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  • Retrospectiva 2019

    Retrospectiva 2019

    Em um ano muita coisa acontece. No mundo do hockey não é diferente. Apesar de um calendário recheado de jogos, surpresas sempre estão presentes no esporte. O ano de 2019 nos apresentou confrontos clássicos, como os tradicionais jogos ao ar livre, mas também foi um ano que nos surpreendeu, cheio de polêmicas que levou ao que talvez seja um início de mudanças na forma de se enxergar o esporte. O ano também contou com fortes emoções não somente para o público mas também para os jogadores e jogadoras. O hockey feminino escolheu 2019 para ser o marco do início de uma luta que está apenas começando. Entre notícias dos mais diversos tipos, o NHeLas selecionou os principais fatos para relembrar com nossos leitores nesta retrospectiva.

    Janeiro

    01/01: Como de costume, o ano começou com o Winter Classic, desta vez a partida foi entre o Boston Bruins e Chicago Blackhawks. O evento que aconteceu na University of Notre Dame, em South Bend, Indiana, contou com 76 mil pessoas, a segunda maior marca de público em um Winter Classic. A partida terminou com a vitória do Bruins por 4 a 2.

    Winter Classic 2019 (Foto: Reprodução/nhl.com)

    11/01: O jogador do Boston Bruins, Rick Nash anuncia sua aposentadoria após 11 jogos com o time. A decisão foi tomada junto a equipe médica após complicações e sintomas de uma lesão causada em março de 2018.  

    16/01: O Dallas Stars em conjunto com a ONG Make a Wish realizaram o sonho de Anderson McDuffie de conhecer o time. O garoto de 10 anos que nasceu com uma doença cardíaca e já havia passado por duas cirurgias, ganhou uma experiência completa com direito a uma partida contra os Stars e entrevista pós-jogo. 

    24/01 a 27/01: O All-Star Games sediado na arena do Sharks na cidade de San Jose, Califórnia, entrou para a história após contar pela primeira vez com a participação de jogadoras femininas. As medalhistas Kendall Coyne Schofield e Brianna Decker participaram do concurso de habilidades. Enquanto no dia 26 aconteceu os jogos entre as divisões que teve como grande campeã a Divisão Metropolitana e o jogador Sidney Crosby nomeado como MVP. 

    25/01: O comissário da NHL Gary Bettman anuncia microchip nas camisas dos jogadores e nos pucks para rastreamento em tempo real. A tecnologia já vem sendo testada desde 2013 em alguns jogos de hockey.  

    Fevereiro

    12/02 a 17/02: A Rivalry Series abriu a semana do Hockey Week Across America. O torneio foi disputado entre as seleções femininas do Canadá e do EUA e contou com apoio da NHL que autorizou o uso das arenas do Detroit Red Wings e Toronto Maple Leafs. A série que é disputada por melhor de três teve como campeã a seleção canadense por 2 jogos a 1.

    16/02: O comentarista Don Cherry em seu programa critica as famosas “storm surge” do Carolina Hurricanes chamando os jogadores de Canes de “buch of jerks” (em tradução literal “bando de idiotas”). Após o programa ir ao ar, o time decidiu então transformar a crítica em uma marca. Agora, além de manter a tradição de comemorar as vitórias em casa, o time também vende camisas personalizadas com a frase. 

    Março

    31/03: A CWHL anuncia o fim da Liga a partir do dia primeiro de maio após sofrer dificuldades de se manter financeiramente nas últimas temporadas. 

    Abril

    24/04: Chega ao fim o primeiro round dos playoffs. Os jogos surpreenderam e colocaram um fim em muitos brackets dos fãs. Com algumas “varridas” os times Tampa Bay, Maple Leafs, Capitals, Penguins, Predators, Winnipeg, Flames e Vegas se despediram da primeira fase dos playoffs.  

    Maio

    10/05 a 26/05: O IIHF World Championship aconteceu na Eslováquia. Num acontecimento inédito onde grandes nomes da NHL participaram o torneio premiou como campeã a seleção da Finlândia.

    Finlândia conquista o ouro
    Seleção Finlandesa (Foto: Reprodução/iihf.com)

    16/05: Boston Bruins “varre” o Carolina Hurricanes nas semifinais e se torna campeão da Conferência Leste. Assim conquistando o troféu Prince of Whales e avançando para a final dos playoffs.

    20/05: Após reviravoltas no mundo do hockey feminino, as jogadoras se uniram e anunciaram a criação do PWHPA. A associação feminina que visa melhores condições de trabalho para as jogadoras e dando início a uma nova era no hockey feminino. 

    21/05: Depois de 49 anos sem ir para uma final da Stanley Cup. Os Blues vencem os Sharks por 5 a 1 num jogo 6. Assim se tornando o campeão da Conferência Oeste

    Junho

    08/06: A AHL chega ao último jogo dos playoffs da Calder Cup. A final que foi disputada entre Charlotte Checkers e Chicago Wolves, teve pela primeira vez na história da Liga os Checkers como grande campeão da temporada.

    12/06: Após iniciar o ano como o último time da tabela, o St. Louis Blues conquista a sua primeira Stanley Cup na história da franquia ao ganhar do Boston Bruins no jogo 7 por 4 a 1.

    St. Louis Blues posa com a Stanley Cup em jogo da vitória (Foto: Reprodução/nhl.com)

    19/06: A NHL premia seus jogadores em cerimônia realizada em Las Vegas. O NHL Awards premiou seus principais jogadores pela temporada regular. Entre eles o center do Vancouver Canucks, Elias Pettersson como o rookie do ano. 

    21/06: Após erros na arbitragem durante os playoffs, a NHL anuncia mudanças nas regras para a nova temporada.

    21/06: O primeiro round do Draft 2019 da NHL aconteceu em Vancouver. Os jogadores Jack Hughes (New Jersey Devils), Kaapo Kakko (New York Rangers) e Kirby Dach (Chicago Blackhawks) foram selecionados dando um fim às especulações. Posteriormente, os três jogadores assinaram com seus times e já participam de sua primeira temporada pela NHL.

    Kirb Dach, Jack Hughes e Kaako Kappo (Foto: Reprodução/nhl.com)

    22/06: O Leafs precisando liberar cap salarial optou por trocar o jogador Patrick Marleau com o Carolina Hurricanes. No entanto, o jogador preferiu não permanecer no time e Canes decidiu comprar o ano restante do contrato de Marleau. Dessa forma, liberou o jogador para o time de sua escolha. Posteriormente os Sharks anunciaram contrato de um ano com Patrick.

    26/06: O jogador Roberto Luongo anunciou a sua aposentadoria após 19 temporadas na NHL. Posteriormente o Florida Panthers, time pelo qual atuava como goleiro, anunciou que irá aposentar o número do jogador no dia 07 de março de 2020. Assim, o time da Flórida tornou  Luongo o primeiro jogador a ter seu número aposentado pela equipe. 

    Julho

    01/07: O primeiro dia de free agency trouxe surpresas com grandes nomes sendo trocados. Jogadores como Matt Duchene, Artemi Panarin, Anders Lee e Phil Kessel disseram adeus ao seu antigo lar e deram início a uma nova etapa na carreira. Enquanto isso o forward Sebastian Aho assinou uma extensão de cinco anos com o Canes após uma oferta de offer sheet do Montreal Canediens.

    02/07: A medalhista americana, Amanda Kessel foi convidada pelo New York Rangers a atuar como embaixadora do Junior Rangers Girls Hockey A iniciativa do time em prol do hockey feminino para crianças. 

    15/07: Brasil fica em 11º lugar com hockey inline na segunda edição do World Roller Games. A competição é considerada uma olimpíada dos esportes sobre patins e skateboarding. O evento aconteceu na cidade de Barcelona, Espanha.

    Time brasileiro de hockey inline no World Roller Games
    Seleção Brasileira de Hockey Inline (Foto: Reprodução/facebook.com/HockeyInlineCBHP)

    18/07: No final de 2018 a NHL anunciou uma equipe de expansão em Seattle para a temporada 2020-21. Com isso, esse ano a equipe começou seus preparativos para o nascimento do novo time. Um desses preparativos foi a nomeação de Ron Francis como GM da franquia que ainda não possui nome.  

    29/07: O Arizona Coyotes entra para história ao ser o primeiro time da NHL a ter um hispânico como proprietário majoritario. O empresário Alex Meruelo comprou o time e deu início às grandes mudanças que o time sofreria na temporada.

    31/07: O Calgary Flames anuncia construção de nova arena. Entretanto, o novo espaço só deve ficar pronto para a temporada 2024-25. 

    Agosto

    08/08: Após o Flames, foi a vez do New York Islanders anunciar a criação de uma nova arena em parceria com o New York Mets. A previsão é que a arena fique pronta para a temporada 2021-22.

    10/08: Condecorado como embaixador da NHL na China, o russo Alex Ovechkin passou uma semana no país como uma forma de promover o esporte entre as crianças. O jogador ainda aproveitou e passou pela capital.

    14/08: As jogadoras da seleção sueca de hockey boicotaram a participação no training camp e anunciaram que não participaram do torneio das 5 Nações. Essa ação foi uma forma de protesto junto à criação do movimento #FörFramtiden para reivindicar melhores condições de trabalho para as mulheres no esporte.

    23/08: O jogador Yevgeny Kuznetsov do Washington Capitals foi suspenso por quatro anos pela IIHF após violação do código antidoping mundial. No entanto a substância ilícita presente em seu exame não consta como violação na NHL e portanto o jogador não foi suspenso na Liga.  

    24/08 e 25/08: A equipe Amparo No Limits vence o Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino, que aconteceu em São Paulo. Além do primeiro lugar com seu time, a jogadora Lea Villagra, recebeu também os prêmios de MVP, artilheira e assistente.

    Equipe do interior de São Paulo é campeã no Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino
    Equipe Amparo No Limits campeã do campeonato brasileiro de hockey inline feminino

    28/08: O goleiro Cam Ward assinou um contrato de apenas um dia para que pudesse se aposentar no time em que foi draftado, o Carolina Hurricanes. 

    28/08: O PWHPA anuncia a Dream Gap Tour, uma turnê realizada pelas cidades do Canadá e EUA com intuito de promover o hockey feminino.  

    Setembro

    06/09: NHL anuncia quatro mulheres para atuarem como árbitras e assistentes de arbitragem no Exposure Combine 2019. 

    06/09 a 08/09: A seleção brasileira de hockey no gelo participou da Latam Cup 2019 que foi sediado na Flórida, EUA. O campeonato é uma forma de promover o esporte na América Latina e Caribe.

    Equipe brasileira de hockey no gelo
    Seleção Brasileira de hockey no gelo (Foto: Reprodução/@brazilicehockey)

    13/09: Após mais de um ano de especulações, o winger Mitch Marner assinou uma extensão de contrato com o Maple Leafs. O jogador irá permanecer no time por mais seis temporadas. 

    Outubro

    04/10: Chicago Blackhawks e Philadelphia Flyers disputaram partida que fez parte do Global Series. Em uma parceria da NHL com a Live Nation Sweden, o primeiro jogo da temporada para ambos os times aconteceu em Praga na República Tcheca. Os Flyers que haviam sido nomeados o time da casa foi o ganhador da noite por 4-3 e um total de 28 defesas do goleiro Carter Hart

    05/10 e 06/10: Com mais de 400 eventos em 40 países, a IIHF promove o World Girls’ Ice Hockey Weekend com o intuito de promover o hockey entre mulheres de todas as idades. 

    26/10: A cidade de Regina em Saskatchewan no Canadá ficou responsável por receber a quinta edição do Heritage Classic. Desta vez os times selecionados foram Winnipeg Jets e Calgary Flames, sendo esta a primeira vez que o evento foi realizado em território neutro.

    29/10:  O forward do Carolina Hurricanes, Andrei Svechnikov entra para a história da NHL ao marcar um gol no estilo de lacrosse pela primeira vez na Liga. O jovem jogador que tem brilhado no gelo, chegou a repetir o feito em dezembro assim levantando brincadeiras de substituírem o nome do gol de “The Michigan” para “The Svech”. 

    Novembro

    08/11 e 09/11: A segunda parte dos jogos do Global Series aconteceu em Estocolmo, na Suécia. Desta vez os times selecionados foram Buffalo Sabres e Tampa Bay Lightning. Em duas partidas acirradas, o time de Tampa foi o grande vencedor ao ganhar os dois jogos da disputa.

    11/11: No dia 09 de novembro o até então comentarista Don Cherry fez comentários xenofóbicos durante seu programa Coach’s Corner da SportsNet. Essa não sendo a primeira vez que Cherry fazia comentários preconceituosos em seu programa. Após inúmeras críticas por parte do público a emissora, por fim, decidiu demitir o comentarista e consequentemente colocar um fim ao seu legado de 40 anos no programa. 

    15/11 a 18/11: O mês de novembro foi marcado pelo Induction Weekend 2019, o evento promovido pelo Hockey Hall of Fame para a apresentação dos novos membros. O fim de semana contou com várias festividades, entre elas o legends classic e o evento de gala com homenagens para os novos membros. Esse ano os homenageados foram: Guy Carbonneau, Vaclav Nedomansky, Hayley Wickenheiser, Sergei Zubov, Jim Rutherford e Jerry York. 

    20/11: Mike Babcock que até então era técnico do Toronto Maple Leafs foi demitido sob o pretexto das derrotas que o time vinha sofrendo. Posteriormente, veio ao conhecimento do público a confirmação de um boato que já rondava o time e as inúmeras reclamações de falta de ética de Babcock. A demissão de Mike foi a primeira para as inúmeras demissões de técnicos que aconteceriam nas próximas semanas.

    29/11: Após alegações de insultos raciais e abuso físico do técnico Bill Peters, o Calgary Flames em conjunto com a NHL inicia investigação para averiguar as declarações. Com isso, o até então técnico do Flames renuncia ao cargo e Geoff Ward, que já atuava como técnico interino devido às investigações, permanece no cargo.

    Dezembro

    03/12: Mesmo após recrutar P.K. Subban e Nikita Gusev na intertemporada o New Jersey Devils teve um péssimo início de temporada e decidiu demitir o técnico John Hynes. Em seguida nomeou Alain Nasreddine como técnico interino e Peter Horachek como técnico assistente.

    03/12: Após usar sua conta pessoal no twitter para denunciar abusos sofridos pelo ex-técnico Bill Peters. O ex-jogador Akim Aliu se reuniu com o comissionário da NHL, Gerry Bettman para discutir suas alegações e mudanças na Liga.

    10/12: O torneio da CHL finaliza suas quartas de finais. Os times Mountfield HK, Djurgården Stockholm, Luleå Hockey e Frölunda Indians avançam para as semifinais marcada em janeiro de 2020.

    10/12: Pegando todos de surpresa, incluindo seus jogadores, o Dallas Stars demite seu técnico Jim Montgomery. Sem entrar em detalhes em seu comunicado o time informou que o técnico estava sendo desligado por conduta antiprofissional. 

    11/12: O San Jose Sharks decide demitir equipe técnica após diversas derrotas. Como resultado o técnico Peter DeBoer, e os assistentes Steve Spott, Johan Hedberg e Dave Barr dizem adeus ao time. 

    13/12: Foi anunciado pelo Philadelphia Flyers que Oskar Lindblom tinha sido diagnosticado com Sarcoma de Ewing, um tipo de câncer nos ossos. Neste dia a comunidade do hockey mostrou que muito mais do que um esporte quando os times e jogadores mostraram seu apoio ao jovem de 23 anos. A hashtag #OskarStrong então foi criada como uma forma de homenagear o jogador e promover doações em favor da pesquisa da doença.  

    16/12: As especulações sobre o destino de Taylor Hall chegam ao fim. O New Jersey Devils troca o winger com o Arizona Coyotes, uma mudança muito bem vinda pelo jogador. 

    Editorial

    Oi fãs!

    O ano de 2019 não foi para os fracos de coração. Sem dúvidas crescemos junto com o esporte, vimos jovens jogadores realizarem seus sonhos e grandes lendas se aposentarem. Conhecemos uma nova geração que vem mostrando uma forma diferente de lidar com o esporte, uma mídia mais atenta aos bastidores do esporte que pretende não mais esconder casos de abusos com seus atletas. Afinal, o que seria do hockey que se não fosse pelos jogadores? 

    A equipe NHeLas também cresceu em 2019. Novas meninas se juntaram a este trabalho que é levar o hockey para os quatro cantos do Brasil ( e por que não também do mundo, afinal, nós somos ambiciosas!) Foi um ano de muito trabalho, mas que cada minuto foi recompensado por saber que temos vocês, leitores, que nos apoiam e incentivam a não desistir deste projeto. O NHeLas esteve inloco para cobrir o Campeonato Brasileiro de Hockey Inline Feminino, também estivemos em jogos da NHL com nossas correspondentes nos Estados Unidos e Canadá. Levamos projetos há muito tempo sonhados adiante. Escrevemos sobre NHL, mas também apoiamos as jogadoras que tanto batalham para terem seu trabalho e dedicação reconhecido. Acompanhamos campeonatos mundiais para levarmos a vocês, leitores, desempenhos de grandes lendas mas também de jogadores que ainda não estrearam na Liga. 

    Foram muitos dias e noites discutindo, pensando, planejando e escrevendo para que o melhor conteúdo estivesse disponível para vocês. Mas, também foram muitas horas de sonhos. Muitas ideias, muitos projetos, muitas ações que estamos apenas começando a trabalhar para produzirmos um conteúdo ainda mais especializado pensando nos nossos leitores mais antigos mas também naqueles que só agora estão conhecendo o esporte. A gente promete que hockey pode ser um pouco confuso no início, mas quando se descobre este universo, é uma comunidade que está de braços abertos para lhe receber. Com o NHeLas, não somos diferentes! 

    Sendo assim, a equipe NHeLas deseja a todos um excelente ano novo! Que 2020 venha com novos sonhos, novas ideias e muito hockey. Estaremos aqui mais uma vez para levarmos a vocês todas as notícias sobre o esporte que tanto amamos. Feliz 2020!  

  • Sabres e Lightning jogam Global Series na Suécia

    Sabres e Lightning jogam Global Series na Suécia

    Nesta sexta-feira (08), Buffalo Sabres e Tampa Bay Lightning disputaram a primeira partida pela Global Series que, este ano, acontece na cidade de Estocolmo, na Suécia. Deste modo, os dois jogos serão os de número 12º e 13º da temporada regular da NHL que foram disputados na Suécia. Dessa forma, também se tornaram o 11º e o 12º jogos, de times da NHL, disputados no Ericsson Globe, em Estocolmo.

    O projeto visa aproximação da Liga com os fãs internacionais. No começo de outubro, Chicago Blackhawks e Philadelphia Flyers jogaram em Praga, na República Tcheca. Além disso, a Global Series serve como uma forma dos próprios jogadores europeus se sentirem em casa.

    Vale notar que no Sabres, o defensor Rasmus Dahlin, os forwards Marcus Johansson, Victor Olofsson, Johan Larsson e o goleiro Linus Ullmark são da Suécia. Já no Tampa, apenas Victor Hedman é de origem sueca.

    Lightning 3, Sabres 2

    O começo da temporada 19-20 do Tampa Bay Lightning não começou bem. O time, que ganhou o Presidents’ Trophy na temporada passada, possuía um recorde de 7-5-2, contra 9-5-2 do Sabres.

    Porém, contra o Buffalo, foi possível ver um time bem mais organizado e efetivo: o gol veio no primeiro período, aos 03:19. Em uma jogada com Brayden Point, Nikita Kucherov disparou para as redes de Linus Ullmark e abriu o placar para Tampa.

    Aos 16:14, Alex Killorn fez o segundo gol dos Bolts. Entretanto, quem foi ovacionado pelo público foi Victor Hedman, autor da assistência do gol e nativo da cidade de Ornskoldsvik, na Suécia.

    Tampa Bay cometeu poucos erros no gelo enquanto Sabres deixava passes importantes incompletos, perdendo jogadas importantes e dando assim, a oportunidade de contra-ataques para os Bolts.

    Contudo, quando faltavam 4:17 para o término do primeiro período, Sam Reinhart descontou para os Sabres. O gol inicialmente foi anulado por ter se originado de um lance de high sticking, mas essa decisão mudou após uma revisão de vídeo.

    Vladimir Sobotka, jogador do Sabres, teve de ser retirado do rinque por conta de uma lesão no quadril, após colidir com Kucherov.

    Após o gol de Reinhart, Sabres cresceram no jogo, oferecendo perigo a Andrei Vasilevskiy sempre que podiam. Mesmo assim, Yanni Gourde ampliou o placar para o time de Tampa aos 07:45 do terceiro período.

    Mas Sam Reinhart fez o segundo gol dos Sabres aos 11:30 do terceiro período. Nos últimos dez minutos de jogo, o time de Buffalo conseguiu se sobressair no gelo, mas não foi o suficiente para levar o confronto para o overtime.

    Enfim, o jogo terminou, com um placar apertado de 3-2. Andrei Vasilevskiy fez 20 defesas dos 22 de Buffalo enquanto Linus Ullmark completou 31 defesas, contra 34 shots de Tampa. Apesar do resultado, os Sabres têm a chance de ganhar a segunda partida, neste sábado (09), às 15:00 horas.

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Reunião sobre o CBA traz novidades sobre possível lockout

    Reunião sobre o CBA traz novidades sobre possível lockout

    Com a duração do atual CBA (Collective Bargaining Agreement, o acordo coletivo da liga) chegando o fim, surge a possibilidade de um novo lockout. Ocorre que, desde que a liga e a NHLPA (NHL Players’ Association, o sindicato dos jogadores) entrem em um acordo, a paralisação não precisa acontecer. Para que isso ocorra, as duas partes se reúnem com o objetivo de chegar a um consenso sobre as exigências de cada classe. 

    Desta forma, nesta quarta-feira (04) em Chicago, onde está sendo realizado o Media Day da NHL, ocorreu uma reunião com cerca de 50 jogadores e os representantes da NHLPA. Na semana passada a liga teve sua primeira oportunidade de abrir mão do atual CBA, o que não aconteceu, e no próximo dia 15 será a vez dos jogadores. Caso isso aconteça, poderemos ter indícios de que haverá, de fato, um paralisação. 

    O que os jogadores querem?

    Entre as reivindicações, temos a participação dos atletas nas Olimpíadas, já que no ano passado eles foram impedidos de competir nos Jogos de PyeongChang 2018 . Além disso, requerem melhorias nas questões relacionadas à saúde, aposentadoria e possíveis reformas na forma como o segundo contrato profissional é estruturado. 

    A maior de todas, entretanto, é o escrow (garantia, em tradução livre). Isto se trata de um dispositivo contratual presente no CBA que faz com que os atletas recebam de fato apenas 87,5% do seu salário. Os 12,5% restantes vão para a liga, com finalidade de equalizar as receitas em 50-50 para os jogadores e donos, para garantir que a divisão seja igualitária. Para que este dispositivo seja retirado, seria necessário instituir uma luxury tax, implicando em valores diferentes para mercados diferentes. Tal hipótese é improvável.

    Quais são os próximos passos?

    Haverá uma nova reunião na sexta-feira (06) em Nova York, mas a data chave para a NHLPA abrir as negociações para um novo CBA e potencializar um lockout é 15 de setembro. Caso isto ocorra, a paralisação da liga no próximo ano será iminente.

    Iremos atualizar esta reportagem assim que mais informações forem disponibilizadas.

    (Foto: NHLPA.com/Reprodução)

  • Como funciona a unrestricted free agency na NHL?

    Como funciona a unrestricted free agency na NHL?

    Enquanto o Canadá tem o seu maior feriado nacional, a NHL tem uma das datas mais importantes da off-season. Com o período de negociações já aberto, os unrestricted free agents podem assinar contratos no Canada Day. É estabelecido o horário do meio-dia (horário de Nova York) do dia 1º de Julho para a abertura da janela. Até lá, os atletas são livres para renovarem com as equipes que detém seus direitos. 

    O conceito não veio do hockey, do basquete ou do futebol americano, e sim do baseball. O direito à escolha de onde iria jogar foi conquistado pelos jogadores da Major League Baseball (MLB) em 1976. Para adquirir este direito, os atletas tiveram que buscar a via judicial. Assim, eles ingressavam em uma batalha legal contra os donos dos clubes onde jogavam. O pioneiro foi Curt Flood, três vezes All-Star pelo St. Louis Cardinals, e center fielder habilidoso que ajudou sua equipe a conquistar o World Series duas vezes. 

    A origem da free agency

    Em 1969 a MLB ainda tinha a chamada reserve clause. Ela fazia com que o clube tivesse os direitos sobre o atleta que draftou até que decidisse transferir o atleta ou dispensá-lo. Além de ter o poder de trocar, liberar, enviar para os minors ou vender os direitos do jogador para outro clube, sem consultá-lo, essa regra não permitia que o atleta assinasse com um novo clube quando seu contrato expirasse. Isso deixava os jogadores à mercê das vontades dos donos. 

    Quando Flood foi trocado para o Philadelphia Phillies, ele se recusou a se apresentar ao clube. O caso chegou à Suprema Corte dos Estados Unidos, que determinou que embora ele teria o direito de escolher onde jogar, a cláusula em questão não era ilegal. Além disso, afirmaram que a única forma de adquirir o direito seria lei ou por um acordo coletivo. 

    Depois desta decisão, o sindicato dos jogadores de baseball e donos dos clubes chegaram em um acordo para incluir a arbitragem como forma de resolução de disputas. Assim, em 1975, durante uma sessão de arbitragem, Peter Seitz decidiu que todo jogador após um ano sem contrato poderia se tornar um free agent. No ano seguinte, o acordo coletivo da MLB foi emendado para incluir a previsão de que um atleta que jogou seis temporadas teria esse direito.

    Unrestricted free agency na NHL

    Os jogadores só adquiriram a possibilidade de se tornarem free agents com o acordo coletivo de 1995. Entretanto, no último acordo temos a figura do unrestricted free agent (UFA). Ele é aquele que, após anos de experiência profissional, pode escolher para qual clube jogar quando seu contrato expirar.

    Existem quatro  tipos de UFAs na NHL: grupo 3, grupo 5, grupo 6 e UFA em decorrência do draft.

    Grupo 3Jogadores com sete temporadas de experiência profissional ou pelo menos 27 anos de idade quando seu contrato expirar
    Grupo 5Jogadores com 10 ou mais temporadas profissionais, que em seu último ano de salário ganhou menos do que a média sala rial na Liga, caso não tenha virado free agent antes
    Grupo 6 Jogador com 25 ou mais anos, com três de experiência profissional, mas que jogou menos de 80 jogos na NHL (caso for atacante ou defensor) ou menos de 28 jogos na NHL (caso for goleiro)
    UFA em decorrência do draftCaso o jogador não seja mais elegível para o próximo draft e não estiver na lista reserva de algum clube, ele se tornará um UFA

    Embora o acordo coletivo preveja essas várias situações, a forma mais comum de se chegar à unrestricted free agency na NHL é como um jogador do grupo 3. Assim, por seu contrato se encerrar no dia 30 de junho, ele estará livre para assinar um novo contrato com o clube que desejar no dia 1º de Julho. Por coincidir com o feriado de maior repercussão no país, o Canadá volta suas atenções para o frenesi de contratações quando a janela se abre. 

    Em quem ficar de olho nesta segunda-feira

    ARTEMI PANARIN, LW, COLUMBUS BLUE JACKETS/RÚSSIA

    Não é nenhum segredo que o russo iria embora de Ohio ao final de seu contrato, mesmo após a temporada histórica dos Jackets. As maiores apostas para o destino do ganhador do Calder de 2016 são as equipes de Nova York (Rangers e Islanders) e o Florida Panthers, que teriam espaço no cap para o valor pedido por ele. Em 332 jogos na NHL, Panarin tem 116 gols e 204 assistências.

    JOE PAVELSKI, C, SAN JOSE SHARKS/EUA

    Quando começou-se a especular que o capitão dos Sharks deixaria San José, muito se perguntou se não tratava apenas de rumores infundados. Entretanto, Pavelski se reuniu com a equipe do Dallas Stars e do Tampa Bay Lightning, mas parece estar mais próximo da equipe do Texas. O veterano tem 963 jogos, com 355 gols e 406 assistências, todos pela equipe da Califórnia. 

    MATT DUCHENE, C, COLUMBUS BLUE JACKETS/CANADÁ

    O center canadense foi trocado para Columbus em uma trade deadline agitada, e até demonstrou estar disposto a ficar por lá. Todavia, atualmente os dois clubes que estão na frente para assinar com ele são Montreal e Nashville. Em 727 jogos, o canadense tem 232 gols e 315 assistências. 

    ANDERS LEE, LW, NEW YORK ISLANDERS/EUA

    Lee foi um crítico da saída de Tavares da equipe, mas pode ser que siga o mesmo caminho. O capitão dos Isles tem 152 gols e 106 assistências em 425 partidas. As equipes no páreo são Colorado Avalanche, Minnesota Wild, Chicago Blackhawks e, claro, o próprio New York Islanders.

    SERGEI BOBROVSKY, G, COLUMBUS BLUE JACKETS/RÚSSIA

    Não é novidade que Bob estava infeliz em Columbus, tendo inclusive sido punido por indisciplina. O goleiro russo, que já ganhou o Vezina, deve assinar com o Florida Panthers amanhã. Após o anúncio da aposentadoria de Luongo e da troca de James Reimer, podemos cravar que ele será o arqueiro da equipe na próxima temporada. Em 457 jogos, o russo tem uma porcentagem de defesa de .919, uma média de 2.42 gols sofridos por partida e 33 shutouts. 

    Com a extensão de Karlsson assinada, os outros defensores no mercado definitivamente serão beneficiados, especialmente os destros.

    TYLER MYERS, D, WINNIPEG JETS/CANADÁ

    O canadense é grande e destro, dois atributos que são muito visados em defensores. Entretanto, o fato de ter 29 anos e buscar um contrato de sete, podem dissuadir clubes de tentar assiná-lo. Isso porque o custo benefício a partir do meio do contrato pode ser um empecilho devido ao salary cap.

    JAKE GARDINER, D, TORONTO MAPLE LEAFS/EUA

    Embora o defensor tenha tido problemas de saúde por uma lesão nas costas, ele ainda é uma commodity no mercado. Gardiner tem 245 pontos em 551 jogos, e foi peça importante na reconstrução do Toronto Maple Leafs. 

    Além disso, jogadores como Mats Zuccarello, Corey Perry e Gustav Nyquist, todos UFAs, possivelmente terão novas casas amanhã. Não quer perder nenhuma novidade? Se liga na cobertura do NHeLas no Twitter e no Instagram amanhã (01) a partir das 13h!

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Os principais RFAs e UFAs de 2019-2020

    Os principais RFAs e UFAs de 2019-2020

    RFAs sempre dão o que falar. No primeiro post sobre isso e como funcionam os contratos dos jogadores da NHL, explicamos justamente quem são eles. Agora, retomamos a série listando os principais RFAs que garantem agitar essa off-season. De quebra, damos uma lista sobre os principais UFAs.

    Brayden Point – Tampa Bay Lightning

    Reprodução nhl.com

    Primeiramente, temos central canadense Brayden Point. Considerado um dos principais nomes, não é pra menos: em seu terceiro ano como jogador da NHL, Point terminou a temporada com 41 gols, 51 assists e 92 pontos, o terceiro maior de seu time. Uma renovação poderia acontecer, porém o cap space do Lightning é muito pequeno. Com um elenco vasto, cheio de estrelas e jogadores promissores, Point logo foi especulado pelo New York Rangers. Além disso, até mesmo o foi pelo Detroit Red Wings, onde Steve Yzerman (antigo gerente geral dos Bolts) agora trabalha.

    Mitchell Marner – Toronto Maple Leafs

    Reprodução nhl.com

    Em segundo lugar, está o centro/ala direita Mitchell Marner, que não fica atrás. Com 94 pontos, liderando o ranking de pontos da temporada 2018-2019 dos Leafs, o canadense com certeza deveria ser uma prioridade. Porém, o time de Toronto possui muitos outros talentos jovens, o que dificultaria demais a renovação. O New York Islanders, por outro lado, já deu sinal de interesse por ele. Entretanto, nada está confirmado, já que o time nova iorquino precisa também focar em outros departamentos.

    Sebastian Aho – Carolina Hurricanes

    Reprodução nhl.com

    O centro finlandês Aho foi fundamental nos playoffs para os Canes, tendo cinco gols e sete assists. Em seu terceiro ano jogando profissionalmente, Aho já tem quase 200 pontos. Suas maiores características são a alta precisão, pensamento rápido e boa química com outros jogadores nos rinques. Com isso, ele alcançou 30 gols e 83 pontos nas temporadas regulares. Porém, ao contrário dos jogadores citados, ele parece estar inclinado a ficar, já que os Canes não possuem um salary cap tão apertado.

    Matthew Tkachuk – Calgary Flames

    Reprodução nhl.com

    Apesar da curta passagem nos playoffs da Stanley Cup, Matthew Tkachuk já estava tendo muito destaque nos Flames, desde o começo da temporada 2018-2019. Liderando o terceiro lugar de gols feitos, ficando atrás somente de Johnny Gaudreau e Sean Monahan, o jovem jogador americano é rápido e habilidoso com o puck, característica marcante do time canadense. Portanto, há prioridade em seu contrato e, ao que tudo indicada, já está encaminhado. Brad Treliving, o general manager dos Flames, assegurou que faria com que Tkachuk se tornasse o jogador mais bem pago do time.

    Mikko Rantanen – Colorado Avalanche

    Reprodução nhl.com

    Enfim, Mikko Rantanen, que brilhou nos playoffs desse ano. Liderou a pontuação (14) e ficou em segundo lugar nas pontuações da temporada regular, com 87, atrás somente da estrela Nathan MacKinnon. Apesar de que manter duas estrelas possa custar muito ao salary cap dos Avs, o general manager Joe Sakic disse que isso não é um problema. Afirmou que possivelmente o jogador irá renovar em breve com o time, podendo ultrapassar o salário de seu colega MacKinnon.

    Unrestricted Free Agents

    Por fim, em breve traremos outro texto onde explicaremos do que se tratam os Unrestricted Free Agents e como funcionam. Diferente dos RFAs, os jogadores na condição de UFAs, em resumo, podem escolher para onde ir livremente. Por isso, os principais UFAs dessa temporada são:

    1. Erik Karlsson, defensor que não teve boa fase no San Jose Sharks
    2. Artemi Panarin, ala do Columbus Blue Jackets
    3. Sergei Bobrovsky, goleiro de destaque nos playoffs do Columbus Blue Jackets
    4. Matt Duchene, Columbus Blue Jackets
    5. Joe Pavelski, capitão do San Jose Sharks
    6. Anders Lee, New York Islanders
    7. Jake Gardiner, Toronto Maple Leafs
    8. Robin Lehner, goleiro indicado ao Vezina Trophy do New York Islanders
    9. Mats Zuccarello, Dallas Stars
    10. Jordan Eberle, New York Islanders
    11. Micheal Ferland, Calgary Flames
    12. Tyler Myers, Winnipeg Jets
    13. Alexander Edler, Vancouver Canucks
    14. Petr Mrazek, goleiro fundamental no desempenho bom nos playoffs do Carolina Hurricanes
    15. Wayne Simmonds, Nashville Predators
  • Afinal, quem são os restricted free agents?

    Afinal, quem são os restricted free agents?

    Com o fim dos contratos de entry level de diversos jogadores das classes dos drafts de 2015 e 2016, a off-season deste ano promete ser agitada. Atletas como Mitch Marner, Brayden Point e Patrik Laine precisarão negociar novos termos para continuarem atuando na NHL. Vamos explicar, então, o contrato de restricted free agent. Por aqui, seguimos na expectativa de uma offer sheet.

    A definição segundo o acordo coletivo em vigor

    De acordo com o item 10.2 do Collective Bargaining Agreement (CBA), que é o acordo coletivo em vigor entre a Liga e o sindicato dos jogadores da NHL (NHLPA), um restricted free agent (RFA) se encaixa em dois grupos de jogadores: Grupo 2 ou Grupo 4. Aqueles que se encontram na primeira opção são RFAs. Isso se deve à falta de experiência profissional necessária para chegar à free agency (trataremos deste assunto em breve aqui no NHeLas). Nesta última etapa, o atleta (finalmente!) tem total autonomia para decidir onde jogar.

    Mesmo assim, há um tempo de experiência necessário para que um atleta se torne RFA. Esse tempo é estabelecido por uma tabela que segue a idade que ele tinha quando seu contrato foi assinado. Para a NHL, a idade do jogador é aquela do dia 15 de Setembro do ano em que o contrato for assinado. Curiosamente, esta mesma data limite impediu que Auston Matthews fosse draftado em 2015, pois seu aniversário de 18 anos foi posterior. Será que ele iria para Buffalo depois de Connor McDavid ser draftado por Edmonton? Nunca saberemos.

    A previsão dos jogadores de Grupo 4, por outro lado, foi colocada para evitar que os clubes perdessem os direitos de jogadores que decidissem jogar na Europa como uma forma de burlar a restricted free agency. Ou seja, para impedir que jogadores, talvez insatisfeitos com quem os draftou, fossem jogar no exterior por alguns anos. Isso permitiria que chegassem à free agency mais rápido e, consequentemente, poderiam escolher onde atuar. Para os efeitos deste artigo, os atletas mencionados se tratam de jogadores do Grupo 2.

    O tempo necessário para status de RFA

    O CBA prevê a seguinte tabela para estabelecer o tempo até a restricted free agency de cada jogador do Grupo 2:

    Idade do primeiro contratoElegível como RFA após
    18-21 anos3 anos de experiência profissional
    22-23 anos 2 anos de experiência profissional
    24 ou mais velho1 ano de experiência profissional

    (Fonte: CBA)

    A questão da experiência profissional funciona da seguinte forma:

    • quando o jogador tem 18 ou 19 anos, ele precisa atuar em dez ou mais jogos da NHL em uma temporada. Por isso, muitos jovens atletas, especialmente aqueles que acabaram de ser draftados, costumam jogar até nove jogos na Liga. Depois, retornam à Canadian Hockey League (CHL) para que o clube não “perca” um ano do contrato se decidir retorná-lo para o major junior. Esse assunto será melhor tratado durante o texto sobre os entry level contracts, o primeiro contrato profissional da NHL. Ainda assim, há clubes que não se importam em “queimar” um ano do contrato. Esse foi o caso de Edmonton com Leon Draisaitl, que foi mandado de volta para a Western Hockey League (WHL) depois de atuar em mais de dez partidas.
    • quando o jogador tem 20 anos ou mais (aqui também se encaixa o jogador que completa 20 anos entre 16 de Setembro e 31 de Dezembro), ganha um ano de experiência jogando dez ou mais jogos profissionais sob um contrato standard em uma temporada. Assim, os jogos nas ligas menores, American Hockey League (AHL) e East Coast Hockey League (ECHL), contam para a sua experiência profissional.

    Como funciona a negociação entre um RFA e sua equipe?

    A partir do momento que um atleta se torna restricted free agent, a equipe que detém seus direitos precisa oferecer uma qualifying offer. Isso significa uma proposta de contrato, para continuar as negociações. Os valores da qualifying offer devem respeitar a tabela abaixo, levando em consideração o salário prévio do atleta.

    Salário prévioO clube deve oferecer
    $660,000 ou menosO clube não pode oferecer menos do que 110% do salário prévio
    $660,001 – $952,380O clube deve oferecer 105% do salário prévio
    $952,381 – $999,999O clube deve oferecer ao menos $1,000,000 em salário
    $1,000,000 ou maisO clube deve oferecer 100% do salário prévio

    (Fonte: CBA)

    As duas partes são livres para negociar um contrato, desde que este se enquadre nas regras salariais do CBA. Na hipótese do time não oferecer uma proposta, o jogador se torna um unrestricted free agent (UFA). No entanto, caso ele receba uma e a rejeite, permanece sendo RFA.

    Uma das maiores sagas da última offseason foi a negociação entre William Nylander e o Toronto Maple Leafs. As conversas se arrastaram por meses até o dia primeiro de dezembro, quando a hashtag #NylanderWatch dominava o Twitter. Mas o que essa data específica significa? A Liga precisa receber o contrato devidamente assinado até às 17h do dia 01/12, horário de Nova York. Dessa forma, o jogador pode atuar pela equipe na temporada que já está em curso.

    RFAs que já assinaram suas extensões contratuais

    O center Auston Matthews, do Toronto Maple Leafs, assinou por mais cinco anos com a equipe canadense, por cerca de 11.634 milhões por ano. Como resultado, o contrato fará com que o americano seja o atleta mais bem pago da equipe. Já em Dallas, o contrato de Esa Lindell causou polêmica. O defensor foi contratado por mais seis anos, pelo salário de 5.8 milhões por ano.

    Outra extensão polêmica foi a de Nick Schmaltz, do Arizona Coyotes. O center, que sofreu uma lesão séria que encurtou sua temporada, assinou um contrato de sete anos por 5.85 milhões anuais. Além disso, há uma cláusula que limita trocas nos últimos três anos.

    Teuvo Teravainen, dos Hurricanes, também teve sua extensão assinada por cinco anos, com valor anual de 5.4 milhões. Por fim, o futuro dos Canucks no gol, Thatcher Demko, assinou um bridge deal de dois anos, por 1.05 milhão por ano. Com esse contrato, mais curto, o jogador tem o intuito de se provar como atleta a fim de ter mais vantagens na próxima negociação.

    Mas e essa história de offer sheet?

    Esse assunto é a vedete da offseason deste ano, justamente pelo altíssimo número de RFAs de alto nível que estão sem contratos. Offer sheet se trata de um contrato oferecido a um RFA por outro time que não aquele que detém os seus direitos. Este documento inclui os termos de um contrato padrão, como duração, salário e bônus. No entanto, um atleta que já assinou uma qualifying offer ou que vai para a arbitragem (outro assunto que abordaremos em post futuro) não pode assinar uma offer sheet.

    As opções do atleta a quem é oferecido uma offer sheet são: aceitar ou rejeitar a mesma. A partir do momento que ela é assinada, o time original é notificado para igualar a oferta ou liberar o jogador. Essa decisão deve ser tomada em, no máximo, sete dias. Além disso, é previsto o no turning back. Isso significa que, a partir do momento em que a offer sheet é assinada, as duas opções são unicamente igualar os termos ou liberar o jogador. Por fim, há previsão de uma no trade clause, caso o time original igualar a oferta. Isso estabelece que o atleta não pode ser trocado por um ano, com o fim de evitar possíveis retaliações.

    E se o jogador for liberado? A equipe original fica no prejuízo? A resposta é não. Se o time se recusar a igualar os termos da offer sheet e perder o jogador, receberá escolhas no draft em contrapartida. As escolhas são estabelecidas segundo uma tabela que leva em consideração o valor do novo contrato. O máximo que uma equipe pode perder são o equivalente a quatro escolhas de primeiro round no draft. Os valores da compensação para 2019 seguem a tabela a seguir:

    Valor anual do salário (AAV)Compensação
    $0 – $1,395,053Sem compensação
    $1,395,054 – $2,113,7161 Escolha de Terceiro Round
    $2,113,717 – $4,227,4371 Escolha de Segundo Round
    $4,227,438 – $6,341,1521 Escolha de Primeiro Round
    1 Escolha de Terceiro Round
    $6,341,153 – $8,454,8711 Escolha de Primeiro Round
    1 Escolha de Segundo Round
    1 Escolha de Terceiro Round
    $8,454,872 – $10,568,5892 Escolhas de Primeiro Round
    1 Escolha de Segundo Round
    1 Escolha de Terceiro Round
    $10,568,590 – ∞4 Escolhas de Primeiro Round

    (Fonte: CapFriendly.com)

    Se é tão simples assim, por que as offer sheets não são mais comuns?

    Ora, é sabido que o hóquei é um esporte muito tradicionalista. Dessa maneira, seus dirigentes têm um acordo de cavalheiros entre eles para que ninguém seja colocado nessa situação. É preciso lembrar que, depois que os Flyers ofereceram uma offer sheet por Shea Weber em 2012, que foi igualada posteriormente por Nashville, as duas equipes não transacionaram entre elas por sete anos, até a trade deadline deste ano.

    Após o lockout de 2012, a única vez em que o mecanismo foi usado envolveu Ryan O’Reilly. O jogador assinou a offer sheet de Calgary, causando um mal estar entre o atleta e o Avalanche, sua equipe original. O canadense eventualmente foi trocado para o Buffalo Sabres. Depois, foi para o St. Louis Blues, equipe com a qual chegou às finais da Stanley Cup deste ano.  

    Com jogadores importantes e de grande impacto na Liga adquirindo o status de RFA, como Mitch Marner e Brayden Point, há especulações de que possam ocorrer eventuais offer sheets. Isso principalmente porque os Leafs e o Tampa Bay Lightning estão em situações complicadas em relação ao salary cap. Ambos precisarão se desfazer de jogadores a fim de ter espaço na folha salarial para suas duas estrelas.

  • Connor McDavid: uma análise

    Connor McDavid: uma análise

    A temporada mal começou e Connor McDavid já começou a quebrar recordes. Na vitória de 5 a 4 dos Oilers em cima dos Jets na última terça (16), McDavid se tornou o jogador com o maior numero de pontos nos primeiros 9 jogos do seu time na NHL. Este recorde antes pertencia a Adam Oates pelo Red Wings, datado de 1986-87.

    Dessa forma, McDavid voltou aos holofotes e à discussão se ele seria o melhor jogador de hockey da atualidade. Para Sidney Crosby, capitão do Pittsburgh Penguins, não há dúvidas de que McDavid merece essa nomeação. “McDavid se destacou com base nos prêmios e elogios que recebeu e na consistência que teve. Eu acho que é justo dizer que é uma escolha fácil por isso”, disse ao site da NHL.

    Início da carreira

    Connor McDavid chegou à NHL como a primeira escolha do Draft de 2015 pelos Oilers. Apesar de ter perdido 37 jogos por causa de uma clavícula quebrada, ele marcou 48 pontos em 45 jogos e por pouco também não ganhou o Calder Trophy como rookie of the Year.

    Na sua segunda temporada pela liga, conquistou três troféus: o Art Trophy (maior pontuador), Hart Memorial Trophy (jogador mais relevante no seu time) e o Ted Lindsay Award (votado como melhor jogador da liga pelos próprios jogadores). De lá pra cá, esse número de troféus só foi aumentando. E, repetiu o feito do Art Trophy e do Ted Lindsay Award pela segunda temporada seguida no último ano (2017-18).

    McDavid foi nomeado capitão dos Oilers em 5 de Outubro de 2016. Assim, ele se tornou o mais jovem capitão atuante na Liga, aos 19 anos e 266 dias. Ele era apenas 20 dias mais novo que Landeskog quando nomeado a capitão dos Avs. Com apenas 21 anos, Connor McDavid também já ganhou duas vezes seguidas como o patinador mais rápido no All Star Game (2017 e 2018). Essa velocidade impressiona durante os jogos na temporada, quando McDavid carrega o Oilers nas costas em busca de resultados.

    Novos desafios

    Na temporada 2016-17, McDavid chegou a marca de 100 pontos em 82 jogos. Em 2017-18, foram 108 pontos no mesmo número de jogos. E por enquanto, pela temporada 2018-19, com apenas 4 jogos, McDavid já acumula 9 pontos. Destes, foram 4 pontos por gols, e 5 em assistências. Se ele continuar com essa constante, podemos esperar uma temporada maior ainda para este jovem jogador.

    Mas neste ano, McDavid pode enfrentar concorrência ao Art Trophy. Auston Matthews (Leafs), vem apresentando um jogo forte e decisivo, e já marcou dez gols em apenas 7 jogos (um total de 16 pontos). Além de Matthews, McDavid também irá competir com Nathan MacKinnon (Avs), que soma 10 pontos em 6 jogos, e outros grandes nomes que sempre são surpresa ao longo da temporada.

    A temporada está apenas no início e ainda é difícil determinar as surpresas que teremos ao longo do caminho. O Edmonton Oilers quer chegar aos playoffs, e apesar de coletar prêmios individuais, McDavid sabe que é preciso de muito mais do que apenas seu talento.

     

    Foto: Reprodução/ PERRY NELSON-USA TODAY SPORTS/ Via Oilersnation.com

  • Trocas e renovações na intertemporada

    Trocas e renovações na intertemporada

    A pós-temporada 2017-18 terminou com o Washington Capitals levantando a taça no dia 13 de junho, mas, antes mesmo dela chegar ao fim, as trocas e renovações para a temporada 2018 -19 já começavam.

    Carolina Hurricanes não renovou o contrato com o técnico Bill Peters, que foi para Calgary Flames, e, com ele, diversos jogadores tiveram o time canadense como nova residência. Elias Lindholm e Noah Hanifin fizeram o mesmo percurso do técnico. Em troca, Michael Ferland, Dougie Hamilton e Adam Fox foram para os Canes. Outro jogador que também se juntou a Peters foi James Neal, vindo do Golden Knights.

    Mais uma troca envolvendo os Canes foi a inesperada ida de Jeff Skinner para os Sabres. Buffalo levou Skinner e Carolina recebeu o prospecto Cliff Pu, além da escolha da 2ª rodada do draft de 2019 e as escolhas da 3ª e 6ª rodada em 2020.

    Fim dos rumores

    Apesar das diversas movimentações desde Junho, a troca que mais chamou atenção aconteceu apenas na última semana. Erik Karlsson foi confirmado nos Sharks depois de meses de especulação sobre qual seria o destino do jogador, agora, ex-Senators.

    Outra troca comentada na última semana foi do agora ex-capitão do Montreal Canadiens, Max Pacioretty, para o Vegas Golden Knights. Em troca, os Habs receberam Tomas Tatar e o prospecto Nick Suziki, além da escolha de 2ª rodada no 2019 Draft. Pacioretty assinou um contrato de quatro anos no valor de 28 milhões de dólares.

    O GM do time canadense, Marc Bergevin, disse que esta troca foi um pedido de Pacioretty desde a temporada anterior. “A razão é que se um jogador solicita uma troca, tem um motivo. E nós não queremos um jogador acomodado. Para mim, uma extensão do contrato não era uma opção”.

    John Tavares foi outro nome que causou diversos rumores na offseason. O jogador, de 27 anos, deixou o New York Islanders, por onde jogou por nove temporada, para se juntar ao Toronto Maple Leafs em uma troca anunciada em 1º de Julho. Tavares assinou um contrato de 7 anos com um valor médio anual de 11 milhões de dólares.

    Mesma equipe, novo contrato

    Após muita dúvida e especulação, o Dallas Stars renovou o contrato com Tyler Seguin para mais 8 anos. O jogador declarou que está feliz em continuar em Dallas até o fim da sua carreira. “Dallas é casa”, disse após assinar o novo contrato.

    Outra renovação esperada foi a de Tom Wilson com o Washington Capitals. Depois da final da Stanley Cup, o técnico Barry Trotz deixou o time, dando espaço para Todd Reirden. Mas a renovação de Wilson veio apenas no dia 30 de Julho, quando o ala direita assinou um contrato de mais 6 anos nos Caps.

    Ryan Ellis renovou com o Nashville Predators um ano antes do vencimento do contrato atual. Ele concordou com um contrato de 8 anos no valor de 50 milhões de dólares, passando a receber 6.25 milhões por temporada a partir de 2019-2020.

    Blake Wheeler renovou o seu contrato com os Jets para mais 5 anos, e vai receber 8,25 milhões por ano. O jogador de 32 anos correu o risco de ficar sem contrato e reconhece a confiança do time em mantê-lo até 2023-2024. Dentre seus objetivos, pretende dar apoio aos jogadores mais jovens para levar os Jets a um novo patamar. “Onde estou na minha carreira, na minha idade, sinto que os melhores anos já estão para trás.”

     

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • Marlies vencedor do Calder Cup 2018

    Marlies vencedor do Calder Cup 2018

    O Toronto Marlies levantou, no dia 14 de junho, a Calder Cup após ganhar por 4 a 3 a série de sete jogos contra o Texas Stars. A taça é o prêmio mais antigo do hockey profissional e é destinado ao vencedor dos playoffs da American Hockey League (AHL).

    O troféu foi nomeado em homenagem a Frank Calder, primeiro presidente da NHL entre 1917 e 1943, e responsável em impulsionar os times de Boston, Nova York, Detroit e Chicago a formarem uma liga americana. Originalmente, o Calder Cup tinha como função motivar e dar força para a American Hockey League. Hoje, ganhar a competição é uma das maiores honras do esporte.

    Em 2016, o formato dos playoffs foi introduzido na competição e passou a ser disputados por 16 times, oito da conferência leste e oito da conferência oeste. Nesse ano, a competição teve o seguinte desenho:

    Brecket final Calder Cup / Fonte: modificado de theahl.com
    Brecket final Calder Cup / Fonte: modificado de theahl.com

     

     

    Campanha Texas Star

    O Texas Stars, afiliado do Dallas Stars, fez uma campanha conturbada e com vários atropelos. Venceu a primeira rodada contra o Ontario Reign por 3 series a 1. A segunda começou perdendo para o Tucson Roadrunners, mas virou e venceu por 4 a 1.

    Na final da conferência Oeste, Texas venceu por 4 a 2 a série contra o Rockford IceHogs, sendo que quatro dos seis jogos disputados foram para o OT.

    Campanha Toronto Marlies

    Marlies teve uma campanha mais limpa do que o time do Texas. O afiliado dos Leafs tropeçaram na primeira rodada vencendo de 3 séries a 2 o Utica Comets, mas da segunda rodada para frente não perdeu até a grande final.

    Passou pelo Syracuse Crunch por 4 a 0 e levou a final de conferência contra o Lehigh Valley Phantoms também por 4 a 0, chegando confiante na final da Calder Cup.

    Jogo final

    A última série, disputada entre o Toronto Marlies e o Texas Stars foi a mais emocionante do torneio e a única que chegou até o jogo sete. A cada jogo da série um time ganhava e a grande decisão ficou para o jogo 7 após o Texas  ter levado o jogo 6 por 5 a 2 em casa.

    Marlies levou a final para casa e em um jogo espetacular, venceu o Texas Stars por 6 a 1, tendo marcado dois gols no primeiro período e quatro no terceiro. Texas fez seu único gol da partida no terceiro período, em uma jogada questionável se o puck entrou ou não na confusão frente o goleiro Sparks.

    Com uma grande vantagem no placar, Marlies só precisou esperar a sirene para comemorar o título.

    Foto: Reprodução/theahl.com

  • Lightning vira a série no leste

    Lightning vira a série no leste

    Na noite de sábado (19), Tampa Bay Lightning ganhou o jogo 5 em casa, assumindo a liderança da série em 3 a 2. Se o Capitals ainda quer sonhar com a Stanley Cup, agora eles precisam ganhar o próximo jogo e garantir um jogo 7. É uma situação adversa, mas Caps já provou nesses playoffs que sabe lidar bem com pressão. Será que Ovechkin vai conseguir levar seu time para a tão sonhada final da Stanley Cup? Ou será que Tampa mata a série na segunda-feira?

    Bolts 3, Caps 2

    Um early goal deixou Tampa na frente com apenas 19 segundos de jogo. Na primeira jogada dos Bolts, Paquette marcou para o time da casa, jogando o puck por baixo das pernas de Holtby sem chance de defesa para o goleiro dos Caps.

    9 minutos depois, os Bolts marcaram novamente com um shoot certeiro de Palat. O restante do período Tampa continuou tentando marcar, e Caps só fez quatro shoots a gol. O time da casa ia dominando o jogo.

    A única penalidade do jogo aconteceu no primeiro período a favor dos Bolts. Um holding de Connolly contra Point.

    No segundo período, Tampa mais uma vez marcou um early goal, dessa vez com 33 segundos. Stralman tentou marcar, mas Holtby defendeu, deixado o puck livre para que Callahan fizesse o terceiro gol dos Bolts depois de passar pela defesa do Capitals.

    Depois do 3 a 0, Washington resolveu reagir. Com 4 minutos do período, Oshie passou o puck para Niskaen que viu Kuznetsov livre para fazer um shoot certeiro a gol.

    Após o gol, Capitals conseguiu voltar ao jogo e conseguiu controlar melhor o puck no segundo período, mas foi apenas no final do terceiro que veio o segundo gol.

    Faltando um minuto e meio para terminar o jogo, Ovechkin deixou o dele com uma visão de jogo impressionante.

    Os dois times se enfrentam de novo em Washington, na segunda (21) às 21h.

    FotoReprodução/NHL.com