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  • Ryan Getzlaf recebe homenagem por sua aposentadoria

    Ryan Getzlaf recebe homenagem por sua aposentadoria

    No último domingo (24), o Anaheim Ducks começou a sua despedida de seu capitão, Ryan Getzlaf. O canadense de 36 anos anunciou a sua aposentadoria no dia 4 de abril, decidindo assim pendurar seus patins após 17 anos na NHL. 

    A partida contra o St. Louis Blues ainda não seria a última de Ryan, mas nada impediria o time de prestar a sua homenagem ao seu capitão. Em uma cerimônia especial junto de seus entes queridos, Getzlaf se despediu da arena Honda Center, lar dos Ducks, com um discurso emocionante. Além disso, marcou a 738º assistência de sua carreira, assim, mais uma vez mostrando a sua habilidade de passe no gelo.

    Nem a derrota de 6 a 3 pode impedir essa de ser a noite mais especial da vida de Ryan segundo o próprio jogador.

    Carreira na NHL

    Getzlaf foi selecionado ainda no primeiro round do draft de 2003,  como a 19º escolha geral pelo time quando ainda se chamava Mighty Ducks of Anaheim. O canadense só foi iniciar a sua carreira na NHL na temporada 2005-06, passando antes pelos times Calgary Hitmen da WHL, Cincinnati Mighty Ducks da AHL e Portland Pirates da AHL.

    Pelos Ducks, Getzlaf se consagrou o maior artilheiro de todos os tempos em temporada regular e playoffs na franquia. Assim ocupando o 49º na lista geral da NHL e o 88º lugar na lista geral da Liga como jogador com mais pontos na carreira. 

    Aos 22 anos se tornou destaque em seu time ao se tornar um importante componente na corrida pela Stanley Cup de 2007. Ao lado de seus colegas de time, Corey Perry e Dustin Penner, a tão famosa “kid line”, Ryan viu o seu time se tornar o primeiro time da Califórnia a conquistar uma Stanley Cup. Além de ter quebrado o recorde da franquia com 17 pontos marcados em playoffs. 

    Poucos anos depois, o jovem jogador viu os seus esforços serem reconhecidos ao ser nomeado capitão na temporada 2010-11, cargo que ocupa até hoje. Assim, se consagrando como um dos 12 jogadores a permanecer por mais de 10 anos como capitão na história da NHL.

    Quadro de medalhas

    Porém, não só de NHL é feita uma carreira no hockey. O canadense também representou o seu país em torneios mundiais e tem muitos motivos para se orgulhar por isso. Ele é duas vezes medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno de 2010 em Vancouver e 2014 em Sochi

    Uma medalha de ouro em 2003 no IIHF World U18 Championship na Rússia, uma medalha de prata na World Junior em 2004 na Finlândia e uma em 2005 nos EUA. Além de uma medalha de prata da World Championship em 2008 no Canadá e uma de ouro pela World Cup 2016 em Toronto.

    O capítulo como capitão dos Ducks ainda não se encerrou para Getzlaf, o jogador ainda tem uma última partida contra o Dallas Stars no dia 29. Além disso, Ryan ainda foi nomeado para o Masterton Memorial Trophy por toda a sua dedicação à comunidade ao longo dos seus 17 anos na NHL. 

    Foto: Reprodução/nhl.com

  • Connecticut Whale garante primeira vaga na Isobel Cup da PHF

    Connecticut Whale garante primeira vaga na Isobel Cup da PHF

    Nesta segunda-feira (28) os fãs da PHF têm motivos de sobra para comemorar. Chegou o final de mais uma temporada e desta vez com um momento histórico, com o Connecticut Whale conquistando a sua primeira vaga na final desde o início da franquia. Enquanto o Boston Pride bateu o Toronto Six e garantiu sua vaga na final em busca da sua terceira Isobel Cup.

    Os times Connecticut Whale e Toronto Six já tinham suas vagas garantidas na semifinal antes mesmo do início dos playoffs. Isso porque ambos os times tinham as melhores pontuações desta temporada com os Whales em primeiro e os Six em segundo lugar no ranking. Para as posições restantes do ranking o Boston Pride ocupava o terceiro lugar, seguido do Metropolitan Riveters em quarto, Minnesota Whitecaps em quinto e Buffalo Beauts em sexto. 

    Desta forma, o primeiro round ficou definido entre o Pride contra Beauts e Whitecaps contra Riveters. Com ambas as partidas dando um show de gols, o time de Boston impressionou no gelo ao vencer seu oponente Buffalo de 6 a 0. Do outro lado, o time de Minnesota também brilhou ao vencer o time de New Jersey por 4 a 1. Assim ambos garantiram as suas vagas nas semifinais contra os times de Toronto e Connecticut, respectivamente.

    Connecticut Whale e a vaga histórica 

    Uma das partidas disputadas na semifinal ficou por conta do Connecticut Whale e o Minnesota Whitecaps que marcou um momento histórico para a franquia da nossa amada baleinha. O time que veio mostrando um crescimento nas últimas temporadas tinha muitas dificuldades em se classificar para os playoffs. Porém tudo mudou nesta sétima temporada, o time de Connecticut deu uma verdadeira guinada, eles conquistaram o primeiro lugar no ranking para a surpresa de todos e ainda conseguiram bater um dos times considerados mais fortes da PHF. 

    Mostrando que não estava ali para brincar, o time fez 35 shoots enquanto os Whitecaps fizeram somente 24. Numa disputa acirrada o show de gols ficou para o segundo período quando Kennedy Marchment, Janine Weber, Alyssa Wohlfeiler e Tori Howran marcaram quatro gols para os Whales. Contra os dois gols marcados por Allie Thunstrom e Ashleigh Brykaliuk para o time dos Whitecaps.

    Outro show no gelo foram as goleiras Amanda Leveille do Minnesota Whitecaps com 31 gols salvos e Abbie Ives do Connecticut Whale com 22 gols salvos. Final do placar 4 a 2 para o time de Connecticut. 

    Boston Pride a um passo de fazer história novamente

    Outro time que deu um show no gelo foi o Boston Pride, a equipe de Boston jogou contra o Toronto Six que já tinha a vaga garantida. Não é surpresa pra ninguém que o Pride é um dos times mais fortes da liga. Eles são o único time da PHF que foi campeão duas vezes e está apenas a um passo de conquistar o sonho novamente. 

    O Boston deu um show ao abrir o placar no primeiro período com um gol de Christina Putigna, seguido de Kali Flanagan apenas alguns segundos depois, deixando o Pride numa vantagem de 2 a 0. Menos de dois minutos depois Kayla Friesen aumentando mais ainda a vantagem do time. Por fim, Breanne Wilson-Bennett abriu o placar para o Six com o único gol que o time marcou na partida, deixando o placar em 3 a 1. 

    No entanto, aqueles não foram os únicos gols do jogo, já que Evelina Raselli e Taylor Wenczkowski também deixaram a sua marca para o time de Boston e finalizaram o placar em 5 a 1 garantindo a vitória. A goleira Elaine Chuli foi a responsável por defender 23 dos 28 shots do time de Toronto, já Katie Burt do Pride defendeu 18 dos 19 shots.

    A grande final acontecerá hoje (28) na arena AdventHealth Center Ice na Florida, como parte da parceria da PHF com o Tampa Bay Lightning da NHL que tem dado assistência desde o início dos playoffs. Para os fãs do Brasil, a transmissão acontecerá através do streaming Star+ às 22h no horário de Brasília. 

    Foto: Reprodução / Michelle Jay twitter @ phf

  • Caos na Trade Deadline da NHL

    Caos na Trade Deadline da NHL

    O que é a trade deadline?

    Trata-se da data limite para trocas de jogadores dentro de uma temporada. Depois da data pré-estabelecida, que o acordo coletivo da NHL estabelece que deve ser a 40 dias corridos do final da temporada regular, nenhum jogador poderá ser trocado até a intertemporada. Devido aos adiamentos de partidas em virtude da pandemia, a trade deadline desse ano ocorreu na última segunda-feira (21). Para saber mais sobre os anos anteriores, o NHeLas tem artigos sobre 2021, 2020 e 2018.

    Aquele em que Gritty perde seu melhor amigo

    Durante mais de uma década os cabelos e barba ruiva de Claude Giroux foram sinônimo do Philadelphia Flyers. Draftado em 2006, o canadense chegou à equipe principal em fevereiro de 2008 e tornou-se peça fixa do elenco de Broad Street na temporada seguinte. Giroux tornou-se capitão da equipe da Filadélfia em 2013, na primeira temporada após o lockout de 2012. Alguns dias antes da trade deadline deste ano ele foi mandado para o Florida Panthers, em um gesto comum oferecido a veteranos que estão no final de um contrato em uma equipe não competitiva, para ter uma chance de disputar a sonhada Stanley Cup. 

    As trocas da Divisão Atlântica

    Além de Giroux, cujo pacote de retorno para a Filadélfia incluiu Owen Tippett, os Panthers também adquiriram o defensor Ben Chariot do Montreal Canadiens, além de terem trocado Frank Vatrano para o New York Rangers e adquirido Robert Hagg do Buffalo Sabres. A equipe da Flórida está apostando muitas fichas nessa pós-temporada. O outro time floridiano e atuais bicampeões,Tampa Bay Lightning, adquiriram Brandon Hagel e algumas picks do Chicago Blackhawks em troca de Taylor Raddysh, Boris Katchouk e picks, além do veterano Riley Nash, que estava em Arizona. 

    O Ottawa Senators, por sua vez, adquiriu Travis Hamonic de Vancouver e Mathieu Joseph de Tampa. Além disso, enviou Joshua Brown para Boston com uma pick em troca de Zach Senyshyn. Os Bruins também adquiriram o defensor Hampus Lindholm, do Anaheim Ducks, em troca de John Moore, Urho Vaakanainen e algumas picks. Ademais, o Montreal Canadiens enviou Artturi Lehkonen para o Colorado Avalanche em troca de Justin Barron e uma pick. Já o Toronto Maple Leafs adquiriu Mark Giordano e Colin Blackwell do Seattle Kraken, além de ter mandado o defensor Travis Dermott para Vancouver.

    As trocas da Divisão Metropolitana

    O Pittsburgh Penguins adquiriu o defensor Nathan Beaulieu do Winnipeg Jets, assim como o atacante Rickard Rakell, do Anaheim Ducks. Nesta última transação os jogadores Dominik Simon, Zach Aston-Reese (para a tristeza da autora que vos fala) e Calle Clang foram para a Califórnia. Além de trocar Giroux, os Flyers também enviaram Justin Braun para o New York Rangers. A equipe da Big Apple também adquiriu Andrew Copp, do Winnipeg Jets, e Tyler Motte, do Vancouver Canucks. O Washington Capitals também se movimentou, adquirindo seu ex-jogador Marcus Johansson, que estava no Seattle Kraken, e Johan Larsson de Arizona. Por fim, uma troca tripla com Columbus Blue Jackets e Florida Panthers resultou na ida de Max Domi para o Carolina Hurricanes

    As trocas da Divisão Central

    A primeira troca na semana que antecedeu a trade deadline foi a ida de Josh Manson, originalmente do Anaheim Ducks, para o Colorado Avalanche. A equipe de Denver também mandou Tyson Jost para o Minnesota Wild em troca de Nico Sturm, além de acrescentar Lekhonen ao seu elenco, vindo dos Habs, e Andrew Cogliano, do San Jose Sharks. O Wild, por sua vez, adquiriu Nicolas Deslauriers e Jacob Middleton dos Sharks, e Marc-André Fleury do Chicago Blackhawks. Além disso, o St. Louis Blues adquiriu Nick Leddy e Luke Witkowski, vindos de Detroit, em troca de Oskar Sundqvist, Jake Walman e uma pick. Por fim, o Winnipeg Jets adquiriu Mason Appleton, do Seattle Kraken e o Dallas Stars adquiriu Vladislav Namestnikov dos Red Wings.

    As trocas da Divisão Pacífica

    A primeira grande troca veio mais de um mês antes da trade deadline, quando o Calgary Flames adquiriu Tyler Toffoli do Montreal Canadiens. A equipe de Alberta posteriormente adquiriu Calle Järnkrok do Seattle Kraken e Ryan Carpenter, do Chicago Blackhawks. O LA Kings adquiriu o defensor Troy Stecher, do Detroit Red Wings, e o San Jose Sharks adquiriu o goleiro Kaapo Kähkönen do Minnesota Wild. Por fim, o Edmonton Oilers adquiriu Derrick Brassard dos Flyers e Brett Kulak dos Habs. 

    A polêmica envolvendo a troca de Evgeni Dadonov

    https://twitter.com/friedgehnic/status/1506101774532423681?s=24

    Uma das últimas transferências anunciadas foi a troca de Evgeni Dadonov para o Anaheim Ducks, vindo do Vegas Golden Knights por alguns contratos de Long Term Injury Reserve (LTIR). O maior objetivo da troca, do ponto de vista de Vegas, era se livrar de um salário alto para reativar jogadores que estavam no Injury Reserve e cujos rendimentos precisariam passar a contabilizar para o total do teto salarial. 

    Entretanto, no início da noite de segunda-feira começaram a surgir informações sobre algo de errado na transação. Ocorre que, segundo apurado por diversos jornalistas, quando Dadonov foi trocado de Ottawa para Vegas em julho do ano passado, seu contrato assinado no ano anterior com a equipe canadense incluía uma cláusula de não-movimento modificada. Isto é, Dadonov tinha uma lista de 10 equipes para as quais não poderia ser trocado. De acordo com informações obtidas pelo The Athletic, Anaheim era uma delas. 

    Assim, a troca não foi processada e está sendo investigada por oficiais da NHL. Há uma confusão acerca da responsabilidade pelo erro, já que a troca não poderia ter sido processada por violar a lista que estava estabelecida no contrato do atleta. Como a lista foi entregue aos Senators quando ele ainda era integrante da franquia, existe a possibilidade da equipe não ter encaminhado o documento para Vegas quando a troca entre as duas equipes ocorreu. 

    Entretanto, por ser uma informação importante no contrato, além de se tratar de informação pública em sites como o Cap Friendly, restam dúvidas sobre quem recairia a responsabilidade pela situação, se foi omissão por parte dos Golden Knights, erro de Ottawa ao não encaminhar a lista ou se até mesmo o agente de Dadonov deveria ter fornecido ele mesmo a lista após a troca.

    ATUALIZAÇÃO: De acordo com o pronunciamento abaixo, a NHL cancelou a troca entre as equipes de Vegas e Anaheim, transação essa que envolvia o jogador Evgeni Dadonov, sob a justificativa de que a lista de não-troca do atleta não foi respeitada pelos Golden Knights, o que invalida a movimentação.

  • Uma resposta à guerra na Ucrânia

    Uma resposta à guerra na Ucrânia

    O assunto do momento, aquele do qual não podemos escapar por nada neste mundo, é a guerra na Ucrânia. Desde que as forças russas invadiram o território ucraniano no dia 24 de fevereiro, o que configura uma violação do direito internacional, os olhares do mundo se voltaram para o Leste Europeu. 

    Muito embora as ofensivas russas já tivessem ocorrido anteriormente, quando o exército de Vladimir Putin adentrou a região da Crimeia, as novas tentativas de subjugar a soberania da Ucrânia tiveram uma resposta bem diferente desta vez. O seu impacto foi sentido na economia, na política e, é claro, nos esportes

    Uma questão de dinheiro

    O resultado político do conflito reverberou na escalada das sanções contra o governo russo, em especial ao presidente do país e seu grupo de oligarcas. Com isso, as movimentações financeiras envolvendo dinheiro russo foram bloqueadas, como, por exemplo, através da exclusão da Rússia no SWIFT, mecanismo de pagamentos internacionais. Até mesmo países que historicamente não costumam se posicionar em situações de conflito, como a Suíça, adotaram essas medidas. 

    Um resultado imediato do efeito financeiro das sanções, especialmente em relação aos oligarcas próximos ao presidente russo, foi a do Chelsea FC. O proprietário do clube inglês é o oligarca russo Roman Abramovich, que adquiriu o time de Londres há quase 20 anos e foi parte fundamental no estabelecimento dos Blues como uma das potências do futebol internacional. Abramovich primeiramente tentou transferir o comando da equipe para um fundo beneficente, mas com a escalada das sanções o russo finalmente colocou o clube à venda, mostrando que os oligarcas de fato estão sentindo os efeitos das medidas.

    O efeito nos esportes

    A questão financeira e o clamor do público repercutiram no esporte mundial. A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) cancelou seu contrato com os organizadores do Grande Prêmio da Rússia, que normalmente ocorre em Sochi. Ainda nos esportes automobilísticos, a equipe de Fórmula 1 Haas cortou vínculo com seu maior patrocinador, a empresa russa Uralkali, comandada pelo oligarca Dimitri Mazepin. O time ainda demitiu seu piloto russo, Nikita Mazepin, filho do ex-patrocinador. 

    No futebol, a FIFA retirou a Rússia das eliminatórias da Copa do Catar depois de diversas manifestações das federações da Polônia, Suécia e Chéquia afirmando que se recusariam a jogar contra os russos. Ainda assim, a manda-chuva do futebol só excluiu a seleção russa após forte pressão da comunidade do futebol internacional. Já no vôlei, a Rússia deixará de ser sede do próximo mundial, que ocorreria em agosto, e os times do país foram suspensos de torneios internacionais

    Na patinação no gelo, russos e bielorrussos foram impedidos de competir internacionalmente por tempo indeterminado. A mesma punição também ocorreu em esportes como atletismo, basquete e até mesmo alguns torneios de tênis. Neste último caso, é importante lembrarmos que o atual número 1 do mundo no esporte é um russo, o tenista Daniil Medvedev. 

    Mas e o hockey?

    A Federação Internacional do Hockey no Gelo (IIHF, sigla em inglês) anunciou no dia 28 de fevereiro que as federações da Rússia e de Belarus não participarão de nenhuma das suas competições neste ano. Além disso, o World Junior Championship de 2023 deixará de ser em território russo e não contará com as equipes russas e bielorrussas. Entretanto, o calendário da federação ainda conta com São Petersburgo como a sede do mundial masculino de hockey de 2023.

    Na Kontinental Hockey League (KHL), equipes como a finlandesa Jokerit e a letã Dinamo Riga desistiram da competição após a invasão russa. O Jokerit abriu mão de jogar os playoffs da Gagarin Cup, para os quais já estava classificado. Atualmente as únicas equipes não russas na KHL são o Barys Nur-Sultan do Cazaquistão, o Dinamo Minsk de Belarus e o Kunlun Red Star da China. 

    Além disso, atletas de outros países tiveram pressa para deixar os clubes que defendiam na Rússia, inclusive ex-jogadores da NHL. Dentre eles Markus Granlund, Geoff Platt, Nick Shore, Kenny Agostino e Shane Price, dentre outros. A NHL anunciou ontem que suspendeu suas negociações com a KHL e informou aos seus clubes que eles deveriam cortar quaisquer comunicações com agências e organizações baseadas na Rússia

    Os reflexos na nova geração de jogadores

    A atual situação geopolítica terá impacto desde aos possíveis contratos de jovens russos que já foram draftados até aqueles que são apenas prospects. Na primeira hipótese, a falta de comunicação e o rompimento de conversas e negociações entre a NHL e seus clubes em relação à KHL e suas respectivas equipes tornará eventuais negociações e mudanças ainda mais difíceis. Pense na forma como Evgeni Malkin deixou a equipe que o formou para ir para Pittsburgh e multiplique isso pelo impacto causado pelo conflito atual.

    Entretanto, quando o agente Dan Milstein anunciou que a Canadian Hockey League (CHL) tinha como objetivo banir do import draft aqueles atletas que eram russos ou bielorrussos, fomos confrontados com uma discussão importante. Até que ponto atletas, neste caso de adolescentes de 16 e 17 anos, podem ser punidos pelas atitudes daqueles, homens adultos sexagenários, que governam seus países?

    Milstein é agente de atletas russos importantes na NHL, como Andrei Vasilevskiy e Nikita Kucherov do Tampa Bay Lightning. A CHL não anunciou publicamente que não consideraria russos e bielorrussos no import draft deste ano, mas cancelou a série entre Canadá e Rússia que ocorreria neste ano. Acerca do import draft, o órgão canadense informou que anunciaria o formato do draft de estrangeiros posteriormente. Além disso, a ESPN+ anunciou que não irá transmitir os playoffs da KHL. 

    Ovechkin e seus laços com o Kremlin

    O capitão e principal jogador do Washington Capitals é uma estrela na capital americana, mas seu brilho é ainda maior na sua terra natal, a Rússia. Um dos principais nomes do esporte russo em geral, Alexander Ovechkin é o grande jogador de uma geração vitoriosa do esporte favorito do presidente Vladimir Putin. O jogador externaliza seu apoio pelo presidente russo há muito tempo, inclusive através de postagens em suas redes sociais.

    Quando a Rússia ocupou e posteriormente anexou a região da Crimeia em 2014, por exemplo, Ovechkin fez um post onde pedia para que as crianças ucranianas fossem salvas do fascismo. O entusiasmo de Ovechkin para com o seu presidente também apareceu na iniciativa de 2017, o Putin Team, do qual faziam parte outros jogadores como Evgeni Malkin e Ilya Kovalchuk, além de outras personalidades russas. De acordo com o Kremlin, o Putin Team não foi criado por Ovechkin.

    Mas o ativismo político do atleta vai além de sua persona pública. Em 2016, quando Ovechkin se casou com Anastasia Shubskaya, filha do oligarca Kirill Shubsky, o casal recebeu um presente de casamento de Putin. O relacionamento próximo do jogador com Putin não é nenhuma novidade, com Ovechkin inclusive afirmando que tem o número de telefone do líder de seu país. 

    Após a invasão russa à Ucrânia, Ovechkin foi questionado sobre o conflito, mas não elaborou muito além de um comentário evasivo sobre paz. Um comercial popular de Ovechkin com seu companheiro de equipe Nicklas Backstrom foi retirado de circulação. Além disso, a empresa de materiais esportivos CCM tirou os materiais promocionais que incluíam o capitão dos Caps e outros jogadores russos.

    Os demais jogadores russos

    Muito embora uma grande parcela da discussão se centre em Ovechkin e sua relação próxima com o presidente russo, ele não é o único representante da Rússia. A NHL possui 41 jogadores russos atualmente, espalhados em vários de seus times. O único atleta a se manifestar publicamente, além do próprio Ovechkin, foi o defensor Nikita Zadorov, do Calgary Flames. Zadorov fez um post no seu Instagram pedindo um fim à guerra.

    O vocabulário utilizado por Zadorov chamou a atenção, já que o nome oficial dado pelo governo russo à invasão é “Operação Especial”. Além disso, foi aprovada uma lei no país que determina uma pena de até 15 anos de prisão para quem usar expressões como “guerra” ou “invasão” para se referir ao conflito na Ucrânia. Desta forma, Zadorov pode passar a ser boicotado pela federação em eventos futuros, além de correr riscos se retornar ao seu próprio país. 

    Nem mesmo atletas como Artemi Panarin, que já havia tecido críticas ferrenhas a Putin e demonstrado apoio ao principal opositor do presidente, Alexei Navalny, se manifestaram. A resposta do Kremlin às críticas resultou em um afastamento provisório do jogador do New York Rangers, depois que ele foi acusado de cometer atos de violência contra uma mulher quando ainda jogava na KHL. Quanto à invasão na Ucrânia, Panarin manteve o silêncio.

    Algumas considerações finais

    Por serem cidadãos de um governo opressor como o da Rússia, onde pessoas são presas e até mortas por se manifestarem contra o Kremlin, é compreensível que muitos desses atletas prefiram o silêncio. De acordo com Milstein, que é agente de muitos dos russos na NHL, seus clientes estão sendo alvo de mensagens xenofóbicas tanto nas redes sociais quanto ao vivo. Milstein é ucraniano e se mudou do país com o fim da União Soviética, no início dos anos 90. 

    Milstein delineou com clareza o porquê da grande maioria dos russos se manterem em silêncio. Por serem figuras públicas, qualquer comentário negativo sobre o governo russo chamaria a atenção do Kremlin. Entretanto, a grande maioria destes jogadores deixaram suas famílias para trás na Rússia e ser abertamente contrário a um regime autoritário poderia significar colocar seus entes queridos em perigo

    Na última newsletter Hockey With Love, a (nossa amiga pessoal) Gaby foi certeira ao apontar o quão intrínseca a xenofobia é dentro do mundo do hockey. Afinal, ela nos pergunta, por que exigimos um posicionamento apenas dos jogadores russos? Ninguém pergunta aos jogadores canadenses (brancos) a sua opinião sobre as violações de direitos indígenas no Canadá, tampouco aos americanos que já visitaram a Casa Branca sobre a agenda política dos presidentes que a ocupavam. Os demais europeus, como os suecos e dinamarqueses, também não são questionados sobre a situação dos direitos humanos em seus países

    Muitas vezes, porque vivemos, em teoria, em uma democracia liberal com a nossa liberdade de expressão salvaguardada pelo, supostamente, porto seguro do Estado democrático de direito, perdemos o parâmetro de como os governos opressores operam. Aqueles que estão, dia após dia, em público protestando contra essa guerra nas ruas de Moscou, São Petersburgo e demais cidades russas são pessoas extremamente corajosas. Mas, com a integridade física de sua família na linha, você poderia afirmar com convicção que teria coragem para fazer o mesmo? 

     

    Foto: reprodução/eurosport.com

  • Finlândia bate a ROC e garante seu primeiro ouro olímpico

    Finlândia bate a ROC e garante seu primeiro ouro olímpico

    O último domingo (20) foi de muita festa para os finlandeses que enfrentaram a seleção Russa na disputa pela medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim, garantindo um título até então inédito para a seleção da Finlândia.

    Depois de ganhar duas pratas e quatro medalhas de bronze, a equipe finlandesa finalmente levou o prêmio final ao derrotar os atuais campeões olímpicos por 2 a 1 em uma partida acirrada que viu o time também reivindicar sua primeira medalha olímpica em qualquer esporte coletivo.

     

    Recapitulando os confrontos entre as equipes

    A Finlândia e os russos entraram em Pequim como favoritos, depois que os tradicionais candidatos Canadá e Estados Unidos foram enfraquecidos pela decisão da NHL de não liberar seus jogadores para os jogos olímpicos devido ao agravamento da pandemia. Dessa forma, os EUA e Canadá, que se contentaram em compor as suas equipes com escolhas secundárias, caíram nas quartas de final.

    No entanto, mesmo sem a presença da NHL, Finlândia e ROC já seriam adversários formidáveis. Ambos são abastecidos com os melhores talentos da Kontinental Hockey League (KHL), que é amplamente considerada a segunda melhor do mundo depois da NHL, tendo uma vasta experiência em campeonatos.

    Nos confrontos, a Finlândia contou com vários jogadores importantes de sua equipe do campeonato mundial de 2019 e do segundo lugar do ano passado. Já a Rússia voltou com vários jogadores importantes de seu time vencedor da medalha de ouro de Pyeongchang, em 2018, onde derrotou a Alemanha.

    Mas enquanto os finlandeses estavam em sincronia ao longo dos jogos olímpicos, a Rússia lutou consistentemente contra adversários menores e perdeu uma vez na fase de grupos, para a República Tcheca.

     

    Em busca da medalha de ouro

    Na disputa pelo ouro, os finlandeses não hesitaram em trazer um ataque agressivo ao gelo, no National Indoor Stadium, onde fizeram mais que o dobro de disparos contra os russos no primeiro período. 

    O ROC assumiu a liderança aos oito minutos do primeiro período, graças a Mikhail Grigorenko com assistências dos Nikitas – Nesterov e Gusev.

    A partida seguiu com um ritmo frenético, onde as equipes demonstraram força para garantir a vitória e a equipe da Finlândia dava tudo de si para empatar a partida. No entanto, o período acabou com os russos em vantagem no placar.

    No segundo tempo, a Finlândia empatou após o zagueiro Ville Pokka marcar, auxiliado por Hannes Bjorninen e Atte Ohtamaa. Tivemos um jogo nervoso e bem truncado, onde as equipes procuraram não cometer nenhum erro que pudesse custar a vitória.

     

    Finlândia conquista o ouro nas Olímpiadas de Inverno de Pequim

    A Finlândia teve seu golpe de sorte aos 31 segundos do terceiro período, com Hannes Bjorninen sendo auxiliado por Marko Anttila e Ohtamaa. Assim, a equipe finlandesa assumiu a liderança para, finalmente, trazer o ouro para casa, além de conquistar o recorde por completar o campeonato sem derrotas em Pequim.

    Os russos previsivelmente montaram uma série de tentativas assustadoras e desesperadas à medida que os minutos se esgotavam no relógio. Eles mataram um power play com pouco mais de seis minutos restantes de partida, mantendo assim a esperança de marcar um gol nos finlandeses e levar a partida para o overtime.

    Mas a buzina do gol nunca mais soou. A Finlândia, que jogou pela primeira vez o hóquei olímpico em 1952, finalmente conseguiu sua sonhada medalha de ouro.

    Ao ganhar a primeira medalha de ouro olímpica de hóquei no gelo da Finlândia, Harri Pesonen disse: “É muito surreal. É a primeira vez para o nosso país no hóquei, então com certeza fizemos história. Neste momento ainda é um sentimento um pouco vazio. Acabou e eu estou surpreendentemente calmo agora, acho que todas as emoções virão mais tarde”.

    “Estou muito orgulhoso desta equipe, da forma como jogamos. Não perdemos um único jogo neste torneio. Somos tão difíceis de vencer. Que grande grupo de rapazes.”

    Vale destacar também que na disputa pelo terceiro lugar tivemos a Eslováquia conquistando o bronze contra a Suécia por 4 a 0, após dois gols da sensação adolescente Juraj Slafkovsky – jogador que tem um futuro incrível e chances reais de ser draftado para a NHL.

    Com esta final imprevisível, tivemos uma partida incrível de hockey e mal podemos aguardar a próxima edição das Olimpíadas de Inverno. Esta que já tem data marcada e acontecerá dos dias 6 a 22 de fevereiro de 2026, em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.

    Foto: Reprodução/ iihf.com

  • Canadá bate os Estados Unidos e conquista o ouro olímpico

    Canadá bate os Estados Unidos e conquista o ouro olímpico

    A quinta-feira (17) começou já dando motivo para os fãs canadenses celebrarem.. Uma das maiores e mais famosas rivalidades do hockey e da modalidade feminina se enfrentaram em busca do ouro olímpico em Pequim, na China. Numa partida emocionante para os fãs, as seleções femininas do Canadá e dos Estados Unidos, conhecidas não somente pela rivalidade, mas por seus talentos, brilharam no gelo e deram um verdadeiro show. Confira os melhores momentos da partida aqui.

    Logo no início do primeiro período a seleção canadense parecia ter aberto o placar com um gol de Natalie Spooner, porém após uma revisão o gol foi anulado devido um impedimento. Pouco depois veio o primeiro gol oficial, desta vez pelo stick de Sarah Nurse aos 7:50 do primeiro período.

    Apenas alguns minutos depois a capitã Marie-Philip Poulin balançou a rede de novo conquistando o 2 a 0 para a seleção do Canadá. Com isso, Poulin se tornou a primeira e única jogadora de hockey (entre o feminino e o masculino) a marcar um gol em quatro jogos pela medalha de ouro olímpica. Curiosamente, a canadense participou de quatro jogos, ou seja, ela marcou em cada edição em que participou (2010, 2014, 2018 e 2022).

    No segundo período, aumentando a vantagem do Canadá, Marie marcou novamente, conquistando o terceiro gol da partida. A equipe dos EUA até tentou dar a volta por cima. Com um gol de Hilary Knight, a seleção americana abriu o placar de seu lado e diminuiu a vantagem do adversário para 3 a 1. Por fim, pouco antes do final do terceiro período, a veterana Amanda Kessel marcou o segundo gol para a seleção estadunidense.

    Apesar dos esforços da seleção dos Estados Unidos, esse era o ano da seleção canadense. Após continuar invicto nos seis jogos durante o campeonato, a seleção do Canadá conquistou a sua sétima vitória contra o seu maior rival. A quinta medalha de ouro olímpica, a primeira desde a derrota de 2018 contra os EUA em PyeongChang na Coreia do Sul. Ao todo foram 38 defesas da goleira Ann-Renée Desbiens somente na final. Quebrando mais um recorde, ao todo foram 57 gols marcados ao longo de todo o evento.

    Além é claro dos diversos momentos marcados na história do esporte e das Olimpíadas. A center Brianne Jenner foi nomeada MVP do evento e terminou o evento com nove gols, empatando o recorde de maior número de gols de uma única jogadora na história das Olimpíadas. A jogadora Claire Thompson é a responsável pelo recorde de defensora com mais pontos nesta edição, ao todo foram três gols e 10 assistências.

    Entrando para a história, a forward Sarah Nurse se tornou a primeira jogadora de hockey negra a conquistar uma medalha de ouro olímpica e a única a ter participado de uma Olimpíada. A jogadora liderou o evento com cinco gols, 13 assistências e 18 pontos, assim se tornando a primeira jogadora a conquistar 18 pontos na história das Olimpíadas. Recorde anterior que pertencia a Hayley Wickenheiser com 17 pontos.

    A próxima edição das Olimpíadas de Inverno já tem data marcada para os dias 6 de fevereiro a 22 de fevereiro de 2026, o evento acontecerá em Milão e de Cortina d’Ampezzo, na Itália.

    Foto: Reprodução / iihf.com

  • Rússia e seu escândalo no doping

    Rússia e seu escândalo no doping

    Se você está acompanhando as Olimpíadas de Inverno de Pequim, deve ter percebido que um dos países mais tradicionais em esportes olímpicos não está presente. Sim, eu estou falando da Rússia. E você também deve ter percebido que existe uma equipe chamada ROC, que nada mais é do que o Comitê Olímpico Russo.

    O uso dessa abreviação é uma brecha que permite aos atletas russos competirem nas Olimpíadas enquanto seu país está banido dos Jogos por causa de seu escândalo de doping. 

    Agora vamos relembrar como a Rússia chegou nessa situação.

     

    Início das investigações

    O escândalo de doping veio à tona em 2014, após uma investigação de uma rede de TV alemã. Dois anos depois, um relatório encomendado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) encontrou evidências de adulteração nos Jogos de Inverno de Sochi (2014).

    O estudo revelou que houve uso generalizado de drogas para melhorar o desempenho e doping sanguíneo praticado por atletas russos do atletismo. O esquema foi incentivado e acobertado por técnicos, médicos e autoridades estatais e esportivas, aponta esse documento.

    Em 2016, o Dr. Grigory Rodchenkov denunciou o programa estatal de doping da Rússia, revelando uma profunda rede de enganos e fraudes que ele já havia ajudado a facilitar. Essa revelação levou à proibição total da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 e intensificou o debate sobre a corrupção no esporte.

    Depois de fugir de seu país por medo de retaliação, o Dr. Rodchenkov agora vive uma vida precária nos Estados Unidos.  Ele conta com a proteção de denunciantes e vive com medo de que agentes russos possam um dia bater à sua porta.

    Em uma entrevista concedida a um site americano, ele disse que o COI (Comitê Olímpico Internacional) puniu insuficientemente a Rússia por seu programa de doping patrocinado pelo Estado ao não banir totalmente a Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 em Pyeonchang. Além disso, a maioria das 43 proibições “perpétuas” de atletas russos dopados foram anuladas pelo Tribunal Arbitral do Esporte.

    Ademais, a Rússia não aceitou a responsabilidade e procurou retaliar o Dr. Rodchenkov. Autoridades russas assediaram a família do Dr. Rodchenkov, confiscaram sua propriedade e lançaram uma campanha com informações para desacreditá-lo. Três dos atletas russos, condenados culpados, ainda processaram o Dr. Rodchenkov na Suprema Corte do Estado de Nova York por difamação. E o governo russo retaliou o COI e a Agência Mundial Antidoping (WADA) invadindo os computadores do COI e da WADA, divulgando documentos confidenciais e ameaçando punir membros do COI e executivos da WADA.

     

     

    foto: reprodução / uol.com

     

     

    Como funcionavam as práticas de doping dos russos?

    O enorme programa de doping da Rússia, patrocinado pelo Estado, visava encobrir testes de drogas positivos. Um relatório encomendado em 2019 pela WADA por Richard McLaren, um advogado canadense, “descobriu um esquema de doping estatal que envolveu 28 esportes, tanto no verão quanto no inverno, e durou de 2011 a 2015”. Isso inclui adulterar amostras de testes de drogas para encobrir resultados positivos de testes de atletas russos.

    Grigory Rodchenkov, que liderou a manipulação de centenas de testes de drogas para os Jogos Olímpicos de Sochi 2014 na Rússia, descreveu muitas das práticas de acobertamento de doping usadas por autoridades russas ao New York Times.

    O processo começaria com cada atleta no sistema de doping dando uma amostra de urina limpa – “entregue em garrafas de refrigerante, mamadeiras de fórmula infantil e outros recipientes diversos” – antes de usar qualquer droga. Os funcionários então procederam para garantir que, sempre que ocorresse um teste de drogas positivo, a urina contaminada fosse substituída por urina limpa para produzir resultados limpos.

    Em uma operação que ocorria no fim da noite, especialistas russos em antidoping e membros do serviço de inteligência, ilegalmente, substituíram amostras de urina contaminadas por drogas que melhoram o desempenho por urina limpa coletada meses antes, de alguma forma manipulando os frascos supostamente à prova de adulteração que são o padrão no mercado internacional de competições, disse o Dr. Rodchenkov. Durante horas todas as noites, eles trabalharam em um laboratório iluminado por uma única lâmpada, passando garrafas de urina por um buraco do tamanho de uma mão na parede, para estarem prontos para o teste no dia seguinte, disse ele.

    Um observador independente da Agência Mundial Antidoping vigiava as instalações durante o dia, mas os russos podiam fazer seu trabalho durante a noite quando ninguém estava olhando. Rodchenkov foi amplamente mencionado em um relatório da WADA sobre o escândalo de doping russo, que levou à proibição inicial da Associação Internacional de Federações de Atletismo e à eventual renúncia de Rodchenkov.

     

    foto: reprodução/ jnews.uk

    Consequências da descoberta

    Mais de 100 atletas russos foram proibidos de participar das Olimpíadas do Rio de 2016. Os jogos ocorreram logo após a reportagem sobre escândalo de doping patrocinado pelo Estado. 

    O período da reportagem abrangeu dois Jogos Olímpicos: Londres (2012) e Sochi (2014) – e incluiu uma variedade de ações antiéticas, como atletas trocando sistematicamente amostras de urina contaminada, às vezes usando “um buraco na parede nas Olimpíadas de Inverno de Sochi”. 

    Como resultado, a Rússia foi sujeita a uma variedade de punições. Além de ter perdido várias medalhas anteriores e ter seus atletas banidos dos Jogos de Inverno de 2018 pelo Comitê Olímpico Internacional. 

    A WADA determinou que a Rússia não poderia usar sua bandeira, nome, hino ou oficiais em competições por quatro anos. A decisão foi a pena mais severa dada até agora. 

    Essa punição estava relacionada a inconsistências nos dados recuperados pela WADA em janeiro de 2019, do laboratório de Moscou. 

    O comitê de revisão de conformidade da WADA sugeriu sanções porque a Agência Antidopagem Russa falhou em cooperar totalmente durante as investigações no país. 

    No ano passado, o Tribunal de Arbitragem do Esporte cortou a proibição da Rússia pela metade, diminuindo para dois anos, após uma apelação.  

    A proibição termina em 16 de dezembro de 2022. Dito isso, a punição também significa que a Rússia não será representada como um país na Copa do Mundo de 2022. 

    De acordo com um relatório divulgado pelo The Independent, a Rússia será reintegrada após o término do prazo de proibição, se respeitar e observar todas as sanções impostas, pagar suas multas e contribuições e começar a aderir aos regulamentos da WADA. 

     

    O hóquei no gelo não ficou fora dos casos

    foto: reprodução/ thehockeynews.com

    Seis patinadoras da equipe de hóquei feminina olímpica de Sochi, incluindo sua capitã e principal pontuadora, foram banidas das Olimpíadas para sempre pelo COI em 2017.

    A equipe russa que perdeu nas quartas de final em Sochi também foi desclassificada retroativamente como um todo.

    Na época, o COI anunciou essa decisão como parte de suas sanções em andamento contra atletas russos que cometeram violações de doping nos Jogos de Inverno de Sochi.

    “- Inna DYUBANOK, Ekaterina LEBEDEVA, Ekaterina PASHKEVICH, Anna SHIBANOVA, Ekaterina SMOLENTSEVA e Galina SKIBA cometeram violações das regras antidoping de acordo com o Artigo 2 das Regras Antidoping do Comitê Olímpico Internacional aplicáveis aos XXII Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi , em 2014, e são desclassificados dos eventos em que participaram.

    – Os seis atletas são declarados inelegíveis para serem credenciados em qualquer capacidade para todas as edições dos Jogos da Olimpíada e dos Jogos Olímpicos de Inverno subsequentes aos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014.”

    A capitã e artilheira Yekaterina Smolentseva, que participou quatro vezes das olimpíadas, estava entre os seis jogadores banidos.

    A Rússia foi a primeira nação a ter 100 atletas desclassificados das Olimpíadas de todos os tempos. O time de hóquei feminino russo foi também o primeiro time em qualquer esporte de qualquer nação a ser desqualificado de uma Olimpíada desde 1948.

     

    O que podemos tirar dessa história

    Atletas são punidos por doping no cenário esportivo internacional o tempo todo, mas a descoberta do extenso sistema de doping da Rússia foi bastante singular. Houve muitos exemplos individuais, mesmo no atletismo americano, como Justin Gatlin, Marion Jones ou Tim Montgomery. Entretanto, nenhum desses casos isolados foi como as fraudes e encobrimentos institucionalizados e patrocinados pelo Estado que foram expostos no escândalo russo. O COI nunca proibiu completamente uma seleção nacional inteira de competir em uma Olimpíada antes como resultado de doping.

    O exemplo mais próximo do que aconteceu com a Rússia, é a seleção da Alemanha Oriental, que competiu de forma independente nas Olimpíadas de 1968 a 1988. Conhecido como Plano Estadual 14.25, foi projetado para ajudar o país comunista a melhor desempenho internacional e proporcionar mais vitórias no maior palco do mundo. “Fomos um grande experimento, um grande teste de campo químico”, disse Ines Geipel, atleta da Alemanha Oriental, sobre o extenso sistema de doping do país. No seu auge, o programa teria empregado mais de 1.500 cientistas.

    Portanto, o enorme esquema de doping organizado pelo governo da Rússia não é o primeiro, mas o COI, IAAF, WADA e outros certamente esperam que seja o último. Com todas as falcatruas e esquemas que foram descobertos e mancham a história do esporte mundial, muitos países se tornaram mais rigorosos com seus atletas e procuram sempre mostrar da forma mais limpa possível, a preparação saudável e justa que fazem para se destacar e vencer nas competições olímpicas. O receio de virar uma vergonha mundial, possivelmente fará com que casos nessa escala não ocorram tão cedo em todo o mundo esportivo.

    Foto: Reprodução/ nbc.com

  • Da procrastinação ao hockey olímpico

    Da procrastinação ao hockey olímpico

    Era uma manhã de sábado em pleno fevereiro e eu estava entediada em casa, provavelmente procrastinando ao invés de fazer algum trabalho de Direito do Trabalho II ou Processo Civil IV. O ano era 2014 e as Olimpíadas de Inverno de Sochi estavam a pleno vapor, mas confesso que na época eu não estava ligando muito para isso. Minha principal preocupação naquele momento era se a universidade francesa para a qual eu havia me candidatado aceitaria me receber para um intercâmbio ou não (spoiler: ela me aceitou e eu me mudei para Paris em setembro daquele mesmo ano). 

    Foi assim que meu irmão, que não fazia ideia da ansiedade que dominava meus pensamentos, me chamou para assistir uma partida de esporte na televisão do quarto dele.  “É hockey no gelo”, ele me disse, “não faço a menor ideia de quem são esses caras, mas se é Estados Unidos contra Rússia, então deve ser divertido”. Quando eu me sentei na frente da TV eu não fazia ideia que estaria vendo possivelmente a última aparição olímpica de grandes nomes daquele esporte (obrigada, Bettman e COVID-19) e nem que aquele momento teria um impacto tão grande na minha vida.

    A partida já estava no segundo período, e o gol solitário no placar era de Pavel Datsyuk.  Entre comentários sobre os sobrenomes complicados e a falta de dentes em certos jogadores, todos feitos pelo meu irmão (n/a: Alexander Ovechkin viria a se tornar o jogador favorito dele, que torce para o Washington Capitals), eu fiquei em transe devido à rapidez do jogo e a fluidez com a qual os jogadores deslizavam pelo gelo da Arena Bolshoi. 

    Embora eu tenha crescido assistindo The Mighty Ducks e me lembre muito bem da febre dos Super Patos, o esporte nunca havia inspirado muitas emoções em mim. Naquela manhã, quando eu vi a seleção americana empatar e virar a partida, assim como a Rússia forçar o shootout, isso mudou. Phil Kessel fez a jogada que levou ao gol de empate marcado por Cam Fowler, e eu mal sabia que o Kessel mais velho ainda me traria muitas alegrias enquanto torcedora. 

    Joe Pavelski virou para os americanos, com uma assistência de Patrick Kane, enquanto Datsyuk igualou o placar com seu segundo gol. Depois de um gol anulado pela arbitragem de vídeo, em razão do gol ter sido tirado do lugar, a partida foi para a prorrogação. Como grandes entusiastas de esportes e prorrogações com gol de ouro, eu e meu irmão assistimos àquele overtime com apreensão e um friozinho na barriga. 

    Entretanto, ninguém conseguiu marcar e a equipe foi para o que a narração descreveu como shootout, ou seja, algo semelhante a uma cobrança de pênaltis. Intrigadíssima pelo fato de um mesmo cobrador poder ter várias tentativas, eu assisti a uma performance de gala de TJ Oshie, um então jovem atacante do St. Louis Blues. Os americanos saíram vitoriosos no confronto e se catapultaram para a primeira posição de seu grupo.

    A partir daquele momento eu fiquei completamente obcecada pelo esporte e acompanhei todas as partidas, televisionadas no Brasil ou não. Um momento particularmente memorável foi a gambiarra que eu organizei com meu notebook velho apoiado em um banquinho de madeira, o cabo HDMI e a televisão do meu irmão para conseguir assistir à semifinal entre Canadá e Estados Unidos. Eu provavelmente deveria estar estudando ou fazendo algum trabalho chato sobre Controle de Constitucionalidade? Acredito que sim, mas no final tudo deu certo mesmo assim. 

    Naquele ano também assisti à final feminina com muita empolgação, pois se tratava de uma reedição da rivalidade histórica entre Estados Unidos e Canadá. Com uma atuação de gala de Marie Philip Poulin, eu fiquei extremamente feliz quando as canadenses venceram a partida. Afinal, é sempre mais divertido quando os Estados Unidos perdem. 

    Com o fim da competição eu passei a pesquisar mais sobre o esporte e busquei formas de assistir a NHL. A primeira partida que vi ao vivo foi a da Stadium Series de 2014, do Pittsburgh Penguins contra o Chicago Blackhawks no Soldier Field. Depois de alguns jogos de Sochi, a familiaridade com alguns dos nomes nas duas equipes fez com que eu me interessasse em assistir essa partida em específico. 

    Aquela Stadium Series, juntamente com a comédia romântica “Ela é Demais para Mim” (2010), definiram a minha escolha por um time. Na minha cabeça não havia nada mais hilário do que um time de hockey no gelo que tinha seu nome em homenagem aos pinguins, meus animais favoritos. Sorte a minha, que vi meu time vencer duas Stanley Cups consecutivas em 2016 e 2017. 

    As Olimpíadas de Sochi de 2014 me tornaram uma fã de hockey e mudaram muita coisa na minha vida. Por causa daquela partida eu tive o interesse e a curiosidade de ir ao mundial da International Ice Hockey Federation (IIHF) em Praga e também ver os Capitals logo antes de vencerem a Stanley Cup na incrível atmosfera do Bell Centre, em Montreal. Também pude ver a Stanley Cup ao vivo, além de viver a experiência de sentar no vidro em uma partida profissional dos Baby Penguins, onde também se iniciou meu relacionamento de amor e ódio com Tristan Jarry (que dura até hoje, inclusive). 

    E, finalmente, sem aquele EUA x Rússia eu não teria feito as amizades que o NHeLas me trouxe. Pela primeira vez enquanto torcedora eu me senti de fato acolhida por um grupo de mulheres que buscam sempre apoiar umas às outras e promover a diversidade neste esporte tão branco e hipermasculinizado. No NHeLas fiz amizades que levarei comigo para toda a minha vida, para muito além deste projeto tão especial. Por isso eu não me canso de falar: Спасибо, Сочи e muito obrigada por existirem, Jogos Olímpicos.

  • Divisão Metropolitana vence o All Star Game 2022

    Divisão Metropolitana vence o All Star Game 2022

    A divisão Metropolitana foi a grande campeã do All Star Game de 2022, que aconteceu neste sábado (05). Contando com quatro estreantes no espetáculo, a equipe derrotou a divisão Central por 5 a 3. O evento aconteceu em Las Vegas, casa dos Golden Knights. 

    A programação do fim de semana começou na sexta-feira (04) com as tradicionais competições de habilidades. Este ano, o evento contou com mais dois desafios especiais, totalizando sete diferentes desafios propostos aos jogadores participantes. Em dois deles, tivemos a presença de jogadoras do hóquei feminino: Jocelyn Lamoureux-Davison e Manon Rheaume.

    Entretanto, a diversão não parou por aí. No segundo dia de evento (05), as equipes das quatro divisões da liga se enfrentaram no gelo em partidas de 3 contra 3. Na primeira semifinal, as duas divisões do oeste competiram pela vaga na final do evento. A divisão Metropolitana foi a vencedora da partida por 6 a 4. Em seguida, foi a vez das divisões do leste, que trouxe a segunda finalista da competição: a divisão Central derrotou a Atlântica por 8 gols a 5.

    Com direito a muitas atrações dignas de Las Vegas, o fim de semana foi recheado de surpresas. Além de DJ Zedd tocando na introdução dos jogadores, com direito a um show de luzes igual à uma boate, tivemos truques de mágica e a apresentação inusitada do cantor Machine Gun Kelly.

    Machine Gun Kelly no NHL All Star Game 2022
    Imagem: Reprodução/Las Vegas Review-Journal

     

    COVID-19 e lesões

    Em meio a uma temporada imersa na pandemia do coronavírus, alguns jogadores perderam a chance de estrear (ou jogar de novo) no evento que reúne as maiores estrelas da liga. Tirando a divisão Pacífica, que foi inteira para a competição, todas as outras tiveram ao menos uma troca de participações.

    Na divisão Metropolitana, Adam Fox (NYR) foi substituído por Evgeny Kuznetsov (WSH) após sofrer uma lesão. Além dele, Alex Ovechkin (WSH), que testou positivo para COVID-19, não pôde comparecer. Assim sendo, Tom Wilson ganhou a chance de fazer sua primeira aparição em um All Star Game, substituindo o capitão do Washington Capitals.

    Já na divisão Atlântica, o jovem Drake Batherson (OTT) foi azarado o suficiente para perder a sua primeira chance de participar do evento. Batherson machucou o tornozelo durante uma partida contra o Buffalo Sabres e estará fora dos rinques por alguns meses. Ele foi substituído pelo capitão dos Senators, Brady Tkachuk.

    Assim como a equipe vizinha, o time da divisão Central teve que substituir um de seus integrantes. Nathan MacKinnon (COL) quebrou o nariz ao receber um high-stick de Taylor Hall enquanto disputavam um overtime em 26 de janeiro. MacKinnon, que seria o capitão no evento, passou o posto para Joe Pavelski (DAL). Além disso, sua vaga no evento foi preenchida por Roman Josi (NSH).

    Verizon Fastest Skater

    O desafio contou com 8 participantes, que patinaram o mais rápido possível pelo rinque da T-Mobile Arena. Aquele que fizesse a volta completa em menos tempo seria o campeão.

    1. Jordan Kyrou, St. Louis Blues – 13.550
    2. Adrian Kempe, Los Angeles Kings – 13.585
    3. Chris Kreider, New York Rangers – 13.664
    4. Connor McDavid, Edmonton Oilers – 13.690
    5. Cale Makar, Colorado Avalanche – 13.834
    6. Kyle Connor, Winnipeg Jets – 13.851
    7. Dylan Larkin, Detroit Red Wings – 14.116
    8. Evgeny Kuznetsov, Washington Capitals – 14.559

    Dunkin’ NHL Save Streak

    Quatro duplas, cada uma representando sua divisão, deve defender a maior quantidade de gols consecutivos.

    1. Atlântica – Jack Campbell (TOR) e Andrei Vasilevskiy (TBL) – 9 
    2. Pacífica – Thatcher Demko (VAN) e John Gibson (ANA)  – 3 
    3. Central – Cam Talbot (MIN) e Juuse Saros (NSH) – 3
    4. Metropolitana – Frederik Andersen (CAR) e Tristan Jarry (PIT) – 2

     

    Discover NHL Fountain Face-Off

    Criado somente para essa edição, o desafio acontece em meio às fontes de Bellagio, um dos hotéis luxuosos de Las Vegas. Os jogadores ficam em uma plataforma central e têm que jogar os pucks acesos em quatro dos cinco alvos espalhados pelo ambiente – isso tudo no menor tempo possível.

    Rodada final:

    1. Zach Werenski, Columbus Blue Jackets – 25.634
    2. Roman Josi, Nashville Predators – 47.454

    Primeira rodada:

    1. Roman Josi, Nashville Predators – 11.855
    2. Zach Werenski, Columbus Blue Jackets – 15.16
    3. Jocelyn Lamoureux-Davison- 16.253
    4. Nick Suzuki, Montreal Canadiens – 22.155
    5. Claude Giroux, Philadelphia Flyers – 22.688
    6. Mark Stone, Vegas Golden Knights – 24.696
    7. Jordan Eberle, Seattle Kraken – 27.934
    8. Jonathan Huberdeau, Florida Panthers – 39.9 segundos 

    EA SPORTS NHL Hardest Shot

    Os jogadores participantes devem jogar o puck para dentro do gol na maior velocidade possível. Eles têm duas chances.

    1. Victor Hedman, Tampa Bay Lightning – 103.2
    2. Adam Pelech, New York Islanders – 102.2  
    3. Tom Wilson, Washington Capitals – 101.1
    4. Timo Meier, San Jose Sharks – 100.1

    adidas NHL Breakaway Challenge

    Provavelmente uma das melhores categorias do NHL All Star, o Breakaway Challenge consiste em demonstrar toda a sua criatividade quando for fazer um gol. 

    Os participantes foram Kirill Kaprizov (MIN), que fez uma homenagem a Alex Ovechkin; Jack Hughes (NJD), que fez uma mágica e surgiu com um mini-Hughes; Trevor Zegras (ANA), que fez o gol vendado e com mascotes jogando bolas em sua direção; Alex DeBrincat (CHI), que veio fantasiado como no filme “Se Beber, Não Case”; e Alex Pietrangelo (VGK), que trouxe o grupo de bateria dos Golden Knights para formar um corredor iluminado e vencer a categoria.

    Las Vegas NHL 21 in ’22

    Também criado somente para essa edição, o 21 in ‘22 é basicamente como o jogo de cartas Blackjack. Os jogadores precisam acertar o puck nas cartas até formarem uma mão com 21. 

    Joe Pavelski (DAL) foi o vencedor do desafio no desempate com Steven Stamkos (TBL). O defensor dos Stars acertou a carta da rainha, enquanto Stamkos acertou uma carta de número 4.

    Além deles, Brady Tkachuk (OTT), Nazem Kadri (COL) e Auston Matthews (TOR) participaram do desafio.

    Honda NHL Accuracy Shooting

    Para fechar a competição das habilidades, os jogadores precisaram acertar quatro alvos no gol o mais rápido possível.

    1. Sebastian Aho, Carolina Hurricanes – 10.937 
    2. Jake Guentzel, Pittsburgh Penguins – 12.017
    3. Troy Terry, Anaheim Ducks – 13.491
    4. Rasmus Dahlin, Buffalo Sabres – 17.205 
    5. Johnny Gaudreau, Calgary Flames – 17.811
    6. Clayton Keller, Arizona Coyotes – 18.997
    7. Patrice Bergeron, Boston Bruins- 20.947
    8. Jonathan Marchessault, Vegas Golden Knights – 27.782
    9. Leon Draisaitl, Edmonton Oilers – 36.543

    All Star Game 2022

    No sábado (05), o rinque da T-Mobile Arena recebeu as quatro equipes para a competição final do evento. Com direito a muitos gols em todas as partidas e intervalos divertidos, podemos dizer que a finalização do All Star Weekend foi incrível.

    Metropolitana 6, Pacífica 4

    Com direito a dois gols de Jack Hughes (NJD), a divisão Metropolitana foi ao gelo para mostrar que estavam preparadíssimos para derrotar todos que aparecessem à sua frente. Jake Guentzel (PIT) e Claude Giroux (PHI) tiveram um gol e uma assistência cada. 

    Jonathan Marchessault (VGK), Mark Stone (VGK) e Timo Meier (SJD) também garantiram à divisão Pacífica um gol e uma assistência cada. John Gibson (ANA) e Thatcher Demko (VAN) fizeram a mesma quantidade de gols durante a partida: 10.

    Central 8, Atlântica 5

    Só pelo placar já sabemos que a partida foi literalmente um show de gols. Jordan Kyrou (STL) foi o maior pontuador do jogo, com dois gols e duas assistências. Além dele, Alex DeBrincat (CHI) teve dois gols e uma assistência.

    Joe Pavelski (DAL), Nazem Kadri (COL) e Roman Josi (NSH) também garantiram seus pontos. Os três fizeram um gol e uma assistência para garantir a vitória da divisão Central. 

    Auston Matthews (TOR), Jonathan Huberdeau (FLA) e Rasmus Dahlin (BUF) foram os pontuadores para a divisão Atlântica, tendo cada um um gol e uma assistência.

    A grande final: Metropolitana 5, Central 3

    Claude Giroux, capitão do Philadelphia Flyers, foi considerado o MVP do evento após levar o puck ao fundo do gol diversas vezes durante o evento. Ele foi o dono de 2 dos 5 gols da final contra a divisão Central, se juntando a Jack Hughes, Chris Kreider e Evgeny Kuznetsov. Pavelski (DAL), Keller (ARI) e Nazem Kadri (COL) foram os pontuadores para os vice-campeões.

    É a terceira vez que a divisão Metropolitana vence o All Star Game desde que o formato 3-on-3 foi estabelecido.

     

     

    Imagem: Reprodução/NHL

  • Prévia do Hóquei Masculino nas Olimpíadas de Inverno 2022

    Prévia do Hóquei Masculino nas Olimpíadas de Inverno 2022

    Quatro anos se passaram e chegamos a mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. As Olimpíadas começam oficialmente após a abertura, que ocorreu no dia 04 de fevereiro, e irão até o dia 20. Teremos muitos esportes que não estamos acostumados a acompanhar no dia a dia, como o luge. Porém, o que está garantido é a adrenalina que essas modalidades invernais irão proporcionar, principalmente o hockey!

    Alguns esportes tiveram seu início antes da abertura oficial, como no caso do hockey feminino, onde as mulheres já iniciaram os trabalhos na madrugada do dia 03. 

    No caso dos homens a estreia ficou por conta das seleções ROC (Comitê Olímpico Russo) e da Suíça, que se enfrentam no dia 10 às 04:40 a.m (horário de Brasília).

    Este ano a cidade responsável por sediar os jogos olímpicos é Pequim, que também contará com os jogos paraolímpicos, (caso inédito nos jogos de inverno). Pequim se tornou a maior cidade que já sediou uma edição de jogos olímpicos de inverno, e junto com este feito, teremos o prazer de acompanhar a seleção chinesa novamente no gelo, após 12 anos sem participar de competições de alto nível.

     

    Grupos classificados e formato do torneio

    Este ano teremos 12 seleções na corrida pela medalha de ouro. A classificação destas equipes funcionou da seguinte forma: as oito melhores equipes masculinas mundialmente garantiram uma vaga automática nos jogos. Enquanto que, outras três equipes tiveram que disputar as eliminatórias. Três grupos diferentes de quatro equipes cada, disputaram um round robin de três jogos e o primeiro colocado de cada grupo se garantiu como classificado olímpico.

    A Eslováquia, nona classificada do mundo, conquistou sua vaga com uma vitória por 2 a 1 sobre a Bielorrússia. A Letônia, 10ª do mundo, entrou depois de uma decisão de 2 a 1 sobre a França. E a Dinamarca, classificada em 12º no mundo, se classificou após uma vitória por 2 a 0 sobre a Noruega, com Nikolaj Ehlers marcando o gol classificatório. É a primeira vez que a Dinamarca se classifica para um torneio olímpico masculino de hóquei. Por fim, a última vaga foi preenchida pelo país anfitrião dos jogos.

    Estas doze equipes foram divididas em três grupos com quatro seleções cada, são eles:

    Grupo A: Canadá (1), EUA (6), Alemanha (7), China (32)

    Grupo B: Rússia (2), República Checa (5), Suíça (8), Dinamarca (12)

    Grupo C: Finlândia (3), Suécia (4), Eslováquia (9), Letônia (10)

    Estes grupos foram determinados pelo ranking mundial das equipes hockey masculino. E estes rankings são feitos com base nos resultados dos últimos campeonatos mundiais e das últimas Olimpíadas. Com a pandemia, estes números estão inalterados desde os mundiais de 2019. 

    Para definir quem disputará as medalhas, cada equipe jogará três jogos na fase de grupos, enfrentando os outros em seu grupo uma vez. Quando a rodada preliminar terminar, todas as equipes serão reclassificadas de 1 a 12 para a rodada de medalhas. Os primeiros colocados de cada grupo e o segundo colocado com o melhor registro de pontuação se classificam para as quartas de final, enquanto os outros oito times disputam um jogo da fase classificatória.

    Essas classificações serão baseadas em onde eles terminaram em seu grupo e no número de pontos registrados nas preliminares. Outros critérios de desempate incluem (em ordem) diferencial de gols, maior número de gols marcados e, finalmente, sua classificação IIHF.

    Na rodada de playoff de qualificação, a equipe nº 5 enfrentará a equipe nº 12, a equipe nº 6 enfrentará a equipe nº 11, a equipe nº 7 enfrentará a equipe nº 10 e a equipe nº 8 enfrentará a equipe nº 9. Este é um playoff de eliminação em um jogo único até a disputa da medalha de ouro.

    Para concluir, se uma equipe sofre uma derrota na rodada de qualificação ou nas quartas de final ela está fora da competição. Uma derrota na semifinal e a equipe passa para o jogo da medalha de bronze.

     

    Covid-19 acaba com o sonho NheLers

    Com o avanço da variante Omicrôn pela Europa, Ásia e principalmente América do Norte, a situação da NHL não seria diferente das outras Ligas mundiais. Times como Colocar Avalanche, Flórida Panthers e outros, tiveram seus jogos adiados devido aos casos positivos nas equipes. 

    Em decorrência deste alto número de adiamentos de partidas devido ao surtos nos times, infelizmente tivemos uma triste notícia para os atletas que sonhavam competir em Pequim. Devido às diversas infecções em muitas equipes diferentes, a NHL decidiu abrir mão de liberar seus jogadores para a competição internacional.

    A promessa, incluída no último acordo coletivo, envolvia uma condição que estipulava que uma eventual participação não poderia prejudicar a temporada da Liga. Desta forma, a NHL pretende usar as semanas correspondentes à pausa olímpica para realizar as partidas que foram adiadas.

    Embora não tenhamos a chance de ver Connor McDavid, Auston Matthews e Nathan MacKinnon jogar em sua primeira Olimpíada, o torneio de hóquei masculino em Pequim pode ser uma vitrine para a próxima geração de talentos, como por exemplo, Owen Power, que deve se adequar ao Canadá e Beniers, Sanderson e Faber que estão entre os oito jogadores americanos com menos de 21 anos.

    Entretanto, isto pode ser uma espécie de recomeço para estes jovens jogadores, depois que os juniores mundiais foram cancelados no meio do caminho por causa de preocupações com o avanço do vírus. O mundial foi encerrado cerca de uma semana depois que a NHL decidiu se retirar de Pequim, então a oportunidade roubada tornou-se uma motivação para Beniers, Sanderson, Faber e Commesso se comprometerem com as Olimpíadas.

    Só para relembrarmos, quando a NHL decidiu não enviar jogadores para Pyeongchang em 2018, deu ao atacante  russo Kirill Kaprizov, ao defensor finlandês Miro Heiskanen e ao ala Eeli Tolvanen, e aos atacantes americanos Troy Terry, Ryan Donato e Jordan Greenway oportunidades de se destacar no torneio. Kaprizov e Tolvanen foram o segundo e terceiro artilheiros naquele torneio, enquanto Donato liderou os EUA em gols e Terry em assistências.

     

    Rivalidade já na fase de grupos

    Estas Olimpíadas já irá nos proporcionar fortes emoções na fase grupos, com a disputa entre Canadá e Estados Unidos, programada para acontecer no dia 12 de fevereiro à 00h10 (horário de Brasília). Duas seleções que sempre proporcionam ótimas partidas e mantém a rivalidade aflorada para saber qual o melhor país do continente norte americano na disputa no rink, não poderão contar com as suas grandes estrelas da NHL e sim, apostar nos jovens talentos universitários que estão surgindo. 

    A seleção canadense ainda tem Eric Staal que é de longe o jogador mais experiente e talentoso que se espera participar do torneio: um veterano de quase 1.400 jogos da NHL que jogou pelo Montreal na final da Stanley Cup no verão passado. Ele já é um dos apenas 29 jogadores do Triple Gold Club como vencedores de uma Stanley Cup, uma medalha de ouro olímpica e uma medalha de ouro no campeonato mundial que ajudará o Canadá nesta disputa. Além de Owen Power, que já vem para a competição com grandes expectativas, afinal o jogador foi uma das principais escolhas no Draft da NHL de 2021.

    Já os EUA esperam que um equilíbrio entre jovens estrelas universitárias e profissionais experientes na Liga Americana de Hóquei (NCAA) e na Europa contribua para sua primeira medalha olímpica masculina de hóquei desde 2010.

    Isso significa que Jake Sanderson, de Dakota do Norte, e Matty Beniers, de Michigan, jogam ao lado de ex-jogadores recentes da NHL Kenny Agostino, Steven Kampfer e Aaron Ness. Isso está muito longe de Auston Matthews, Patrick Kane e Seth Jones compartilhando o gelo em como as Olimpíadas deveriam ser, mas as expectativas ainda são altas para que esta seleção chegue longe na disputa do ouro.

     

    Rússia chega como a favorita

    Os russos são novamente os favoritos para ganhar o ouro nesta disputa olímpica em Pequim depois de derrotar a Alemanha na final de 2018, com uma virada histórica que os levou para a prorrogação e graças ao talento vindo da Kontinental Hockey League (KHL), que é considerada o segundo melhor campeonato do planeta em hockey no gelo e que já está com seus jogadores garantidos nesta edição.

    https://twitter.com/khl_eng/status/1485336279999037448

    Desta vez, eles terão que ficar sem Kirill Kaprizov. A estrela do Minnesota Wild é um dos jogadores que precisarão ficar de fora destes jogos olímpicos devido à decisão da National Hockey League (NHL) de não liberar seus jogadores para as disputas na China. Igor Shestorkin e Ilya Sorokin dos Rangers e dos Islanders, respectivamente, também ficarão de fora.

    Na verdade, algumas das principais estrelas de 2018 não estarão nesta edição de 2022. Em vez disso, o ROC (Comitê Olímpico Russo) recorrerá a nomes como Matvei Michkov e Danila Yurov para trazer o ouro para casa. Eles apostarão nos principais talentos que a KHL pode proporcionar à seleção.

    Os russos guerreiros e fisicamente resistentes vão tentar manter as coisas estáveis e seguras na defesa e construir as jogadas a partir daí. Com muitos dos melhores talentos ofensivos faltando por jogarem em equipes dos EUA e do Canadá, podemos esperar a defesa sendo a chave para o ROC ganhar o ouro em Pequim 2022.

    Russian team is the new olympic CHAMPIONS! Golden goal of Ice Hockey

     

    Outras seleções para ficar de olho

    A Finlândia tem uma rica história no hóquei para um país com uma população de apenas 5,53 milhões de pessoas, eles com certeza podem estimular o talento da NHL. De membros do Hall da Fama como Teemu Selanne e Jari Kurri a estrelas atuais como Sebastian Aho e Patrick Lane, eles geralmente não têm problemas em dar ao cenário mundial algo sobre o que falar.  Eles não têm superestrelas como Alex Ovechkin, Sidney Crosby ou Connor McDavid, mas isso não significa que sejam fáceis. O que você sempre pode contar é a ética de trabalho e a mentalidade de nunca desistir de suas partidas (não importa o placar), essa equipe vem como uma força motriz para derrubar seus adversários.

    Desde sua primeira aparição em Oslo nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1952, a Finlândia esteve envolvida em 17 dos últimos 18 Jogos Olímpicos. A única vez que eles não competiram foi em 1956, quando Cortina d’Ampezzo sediou a competição. Porém, eles nunca experimentaram a glória de ganhar o ouro, mas chegaram perto em 1988 e 2006.

    Ao todo, já se passaram 16 anos e três Olimpíadas desde que a Finlândia teve o prazer de jogar o jogo da medalha de ouro. Além de suas duas medalhas de prata, eles têm quatro medalhas de bronze também. Antes do sexto lugar em 2018, eles haviam conquistado três medalhas consecutivas em Olimpíadas e seis das últimas oito. Então, no geral é uma seleção que vem para brigar por medalha este ano.

    https://twitter.com/IIHFHockey/status/1484223496888664065

    Outra seleção que vale prestarmos atenção é a Suécia, que tenta sua primeira medalha desde as Olimpíadas de Sochi em 2014. A equipe sempre foi uma força na competição internacional e teve uma longa lista de sucessos nos Jogos Olímpicos. A seleção ganhou medalhas de ouro em 1994 e 2006, e também tem três medalhas de prata e quatro medalhas de bronze em seu nome. Como mencionado acima, sua medalha mais recente foi em 2014, quando conquistou a prata depois de perder por 3 a 0 para a seleção do Canadá, na disputa do ouro.

    As coisas ficaram um pouco mais complexas para os suecos nessa corrida pelo ouro dos jogos olímpicos pois, nesta segunda-feira (31) a equipe anunciou que dois jogadores defensivos que deveriam estar nas partidas, Emil Djuse e Erik Gustafsson, não participarão mais devido a resultados positivos de covid-19.

    As chances da seleção sueca de lutar por uma medalha estão no mesmo nível de alguns dos outros principais países disputando essas Olimpíadas como Finlândia, Canadá e Alemanha, e eles têm a chance de causar algum incômodo às outras seleções pois está em grupo que com certeza o levará para a próxima fase da disputa. A equipe à se derrotar este ano é a ROC (atual campeã), entretanto, com alguns talentos da SHL, a equipe sueca quer mostrar que pode ser a surpresa da competição.

    https://twitter.com/IIHFHockey/status/1484512073270837254

     

    Onde assistir às Olimpíadas de Inverno

    No Brasil, os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2022 são da Rede Globo. Com isso, as partidas serão televisionadas principalmente no Sport TV. Além disso, os brasileiros podem contar com a plataforma de streaming da emissora, o Globoplay.

    Outra opção é o site oficial dos jogos, onde terá transmissão de todas as 15 modalidades destas Olimpíadas. 

    Para não esquecer, a competição masculina começa no dia 09 de fevereiro com as partidas:

    04:40 ROC x Suíça

    09:10 República Tcheca x Dinamarca

    *Horário de Brasília

     

    Foto: reprodução/ rbth.com