Ontem (15) demos início aos playoffs da NHL. Todo fã de hockey adora acompanhar este momento da temporada. Este domingo (16), temos a estreia das divisões Oeste e Central na disputa pela Stanley Cup.
Como explicado no resumo anterior, os confrontos estão diferentes devido à pandemia da COVID-19.
Hoje vamos resumir o que se pode esperar dos confrontos entre Carolina Hurricanes e Nashville Predators, e Tampa Bay Lightning e Florida Panthers.
O que esperar da Divisão Central:
A sensação desta divisão, o Carolina Hurricanes, não deve ter problemas para despachar os Predators. Com uma equipe equilibrada, Carolina gera mais chances de gol, incluindo aquelas de áreas de alto perigo como a slot, levando a uma melhor qualidade de tiro ao gol. É uma ligeira vantagem, porém, deve se destacar no gelo a favor de Carolina na maior parte da série.
Em power plays, não há dúvida de que os Hurricanes são o melhor time. Nashville gera 41 chances de gol a cada 60 minutos com a vantagem de um homem no gelo, a oitava menor marca da liga nesta temporada. Carolina gera 58 chances de gol a cada 60 minutos de power play, a quinta maior taxa da NHL.
Partidas da série:
Jogo 1: segunda-feira (17), Nashville Predators x Carolina Hurricanes
Jogo 2: quarta-feira (19), Nashville Predators x Carolina Hurricanes
Jogo 3: 21 de maio, Carolina Hurricanes x Nashville Predators
Jogo 4: 23 de maio, Carolina Hurricanes x Nashville Predators, caso necessário*
Jogo 5: 25 de maio, Nashville Predators x Carolina Hurricanes, caso necessário*
Jogo 6: 27 de maio, Carolina Hurricanes x Nashville Predators, caso necessário*
Jogo 7: 29 de maio, Nashville Predators x Carolina Hurricanes, caso necessário*
A segunda disputa dessa divisão é o primeiro confronto inteiramente da Flórida nos Playoffs da Stanley Cup. Dessa forma, colocará o atual campeão Tampa Bay Lightning contra o Florida Panthers, uma franquia que não vence uma série de playoffs desde 1996. O Lightning ainda deve melhorar o desempenho para as partidas dessa série com o retorno tão esperado dos atacantes Nikita Kucherov e Steven Stamkos que estavam lesionados.
Kucherov perdeu toda a temporada regular após uma cirurgia no quadril em dezembro de 2020; ele liderou a NHL com 34 pontos (sete gols e 27 assistências) nos playoffs da temporada passada. Stamkos perdeu os últimos 16 jogos da temporada regular, entretanto, antes liderou a equipe com 17 gols em 38 jogos. Nas últimas três temporadas, os Bolts superaram os adversários por 63-44 com uma eficiência incrível quando os dois atacantes dividiram o gelo, ao mesmo tempo em que marcaram 86 gols de power play em 136 jogos.
Mesmo sendo surpreendente a classificação dos Panthers, a equipe fez uma boa temporada regular e tem time para brigar com Tampa. No entanto, essa disputa da Flórida está mais inclinada a ficar com o Lightning. De qualquer maneira, os Panthers não irão desistir, afinal o time não ganha uma série de playoffs desde a final da Stanley Cup de 1996, que foi na sua terceira temporada de existência.
Partidas da série:
Jogo 1: domingo (16), Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers
Jogo 2: terça-feira (18), Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers
Jogo 3: quinta-feira (20), Flórida Panthers x Tampa Bay Lightning
Jogo 4: 22 de maio, Flórida Panthers x Tampa Bay Lightning
Jogo 5: 24 de maio, Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers, caso necessário *
Jogo 6: 26 de maio, Flórida Panthers x Tampa Bay Lightning, caso necessário *
Jogo 7: 28 de maio, Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers, caso necessário *
Quem você acha que vai passar destes confrontos? Será que o atual campeão da Stanley Cup conseguirá defender seu posto ou teremos uma surpresa na Flórida? E Carolina vai manter essa temporada maravilhosa que fez na divisão e garantir uma chance de levantar o troféu mais uma vez? Indique nos comentários para quem vai sua torcida!
Apaixonar-se nem sempre é de um dia para o outro. O sentimento vem com o tempo, primeiro as borboletas no estômago, depois o sorriso bobo no rosto e então a descoberta do novo amor e a ansiedade de querer conhecer mais sobre essa nova paixão. Essa foi exatamente a sensação que eu tive quando, trocando de canal em 2015, deparei-me com hockey passando na televisão. Um esporte que tanto me fascinava, mas só tinha contato através de filmes, séries e livros, sem nunca me tocar que existia toda uma liga e times para se apaixonar.
Entenda, nunca fui muito fã de esportes, muitos menos quis entender e acompanhar algum. Quer dizer, isto até o hockey entrar na minha vida. Em pouco tempo me vi completamente viciada em pesquisar um mais sobre a modalidade e seus times. No entanto, para a minha infelicidade, a temporada já estava no fim e eu só poderia de fato começar a acompanhar no início da temporada seguinte.
Foi exatamente assim que a minha jornada com esse novo esporte começou e o motivo do back-to-back do Pittsburgh Penguins ser tão importante para mim. Naquele ano, eu me vi completamente fascinada por um esporte novo e de uma forma um tanto inusitada. Entretanto, o hockey tem algo que cativa logo de cara, seja pela rapidez do puck no gelo ou até mesmo o amor dos torcedores durante os jogos.
Os playoffs, então, é algo divino. Quando o nosso time está no gelo, tudo que mais desejamos é estar conectado, assistindo, especialmente quando estamos ganhando. Lembro que no início não foi fácil aprender um novo esporte, principalmente quando levamos em consideração a barreira da linguagem. Mas nada nos impede de estarmos sentados em frente à televisão tentando entender aquele bando de regras e o porque do juiz não separar aqueles jogadores brigando no meio do jogo.
A descoberta do novo amor
Em meio à correria da vida adulta, fui aprendendo mais e me apaixonando mais. Na temporada 2015-16, vi-me nervosa acompanhando a saga dos Penguins rumo à vitória da Stanley Cup 2016. O caminho não foi fácil, o time teve um início de altos e baixos naquela temporada. Ao final de 2015, haviam conquistado somente 40 pontos em 37 jogos, foram 18 vitórias contra as 15 derrotas.
Ainda assim, os Penguins não se deram por vencidos e, com o novo ano veio uma nova esperança. As vitórias que anteriormente iam caindo voltaram a crescer e a esperança desta fã em acompanhar a sua primeira temporada regular também. Por fim, o time finalizou a temporada com 104 pontos e 48 vitórias, assim permanecendo em quarto lugar geral na Liga.
Novamente me vi perdida. Os jogos não aconteceriam mais da maneira que eu estava acostumada, e imaginem a minha surpresa ao descobrir que o time agora precisava vencer rounds (além dos jogos é claro).
Logo de cara enfrentamos o New York Rangers. Não que eu entendesse muito o que estava acontecendo, mas segundo os comentários, aquele era um antigo rival nessa fase. Com apenas cinco jogos, a tão sonhada vitória veio e assim avançamos para a próxima rodada.
O que não foi tão fácil assim. Em cada novo round que entrava, a batalha se tornava mais difícil, mas não impossível. Assim, o time eliminou equipes de peso como o Washington Capitals e Tampa Bay Lightning. Mal sabia eu que a caminhada ainda não tinha acabado.
Como último oponente a equipe de Pittsburgh enfrentaria o San Jose Sharks. O time da Califórnia também vinha de uma boa temporada e uma caminhada árdua. As equipes não estavam para brincadeira e o show no gelo foi simplesmente incrível. A briga pela Stanley Cup estava acirrada e eu fiquei completamente fascinada. Se não bastasse dois overtimes durante aquela série final, foram necessários passar por seis jogos, e a cada novo jogo a energia parecia mais forte.
No entanto, todos esses momentos valem a pena quando enfim chega a tão esperada noite. Aquela que todo fã deseja e todo jogador sonha, a noite em que mostra que todos aqueles meses treinando e todo aquele esforço não foi em vão: a noite de levantar a Stanley Cup.
Naquele 12 de junho de 2016, o time de Pittsburgh estava longe de casa, cercado por fãs do seu adversário e com a certeza que aquela poderia ser a grande noite. Era o sexto jogo e eles vinham de uma vitória em casa, que deixava eles a um passo de serem campeões.
Os Pens abriram o placar ainda no primeiro período, garantindo uma vantagem que logo seria retirada pelas mãos de Logan Couture. No entanto, bastou um passe do capitão Sidney Crosby para o defensor Kris Letang para que a vantagem voltasse para as mãos do visitante.
Pouco depois foi a vez do sueco Patric Hörnqvist, novamente com uma assistência de Crosby, cimentar o futuro dos Penguins e garantir a vitória. Acho que nunca vou esquecer a alegria no rosto dos jogadores naquele Jogo 6, a energia naquela arena, os fãs vibrando e as famílias entrando no rink pra comemorar. Entretanto, essa noite não consegue se comparar ao ano seguinte quando enfim entendendo o esporte pude acompanhar a temporada inteira.
O ano em que tudo virou mágica
A temporada 2016-17, essa sim foi uma temporada mágica, enfim o prazer de assistir a uma partida e conseguir entender tudo que estava acontecendo. De brigar com a televisão quando o gol do meu time era contestado e até mesmo xingar o técnico quando discordava do empty net. Em meio a hat tricks, que nem eram do meu time mas me dava vontade de jogar um chapéu no gelo, e comemorações de gols, os playoffs estavam cada vez mais perto. Nada se comparava a energia da corrida pela tão desejada Stanley Cup.
Os jogos eram eletrizantes. Devo confessar que a vontade de não perder nenhuma partida era tanta que eu contei uma mentira ou cem para sair mais cedo das minhas aulas. O gás da temporada anterior ainda refletia no início desta temporada, os Penguins terminaram o ano de 2016 com 25 vitórias contra apenas 8 derrotas, assim somando 55 pontos. O início de 2017 também foi bastante satisfatório para o time que terminou a temporada regular em segundo lugar na NHL com 50 vitórias e 111 pontos.
Novamente a equipe se viu num caminho árduo para a vitória. Os playoffs, assim como no ano anterior, foram de lutas com o time dando duro para avançar entre os rounds. Enquanto no primeiro enfrentaram o Columbus Blue Jackets e jogaram apenas cinco jogos, o round seguinte não foi tão simples assim, enfrentando um oponente forte e o primeiro da NHL na temporada regular. O Washington Capitals fez o time de Pittsburgh suar em sete jogos, levando os fãs à loucura numa série espetacular.
Correr para casa vigiando o placar de jogo era algo que nunca imaginei fazer na vida, mas na série seguinte lá estava eu desesperada em mais um round eletrizante de sete partidas e muita emoção.
A final da conferência contra o Ottawa Senators não foi fácil, e o time canandense lutou bravamente tentando garantir a sua vaga na final. O Jogo 7 com certeza não foi para os fracos de coração. Foram necessários dois períodos até Chris Kunitz balançar a rede e abrir o placar para Pittsburgh. No entanto, a alegria durou pouco quando menos de um minuto depois Mark Stone marcou pelo Senators e empatou o jogo.
Com os ânimos a mil, a partida ficou mais acirrada no terceiro período, quando Justin Schultz abriu uma vantagem para os Penguins e Ryan Dzingel empatou novamente o jogo. Sem novos gols e com a partida empatada, não restou outra alternativa a não ser ir para o tão temido overtime. Aqui devo fazer outra confissão, como fã eu simplesmente odeio este momento, juro que sinto até um frio na barriga.
Quanto mais dura o OT, mais eu prendo a respiração com medo de ver o meu time perder. Nesse dia em especial, o nervosismo foia ainda maior. O jogo já estava acirrado e já tinha bastante expectativa, afinal o vencedor sairia campeão de conferência e finalista do campeonato. Por isso, foi nescessário não somente uma prorrogação, mas sim duas. Quando por fim Crosby fez um passe para Kunitz que mandou o puck direto pro gol, a arena foi a loucura. Naquela noite, os Penguins se viam a um passo de levantar a taça pelo segundo ano consecutivo.
A final que consagrou o back-to-back
A final foi de muita expectativa: de um lado o campeão da última temporada e do outro o Nashville Predators que não iam para uma final há 19 anos. O round começou bem para os Penguins, que ganharam os primeiros jogos em casa. No entanto, a sorte pareceu mudar quando o time de Nashville ganhou os dois jogos seguintes também em sua casa dando o gás necessário para a briga pelo campeonato.
O que eles não contavam era que no quinto jogo Matt Murray mostrasse todo o seu potencial ao não deixar um único puck passar pela rede. Enquanto isso, para a infelicidade dos Predators, o puck balançou a rede seis vezes do outro lado, deixando o time de Pittsburgh novamente a um passo da taça.
No entanto, tudo se resume àquela noite mágica e tão aguardada, a noite em que tudo valeria a pena. O último jogo não foi fácil, o time de Nashville tinha a vantagem de estar em casa e eles definitivamente não queriam perder. Justamente por isso não facilitaram nem um pouco, mas nada podia parar Pittsburgh.
O time visitante tinha garra, não que o outro time não tivesse, mas tinha algo de especial em torno do elenco dos Penguins naquela noite. Eles mostraram que não estavam para brincadeira, com um gol de Hornqvist no final do terceiro período e de Carl Hagelin em um empty net. O time de Pittsburgh conseguiu a sua segunda vitória consecutiva assim, dando a chance de Sidney Crosby levantar a sua terceira Stanley Cup na carreira.
Eu posso ter derramado uma lágrima ou duas, mal sabia eu que aquele seria o primeiro de muitos momentos em que esse esporte me emocionaria. No ano seguinte, eles foram eliminados durante os playoffs, mas ainda assim foi emocionante ver o momento em que Alex Ovechkin levantou a taça pela primeira vez em sua carreira.
Ali eu pude enfim perceber que, para mim, o hockey é muito mais do que ver o meu time ganhar ou perder. São esses momentos, em que nos emocionamos mesmo com um time para o qual não torcemos.
Não é nenhum mistério para quem acompanha a NHL que o Dallas Stars é um dos times underdogs – palavra que muitos associam com “perdedor”, ou “azarado”. Como torcedora, apesar das memórias que o significado da palavra trazem a minha mente, não acho que seja completamente errado se referir a Dallas dessa forma. Em partes, acredito que até o próprio time reconheça as suas falhas e status.
Mas, após um ano conturbado, não vim aqui falar apenas do sentido ruim que a palavra traz. Se conseguirmos parar e olhar por outra perspectiva, existe um lado positivo. O lado que nos prova que, apesar da derrota, um underdog nunca desiste de tentar, e de ultrapassar os próprios limites que, não apenas os demais estabeleceram a ele, mas que ele estabeleceu a si mesmo.
É isso que Dallas tem feito, desafiado a si mesmo a cada temporada, na esperança de alcançar por fim o seu final feliz (uma Stanley Cup, caso ainda reste dúvidas, já que muitas vezes, caro leitor, tenho tendência a ser mais dramática do que o necessário). Por isso, este texto é sobre ocupar o segundo lugar, e porque, por hora, para um time que está encontrando seu caminho de volta, está tudo bem.
As decepções ensinam mais do que podemos imaginar
Desde que comecei a acompanhar o hockey em 2018, os Stars tiveram duas decepções, resultado de derrotas. Coincidentemente, ambas nos playoffs. Derrotas que doeram não apenas no torcedor, mas ainda mais no time.
As decepções tendem a doer ainda mais quando criamos expectativas. Se as coisas estão indo bem, por que não colocá-las em um alto patamar? É algo normal do ser humano.
Lá em 2019, após a vitória no primeiro round, não foi diferente com os Stars. Depois de uma temporada difícil, e repleta de obstáculos, a comunidade do hockey considerava quase improvável que o time do Texas avançasse na competição. Ainda mais improvável que chegasse tão longe ao ponto de conquistar sua segunda Stanley Cup.
Mas, outra vez, o underdog provou que podia ultrapassar os limites impostos, derrotando assim Nashville e se classificando para a segunda rodada dos playoffs da Stanley Cup de 2019. Do ponto de vista de uma fã, posso garantir para todos vocês que o round contra o St. Louis Blues foi difícil, por falta de uma palavra melhor.
No fim, quando o apito final soa, o melhor time acaba ganhando. No hockey, não é apenas o talento que influencia na vitória de uma equipe. O cansaço, condicionamento físico e, principalmente, o timing são fatores cruciais.
Aaquele não era o momento do Dallas Stars. Novamente, como fã, a derrota doeu. Lembro de me sentir estranha ao final daquele Jogo 7 contra os Blues em 2019, como se fosse o meu sonho tendo um fim. Mas a derrota não doeu tanto em mim quanto doeu em cada um dos jogadores de Dallas, que trabalharam incansavelmente até o último segundo da partida.
Em horas como essas, é difícil para o torcedor se colocar no lugar do jogador do seu time, e, por isso, os julgamentos são feitos. Até o momento em que a equipe divulga a lista de lesões dos jogadores nos playoffs.
Aqui, o nosso coração fica menor, sabendo que tudo que estava ao alcance de cada integrante da equipe foi feito. Inclusive sacrificar-se além dos seus próprios limites, mas essa é uma discussão para outro momento.
A derrota foi um balde de água fria para Dallas, que acreditou que o sucesso na corrida dos playoffs seria suficiente. Voltar para casa de mãos vazias não era uma opção que havia sido considerada pelo time a essa altura do campeonato, mas que agora era a realidade.
No entanto, as decepções ensinam muito sobre quem somos, e fez o mesmo com o Dallas Stars que, ao voltar para o Texas, sentiu que era o momento de aprender sobre si mesmo. Essa era a única forma de entender seus erros para, assim, consertá-los, tentar novamente e ter êxito.
Exceder as expectativas é a consequência merecida do trabalho árduo
Mesmo com as lições proporcionadas pela temporada anterior, os Stars não iniciaram 2019-20 da maneira desejada. Contabilizando mais derrotas do que vitórias na tabela, foram meses até que o time atingisse estabilidade na liga e se mantivesse na zona de classificação para os playoffs.
Mesmo alcançando um bom desempenho em meados do calendário regular, sua instabilidade não tornou o time um dos favoritos a conquistar a Stanley Cup aos olhos de quem acompanha a NHL.
Com a pausa devido à Covid-19, a liga se reorganizou, e uma temporada totalmente diferente do que estamos acostumados teve continuidade. Com uma pausa tão grande, a tendência era que times com bom desempenho anteriormente pudessem decair.
Apesar do mau desempenho durante o round robin, nós pudemos assistir um Dallas Stars diferente com a volta da NHL. Diferente para melhor. Ao derrotar o Calgary já na primeira etapa, a equipe mostrou que estava ainda mais disposta a batalhar pelo seu lugar na competição.
No entanto, nós sabemos que vencer o primeiro round dos playoffs não pode ser lido como algo além de vencer o primeiro round dos playoffs. O início da competição é incerto, e até a Final, muitas coisas podem acontecer.
Aqui, presenciamos um Dallas Stars que saiu da sua zona de conforto para tentar uma abordagem diferente e se tornar o time ao qual as pessoas querem assistir. Um Dallas que ataca continuamente desde o primeiro segundo da partida e só descansa quando o apito final soa. Que arrisca com jogadores que, mais tarde, se tornariam figuras essenciais de um elenco que estava redescobrindo o estilo de jogo da equipe.
No segundo round, percebemos o quanto o time é importante para as suas grandes lideranças, que souberam se afastar para dar espaço para aqueles que mudariam a história dos Stars nos playoffs de 2020, e colocariam o seu nome escrito na do hockey. Menção honrosa a Denis Gurianov, Anton Khudobin, Joel Kiviranta, e muitos outros que foram cruciais para que o time conseguisse avançar.
Se vencer o Colorado Avalanche foi surpreendente, garantir uma vitória na Final de Conferência contra o Vegas Golden Knights fez com que expectativas ainda maiores fossem criadas sobre uma possível vitória da Stanley Cup por Dallas. Esse foi um momento histórico para qualquer pessoa que sempre viu grande potencial no underdog do Sul.
Foram anos até que os Stars chegassem nessa posição. Em uma temporada tão atípica, que testou muito além dos limites físicos, considerei cada jogador do meu time um vencedor. Vencedores por irem além dos limites estabelecidos por eles mesmos. Vencedores porque ninguém acreditava que Dallas chegaria tão longe na competição.
Mesmo esperançoso, meu coração de torcedora sabia que, caso o pior viesse acontecer, seria grata por aquela experiência. E o melhor: senti que Dallas seria grato por chegar até aquele momento. Depois de anos remando contra a maré para chegar até a beira mar, colocar os pés na areia já era o suficiente para trazer a melhor sensação do mundo para o time.
Nada acontece como esperamos – e está tudo bem
No entanto, mesmo com o esforço, dedicação, e tudo de mais importante que foi colocado em jogo para garantir o troféu, aquele ainda não era o momento de Dallas. Após seis jogos, o time deu adeus definitivo para a temporada 2019-20 e assistiu ao Tampa Bay Lightning levantar a Stanley Cup – conquista mais do que merecida pela equipe.
Como responsável por cobrir o live tweet do dia 27 de setembro no site, eu criei esperanças e também vi meu time ser derrotado diante dos meus olhos. Ao vivo. E doeu. Pela segunda vez.
A dor do torcedor se tornou maior por ver a dor nos olhos dos nossos jogadores. Era possível sentir o quanto aquilo era importante para a equipe, e o quanto foi sacrificado para que eles chegassem até aquele momento.
Quando se cria expectativas muito altas sobre algo, a queda acaba sendo difícil de superar. E foi. Naquele dia 27 de setembro de 2020 foi muito difícil.
Mas quando o caos chegou ao fim, e pude pensar com mais clareza, conclui que, naquele momento, estava tudo bem que, naquela temporada, aquele fosse o fim do Dallas Stars. Então, passei a pensar nas coisas positivas que tudo isso trouxe para o time.
Um estilo de jogo ainda melhor, e que mostra a essência dos Stars, diversos recordes que foram ultrapassados, novos talentos descobertos, e quatro rounds dos quais Dallas deveria sentir orgulho. Orgulho por chegar tão longe, e desafiar os seus próprios limites. Orgulho por saber que, no fim, o time fez o que estava ao seu alcance. E acredito que isso seja o mais importante: dar o nosso melhor a partir do que nos é oferecido.
Confesso que todas essas palavras podem ter soado apenas como um simples apanhado de clichês reunidos em um texto só. Mas o clichê não tira a veracidade do fato de que todas as coisas acontecem quando tem de acontecer. Queira eu, você, os torcedores de Dallas e a própria equipe aceitar ou não.
Dallas ainda está se reconstruindo, se reencontrando, e muitas vezes, vai ser difícil aceitar as consequências disso, porque sempre vamos esperar que o melhor aconteça. Essa é uma característica do ser humano – e do fã apaixonado pelo seu time. O Dallas Stars vai se desenvolver, vai mostrar todo o seu potencial, e vai impressionar a todos e a si próprio. O ano de 2020 não era o momento, mas ele ainda vai chegar.
Por hora, está tudo bem ocupar o segundo lugar. A vista daqui permite que o Dallas olhe para trás, e veja a caminhada incrível que já percorreu. Mas também possibilita que o time olhe para frente, e veja que o caminho até a Stanley Cup está mais perto do que imaginou.
Corações partidos sempre nos proporcionam inspiração para produzir coisas boas. Quem não, dentre as favoritas, tem uma música triste, com uma letra que te faz viajar pelas lembranças e momentos de dor? Ou então, aquele filme em que você sabe que o protagonista morre no final, mas ainda assim não cansa de rever, apenas para revisitar o sentimento mais uma vez? Quem nunca ouviu que as melhores obras de arte foram produzidas em meio ao sofrimento?
Artistas como Van Gogh, escritores como Lord Byron e tantos outros usaram de seus momentos de conflito para produzir obras de arte. Quando olhamos para o esporte, não é diferente. As repetidas frustrações fazem os jogadores sonharem mais alto.
E, quando enfim conquistam a taça, a volta por cima vem com um gostinho mais doce. Assim, foi com esse desejo de enfim deixar as frustrações para trás, que grandes campanhas na temporada regular se tornaram a grande conquista da Stanley Cup. Entretanto, a pressão e o nervosismo de ser um time contender pode surtir o efeito contrário.
O Tampa Bay Lightning teve duas grandes decepções nessa década. A primeira foi quando perderam a Final da Stanley Cup para o Chicago Blackhawks, em 2015. Posteriomente, talvez de uma maneira ainda mais frustrante, em 2019, perderam quatro jogos seguidos no primeiro round contra o Columbus Blue Jackets, logo após uma histórica temporada regular, com 62 vitórias, e serem cotados como um dos favoritos naquela pós-temporada.
As expectativas impostas em um time com grande elenco para ganhar o prêmio acabaram tendo o efeito contrário: quando mais se esperava da equipe, mais eles falharam.
Assim como na vida, muitas expectativas são jogadas em cima de nós. Não corresponder a elas deveria ser algo naturalizado, uma vez que muitas dessas cobranças são projeções dos outros em nós mesmos. Entretanto, essas expectativas fazem com que esqueçamos que, no fim, todos somos seres humanos, e, como tal, não somos perfeitos.
Mas, quando se trata de esportes, as coisas não são tão fáceis assim. Nosso sentido de compreensão parece sumir, ainda mais quando o jogo está 0 a 0 no terceiro período e alguém precisa fazer alguma coisa para sair vencedor. Esquecemos, com muita frequência, de que esses atletas que vemos na TV, tão distantes, são pessoas. Mesmo que tenham habilidades que pareçam ser de outro planeta, eles ainda são, de fato, humanos.
Esse costume de colocá-los no pedestal, e até mesmo enxergarmos atletas como semideuses assim como era na Grécia Antiga, aumenta o abismo entre o jogador e os fãs. Contudo, não consigo deixar de perguntar por que, quando Tampa perdeu os quatro jogos do ano passado, doeu tanto em mim, que até passei mal e não pude ir para a faculdade no dia seguinte? Por que a imagem de Nikita Kucherov olhando de longe enquanto os jogadores do Chicago Blackhawks celebravam o recém-conquistado título ainda dói aos fãs, mesmo em quem acompanha hockey há tão pouco tempo?
E por que eu guardarei com tanto carinho e emoção a sequência de Steven Stamkos fazendo um gol no Jogo 3, quando todos nós tínhamos certeza de que ele não iria participar de nenhum jogo dos playoffs?
Quando a força emocional precisa ser maior do que a força física
Nos playoffs de 2020, Tampa teve um caminho bem complicado para ganhar a final. O primeiro oponente seria o Columbus Blue Jackets, a mesma equipe que há um ano encerrou o sonho do Lightning de brigar pela taça.
Após vencer a série por 4-1, o Boston Bruins seria o próximo adversário, no segundo round. Os rivais de divisão deram trabalho. Mesmo assim, Tampa conseguiu vencer a série em cinco jogos.
O próximo adversário foi o New York Islanders, na Final da Conferência Leste. A equipe, que possui uma das defesas mais apertadas da NHL, não seria um adversário tão fácil. Todavia, Tampa conseguiu vencer a série por 4-2, em seis partidas. Enquanto isso, do outro lado da chave, Dallas Stars vencia o Vegas Golden Knights na Final da Conferência Oeste.
A Final da Stanley Cup seria definida entre Dallas Stars e Tampa Bay Lightning. De um lado, a equipe texana possuía um sistema bem fechado, no qual fazer gols era algo extremamente complicado. Tampa conseguiu passar por tudo isso e ganhou a Stanley Cup em seis jogos, 16 anos após o primeiro título, conquistado em 2004.
Essa conquista foi extraordinária por diferentes aspectos. Primeiramente, pois ela ocorreu no meio de uma pandemia, em uma dinâmica de playoffs um pouco diferente. Os times ficaram isolados em uma bolha, em arenas neutras, o que não dava nenhuma vantagem de se jogar em casa, muito menos contavam com a presença das torcidas que sempre impulsionam a equipe.
Segundo, o capitão da equipe, Steven Stamkos, estava afastado por conta de uma lesão agravada enquanto a temporada estava em pausa. Mesmo assim, ele escreveu um dos momentos mais icônicos do hockey.
No Jogo 3, Steven Stamkos entrou na partida, jogou por 2:47 minutos, fez um gol e logo em seguida saiu. Foi a única aparição dele nos playoffs, o suficiente para que o capitão de Tampa eternizasse seu nome na Stanley Cup após levantá-la frente aos seus colegas de equipe.
Aliás, Stamkos ter feito aquele gol entrou para a história do hockey não somente devido sua lesão, mas sim por tudo o que o capitão estava lidando naquele momento. Em uma entrevista para o Lightning Insider, Stamkos revelou que no primeiro round contra o Columbus Blue Jackets sua esposa Sandra sofreu um aborto espontâneo na 21° semana de gravidez. Por conta disso, ele teve de sair da bolha por um momento para ficar com sua esposa e família em um momento tão delicado.
Acredito que são nesses momentos que a humanidade de um atleta é (finalmente) demonstrada. E são nesses momentos que nós, torcedores, lembramos de que eles não são apenas máquinas supertalentosas. Eles são como nós. Eles sofrem como nós.
Então, é aí que a força emocional dos jogadores precisa ser superior à força física. A força física e a brutalidade são duas características clássicas do nosso bom e velho hockey. E para esses homens, que muito provavelmente cresceram em ambientes no qual demonstrar sentimentos é considerado uma fraqueza, saber lidar com esses sentimentos é mais complicado do que ser um saco de pancadas.
Stamkos, naquele momento, estava lidando com duas coisas cruciais na sua vida. Um momento extremamente complicado e sensível em sua família, e a necessidade de deixar no passado as duas decepções do Tampa Bay Lightning, com a chegada dos playoffs.
Certamente, se Stamkos escolhesse sair da bolha e não participasse mais da pós-temporada, para dar apoio completo para sua esposa, alguns torcedores irracionais não reagiriam bem. Afinal de contas, o próprio Tuukka Rask passou por um momento parecido nos playoffs e saiu da bolha. Com isso, ele recebeu críticas de torcedores e até mesmo da mídia. Entretanto, as expectativas dos jogadores favoritos não são feitas para nós.
Por fim, Stamkos escolheu prosseguir com sua equipe, mesmo não recuperado da lesão. E mesmo não estando 100%, ele entrou no rink e jogou menos de três minutos. Porém, esses três minutos foram o bastante para fazer história, com o único gol no único jogo dos playoffs em que ele jogou.
A complexidade de ser um fã
A nossa ligação com um time vai além do que entendemos. Isso pode soar um pouco dramático e místico demais, mas é uma realidade. Esse sentimento de identificação, amor e frustração é algo que precisa de estudo. Assim, essa tal ligação mística torna esses momentos no hockey inesquecíveis. Ainda mais quando um time conquistou o prêmio nesse momento tão difícil da humanidade, onde temos que lidar com o distanciamento das pessoas por conta do coronavírus.
Eu assisto hockey há quase dois anos. Por isso, a minha curta experiência como torcedora talvez não possa ser equiparada com a de uma pessoa que assiste há anos. Todavia, a experiência de ser fã é uma coisa única. A sensação de dependência e frustração é algo único e universal. É algo que todo torcedor sente. Então de certa forma, existe uma uniformidade na experiência de ser fã.
A dependência que sentimos com jogadores literalmente desconhecidos, nossas esperanças e desesperanças depositadas por nós mesmos a eles, e o nosso amor inexplicável por um clube de hockey.
Talvez eu não saiba exatamente como foi perder a final contra o Blackhawks em 2015, assim como não presenciei a conquista da primeira Cup em 2004. Mas vendo hockey e acompanhando a conquista nesse ano único me fez sentir o que todos os torcedores sentem: orgulho, amor e principalmente respeito por todos os jogadores que tiveram de ultrapassar as próprias barreiras emocionais para conseguir trazer essa Stanley Cup de volta à Flórida.
Essa foi uma das frases mais proferidas pelo fã de hockey após assistir o St. Louis Blues na temporada 2018/19. No entanto, ‘milagre’ talvez não seja o termo ideal para se referir a ocasião. ‘Trabalho árduo’ são as palavras corretas.
De underdogs, ocupando o último lugar na tabela, o time de St. Louis escalou para as primeiras posições da divisão central, eliminou quatro grandes times nos playoffs e, assim, garantiu a primeira Stanley Cup desde sua criação, em 1967.
Mas a jornada percorrida pelo time foi longa e cheia de desafios. E conquistas assim precisam ser documentadas.
Portanto, em mais uma edição do “10 for 10”, vamos falar sobre como o St. Louis Blues, mesmo diante de um cenário nada propício, derrubou seus obstáculos e se tornou o campeão da Stanley Cup 2019.
A pré-temporada dos Blues
Após uma temporada 2017/18 devastadora, o St. Louis Blues sabia que algumas mudanças precisariam ser realizadas para que o desempenho da equipe melhorasse na próxima.
Sem a classificação para os playoffs de 2018, a equipe deu início às novas contratações mais cedo. Em maio do mesmo ano, o time anunciou Mike Van Ryn como seu novo técnico assistente, após Darryl Sydor, que ocupava o cargo, não ter renovado o contrato com os Blues por motivos familiares.
No entanto, essa não foi a única aquisição do time durante a pré temporada. David Perron, que havia saído dos Blues em 2017 para disputar uma temporada com o novo time de expansão da época, o Vegas Golden Knights, acabou voltando para a equipe de St. Louis.
Dessa vez, o jogador assinou um contrato que garantiu sua estadia no time por mais 4 temporadas. Tyler Bozak também veio para reforçar a equipe durante a free agency de 2018, assim como Patrick Maroon e Jordan Binnington, em contrato de duas vias.
Mas a trade com o Buffalo Sabres, onde o St. Louis acabou adquirindo Ryan O’Reilly, foi uma das mais rentáveis contratações para a equipe. Isso porque, na temporada 2018/19, o jogador se mostraria um grande reforço para o ataque dos Blues e se tornaria peça importante na conquista da Stanley Cup em 2019.
Porém, inicialmente, as importantes contratações na pré-temporada não pareceram ser o suficiente para ajudar no desempenho do St. Louis.
A temporada
O start dos Blues na temporada 2018/19 não foi o melhor já feito pelo time. Após a derrota para o Winnipeg Jets em sua estréia, a equipe viu seu desempenho cair drasticamente no primeiro mês da competição. Do 10 jogos disputados em outubro, o time se saiu vitorioso em apenas três. Assim, adquiriu 4 derrotas em tempo regular e outras três em overtime, somando apenas nove pontos na tabela.
Em novembro, o time ainda parecia não ver a luz no fim do túnel. Foram 14 jogos disputados que resultaram, por fim, em apenas seis vitórias. Os placares extensos das derrotas apenas reforçaram ainda mais a decaída de desempenho da equipe.
E a demissão do técnico, Mike Yeo, ao fim do mês apenas ressaltou a má fase dos Blues. Como solução imediata, o time optou por promover Craig Berube, que atuava como técnico assistente da equipe desde 2017, para a posição de técnico interino da equipe.
Mesmo com problemas internos e polêmicas que giravam em torno do time de St. Louis, Berube tentou ao máximo guiar os Blues em outra direção. Uma que, futuramente, pudesse resultar em um melhor desempenho da equipe. E apesar de não terem sido gigantes, as mudanças realizadas pelo novo técnico começaram a ser notadas em dezembro.
O número de derrotas, apesar de não ter sido o ideal, acabou não ultrapassando a quantidade de vitórias. Uma diferença se compararmos com o desempenho da equipe no mês anterior. E dessa forma, após 37 jogos disputados, o St. Louis finalizou 2018 com 34 pontos. Número que não colocou os Blues no topo da tabela, mas que foi o suficiente para mostrar que, talvez, Berube pudesse mudar o destino da equipe em 2019.
A grande virada
E foi o que aconteceu. Das 11 partidas que o time disputou em janeiro de 2019, sete resultaram em vitórias. Além disso, a equipe sofreu apenas quatro derrotas em tempo regular e uma em overtime.
Um dos principais fatores a influenciar positivamente no desempenho dos Blues foi Jordan Binnington. O goleiro, que assinou um contrato de duas vias com o time em julho de 2018, não havia disputado tantas partidas com a equipe até o momento, já que Jake Allen ainda ocupava a posição de goleiro titular.
Mas a chegada de Berube acabou se mostrando uma oportunidade para Binnington, que foi chamado para o time após os Blues terem iniciado janeiro com o pior recorde da temporada. E o sucesso do jogador foi imediato: das 7 partidas em que iniciou nas redes dos Blues no mês, o goleiro venceu cinco.
Em fevereiro, notando seu grande desempenho, Berube optou por continuar com Binnington nas redes. E o sucesso do time continuou a prevalecer, pois dos 14 jogos disputados no mês, os Blues saíram-se vitoriosos em 12. Assim, somando apenas duas derrotas (uma em tempo regular e outra em overtime), o time conquistou seu melhor recorde em toda a temporada.
Apesar da leve decaída em março, o St. Louis ainda conseguiu se manter perto da zona de classificação para os playoffs, com 8 vitórias em 15 jogos. Em abril, o time continuou o bom desempenho. Tal qual que garantiu à equipe uma boa posição na tabela.
Com o Fim da temporada regular eapós os 82 jogos mais desafiadores da história do St. Louis Blues, uma colocação no último lugar da tabela, e outras reviravoltas, a equipe se classificou para os playoffs ocupando o terceiro lugar na divisão central e quinto na conferência oeste, com 99 pontos.
Enfim, os playoffs
Devido a instabilidade na temporada regular, muito se especulava que talvez o St. Louis acabasse não avançando não competição. Mas novamente os Blues mostraram que o trabalho árduo desenvolvido pela equipe acabaria trazendo recompensas.
O primeiro adversário dos Blues nos playoffs foi o Winnipeg Jets, que finalizou a temporada uma posição acima dos Blues na Conferência Oeste. E, por terem vantagem, o St. Louis precisou viajar para o Canadá para a disputa dos dois primeiros jogos.
Jogar na casa dos Jets não foi um fator intimidador para os Blues, que venceu as duas primeiras do round. No entanto, o oponente retaliou e venceu os jogos 3 e 4 na casa do St. Louis. Mas a vitória na quinta partida colocou os Blues ainda mais perto de uma classificação.
Dessa forma, o time de St. Louis precisaria apenas de uma vitória para garantir a ida ao segundo round. E foi o que aconteceu – com a vitória no jogos seis, os Blues avançaram portanto para a próxima etapa da competição.
No segundo round, o oponente do time foi o Dallas Stars. Apesar de vencer a primeira partida em casa, os Blues foram derrotados no jogo 2 pelos Stars. E a vitória no jogo três também não foi o suficiente, já que o Dallas acabou se saindo vitorioso nas duas partidas seguinte e, dessa forma, assumiu a liderança do round.
No entanto, a vitória dos Blues no jogo seis deixou a série empatada. Ou seja, seria tudo ou nada para a equipe de St. Louis a partir daqui. E após 3 períodos regulares, e dois overtimes, foram os Blues que levaram a melhor. Assim, o time acabou se classificando para a Final da Conferência Oeste e teria como adversário o San Jose Sharks.
O round contra os Sharks não apresentou tantos desafios como o anterior. Mesmo com a derrota para o oponente no primeiro jogo, os Blues venceram a segunda partida e empataram a série. No entanto, voltaram a serem derrotados pelos Sharks no jogo três, entregando outra a vantagem para o San Jose.
Mas a vitória na quarta partida deu uma nova perspectiva ao St. Louis, que continuou com a sequência de vitórias nos três jogos seguintes. Assim, ao vencer quatro partidas, os Blues venceram o round e, por fim, atingiram o objetivo principal da temporada: ir para a final da Stanley Cup.
Campeões da Conferência Oeste, o último desafio dos Blues na conquista pela taça era o confronto contra os Bruins. Foto: Reprodução/nhl.com
Um passo mais perto
Boston Bruins e seu grande desempenho. Isso era o que separava o St. Louis Blues da sua primeira Stanley Cup Final.
Se classificando para os playoffs na terceira posição overall da Liga, os Bruins contavam com um dos ataques mais eficientes da NHL. E por isso, o St. Louis entendia que as dificuldades que enfrentaria nesse round seriam muito maiores do que as anteriores. Dificuldade que se mostrou presente logo no primeiro jogo da Final, onde o Boston acabou vencendo o St. Louis por 4 a 2 no TD Garden.
Os Blues retaliaram ao vencer a segunda partida em overtime, ainda na casa dos Bruins. E mesmo com a derrota em casa no jogo três, não se mostraram abalados, saindo-se vitoriosos nas partidas quatro e cinco. Mas novamente o Boston colocou um empecilho no caminho ao vencer o jogo seis. Assim, o round precisou de uma sétima partida.
Tudo ou nada. Esse é significado dos jogos 7 em uma Final da Stanley Cup. E aqui, as derrotas, má fase e todos os acontecimentos da temporada serviram como combustível para os Blues no último jogo da competição. Não existia alguém que quisesse mais a vitória do que o St. Louis naquele momento, algo que se mostrou visível no gelo.
Por fim, campeões da Stanley Cup 2018
A vantagem obtida pelos Bruins fez com que o jogo sete acontecesse no TD Garden, casa da equipe. Mas o fator não assustou os Blues, pois foi a equipe quem abriu o placar da partida aos 16:47 do primeiro período com O’Rielly. Pietrângelo seguiu o exemplo do companheiro de time e aumentou o placar para os Blues ainda na primeira etapa do jogo.
Com a não reação do Boston, os Blues assumiram o restante do controle da partida, fazendo mais dois gols. Portanto, após três períodos, 7 partidas da Final e 4 rounds vitoriosos anteriormente, o apito final soou no TD Garden e oficializou o St. Louis Blues como campeão da Stanley Cup 2018.
O time comemorando a conquista da taça pela primeira vez. Foto: Reprodução/nhl.com
A primeira do time em mais de 50 anos de história na NHL. Uma vitória marcada por uma das maiores reviravoltas já feitas por um time da Liga, e que consagrou o St. Louis como uma das melhores equipes da NHL. Ryan O’Reilly, que foi uma das peças essenciais na conquista do troféu pelos Blues, foi o jogador quem levou Conn Smythe Trophy como MVP dos playoffs.
Após a vitória em Boston, o time viajou para St. Louis, onde comemorou a conquista em parade que contou com a presença de cerca de 1 milhão de pessoas nas ruas da cidade. A conquista da taça foi simbólica e importante, já que o último time profissional de St. Louis a conquistar um troféu foram os Cardinals, em 2011.
A conquista da Stanley Cup foi um marco, divisor de águas e contou muito sobre quem é o St. Louis Blues. Novamente, ‘milagre’ não é palavra certa para se referir ao que aconteceu com o time em 2019. A vitória foi fruto de muito trabalho e perseverança da parte da equipe, mesmo quando nada se encontrava a seu favor.
Por isso, como bons fãs do esporte, torcemos para que o espírito de equipe do St. Louis prevaleça e traga mais frutos para o time como os de 2019.
Não é segredo para que ninguém que o Washington Capitals formou um dos melhores elencos da NHL ao longo dos anos. Liderados por Ovechkin, a equipe conseguiu encontrar a química necessária que a permite exibir um dos estilos de jogo mais atrativos da Liga.
Times assim merecem carimbar seu nome na Stanley Cup. Após muito tentar, e chegando perto algumas vezes, o ano de 2018 recompensou os Capitals no melhor estilo possível: trazendo o maior troféu da NHL como presente para o time. O primeiro da franquia desde sua criação, em 1974.
No entanto, a conquista da taça não se deu por acaso: foi a consequência de uma grande temporada executada pelo time. E grandes feitos devem ser eternizados em palavras.
Em mais um texto do especial 10 for 10, inauguramos o ano de 2018 contando a história por trás da conquista da Stanley Cup pelo Washington Capitals.
A pré-temporada dos Capitals
Após uma fresca eliminação dos playoffs da temporada 2016-17, Brian Maclellan, GM do Washington, sabia que era necessário arrumar a casa para garantir êxito na nova season que já batia à porta. Para isso, foi preciso desembolsar alguns dólares com o intuito de manter as principais estrelas do elenco, como Evgeny Kuznetsov e TJ Oshie.
No entanto, para não extrapolar o teto salarial da liga, os Capitals precisaram abrir mão de muitos outros jogadores, algo que acabou gerando muitas críticas por parte da imprensa à Maclellan, questionando se as assinaturas destes contratos teriam sido boas negociações.
O time deixou as críticas para trás e deu início a sua escala de jogos na pré-temporada. Porém, o resultado das partidas não foi o que os Capitals esperavam. Das oito partidas disputadas, o time conseguiu garantir a vitória em somente duas.
Apesar de serem apenas jogos de pré-temporada, os críticos do esporte ainda comentavam se Washington realmente seria capaz de superar o déficit da temporada passada e avançar na competição, ou se o pesadelo de alguns meses atrás se repetiria.
A temporada regular
Apesar das adversidades, a equipe por fim fez sua estreia na temporada 2017-18.
O início não foi nada agradável. Após as vitórias nos dois primeiros jogos, o Washington assistiu seu rendimento decair drasticamente: dos doze jogos disputados naquele mês, seis resultaram em derrotas no tempo regular.
Tendo somado apenas cinco vitórias no primeiro mês da competição, e adquirindo um total de 11 pontos, os Capitals precisaram iniciar o mês de novembro de uma maneira diferente. E um diferente com cara de algo muito melhor.
Dos 14 jogos disputados, o time venceu nove, 7 destes em casa. Assim, a equipe voltou a adquirir mais confiança em seu próprio jogo, enfim mostrando o desempenho que se esperava dos Capitals há bastante tempo. Em dezembro, o time apenas confirmou que o seu sucesso veio para ficar, vencendo 10 das 14 partidas disputadas no mês, somando um total de 51 pontos que os manteve no topo da tabela.
Novo ano, ainda mais êxito para o time de Washington. Em janeiro de 2018, a equipe conquistou seis vitórias em 10 jogos, e apenas duas derrotas em overtime. Estas que ainda resultaram em um ponto cada para a equipe.
Porém em fevereiro, o time se deparou com mais uma pedra no caminho. Apesar do número de derrotas em tempo regulamentar (6) não ter ultrapassado o número de derrotas na tabela (6), a equipe viu seu desempenho cair outra vez. As derrotas, que resultaram em grandes placares para seus oponentes, registraram o maior percentual de gols sofridos que o Washington teve durante a temporada 2017-18.
No entanto, ainda sim conseguiram registrar um total 14 pontos, mantendo-se na zona de classificação para os playoffs.
Em março, a tempestade que parecia tomar conta da equipe chega ao fim, e as boas atuações retornam. Foram 10 vitórias conquistadas em 14 jogos, grandes atuações por parte dos goleiros Holtby e Grubauer. O ótimo desempenho resultou em dois shutouts para Grubauer, enquanto Holtby registrou 1.
Com a entrada do mês de abril, o Washington por fim finalizou a temporada regular 2017-18. Adquirindo 105 pontos na tabela, o time venceu a Divisão Metropolitana pela terceira vez consecutiva e ocupou a sexta posição no overall da Liga.
Portanto, com a passagem do time já garantida para a pós-temporada, agora restava apenas acompanhar o seu desfecho na competição.
Destino: os playoffs
O primeiro desafio dos Capitals nos playoffs foi o confronto contra o Columbus Blue Jackets. Assim como na temporada regular, Washington não iniciou sua estadia na pós-temporada da melhor maneira, tendo perdido as duas primeiras partidas da série em casa.
Porém, a equipe se redimiu ao vencer as duas partidas seguintes em Ohio e, na sequência, ampliou a vantagem na própria arena mais duas vezes. Com as vitórias da partidas cinco e seis, o time da capital americana derrotou o Columbus em 4 jogos e avançou para a próxima etapa.
Com a classificação para o segundo round em mãos, agora restava aos Capitals derrotar o atual campeão na época, o Pittsburgh Penguins, para seguir na competição.
O confronto se tornou ainda mais importante para Washington devido à eliminação na temporada passada pelo próprio Pittsburgh, coincidentemente também no segundo round. Ou seja, essa era a chance que os Caps possuiam de se redimir pelos erros passados e provar que mereciam um lugar na Final.
Apesar da derrota para o oponente na primeira partida da série, Washington recuperou-se para vencer os dois jogos seguintes. No entanto, os Penguins se colocam outra vez na competição ao vencer a quarta partida, empatando assim o round. A vitória conquistada no quinto jogo deu novamente a vantagem aos Capitals, e os aproximam ainda mais da classificação.
A casa lotada do Pittsburgh no Jogo 6 não foi o suficiente para assustar o Washington. Após três períodos regulares e um overtime, os Caps levaram a melhor, e após 20 anos, se classificam para a Final de Conferência.
So close yet so far
Um round. Era isso que separava os Capitals da Final da Stanley Cup. Tendo como oponente o Tampa Bay Lightning, o time entendia que o desafio não seria nada fácil. Foi por isso que, já no primeiro jogo, os Capitals decidiram ditar o ritmo da série, ganhando a partida e saindo em vantagem. Tal qual que acaba se estendendo com a vitória no segundo jogo.
Porém, a boa fase do time de Washington acabou decaindo no jogo três. A partir daqui, o time viu o oponente empatar a série e, em sequência, colocar-se à frente, garantindo vitória em três partidas. Portanto, o Jogo 6 seria tudo ou nada para o Washington.
A equipe voltou então para casa. Apesar de Tampa Bay ter se mostrado um grande desafio, os Capitals, usando como combustível o apoio da própria torcida, conseguiram dominar grande parte da partida. Assim, após três períodos, a equipe venceu a partida e deixou o round empatado.
Não existe Jogo 7 de uma Final de Conferência sem emoção, e foi exatamente isso que os Capitals proporcionaram aos fãs de hockey. Mostrando dominância nos três períodos, o Washington Capitals marcou quatro gols, venceu a partida e, após 20 anos, faz história ao se classificar para a Final da Stanley Cup.
Após três rounds vitoriosos, o último desafio do Washington Capitals seria o Vegas Golden Knights. O time acabou sendo surpreendido, e foi derrotado na primeira partida em um placar de 6 a 2 para seu oponente. No entanto, apesar de mostrar grande desempenho, essa seria a única vitória do Vegas na série. Os Capitals venceram a segunda partida na casa dos Golden Knights, e as outras duas seguintes em sua arena.
Por fim, campeões da Stanley Cup
Uma vitória era o que bastava para que Washington levantasse a Stanley Cup. Com isso em mente, assim como o apoio do seus torcedores, o time viajou para Las Vegas com intuito de finalizar a série no quinto jogo e garantir o troféu tão esperado pela equipe.
Após um período inteiro sem marcar, Jakob Vrana abriu o placar para Washington no início do segundo tempo. Com o gol de Nate Schmidt para Vegas empatando a partida, o capitão, Alex Ovechkin, se viu na obrigação de mudar o jogo, e colocou seu time à frente do placar novamente. Mesmo com os Golden Knights marcando mais duas vezes na segunda etapa, foram os Capitals quem mostraram dominância no restante da partida.
Devante-Smith Pelly colocou o time no jogo outra vez, logo no início do terceiro e, em seguida, seu companheiro de equipe, Lars Eller, fez o mesmo, deixando os Capitals à frente do placar pela terceira vez.
Faltando menos de oito minutos para o fim do jogo, a única coisa que Washington precisava fazer era segurar o placar, e foi isso o que aconteceu.
Assim, após oito longos minutos, o juiz apitou o fim da partida, e diante de uma T-Mobile Arena lotada, o Washington Capitals se tornou campeão da Stanley Cup. Um marco para a equipe, que conquistou o primeiro troféu de sua história.
Alex Ovechkin foi quem faturou o Conn Smythe Award, considerado portanto o MVP dos playoffs. Título merecido, já que o capitão foi uma peça essencial na conquista do time. Além de líder em gols, o jogador ainda foi o segundo com mais assistênciaspelo time nos playoffs, ficando atrás apenas de Kuznetsov.
Após a vitória em Vegas, era o momento do time comemorar o merecido campeonato. Eles voltaram para casa com o troféu e celebraram em grande estilo: um desfile que levou cerca de 1 milhão de fãs às ruas de Washington, e nos trouxe memórias históricas (é quase impossível esquecer Ovechkin e companhia celebrando em uma fonte em Georgetown Waterfront).
Este foi o único título que o time conquistou na década, mas a quantidade de títulos não diminui o grande elenco que Washington formou ao longo dos anos, e que ainda tem muito potencial para novas conquistas. Se depender da vontade de Alex Ovechkin e companhia, ainda veremos o time levantar outra Cup.
2016 foi um ano especial para o Pittsburgh Penguins. Aqui marcou-se o início de uma trajetória vitoriosa na década para o time que, assim, carimbou seu nome na história da NHL, e duas temporadas foi tempo suficiente para que tal feito fosse executado.
Guiados por Sidney Crosby e Evgeni Malkin, a equipe de Pittsburgh chegou à Final da Stanley Cup e, em sequência, conquistou o primeiro campeonato desde 2009.
Mas a trajetória, que se estendeu ao momento em que Sidney Crosby levantou a taça em San Jose, é longa. Em mais um texto do especial 10 for 10, trouxemos a jornada do Pittsburgh Penguins até a conquista da Stanley Cup em 2016.
A pré-temporada
Após a eliminação para os Rangers nos playoffs de 2014, os Penguins iniciaram um processo de mudanças significativas. A maior delas foi a demissão do General Manager do time, Ray Shero, que teve seu cargo ocupado por Jim Rutherford. Porém, apesar da troca de GM, a temporada 2014-15 não foi produtiva para a equipe de Pittsburgh, que se viu eliminada novamente dos playoffs pelo mesmo New York Rangers..
No entanto, um ano pode fazer muita diferença para um time. Em 2015, antes do início da temporada seguinte, o time adquiriu dois jogadores que viriam a ser muito importantes para os Penguins. Um deles foi Matt Cullen, que assinou um acordo de apenas uma temporada, e Phil Kessel, que veio para Pittsburgh através de uma troca com o Toronto Maple Leafs.
Seguidamente, o Draft de 2015 acabou não sendo relevante para o time. O Pittsburgh acabou não obtendo nenhuma seleção no primeiro round, devido a uma trade com o Edmonton Oilers. Assim, o first pick do time seria destinado a equipe canadense (mais tarde, os Oilers acabam cedendo a escolha ao New York Islanders, também em uma troca).
Confiante nas mudanças feitas e novas contratações, o time, portanto, se encaminhou para o início da temporada 2015-16.
A temporada regular
O Pittsburgh Penguins fez sua estreia na regular season no dia 8 de outubro, contra o Dallas Stars. No entanto, apesar de perder as três primeiras partidas, o time acabou vencendo sete jogos ao longo do mês. Desta forma, ao fim de outubro, os Penguins possuíam 14 pontos na tabela. No mês de novembro, os Penguins mantiveram um ritmo parecido com o do anterior em relação à vitórias.
Porém, o ritmo de jogo do Pittsburgh acabou enfraquecendo em dezembro. Das 14 partidas disputadas pela equipe no último mês do ano, em apenas 5 o time se saiu vitorioso. Foram sete derrotas em tempo regulamentar, e duas em overtime. Ao fim de dezembro, a equipe havia adquirido somente 12 novos pontos. O ano de 2015 acabou para os Pens com apenas 40 pontos ao todo na NHL.
Todavia, o novo ano acabou trazendo prosperidade para Pittsburgh. O time começou a manter um equilíbrio de vitórias em janeiro, sofrendo apenas duas derrotas em tempo regulamentar durante o mês. Em março, com 96 pontos na tabela, a equipe se tornou uma das favoritas a faturar a Stanley Cup ao fim da temporada.
Com a temporada regular finalizada em abril, o time acabou ocupando o segundo lugar na Conferência Leste e a quarta posição geral na NHL, com 104 pontos. Com sua passagem adquirida para os playoffs, o time colocou na bagagem a forte promessa de trazer para casa sua quarta Stanley Cup.
Os playoffs
Pittsburgh entrou nos playoffs como um dos favoritos à taça. Com as mudanças feitas na pré-temporada, e jogadores como Sidney Crosby, Evgeni Malkin e Phil Kessel em suas melhores fases, o time tinha grandes chances de chegar à final.
No primeiro round, a equipe voltou a reencontrar o New York Rangers. Este que havia eliminado o time de Pittsburgh dos playoffs nas duas últimas temporadas. Devido à vantagem, os Penguins disputaram a primeira partida em casa, e acabaram se saindo vitoriosos do confronto. Entretanto, a equipe acabou perdendo a segunda partida para os Rangers, também em casa, deixando assim a série empatada. Porém, após vencer três jogos seguidos, o time eliminou o New York da competição. Assim, terminaram por avançar para o segundo round dos playoffs
O segundo adversário dos Penguins foi o Washington Capitals.
Após perder a primeira partida da série em Washington, o time se recuperou com uma vitória no segundo jogo. Com a vitória conquistada nas partidas 3 e 4, os Penguins precisavam apenas de mais uma vitória no jogo cinco para garantir a classificação para a próxima etapa.
No entanto, os Capitals acabam atrasando os planos do time de Pittsburgh, vencendo então a partida e levando a série para um jogo seis. Por fim, para a felicidade de seus torcedores, os Penguins vencem a sexta partida, se classificando, para as finais de conferência.
Um round. Era apenas isso, e o Tampa Bay Lightning, que separavam os Penguins da série final. O time de Pittsburgh disputou os dois primeiros jogos da série em casa. Um fator que acabou não influenciando o time de maneira positiva, já que este perdeu o primeiro confronto. No entanto, acabou vencendo a segunda partida em overtime, e a terceira em tempo regular. Assim, garantiram maior vantagem na série.
Tampa Bay volta a liderar o round ao ganhar o jogo 4 e 5, tendo então três vitórias contra duas do Pittsburgh. O jogo seis seria tudo ou nada para os Penguins, pois perder significava o fim da linha para a equipe nos playoffs.A seguir, na casa do Lightning, os Penguins conquistaram a vitória da partida seis, e desta forma, forçaram um jogo sete. Desta vez em Pittsburgh, com um placar de 2 a 1, o time venceu o último confronto da série e, assim, avançou para a tão esperada Final da Stanley Cup.
O último desafio que separava os Penguins da conquista do campeonato era o San Jose Sharks. O time da Califórnia vinha de grandes atuações nos rounds anteriores, e contava com seus top scorers nos playoffs. Não era um desafio fácil para a equipe de Pittsburgh.
A equipe venceu os dois primeiros jogos, disputados em San Jose. Mas, seguidamente, perdeu o terceiro em casa. Ao vencer a quarta partida do round, o Pittsburgh obteve vantagem na série sobre o oponente. Porém, ao vencerem o jogo cinco, os Sharks acabam forçando uma sexta partida. Este jogo poderia resultar em dois caminhos: se a equipe da Califórnia ganhasse, o round ficaria empatado, forçando um jogo 7. No entanto, se os Penguins garantissem a vitória, a série seria finalizada, e a taça, enfim, voltaria para Pittsburgh após 7 anos.
Pittsburgh Penguins campeão
Após a derrota para o San Jose no jogo cinco, os Penguins viajaram para a Califórnia para disputar a sexta, e possivelmente última, partida da Final da Stanley Cup.
Pittsburgh foi o primeiro a abrir o placar, aos 6 minutos do primeiro período. Apesar de Logan Couture ter empatado a partida para os Sharks no segundo tempo, Kris Letang colocou os Penguins na frente um minuto após o gol de San Jose. No terceiro período, Hornqvist acabou marcando o terceiro gol dos Penguins na partida, deixando a vantagem ainda maior para a equipe de Pittsburgh.
Por fim, o final do jogo é anunciado e, na casa dos Sharks, o Pittsburgh Penguinsse tornou o campeão da Stanley Cup 2016.
Diante de um SAP Center lotado de fãs da equipe californiana, Sidney Crosby levantou a segunda taça dos Penguins conquistada em menos de 10 anos, e a quarta na história do time na NHL. Além disso, Crosby também recebeu o Conn Smythe Award, como o jogador mais valioso dos playoffs.
O time então voltou para a Pensilvânia, onde comemorou a vitória juntamente com seus fãs, em um desfile que contou com mais de 400 mil pessoas, vestidas de preto e amarelo, ocupando as ruas de Pittsburgh.
Após alguns anos de desapontamento, enfim um final feliz para a equipe de Pittsburgh, que, sem sombra de dúvidas, foi merecedora deste. Em três temporadas, o time saiu do status de eliminado precocemente dos playoffs para campeão da Stanley Cup.
As mudanças foram cruciais, e acabaram fazendo bem ao Pittsburgh Penguins, já que este foi só o primeiro capítulo da história vitoriosa do time na década.
Seis temporadas. Foi este o tempo necessário que o Chicago Blackhawks levou para conquistar três Stanley Cups. Isso diz muito sobre o time que os Hawks construíram neste período: consistente, equilibrado e campeão.
O ano de 2015 teve gosto agridoce para o time de Chicago. Foi a última taça, na década, conquistada pela equipe, mas que foi precedida de uma temporada espetacular e de superação.
Essa edição do 10 for 10 nos coloca diretamente em 2015 para revisitar a conquista da Stanley Cup pelos Blackhawks.
A temporada
Na pré temporada de 2014-15, os Blackhawks contrataram um novo técnico assistente, Kevin Dineen, com intuito de reforçar a equipe técnica para nova temporada que já batia à porta. Dineen já havia sido colega de time do então head coach dos Hawks, Joel Quenneville, uma das peças essenciais na conquista das duas Stanley Cups anteriores.
A equipe estreou na temporada em 9 de outubro contra o Dallas Stars, na casa do oponente e Chicago saiu vitorioso do confronto, começando o ano em uma nota positiva. Posteriormente, o calendário seguiu em um bom ritmo para Chicago e, ao fim de 2014, a equipe possuía um recorde de 25-10-2, encontrando-se, desta forma, na zona de classificação para os playoffs.
Apesar de estar em boa fase até o momento, o fim de 2014 trouxe notícias trágicas para os Blackhawks: o falecimento do equipment manager da equipe, Clint Reif. O fato abalou toda a equipe, já que Reif era alguém muito querido pela organização. O time acabou fazendo uma homenagem ao falecido funcionário em uma partida contra os Leafs, na qual os jogadores utilizaram as iniciais de Clint em seus capacetes, e a arena inteira fez um minuto de silêncio antes do jogo começar.
Homenagem do Chicago Blackhawks à Clint Reif
O ano de 2015 se iniciou para o time com a sua participação no Winter Classic. O jogo foi disputado contra os Capitals, em Washington, diante de um Nationals Park lotado. No entanto, o fim da partida não foi feliz para a equipe visitante, que acabou voltando para Chicago com uma derrota de 3 a 2.
No restante do mês de janeiro e fevereiro, os Hawks não protagonizam as melhores performances da temporada, e, desta forma, acabam somando muitas derrotas. Porém, em Março, as coisas acabam por se equilibrar, e durante todo o mês, a equipe acabou perdendo apenas 3 jogos.
Infelizmente, um mês e alguns dias após a morte de Reif, Chicago recebeu outra notícia fatídica. Steve Montador, ex-jogador da equipe na temporada 2011-12, também veio a falecer, na metade de fevereiro. O jogador era especialmente próximo de Daniel Carcillo, que ainda jogava pelos Hawks naquele ano. Posteriormente, o cérebro do ex-jogador foi estudado e, em suma, descobriu-se que este sofria de CTE, Encefalopatia Traumática Crônica. A doença foi causada pelas fortes concussões que o atleta sofreu durante a carreira, e sua morte abalou a comunidade do hockey.
Finalmente, a temporada regular chegou ao fim para o Chicago em 11 de abril de 2015, com uma partida contra o Colorado Avalanche. O time, por fim, finalizou o ano com uma campanha de 48-28-6, ocupando o terceiro lugar na Divisão Central e o quarto na Conferência Oeste, com 102 pontos. Assim, na sétima posição overall da Liga, os Blackhawks partiram para os playoffs e as expectativas eram altas.
Os Playoffs
Se formos falar de times que conhecem muito bem os playoffs e a sua dinâmica, esse time é Chicago, principalmente na última década. Após o dois campeonatos conquistados anteriormente, e passando perto em outros anos, os Hawks iniciam sua jornada até a Stanley Cup confiantes de seu potencial, levando este como combustível durante sua estadia na pós-temporada.
O primeiro adversário da equipe foi o Nashville Predators. Este que também vinha de uma grande temporada regular, tendo finalizado esta uma posição acima dos Hawks na Divisão Central.
Chicago ganhou a primeira partida, disputada na casa do adversário, porém perdeu o segundo confronto, também em Nashville. A equipe então voltou para casa, disputando os dois jogos seguintes no United Center e levando a vitória nos dois confrontos. Se vencesse o jogo 5, os Blackhawks passariam diretamente para o segundo round dos playoffs. No entanto, Nashville venceu a quinta partida, levando a série para um jogo seis. Por fim, Chicago saiu vitorioso no sexto confrontro e se classificou para a segunda etapa da competição.
Desta vez, o oponente era o Minnesota Wild. De todos os confrontos, este foi o que o time menos encontrou resistência. A equipe venceu as duas primeiras partidas diante de sua torcida e, seguidamente, as outras duas disputadas na casa do Minnesota. Após quatro vitórias seguidas, os Blackhawks, por fim, avançaram para as Finais de Conferência.
Uma rodada e o Anaheim Ducks. Era apenas isso que separava o Chicago da Final da Stanley Cup. Talvez, esta tenha sido a etapa em que a equipe mais encontrou dificuldades, precisando de todos os sete jogos contra o time de Anaheim. Durante o primeiro jogo do round, os Hawks perderam na casa dos seus adversários. Porém, garantiram uma vitória na segunda partida, deixando assim a sérieequilibrada. Seguidamente, nos Jogos 3 e 4, Chicago voltou para a casa, novamente perdendo uma partida e vencendo a outra. Com a etapa empatada, os times voltaram para Anaheim, onde os Ducks acabam levando a melhor. Mas, ao vencer o Jogo 6, os Blackhawks forçaram uma sétima partida, e, diante dos fãs do seu oponente, a equipe venceu, encaminhando-se por fim para a Final da Stanley Cup.
O destino final do time de Chicago era o confronto contra o Tampa Bay Lightning. Apesar de ter vencido o primeiro confronto, os Hawks acabaram perdendo os dois jogos seguintes, sendo um deles em casa. No entanto, a equipe volta a vencer o Jogo 4 e, em seguida, o Jogo 5. Desta forma, com três vitórias contra duas de Tampa Bay, caso o time vencesse a sexta partida, se consagraria, então, o campeão da Stanley Cup.
Blackhawks campeão
Felizmente para o time da casa, o Jogo 6 aconteceu em Chicago. Aqui, a única coisa que mantia os Hawks longe da Stanley Cup era apenas uma vitória contra Tampa Bay.
A equipe começou bem. Apesar de nenhum dos times ter marcado no primeiro período da partida, foi a equipe da casa quem deu o pontapé inicial, abrindo o placar com um gol de Duncan Keith. É apenas com este gol que a partida se mantém durante o terceiro período. Por um tempo.
Aos 14:46 da última etapa do jogo, Patrick Kane coloca o puck no fundo da rede, aumentando mais ainda a vantagem dos Blackhawks. Nos minutos que se seguiram ao fim do jogo, a equipe da casa continuou segurando o placar.
Quando a sirene final soou, com o placar de 2 a 0 sobre o Tampa Bay Lightning, e diante de um United Center lotado de torcedores eufóricos, o Chicago Blackhawks foi coroado o campeão da Stanley Cup da temporada 2014-15.
Jonathan Toews levantou a Stanley Cup pela terceira vez em cinco anos mas, desta vez, com um gosto especial para o time: das três conquistas, esta foi a primeira em que o capitão ergueu o troféu diante da própria torcida do Chicago Blackhawks. Após a partida, Duncan Keith acabou faturando o Conn Smythe Trophy, eleito o jogador mais valioso (MVP) dos playoffs.
Além da festa no United Center, o time comemorou com um desfile, que lotou as ruas de Chicago das cores e de torcedores do time, e contou com cerca de 2 milhões de pessoas que comemoraram a conquista junto aos jogadores.
2015 marcou o fim de um ciclo para o Chicago. A conquista de três troféus em cinco anos acaba falando muito sobre como a equipe se construiu e reconstruiu neste período, e o porquê levou, merecidamente, o título de melhor equipe da década passada.
Os Blackhawks não foram perfeitos em boa parte destas temporadas, mas não existe espaço para perfeição completa nos esportes. Há erros e acertos. Às vezes mais uns do que outros. Mas, acima de tudo, existe muito trabalho árduo – o suficiente para que três campeonatos fossem conquistados por Chicago em seis anos, e isso ninguém nunca poderá tirar do time, porque ficou marcado na história.
Os últimos anos não têm sido fáceis para os Hawks, e o time tem passado por uma fase de transição. Portanto, como bons fãs do esporte, que possamos lembrar e apreciar essas conquistas e, desta forma, torcer para que, num futuro não muito distante, os Blackhawks voltem a repetir os mesmo êxitos da última década.
Treze de junho de 2014. Para muitas pessoas, um dia qualquer. No entanto, para os Kings e seus fãs, um dia que entrou para a história. Desde o início da década até então, foram 5 temporadas na NHL, das quais o torcedor de Los Angeles teve a felicidade de ver seu time duas vezes campeão da Stanley Cup.
Para este “10 for 10”, o vamos abordar e relembrar a grande trajetória do LA Kings até a vitória que deu ao time a segunda Stanley Cup de sua história.
A temporada
O início da temporada 2013-14 foi marcado por grandes mudanças na NHL, como a nova estrutura das divisões da Liga. No entanto, os Kings não foram tão afetados com o realinhamento.
Os Kings acabaram por estrear relativamente bem na nova temporada. O time venceu o primeiro jogo, fora de casa, contra o Minnesota Wild, mas acabou perdendo os dois que se seguiram. Assim seguiu a equipe durante todo o mês de outubro, tendo um bom rendimento e se mantendo em posições razoáveis no ranking da Liga.
Novembro trouxe as melhores performances de LA na temporada regular. O time perdeu apenas duas partidas no tempo regulamentar, tendo 2 derrotas em overtime e outras duas em shootout. Foram estas derrotas que acabaram rendendo pontos para a equipe se manter na zona de playoffs.
Ao fim do ano de 2013, os Kings possuíam 54 pontos em 41 jogos, com uma média de 2 gols por partida. O bom desenvolvimento fez com que, desta forma, o time iniciasse 2014 sendo parte dos 3 primeiros colocados da Divisão Pacífica.
Porém, o mês de janeiro do novo ano acabou sendo frustrante para a equipe e seus fãs. Los Angeles somou 8 derrotas em tempo regulamentar, e outras duas em SO. Portanto, ao fim do mês, a equipe teve apenas um aumento de 12 pontos em relação ao 54 que possuía no início de janeiro.
As coisas passam a melhorar para a equipe em fevereiro e março de 2014. O ataque dos Kings, composto por Tyler Toffoli e Tanner Pearson, conseguiu se manter estável e, por fim, acabou levando o time a 94 pontos ao fim de março, com 14 vitórias em 20 jogos.
A temporada regular chegou ao fim para Los Angeles em 12 de abril de 2014, e com passagem direta para a pós-temporada. A equipe finalizou com 100 pontos (décima colocação geral), no 3º lugar da Divisão Pacífica e ocupando a sexta posição na Conferência Oeste.
Apesar de ter apresentado um desenvolvimento razoável ao longo da temporada, o ritmo dos Kings mudou drasticamente para melhor nos playoffs. Sem dúvidas, isso influenciou na vitória do segundo campeonato na história da equipe.
Os playoffs
O primeiro adversário dos Kings na pós-temporada foi o San Jose Sharks. O time de San Jose também vinha de uma grande temporada, terminando no segundo lugar da Divisão Pacífica.
Era senso comum que os Kings teriam um grande desafio pela frente, o que se confirmou na série. O time de Los Angeles foi derrotado nas três primeiras partidas do round, sendo duas destas em casa e com grande domínio dos jogos por parte dos Sharks.
O Jogo 4 era decisivo para os Kings. O placar das três partidas anteriores e o ritmo de jogo apontavam a equipe de San Jose como a favorita para a vitória da disputa. No entanto, contando com um elenco cheio de talentos, os Kings souberam virar o jogo por completo.
O time venceu a quarta partida do round e, assim, forçou um Jogo 5 em casa – no qual também saiu vitorioso. Assim, o round avançou para uma 6ª partida, que também contou com uma vitória dos Kings.
No Jogo 7, com a série empatada, a equipe vencedora estaria classificada para a próxima fase. Após toda a reviravolta, os Kings, por fim, venceram a partida e garantiram sua vaga para o segundo round dos playoffs.
Posteriormente, o Los Angeles enfrentou o Anaheim Ducks. Os Kings venceram as duas primeiras partidas em Anaheim, com a primeira terminando na prorrogação. No entanto, o rendimento do time acabou decaindo, e assim, acabaram por serem derrotados nos Jogos 3 e 4, em casa.
Na quinta partida, os Kings voltaram para Anaheim, porém acabaram acumulando outra derrota. Desta forma, o Ducks lideravam então a série, precisando de uma vitória para avançar. Porém, no Jogo 6, LA voltou a vencer e, com a vitória também no Jogo 7, o time, por fim, avançou para a final da Conferência Oeste.
O penúltimo adversário de Los Angeles era o Chicago Blackhawks, que vinha de dois campeonatos conquistados desde 2010 – um destes na temporada anterior. Os Kings viajaram para Chicago para a primeira disputa da série, e acabaram sendo derrotados pelo time da casa. No entanto, os Kings venceram as três partidas que se seguiram, duas destas na Califórnia.
Ao perderem o Jogo 5, o confronto avançou para mais uma partida – esta que os Kings também perderam para os Hawks. Por fim, com a série empatada, ambos os times se encontram para um Jogo 7.
A Final do Oeste em 2014 foi disputada até o último período e não faltou talento em nenhum dos lados no que muito consideram uma das melhores séries de playoffs nos últimos anos. Para a felicidade dos torcedores de Los Angeles, a equipe derrotou o então atual Chicago e, pela segunda vez na década, garantiu uma passagem para a Final da Stanley Cup.
O último desafio dos Kings até troféu era o New York Rangers. Essa era a primeira vez desde 1981 que times de Nova York e Los Angeles se encontravam em uma final no nível profissional, quando New York Yankees e Los Angeles Dodgers se enfrentaram na World Series (MLB).
Os Rangers também vinham de uma ótima temporada regular e nos playoffs. Porém, isso não foi problema para Los Angeles. A equipe acabou vencendo os dois primeiros jogos em casa, ambos no overtime. Seguidamente, também venceu o terceiro em Nova York. No entanto, com a derrota na quarta partida, os Rangers acabam forçando um jogo cinco na rodada final.
LA Kings campeão
O Jogo 5 aconteceu no Staples Center – casa da equipe de Los Angeles. Por vir de três vitórias no round, os Kings precisavam apenas ganhar esta partida para serem coroados campeões de 2014.
Justin Williams abriu o placar para Los Angeles logo no primeiro período. No entanto, os Rangers se recuperaram, marcando dois gols no segundo período da partida.
Em seguida, Marian Gaborik acabou deixando tudo igual para os Kings, levando o jogo para a prorrogação. Após um período extra inteiro, ambos os times se encaminharam para um segundo OT, no qual, aos 14:43, Alec Martinez colocou fim à partida ao levar o puck para o fundo da rede.
Assim, em casa, o Los Angeles Kings se consagrou campeão da Stanley Cup pela segunda vez na década e na história do time. Dustin Brown, capitão da equipe, levantou a taça diante de um Staples Center lotado de torcedores dos Kings.
O troféu Conn Smythe foi para Justin Williams, de LA, considerado o jogador mais valioso nos playoffs. Outros destaques do elenco foram Anze Kopitar, que liderou a pós-temporada em pontos (26); e Marian Gaborik, jogador com mais gols nos playoffs (14).
Por fim, a equipe comemorou a conquista com um desfile nas ruas de Los Angeles, que contou com cerca de 300 mil fãs.
After winning the 2014 Stanley Cup Championship, the Kings celebrated with one of the most unique parades the @NHL has seen. #LAKings50pic.twitter.com/jonvobXyEP
O Los Angeles Kings teve uma das melhores equipes da primeira metade da década. O time soube trabalhar em conjunto e, por isso, como recompensa teve seu nome marcado na Stanley Cup duas vezes em três anos.
Atualmente, o time não passa por uma de suas melhores fases. Serão necessários talvez anos de reconstrução para que a equipe volte ao protagonismo na Liga. Portanto, nos resta relembrar as suas conquistas e torcer para que, nos próximos 10 anos, os Kings possam coroar sua torcida com mais algumas Stanley Cups.
O ano de 2019 para o hockey foi intenso e lotado. De pontos à shutouts, a NHL registrou acontecimentos que entraram para a história da Liga e colocaram jogadores e times em colocações também históricas. Portanto, a equipe do NHeLas resolveu fazer um top 10 de todos os recordes ultrapassados ao longo dos últimos 12 meses.
04/02: Carter Hart se tornou o 4º goleiro na história da NHL a ter uma sequência de vitórias de, pelo menos, 7 jogos antes mesmo de completar 21 anos. A marca foi registrada em um jogo dos Flyers contra os Canucks.
06/04: O Tampa Bay Lightning se tornou o 4º time na história da NHL a adquirir mais pontos em uma temporada. Ao fim da season 2018/19, registrou um total de 128 pontos. Seguidamente, tornaram-se o segundo time na história da Liga a possuir mais vitórias durante uma temporada, com 62 somadas.
14/10: Victor Olofsson, rookie do Winnipeg Jets na temporada 2019/20, atingiu um recorde histórico no início de sua carreira. Ele marcou todos os seus 7 primeiros gols na Liga em Power Play. Desta forma, se torna o primeiro jogador na história da NHL a conquistar tal feito.
15/11: O forward do Boston Bruins, Brad Marchand, entrou para a história da NHL. Ele se tornou, por fim, o único jogador da Liga a marcar, em 7 ocasiões, nos primeiros 15 segundos de uma partida.
16/11: Connor McDavid e Leon Draisaitl, do Edmonton Oilers, se tornaram a terceira dupla de jogadores na história da NHL, nos últimos 30 anos, a marcar mais de 40 pontos nos primeiros 22 jogos de sua equipe na temporada.
25/11: Em um jogo do New York Rangers contra o Minnesota Wild, Henrik Lundqvist bate outro recorde em sua carreira. O jogador chegou a marca de 455 vitórias com o time. Desta forma, se tornou, por fim, o 5º goleiro na história da NHL com mais vitórias.
10/12: Sebastian Aho, do Carolina Hurricanes tornou-se o jogador mais novo dos Cannes a atingir a marca de 100 gols no jogo contra o Oilers. Desta forma, também passou a ocupar o 6º lugar em toda a história da NHL entre os jogadores que marcaram 100 pontos em poucos jogos (no caso dele, 273).
13/12: O Vegas Golden Knights, no último jogo da equipe contra o Dallas Stars, também conquistou um grande recorde para equipe. Este sendo o maior recorde na história da NHL em pontos nos 100 primeiros jogos fora de casa de uma franquia, somando, por fim, 109 pontos.
14/12: Frederik Andersen, do Toronto Maple Leafs, alcançou a marca de 200 vitórias durante a temporada regular, em 344 partidas ou menos. Portanto, se torna o 5º goleiro na história da NHL a conquistar tal marca.
27/12: Cale Makar, do Avalanche, no jogo do time contra o Minnesota Wild, atinge a marca de 29 pontos nos 30 primeiros jogos de sua carreira. Desta forma, se torna o 5º jogador na história da NHL a alcançar o Marco.
27/12: Alex Ovechkin, no último jogo dos Capitals contra os Blue Jackets, conquista seu 36º ponto em OT durante a temporada regular. Assim, se torna o segundo jogador, na história da liga, com mais pontos em overtime.