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  • Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    Premier Hockey Federation anuncia protocolos de saúde para sétima temporada

    A PHF (ex-NWHL) anunciou nesta sexta-feira (10) quais protocolos de saúde irá adotar na próxima temporada. Os protocolos fazem parte do combate à pandemia de COVID-19 e vêm sendo adotados por ligas dos mais diversos esportes. Esta é a forma que encontraram para evitar um novo cancelamento ou adiamento de suas temporadas durante a pandemia.

    Como principal requisito para a participação da temporada está a vacinação total, assim como o uso de máscaras em ambientes internos e externos quando o distanciamento social não é possível. No entanto, não é necessário o uso da máscara em atividades no gelo e nem em momentos de atividade de alta intensidade, como treinamentos. Será necessário também testes PCR semanais durante toda a temporada, incluindo a pré-temporada e playoffs. Assim como a verificação de temperatura antes de participar das atividades e pesquisas diárias de saúde. 

    Todos os requisitos devem ser seguidos pelas jogadoras e técnicos do time, funcionários de período integral ou parcial, parceiros de pista e voluntários que estejam em contato constante com as jogadoras ou empregados. Devido ao protocolo, todas as atletas receberam com antecedência uma notificação sobre os protocolos, e tiveram até o dia 10 de setembro para informarem se desejariam ou não participar da temporada. Entretanto, quem optar por não participar devido ao protocolo não irá receber o pagamento. 

    A única exceção para o requisito da vacinação será a jogadora que não pode se vacinar por motivos religiosos ou de saúde. A liga irá avaliar estes casos específicos separadamente. Contudo, os mesmos terão como requisito a realização de três PCRs por semana. A PHF também desencoraja qualquer celebração em grupo, salvo high five quando as jogadoras estiverem utilizando luvas de hockey. Da mesma forma, é desaconselhável qualquer tipo de contato com o público, incluindo filas de autógrafos e participação dos jogadores juniores.

    Todas as medidas detalhadas se encontram no site oficial (em inglês) aqui. A sétima temporada da PHF começa no dia 6 de novembro, e mais informações deverão sair no decorrer das próximas semanas. 

    Foto: Reprodução / newsconcerns.com

  • Os uniformes para o NHL Winter Classic de 2022 estão aqui

    Os uniformes para o NHL Winter Classic de 2022 estão aqui

    Na manhã do último sábado (04), o Minnesota Wild divulgou a camisa que a equipe usará durante o NHL Winter Classic de 2022, que acontecerá em 1º de janeiro de 2022, no Target Field, casa do Minnesota Twins (MLB), em Minneapolis. Menos de uma semana depois, o adversário da equipe no evento, St. Louis Blues, também pôs fim ao suspense e divulgou os uniformes completos para o dia de Ano Novo. É apenas a segunda vez que tanto os Blues quanto o Wild disputam uma partida outdoor.

    Ambos os times haviam publicado “espiadinhas” em suas redes sociais, mantendo os seguidores atentos à novidade por alguns dias antes dos anúncios oficiais. Com essa divulgação, também conhecemos pela primeira vez o logo oficial do NHL Winter Classic de 2022. Será o primeiro jogo ao ar livre da NHL aberto ao público desde a pausa na temporada 2019-20 por conta da pandemia, e a partida é válida pela temporada regular para as duas equipes.

    State of Hockey

    Segundo o anúncio oficial do Minnesota Wild, a camisa foi “desenhada para celebrar o rico pedigree de hockey do estado (de Minnesota), a rivalidade entre as Twin Cities, e seu legado como o Estado do Hockey”. No design encontramos elementos inspirados nas equipes de Minneapolis e St. Paul das décadas de 1920, 30 e 40, como as listras na base da camisa e a escolha da fonte. “Com o jogo acontecendo na casa do Minnesota Twins, nós certamente canalizamos o espírito de Minnie e Paul para nosso suéter do Winter Classic”, disse o consultor sênior de marca do Minnesota Wild, John Maher.

    As duas estrelas no centro representam a constelação de Gêmeos, em referência às “cidades-gêmeas” de St. Paul e Minneapolis. No meio, a silhueta do estado de Minnesota simboliza a união das cidades para representar a capital do estado. Esta ideia é reforçada pelos nomes (MPLS. e ST. PAUL) arqueados em torno do desenho principal, enfatizando como as cidades convergem em torno do esporte local e seus times.

    Respectivamente: uniforme do St. Paul Saints (1925-1963); foto do elenco do Minneapolis Millers (1915-1963) (reprodução/Vintage Minnesota Hockey)

    O foco no “Estado do Hockey” é evidenciado pela falta de uma referência direta ao Minnesota Wild por meio de logos ou mesmo o nome da equipe. O design manteve a paleta tradicional de verde escuro e vermelho do Wild, e o “branco vintage” que vemos nas listras e escritos reflete as origens do hockey nos lagos congelados. Já os cotovelos reforçados representam as “longas horas de desgaste no amado equipamento de hockey”.

    (Foto: Twitter @mnwild)

    Não é a primeira vez no Winter Classic em que um time quebra a expectativa de reproduzir um único uniforme do passado e, no lugar, cria algo completamente novo com elementos que evocam nostalgia e um ar de “velhos tempos”. Em 2020, tanto o Dallas Stars quanto o Nashville Predators utilizaram dessa estratégia de “fauxback” (throwback “falso”) para criar seus uniformes no Winter Classic daquele ano. É uma tendência que devemos ver cada vez mais, principalmente entre equipes sem um longo histórico de uniformes diferentes ou que se juntaram recentemente à liga.

    Back to Basics

    Apenas alguns dias depois de conhecermos o look do Wild para o evento, o St. Louis Blues revelou que também divulgaria a nova camisa em breve. Na noite de sexta (10), a equipe publicou um vídeo apresentando o uniforme, e confirmando algumas suspeitas vazadas mais cedo naquele dia. Enquanto seu adversário ao norte combinou diferentes elementos em uma nova camisa, St. Louis decidiu se inspirar em sua primeira camisa e manter-se fiel às origens da equipe.

    Os Blues optaram por um design claro, em oposição ao verde escuro de Minnesota. A base da camisa tem cor creme, e é um reboot dos uniformes da temporada inaugural da equipe, em 1967-68. A nota musical no centro é similar ao logo original do time usado em seu primeiro ano, feita de feltro e com o traçado amarelo bordado para dar um toque mais velha-guarda. As listras azuis e amarelas nas mangas e barra da camisa também acompanham o design original, bem como as fontes que se assemelham às usadas em 1967.

    (Foto: Reprodução/sportslogos.net)

    O lançamento contou com grande participação do elenco dos Blues. O capitão Ryan O’Reilly e o atacante David Perron estrelaram o vídeo promocional, enquanto Brayden Schenn e outros jogadores compareceram a um jogo do St. Louis Cardinals (MLB) para mostrar a nova camisa ao público um pouco antes da partida de baseball começar. “Eu acho que (as camisas) parecem inacreditáveis, para ser sincero,” comentou Perron ao stlouisblues.com. “Eu sei que os fãs vão gostar muito delas. Estamos muito animados e temos sorte de participar de mais um Winter Classic, então vai ser especial”.

    “É bem legal ter cores vintage. Isso me lembra das primeiras camisas que os Blues usaram,” disse O’Reilly. “Vendo isso, eu só penso na história. Você sente o jogo, como era jogado bem antes de você e a história da cidade. As camisas são muito legais, elas ficaram ótimas. Fizeram um trabalho e tanto com elas”.

    (Foto: Twitter @StLouisBlues)

    Nota-se que não é a primeira vez que St. Louis remete aos uniformes de sua temporada de expansão na NHL. Em 2017, o time usou a versão azul do modelo no Winter Classic contra o Chicago Blackhawks, que venceram por 4-1 no Busch Stadium. Para os fãs colecionadores, agora é possível ter o set completo de camisas “retrô” atualizadas pela NHL e a Adidas. Tanto os uniformes do Minnesota Wild quanto o do St. Louis Blues já estão disponíveis para compra na loja oficial da NHL (compra internacional).

    A próxima temporada será importante para a retomada destes eventos especiais na NHL. Além do Winter Classic, ainda esperamos ver pelo menos outras duas partidas ao ar livre em 2022. A Stadium Series entre Nashville Predators e Tampa Bay Lightning está marcada para o dia 26 de fevereiro, no Nissan Stadium, em Nashville, Tennessee. Também especula-se que a liga anuncie um Heritage Classic entre Buffalo Sabres e Toronto Maple Leafs, que seria realizado em 13 de março, em Hamilton, Ontario, segundo diversas fontes.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Jessica Platt anuncia aposentadoria

    Jessica Platt anuncia aposentadoria

    Nesta sexta-feira, 10, a jogadora de hockey Jessica Platt anunciou o fim de sua carreira. A canadense fez história ao se tornar a primeira mulher trans a jogar na agora extinta Canadian Women’s Hockey League (CWHL), na qual defendia o Toronto Furies. Ela foi apenas a segunda pessoa competindo em uma liga feminina a se declarar trans, após o jogador Harrison Browne se tornar o primeiro na então National Women’s Hockey League (NWHL).

    A trajetória até a carreira profissional

    A canadense cresceu em Sarnia, na província de Ontário, uma cidade conhecida por sua equipe de major juniors, o Sarnia Stingers. A atleta cresceu assistindo a jogos dos Stingers, além de ter frequentado um colégio católico da cidade e jogado hockey por ele, inclusive tendo a oportunidade de treinar no rinque da equipe da Ontario Hockey League (OHL). 

    As questões sobre sua identidade de gênero começaram a surgir durante o ensino médio. Platt decidiu iniciar o tratamento de reposição hormonal após o fim do colegial. A canadense começou sua transição médica em 2012, e se formou na Wilfrid Laurier University em 2014. O caminho até a CWHL incluiu uma passagem pela Lambton Ladies Hockey League até ser draftada em 2016 pelo Toronto Furies, na 61ª posição. 

    Fazendo história em Toronto e a vida pós CWHL

    Platt foi draftada inicialmente como defensora em 2016 e fez quatro aparições em sua primeira temporada na CWHL. Na sua segunda temporada ela migrou de posição, se tornando atacante, e teve 27 aparições na temporada. Neste mesmo ano, em janeiro de 2018, ela fez um post em seu Instagram onde revelava que era uma mulher trans. Apenas meses depois, a canadense foi eleita uma das mulheres mais influentes de seu país.

    Platt disputou mais uma temporada pelo Toronto Furies, em 2018/2019, antes da equipe se desfazer, com o fim da CWHL. No ano seguinte ela se juntou à Professional Women’s Hockey Players Association (PWHPA). A trajetória da jogadora virou capítulo de um livro escrito pelo célebre jornalista Bob McKenzie, “Everyday Hockey Heroes Volume II”, com o título “Simply A Hockey Player” (simplesmente uma jogadora de hockey, em tradução livre). 

    Jessica Platt e seu caminho até o hockey profissional são um exemplo, tendo em vista que ela foi apenas a segunda pessoa trans a disputar uma liga profissional de hockey na América do Norte, depois do também canadense Harrison Browne. Sua contribuição à comunidade LGBTQIA+ ficará para sempre marcada na história do esporte. Assim, o NHeLas deseja uma excelente aposentadoria à agora ex-jogadora e também muito sucesso em seus futuros projetos.

    Foto: Reprodução/Sportsnet.ca

  • NWHL agora é Premier Hockey Federation

    NWHL agora é Premier Hockey Federation

    A National Women’s Hockey League (NWHL) lançou hoje (07) oficialmente uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo um pouco antes do início da temporada 2021-22. A Premier Hockey Federation (PHF) redefine a marca da liga com base na habilidade e talento de seus atletas, em oposição a seu gênero. Segundo o anúncio, é a primeira liga profissional feminina de esportes na América do Norte a tirar a palavra “feminino” de seu título.

    “A liga já percorreu um longo caminho desde seu início em 2015 e acreditamos que este é o momento certo e a mensagem certa à medida que fortalecemos nosso compromisso com o crescimento do jogo e a inspiração da juventude”, disse a comissária da liga Ty Tumminia à Associated Press.

    A decisão de mudar os nomes também deu à federação de seis equipes uma oportunidade de fazer uma declaração social ao remover o gênero de seu título. “Sentimos que era hora de nossos jogadores serem definidos por seu talento e habilidade”, disse Tumminia. “Não é como se fossem jogadoras fenomenais femininas. Você é simplesmente um jogador fenomenal.”

    Inspiração do nome e logo

    O nome PHF foi inspirado pelo empoderamento, igualdade de gênero e inclusão no que diz respeito às diferenças na identidade de gênero dos atletas atuais, jogadores em potencial e participantes da liga. A expansão pelos Estados Unidos, no Canadá, e o aumento de talentos internacionais também ajudaram a pavimentar o caminho para uma reformulação da marca com apelo global.

    foto: reprodução/ twitter NWHL

     “Do ponto de vista da oportunidade de jogar, é enorme”, disse a capitã do Metropolitan Riveters, Madison Packer, membro da liga desde a primeira temporada. “Eu entendo e agradeço não ter que nos definir mais como atletas femininas. Agora estamos definindo jogadores com base na habilidade e no que eles trazem para o jogo. Trata-se de reconhecer que, independentemente do gênero, os atletas são talentosos”.

    Quanto à remoção do gênero do título, Packer disse que nivela o campo de jogo.

    “Respeitosamente, não sei se os homens sempre entendem, especialmente para mim, porque encontro muito isso”, disse Packer. “Jogamos com o disco do mesmo tamanho, no rinque do mesmo tamanho, com as mesmas redes. … Então, para remover essa etiqueta, não apenas removê-la, mas apagar o ‘W’ no logotipo, eu acho que é fortalecedor.”

    “Esta estratégia de reformulação da marca fala muito sobre o que as mulheres nos esportes e as mulheres, em geral, estão tentando fazer”, disse a atacante do segundo ano do Boston Pride Sammy Davis, a primeira escolha geral no Draft 2020 da NWHL. “Estamos tentando ser vistas por mais do que apenas mulheres. É importante ser pioneiro, ser o primeiro. Estabeleça a base e mostre às pessoas que não há problema em ser diferente e que não há problema em querer mudanças”.

    A temporada de 2021 foi recorde, apesar dos desafios de uma pandemia COVID-19. A visibilidade da liga atingiu novos patamares por meio de audiência digital, engajamento social e uma parceria de transmissão histórica que viu a Isobel Cup ser levantada pela primeira vez em rede nacional na televisão americana. Os acordos de patrocínio marcantes, mais parceiros corporativos do que nunca e um maior compromisso da propriedade privada ajudaram a dobrar o teto salarial para 300 mil dólares por equipe em 2021-22, que representa o valor mais alto da história da liga.

     “Estamos entusiasmados para aproveitar todo o nosso impulso do ano passado, e embarcar nesta nova era com nossos atletas, equipes, parceiros e fãs”, acrescentou Tumminia. “Sem rótulos, sem limites.”

    A temporada da PHF começa no sábado, 6 de novembro de 2021, com todas as seis equipes em ação. Nas próximas semanas, a liga revelará novos componentes digitais da PHF. Isso incluirá endereços de sites e identificadores de mídia social, juntamente com uma linha empolgante de novos produtos.

    Foto: Reprodução/Twitter @NWHL

  • Após offer sheet, Kotkaniemi assina com  Hurricanes

    Após offer sheet, Kotkaniemi assina com Hurricanes

    Aquela história de que “o mundo não gira, ele capota”, poderia muito bem definir a relação entre o Carolina Hurricanes e o Montreal Canadiens. Isso porque, dois anos depois de Montreal oferecer uma offer sheet a Sebastian Aho, os Canes deram o troco e enviaram uma oferta ao atacante Jesperi Kotkaniemi. Após Montreal não fazer a contraproposta na janela de 7 dias, Kotkaniemi assinou oficialmente com o time da Carolina do Norte no último sábado (4). Essa é a primeira vez desde 2007 que uma franquia não cobre uma offer sheet

    A terceira escolha do draft de 2018 chega a Carolina em um contrato de um ano por 6,1 milhões de dólares. Em troca, os Habs recebem as escolhas de primeira e segunda rodada dos Hurricanes no NHL Draft de 2022. 

    Sem dúvidas, Kotkaniemi vai encaixar bem no time ofensivo da equipe de Raleigh. O jovem jogador tem 20 pontos na última temporada regular e 8 pontos durante os 19 jogos de playoffs que participou. Assim, ele deve assumir uma posição ao lado de Sebastian Aho e Teuvo Teravainen ou até mesmo com Vincent Trocheck e Martin Necas. Todavia, com o elenco recheado de jovens talentos, o técnico Rod Brind’Amour não vai ter problemas em ajustar suas linhas para a nova temporada. 

    Na manhã deste domingo (5), Don Waddell, GM dos Hurricanes, anunciou que Kotkaniemi deve jogar na próxima temporada como left-winger. Essa não é a primeira vez que a equipe articula um center na posição. 

    Apesar de uma offseason com muitas idas e vindas e até mesmo uma contratatação questionável, o Carolina Hurricanes está investindo em novos talentos na liga. Assim, espera-se que em breve possamos ver essa equipe ir ainda mais longe na disputa pela Stanley Cup. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • NHL confirma acordo para participação olímpica dos jogadores em Beijing 2022

    NHL confirma acordo para participação olímpica dos jogadores em Beijing 2022

    Na última sexta-feira (03) a NHL e a NHLPA chegaram a um acordo com a IIHF e o Comitê Olímpico Internacional (COI) que permitirá aos jogadores da NHL participar das Olimpíadas de Inverno de 2022 em Pequim.

    O acordo traz uma cláusula na qual NHL e NHLPA podem se retirar dos jogos se as condições da pandemia de COVID-19 piorarem. Também será possível cancelar sua participação caso a programação da NHL de 2021-22 seja interrompida e a liga precise usar o intervalo olímpico para recuperar jogos. Acredita-se que o prazo para o cancelamento seja no início de janeiro, disseram fontes à ESPN.

    “Nós entendemos a paixão dos jogadores da NHL em representar e competir pelo seu país. Estamos muito satisfeitos por conseguirmos concluir acordos que lhes permitirão retomar a melhor competição no palco Olímpico” disse Bill Daly, comissário adjunto.

    Como parte do acordo, a IIHF e o COI arcarão com todos os custos de viagem e seguro dos jogadores da NHL. Além disso, as entidades também cobrirão a hospedagem dos jogadores, se eles puderem comparecer. Um grande problema nas negociações, no entanto, foi o “seguro COVID”. Enquanto NHL e NHLPA encontraram um provedor, a Federação e o COI não queriam cobrir o seguro adicional. Por esse motivo, caberá a cada jogador individualmente determinar se vai comprar o seguro ou não.

    Como será o intervalo olímpico

    A NHL está programada para interromper os jogos de quinta-feira, 3 de fevereiro, até terça-feira, 22 de fevereiro. O fim de semana All-Star em Las Vegas — começando em 4 de fevereiro — acontecerá independentemente de atletas da NHL participarem das Olimpíadas ou não.

    Todos os jogadores que participarem das Olimpíadas terão obrigatoriamente que se vacinar contra a COVID-19; no entanto, poderá haver isenções muito limitadas caso a caso.

    Em uma reunião de fevereiro de 2020 com a IIHF, a NHL delineou algumas coisas — logotipos e anúncios da NHL apresentados nos jogos olímpicos, a possibilidade de usar vídeos de destaques na NHL Network ou NHL.com — que a liga esperava que ajudasse promover a modalidade.

    No entanto, fontes confirmaram à mídia que a NHL teve a maioria dos seus pedidos negados. O clima mudou desde aquela reunião de fevereiro de 2020; a NHL se separou da parceira de transmissão NBC, que também realiza as Olimpíadas. Além disso, fontes envolvidas nas negociações disseram que a IIHF e o COI sabiam que tinham influência, considerando que os jogadores da NHL têm falado muito sobre seu desejo de retornar às Olimpíadas.

    As equipes olímpicas participantes devem enviar suas “longas listas” de jogadores até 15 de outubro deste ano. As listas provisórias de jogadores escalados serão anunciadas em janeiro. As seleções nacionais não podem hospedar campos de orientação presenciais, mas podem realizar reuniões virtuais antes dos jogos.

    De acordo com fontes, os jogadores estão sendo instruídos a se preparar para protocolos rígidos durante as Olimpíadas. Isso inclui um ambiente de bolha imposto pelo governo chinês, testes diários, restrições significativas em interações e movimentos e a possibilidade de usar dispositivos de localização GPS para auxiliar no rastreamento de contato e garantir a conformidade do protocolo.

    Você pode ler sobre o hockey masculino e feminino nas Olimpíadas de Inverno da última década nos links abaixo.

    Vancouver 2010 | Sochi 2014 | PyeongChang 2018

    Foto: Reprodução/United Press International

  • NHL anuncia novas medidas de segurança contra COVID-19 para temporada 2021-22

    NHL anuncia novas medidas de segurança contra COVID-19 para temporada 2021-22

    Na última quinta-feira(2), a NHL, junto à NHLPA, anunciou as novas medidas de segurança contra a COVID-19 para a temporada 2021-22. O início da temporada regular será no dia 12 de outubro.

    A maior novidade é a possibilidade dos times da NHL de suspender jogadores não vacinados, que serão impossibilitados de participarem dos compromissos do clube. Isso irá incluir situações em que um jogador não pode viajar com a equipe devido a regulamentações locais, provinciais/estaduais ou federais. Caso isso ocorra, o jogador perde o equivalente a um dia de pagamento por cada dia passado nesta situação.

    Estas medidas são um grande avanço, levando em consideração as diferentes leis e regras abordadas entre Estados Unidos e Canadá, e até mesmo dentro da própria NHL. Os GMs foram avisados sobre essa possibilidade em uma reunião em julho e desde então começaram a informar seus jogadores.

    Em sua maioria, essas restrições se dão pela vacinação dos atletas e as exigências e normas de saúde em cada região. Porém, há exceções a estas regras. Aqueles jogadores que tiverem o status de não vacinado com base em razões médicas ou um conflito com “crenças religiosas sinceras” poderão ter seu caso analisado separadamente.

    Consequências das novas normas

    Se um jogador totalmente vacinado tiver confirmação de um teste positivo para COVID-19, “deve-se tratar sua condição como uma lesão relacionada ao hockey para todos os efeitos”, segundo o CBA.

    Os jogadores não vacinados que não estão isentos pelas razões acima não serão pagos se sua equipe estabelecer, “com base em um equilíbrio das probabilidades, que o jogador falhou em cumprir os termos deste protocolo de uma maneira que implicaria razoavelmente no seu contágio com a COVID-19 ou qualquer doença resultante ou relacionada.”

    Entre outras medidas contra a COVID-19 vale destacar também que “qualquer jogador que desejar se remover da temporada 2021-22 porque não foi vacinado ou completamente vacinado, ou pode indicar que um membro próximo da família, com quem ele compartilha uma casa, está em risco substancialmente elevado de doença grave ao contrair COVID-19, tem até 1º de outubro para fazê-lo”. A equipe em questão terá 30 dias para decidir se irá suspender o contrato do jogador — basicamente colocando-o para a temporada 2022-23 — ou se anulará a temporada atual do acordo. Qualquer cancelamento implicará também na não participação do jogador em outras ligas ou nas Olimpíadas.

    Foto: Reprodução/Bleacher Report

  • Arizona Coyotes envia proposta para nova arena

    Arizona Coyotes envia proposta para nova arena

    Torcedores do Arizona Coyotes podem ter motivos para comemorar. Isso porque, ao que tudo indica, o time encontrou a sua próxima casa. No dia 19 de agosto foi anunciado que esta será a última temporada dos Yotes em sua arena atual. Por meio de um comunicado, a prefeitura de Glendale, AZ, informou que não renovará o contrato do time com a Gila River Arena. 

    Desta forma, os Coyotes ficariam sem casa para a temporada 2022-23 e correndo contra o tempo para encontrarem um novo espaço para sua arena. Porém nem tudo está perdido e o time já começou a correr atrás de uma solução para o seu problema iminente. A equipe de Alex Meruelo já vinha há dois anos negociando com a cidade de Tempe, AZ, para a sua mudança de código postal.

    Assim, o time já estudava um lugar perto de Tempe Town Lake para a construção de sua nova arena. A intenção é pegar 46 acres de terra e transformá-la numa arena e centro de entretenimento. Agora, a franquia precisa passar pelo processo de licitações, o que é muito comum em projetos deste porte. A cidade recebeu diversos projetos que receberão análise de especialistas para decidir qual se adequará melhor ao local e será mais lucrativo.

    Entretanto, esse não é um processo rápido e o time pode demorar meses até receber uma resposta sobre a sua solicitação. Dessa forma, caso os Coyotes ganhem a licitação, ainda tem todo o processo para a construção da arena, resultando até mesmo em anos de trabalho para que tudo esteja concluído.

    Agora o time que corre contra o relógio precisa encontrar outras soluções para as mais diversas possibilidades que existem à sua frente. De qualquer forma, é uma história que ainda veremos se desenrolar.

    Foto: Reprodução /  phoenixnewtimes.com

  • OHL suspende Logan Mailloux por tempo indeterminado

    OHL suspende Logan Mailloux por tempo indeterminado

    Na última quinta-feira (02), mais um capítulo foi acrescentado à história de Logan Mailloux, o jogador da OHL draftado pelo Montreal Canadiens na primeira rodada em 2021. Conhecido pelo público de maneira negativa, o jogador de 18 anos esteve nas manchetes após ter sido indiciado por crime sexual na Suécia. 

    Mailloux vem sofrendo as consequências de suas ações, a mais recente sendo a suspensão da OHL. Em uma nota divulgada pela liga júnior canadense, o defensor, que estava jogando pelo London Knights, foi suspenso por tempo indeterminado. A OHL informou que a decisão teve base no comportamento inadequado do jogador durante o seu tempo emprestado para o time sueco SK Lejon.

    Contudo, Logan poderá ser reintegrado ao time após o dia 1º de janeiro de 2022. Para isso, o jogador precisa solicitar o seu retorno à liga e o pedido será avaliado com base no seu comportamento e o tratamento seguido após o anúncio da suspensão.

    O jogador, que recebeu uma multa das autoridades suecas, foi condenado após ter relações sexuais com uma mulher, que, apesar de consensual, não teve o desfecho esperado. Isso porque Mailloux tirou e distribuiu uma foto de seu encontro sem o consentimento da vítima. 

    Após o acontecido chegar à mídia norte-americana, o jogador postou em suas redes sociais uma carta pedindo aos times que não o considerassem para o NHL Draft de 2021. Porém, a equipe canandense não levou em consideração o pedido do jogador e nem de seus torcedores. Assim, selecionou o defensor ainda no primeiro round do evento. Os Habs então passaram a receber diversas críticas dos fãs do esporte e até mesmo de Justin Trudeau, o Primeiro-Ministro do Canadá. 

    Após as críticas, tanto o proprietário do time Geoff Molson quanto o GM Marc Bergevin se pronunciaram em defesa do time de Montreal. O pronunciamento oficial informou que o time irá trabalhar na reabilitação do jogador e também em um programa de conscientização para jovens. Para ler a declaração completa do time em inglês, acesse aqui

    Logan Mailloux também foi convidado a não participar dos eventos destinados aos rookies nesta temporada.

    Foto: Reprodução / cbc.ca

  • Women’s Worlds: Canadá conquista o ouro no Mundial Feminino

    Women’s Worlds: Canadá conquista o ouro no Mundial Feminino

    Após mais de 20 dias, e confrontos com três grandes adversários, o Canadá se consagrou campeão do Mundial Feminino da IIHF de 2021, ao derrotar a equipe estadunidense na última terça-feira (31). 

    Desde o início do campeonato, o time canadense feminino mostrou, a partir de sua ótima campanha, que viria a ser um forte candidato à briga pelo título de campeão do mundo. Assim como a equipe estadunidense que, posteriormente, se tornou, um dos adversários mais desafiadores que o Canadá enfrentou durante o torneio.

    Com direito a overtime e gol de Marie-Philip Poulin, a partida na qual os times brigaram pelo ouro foi uma montanha russa de emoções. Por isso, continue lendo para saber mais sobre tudo que aconteceu na final do Women’s Worlds de 2021!

    Recapitulando o round preliminatório

    Além do destaque para o campeão e vice do torneio, a primeira rodada do torneio possibilitou ao fã do esporte a possibilidade de entrar em contato com grandes atuações por parte de times como Alemanha, Japão e República Checa, que saíram vitoriosos da maior parte dos jogos disputados. Destaque para as jogadoras do time checo, que venceram todas 4 partidas que concorrem na etapa. A equipe Finlandesa também apresentou grande desempenho, garantindo 2 grandes vitórias durante o round.

    Apesar da não classificação para a etapa de qualificatórias, o time da Hungria merece menção de honra. Mesmo com as derrotas, a equipe realizou um dos jogos mais produtivos da primeira etapa do campeonato, garantindo uma vitória de 5 a 1 contra a Dinamarca (que foi eliminada também na primeira etapa do torneio), sendo a primeira do time em um Women’s Worlds Hockey. No entanto, mesmo ocupando as últimas colocações, é possível notar um grande avanço nos times e perceber que irão apostar muitas de suas fichas nas olimpíadas de Beijing em 2022.

    Apesar da ocupação na última posição do ranking do torneio, o técnico da equipe dinamarquesa, Peter Elander, destacou que sente orgulho do desempenho da equipe durante grandes equipes como Alemanha e Japão em sua primeira participação no campeonato.

    “Em termos de classificação é decepcionante, mas você olha para a maneira como jogamos contra o Japão, o sexto time do mundo, e como jogamos e desafiamos a Alemanha. Achamos que já sentimos o cheiro de como é jogar aqui. As meninas têm muita vontade de melhorar e o primeiro torneio é sempre difícil. Por isso, pensamos que podemos melhorar nosso jogo já em novembro.”

    Peter Elander para o iihf.com

    As quartas de final

    Após grandes partidas no primeiro round da competição, os jogos das quartas de finais do Women’s Worlds Hockey foram marcados pelas grandes atuações dos favoritos do torneio – Estados Unidos e Canadá.

    Tendo como oponente o Japão, que havia feito ótimas partidas no round pré-eliminatório, os EUA acabou vencendo o jogo em um placar de 10 a 2 contra a equipe japonesa, com grandes atuações das jogadoras Alex Carpenter e Hilary Knight, provando que as chances de a equipe garantir a vitória do campeonato seriam grandes.

    O Canadá também se mostrou um forte adversário contra a Alemanha nas quartas de final, vencendo a partida por 7 a 0 e dominando a maior parte dos três períodos do jogo – com destaque para as jogadoras Natalie Spooner, Marie-Philip Poulin e Melodie Daoust que, além de marcarem a maior parte dos gols do jogo, também foram responsáveis por muitas assistências.

    Em contrapartida, os jogos entre o Comitê Olímpico Russo e Suíça, e também entre Finlândia e República Tcheca tiverem placares mais modestos. Estes que fizeram com as equipes Russa e Finlandesa avançassem para as semifinais para enfrentar as equipes norte-americanas.

    Futuramente, Finlândia e República Tcheca viriam a ser também eliminadas do torneio pelos EUA e Canadá, respectivamente. No entanto, assim como os demais times, mostraram grande desempenho ao longo das partidas e um pouquinho do estilo de jogo que poderemos esperar das equipes nas olimpíadas de inverno em 2022.

    Além disso é importante ressaltar que nenhuma das equipes que disputaram o torneio foi desclassificada dos jogos olímpicos, mesmo com a sua eliminação no Women’s Worlds. Portanto, poderemos acompanhar grandes jogos de hockey nas olímpiadas e também assistir ao desempenho de muitas das equipes que participaram do campeonato mundial feminino esse ano. 

    Forte candidato a conquista do Women’s Worlds

    Antes mesmo do início do campeonato mundial feminino, não era um mistério que, independente da equipe que o enfrentasse, o time canadense seria um forte candidato ao título. E, após derrotar a equipe alemã nas quartas e a Suíça nas semifinais (ambas partidas finalizadas com ótimos placares para o Canadá), já era quase um fato que as chances do time ser campeão mundial eram gigantescas.

    No entanto, o Canadá encontraria um grande empecilho na final: o time dos Estados Unidos. Com grandes nomes no elenco e performances excepcionais no gelo, os EUA também entraram no campeonato com grandes favoritos. Assim, vencer o Japão por 10 a 2 nas quartas de finais, somado a vitória de 3 a 0 contra o grande time da Finlândia, apenas concretizou este fato. Apesar do bom desempenho até o fim do torneio, era visível que o Canadá teria um adversário à altura para brigar pelo título no dia 31 de Agosto. 

    Sendo assim, isso se concretizou logo nos primeiros minutos do jogo da final, onde Alex Carpenter marcou o primeiro gol da partida para o time dos EUA e, em seguida, o segundo aos 12:35 minutos. 

    Mas após a grande dominância no primeiro round, o Canadá entrou na segunda etapa com maior força no jogo. E, como consequência, marcou o primeiro do time com Brianne Jenner, aos 4:13 do segundo, sendo seguida pela colega de equipe, Jamie Lee Rattray, cerca de dois minutos depois. Com isso, o time canadense empatou com os EUA e, por fim, o fã de hockey teve a oportunidade assistir um jogo equilibrado em que ambas as equipes poderiam sair vitoriosas, aumentando ainda mais as expectativas.

    Time Candense é o novo campeão do Women’s Worlds 2021

    Mesmo com as diversas tentativas de gol por parte de ambos os times, o terceiro tempo foi finalizado sem maiores jogadas, fazendo com que a partida se estendesse para uma decisão em overtime, deixando tudo ainda mais contagiante.

    Dessa forma, a decisão final acabou não demorando muito para se concretizar. Após 7 minutos de jogadas a gol de ambos os lados, foi Marie-Philip Poulin quem marcou o gol que trouxe a vitória do campeonato ao Canadá, tendo assistências de Brianne Jenner e Jocelyne Larocque. Com o apito final em Calgary, e após uma trajetória vitoriosa no torneio, o time Canadense Feminino se consagrou o campeão do IIHF Women ‘s World Hockey 2021.

    A partir disso, a equipe garante sua 11ª medalha de ouro no campeonato, sendo a primeira desde a edição de 2012 do torneio. Um feito e tanto! 

    Com a vitória do campeonato pelo Canadá e vice-liderança dos EUA, o restante da colocação entre os times participantes do Women’s Worlds Hockey se deu da seguinte forma:

    Classificação final do Women’s Worlds Hockey. Foto: Reprodução/iihf.com

    Em relação às jogadoras que se destacaram, a organização do campeonato definiu Melodie Daoust, do Canadá,  como a MVP e melhor atacante do torneio. Também juntam-se a ela Anni Keisala, da Finlândia, como melhor goleira, e Lee Stecklein, dos EUA, como melhor defensora.

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    O Women’s Worlds Hockey trouxe diversas performances destaques por parte de muitas equipes, muitas conhecidas e outras que estavam fazendo suas estreias – como no caso da Hungria.

    Mesmo com a derrota na primeira etapa do campeonato, é possível que possamos ver maior desempenho da equipe húngara durante as olimpíadas. A Dinamarca também é um grande exemplo – tanto as jogadoras quanto o técnico da equipe afirmaram que o time irá utilizar os meses restantes para os jogos olímpicos com o intuito de desenvolver as jogadoras para que, assim, elas possam competir de igual para igual com grandes nomes do hockey mundial, como Estados Unidos, Canadá e Finlândia.

    Suíça e Japão também foram equipes que mostraram que o time está preparado para o desafio das olimpíadas e que a derrota no World’s servirá como motivação para alcançar uma medalha de ouro. Como o hockey é um esporte bastante improvável em termos de resultados, é possível que equipes que ocuparam posições mais abaixo na tabela venham a se destacar.

    No entanto, é impossível negar o favoritismo de times como Canadá e Estados Unidos. Além de contarem com algumas das melhores jogadoras do mundo atualmente, ambas as equipes contam com diversos recursos que tornarão o seu bom desempenho favorável nos jogos olímpicos, além do fator principal: os anos de experiência.

    Portanto, independente dos times presentes na competição, uma coisa é certa: os times norte-americanos são grandes adversários e continuarão buscando pela estadia no pódio.

    Para nós, o que resta é esperar a próxima edição para, assim, acompanhar novamente mulheres incríveis fazendo sucesso e história no gelo. E falando na próxima edição: qual time vocês acreditam que será o próximo campeão do campeonato? Conta para a gente nos comentários!