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  • Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    A sétima temporada da Premier Hockey Federation (PHF, ex-NWHL) começou ontem (06) e é a primeira temporada regular da liga pós-COVID. Anteriormente tivemos uma temporada 2020-21 remanejada em Lake Placid, com muitos contratempos.

    Este ano está programado para cada equipe ter 20 jogos, ou seja, pelo menos 60 jogos garantidos nesta nova temporada regular.

    O Boston Pride é o atual campeão da Isobel Cup e, com as mudanças ocorridas na offseason, pode muito bem não estar mais uma vez como o primeiro do ranking. Isso porque muitas trocas e aquisições chave ocorreram antes do início do campeonato deste ano.

    Neste texto, incluímos algumas informações importantes que para ajudar você a apreciar melhor esta nova temporada da PHF.

    Impressões da temporada 2020-21

    A temporada de Lake Placid foi irregular, com o número de partidas por equipe bem desequilibrado. As Riveteres, por exemplo, jogaram apenas três jogos antes de ter que encerrar a temporada por causa de um surto de COVID.

    Tivemos o Toronto Six como indiscutivelmente o time mais impressionante em Lake Placid. No entanto, foi o Boston Pride que ergueu a Isobel Cup, quando a liga voltou à ação em Boston. Mesmo assim, Toronto fez uma campanha impressionante para o seu ano de estreia (garantiu o primeiro lugar na tabela antes dos playoffs) e possui altas expectativas para esta nova temporada.

    Preparação para a temporada 2021-22

    Desde agosto a PHF tem soltado notícias sobre mudanças na liga e liberou o calendário para esta nova temporada.

    Tivemos o anúncio da nova comissária Tyler Tumminia, até então interina no cargo, que, mesmo no meio da pandemia, conseguiu fazer da temporada passada, ainda que reduzida, uma conquista de novas parcerias e investidores. Além disso, começou a atrair visibilidade na mídia, o que ajuda e muito a trazer novos fãs e investidores para a modalidade e, principalmente, para a PHF.

    Tivemos algumas mudanças cruciais entre peças-chave de alguns times, como por exemplo Saroya Tinker, que ao que tudo indicava renovaria o contrato com o Metropolitan Riveters, mas foi anunciado em 23 de junho que a jogadora fechou um contrato com o Toronto Six para a disputa desta sétima temporada. Apesar do sucesso de Tinker em New Jersey neste seu primeiro ano de liga, a oportunidade de voltar para casa foi atraente.

    “Eu realmente amei ver o Toronto Six [em Lake Placid] e percebi que essa é minha cidade natal e percebi que posso estar perdendo algumas coisas em termos de fãs e minha família de Toronto”, disse Tinker no comunicado à imprensa do time de Toronto quando anunciou sua contratação.

    “Acho que, só de voltar para casa, posso jogar pelo meu irmão de 11 anos. Ele é definitivamente um grande fã meu e poderá vir a todos os meus jogos”, disse ela.

    Também podemos destacar a aquisição pelo Minnesota Whitecaps da atacante Lexie Laing, que passou toda sua carreira profissional no Boston Pride.

    “Estou muito animada por me juntar ao Whitecaps nesta temporada. As jogadoras são extremamente talentosas e mal posso esperar para jogar com elas e conhecê-las”, disse Laing sobre sua nova equipe. “Será uma grande oportunidade de jogar pelo Estado do Hockey e deixá-los orgulhosos!” 

    Como se não bastasse perder um de seus jovens talentos como Lexie, All-Star em 2020 e que ajudou o Pride na sua conquista de campeonato, Boston também perdeu sua defensora Taylor Turnquist para o mesmo Minnesota Whitecaps. 

    Além das movimentações de jogadoras, tivemos o anúncio de capitãs em alguns times como o Connecticut Whale, que vai com Shannon Turner nesta temporada.

     

    O Toronto Six anunciou Shiann Darkangelo como a sua líder para tentar seguir de forma brilhante nesta segunda temporada da franquia.

    Ainda pudemos conferir o rebrand do Metropolitan Riveters, que atualizou o seu logo para que a icônica Rosie (que é um símbolo para as mulheres trabalhadoras e um marco para a independência das mulheres nos anos 40) se tornasse sem raça e inclusiva para representar todos os atletas e fãs.

    Rebrand de NWHL para PHF

    A National Women’s Hockey League (NWHL) em setembro oficializou uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo antes do começo da temporada 2021-22. A mudança para Premier Hockey Federation (PHF) redefiniu a marca da liga focando nas habilidades e talentos de seus atletas, em oposição a seu gênero. Foi uma das grandes marcas que a liga gostaria de comunicar antes de iniciar o seu novo ano.

    Outra mudança importante anunciada em outubro foi a nova política da PHF para tornar a liga mais plural. Assim, a liga atualizou a sua política com vigência imediata nesta temporada 2021-22 para incluir atletas transgêneros e não-binários. Dessa forma, a PHF não é mais uma liga estritamente de hockey feminino. CA PHF não somente incluiu os gêneros, como também criou diretrizes para que quaisquer atletas se sintam à vontade em fazer parte da liga. 

    Por isso, a PHF pretende tornar o ambiente o mais seguro possível para que todes aqueles que desejarem, possam usar a identidade com a qual se identificam.

    Calendário e começo dos jogos

    O anúncio do calendário oficial ocorreu em agosto e o que vale destacar é que todos os times terão 10 jogos dentro de casa e 10 jogos fora de casa. O início da temporada foi no último sábado (06) com o jogo entre Connecticut Whale e Metropolitan Riveters. O time de New Jersey levou a melhor, vencendo por 4×1.

     

    A data final da temporada regular também foi anunciada, e será no domingo dia 13 de março. Os seis times estarão novamente no gelo para juntos finalizarem a temporada regular e darem início aos playoffs, que ainda terão suas datas anunciadas.

    Como assistir 

    Para finalizar este resumão, você deve estar se perguntando como pode acompanhar estes jogos e não perder nada da sétima temporada.

    Eu te respondo que a Premier Hockey Federation anunciou na última sexta feira (05), que a ESPN adquiriu os direitos internacionais para 30 jogos da temporada regular da PHF durante esta temporada 2021-22, além de eventos especiais, como Isobel Cup e playoffs. A ESPN + é a casa exclusiva da PHF nos Estados Unidos. 

    Os jogos da PHF que fazem parte da rede de distribuição da ESPN International podem estar disponíveis na Europa, Oriente Médio e África via ESPN Player, na América Latina via Star+, Caribe via ESPN Player via ESPN App e Oceania via Watch ESPN via ESPN App. O Star+ é um serviço pago da Disney que também abriga todos os jogos da temporada da NHL, e informações sobre como assinar podem ser encontradas em starplus.com.

     

    Na sexta (05) também foi divulgado pela PHF uma programação de transmissão internacional de 30 jogos para a temporada regular de 2021-22 no canal oficial da liga na Twitch.

    Ambas as reprises da Final da Isobel Cup de 2021 iniciam a cobertura da transmissão internacional ao vivo deste ano na Twitch. O atual campeão Boston Pride poderá ser visto 13 vezes nesta temporada na Twitch, a maior frequência da liga. Em seguida, as vice-campeãs do ano passado, o Minnesota Whitecaps em 11 jogos, e o atual campeão da temporada regular, o Toronto Six, que também está presente 11 vezes, incluindo o primeiro jogo da estreia da franquia em casa no dia 20 de novembro, contra Connecticut. 

    Durante a temporada de 2021, a PHF aumentou seu número de seguidores na Twitch em 260% ano, acumulando dois milhões de visualizações. Os fãs assistiram coletivamente a 15,7 milhões de minutos de conteúdo PHF ao vivo e registraram mais de 130 mil mensagens de bate-papo durante os jogos ao vivo. 

     

    Este é o resumo que você precisa saber para acompanhar a PHF nesta temporada 2021-22 e escolher para quem vai sua torcida este ano. Estaremos atentas ao calendário para futuras atualizações sobre os playoffs e notícias sobre as emoções e recordes que são esperados nesta temporada.

     

    Foto: Reprodução / premierhockeyfederation.com

  • NWHL anuncia aumento substancial do teto salarial para sétima temporada

    NWHL anuncia aumento substancial do teto salarial para sétima temporada

    Na manhã desta quarta-feira (28), a National Women’s Hockey League anunciou um aumento no teto salarial para 2021-22. Isso se deve ao número recorde de patrocínios na liga nesta última temporada. O salary cap da NWHL será dobrado de US$ 150 mil para US$ 300 mil por equipe, assim representando o valor mais alto desde 2015.

    “Este aumento de investimento por propriedade, especialmente após uma temporada desafiadora e curta, é um passo significativo e exemplifica a força de nossa liga e nosso modelo de negócios em desenvolvimento, à medida que continuamos avançando no hóquei feminino profissional e inspirando a próxima geração de atletas femininas,” disse a Comissária da liga, Tyler Tumminia.

    A sexta temporada da liga foi uma campanha recorde para a ativação de patrocínios. Isso porque a liga trouxe parceiros corporativos e garantiu o maior acordo de patrocínio individual na história da NWHL com a Discover. Além disso, os playoffs da Isobel Cup foram televisionados nos Estados Unidos pela primeira vez com a parceria firmada com a NBCSN. A audiência média foi de mais de 100 mil pessoas por jogo, enquanto as transmissões online na plataforma de streaming da liga, Twitch, produziram mais de 2 milhões de visualizações, e geraram um aumento de 260% em interação na plataforma.

    Este ano, a “bolha” da NWHL foi a primeira no esporte profissional a estourar. A liga acabou terminando a temporada posteriormente em um fim de semana na Warrior Ice Arena em Boston. Na final, a Isobel Cup foi para o Boston Pride, que derrotou o Minnesota Whitecaps.

    As finanças da NWHL sempre foram um pouco secretas para a mídia. O que sabemos é que há dois anos a liga atraiu novos investidores, um grupo que comprou o Boston Pride e, posteriormente, o Toronto Six.

    Nos anos anteriores, as melhores jogadoras da liga ganhavam 15 mil dólares, enquanto o resto do time estaria mais perto (e abaixo) do salário médio de US$ 7.500. Não está claro se o novo teto salarial dobrará os contratos máximos para as melhores jogadoras ou definirá um contrato máximo diferente e superior. Isso é algo que podemos imaginar que será decidido pelos general managers que começarão a contratar jogadoras para a temporada 2021-22.

    Mas é claro que, independentemente da contabilização de gastos destes últimos anos, a liga está priorizando o salário das jogadoras. Isso demonstra um investimento significativo de patrocinadores, além de maior visibilidade da modalidade feminina para a 7ª temporada da NWHL.

    Foto: Reprodução/ Twitter @NWHL, por Michele Jay

  • Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Após o adiamento devido a contaminações por COVID-19 dentro da bolha, a temporada da National Women’s Hockey League (NWHL) coroou seu time campeão neste sábado (27). Em uma reedição da final que seria disputada em 2020 (cancelada por conta da pandemia), o Boston Pride venceu o Minnesota Whitecaps e se tornou a primeira equipe a levantar a Isobel Cup duas vezes. A partida foi emocionante e disputada, com três gols no segundo período e um gol no power play durante o terceiro, que viria ser o gol da vitória. 

    O primeiro gol da final foi de Allie Thunstrom, a superestrela dos Whitecaps. A rapidez da jogadora, que vem de um background da patinação de velocidade, é uma de suas maiores armas durante os jogos. Veja Thunstrom em ação no vídeo abaixo: 

    Mas, na segunda parte do jogo, Boston mostrou a que veio e marcou três gols, empatando, virando e posteriormente ampliando a vantagem na partida. Mary Parker, Jillian Dempsey e Lexie Laing foram as autoras dos feitos do Pride. A jogada que resultou no gol de Parker foi revisada, mas a equipe de arbitragem manteve a decisão tomada no gelo. O destaque fica para a jogadora Christina Putigna que deu a assistência primária no segundo e no terceiro gol. Olhe só:

    Com o terceiro período, uma chave virou para Minnesota, e a equipe entrou no gelo decidida a lutar. Depois de um segundo tempo sem gols, Thunstrom diminuiu a vantagem de Boston com seu segundo gol da partida, colocando as Whitecaps de volta no jogo. Entretanto, o momentum do Pride não pôde ser barrado e Taylor Wenczkowski marcou no power play, fazendo 4-2 no placar.

    Minnesota conseguiu diminuir a diferença com um gol no power play marcado por Meghan Pezon no último minuto de jogo, mas já era tarde demais para uma reviravolta. Assim, o Pride sagrou-se campeão da Isobel Cup pela segunda vez. 

    Aqui vemos Thunstrom colocando as Whitecaps de volta no jogo:

    Em seguida, Wenczkowski abriu a vantagem para dois gols novamente:

    Por fim, Pezon coloca Minnesota de volta na disputa, com pouco mais de 19 segundo no relógio:

    Uma das jogadoras mais veteranas da NWHL, Kaleigh Fratkin, que está na liga desde sua inauguração há seis anos, pôde levantar a Isobel Cup pela primeira vez neste sábado. Depois de levantar a taça, a capitã do Pride e MVP do torneio, Jillian Dempsey, entregou o troféu a Fratkin:

    Como toda final, a partida não ficou isenta de polêmicas. De acordo com o site Ice Garden, a capitã das Whitecaps, Winny Brodt-Brown, reclamou da arbitragem a partir do segundo período, alegando inconsistência com relação às semifinais e afirmando que a partida foi vencida no power play.

    As equipes de Boston não são estranhas a polêmicas envolvendo a arbitragem em suas partidas, mas na noite de sábado o Pride foi a equipe vitoriosa e tem todo o direito de comemorar a sua conquista. 

    Foto: Reprodução/Twitter @fratkin13

  • Pride e Whitecaps estão mais uma vez na final da Isobel Cup

    Pride e Whitecaps estão mais uma vez na final da Isobel Cup

    No começo de março, foi anunciado pela comissária da NWHL, Tyler Tumminia, que a NWHL retornaria às atividades. Inicialmente, a temporada de 2020-21 seria disputada na Herb Brooks Arena, em Lake Placid, Nova York, entre os dias 23 de janeiro e 5 de fevereiro. Cada equipe jogaria cinco partidas, uma contra a outra, antes de um torneio round-robin para a classificação para os playoffs. Os playoffs da Isobel Cup seriam semifinais de um único jogo.

    No entanto, a temporada foi cancelada em fevereiro devido a surtos de COVID-19 na bolha. Por isso, o retorno teria de ser diferente. O round-robin foi alterado, fazendo com que apenas as três primeiras equipes se classificassem, com base na porcentagem de pontos na época. Por fim, os dois últimos times, Boston e Buffalo, jogaram uma série de jogos à melhor de três para decidir quem seria o quarto seed nos playoffs.

    Assim, Boston Pride se classificou ao derrotar as Beauts, e as semifinais foram definidas, com Boston Pride tendo que encarar Toronto Six e Minnesota contra Connecticut Whale. 

    Boston Pride 6, Toronto Six 2

    Toronto Six, o novo time da expansão que estreou na temporada 2019-20, conseguiu ser o primeiro seed da classificação, após ter derrotado Minnesota e Connecticut no robin round. Toronto, por ser o time mais novo da liga, era considerado o underdog da partida, mesmo com a ótima campanha regular que a equipe teve. 

    O começo do jogo foi calmo, com algumas poucas chances para os dois lados. Elaine Chuli foi a goleira do Toronto Six, enquanto Lovisa Selander estava nas redes de Boston. Chuli fez belas defesas, até a rookie checa do Pride, Tereza Vanisova, abrir o placar após receber o puck de Mary Parker. Esse foi seu primeiro gol na NWHL. 

    38 segundos depois, Jillian Dempsey aumentou o saldo de gols quando fez 2-0. Contudo, as Six logo responderiam. Breanne Wilson-Bennet fez o primeiro gol da equipe canandense. A partida, portanto, ainda não estava decidida, e, no geral, Toronto teve mais chances de aumentar o placar nesse primeiro período que o Pride. 

    No segundo período, Toronto não conseguiu converter o power play.  Mallory Souliotis aproveitou a chance e lançou o puck do meio da blue line, que entrou nas redes de Chuli, fazendo então um gol shorthanded que ampliou o placar de Boston por 3-1. Já no final do segundo período, Boston teve um power play. Contudo, em um breakway do Six, Selander teve de fazer uma rápida defesa para evitar o gol shorthanded. Dessa forma, as habilidades de defesa de Selander ditaram o ritmo de jogo, já que ela impediu a equipe adversária de marcar.

    Por outro lado, Elaine Chuli não teve a mesma sorte. McKenna Brand marcou o quarto gol da equipe em um rebote da goleira canadense. A equipe de Toronto não conseguiu se organizar para construir uma defesa que parasse os disparos de Boston. Além disso, o ataque mal alcançava as redes, já que Selander parava todos os shots. No terceiro período, Chuli foi substituída por Samantha Ridgewell. Mesmo assim, Sammy Davis e Mary Parker marcaram mais dois gols para o Pride, enquanto Mikyla Grant-Mentis, das Six, fez mais um contra elas. O placar final foi de 6-2, com uma certa facilidade para Boston. Enfim, no final do jogo, Selander fez 23 defesas, enquanto Chuli, de Toronto, parou 19 disparos.

    Connecticut Whale 0, Minnesota Whitecaps 7 

    Apesar de ter levado 7 gols, a equipe de Connecticut deu o melhor de si até o final. A prova disso são os impressionantes 44 disparos ao gol da equipe. Todavia, Amanda Leveille, goleira das Whitecaps, também deu tudo de si e defendeu todos os disparos do jogo. 

    O primeiro gol das Caps foi aos apenas 6:26 do primeiro periodo. Audra Richards lançou o puck, que estava localizado atrás das redes de Abbie Ives para Haylea Schmid. Assim, Schmid teve apenas de completar a jogada lançando o puck para as redes do Whale.

    Contudo, o Whale logo empataria o jogo com um gol de Kayla Friesen. No entanto, o gol de empate de Connecticut foi retirado depois que uma análise de vídeo determinou que o disco não cruzou completamente a linha do gol.

    Ainda na primeira etapa, Allie Thunstrom aumentou o placar em um breakway. O jogo seguiria 2-0 até o segundo período, no qual mais três gols foram anotados. Audra Richards marcou 2 gols, enquanto Haley Mack fez um. Liderando por 5-0 até o terceiro período, o Whale teria de ter muita concentração e garra para ir em busca de um resultado mais favorável para que as esperanças da final não cessassem. 

    Contudo, isso seria muito difícil, já que Leveille estava disposta a enviar sua equipe para a final. No terceiro período, Thunstrom e Richards marcaram mais dois gols. Dessa forma, Richards fez um hat trick faltando 1 minuto para o término da partida. Por fim, Ives fez 24 defesas para o Whale.

    Em um jogo relativamente fácil, as Whitecaps conseguiram garantir a vaga na final contra o Boston Pride. O último e único título de Minnesota foi em 2019, enquanto que o único título do Boston Pride foi em 2016. Curiosamente, estes times deveriam ter se enfrentado na final do ano passado, quando esta foi cancelada devido a pandemia de COVID-19.

    A final da Isobel Cup será neste sábado, dia 27, às 20 horas do horário de Brasília, com transmissão no canal oficial do Twitch da NWHL.

    Foto: Mary Schwalm/Reprodução

  • Um recap sobre o retorno da NWHL ao gelo

    Um recap sobre o retorno da NWHL ao gelo

    Nos dias 26 e 27 de março a NWHL retorna ao gelo para concluir a sua temporada com os jogos das semifinais e final da Isobel Cup, na Warrior Ice Arena, em Brighton, Massachusetts. O retorno irá acontecer quase dois meses após a suspensão da “bolha” devido aos testes positivos de COVID-19, quando a liga optou pela pausa para maior segurança de todos os envolvidos. 

    A bolha da NWHL aconteceu originalmente do dia 23 de janeiro a 5 de fevereiro em Lake Placid, Nova York. Ela contou com a participação dos seis times da liga, sendo um deles o estreante Toronto Six. No entanto, no decorrer do evento, o Metropolitan Riveters anunciou a sua saída após alguns casos de COVID-19 começarem a aparecer. Poucos dias depois, foi a vez do Connecticut Whale também anunciar a sua desistência do campeonato.

    Por fim, ficaram somente os quatro times restantes: Buffalo Beauts, Boston Pride, Minnesota Whitecaps e Toronto Six. Entretanto, os casos positivos continuaram a aparecer. Dessa forma, a liga decidiu reavaliar seus protocolos de segurança e no dia 03 de fevereiro anunciou a pausa da temporada 2020-21.

    Posteriormente, no dia 08 de março, a NWHL anunciou as datas para, enfim, concluir a temporada. Os jogos das semifinais já têm os seus confrontos definidos. Conforme o planejamento original, o 4º colocado enfrentará o 1º colocado. Consequentemente o 2º colocado enfrentará o 3º colocado de acordo com a tabela antes da pausa.

    Mudanças na Liga

    No dia 16 de março, a NWHL anunciou que a ex-comissária Dani Rylan, que então atuava como conselheira da liga e presidente da W Hockey Partners, estava renunciando de seus cargos. A W Hockey Partners é a empresa responsável pelos quatro times que pertencem à liga, onde Dani trabalhava em busca de novos donos para essas equipes.

    Posteriormente, no dia 25 de março, a atual comissária Tyler Tumminia anunciou então Kelsey Koelzer como conselheira da diversidade, equidade e inclusão na liga. A defensora foi a primeira jogadora preta a ser selecionada como primeira escolha no draft na história da NWHL pelo Metropolitan Riveters. Alguns anos depois, ela entrou para a história novamente ao se tornar a primeira preta a ser contratada como técnica principal na história da NCAA, pela Arcadia University.  

    Toronto Six vs. Boston Pride

    Os primeiros times a se enfrentarem no dia 26 de março serão o Toronto Six e o Boston Pride. O novato Toronto Six ficou em primeiro lugar na tabela com quatro vitórias com apenas duas derrotas, sendo uma delas no overtime. Enquanto o veterano Pride ficou em quarto lugar com três vitórias e quatro derrotas. 

    De um lado, o time de Toronto teve uma boa temporada, apesar de ter perdido nas duas primeiras partidas. Na sua estreia, contra as Riveters, a derrota foi por 3 a 0, e na segunda partida, perdeu no overtime contra as Whitecaps por 6 a 5. Após as derrotas, as jogadoras conseguiram dar a volta por cima e mostrar todo o potencial com uma sequência das quatro vitórias, garantindo assim o seu lugar na semifinal. 

    Do outro lado temos o time de Boston, que jogou mais partidas durante a temporada regular (sete no total) mas que tem o maior número de derrotas, seguido apenas pelas Beauts. O Pride tem uma vantagem sob o seu adversário que está ainda se adaptando como um time, entretanto, isso não é necessariamente uma vantagem, uma vez que no confronto anterior das duas equipes, as Six conquistaram a vitória.

    Numa partida que aconteceu ainda durante a bolha, as Six mostraram a sua força ao ganhar de 2 a 1 do Pride. O time veterano foi o primeiro a balançar a rede ainda no primeiro período com um gol de Christina Putigna, porém, essa vantagem só durou os dois primeiros períodos. No terceiro período, as Six conseguiram empatar e em seguida virar a partida com gols das jogadoras Brooke Boquist e Mikyla Grant-Mentis, respectivamente.

    Minnesota Whitecaps vs. Connecticut Whale

    O outro confronto também programado para o dia 26 será entre os times Minnesota Whitecaps e Connecticut Whale. O time de Minnesota ficou em segundo lugar na tabela, com três vitórias e uma derrota em quatro jogos. Enquanto isso, o time de Connecticut ficou em terceiro, também com quatro jogos, porém com duas vitórias e duas derrotas. 

    Ambos os times têm chances iguais de se classificarem para a final. As Whitecaps são as campeãs mais recentes da liga, pela temporada 2018-19. Durante a temporada regular não tivemos nenhum confronto entre as duas equipes, uma vez que a única partida que estava agendada foi cancelada devido à pausa. Entretanto, ambas as equipes mostraram bom desenvolvimento no gelo. 

    Transmissão ao vivo

    Como já tinha sido anunciado anteriormente, os jogos das semifinais e da final serão transmitidos pela NBC Sports nos Estados Unidos. Assim, o evento entra para a história como o primeiro campeonato da liga profissional feminina transmitido em rede nacional no país. Como parte do projeto, a transmissão contará com uma equipe feminina na bancada. A narração ficará por conta de Kate Scott e comentários de AJ Mleczko, com Caley Chelios responsável pelas entrevistas. 

    Veteranas do esporte, Kate e AJ já marcaram presença na primeira transmissão feita por uma equipe 100% feminina na NHL e nos jogos transmitidos da PWHPA, além, é claro, de terem outros esportes e times no currículo. A experiência de Caley Chelios não fica atrás das colegas, pois a repórter participou da transmissão do International Women’s Hockey Rivalry Series e atua como repórter pelo Tampa Bay Lightning. 

    Assim como na primeira etapa do campeonato, internacionalmente os jogos terão transmissão gratuita pelo canal na Twitch da NWHL. Os confrontos das semifinais estão agendados para essa sexta com a primeira partida entre Toronto Six e Boston Pride às 18h no horário de Brasília. A partida entre Minnesota Whitecaps e Connecticut Whale está marcada para começar às 21h no horário de Brasília. A final, por sua vez, acontecerá no sábado, dia 27 de março às 20h no horário de Brasília.   

    Foto: Reprodução / sportsnet.ca

  • NWHL suspende o restante da temporada 2021

    NWHL suspende o restante da temporada 2021

    Devido aos novos testes positivo para COVID-19 no dia de hoje (03) entre as quatro equipes semifinalistas da Isobel Cup, a NWHL junto com a Autoridade Olímpica de Desenvolvimento Regional (ORDA) resolveram suspender o restante da temporada 2021.

    Pensando na segurança das jogadoras, comissão técnica e os funcionários que atuam na temporada, suspender o campeonato foi a melhor opção para garantir a segurança de todos.

    Notícia dada pela NWHL

    Esta atitude já era esperada, pois no fim de janeiro tivemos a desistência do Metropolitan Riveters por conta de testes positivos de COVID-19 em diversos membros da organização do time.

    Posteriormente, no dia 1º de fevereiro, a NHWL anunciou via nota oficial a desistência do Connecticut Whale. O time não jogou a partida prevista contra o Minnesota Whitecaps na noite anterior, retirando-se do restante do torneio e da temporada 2021.

    Dessa maneira, com a crescente de casos, a decisão de interromper o campeonato, não pareceu absurda ou exagerada.

    Para relembrar, os jogos das semifinais aconteceriam amanhã, 04 de fevereiro. Uma partida seria entre o líder do campeonato e estreante Toronto Six e o Buffalo Beauts. Este ficou com a quarta colocação depois de perder o terceiro jogo da série melhor-de-três para o Boston Pride, por 71.

    https://twitter.com/Sportsnet/status/1356460641788256257/photo/1

    Já o embalado Boston Pride iria enfrentar o Minnesota Whitecaps, atual campeão da Isobel Cup (disputada em 2019).

    O Toronto Six, mesmo estreante na liga, já era o grande favorito a levar a Isobel Cup. No começo da temporada, demorou um pouco para embalar, mas depois pegou o ritmo e não perdia há quatro partidas.

    Do outro lado, a briga seria boa entre as últimas finalistas da Isobel, com tanta tradição e vontade de levar o campeonato de ambos os lados.

    Agora é preciso esperar que todos possam se recuperar deste vírus. Torcemos para que a próxima temporada seja jogada até o fim, para enfim vermos mais um time entrar para a história como campeão da Isobel Cup.

    Foto: Reprodução/nwhl.zone

  • Primeiro dia de bolha da NWHL é marcado por estreias

    Primeiro dia de bolha da NWHL é marcado por estreias

    No sábado (23), a NWHL fez o seu retorno oficial ao gelo com o primeiro dia da “bolha” em Lake Placid, New York. Com transmissões na Twitch, o primeiro dia teve três jogos programados.

    Dentre eles, tivemos a estreia oficial do Toronto Six e de diversas jogadoras que participaram do draft de 2020 da NWHL. Além disso, a liga, que conquistou diversos novos fãs nesse meio tempo, movimentou as redes sociais dos fãs de hockey, sem falar, é claro, do chat da transmissão, que teve grandes momentos.

    Com a opção de doar inscrições, a solidariedade foi um dos grandes destaques do dia, com fãs comprando diversas inscrições para outros recém-chegados. No entanto, menção honrosa e vai para a doação inusitada de um jogador da NHL, que também estava assistindo à transmissão.

    O winger J.T. Brown, ex-Tampa Bay Lightning e com contrato assinado com o IF Björklöven na HockeyAllsvenskan, não somente assistiu como também interagiu com os fãs e doou ao todo 71 inscrições (o número usado po Saroya Tinker, do Metropolitan Riveters) ainda na primeira partida do dia. Dessa forma, provou-se mais uma vez que com pouco um jogador de destaque pode ajudar na visibilidade para o hockey feminino.

    Outro destaque vai para as jogadoras que mostraram seus apoios aos protestos do Black Lives Matter ocorridos por todo os Estados Unidos no decorrer do ano passado e se ajoelharam durante os hinos nacionais. Assim, mais uma vez jogadores de hockey insistem que o esporte pode e deve apoiar a sociedade nas suas lutas.

    Mas as manifestações em prol do movimento não param por aí. As camisas usadas pelas jogadoras nesta temporada possuem um patch com a frase “end racism” (“acabe com o racismo” em tradução livre). Essa foi uma forma da NWHL mostrar que apoia um hockey mais inclusivo, afinal o hockey é (ou deveria ser) para todos! 

    Riveters 3, Six 0.

    O primeiro jogo do dia foi entre o veterano Metropolitan Riveters e o estreante Toronto Six, o que provavelmente tornou essa uma das partidas mais aguardadas entre os fãs.

    Logo no início da partida, aos 01:43, já tivemos a rede sendo balançada pela defensora Leila Kilduff, das Riveters. Mais tarde, ainda no final do primeiro período, Kilduff repetiu o feito e aumentou a vantagem do time de Nova Jersey para 2 a 0.

    No entanto, isso não desanimou o time canadense, que fez de tudo para marcar um gol na partida. Ao todo foram 40 tiros a gol realizados pelo time, que não conseguiu marcar nenhum graças à goleira Sonjia Shelly. Enquanto isso, as Riveters tiveram 16 shots bloqueados pela goleira Elaine Chuli das Six.

    Por fim, Toronto teve um bom desempenho no gelo apesar da falta de gols. O time, que estava jogando apenas a sua primeira partida na história, conseguiu mostrar que tem um grande potencial e é questão de tempo para se destacar em gols.

    A defesa do Metropolitan Riveters foi excelente e uma das grandes responsáveis pela falta de gols da outra equipe. Ao final, com Toronto deixando o gol vazio, as adversárias aproveitaram a chacen e a atacante Emily Janiga garantiu um terceiro gol faltando apenas 22 segundos para o fim da partida.

    Whitecaps 2, Pride 1.

    Outra partida muita esperada entre os fãs era do Minnesota Whitecaps e Boston Pride, os finalistas da Isobel Cup da temporada 2019-20, que foi cancelada devido à COVID-19. Numa partida emocionante para ambos os lados, as jogadoras deram um show no gelo e mantiveram os torcedores atentos durante a transmissão.

    Ambos os times eram fortes e tinham grandes chances de ganhar. A prova disso foi quando a defensora Jenna Rheault mandou o puck direto para a atacante Christina Putigna, que aproveitou a chance e balançou a rede para o Pride. No entanto, essa alegria não durou muito. Poucos minutos depois foi a vez da atacante Joanna Curtis balançar a rede para as Whitecaps e empatar a partida em 1 a 1 no primeiro período.

    No segundo período, o time de Minnesota abriu uma vantagem ao marcar o seu segundo gol da partida. Desta vez, com o gol da vitória marcado pela capitã Winny Brodt-Brown. Com o ponto, ela se tornou a jogadora mais velha na NWHL a marcar um gol, aos 42 anos.

    Assim, o time garantiu a sua vantagem e posteriormente a sua vitória no seu primeiro jogo na bolha. Boston deu o seu máximo, mas ainda assim não conseguiu marcar nenhum outro gol. Foram seis oportunidades de power plays e 37 shots defendidos pela goleira Amanda Leveille. Enquanto a goleira Lovisa Selander defendeu 17 tiros de 19 realizados pelas Whitecaps. 

    Whale 2, Beauts 1.

    O último jogo do dia foi entre o Connecticut Whale e o Buffalo Beauts. Não era uma estreia ou um duelo tão aguardado como os anteriores, porém isso não o tornou menos importante. Nem menos interessante. Começando pelas goleiras de ambos os times, de um lado a terceira escolha geral do NWHL Draft de 2020, Carly Jackson, pelas Beauts e do outro, a goleira Abbie Ives pelo Whale. 

    Diferentemente das duas primeiras partidas, no primeiro período não vimos nenhum time a balançar a rede. No entanto, isso não durou muito no período seguinte. Marcando o seu primeiro gol e ponto na carreira, a segunda escolha geral do draft do ano passado, a jogadora Kayla Friesen, abriu o placar para o time de Connecticut. Dessa maneira, ela criou uma vantagem para o seu time que durou todo o segundo período.

    Entretanto, o time de Buffalo também queria muito vencer e foi durante um power play no terceiro período que a atacante Kristin Lewicki mandou o puck para dentro da rede e empatou a partida. Consequentemente, o gol aumentou os ânimos no gelo e deixou o duelo entre Jackson e Ives ainda mais acirrado. Ao todo, Carly parou 42 shots contra os 24 defendidos por Abbie.

    Sem novos gols, o jogo não teve outro destino a não ser tentar desempatar na prorrogação, que também seguiu sem nenhuma alteração no placar. Restou apenas o shootout para decidir o time vitorioso.

    Com apenas um gol marcado nas três rodadas, por Katelyn Russ ainda na primeira tentativa, o Connecticut Whale garantiu a vitória da noite sobre as Beauts que não marcaram em nenhuma cobrança. O resultado mostrou que, apesar das jogadoras terem feito o seu melhor no gelo, o grande destaque foram as goleiras de ambos os times. 

    A temporada da NWHL segue até o dia 5 de fevereiro, quando acontece a Final da Isobel Cup. Todos os jogos podem ser assistidos através do canal na Twitch da liga, e a programação completa no horário de Brasília pode ser vista neste tweet.

    Foto: Reprodução/ Twitter @NWHL

  • Os uniformes para a temporada 2020-21 da NWHL

    Os uniformes para a temporada 2020-21 da NWHL

    Temporada nova é sinônimo de novidades para os times, e com a NWHL não poderia ser diferente. Para a sexta temporada da liga, decidiu-se inovar não somente no formato, mas também nos designs escolhidos para os uniformes dos times. Além disso, a NWHL e seus times também firmaram algumas parcerias inéditas nessa temporada 2020-21.

    Uma delas foi a parceria com a empresa K1 Sportswear, que fornecerá aos times as jerseys utilizadas não somente nos jogos mas em todos os eventos pelos próximos três anos. Outra novidade é que a mesma empresa montará uma equipe feminina para trabalhar no projeto, como uma forma de demonstrar apoio para as profissionais mulheres. 

    Outra parceria formada pela liga visando o melhor para as suas jogadoras foi com a empresa Bladetech Hockey que fornece as lâminas para os patins de todos os times. Essa foi outra iniciativa da NWHL, que vem buscando cada vez mais conforto e qualidade para as jogadoras. 

    Boston Pride

    O time vem com tudo nesta nova temporada, além dos uniformes novos, o Pride fez uma parceria com a STÄRK Hockey. A empresa vai fornecer sticks personalizados de acordo com a preferência de cada jogadora. Além disso, no gelo elas irão usar luvas e calças da marca, equipamentos fornecidos pela empresa e bolsas para carregar os mesmos.

    No dia 12 novembro a equipe de Boston anunciou os novos uniformes para os jogos em casa e longe de casa. Como de costume, o uniforme para os jogos de casa traz as cores do time em destaque, com o tom amarelo, puxado para o dourado, e os detalhes em preto e branco. Com o brasão do time em destaque, o uniforme traz o clássico e o moderno na mistura perfeita. 

    Enquanto isso, o uniforme para os jogos longe de casa têm a cor preta em destaque mudando gradualmente para o tom dourado. Com o nome da cidade em destaque, os nomes e números das jogadoras ficaram também por conta do tom dourado trazendo um diferencial para a jersey.

    Buffalo Beauts

    Poucos dias depois de Boston, foi a vez das Beauts revelarem os seus uniformes para a nova temporada. Durante um episódio do “NWHL Open Ice” na Twitch, o time fez a grande revelação, mostrando que também sabe usar o clássico e inovar. Para as partidas em casa o azul bebê está de volta, com os detalhes em preto e branco. Já o uniforme para os jogos como visitante têm a cor preta como principal. 

    Em ambos os uniformes o brasão do time permanece em destaque na frente, com a coroa em um ombro e o brasão da cidade de Buffalo no outro.

    Connecticut Whale

    O Whale foi uns dos primeiros a anunciar os seus novos uniformes para a sexta temporada, ainda no dia 22 de julho durante o programa “NWHL Open Ice” na Twitch. Mantendo as cores do time e trazendo novidades, o uniforme para os jogos em casa têm a cor branca em destaque, com os detalhes das mangas em azul e verde lembrando a cauda de uma baleia.

    Enquanto isso, o uniforme visitante da equipe mantém a marca registrada do time nas mangas e na barra inferior em azul. Na cor verde, os detalhes ficaram por conta do azul e do branco. Assim como a jersey em casa, o uniforme mantém o logo com o C e a baleia sorridente em destaque.

    Metropolitan Riveters

    No final de novembro foi a vez dos Riveters lançarem os seus uniformes, unindo o clássico do time à própria história. Os uniformes levam elementos que representam uma homenagem às mulheres que trabalharam nas aeronaves durante a segunda guerra mundial. O que tinha sido projetado anteriormente para a temporada 2019-20 agora retorna como uniforme dos jogos em casa. Com a cor branca predominante, os detalhes ficam por conta do vermelho e azul. Enquanto a gola é vermelha, a manga azul traz três listras na cor branca. 

    O uniforme para os jogos fora de casa serão representados pela cor azul, com detalhes em vermelho e branco. As faixas e a estrela na manga da temporada inaugural estão de volta dando um toque clássico ao novo. Ambos os uniformes foram projetados pela equipe de marketing da W. Hockey Partners. 

    Minnesota Whitecaps

    No mesmo dia, os Whitecaps fecharam com chave de ouro os anúncios dos novos uniformes da NWHL. Com os detalhes em azul e branco, a camisa preta mantém a marca registrada do time para representar os jogos fora de casa. 

    No entanto, a novidade fica por conta do design inédito para o uniforme dos home games. Pensando em homenagear o apelido de Minnesota, “Land of 10,000 Lakes” (Terra dos 10.000 lagos), o uniforme vem com um design totalmente inovador ao colocar a paisagem de um lago como detalhe na parte inferior da jersey. Para a cor principal, o time seguiu o básico mantendo a cor branca para o pano de fundo da paisagem em azul, usando a natureza como parte da identidade visual do Estado. 

    Toronto Six

    Outro time que firmou uma parceria com a STÄRK Hockey foi o Six, a empresa tem buscado cada vez mais estar atendendo o público feminino e a parceria tem sido mais um passo para isso. Oferecendo os mesmos produtos, a equipe de Toronto terá acesso a sticks personalizados para as suas jogadoras. Além disso, luvas e calças, e o equipamento necessário dentro e fora do gelo, assim como a bolsa para carregar o equipamento serão disponibilizados.

    Anteriormente, no dia 26 de junho, o time havia divulgado o uniforme que irá utilizar em sua temporada de estréia. Com três modelos, os Six lançaram os uniformes para os jogos em casa, longe de casa e o uniforme alternativo. 

    A sexta temporada da NWHL irá acontecer entre os dias 23 de janeiro e 05 de fevereiro em Lake Placid, NY, no formato bolha. Ela será transmitida através da Twitch da liga com as semifinais e final exclusivamente na NBC Sports nos Estados Unidos. 

    Foto: Ilustração com fotos de nwhl.zone e Twitter @thebostonpride

  • Descubra qual time da NWHL mais combina com você

    Descubra qual time da NWHL mais combina com você

    Com a nova temporada da NWHL se aproximando, além de todo o conteúdo aqui no site para você ficar por dentro dessa liga, que tal descobrir qual das seis equipes tem o perfil que mais se parece com o seu?

    Faça o quiz abaixo e descubra agora. Você também pode compartilhar seus resultados no final!

  • Q&A com Kaleigh Fratkin: a defensora do ano da NWHL

    Q&A com Kaleigh Fratkin: a defensora do ano da NWHL

    Falar sobre a carreira de um jogador canadense é uma das coisas que mais fazemos aqui no NHeLas. Afinal, o hockey e o Canadá andam de mãos dadas desde sempre. Mas hoje chegou a vez de fazer algo relativamente novo para nós. Chegou a vez de falarmos sobre a carreira de uma jogadora de hockey feminino. A maior defensora da história da NWHL, Kaleigh Fratkin do Boston Pride.

    Nascida na cidade de Burnaby, na Columbia Britânica, no Canadá, Kaleigh vem de uma família de atletas e começou a sua carreira no esporte ainda muito nova. Competindo em diversos esportes, a atleta colecionou conquistas por onde passou. Adepta a diversas modalidades ao mesmo tempo, Fratkin praticava futebol, lacrosse, patinação artistística e, claro, hockey.

    No futebol, Kaleigh ajudou o seu time a conquistar o Campeonato Provincial de 2008 e foi nomeada MVP em 2010. Quanto ao lacrosse, a atleta conquistou  o Campeonato Provincial com seu time em 2009. Hoje, além de jogar hockey, ela também trabalha com marketing para a Under Armour.

    Kaleigh com suas parceiras do Boston Pride. (Foto: Michelle Jay/NWHL)

    Kaleigh Fratkin, a jogadora de hockey

    No mundo do hockey, a defensora quebrou barreiras.

    Fratkin participou três vezes do Team Canada Development Camp entre 2006 e 2009. Nesse mesmo período, em 2007 e 2008, ela fez parte do time canadense Sub-18 numa série de três jogos contra o time dos EUA. Em 2009, a canadense também ajudou sua seleção a ganhar a medalha de prata no IIHF World Women’s U18 Championship. Ainda conquistou três vezes consecutivas o campeonato nacional canadense com o Team BC (British Columbia), entre 2008 e 2010, e participou dos Jogos de Inverno do Canadá. 

    Em 2010, Fratkin entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a jogar no British Columbia Midget Major League, ingressando no Vancouver North West Giants, um time masculino de hockey. Ela não somente foi a primeira mulher como também ajudou o time a conquistar o 2010 Provincial Championship e foi nomeada finalista do BC Athlete of the Year.

    Na temporada 2010-11, Kaleigh começou a jogar na NCAA pela Boston University, apesar de não ter tido um início tão marcante, os seus dois últimos anos mostraram do que a atleta é feita. Durante a temporada 2012-13 ela bloqueou 56 shots, se classificando a segunda melhor da liga.

    Na temporada seguinte, em 2013-14, em seu ano sênior, foi nomeada Capitã Assistente e marcou 26 assistências, quatro gols e 30 pontos. Também em sua última temporada, Fratkin foi nomeada para a New England Division I All-Star e Hockey East First-Team All-Star. Em seus quatro anos com o time, foram 66 pontos marcados, com 9 gols e 57 assistências. 

    Após terminar sua carreira na NCAA, a jogadora foi selecionada como 5º escolha no draft da CWHL pelo Boston Blades, onde conquistou 8 pontos (1 gol e 7 assistências) na temporada regular. Naquele ano, a jogadora teve motivos em dobro para comemorar: seu time foi para os playoffs e conquistou a Clarkson Cup de 2015. Enquanto a seleção canadense Sub-22, da qual fazia parte, foi para a National Cup, conquistando a medalha de ouro.

    Na temporada seguinte, a defensora teve uma mudança de ambiente ao ingressar como a primeira canadense na NWHL. Em 2015-16 ela começou no Connecticut Whale participando de 18 jogos e marcando 17 pontos (cinco gols e 12 assistências).

    Nessa mesma temporada, ela foi emprestada para o Boston Pride junto com mais duas jogadoras de seu time e assim participou do primeiro 2015 Women’s Winter Classic da NWHL. Fratkin também foi convidada a participar do primeiro NWHL All-Star Game e terminou a temporada como a defensora com mais pontos na liga. 

    Na temporada seguinte, em 2016-17, a jogadora assinou com o New York Riveters, onde jogou somente uma temporada, e também participou do NWHL All-Star Game. Em sua terceira temporada na liga, em 2017-18, a jogadora assinou com o Boston Pride, time em que permanece até hoje.

    Nas três temporadas com o Pride, a jogadora já marcou cinco gols e 32 assistências, somando 37 pontos. Em 2020, foi nomeada para o NWHL Defensor of the Year e pela terceira vez para o NWHL All-Star Game, onde ganhou o Slalom Hardest Shot Competition (tiro mais forte). A defensora já renovou com a liga em breve poderemos vê-la brilhar novamente no gelo. 

    [Esta entrevista foi traduzida e editada para maior clareza]

    Durante o high school você também jogava lacrosse e futebol, como você decidiu que queria então seguir carreira no hockey?

    Desde cedo meus pais me incentivaram a praticar muitos esportes. Durante o ensino médio, eu competi muito no futebol, lacrosse e patinação artística (muitas pessoas não sabem que eu patinei em alto nível por bastante tempo). Por fim eu decidi seguir carreira no hockey porque eu amava muito o esporte. Era meu sonho jogar na NCAA e me formar com um diploma de uma universidade dos EUA. Meus dois irmãos mais velhos também iam jogar hockey universitário na NCAA e eu queria seguir seus passos.

    Você foi a primeira mulher a entrar para a British Columbia Midget Major League, como foi quebrar essa barreira para as mulheres que viriam a seguir?

    Ser a primeira mulher a jogar Major Midget Hockey na Columbia Britânica foi bem incrível. Naquela temporada, eu joguei com e contra alguns jogadores bem notáveis. Foi especial ser considerada para aquela mesma classe. Quebrar aquelas barreiras é algo de que me orgulho muito. Na época, eu não entendia muito bem o impacto que estava tendo na geração mais nova de jogadoras de hockey feminino em BC, e só anos mais tarde eu fui perceber o impacto. Eu dei o exemplo para jogadoras mulheres. Não importa seu gênero, tamanho/estatura, ou o que quer que seja, que se você é bom o suficiente, você pode jogar

    Como foi fazer parte de tantos momentos históricos para a NWHL, como o Women’s Winter Classic de 2015?

    Fazer parte de muitos momentos históricos na NWHL gerou algumas experiências inacreditáveis em minha carreira profissional. Oportunidades como ser emprestada para o Pride na temporada 1 para o Outdoor Classic foi um dos momentos mais especiais. Eu lembro de estar patinando durante o aquecimento no Gillette Stadium encarando o telão o tempo todo. Eu estava encantada pelo lugar onde eu estava e por quão legal era a atmosfera. Uma coisa que eu nunca vou esquecer.

    Você esteve com a NWHL desde o início da Liga. Como foi ver o nascimento dela e a forma com que ela vem ganhando espaço na modalidade?

    Como membra original na NWHL, eu tive a oportunidade de ver o crescimento tremendo que a liga teve em 5 anos. Do primeiro jogo disputado no Chelsea Piers até a temporada 5, eu vi o impacto imediato que a NWHL tem tido na geração mais nova de jogadoras mulheres. Eu tenho muito orgulho dos passos que a liga tem dado e continua dando. Jogadoras entrando na universidade têm a oportunidade de jogar profissionalmente quando suas carreiras universitárias acabarem por causa da NWHL. Eu não tinha isso quando entrei na universidade. Estou ansiosa para ver a liga continuar a crescer e ver onde ela vai estar daqui muitos anos.

    Você vai para a sua sexta temporada com a NWHL após ter jogado em três times diferentes, em cidades diferentes. Como é a experiência de jogar em diferentes cidades por diferentes times?

    Preciso dizer que dos 3 times da NWHL em que eu joguei, jogar para o Boston Pride tem sido o meu favorito!! Sem desconsiderar meu tempo com o Whale e as Riveters, porque também foi muito especial, mas Boston se tornou minha segunda casa. Do meu tempo na universidade até virar profissional, tem algo nos fãs de Boston e na Warrior Arena que é a cereja do bolo. Eu espero que a gente possa jogar em frente dos nossos fãs algum dia em breve! #famintapelacup

    Kaleigh durante o 2020 NWHL All-Star. (Foto: Michelle Jay/NWHL)

    Você é a defensora com a maior pontuação na história da NWHL. Como foi ser nomeada Defender of the Year e vencer o Slalom Hardest Shot Competition?

    Vencer a competição de Hardest Shot (tiro mais forte) no NWHL All-Star Weekend em Boston foi surpreendente. Eu estava, na verdade, bem doente no dia anterior à competição de habilidades. Eu nem pensei que seria capaz de participar, então foi um bom jeito de terminar o dia! Ter sido selecionada a defensora do ano foi especial para mim. Tem uma tonelada de defensoras talentosas na NWHL e qualquer uma mereceria o prêmio então eu fico feliz e me sinto honrada de ter sido escolhida.

    Assim como outras jogadoras, você divide seu tempo entre ser jogadora profissional e ter um emprego fora do gelo. Como você equilibra suas duas profissões?

    Equilibrar duas carreiras profissionais definitivamente tem seus desafios, mas (é) algo que me orgulho de poder fazer. Ainda que eu adoraria só jogar hockey como única profissão, a realidade é que ainda não estamos lá como esporte. Sendo este o caso, eu amo meu outro emprego. Eu trabalho no marketing da Under Armour. É um emprego como nenhum outro, em que eu tenho a chance de mesclar minha paixão por esportes e moda. Eu trabalho com atletas todo dia e me apoio em minhas experiências como atleta profissional o tempo todo no meu trabalho. Sou grata e sortuda pela UA e o suporte deles em ambas as minhas carreiras.

    Você já participou da Nations Cup e da Women’s World Championship da IIHF. Como é a atmosfera de participar de campeonatos mundiais representando o seu país?

    Representar o Canadá em qualquer palco é uma honra absoluta. Sempre que você tem a oportunidade de usar a folha de bordo no peito, é especial. Definitivamente tem uma pressão que vem com representar a sua nação, mas é algo que eu pude fazer diversas vezes e sou grata por isso. O Campeonato Mundial na Alemanha foi um bem divertido! Apesar de ter perdido o jogo pela medalha de ouro para os EUA, minha família estava lá assistindo, o que tornou tudo ainda mais especial ter o apoio deles.

    Com a final da Isobel Cup cancelado, como você tem feito para se preparar para a próxima temporada da Liga?

    Meu treinamento de intertemporada está finalmente em curso e em pleno vigor. Eu tenho um programa de verão que estou seguindo para fortalecimento fora do gelo e condicionamento e trabalho em habilidades no gelo durante a semana. Na intertemporada eu tento estar no gelo o máximo que posso. Então estou focando em patinar 4 vezes por semana. Meu plano é intensificar (o treino) no gelo quando estiver mais perto de setembro.

    Foto: Michelle Jay/NWHL