá um ótimo aspecto defensivo, algo em que Vegas pecava um pouco, mesmo tendo um elenco composto por Shea Theodore e Alex Martinez (que foi adquirido dos Kings).

    A parte ofensiva da equipe permanece a mesma, basicamente. Mark Stone é um dos maiores nomes da equipe e é esperado que ele continue no ritmo dos outros ótimos anos que ele teve com a equipe. Além disso, Max Pacioretty também é um jogador de elite, que certamente fará um poder ofensivo forte para a equipe. 

    Robin Lehner irá inevitavelmente susbtituir Marc-André Fleury como goleiro principal, já que este último não é o mesmo jogador de antes. Porém, essa dupla de goleiros é de assustar qualquer um, já que ambos oferecem o suporte e a confiança que um goleiro deveria passar. Não é surpresa que Vegas consiga ir para os playoffs, mostrando novamente como uma nova franquia pode se reinventar com peças de outras equipes.

  • Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Pacífica

    Nova coleção de jerseys retrôs da NHL: Divisão Pacífica

    A tão esperada coleção Reverse Retro da NHL foi divulgada oficialmente no dia 16 de novembro. Apesar de alguns modelos como dos Penguins e dos Golden Knights terem sido vazados anteriormente, agora temos os designs oficiais das jerseys de cada time. A inspiração para esta coleção foram os uniformes das décadas passadas; cada time buscou em uma camisa antiga um conceito, trazendo elementos para suas cores e uniformes atuais. 

    O NHeLas traz os modelos da Divisão Pacífica e conta quais foram as inspirações por trás dos novos designs. Esta coleção estará disponível para compra na loja oficial da NHL a partir do dia 1° de dezembro.

    Anaheim Ducks

    Imagem: Twitter/Anaheim Ducks

    O Anaheim Ducks traz uma nova versão da “Wild Wing Breakoutjersey, o primeiro 3° modelo da coleção do time. Ainda que tenha se tornado uma tradição da franquia, ela só foi utilizada em três jogos dos Mighty Ducks na temporada de 1995-96. Em 2021, ela volta para os vestiários da equipe em um novo design, mais moderno e com as cores trocadas: o verde piscina toma conta dos detalhes e o branco se torna maioria no tecido.

    https://twitter.com/AnaheimDucks/status/1328352129334079490?s=20

    Arizona Coyotes

    Imagem: Reddit

    O Arizona Coyotes traz uma nova versão de uma de suas camisas utilizadas entre as temporadas de 1998-99 e 2002-03 — época em que ainda eram Phoenix Coyotes. Nela, a logo alternativa do time, o “Peyote Coyote”, que mostra somente a cabeça do coiote que faz parte da primeira logo da equipe: o “Kachina Coyote”. 

    Na próxima temporada da NHL, vamos ver os Yotes vestindo este mesmo modelo, mas com o roxo tomando conta da maior parte do tecido, no lugar do verde.

    Calgary Flames

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O “Flaming Horse” está de volta! A jersey utilizada pelo Calgary Flames na temporada de 1998-99 voltará a ser utilizada pelos seus jogadores — agora com um design mais sofisticado. A camisa “Ol’ Blasty” foi o primeiro uniforme preto dos Flaming C’s e marcou história: ela foi lançada em 1998 como terceiro modelo e foi promovida a uniforme principal de visitante entre os anos de 2000 e 2003. 

    Edmonton Oilers

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O Edmonton Oilers recupera o seu primeiro uniforme na NHL: o clássico branco com listras — que agora aparecem em ordem diferente da versão original, fazendo jus ao nome Reverse Retro da coleção. Mesmo sem muitas mudanças, os Oilers conseguiram trazer mais estilo e modernidade à nova jersey da equipe. 

    Los Angeles Kings

    Imagem: NHLUniforms

    O Los Angeles Kings traz à nova temporada uma camisa baseada no modelo visitante de 1989. Antes com as cores preto e branco, em 2021 veremos a equipe jogando com uma mescla das cores características da cidade de L.A.: roxo e amarelo.

    San Jose Sharks

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    A nova jersey do San Jose Sharks é inspirada no modelo utilizado em 1998, com a maioria do tecido em azul e detalhes em cinza. No entanto, os Sharks fizeram inverteram as cores: em vez do azul em sua maioridade, vê-se o cinza fazendo este papel; e o azul toma conta dos detalhes do mais novo uniforme Reverse Retro. 

    Vancouver Canucks

    Imagem: Reprodução Modificada/NHL Uniforms

    O Vancouver Canucks traz de volta a camisa com o estilo gradiente, remetendo ao modelo de uniforme utilizado pela equipe em 2001. A única grande mudança é nas cores: os Nucks agora vestem sua paleta original, verde e azul.

    Vegas Golden Knights

    Imagem: Icethetics

    A jersey do Vegas Golden Knights na coleção Rreverse Retro traz o segundo logo do time como principal. As duas espadas cruzadas e a estrela de Las Vegas pela primeira vez dominam o centro do uniforme, enquanto o logo do time estampa os ombros.

    Como o time tem apenas três anos de história, a influência para esse design vem de outra equipe, de 22 anos atrás (1995). O modelo é um tributo ao Las Vegas Thunder — time que acabou em 1999 após 6 anos de atuação numa liga menor também já extinta nos Estados Unidos, a International Hockey League.

    Foto: Reprodução/icethetics.com

  • O caso Mitchell Miller e o posicionamento dos Coyotes

    O caso Mitchell Miller e o posicionamento dos Coyotes

    Após um ano turbulento e repleto de remarcações em seu calendário, a NHL por fim realizou o Draft 2020. E como em todos os anos, o evento é visto pelos times como uma oportunidade de modificar seu roster. Tudo isso sempre com o objetivo final em mente: a conquista da Stanley Cup ao fim da temporada.

    Com o Arizona Coyotes não foi diferente. Já fazem alguns anos que a equipe vem passando por uma grande transição. Dessa forma, reforçar o time com novos talentos é essencial para se manter estável na temporada. Mas não se pode negar que a equipe de Arizona falhou ao selecionar Mitchell Miller no Draft, mesmo após conhecimento sobre suas ações, que vão contra todos os princípios que o time prega. 

    No entanto, após a polêmica ter gerado diversas críticas à sua conduta, os Yotes voltaram atrás e optaram por dispensar o futuro prospect. Assim, colocou-se em pauta novamente a discussão sobre o quão longe as equipes de hockey vão para escolher seus talentos, deixando para trás as promessas de serem aliados na mudança positiva da cultura do hockey. 

    O ocorrido

    Não é de hoje que o Arizona Coyotes tem passado por algumas turbulências. Entre trades, demissões e outros escândalos, o time tem tentado manter-se estável da melhor forma possível. Dessa forma, com a decaída drástica do desenvolvimento da equipe nos últimos anos, o Draft acaba sendo uma forma de reconstruir o time através de novos talentos. 

    Apesar das poucas escolhas no Draft 2020, devido a polêmica da violação das regras dos testes pré combine, a equipe manteve 5 dos seus draft picks. Tais quais foram distribuídos do round 4 ao 5. E após as análises feitas pelos scouts, o time deu início a sua participação no evento selecionando Mitchell Miller, um defensor dos programas de hockey juniores dos Estados Unidos.

    A princípio, a escolha fez sentido. Isso porque, para reconstruir a equipe, seria necessário também investir em defensores com potencial para colocar o time em jogo outra vez. Mas o que ninguém esperava era que, por trás de todo o talento, Miller possuía um passado repleto de ações vergonhosas. 

    Alguns dias após o Draft, o Arizona Central, versão virtual do jornal The Arizona Republic,  publicou uma matéria afirmando que, há quatro anos atrás, o possível futuro jogador dos Yotes havia sido condenado por cometer bullying, racismo e violência física contra um antigo colega de classe. 

    Entenda o caso

    Em 2016, Miller acabou admitindo seus atos em um tribunal juvenil de Ohio. Ele afirmou no julgamento que foi responsável por intimidar a vítima, Isaiah Meyer-Crothers, a lamber um doce que ele e outro menino haviam limpado em um mictório do banheiro da escola em que estudavam. Devido ao abuso, Isaiah precisou executar testes para hepatite, HIV e DSTs, mas felizmente, de acordo com relatório policial, todos tiveram o resultado negativo. Além disso, a própria vítima e outras testemunhas afirmaram que Miller insultou e agrediu Isaiah constantemente por anos, sempre dirigindo-se a ele através de termos racistas e ofensivos. 

    Miller e Hunter McKie, também responsável pelos atos, ficaram sob supervisão do Tribunal de Menores na época, sem ter qualquer tipo de contato com a vítima. Além disso, serviram 25 horas de serviço comunitário, pagaram as custas judiciais e deveriam escrever cartas de desculpas à vítima e à escola onde estudaram.

    Atualmente, devido a grande repercussão do caso, Miller se desculpou através de cartas oficiais com todos os times da NHL. No entanto, não demonstrou remorso ou vontade de oferecer um pedido de desculpa para aquele que mais sofreu com suas ações: Isaiah.

    As críticas por parte da comunidade do hockey

    Após as denúncias virem à tona, o Arizona Coyotes foi gravemente criticado pela mídia e por fãs por escolher Miller no Draft. E as coisas pioraram ainda mais para a equipe quando descobriu-se que os Yotes tinham total conhecimento das ações cometidas pelo futuro prospect

    As críticas foram feitas devida a controvérsia cometida pelo Arizona. Isso porque o time já afirmou diversas vezes sobre sua vontade e responsabilidade de contribuir para que a cultura do hockey mude de forma positiva. Ou seja, draftar Miller, tendo conhecimento de seus atos, vai contra todos os princípio que a nova gerência do time prega. 

    Ken Campbell, do Sports Illustrated, também questionou fortemente a decisão da equipe. Ele afirmou que, apesar dos Yotes terem tomado a decisão de draftar o jogador, era também bastante problemático que outros times também tivessem estudado a possibilidade fazer o mesmo:

    “Há justificadamente muita indignação lá fora com a publicação da história de hoje sobre Miller. E ao conversar com os olheiros, esta é uma história que é conhecida nos círculos do hockey há algum tempo. Na verdade, Miller foi elogiado por muitos pelo o que fez e por se posicionar. E enquanto os Coyotes estão sendo enterrados em uma avalanche de má imprensa por isso, o fato é que há muitas outras pessoas no mundo do hockey que estavam dispostas a permitir Miller em suas equipes e em suas organizações, mesmo após o ocorrido.”

    Os posicionamentos do Arizona

    Em um primeiro posicionamento oficial da equipe, feito através do CEO do time, Xavier Gutierrez, o Arizona Coyotes tentou justificar o porque seria importante ter Miller no time.

    “Nossa missão fundamental é garantir um ambiente seguro – seja nas escolas, em nossa comunidade, nas pistas de gelo ou no local de trabalho – livre de bullying e racismo. Quando soubemos da história de Mitchell, teria sido fácil para nós demiti-lo – muitas equipes o fizeram.  Em vez disso, sentimos que era nossa responsabilidade fazer parte da solução de uma maneira real – não apenas dizendo e fazendo as coisas certas nós mesmos, mas garantindo que os outros também sejam”, diz o comunicado.

    Gutierrez ainda continuou dizendo que, de acordo com as políticas do time em relação à inclusão e diversidade, eles acreditam que estão “na melhor posição para orientar Mitchell a se tornar um líder para esta causa e prevenir o bullying e o racismo agora e no futuro.”  O CEO da equipe finalizou o comunicado afirmando que gostaria de fornecer a Miller os recursos necessários para sua mudança e crescimento.

    “Como organização, deixamos nossas expectativas muito claras para ele. Estamos dispostos a trabalhar com Mitchell e colocar no tempo, esforço e energia e fornecer-lhe os recursos e plataforma necessários para enfrentar o bullying e o racismo. Isto não é uma história sobre desculpas ou justificativas.  É uma história sobre reflexão, crescimento e impacto na comunidade. Um verdadeiro líder encontra maneiras de cada pessoa contribuir para a solução.  Todos nós precisamos ser parte da solução.”

    No entanto, mesmo com o pronunciamento e justificativa, a equipe de Arizona continuou sendo duramente criticada pela decisão. Principalmente após o relato da família de Isaiah, afirmando que o futuro prospect nunca se desculpou pessoalmente por todo o trauma que causou a vítima. 

    “Todo mundo acha que ele é tão legal por ir para a NHL, mas eu não vejo como alguém pode ser legal quando você implica com uma pessoa e a intimida a vida toda”, afirmou Isaiah ao Arizona Central.

    Após algumas conversas com a família Meyer-Crothers, e melhor entendimento sobre a situação, o Arizona por fim mudou seu o posicionamento. Assim, através de um comunicado oficial feito na quarta feira (29), afirmou que a melhor escolha para o time foi romper vínculos com Mitchell Miller.

    “Decidimos renunciar aos direitos de Mitchell Miller, com efeito imediato”, confirmou Xavier Gutierrez. O CEO ainda disse que o time não tolera esse comportamento, mas que sua intenção inicial era fazer que Mitchell se tornasse responsável pelos seus atos e aprendesse com eles.

    “Antes de selecionar Mitchell no Draft da NHL, estávamos cientes de que um incidente de bullying ocorreu em 2016. Não toleramos esse tipo de comportamento. Mas abraçamos isso como um momento de ensino para trabalhar com Mitchell para torná-lo responsável por suas ações e dar-lhe uma oportunidade de ser um líder em esforços anti-bullying e antirracismo. Aprendemos mais sobre todo o assunto, e mais importante, o impacto que teve em Isaiah e na família Meyer-Crothers. O que aprendemos não está alinhado com os valores fundamentais e visão de nossa organização e leva à nossa decisão de renunciar aos nossos direitos.”

    Chayka finalizou o comunicado dizendo que “Em nome da propriedade Arizona Coyotes e de toda a nossa organização, gostaria de pedir desculpas a Isaiah e à família Meyer-Crothers. Estamos construindo uma franquia modelo dentro e fora do gelo. Por isso, faremos a coisa certa para Isaiah e a família Meyer-Crothers, nossos fãs e nossos parceiros. O Sr. Miller agora é um agente livre e pode perseguir seu sonho de se tornar um jogador da NHL em outro lugar.”

    “Existe uma vítima aqui fora”

    Muitos costumam ter em seus pensamentos o antigo ditado “garotos sempre serão garotos” para justificar certas ações. Em muitos casos, os atos de ódio e violência acabam sendo ignorados pois, na visão dessas pessoas, tudo pode ser justificado com a frase acima.

    E, assim, esses mesmos indivíduos acabam anulando o sofrimento e traumas que as vítimas ainda enfrentam ou terão de enfrentar pelo resto de suas vidas. Isaiah é apenas um dos muitos adolescentes que precisam lidar com os comentários de que o que aconteceu com ele não passou de apenas uma brincadeira entre colegas. 

    Em nota direcionada ao Arizona Coyotes, a mãe de Isaiah, Joni Meyer-Crothers, afirma que o fato de o time ter escolhido alguém que nunca se desculpou com seu filho pelo trauma acometido era humilhante. 

    “Eu respeito a afirmação que ele enviou cartas de desculpa para todas as equipes da NHL. Mas não faria sentido se ele verdadeiramente sentisse remorso para enviar uma carta para o garoto que ele brutalmente intimidou tanto mentalmente quanto fisicamente? É uma surpresa que ele tenha enviado a todas as equipes da NHL uma carta, porque isso era para o seu próprio bem? Por mais que torçamos para que Mitchell eventualmente veja o dano que cometeu ao nosso filho, não vimos nenhum remorso. Mais uma vez, o incidente que continuou ao longo dos anos prejudicou [Isaiah] mentalmente de maneira significativa e sua organização está mais preocupada com Mitchell e seu sucesso no hockey. Na minha opinião, isso é fazer parte do problema. Há uma vítima lá fora que estava e ainda está nas mãos de sua 111ª escolha.”

    O Arizona Coyotes possui grandes ideais que afirmam o quanto o time se importa com a diversidade no hockey. E em tempos como os que vivemos atualmente, a decisão do time em liberar Miller é muito importante. Mesmo tendo sido feita sob pressão, ela prova que a equipe ainda se importa com melhorias positivas na comunidade do hockey. 

    Muitos questionaram sobre o quanto a decisão afetaria a carreira de Miller. Mas e a vida de Isaiah? Porquê a preocupação com a vítima sempre acaba sendo colocada em segundo lugar em casos como esses?

    A resposta é simples: o preconceito ainda não é visto como um problema por muitos. Mas deveria. É uma problemática séria demais para ser tratada com tanto descaso. Muitos na comunidade do hockey entendem isso. Agora é necessário que os demais também entendam e façam sua parte. 

    O que resta fazer é torcer para que comportamentos como os de Miller sejam cada vez mais escassos para que pessoas como Isaiah não sofram com o trauma pelo resto de suas vidas. E se a comunidade do hockey passar a se posicionar como os Coyotes em outras ocasiões, em algum momento a mudança vem, mesmo que devagar. 

    Foto: Reprodução/Matt Kartozian-USA Today

  • NHL determina punição para o Arizona Coyotes

    NHL determina punição para o Arizona Coyotes

    Nesta quarta-feira (26) a NHL determinou a punição do Arizona Coyotes após sete meses do time ter violado as políticas da liga. Com essa punição, o time perde duas escolhas no NHL Draft, a escolha da segunda rodada d 2020 e a escolha da primeira rodada em 2021. Esta punição aconteceu depois da NHL ter começado uma investigação no final de janeiro sobre testes físicos extras no jogadores elegíveis para o evento. 

    Com essa punição, o time que antes tinha somente cinco escolhas ficará apenas com as últimas quatro para o draft deste ano. Isso porque a equipe já tinha usado a sua pick da primeira rodada na troca com o New Jersey Devils envolvendo o jogador Taylor Hall. Já a terceira dos Coyotes foi usada na troca do jogador Carl Soderberg com o Colorado Avalanche.

    Para o NHL Draft de 2021, o time só possui uma escolha para as três primeiras rodadas, a primeira foi perdida pela punição e a terceira utilizada em uma troca.

    Entenda o caso

    No final do mês de janeiro, a NHL iniciou uma investigação contra o time. Os Yotes estavam sendo acusado de convidar os jogadores elegíveis ao draft para testes físicos secretos. Pelo acordo coletivo da liga, esta é uma conduta proibida, já que pode resultar numa vantagem sobre outros times.

    No pronunciamento de ontem, a NHL informou que na audiência realizada no dia 6 de agosto com representantes da franquia e da liga, o time reconheceu a violação do acordo e restava somente o comissário Gary Bettman definir a punição a ser aplicada. 

    De acordo com o Artigo 6.3 da Constituição da NHL, o comissário pode aplicar punições deste gênero quando a conduta do time interfere nos aspectos competitivos do jogo. Ainda de acordo com o documento, a equipe que violasse essa proibição deveria pagar uma multa de no mínimo 250 mil dólares por cada inflação. 

    No entanto, no pronunciamento, Bettman informou que a punição aplicada foi a melhor escolha devido à situação. Ele também informou que nenhuma punição individual seria aplicada, já que acredita ter sido uma negligência grosseira e não-intencional. O pronunciamento completo pode ser lido em inglês aqui

    Momentos após a declaração da liga, o time também se pronunciou sobre o ocorrido. Em uma nota curta, o Arizona Coyotes disse estar ciente da punição determinada pela NHL e estar trabalhando junto com a nova liderança para que o mesmo não aconteça novamente. 

    Vale lembrar que na época dessas violações o time estava sob o comando de John Chayka. No entanto, apenas um mês atrás, em 26 de julho, o mesmo saiu de forma bastante conturbada com o time informando o seu desligamento como General Manager dos Yotes através de um comunicado do clube. Atualmente Steve Sullivan atua como GM interino para o time do Arizona.  

    Foto: Reprodução / tsn.ca

  • Avalanche faz dois “7 a 1” na série e avança ao segundo round

    Avalanche faz dois “7 a 1” na série e avança ao segundo round

    Não é mistério algum que o Colorado Avalanche se tornou um dos favoritos à Stanley Cup. A maneira como o time se desenvolveu durante a temporada regular só deixou as coisas mais claras. E as vitórias nos confrontos do Round Robin destinaram o time a enfrentar o Arizona Coyotes no primeiro round dos Playoffs. 

    Com direito a grandes atuações de Nazem Kadri e Nathan MacKinnon, e dois placares em 7 a 1, o time de Denver derrotou os Yotes e, assim, se classificou para o segundo round dos playoffs.

    Arizona tentou a todo custo bater de frente com a equipe de Colorado. Porém, o trabalho se tornou árduo no momento em que os Coyotes se depararam com um dos melhores ataques da NHL. Apesar de vencerem um dos jogos da série, trazendo esperança aos seus torcedores, o time acabou eliminado pelo Avalanche no Jogo 5, que ocorreu na última quarta-feira (19). 

    Com a série já finalizada, confira alguns destaques do confronto.

    Colorado Avalanche mostra seu poder ofensivo (e defensivo)

    No primeiro confronto da série, os dois times pareciam, de certa forma, nivelados. Apesar das tentativas a gol do Colorado Avalanche terem sido maiores, o Arizona segurou o placar em zero a zero até o terceiro período. Até a metade da terceira etapa da partida, tudo indicava que o jogo fosse para overtime. Isso porque, apesar das tentativas de ambos os lados, nenhuma das equipes teve êxito na hora de marcar. 

    Porém, aos 13:05 do terceiro período, Nazem Kadri fez as honras e abriu então o placar para os Avs. Após abrir o placar, o ritmo da equipe só se elevou. J.T. Compher marcou mais uma vez para o time 10 segundos depois do primeiro gol. E por fim, Mikko Rantanen deu a última cartada, marcando o terceiro aos 14:28 do terceiro tempo. 

    Três gols em menos de dois minutos. Inicialmente, isso acabou dizendo muito sobre como seria o ataque do Colorado Avalanche nos playoffs: rápido, e muito efetivo. Não apenas o ataque. A equipe, por fim, mostrou que também veio preparada de uma ótima defesa que sabe segurar as pontas. Durante os três períodos da partida, os Avs permitiram apenas 14 tiros a gol. Assim, o time acabou estabelecendo um novo recorde nos playoffs da franquia por tentativas permitidas a gol. 

    Tropeço da equipe de Denver

    Com vantagem, Colorado iniciou o segundo jogo confiante em uma vitória. No entanto, foi a primeira partida em que o Avalanche encontrou dificuldades para passar pela zona defensiva dos Coyotes.

    Em um jogo equilibrado entre as duas equipes, Nathan MacKinnon, foi o primeiro a abrir o placar da partida e dar vantagem à equipe. No entanto, Clayton Keller acabou marcando o primeiro dos Yotes empatando a partida Desta forma, e no mesmo ritmo, as duas equipes seguiram no segundo período, tendo cada uma marcado mais um gol. 

    Todavia, quase aos 17 minutos do último período, Colorado se colocou na frente do marcador com um gol de Andre Burakovsky,fechando o placar  Apesar de o time ter vencido a partida nos últimos minutos , observamos um Arizona Coyotes crescer na série, e jogar quase de igual para igual com o Avalanche. 

    No terceiro jogo, o que era apenas uma suposição na segunda partida se tornou realidade. A equipe de Arizona foi a primeira a abrir o placar no jogo, com Derek Stepan, aos 6:29 do primeiro período. Mas apesar de o time de Colorado ter empatado com Burakovsky aos 13:12 do segundo tempo, foram os Yotes que assumiram novamente a vantagem do placar com um gol de Brad Richardson, ao fim do segundo período.

    Com mais um gol do Arizona aos quase 19 minutos do terceiro período, a vantagem aumenta em 3 a 1, e se torna quase improvável um empate para os Avs. Mesmo com Mikko Rantanen marcando o segundo de Colorado faltando um minuto para o fim do jogo, Lawson Crouse dá a cartada final e, ao fazer o quarto dos Coyotes, acabou dando a vitória para o time de Arizona. 

    Apesar de terem tido mais SOG (51) durante a partida, o Colorado Avalanche encontrou grandes dificuldades para passar por Darcy Kuemper, que defendeu a rede do Arizona Coyotes com maestria e, assim, recebeu a primeira estrela do jogo. 

    Cheque-mate e classificação para o segundo round

    Mesmo com a vitória no jogo três, os Yotes ainda se encontravam atrás do Avalanche. Este que, portanto, continuava com a liderança da série. Mesmo com a derrota, Colorado não perdeu a confiança ao entrar no jogo quatro. E provou isso logo no primeiro período. Matt Nieto, com assistência de seus companheiros de linha, Matt Calvert e Pierre Bellemare, foi quem marcou o primeiro gol do Avalanche e abriu o placar da partida. Primeiro gol que foi o antecessor de muitos outros marcados pela equipe de Denver. Sete gols, para sermos específicos. 

    Após o primeiro, a chuva de gols por parte do Colorado Avalanche continuou em grande intensidade. No primeiro período, Nazem Kadri foi responsável pelo segundo e terceiro da equipe na partida. Já no segundo tempo, apesar de terem diminuído o ritmo de jogo, os Avs acabaram marcando o quarto gol, enquanto os Yotes registraram seu primeiro na partida. A partir do terceiro período, o fã de hockey só conseguiu ouvir o nome do Colorado Avalanche ser pronunciado. Este que marcou mais três gols na partida e assim, garantiu a vitória no jogo quatro. Desta forma, se o time vencesse a quinta partida da série, garantiria, por fim, o passaporte que os levaria diretamente ao segundo round.

    E foi o que aconteceu. Nazem Kadri abre o placar para o Avalanche aos 4:39 de jogo e, após o gol de Samuel Girard (o segundo do time na partida), marcou o terceiro da equipe. A partir daí, e com o ritmo de jogo que o Arizona vinha apresentando, já sabíamos que era apenas questão de logística de fim de jogo para que a equipe de Denver se classificasse  para a próxima rodada. No segundo período, aos 9:51, MacKinnon marca o quarto do Avalanche e, 1 minuto depois, o quinto. Para completar, o Avalanche aumentou ainda mais o placar com gols de Nikita Zadorov e J.T. Compher. 

    Apesar de terem marcado o único gol da partida com Clayton Keller, esse era o fim da linha para o Arizona Coyotes nos playoffs. Após 7 gols em dois jogos seguidos, e grandes atuações de Nazem Kadri e Nathan MacKinnon, o Colorado Avalanche se classificou para o segundo round dos playoffs da Stanley Cup. 

    As melhores atuações da série

    Recapitulando as atuações dos jogadores, precisamos falar sobre o desempenho de Darcy Kuemper. Apesar de termos visto seu desempenho decair nos jogos quatro e cinco, vale ressaltar que o goleiro foi muito importante para o Arizona nas três primeiras partidas da série. Se os Yotes, em algum momento, acabaram quase se igualando ao ritmo de jogo e gols do Avalanche, isso acabou sendo consequência da maneira como Darcy Kuemper atuou no gol.  No jogo dois, o goleiro defendeu 29 tentativas a gol do Avalanche. Já na terceira partida, Colorado teve 51 SOG, e destes, Kuemper parou 47 disparos, e ajudou os Yotes a levarem a vitória. 

    Já no Colorado Avalanche, Nazem Kadri e Nathan MacKinnon precisam ter seus desempenhos exaltados. Além de serem os líderes em pontos, também lideram em gols. Portanto, Kadri acumulou seis gols (sendo o líder na estatística  também no overall da NHL), e MacKinnon quatro. Além disso, os dois jogadores, juntamente de Gabriel Landeskog e Mikko Rantanen, foram os maiores responsáveis pelas assistências dos 22 gols marcados pelos Avs nos playoffs. 

    Por fim, a atuação de Kadri o levou a quase bater um recorde da franquia Avalanche/Nordiques logo no primeiro round. Com 5 power play goals, o forward se tornou o terceiro jogador, na história dos dois times, a marcar mais gols em power play durante os playoffs de apenas uma temporada. No entanto, vale ressaltar que ele ainda pode se tornar o líder do time, pois a diferença entre o primeiro e segundo lugar é de apenas dois pontos. 

    Previsões para a série contra os Stars

    Não podemos negar que o ataque do Avalanche é um dos melhores e mais rápidos da Liga. E isso é um trabalho que vem sendo construído pela equipe há algumas temporadas. Apoiados por grande atuação de sua defesa, os top scorers do time tem encontrado poucos obstáculos em seu caminho na hora de marcar gols. Principalmente MacKinnon e Kadri. 

    Isso tudo, somado ao fato de que a defesa do Dallas Stars tem estado instável há algum tempo, podem acabar levando Colorado a uma classificação para a próxima etapa da competição, e assim, se aproximar cada vez mais das finais da Stanley Cup. 

    No entanto, vale lembrar que Dallas também tem algumas cartas na manga. Estas, portanto, sendo Denis Gurianov, e Miro Heiskanen. Juntamente de outros jogadores mais novos, como Roope Hintz, Dallas tem conseguido se manter em boas posições na tabela devido as atuações desses jogadores em ascensão. Além disso, os Stars também contam com jogadores experientes no quesito playoffs. Joe Pavelski (líder em gols no time, com 9) é um destes. Também Tyler Seguin, que é responsável por montar muitas das jogadas a gol do Dallas. 

    Podemos adiantar que não será um confronto fácil para a equipe de Denver. A primeira partida da série será ainda hoje, às 21 horas. Resta-nos aguardar o desenrolar dos confrontos entre os dois times. 

    Foto: reprodução/nhl.com

  • A venda dos Yotes

    A venda dos Yotes

    O ano de 2019 foi bem movimentado para o Arizona Coyotes, desde a compra da equipe pelo primeiro proprietário hispânico da NHL, Alex Meruelo a trades como a do jogador Taylor Hall e Phill Kessel. O time do Arizona tem dado duro para conseguir voltar aos trilhos e participar da corrida para a tão sonhada Stanley Cup. No entanto essa não foi a primeira vez que o time precisou fazer grandes mudanças para se reerguer. Eles ainda não imaginavam, mas em 2008 a equipe começou a passar por problemas financeiros chegando inclusive a declarar falência e precisando que a NHL interferisse no curso do time. Infelizmente as coisas não se resolveram de maneira rápida. Da falência a venda e, posteriormente, mudança no nome, o time teve alguns anos conturbados até a conclusão da venda em 2013.

    Como tudo começou

    Tudo começou com boatos. O até então Phoenix Coyotes se viu nos holofotes quando os boatos de que o time estava com problemas financeiros começaram a surgir ainda em dezembro de 2008. A equipe, que ficava localizada em Glendale desde de 2003, estava com muitas dívidas e não tinha como arcar com elas. Com isso, a NHL precisou assumir esses débitos, fazendo com que o comissário da Liga, Gary Bettman, e o vice-presidente, Bill Daly, assumissem as rédeas e minimizassem os boatos. Entretanto o que ninguém sabia é que Jerry Moyes, o até então proprietário da equipe, já havia passado o controle operacional para a Liga. 

    Bettman e Daly - A Venda dos Yotes
    Foto: Reprodução / thehockeynews.com 

    Em maio de 2009 Moyes se viu obrigado a declarar falência e tentar vender o time. Sua intenção era vender para Jim Balsillie, um bilionário canadense que queria realocar a equipe para Hamilton, Ontario. Entretanto a venda foi barrada pela NHL e então se iniciou o processo para determinar o destino dos Coyotes através do tribunal de falência em Phoenix. Foi somente em setembro que essa briga chegou ao fim. Com a única contra oferta sendo da NHL, o juiz do caso determinou que a venda ia contra as regras da Liga. Assim se iniciaram os quatros anos em que a NHL seguiria como dona dos Coyotes. 

    Logo após a NHL comprar a equipe eles começaram a procurar potenciais novo compradores. Para isso fizeram um acordo com a cidade de Glendale no Arizona para que então começassem a trabalhar com dois potenciais novos donos, os Reinsdorf e Ice Edge. Apesar de Reinsdorf ter tido aprovação da cidade para a aquisição e Ice Edge ter assinado um termo de intenção de compra, ambos desistiram e a NHL voltou à estaca zero. Em seguida a Liga decidiu mudar a equipe de volta para Winnipeg, seu local de origem. No entanto a cidade de Glendale concordou em financiar as perdas dando mais tempo para a NHL achar um novo comprador.

    Mais tempo e mais confusão depois, algumas empresas se interessaram na compra do time mas algo sempre acontecia e a venda dava errado. Enquanto isso a cidade continuava a lutar para que os Coyotes permanecessem ali, de certa forma dando mais tempo para a NHL encontrar um comprador. 

    Finalmente a venda

    Em agosto de 2011 um grupo liderado pelo ex-CEO do San Jose Sharks, Greg Jamison mostrou interesse em comprar o time e mantê-lo no Arizona. No entanto outro grupo também mostrou interesse e a cidade começou as negociações. Após não chegarem em nenhuma resolução, em maio de 2012 a NHL assinou um acordo provisório com Jamison e esperava que enfim pudesse pôr um fim nas buscas por um comprador. Entretanto surgiram obstáculos também conhecidos como burocracias. O desenrolar dessas burocracias duraram meses e no dia 31 de janeiro de 2013 a NHL se viu novamente iniciando a busca por um comprador. 

    O que eles não sabiam é que esta busca estava chegando ao seu tão sonhado fim. Em maio de 2013 um novo grupo foi formado para comprar os Coyotes. Desta vez a Renaissance Sports & Entertainment (RS&E) mostrou interesse em comprar o time por 225 milhões de dólares e um acordo que exigia manter a cidade de Glendale o lar dos Coyotes. A Liga, que já estava cansada dessa luta, declarou então que caso a venda não fosse concluída os Coyotes diriam adeus ao Arizona e chamariam Seattle de lar. 

    Prefeito de Glandale - A Venda dos Yotes
    Foto: Reprodução / glendalestar.com

    Desta vez o fim da busca estava próximo. Em julho o Conselho da cidade votou por 4-3 e decidiu aceitar o acordo da RS&E para a venda do time. Com isso a cidade garantiu a equipe por no mínimo 5 anos e uma concessão máxima para mais de 15 anos, além da mudança do nome da equipe de Phoenix Coyotes para Arizona Coyotes. Em agosto de 2013 a NHL enfim aprovou a venda da equipe para a RS&E e assim chegou ao fim a busca pelo dono ideal.